Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, quarta-feira, estamos no meio da semana, dia 28 de maio, e nós trouxemos um tema que pode dividir opiniões, mas com certeza faz parte da vida de todos. nós, né, prós e contras de ter uma rotina. Você aí de casa já parou para pensar como a sua rotina afeta a sua produtividade, a sua saúde mental? Seu humor também é afetado, né? Terá definidos, ajuda ou sufoca? Olha, hoje nós vamos ter uma ajuda para entender os efeitos da rotina sob dois pontos de vista da psicologia. A gente já está recebendo aqui no estúdio duas convidadas incríveis, a Júlia Portela, ela é psicóloga com abordagem psicanalítica, e a Laí Bozola, psicóloga especialista em terapia cognitivo comportamental. Essas duas profissionais vão conversar conosco hoje sobre essa questão da rotina, né? Porque que tem gente que se adapta e tem gente que não. E você, claro, é super bem-vindo a participar com a gente. Mande sua pergunta, seu comentário pelo nosso WhatsApp. A gente quer saber. Você é da turma do Amo Rotina ou então da turma Não consigo me prender a Nada? Conta pra gente, antes da gente mergulhar no nosso tema, a gente confere os destaques da nossa região aqui da nossa cidade de Campinas. O WhatsApp tá na tela para você, tá bom? Então vamos lá. Olha, hoje tem movimentação na Câmara de Campinas. A Câmara vota em definitiva a criação da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher. E essa votação será na 32ª reunião ordinária, que começa hoje às 18 horas no Legislativo Campineiro. O projeto de lei complementar é de autoria do executivo e propõe a criação da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres. A proposta que já foi votada em primeira discussão na última reunião no dia 21 está entre os destaques da pauta desta sessão de hoje, tá? Segundo a justificativa encaminhada pela prefeitura, o objetivo é garantir mais eficiência na implementação das políticas públicas direcionadas às mulheres. A nova pasta terá estrutura própria composta por departamentos, coordenadorias e setores temáticos voltados à formulação e execução de políticas para mulheres. Entre as competências da secretaria estão a promoção da equidade de gênero, o suporte técnico ao Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, o fomento ao empreendedorismo feminino e a articulação de ações para a eliminação de todas as formas de discriminação e violência. A proposta também prevê o remanejamento de unidades e cargos da atual Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social para a nova estrutura. para atender as demandas da secretaria. Está prevista também a criação de cargos como secretário municipal, secretário adjunto, diretores, coordenadores e assessores, conforme previsto na nas leis complementares, né? São duas, 64 de 2014 e 301 de 2021. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher será vinculado à nova secretaria com a intenção de fortalecer o controle social, a participação popular e a articulação institucional das políticas públicas voltadas ao público feminino. A reunião ordinária será aberta hoje às 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Você pode participar a entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mes 66, no bairro Ponte Preta. Se você não puder comparecer, assista pela TV Câmara Campinas. Estamos no canal digital 11.3. 3 no canal 4 da NET e 9 da Vivofibra e também tem transmissão simultânea eh no canal da TV Câmara Campinas no YouTube, tá? Então a sua presença é muito importante. Mais informações para você. A SEASA Campinas registra queda de até 18% no preço de alimentos como cenoura, beterraba e ovos. Olha que beleza, o novo boletim do sacolômetro das centrais de abastecimento Campinas aponta quedas significativas nos preços de alimentos essenciais do setor hortrut granjeiro. Entre os produtos com maior redução, como eu disse, estão a cenoura, beterraba, mamão havaiano, melão amarelo, laranja pera e ovos. Mas apesar da queda nos preços eh de diversos itens, o boletim também registrou altas expressivas em alguns produtos, hein? O tomate teve a o maior aumento da semana com valorização de 50%, sendo vendido a R$ 6 o kg. Os demais produtos do grupo mantiveram estabilidade, incluindo abobrinha brasileira, beringela, chuchu, giló, milho verde, pepino, caipira, pimenta, dedo de moça, quiabo e vagem, né? O sacolômetro, gente, é o boletim semanal da CESA Campinas que acompanha as variações de preços dos produtos Ortifru Grangeiros comercializados no Entreposto. A publicação tem como objetivo garantir transparência ao mercado, oferecendo dados atualizados para os produtores, atacadistas e varegistas tomarem decisões estratégicas na hora da compra e também da venda, combinado? E é bom pra gente também ficar sabendo, porque aí a gente vai ao mercado, já sabe, né, qual o produto que subiu e qual produto que teve uma baixa. Agora vamos com a previsão do tempo para hoje. Todo mundo esperando a tal da frente fria. Será que ela chega hoje? É, a previsão é que hoje à noite a gente já tem uma virada de tempo significativa, né? De acordo com Cepagre, as temperaturas hoje podem chegar a 30º, sim, durante o dia, tá? Mínima 18, máxima 30. Então, pelo jeito, hoje será o último dia dessa temperatura, né? Mas a previsão é que à noite, com a chegada da frente fria, teremos ventos e chuvas e começa com uma chuva bem fraquinha, mas pode ser que a chuva aumente, tá? E olha, gente, eh pode haver uma chuva generalizada também por toda a região metropolitana de Campinas. a gente fala para você eh tomar muito cuidado, porque a gente precisa se proteger, né? Proteger os nossos idosos, as nossas crianças, os nossos pets também, porque de acordo com a previsão do tempo, vem sim uma frente fria muito poderosa por aí e a gente precisa estar protegido do frio. Mínima 18, máxima 30 para hoje e amanhã teremos novidade na previsão do tempo. Vamos lá, agora vamos ter uma vida organizada. Você tem horários definidos, tarefas planejadas? Ah, tudo isso soa como um caminho ideal para a vida equilibrada, não é mesmo? Mas gente, na prática não é bem assim, não. Não é tão simples assim, não. Muita gente se sente sufocada com a repetição dos dias, enquanto outras pessoas encontram a previsibilidade como uma forma de reduzir a ansiedade, ter controle sobre a vida. Eu quero entender também, viu? Assim como você, nós vamos tentar entender porque a rotina pode ser ao mesmo tempo tão importante e tão desafiadora. E como a gente faz para criar uma rotina que funcione sem cair na mesmice. Vamos então começar ouvindo as nossas convidadas. Eu quero dar as boas-vindas à Júlia Portela. Ela é psicóloga com abordagem psicanalítica, né? Muito bom dia, Júlia. Obrigada pela sua participação. Um prazer imenso ter você com a gente aqui no estúdio Câmara hoje. Bom, eu que agradeço. Eh, foi um convite maravilhoso e eu acho que falar sobre um tema que é comum a todos nós, né, é muito importante, mas também compreender o que que não está funcional para nós, o que que não tá fazendo sentido ou o que está sobrecarregando, né? E eu acho que a clínica pode ajudar muito com tudo isso, né? A rotina ela ela muitas vezes pode atrapalhar e aí a gente precisa compreender o porquê disso. E hoje a gente vai tentar entender isso, né? A gente também está a Laísola. Ela é psicóloga especialista em terapia cognitivo comportamental e vai conversar com a gente hoje também para nos ajudar a entender essa tal rotina que a gente precisa ter e como é que a gente faz para manter ela organizada sem que a gente fique sufocado, não é mesmo? Muito bom dia para você, obrigada pela sua participação, Laí, bom dia, Rúbia, né? Agradeço o convite para falar desse tema que é muito importante, né? como a Júlia trouxe, tá presente no nosso dia a dia. Então, a gente precisa saber como lidar e, principalmente também encontrar uma rotina que seja eh pra gente, né? Não adianta a gente se comparar com rotina de outras pessoas. Esse é um ponto também muito importante, porque ela só é funcional e assertiva se ela faz bem a mim, se ela dá certo para mim, né? Então, agradeço convite. É um tema muito importante, né, pra gente tá falando, eh, e principalmente entendendo como que funciona por trás, né, quais são algumas estratégias que a gente pode implementar ali no nosso dia a dia. Também é muito importante, né, estar falando sobre isso. Muito bem. E você aí de casa também está com a gente, participe através do nosso WhatsApp, vai mandando aí a sua mensagem, porque as nossas especialistas, né, elas vão conversar com você, as nossas psicólogas. Você tem uma oportunidade de conversar com profissionais sobre a sua rotina, o que está certo, o que está errado, como é que a gente faz para nos adaptar. Telefone tá na tela. Qcode tá para você também. Aponte a câmera do seu celular, fale direto com a nossa produção. 199729377. Bora começar. Vamos lá, Júlia, o que está por trás da nossa dificuldade de manter a rotina. Conta pra gente aí, nos ensina. Bom, eh, quando a gente fala de rotina, eu acho muito importante nós pensarmos que a rotina ela traz uma segurança para nós, né? Então, assim, eh, quando eu tenho o meu planejamento pessoal, quando eu tenho tudo organizado, esquematizado, nós nos sentimos seguros, né? Nós nos sentimos, eh, de certa forma um poder da nossa vida, né? Uhum. Mas a partir do momento em que a rotina ela começa a ficar sobrecarregada, a partir do momento em que às vezes eu acrescento atividades que não fazem muito sentido comigo ou com o meu estilo de vida, eu acho que é quando ela começa a não ficar funcional para nós, entende? Então eu acho muito importante a gente se conhecer e conhecer os nossos gostos também, porque não é o que faz sentido para mim, que às vezes faz sentido para você, que faz sentido para Laíum e aí acaba sobrecarregando a nossa rotina. Olha aí um ponto bem legal que você tocou, porque a gente faz, de repente a gente programa e faz uma rotina, mas que não combina comigo e é por isso que a gente não consegue manter essa rotina importante. Ô Laí, do ponto de vista da terapia cognitivo comportamental, por que que é tão difícil criar e manter bons hábitos diários? Vamos lá. Essa é uma pergunta muito legal, né? porque tá ligado ali também com os estudos da neurociência, né? Então, a partir do momento em que a gente tá fazendo eh um novo hábito, um novo comportamento, a gente gasta mais energia para isso, né? Então a gente cria ali conexões neurais, né? Para isso estar funcionando. E aí com o passar do tempo, com a repetição, isso vai se tornando mais automático. Então, né? Ou seja, basicamente não adianta fazer uma vez, é um esforço contínuo, né, e diário para tá se consolidando como um hábito, né? É difícil porque muitas vezes a gente se frustra no meio do caminho e aí a gente para, né? A gente não entende que precisa continuar, que a gente precisa ter flexibilidade, não serão todos os dias iguais, né? Acho que esse é um ponto também muito importante, porque às vezes a gente se frustra de não est conseguindo realizar ali algumas tarefas, mas são dias e dias. Tem dias que a gente tá com mais disposição, tem dias que não. Então também é muito importante olhar por esse lado, né? E um passinho de cada vez a gente vai construindo ali os novos hábitos, né? Então a TCC ela olha dessa maneira, né? A construção de hábitos. Muito bem. Quando você fala da frustração, né? Aí vem aquela questão, será que a rotina ela é sinônimo de saúde mental? Existe uma associação entre rotina e saúde emocional? Eh, como que fica essa situação da saúde emocional da gente quando a gente se frustra com a rotina? Júlia? Bom, eu acho que é importante nós entendermos primeiramente de onde vem essa frustração, entende? Porque muitas vezes, eh, como eu disse, nós colocamos sobre nós expectativas. Eh, então, por exemplo, para eu ter uma rotina perfeita, para que eu tenha um desempenho, eu preciso acordar 5 horas da manhã, eu preciso fazer tal coisa. E aí, às vezes não vai não condiz com que realmente faz parte do meu ser. Uhum. Entende? E aí é natural que a frustração venha. Por quê? porque não condiz comigo, não está de acordo com o que eu quero, com o que o meu consciente quer, o meu inconsciente quer. Então, a gente se frustra, sim. Mas é muito importante também nós entendermos que a frustração ela faz parte da vida, né? Eh, eu acho que na nossa sociedade nós temos uma visão de que se frustrar é sinônimo de derrota ou alguma coisa assim, mas não. A frustração, ela pode ser um sinônimo de aprendizado também. Uhum. Então eu me frustrei, tudo bem, o que isso tá querendo me comunicar, o que eu estou tentando? O que eu posso aprender com isso? E aí adaptar minha rotina de talvez de uma forma mais leve ou que faça mais sentido para mim, que esteja mais de acordo com as minhas com as min com os meus desejos e com as minhas vontades também, porque não faz sentido a gente ter uma rotina que não cabe a gente, entende? É, muitas vezes a sociedade nos impõe algo, né? As redes sociais hoje também vem com essa imposição muito pesada referente ao que você precisa ser, a forma que você precisa se comportar. E aí às vezes, você vai pela ótica de outra pessoa e não pela sua ótica, pela sua possibilidade. Claro que a gente precisa assim estar atento e e ter uma rotina saudável. Todo mundo fala, a gente precisa trabalhar, a gente precisa estudar, a gente precisa ler, a gente precisa caminhar, a gente precisa fazer exercício, exercício físico, aliás, e a gente precisa cuidar da saúde mental. Mas será que eu consigo fazer tudo isso? Vamos lá, então. Vou fazer uma rotina mega master, mas eu consigo fazer isso hoje, amanhã, depois e depois eu não consigo mais, porque isso não faz parte da minha realidade. E aí vem a frustração e aí vem a armadilha da procrastinação. Isso tem me pegado bastante. Eu acho que procrastinação é algo que está presente na vida da maioria das pessoas, né? E aí a gente tenta seguir uma rotina, acaba procrastinando. E eu queria saber eh eh daí se isso tem a ver com conflitos inconscientes, né, ou conflitos internos, porque a gente sabe da questão do inconsciente, do subconsciente e do consciente. E aí essa procrastinação referente à rotina, ela não tem a ver com o nosso consciente, né? é coisa mais interna, mais subconsciente, porque o consciente quer fazer, mas por que que a gente não faz lá isso? Uhum. Sobre inconsciente, eu vou deixar pra Júlia explicar um pouquinho depois, que ela tá mais ligada aí nessa linha, né? Mas na TCC a gente fala que a procrastinação ela tem alguns pensamentos disfuncionais por trás, né? Então nós temos ali eh algumas distorções cognitivas, né? que a gente eh está à frente da procrastinação, como por exemplo o perfeccionismo, né? Então aparece ali em pensamentos como se não for para eu fazer perfeito, eu nem começo, né? Eh, pensamentos catastróficos, né? Então, se eu fizer e der errado, vai ser um desastre, né? E até mesmo pensamentos ali de desvalorização dessas atividades, né? Então, se eu não consigo fazer, ah, nem era tão importante para mim mesma, né? Então, o que que a TCC ela trabalha? Justamente esses pensamentos disfuncionais, né? Nós usamos ali uma reestruturação cognitiva para entender o que está por trás desses pensamentos, né? O que te fez pensar daquela forma, quais são as suas crenças que colocaram, né, esses pensamentos ali, eh, né, que em você. E aí a partir disso, né, desconstruindo esses pensamentos que nos fazem procrastinar, a gente consegue entender um pouquinho melhor, né, como funciona ali, eh, a sua percepção de mundo, o que faz sentido para você ou não, né? Então, por isso que é tão importante a terapia, né, pra gente ter esse autoconhecimento, entender o que está por trás desses pensamentos, entender o que eu posso fazer a partir daí, né? Então, eu ressignifico e a partir daí que que eu faço? Quais serão os próximos passos pra gente tá olhando, né? Então a TCC ela olha ali a procrastinação a partir desses vieses, né? Muito bem, né? A questão daquela crença, né? Algo que explicar, é legal a gente explicar paraas pessoas de casa o que que é uma crença, uma crença que limita, né? É algo que você eh acreditou, né? E colocou na sua cabecinha e você segue acreditando. É isso, mais ou menos, né? Exatamente, né? Eh, a crença ela é justamente isso que você falou. Por algum motivo a gente aprendeu na nossa vida, né? Algum motivo nos impôs aquilo, né? Sociedade, aprendizados aí que a gente teve durante a vida e a gente leva aquilo como uma verdade absoluta, né? E não é uma verdade absoluta, né? A gente precisa olhar que existem outras possibilidades, né? Existem outros jeitos de olhar as situações, né? Pra gente ir realmente desmistificando essas crenças, né? que a gente tem ali conosco. Muito bem. É quando você ouve, né, eh, crença limitante, a crença que limita aquele aquela verdade que você acreditou ser e que ela te limita hoje. Importante o autoconhecimento para você entender, né, o que é realmente verdade e o que não é. Agora, a relação dos conflitos inconscientes, eu quero que você explique pra gente, eh, ô Júlia, porque eh inconsciente, subconsciente e consciente, a procrastinação, ela vem de qual consciência? Da e qual da nossa consciência de agora, do inconsciente ou do subconsciente, que é aquele que acho que faz, mas que toma uma a maior parte, né? 95%, se eu não me engano. Eu descobri isso, fiquei chocada, porque a gente vive do subconsciente, gente. O subconsciente ele não define o que que é certo, que que é errado. E aí quando você toma uma atitude, você puxa vida, né? Deixei. Não é consciente, é subconsciente. Então explica pra gente aí que eu já tô ficando confusa. A procrastinação vem de onde? Bom, eu acho que principalmente é importante nós considerarmos qual é o tipo de procrastinação que nós estamos tendo. Uhum. Então, sim, a gente tem a procrastinação consciente, eh, que vem muito daquela, ah, posso fazer isso agora, mas vou deixar para depois, não tem problema. São escolhas. Uhum. Pode vir também de um descanso. Então, bom, vou escolher descansar um pouco agora para depois fazer aquela atividade. Como a Laí disse, às vezes a gente quer fazer tudo muito perfeito e acha que para isso a gente tem que descansar antes. Alguma coisa assim. Mas oud, a procrastinação, ela também pode sim ter raízes no nosso inconsciente. E quando ela está nesse nesse âmbito, nós não temos muito acesso. Então, aparece para nós como uma procrastinação, mas muitas vezes pode viver de outro lugar. Então, um medo de falhar. Então, poxa, eu vou fazer uma nova atividade. Hum. Mas é uma coisa que não é conhecida para mim. É uma coisa que eu não eu não tenho domínio. Ai, acho que não vou fazer agora, vou deixar para depois. Hã, ao talvez um medo de um julgamento. Então, poxa, se eu fizer isso e fizer errado, a pessoa vai falar que talvez eu não seja competente. Então, essas essas ideias elas são internas nossas, não estão muitas vezes conscientes, mas se apresentam de forma de procrastinação, entende? Então, eu acho muito importante nós entendermos o que a nossa procrastinação tá querendo dizer. Será que é uma necessidade de descanso apenas? Ou será que vem de uma raiz, talvez de uma infância, uma rotina muito rígida na infância? Então, a gente precisa escutar o que o nosso corpo tá dizendo, o que os nossos pensamentos estão dizendo. E eu acredito muito que a terapia ajuda nisso, porque como não é consciente para nós, na terapia nós vamos nos encontrando cada vez mais, encontrando os nossos desafios e assim nos entendermos, né? Muito bem. Eu luto, eu tenho uma luta diária contra a procrastinação. Eu acho que é importante a gente ter essa consciência, né? Porque só que daí eu não sei se a procrastinação vem do querer descansar. Eu chego em casa, falo: "Hoje eu vou fazer uma atividade física". Aí eu falo: "Não, amanhã eu vou. Hoje vou descansar mais pouquinho". E assim a gente vai seguindo. Mas assim, eu tenho a consciência, né, de que eu preciso, que é importante e às vezes eu faço, mas às vezes não faço. Daí a procrastinação vence. E aí às vezes a gente se pergunta: "Poxa vida, falhei hoje", né? Se permitir falharem nesses momentos, até quando é saudável a permissão de falhar? E quando isso eh se torna um hábito que vai prejudicar a nossa saúde física e mental? Laí, vamos lá. Eh, isso é muito importante porque, como eu disse ali no comecinho, a gente tem que trabalhar com a flexibilidade. Nem todos os dias serão iguais. Nem todos os dias eu vou ter a mesma disposição, né? Às vezes eu não tive uma noite de sono muito bem dormida. Isso vai impactar, né, durante ali o meu dia todo, às vezes até durante a semana, né, quando a gente vai arrastando, né, isso. Então, assim, eh, é importante trabalhar com a flexibilidade no sentido de entender que tá tudo bem, às vezes não vai dar certo mesmo. Às vezes eu vou ter que gastar um pouquinho mais de energia nisso e não vou conseguir fazer outras atividades, né? Mas claro, pensando sempre num sentido de o que eu estou conseguindo fazer, né? Eu tô dando conta de todas essas metas que eu coloquei para mim, né? Então, às vezes que nem atividade física, uma pessoa que não tem o hábito ali consolidado ainda de fazer atividade física e aí ela se programa, né, nas suas metas de ir todos os dias, por exemplo. Poxa, né, uma pessoa que não fazia nenhum dia, né, qual é a probabilidade dela conseguir fazer todos os dias de uma forma frequente, né, que isso seja consolidado e contínuo, né? Então, assim, começar aos poucos, né? Quantas vezes nessa semana eu vou me propor para fazer uma atividade física? Como que eu vou organizar isso dentro do meu dia a dia, né, dentro da minha semana? Então, começar com metas realistas, né, começar aos poucos, né, no então que nem até a Júlia trouxe, às vezes naquele dia eu só não consigo ir mesmo, né, e tá tudo bem, tá um pouquinho mais corrido, tem algumas outras demandas, mas como que eu vou me comprometer para ir no próximo dia, né, para conseguir estar realizando ali as atividades no próximo dia? Então eu acho que vem principalmente de você entender a flexibilidade, né, entender ali suas metas realistas, né, para que você dê conta, para que seja um hábito consolidado, né, e você vai aumentando ali gradativa gradativamente, né, conforme você for consolidando aquele hábito, né? Então, acredito que esteja ligado justamente nisso, assim. Muito bem, Laí. Agora, quando a rotina se torna algo sufocante e a gente quer inserir a rotina em uma vida em que a saúde mental não está muito boa, né? A pessoa tem um toque ou tem aí uma ansiedade ou tem uma depressão, precisa estar eh ajustando todas essas questões de saúde mental com o dia, com o trabalho, com o ser mãe, com o ser dona de casa, com o ser eh eh profissional. É muita coisa. Só de falar eu já cansei. Então, Júlia, explica pra gente quando a rotina eh ela se torna um algo muito pesado, quando vira uma prisão que a gente precisa alinhar a rotina com todas essas situações que eu acabei de falar, fica pesado só de imaginar como é que a gente faz. Eh, a rotina eu acredito que ela não possa ser uma prisão, como você bem disse. Eh, muitas vezes algumas pessoas funcionam como uma rotina um pouco mais corrida, uma rotina um pouco mais acelerada e isso vai de pessoa para pessoa. Mas a partir do momento em que isso afeta é o meu meu dia a dia, a partir do momento que eu percebo que eu não estou mais conseguindo lidar com essas demandas, ou eu me sinto ansiosa na maior parte do meu dia, ou eu sinto que as coisas não estão caminhando da maneira como eu gostaria. Quando eu não começo a me encontrar na minha rotina, eu acho que é aí que mora o problema, né? Porque a rotina realmente, né? Às vezes nós temos um imprevisto, às vezes nós temos uma uma doença, essas coisas fazem parte da nossa vida. Mas como que eu estou lidando com isso? Será que eu estou conseguindo eh levar de uma maneira leve, de uma maneira saudável? Senão, aí a gente precisa realinhar a nossa rotina, a gente precisa tentar organizar os nossos pensamentos, as nossas atividades, talvez uma terapia para conseguir encontrar o nosso ponto de equilíbrio, que eu acho que o ponto de equilíbrio é uma coisa muito importante, né? Nós estarmos equilibrados entre os nossos afazeres, a nossa rotina, mas também os prazeres que podem estar dentro da rotina, né? A rotina não é só apenas uma uma sucessão de tarefas, ela pode ser prazerosa e tem que ser prazerosa também, porque torna tudo muito mais saudável. Eu acho que nesse nesse sentido, e quando eu percebo que não está indo por esse caminho, quando eu percebo que eu fico muito mais exausta ao longo da minha da minha semana, que eu fico um pouco mais triste, começo a ficar ansiosa, começo a não querer eh continuar com a com o dia seguinte, é aí que a gente precisa tomar muito cuidado e compreender que tá tudo bem se a gente não der conta de tudo ao mesmo tempo. Como a Laí disse, tá tudo bem, frustrações acontecem, mas é bom a gente sempre ficar em alerta com o que você tá sentindo dentro de você. Maravilha. Muito bom, viu? São pontuações ótimas que a gente consegue trazer pro nosso dia e fazer uma autoanálise, né? Como é que tá sendo, como é que eu tô vivendo, né? Será que essa rotina tá combinando comigo? Será que não tá? Será que eu devo me culpar por conta de não conseguir dar conta, né? Até que ponto eh eu posso me culpar? Será que é culpa minha mesmo? Será que eu devo me permitir a descansar? E até que ponto é bom esse descanso para não virar procrastinação? Gente, o ser humano é muito complexo, a vida é complexa. E você administrar tudo isso em um dia e organizar a sua agenda, a sua rotina, equilibrar tudo, é uma tarefa desafiadora, né? Agora lá isso, o que que TCC fala sobre essa questão eh da rotina que vira uma prisão, na verdade, né? Que vira algo que acaba afetando muito a nossa saúde mental? Qual que é a visão eh da terapia cognitivo comportamental sobre isso? Sim. Eh, é muito importante pensar, né, que a rotina depende para quem, né, tem pessoas que, casos clínicos, principalmente, que elas precisam ter uma rotina mais rígida, né, mas tem pessoas que não, que precisam ter ali, eh, uma tranquilidade, né, dentro da sua rotina. E a gente só fala em rotina assertiva quando a gente também pontua a necessidade de pausas, descansos, né? Eh, momentos de lazer. Então, assim, a gente não precisa ser produtivo o tempo todo, né? A gente precisa ter esses momentos justamente paraa gente se recarregar, né? Justamente ali pra gente conseguir eh se desenvolver mais também, né? Então, é muito importante, principalmente ter esses momentos de pausa, né, dentro ali da nossa rotina, dentro da nossa agenda, para justamente isso não virar uma presão, né? Então assim, nossa, desde a hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir, eu tenho que ficar performando o tempo todo, né? Então assim, até que ponto isso é bom? Até que ponto isso faz sentido para você, né? Então acho que é muito importante a gente olhar por esse caminho, né? Quais são os momentos de pausa que eu tô colocando? Quais são os momentos de descansos, os momentos de lazer que eu também estou introduzindo ali diante das minhas atividades obrigatórias, né, para uma tranquilidade. Perfeito. É momentos de pausa, momentos de lazer, porque geralmente eh quer dizer, nós vivemos no mundo automático, corrido demais depois da internet, rede social, home, office, você, todo mundo, quase todo mundo trabalha em dois empregos, né? Você trabalha aqui, depois e eh fechou o horário comercial aqui, vai para outro e tal para dar conta da vida. Gente, a vida é desafiadora. Não tá fácil para ninguém, não. O que você vê na rede social, isso aí é o que as pessoas querem que você veja. A realidade não é essa. É importante a gente ter essa essa essa ideia, né? Eh, essa consciência, porque se a gente ficar vivendo de rede social e de olha que legal, olha a vida dela, olha ela conseguiu, olha, não, a realidade não é essa não. Levanta 5:30 da manhã e corre para cá e corre para lá. E aí no final do dia você tá cansado e você precisa continuar e às vezes você não consegue e aí você quebra a sua rotina. Tá tudo bem, né? Eu vou confessar um negócio para vocês. Tem sábado que eu fico em casa, não quero falar com ninguém, deito e durmo muito, descanso muito, porque depois eu sei que eu vou recuperar, né? que eu não consegui fazer no sábado, mas pelo menos o meu corpo tá em dia. E a gente precisa ouvir, aprender a ouvir eh o que o nosso corpo pede, porque o nosso corpo fala e às vezes você eh não tem aquela atenção total naquilo que você está fazendo, você começa a ter pontos aí de desequilíbrio e você não sabe o porquê, de repente a sua rotina tá sobrecarregada e você precisa sim descansar. Agora quero pontuar com vocês eh nossas psicólogas. A gente falou aqui sempre de eh eh abordamos a rotina adulta, né? Porque a gente tá falando de trabalho, de lazer, de exercício físico, enfim. Mas a qual que é a importância, eh, Júlia, da gente ter uma rotina com as crianças para que essa rotina iniciada eh na na fase infantil, ela possa vir repercutir na fase adulta? Sim. Bom, eh, eu acredito que na infância nós estamos ali descobrindo o mundo, nós estamos descobrindo os nossos gostos, os nossos, as nossas vontades. Eh, literalmente uma criança, ela tá descobrindo um mundo novo, né? E quando, eh, você implementa uma rotina para uma criança, você tá dizendo o que? Olha, tudo bem, você pode brincar, você pode eh sair com seus amigos, não tem problema nenhum, mas você traz também as necessidades, as obrigações e também um sentimento de segurança. Por quê? Bom, eh, você, filho, você vai dormir 10 horas, amanhã você vai acordar à seis. A criança ela vai entender que provavelmente de segunda a sexta ela vai ter essa rotina, ela já vai ter essa segurança. Ah, então tudo bem, tá tranquilo, eu tenho essa essa confiança. Exatamente. E também eu acredito que a criança ela começa a perceber as responsabilidades que ela vai ter ao longo da sua vida, né? Então assim, obviamente muito diferente de um adulto ou de um adolescente, mas sim, ela também tem responsabilidades, ela entende sobre limites, então são coisas que ela vai levar paraa vida. Eu acho também que é muito importante nós considerarmos as o que as crianças gostam de fazer também, porque o lazer, como a Laí muito bem pontuou, o lazer é extremamente essencial paraa nossa vida. o prazer, eh, a o divertimento, porque a gente não vive só de rotina, né? Nós estamos na rotina, mas nós não somos a nossa rotina, entende? Então, as crianças elas estão se descobrindo, poxa, eh, vamos fazer um esporte, tudo bem, mas a criança tá se divertindo nesse esporte, tá fazendo sentido para ela? Eh, será que ela tá se encontrando naquilo ou não? E tá tudo bem. se ela não se encontrar, é uma coisa que ela sabe que ela não vai gostar. Então vamos para próximo ponto. Que que ela pode gostar, entende? E para as crianças, eh, é muito importante quando elas se sentem valorizadas, entende? Porque assim, eh, você consegue ver muitas vezes uma [Música] uma habilidade da criança. Por exemplo, uma criança, ela tem uma habilidade muito boa em pintura. Será que não tem como encaixar na rotina dela? Talvez um curso de pintura, algo que ela vai se encontrar no futuro. Então, esses pontos são muito importantes e também para você aceitar a criança do jeito que ela é, entende? sem limitações ou sem repressões. Muito bem. E quando a gente fala da rotina inserida na eh desse momento, né, na vida da criança, a gente vai pra terapia cognitiva comportamental com a Laí e a gente volta lá nas crenças, né, Laí? a gente pode voltar lá nas crenças e entender que a rotina que você cria paraa sua criança hoje é algo que ela vai acreditar e que se você criar uma rotina prazerosa e fazer e e fizer ela entender e pontuar aí os momentos e tal, tipo eh acordar, fazer atividade, ela vai levar isso pra vida adulta e automaticamente o adulto vai ter mais facilidade de lidar com a rotina. Seria isso, la então, não necessariamente, por se na infância, que é um momento ali de descoberta, que você tá sendo inserido numa rotina, né, temos ali escolas, atividades extras curriculares, que faz parte da rotina. E aí você durante a infância teve um processo de rotina muito rígido, né? Então, horários muito certinhos para tudo, né? não tinha tanto essa liberdade que nem a Júlia trouxe da importância, né, de lazer, de entender ali, eh, as coisas que gosta de fazer, né, que que essa pessoa vai levar paraa vida adulta, uma autocobrança muito grande, né? Então, assim, para ela, eh, se sai um pouquinho da curva, né, aconteceu alguma coisa, tive um imprevisto no trânsito, né, nós aqui sofremos bastante disso, né? Então, assim, tive um imprevisto no trânsito, não bateu o meu horário com atividade física. porque logo depois eu tinha uma aula ou coisa do tipo, né? Essa pessoa, ela vai se frustrar tanto por ela não conseguir seguir aquilo na risca que vai gerar uma autocobrança muito grande, né? Então, eh, como eu, né, já pontuei isso, é muito importante a gente trazer isso na infância de sim, né? Você tem uma rotina, você vai ter um horário para acordar, você vai ter um horário ali para ir paraa escola, né? são suas obrigações, mas também é importante entender e eh explicar essa flexibilidade, né? Porque a gente às vezes já acompanha isso num comportamento de uma criança, né? Então marcou um passeio e esse passeio acabou não dando certo. A criança se frustram, né? É aquele momento que você tem ali do que de ensinar. Tá tudo bem, imprevistos acontecem mesmo, nem sempre vai sair como todo planejado, né? para que essa pessoa venha se tornar um adulto mais flexível, não tão rígido ali com suas próprias cobranças, né? Então a gente eh olha essa rigidez, né? Que ela não é tão não é eh que ela não é tão necessária assim, né? Pra gente conseguir ali ter uma flexibilidade mais legal. Espetacular, viu? Muito bom. me ensinou bastante agora, porque eu achava que assim, eh, vamos lá, coloca uma rotina para criança, a criança vai aprender e aí ela vai levar isso paraa vida adulta. Não é, porque na verdade a rotina, pelo que eu entendi que você disse, a rotina que a gente impõe pra criança é uma rotina um pouco rígida, porque ela precisa aprender, ela precisa entender que ela tem horários, porque a criança ela nasce, a gente que tem que fazer ela entender e aprender. Então, por isso é uma rotina um pouco rígida, mas depois quando você vem pra vida adulta, você tem a flexibilidade, né? Então aquela rotina que foi eh aplicada lá na fase infantil, não necessariamente você precisa trazer pra vida adulta. É isso, né? Que bom. Aprendi isso também. Eu acredito que você de casa também aprendeu, porque às vezes a gente tem uma visão um pouco distorcida, eh, referente à questão da rotina, da agenda, dos horários que nós precisamos seguir. E a questão da flexibilidade é algo que é muito importante a gente colocar, né? A rotina versus a flexibilidade, porque uma rotina precisa ser flexível, né? A gente tem os horários aí de trabalho e tal, mas e fora dele, a sua rotina é flexível ou não? Vamos lá. 8:45. Faltando 15 minutinhos para as 9 da manhã. Nós estamos falando dos prós e contras da nossa rotina, né? Os hábitos que afetam a nossa produtividade, a nossa saúde mental e principalmente o nosso humor. Porque tem gente que fica, olha, vou te contar. Você olha, a pessoa tá ah, que que foi, né? Não dei conta da minha rotina e me frustrei. Isso é bem delicado. Flexibilidade anota essa palavrinha e coloca ela na sua rotina. Produção, vamos lá. Tem participação dos nossos telespectadores. A gente já agradece você que tá ligadinho, participando bem cedinho aqui na TV Câmara Campinas. Nosso estúdio Câmara está ao vivo. Você pode mandar a sua mensagem. Hoje estamos falando com as nossas psicólogas sobre a nossa rotina, né? A rotina diária. A Márcia do Campus Elízios. Todo fim de semana prometo que na segunda-feira vou mudar tudo, mas nunca consigo. É melhor começar com pequenos hábitos diários ou avançar aos poucos? Laí ou Júlia? Posso responder? Quem vai? Vai lá. Então, eh, essa, né, frase que a Márcia trouxe, ela é muito comum, né, na na vida de todas as pessoas, porque a gente tem essa questão de deixar tudo paraa segunda, né? A gente usa ali a segunda-feira como um ponto de partida para tudo. Eh, e aí isso é muito importante porque assim, você quer mudar tudo o quê, né? Um ponto, né, que você colocou ali de, né, começar com os pequenos hábitos é muito importante mesmo, né? Como eu te disse, não adianta nada se você quer incluir na sua rotina seis novos hábitos, né, seis novos comportamentos. Poxa, você não tava conseguindo nenhums, né, qual a probabilidade de conseguir ali, eh, colocar mais seis novos comportamentos, né? Então, defina as metas pequenas, né? Por onde você vai começar, por onde é mais fácil para você, né? Qual vai ser ali a flexibilidade que você vai colocar? Então, né, de uma, não precisa ser de uma forma rígida, né, vai ser todos os dias. Comece aos poucos, né, pequenas mudanças ali, elas vão gerando, né, um hábito concreto. Então, é muito importante, né, justamente isso de definir pequenas metas, começar aos poucos e depois, né, ir aumentando gradativamente também, né, para você tá conseguindo ali incluir os desejos que você tem de colocar na sua rotina. Muito bem. 8:47. Tem mais perguntas pra gente? Vamos ver quem é que tá conosco e de onde fala. A Carolina do Jardim Nova Europa. Bom dia, Carolina. Vamos lá. Uma noite mal dormida já bagunça todo meu dia. Fico irritada, improdutiva e esquio as coisas simples. Até que ponto a falta de sono afeta de fato nossa rotina e decisões. Julian, é, o sono é um ponto muito importante pro nosso pra nossa saúde mental, né? Então, nós entendemos que quando nós estamos ali num estado de sono, de descanso, a nossa mente também vai limpando as coisas do dia que não foram necessárias, né? Ou e só deixa o que é necessário para nós. Eh, agora, quando você não tem um uma noite de sono que você se sentiu renovada, que você se sentiu revigorada, primeiramente eu acho que é importante entender o que houve para que você não conseguisse dormir, né? Então, será que foi alguma coisa no meu dia que aconteceu que eu não consegui elaborar muito bem? E aí eu preciso, antes de dormir pensar um pouquinho, refletir e conseguir eh conseguir elaborar isso dentro de mim? Pode ser. Agora também pode ser por uma questão biológica, algo pode acontecer, mexe no celular antes da noite, essas coisas. Eh, hoje em dia, né, praticamente nós estamos vivendo numa era totalmente digital. Nós temos o hábito de o quê? Pegar o celular e ficar rolando, né? TikTok, o feed. E isso traz uma uma alteração no nosso cérebro. Então, talvez perceber como que você tá indo dormir, o que que você tá fazendo antes para você conseguir descansar o seu corpo e a sua mente também. Você tá diminuindo os estímulos, entende? Então essas coisas elas são são muito importantes. Muitas vezes nós não damos importância, mas são importantes sim, porque aí que a gente percebe, poxa, no dia seguinte eu tô irritada, não consegui dormir, que é comum porque o seu corpo não conseguiu se revigorar. Então aí na próxima noite a gente tenta, né, se adaptar melhor para conseguir entender de onde vem essa falta de sono e conseguir descansar depois, né, conseguir dar uma boa dormida. Gente, vocês percebem como a terapia é importante, como eh ter a fala, né, de especialistas é imprescindível, porque a Júlia e a Laí, elas falam de uma maneira tão sutil, tão tranquila, de situações que parecem tão fáceis na fala delas, mas no nosso dia a dia é tão complicado. Você já se pegou quantas vezes rolando feed na na na sua cama aí deitado para dormir e tá lá com a internet, né, achando que tá tudo bem, que você vai largar o celular, que vai dormir. Aí não consegue dormir, tem uma noite de sono terrível, quer dizer, nem dorme, né, direito, nem é sono, é só uma leve, um um descansado assim e aí acorda irritado, acorda nervoso, mas aí você nem se dá conta, né? Mas você estava lá com a internet, com a tela e isso é uma coisa muito natural. que acontece com todos nós. É importante a gente ressaltar aqui que todas as as os temas que nós eh trazemos aqui pro estúdio Câmara são temas que estão dentro da nossa casa, né? São temas de comportamento e são coisas que acontecem comigo, com você, até com as nossas psicólogas também. tá todo mundo sucetível a isso. E por isso a importância da comunicação e também eh do posicionamento dos profissionais que nós trazemos aqui no estúdio Câmara paraa gente poder eh começar a tentar melhorar. Isso tem feito muito bem para várias pessoas que eu encontro, pessoal falando: "Olha, eu escutei a psicóloga falando sobre isso. Ah, vou tentar me adaptar. E eu vou te contar um segredo. Segredo a gente não conta, né? mas tá fazendo bem para mim também, porque são várias pontuações aqui que do programa eu levo pra vida e que tem sido maravilhoso. Então, é bom saber que a gente tem profissionais especialistas que falam de comportamento aqui no estúdio Câmara e que você aí do outro lado participa com a gente e leva essas pontuações pra sua vida, pro seu dia a dia, leva para equilibrar a sua rotina e é dela que a gente fala hoje aqui no estúdio Câmara AV 8:52. Tem mais perguntas? Pode mandar pra gente. Vamos lá. O Eduardo do Jardim Boa Vista, sem motivação, parece impossível manter a disciplina. Concordo. Que técnicas práticas posso aplicar no dia a dia para não depender só do ânimo e ainda assim cumprir os meus objetivos? Gente, esse negócio da motivação é bem difícil. Motivação e disciplina. Quem é que acorda motivado todo dia? Conta para mim. É só na internet que você vê isso, né? Porque não é todo dia que você acorda motivado, não. Quem acordar motivado todo dia levanta a mão. Não, não existe, gente. Não adianta. Vamos trazer paraa realidade, né, Laí? Não é todo dia, tem dia que você acorda mega master, tem dia que você acorda, gente, eh, né? Vamos falar a verdade, vamos ser realista. Concorda comigo? Com certeza, né? A gente tem muito essa questão do quê? De esperar estar 100% motivado para começar alguma coisa, né? E muitas vezes não é assim que acontece, né? Muitas vezes a gente, que nem a Rúbia trouxe, a gente não vai estar motivado mesmo todos os dias, né? Então o primeiro ponto é você não usar a da sua motivação para isso, né? Ela acontece no processo a partir do momento em que você consegue eh incluir novas coisas ali na sua rotina que vão dando certo, né? Mas esperar isso para dar esse primeiro passo, é a chance de você procrastinar e ficar parado, ela é muito grande, né? Então assim, defina as metas realistas, né? Que que eu posso hoje incluir na minha rotina para, né, pequenas que eu consiga estar fazendo, né? A motivação, ela vai apecendo conforme o tempo, né? Como eh eu falei um pouquinho mais cedo, quando a gente tá ali fazendo, né? Tendo novos hábitos e novos comportamentos, conforme passa o tempo, isso fica mais automático. Então, a gente não precisa gastar uma energia muito grande para fazer. A gente só vai conseguindo, né? E de novo a flexibilidade, né? entender que realmente vai ter dias que não vai ser possível mesmo e tá tudo bem, né? Mas no próximo dia que que eu vou conseguir, né, fazer para aquilo, né? Então eu acredito que seja eh principalmente esses pontos, né? E um ponto também que é muito importante é autocompaixão, né? Então assim, eh tá tudo bem mesmo ter dias que não são muitos legais, muito legais, ter dias que a gente precise eh de uma motivação mesmo para conseguir, né? Mas é esses pequenos passos diários que vai fazer a motivação acontecer, né? Então, na verdade é o inverso, é dar pequenos passos para essa motivação acontecer e não esperar a motivação vir para mudar, né, para fazer algo. Então, acredito que esteja relacionado justamente a isso. Uau, que delícia ouvir isso. Tá vendo só? Porque às vezes a gente se cobra, autocobrança, ela é terrível, né? E aí você tem uma rotina, aí você tem autocobrança e aí você espera a motivação para você ter a disciplina, gente. Hum, hum. Não, não dá, não dá. É humanamente impossível, porque é muita coisa para uma cabeça só, né? Então, a gente precisa sim fazer eh ter pequenos hábitos diários, né? Agora, esses hábitos diários, eles precisam ter constância, porque senão vem a procrastinação. Tá vendo só como é delicado? Socorro minhas psicólogas. Socorro. 8:55. É por isso que eu sou adepta e eu falo, todo mundo precisa fazer terapia. Não espera a bomba estourar, não, entende? vai pra terapia enquanto tá tudo assim meio que tranquilinho, você tem aí um desequilíbriozinho mínimo, não sabe mexer na sua rotina, tal, vai pra terapia, porque se a bomba estourada, daí o bicho pega, né? Então você tá vendo que é importante a gente ter essas conversas, né, com pessoas que são especialistas nesse assunto. E saúde mental hoje em dia, gente, é algo que que é primordial pra gente. É igual a saúde física, é igual a fazer uma atividade física, é é igual você eh ir frequentemente no seu médico e tal. Então, a saúde mental também precisa de cuidados. 8:56. Dá tempo para mais uma ou duas, produção? Pode mandar aí. Aí daqui a pouquinho a gente já vai para as considerações finais. O André do Jardim Proça. Tem dias que eu não consigo seguir o meu planejamento, fico me culpando. É, André, eu também. Como evitar que essa culpa atrapalhe ainda mais minha produtividade? É a culpa, né? É algo bem complicado, tá inserido no nosso dia a dia, porque daí você pensa assim: Júlia, não fui capaz, não consegui, não dei conta, né? Poxa, eu consigo. Não é, não é pra gente pensar, eu consigo, eu posso e aí finaliza o dia, você fala: "Não consegui, não dei conta". E essa culpa ela pesa, não pesa não? Sim, com certeza. Eu acredito que durante nossa vida nós nos culpamos por muitas coisas. Então nós nos culpamos porque não consegui realizar algo do meu cotidiano. Eh, coloquei um novo hábito e não consegui realizar. E essa culpa, ela vai crescendo, vai crescendo, vai crescendo. Então, quando você coloca algo na sua rotina e não consegue eh cumprir, eu acho que é importante o que a Laí disse, uma coisa muito importante é autocompaixão, entender, poxa, tudo bem, eu não preciso dar os meus 100% todos os dias. Tem dia que eu vou conseguir dar 10% e isso vai ser meu máximo e tá tudo bem, não tem problema, né? Eh, você se tratar com carinho. Eu acho que essa é uma coisa muito importante, porque cobrança, frustração, culpa, a gente já tem externa e muito, né? Infelizmente nós temos muita culpa externa, mas eu acho que você entender que, por exemplo, você não conseguiu dar conta disso, eu acho que vê isso não como se fosse um erro ou você não conseguiu dar conta, mas entender, poxa, tudo bem, eu não consegui dar conta, amanhã eu consigo, amanhã eu tento de novo e amanhã pode ser que dá certo, pode ser que não dê, mas tá tudo bem, entende? Nós não somos superheróis, a gente não precisa dar conta de tudo o tempo todo, entende? Então, eu acredito que eh é sobre isso, é sobre você. Tudo bem, não consegui, me frustrei acolher esse sentimento que muitas vezes nós tentamos ignorar. Isso não acho que não é uma um bom caminho. Acolhe esse sentimento, tá? Eu estou frustrada, eu me frustrei, tudo bem, reconhece esse sentimento dentro de mim. E o que eu posso fazer então para mudar isso? Tudo bem, não tem problema a gente se frustrar, mas vamos se tratar com um pouquinho mais de carinho, de cuidado, e aí você vai percebendo que as coisas vão ficando mais leves, porque todo mundo erra e isso faz parte da vida. Muito bem. Quando você fala de nos tratar com mais carinho, com mais cuidado, eh me vem aquela aquela tese assim, né? A gente se preocupa muito com o outro, né? A gente trata o outro com carinho, cuida para não magoar o outro, trata o outro com todo cuidado. E às vezes a gente consegue de de eh a gente esquece, aliás, de olhar pra gente, né? Então, será que você tá cuidando de você com o mesmo carinho, mesmo cuidado que você cuida do outro? É importante a gente parar para pensar e refletir sobre isso, né? Você se dedica muito ao outro. Claro, o outro é importante sim, mas você também é importante e você é prioridade, precisa se cuidar com muito carinho, inclusive da sua rotina. 8:59. Dá tempo para mais uma perguntinha e depois a gente já vai para as considerações finais. Vamos lá. O Bruno do Cambuí. É possível viver bem sem uma rotina definida ou no fundo todos nós acabamos seguindo padrões repetitivos mesmo sem perceber? Então, será que a gente consegue viver sem uma rotina, sem colocar mesmo assim na ponta do lápis, né? Hoje tem que fazer isso, isso, isso. A rotina é essa. Laí, é possível viver assim sem uma rotina definida, porque daí a gente acaba se acostumando viver no automático? Achei essa pergunta muito legal, né? Porque assim, se você já tem um trabalho que você tem um horário de entrar, um horário de sair, você tem uma rotina. Uhum. Né? Então, eh, se a gente for pensar nem você não ter nada definido, já não é um ponto porque você tem, né, o seu trabalho ali é um, é um hábito, né, uma rotina, é um algo rotineiro que você tem ali todos os dias para tá fazendo, né? Claro que é muito importante entender cada um, né? Eu não tenho aqui como afirmar se faz sentido isso para você ou não, né? Porque tem pessoas que levam isso de uma maneira muito bem, no sentido tenho minhas obrigações e faço e o tempo que resta eu me adapto com o que eu tenho para fazer, né? Mas tem pessoas que elas precisam parar para pensar sobre isso, parar para planejar, né? Colocar ali na na sua rotina mesmo, então, né? As atividades que tem para fazer. Então eu acredito que esteja ligado nesse ponto. Se para você hoje está tudo bem, né, não ter uma rotina definida e isso não te traz prejuízos nenhum, né, se você não se sente frustrado, se você não se cobra, tá tudo bem, né? Mas se isso é uma coisa que vem te prejudicando, aí você precisa olhar, né, quais são os hábitos que eu tô tendo que não são tão legais, quais são as coisas que para eu me sentir mais disposto eu preciso tá inserindo, né, que nem a Rúbia trouxe. Atividade física é muito importante, né? Eu acho que isso a gente não precisa nem dizer, né? Porque é fundamental, é um dos pilares fundamentais da nossa vida. E aí, qual é a forma que eu estou conseguindo colocar, né, a minha saúde dentro do do meu dia a dia? como que eu estou cuidando da minha saúde, né? Então, eu acredito que tem esse ponto individual, mas também tem que olhar para esses outros lados, né? Como que eu me sinto com isso? Isso me frustra, né? Isso me deixa com uma autocobrança, com uma sensação de que eu não estou conseguindo aproveitar meus dias, que eu não estou conseguindo dar o melhor de mim, que eu não estou conseguindo fazer minhas coisas, né, da forma como eu gostaria. Então, eh, é um ponto assim muito individual, mas ao mesmo tempo muito questionador, né? Por isso que a terapia ela é muito bem-vinda, né? Justamente para isso, para entender quem é você, o que faz sentido para você e o que não faz. Maravilhosas. Júlia e Laí falando com a gente aqui no Estúdio Câmara ao vivo sobre a nossa rotina, que ela não precisa ser uma vilã, né? a gente precisa eh só adaptar a nossa rotina, ter flexibilidade, eh ouvir a nossa consciência, né, e cuidar com a procrastinação. Bom, considerações finais, porque a gente tá chegando aí ao final de mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Acho que a gente conseguiu contribuir e muito com informações preciosas eh para nós, para os nossos telespectadores. E isso a gente vai plantando sementinhas, né? Sementinhas que com certeza vão vão crescer. Eu tenho certeza disso. Ô Júlia, muito obrigada pela sua participação, parabéns pelo seu profissionalismo e gratidão por compartilhar informações com a gente, com os nossos telespectadores aqui da TV Câmara Campinas. Eu que agradeço. Foi um convite maravilhoso. Eh, todos, todos da equipe, muito, vocês são muito amáveis e eu acho muito importante, né, toda essa discussão que nós tivemos, porque é um tema, às vezes as pessoas acham que é um tema banal. Uhum. Mas a gente lê nas entrelinhas, tem muita coisa que precisa ser considerada e que você vai se descobrir também nisso, né? Além da terapia também. Então foi uma manhã sensacional para mim, maravilhosa. Obrigada, Laí, terapia cognitivo comportamental, né? Que importante a visão, né? A sua visão como psicóloga referente à nossa rotina. E como a Júlia bem pontuou, às vezes a gente traz aqui os temas que as pessoas podem até pensar, algumas pessoas pensam, poxa, mas é, tá falando de rotina, mas a rotina é sobre a visão da psicologia, a rotina é sobre a visão de especialistas, né, que é totalmente diferente da nossa visão e que nos traz informações que a gente pode adaptar pro dia. Então, gratidão pela sua participação, pela sua fala, por compartilhar o seu conhecimento conosco, viu? Obrigada, Laí. Eu que agradeço, né, o convite, como a Júlia pontuou, né, eh, é um tema muito importante, né, eh, a gente precisa falar sobre isso, a gente precisa, eh, se ouvir e se entender, né? Às vezes é uma coisa tão comum ali que a gente nem percebe, que às vezes o nosso mau humor, a nossa frustração tá vindo justamente disso, de uma idealização que a gente não consegue alcançar, né? E a gente precisa parar ali, repensar, né? precisa eh olhar paraas pequenas metas, pros próximos passos, que isso também é muito importante, né? Isso é uma coisa presente na vida de todo mundo, né? Como a gente comentou ali, das crianças, né, dos adultos. Então, eh, fico muito feliz de ter podido, né, contribuir com esse tema. É um tema que eu gosto muito de falar sobre. Eu acho que ele é um dos pilares essenciais, principalmente paraa nossa vida adulta, né, pra gente ressignificar muita coisa. Então, fico muito contente com o convite. Agradeço. Ah, muito obrigada. A gente que agradece vocês duas e agradecemos você de casa, a equipe do Estúdio Câmara, a equipe da TV Câmara Campinas que é sensacional, né? Uma galera que trabalha, gente, é por trás das câmeras, né? Pessoal da redação, os produtores, a tem uma equipe que faz tudo acontecer na mágica da TV e a nossa equipe é sensacional, viu? Então, grupo mais show de bola, pessoal da TV Câmara Campinas, todo mundo aí trabalhando para levar para você conhecimento e informação de qualidade. Lembrando que depois eh nós temos a programação da TV Câmara Campinas, tem programação ao vivo direto lá do plenário José Maria Matozinho, tem o jornal também, o Câmara Notícia, trazendo informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. A programação da TV Câmara Campinas está incrível como sempre. E amanhã, gente, temos mais Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo, trazendo mais um tema bem sensível e que acontece e é muito importante. Como conviver bem com o filho do parceiro e ajudar na criação de um ente, uma conversa sobre empatia, respeito e construção de vínculos nas famílias reconstruídas. É uma nova visão. Então, não perca, acompanha amanhã. ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Obrigado pela sua companhia, pelas suas mensagens. Que você tenha um excelente dia. Não esqueça, se prepare porque tá todo mundo falando e eu vou falar também da frente fria que tá chegando essa noite, né? Então vamos nos acolher, vamos nos agasalhar. E você eh precisa lembrar que a vacina contra a gripe, ela está disponível gratuitamente em todos os postos de saúde, tá bom? Vamos cuidar da nossa saúde, tá bom gente? Grande abraço para você. Fiquem com Deus e continue ligadinhos aqui na programação da TV Câmara Campinas. A gente se vê amanhã com mais uma edição do estúdio Câmara ao vivo. Valeu mais uma vez as nossas entrevistadas. Gratidão você de casa. Super beijo, se cuida e até amanhã, se Deus quiser. [Música] [Música] เฮ เฮ [Música] [Aplausos] [Música]