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Olá, muito bom dia, seja bem-vindo. Estamos começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas. Metade da semana, quarta-feira, penúltimo dia do mês de julho. Hoje é dia 30 e hoje nós trazemos um tema que está cada vez mais ganhando espaço nas conversas sobre bem-estar e tecnologia. O uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio à saúde mental, inteligência artificial na psicologia. A terapia via IA pode ou não pode? Em um momento em que as pessoas relatam o uso da inteligência artificial para tratar questões emocionais, hoje a gente vai tentar entender melhor sobre esse cenário e refletir sobre os limites e as possibilidades de inteligência artificial em processos terapêuticos e também de reabilitação. As nossas convidadas já estão aqui no estúdio, daqui a pouquinho a gente inicia a nossa conversa com elas. E você também pode participar, mande sua mensagem através do nosso WhatsApp, está para você aí na tela. 1997293776. Em algum momento você já desabafou com o chat EPT? Conta aí pra gente. E se você desabafou, o que ele te disse, né? Então, a gente aguarda a sua pergunta ou então eh o seu depoimento. Enquanto isso, a gente atualiza as manchetes dos principais jornais do estado de São Paulo. Tsunami atinge Japão e Rússia após terremoto de magnitude 8,8. De acordo com o governador regional, o tremor foi o mais forte em décadas. Em seguida, um tsunami com ondas de 3 a 4 m foi registrado na região de Canatca. Vamos lá. Estadão. Líder do governo no Senado, Jack Wagner descarta conversa entre Lula e Trump até 1eo de agosto. Encontro de dois presidentes da República não se prepara da noite para o dia, disse o senador nesta terça-feira em Washington, onde participa da missão para tratar das tarifas de 50%. Informação agora do Correio Popular. Eec pretende testar faixa exclusiva para motos na Avenida Norte e Sul. Estudo técnico para a implantação do projeto piloto está sendo concluído e será enviado ao Senat. O objetivo é diminuir os acidentes de trânsito. Muito bem, agora vamos à previsão do tempo. Antes da nossa conversa, a gente confere como fica o tempo hoje aqui em Campinas. Eu confesso que tive que colocar uma jaqueta porque saí de casa com muito frio. Quando eu acordei, nós estávamos aí com 7º. A mínima foi de oito, de acordo com a previsão do tempo, mas em casa estava sete, né? E a previsão do tempo diz que a máxima será de 20º e o dia céu aberto, né? Lindo. Olha só, um céu, um sol, um sol e um céu azul pra gente nesta quarta-feira. Aproveite, aproveite seu dia e não esqueça de muita hidratação. Agora sim, nós vamos ao nosso tema central, né? De um lado temos a inovação. Ferramentas de inteligência artificial como chatt sendo usadas para aconselhamento, escuta emocional e até uma simulação de terapia. De outro lado, temos especialistas que questionam a segurança, a ética e os efeitos psicológicos dessa nova prática. Segundo o levantamento publicado pela Har Business Review, o aconselhamento terapêutico é hoje um dos principais usos da inteligência artificial no mundo. Mas a gente tá preparado para isso? Qual que é o papel do psicólogo frente às plataformas digitais e como a gente equilibra esse avanço tecnológico com o cuidado humano? Bom, para conversar sobre esse assunto, a gente já dá as boas-vindas às nossas convidadas. Estamos com a Laís Barcelos. Ela é psicóloga, clínica, especialista em inteligência artificial, saúde mental e bem-estar. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Obrigada a você pelo convite. Eu tô muito contente de estar aqui. Eh, como você falou, eu sou psicóloga clínica há 20 anos e me entusiasmei quando eu conheci, né, a ferramenta, né, a ferramenta inteligência artificial, na verdade o nosso aplicativo de bolso. Comecei a fazer uso pessoal e por encantamento resolvi começar a estudar o principalmente, né, o impacto que ele pode ter na saúde mental. E aí começando a estudar, eh, começou a surgir, né, emergir essa questão da terapia, né, com IA, que é o que a gente veio falar aqui. Sim. E vai que vai, né? Só precisamos tomar alguns cuidados, não é? V, vários cuidados. Então, a gente tem muito a falar sobre isso. Muito bem. Obrigada pela sua presença. Para completar o nosso time deste primeiro bloco, a gente também dá as boas-vindas à France Sunaga. Ela é psicoterapeuta, psicanalítica. Seja bem-vinda. Muito bom dia. Prazer te receber. Bom dia. É um prazer táar aqui eh pra gente pensar sobre esse tema que é muito quente, né? É um tema emergente, importante, delicado. E fazer essa troca, essa reflexão com dados, né? E a gente tava já conversando, né, Laí e eu, a gente se acabou de se conhecer. A gente já tava fazendo uma troca muito gostosa. Ela falando de dados. que ela tem estudado, eh, e já começamos ali no no hallendo algumas reflexões. E eu acho que aqui hoje a gente vai poder trabalhar um pouco esse conteúdo que é muito importante, muito atual. Uhum. E emergente, né? A gente tá vivendo isso, a gente tá aqui nesse momento, a revolução tá acontecendo. Então é importante e é muito bom tá podendo falar sobre isso. Bom demais pra gente essa conexão, né, das nossas convidadas, das nossas entrevistadas. A gente fica muito feliz quando a gente consegue criar essa conexão, porque o negócio flui assim de uma maneira magnífica, né? E a gente tem um um cenário de saúde mental de 900 milhões de pessoas com algum transtorno. Isso segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, em especial ansiedade e depressão. Aí eu pergunto paraa Francis, o que essa tendência de usar a a IA como terapia revela sobre as necessidades emocionais da população? Porque eu tô na frente do computador, não tô me sentindo bem, vou lá, olha, chatt, eu estou sentindo uma palpitação, eu tô meia triste, meio triste. Responde para mim o que que tá acontecendo, qual que é essa necessidade emocional da população? Como é que você vê isso? Eh, é, é muito interessante, é muito curioso que a gente percebe essa esse, esse levantamento e esse esse conhecimento, essa manifestação, ela parece que é intensificada justamente nesse momento em que a gente tá vivendo uma hiperconectividade, né? Então, virtualmente a gente tá super ligado, tem 1 milhão de amigos no Facebook, tem 15.000 seguidores no Instagram, mas com quem que a gente tá se relacionando? Com qual outro ser humano a gente tá tendo oportunidade de entrar em contato e ter intimidade e ter profundidade? Então, assim, é interessante a gente olhar para para essa realidade. Uhum. Ansiedade sempre teve, depressão a gente localiza há muito tempo na história, mas esse aumento intensificado, será que não tem nenhuma relação com essa essa essa alta tecnologia da qual a gente dispõe e que não necessariamente seja ruim, mas eu digo a forma como a gente usa, né? Parece, parece que sim, né, Laí? você tem toda a razão, porque esse de fato é um dos subprodutos, né, que a gente fala da interação com a IA, né, inclusive dessa terapia com IA. Quando a gente tá falando sobre isso, eh, eu não sou contra, tá? Já vou me posicionar aqui. A terapia com IA. Eu acho que ela tem muitas particularidades que vão ser faladas aqui, mas um dos riscos ou efeitos não desejáveis dela é esse. Ela acaba isolando mais a gente do contato humano. Uhum. Então eu acabo eh principalmente Jen, né, que é a geração Z hoje em dia, que usa muito o celular, que é o que ela falou, essa questão de Instagram o tempo inteiro. É, o fator humano hoje pra gente ainda, né, da nossa geração que faz terapia é um fator acolhedor, traz o quentinho, traz aquela coisa que faz a diferença, mas pr as pessoas geração Z, já não, eles adoram falar com robozinho, eles adoram falar com o chat, eles desabafam com uma tranquilidade ali com o GPT ou outros chatbots que a gente nem imagina como que eles conseguem fazer com tanta naturalidade. Só que isso tem esse impacto, por mais que possa ser ainda um uso, se a pessoa souber fazer um uso bem feito disso, contextualizar bem aquilo que ela tá achando, conseguir um aconselhamento minimamente adequado, ela isso pode ocasionar num isolamento social. E é claro que tem tudo a ver com o que a Frances falou, né, que é o que aconteceu, na verdade, que a OMS já chamou também, que a Rúbia tá falando de epidemia da solidão. Uhum. Então, é uma coisa, aquela coisa, né? É, é o ovo veio antes da galinha ou a galinha veio antes do outro do ovo. Então, as coisas se retroalimentam, a gente acaba conectando e ficando desconectado. É um negócio bem, é um contraponto, né? Porque você desconecta do físico e se conecta com o virtual. Mas e aí, como é que a gente vai conseguir lidar com isso? Porque a gente precisa do presencial, porque essa é a nossa realidade, né? Agora, o objetivo da inteligência artificial é melhorar o cuidado humano, né? Não substituir esse cuidado, né? A falta de cuidados de saúde mental, de qualidade, ela não será resolvida por soluções rápidas e a curto prazo. Então, como que a sensação de estar conversando com o humano pode levar a supercança na inteligência artificial? Porque, tipo assim, eu vou fazer uma terapia, eu vou conversar com vocês, tô olhando para vocês, eu posso chorar, eu posso rir, vocês vão perceber porque o meu corpo vai falar, então vocês vão perceber os meus movimentos, vocês vão, vai ficar mais fácil para você eh eh ter um diagnóstico, para você saber que linha, né, de tratamento você deve seguir diante eh do meu comportamento, da minha fala, do meu corpo, mostrando para vocês agora na inteligência artificial, como é que é isso e qual que é a sensação são da pessoa. Por que que a gente sente que sim, ela me deu um diagnóstico, a inteligência artificial me deu um diagnóstico, me satisfez, né? Agora tô bem porque eu falei com a IA. Como é que é esse negócio? Me explica, porque é tudo muito novo, a gente precisa entender. Eu acho que você pode ajudar. Não é, não é, né? São coisas distintas. É, eu acho que a gente tem que partir desse ponto até para as pessoas começarem a entender um pouquinho melhor e parar de ficar um pouco na defensiva, porque eu sinto muitos psicólogos, principalmente profissionais de saúde mental na defensiva e é completamente compreensível, né? Existe um termo em psicologia que se chama viés de custo afundado, eh, que significa o quê? Eu dediquei muito tempo, né, à minha profissão, eu dediquei dinheiro, eu dediquei identidade profissional. E aí fica difícil para mim eh conseguir entender que tão surgindo alternativas que de repente competem com aquilo que eu faço. Então é uma coisa natural de acontecer. Então as pessoas às vezes elas passam a já rejeitar de de bate pronto a ideia. Sim. É o natural, né? eend a fic muéurso vai substituir psicólogo vai substituir psicólogo. Eu acredito na coexistência, eu acho que são coisas diferentes, né? Eu acho não, né? Tá claramente são coisas diferentes. A definição de terapia, você que é filósofa, você pode até me ajudar, eh, né? a gente foi pensar na forma de pensar, psicoterapia envolve um profissional da área, um psicanalista, um psicólogo ou um psiquiatra qualificado, né, para exercício daquele serviço prestado. Terapia por si só, ela pode ser um tratamento ou um processo que envolva cura ou alívio de sintomas e promoção de bem-estar. Então, por que que a gente tá falando disso? Porque a gente tem que entender que são coisas diferentes. A terapia por Iá, eu até estudando isso, eu denominei de chat therapy ou chat terapia, né? Porque é um fenômeno emergente até para delimitar bem. Ela é uma terapia mediada por inteligência artificial que visa promover mudança comportamental, alívio de sintoma e de repente, né, uma reorganização da subjetividade da pessoa. Uhum. Tá? Então eu acho que ela é possível de ser realizada e trazer benefícios, mas ela tem particularidades muito diferentes da psicoterapia. Então não, ela não vai ter essa escuta ativa do humano, ela não vai ter objetivos ainda, tá muito pré-definidos com você. Uhum. Ela não vai entender que você chora. Uhum. Ainda existem sistemas que vão se desenvolver, existem chats já que estão sendo bem treinados. Eh, mas mesmo assim ela não vai ser a mesma coisa que um serviço prestado para um humano, que um tratamento que vai estar sendo feito para um humano. Então ela é um serviço que entra, né, um tratamento, um uma uma ferramenta, né? que entra num lugar que eu acho que a a psicologia ela não tá atingindo, que ela deixou aberto, ela pode chegar aí. Eh, e tem também o fator, eh, eu acho que é muito importante a gente lembrar que tem uma demanda, né, social, justamente o que você tava falando, a gente tá vendo, tem números aumentados de depressão, de ansiedade, de solidão, e nem todo mundo tem acesso a esse tipo de serviço, né? E e o que que acontece na falta? A gente se vira com o que tem, né? Eu tô com fome, né? E e e a fome ela me lembra que que eu preciso ser alimentada. Uhum. Eu sei o que é um alimento, né? Um alimento, aquilo que me nutre. Eu sei. A gente tá vivendo num tempo porque a gente sabe muitas coisas, não é? Eh, tem nutricionistas explicando o que é uma boa alimentação, mas eu tô com fome e eu tô com pouco tempo e eu tenho um pão com manteiga. Uhum. Eu como pão com manteiga, a placa minha fome, mas nutre, alimenta. Uhum. Mas assim, o bom não pode competir com o ótimo, né? Então a gente precisa ser sincero que o que ela estava falando, olha, não precisa ter medo, né? Uhum. Talvez eh esse esses recursos tecnológicos eles talvez não já tem estudos, depois se ela quiser eh eh expandir, ela pode trazer dados aqui pra gente. Eh, mas tem estudos aqui no Brasil mesmo e no mundo mostrando que tem eh alguns serviços dentro do campo da saúde eh mental que estão se utilizando dessas ferramentas. Uhum. tecnológicas para ajudar os próprios profissionais. Exato, né? Então assim, a gente não pode ser eh eh 880, né? Radical. E a gente precisa aceitar a realidade que se coloca, né? Aceitar e e sim eh questionar, né? Querer transformar é importante. A gente não precisa aceitar, não deve, aliás, aceitar, né? passivamente. Acho que a gente tem que pôr em questão, que acho que é isso pouco que a gente tá fazendo hoje, né? Ensinar as pessoas a melhor forma de usar a ferramenta, né? Eu falei muito tecnicamente aqui de o que é psicoterapia, terapia, até eu dei o nome novo para chat terapia, mas é assim, o que que é importante nisso, né? Acho que a gente como profissional de saúde mental é explicar para as pessoas então quais são as limitações e quais são as possibilidades de uma terapia com IA. Isso. Então, ó, calma. Ela não vai te dar tudo aquilo que um psicoterapeuta te entrega. Então, o que você pode conseguir aqui é isso. Como você pode fazer para conseguir isso da melhor maneira? Então, vamos lá. Vou te dar três dicas ou vou te dar os ensinamentos da melhor maneira possível de você fazer isso. Quando você for conversar com uma ferramenta de A, entenda que não é um processo psicoterapêutico, é uma simulação. É uma simulação. Ela não é legal. é uma simulação de empatia. Então você vai ter que, ela não vai entender o que você tá falando. Ela é uma calculadora de palavras. Então você vai ter que contextualizar muito bem o que aconteceu. Você vai ter que dizer, você tem que usar como uma ferramenta reflexiva e não como um oráculo. O que eu faço? Uhum. E isso acontece. E e esse, gente, eu acho isso muito bonito, né? Ó, esse tema ele é muito quente. Daqui do anos, daqui dois anos a gente precisa voltar aqui. A gente precisa voltar aqui. O que que a gente vai falar daqui do anos? Muita cois coisa acontecendo. Mas hoje, hoje 2025, julho finalzinho de julho de 2025, vamos combinar. Hoje, hoje é, não tem plataforma que faça o que a gente faz. Exato. Posso contar uma história? Manda. É uma história que, na verdade, é uma história de uma história. É um filme, o filme velho, deve ter uns 20 anos, não é a garota ideal, não viu? Precisa ver, mas acho que você já viu, tem uns 20 anos. Essa história é é um é é um filme, né, gente? Não é um caso clínico, mas é muito usado em escolas de psicanálise e de psicologia. Deve ter até vídeos no YouTube de pessoas discutindo, então pegam essa história para fazer uma discussão de caso clínico fictícia. Mas eh por que que isso me eu me lembrei disso agora? Eh eh eh é a história. O protagonista é um rapaz, o nome dele é Lars, e ele deixa ela lembra todos os detalhes. E ele não é um filme maravilhoso. Você não tinha memória, né? É maravilhoso. Não, isso aqui é um filme muito especial. O Lars ele ele se ele ele tem uma perda muito grande, muito importante, muito significativa no no nascimento dele. Então ele cresce e ele desenvolve uma personalidade assim eh esquisoide, né? Uhum. E o que acontece? Ele ele não consegue demonstrar muitos afetos, ele não consegue ter eh conexões, né? com as pessoas. Ele é uma pessoa funcional, né? Uma pessoa funcional, mas eh evita muito contato, muita intimidade. Até que na vida adulta há um um uma coisa acontece na biografia dele, né? Chega um bebê paraa família dele e ele que era um adulto funcional mais estranho, entra em colapso, né? Porque eh aquilo dispara um trauma eh de infância. Uhum. E vou parar a história por aqui, mas eu quero dizer o seguinte, vocês precisam assistir, vocês precisam assistir porque é muito lindo o tratamento que o Lars recebe hoje. Nem uma máquina faz. Nenhuma máquina faz. Uhum. É porque é completamente isso. É uma simulação, né? Ah, a médica, ele não é encaminhado para uma psicoterapeuta, para uma psicanalista, para uma psicóloga. Ele é encaminhado para uma médica. Uhum. O manejo clínico dessa médica é a coisa mais linda do mundo. E gente, eu até me arrepio de pensar, nenhuma máquina faz isso. Hoje não, daqui dois anos a gente pode conversar de novo. Tem muita coisa, a gente bate um papo sobre, né? Porque assim, o avanço tecnológico ele tá na velocidade da luz, né? Então assim, é tudo muito rápido. Isso é muito rápido, é exponencial e assim é uma coisa que pelo menos para mim eu nunca imaginava que eu ia ver uma coisas tão surpreendentes. Eh, você já e você você usa hoje a inteligência artificial? Porque eh havíamos comentado, você comentou aqui, né, que a inteligência artificial ela tem ajudado profissionais, né? Então, no ramo da saúde mental, você já começou a utilizar você ou ainda você tenha um resistência, uma resistência, França? Resistência. Então, recentemente eu comecei a explorar e até tava comentando com a Laí, olha que engraçado, né, gente? A gente tem ouvido falar de GPT há um tempo. Sim. Eh, então você vai vai fazer um texto acadêmico, você joga ali para ele fazer uma revisão. Beleza? Mas assim, ingenuamente, eu não tava sabendo que as pessoas estavam tendo esse esse nível de relação com o chat até chegar na clínica coisas do tipo, ah, então paciente, né, ou analisante, então s você saiu de férias. me senti tão mal e eu precisava conversar e eu tive um papo tão legal com o Chat GPT, ele me ajudou tanto e eu fiquei impactada. Falei: "Nossa, sério". E não foi uma pessoa, foram algumas pessoas. Sim. Falei: "Gente, que que coisa é essa?" Uma outra pessoa e outra e outra. Eu tava perguntando pro tarô no chat GP. Oi. Oi. O misticismo dentro de tecnologia misturou tudo. Que que é isso? Que que a minha gente taróloga dentro do meu chat? Aí eu fui, daí eu fui, eu joguei umas perguntas, joguei sonho meu, deixa eu ver o que que ele vai falar, né? Joguei assim: "Olha, eu quero que você se comporte agora como o meu psicanalista". E eum, mas ele avisa, não avisa. Eu não sou um Não, nem não avisou. Avisou, não avisou porque eu já fiz algumas simulações. Eu gostaria de fazer terapia, mas bem nerd, né? Ninguém quer fazer um desabafo, faz isso. Eu sei. Eu acho que talvez tenha sido a forma, né? Eu falei assim: "Olha, eu gostaria de fazer uma psicoterap, é uma psicoterapea, não, gostaria de de eu gostaria que você se comportasse como um psicanalista da linha winicotiana." Uhum. Né? E fiz lá um relato, gente, é isso, né? Simula mesmo, né? O que acontece é que a gente simula muito bem quem não é da área. Eu acho que em algum momento você fez uma pergunta que que passou despercebido, que eu não peguei. Talvez elas também não, ou eu sei lá, caiu no lápis geral. Mas é o seguinte, volto a ela. Eh, o que que acontece ali? Por que que a pessoa se sente confortável? Por que que dá aquele quentinho no coração? Volto a ela. O que que eu percebi ali? O chat ele sabe com quem ele tá falando. Se você dá, se você trabalha com algumas, eh se você conversa, se você dá dados, é porque é um banco de dados, na verdade, banco de dados. Então, inicialmente, ele vai fazer o quê com você ali? Ele vai perguntar, mas quem você é, qual que é a sua história, tal, tal, tal. Gente, qualquer pessoa muito sensível, habilidosa, eh, gente, sabe essas pessoas que leem mãos assim nas ruas de sair? é uma pessoa sensível. É uma pessoa sensível. Então assim, usa dados, né? E o que que ele espelha? Então o que que o chat fez? Ele pegou uma lá uma um grupo de dados, né, a meu respeito, sacou quem eu era, porque ele decodificou, né? provavelmente ele deve ter me colocado em algum algum eh grupo assim pré-estabelecido, diagnóstico. Ele falou: "Olha, né, você é uma pessoa muito sensível, provavelmente esse nça falar coisas que ele me espelha, ele conta para mim coisas que eu já sei de mim, só que ele ele ele transista probabilístico, só que de 1 bilhão de bilhões, 1 bilhão de bilhões e bilhões de bilhões de dados. dentro de uma categoria. Sim. Então, a probabilidade dele te dar uma resposta satisfatória é enorme. E ele é treinado para isso. Por quê? Por feedback humano. Que que a gente quer? Ser agradado, ser gentil. Por quê? Por conta, inclusive de toda essa questão. Somos carentes, somos, né? A gente, vocês lembram uma época que o chatpt ficou famoso por ser muito bajulador, muito puxaço? Vocês pegaram esse essa história? Não peguei, mas isso faz muito sentido com a experiência que eu falei que eu tive. Isso foi aconteceu isso recentemente. O ego, né? Tem uma característica que é de treinamentos dos modelos que chama psicofancy, que eles juntaram eh o final de empatia, né, em inglês com sincronicidade. Então eles fizeram isso, eles treinam a maioria dos modelos por conta de feedback humano, porque as pessoas querem o quê? Que ai, que seja empático, que seja fofo, que seja, é um servilismo algorítmico, vamos dizer assim. Ele tá o tempo inteiro pronto para te ajudar. Quero mais alguma coisa. Claro, sua ideia é muito boa, isso e aquilo, sempre a seu favor. Só que excedeu uma época e o povo começou a que absurdo, que absurdo, que absurdo. Aí é muito saco. Aí o GPT isso, o GPT aquilo. Aí foi lá o tal do S Altman que é o o CEO do laboratório, que que é o dono do GPT, e falou: "Ai, vamos fazer uma atualização do sistema. Por quê? O povo reclamou, por que excedeu?" Entendeu? Uhum. Too much. Agora too much. Exato. Então, ai agora a gente não quer mais. Fez uma atualizaçãozinha, ele continua fazendo isso. Por quê? Porque feedback humano, todo mundo quer ser bem tratado. É treinado para isso. Sabe ele simula empatia, gentileza, cordialidade o tempo inteiro. E aí junta isso com análise, né, probabilística, com bilhões e bilhões de dados, com um pouquinho do que você fala sobre você, a chance dele te agradar e te devolver respostas que são altamente prováveis, entendeu? de de fato terem a ver com o seu sonho ou com qualquer coisa que você tenha pedido para ter sido analisada é gigante. Uhum. Nossa, gente. Então é isso. Atende, atende. É muito mais chance isso do que um horóscopo de jornal. Agora sim, é se for parar para analisar, né? É de jornal. Gente, começou antiga pensando numa pessoa lendo um jornal, um site, a assertividade do do chat EPT, diante das suas informações que tem nos bancos de dados, ela é, né? Sim, mas agora é ruim isso, isso que eu ia falar. Calma, calma, calma, calma. A gente, a gente matou assim, a gente bateu no bichinho, mas vamos fazer o Não tô batendo, estamos descrevendo bichinho. Tá contando como ele é. É, não, mas eu eu tô eu tô dizendo assim que a gente nesse momento a gente fez a crítica e a ácida verdadeira, né, gente, necessária. Mas assim, tem, eu acho que o que você ia complementar, tem um fator importante. Então vamos pensar que a pessoa tá falando como ele é. Sim, ele é assim e a gente tá achando divertido, né? Mas assim, é claro que eu tô pensando assim numa pessoa em franco sofrimento e que naquele momento ela realmente não tem com quem eh fazer essa troca, não tem não tem para quem dirigir a sua dor, a sua dúvida. Nesse primeiro momento, o o chat ele faz um acolhimento, né? E o acolhimento ele tem a sua função, ele é importante, né? Então assim, eh, tem a sua função, tem a sua importância, ele não ele não aprofunda, ele não vai muito longe. Essa que é a questão é por isso que é importante que a gente explique pras pessoas como que ele funciona e que ele é uma ferramenta que ele pode ser muito boa pras pessoas. Examente. A gente precisa só saber usar, né? Tem que saber usar, tem que entender, né? Porque olha só, nós temos aqui um dado interessante que em 2024, um dado não, uma informação, me desculpe, um homem belga, ele cometeu suicídio depois que o chatb o incentivou a fazê-lo. Da mesma forma, a Associação Nacional de Distúrbios Alimentares nos Estados Unidos, ele suspendeu um chat de distúrbios alimentares porque ele estava dando conselhos prejudiciais sobre dietas. Então, como é que o uso isolado dessas plataformas pode gerar uma frustração ou agravar quadros? A gente sabe que a geralmente essas ferramentas elas são disponibilizadas sem qualquer tipo de regulação em relação à privacidade de dados no contexto da saúde, né? Então, aí faz a gente parar para pensar, eh, é um conforto de momento, por enquanto, né? a gente precisa ficar atento porque na questão eh eh do belga que cometeu, infelizmente, o suicídio, depende da forma que ele falou com a máquina e a forma que ele tava da saúde mental, que nível, que nível que essa pessoa estava, que momento ela chegou para poder desabafar com a máquina, não é? né? E isso é é uma discussão que deve tá sendo desenvolvida e precisa ser pesquisada, desenvolvida. Por quê? Aí a gente tá entrando numa questão ética, que é a ética do cuidado. O profissional humano tem um nome, tem um RG, tem um CPF, tem um conselho regional, no caso do psicólogo, eh, que ele responde se acontece algo. Você ser humano se responsabiliza pelo que tá acontecendo. Então, se o meu analisante ele ele chega a a por fim a própria vida, eu tô implicada nisso, né? Eu posso não ser responsabilizada por isso, mas eu sei responder sobre o meu lugar, a minha função, o que é que estava acontecendo, né? Eu posso conversar com a família, né? Eu posso eh acolher inclusive a a família em situações extremas como essa como essa, né? Mas assim, uma máquina não, uma máquina não vai se responsabilizar por um surto psicótico, que foi exatamente isso que aconteceu. Esse caso, ele é bastante emblemático, e tá sendo bem ainda está sendo bem discutido, né? Tem muita gente discutindo profissionais sobre esse caso é bastante emblemático, não é isolado, tá? Existem outros. Uhum. Mas o que aconteceu nesse, ele era um ecoancioso, vamos dizer assim, ele era desesperado com questões ecológicas do planeta e ele vivia falando sobre essas questões eh com o chat. O chat chama Chai. É um outro chat não era GPT, mas ele tinha essa questão desse cevilismo, algoritmo. Então ele ficava reforçando todas as ideiações dele e até foi numa conversa um tanto quanto elas foram liberadas essas conversas. assim, eh, esse planeta não é mais para mim, eh, eu realmente não vivo aqui. E o chat foi falando, não é, de fato, esse planeta não é para você, você Ele foi validando idea deções suicidas até que ele se suicidou. Uhum. E E aí o que acontece nessa época ainda não tinha isso. Você falou 24, eu não sei exatamente se era 24 ou 23. É, mas o que que acontece? hoje já tem um, não é um diagnóstico clínico, mas já tem uma um termo que tá sendo usado, que já tem até na Wikipedia, que chama psicose do chat GPT. Uhum. O que que acontece? Pessoas que já tem têm condições, já são vulneráveis, né, que já tem assim uma eminência de uma possibilidade de transtorno, né, de crise psíquica, de crise desse estilo, elas conversam com em interações intensas com o chat dept, elas podem surtar, né? ele porque ele pode validar esse tipo deção. Pessoas com toque, por exemplo, né, com um questão de obsessão, alguma coisa nesse sentido, ele eu posso virar pro chat de PT, pode ser que seja real, mas pode ser assim, por exemplo, ah, eu tô achando que tem alguém me perseguindo, o chat, que que ele pode responder, já que ele é treinado para validar o que eu penso, o que eu acho. Nossa, é verdade, você é muito cuidadoso. É verdade. É melhor você tomar cuidado. É verdade. Olha isso. Então, ele não interrompe ciclos, por exemplo, de toque. ele vai validando coisas, até porque ele está para te agradar, para concordar com você, concordado. Então é muito importante que essas pessoas sejam monitoradas, o uso delas, que pessoas que já são vulneráveis não tenham acesso. Mas aí como é que a gente vai fazer isso? É, e quando a gente fala em vulnerabilidade, a gente fala de vulnerabilidade da questão da saúde mental e vulnerabilidade eh assim em todos em todas as as situações, porque se a gente parar para analisar, como nós falávamos no início, pessoas hoje, né, com casos aí de de depressão, de de ansiedade, não tem acesso a ao sistema, né, de saúde. que a gente sabe que o Sistema Único de Saúde hoje para você fazer uma sessão de de psicoterapia ou de psicologia ou ou então eh eh até um psiquiatra, você tem que ficar esperando muito tempo. Os números do Brasil são super tristes. Então então isso isso traz também uma reflexão o porquê dessa fila de espera, né? Então isso significa que são poucos profissionais disponíveis para uma demanda que esses profissionais disponíveis eles não vão conseguir atender, porque cada enquanto o profissional tá lá, mais gente vem querendo, precisando, necessitando. E aí o que que acontece? Vamos para o que está disponível. temularente aí do perfil econômico, perfil social, é algo que a gente tem na palma da mão e o chat está ali pra gente acessível. Como é que você vai falar pra pessoa não se não se consultar com o tal do consulta? Não existe fazer isso. É fome. É a fome. A pessoa não come esse pão que tá no chão. Como que você fala pra pessoa que é isso que a gente vê na vida? A gente não vê isso no Brasil aqui em Campinas. Pessoa pegando comida. não é a coisa mais triste do mundo, infelizmente, né? E aí é a mesma questão da tecnologia. Agora, então a gente tem que ensinar agora essa ausência, eu pergunto para você, essa ausência de responsabilidade legal das plataformas é complicado? Ela pode colocar o usuário em risco, já que qualquer pessoa pode utilizar. Uhum. Mas a a ela não tem a responsabilidade legal. E aí a gente volta nessa questão da pessoa que eh cometeu aí o infelizmente o suicídio por conta de uma orientação que ela recebeu do do robô, né? E como é que fica essa responsabilidade legal? Como é que vocês avaliam isso que você quer falar? Vai lá, Franc. Olha, eu eu vou dar eu vou dar uma introdução, mas eu acredito honestamente que você tenha mais recursos assim técnicos e dados para para aprofundar, mas eu vou falar eh que é uma coisa importante eh que você traz, que é o limite ético dessa dessa ação, desse gesto. A gente tá se lançando no para uma aventura. E eu acho que quando eu eu comecei falando, olha, é um assunto quente, porque é quente mesmo, né? tá acontecendo aqui agora e ninguém tá ensinando. A gente tá aprendendo sozinho. É, a gente tá aprendendo e vendo. É, você tá você tá ensinando a palestra. A gente tá eh ao vivo em cores vivendo essa situação. Então é agora que a gente tá eh experimentando, porque assim é é novo, né? E tudo que é novo e tá ao nosso alcance, a gente experimenta. Então a gente tá tem essa curiosidade, né, dessa tecnologia emocional e tem assim os riscos e e os benefícios da experimentação. Então é é nesse momento que a gente tá, infelizmente tem gente morrendo, tem gente entrando em surto psicótico por causa da tecnologia. Nessa bagunça toda também tem gente que tá tendo coraçãozinho aquecido, também tem gente que tá fazendo bons recursos dentro da ciência mesmo, tem gente vivendo, porque tem muitas cirurgias hoje que são feitas por robôs com auxílio claro do médico, mas a pessoa ela é salva por quê? Pela precisão da máquina. Tem gente que tira foto de uma pinta e depois vai ver: "Nossa, eu vou precisar ir até o médico". Uhum. que faz um prédiagnóstico de si próprio e fala: "Putz, fica atento". Exatamente. E vai lá procurar. Então esse momento é um momento em que a gente tá vendo, vivendo e ao mesmo tempo se questionando e analisando. Então é um momento que a gente tem que trabalhar mesmo. Quais são os limites éticos, né, dessa dessa dessa proposta que tá chegando. Eh, agora esse é o grande lance da IA como um todo, tá? Eh, existe, eu até eu não vou saber te falar com muita, na verdade quase ninguém sabe, tá? Uhum. Porque as questões éticas da IA, elas não se limitam à psicologia, tá? Elas são grandes questões, né? O STM, voltando a falar dele, né? Que é o Sim, do chatt, o CEO do chatt, ele falou recentemente, inclusive, né, para eles se resguardarem, eu po falar, não façam terapia com o chat PT. Uhum. Ele eh não tem sigilo, ele fala, ele alerta, ele falou assim: "Não tem o vocês não, a gente não pode garantir sigilo porque a justiça pode pedir os dados". Ele acabou de falar isso. Ele falou isso semana passada, quando voltou esse burburinho dessa questão do do caso desses do belga, ele contratou inclusive um psiquiatra forense para a Open AI, acho que foi 3 de julho, 4ro, foi na primeira semana de julho, foi agora super recente também que começou essa coisa do psicose do GPT. Então eles também estão procurando inclusive para terapia, mas essas questões éticas elas são questões assim super abrangentes em todas a todas as áreas da inteligência artificial, tá? Porque tá tendo um monte de coisa, vamos entrar com um monte de fraude bancária, com um monte de fraude de um monte de coisa. Eh, mas enfim, eh, o mais importante agora para a gente, eu acho que enquanto profissional é de fato, vou repetir esse letramento tecnológico, ensinar as pessoas, mas eh eh existem algumas eh alguns sistemas, tem um um experimento novo que foi primeiro semestre desse ano, que foi com o chat que eles treinaram foi treinado por profissionais de saúde, chama Terabot. Ele foi o primeiro estudo clínico randomizado, que assim é como se fosse um estudo para lançar remédio, tá? É um estudo muito muito bem uma pesquisa muito bem feita, muito bem validada e e ele foi passou no teste, vamos dizer assim, paraa terapia com chatbot. Então, eu acho que as os chats as e as ainda vão evoluir nesse sentido terapêutico. Uhum. Tem mais uma, mas assim, tem muito ainda coisa para melhorar. Eu acho que de repente o que pode acontecer é a gente não fazer mais terapia com IAs genéricas. Por exemplo, o chatpt não vai ser uma IA para fazer terapia, vai existir uma IA específica para a terapia pensada, planejada, elaborada, supervisionada por profissionais de saúde, entendeu? E aí agora lançou uma ferramenta, está lançando, tá? Eh, ela já está pronta para teste, disponível na internet, um protótipo dela, inclusive para quem quiser usar, que chama Super Ego. Ah, verdade. Super Ego Agent. É, é da Sirit, que é uma universidade do Vale do S. Claro que vamos testar. Claro que vamos testar. Tá novíssima aqui, ó. E e o que que ela faz? Ela se acopla a um chat GPT, por exemplo, e ela você consegue fazer códigos customizáveis, filtros éticos customizáveis. Hum. Você customiza o seu próprio filtro. Hum. Então, o que que você pode fazer? Se você quiser mandar um agentezinho, um linkzinho para um cliente seu, para um paciente analisante seu, cada um chama de um jeito, gente, na psicologia, tá? Na na sua terapia, eh, para que ele também não corra o risco de receber um output, uma resposta do chat, uma resposta muito genérica ou uma resposta muito Uhum. Eh, inapropriada, você customiza o filtro. Então, eu acho que é um passo super eh à frente, já adiantado para essa questão ética. Sim, já a gente já a gente já percebe claramente que alguém considerou e estruturou algo, já tá melhorado, né, gente? Já tá melhorando. Olha, então é isso. Ele não está disponível. Pronto, ele está disponível para teste, mas é super legal. Você entendeu? Você entendeu? Porque daqui dois anos a gente tem que ter essa conversa essa conversa novamente. Sim, as três, vocês duas. E daqui a pouco nós temos um psicólogo forense que vai entrar com a gente pelo Zoom para apimentar um pouco mais aí o nosso bate-papo. Tô super adorando, gente. É muito. Essa conversa tá muito boa. Eu já agradeço mesmo vocês duas. Que legal a conexão que vocês fizeram aqui, porque são duas, gente, essas duas profissionais elas nos conheciam, elas conheceram agora treinar e a gente e parece que vocês vieram treinadas, né? É muito bom, gente. Não é porque o assunto é gostoso. A gente tá nele imerso de pontos de vista diferentes, de campos, não. E de abordagem da psicologia diferente. Isso. Exatamente. O campo é o mesmo, mas as abordagens são diferentes. Então a gente começou, a gente se conheceu e começou a conversar e deu liga. Por isso é uma conexão que que vai, né, gente? Porque a internet, a internet não, a a inteligência artificial, ela está aí. Ah, muita gente fala: "Vai tomar meu lugar" e tal. Não, porque se você não, com a a inteligência artificial ela precisa de comando e se você não comandar, ela não faz. Então precisa de um ser humano. A gente precisa só mediar, a gente precisa só eh medir as consequências e e usar como moderação. Eu acho que o ponto é esse também, é entender qual é o bom e o mau uso da ferramenta, que é para tudo, né? Da ciência e de da recursos disponíveis que a gente tem, né? É isso mesmo. Vamos para um breve break. Daqui a pouquinho a gente volta porque já já, né, a gente continua e nós vamos inserir nessa conversa um psicólogo forense. Gente, a gente vai receber daqui a pouquinho o Leonardo Targino, deve estar já se conectando com a nossa produção. Então, a gente vai para um break. Em instantes a gente tá de volta para continuar esse nosso bate-papo gostoso sobre a inteligência artificial. Mas e aí? Ela vai substituir a sua terapia, né? Eh, olho no olho, frente à frente com o seu psicólogo, seu psicoterapeuta, seu eh psiquiatra. E aí, pode, não pode? a gente tá falando sobre isso, fica com a gente daqui a pouquinho também a gente responde a sua pergunta, porque além disso, além desse nosso bate-papo e o nosso terceiro entrevistado, nós também temos a participação da população que tá ouvindo e com certeza esse assunto tem despertado muito interesse. Então já já a gente volta respondendo. Você fica ligado em instantes. Muito bem, já voltamos. Estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, quarta-feira, né? E nós estamos falando sobre inteligência artificial na psicologia. A terapia via IA pode, não pode? A gente tá conversando aqui com a Laí e com a Frances e a gente tá tentando conexão, gente, com o Leonardo, ele que é um psicólogo eh forense e seria bem legal se a gente conseguisse essa conexão com ele. A nossa produção tá tentando ainda, a internet tá indo e tá voltando para ele, mas a gente vai segurando aqui. Se a gente conseguir, a gente vai ficar muito feliz. Se a gente não conseguir, a gente vai entender, porque acontece mesmo e nós estamos ao vivo, tá certo? Vamos atualizar algumas informações. Vamos lá. Saúde de Campinas registra mais seis mortes por gripe. Vacina continua disponível nos centros de saúde. Todos os pacientes eh que infelizmente faleceram eram idosos, tinham comorbidades e os óbitos ocorreram entre junho e julho. O imunizante, gente, é recomendado para todas as idades a partir de 6 meses, tá certo? Mais informações chegando para você. Morango tem alta de 52% na Seasa Campinas. Morang do amor, hein? Cebola e batata aliviam o bolso do consumidor. A análise semanal aponta altas expressivas em frutas e legumes, enquanto a cebola e a batata apresentam apresentam quedas, né, e aliviam o orçamento do comprador. Já o tal morango, olha o morango do amor aí, gente, né? foi o produto com mais alta da semana, uma valorização de 52%, chegando a R$ 3167 o quilo. Eu já vi alguns posts na internet, pode ser que seja fake, mas uma bandejinha de morango custando R$ 100, né? É a oportunidade. Até que ponto vale isso, né? É impressionante. E é isso que a gente tá na época de morango. Você imagina quando a gente sair da época do morango, né? É. E viva o morango do amor. Vamos lá. E agora sim, a gente continua falando sobre essa questão aí da ferramenta, né? Essa ferramenta nova, essa obsessão pelo novo. O brasileiro está usando chattas de inteligência artificial para fazer terapia. Já são mais de 2 milhões de pessoas no país usando a tecnologia com esse propósito. Segundo estimativa feita pelo All, baseada em relatório da agência de estudos de comportamento Talkink, só o chat EPT atenderia aí cerca de 6 milhões. Hum, esses dados indicam aí uma mudança de comportamento social ou um sinal de alerta. Nós falamos aqui então com a Frances, com a Laí no primeiro bloco. A gente tá tentando ainda a conexão eh com o Leonardo, né? Eh, Leonardo. É Leonardo. Isso eu ia falar Leandro, não é Leonardo. Mas aí, enquanto isso a gente continua conversando com as meninas aqui, porque essa conversa, esse bate-papo rende até meio-dia. Tranquilo, tranquilo. Esse comportamento social, né? Essa mudança, esse sinal de alerta, que que a gente faz, né? A gente já falou aqui que a gente precisa consumir com moderação, né, Lice? Com parcimônia, né? Eu acho que mais do que moderação é com consciência. Exato. A gente tem que, né, tem um termo que fala letramento tecnológico, que seria o equivalente a gente a alfabetizar as pessoas, ensinar de fato como que seria uma forma adequada de uso, né, ensinar como é que funciona um modelo de linguagem que são os chats, né, que é o aplicativo de bolso que a gente tem hoje em dia, que não é só o GPT, tá? É, a gente fala GPT que é o é tipo exato. Tipo a maionese, tipo o chatpt é o bombril da inteligência artificial. Exatamente. Então ele virou isso e então a gente teria que ensinar as pessoas a usarem de fato, né, com moderação, com consciência, sabendo os limites, né? Mas você sabe que t você tá falando isso? Eu tava rindo aqui. Você tava contando a história do do morango, né? Tava rindo aquilo do que você tava falando. Você tava falando um assunto, né? Eu tava rindo porque é isso, né? Usar com parcimônia. Eu fico pensando, né? O efeito TikTok desse negócio, né? Quem não gosta de um morango, tal? Talvez tenha gente que não goste, não goste de muito, mas será que todo mundo gosta tanto assim, né? É, então assim, é colocar em questão tempo todo a máquina, o que que tá sendo oferecido, porque assim, é fato de que a gente sempre eh eh é afetado pelo outro, né? A gente nasce e a gente já nasce com o nome que alguém escolheu, né? A gente não, né? Então a gente sempre afetado por um outro, né? Sim. A gente tá sempre, mas aí a gente vai ficando, mas assim, a gente vai crescendo, a gente vai amadurecendo, a gente tem condições de colocar em questão, né, de usar as coisas com critério, né, de filtrar aquilo. E e questionar, né, afinal de contas, o que que é meu e o que que esse desejo é realmente meu ou esse desejo tá sendo instigado e colocado em mim, mas ele não me pertence, né? Eu acho que eh foi a viagem que eu fiz aqui enquanto você tava falando, né? desvolver a autonomia da pessoa, né? Que eu acho que a hora que a gente dá informação, isso eu falo em uma das minhas palestras, a hora que você tava brincando, você falou assim: "Ninguém". Então você tá, você tá fazendo palestra ensinando é o uso consciente, uma introdução ao uso consciente das tecnologias emergentes, né? De impacto da das dessas tecnologias emergentes na saúde mental. Muito bom. Eh, tem bastante empresa, né, que quer ensinar isso pros colaboradores. Eu faço algumas mentorias pros líderes. E e a inteligência artificial, ela chegou para ficar mesmo. Não tem como reverter a situação. Agora é só mais e mais e mais. E a gente precisa se apizar. Falando de uma revolução 4.0 que já é vista, né, já é falada, a gente está atravessando ela. É revolução industrial. Uhum. que grandes, né, eh, estudiosos, grandes pessoas já que estudam o tema futurologia, inclusive falam que ela é maior, né, ela equivalente ou maior do que a revolução da energia elétrica. Uau! Olha isso. E o impacto disso na formação dos profissionais que estão que que que estão começou hoje, começou, vamos lá, comecei uma faculdade, né? Ou então comecei aí um curso técnico, eu quero me formar psicoterapeuta ou psicóloga ou então psiquiatra. qual que é o impacto dessa dessa evolução da inteligência artificial mediante o que nós estamos falando, que é a inserção dela, né, eh eh na saúde mental, nas nas na nas consultas, enfim, qual que o impacto disso para as pessoas que estão iniciando a formação agora? Qual que é a sua avaliação, França? Eh, eh, eh, nossa, é, é muito importante isso, porque inclusive a gente tá vivendo um momento, tá crescendo muito o o a procura por cursos de psicanálise. A gente tem curso de psicanálise em toda a esquina agora. Exatamente. Curicanálise pela internet. Aham. O que, na verdade é perigoso. Total, né? Total. você vai entender como é que funciona o seu Não, não tá tá uma loucura assim, o pessoal tá, ah, eu sou psicanalista assim, nasceu ontem, fez o curso de 2 anos e, poxa, eu sou psicanalista. Não é assim, mas assim, é interessante você colocar isso porque a a gente tá desaprendendo a pensar de forma crítica. A E isso isso serve para para tudo, né? Eh, eu tava brincando aí com a história do morango, mas é assim, a gente chega nesse nesse ridículo, né? Eu vou comprar uma bandeja de morango de R$ 100. Pois é, falta falta crítica. Então, o que acontece? Se a pessoa não tem muita crítica, muito rigor, ela não vai escolher um bom curso para fazer. ela vai fazer o curso que é mais barato. Uhum. E e não necessariamente um curso eh barato seja ruim, mas assim é importante você ver, né, assim, mas ele é barato porque ah porque é fora de uma instituição, tá? Mas tem esses, mas vamos ver quem são os profissionais aqui que tão oferecendo essa formação, né? Vamos, vamos ser um pouco mais crítico nesse sentido. E outra coisa, se a gente não pensa muito, eh, eu quero muito receber um título, eu quero muito ir pro mercado. Então, eh, o que que eu preciso fazer para passar nessa matéria? Chat dept. Uhum. Né? Então, na função copia e cola, não na função auxiliar, né? um assistente reflexivo. Exato. E daí se tem pessoas malformadas, né, e que acham que olha, eu fiz um curso de um ano, de 2 anos, até de 5 anos. A questão não é o tempo de curso que você faz, é o critério, é o rigor, é são as outras coisas. Dou um caso, um parêntese. No caso da psicanálise, é a sua própria análise que custa muito caro, não só em termos de dinheiro, mas de vida que você de energia de você se colocar na na na posição de analisando eh é é fundamental, né? E é muito caro, né? A gente se colocar nessa posição. Sim. Eh, e a gente olhar pra gente é muito caro a gente desenvolver autoconhecimento, né? Exatamente. Não, então assim, eh, a gente não pode ir na superficialidade. E o que a gente tá falando é isso. Olha, esses recursos tecnológicos eles são ótimos se a gente usar com critério, com rigor, com criticidade. E aí a gente até falou, né, da de que pena que é não existir um um módulo, né, um curso de filosofia, mataram a filosofia no ensino, que é poderia eh ensinar as pessoas a pensar. instiga, instiga que isso é uma coisa que faria diferença pro uso de um GPT, que isso é, se as pessoas soubessem a pensar, seria interessante as pessoas poderem fazer uma terapiazinha com o GPT, poderem usar o GPT como assistente de estudo, porque aí eu estou usando a ferramenta como um assistente, não como um como um facilitador de tarefa, não de tarefa, não como um executor. Não é faz para mim, é faça comigo. Facilite o caminho. Uhum. Uhum. Olha aí, gente. Eu acho que eh eh foi muito bem colocado aqui. Não é faz para mim, é facilite o caminho. Então, a gente precisa estar bem atento, né? Como é que a gente utiliza a inteligência artificial, principalmente nessa questão que a gente tá falando aqui hoje de ir lá se consultar com a IA, né? Que que é isso? As pessoas querem fazer o tarô no IA. Que que eu faço, GPT? Eu faço isso ou faço aquilo da minha vida. E não é assim, não é? E que é e que é uma demanda que chega pra gente na clínica. Todo mundo que tá sofrendo, todo mundo que tá sofrendo quer sair do sofrimento. Então chega, olha, eu tô com esse problema, o que eu faço? Essa pergunta chega, só que aí a gente tem o julgamento crítico e vai levar o paciente, cliente, analisante, mas isso é um caminho que vai ser percorrido, né? GT não, o GPT é pap. É te entregar o que você tá pedindo. E aí, se você não tem aí uma noção de interpretação daquelas palavras que o chat EPT ou enfim a inteligência artificial te devolve, né, a a resposta da sua pergunta, aí tá um perigo muito grande. O GPT tem que saber perguntar para fazer um bom uso. O que importa é o input, né? O que você coloca ali, é o comando que você dá. Então é, você tem que saber perguntar para fazer o bom uso. Você concorda com isso? Uhum. Claro. Sim, né? Saber perguntar, porque ele vai, dependendo do que você pergunta, ele vai te responder. Sim. Porque a pergunta não é não é qualquer pergunta. A pergunta que um eh profissional faz e aqui eu tô falando do analista porque é o o que eu conheço, que eu tenho contato. Não é qualquer pergunta. A pergunta ela é muito especial, ela é muito específica para aquela pessoa naquele momento. E eu só tenho noção de qual é a pergunta que vai incomodar, que vai tocar e que vai deslocar a pessoa, porque eu sou uma pessoa. Hum. E de carne e de osso, eu tenho uma biografia, eu tenho as minhas experiências, eu afeto e eu sou afetada. Então, a pergunta que eu faço não é a mesma pergunta necessariamente que um chatb vai fazer, entende? Então tem uma coisa, tem um toque de arte nessa técnica de cuidado. Exatamente. E aí tá a questão dos cursos, a questão de aprender a lidar com a inteligência artificial, né, para que você possa entender como você deve conversar com essa ferramenta que tá disponível na palma da nossa mão e e cada vez mais isso eh vai estar se atualizando e vai chegar um momento em que você poxa vida, vai falar: "Pô, é isso mesmo, né? Ah, entend é tudo isso mesmo, mas a gente precisa se atualizar e até na questão do trabalho também, né? Como eu já disse antes e vou repetir, a inteligência artificial é algo que você precisa dar comandos para ela. Então, a gente tem que tirar esse tabu também aí de que você substitu pela substituído pela inteligência artificial. Vou ou não? Vou ou não vou? Eu não vou. Eu também não vou. Eu também não vou não. Vai vir aqui falar. Eu vim pensando nisso, eu falei assim, eu acho que em algum momento essa pergunta vai surgir aí, ó, surgiu. E eu acho que mais do que a gente pensar em qualidade de trabalho, eu acho que a gente não vai ser, acho que ninguém aqui dentro de nós três, aquelas super humildes, né, modestas, não, mas é brincadeiras à parte. Eu acho que eu vim pensando aqui, eu acho que quem determina isso, mais do que a gente pensando em qualidade do trabalho, né, do que a gente tá oferecendo, é mercado de trabalho, é economia. E aí eu acho que é uma área que eu não domino, então eu não arriscaria dizer. Então você sabe que eu tava, então acho que o que entra aí são outras questões pra gente. Sim, eu estava fazendo uma pesquisa ontem para porque assim, a aqui no programa são temas todos os dias diferentes, né? Eu não tenho toda essa informação. Claro que eu tenho que estudar e estudo bastante para poder conseguir conversar com vocês profissionais. Percebi que você trouxe um monte de informação aí que tem a informação sobre o que a gente vai falar. Então a informação é com vocês, mas eu preciso estudar para poder conversar com vocês. Saber as perguntas, né? Quais são as melhores perguntas? Eh, e aí eu vi que, eh, um dos das áreas de trabalho que estão faltando profissionais são pessoas que saibam trabalhar com inteligência artificial. Olha isso. Então, se tá faltando profissional para trabalhar com a IA, especialista em A, é por quê? Porque a IA precisa da gente também. Sim. Sim. Mas quem que vai treinar os modelos? Sim. De inteligência artificial somos nós. Somos seres humanos. Então é isso, a gente precisa nos atualizar, né? É porque assim, é é um pouco assustador, né, essa revolução do trabalho que eu falei que a gente tá passando. Eh, mas ao mesmo tempo é uma grande oportunidade pra pessoa se reorganizar, para ela se transformar, né, para ela se sear profissionalmente, trans a a mandar no chat GPT. Aí manda só psicólogos também, né, gente? vai ter muita gente para pensar em ajudar nesse momento. É porque se a gente pensar que vem para agregar o conhecimento e agilizar todo o processo, seria algo que a gente pode falar que é bom. É. E acho que o mais importante agora também é no mais é não é pensar vai ter, não vai ter, está tempo. Então é o que que a gente vai fazer com isso, né? Mas sabe, eu tava fiquei pensando e eu falei, eu não vou, né? Eu não vou. Eh, por que que eu tava pensando isso, né? É que é claro, claro que alguém pode falar: "Não, não vou continuar a análise com você porque é muito caro, vou fazer aqui com um chatbot, até". É claro. Mas eh quando eu digo: "Não vou ser substituída". Ninguém é substituído. É no sentido assim, nós seres humanos, nós temos cada um de nós, né? A gente tem o o nosso nosso próprio DNA, nosso nosso código, né? Uhum. a nossa a nossa digital, né? E isso fica impresso no nosso trabalho. E tem uma coisa muito importante, muito séria, que acontece no campo do cuidado ali, eh, do processo psicanalítico, e ele se fundamenta num conceito que é de transferência. E a transferência, né, o campo transferencial, ele acontece entre pessoas. Uhum. Né? Então aquilo que eu falei, olha, eu sou de carne e osso, eu tenho uma biografia, eu tenho história, eu sinto dor. Então quando eu tô numa sessão com analisando, com uma analisanda, Uhum. essa pessoa me afeta. Exato. A empatia é real. A empatia genuina até tentar fazer cara de pôker, mas, né, fala bem a verdade, eu não sou esse tipo de psicanalista, não faço cara de pôker, não. Nossa, que diferente, né? É verdade. P não é? É, mas assim, mas eu assim, o que eu quero dizer, né, na verdade, sem sem ficar eh provocando, né, os colegas da cara de pôker, o que eu quero dizer é o seguinte: eu sou afetada mesmo, quem faz cara de pôker também é afetada, né? E isso implica na forma como o analista vai trabalhar com nenhuma máquina vai ser afetada, nenhuma máquina tem história, nenhuma máquina tem DNA, né? Então, nesse sentido, a gente não vai ser substituído nunca. E e eu acho que é é como hoje as pessoas tem gente que namora virtualmente, né? Tem bastante já. Pode pode talvez pode talvez aplacar ali a situação por um momento. Mas que gostoso dar um abraço de verdade, aquela pegada, aquele beijo de verdade, real, concreto, é outra coisa, não é? É o que acontece na situação de análise, que é uma relação, é uma relação entre pessoas. Muito bem. E falando em relação entre pessoas, a gente já tem ele conosco. A produção tá avisando, ele entrou, tá aqui. Ah, que beleza. Seja bem-vindo, então, com a gente eh o Leonardo Targino, ele é psicólogo forense e tá conosco agora. Conseguimos conexão. Fiquei muito feliz em conseguir conectar com você. Acredito que você já esteja acompanhando alguns momentos aqui do nosso bate-papo com essas duas profissionais magníficas aqui, a Frances e a Laí. Nós estamos falando da inteligência artificial e essa questão de nós eh sermos substituídos pela tecnologia, mais especificamente na questão da saúde mental. Seja bem-vindo, Leonardo. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Muito obrigado. Eu que agradeço e um bom dia. Então fala pra gente, você que é é psicólogo forense, né, qual que é a sua avaliação sobre a inteligência artificial sendo usada como fonte forma de consultas de referente quando a gente diz aí a terapias, né, as pessoas eh hoje em dia tá todo mundo que tem a a inteligência artificial na palma da mão, as pessoas estão se consultando com os chats como forma de terapia. Qual que é a sua avaliação sobre isso? Desculpa só uma uma pequena correção que eu não sou eh psicólogo forense especificamente. Uhum. Sim. Tá. Eh, em relação do dos atendimentos de forma pelas inteligências artificiais, acho que a gente tem várias questões dois, né, que já foram até abordadas pelas minhas duas colegas. Acho que um um dos pontos que a gente tem em relação a tudo isso é a questão do trato humano, né? Que um um outro ponto que talvez a gente precise levar em consideração é que a inteligência artificial, querendo ou não, ela é um equipamento, né, uma tecnologia de coleta de dados, né? Então, muitos desses dados não necessariamente são em prol do cuidado do sujeito. Então, elas podem servir, por exemplo, para usos como marketing, para encaminhamento de produtos. Então, assim, a gente tá falando de uma tecnologia que não foi criada especificamente pro atendimento. Uhum. Né? Então, as pessoas estão se fazendo, se utilizando dela para isso, né? Então, muito tem esse movimento ético em si criado, não foi criado para isso. É, isso acaba preocupando porque a partir do momento que a gente tá eh conversando com aá, nós estamos inserindo todos os nossos dados e isso eh não tem uma limitação, né? Mais ou menos essa essa ideia, né? Isso de fato, a gente fica exposto nessas informações que a gente tá colocando de vida pessoal, de sentimento. Então, a gente vai alimentando o algoritmo em relação a quem somos e o que a gente estaria mais propenso a qual que é a sua avaliação do do do da inteligência artificial eh na formação de novos profissionais e na colaboração, se é que eu posso dizer assim, eh que essa inteligência artificial possa eh na contribuição dela para vocês profissionais já em exercício e o impacto na formação de novos profissionais, como é que você avalia esse campo? Acho que assim, a inteligência artificial eh auxiliando a psicologia, eu acho que primeiro que a gente precisa de um caminho aí a ser percorrido, por exemplo, na produção de uma tecnologia específica. Uhum. Tá. Mas, por exemplo, o psicólogo, ele não consegue estar em todas as áreas, em todos os lugares. Então, eh, para algumas formas de de emergencial, para algumas formas de triagem, Uhum. pode ser que essa tecnologia seja interessante. Sim. Uhum. Então, por exemplo, zonas de conflito, de guerra, eh, espaços um pouco mais afastados, onde o psicólogo não consegue chegar como uma forma de abordagem inicial. Ele é psicólogo social, né? Sensacional. Não a longo prazo. Muito bom, né? Pode ser que seja interessante, mas eu não sei se a tecnologia de agora é interessante em relação a isso. Perfeito. Perfeito. Até a as nossas convidadas aqui acho que querem fazer aí uma uma colocação, uma pontuação na tua fala e eu vejo que ela está concordando, né? É, é super bem colocado isso. Muito, eu nunca tinha pensado nisso, nessa questão de zonas de guerra, mas tem um estudo londrino, né, um estudo inglês que fala muito das populações marginalizadas sendo beneficiadas com alguns eh aplicativos. Eu não sei exatamente qual aplicativo que é, se era algum aplicativo específico ou não, tá, para saúde mental. Mas eu concordo também plenamente com você que eu acho que o aplicativo ou um chatbolt eh tem que ser ele eles devem ser eh customizados para saúde mental. Eu acho que a ideia é essa, para que ele seja, para que ele tenha esse eh eh eh códigos éticos, para que ele tenha esse cuidado com o sigilo, né, que a gente tem na nossa profissão. Eu acho que o caminho tem que ser esse. Muito bem. Olha só, né, três profissionais aqui concordando e e você vê que ele trouxe pra gente essa questão, né, da distância e da importância. Olha isso. Como é que a gente conversando a gente consegue pontuar algumas situações que se a gente parar para pensar, tipo assim, poxa, mas eu não tava pensando nessa nessa nessa análise aí a distância, né, e a emergência, que é essa análise, vamos colocar aí uma situação de guerra, então já faz a gente parar para analisar de uma forma um pouco mais diferente, né, France? Sim. Você sabe que eu pensei uma coisa que eu viajando, né, gente, eu viajo muito. Vocês perceberam que eu sou a viajante do rolê, né? Mas em minha defesa, eu sou graduada em filosofia, então dizem que filósofos viajam, mas eu viajei com com o que eh você trouxe, porque Sim, você falou da do do da zona de guerra, né? Fantástico, fabuloso. E sabe o que eu pensei numa outra coisa? Que a gente vive um uma guerra silenciosa aqui e agora e um distanciamento social que violenta algumas pessoas. Então eu tô, eu pensei nos moradores de rua da cidade de Campinas. Uhum. Já pensou? A gente tem um distanciamento. Os moradores de rua da cidade de Campinas, será que eles eles adoecem? com certeza, né? Será que eles sofrem? E e o que que a gente pode fazer por eles? E daí eu volto, eu tô fazendo uma provocação. Eu sei que a gente tá falando do chat GPT e do alcance do do desculpa, das tecnologias e do alcance delas, né? Mas eu quero voltar ao fator humano. Uhum. E falar que tem gente que mora na rua hoje da nossa cidade e não tem acesso a isso. Mas vocês querem saber? Tem um grupo lindo, lindo aqui em Campinas. eh, que trabalha com psicanálise de rua. Uau! São pessoas, são pessoas que se dispõe a sentar ali na rua, puxar uma cadeira e deixar uma uma ali exposta para quem quiser assentar, para quem quiser usar. Então, eu acho que a gente tá muito longe de substituir o humano. Uhum. Né? a gente pode usar como recurso, onde não é assim o o o corpo presente, o ser humano, ele não vai ali na zona de guerra, mas a tecnologia pode ser útil. Eh, por outro lado, a gente tem um ser humano aqui pertinho da gente. Uhum. Que não tem acesso à tecnologia ainda. Uhum. e também tá doente, também precisa de cuidado, precisa de acolhimento. E a gente tem gente que tá se dispondo a alcançar essas pessoas. Eh, então quando eu falei que eu viajei, é porque assim, eu fui no sentido contrário, né? Você trouxe pra gente uma coisa muito legal, muito real, né? E e me fez lembrar da distância que a gente tem social aqui agora na nossa própria cidade. É um contraponto, né? É um contraponto que faz a gente parar para analisar, né? né? A que ponto chegamos eh na questão da da tecnologia e a que ponto chegamos também, né, nessa questão de não olhar às vezes a quem está do nosso lado. É aquele negócio que eu falei lá no quanto evolui de um lado, é conecta e desconecta, conecta de um lado, desconecta do outro. E a gente precisa, né, ô ô, Léo, manter um equilíbrio aí para poder conseguir seguir eh a vida dando atenção eh presencial, mas também trabalhando essa questão da tecnologia, que é algo que está inserido e que ela vai à velocidade da luz e não tem como a gente retroceder, não é? Acho que tem um adendo em relação a isso, é que assim a gente falando desse atendimento, né, dessas possibilidades da inteligência artificial a conseguir acessar essas pessoas. Mas aí a gente precisa também lembrar que muitas dessas pessoas não tm esse letramento digital, né? Não tem esse entendimento de do que é essa inteligência artificial. Sim. de que ela é uma máquina, não vai darente respostas pensando nos sentimentos dessas pessoas mais. Então a gente tá falando de uma necessidade, uma educação dessa população também para utilizar essa inteligência artificial. Eu acho que é algo bem mais amplo ainda, né? Então assim, hoje as pessoas têm acesso a ao chat GPT e tudo mais, mas todas elas intensamente como utilizá-lo, o que que tá implicado em relação a isso, quais são os sigilos que tão que tão ali empregados, né? Então, acho que quando eu falo dessa questão, por exemplo, de um caminho ainda ser percorrido, acho que tem a questão da educação da população. E eu concordo com com a com a fala da colega em relação à questão de de uma certa segregação que existe ainda com uma uma população, né? Então assim, eh, será que a gente vai fazer uma divisão de por ser mais prático, mais barato, o atendimento do inteligente artificial e a gente deixa pra população X e aquela que é um pouco mais ehitizada, um pouco mais eh mais talvez mais próxim uma coisa nesse sentido, né, seja para outra população. Quem que custeia isso? Que que pode custear? Então a gente não vai utilizar IA como um atendimento de massa, que pode ser uma preocupação também a longo prazo. Então, mas aí que entra, eu acho, a questão do que quem vai decidir isso não é a gente. Uhum. Que eu acho que é o mercado que se que decide sozinho, né? Exato. Então, mas a gente pode fazer barulho, né? O nosso e a gente tá aqui um pouco para isso, né? É um barulho. A gente tá questionando, a gente tá pondo, pondo eh em dúvida algumas coisas, limites éticos, alcance, né? E essa é a parte que nos cabe enquanto cidadão, cidadão, a gente precisa participar na medida do nosso possível. A gente precisa se colocar, né? Sim, concordo. Mas, você fez uma provocação, vou fazer outra assim, como é que a gente pode ajudar? Vamos lá. Você concorda comigo que terapia é um produto elitizado? Claro, super. Concordo muito, muito. Mas é aí que tá. Eu acho que a gente precisa fazer frente a isso, né? Resistência a isso. E o que eu tô dizendo que tem muita gente comprometida em fazer isso. Como eu disse aqui na cidade de Campinas, um trabalho eu acho lindo. Mas e e quem não tem acesso e também não é um morador de rua. Não, mas esse trabalho que eu tô falando não é para morador de rua, é que eu tô dizendo que alcança até o morador de rua. Uhum. Mas é um trabalho social que vai pras qualquer uma de nós, se quiser fazer uso, não vai ser negado o serviço. Tá bom. Eu não, eu tô falando isso. Eu tenho agenda para atendimento social. Que que eu considero atendimento social? É horários destinados a pessoas que não podem pagar o valor cheio da minha sessão, entendeu? que eu tenho alguns horários destinados para isso. Então é um hor é um valor que é adequado à renda daquela pessoa. Então são mecanismos que a gente costuma usar. Bastante gente da clínica onde eu trabalho também faz isso. Sim. Sim. Então são formas, isso é uma forma de contribuir. Acho que a gente sozinho não resolve, né? Entendo. E acho que o mercado acaba se ajustando, tá? Em última análise, o mercado ele é muito forte, ele é muito potente, mas se a gente se der por rendido, a gente não faz isso que a gente tá fazendo aqui. Verdade. Dando por rendido falando é que eu ainda acho que é o mercado que vai decidir isso no final. Então, e o que eu tô dizendo é que a gente tem que fazer isso, questionar, fazer a sua parte. Eu faço a minha também, né, na minha clínica. E e eu os colegas que com os quais eu tenho uma relação assim mais próxima, fazem todos o mesmo eh esse mesmo serviço que você faz. E é isso. A gente pode fazer isso por um lado, mas não ficar no silêncio, se posicionar 100% e deixar claro pras pessoas, porque eu não acho que a EA está competindo com a gente, que quando ela entra, ela entra num espaço que a gente não tá conseguindo alcançar ainda. Sim. É, gente, olha aí, muito para conversar sobre inteligência artificial e a questão aí eh da substituição, não, né? É uma questão social também. Então, você pode ver, você pode ver que essa essa conversa, isso aqui é só o início de uma conversa que pode se estender e vai abrindo, né, eh eh pontos aí que que precisam ser discutidos. Afinal de contas, a inteligência artificial é algo, vamos colocar uma aspas aqui, já tem um tempo, mas ainda é novo, né? Porque as pessoas às vezes não acreditaram que a inteligência artificial ela pudesse vir para ficar. Então ela veio, ela tá aí, ela precisa ser estudada. a gente tem a oportunidade de estudar, de trabalhar com isso, mas a gente precisa ter aí eh uma consciência de como a gente deve fazer, né, pra gente ser assertivo. Agora 9:35, então Laí, Frances e o Leonardo, a gente começa a atender os nossos telespectadores. Vamos ver as perguntas que a galera mandou pra gente e aí vamos colocar uma para cada um, tá? para responder. E a nossa produção tá avisando que nós temos aí hoje com mais cinco, então dá pra gente responder. Vamos lá, então. Pode mandar a produção, por favor. A primeira pergunta, Paula Andrade de Barão Geraldo. Sou uma pessoa tímida e comecei a usar a IA como apoio emocional. Isso pode ser bom, um bom primeiro passo ou a risco de eu me acomodar, olha aí, e não buscar a ajuda de um profissional. Eu vou perguntar aqui, vou dar fala pro pro Leonardo que chegou agora, né, com a gente, já fez aqui um contraponto bem legal. Então, vamos responder, Léo, por favor, a Paula Andrade lá de Barão Geraldo. Ela começou a usar a IA como forma de apoio, só que agora ela tem o medo aí de se acomodar. com o IIA e não buscar uma ajuda profissional. Você vê isso acontecendo e se acontecer, né, o que que a gente pode fazer e qual que é a sua avaliação sobre isso? Como é que você responde a nossa telespectadora? Acho que a gente pode estar olhando para essa questão do uso da intel artificial como uma forma de avio. É que na terapia querendo que bancar algumas coisas, né? eh a questão de silênci outro e a inteligência de alvo, dependendo do que ela diz para você, se você não gosta, você desliga, né? Então acho que tem em alguns pontos que a gente precisa levar em consideração de possibilidades, né? Então talvez eh encontrar um profissional ao qual você se sente confortável de estar conversando, de tá trocando, né? caso você não identificou esse profissional, talvez buscar um outro. Eh, a gente tem profissionais que torma bem mais tranquilas. Eu acho que vale essa tentativa que pode ser que a gente esteja eh evitando esse contato humano, essa relação pode ir colocando a gente de fato numa zona de conforto, né? Então acho que algo a seração quanto aí artificial pode deixar a gente meio eh customizá-la para atender só a demanda que nos deixa confortável de lidar. E a terapia não é isso necessariamente, né? A gente tem que mexer em coisas, olhar para coisas. Então acho que é é muito importante ter esse contato profissional para conseguir lidar com esse contexto e com essa situação. Muito bom. É legal essa essa pergunta da Paula, porque nós falamos sobre isso, né, no primeiro bloco e a gente falou que eh pode ser um apoio emocional momentâneo, né, para você tá lá e não tem como buscar um profissional nesse momento e você precisa desabafar, quer falar alguma coisa, vai lá e fala lá com a inteligência artificial. Mas todavia, com tudo, porém tem que buscar um apoio profissional, porque é disso que a gente precisa, né? Por enquanto a inteligência artificial é só um apoio, um aconchego momentâneo aí. Então, por enquanto, né? Por enquanto, como diz a a Laí, vamos lá. 9:38, mais uma pergunta. Vamosora. A Bruna Siqueira do Taquaral, a Iá pode ser útil para triagens e primeiros atendimentos antes de encaminhamento ao psicólogo? Então, qual que é a sua avaliação e como você responde a Bruna? Vamos lá, Francis, você responde. Sim, sim, Bruna, pode. Eh, inclusive, é isso que a gente tava falando, né? Você tem uma e eh eu não eu não tô falando de plataforma específica, né? Você pode ir pro pro chat GPT mesmo e você fala um pouco que é o que eu falei, né? O experimento que eu fiz, né? você fala um pouco qual que é a sua dor, qual que é o seu, seu sofrimento, ele vai te localizar mais ou menos ali, ele vai te dar uma ideia, né, e e vai dar possibilidades para você de ele. O o problema, só uma uma uma uma atenção aqui especial é o lance do letramento digital. É importante saber fazer a pergunta, porque se você faz uma, veja que a a Laíse, ela contou que ela fez uma experiência e eu fiz uma experiência parecida, mas nós tivemos respostas diferentes. Então, porque a forma como você pergunta é assim, o o chat ele pode te direcionar, ele pode falar assim: "Olha, você precisa procurar um psicanalista ou você precisa procurar um um psicólogo eh TCC, ou você precisa ir para um psiquiatra, né?" Uhum. Então, eu acho que assim, eh, e, eh, essa experiência ela pode ser útil como aquela coisa que a gente já conversou aqui. Vai ser um primeiro contato onde você vai poder se enxergar um pouquinho, né? Porque ele vai espelhar você, ele vai trazer você de volta para você e a partir dali você vai ter uma ideia, né? Não, eu acho que eu realmente tô precisando de um cuidado eh psicoterapêutico. E daí dentro desse campo amplo que é o cuidado, né, com saúdes mentais, você vai poder se se orientar e se direcionar. Isso tem uma funçãozinha aí que que pode ser útil, sim. Pode ajudar, sim. Muito bem. Muito bem. Agora 9:40. Vamos lá, então. Mais uma pergunta. Agora a gente direciona paraa Laí. Pode mandar, pode mandar, por favor. produção, o Rafael Monteiro do Jardim Flamboian, o vínculo afetivo ainda é essencial na terapia. Como manter esse fator humano num cenário cada vez mais tecnológico? E aí é o Rafael Monteiro. Vamos lá, Laí. Oi, Rafael. Vamos lá. Eh, se o vínculo afetivo ainda é essencial na terapia, é o que a gente, a gente falou até bastante disso aqui. Eu acho que isso quem vai dizer é a pessoa que está procurando a terapia, né? Eh, eu particularmente eu vou responder como, eu não vou responder como psicóloga, eu quero responder como a pessoa que faz terapia. Para mim é, eu gosto de fazer terapia com a minha psicóloga, eu sinto falta disso. Eu acho que para aconselhamentos pontuais, para ensaio comportamental, para desenvolvimento de repertório, por exemplo, se eu quero aprender alguma coisa nova ou para de repente fazer tentar pensar em algo, refletir sobre alguma coisa, eu até poderia usar uma ferramenta de a que é o que a gente chamou de terapia e não psicoterapia. Uhum. Então, que é o que eu eu distinguir uma coisa da outra, né? Fazer eh situação, usar a ferramenta para situações pontuais. Então aí eu acho que eu não precisaria de um vínculo humano, mas pra psicoterapia em si, para mim eu acho que ainda precisa desse fator humano. Eu acho que pra gente pensar nisso como um processo e não só como situações pontuais, né, de alívio momentâneo, de eh aconselhamento para algo muito específico, eu acho que a máquina dá conta, mas eu acho que para um processo de mudança, de fato, para construir um repertório eh longevo, eu acho que eu ainda acredito que o fator humano seja importante. Sim. Muito bem. Ô gente, seguinte, nosso bate-papo tá bom, mas a produção tá falando aqui que eu tenho que encerrar. Vocês acreditam nisso? Passou tão rápido. Daí o Leonardo eh chegou um pouquinho atrasado por conta da internet, né? E a gente tentou conexão. Eu fico muito feliz que você conseguiu, viu, Léo, falar pelo menos nem que fosse um pouquinho com a gente, porque sempre vem agregar e ele trouxe um posicionamento diferente, deu um contraponto, isso é muito bom, as coisas fluem. Então, eu quero já eh ir para as considerações finais. Quero agradecer você, Léo, pela sua participação. Uma hora dessa vem ao vivo com a gente aqui no estúdio. Tenho certeza que você vai gostar e a gente vai adorar te receber, tá? Muito obrigada aí pela sua participação com a gente aqui no estúdio Câmara de One. Agradeço. Valeu. Obrigadão mesmo. Tá um pouco falhando a a internet com a conexão com ele. Você pode ver que tá até o áudio tava falhando, mas ele conseguiu contribuir com a gente. A gente fica muito feliz. Meninas, que show. Olha, eh, esse programa de hoje ele abre, né, pontos para outros programas, para outros temas. referente à inteligência artificial. Eu acho que eh é muito importante a gente falar sobre isso. É algo que veio para ficar, a gente precisa nos adaptar, a gente precisa aprender e é bom trazer profissionais assim como vocês que que trazem a informação, tem o contraponto e a gente consegue começar a entender o caminho que deve ser seguido, né, referente à inteligência artificial e essa questão eh eh da da terapia. Então, Laí, gratidão, muito obrigada. Parabéns, né? Parabéns aí pela pela sua fala, eh por você mostrar pra gente a essa essa esse parâmetro aí, trazer pra gente inteligência artificial, terapia, conexão. Obrigada, viu? Obrigada. Eu acredito que a psicologia e a inteligência artificial seja uma conversa em andamento. Uhum. Então, eu acho que é estamos aprendendo juntos. Que legal, né, gente? Te adorei. Vocês impactaram demais aqui, viu, meninas? Francis, obrigada. Você viajando, né? Como diz você, né? Viajando, né? Nossa filósofa, muito obrigada pela sua participação, contribuiu tanto com a gente nessa manhã. Eu acredito que esse programa a gente vai precisar voltar daqui a do anos. Sim. Então tá firmado aqui. Daqui do anos nós vamos voltar pra gente falar sobre o programa que nós tivemos hoje. Francis, obrigada. Muito obrigada. Foi muito gostoso tá aqui tendo essa troca, conhecendo colegas novos, né? Não conhecia o Leonardo, não conhecia também, nem a Rúbia, né? Não conhecia também a Laí. Foi muito legal ter essa troca, conversar com pessoas de pontos de perspectivas diferentes. E veja, nós somos de perspectivas teóricas diferentes, mas me parece que a gente tá bem alinhado, né? Verdade. É, né? Então, assim, tem alguma coisa importante acontecendo, a gente tá atento. Foi muito gostoso ter essa essa troca aqui com vocês. Nossa, maravilhosos, maravilhosos, né? Muito obrigada a vocês. E, ó, encontro marcado daqui do anos Estúdio Câmara pra gente falar de novo da inteligência artificial e essa esse desafio aí eh da IA com a saúde mental, tá bom? Então é o seguinte, gente, programa de amanhã, amanhã, quinta-feira, a gente fala sobre os cuidados da casa, né? Eh, quando a gente fala de cuidado da casa, é aquele cuidado, aquela, aquele trabalho, aquele serviço que não tem fim, né? Você faz, faz, faz, faz, continua fazendo, dorme, acorda, continua fazendo. Cuidar da casa cansa, mas porque ninguém valoriza o trabalho doméstico? A tarefa invisível das mulheres que ninguém fala. E nós vamos falar amanhã aqui no nosso estúdio Câmara. E a gente convida você para estar conosco mais uma vez. a partir das 8 da manhã é ao vivo. E lembrando que esse programa e todos os outros ficam no YouTube, então você pode repassar aí pros seus amigos, paraa sua família. E o programa de hoje, com certeza eh trouxe muito aprendizado, assim como todos os outros, que a gente tenta buscar os profissionais e a gente sempre consegue a assertividade, a nossa produção aí, muito obrigada, que legal. Fico muito feliz que as coisas estão se encaminhando e a gente consegue lançar uma sementinha que faz o pessoal de casa e a gente mesmo, né, parar, pensar, falar: "Opa, olha isso, né? Isso é maravilhoso." Então, só gratidão. Você aí de casa, muito obrigada. da nossa equipe também. Gratidão. Lembrando, ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópol, a apresentação de Gabriel Castro e toda a produção da TV Câmara Campinas, sempre com muita informação, tem também entretenimento feito com muito carinho pela nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. Super. Valeu, uma ótima quarta-feira. Fique bem, aproveite. O dia tá lindo lá fora. Céu azul de brigadeiro e bora. Quarta-feira, metade da semana. Só toma cuidado com o que você pergunta pro chat EPT ou pra inteligência artificial, tá? A gente precisa falar mais sobre isso. Beijo grande. Valeu, gente. Obrigada mesmo. E até amanhã, se Deus quiser. Valeu, gente. Valeu. Tchau. Ciao