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Estúdio Câmara | Silêncio e pensamento catastrófico em situações de conflito
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Estúdio Câmara | Silêncio e pensamento catastrófico em situações de conflito

142 views Publicado 20/06/2025 HD · 58:55

Descrição do vídeo

😶 Diante de um conflito, você costuma ficar em silêncio? Ou sua mente começa a imaginar tudo que pode dar errado? Esses dois comportamentos são mais comuns do que parecem — e carregam significados profundos sobre como lidamos com o estresse, o medo e a insegurança. O Estúdio Câmara desta sexta-feira, 20 de junho, traz um debate instigante sobre silêncio como resposta emocional e o pensamento catastrófico, que leva muitas pessoas a anteciparem cenários negativos mesmo sem evidências concretas. 🔎 A proposta é investigar os aspectos psicológicos e emocionais que explicam essas reações, e entender como nossas vivências, traumas e formações emocionais moldam a maneira como enfrentamos impasses. ➡️ Para essa conversa, recebemos dois psicólogos com visões complementares: Moisés Krahenbuhl, especialista em Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR), abordagem que avalia comportamentos com base nas consequências e estímulos do ambiente; Rafael Felipe Oliveira da Silva, psicólogo de orientação fenomenológico-existencial, que analisa a forma como a pessoa vivencia suas emoções, conflitos e escolhas. 🧠 Durante o programa, discutimos: Por que o silêncio pode ser uma forma de autopreservação emocional; Quais as causas do pensamento catastrófico e como ele se desenvolve; Como experiências traumáticas podem levar a padrões de evitação ou paralisia diante de conflitos; A diferença entre medo real e sofrimento antecipado; O papel das crenças limitantes, inseguranças e baixa autoestima nessas reações; Quando esses comportamentos deixam de ser proteção e se tornam prejudiciais; E como diferentes abordagens da psicologia sugerem lidar com esses padrões mentais. 📌 O programa também traz reflexões importantes para quem convive com pessoas que se fecham diante do conflito ou que vivem em estado constante de alerta. Com empatia e conhecimento, é possível entender essas reações sem julgamento — e, principalmente, buscar estratégias saudáveis para enfrentar os desafios emocionais do cotidiano. 👀 Você vai se reconhecer em algum ponto deste debate. Assista ao episódio completo, reflita com a gente e compartilhe com quem pode se beneficiar dessa conversa! 🗣️ Participe nos comentários: você é do tipo que se cala em momentos de tensão ou que se prepara para o pior? 📌 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Aplausos] [Música] Olá, muito bom dia. Seja bem-vindo. Estúdio Câmara no ar. Hoje é sexta-feira, dia 20 de junho, feriadão prolongado. Você tá em casa, fica com a gente. Hoje nós vamos explorar um tema desafiador, porque algumas pessoas se calam em momentos de conflito. Você sabe o porquê? É porque a cabeça sempre pensa pelo pior. Esse é um assunto que afeta muitos de nós em diversas situações do cotidiano. E para nos ajudar a entender melhor essas questões, a gente já tem dois convidados aqui no estúdio. São dois psicólogos. com abordagens diferentes e já já a gente vai conversar com esse time bem legal que vai fazer companhia para você, né? Companhia pra gente nesta manhã de sexta-feira. E aí você pode também chamar aí o pessoal de casa para conversar conosco também, tá? Fica com a gente. Vamos atualizando algumas informações e daqui a pouquinho a gente fala sobre essa situação. Você fala ou cala diante de uma situação de conflito, né? Vamos lá, gente. Feriado prolongado e por conta do feriado, Campinas está recebendo a quarta edição da festa nordestina que está sendo realizada na Praça Araltos da Paz, no Parque Taquaral. O evento tem entrada gratuita e tem como proposta emergir a Sociedade Campineira na Rica Cultura Nordestina com música, gastronomia e tradições. No sábado e domingo o evento começa ao meio-dia e será encerrado às 10 da noite. Este evento é acessível e conta com área coberta, mesas e cadeiras. O local também é tem o espaço kids e pet friendly, tá bom? Então, leva as crianças, a família, os doguinhos, todo mundo bora pro taquaral curtir aí um final de semana bem legal. E falando em final de semana, no Parque Pico das Cabras em Joaquim Egito, também neste final de semana, né, 21 e 22, vai acontecer a virada astronômica Kids, o universo pelos olhos das crianças. O evento tem diversas atividades lúdicas em um ambiente ao ar livre que as crianças vão fazer observações e reconhecimento do céu junto aos astrônomos responsáveis. A ideia, a idade, aliás, recomendada é a partir de 7 anos, tá? A programação tem início à 1 da tarde do sábado e deve encerrar domingo ao meio-dia. Eh, também vai acontecer observações noturnas no telescópio. E para mais informações, você entra em contato com o Parque Pico das Cabras. O telefone é o 19994820901. Entra em contato lá, super vale a pena. É um passeio maravilhoso, tá bom? Previsão do tempo para hoje, sexta-feira, amanhã, sabadão e domingo. Vamos lá. Previsão do tempo para hoje e sexta. Sol com algumas nuvens, não chove. Mínima 17, máxima 28º, né? Bem diferente da semana passada, né? É isso mesmo. Vamos lá. E o sabadão, gente? Sabadão com sol, algumas nuvens também não tem previsão de chuva, não. Mínima 14, máxima 24. E para domingo daí já tem mais nebulosidade no céu, mas tem um solzinho, né, que aparece um pouco tímido. Mínima 12, máxima 23º. Essa é a previsão do tempo para o nosso fim de semana. E agora sim, vamos à apresentação dos nossos convidados. Vamos voltar aí ao nosso tema. Muitas pessoas tendem a se calar em situações de conflito, mas você sabia que isso pode levar a um acúmulo de emoções e a um estado de tensão? Para falar sobre isso, a gente convida então dois psicólogos. Pessoal já tá aqui com a gente. Quero dar as boas-vindas ao Moisés Crabull. Ele é psicólogo, especialista em terapia por contingências de reforçamento. Moisés, bom dia, seja bem-vindo. Obrigada pela presença. Eu que agradeço a oportunidade. Obrigada. Maravilha. E com a gente também tá o Rafael Felipe Oliveira da Silva. Ele é psicólogo social, tem uma abordagem diferente também. Bom dia, Rafa. Tudo bem contigo? Bom dia, Rúbia. Bom dia, Moisés. Eu acho que é um tema muito importante pra gente debater e pensar não só no aspecto psicológico, né? Mas como o social ele afeta a forma como nós lidamos com o silêncio, então acho que vai ser uma troca muito rí. Vamos embora pra nossa troca com você aí de casa, né? Evitar discussões é totalmente válido, principalmente quando se quer preservar o bem-estar. A gente pensa isso, né? Mas é importante perceber também se isso acontece com frequência e se gera uma sensação de amedrontamento e se impede você de se posicionar. A gente já começa perguntando pro Moisés, na sua experiência, Moisés, o que leva uma pessoa a se calar em momentos de conflito? Uber, eu vou pedir licença para primeiro conceituar a minha a minha abordagem que é comportamental e dentro dela o que você falou, terapia por contingência e reforçamento. E nós entendemos que todos os comportamentos da nossa vida e todas as emoções elas são aprendidas ao longo das nossas vidas, tá? Então, se calar é um comportamento, você deixa de fazer alguma coisa. Então, você aprendeu a lidar, né, com as situações de conflito, tá, desta forma. Então, vai ter uma função. Por que que a pessoa se cala? Ou porque ela foi punida em outras situações de conflito, ou porque ela aprendeu que essa era a melhor forma de se esquivar de um de um conflito, tá? E isso se mantém ao longo da vida dela, até o momento que ela fala: "Não, pera um pouquinho, isso daqui não tá, não tá certo". E eu tenho muitos, né, clientes que me chegaram a recentemente dizend não tá certo eu não fazer terapia, tá? Então eu vou mexer com essa com essa minha inabilidade para lidar com as situações, tá? E que e o conflito pode ser uma delas, tá? Então, basicamente é assim que nós enxergamos. as pessoas se eh se esquivam, né, ou se guardam de um conflito, se calam porque não aprenderam direito ainda como fazer eh para lidar com aquilo. Tá muito bom, Moisés. Olha só. E o Rafael, né, Rafa, como é que a psicologia social ela explica esse comportamento de silêncio em momentos de conflito. Uhum. Quando a gente pensa na abordagem social, a gente sai um pouco do indivíduo e pensa no grupo, né, na forma como a gente se estrutura enquanto sociedade. Aqui no Brasil a gente tem o mito da cordialidade, né, que é essa tendência a evitar conflitos. Então, a gente aprende desde cedo que eh entrar em conflitos é uma coisa feia, né, que a gente sempre tem que prezar pela paz, pelo bem-estar, né, sempre ter aquela camaradagem. Então é uma coisa que a gente aprende desde pequeno e junto a isso também tem há outros atravessamentos sociais, né? Se a gente faz um recorte de gênero, raça, sexualidade, a gente vê que a relação com o silêncio em momentos de conflito tá muito internalizado também, né? Eu como homem negro tenho na minha experiência, né? E convivi também com outras pessoas que compartilharam da mesma eh situação, que quando eram pequenininhas, a mãe instruía. Olha, você vai no lugar, você fala bem baixinho, você não faz movimentos bruscos. Então, a gente tá falando do silêncio, mas na verdade a questão é a autoexpressão, né? A gente, dependendo do grupo em que a gente eh pertence, a gente é ensinado a não se expressar. Mulheres, por exemplo, né, que já nascem e você vê aquela diferença de gênero, né? O menino, ai um meninão, né? Ele vai, ele brinca, ele grita, né? Ai, é menino, deixa eu ver, né? Para o tamanho, né? para ver se eh como que é. E a menina não, né? Na quando ela ela já é ensinada a ser mais contida, né? Fecha as pernas, fala baixinho, né? Brinca aqui com a boneca, sabe? Aprenda a ser a dona de casa, né? Enquanto o menino ele já tem outras possibilidades de se expressar. Isso na fase adulta muda um pouco. Já eu posso tocar nesse assunto mais para frente. Questão da comunidade LGBT é a mesma coisa, né? Você nasce numa sociedade que te discrimina, né? é uma sociedade que é preconceituosa e você aprende desde cedo a silenciar aquilo que você é, né? Isso pode se espelhar também nas nossas relações futuramente. Forma como a gente lida com o silêncio em situações de conflito. Muitas vezes o conflito para essas pessoas significa violência, né? E aí é um mecanismo, né? Que o cérebro acaba criando, considerando a história de vida dessa pessoa também, que faz com que ela se cale diante desses momentos. Muito bem. Agora, Moisés, eh, completando a fala do Rafael, eh, são experiências de infância, então, que influenciam na nossa vida adulta em relação a essa questão de se calar mediante a conflitos. Sim, sim. São a gente começa numa num processo de psicoterapia, nós começamos ver a ver como foi a infância dessa dessa criança, tá? E o que eh ao longo da vida vai mantendo, tá? Você veja o o Rafael falou a respeito do aprendizado, ou seja, a forma como nós nos expressamos no mundo depende do local aonde eh eu nasci, como eu fui incentivado, como eu fui eh elogiado, tá, né? Quais são, como ele disse aqui, né, filho, você fale quietinho e tudo mais. Ele citou a questão, né, do do homem negro. Você fale quietinho, não desperte muita atenção sobre você e tudo mais. A menina a mesma coisa. Olha você. E isso tudo vai dar balizas para que a gente se comporte. Mas, infelizmente, vamos dizer assim, ao longo da vida, podem haver exageros nessa nessa postura e e a e a pessoa vai ficando cada vez mais eh retida, ela não consegue se posicionar, ela não consegue falar: "Olha, não, eu não penso desse jeito, eu penso de outro de de out de uma outra forma". E dependendo do local onde você está, isso será severamente punido, né? Sever. E aí então então é melhor, é melhor eu ficar quieto. Tive um cliente esses dias que falou: "Não, é melhor eu ficar quieto porque senão não vai dar bom". Tá? E ele continua desse jeito. Mas aí ele tá em terapia, vamos ver o que que a gente consegue. Então agora e esse negócio de de a gente se calar, né? Eh, há quem diz que falar cura e calar a doece. Então, se você se cala em momentos de conflito, você está engolindo algo que você precisaria eh eh colocar para fora, né? Eh, qual que é a a possibilidade de uma pessoa que vive, né? Eu não digo um conflito lá de vez em quando, não, mas eu tô falando eh a pessoa que tem mania, que ela ela tem mania, não, ela ela ela se cala, ela tem isso com ela. Eu vou me calar diante o conflito, tudo que for pra vida dela em questão de conflito, ela não vai falar. Então ela no decorrer da vida, ela vai, ela tá internalizando isso, né? Ela vai adoecer, não vai? Muito, muito provavelmente ela vai adoecer. E quando você se cala, você eh tira a oportunidade sua de naquele momento, naquele cenário, naquela contingência, como a gente diz em terapia comportamental, de experimentar eh coisas, né, experiências aonde você vai se surpreender que você consegue controlar aquilo, que você consegue ir além, tá? Então, se você se cala, você não cria as condições ou você não abraça a condição para que você olha, nossa, mas eu dou conta de fazer isso, eu consigo, olha, eu fui bem-sucedido e tudo mais. Então é o que você tá dizendo, quanto mais você se cala, menos você produz oportunidades para fazer o que é correto, expressar aquilo que você pensa, aquilo que você sente. E você vai adoeçando realmente, né? você vai ficando com um repertório comportamental muito limitado para lidar com as situações sociais que elas vêm, né, elas vê e cada dia mais novidades e a gente precisa estar interado sobre todas as coisas pra gente poder ter uma vida social saudável. Até porque a convivência, nós somos seres humanos primeiro, todos nós somos falhos, todos, né? Então, eu tenho meu lado bom, mas também tenho meu lado não bom. E eu acho que todo mundo é assim e a gente precisa entender e viver de uma maneira buscando sempre o equilíbrio. E essa questão de se calar e de falar, Rafael, eu pergunto para você, eh, quando a gente fala, a gente também h se oportuniza para que a pessoa possa nos entender e a gente possa eh explicar de uma forma natural para aquela pessoa. Olha, eu não estou gostando da forma com que eu estou sendo tratado, né? Então, a importância de de falar ao invés de calar, eu gostaria que você falasse sobre isso nesse quesito eh social, né? E de que maneira essa cultura e o ambiente social ela impacta nessa questão. Uhum. Sim. A nossa relação com o falar, com se expressar, tá muito relacionado à nossa identidade também. Uhum. Então, se você internamente entende que você é um ser humano assim, porém no seu dia a dia você não consegue expressar isso pro meio em que você vive, perde-se o sentido que você tem sobre si mesmo. É, é complexo, mas eh pega muito nessa questão do sentido, né, que você dá pro silêncio como ele é utilizado e como você se vê nesse mundo. Então, uma vez que você é uma pessoa, entende que você é daquela forma, mas não consegue se expressar, isso impacta profundamente também na sua autoestima, na forma como você se vê. A gente relaciona muito a autoestima normalmente, né, no senso comum à aparência física, mas autoestima é você se impor, você conseguir mostrar para você as suas capacidades, suas potencialidades, né, e dar sentido ao ambiente que você vive, ao meio que você vive. E uma vez que você se silencia, você eh é como se você tivesse cometendo uma violência não intencional contra si mesmo, porque você vai murchando ali, né, diante do cenário. E aí essas possibilidades que você teria de de repente expor aquilo que você tá sentindo vai se esvairindo nos conflitos com as relações, por exemplo, com as pessoas que nós amamos, a gente vê o conflito como sendo algo ruim normalmente, mas na verdade é um convite à manutenção daquela relação, né? Então, uma vez que eu tenho a possibilidade de ter um conflito, né, diante da do cenário de um conflito, eu consigo expor o que eu sinto, né? Escuto também, porque é muito importante ouvir além de falar e a partir disso estabelecer novos termos, né, para aquela relação. Então, uma oportunidade que se perde também de fazer a manutenção daquilo que que antes não estava bom e que pode vir a ser. O momento que a gente se cala, a gente muitas vezes aguenta uma relação que não faz com que nós sejamos felizes. E aí isso pode ir a outras consequências. Por isso que é muito importante que a gente se expresse, né, não somente enquanto ser humano na sociedade, mas também nas nossas relações para evitar esse adoecimento. Maravilhoso, né? Quanto esclarecimento. Eu fico tão feliz quando a gente tem profissionais assim que conseguem esclarecer de forma tão eh eh objetiva, né, a a situação que a gente vive. E isso, esse essa questão de de falar e de calar e momentos de conflito é algo natural que acontece na nossa vida. E a gente precisa sim trazer à tona, conversar sobre, né, Moisés? Agora, eh, falar ou calar, né? E aí quando eu me calo em momento de conflito, tem um medo escondido? Sim, tem um medo, né? E o medo paralisa, né? Sim. O medo paralisa. A emoção nos paralisa, né? E esse agora o que a gente tem que entender, né? É da onde é que vem esse medo, tá? Tudo bem. O medo é uma emoção que tem uma uma função filogenética na na nas nossas vidas, ou seja, ela serve para alguma coisa. Se eu vejo um leão, eu saio correndo de medo, tá? Então ele tem uma função de preservação. Mas o medo diante de um conflito, da onde ele tá vindo, tá? O que o que é que reforçou ele na vida dessa pessoa que ela não consegue? E ela com certeza, né? A emoção tem uma força nos nossos comportamentos. eu posso me esquivar da dessa de experimentar essa emoção. Então, eu preciso entender. E uma outra coisa que eu queria, se você me permite, a respeito do conflito, né? Eh, o conflito ele tem uma uma conotação de uma coisa ruim, mas na realidade, se você for pensar, Rúbia, o que é a política se não for um conflito de ideias ali e que precisam ser eh eh apaziguadas ou ou se chegar dialeticamente a um, olha aqui, é bom para mim, é um conflito, né, eh que move, nos move a ciência, a ciência. Eu tenho eu não sei como isso funciona, tá? Então eu vou fazer uma pesquisa. É um conflito. Então, mas infelizmente, né, no senso comum, o conflito é colocado como uma coisa ruim. Eu não devo ter conflito, não. Eu preciso resolver o conflito, tá? Eu tenho que me atirar. É, é, é assim que eu vejo, eh, é interessante a sua fala, Moisés, porque é Sim, é através do conflito. Se a gente para para analisar friamente, você que tá em casa, te convido para fazer uma análise, né, que é em momentos de conflito que você decide o que é bom, o que é ruim, é um momento em momentos de debate, né, que você vai se posicionar, que você vai direcionar sua vida. Então é importante sim, né, esse momento de conflito. Agora, Rafael, por que que nesses momentos de conflito a gente tem a tendência de sempre imaginar coisas ruins, né? Sempre imaginar o pior em momentos de conflito e aí a gente não consegue ter essa visão que nós estamos falando aqui, que o conflito, sim, dependendo da situação, é algo bom para um direcionamento. Sim, sim. Eh, resgatando, né, o conceito de de sentido que eu havia trazido anteriormente, o sentido que a pessoa dá ao conflito pode levar essas conclusões e esses pensamentos catastróficos, né? Então, ah, eu não, por exemplo, eu não posso entrar em conflito com fulano, né, que com o qual eu tenho relacionamento amoroso, porque senão ele vai me abandonar, né? Então, a o na psicoterapia o que que nós fazemos, né? Nós convidamos a pessoa a olhar para dentro de si como um auxiliar mesmo, né? E e através desse olhar, ela consegue identificar na história de vida dela o que pode ter levado ela tirar essa conclusão de que o conflito faz com que ela seja abandonada. Por exemplo, vamos supor que uma criança nasça num num ambiente onde ela não é escutada pelas figuras de cuidado. Então ela entende que se ela expor o que ela sente, ela não vai ter afeto e ela leva isso com ela, né? né? E aí nas relações ela acaba repetindo esse padrão, porque no para ela o falar tem esse sentido, né, de ser abandonado, né? Então a gente é é só um exemplo exemplo para ilustrar, porque quando a gente trabalha com pessoas são inúmeras vivências, né? Mas é muito importante esse convite que nós fazemos as pessoas para entender o que dentro da história de vida dela faz com que ela tenha esse receio, né, de se expor em situações de conflito e pensa sempre o pior. Excelente, Moisés. Seria uma forma de autoproteção, né? Seria, seria uma forma de autoproteção. E bem disse, né? O conflito está, como é que a pessoa significou aquilo ao longo da vida dela, que consequências ela teve, né, quando ela se via ou ou num conflito que não era dela, mas que era do outro e e muito bem observado, as pessoas que cuidam dela, que pode ser o pai, a mãe, o avô, padrasto, enfim, tá? Eh, então, como é que ela se via, né, na nesse nesse eh nesse ambiente, tá? Quais eram as emoções que eram despertadas ou eliciadas, como a gente chama na análise comportamento, quando ela estava presente naquilo e ela pode pensar, bom, eu não quero sofrer isso para mim, tá? E aí ela aprende a se esquivar dos conflitos ao invés de eh de enfrentar. E mais, né, você veja, nós também temos na análise de comportamento o conceito de comportamento assertivo, que é você expressar o que você tá pensando eh e o que você tá sentindo sem medo de fazer isso, tá? E sem e sem também eh tripudiar o seu, o seu, eh, interlocutor, tá? Eu não, você não você não desmonta a pessoa, você não ofende a pessoa, mas você puxa para você. Olha, eu, como você mesmo disse, eu não estou me sentindo bem com o que está acontecendo, mas sou eu, porque a pessoa que está fazendo e que e da forma que você tá sentindo pode não ter a intenção, mas se você não fala, ela vai continuar, ela vai continuar fazendo, ela não sabe que não tá sendo eh confortável para você. Então, isso é importante, é isso que a gente tenta desenvolver num processo psicoterápico, ou seja, o autoconhecimento. Nossa, que delícia, né? O autoconhecimento é muito bom, mas também é um pouco dolorido, né? porque você acaba tendo noção de quem realmente você é e aí você pode se deparar com algo que você nem imagina que que é de você aquilo, mas isso é bom porque daí você tem o autoconhecimento e você começa a trabalhar isso, né, com profissionais e e você consegue melhorar um pouquinho, principalmente a maneira com que você eh convive, né, nesse nesse mundão aí, porque eh eh a sociedade em si exige muito da gente hoje. E dependendo do que você fala, você pode ser mal interpretado, né? E a questão do autoconhecimento, ela é importante para que você tenha uma vida social, uma vida profissional, uma vida pessoal, enfim, mais equilibrada, né, Rafael? E quando a gente fala em equilíbrio, a gente volta pro nosso assunto, que é não falar, né, se calar em momentos de conflito. Eh, o equilíbrio desse momento de conflito, o equilíbrio sobre essa fala e sobre esse calar. A gente precisa ter, qual que é a sua avaliação sobre falar pouco ou calar eh em meio termo? como é que a gente deve se comportar eh eh pra gente poder se sobreviver ao momento de conflito? Sim, o silêncio quando usado com sabedoria, ele pode ser benéfico. Por exemplo, estou numa situação de conflito em me conheço e entendo que se eu falar tudo naquela hora vai não vai sair legal. Então me recolho por um momento para processar as informações e depois eu posso comunicar de uma forma assertiva, né, porém cordial. E aí entra a questão do equilíbrio, né? Nós culturalmente aprendemos, né? Por exemplo, eh, alguém te chama para ir para um lugar que você não quer ir, você inventa 1000 desculpas ao invés de só falar: "Não, não vou porque eu não quero". É muito difícil porque nós culturalmente fomos ensinados assim. Porém, se nós aprendemos como nos comunicarmos, já é uma peça fundamental para que as pessoas percam esse receio de expor suas ideias. Então, por exemplo, uma coisa que eu gosto muito de falar paraos meus pacientes é quando você vai comunicar uma insatisfação, use você como referência e não a pessoa. Então, por exemplo, ah, você fez isso para me magoar. Não, eu fiquei magoado com isso que você fez. Porque aí você se coloca na como a figura de de referência, não culpabiliza a outra pessoa e mesmo assim você consegue comunicar aquilo que você tá sentindo. Então esse equilíbrio é importante para isso, não tá relacionado ao autocuidado, você entender os momentos em que talvez o silêncio pode ser algo benéfico para você, mas quando expor, expor de uma forma cordial e assertiva, porque também é importante você deixar, né, nítido ali o que você tá querendo comunicar. Poxa, comunicação é tudo, né? O Rafael bem legal. Moisés quer pontuar, por favor, essa fala do Eu só queria reforçar. Eu acho que é é isso mesmo, né? Você vai você vai colocar você como referencial daquilo que está sendo dito e não colocar no outro, olha, você me ofendeu, você fez isso, não. Eu eu não me senti confortável com isso que está acontecendo e e enfrentar. É difícil, como você disse, é difícil sim, tá? Mas a gente precisa eh tentar, né, eh receber as consequências desse desse comportamento e aí selecionar quais são os melhores, que os que foram mais produtivos, tá? E isso a gente faz na terapia, né, Rafael? A gente faz isso na terapia. O cliente vai se comporta, né? tem as consequências daquilo que ele que ele eh do comportamento dele. E aí na terapia a gente vai discutir e vai dar o significado eh para aquilo, não? Com o objetivo, no caso do nosso tema aqui, é que ela consiga se posicionar, né, diante de conflitos. É, é isso. Muito bom. Posicionamento diante de conflitos. Você aí de casa, você se cala ou você fala, né? E aí tem um peso tanto no calar quanto no falar, porque eh se você fala, de repente pode ser interpretado de maneira eh não boa, porque depende o que você fala é uma coisa, mas como a pessoa o teu eh eh a outra pessoa vai receber também tem esse peso, né? Se ela ela tá num momento de conflito, pode ser que ela não receba bem o que você tá falando. Mas se você cala, a outra pessoa também pode entender de uma forma diferente e esse conflito se acentuar. Então vamos lá. Os dois psicólogos agora vão explicar pra gente essa forma de entendimento, o que diz respeito ao outro, como que a gente tem que ver, tem que ter o olhar em momentos de conflito referente ao outro, no falar ou no calar. Vai lá, Moisés. É, é, é isso, né? Você tem que ter uma empatia pela história de vida do outro, que como você disse, Rúbia, a pessoa que está ali na sua frente, ela tem uma história de vida que a gente muitas vezes não conhece, não sabe o que ela passou, quais são as dificuldades que ela teve, eh, ou tem, tá? E aí você tem que ter essa empatia de como é que eu vou me expressar, quais são as melhores formas de eu me expressar sem que eu tripudi essa pessoa, sem que eu, né, sambe em cima dela, tá? Eh, é isso, é, é pensar quem é o outro, o que que ele pode estar acontecendo, ter acontecido com ele, está acontecendo com ele, eu não sei. Então, quais são as melhores formas de eu eh me expressar? Nossa, a gente tem que ter uma comunicação tão assertiva, Rafael, que coisa, hein? E com silêncio também, porque naquele momento que você não se sente preparado pro confronto, se você simplesmente silencia, a pessoa pode interpretar que você tá fugindo, que você não quer resolver a situação. Então, é importante comunicar o silêncio também. Olha, nesse momento eu não consigo processar o que a gente precisa, eh, né, trabalhar aqui. Então, eu preciso de um tempo para entender o que que tá acontecendo e depois a gente conversa. Pode ser. É uma forma de comunicar a necessidade do silêncio. Então, aí você tem esse equilíbrio, né, e não gera segundas interpretações, né? Nossa, só complementando, eh, eu eu vejo assim o que você falou, Rafael, é como se você estivesse estabelecendo as regras daquele jogo. É o que eu digo pros meus clientes, olha, eu acho que você pode tentar tal coisa com seu parceiro, com a sua parceira, mas fale para ele primeiro como é que você vai estar se comportando, porque senão ele pode ele pode interpretar que você tá simplesmente fugindo do conflito e você não quer falar e que você não concorda com ele e tudo mais. Então, fale, determine as regras do jogo. Olha, é assim que eu vou agir e tudo mais. E como você falou, o silêncio muitas vezes é importante. Olha, eu vou eu vou me calar nesse momento, tá? Vou ali fumar um cigarro ou, né? E tomar uma água e depois a gente continua. Às vezes o outro pode ficar um pouco bronqueado com isso, mas quando você estabeleceu primeiro as regras eh das quais você vai ficar eh vou colocar essa palavra refém ou ou você vai estar observando, fica um pouco mais fácil. Uhum. É nessas situações em que o outro pode ficar meio incomodado, acho que dá até para usar a cordialidade como uma forma de retomada. Oi, obrigado por me aguardar. Agora me sinto pronto para ter aquela conversa que a gente tava tendo. Então assim, cordialidade é a chave muitas vezes. Nossa, Rafael, olha só, Moisés e Rafael, eu fico olhando vocês falarem, eu fico imaginando alguém em momento de conflito, né? Eu até em momento, mas você sabe que hoje eu tô mais amadurecida, então momentos de conflito para mim já não mexem tanto com as minhas emoções. Eu entendi que o momento é de conflito e que ele precisa ser vivido, né? E eu só eh cuido um pouquinho no falar, ouço mais e falo e tudo bem e vamos tocar a vida, né? Então assim, absorvo o que é para eu absorver, o que não é eu guardo na caixinha e sigo. Então assim, eu aprendi, né, a a com a vida e com algumas situações que vivi que momentos de conflito são necessários e que você precisa do equilíbrio entre o falar e o calar, né? Mas quando a pessoa ela ela só se cala e concorda com tudo. Uhum. Como faz aí? Porque eu aprendi a mediar, mas também a me posicionar. Uhum. Agora, quando você só se cala e no final você diz: "Tá tudo bem". E concorda com tudo, o que que acontece? é mais uma situação de fuga ou é porque a pessoa ela entendeu que tipo não adianta continuar essa conversa, não adianta discordar porque senão o conflito ele vai ficar exacerbado e aí vai acabar de uma situação não boa. Como que vocês podem explicar pra gente essa esse posicionamento do se calar, ouvir e no final concordar com a situação? Eu penso que ah esses cenários eles podem ser variados, né? Mas, por exemplo, pode ter uma situação em que a pessoa, como você mesmo disse, vê que não há mais o que ser feito, né? De repente conversar não adianta, então eu vou me calar. Eu acho que o mais importante, independente da situação, é você entender o por você está se silenciando, o que você vai fazer a partir disso. Uhum. Se de repente eu tô numa relação em que eu não sou, eu não sou escutado, né? não tem essa escuta e eu me silencio e isso me adoece, talvez seria, será que não é melhor ressignificar essa relação ou até mesmo em casos mais extremos, né, buscar uma outra relação? É importante que a gente aprenda também quando a gente fala de se expressar, entender comunicar o que é bom e o que não é bom pra gente. E uma vez que a gente entende que uma determinada relação não tá boa, às vezes o melhor é se fazer realmente, né, eh, romper com aquela relação. a pessoa vai passar por um processo de luta, mas ela não fere a própria autoestima, quem ela é, né? dentro da realidade dela, ela tá sendo coerente, que é um dos temas inclusive, né, que a gente trabalha em terapia, né, a coerência, né, se a pessoa ela tá sendo coerente com o que ela acredita, com os valores e com a forma como ela se posiciona. Então, dependendo da situação, realmente é avaliar o que vai ser feito a partir do momento em que eu me silencio. Será que é algo que eu consigo trabalhar dentro de mim ou se é algo que já passa da minha barreira e passa a ser algo sobre o outro? Muito bem. Muito bem. Moisés, pode pontuar pra gente. É. Veja, eh, quando você deu o exemplo, né, eu eu analiso, eu vejo, eu tento, né, conversar com o outro. O fato de você estar com esta meta de ser, né, o esse objetivo de ser claro, de ser assertivo e tudo mais, significa que o outro esteja da mesma frequência que você. Você precisa contar com essa possibilidade, tá? E pode ser sim que exista um um momento aonde não vale mais a pena, tá? É, vamos trazer uma, uma uma questão acadêmica. É, é você querer eh ensinar para um aluno de medicina de primeiro ano aquilo que ele só vai ver no 5inº ano. Ele não vai entender, ele não vai conseguir porque ele não tem repertório. Então, aquela pessoa que talvez você não esteja conseguindo convencê-la daquilo que você tá falando, é porque ela não tem um repertório, ela não está na mesma frequência que você, tá? Então, é é é realmente voltar o que ele falou, né? Talvez você tenha que significar que essa relação e aí é uma série de coisas, não é? Não é só uma relação, né? Eh, Rafael, pode ser do trabalho. Você não concorda, é, você não concorda mais com os rumos que a empresa eh eh tá tá tomando, tá? E aí produz um conflito. Bom, aqui não é mais a minha praia, eu tenho que irem tenho que ir em outro lugar e não ficar, é óbvio, você vai tentar o máximo possível, tá? eh eh contornar essa situação, mas pode chegar um momento você fala: "Não, não vale mais a pena". E aí você tem que ter o discernimento que você chegou no seu limite para você não ficar dando murro em ponto de faca, que vai machucar, vai machucar. Eh, agora esse machucar, né? Como é esse machucar? Eh, quais são os efeitos a longo prazo, Moisés, de pessoas que não se expressam em momentos assim de conflito? Eh, quais são os efeitos desse silêncio? Isso pode produzir ansiedade, isso pode produzir depressão, tá? Eh, vai cada vez mais embotando a forma como ela se expressa no mundo, tá? Isso vai tirando oportunidade delas de satisfação, de prazer, felicidade, eh vai tirando porque ela não consegue mais. Ela vai se fechar em cima dela própria, tá? E vai perder todas as oportunidades. Então assim, eu eu existe um conflito nesse grupo com essas pessoas, mas aquele grupo, aquelas pessoas, elas podem ser reforçadoras para mim ou elas podem proporcionar reforçador é a consequência para nós analis comportamento, é a consequência do meu comportamento, tá? a gente chama isso de reforçador. Aquelas pessoas podem trazer eh momentos de felicidade para mim, momentos de alegria, de concordância, de novos projetos, tá? Então, se eu ficar focando, eu vou tentar. É, é uma característica, não, eu vou tentar, mas eu tenho que chegar num momento, falar assim: "Não dá mais". Tá? Isso pode ser, como disse o Rafael, numa relação amorosa, mas não dá mais. Infelizmente não dá mais. Uhum. E aí você vai com o respeito, né? Você pode continuar até amigo da pessoa com quem você tá rompendo ou não, no caso da empresa, você pode continuar eh bem visto pela empresa, mas você foi tentar coisa em outro lugar. Muito bem. É isso mesmo, né? E essa questão da gente tomar o cuidado quando a gente eh percebe que já não dá mais pra gente se retirar. A gente também tem que ter aí um uma visão, né? eh uma noção de quando é necessário, que é importante eh manter o conflito, se calar no conflito ou falar no conflito, mas também o momento que a gente precisa se retirar. É importante a gente saber disso, né, Rafael? Sim, totalmente. E essa retirada, ela pode ser um refúgio para um outro lugar onde você vai ter a sua expressividade, né, eh, aflorada. Os grupos eles são muito importantes também no desenvolvimento, né, da autoexpressão, da comunicação. Então é uma coisa que eu sempre falo para as pessoas com as quais eu trabalho, né? Eh, quando você tem a oportunidade de encontrar pares ali, você encontra pessoas que entendem o mundo de uma forma semelhante à sua, sabem lidar com a expressão, né, de uma forma semelhante a que seria mais saudável para você. E a partir disso você pode se desenvolver, por exemplo, na questão de homens, né, na na sociedade brasileira. Era um ponto que eu falei que eu ia trazer, né? Eh, o homem ele é ensinado a não lidar com os sentimentos. Então, desde cedo, desde cedo, né, tem aquela autoexpressão da criança, mas quando se fala de sentimento, ele já é podado ali. Homem não chora. Então, é, eu ia falar isso para você agora, homem não chora. Quem que disse isso? Exatamente. E esse chorar não é só não pode ser lido só como chorar, ele sim se expressar, lidar com as próprias emoções. E aí quando você chega na fase adulta, né, um homem e silencia porque você não sabe lidar com as suas emoções, muitas vezes você encontrar pares, grupos de homens, né, que discutem sobre masculinidade, sobre a expressão, né, das emoções masculinas, pode ser sim uma ferramenta para que você consiga se compreender mais e poder se expressar de uma forma mais saudável, né? É importante esse processo de autoconhecimento, não somente do que aconteceu na sua história, mas quem é você no mundo, como você se posiciona no mundo e que contingências sociais estão por trás desse silenciamento, né? Se você é um homem que cresce numa sociedade que reprime seus sentimentos, você, né, quando lida com isso e tem a possibilidade de encontrar pares, você consegue desenvolver e tomar consciência. Acho que é um processo muito importante na psicoterapia isso. A gente não tem uma resposta pronta pros pacientes, né, pros clientes. É preciso que eles tomem consciências de quem eles são e se tornem protagonistas do processo. É isso. Quando o homem ou qualquer pessoa, né, encontra seus pares, é esse processo que acontece. Nossa, que lindo, né? Eh, eu vejo você falando assim, porque a gente costuma falar muito eh do lado feminino, né? Falar da mulher. A mulher, a mulher é mais ativa, a mulher busca mais, entender mais. estuda mais, busca mais eh eh apoio e e tem mais apoio também, né? Quando a gente fala da psicologia, né? Tô dizendo, eh, tem grupos online, tem grupo, onde você vai, tem grupos de mulheres, então se você é meio despojada, vai já vai se inserindo no grupo e aí você já já cria uma uma rede de apoio legal e tal. Isso depende também da pessoa, né? Tem pessoa que fica mais reprimida, mas se é uma pessoa como eu, assim, eu já vou chegando, chegando, já tô fazendo parte do grupo e vamos embora, né? Agora, para homens, isso é um pouco mais difícil ou não sei se eu não vejo, mas eu percebo que isso é um pouco mais difícil quando a gente fala da psicoterapia, da psicologia e e do nosso tema de falar e calar, você me traz essa questão, essa situação, né, da crença limitante, da crença que limita. Então, para os homens, né, qual foi a crença que te limitou, assim, que que te chocou? Ah, homem não chora, sim, né? E aí a partir disso o homem não se expressa. E às vezes é por isso que muitas pessoas falam: "Ah, mas tem alguns homens que não são românticos. Tem alguns homens que não não não sabem eh eh dizer, vamos falar de relacionamento, mas também de amizade, assim, de de ser aquela pessoa que você espera. Você desenha uma pessoa, mas ele não é daquele jeito. E aí você entra em conflito e aí você precisa falar para que ele possa entender. Sim. Então, a importância, né? Eu tô trazendo essa situação aqui porque você me abriu a mente para que eu pudesse falar sobre isso e e gostaria que você pontuasse, Moisés, porque muitas vezes a gente tem um pré conceito com uma pessoa, principalmente em momentos de conflito, e a gente não sabe o que tem por trás daquilo tudo. E no caso dos homens, né, é mais delicado do que a gente quer. Mais delicado. É, é. Você veja, esse esse mês eu gravei para na clínica, na no Instagram da clínica que eu atuo uma falando a respeito da saúde mental do homem, tá? Porque estamos falando aí dessa coisa, né? Sim. E eu, Rúb, eu vou dizer para você o seguinte, eu tenho mais homens eh clientes do que mulheres. Ai, que bom. E e não e não sou só eu. Conversando com uma colega eh da clínica eh ela também falou: "Eu também eu tenho tenho mais homens do que do que mulheres, tá? significa que isso tá mudando. É, significa, é, e significa que isso tá mudando, né? Que os homens agora passam a a buscar mais. E bem o que você falou, tá? Eh, ah, mas eu Ele não é romântico. Sim, ele não aprendeu a ser, tá? A sociedade não valoriza esse esse chorar que o o Rafael falou que não é só o chorar, é não expressar a emoção, porque ela está associada à fraqueza. E a gente sabe que não é nada disso, né? Mas aí você precisa, né, eh, ressignificar isso que te foi ensinado e que ainda ainda é reforçado, tá? Não, o homem não chora, não, já se viu você fazer um negócio desse, cara, que que é isso? E não é nada disso, né? Então você é uma batalha, é uma luta. E você imagina o conflito que vira para esse homem que olha para todos os pares dele e fala: "Não, você não deve fazer isso". E aí, como é que ele faz sozinho? E o Rafael tem trazido uma coisa muito boa, a importância dos grupos que me validam, tá? Os grupos me validam. Então, então nós somos seres dentro de toda a evolução da espécie que precisa do outro. Eu não vivo sozinho, tá? E, aliás, do de um professor, você não se engrandece sozinho, você precisa do outro. O outro é importante na sua vida. Exato, exatamente. Que legal, né, Rafael, a gente abordando esse tema eh de se calar diante de conflitos e aí a gente vai abrindo caminhos para puxar outras situações que têm a ver com o se calar, né, tem a ver com o silêncio, tem a ver com conflito também. E a gente chegou nessa questão aí eh eh do homem, né, da do homem que pra sociedade, a cultura, traz aí o homem que ele não pode representar fraqueza. Mas qual que é o problema? E quem disse que eh você se posicionar, você falar, você chorar é fraqueza. Isso é só uma expressão de sentimento. Concorda? Explica pra gente então, por favor, essa questão de expressar sentimentos, né? De mostrar, de trazer à tona a importância disso tudo. Uhum. Eh, a autoexpressão, eh, sobretudo a masculina, né, no contexto que a gente tá falando, é muito importante também para ressignificar as relações que um homem tem com a sociedade. A relação dele, né, enquanto esposo, a relação dele enquanto pai, né? Eu, por exemplo, trago muito o a minha vivência mesmo, às vezes em terapia para que a pessoa, né, consiga ali ter um uma representação, né, gerar esse essa empatia. Eu cresci num ambiente em que os homens eles não comunicavam e ainda não comunicam, né, a esse esse sentimento. Então isso fez com que minha relação com o meu pai, com o meu avô, com meus tios se desse de uma forma assim, eu eu replico o que eu observo, mas eu não tenho aquele contato, eu não entendo o que tá passando por trás disso. Então, muitas vezes eu vi o meu avô silenciado, não entendi o sofrimento que tava por trás daquilo. Isso cria uma imagem do homem, né, no caso a questão do meu avô, de que ele era um homem muito rígido, um homem muito bravo. Isso é realmente quem ele é. E a e a forma como as pessoas nos enxergam também tá muito relacionado à nossa identidade, né? como eu sou visto no mundo. Não, não basta apenas saber quem eu sou e como eu me vejo, mas como eu sou visto. Eu sou visto como um homem. Então, eu já sou visto como alguém que não expressa seus sentimentos, alguém que tem que aguentar muita pancada, né, e que consegue aguentar muita pancada, que a gente sabe que muitas vezes não é assim, né? Então, essa relação entre ser homem, a questão da fraqueza de sempre ser forte, pode gerar muitos problemas, né, pr pra a questão do homem, a questão da da própria identidade, mas também ansiedade, né, de sempre, eu tenho sempre que dar conta, eu tenho que ser o o provedor. Exatamente. Eu tenho que ser o provedor dessa família, né? Então, eu tenho que sempre tá ali correndo. E aí, quando é que você para? Quando é que você para para entender o que você tá sentindo, né? É muito difícil. Então isso, né, afeta a relação como a gente vê os homens, né, nas famílias, mas também afeta a forma como essa paternidade era ela é feita, às vezes de uma forma mais distante, porque o pai, né, de uma determinada determinada criança não aprendeu a lidar com os próprios sentimentos. E aí vem uma criança e não tem esse pai presente e um ciclo e um ciclo que só vai seguindo e infelizmente a gente precisa parar para analisar e quebrar, né, esse ciclo. E é isso que que a psicologia, a psicoterapia trabalha, né, e faz tentando quebrar essas situações, essas coisas que vêm de uma longa data e que a gente às vezes nem para analisar, para olhar no nosso dia a dia, né, Moisés? Com certeza, né? O que você tá falando é assim, a psicoterapia ela tem um objetivo de quebrar esse elo de uma sequência que não está sendo funcional, que está produzindo sofrimento, que está produzindo comportamentos que não são eh que não produzem boas coisas, tá? Então você quebra esse elo e começa a reescrever, né? E você começa a reescrever porque aquilo que está lá no passado e aquilo vai continuar lá, aquilo vai continuar, eu não tenho como apagar, tá? Mas eu posso eh buscar caminhos novos para para para essa sequência daquela vida, daquela pessoa, eh para que ela possa se sentir bem, para que ela possa se expressar, para que ela possa, eh eh evoluir profissionalmente, eh amorosamente, eh nas nas amizades e tudo mais, que tudo isso pode impactar eh para tirar o sucesso de todas essas áreas da da pessoa. E quando, olha só quanto quanta quanta conversa, né? Quantos pontos que a gente tá tocando aqui? E agora como que a gente liga tudo isso que a gente falou no se calar em momento de conflito? É, é, é o que a gente tá falando até agora, né? Você aprendeu, agora você tem que romper com isso daí na psicoterapia. Você pode fazer isso com um amigo? Até pode, só que a amizade ela ela ela vai prescindir da ciência, tá? A, o amigo, ele não tem uma formação em ciência que nós temos, tá, né? Não é que seja menos, né? Não é não é menos valorativo o amigo, tá? Mas você precisa ter um olhar, né, da ciência que diz para você, porque quando você tá na frente de uma pessoa, você tá ouvindo ela e com ele próprio observou, Rafael, eu ponho um pouco da minha vida, né, naquele sofrimento que eu estou observando ali, porque eu já passei por coisas que são semelhantes, tá? Mas você tem um olhar, tá? Olha, isso tá acontecendo, é assim que tá acontecendo, tudo. E isso é que você vai contribuir com o com o seu paciente ou cliente, tá? De qualquer forma que a gente chama aquela pessoa que está ali na frente, tá? Então é é isso, né? O conflito, o calar-se nesse momento é por que que ele tá acontecendo, como a gente já disse, né? E o que que a gente pode fazer de diferente? Muito bem, muito bem. Pode, pode pontuar. Eu acho que uma síntese de tudo que a gente tá falando aqui, né, é que o calar muitas vezes ele é ele é uma ferramenta para sobreviver, mas ele não precisa ser o viver, né? Quando você aprende a lidar com ele, você aprende a a manejar o silêncio, entender em que momentos ele pode ser positivo na nas situações em que ele é elaborativo, em que momentos ele é prejudicial, uma vez que o silêncio te silencia. Então é é importante a gente ter esse discernimento. Uma coisa que eu uma dica, né, que eu gosto de dar até mesmo para quem não consegue ter uma psicoterapia agora, que é um processo fundamental para entender, né, essas questões. Se você tiver um bloco de notas e uma caneta, tente escrever os momentos em que você esteve em conflito, como você se sentiu, porque você consegue ter uma análise fora daquele momento. Sim, perfeito, né? É uma forma de autoconhecimento, né? É claro, o ideal seria a psicoterapia, né? Mas assim, já é uma ferramenta que pode ajudar um pouco a você desmistificar o seu silêncio, entender o que tá por trás dele e como e o que fazer a partir daí, que eu acredito que seja o mais importante. Muito bom. E como que a psicologia ela pode ajudar as pessoas hoje, né, a lidarem com conflitos? Eh, eh, qual que é a base aí de vocês? Você é a questão social, né? Então, explica pra gente qual que é a abordagem e a gente já tá encaminhando para os os os momentos finais do programa. Então, gostaria que você trouxesse a abordagem da psicologia na linha social, né, para para lidar, para ensinar, para orientar as pessoas em momentos de conflito, calar ou falar. Uhum. É, usando a linha da psicologia social, é importante a questão do autoconhecimento e da autoemancipação. E isso pode se dar através dos grupos, né? Quando você encontra ali rede de apoio, você consegue entender os processos que estão por trás, né, de uma opressão que faz com que você se silencie e a partir disso você consegue se tornar protagonista desse movimento de dar voz ao que estava calado durante muito tempo, né? Eu acho que a esse é numa linha mais ou menos assim e a psicologia também ela colhe, né? Eu acho que esse é o é o principal, um dos principais pontos. Muitas vezes a gente vai se silenciar, né, durante conflitos, mas é importante não se culpar por conta disso. Nós somos seres humanos, né, e nós às vezes nascemos em determinados contextos, vivemos determinadas opressões que a gente não controla, né? Mas o que a gente pode controlar é se é a forma como nós reagimos a essas opressões, né? E como nós podemos utilizar essas ferramentas sociais, como por exemplo, uso do silêncio, né? Para que eh isso nos emancipe e não nos silencie. Acho que essa esses seriam os caminhos aí. Perfeito. E o Moisés, que é psicólogo, especialista em terapia por contingências de reforçamento, né? Uma linha diferente também. gostaria que você explicasse um pouquinho sobre e a questão eh eh da da sua linha, né, da psicologia, o que que ela que que ela traz pra gente referente a a ao calar ou falar eh em momentos de conflito e qual que é a dica que você deixa para as pessoas, né, que para poder ter um equilíbrio aí nessa situação? É, eu eu diria que falar, a a melhor opção é falar, mas como disse o próprio Rafael, você anota lá eh uma situação que você vivenciou, o que você sentiu, o que como é que você reagiu e tudo mais. E depois fora dessa dessa situação, dessa contingência, analisando sem a presença da emoção que está presente ali na na na hora da do conflito. Será que essa foi a melhor forma de eu deu será que não poderia ter? É muito o que a gente faz na hora da sessão, tá? Não, vamos pensar qual quais outras alternativas que você teria, porque a hora que ele tá ali na na na sessão, a aquela emoção, ela é revivada? Sim, ela é revivada porque ele tá ele tá falando a respeito, ele ou ela, tá? Mas não é a mesma coisa. Eu já não estou mais na situação. Então você vai então o falar tá planejado, né? se conhecendo, sabendo os seus limites, sabendo o grupo, aonde você vai falar, que tem coisas que você de fato não pode falar dependendo da onde você estiver, né? Você não pode porque não vai ser bem recebido, enfim, mas o falar é sempre o o caminho para a sua a sua autoconfiança, né? Eh, Rafael, eh, e e você validar você como pessoa. Então, eu sou desse jeito, tá? E obviamente sempre pensando no outro também. Nossa gente, que dupla hoje, hein? Sexta-feira, feriadão prolongado, a gente conversando com você aí de casa sobre situações de conflito, sobre falar ou calar, né? Por que que a gente tem o costume de se calar, né? A primeira reação é calar e já imaginar o pior, né? Mas você já parou para pensar que falar seria importante? Você já parou para pensar que falando você pode estar ensinando a outra pessoa? maneira que você gostaria de ser tratado. Você pode estar direcionando a outra pessoa para que vocês, né, em em momentos de conflito possam entrar em um acordo e quem sabe viver aí de uma forma um pouquinho mais assertiva. Ah, daí você pensa assim: "Nossa, é tão fácil falar?" Claro que é, é fácil falar. Eu escutando o Rafael falar e o Moisés falar aqui, eu fico, nossa, né? Como é que momento de conflito eu vou parar? Vou analisar a melhor forma para eu me expressar. Gente, vamos lá, somos seres humanos. Mas é isso, é o autoconhecimento que vai trazer para você essa calma, entre aspas, e essa assertividade com as palavras, não é? Então, é importante você se autoconhecer. Nossa, eu quero agradecer muito a participação de vocês, Rafael. Super legal. Vocês dois deram assim uma dupla formidável. Eu adorei dois psicólogos com uma abordagem diferente, trazendo pra gente situações, né, do nosso dia a dia e nos direcionando o caminho que a gente deve seguir. Claro, terapia é essencial em todos os momentos da vida. A gente não pode deixar explodir a bomba para depois ir buscar uma terapia, porque daí o caminho já é um pouco mais diferente. Mas assim, e essas explicações que vocês trazem no programa, em todos os estúdios, a gente faz, eh nós temos profissionais que nos direcionam. Então, um pouquinho do de hoje, um pouquinho do de amanhã, um pouquinho do depois, em uma semana a gente conseguiu traçar aí alguns metros de caminhada assertiva e isso graças a vocês, profissionais tão especiais. Ô, Rafa, obrigada pela sua participação, viu, Rúbia? Muito obrigado. Moisés também muito obrigado pela parceria aí. Foi incrível, né? Eu eu gosto de falar que cada encontro é único, a gente aprende coisas novas e esse aqui certamente foi muito rico. Acho importante também concluir minha fala dizendo que da mesma forma que a gente aprendeu a se silenciar, a gente também consegue eh aprender a falar, né, a nos expressarmos. É um processo que é demorado, né? Muitas vezes é um processo difícil, mas que as pessoas elas não precisam passar por isso sozinho. Muito bem, obrigada mais uma vez. Gratidão, Moisés, né? Quanta sabedoria, quanto conhecimento e que bom que você se dedica eh por compartilhar esse conhecimento com isso me dá muita satisfação mesmo. Gratidão, viu? Tá, eu também queria agradecer, você veja, eu e Rafael nos conhecemos há 1 hora e meia atrás. É verdade. Parece que combinamos, né? não nos conhecemos aqui. Uhum. Eh, e fica nítido, né, a nossa diferença de idade. Quer dizer, eu terminei a minha faculdade, ele não tinha nem nascido. Exatamente. Eh, mas a gente a gente compartilha de uma visão de de mundo, tá, muito semelhante, tá? E eu acho que isso realmente enriqueceu o nosso nosso bate-papo e aquilo que a gente pode contribuir com as pessoas que estão nos vendo, né? as pessoas que estão nos vendo, que tem conflitos, que tem perguntas, que t dúvidas e ânsia de de de evoluir, de melhorar. Eu acho que foi muito bom, foi um encontro muito legal. Nossa, eu super adorei. A gente fecha a semana com chave de ouro, né? Eh, trazendo para vocês aí coisas boas sobre conflito, né? O conflito é isso, é um ajuste. O que seria de nós sem momentos de conflito? O que seria de nós sem momentos de debate? Uhum. Eh, como que nós levaríamos uma vida sem problemas, né? Porque daí se não temos problemas também não temos a solução. Então é importante você aprender a se posicionar e importante também você ter o autoconhecimento. Para isso, você pode contar com profissionais especialistas, né? E a gente traz aqui alguns exemplos. Eu espero que a gente tenha sim eh lançado uma sementinha e eu espero que da próxima vez que você entrar em conflito você entenda que é um momento de entendimento e de conhecimento entre as partes. Eu agradeço a sua audiência, a sua companhia. Agradeço mais uma vez os nossos entrevistados. Gratidão e você que acompanhou a gente durante toda a semana. Olha, muita coisa boa, muito bate-papo. Eu espero que a gente tenha contribuído aí para uma vida mais assertiva para você. Nem que seja só um pouquinho assim. Segunda-feira nós voltamos com mais Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. Lembrando que a programação de final de semana da TV Câmara Campinas está maravilhosa, com muitas estreias e muito programa bem legal para você, atendendo aí a vários gostos, tá bom? Um abraço grande, fica com Deus, se cuida e seja assertivo no momento de falar, tá bom? Não se cala não, você pode se expressar. Beijo grande. Tchau. Tchau. É segunda. [Música] [Música] [Aplausos] [Música]
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