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[Música] Olá, bom dia. Está começando mais uma edição do Estúdio Câmara, o seu espaço para que você possa entender melhor o seu comportamento, o meu comportamento, o nosso comportamento, né? Olha, gente, no estúdio Câmara de hoje, nós vamos saber o que acontece, né, com a gente quando a gente começa a sentir o rosto um pouco quente, ficar vermelhinho. Vamos falar sobre um fenômeno curioso que para muita gente pode ser constrangedor. Vamos falar da ruborização. Você fica vermelho na frente de alguém sem conseguir se controlar, seja por vergonha, raiva, calor, exercício físico ou até constrangimento, né? O rosto acaba entregando o que o coração tem de esconder. Mas será que isso tem solução? É um problema de saúde ou é só nosso corpo dizendo mais do que a gente gostaria? Vamos lá. Segundamos então, 16 de junho, e estamos recebendo aqui nos estúdios duas convidadas muito especiais. Daqui a pouco eu apresento elas para vocês com mais detalhes. Elas vão nos informar, compartilhar conosco informações sobre a ruborização. Como sempre, o programa é feito com a sua participação, então manda sua mensagem pra gente. Telefone tá na tela 1997829377. Você já passou vergonha por ficar vermelho sem querer? Isso já te atrapalhou entrevistas, encontros ou situações sociais? Manda pra gente, a gente quer saber. E daqui a pouquinho a gente fala sobre o nosso tema com as nossas profissionais que estão presente conosco já ao vivo aqui no estúdio. Enquanto isso, previsão do tempo e notícias para você. Olha, gente, vamos falar de hoje é segunda-feira. Hoje nós temos a reunião ordinária na Câmara de Campinas. Você é convidado a participar, tá? Começa às 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Você pode participar eh através do site, aliás, do nosso YouTube da TV Câmara Campinas, tá? E também aqui da TV Câmara Campinas. E nós contamos com a sua participação. Temos mais informação chegando para você. daqui a pouquinho a previsão do tempo e a Câmara de Campinas hoje vota eh a gratuidade de 15 minutos em estacionamentos de clínicas e hospitais. A votação é hoje, né, a partir das 6 da tarde, na 37ª reunião ordinária. Esse projeto de lei garante a gratuidade de 15 minutos em estacionamentos de clínicas e hospitais públicos e privados para embarque e desembarque de pacientes ou visitantes, né? eh, de autoria do vereador Luiz Carlos Rossini. O texto justifica que o tempo proposto não configura usufruto dos serviços prestados pelos estabelecimentos, tornando indevida a cobrança. Muitas vezes não há outro local que não seja no estacionamento para os pacientes desembarcarem, né? Como não há prestação de serviço nesse curto período, não se justifica a cobrança. É o que argumenta o parlamentar. Essa proposta também determina que a gratuidade deve ser informada por meios de cartazes visíveis nos locais. Como eu falei para você antes, a sessão tem início hoje às 18 horas, é no plenário da Câmara, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manes 66, no bairro Ponte Preta. E a reunião será transmitida ao vivo, né, pela TV Câmara Campinas e também pelo nosso canal no YouTube, tá bom? Combinado? a gente conta com a sua audiência, a sua participação, é muito importante. E o Parlamento Jovem dá posse a 31 estudantes. Amanhã, terça-feira, a cerimônia de posse de diplomação dos 31 estudantes eleitos para a sétima edição do Parlamento Jovem será realizado amanhã, a partir das 9 da manhã no plenário da Câmara de Campinas. A iniciativa marca o início oficial do mandato dos jovens parlamentares que representarão suas instituições de ensino ao longo do programa que é coordenado pela ELECAMP, a Escola do Legislativo de Campinas. O Parlamento Jovem promove a formação política e cidadã de alunos dos oitavo e 9º anos do ensino fundamental e dos primeiros e segundos anos do ensino médio das escolas públicas e particulares. Durante o mandato, os estudantes participam de atividades legislativas simuladas com elaboração de projetos de lei e indicações. A eleição da mesa diretora está prevista para o dia 18 de setembro até o fim da legislatura. Os jovens vereadores participarão de duas sessões plenárias com apresentações e votação dos projetos desenvolvidos ao longo do programa. Essa cerimônia também será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também no YouTube, tá? Então você pode participar amanhã. É muito bonita essa cerimônia, então a gente conta com a sua participação. Previsão do tempo chegando para você aqui paraa Metrópole. Qual será a previsão do tempo para hoje, hein? Mínima 12, máxima 25º. Olha só, gente, a última semana do outono, né? Nós estamos na última semana do outono porque na sexta-feira inicia então o inverno e aí tá preparado para o inverno? Será que estamos ou não? Hoje o dia vai ser lindo. Já está lindo. Céu azul de brigadeiro na metrópole. Enima 12, máxima 25º. Muito bem, agora sim a gente vai aprofundar, né, a no assunto da ruborização. Você já ficou vermelho alguma situação? Ruborizar é um fenômeno que muita gente encara como fraqueza, mas é na verdade um reflexo do nosso corpo e da nossa mente. Quando o sistema nervoso simpático entra em ação, a adrenalina dispara, o rosto fica coradinho. E para falar sobre isso, nós estamos recebendo aqui nos estúdios a psicóloga, especialista em terapia cognitivo comportamental, Sara dos Santos. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada. É um prazer estar com vocês. Eh, principalmente para falar de um tema que é tão humano, que desperta tanta curiosidade, né? A psicologia, como eu tenho foco na terapia cognitivo comportamental, ela vai, esse vai ser um exemplo claro de como as emoções e os pensamentos eles estão intrinsecamente ligados com as reações fisiológicas do nosso corpo e gerando constrangimentos, a gente vai entender que vai ter uma resposta lógica para isso, né? Nossa, e quanto constrangimento, porque às vezes a gente, às vezes não, né? A gente não tem controle, você fica com vergonha e começa a ficar e coradinho. A gente sente, eu pelo menos na minha situação, o que que acontece? Começa a esquentar, esquentar, esquentar, a bochecha começa a ficar rosa e aí não tem jeito, já foi. E a Sara dos Santos, ela também tá com a gente, ela ela é neuropsicóloga e ela vai explicar o que que acontece, né, na nossa cabeça, no nosso nosso sistema, pra gente entender o que que é isso. É algo normal. pode eh disparar aí um alerta para outros sintomas. Seja muito bem-vinda, obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia, Rúbia. É um prazer estar aqui. E do ponto de vista da neuropsicologia, a ruborização é um assunto tão fascinante porque ela é é possível fazer uma conexão entre o que o cérebro faz, as funções, né, cerebrais, as emoções e as nossas reações fisiológicas. Então, um assunto assim que vai podemos permear aí por vários aspectos aí cognitivos. Muito bem, você já percebeu que o assunto de hoje vai render, então já pega o seu WhatsApp aí e fala com a gente, manda sua mensagem. Já ficou vermelhinho? Já sentiu vergonha? Já se afastou? Saiu de algum lugar porque você sentiu que você não tinha controle sobre o seu próprio corpo, né? Difícil, complicado, não é mesmo? eh 19978293776. A gente espera a sua participação, daqui a pouquinho a gente já começa a interagir com você. Mas agora eu pergunto paraas nossas eh entrevistadas, né? Eh, pra gente iniciar o pontapé inicial do nosso bate-papo. O que que acontece eh com a gente quando a gente não tem o controle do nosso corpo, né? Porque é estranho a gente ter controle sobre as nossas ações, mas nesse momento da ruborização a gente não consegue controlar. Qual que o que que dispara na gente? O por que acontece isso, Sara? Bom, eh é importante salientar, né, como você disse, que a ruborização ela é um processo natural fisiológico do nosso corpo, ele vai acontecer. Só que a psicologia explica, né, como uma resposta do nosso sistema nervoso autônomo, mais especificamente a parte simpática, que que é o momento, né, que traz ali a aciona a resposta de luto ou fuga. Então, não quer dizer que nós estamos fugindo de algo ocorrendo algum perigo, mas diante de uma situação embaraçosa que você se sente constrangido, a tendência é muitas vezes acionar esse alerta e a sensação de querer fugir ou sair daquela situação embaraçosa, né? É a sensação de querer fugir mesmo, né? Mesmo. Agora, Sara, a questão da neuropsicologia, né? Eh, qual é a visão sobre a ruborização paraa gente poder entender um pouquinho e começar a a caminhar aí eh com o objetivo de acalmar você aí de casa, que às vezes fica vermelho, fica ruborizado e sente vergonha e começa a se afastar das relações sociais. Sim. A ruborização ela é causada no nosso cérebro eh no sistema límbico, né? O nome sistema límbico vem do grego limbos e significa fronteira. Então é a fronteira, né? É ali é o limear entre o tronco encefálico a o cérebro, né? A parte é córtica cerebral. Então fica bem no meio esse sistema límbico. E esse sistema límbico, ele tem lá algumas eh algumas partes que são acionadas, que é o hipotálamo, tálamo, o hipocampo e amídala. Mas é amídala cerebral. Rúbia. Muito bem. Eu chamei você de Sara. Você é Andreia. É a Sara e a Andreia. Uma é psicóloga, outra é neuropsicóloga, né? Maravilha. Olha só. Tá vendo? Nós temos duas profissionais aqui que vão nos ajudar a a entender essa questão aí de ficar vermelho, né? ruborização. Você sabia que esse que tem esse nome, esse essa sensação que você tem quando começa a esquentar e começa a subir um calor e começa a ficar com a bochecha rosa e aí você acaba ficando vermelho e de repente você também pode suar. O que que acontece, eh, ô Sara, que as pessoas quando sem tm essa sensação, a maioria das vezes essa sensação vem com uma abertura de poros e começa a suar. E outra vez a gente não tem controle sobre isso. Exatamente. É um comportamento involuntário do nosso corpo, né? E quando a gente pensa que há uma dilatação dos vasos sanguíneos, um aumento desse fluxo que ele começa, né, a predominar nessa região, deixando ela vermelha. Eu gosto muito do exemplo do divertidamente dois. Eu trabalho com os meus adolescentes, né, com as crianças e aparece a vergonha como personagem. E é um personagem gigante, rosado, né, que as mãos começam a transpirar, eh, ele também se esconde, se retrai atrás de de um capuz. Então, mostra realmente ali na Riley, que é uma adolescente também e que numa situação nova para ela de entrar eh na escola, né, uma escola nova, onde ela tem uma admiração muito grande por uma capitã do time que aborda ali para conversar, então, nossa, a capitã do time falando comigo, ela acaba tendo algumas respostas equivocadas, alguns comportamentos no qual ela não gostaria de ter e nesse momento é anciada. né, acionada a ansiedade que aparece no filme. Então, é um exemplo claro de como eh funciona no nosso corpo essa reação fisiológica e e essa dilatação e as bochechas da Riley, elas ficam vermelhas ali naquele momento, elas ficam ruborizadas, né? Verdade. Divertidamente, para quem não assistiu, eu super indico também, porque adoro, né? Muito bom. Eu eu filme assim que mostra perfeitamente como que a gente funciona, né, por dentro do nosso comportamento. Agora eu pergunto paraa Andreia, por que que tem algumas pessoas que elas são mais sensíveis, né, a esse tipo de reação e outras nem tanto. O que diferencia? Ah, tem alguns aspectos que a neuropsicologia explica, porque tem os aspectos genéticos e os ambientais também que podem influenciar. como que é uma reação do sistema límbico? Então, é o ele aciona o sistema simpático, que é o autônomo do nosso organismo. Então, algumas situações acontecem sem nós queremos, é automático, como a Sara disse. Então, ali a dilatação do dos do poros, né, dos vasos sanguíneos, eh, fazem com o quê? aumenta a o fluxo sanguíneo. Então, as pessoas mais rosadas, né, que tem a tênis, a tele mais clara, parece mais, mas não significa que aquela outra que ficou eh envergonhada ou que passou por algum constrangimento não esteja também ruborizada, não esteja com a vergonha, apenas o corpo não acionou, mas pode estar o coração acelerado, mãos, né, trêulasindo também. Então, depende de cada situação e de cada pessoa. E como que a gente precisa trabalhar paraa gente se acalmar diante dessa situação? Porque assim, eh, é uma resposta do corpo a nossa ruborização, o suor, mas por dentro o negócio tá em ebulição, tá um vulcão. E aí é coração disparando, é respiração, né? E agora e você tem que se controlar. O que que a gente tem que fazer? O que que acontece? A gente consegue eh controlar essa situação de que forma, André? Eh, é necessário principalmente entender o gatilho. Uhum. Porque a neuropsicologia ela trabalha a o comportamento, né, os as conexões eh cognitivas e nós estamos observando o comportamento da pessoa. Então, a ruborização ela é um sinal, é visível, a, o coração acelerado, as pernas pernas trêmulas, então são comportamentos. Então, geralmente isso é adicionado por uma emoção. E é uma das emoções que nós eh falamos agora é o medo ou a ansiedade que é acionada. E essas essa emoção, essa emoção, ela é ocasionada por algum pensamento. Então, se a pessoa consegue entender o que pensou, qual é o gatilho deste pensamento, ela vai conseguir controlar essa emoção. Claro que a gente trabalha também através da do processo terapêutico, né? são as estratégias eh que a terapia trabalha eh para a pessoa lidar com esses esses pensamentos que vão eh acionar esses gatilhos e e quando o corpo ele fica eh ameaçado, o cérebro ela ele sente ameaça, que é a a ruborização, a vergonha, é na verdade a ansiedade eh em si, o corpo ele vai querer fugir ou lutar. Então, nessa luta ou nessa fuga vai acionar aí os aspectos autônomos, né, que são eh os mos os músculos ficam mais enrijecidos, o coração acelera para que o a o fluxo sanguíneo aconteça mais rápido para você correr, sair daquele lugar. Então, a eh na terapia nós trabalhamos o que causa isso, então os pensamentos que levam a esse tipo de emoção. E o interessante, Andreia, que quando a gente dá enfoque as nossas emoções, aquilo que tá sentindo naquele momento, nossa, minha bochecha tá ficando vermelha, ela não pode ficar, ai, meu coração tá disparado. E aí vai, né, intensificando isso. Então, a ideia é que a gente consiga naquele momento, né, em que está acontecendo, eh, direcionar nosso pensamento pro aqui, pro agora, pro realmente está acontecendo ao nosso redor, não focar tanto em si, mas, né, contemplar as coisas à sua volta, ter eh se eu ficar não posso, não posso pensar nisso, não posso, não pode acontecer isso, isso vai aumentar. Então, a ideia é que a gente consiga eh direcionar o nosso pensamento. É, direcionar o pensamento ter autocontrole, viu, menina? Do céu. Olha, eu jornalista, trabalho em comunicação há muitos anos. Você imagina se eu ficasse, né, com a bochecha rosada e começar a suar todo momento de de estress e desconforto? Minha, nossa, não ia dar para trabalhar, né? Então, e fico, viu? Às vezes eu sinto aqui, ah, você tá olhando a minha carinha aqui, né? Aham. Tudo sob controle. Quem disse? Às vezes o coração tá disparado, sabe? a mão tá suando, mas aí você vem pro aqui e o agora fala: "Não, eu tenho controle sobre essa emoção, porque não sei se é uma emoção, me corrija se estiverem errada, mas o que tá sendo dentro de mim é uma emoção. Eu tenho controle sobre isso e a gente vai e assim são eh segundos, mas que na nossa cabeça parece que demorou uma eternidade para passar. Por que esse lapso? O que que acontece? Sim. Eh, a gente percebe, né, principalmente paraas pessoas mais tímidas ou que, né, passam por uma questão de ansiedade social, que o enfoque vai estar na autoimagem, como ela se enxerga, como ela se vê diante dessa situação. Então, trabalhar, né, os pensamentos ali de fraquezas, incapacidades, eh, vai ajudar nesse processo para que seja de uma forma natural, que é o esperado, né? quando não é de uma forma natural, é patológica, a gente percebe uma eh obsessão em cima daquilo, que o outro tá pensando sobre mim, como que ele está me vendo. E isso só vai aumentando. Então, se a gente pensar eh que o medo que nós falamos há pouco, é o gatilho paraa ansiedade, essa ansiedade aumenta e aí a tendência é que a gente comece a ruborizar com maior intensidade, né? Eu acho que trabalhar esses aspectos vai poder ajudar nesse sentido, né? É verdade, né? E Andreia, quem tem essa questão da ruborização, né, ela tem vergonha da própria vergonha, se a gente for parar para analisar, né? E como que eh esse ciclo de constrangimento e e falta de confiança afeta o nosso nosso cognitivo? eh o que que pode desencarear, como que a a neuropsicologia trabalha, né, eh para poder analisar a situação, né, se tá se saiu aí do de uma situação normal para uma situação de patologia mesmo. Sim. eh necessário verificar realmente como que é esse ritmo dessa ruborização, porque em alguns cas em alguns casos eh pode se transformar sim transtorno de ansiedade social, que também é a fobia social. E isso eh, no nós somos seres sociais, né? Então esse transtorno ele prejudica a socialização, prejudica eh no trabalho, nas relações sociais. Então, a necessidade de investigar realmente os gatilhos e quais são esses pensamentos para que eh a pessoa ao analisar não eh possa fazer com que o cérebro entenda através dessas conexões, das funções cognitivas, eh nós chamamos, né, de estratégias, as estratégias cognitivas para lidar com esses pensamentos, porque a neuropsicologia explica, né, temos também a abordagem da cognitiva comportamental que está alinhada, que todo eh todo pensamento eh ele gera uma emoção e toda emoção gera um comportamento. Então, a ruborização, quando a pessoa lida eh com uma com medo, com uma ansiedade, é de uma forma funcional, que nós chamamos, tem que ter os pensamentos funcionais, porque à medida que esses pensamentos se transforma em pensamentos disfuncionais, vai causar toda esse essa vai prejudicar e pode causar eh essa esquiva a não querer se relacionar mais. E hoje, eh, nós percebemos que a fase da adolescência e da juventude é onde sofre mais com isso, porque é onde eles precisam estar inseridos dentro de grupos. E essa e essa inserção nesse grupo são os grupos que têm as afinidades. Então quando um colega fica ruborizado, ele pode ser ali eh um alvo, né, de de risos e e aí ele vai eh começar a ficar querer se esquivar ou ou podendo até ter um eh o desenvolvimento de um transtorno de ansiedade social. É algo que é natural, né, e que muitas vezes é Sim. motivo de riso entre principalmente os adolescentes, né? E aí eu pergunto pra Sara, está relacionado à autoestima? A pessoa que ela tem essa essa situação de ruborização, né? Ela necessariamente ela tem autoestima baixa ou realmente é uma questão da vergonha eh das outras pessoas? Como que qual que é a sua avaliação? E eu enxergo que é mais uma questão pessoal do que do outro mesmo. E eu vou exemplificar aqui, né? Porque ah, se eu tenho um pensamento voltado que a ruborização vai ser um sinônimo de fraqueza ou incapacidade, isso vai despertar eh uma ansiedade maior, né? Agora, já os outros eles enxergam de uma forma diferente. Então, é uma distorção cognitiva que eu tenho em relação a isso. Eu estou potencializando uma reação que é natural do meu corpo. Eh, eu sempre tive essa questão do ficar vermelha, do ruborizar, até comentei aqui, né, que eh quando era pequena, mais nova na adolescência ali, eles achavam fofinho, bonitinho. Então, assim, não era algo visto como, né, ruim. E e pensando aí na fase adulta, né, que ainda acontece, ela sempre foi vista como algo eh de humildade, vulnerabilidade, honestidade, sinceridade, né? Eu trabalhei em empresa também por muito tempo e eles sabiam que a Sara não iria mentir porque ela não ia conseguir esconder aquilo, né? Então, gerou uma confiança que fez com que eu permanecesse 14 anos naquele lugar, né, naquela empresa. Então, é muito mais da forma como eu enxergo essa situação do que como os outros me vêm. E é claro que se é algo que é frequente, é intenso, né, eh, e tá se tornando patológico, é importante buscar um tratamento, porque aí a gente sai daquela zona natural, né, e precisa de uma ajuda que muitas vezes foge do nosso controle. É verdade, né? Quando sai do natural, a gente precisa mesmo. E assim, quando você vê que aconteceu hoje, aconteceu amanhã, acontece todo dia, né? E você não consegue controlar em nenhum momento, precisa sim buscar ajuda, porque a gente vai fazendo um exercício com o cérebro, né? Um exercício com a gente, um autoconhecimento e aí você vai melhorando essa situação. Eu, quando adolescente também, eu ficava com as bochechinhas rosas, né? Apesar de ter a a pele mais eh eh negra, né, eu ficava assim com a bochecha rosa. E aí o meu problema era o seguinte, eu suava muito, o rosto assim parecia, eu sentia abrir os poros e o suar vinha. E aí eu não tinha como controlar isso. E muitas vezes eu eh me escondia de vergonha, né? Porque a gente sente vergonha da nossa própria vergonha. Agora, quando a gente é adolescente, isso acontece mais, porque depois a gente aprende a se controlar um pouquinho, você fica mais assim, você estuda mais e conhece mais ou às vezes também não tá nem aí, né? E deixa, é natural do corpo mesmo e deixe que falem, que digam, entendeu? Mas quando você é adolescente, eh, essa questão acho que fica mais, eh, atenuada, porque tem eh sempre a o bate-papo ali da da rodinha de conversa aí, ah, ficou vermelho, tá? com vergonha. É o que a gente ouve quando a gente é adolescente dos amigos. Na questão eh da socialização dos adolescentes, nós conversávamos aqui antes da gente entrar no ar sobre a pandemia. O que que a pandemia trouxe pra gente? Home office, ficar em casa, eh mais conversas em eh pela internet e isso durou um certo tempo, né? E isso fez com que os adolescentes eles criassem o hábito de conversar pela internet. E o que aconteceu? aconteceu que a partir disso, depois que voltamos aí ao nosso normal, eles continuaram se falar pela internet, marcar encontros pela internet e ficou um pouco mais dificultoso a socialização. A partir disso, a gente pode trazer a ruborização para os dias de hoje com em relação aos adolescentes, porque eles perderam a naturalidade de se socializar e hoje sentem vergonha de estar próximo às outras pessoas. Às vezes até por não saber como iniciar uma conversa. Nossa, Andreia, cansei. É verdade. É um caminho assim que a gente traçou, né, e que a gente chega na na fase de adolescente nos dias de hoje e a gente traz a ruborização como uma forma de vergonha, da própria vergonha, mas que veio a partir da pandemia. Eu gostaria que você explorasse um pouquinho pra gente esse assunto e você, Sara, pode complementar, tá? Por favor, como você disse lá no início, que a ruborização ela é instintiva, né? é é um fenômeno instintivo do nosso corpo e e é um assunto que já é tentado estudar já alguns anos atrás. Uhum. a sociedade eh Britânica de Psicologia eh tem um artigo que eles eh publicaram em 1952, se eu não me engano. E esse artigo era um eles citam um livro de Darwin de 1872 que Darwin deixou um capítulo inteiro para falar sobre a ruborização. Então, é um assunto aí bem antigo e Darwin fala, né, no livro que que é um assunto, é um fenômeno eh humano. Então, é uma o ser humano que vai passar por esta por esta situação. E por ser aí um fenômeno instintivo e nós não às vezes não conseguimos eh controlar realmente, nós temos que fazer eh um trabalho cognitivo. Por quê? por ser é autônomo. Então, por exemplo, aqui também meu coração tá acelerado desde o início, mas esse eh essa palpitação aí eh ataquicardia que nós chamamos a mão trêmula, a gente tem que aprender a controlar. E este controle é uma outra área do cérebro que nós eh tem a conexão com a ruborização, eh, são as eh as funções executivas, que ela fica aqui na frente do nosso cótex pré-frontal, não são não é ela que que causa a ruborização a a programar as nossas ações. Então, dá uma sincronização no nosso comportamento automático. Então, por exemplo, para chegarmos aqui, eu e a Sara, nós não sabíamos o caminho. Então, apesar de ter o controle inibitório, a flexibilidade, nós tivemos que perguntar para várias pessoas até encontrarmos o local aqui. Eh, são situações, por exemplo, de que a gente sabe onde está nosso eh celular, eh onde tá a chave do carro. Então, são ações automáticas. E na pandemia, o que que os jovens fizeram? Eles automatizaram alguns comportamentos. tudo era virtual, então eles tinham uma ferramenta muito fácil nas mãos, que era o celular ou o computador. Então, as respostas e e as interações eram rápidas e e automáticas. Uhum. E aí quando precisaram se encontrar novamente, ter essa relação e pessoal, não dá para ser automático. Então você não sabe o que a Sara está pensando ou que você está pensando. Então as minhas respostas vão depender dessa interação. Então, essas respostas necessitam de que as funções executivas estejam aí trabalhando a meu favor, as minhas emoções estejam aí conectada com esta função para que eu eu libere, né, eu faça um comportamento para que eu consiga eh rir com as suas piadas, para que eu consiga ter assuntos, para que nossa roda de conversa se estenda. Então, é esse tipo de comportamento que foi afetado. Então, os jovens eles não desenvolveram, entre aspas, deixaram eh que essas funções ficassem ali eh paralisadas durante a pandemia e quando foi a necessidade, eles eh precisam fazer a estimulação desse tipo de comportamento. Sim, que aí seria o nosso treino de habilidades sociais, né? a gente percebe que tem tido muita demanda na clínica em relação aos jovens, à procura, né, do treino de habilidades sociais, porque eh eles se preocupam muito, e é uma distorção cognitiva, se preocupar muito com o que o outro pensa a meu respeito, mas o pensamento mais racional é como eu me vejo, como aquelas pessoas próximas que me conhecem, né, elas reforçam esses aspectos e muitas vezes são positivos e a gente dá enfoque aquilo que é negativo, né? Então, eh, é importante esse treino de habilidades hoje para pra nossa juventude, porque ainda estamos colhendo os impactos da, da pandemia. É verdade. E essa questão de ruborização é legal a gente falar sobre porque é um assunto que quase ninguém fala, né? A gente acha natural e tá tudo bem e a gente só não sabe como lidar com isso, né? E a gente acaba ficando com vergonha de sentir vergonha. E aí tem aquela questão aí do isolamento, eh, tem a questão que pode trazer aquela sensação de baixa estima e aí já parte pra questão da patologia, né? Porque você já começa a ficar dodói, já começa a não se sentir bem, já não quer mais passear, já não quer mais falar com os amigos. Então tem que tomar cuidado sim com essa situação aí da ruborização. É algo normal, né? Natural, acontece com todo mundo, né? Quem é que nunca ficou vermelho, não sentiu vergonha? Aí você tem que enfrentar, né? você tem que enfrentar vergonha e bora, né? Não dá nada não, fica vermelhinho aí até rir da situação, porque eu acho que quando a gente consegue contornar a situação, eh, eh, e se você está em uma roda de amigos, você sabe que a pessoa vai falar, vai falar assim: "Ah, ficou vermelha". Já ries. Já ries, já fala: "Ó, já tô com vergonha, já fiquei vermelho mesmo". Porque daí você quebra aquele e eh todo aquele clima, né, que a nossa cabeça faz. de repente não tá acontecendo nada aqui fora, mas aí a cabeça já sabe que você, o cérebro já sabe que você tá eh tá tá em ebulição e que tá subindo e que vai ficar vermelho e que alguém vai falar. Então já fala você antes, que que vocês acham? Isso é são estratégias, né? como a gente falou, tem a reestruturação cognitiva e uma outra estratégia que a terapia cognitivo comportamental usa é a exposição gradual à situação temida, porque quanto mais eu fujo daquilo que me dá medo, maior é o meu medo. Então eu preciso enfrentar, né? E para enfrentar na terapia, a gente consegue desenvolver ferramentas e uma delas, né, a forma como enxergar a situação, trazer eh pode ser usada, né? Mas essa exposição gradual, ela vai diminuindo o nosso medo, porque o isolamento eh é algo, é um sofrimento, né, pro indivíduo. Isso impacta diretamente. É isso mesmo. É isso, gente. Tem que fazer de conta e bora para cima, né? Não tem esse negócio não. Eu fico vermelho, você também fica. Tá rindo de mim. Por qu? Quer ver você ficar também, né? Aí joga uma piadinha e segue a vida. Porque é normal ficar vermelho, é normal ruborizar. mais precisa estar atento aos sinais, né, que indicam aí uma situação patológica. Aí você precisa sim procurar a ajudas dos nossos ajuda dos nossos profissionais aí, eh, inclusive esses que a gente traz aqui no programa, porque a gente traz essas pessoas que têm informação, que são profissionais, que são formados, que sabem, né, eh trabalhar o assunto que a gente debate aqui no no nossos programas. E a ruborização não é diferente, é normal, mas se passar do normal, tem um profissional que pode te ajudar. Tá bom? 8:48. Produção, tá me avisando que tem algumas perguntas, então a gente começa a atender você que tá aí do outro lado. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. O programa tá ao vivo no YouTube também, tá ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. E é o seguinte, você pode repassar esse programa, eh, compartilhar do YouTube para uma amiga, para um amigo que de repente, eh, sofre com a questão da ruborização, né, que sente uma vergonha frequente aí, não consegue lidar com isso, tá bom? Para que ele possa entender que é natural e tem aí algumas dicas para você lidar com essa situação, combinado? Vamos lá, então, gente. Ah, respondendo os nossos telespectadores. Eduardo do Jardim Chapadão. Minha mãe e meus dois irmãos coram fácil em situações de vergonha. Isso é coincidência ou o rubor pode mesmo ser herdado geneticamente entre as gerações? Sério que tem isso, Eduardo? Obrigada por essa pontuação, hein? Ah, então o que que a neuropsicologia fala sobre isso, Andreia? Sim. Ah, sim, sim. Olha, é porque os genes eles trazem eh essa herança genética, né? E alguns aspectos estão relacionados sim essa formação cerebral dessas funções cognitivas que podem sim eh trazer essa ruborização como uma causa genética. Eh, além da causa genética, nós temos também os fatores ambientais que podem potencializar essa essa causa genética. Olha só que interessante, viu? Muito bom mesmo. Gostei da pergunta. Eu não tinha noção que a a gente podia trazer da genética essa questão de ruborização, até porque como tem emoções como medo e ansiedade também envolvido, né, em famílias onde o transtorno de ansiedade é evidente, a tendência é que geneticamente ele seja passado também, né? E e eles acabem experienciando a as situações semelhantes, que seria a ruborização nos po vida. Olha só. E quando a Andreia traz a questão do clima e tal, né, da da do local que a gente tá, nossa, no verão o negócio fica mais exacerbado, né? Imagina se você no num clima a meno, tá? Vamos colocar aí uma temp. Hoje, por exemplo, você você passar por uma situação de vergonha, você já vai sentir esquentar tudo aqui dentro, subir um calorzinho na bochecha, fica tudo rosado, já começa a abrir os pó, você começa a suar 19º, você tá lá. Ah, imagina no verão isso. E o que ela traz também é a questão do comportamento aprendido naquele ambiente, né, André? Então, a forma de lidar com as situações, o que ele, os irmãos aprenderam ali, né? A família aprendeu a lidar, foi de tal forma. Então isso vai se reproduzindo. Poxa vida, né? É timidez, gente. Você é tímido, tem vergonha, né? Tá tá tá ruborizado. Imagina se eu tivesse apresentando para você o que sinto por dentro neste momento, né? Porque cada programa é um programa diferente. A gente precisa estudar um pouquinho sobre o assunto. Ainda bem que a gente tem especialistas aqui que nos ajudam a manter aí essa uma hora de informação para você. Mas eu vou te falar, parece fácil, né? Aham. Mas tem um turbilhão aqui. Ainda bem que eu já consigo controlar a minha ruborização. Vamos lá. 8:52. Tem mais perguntas pra gente, produção? Vamos embora. Manda aí, vai. A Mônica do Guanabara. Oi, Mônica, tudo bem? Ah, tomar banho frio antes de eventos foi a dica de um amigo para evitar corar. Uau! O choque térmico realmente reduz a dilatação dos vasos ou só distrai a mente ansiosa? Então, né? Porque o negócio acontece não na sei lá, é não no cérebro que você vai gelar o cérebro, será gelar a cabeça. Ô, Mônica, bom dia, querida. Vamos lá, então. Sara, responde a Mônica. Mônica, bom dia. O que acontece é que há um aquecimento do nosso corpo, né? E quando a gente bebe uma água gelada ali naquele momento e se tem a oportunidade de tomar um banho frio também, isso vai abaixar a nossa temperatura, então vai contribuir sim para essa autorregulação. Ajuda. Olha aí que beleza. Muito bem. Olha aí, tá vendo? Carrega uma bolsinha térmica, né? Com a pedrinha de gelo. Quando puder, manda ver no gelinho aí. Que legal. Então, tomar um banho gelado antes de uma entrevista de emprego, antes de um evento, algo que você sabe que vai te expor a um strress, né, que você pensa que você tá tá sendo exposto ao stress, porque às vezes nem é tanto assim, mas são as nossas emoções, né? Vai fazer o quê? Carrega um gelinho aí, quem sabe, né? Ou então um lencinho umedecido, né? Passa assim no rosto, uma aguinha gelada. São estratégias pra gente vencer a ruborização, né? que é algo normal. Vamos lá, 8:53. Se tiver mais pergunta pode mandar pra gente. O Diego do Flamboian. Dizem que ficar vermelho na hora do encontro cria empatia imediata, mas eu sinto constrangimento. Ver o rubor como sinal de carisma ajuda a controlar aquela tremedeira interna, ficar vermelho na hora do encontro. Diego. Ai, ai, ai. É empatia imediata. Aí você fala assim: "Ah, ah, tô com vergonha". É mais ou menos isso. Que que que que você traz pra gente? Eh, sobre a a pergunta, né, eh, do Diego, ô Andreia. Sim. Eh, a ruborização em muitos casos, eh, transmite eh projeta para o outro aquela sensação de que uau, eu errei e aí o outro, ai que bom, não sou só eu. Então, eh, essa empatia de que quando o outro eh vê você ruborizada, eh, causa até aquela sensação de que, como a Sara eh mencionou eh antes, olha, eh, ela é igual a mim, eu sou assim também. Então essa empatia, porque a empatia é você se colocar no lugar do outro sem ser o outro. é diferente de ser simpático. Então essa empatia faz com que você vê aquela pessoa e se compadece dela também às vezes. Claro que no primeiro encontra essa sensação é de que de constrangimento, de vergonha, ela é natural, normal e o outro percebendo isso e você, como você disse, a gente vai se acalmando. Opa, já fiquei vermelha, então não tem jeito. Esse rubor ele vai ter que passar. Então, tem alguns casos que são alguns segundos, tem alguns casos que demoram um pouco mais. Então, à medida que você for eh vivenciando aquela situação, ela não é mais tão constrangedora, ela vai se tornando automática. Você vai passando por aquilo e vai acostumando com ela. E aí o rubor ele eh tende a diminuir e não vai impedir que ele tenha um bom encontro. Pelo contrário, a pessoa vai gostar da sinceridade ali, né, da humildade e da transparência dele diante desse rubor. Olha aí, tá vendo só? Então, a dica aí para o seu encontro final de semana, quer dizer, final de semana, hoje é segunda-feira, né? Mas é que hoje a a semana, nossa gente, é curta, né? Então aí o que acontece? Você vai passear, vai ter um primeiro encontro aí se ficar vermelhinho, ruborizado, vermelhinha ruborizada, né, não tem problema, né, que o seu parceiro possa eh te acolher nesse momento de ruborização, tá certo? E não esqueça que são as suas emoções, né? E sentir é bom, né? A gente precisa eh entender e nos permitir sentir as nossas emoções, né, Sara? Sim. É importante ter esse olhar para si, né? E tá tudo bem, né? Muitas vezes a gente tem a cobrança de querer ser perfeito, de não poder falhar, do que o outro vai pensar. Ele precisa me amar. E não é assim, né? Isso são distorões cognitivas. Nem todo mundo vai me amar e tá tudo bem, né? Porque eu tenho pessoas que me amam. Nem todo mundo, nem sempre eu vou acertar, porque eu sou um ser humano, eu sou um ser de falhas e tá tudo bem também, né? Eu vou aprender com aquele erro e vou focar na solução. Então é esse o caminho. Nossa, que legal, né? Eu gosto da desses nossos bate-papos aí de todas as manhãs, né? Segunda a sexta a gente traz eh temas de comportamento que que realmente a nossa produção tá de parabéns, viu? Porque são coisas assim do nosso dia a dia, né? e que às vezes a gente não fala sobre o assunto e como importante é a gente entender a naturalidade do que a gente tá sentindo, entender que é sim natural você expressar os seus sentimentos, porque nós somos seres humanos e entender o momento que a gente precisa buscar uma ajuda, né? Porque tem que tomar cuidado para que aquilo não vire uma patologia. Agora, eh, essa questão da ruborização e de ser natural e de estar tudo bem e de a gente expressar os nossos sentimentos, eh, quando a gente entende isso, eu acredito que a gente vive com mais com mais tranquilidade, com mais com mais paz, né? O que que você, qual que é a sua avaliação, Andreia? Eh, é uma regulação que a gente chama emocional. Uhum. Porque quando nós estamos nos extremos, eh, nós estamos ou muito eufóricos, muito alegres ou muito triste, eh isso causa desregulação emocional e isso o cérebro entende eh como uma ameaça. Então, quando nós conseguimos trazer essas emoções para um patamar equilibrado, que é essa essa paz interior, no sentido de compreender como você funciona, ela faz com que você consegue lidar com todas as emoções, independentemente das situações. Uhum. Porque vão acontecer situações imprevistas e que você vai ter que aprender a lidar com essa situação. Isso chama amadurecimento cognitivo. O amadurecimento, né, a maturidade, a maturação cognitiva faz com que essa regulação ela aconteça no automático também. ao percebermos esses pensamentos disfuncionais, ou seja, os nossos gatilhos, para que possamos fazer este equilíbrio emocional, para que isso não afete, né, e o nosso dia a dia. Então, em qualquer situação, no trabalho, em casa, com os amigos, independentemente do que vai acontecer, das emoções que você vai sentir, você tem que começar a a se perceber como você pensa, como você sente para você eh lidar com as reações que vão vir tanto no automático como aquela do controle. você tem que aprender a se controlar diante de algumas situações. Olha só, e emoções existem a todo momento, né? Aqui, por exemplo, tem muitas emoções dentro desse estúdio, né? Muitas emoções. Eu entrevistando duas profissionais sobre um assunto, aí eu vou entrevistar uma neuropsicóloga, daí uma psicóloga, mas eu sou jornalista, né? Então, olha só as emoções que estão por aqui. Elas participando de um programa ao vivo também cheias de emoções. E olha só que a gente tá conseguindo passar para você. Tá vendo só que legal? E a gente consegue controlar, né, o ambiente, a as emoções, a energia, tudo. E é muito legal quando a gente se depara com o produto final disso tudo. E assim é a nossa vida, né? A gente precisa manter sobre controle. Ai, difícil. Muito. Eu tenho. Hum, hum. Às vezes não. Às vezes sim. E tá tudo bem. Tá certo. 9 horas pontualmente, mais duas perguntas e a gente já se encaminha para as considerações finais, combinado? Um abraço para você que tá com a gente. Obrigada pelo carinho da audiência, por participar conosco. A Carla do Jardim Chapadão. Vamos lá. Quando fico vermelha numa reunião, sinto o olhar de todos e o coração acelera. Treinar respiração profunda realmente reduz o rubor naquele instante. É horrível quando a gente sente que tá vermelho e as pessoas estão olhando. Só que tem um detalhe, às vezes as pessoas nem tão olhando e a gente está vendo o olhar direcionado pra gente. O que que acontece, Sara? Então, é aí que é importante a terapia, né? A terapia, ela vai trazer a reestruturação cognitiva, vai trabalhar com essa exposição gradual que a gente comentou em situações temidas, vai trazer as técnicas de relaxamento e sim, né, como ela perguntou, a Carla, você pode usar porque é uma ferramenta que pode te ajudar. Eh, então são várias técnicas que são aprendidas para lidar com situações desafiadoras. E aí eu só queria voltar um pouquinho sobre a leveza, porque muitas vezes a gente tem pessoas que t a patologia mesmo, né? aspectos naturais que podem levar uma patologia, mas que gera essa fobia social, a eritrofobia, que são causas de uma ruburização e da forma como a pessoa se enxerga nesse processo. Então, é importante buscar um tratamento, tá bom? Só queria enfatizar isso porque existe o tratamento com a terapia e até onde a terapia, né, se a gente percebe que só a terapia não está sendo suficiente, é importante buscar um médico que aí vai ter orientação para medicação e até mesmo para casos raros, cirurgia, né? Cirurgia também é importante esse cuidado. É importante. A gente fala da naturalidade, mas né, se acendeu o alerta, procura especialistas, porque precisa sim de cuidados especiais, né? E vamos lá, a gente continua falando de ruborização 92. Tem mais perguntas pra gente, produção? Se tiver, pode colocar aí na tela, por favor. O Felipe do Jardim Garcia, ouvir piada constrangedora num grupo deixa até meu pescoço vermelho. É comum o rubor se espalhar por áreas maiores quando o constrangimento é coletivo. Ai Felipe, isso é muito ruim, né? Constrangimento coletivo já parte para uma outra situação. Será que são são amigos mesmo, né? Será que esse grupo aí é é legal para você? Porque ai não é legal ficar constrangido, né, Andreia? Porque além da parte fisiológica também tem a parte das crenças, né? Ah, sim. Né? Porque ali ele sentiu a ruborização e também eh desceu para o pescoço. Também é uma reação eh fisiológica, porque é uma dilatação aqui da da face, né, dos vasos sanguíneos perto da derme e no pescoço também é uma outra reação. Pode ser aquela pigmentação, aqueles pontinhos vermelhos ou aquelas manchas vermelhas no pescoço. Existe também esse tipo de reação eh natural e geralmente acontece porque foi acionado aí é o sistema parassimpático, o sistema simpático, que é aquela sensação de fuga ou luta, ou o cérebro ali entendeu uma meiaça, então pode estar envolvido ali, sim alguns aspectos, tanto intrínseco dele da parte de crenças, quanto essa parte aí realmente de eh de constrangimento, de vergonha, de timidez, eh de algo ali que ele se sentiu ameaçado. É importante e é também avaliar, né, as pessoas que estão ao seu redor, né, porque se isso é algo natural, natural assim até um certo limite, né? Mas se isso é algo natural, poxa vida, né? Aí se sentir constrangido próximo em um grupo de colegas, aí não é legal. Então você também tem que ficar atento aí com a empatia com o seu coleguinha. Se você vê que a pessoa eh eh fica vermelha, né, fica ruborizada, poxa vida, você também pode passar por isso, porque estamos falando de algo natural aqui, né? Então é importante a gente ter empatia nesses momentos, né, Sara? Sim, é importante. E no eh você trouxe um ponto, né, que são as amizades que muitas vezes são tóxicas. Então, entender também até onde permanecer nessas amizades, né? Qual que é o seu limite, conseguir se impor ali diante da situação também pode ajudar? É, hoje em dia as pessoas precisam estar atentas aos comportamentos, né? Eh, o comportamento diz muito sobre você e também sobre a pessoa que está do seu lado. Então, é importante a gente buscar grupos que nós possamos nos sentir bem da forma que a gente é, né? a gente precisa se aceitar e as pessoas ao nosso redor também. Mas isso não diz que a gente não pode melhorar. Então, é por isso que a gente fala de comportamento, a gente fala fala de de melhorar 1% a cada dia. Eh, esse programa, assim, eu eu entendo que a gente lança uma sementinha a cada manhã, né? Então, se isso puder tocar em você, eh, a gente já fica muito feliz porque a gente, eh, completou, né, uma missão, porque você de casa ajuda a completar a nossa missão, que é de informar, de levar eh eh conhecimento, compartilhar conhecimento dos nossos profissionais que vem, né, bem cedinho, é cedo demais, né, para vocês, eu sei, eh, na segunda-feira principalmente. Então, assim, a gente agradece muito a participação de vocês duas. é uma psicóloga, uma neuropsicóloga falando de um assunto tão importante do nosso dia a dia e que às vezes passa despercebido, é natural, mas a gente precisa sim estar atento quando sai da naturalidade, vai para pra patologia e tem profissionais que podem eh nos ajudar a encontrar o melhor caminho, né, para que a gente possa sair dessa forma de constrangimento, se é que isso seja constrangimento para você. E se for é porque já passou do limite, passou do normal, então precisa se cuidar. Eu quero agradecer a participação das nossas convidadas, quero pedir para que vocês deixem então uma dica paraos nossos telespectadores. A gente já está eh indo para as considerações finais. Eu acho que o nosso bate-papo foi bem gostoso, né? Ninguém ficou ruborizada aqui, mas por dentro tá um turbilhão de emoções. E que bom que a gente sente emoções. Estamos vivos, né? Então, eh, Sara, muito obrigada pela sua participação. Adorei nosso participar. Obrigada, Rúbia. Obrigado você de casa que está nos assistindo, que está nos ouvindo por esse tempo onde nós podemos compartilhar aqueles que, né, enviaram suas perguntas também trouxeram eh uma boa interação e confiaram em nós, né, para que pudéssemos responder. Então, se eu pudesse dar uma dica que hoje é encar isso da forma mais natural possível, o processo da ruborização, né, se percebendo que tá difícil, tá intenso, porque o que vai diferenciar de uma ruborização natural, de uma patológica, é a intensidade e a frequência com que ocorre. E hoje vocês aprenderam aqui os meios, os caminhos para buscar ajuda, se for necessário. Então busquem, não tenham medo. É isso, é isso mesmo. Nossa, a gente que agradece. Bate-papo gostoso. Agradeço muito a sua participação, Andreia, e por compartilhar informações tão preciosas com a gente nessa manhã de segunda-feira. Obrigada. Eu que agradeço. É um prazer. Foi um prazer eh este bate-papo. É, como falamos no começo, né, tem alguns assuntos que nos tiram da zona de conforto, porque apesar de ser um assunto eh que a neuropsicologia estuda, né, a ruborização, o rubor, eh são sinais eh naturais do corpo, dependendo das situações, mas também eh faz com que o cérebro eh faz eh essa intensidade de algumas emoções eh faz com que alguma alguns comportamentos nossos eh a gente fique de olho. Então, estes comportamentos aí que podem interferir no nosso dia a dia, na nossa regulação emocional, é onde a gente tem que parar um pouquinho e fazer essa observação. Então, esse bate-papo nosso aqui foi muito bom eh compartilhar esse tipo de informação e também com os ouvintes, né? E e foi muito bom. Obrigada. Ah, eu adorei. Cada dia é um aprendizado. Isso aqui é uma maravilha. Eu espero que você de casa também tenha gostado, também tenha curtido. Lembrando que fica eh o nosso programa fica no YouTube, tá? O YouTube da TV Câmara Campinas. E aí você pode compartilhar com um monte de colegas, amigos aí que passam por essa situação de ruborização. Duvido que você já não passou. Eu já e todo mundo e tá tudo bem. A cor do rosto pode passar, mas a forma como a gente enxerga precisa ser permanente, com mais empatia, com menos julgamento, né? e entendendo que somos seres humanos e temos sentimentos e os sentimentos precisam ser sentidos. Gente, amanhã nosso estúdio Câmara vai falar sobre um tema que nos trava, nos limita e muitas vezes nos sabota. Por que temos tanto medo de fracassar? Mais um sentimento aí, hein? O motivo pode estar na infância. Não perca. Então, amanhã, a partir das 8 da manhã a gente volta com mais uma edição do nosso estúdio Câmara, agradecendo você pela audiência, pela companhia, desejando a você uma semana linda e maravilhosa. E não esqueça, viu, nós temos programação da TV Câmara Campinas, ao meio-dia nós temos o Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e da nossa metrópole. Hoje é segunda-feira, dia de reunião ordinária, a partir das 6 da manhã, no plenário José Maria Matozinho. Você está convidado a participar presencialmente ou então pelo YouTube da TV Câmara Campinas, onde você pode também dar a sua opinião, conversar, tem um bate-papo lá, pessoal da produção está atento para responder você, combinado? Então, tá certo. Segunda-feira, semana curta, vamos embora. Lembrando, é a última semana do outono e hoje tá um cel de brigadeiro. Aproveite, tem uma linda segunda-feira as nossas entrevistadas. Mais uma vez, gratidão. Adorei. E eu nem fiquei ruborizada hoje. Valeu, gente. Valeu, produção. Valeu, time. Beijo grande. Ótima semana. Até amanhã. [Música] [Música] [Música] [Música]