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Estúdio Câmara | Sharenting – riscos de expor crianças nas redes sociais
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Estúdio Câmara | Sharenting – riscos de expor crianças nas redes sociais

85 views Publicado 25/08/2025 HD · 1:12:36

Descrição do vídeo

📱 Você sabe o que é sharenting? O termo vem da junção de share (compartilhar) e parenting (criação de filhos) e descreve a prática de pais que compartilham fotos, vídeos e informações sobre seus filhos nas redes sociais. Embora muitos encarem como uma forma de celebrar conquistas, fortalecer laços familiares ou até mesmo receber apoio online, especialistas alertam que a superexposição pode trazer sérios riscos para a criança. No Estúdio Câmara desta semana, debatemos os impactos dessa prática que cresce a cada dia e provoca discussões sobre a proteção da imagem, privacidade e segurança infantil na internet. 📌 Convidados do programa Somaira Noguera – Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, que analisa os efeitos emocionais do sharenting na formação da autoestima, da identidade e no risco de bullying e constrangimento das crianças. Julio Cesar Ballerini – Advogado, juiz aposentado e professor, coordenador nacional de pós-graduação em Direito, que explica os aspectos legais, os direitos da criança e os limites jurídicos da exposição nas redes. 📌 Principais pontos debatidos no programa ✔️ Quais os limites do sharenting? Entenda quando compartilhar a rotina dos filhos pode ser saudável e quando começa a comprometer a privacidade e segurança. ✔️ Riscos da superexposição: Bullying e constrangimento social; Assédio e exploração de imagens; Formação de um “rastro digital” que a criança não escolheu e que pode acompanhá-la por toda a vida. ✔️ Direito à privacidade da criança: Como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e outras legislações asseguram a proteção contra o uso indevido da imagem infantil. ✔️ Consequências emocionais: O impacto da exposição na saúde mental da criança, na construção da identidade e nos relacionamentos sociais. ✔️ Aspectos legais e responsabilidade dos pais: Até que ponto os responsáveis podem decidir sobre a exposição da imagem dos filhos? Há consequências jurídicas? ✔️ O papel das plataformas digitais: A necessidade de regulamentação, filtros e mecanismos de proteção para evitar o uso indevido das imagens. ✨ Por que assistir? O tema é atual e urgente: cada vez mais famílias publicam fotos e vídeos de seus filhos sem refletir sobre os efeitos a longo prazo. O programa traz um debate equilibrado entre psicologia e direito, oferecendo informações valiosas para pais, educadores e a sociedade em geral. Mais do que alertar, o objetivo é conscientizar sobre práticas responsáveis no uso das redes sociais, garantindo que a tecnologia seja uma aliada – e não uma ameaça – para a infância. 👉 O Estúdio Câmara é o espaço de reflexão da TV Câmara Campinas sobre temas que impactam diretamente a vida das famílias. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas, curta este vídeo e compartilhe com quem você conhece. Nos comentários, responda: você acha que os pais expõem demais a vida dos filhos na internet? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia. Chegamos, estamos ao vivo. Seja bem-vindo, Estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas. Olha, gente, sexta-feira sexamos, né, dia 22 de agosto e hoje nós vamos conversar com você aí de casa e eu pergunto, quanto vale a sua imagem e a imagem do seu filho? Programa de hoje, nós vamos trazer os riscos e impactos da exposição de crianças nas redes sociais. A gente sabe que em um passado não tão distante, os registros da infância e da adolescência eram guardados em álbuns de fotografias. preservados com carinho e passados de pais para filhos como lembranças de família. Que legal, né? Hoje, com a popularização das redes sociais, esse hábito ganhou uma outra dimensão. Em vez de algumas fotos reveladas, nós temos centenas de imagens e vídeos de crianças publicadas instantaneamente, muitas vezes no mesmo dia em que os fatos acontecem. Essa exposição frequente, porém pode trazer consequências preocupantes. E esse é o nosso tema de hoje. Então, nós temos um advogado, nós temos uma psicóloga e nós vamos conversar sobre isso e queremos a sua presença também aqui no programa. Manda pra gente a sua mensagem através do nosso WhatsApp e nos diga: será que o orgulho digital vale o risco para a privacidade e o bem-estar das nossas crianças? Telefone tá na tela, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho a gente já vem com as considerações iniciais dos nossos entrevistados que já estão apostos conosco. Vamos lá, então, informação chegando. A INDEC preparou uma operação especial de trânsito para apoiar a realização da 20ª edição do programa Unicamp de Portas Abertas, que acontece amanhã, sábado, na Cidade Universitária. A ação será realizada das 7 às 6 da tarde, 7 da manhã e 6 da tarde e deve receber cerca de 50.000 visitantes. De acordo com a organização, a circulação de aproximadamente 580 ônibus fretados será coordenada por agentes da mobilidade urbana sem prejuízo ao transporte coletivo regular e nem a circulação de pedestres no local. Dois corredores de trânsito serão estruturados para suportar o fluxo vindo da rodovia Dom Pedro. A INDEEC recomenda que motoristas evitem a região durante o período do evento devido ao fluxo intenso de veículos. Combinado? Muito bem, vamos com mais informações. Olha, o distrito de Joaquim Egítio aqui em Campinas recebe neste final de semana a festa de São Joaquim e São Roque entre os dias 22 e 24 de agosto na igreja São Joaquim e São Roque. A entrada é gratuita, o evento reúne programação religiosa, shows eh shows musicais, comidas típicas, feira de artesanatos, kids. É organizada pela paróquia Santana de Souzas. A festa conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e também eh de todo o pessoal lá daquela região, né? Tem início a hoje às 18 horas. Olha só que legal, que programação legal pro final de semana, hein? Começa hoje às 18 horas, aí tem sábado a partir do meio-dia e domingo a partir das 9 da manhã, shows musicais, gastronomia, espaço kids e olha só que interessante também vai ter vacinação lá, tá? No sábado, eh, vacinação ocorre do meio-dia até às 8 da noite. Agentes do Centro de Saúde de Joaquim Egid vão aplicar vacinas do calendário nacional para todas as idades, claro, mediante a apresentação aí de um documento com foto ou de uma carteirinha de vacinação, tá? Eh, também celebrações religiosas, religiosas. No no domingo, concentração às 9 da manhã, tem missa, 10:30 tem processão. Eh, e após os ritos também haverá música e tradicional leilão de prendas e animais doados por comerciantes e moradores. Nossa, que festa legal lá em Souzas, hein? Abraço grande para todo o pessoal aí, todo mundo convidado para essa festa super show que acontece neste final de semana. Previsão do tempo. Vamos lá. Umidade relativa do ar. muito, gente, muito baixa. Em torno de 25º, o tempo seco deve permanecer e a pouca possibilidade de chuva até amanhã, as temperaturas podem chegar aí a 32º, né? Então, hoje mínima 19, máxima 32. Amanhã, sábado também mínima 19, máxima 32. Domingo mínima 17, máxima 31. Sol, eh, nuvens à tarde, né? E e assim, sem previsão de chuva, gente, não chove não. A gente sabe que tem aí uma frente fria se aproximando do Rio Grande do Sul e logo em breve ela chega aqui pra gente, mas isso é só a semana que vem, esse final de semana, então as máximas chegando aí entre 31, 32º, aproveite, mas não esqueça, tome muita água, tá muito seco e a gente precisa de hidratação. Vamos lá, então, vamos ao nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados. Gente, a superexposição digital aumenta riscos à saúde emocional e até mesmo a segurança física dos menores, deixando os mais vulneráveis e as situações que antes eram muito raras, né? Quando são próprios pais que divulgam esses conteúdos, gente, essa prática tem o nome eh de sh eh sherifing. Em resumo, trata-se do hábito de tornar pública nas redes a rotina e a intimidade dos filhos. Então, a gente vai entender agora os impactos psicológicos e também jurídicos dessa super exposição com os nossos convidados. Eu quero dar as boas-vindas à nossa psicóloga, especialista em terapia cognitivo e comportamental, a Saira Nogueira. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Muito bom estar aqui novamente. Bom dia pro público também. Hoje vamos tocar um assunto tão, mas tão importante do cuidado dos menores também ali em casa. Maravilha. E para completar o nosso time, a gente recebe pelo Zoom, ele está online conosco, o Dr. eh Júlio César Balerini. Ele é advogado e vai conversar com a gente sobre essa questão da exposição dos nossos menores, né, nossos filhos nas redes sociais. Doutor, seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Você observa aí que a eh está em foco essa pauta, né? E tem muita coisa pra gente analisar no dia de hoje. Maravilha. É isso, gente. Então, dois convidados mais que especiais e a gente eh para ilustrar, pra gente abrir o programa de hoje, a gente vai exibir um vídeo de uma série, de uma animação transmitida no canal Futura, tá? Essa animação é bem importante, eu gostaria que você prestasse atenção, tá? uma série que ela deve ser compartilhada, pois tem o objetivo de alertar as famílias e educadores sobre a importância do conhecimento do próprio corpo e a proteção e segurança eh de crianças e adolescentes. Tudo certo, produção? A gente pode exibir, é rapidinho. Então, a gente pede que os nossos convidados e você aí de casa preste muita atenção nesse conteúdo que a gente exibe a partir de agora. Que co é esse? Ariel ea. [Música] Olha só, Ariel, olha você aqui. Tá fazendo um baita sucesso na internet, filhote. Dá mais uma risadinha pro papai. Dá. Vamos mostrar pro mundo todo quem tem a risada mais gostosa de todas. [Música] Você vai ganhar um monte de curtidas. Vamos. Filhão, o que vocês estão fazendo? Tô tentando fazer o Ariel R de novo. O vídeo que eu postei com a risada dele bombou e já estão pedindo mais. O Ariel pode ser influencer, imagina. Mas o Ariel não tá gostando não. Olha como ele tá desconfortável. [Música] Ariel é pequeno, mas já tem vontade própria. Dá para ver que ele não tá gostando. Além disso, as crianças têm o direito à privacidade. Não é porque são pequenos que os adultos podem ficar postando fotos e vídeos deles sem que eles queiram. Ah, mas não é nada demais. Fora que mais tarde ele vai adorar ter esses vídeos engraçadinhos. Mas não é bem assim. Sabe essa foto aqui? Claro, a gente adora essa foto. Você não? Eu gosto sim, mas entre a gente, minha mãe resolveu postar na internet sem falar comigo antes, lembra? O pessoal da turma viu e fez um monte de piadinhas que me deixaram morrendo de vergonha e de raiva. Foi horrível. Adultos têm responsabilidade de respeitar as crianças. Não importa a idade delas. E expor a gente assim pode causar muito constrangimento mesmo. Poxa, eu nunca tinha pensado desse jeito. [Música] [Música] [Música] O assunto vai além, né? São dúvidas sobre ética, privacidade, desenvolvimento emocional e é o que a gente fala agora, né? Então, eu já começo a conversar com a Somaira, que é a nossa psicóloga. E eu gostaria de perguntar para você sobre essa exposição ou essa super exposição que a gente viu nesse vídeo, é o que nós vamos conversar hoje, né? Eh, essa exposição, ela pode atrapalhar a Somária na construção da personalidade da nossa criança? Uhum. Esse vídeo retrata muito bem a realidade de muitas famílias e sim, toda criança ela está em desenvolvimento e ela tem como os primeiros responsáveis os seus cuidadores, os pais. E ela tá começando a compreender o mundo externo para formar também o seu próprio mundo interno. Ela ainda não tem desenvolvido esse mundo interno para ela conseguir escolher. Então, quem faz, querendo ou não, essas escolhas são nos pais que pensam, adultos, que temos mais essa responsabilidade, muito mais ainda no digital. Uma criança não sabe o que que é uma curtida. Uhum. tá indo aprendendo o que que é uma curtida, tantas visualizações e e a gente olha, vou dar um exemplo, crianças que eram muito eh expostas nas nossas épocas, né, que isto é muito também mais recente, por exemplo, na televisão, crianças da Disney, você vai ver que aquelas aquelas crianças que ficavam ali atuando hoje quando cresceram, elas quase todas têm problemas de saúde mental, inseguranças com relação ção à sua própria imagem. A gente vê tantos transtornos psicológicos também acontecendo na vida delas após esta super exposição, porque uma criança não teve a chance de poder viver a sua face. Criança está para compartilhar com os pais, para brincar, para ter a imagem dela resguardada. Então, sim, cria impactos gigantes na saúde emocional de cada uma delas, porque o self dela pode ser desenvolvido através do olhar do outro. E se são muitos, aquela criança perde sua autenticidade, perde os seus próprios eh comportamentos, que seriam mais espontâneos também dentro de um grupo pequeno. E ela começa se a moldar aquilo que se espera. Uhum. Né? E ela não tem ela não tem essa referência interna. Ela começa a ser pelo valor de uma curtida, de um comentário, que que as pessoas gostam mais e ela se perde dentro do caminho. Tem toda uma questão ali a futuro, vai ser uma criança insegura, uma criança que não vai conseguir ter bons relacionamentos, uma criança que vai se sentir valorizada pela questão externa e não por quem ela é. Muito isso é algo muito muito importante a gente discutir muito bem. E hoje a gente falando, né, com psicólogos e e também com a questão da justiça, porque, Dr. Júlio, a superexposição ela é considerada um crime e eh a gente, o judiciário, ele pode intervir a partir de que momento, né? Qual a avaliação que o senhor faz desse filminho que nós vimos agora? Eu gostaria eh da da sua fala referente ao filme e também se a super exposição ela é considerada crime hoje. Como é que a gente pode definir isso? Olha, eh eu concordo em grande parte com a Dra. Air aí na na avaliação dela. E eu coloco para vocês no primeiro lugar o seguinte, não é crime. Crime é um conceito que vai na lei penal da cadeia, aplica pena, mas isso não significa que o ato não seja ilícito. Por quê? Qual que qual que é a diferença? Embora pode ser que não dê cadeia, tá? Os pais eles estão sujeitos a uma série de sanções, outras, né? Eh, em caso de excesso, essa questão que você traz aí, que é o Sherton, né? Eh, ele implica numa reiterada exposição da criança de modo desproporcional e abusivo no mundo digital, tá? Então, não é uma postagem ou outra, uma postagem a cada 15 dias, 20 dias, é aquela coisa de todo dia, a toda hora você ficar e a gente tem que separar os dois casos que são diferentes, tá? O Ministério Público, a gente já tem notícia de alguns estados, no Rio Grande do Sul teve um caso eh mais famoso de que a promotoria entrou com uma ação de obrigação de não fazer por uma exposição abusiva. E aí havia o criança já começava a frequentar lá a pré-escola, né? E ela começava já a ser objeto de algum tipo de bullying, tá? por conta dessa exposição que ela estava tendo. Quando a coisa sai do controle para o direito, né? Não estamos falando do ramo da psicologia agora, mas para o direito, quando a coisa começa a sair do controle, ela sai da raia do do proporcional, aí o estado já pode entrar para tomar medidas eh em relação Uhum. Muito bem, nós estamos ao vivo, né? Eu acho que deu eh um pequeno corte na internet. Opa, voltamos. Pode continuar, doutor, por favor. Coisas da tecnologia, sim, né? Então, eh eh essa exposição quando ela é abusiva já começa a ter problema. Você olha no vídeo aí que é muito interessante, o pai, ele pode ser um influenciador digital. É, então a pessoa já começa a a avisar até uma uma glória, né, como você disse no começo, um orgulho, uma vaidade, mas também tem toda uma questão de dinheiro aí envolvida, tá? E aí já entra numas outras discussões. É trabalho infantil, não é trabalho infantil, pode ser feito, não pode ser feito, tem que ter autorização. Então aí do share nós já vamos partir para uma outra discussão no direito que é a questão aí trabalhista, se pode, se não pode, né? E aí vamos ver que tipos de atividade. Já pensou uma criança eh fazendo um tipo de publicidade de jogo de azar? de bet. É, então a coisa vai longe, né? Aí é óbvio que a aí a gente já pode começar até talvez a cojitar de crime, porque imagina que o pai saiba, por exemplo, que ele tá numa atividade ilícita, tá? E mesmo assim ele permite que a o filho faça aquilo. Aí o pai pode até estar sendo envolvido aí numa organização criminosa, alguma coisa. a coisa já começa a sair completamente do controle. As pessoas têm que ter cuidado, elas têm que ver que tem limites e muitas vezes não se vê esse limite. A questão de saúde mental, concordo com a Dra. sonária nesse sentido, a desde 2024 ela tem emitido alertas não apenas contra a exposição eh das crianças nesse ambiente digital, mas pelo próprio fato, né, das crianças estarem muito cedo, eh, entrando em rede social, perdendo aquele tempo, o direito de ser criança, né? Para você ter uma ideia, o artigo 208 da Constituição, ele fala que a criança só pode ir à escola aos 4 anos. Em tese, seria isso. Por quê? Porque antes dos quatro ela tem direito de brincar, de curtir aquelas brincadeiras, ficar num ambiente mais protegido, né? Eh, então para o estado brasileiro, a escola deveria começar os quatro. A gente sabe que muitos pais, muitas mães trabalham, não tem rede de estrutura e colocam as crianças em creche, mas lá não seria o local em tese para que elas estudassem, elas teriam direito de ficar brincando ali, sendo cuidadas. Uhum. Exatamente, doutor. Ô, Soma. Eh, gostaria que você completasse, né, pontuasse aí a fala do doutor e e colocasse pra gente eh qual que é o papel do psicólogo frente a esses desafios digitais, porque o doutor disse ali que não é crime essa superposição, mas sim eh a a justiça ela pode intervir porque é algo que às vezes começa em uma simples curtida, mas aí vai muito além e precisa de e eh dar uma parada. E se não tiver jeito, a justiça pode intervir sim. Então, o papel da psicologia referente a esses desafios digitais que envolve muita coisa e inclusive dinheiro, porque a gente sabe que tem muito influencer digital mirim. Isso é complicadísimo. É, eu vou fazer a seguinte pergunta. Então nós psicólogos vamos cuidar da saúde emocional daquela criança e segurança. Limites são bordas. Eu gosto de dizer que todos nós temos bordas. A borda permite que eu não seja violentada. A borda permite que eu seja respeitada. As bordas emocionais elas permitem que eu tenha um cuidado como ser humano emocional. É um direito emocional de toda criança ter as suas bordas respeitadas. Só que as bordas que eu tenho, eu aprendo a partir dos limites que os adultos podem me oferecer. Uma criança, ela não aprende do além, ela aprende do contexto onde ela está, porque a gente nasce nesse mundo, a gente vai se desenvolvendo, né? Então, um desafio que eu vejo assim nós como psicólogos é poder entender até o macro desta suerexposição. Crianças, elas no desenvolvimento delas elas estão para gerar dinheiro? Será que uma criança precisa gerar dinheiro ou ela precisa de saúde nesse momento? Qual é a prioridade que nós estamos dando? Ela tem a capacidade agora com 4, 5 anos ela querer ser uma influencer ou ela tá precisando desenvolver na saúde dela o cuidado na escola, ser uma criança normal que brinca, que aprende, que vive a sua própria face. Então, se a gente pergunta para uma criança, ela não vai nos saber responder, porque ela vai aprender do que aquele pai também está trazendo para ela. Então, pode ser criança que fale, para mim está ótimo, eu preciso gerar dinheiro. Mas essa fala é de um adulto. fala não é do desenvolvimento natural de uma criança, porque ela ainda não tem desenvolvido a ter esse córtex préfrontal que nos permite tomar decisões um pouco mais racionais no meio onde a gente está. Então, como psicólogos, nós estamos aqui para defender o desenvolvimento emocional desta criança e hoje que também cuidar daqueles pais, porque muitos dos pais podem estar fazendo esta exposição porque precisam de dinheiro, colocando em risco a saúde emocional dos seus filhos, mas muitos deles também estão fazendo por uma autovalorização externa. Então são pessoas que estão precisando se sentir bons pais, sou uma boa mãe, faço tudo certinho com meu filho, aprendam que os outros precisam aprender. Então preciso influenciar os outros de como que é essa maternidade. E ali, qual que é o motivo que eu, como pai e mãe, eu estou fazendo isso? É por meu filho, é por mim, é por uma insegurança que eu tenho. Eu preciso de curtidas. A minha valorização precisa de um reconhecimento externo para eu me sentir bem. Acho que como psicólogos, nós precisamos trabalhar nessas duas frentes, com os pais, que são os responsáveis, e defendermos os cuidados emocionais dessa criança. Perfeito. Perfeito. Agora, Dr. Júlio, vamos lá. A gente no Brasil, nós temos normas fundamentais, né? Tem o ECA, que é o Estatuto da Criança do Adolescente, a LGPD. E juridicamente a nossa legislação, ela ela tem algo alguma coisa, o que que ela prevê sobre o uso da imagem de crianças em redes sociais, especificamente nesse cenário que a gente tá falando aqui. Eh, é importante a gente ressaltar também que ah, muitas vezes os pais eles nem percebem que ultrapassam essa esfera dos direitos fundamentais. tudo em nome aí de um post, né? Aquele post fofo, aquele post inocente, né? Então, eh eh tem o ECA e LGPD. E o que mais que a legislação prevê nessa questão, doutor? Olha, o que a gente tem aí em primeiro lugar é que o artigo 5º da Constituição no inciso 5 e a Constituição é o nosso topo da pirâmide aqui, eh teoricamente nada estaria acima dela. Eh, ela prevê que toda pessoa tem aí eh direito da sua intimidade e imagem serem invioladas. Uhum. Tá. Aí você coloca o seguinte: a criança tem autonomia para estar eh concordando em dispor da imagem dela? Talvez ela não tenha nem maturidade. Certamente não tem maturidade. Eh, a lei coloca os pais nesse sentido, eh, como guardiões dessa imagem, dessa intimidade para decidir pela criança. Mas e se os pais precisam de orientação? Então, já começa a discussão por aí. Abaixo da Constituição. E olha, e tem mais um detalhe, tá? O 227 da Constituição, que trata de algumas garantias da criança, fala que o interesse eh eh o bem-estar do menor é valor prioritário da criança e do adolescente. Uhum. Né? Até entrando num gancho do que a Dra. área colocou hoje a própria Organização Mundial de Saúde, por causa dessa questão aí do do do amadurecimento, cogita em sugerir aos países que a maioridade civil e penal começa aos 24 anos, porque só os 24 anos é que haveria aí esse discernimento pleno. No Brasil ainda estamos nessa onda de 18 anos, mas no âmbito internacional já se cogita até de alterar esse limite, tá? por causa dessa discussão de maturidade, ainda mais maturidade no mundo como que nós vivemos, tá? Ah, aí nós temos o ECA, Estatuto da Criança do Adolescente, tá? Que também ele coloca, olha que profundo para essa nossa discussão, artigo 17, né? Uhum. A necessidade de respeito à integridade psíquica e moral de criança e adolescente. Sim. vai alterar a esfera psíquica de uma criança, de um adolescente, tem que ter cuidado. E aí já abre margem para que o Estado venha, o Estatuto da Criança do Adolescente, ele fala de riscos sociais, riscos gerais que autorizariam o Estado a a intervir numa situação dessa excessiva, desproporcional, que é a base do sherting, né? E aí eu coloco, eh, a criança ela tem noção de que ela precisa de dinheiro? Muitas vezes não tem, não. Ou são os pais que estão induzindo aí hábitos de consumo e falando para ela: "Olha, para ter esse hábito de consumo, você vai ter que fazer tais coisas". Uhum. E aí começa a entrar num ciclo eh vicioso. Teoricamente as bigtechs elas colocam o limite de 13 anos para alguém se inscrever em rede social, em aplicativos, enfim. Só que eu pergunto a vocês, quem é que confere documento? Uma criança de 10 anos chega lá e fala que tem 13. Quem conferiu? Uhum. E há muitos casos em que isso está acontecendo e estão sendo trazidos agora para o direito, tá? Sobretudo quando a criança não está eh sob a guarda dos dois genitores. Vamos dizer, o casal se separou, a guarda tá com um, outro tá ali de olho, né? Também já é uma outra questão que eles deveriam pensar na criança e não ficar atacando um ao outro. E aí você tem uma outra complicação nisso aí, porque um tá vigiando e tá falando, opa, como é que abriu a o acesso à rede digital? Não tem idade. Aí se descobre que teve até fraude. As bigtechs não fazem nada para ter uma fiscalização efetiva em relação a isso, tá? A legislação tem o vácuo da do mundo digital, tá? Não tô falando em regulação de rede, mas tô falando em necessidade de haver legislação que trate especificamente dessa questão dos influenciadores miins, da do charitying, né, os limites claros, tá? Até para que a gente possa do modo preventivo estar fazendo campanhas para orientar a população, né? Os pais têm que ter consciência desses limites. Os pais têm que ter consciência de que poderão vir a ser responsabilizados. Aí você poderia me perguntar, mas não é proibido o trabalho infantil? E aí nós vamos lá no ECA em outro ponto que ele fala o seguinte: não se pode eh coibir, constranger a liberdade artística e cultural de criança e adolescente. Então, embora a Constituição proíba o trabalho abaixo de 18 anos, exceto dos 16 ao 18, no que tja posição do aprendiz, menor aprendiz, eh se tem tido uma certa licença, uma autorização que seja possível no campo das artes, tá? Uhum. na TV, na publicidade, é comum, é prática se obter uma autorização judicial. Aí se faz lá, é, é prática. Por quê? Porque a própria o próprio contratante, né, a empresa que quer a publicidade, né, o o canal de TV que queira contratar, ele vai se proteger. Uhum. Então ele mesmo fala: "Olha, eu autorizo a contratação se você me exibir uma autorização eh judicial". E aí eles vão aí tem que fazer uma explicação do porquê. Aí vai ter uma análise, vai ver se a criança não vai estar sendo submetida a condições penosas, insalubres e aí pontualmente você vai autorizando. Autorizo que faça e participe da publicidade da margarina, né? Ah, mas ela pode fazer agora da manteiga? Não, pera lá, o contratante vai querer não, agora vamos ver se não vai ter problema com a manteiga, tá? Então, em grande parte eh, as empresas elas acabam também, eh, exigindo garantias para evitar problemas nesse tipo de casa. Muito bem. Nossa, que explicação excelente, né, doutor? Maravilha. É muito bom porque abre a nossa mente, porque às vezes o pai e a mãe, eles estão em casa empolgados, às vezes não tem nem noção do que estão fazendo. Esse mundo da internet não é uma terra sem lei, mas infelizmente é algo que sai um pouquinho eh do nosso controle, porque você não sabe onde vai parar aquilo que você tá expondo na internet do seu filho. Sem falar também da questão da segurança, né? Eh, nós já falamos aqui algumas vezes no programa referente a a crianças e redes sociais, eh, postar a criança indo paraa escola, primeiro dia de escola com uniforme. Que coisa mais linda, que legal, que orgulho para esse pai e para sua, e para essa mãe. Mas do outro lado tem a exposição do filho, a exposição do local onde ele estuda. E é muito fácil saber onde está essa criança, né? E aí, qual é a história do pai e no mundo social, né, na questão e no mundo do trabalho, o que que pode acontecer com essa criança? Então, assim, tem toda essa questão da segurança. E eu quero chamar atenção para uma decisão inédita que aconteceu no Acre. A justiça determinou que um casal está proibido de publicar de forma excessiva, tá gente? Proibido de publicar de forma excessiva imagens do próprio filho nas redes sociais. A sentença foi eh proferida pela juíza da terceira vara da família da capital e lá do Acre e reconhece que os pais praticaram o chamado sherifing. Eh, termo que design então a super exposição, é o que a gente tá falando hoje, né, de crianças ou adolescentes na internet por seus responsáveis legais. A magistrada, ela reconheceu prejuízos à dignidade da criança e autorizou a aplicação de multa e revisão da guarda em caso de descumprimento. Então o negócio é mais sério do que a gente imagina, né, doutor? Essa restrição, então, seria no seu eh olhar, né, a a restrição seria mesmo a melhor opção pra gente evitar riscos com a internet? ou então eh o que que pode ser feito para que a gente tenha mais eh cuidado na hora dessas publicações quando a gente fala das nossas crianças, dos nossos adolescentes? Eu acho que em primeiro lugar eh é fruto de desinformação. Uhum. Quem não é do mundo jurídico muitas vezes não enxerga onde a coisa pode chegar. Eu antes de advogar, fui juiz criminal, então a gente tinha lá acesso a algumas coisas que você ficava estarrecido porque você conhece a a superfície, a beirinha da internet ali, você não conhece a Deep Web. Tá? Eh, há casos de pai que posta a família na piscina e aquilo vai parar depois como foto em site pornográfico, tá? E aí inteligência artificial vai montar aquela foto numa numa outra coisa, num outro contexto. E aí já viu, né? Eh, é muito complicado esse tipo de risco. Você abre, como muito bem exposto, a questão: "Olha, família estuda naquele colégio, eles devem ter dinheiro, hein? Será que compensa sequestrar essa criança?" você começa a a gerar eh no mundo eh da ilegalidade certas ideias, tá? Tudo tem que ser pautado com muita cautela, né? as pessoas não sabem disso. Então eu acho que o primeiro caminho é o caminho do acesso à informação. Parabenizo a iniciativa de um programa como de vocês, que ele vai ser acessado por pessoas que vão até vão se conscientizar e vão passar para outras pessoas esse tipo de coisa. É por aí que a gente tem que trabalhar, tá? A pessoa compreendeu o risco. Ah, mas os pais vão ser privados da guarda. Olha, a juíza aí me parece ter atuado de modo prudente. Ela falou: "Ó, eu estou proibindo. Eu não tô te punindo. Eu estou proibindo. Agora, se eu proibir e você continuar, aí você vai ter multa. Uhum. Aí vai começar já a ter eh problema, tá? Mas só se os pais não tomarem aquela consciência. Até então os pais não fizeram nada. São processos com segredo de justiça. Ninguém vai saber quem é esse pai, quem é essa mãe, quem é a criança, porque esses dados não aparecem na internet, tá? Então, a priori, o que a juíza fez foi: "Olha, não tô prejudicando vocês, mas parem com isso." Aí ela fixa uma multa se descumprir e aí sim, se continuar descumprindo, ou seja, se a multa não for suficiente, vai ter revisão de guarda. Mas vai tirar a guarda dos pais, sim, mas também não vai ser o fim do mundo. Pode passar a guarda, por exemplo, pra avó, para a madrinha, né? Não é que vai passar a guarda da criança por uma pessoa estranha, isso também não não seria possível, porque a gente tem que pensar no bem-estar da criança. A criança não vai deixar de morar com os pais, mas os pais não responderão mais por ela. Quem responderá será um avô, será uma avó, né? Então eu acho até que esse tipo de situação ela é pedagógica, porque essa notícia corre, nós estamos aqui divulgando a notícia e as pessoas vão falar: "Meu Deus, pode acontecer isso?" Tá? Então, eu não acho que tenha havido uma intervenção excessiva. E é o que eu falo para você, não é qualquer postagem. Você postou lá uma vez, depois passou um mês, postou outra coisa que era relevante e tal. Isso aí tudo bem, isso faz parte, tá? A pessoa tem que ter cautela para fazer isso. Tem para despertar outro tipo de ideia. Sim, é óbvio que tem. Mas ela não tá proibida, ela não tá sofrendo restrição. O que ela não pode é fazer disso um hábito e esse hábito começar a ser prejudicial, a criança passar a sofrer bullying. Uhum. Né? Eh, eu eu conheço um caso de uma criança que ela era, vamos dizer, obesa quando era mais nova. E os pais de tanto postarem aquilo, não adianta que agora na adolescência ela tenha emagrecido, porque as pessoas usam para atingi-la as fotos que foram disponibilizadas dela obesa, né? Então as pessoas têm que pensar um pouquinho, isso é prudência normal de pai, de mãe, as pessoas têm que ter essa consciência. Exatamente. Já gera o bullying. Sim. É isso mesmo, doutora. Então é o que a gente vai trazer agora na nossa próxima fala é essa questão, porque bom essa prática de exposição, superexposição, traz riscos reais. Vamos lá. Cyber bullying, bullying, roubo de identidade, pedofilia, além da perda do controle sobre a própria imagem que pode permanecer online por toda a vida. Gente, a saúde mental dos nossos menores deve ser considerada. Ô nossa psicóloga, por favor, estratégias, né, e limites para os pais, porque a criança, ela é criança, ela não sabe o que foi postada dela, só que vai permanecer na internet. E aí quando ela cresce, é o caso que o doutor trouxe pra gente agora, e aí quando ela cresce, ela não gostaria de ver aquela postagem que foi realizada pelos pais. Isso vai causar uma questão aí de de frustração, de decepção. E eu vou perguntar isso pros dois, porque eu quero saber do doutor também se a internet ela, a gente consegue reverter essa situação. Mas agora contigo, eh, Saira, a a frustração de ver uma postagem de, vamos lá, vamos colocar aqui, 15 anos atrás minha que eu não quero ver mais e eu quero apagar. Isso no caso que a gente tá falando aqui de crianças e adolescentes traz uma consequência pra saúde mental? Com certeza. Sim. Nós temos um direito das nossas bordas, só que eu só vou ter consciência dessa borda quando eu fico construindo ela ao longo do meu desenvolvimento emocional. Sim. Quem me dá essas bordas é a sociedade onde eu estou, é a escola, os meus pais, os meus primeiros, eh meus responsáveis. Só que quando eu começo a me desenvolver nesse nível mais pré-frontal, eu começo a olhar e decidir e perceber o que que eu quero mostrar de mim. Uhum. E que que eu não quero mostrar de mim. Esse é um direito meu de minha liberdade de escolha. Uhum. Então, quando eu atinjo uma idade em que eu começo a ter essa noção, eu posso olhar para trás e ver que eu não tive o meu direito praticamente respeitado nessa questão. Então, a algo que quem sabe a gente precisa falar, os filhos não são extensão dos pais. Filhos têm a sua identidade, são indivíduos separados, ao mesmo tempo, eles são dependentes das decisões e escolhas dos pais. a gente precisa olhar a responsabilidade não só dos pais, mas também das escolas, dos ambientes onde essa criança se está desenvolvendo, porque nós adultos temos algo que essa criança ainda não desenvolveu. E se lá pra frente ela perceber que nós não tivemos esse cuidado, ela tem todo o direito de ficar frustrada. Uhum. De questionar. Só que muitas vezes já não já não é algo que ela pode reverter. Por quê? A internet hoje ela não, a gente não tem uma dimensão dos limites dela. É a gente que que dá isso. Sim. Eh, a internet não nos oferece isso num nível de responsabilidade. É como eu deixar a minha a minha criança num parque, né, que já ouvi esse exemplo e fez todo sentido para mim. A gente deixa a criança solinha num parque. Uhum. Eu não sei que que tem naquele parque. Eu não sei o tipo de pessoas que tem naquele parque. Eu não sei as intenções que as pessoas podem ter naquele parque. Eu não sei se aquela foto ela vai parar num site. Eu não sei até onde que mesmo eu apagando a foto, onde que já foi aquela, porque compartilham, as pessoas salvam. Desde o momento que eu coloco uma imagem pública, a imagem da minha criança num lugar público, eu estou entrando num lugar que eu já não sei para onde vai parar. Se perde o controle, né? Se perde o controle. Então, se eu não faço primeiro, eu adulto, essa dimensão, não adianta depois eu querer reverter, porque hoje a gente não sabe aonde mais vai parar. Então, sim, eu acho que é uma responsabilidade aqui de nós adultos, informação que nós estamos trazendo, porque a criança ela não tem essa noção, ela está aprendendo. E se a gente não oferecer isso para ela hoje, mais paraa frente, ela pode ter inúmeras dificuldades. A nossa imagem, ela faz parte da nossa identidade. Maravilha, doutor. Olha, tem como fazer o pedido de retirada da nossa imagem da internet via judicial? Eh, existe essa possibilidade? Qual que é a avaliação que o senhor faz sobre eh esse comentário que o senhor trouxe e que era já eh a nossa próxima abordagem, né? É a criança que teve a sua imagem exposta pelos pais. Aí ela cresceu, se tornou um adolescente, se tornou adulto e ela não quer aquela imagem na rede. O que fazer? Tem como essa pessoa solicitar que seja retirada essa essa imagem do da rede da da internet, doutor? Olha, em princípio sim. Resposta não é fácil, né? A própria Dra. Sonária colocou, né? Olha, mas e eu posso até pedir pro cara retirar, mas e quem já salvou? Uhum. É difícil. E o STJ fala que nós temos que ir atrás de cada URL. Uau. Cada URL que aparecer aí, ah, vai ter que não dá uma ordem geral para todas as URL. Primeiro porque não é uma única pessoa que postou e todos têm que ser processados, todos têm que se defender, né? Então, já é uma tarefa, isso é bom que os pais entendam, é uma tarefa de Hércules, é 12 trabalhos de Hércules. É difícil fazer isso. Mas qual que é o primeiro passo? Bom, constatei que há uma publicação indevida que eu não autorizei. Entro em contato com o responsável pela postagem e fala: "Ó, retira isso aí ou eu vou adotar medidas". Ah, mas eu preciso fazer isso para entrar na justiça? Não, mas pela demora que um processo desse pode levar, talvez seja o caminho mais rápido você entrar diretamente com a pessoa que foi responsável pela publicação. Fala para ela: "Te dou 48 horas para você retirar". Passou 48 horas, a pessoa não retirou, aí você contata a própria plataforma. Aí a LGPD já começa a falar: "Olha, plataforma, você já tá começando a se vincular aí, ó, porque a pessoa te pediu, você não fez nada, tá bom? Não resolveu com a plataforma, aí tem que entrar com uma ação judicial, mas na ação judicial tem que discutir: "Olha, eu nãoi, foi indevido, ou lá atrás eu tinha autorizado, tá? Fazer o quê? Eu autorizei, mas o fato é que agora há um problema de saúde mental de uma criança e aí o juiz vai ponderar. Olha, de fato, não é razoável deixar essa imagem eh lá na na rede social e aí vai ter uma autorização judicial para aquela retirada daquela postagem. Se outra pessoa, até o próprio réu de Mafé, ah, tô passando aqui para outro, esse outro postar, aí a pessoa vai ter que fazer tudo isso de novo, até que seja suplantado, né? Até que seja superado, até que as pessoas cansem de ficar nessa briga de de gato e rato, né? E aí a gente tem que pedir, né? Multa, retira já, vai ter multa. Eh, você pode agregar aí uma indenização por danos morais, tá? Olha, se não retirar, continuar expondo, aí vai gerar uma indenização de 5.000, 10.000, 20.000. Vai depender do alcance, né? Aí você vê lá, teve 20 compartilhamentos, não vai fixar R 1 milhão deais, mas vai fixar ali 5, 10.000. Ah, não. Causou um dano nacional que do Oiapó, que é o Chui, todo mundo tá vendo, todo mundo. Aí a coisa já muda de figura. Aí já não é 5, 10.000, vai ser um valor maior, né? Então a gente tem que ver aí cada caso um caso, tá? E a publicação indevida, se ela for num contexto de ilegalidade, tá? Aí já pode acionar a promotoria. Olha, eu tô sendo vítima de um crime aqui que tá expondo indevidamente uma imagem de menor, tá causando dano. Aí a promotoria vai com tudo no aspecto criminal também para apurar como que aquela foto de um menor foi colocada ali, contrariando o que o ECA estabelece, né? E aí vai longe. Se me permitir até uma rápida consideração que me vê a mente, por favor, por favor. D os pais têm que ter a consciência disso. E, por exemplo, ah, mas se eu permitir que meu filho fizesse uma propaganda para uma rede aí de fast food, e aí se tem eh que as crianças em geral começaram a passar mal, a ter obesidade por conta do fast food. Em que medida esse pai não vai ter que responder com o patrimônio dele, do bolso dele também junto com a rede de fast food. Nós tivemos empresas grandes aí de de Panetô, num caso recente, recente, 10 anos, tá? Em que ela falava: "Olha, consuma isso aqui no seu lanchinho do recreio, tá? E com mais R$ 5 você vai ganhar um yoyô, vai ganhar um brindezinho. Isso foi considerada prática abusiva. E a empresa de Panetone, por tá est estimulando um péssimo hábito infantil que geraria obesidade, problema de saúde, pá, pá, pá, pá, para uma publicidade abusiva, a empresa tomou danos. Uhum. A empresa tomou danos morais, né? Eh, será que caiu a internet dele? Direção, produção, aí me avisa, por favor, porque tá tão boa conversa. Se conseguir reconectar, por gentileza. Enquanto isso, a gente vai aqui falando com a Somária, nossa psicóloga, para falar sobre a reconstrução emocional de tudo isso que a gente tá dizendo, que a gente tá abordando aqui no programa, né? Você vê quantos eh eh briefings nós trouxemos aqui referente a essa super exposição eh eh das crianças. né, dos adolescentes, enfim, aconteceu tudo isso que o doutor falou e você viu como é moroso, como é cansativo você tentar buscar uma reconstrução social, né, daquele dano. Agora, e a reconstrução emocional, como funciona? Como que você, você como psicóloga, qual é o início dessa reparação, dessa reconstrução emocional? eh dessa dessa dessa criança que foi exposta pelos pais de forma eh vamos colocar uma aspas aqui, de forma que os pais eles nem imaginavam o dano que estariam causando. Então uma uma coisa natural, mas que ocasionou um dano muito grande. Sim. E agora ela quer fazer essa reparação. Juridicamente a gente viu como é moroso. E agora reconstrução emocional dessa pessoa. Sim. Ouvindo todo esse processo, eu já fiquei aqui cansada, né? Aham. Todo isso e ainda assim a risco o super, porque não é 100% que a imagem vai ser. Imagina quanto tempo um processo para retirada de um material que foi exposto demora, demora, demora, demora. E a reconstrução emocional e ali me fez pensar mais ainda. Isso já é um processo ali judicial que ele tá comentando aqui, que achei muito interessante também. Agora emocional, quanto e aí não é dinheiro, né? o quanto tempo, quantas escolhas, quantas decisões, quanto al valor está dentro eh dagnificado dentro dessa criança, como mensurar o dano psicológico que se pode fazer num ser humano? Porque cada pessoa é diferente, tem pessoas que vão ser mais sensíveis, tem pessoas que vão ter as suas próprias características. Quanto tempo que a pessoa vai levar da sua vida até normalizando que estar do jeito que está hoje, os problemas que ela está tendo hoje, é assim que é a vida. Humum. Que é assim que se sobrevive? Porque tudo que nós ouvimos, a imagem exposta que pode dar o bullying das próprias crianças, que eu comentei até com você antes o programa que crianças fazendo também com outras crianças porque elas têm acesso à internet, depois fica na escola, que é um cyber bullying também. Quanto que o bullying afeta na identidade de uma criança que cresce insegura, que cresce se sentindo defeituosa, que cresce esperando validação dos outros, que cresce não sabendo às vezes tomar as suas próprias decisões, que cresce com uma identidade frágil. Esse ponto que é uma raiz para mim, quanto que a nossa identidade frágil interfere em todas as escolhas da nossa vida. Então, a gente tá falando de algo que parece ser aqui, mas ele tem dimensões muito profundas. A gente tá falando da base emocional de alguém. E se a pessoa percebe e procura ajuda, ali em todo um processo de reparação emocional, de se reconhecer, de separar o próprio selfie dela, do que se falaram dela, em muitos momentos ela vai, é um processo de tocar na dor, tocar no sofrimento e reconstruir um adulto hoje que proteja, que cuide, que entenda que o valor Não estar na quantidade de curtidas, não estar nos comentários fofos e legais, não está nos haters, que também provavelmente se tem, não está de fora. A gente tem, acho que a rede social ela nos dá um falso selfie, porque tudo é perfeito. E ela não permite que aquele ser humano seja ele falho com suas dificuldades, que olha para si e tem essa compaixão consigo mesmo. Esse processo é demorado, é possível, eu acho isso bonito na da na minha profissão, é possível a gente ver isso em consultório, mas vai demandar daquela pessoa até primeiro ter consciência, porque às vezes a pessoa fica assim um bom tempo da vida até ter alguma crises, sintomas, ansiedade, quanto que isso afeta transtornos alimentares, ansiedade, casos de depressão também, até ela ter os sintomas, se procurar ajuda também há um tempo. em que essa pessoa provavelmente ficou no modo sobrevivência, né? E agora ela vai se reconstruir dentro de um processo terapêutico que demanda, demanda tempo. É um processo, mas é possível. Nossa, gente, 9:16 nós estamos aqui. Hoje o estúdio Câmara tá um pouco diferente porque a gente tá abordando um tema que se a gente parar para analisar é tão natural se tirar uma foto, né? tira uma foto, coloca na rede, né, da dos nossos filhos e aí a gente começa a receber curtidas, comentários. é igual o filminho que nós colocamos no início do programa para ilustrar todo o nosso conteúdo de hoje. E a gente percebeu quão difícil e desafiador é você reverter ah toda essa situação caso ela traga, né, um um dano paraa saúde mental dessa criança que foi exposta pelos pais na internet. Agora, eh, nós falamos das crianças, né? Enquanto isso, a produção tá tentando de novo, né? tá tentando o contato com o o nosso advogado que tá tá bom. Se se a gente conseguir, seria muito bom. Nossa fala dele foi maravilhosa, né? abriu um horizonte, ampliou a nossa visão referente a a um movimento tão simples, tão simples simples do dia a dia, mas que às vezes a gente não tem noção eh de quão importante é ter o conhecimento referente a esse simples movimento que nós fazemos. Agora vamos lá, falamos das crianças, falamos sobre a questão jurídica, a questão psicológica, agora a família. Me chama atenção uma coisa. Por quê? Porque a a família que vai projetar a imagem dessa criança, é a família que vai ver as curtidas, os likes, ou então é a família que vai quando eu digo família, são os cuidadores, né? Eh, que que vai receber se essa criança for um mini influencer, é um influencer digital infantil. Nesse ponto, nesse panorama de família, a gente pode dizer que o narcisismo ganha espaços. Uhum. Eu vou fazer uma pergunta para todos. Vamos. Qual é a nossa intenção e mostrar nossa vida na internet? Às vezes a gente faz essas coisas sem pensar, que acho que agora a gente tá trazendo a consciência, que é algo muito importante. Sim. Qual é a nossa intenção em expor na internet? Que que a gente está procurando? Há uma necessidade emocional que é a de reconhecimento e validação. Acho que todo ser humano Uhum. Não tem quem não goste de um elogio. Sim. Não tem que não gosto de alguém falando: "Nossa, adorei tua roupa, adorei". Todos nós nos dão, nos dá um valorzinho ali, a gente fica bem uma massaginha, massaginha no ego. Uma massagenzinha no ego. Então, a internet ela é um é um instrumento Uhum. que querendo ou não, traz uma valorização externa e que dá uma massagem no nosso eco. A gente se sente bem com elogios. Se é um influencer, que é uma criancinha, ela se sente validada por essa família, mas é validada por essa característica. Uhum. Então, se eu sou um influencer, que eu sou, não sei, eu vou falar, é que eu vi ali um vídeo coach, uma criança sendo um coach, né? Sim. É, eu vi também. Aí me deu, né? Então eu vou me mostrar só dessa forma, porque isso que as pessoas gostam de mim. Uhum. Se a família faz isso também, agora a pergunta é: que que a família sente quando vê alguém da família se destacando, tendo muitas visualizações, tendo muitas curtidas? Que que a família sente quando vocês saem na rua de alguém fala: "Nossa, vi teu filho ali na internet, que sensação que os tios, os primos, as pessoas que estão ali envolvidas sentem. Será que a gente também ali sente uma massagem no nosso ego? Porque aquele integrante, aquela criança é da nossa família? Au! indiretamente. Será que você ali também tá se sentindo orgulhoso por essa característica? Então, sim, a gente tá falando aqui de alimentar o nosso ego até familiar, né? Quando um dos integrantes passou em a família comemora. Só que agora a gente tá falando do mundo digital. Uhum. Será que a gente também ali como família está vendo aquela pessoa só por isso? As nossas conversas vão ser elogiar, elogiar, elogiar. Só essas questões de tanto que está alcançando. A gente vai impulsionar, vai incentivar, mas se é por ele ou é por nós. É pela sensação que também nos traz como família. Se for, a gente precisa rever se eu preciso disso para me sentir valorizado como tio, como pai, como família, a gente tá vivendo um lugar de falsa autoestima. Uhum. A imagem hoje tristemente tem um valor ali exacervado. E será que isso nos faz seres humanos seguros? É a segurança falsa que se tem. Dura pouco. Por isso que sempre se precisa de mais conteúdo, mais likes, mais. E não há uma tolerância ao que é normal, aquilo que é real. A gente é muitas fases da nossa vida. a gente não é só uma. Então eu fico pensando quando essa criança ela vai se ver só de um jeito e ela vai ser reforçada só de um jeito. Ela não vai ter a chance de ser amada por quem ela é, mas por aquilo que ela faz. E isso chega a ser condicional, que nos traz uma autoestima completamente insegura, mas como a capa de superioridade, de ego, de reconhecimento, de bom. Muito bem. Olha, gente, que programa essencial, que conteúdo, que conteúdo. Agora seguinte, gente, olha, nós estamos ao vivo, né? A gente sabe que a internet é muito boa, mas também é tem os dois, tem os dois, é o contraponto, né? Tá, tem um lado bom, um lado não tão bom assim. E aí, o lado bom é que a gente pode conversar com os nossos entrevistados através do Zoom. E o lado não tão bom assim é que às vezes quando a internet trava não tem como. Mas eu tenho aqui eh a notícia da nossa produção, da nossa direção, que o Dr. Júlio ele consegue falar conosco, a gente não tá conseguindo a imagem dele. E como ele consegue falar com a gente, ele vai então agora eh eh continuar conosco e eh pontuar sobre toda essa questão, sobre todo o programa de hoje referente a essa super exposição das crianças, né, dos menores. Então, Dr. Júlio, seja bem-vindo de novo. E que bom que a gente pode ter a sua voz conosco aqui no estúdio Câmara. Ah, caiu de novo. Ai, ai, que pena. É, né? Então, tá, a nossa direção tá avisando aqui que a conexão caiu novamente. A gente continua aqui contigo. Se a gente conseguir eh eh conectar com ele de novo, produção, a gente então faz a consideração final com ele, porque eu acho muito importante. Ele veio, contribuiu tanto conosco, né? E aí o pessoal de casa também participou. A gente já tá aqui já 9:24, nem vi o tempo passar. Foi assim, né? Foi assim, como diz a Somara, foi assim. que foi muito rápido. Bom, então, Somaira, eh, vamos lá, vamos falar o que que é importante a gente pensar, o que que é importante a gente trazer de todo o conteúdo, né, que nós apresentamos aqui hoje. H, vamos deixar uma fala para os pais, eh, eh, uma fala de de assertividade, de entendimento e não de pensar somente. É legal a gente viver o aqui e o agora, mas quando a gente trouxe esse conteúdo pra discussão, nesse ponto é importante a gente pensar no futuro, né? A gente pensar lá na frente o que nós estamos fazendo, ã, referente a essa questão de rede social com as nossas crianças. Sim, a rede social hoje está ali. Nós vamos pará-la. Uhum. Ela é uma ferramenta, como tu colocou, que nos traz muitos benefícios, mas que, por outro lado, se a gente não tem um primeiro passo de autorreflexão, se a gente é levado pela massa, se a gente é levado pela moda que todo mundo está fazendo, daquilo que parece ser legal, porque hoje temos adultos também tendo esses comportamentos, né? Não é só se a gente vê as crianças, mas se a gente vê muito adulto que já não reflete sobre o seu próprio comportamento, parece que é um efeito ali, manada que a gente tem, a gente só vai indo, se eu gosto, se eu não gosto, não sei, mas eu me quero sentir pertencente, né? E pertencer é uma das necessidades que hoje, quem sabe menos temos tido por estas questões da tecnologia, então procuramos de outras formas e mais ainda em toda essa questão de redes sociais. Uhum. Então, para você que é pai, para você que é mãe, para você que é professor, para você que é adulto em si, a minha reflexão é a seguinte. Vamos parar um pouco para refletir nos comportamentos que a gente também está tendo com a internet. Primeiro nós e também como é que estamos cuidando da segurança das nossas crianças. A criança, ela depende 100% de você. Ela depende do teu modelo, ela depende das tuas escolhas e das tuas decisões. E claro que a maternidade de paternidade é é uma escola, ninguém nasce sabendo. Imagino que agora muitos estão refletindo porque às vezes nem tiveram o tempo de pensar sobre estas imagens. Mas agora sabendo, agora a gente tendo informação, o segundo passo é o que que eu vou também fazer. com essa informação que eu estou tendo. Uhum. Como que eu vou cuidar da minha criança, do meu adolescente? Que tempo que eu vou parar para ter ver o que que eu estou fazendo com ela? Que tempo que eu vou ter para sentir que ela seja uma criança mais saudável, para que ela seja criança, para que ela brinque, para que ela tenha tempo de qualidade comigo? E o que que eu vou agora também fazer de coisas práticas de segurança dentro da minha própria rede social? A gente não está indo para um nível e o controle que seria o excesso, que seria eu não vou postar nada da família, nunca vou compartilhar nada porque tudo é perigoso. A gente vai para um lado mais obsessivo, que é pelo medo, né? né? Mas a gente pode ir a um lugar mais assertivo que é eu vou ter cuidado, eu só tenho que ter cuidado com o excesso, com o motivo pelo qual eu estou postando, com os detalhes que eu estou colocando no público e se aquela imagem, se eu, se meu filho crescesse, será que ele gostaria que eu compartilhasse, ter essa empatia também com aquela criança que ainda não tem essa noção para quando ela crescer ela também se sentir confortável. Então, algumas dicas, algumas sugestões para você que é pai, eh, não vamos ir ao extremo, vamos ir ao meio, mas vamos ter também eh coisas práticas que nós podemos fazer para nós cuidarmos e cuidar também das nossas crianças, que são a nossa responsabilidade e o nosso bem mais precioso que nós temos hoje. Maravilhosa, como sempre, somar nos der certo meu áudio aqui, vocês escutam, né? Oi, doutor. A gente tá te ouvindo. Estamos te ouvindo. São as panes aqui de torre de telefonia. Consegui me deslocar para outro lugar e agora eu consigo falar com vocês. Perdão. Que bom, que bom te ouvir, doutor. Então, vamos complementar o assunto. A gente já tá chegando ao final do nosso programa, mas o senhor tem aí tempo para falar, para complementar, para poder eh falar conosco e também eh já vamos eh para as considerações finais, tá? Por gentileza. é contigo. Pode falar com a gente, por favor, que a gente tá te ouvindo. Eu agradeço aí e eu coloco o seguinte: olha, de fato, a pessoa antes de ter a opção dela falar: "Eu vou postar, ela deve se perguntar: "Isto é relevante? Isso pode me trazer problemas? Isso pode trazer problemas para o meu filho?" Essa nossa, esse pequeno bate-papo nosso aqui, ele é a ponta de um iceberg de problemas enormes que podem vir a ocorrer. Então, a pessoa, em primeiro lugar, tem que ter a consciência. Valerá a pena. É legal isso aqui que eu estou fazendo? Não é bacana? Tem algum prático. Até que ponto isso é vaidade minha? Até que ponto isso é uma cobiça minha? Isso vai ser bom paraa minha criança? Uhum. Né? sem que se faça essa reflexão, a pessoa corre o risco sim de que fotos vão parar na deep web, que a inteligência artificial eh deturpe esses vídeos, né? Como infelizmente no começo do ano nós vimos numa escola carioca, né? Que pegaram as fotos das meninas e montaram num vídeo pornográfico, né? Então eh e infelizmente a gente tem todo tipo de público na internet, né? Tem gente que usa a internet como uma um instrumento de iluminação, de difusão de ideias positivas, mas há toda uma gama criminal que se utiliza das redes, né, para fazer transações ilícitas e tal. cheguei à conclusão de que eu devo postar ou de que eu quero que meu filho eh tem aí uma certa, talvez um modo de vida, de sustento. Olha, programe-se. Então, vá atrás de um psicólogo, vá conversar com ele, tá? Leve a criança, tente fazer uma preparação prévia, se é que isso é possível, né? e procure se orientar juridicamente da extensão daquilo que você tá fazendo. Energia. A empresa de panetones que eu falei, ela tomou uma indenização de R$ 21 milhões deais por aquela propaganda que induzia hábitos não saudáveis para as crianças, né? O pai, será que ele não pensa que ele pode correr um risco da empresa de panetone virar? Olha, foi por causa do seu filho que você tava junto comigo. Vamos repartir a conta. Me paga 105 milhões vale o risco, gente. Exato. Fora o que vai gastar com o advogado, fora o que vai, né, ter processo. Perfeito. Então, as pessoas têm que se informar. Maravilha. Doutora, a gente precisa encerrar o programa agora já 9:30, né? Então, eu quero agradecer a sua participação. Muito obrigada por contribuir com a gente, viu? Gratidão. Eu que agradeço a oportunidade, né? Estou estou sempre à disposição do programa para trazer essas informações relevantes paraa população em geral. Parabenizo a Dra. Sonar aí também. Obrigada. Maravilha. Dr. Júlio César. Muito obrigada. Somara. Muito obrigada a você também. Pessoal avisando. Tem que encerrar. A gente tá conversando aqui um tema tão interessante, mas a gente precisa entregar. Obrigada, viu? Obrigada. Obrigada a vocês, obrigada por esse tema tão interessante. A gente precisa falar mais de temas assim pra população. É isso, gente. Encerrando por aqui, então, é preciso resgatar o papel dos pais como mediadores da vida real e não como produtores de conteúdo. Criar e educar filhos exige presença, renúncia, afeto, eh tarefas que não podem ser substituídas por telas ou pela ilusão de uma vida perfeita exibida nas redes sociais. Tem sido isso, um ótimo final de semana. Segunda-feira tem mais estúdio Câmara e nós vamos falar sobre um tema que afeta todas as famílias da criação dos filhos em plena era digital. Tá bom? Um grande abraço para você, fique bem e até segunda-feira. Valeu, tchau. Ciao. [Música] [Música] [Música]
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