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80 views Publicado 27/03/2025 HD · 1:02:04

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje já é quinta-feira, dia 27 de março de 2025. E hoje, gente, no estúdio Câmara, nós vamos falar sobre autoestima. A sua está baixa ou alta? É, estima é um termo usado para se referir ao sentimento de respeito ou admiração por algo ou alguém. Quando falamos em autoestima, estamos fazendo menção a essa sensação sobre nós. Mas e quando essa autoestima oscila? É isso que nós vamos descobrir daqui a pouco. As nossas convidadas já estão no estúdio. Nós vamos receber hoje a psicóloga cognitiva comportamental Márcia Lopes e também a psicanalista Suzane Costa. Daqui a pouquinho você pode conversar com elas e olha, já pode mandar sua mensagem, hein? Como é que tá a sua autoestima? Tá alta? Tá baixa? Tem oscilado? WhatsApp tá na tela. 199729377. Nós aguardamos a sua participação e enquanto você envia sua mensagem pra gente, vamos atualizando as notícias. Final de semana chegando e hoje já tem tem o quê? Tem show encantado da Páscoa em Barão Geraldo. Hoje, gente, quinta-feira, dia 27, na Praça Durval Pataro, tá? O distrito de Barão Geraldo será o terceiro local a receber as apresentações neste ano. O show que aconteceria lá no Nova Europa, ele precisou ser cancelado por conta da chuva, né? E aí vai acontecer sábado, dia 19, tá bom? às 19 horas na Avenida Baden Paulo, eh, 606, esquina com a rua Santa Bárbara do Rio Pardo. Quem for acompanhar os shows pode eh cantar a plenos pulmões Os sucessos da Xuxa, interpretados aí pela cantora Cíntia Lopes. Ao lado das Paquitas e Paquitos, tem ainda a participação do Senhor Coelho e a toda a sua família, além dos docinhos e outros elementos do imaginário infantil, as apresentações eh contam lúdicos e imersivos que aproximam o público das performances, tá bom? Chuva de balões, serpentina, pipoca, fumaça e cheiro de chocolate. São algumas das surpresas que tem alegrado crianças e adultos. Então hoje, quinta-feira, show encantado de Páscoa em Barão Geraldo, na Praça Dorval Pataro, na rua Francisco de Barros, sem de Barros Filho, sem número, às 8 da noite. Eu tenho certeza que você vai adorar, tá bom? E agora, eh, falando da reunião ordinária, né, que aconteceu ontem na Câmara de Campinas, vereadores aprovaram a concessão da área pública para ampliação da sobrapar. Eh, essa aprovação foi ontem em primeira discussão, tá? O projeto de lei é de autoria do executivo e propõe a concessão de direito de uso a uma área localizada no loteamento residencial Reserva Dom Pedro para a Sociedade Brasileira de Pesquisa. e a assistência para a reabilitação crânio facial é a Sobrapar. A Conceição vai possibilitar a ampliação das instalações da sobrapar. Essa entidade é reconhecida por seu trabalho assistencial sem fins lucrativos, na correção e redução de deformidades crâniofaciais, especialmente, gente, em crianças. Esse projeto permite que a área seja utilizada para novas construções, né, novas instalações voltadas aos atendimentos nas áreas de psicologia, psicopedagogia, fonóudiologia, odontologia, ortodontia, odontopediatria, otorrinolaringologia e serviço social. Muito bom. A gente conhece o serviço da Sobrapar, eh, a gente faz algumas matérias, né? Somos parceiros e claro que a gente torce porque a Sobrapar é uma entidade maravilhosa. Abraço grande aí para todo pessoal da Sobrapar. Agora a previsão do tempo para hoje, quinta-feira, estamos no outono e aí fica desse negócio, né? Sol nublado e chuva. Cadê a chuva? Hoje nós temos predomínio de sol, né? O céu parcialmente nublado agora pela manhã, mais à tarde, de acordo com a previsão do tempo, nós teremos aí o aumento de nebulosidade e também a possibilidade de pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Eu fiquei esperando a chuva de ontem, eu não sei se choveu aí na sua casa, mas na minha não choveu não, viu? Mínima 19, a máxima 31. Então, eh, nesses dias de outono, sempre de manhã, muito fresquinho, depois à tarde tem o pico da temperatura, 31º, e depois começa a diminuir novamente. De acordo com a previsão, hoje é assim o clima na cidade de Campinas. Bom, WhatsApp na tela. Vamos embora. Vamos começar. 199829377. manda sua mensagem pra gente, porque agora nós vamos falar de autoestima e as suas oscilações. Infelizmente, muitas pessoas têm dificuldade em perceber o seu próprio valor, tendo uma imagem depreciativa, distorcida de si mesmo. Isso pode ser perigoso pra saúde mental e emocional. Por isso, hoje nós vamos abordar esse tema: oscilação da autoestima. Abaixo autoestima ou a autoestima alta demais? Quais são as causas que podem provocar essa oscilação? Como lidar com elas? E quais são os passos para superar tudo isso? Vamos apresentar então as nossas entrevistadas. A gente recebe com muita satisfação a psicóloga cognitiva comportamental Márcia Lopes. Muito bom dia. Seja bem-vinda. Muito bom dia. Agradeço pela oportunidade. Maravilha. E com a gente também nós estamos recebendo a psicanalista, a Suzane Costa. Bom dia, Suzane. Obrigada pela participação. Muito obrigada a vocês pelo convite e oportunidade. Bem-vinda, viu? E você que tá aí do outro lado também, seja muito bem-vindo. Pode mandar sua mensagem porque nós vamos falar sobre essa baixa autoestima, essa autoestima, esse esse negócio que incomoda, né? Quando é de mais incomoda, quando é de menos incomoda também. Como é que a gente faz para manter o equilíbrio? Bom, todos nós temos visões negativas de nós mesmos em algum momento da vida, né? E aí eu gostaria de conversar com as nossas entrevistadas paraa gente poder entender essa situação, como que a gente diferencia a baixo autoestima, né, eh, de uma depressão, como é que funciona esse negócio. Porque às vezes a gente pensa: "Ah, baixa autoestima, mas se ela demora a passar, se isso não passa, alguma coisa tá acontecendo, né?" Então eu pergunto pra Márcia, como que a gente diferencia isso, né? O que que acontece quando a gente tem a tal da baixo autoestima? Hum. Então, a baixo autoestima significa que eu me vejo de uma forma muito negativa, né? Então, eh, o desenvolvimento da autoestima, ela inicia lá quando a gente é criança. Então, a gente, eh, observa como nós somos tratados, eh se existem muitos elogios, se existe muita crítica. se o ambiente é invalidante. Então, tudo isso vai impactando na forma como eu me percebo naquele ambiente. Então, eu observo também o que que acontece com as pessoas importantes da nossa vida, né? Como que os meus pais se relacionam, como eles lidam frente aos problemas. Então eu estou ali observando o que está acontecendo e a percepção que eu tenho do de mim, do mundo, vai impactar e se é algo negativo, isso vai provocar baixa autoestima. Então eu começo a me ver de uma forma negativa, começo a perceber as coisas que acontecem na minha vida de uma forma negativa, então o mundo fica meio branco e preto, sabe? Eu não vejo cor. Perfeito. Aham. E aí a tendência, se eu não cuido disso, se eu não procuro entender o que está acontecendo, se eu não busco ajuda, a tendência é se transformar numa depressão. Então, quando você fala, Márcia, que isso inicia, né, lá quando a gente, né, de repente pode ser criança, eh, observando os comportamentos, o ambiente à nossa volta, eu pergunto paraa Suzane, como que uma criança ela consegue lidar com essa situação? Porque a gente, quando a gente fala de autoestima, a gente imagina que seja isso seja algo de pessoas adultas, né? Uhum. E agora me acendeu um alerta aqui que isso pode acontecer e na maioria das vezes, pelo que você me falou, é algo que começa lá quando você é pequeno. E aí, como lidar com isso? Dá uma confusão aí no cerebrinho tão pequenininho que não entende muito da vida, mas já vem eh já vai crescer com essa sensação de de baixa autoestima, né? O que que acontece? É isso mesmo. É isso mesmo. Eh, desde a infância a gente é olhado por um outro, falado por outro e esses outros nossos pais. Alguém faz uma aposta na gente quando a gente é criança, né? E essa aposta tem a ver com possibilidade de vida, né? De conseguir enxergar que ali a potência para que as coisas aconteçam, de que tem possibilidade de apostar quando seu filho, por exemplo, tá fazendo alguma atividade e você colocar aquilo de uma maneira positiva para ele, né? Uhum. Então, às vezes a criança brinca, por exemplo, e deixa tudo espalhado. E pra gente que é adulto, isso pode parecer uma bagunça, tipo assim, isso é só uma bagunça, mas se a gente parar para olhar com um olhar mais carinhoso e atento, né? Eh, convido, né, o pessoal de casa a fazer essa esse exercício de poder abaixar mesmo na altura da criança, né? Ao abaixar na altura da criança, você vai ver que aquela bagunça que olhada de cima parece muito bagunça, tem uma história sendo contada ali. Uau, né? Eh, a brincadeira se forma assim. Então, por exemplo, no momento em que esses brinquedos estão ali contando uma história e de alguma maneira um adulto reage a isso de maneira negativa, né, dizendo: "Olha essa bagunça, tá muito bagunçado, guarde isso, né?" São coisas que colocam a gente num lugar de invalidade, de poxa, o que eu faço não é reconhecido. Essa brincadeira que eu fiz, essa história que eu tô contando, né? Toda essa narrativa, eh, ela não é reconhecida. Meu pai e minha mãe achou que não vale a pena. Olha isso. Isso leva marcas pra gente pro resto da vida. Poxa vida, né? Que alerta que a gente vocês acenderam agora, né? Nessa manhã de quinta-feira. Você mãe, você pai, né? Você que tá acompanhando o nosso estúdio Câmara, a gente tá falando de a da oscilação da autoestima, mas foi posicionado aqui o início, né, dessa oscilação que começa, gente, na infância. como você tem olhado, né, para as ações do dia a dia, eh, quando a gente fala aí do filho, da filha, da criança que você tem em casa. É algo que eh desperta a curiosidade, porque nós temos aí eh situações de adultos que não se reconhecem. Então, essa falta da identidade, essa falta do conhecimento, essa eh do a baixa autoestima, ela vem lá da infância e isso precisa ser tratado. Mas como isso é diagnosticado? Quando a gente chega na fase, digo adulta, mas vamos colocar aí 14, 15 anos, onde repente os pais possam eh ter um pouquinho mais de atenção, porque o comportamento daquele adolescente não tá compatível, né, com o dia a dia. E aí sim vão buscar uma uma ajuda, um médico, um profissional, como fazer, o que que acontece com esse adolescente, né, que chega nessa fase da vida, passou por todo esse caminho que a gente falou e aí vai para um para um tratamento. como diagnosticar que realmente isso é por conta da baixa autoestima ou pela oscilação da autoestima? Uhum. Como que a gente percebe, né? O adolescente, por exemplo, eh, ele começa a fazer escolhas que não fazem bem para ele, a começar pelas suas amizades, por exemplo. Então, ele começa a ter a algumas amizades tóxicas. Uhum. né? Então, começa a frequentar um ambiente de coleguinhas que fazem bullying com ele, por exemplo, não reconhecem, não valida as coisas que ele tem, né? Os comportamentos positivos. Eh, é uma criança que tende, criança e adolescente que tende a ficar mais isolado, fica muito mais tímido, não se posiciona, ele tem uma necessidade muito grande de ser aceito, de ser amado, né? Porque quem tem autoestima, uma autoestima adequada, ele reconhece quando ele não tá sendo amado, porque ele se sente digno dele mesmo. Para ele é importante ser reconhecido, ser valorizado, não modo exagerado, lógico, né? Mas eh se ele tá num ambiente onde existe um sofrimento, ele vai demonstrar isso pros pais. Então os pais precisam estar atentos e é até importante conhecer os seus amiguinhos. né, entender como que eles funcionam, qual que é a dinâmica deles, quais são os valores desses amiguinhos, né? Então, existe assim um mundo que os pais precisam avaliar, inclusive ã o que que chama atenção, que tipo de atividade que esse adolescente faz, né? Então, todas essas questões precisam ser observadas e você começa a ter alguns sinais. Uhum. Então o os pais precisam estar atentos, os pais, os avós, as pessoas que estão ao seu redor, né? Eh, nos profess também é muito observado, né? Então, a gente percebe conflitos entre os amiguinhos. Então, é importante que os pais participem das reuniões nas escolas para entender como que os esses filhos estão eh lidando com os amiguinhos. Eh, o estudo também é um dado importante, se ele se dedica, se ele faz a lição de casa, porque tudo isso é para o bem dele. Se ele não faz isso, é um tipo de uma sabotagem. Perfeito. Perfeitou. Então, todas essas questões precisam ser analisadas pelos pais e quem tá ali junto com eles, né? Muito bem, Suzane. Nós falamos então eh da parte infantil, adolescente, né? E agora eh gostaria que a gente partisse pra parte pra fase adulta, né? Então, assim, infantil, beleza, não foi diagnosticado, a mãe não entendeu, mas daí adolescente começou a fazer terapia, né? Mas chegou na fase adulta, não se percebeu ainda qual é a gravidade, o que isso pode trazer de reflexo paraa vida social, relacionamento, né, e também paraa questão do trabalho, porque nós estamos na fase adulta, então a gente precisa ter esse relacionamento social, como eh se adequar e o que acontece com a pessoa que ela tem uma oscilação da da autoestima quando tá na fase adulto. Tá, como a Márcia colocou, tem a relação com a confiança, né, naquilo que faz. Se desde pequeno não foi validado isso de alguma maneira, né, e reforçado, eh, na vida desses vai aparecer principalmente nas relações interpessoais. Então, uma pessoa aqui no trabalho não consegue achar que tá suficiente aquilo que faz. Uhum. eh, alguma atividade, nunca tá bom, demoro para entregar alguma coisa que eu faço, alguma tarefa que me foi solicitada, eh, e não consigo lidar com isso, não consigo lidar com prazos e aí existe. Ou o que faz no nos 45 do segundo tempo, entrego em cima da hora, mas entrego, mas tem uma angústia muito anterior a isso para poder fazer essa entrega. Tem um sofrimento, né? Esse sofrimento acontece dessa forma. Quando a gente chega nesse momento da fase adulta, eh, isso aparece demais. Outra coisa são a continuidade em relações tóxicas, né? Então, relações de amizade ou até mesmo relações amorosas que a gente não consegue sair de uma relação que claramente não nos faz bem. Claramente no sentido de pessoas ao nosso redor, amigos, familiares, né, dizendo o tempo todo de que aquilo não é bom para você. Claro que a gente sabe o que é bom ou não para nós, mas em determinados momentos a gente fica meio cego pelo amor, né? E essas relações tóxicas continuam assim, pelo medo da perda, pelo medo da falha. Então, como eu disse lá, a criança que tá brincando e naquele momento aquilo foi considerado algo errado, isso é uma bagunça, você não é bom no que você faz. Quando você cresce na vida adulta, eu não sou bom no que eu faço. Então, eu vou me manter num relacionamento que não tá legal para mim, porque eu não sou bom o suficiente, eu não vou conseguir nada melhor que isso. Então, se eu não conseguir nada melhor que isso, é melhor isso do que nada, é melhor do que ficar sozinho. Então, isso reflete muito, né? Eh, ao longo do processo na vida duda como um todo, né? No trabalho isso aparece demais, né? São pessoas que buscam eh alternativa de poxa, eu não sou promovido no trabalho, tô lá muito tempo, isso não acontece, eu faço de tudo e nada melhora, né? E e é isso, né? Às vezes o tudo é muita coisa, às vezes o erro tá justamente aí, o fazer de tudo para todo mundo. A gente precisa analisar essas coisas também, né? Exatamente. E aí entra a questão do autoconhecimento, né? Porque o autoconhecimento, até que ponto o o autoconhecimento ele favorece para essa questão aí da oscilação da autoestima? Porque uma pessoa que ela se entendeu, ela se autoconheceu, ela vai ter um um ela vai transbordar algo diferente, né? Então eu pergunto pra Márcia, o autoconhecimento, eh, até que ponto ele é importante? Como a gente consegue buscar esse autoconhecimento? Não é fácil e é doloroso se autoconhecer, né? Uhum. Sim. É isso mesmo. Autoconhecimento é imprescindível paraa nossa sobrevivência, eu diria, né? Eh, o autoconhecimento a gente pode buscar de várias formas. primeiro se observando. Então, por exemplo, acontece uma dada situação, seja ela positiva ou negativa, eu tenho emoções, eu tenho pensamentos a respeito daquilo. Então, é interessante fazer reflexões sobre aquilo que eu penso, se aquilo lá o que que traz para mim, ele traz esse pensamento, ele traz alegria, ele traz satisfação, motivação, ou eu fico para baixo, ou eu fico deprimido, ou eu fico triste, ou e fico irritado, com raiva, né? Então, a a uma primeira forma seria eu comigo mesmo. Mas existe o seguinte, muitas vezes nós podemos distorcer essa percepção. Uhum. Às vezes essa percepção não é tão real, tá? A gente pode ser a tal poliana, né, por exemplo, que vê tudo maravilhoso, mas não é tudo maravilhoso, ou então eu posso ir pro outro lado, né? ser tudo negativo, eh, e ser tudo catastrófico, péssimo. Sim. Então, a gente precisa do outro para também entender se aquilo é bom para mim ou não, né? Esses comportamentos que eu tenho. Então, eu peço feedback, sim, né? Ou eu ouço o que as pessoas dizem para mim. Claro que a gente precisa também ter um cuidado com isso, porque a é uma percepção. O outro tem uma percepção sobre você e isso não significa que é uma verdade absoluta, porque ele também pode supervorizar ou te denegrir. Então, é sempre importante nós buscarmos outras pessoas para ouvir a opinião de outras pessoas. É importante também observar os cenários, como que as pessoas lidam com os problemas e você também vai se observando nessas questões. E tem também a possibilidade de você buscar ajuda através de uma psicoterapia, tá? Ah, então existem várias ferramentas pro nosso autoconhecimento que eu indico que as pessoas busquem sim o autoconhecimento, porque aí você vai poder verificar se realmente eu não estou sofrendo por algo que eu acho e que às vezes não é uma realidade, né? Porque às vezes a gente cria, né, uma série de coisas que não são tão positivas pra gente mesmo. Olha aí, né? importante essa nossa fala eh de hoje, né? Porque a gente fala de oscilação da autoestima. Autoestima todo mundo tem, né? Como que funciona isso? Eh, eu tenho autoestima, eu não ligo muito para ela no dia a dia. Como é que é, Sus? No final das contas, todo mundo quer ser amado e reconhecido, né? Então, a maioria das coisas que a gente faz tem a ver com isso, né? com a necessidade de ser amado, reconhecido e validado pelo outro, porque a gente tá inserido, né, na sociedade e nas relações do dia a dia. A gente quer se dar bem com as pessoas, né? Então é muito legal quando você faz alguma coisa, alguém te elogia sobre isso, né? Então a autoestima tem a ver com o investimento que cada pessoa tem dentro de si e que como novamente, né, que foi validado ou não, né, na infância positivamente ou negativamente, mas que ao longo da vida isso vai sendo reforçado de alguma maneira, né? Essas coisas se repetem ao longo da vida. Então, para poder pensar essa maneira da autoestima presente na vida de cada um, é importante por conta disso. Muito bom. E a gente percebe que tudo começa lá na infância, né? Não adianta. Tudo começa lá quando você é criança, quando você é pequenininho. E tudo que aconteceu na sua infância você vai trazer sim pra vida adulta. Agora, quando a gente fala de eh autoestima, as pessoas eh já direcionam paraa questão da autoestima daquela visão que você tem no espelho. E aí, falando sobre a visão que você tem de você no espelho, eu quero eh fazer uma análise aqui com vocês da questão dos filtros, da questão das redes sociais, o que isso impacta na autoestima das pessoas mais. Uhum. Pois é, a questão da comparação, né? Exatamente. As pessoas se comparam muito quando entra ali na rede social, nossa, como aquela pessoa maravilhosa, como é linda, olha como ela fala, olha o quanto que ela conquistou já financeiramente, né? Então, eh, cria uma ilusão que às vezes a gente não sabe, será que aquela pessoa, como que ela tá se sentindo internamente, será que ela realmente entende que ela é merecedora? Será que ela eh como que ela eh está na vida íntima, na vida interna? Porque o que a gente vê por fora não significa que internamente é a mesma coisa. Uhum. Tá? Então, que que a gente precisa? Nós cuidarmos do nosso interno. Como que eu me vejo? Então, a autoimagem ela vai impactar muito na autoestima. como que eu me percebo, como eu me vejo. Eh, então, por isso que o autoconhecimento é importante, tá? Porque eu faço reflexões sobre o que eu estou vendo, faço reflexões sobre o que as pessoas me falam, o que que elas validam sobre o que eu faço. Então, o reconhecimento é muito importante, né? Eh, como a Suzane comentou, a autoconfiança é muito importante. O que eu sou capaz de fazer, as coisas que eu penso, elas me servem, elas servem para as outras pessoas, eu posso ajudar as outras pessoas? Uhum. Então, é muito importante também nessa questão a gente entender o quanto que eu me reconheço e aí o que está fora muitas vezes eh não vai impactar tanto se eu me reconhecer. Perfeito. Você sabendo quem você é, deixa o de fora, porque tá lá fora, né? Você se conhece e tá tudo bem agora. Legal, eu me conheço. Tá tudo bem, Suzane. Eh, as fotos, né, os stories ou histories são postados e eu preciso de um filtro porque Uhum. Eu não consigo me ver sem o filtro. E aí, como é que fica essa história? Eh, você realmente, né, se conhece? Por que se esconder atrás do filtro? O que tem a ver o filtro com a autoestima? Tudo a ver, né? Eh, o filtro é para isso mesmo, né? Para criar uma ilusão, é para criar uma imagem de mim que talvez eu goste mais. E não é uma questão de eu gostar um pouco mais, mas tem a ver com que eu quero que a sociedade me veja, né? O que aceito, né, como um padrão de beleza, o que aceito como algo mais importante, relevante, postura eh para a sociedade, para aqueles que estão vendo, né? Porque as redes sociais mostram exatamente isso, né? Eh, é uma falsa sensação de realidade. As redes sociais são recorte da vida real. Você vai mostrar algumas partes da sua vida, né? Ninguém tá sendo acompanhado 24 horas por dia nos stories, né? Eh, mesmo as pessoas que postam, né, isso através do trabalho, tem uma seleção. Isso é importante. Quando a gente tá na rede social, tem uma seleção do que vai ser mostrado e o que não é. E às vezes a frustração na vida real aparece justamente por isso, né? porque eu não consigo tirar esse filtro que eu coloquei ali no Instagram para postar alguma coisa na vida real. E aí eu não me reconheço mais nessa imagem, né? Então tenho uma distorção do reconhecimento da imagem de si. Porque se fora eu não tenho eh um efeito Paris, né, que deixa a pele ali perfeita, eh isso acontece muito na adolescência, né, essa distorção de imagem, porque a adolescência é justamente essa fase da vida de um não ser. Você não é mais criança, mas você também não é adulto. Você não tem mais alguns privilégios da infância, mas também não tem alguns direitos de ser adulto, né? Você tá ali num num espaço entre esperando que algo aconteça. Então essa construção é dada pelo por externamente por outras pessoas, né? Por esses de fora, justamente pela rede social. Só que a gente não consegue transportar o que tá ali, né, da rede social pro momento real. Então, a gente encontra, por exemplo, problemas de autoestima em relação a isso, com adolescentes que eh são mais reclusos, que usam muita blusa, capu se escondem, porque quando sai daquele espaço virtual no qual ele pode se proteger, né? Porque a tela, isso é uma proteção, né, pra gente de ataques da realidade, eh, que a realidade é nua e crua, né? As coisas acontecem de outras formas. Então, o filtro ajuda muito nesse sentido, né? Eh, ajuda a partir do momento que te dá a falsa sensação de que você pode ser diferente daquilo, mas também atrapalha muito a partir do momento que você se coloca fixo naquela ideia de que aquela imagem que você vê na tela representa quem você é e não é. Então, e aí depois do filtro, né, eu vou me olhar no espelho, eu não tô com aquele filtro que eu coloquei. Dá um mexe, desequilibra, mexe um pouco com com a questão da saúde mental, não é, Márcia? Porque se você for parar para analisar, tá acostumado, vai lá, vou postar uma foto filtro, você começa a se ver daquela forma. Sim. OK. Beleza. No filtro, tirei foto, filtro, foto, filtro, foto, filtro. Beleza? E aí quando eu venho paraa minha realidade, né, quando eu me olho no espelho e não me vejo daquela forma do filtro, o que que acontece no cérebro, na mente e o que isso pode acarretar? Uhum. Então, é muito interessante, né? Eh, você tá ali no filtro, né? Então, é como se tem um um, como é que eu vou dizer? Um espaço entre o filtro e a realidade. Exato, né? Então assim, é muito claro que e depende muito, né, a questão do filtro. Às vezes é um produto. Uhum. Eu quero vender um produto pra sociedade, pras pessoas que estão me vendo e tem o produto real. Então é muito importante que a pessoa entenda o que que é esse produto real e o que que eu realmente quero vender. Uhum. Né? Tem alguma conexão ou não tem conexão nenhuma? Aí começa a ter problemas, porque se tá muito fora da realidade. Eh, eu entro num estado onde eu não sou aquilo, eu não sou merecedora, eu não sou suficiente, porque aquilo lá é muito diferente. O que eu tô vendendo é muito diferente da minha realidade. Então fica uma um auto questionamento onde a pessoa acaba se punindo, né, se excluindo. Eh, então esse é o momento, né, a gente observa que existem muitas pessoas famosas que entram nessa nesse momento difícil e entram em depressão. Olha aí, tá vendo, né? Porque é é uma questão muito Então assim, é quando a pessoa tem uma autoestima mais regulada, ela consegue entender o que que é o meu produto e o que que sou eu. Ele consegue separar muito bem essas questões, entendeu? Porque existe um produto. Uhum. É importante eu vender aquele produto. Perfeito. Mas eu preciso reconhecer qual que é a diferença e o que que sou eu realmente na verdade, entendeu? Então isso não significa que eu não posso colocar um filtro, que eu não posso. Eh, mas é importante eu entender o que aquilo significa. Sim. Uhum. Né? Coisas vantagens e as desvantagens. Exato. Daquela questão e o que realmente sou eu. É, a gente precisa se perceber, né? Se perceber. Porque assim, eu falo de filtro, eu também gosto de filtro. Como não, né? Tira as ruguinhas, essas aqui, essa aqui, essa aqui. Então, nem se fala. Quem nunca, gente? Precisa ficar fazendo maquiagem, né? Claro, é maravilhoso, né? É, não precisa fazer preenchimento labial nem nada, né? Hum. Coisa mais linda. Só que de brincadeirinha, uma aqui, outra ali. Agora eu pergunto isso porque eh a gente percebe que teve até aquela questão de ser retirado os filtros e tal. Então, eh, pela preocupação da retirada, realmente isso tem afetado muito a saúde mental das pessoas que estão constantemente nesse mundo que é, não é o mundo real, né? Então, quem é você? Você se reconhece? Olha só, a gente tem um dado aqui. Eh, vamos lá, TP. Os jovens brasileiros com idades entre 16 e 24 anos estão entre os mais afetados por problemas de saúde mental. resultando em consequências como baixa autoestima, isolamento social e até conflitos familiares. O dado faz parte da do panorama de saúde mental, uma ferramenta de monitoramento criada pelo Instituto Cactus, entidade filantrópica, em parceria com Atlas Intel, empresa de tecnologia especializada em inteligência de dados. O estudo foi feito por questionário online e cerca de 44% dos das pessoas que participaram são da região sudeste do Brasil. Então você percebe que a fase entre 18 e 24 anos, de acordo com esse estudo, é é a fase das pessoas que são mais afetadas por essa questão aí da oscilação da autoestima. E agora, eh, depois desse dado, a gente tem perguntas e participação dos nossos telespectadores. E a gente vai continuar falando sobre essa oscilação da da autoestima. Autoestima é algo que todo mundo tem, mas ela oscila. E nós falamos da baixa. Daqui a pouquinho eu quero saber também a o resultado da autoestima, né? Autoestima muito alta, aquela coisa assim que uau, eu sou mega, né? Então isso também tem problema. Mas agora nós vamos atender você que tá do outro lado. Bom dia, Natália da Vila Marieta. Percebi que depois da maturidade minha autoestima passou a depender muito da validação dos outros. Isso é algo comum nas mulheres. Hum. Bom, eh, para nós mulheres essa questão da autoestima, Marcel, é um pouquinho mais delicada, né, não? Uhum. E principalmente depois da maternidade, né? Porque eh principalmente quando é primeira, né, a gente que que aconteceu, né? Eu queria tanto ter um filho e agora que que eu faço, né, com esse bebê? Como que eu vou cuidar desse bebê e cuidar de mim? Porque e dormir, descansar, porque é uma correria, é uma dinâmica incrível, né? Quando você tem filhos, assim, logo em seguida tem muitas mulheres que têm depressão, pós-parto, né? eh, mexe muito com o corpo, eh, e agora eu vou voltar a ter aquele corpo ou não? Então, realmente mexe sim com a autoestima. E, de novo, se essa pessoa ela já tem um autoconhecimento, se ela percebe como ela é, se ela percebe como funciona, né? Porque claro, a mulher ela volta ao seu corpo normal, o que ela precisa é se adaptar à nova realidade. Então isso vai eh entrar na vida é o estress, né? Então todo toda mudança na nossa vida, quando a gente se casa, quando a gente tem filhos, quando a gente tem um novo emprego, gera um estress. E eu preciso me adaptar a esse stress, porque senão ele continua eh impactando na nossa vida. Isso vai refletir na nossa autoestima. Se eu consigo me adaptar ao estress, pronto, passou aquele período, né, de turbulência, que eu não sei direito o que que eu faço, se eu dou banho no bebê, se eu troco, se eu dou mamar. eh, passou essa fase, eu entendi como é que funciona, eu me adaptei. Então isso eu começo a me reconhecer. Olha, que bom que eu dei certo, eu aprendi e isso vai melhorando o seu, a sua autoestima e você vai se adaptando ao estress, tá? Então eu imagino que é mais ou menos isso que ela perguntou. Exatamente. É, então a gente precisa se adaptar ao estresse. É isso, né? É, é fazer a adaptação e aí depois quando o estresse passa, você descobre: "Uau, consegui". E o que era uma adaptação no estress acaba sendo normal. A Vanessa da vila eh industrial, ela diz: "Às vezes acordo me sentindo super bem comigo mesma, mas no dia seguinte qualquer comentário já me faz duvidar do meu valor. Ixe, isso é normal, Susane, vamos responder a Vanessa. Bom dia, Vanessa. É normal. Eh, a gente espera o tempo todo, né, a validação do outro, como eu disse para vocês aqui anteriormente, né? Eh, as pessoas colocam a gente num lugar de destaque, mas essa oscilação de fato de um dia você estar tudo bem, né? E no outro não, precisa olhar para esse conhecimento de si, né? O que que aconteceu ali naquele dia, por exemplo, né? Ou com alguém que fez com que você sentisse que o seu valor tivesse menor, né? Que tivesse um lugar menor para você naquela situação. Eh, ou porque o tempo todo deveria estar sendo muito aplaudida, né? Ah, então é tudo que eu faço tem que ser extremamente aplaudido, tem que ser validado. Se sim, isso precisa ser pensado. Eh, mas na maioria das vezes essa oscilação ela acontece por conta disso, né? Que a gente busca no final das contas um lugar de prestígio, né? Um status social, um reconhecimento de dizer que a gente é bom naquilo que a gente faz, né? Então, a gente acorda acreditando demais, no outro acreditando de menos, né? Então, esse movimento de se conhecer, eh, para conseguir entender porque que um dia você tá mais animada aí, no outro um pouco menos, vai te ajudar bastante. É, o autoconhecimento é tudo, gente, é dolorido, porque às vezes você imagina que você é de uma forma e quando você vai buscar outro conhecimento, você descobre uma outra pessoa. Mas é importante, né? É importante se autoconhecer. Tem mais, produção 841. Você que tá assistindo, né, o nosso estúdio Câmara, pode mandar pra gente a sua, o seu depoimento, a sua pergunta, a sua dúvida. Nós estamos falando aí da oscilação da autoestima. O Carlos do Campo Belo, autoestima baixa pode começar na infância e seguir pela vida adulta. É, esse foi o início do nosso da nossa conversa, né, do nosso programa. A autoestima ela pode, a oscilação, né, a baixa autoestima, ela pode seguir pela vida adulta, né, pode seguir, mas assim, o que que acontece? Eh, conforme nós vamos amadurecendo, nós começamos a fazer conexões das coisas. Uhum. né, daquilo que eu penso, daquilo que eu ouço. Então, muitas vezes, a pessoa que tem baixa autoestima, quando ela é reconhecida, quando ela é elogiada, quando ela é valorizada, normalmente ela não é tudo isso. Ã, olha, eh, isso que você tá falando, você tá exagerando. Então, ela ela começa a fazer esse tipo de resposta, começa a ter esse tipo de resposta. Mas é importante assim, poxa, se eu tô ouvindo isso e muitas vezes não é só de uma pessoa, tem outras pessoas falando isso, opa, se eu acho que eu posso ter coisas boas. Sim. Então, o autorreconhecimento é importante. Então, o adulto ele precisa eh entender que ele pode são escolhas. Ele pode continuar sendo a vítima de tudo. Eu sou o coitadinho. Olha o que pensam de mim. Olha, eu não sirvo para nada. Ou eu posso começar a entender que tem coisas que eu posso até ter dificuldades, mas tem coisas que eu dou certo, porque 100% perfeito não existe. Não existe 100% de perfeição e tudo bem. Então, tem um outro elemento que é importante que é a autocompaixão. Uhum. Às vezes eu posso ter dificuldade de entregar determinado trabalho. Tem algumas matérias que eu tenho um pouquinho mais de dificuldade para estudar, mas veja, tem outras que eu vou super bem. Então assim, o ser humano, ele tem coisas boas, né, que ele dá certo, tem coisas que ele precisa desenvolver. E olha, às vezes é até importante eu saber o que eu preciso desenvolver, porque aí eu posso correr atrás. Então, a qual que é a diferença do adulto e da criança? A criança, ela não consegue ter essa condição de entender que ela pode fazer diferente. O adulto ele já tem essa condição. Uhum. Muito bom. Né? E ele tem esse poder também. Então, cabe a você aceitar esse poder que você tem e fazer as coisas acontecerem na sua vida. Maravilha. Muito bom. Agora, Suzane, vamos lá. Nós falamos eh eh da baixo da baixa autoestima ou autoestima baixa, né? Agora, quando a pessoa tem autoestima alta demais, elevadíssima, que chega a ser algo tóxico, né? O por isso acontece e como ficam as relações interpessoais dessa pessoa e como é que a gente identifica que a gente está se comportando dessa forma. Vamos lá, salva a gente aí. Uma autoestima alta demais. Uma autoestima alta demais. Tem a ver na psicanálise, a gente vai chamar isso de que todo excesso esconde uma falta. Olha, né? Eh, se eu preciso me mostrar demais, eu tô tentando chamar atenção para outra coisa, né? É como um truque de mágica. O mágico nunca revela seu segredo, mas ele chama atenção para outras coisas enquanto ele tá fazendo realmente aquilo que precisa ser feito, né? Eh, isso se engana, isso desaparece. A autoestima elevada demais também tem a ver com isso, né? Quando eu chego num lugar e me sinto muito empoderada, né? E às vezes trato, né, outras pessoas com inferioridade, né, e me coloco nesse lugar de poder, na grande maioria das vezes, eh, é para esconder algum medo, algum trauma, alguma angústia, né, que eu tenho dentro de mim, como a Márcia colocou, né, uma coisa que aparece para fora e outra aquilo que realmente a gente tem dentro de nós, né? Então, é como se fosse um mecanismo de defesa, a gente chama, né? Então esse mecanismo de defesa vem antes de ser de alguma forma atacado ou de achar que serei atacado, eh, eu faço primeiro, né? Então, para que ninguém me usou, eu usou o primeiro. E aí a gente tem os valentões, a gente tem as pessoas mais empoderadas nesse sentido, né? E que acabam pisando, né, em outras pessoas no ambiente de trabalho, tratando de uma maneira eh rude na maioria das vezes, né? Mas tudo isso é uma grande máscara, né? Tudo isso é uma grande ilusão. Por isso falei do truque de mágica, né? É uma grande ilusão para para se defender, né? que no fundo talvez tenha algo ali eh de uma marca inconsciente, né? Eh, que precisa ser pensada e validada de outro lugar. Quem muito busca essa aprovação fora, né? Eh, e na verdade, na maioria das vezes chega falando que já tem ela, mas se um dia alguém tratar diferente, né, a pessoa vai ficar estranha e vai devolver com mais agressividade. Eh, coloca, né, a pessoa justamente nesse lugar de eu preciso continuar sendo validado o tempo todo, porque senão vai cair essa imagem de mim de que eu sou bom o suficiente. E eu demorei tijolinho por tijolinho para construir essa imagem de que eu sou bom o suficiente. Eu não posso deixar que ninguém vá lá e tire um tijolo do lugar. Então, para isso, eu me defendo e aí crio essa máscara, né? E e essa esse poder de falar que eu tenho uma autoestima elevada. Essa autoestima elevada, ela pode acasionar, por exemplo, as mais relações no trabalho, né, de conflito, abusos, né, nesse sentido de poder, eh, e perca de amizades, né, as pessoas falarem era assim, agora mudou, tá sendo rude de alguma maneira, né? E tem a ver com o investimento, né? Como a gente diz, a autoestima tem a ver com o investimento em si, que alguém fez em você em algum momento de mais ou de menos. Eh, e aí a gente busca isso de outros lugares, né? A gente repete as relações conhecidas e vai para outros lugares buscando as mesmas sensações, como a gente foi tratado, né? E às vezes essa coisa da autoestima muito elevada também é uma criança que foi muito amada, né? eh, muito amada, muito reconhecida e que dentro de casa teve esse lugar de poder e prestígio. E aí quando chega fora não sabe lidar com isso, né? Não sabe lidar que em todo lugar ela não vai ser uma grande estrela, né? Que existem várias estrelas e que ela não precisa ser a maior. E aí para isso cria-se esse esse momento de rivalidade de se a minha vida inteira eu fui a maior aqui, eu também tenho que ser. Porque que que que eu preciso fazer para isso, né? Então, nesse movimento de investimento narcísico, né, que acho que é uma palavra que tá em alta aí também, né? C então, de pensar um narcisismo nesse lugar, né, que é esse investimento eh exagerado, né, de uma confiança exagerada em si, que acaba machucando, né, e atrapalhando os que estão ao nosso redor. Exatamente. A gente pode perceber na sua fala, eh, e no programa inteiro aqui, né, que já são 8:48, todo excesso esconde uma falta, né? Se é demais, se a a sua autoestima é elevada demais, existe uma falta. Se a sua autoestima é baixa demais, também foi por conta de uma falta. Eh, vamos lá. Paula do Cambuí. Conheço uma moça que vive postando nas redes sociais que se ama, que é perfeita, que ninguém a merece, mas no convívio real parece que tudo gira em torno dela. Será que isso é autoestima ou uma carência disfarçada? Olha aí a Paula, né, bem conectada com a gente, porque tá falando do que nós acabamos de comentar aqui, né? Eh, eh, continua então a sua linha de raciocínio, eh, respondendo a Paula, por favor. Sim, claro. Eh, porque ela, Paula, a prova disso é que ela precisa mostrar para alguém, né? Tem o público, né? Então, como a gente tava falando dos filtros, por exemplo, né? Ali é um recorte, ela escolhe o que mostrar, né? Então é uma defesa, então eu preciso me sustentar nesse lugar de que eu sou boa o suficiente. Eu tenho aqui milhares de seguidores, né, e pessoas que eu posso mostrar de alguma forma que eu sou muito boa, até porque se eu gravar um vídeo ele não ficar bom, apaga e gravo outro, né? E escolho qual eu vou subir. Então é uma lente mesmo pela qual a gente vê o mundo, né? Mas eu acho que também tem essa questão de uma de uma carência, né? Porque uma pessoa que tem essa necessidade de aparecer constantemente, né? provando o quanto ela é boa. Ela precisa de uma validação para poder existir, porque afinal de contas alguém vai curtir, vai comentar, vai dar um ami, vai indicar para outros e ela consegue o que ela quer, né? Porque ela tem uma audiência, né, no final das contas, né? Eh, e isso acontece muito, muito bem, acontece bastante e é algo rotineiro nas nossas vidas. Se tornou normal isso, né? você posta, enfim, só que aí tem aquela questão aí de você entender e saber porque que você tá postando. Renato do Jardim Santa Lúcia, bom dia. Tem um amigo que se acha o máximo o tempo todo. Ele não perde uma chance de se elogiar, vive dizendo que é melhor em tudo e, sinceramente isso cansa. Autoestima muito alta pode virar arrogância. Márcia, socorro. Vamos lá, Renato. A Márcia responde você. Então, Renato, eh, essa pessoa, na verdade, ela tem uma baixíssima autoestima. Olha isso. Ela não consegue se ver, então ela precisa disfarçar. É aquela questão da mágica, né, que a Susane trouxe, né, aquele truque de mágica. Então, faz de conta que eu sou muito bom. Eh, é o que ele desejaria, é o que ele gostaria, mas não é na realidade, porque não tem consistência, né? Você mesmo observa que não existe uma consistência entre o que ele fala e o comportamento, porque falar é fácil, né, gente? Opa. Até papagaio, agora até papagaio fala. Agora, para ter atitude, para ter comportamento, para ter consistência, realmente eu preciso a a pessoa precisa ter uma autoestima regulada. Uhum. é uma pessoa que tá se defendendo do seu meio, tá se defendendo dele mesmo, é uma pessoa que eu diria que precisaria de ajuda. Olha aí, né? Mais um alerta aqui eh no nosso estúdio Câmara por conta do reconhecimento, né? É preciso entender quando você precisa de ajuda. Quando a gente fala nessa questão da oscilação da autoestima. Simone do Taquaral, como o excesso de comparação nas redes sociais pode afetar a nossa autoestima? Vamos lá, então, Suzane. Bom dia, Simone. Pode afetar e muito, né, como a gente vem construindo até aqui. Eh, acredito que uma do um dos maiores efeitos que a gente tem na cultura hoje é o não reconhecimento da imagem por conta do do excesso das redes sociais, né? Isso leva a mudanças eh físicas mesmo, né? Então, excesso de botox, preenchimento labial, harmonização facial, nirurgias, né? Várias coisas que a gente faz para mexer, porque chega um momento que aquela imagem no real ela não tá, como eu disse, né? Quando você tá com filtro, tudo bem, só que quando você sai, você não tem como levar ele junto, né? Eh, e quando você não leva ele junto, tem esse desconhecimento de si, né? E que gera uma distorção da própria imagem, né? A gente chama isso de disforia. Uhum. Então, quando essa disforia acontece, que é eu olho para uma imagem, eu não me reconheço mais nela, eh, e faço mudanças drásticas, né? Eh, acho que esse seria o mais extremo das coisas, né? As pessoas que fazem essas mudanças drásticas, né? Eh, há muito tempo atrás, acho que acho que ainda é válido hoje, né? Desculpem o time, mas tem uma que era o quem humano e a Barbie humana, né? todas as modificações que foram feitas e em prol de acreditar que aquela imagem precisava sair daquilo do virtual e vir pro real porque a pessoa não se reconhecia mais, né? Então tem uma identidade, né? Tem uma uma fragilidade na identidade. Então se a gente não tomar conta, né? Preciso lembrar o tempo todo. As redes sociais mostram fragmentos do dia a dia, não é a realidade. Cada um escolhe aquilo que vai colocar e que vai mostrar. Se a gente tem isso muito claro na nossa cabeça, né? A autoestima não tem, porque daí não faz sentido, né? eu me comparar com alguém eh muito famoso, né, que tem muito dinheiro e que faz várias plásticas, que faz várias coisas, né, a sua realidade da vida diz disso? Porque isso traz um sofrimento, né? A gente começa a se comparar, só que as condições sociais, né, geralmente não são as mesmas. Então, é, eu tô disposta a lutar o máximo que eu puder para conseguir chegar nessa imagem e talvez isso me traga a sensação de felicidade. Só que daí a gente tem um outro problema que as pessoas que tentam fazer isso, né, e quando chegam lá falam: "Mas não era nada do que eu imaginava. Hum. Nossa, achei que a hora que eu fizesse meu botox tudo ia mudar. E aí fala: "Nossa, mas passou, nem era tudo assim, nem foi tudo isso." E não foi tudo isso porque o problema tá em outro lugar, como a Márcia diz, tá dentro, né? precisa se conhecer por dentro, precisa saber quem é você de verdade, né? Quando você tem isso muito claro de que as redes sociais ocupam esse lugar e que você tem uma consciência de si, da imagem que vê e com o que você quer transmitir para um outro no momento de comunicação, claro, eh você vai sofrer um pouco menos. É muito bem. E olha só, você falando, né, desses do eh das intervenções cirúrgicas, eh nós fizemos aqui o estúdio Câmara essa semana também falando sobre a desarmonização, né? E essa desarmonização nós trouxemos algumas fotos de pessoas, principalmente famosos, né? Por que digo famosos? Porque são pessoas que estão na mídia e que fizeram a harmonização e que agora já não se sentem mais eh da da forma que se sentiam antes e retiraram essa harmonização. Isso é também um uma baixa autoestima. A gente pode chamar isso de baixa autoestima porque a pessoa ela estava bem, né? Ela ela foi lá, ela se desenhou e aí agora ela pediu para tirar tudo para voltar a ser como ela era antes. Então assim, ela se reconhece, ela não se reconhece. Essa questão da gente trabalhar com eh muita intervenção cirúrgica, né? Isso traz pra gente a sensação do que a gente é uma baixa autoestima, isso vai melhorar a nossa autoestima. Vamos lá, Mar. É, parece que existe uma confusão aí de quem eu sou, né? Exato. Afinal de contas, então assim, ã, tudo bem você querer fazer algumas mudanças. Uhum. Mas tudo que é exagerado chama atenção. É aquela rag flex, né, que nós chamamos as bandeiras vermelhas. Tá exagerado, alguma coisa está acontecendo, né? Então, e é uma insatisfação total. Então eu faço harmonização. Não, não, primeiro é assim, eu não tô satisfeito com o que eu tenho, então eu faço harmonização. Ah, mas não chegou onde eu queria, então desfaz a harmonização. Então é assim, não o que que realmente você quer? E olha só que caminho sem fim, porque nós conversamos com especialistas aqui, aí desfaz a harmonização, daí se olha no espelho, não está da forma que estava antes, antes de de fazer a harmonização. Você percebe, né? Porque passou o tempo. Exatamente. Então, olha a importância de se reconhecer do autoconhecimento e de trabalhar o equilíbrio da tal da autoestima. Então assim, tem muita confusão, baixa autoestima. Uhum. ele não tá se vendo, ele não tá se reconhecendo, ele não tá feliz com isso, porque quem tem autoestima, eh, ele entende os limites que ele se encontra, porque nós temos limites o tempo todo, mas eu estou bem, eu aceito o limite que eu tenho nesse momento, porque de novo, perfeição 100% não existe. Então, nós temos algumas imperfeições e tudo bem. Exatamente. Eu posso ser feliz com as minhas imperfeições. Uhum. Perfeito. E tudo bem, né? Não somos perfeitos e é bom você estar feliz consigo. É isso. Vamos lá. Camila do Parque São Quirino. Quando estou com minha família me sinto confiante, mas em ambientes sociais com desconhecidos fico retraído. Isso tem a ver com a oscilação da autoestima. Hum. Pois é. E aí, como é que a gente faz, Suzane? É oscilação, ela oscila mesmo? É normal ter essa oscilação ou a gente tem que manter aquil? Eu acho que é normal ter essa oscilação, né? Até porque ali ela se sente confortável, né, Camila, em ambientes conhecidos, né? Você tá falando dos seus familiares, das pessoas com quem você não precisa usar filtros, né? Eh, para ser quem você é. Então, quando a gente sai, né, de casa e vai trabalhar e vai em outros espaços, eh, essa máscara social, ela é utilizada, né? E não precisa ser ruim, tá? Eh, a gente precisa saber se portar nos lugares, conversar com as pessoas, né? É isso que vai fazer as relações acontecerem. Mas talvez ficar mais retraída tem a ver com isso, né? Com uma parte sua de o que que você vai mostrar, o que que você quer mostrar. Então, quando a gente sai, o outro não me conhece, eu quero que ele goste de mim. Então, é assim, que que eu vou mostrar? Será que vão gostar? Serão que vão gostar de mim, que vai ser legal, vai ser demais, vai ser de menos, né? fica toda uma preocupação, né, anterior a isso, coisa que na sua família o carinho e o amor já foi conquistado, já foi reconhecido, você tem o seu lugar, né? Então, essas coisas têm a ver com o lugar social que a gente ocupa também, né? Não necessariamente com uma autoestima, mas de se sentir confortável e confiante diante de pessoas que te fazem bem. E ali você tem pessoas que você vai começar a conhecer, é o novo, né? É você de cara com o novo. Tipo, as pessoas vão perguntar quem é Camila, quem é a Camila que tá no ambiente agora, né? Isso traz uma pressão pra gente. Que pressão, né? Que pressão é essa tal dessa autoestima, dessa oscilação da autoestima. Agora 8:59. Olha só, nós temos mais perguntas, mas a gente não consegue responder o pessoal, mas é só para lembrar você a importância que tem de você participar. Você que tá aí do outro lado e participa com a gente, interage com a gente, né? Eh, se não foi respondida a sua pergunta aqui, fica tranquila, porque durante a programação da TV Câmara Campinas, a nossa produção prepara e os nossos entrevistados acabam respondendo a sua pergunta. Então, é só ficar ligadinho com a gente na programação da TV Câmara, combinado gente? 8:59, a gente precisa terminar esse bate-papo, foi muito bom. Eu quero agradecer a nossa psicóloga cognitiva comportamental, Márcia Lopes. Muito obrigada pela sua participação. Considerações finais. Foi um prazer estar aqui. Uma honra, na verdade. Maravilha. A honra toda nossa. Quanto conhecimento, né? Quanta coisa boa a gente poôde passar para você nesta manhã. E com a gente também a psicanalista a Susane Costa. Suzane, gratidão por compartilhar aí o seu conhecimento conosco aqui do estúdio Câmara, com os nossos telespectadores e levar a informação de como as pessoas podem eh melhorar um pouquinho, né, o modo de viver. Obrigada, gratidão. E considerações finais, por favor. Muito obrigada pelo convite. Foi muito bom estar aqui com vocês hoje. Acho que eu queria dizer umas coisas simples, né, e perguntas que podem ajudar nesse sentido. Então, é toda vez que você pensar na sua autoestima é pensar a quem você responde, essa demanda que tá na sua cabeça, né, de preciso ser bom suficiente, você tá respondendo a quem? Então, a quem você responde quando você tem esse sofrimento de uma baixa autoestima, né? E a outra coisa que tem a ver com isso também é para quem eu respondo é: "Eu acredito em mim? Eu confio em mim. Quem sou eu? Quem eu quero ser? Por que que importa tanto que o outro vê de mim ou não? Acho que isso ajuda muito a pensar um equilíbrio da autoestima. Maravilha. Agora essa pergunta enigmática, né? Quem é você? Faça essa pergunta para você. Se olhe no espelho, exercite o seu potencial, apesar de não existir uma fórmula mágica, né? Descobrir como lidar com a baixa autoestima é uma questão de autoconhecimento para que a gente possa experimentar coisas que nos façam nos sentir incríveis. Além disso, é fundamental parar de se comparar com outras pessoas. Se se estiver sendo aí muito difícil nesse momento, considere buscar uma ajuda de um profissional, combinado? Olha, nós não somos perfeitos e é normal falar sobre isso. É importante que você fale, importante que você coloque para fora e busque ajuda se você achar necessário. Combinado, gente? O programa de amanhã. Adivinha qual é o tema? A gente vai falar de fofoca. Gente, olha, eu vou contar um negócio para vocês. Você é fofoqueiro? Você gosta de falar da vida dos outros que eu tô sabendo, né, gente? O que leva alguém a ser fofoqueiro? Tem um estudo chamado de escala de atitudes frente à fofoca. Esse estudo destacou que, embora a fofoca frequentemente vista de forma negativa, ela também pode reforçar laços e transmitir informações relevantes dentro de um grupo. Você acredita nisso? Você fofocou ontem? Já fofocou hoje de manhã, tá fofocando agora? Então convido você para acompanhar amanhã, sexta-feira, o nosso estúdio Câmara. Nós vamos falar dessa tal fofoca, né? Por que existe fofoca? E o fofoqueiro gosta de fofocar demais, né? Você é fofoqueiro? Conta pra gente. Mas você conta amanhã ou conhece alguém? E tenho certeza que o programa Amanhã vai bombar também igual o de hoje. Eu adorei a sua participação. Gratidão por estar com a gente. Uma ótima quinta-feira para você e não se esqueça, vamos equilibrar essa autoestima, tá bom? Vamos lá. 9:03. A gente encerra por aqui agradecendo a sua audiência, a sua companhia, agradecendo as nossas convidadas de hoje. Lembrando você que ao meio-dia nós temos o nosso Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineirinas. Valeu, pessoal, grande abraço. Fiquem com Deus, cuide da sua autoestima e até amanhã. Amanhã a gente fala de fofoca, combinado? Vai fofocando aí pra turma e convida para assistir o nosso estúdio Câmara ao vivo amanhã a partir das 8 da manhã. Valeu, tenha um ótimo dia. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música]
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