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Estúdio Câmara | Relacionamentos sem rótulos: amor ou confusão?
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Estúdio Câmara | Relacionamentos sem rótulos: amor ou confusão?

197 views Publicado 08/07/2025 HD · 1:00:28

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Vivemos tempos em que os relacionamentos parecem mais livres — mas também mais confusos. A era digital, com suas trocas instantâneas, mensagens visualizadas e não respondidas, encontros marcados por aplicativos e conversas intermináveis, vem mudando a forma como as pessoas se conectam afetivamente. Mas será que, ao ganhar liberdade, não estamos perdendo clareza? No Estúdio Câmara desta quinta-feira, dia 08 de julho, vamos discutir o tema: “Estamos namorando ou só conversando?” — uma provocação que representa perfeitamente os dilemas dos relacionamentos contemporâneos. A proposta é entender como os rótulos tradicionais — como ficante, namorado, parceiro — estão sendo substituídos por conexões mais abertas, porém emocionalmente complexas. Para esse debate, contamos com a presença das psicólogas Solange Araujo (psicodramatista e especialista em psicologia clínica) e Isabella Caus (psicóloga clínica com foco em adolescentes e adultos), que trazem visões complementares sobre os impactos emocionais, os desafios da comunicação afetiva e o papel do autoconhecimento nas relações modernas. 💬 Neste episódio você vai entender: Por que os relacionamentos atuais estão mais difíceis de definir; Como a cultura do "quase" impacta a autoestima e a saúde emocional; O que leva tantas pessoas a manterem laços indefinidos e a temer o compromisso; Como as redes sociais e os aplicativos de paquera influenciam o apego e o descarte; O papel da comunicação clara e do consentimento emocional; Quando a liberdade vira confusão e a ausência de rótulo vira falta de responsabilidade afetiva; Estratégias para reconhecer o que você realmente busca em um relacionamento; Como os adolescentes e jovens estão lidando com essas novas formas de se relacionar; A importância de saber dizer o que se sente e ouvir o outro com empatia. 📌 O programa é um convite para refletir sobre os vínculos que estamos criando e o que realmente desejamos deles. Será que estamos preparados para relações mais livres ou estamos apenas evitando lidar com nossos próprios medos e inseguranças? Assista ao episódio completo, participe com seu comentário e compartilhe com aquela pessoa que também anda se perguntando: "afinal, o que a gente tem?" Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia. Está começando aqui pela TV Câmara Campinas. Mais um estúdio Câmara ao vivo para você nesta manhã de terça-feira, 8 de julho. Uma manhã diferente, né? Bastante neblina na metrópole. E a pergunta que abre o programa é direta e talvez mexa com suas memórias ou com o seu presente. O que você é hoje em um relacionamento? Você é um conversante, um ficante, um namorado? Vivemos tempos de muitas possibilidades nos relacionamentos, mas junto com essa liberdade surgem algumas dúvidas, né? O que somos? Onde estamos nessa relação? Estamos nos relacionando de verdade ou só trocando mensagens e ilusões? Bom, para falar sobre esse tema que envolve sentimentos e expectativas, nós já estamos no estúdio com duas especialistas que vão nos ajudar a compreender melhor esse cenário de afetos tão contemporâneos. E claro, a sua participação é mais do que bem-vinda. Manda pra gente a sua pergunta, o seu depoimento através do nosso WhatsApp que já está na sua tela. 199729377. Você já sentiu, se sentiu aí um relacionamento onde só você achava que tinha alguma coisa? Às vezes muita gente fica nessa situação, né? E aí, hoje a gente vai descobrir o que que acontece e por essa esse relacionamento tão diferenciado eh hoje em dia, né? Agora nós vamos às principais notícias de Campinas. Olha só, gente, você que transita pela cidade, a INDEC bloqueia acesso à Avenida Alix da Cunha Joaquim Vila C para viabilizar aí um recape de uma alça de acesso. Então à empresa municipal de desenvolvimento de Campinasc interdita um trecho da Joaquim Vila C no sentido bairro Centro na altura da Avenida Lix da Cunha. O bloqueio ocorre a partir das 8:30 de hoje, tá? Ao lado da estação de transferência Alberto Sarmento, serão executadas obras de fresa, ou seja, a retirada da camada mais superficial do asfalto e também recape da faixa da direita da Avenida Alix da Cunha. Agentes de mobilidade urbana vão sinalizar os locais de interdição e monitorar a região. Então fique atento aos desvios. Para mais informações de trânsito e sugestões, acesse os canais, fale conosco da INDEC pelo site portal.endeendeec.brom. br.com.br, aliás,/faleconosco. E também tem o aplicativo da Indec e o WhatsApp 3731 291. Fique atento aí no trânsito, tá bom? Vamos lá. A prefeitura eh abre agenda para castração de 1600 cães e gatos na região do Oziel. O castramóvel da Prefeitura de Campinas vai passar pela região do Parque Oziel para a castração gratuita de cães e gatos. Os interessados devem se inscrever entre os dias 10 e 11 de julho. Portanto, eh, das 9 às 16 horas você precisa ir, tá, até a escola municipal Alves Pereira, na rua Fause Celes sem Número, Jardim Montecristo. O agendamento deve ser realizado por um responsável pelo animal que more na região e seja maior de 18 anos. Além disso, é necessário apresentar comprovante de endereço e documentos pessoais, tá certo? Somente os animais previamente agendados poderão passar pelo procedimento. As cirurgias serão realizadas entre os dias 12 e 21 de julho, no mesmo local onde foi feita a inscrição. Uma novidade é que as cirurgias serão realizadas também nos sábados, tá? 12 e 19 de julho, para facilitar a vida dos tutores que não podem comparecer durante a semana. Quem adere o projeto recebe orientações sobre os pré e os pós, né, cirúrgicos e também eh leva para casa um guia sobre a posse responsável. Os animais castrados recebem também implantação de microchips. Este dispositivos de identificação reúnem informações sobre raça, idade, vacina e também sobre dados do responsável, endereço e os principais bairros contemplados, gente, para essa castração aí dos doguinhos, dos petezinhos. São Fazenda eh Bradesco, Fazenda Pedra Branca, Gleba B, Jardim do Lago 1 e 2, Jardim Icaraí, Jardim Montecristo, Parque Oziel, Parque Residencial Carvalho de Moura, Três Vendas e Vila Lourdes. Vamos lá, previsão do tempo para hoje. Já percebeu? Quem saiu de casa bem cedinho como a gente já percebeu que tinha muita neblina. Então, Campinas começa a terça-feira com muita neblina. A previsão indica que nós teremos sol entre nuvens hoje, né? Então, mas agora de manhã tá tenso, né? Um clima londrino na metrópole, a mínima 15º. À tarde os termômetros devem chegar a 27. Não há previsão de chuva. Você sabe que lá no sul Paraná a gente fala neblina que baixa, sol que racha, né? Então pode ser que tenhamos aí um dia de sol e céu azul na metrópole. Vamos aguardar o que vem, mas a gente sabe que tá fresquinho e muita neblina. Então você que vai pegar a estrada, além de desvios, por conta dos trabalhos que estão sendo realizados pela INDEC, temos também esta forte neblina aqui na metrópole. Fique muito atento. Agora voltando ao nosso tema e apresentando os nossos convidados, as nossas convidadas, os termos ficante contatinho, ficante sior, eles fazem parte do vocabulário afetivo da nova geração. Mas por trás desses nomes, o que está em jogo são sentimentos reais e a gente precisa falar sobre isso. Então vamos conversar com a Solange Araújo, psicóloga clínica e psicodramatista, já está com a gente aqui no estúdio Câmara, veio direto de São Paulo para conversar conosco. Que satisfação receber você, Sol. Muito bom dia, seja bem-vinda. Muito prazer estar aqui, Rúbia, com você. Quero agradecer a participação aqui nesse programa. Prazer estar aqui com a Isabela, trocando essa essa energia, falando de um tema tão relevante, né? Acho que assim, trazer essas questões para um programa de eh de tanta visibilidade, que eu andei assistindo alguns programas anteriores, vi que a visibilidade no curtida de seguidores é gigante. Parabéns pelo trabalho. E uma coisa que eu achei muito bacana também, Rúbia, é essa questão de vocês olharem paraa acessibilidade. É um programa que tem intérprete de Libras. Isso é fantástico, seguindo, acompanhando. Eu fiz Libras uma época, Libras Intermediário, né? Mas consigo me virar um pouco nisso. E então assim, parabéns ao programa, ao tema. Eu acho que assim, vamos falar, vamos transitar aqui por uma conversa que envolve o relacionamento no dia a dia, ou seja, muitas mudanças nessa modernidade líquida. Então, tem um assunto para caramba aqui e é um prazer táar aqui. Muito obrigado. Prazer é todo nosso receber você. E para completar o nosso time, nós vamos falar então com a psicóloga, a Isabela, né? Isa, seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Muito bom ter você aqui com a gente e gostaria que você eh falasse um pouquinho sobre você e sobre esse tema de hoje que é bem específico dessa nova geração. Uhum. Muito obrigada pelo convite. É uma honra participar desse programa com vocês e com um tema tão em alta, né? é um tema, hoje eu atuo dentro da psicologia clínica e é um tema que aparece recorrente, né, com os pacientes. Então, essa incerteza de em que momento da relação a pessoa está, é o que ela é dentro de uma relação e o quanto isso causa, né, às vezes um sentimento às vezes de ansiedade, de frustração nas pessoas e como isso aparece no dia a dia. Então, acho que vai ser uma conversa muito rica aqui pra gente. Vamos ter bastante coisa para falar. Ai, que gostoso, gente. Você aí de casa, então, participe conosco, manda a sua dúvida, a sua pergunta ou então o seu depoimento. Você tá vivendo um relacionamento que você nem sabe o que você é nessa relação. É um contatinho, tá querendo casar, mas aí eh eh a pessoa fala: "Poxa, mas eu só tô ficando com você", né? É bem delicado isso, mas é coisa da nova geração e aí a gente precisa ver o prol contra ou então aprender sobre isso. Eu queria ouvir então das nossas entrevistadas uma leitura inicial, né, Sol? Como é que você observa essa nova forma de se relacionar com tantas etapas, mas poucas definições claras? Isso é liberdade emocional ou isso é uma insegurança disfarçada? É, eh, acho que tem uma série de coisas que a gente pode avaliar aí dentro desse contexto, né? Eu acho que seria bacana, eu queria dar uma situada assim inicialmente sobre esse momento que a gente vive, né? a gente tá vivendo eh um momento de uma velocidade, né, enorme, não só com os avanços da tecnologia, mas com a entrada da inteligência artificial no mundo. Então, acho que assim, as relações com base na nessa nessa leitura de Balman, né, Balman, ele é um sociólogo polonês, ele que trouxe a ideia da modernidade líquida, ele falou sobre isso em 2003, né? Então, é legal a dar uma situada porque esse tema é um tema que eu não sou eu que estou defendendo aqui, né? Vários profissionais eh da atualidade como eh Maria Homem, uma psicanalista super famosa, enfim, filósofos falam muito sobre isso, Leandro Carnal e trazendo essa questão da relação da modernidade líquida nos relacionamentos. Eu acho que assim, a questão, o fator emocional ele interfere demais hoje em dia nos relacionamentos, muda muito o formato. Com essa velocidade toda, a gente tá tá vivendo um momento de muita muita aceleração. Eu sei que o tema ansiedade é um tema que se fala muito aqui em todos os programas, né? Então eu queria dar uma situada assim na leitura do psicodrama. O p dentro do psicodrama nós somos seres relacionais. Então, Moreno, que é o pai do psicodrama, ele defende a o desenvolvimento dos papéis através da criatividade e da espontaneidade. Então, seres espontâneos são seres mais felizes. Então, só te dando uma situada aí, porque eu sei que aqui, né, pelo programa transitam vários profissionais de várias abordagens. Então eu acho que hoje o que dentro do que você me perguntou, acho que a dentro das relações a gente percebe que assim o indivíduo ele tá nesse momento de de aceleração buscando muito mais a individualidade. Então este olhar mais para dentro dificulta um pouco esse olhar eh nas relações. O que eu percebo eh dentro do que eu vivo, dentro dos atendimentos e dentro do universo que a gente transita, né? Eu acho que assim, hoje em dia o que a gente percebe é uma banalização da superf, há uma superficialidade nas relações. Isso tô indo um pouco dentro do conceito de Balman, tá? Então, quando eu trago pro contexto atual, essa questão da individualidade acho que mostra um ser humano eh com um pouco de medo, um ser humano assim eh com certo receio, né, assim, o medo do desconhecido. Então, tudo isso transita nas relações. E aí, por isso que eu quero dar esse paralelo com a modernidade líquida, porque é um tema muito atual. Muito bem. Muito bem. Agora, Isabela, eh, muita gente hoje fala em ficar por ficar, mas emocionalmente o que que acontece, né, quando a pessoa se envolve superficialmente, várias vezes seguidas, né? Porque tipo, ficar por ficar, então fica com hoje, fica com outro amanhã, banalização do relacionamento, esse relacionamento líquido que a Sol tocou e falou muito bem sobre. E poxa vida, mas cadê a estrutura emocional? Se tem uma estrutura emocional para isso, né? ficar por ficar. Então, fica hoje, fica amanhã, fica depois, fica depois. E como fica realmente esse ser humano? Uhum. Isso acaba afetando diretamente a autoestima, né, do ser humano ali, do indivíduo envolvido. E é principalmente porque hoje em dia nunca se sabe o que se esperar do outro, né? Então, tá ali, as pessoas estão dentro de uma relação, uma relação ali ainda sem nome e não sabe o que esperar do outro. muitas vezes acaba criando uma expectativa que é frustrada e quando isso acontece o outro se culpa, né? Acha que a culpa é 100% dele. Nossa, eu que devo ter feito algo errado, eu que não devo ser suficiente, o problema deve ser só eu. E isso vai abalando, né, autoestima, autoconfiança das pessoas e ela acaba levando isso pros outros relacionamentos dela. Então, acaba virando ali uma torre de dominó sem fim. né? As pessoas não se responsabilizam, né? Tem essa questão aí dos relacionamentos tão líquidos hoje em dia. Eh, parece errado você querer demonstrar um sentimento. Se você demonstra um sentimento eh muito rápido ali, né? parece que você é errado, eh, você tá sendo, né, emocionado nas palavras que falam hoje em dia. E as pessoas acabam se fechando e com isso se frustrando muitas vezes dentro de um relacionamento por essa falta de troca, de diálogo, de entender em que ponto, né, que eles estão naquele relacionamento. Perfeito. Agora, eh, Sol, se a gente for fazer traçar um panorama aqui de relacionamentos, né? Eh, houve uma época em que as pessoas se casavam e aí elas ficavam muito tempo, né? 40, 50 anos. Hoje a gente ainda vê, é raro, mas a gente vê aquele casalzinho, né? eh, já se atenta a mais de mãozinha dada, atravessando a rua, um cuidando do outro com tanto carinho. Eh, tem algumas situações que quando um falece, o outro não demora muito tempo também acaba falecendo. Então, foi ali um amor, um uma relação eh eh sólida, um negócio que ficou. Aí depois disso vem uma outra geração com uma relação já um pouco mais eh eh duradora ainda, mas um pouco mais livre, né? Tipo assim, não vou casar, mas se não der certo eu vou separar. Ainda sofre algumas consequências. Eh, é muito julgamento, mas se para. Depois disso já tem essa, essa outra geração, esse outro momento em que a pessoa fala: "Não, não deu certo, tchau, tudo bem, vamos ser amigos e a gente segue". Aí vem h aquele contexto de que eh todo mundo fala hoje, né? Você precisa cuidar de si mesmo, você precisa primeiro amar a si próprio, eh você tem que eh não precisa estar preocupado com o outro, você precisa se preocupar com você. com tudo isso que aconteceu desde lá do início, quando a gente fala daquele casal que ficou 50, 60 anos juntos, até hoje, essa eh esse o que está se criando dessa questão eh psicológica que diz que a gente precisa ter o amor próprio, que a gente tem que nos preocupar conosco. Você acha que isso tem a ver um pouco com essa questão desses relacionamentos líquidos? É, desse tipo assim, ah, não vou me preocupar muito com outro, não, o relacionamento não vai dar certo, então eu vou só viver e seguir a vida. Qual que é a conexão que você faz disso, dessa linha do tempo que a gente tentou traçar aqui? Muito bem tua colocação. Acho que relacionamentos sólidos, né? Essa a gente costuma falar muito, acho o qu, né? Mas enfim, vou tentar corrigir um pouco isso, mas achei bem legal a tua colocação. Eu sou um exemplo disso, né? Tenho 30 anos de relação, 30 anos com uma mesma pessoa, com o mesmo marido que tá aqui. Eh, então, eh, quando a gente faz essa relação do relacionamento sólido, que é justamente essas pessoas que se casam, que tem uma vida, né, assim, eh, um casamento mais prolongado, uma duração maior, né? É muito bonitinho mesmo a ver esses casais que duram bastante. Quando você faz um contraponto com a relação hoje, claro que assim, no relacionamento, se você vê, né, o quanto nós avançamos depois da revolução industrial, a mulheres, né, acho que a a mulher veio, né, se colocando eh dentro dessa relação, criando um lugar para ela, né, podendo se posicionar, enfim, depois os movimentos feministas, né, depois nos estudos de Freud, que graças a Deus a mulher pode aparecer mais, mas, enfim. Eu acho que isso quando a gente coloca para essa paraa nossa realidade de hoje, eh, a cobrança é muito maior dos nossos papéis. Então, assim, o que que muda hoje para quem tá num relacionamento? Acho que há uma exigência muito grande eh de uma vida cotidiana muito acelerada. Então, eh, eu acho que nós estamos misturando um pouco a nossa vivência do amor com isso. Então, parece que a aceleração ela entra em tudo. Então, eu não sei se eu quero de fato me aprofundar nesse relacionamento por medo do desconhecido, né? Não sei o que eu vou encontrar lá na frente. Então, essa cobrança, ela gera assim um olhar mais pro individual. Mas o que eu percebo, acho que com com o que que hoje hoje se fala muito inteligência emocional, né, assim, que é um contexto que que traz esse olhar do ser humano mais para ele, né, vou olhar para lá, mais para ele, né? Então, eh, quando a gente contextualiza isso no cenário atual, eu acho que é como uma volta nesse novo ciclo. Parece que eu tô querendo voltar um pouco a esse papel do conjunto, do coletivo, mas a cobrança externa é muito grande, né? Assim, nós temos que ser bom em tudo, tem que ser boa mãe, boa cozinheira, boa amante, boa profissional, enfim. Então, eu quero conciliar tudo isso na vida e não dá tempo para olhar para todos esses papéis. Então, olhar esse eh assim, se eu vejo esse cenário mais acelerado, me preocupa um pouco essa coisa da convivência, do tá junto, né, do preservar o quanto é importante o tempo para se relacionar. Então, para mim é como se eu estivesse vivendo uma coisa meio cíclica, mas ela não tem muito, não tem muito como a gente parar, né, essa evolução. Então, acho que esse panorama que você deu, ele resume um pouco dessa angústia, né, que o ser humano vive hoje. Porque eu andei conversando com algumas pessoas antes de vir para cá e assim, eh, para sentir um pouco como é que estão as relações. Achei muito interessante tudo que eu ouvi em relação a posicionamentos. Tem muita gente com saudade desses tempos mais antigos, de retomar um pouco dessa coisa do contato. Eu acho que o jovem, né, a geração mais adolescente era um pouco mais desapegada, né? Então você não vê muito essa coisa do, né? Vamos paraa frente, o futuro vem e bora. Mas por outro lado tem uma certa imaturidade, né? Assim, vamos deixar rolar, vamos ver o que acontece e tá e OK. Então, acho que tem um pouco das duas coisas, eu não sei se eu respondi um pouco que você me perguntou, tem um pouco das duas coisas nesse novo cenário, a gente tem que se situar e procurar o que é melhor através da inteligência emocional e espiritual que tá vindo aí. Exatamente. Agora, Isa, fala pra gente, você é um pouco mais jovem, né? Então, acredito que você tenha contato aí com com essa juventude que vive esse relacionamento diferenciado, podemos dizer assim, né? E eh com esse a automatização de tudo, a questão do online, um conversante, né, em que um relacionamento é conversante, as pessoas conversam muito e só que é um diálogo online, né? Isso na sua avaliação seria uma ilusão? É assim mesmo? Essa questão do online, ela ela aproxima? No meu ponto de vista não aproxima, né? Mas enfim, tem pessoas que acreditam que sim, tem gente que mantém um relacionamento online aí por muito tempo. Gostaria que você falasse pra gente eh eh sobre a geração de hoje mesmo e e essa questão da automatização e desse namoro virtual que muito se fala e eu acho que pouco se entende. Uhum. Bom, muito interessante essa pergunta porque a gente vive em um momento hoje que o mundo todo nunca esteve tão conectado como está hoje, né? Então aí através das redes sociais, dos aplicativos, né, sejam aplicativos aí eh das redes ou aplicativos de relacionamento também. Eh, e a todo momento, né, se a gente sai na rua, até dentro de casa, a gente vê, as pessoas estão sempre com o celular na mão, elas não passam muito tempo longe das redes e elas estão sempre ali interagindo com alguém, então, curtindo algo, comentando, enviando uma mensagem, recebendo uma mensagem. Mas por outro lado também a gente nunca esteve em uma sociedade que se falou tanto sobre solidão. Então, ao mesmo tempo que tá todo mundo tão conectado virtualmente, essas conexões elas são sim mais rasas. Não tem como a gente falar que é não é mais rasa, né? é muito diferente ali da conexão de verdade, de conhecer as pessoas ali a fundo, porque antigamente você conhecia menos pessoas, mas você conhecia essas pessoas, né, de verdade, eh, tava ali com elas no seu cotidiano, se encontrava toda semana. Hoje é muito comum você ver, né, dentro dos relacionamentos amorosos mesmo, pessoas, né, que ficam meses sem se encontrar, sem ter esse contato, né, aí no offline, mas estão dentro de um relacionamento, né, tem muitos amigos, tem muitos seguidores, mas passam ali semanas, meses, às vezes sem encontrar um amigo para tomar um café, para andar no parque. Então, ao mesmo tempo que as pessoas estão muito próximas no online, tem esse distanciamento no presencial. É um distanciamento, mas que o distanciamento não faz bem an. Não, eu gostaria de complementar. É verdade. Assim, esse coisa, me, Deus do céu. Eh, ainda mais na nossa área, né, dentro da psicologia, a gente eh eh essa, por exemplo, essa entrada da inteligência artificial, ela gera uma certa angústia, né? Porque assim, eu costumo dizer que assim, eh, inteligência artificial é uma coisa que eu achava que não, imagina, né? Isso é uma coisa que os meus netos vão curtir. De repente, de uma hora para outra, ela tá na sua frente decodificando a emoção. Eu falo: "Meu Deus, socorro, o que é isso?" Então, para nós psicólogos, é uma coisa que, como assim? Você vai pedir conselho para um psicólogo online? Como é que é estranho, né? É um negócio meio meio estranho. Então acho que complementando o que a o que a Isabela falou, queria fazer uma colocação assim muito curiosa, que vale muito a pena de citar, que é o pós-pandemia. De uma hora para outra, né? Você se vê assim numa situação onde de um dia para outro todos tá toda a família toda tá em casa com todos os notebooks, os computadores na mesa e agora vamos conviver aqui uma vida online. Então assim, há um certo estranhamento também que trouxe a pandemia na convivência, né? você tinha uma convivência um pouco mais, né, correria, saio de manhã, volto à noite, enfim. Mas por outro lado, a pandemia também trouxe um pouco desse sofrimento, né, assim, que é essa coisa do avanço tecnológico, onde as pessoas estão cada vez mais conectadas, como ela falou, cada vez, acho que assim, cada vez mais buscando, né, assim, estar, querer estar, querer se conectar, mas com certo receio, né, de estar com as pessoas, assim, tá junto, presencial é muito bacana. Eu fiz questão de vir aqui, eu tenho uma certa dificuldade com essa coisa meio de de internet, né? Então eu falei assim, não, pelo meio não vai rolar, é melhor tá presencial mesmo, que o erro é mais, né, a probabilidade de erro é menor. Então, eh, acho que o encontro, né, assim, a troca, ela é muito importante. Então, o que que a gente percebe? Eu fico muito, eu fico muito assim intrigada e acho super divertido, né? Quando você pergunta do, do jovem, do adolescente. O adolescente tem uma criatividade imensa, mas ao mesmo tempo, né, assim, eles têm uma certa questão assim, me deixa aqui. Então, quanto mais no celular, a gente percebe, né, que isso tá cada vez mais violenta essa coisa. Eu vivo numa briga ali, uma questão com as minhas filhas, gente, pelo menos na mesa, não, né? Vamos celular sobe da mesa, pelo menos isso, enfim. Eh, porque que que eu vejo? Eh, quando eu eu comecei a conversar com eles sobre as nomenclaturas, eu me diverti muito, né? Porque tem a coisa do ficante, ficante sério, ficante prêmio. O ficante prêmio é meio parecido com o ficante ficante plus, né? Então, eh eh acho que há mais tempo para toda essa criatividade nesse meio da adolescência. Eh, que é curioso, né? acho que tem um pouco essa construção, essa necessidade de um rótulo hoje. Então, acho que essa coisa online, ela trouxe um pouco para esse cenário assim, como é importante eu ter um rótulo para botar no Instagram, né? Eu sou isso, sou aquilo, enfim. Mas por outro lado, acho que é uma, acho que assim, um empobrecimento da relação no presencial, isso a gente perde muito com isso, muito, principalmente para nós, né? É legal sim. O atendimento online é legal, facilitou muito pra gente, mas por outro lado, dependendo do caso, você não pode atender online, você não pode ness dependendo do contexto. Então acho que isso também a gente vive essa angústia nos atendimentos. É, exatamente. Esse negócio de online facilitou muito. É, eu acho bem interessante, né? É um avanço pra gente. Só que eu também prefiro mais um negócio presencial. você tem energia, você tem olho no olho, você tem calor humano, você tem o contato ali. Eu acho que nada substitui. Agora essa questão de online e de rede social, eh, me remete a esses estereótipos que estão sendo criados. Igual assim, o pessoal fala muito de solidão e solitude. Antes essa palavra solitude não era muito falada. Hoje ela foi ensinada que solitude é você estar feliz com a sua própria companhia. você e solidão é você sentir falta de alguém ou então você tá sofrendo de solidão. E tem muita gente que hoje opta pela solitude, né? E aí isso também, você acredita que essa opção pela solitude, eh, essas informações novas, vamos dizer que é um turbilhão de informações vindo a todo momento, principalmente na cabeça do jovem. Eh, Isabela, você acredita que isso tem eh beneficiado esses relacionamentos líquidos? Às vezes a pessoa, o jovem lá vê lá, solitude, solidão, poxa vida, mas é tão bonito ter uma solitude. Eu acho que eu vou ser, eu vou ter solitude, então. Então vou lá, solitude, né? E aí vou ficar aqui hoje, mas eu não quero compromisso com ninguém porque eu prefiro a minha solitude, eu prefiro estar bem comigo mesmo. Mas paraa gente aceitar e entender o que é estar bem com conosco, a gente precisa de algo mais do que uma solitude. A gente precisa de um autoconhecimento. E isso é desafiador até para nós que somos adultos, imagina para um adolescente. Então faz pra gente aí um parâmetro disso tudo que tá sendo criado, tudo que está sendo mostrado, dessas informações novas na cabeça de um adolescente que tá confundindo solidão, solitude, relacionamento líquido, é uma confusão toda e aí isso vai reverberar e vai transbordar em algum momento. Sim, sem dúvidas. E eu acho também algo muito perigoso essa confusão, né? Às vezes que acontece aí entre solidão e solitude. Eh, muitas vezes na internet, né? é vendido essa ideia, né, do que quanto quão é bonito a solitude, essa ideia de ser livre e só que pro adolescente, né, isso começa a ficar muito confuso, né? Chega um momento que essa sensação de liberdade ela começa a ser uma falsa sensação de liberdade, né? Quando o adolescente vê, na verdade, ele não tá livre, ele tá perdido, né? Ele tá, ele quer ter relacionamentos, mas ele não consegue. E ele vai se fechando tanto no mundo dele, né, que é uma fase ali tão de você criar sua identidade e é uma fase tão difícil que o adolescente tá passando por tantas mudanças e ainda tem mais esse peso, né, de pensar e de que você tem que tá feliz sozinho, você tem que dar conta de tudo, você não precisa de ninguém. que eu percebo que os adolescentes muitas vezes se perdem e eles acham que, né, estão vivendo a solitude quando na verdade eles estão mesmo é vivendo uma solidão e eles estão fechados ali no seu próprio mundo. É, isso vai comprometer, né, o futuro desse adolescente. Você você concorda, Sol? Eu tenho uma colocação que eu acho muito curiosa de um psiquiatra que ele participou uma vez do café filosófico. Achei demais a colocação que ele fez. Alfredo Simonete é um psiquiatra da atualidade também. Ele fala, ele faz uma comparação assim com a figura do louco. Ele fala, existem três tipos de loucos hoje. Existe o louco propriamente dito, tá? pelo existe o louco, essa essa segunda conotação, né, assim, que que se coloca que é assim que aquele aquele aquela é aquela pessoa que procura eh uma ajuda psiquiátrica. Eh, então, primeiro, o louco propriamente dito, que é uma pessoa que assim que tem esse perfil da loucura, é tratado numa instituição, enfim, e assim e isoladamente, certo? Esse segundo perfil é o perfil de um paciente eh que procura um psiquiatra, ele tem uma psicopatologia grave, uma depressão, um transtorno bipolar, enfim. Eh, OK? Então, e esse terceiro paciente é um taciente que assim, ele não é louco, ele não delira, ele não, mas ele tem um vazio, é um vazio existencial que ele não consegue dar conta de entender o que é que esse trem. Então assim, acho que esse vazio ele fala um pouco da solidão e da solitude, né? Tem um pouco a ver com essa questão que assim, claro que pro adolescente, quando você pergunta, o adolescente, né, é muito ligado no modismo, né, muito ligado no o que que é mais bacana hoje em dia, né, assim, para eu aparecer nas redes sociais, então para eu ter mais curtida, para eu ter mais like. Então, eu faço esse contraponto com esse vazio, sabe, Ruber? Porque assim, eh, não só a nós, né? A gente também às vezes tem os nossos momentos que fala: "Nossa, sei lá, nem eu me aguento comigo mesma", né? Assim, então tem um pouco dessa coisa, desse vazio que a gente vive, mas acho que pro adolescente é uma coisa muito voltada pro modismo mesmo. Então, eh, ele não quer lidar com a solidão, mas a solitude é bacana, né? Vamos entender como é que é isso, né? é on tal e eu quero estar integrado, eu quero fazer parte desse grupo. Mas tem um perigo também, né, muito grande atrás dessa solidão, né, que ele pode estar de alguma forma também dentro dele, né, assim, convivendo ou alimentando uma solidão. E é quando você vê aí situações, né, nos noticiários que nos preocupa, adolescente que sai matando, adolescente que faz sai fazendo isso ou aquilo. Eu acho que tem uma coisa que precisa ser observada melhor, né, nesse entendimento da solidão do adolescente para mim. E a gente bê por base nessa série, né, adolescência recentemente, quando você olha essas situações, você fala: "O que isso?", né? Aparentemente um adolescente de 13, 14 anos quieto, sozinho, na dele, né? Chegando ao ponto de, né, de agir dessa forma. Então, tem um entendimento aí também que a gente tem que a gente tem que pensar e cuidar. uma preocupação muito grande, porque nem sempre ele consegue expressar tudo isso. Exatamente. Acho que a gente precisa eh eh nós fizemos uma série aqui também de três programas eh debatendo a série adolescente com profissionais e a nós, na verdade eu, eu penso, me corrija se estiverem errado, a gente tem que fazer um esforço para tentar entrar e entender um pouquinho esse mundo dos adolescentes para que a gente possa trabalhar com eles. Quando digo a gente somos nós, eh, mães, pais, né? E a partir desse dessa desse caminhar nesse mundo, eh, tentar listar as coisas, pontuar as coisas e buscar a ajuda de um profissional, porque eu vou te falar, o negócio é delicado sozinho, a gente é desafiador e é por isso que a gente precisa de profissionais e a gente fica muito feliz quando a gente consegue trazer profissionais assim eh eh de alto gabarito como vocês, porque é importante, as pessoas estão em casa, estão mandando perguntas, a gente já começa a atender os nossos telespectadores. E e é muito bom a fala de vocês ter um peso muito bom no nosso dia a dia, porque a gente sempre consegue lançar uma semente e a gente consegue perceber que o telespectador puxa alguma coisa para ele e que vai alinhar ou então ser o início de um uma caminhada diferente de de uma melhor qualidade de vida, seja pra família, seja pro casal, seja pro pro pros filhos, adolescentes. Então, eh, é muito bom. Eu agradeço desde já a presença de vocês e você que tá aí do outro lado, muito obrigada por estar participando. A produção tá falando aí, tem perguntas agora 8:53. A gente começou atrasado um pouquinho por questões técnicas, mas a gente vai até 9:15, então dá tempo de responder algumas perguntas. Então, vamos lá. Você que tá aí do outro lado, tá mandando, pode continuar mandando aí. Vamos lá, produção, pode mandar pra gente. Coloca na tela, por gentileza. O Fernando do Parque Oziel. Sinto uma pressão para postar fotos de casal e oficializar nas redes. Se não posto, parece que não é sério. É verdade, né? Isso é um ponto bem interessante pra gente discutir. E o Fernando pergunta: "Como lidar com essa exposição?" Então, Solange, hoje eh parece que se você não postar a foto de você e o seu parceiro, né? O casal não postar a foto do casal ali, parece que, tipo assim, ah, você tá vivendo um relacionamento, o que que é isso? A que ponto chegamos? Pois é, acho que tem uma cobrança do externo aí muito grande, né? Que nem aquela coisa do Está no Facebook, né? A pessoa tá se relacionando, ela vai lá procurar para ver como é que essa pessoa tá, se ela botou alguma coisa ali, o stato, namorando, noivada, enfim. Eu acho que tem sim uma cobrança do externo muito grande. Eh, é muito importante que você, né, com a pessoa com quem você se relaciona, você esteja bem, né, assim, na tua relação. E o que que você combina com essa pessoa? até que ponto vale a pena realmente, né, assim, oficializar nas redes sociais, né, assim, acho que essa combinação, esse contrato, esse acordo da relação é muito importante com o seu parceiro, com a sua parceira. Mas até que ponto nas redes sociais eu preciso de fato, né, colocar? Tem pessoas que de fato são mais tranquilas com as redes, mas eh acho que você tem que perceber o quanto isso te afeta, né? O quanto isso te te deixa numa situação desconfortável ou não, porque eu não preciso também o tempo todo, né, eh colocar eh eh toda a minha vida nas redes sociais. Mas então essa pergunta você tem que fazer para você mesmo. Até que ponto é importante para mim e pro seu parceiro eh oficializar isso nas redes sociais? Porque você convive com pessoas, então a relações a relação estará oficializada na tua família, entre teus amigos, enfim. Mas essa nossa relação com as com as redes sociais, ela tem que ser um pouco mais cuidadosa, né? Então pergunte para você primeiro se fica bom. Se ficar bom, ok, poste, né, curta isso, mas não espere também, né, que isso vá eh mobilizar alguma coisa diferente em você. Tem que tá bem para você. Se tiver bem para você, faça. Muito bem. É isso mesmo. Quer fazer um adendo, Isabela, por favor, né? Hoje em dia, né, no mundo virtual vem com tanta força que realmente tem essa cobrança muito dos outros, né, de que parece que é, mas você nem postou como assim você tá namorando, não vi nada, né? E acho que muito, né, completando o que ela trouxe, é saber separar o que é seu e de seu parceiro, o que vocês têm o desejo de realmente postar. e compartilhar. E o que é um desejo do outro, né? O que é essa cobrança do outro, né, dessa do de ter que postar nas redes sociais, de ter que provar pra sociedade o que você está fazendo, né, qual o seu status. Então, acho que olhar com carinho para isso e entender o que você realmente deseja eh tornar público, né, nas redes sociais e fazer isso não é um problema, né? postar pro seu relacionamento, desde que parta de você, que não seja só por, ah, eu vou fazer isso porque é uma pressão, porque eu preciso mostrar para todo mundo que eu estou namorando. Perfeito. Agora é um contraponto dessa dessa desse questionamento do nosso telespectador. Eu eu lendo para poder entender um pouco, né, para vir conversar com vocês profissionais aqui no nosso estúdio Câmara, eh ele fala eh da postagem da foto do casal em redes sociais, né? E eu vi algumas eh matérias eh na internet e alguns comentários de adolescentes que vivem esse modismo do relacionamento líquido, que para eles a postagem do casal nas redes sociais acaba sendo motivo de chacota. Pois é, gente, que que negócio diferente. A gente não consegue, não tem um equilíbrio. Eu quando vi isso, eu falei: "Não, mas será que é mesmo?" Né? Então, enquanto uns querem postar ou precisam postar ou são ah pressionados a postar para mostrar que estão tendo um relacionamento, outros eh não postam e quando vê a postagem dos companheiros ali, a gente coloca aí perfil, né, adolescente, acaba sendo motivo de de chacota. É isso mesmo. Mas é é curioso como existe alguns códigos, né? Porque eu andei repando cadinho e aí eu reparei que eh minhas filhas já não são mais adolescentes, né? Saindo da adolescência 23, 24. Demorou um pouquinho. A adolescência tá tá se prando um pouco mais, mas eu acompanho muitos. Tem eu, né, sou a galera, né, a galera que os amigos das minhas filhas, muitos, muitos deles me seguem, acho bacana. E às vez eu percebo que tem uma coisa assim interessante que às vezes quando um posta, o outro posta igual. Então foi para algum lugar, normalmente não tem muito essa coisa de postar mesmo a coisa do casal, mas eu estive nesse lugar, né, assim, dá aquela situada, mas assim, o que um postou, o outro posta igualzinho. Então, tem uns códigos assim meio meio curiosos. Aham. Agora tem uma coisa muito curiosa que assim que a gente tem tem que ter muito cuidado nas redes sociais que assim a gente quando e acho que Bman fala um pouco disso, Moreno também, né, citava essa questão que assim eh hoje tem uma coisa de eh uma a gente vive assim a era dos egos, né, assim, então assim, o meu é melhor, a minha política é melhor, né, assim, a minha educação é melhor, enfim. Então eu acho que essa essa postura individualista aparece muito nas redes sociais. cuidados é preciso ter também, porque acho que essa coisa, quando você falou da da ser motivo de chacota, é, infelizmente esses cuidados, né, assim, com fake news, com tudo isso que a gente tá tá tá aí se atravessando com tanta, né, polarização na nesse mundo de hoje, não só, né, na política, mas nas relações também, nos relacionamentos, né, assim, o tipo de relacionamento, qual é o melhor relacionamento? é realmente ser mais livre, é realmente postar que, né, eu tô curtindo mais a solitude, OK? Eu acho que esse entendimento tem que tá bem com você mesmo primeiro, sabe assim, com a tua vida, o que é importante para mim. É legal. Então assim, não tenha receio, né? Agora se você tá disposto a postar para para como ela falou, né? Ser motivo de de chacota, tome cuidado, porque a gente, principalmente se seu perfil é aberto, né? Você tem que tá preparado para tudo, infelizmente, né? esse cuidado que a gente tem que ter e não proliferar e não ficar acho que não ficar gerando mais discussão ainda, porque isso é um stress desnecessário, né? Não sei se é por aí, né, Isabela? Vamos lá, Isabela, que que qual que é a sua pontuação sobre esse esse eh esse nosso bate-papo, né, dessa questão aí do dos adolescentes e das postagens referente a casais hoje em dia? Uhum. Sim, eu concordo. Acho que eh muito do que a gente já falou, né, essa questão de saber filtrar o que você vai postar, o que você não vai postar, principalmente nessa quando a gente pensa, né, em um perfil aberto, porque às vezes a gente acha que tá postando ali na internet só pro nosso ciclo de amigos, mas muitas vezes algumas postagens, a gente viu aí há um tempo atrás, eh, algumas postagens de uns adolescentes aí, filhos de famosos que começou a viralizar tomou uma proporção gigantesca. E então assim, às vezes a gente quando a gente posta, né, aquilo torna público, a gente tem que tá preparado para tudo que a gente pode, né, receber, ouvir, porque muitas vezes pode vir um comentário que a gente não tá esperando, né? Veio uma crítica. Então, por isso que é importante ter esse filtro e até mesmo quando a gente pensa, né, na adolescência. adolescência uma fase muito grande, né? São muitos anos. Então, se a gente pensa aí que adolescente que a gente tá falando, um adolescente aí de 13, 14 anos, então às vezes a gente ainda precisa, né, ter esse cuidado de os pais estão acompanhando, né, mas também tem esse filtro, já é aquela idade que também o pai não tem o controle 100%, né? Então é tudo muito difícil, muito complexo, né? A gente vai falar assim, não tem como a gente prender e falar, então não posta, então não acessa as redes. Hoje isso é quase que o tópico, eu acho, né? Falar assim, vamos. Mas é curioso que o adolescente ele, acho que ele começa a postar, acho que mostrar mais a coisa do cas do do casal quando oficializa o namoro, quando passa da modalidade ficante, né? Sim, sim, sim, sei lá. E vai pro, né, namoro, né, assim, aquela coisa de, então, aí você começa a ver um uma outra. Então, eh, acho que enquanto ficante ainda, que é um pouco tímida ainda, acho que mas é muito curioso esse esse jeito de funcionar, né, da adolescência. É, é esse jeito de de se relacionar, né? Eh, não sei se é a geração Z que tá se relacionando assim. Eu não entendo muito disso ainda, né? Eu tô tentando entender também. Assim como você que tá em casa agora 92. Tem mais? Vamos lá. Pode colocar pra gente, produção. A gente tá falando aqui sobre relacionamentos, né? Ó lá, Beatriz do centro. Eh, ele me chama de contatinho. Ah, Beatriz, poxa vida, ele me chama de contatinho e eu odeio. É só uma brincadeira da nova geração ou é um sinal claro de que ele não me leva a sério? É, são vários eh eh não sei como é que fala isso. É, o que que é nome? É contatinho, é crush, é é ficante, qual que você falou? Ficante prêmio, ficante master. Gente, eu não sabia que tinha esse prêmio, master simples plus, enfim, né? Então, a Beatriz, né, tá dizendo que tá perguntando. Então, eu passo para você, ô Isabela, por gentileza, para para responder a Beatriz sobre essa questão aí do contatinho. Pô, é natural ela ela não gostar, porque de repente ela não está se vendo como um contatinho porque ela tem um compromisso com aquela relação. Sem dúvidas. E vou começar dando uma resposta clássica de psicólogo, que é falar que depende, né, que ela pergunta se é um sinal claro, né, de que ele não tá levando ela a sério ou se é só uma brincadeira. E eu falo que depende, porque, né, olhando só pra pergunta, fica muito difícil a gente dar uma resposta, né? Eh, acho que seria muito errôneo da minha parte falar assim: "Nossa, com certeza ele não tá te levando a sério". e, né, talvez aí ela levar isso e poder estragar um relacionamento, mas o a chave, né, quando a gente tá em um relacionamento e a gente tá aí confuso, em dúvida do que papel que eu ocupo, né, que papel que essa pessoa tá ocupando na minha vida, é a comunicação, né, é levar isso pro seu parceiro. Então pergunto, né, jogo uma pergunta de volta pra Beatriz se ela já levou isso pr pro parceiro dela, já falou que ela se incomoda, já tentou entender, né, em que ponto que tá esse relacionamento para ele, porque só quando eles tiverem um diálogo sobre isso e os dois conseguirem estarem, né, alinhados e alinharem as expectativas de ambos dentro do relacionamento, que vai ficar melhor, né, vai ficar mais fácil de entender se ele tá trazendo isso. Isso só como uma forma de brincadeira, né? Só aí o linguajar, né, do dia a dia, do cotidiano que eles estão inseridos ou se na verdade ele realmente tá enxergando ela como só mais um contatinho e ele tá ali se relacionando com ela e com outras meninas também ao mesmo tempo. Nossa, gente. E você vê, né, é algo bem é bem delicado, né? Porque se ela não gosta, isso já vai despertar outro tipo de sentimento, né? Tem uma tristeza. Sim, vem uma ansiedade. Então é importante eh essa eh eh a comunicação, né? A comunicação eh com o casal, entre o casal. E precisa ter comunicação, sim, por mais que às vezes doa, você não queira falar, mas é importante falar para ajustar as coisas. Vamos lá. 96. Mais uma perguntinha. Vamos ver quem é que tá com a gente nessa tamanh de terça-feira. A Sofia do Castelo. Oi, Sofia, tudo bem? Olha só, depois de vários quase namoros que não deram certo, minha autoestima ficou no chão. Como recuperar a confiança em mim mesma para tentar de novo a gente direciona para você, Solange. Essa coisa do quase, né, Sofia, tua pergunta é muito legal. Essa coisa do quase é bem interessante, né? Porque assim, o quase namoro como é que é esse treino? né? É um pouco difícil da gente entender, entender, entender o quase namoro, porque eh o que que tá por trás de uma relação quando ela começa, né? Ela pode até começar com todas essas modalidades que a gente brincou, né? Do ficante, do conversante, tem o conversante também, né? Conversante, só conversa, né? Acho muito legal quando conversante. Você se curte ali, curte as minhas coisas, mas a gente não se vê, é só uma conversa muito legal. Então, passou por todas essas modalidades, então você já viveu ali, você começa a conhecer essa pessoa, entender um pouco como ela funciona, né, assim, então o que que tá por trás desse quase namoro, né, assim, eh, o que que tá faltando para tornar essa relação um pouco diferente? Primeiro, eh, é muito importante, eh, Sofia, você tá ali bem com você mesmo, a sua, a sua autoestima é a coisa mais importante, principalmente por ser mulher. Eu sou, eu não sou feminista, mas eu defendo muito as mulheres. Eu acho que a, as, as mulheres lutaram tanto para estar nesse papel hoje, nessa posição, né, que a gente está perante o homem. Quanta coisa que a gente teve que superar aí para se colocar nesse nesse lugar. Então, a autoestima da mulher é uma das coisas que eu mais prezo e acho que no relacionamento, seja ele qual for, então é importante que você goste de você primeiro, que você se valorize. Então, agora eh esse quase namoro, ele tem que entender um pouco que tá por trás, né? Sim. Então isso, essa coisa da comunicação que a que a Rúber falou e Isabela também, mesmo que se vocês não consigam conversar tanto, mas assim, acho que acho que acordar algumas coisas, né, assim, você quer ou não continuar uma relação, porque manter uma relação de quase namoro por muito tempo, a relação vai se tornar tóxica o momento, porque começam as cobranças, você começa a cobrar coisa, mas você eh eu sou namorado ou não sou? A gente se posiciona ou não se posiciona? Então, o quase namoro ele gera um pouco dessa toxicidade, eu acho, sabe? Eh, então eh é um cuidado especial que a gente tem que ter com isso também. Eh, estender isso não é legal. Então, ou parte uma ização do amor, enfim, ou é importante que cada um busque o seu caminho e cuide disso, né? Entender um pouco a expectativa também, né? Trabalhar com expectativas é muito importante. Qual é a minha expectativa e qual é o do outro? Pelo menos esse entendimento tem que ter, senão a coisa começa a se estender e tem muito adolescente que não quer, né, não quer crescer, né? Então eu prefiro ficar aqui na minha posição mesmo. Vamos mantendo assim, tá bom? Mas e o outro, né? A empatia é muito importante que roda. Nossa, gente, que delícia esse bate-papo, né? Conversar sobre temas atuais. a gente vai entendendo a forma de se relacionar, né, dos nossos adolescentes e essas nomenclaturas novas aí que estão surgindo. É importante a gente entender, sim. Você de repente você para, fala assim: "Ah, mas não faz parte de mim isso, não vivo isso". Mas o seu filho vive, a sua filha vive e você precisa entender, porque você entendendo você vai captar os sinais e você vai poder eh ajudar, né? E ter uma comunicação assertiva também. Eu pensou se o filho, a filha chega para conversar, vai falar: "Ó, eu sou conversante ou então eu sou ficante premium." Você fala: "Mas que que é isso, menino? Da onde você veio com essa conversa?" Então você precisa assim eh entrar um pouquinho nesse mundo para que você possa ter uma comunicação assertiva dentro de casa com o seu filho, sua filha, enfim, né? Com o adolescente que está no seu no seu vínculo familiar, combinado? 910. Bom, eh, tá chegando ao fim, passou muito rápido. Eu queria ficar muito mais conversando aqui. Nosso bate-papo tá tão gostoso, mas eh a gente precisa entregar. Então, agradeço imensamente a presença, Solange, muito obrigada pela sua participação. Eu fiquei muito feliz eh de você ter vindo e ter compartilhado, né, conosco algumas situações que faz a gente parar, pensar, analisar e com certeza é aquela sementinha lançada. Gratidão, viu? Muito obrigada pela participação também. Eh, queria deixar, né, na verdade, eh, uma fala que eu acho bem importante, eh, quando você falou do autocuidado, né, acho que qualquer relação, ela tem que tá embasada no autocuidado. Eu tenho que gostar de mim primeiro para poder me relacionar com uma outra pessoa. Pode ser que eu queira ser uma pessoa mais solitária, pode ser que eu busque mesmo uma solitude. A gente vê realmente em muitos relacionamentos pessoas buscando mais a solitude, desde que esteja bem para você, OK, né? Então, eh, e esse entendimento também de como funcionam hoje os adolescentes que você colocou, é muito importante conhecer essa galera, entender um pouco mais. Então, eu desejo que que as relações, né, assim, se você está se relacionando ou não, procure sempre pensar em você primeiro, goste de você primeiro, mas estar bem nessa relação, né, e nas próximas e nas futuras, enfim. E deixa que a gente vai dando conta aqui, né, desse entendimento, né, se pelo menos a gente tenta, né, né, Isabela, esse entendimento, né, de de tantas nomenclaturas, tal, mas o importante é ser feliz, é importante estar bem com você mesmo e tá bem com essa pessoa. Muito obrigada pela maravilhosa, maravilhosa. A gente que agradece. E agradecemos a Solange Araújo e agora a gente agradece também a participação da Isabela Causa, muito obrigada por estar com a gente, muito obrigada pela fala, né, pelo conteúdo que você trouxe aqui para o programa. Acredito que é de grande valia. Gratidão. Muito obrigada. Obrigada pelo convite. Foi um prazer fazer parte aqui do programa e poder contribuir um pouquinho com esse assunto, né, que aí participa da vida de todo mundo, né, em algum momento, eh, como você disse, né, sejam os adolescentes que estão passando por isso, sejam os pais dos adolescentes. Então, é um tema que acaba atravessando todo mundo. Maravilha. Tá? Então, hoje nós falamos sobre os novos códigos das relações afetivas e como a clareza emocional, a comunicação e o autoconhecimento são fundamentais para não se perder no meio de tantos estágios e indefinições. Se você está passando aí é por uma relação, pense o que você é hoje, o que você quer ser daqui paraa frente. mais importante, talvez não seja o nome da relação, mas o quanto ela é leve, recíproca e faz bem para os dois. E agora nós temos uma uma fala, né, especial aqui no programa da Solange. Então, Solange, com você, fica à vontade. Cuba, eu queria, na verdade, eu sou adepta das artes, né? Acho que a poesia ela entra muito nos meus atendimentos e ela entra muito na vida, né? Então assim, ã, um pouco antes de vir para cá, eu encontrei uma crônica muito linda que acho que é legal, gostaria de ler, né, pra gente entender um pouco essa procura do amor. Quem escreveu foi uma cronista, né, uma uma colunista eh do jornal da Veja Veja, foi publicada em 2022 na revista Veja do Rio de Janeiro, chama-se Procura-se um amor. Vou ler para vocês. Pera aí, deixa eu botar aqui para aumentar. Vamos lá ao vivo. Procura seu amor. Não precisa ser perfeito, não precisa ser para sempre, não precisa ser o maior de todos, desde que seja imenso. Aceito desafios de várias espécies, menos a indiferença. Já vi no filme, na novela, no romance e até na vida real. Se bem que já faz um tempo. Sei que já fui muito mais frequente. Ou porque antes a gente era diferente, ou porque o mundo era outro, mas ouvi dizer que existe ainda. É raro, eu sei. Apesar disso, procuro. Pode ser louro, morena, bonito, feia, médio, esquisita, muito magro, meio bronco. Pode ter cabelo liso, cacheado, não importa. Se eles tiveram alguma coisa de John Makovit misturada com Manuel de Barros ou Angelo de Oli, né, pros homens, enfim, seria ótimo, mas não chega a ser uma exigência, de preferência que ligue todos os dias, sempre morrendo de saudade. Seria lindo se ele me desse rosas vermelhas, mas também não preciso. Exijo apenas que ele me beije arrebatodamente. Arrebatodaramente. Tá difícil essa palavra. De forma arrebatada. Uhum. desde que a gente se encontre, que ele fique pelo menos um pouco triste toda vez que a gente brigue, que ele fique bambo, às vezes quase morto de desejo. Não vou sugerir aqui a possibilidade dele exagerar um pouco, se for preciso, para me deixar mais contente, apesar de saber que essa é uma uma solução possível. Procura um amor de verdade, mesmo que ele minta muito raramente. Estou plenamente consciente de que não é fácil, que dá trabalho, medo, insegurança, dúvida, dívida, traz, traz cobrança, problema, sofrimento. Ainda assim estou preparada para arriscar, chorar, me descabelar, me virar, rebolar, se valer a pena. Procuro estudar sociologia. Prometo estudar sociologias por o caso para tentar entender se antigamente os homens eram mais atirados ou se as mulheres é que eram mais simples. Se chegar a uma conclusão não muito satisfatória, prometo ainda dar a volta por cima. Já vou dar uma única dica, homens, atenção, mulheres gostam de ser seduzidas. Apesar de pesquisas, observações, entrevistas ou que se jogar necessário, procurarei compreender os motivos que me que levam o sexo masculino a priorizar o trabalho e o sexo feminino a dar tanta importância ao amor. Será que essa é a maior dificuldade de todas? Levarei em considerações fatores biológicos, históricos, eteritários, atípicos. Júrico, para me inspirar, vou ler muita poesia. Me procure e me compromete a ser doce, louca, carinhosa e compreensiva na medida do possível. Garanto aprender culinária. Se isso for, se for imprescindível, faço qualquer negócio. Só não quero me julgar e depois ouviram: "Ah, por que não sei lá? Porque não sei lá?" Enfim, aceito tudo, a não ser desculpas esfarrapadas. Faço questão de um mínimo de certeza o suficiente para viver alguns dias felizes e algumas noites muito quentes. Não abro mão de uns poucos detalhes. Segredo no ouvido, muito, muito alibido e pelo menos um olhar apaixonado por semana. O ideal é que comece, que o começo seja explosivo e o final, se houver final, seja por alguma razão inevitável. Se não for o ideal, não faz mal. Tudo tem os seus defeitos. Não é difícil me encontrar. Tem uns 20 e tantos anos, ten lá os meus encantos. Me chamo Susana, Marina, Tatiana, Isabela, Ana, Cecília, Solange, Isabela, Rúbia, Beatriz, Daniele, Sabrina, Poliana, Estou espalhada pelo mundo inteiro. Uau. Adriana Falcão, crônica procura-se um amor. E assim a gente encerra o nosso estúdio Câmara de hoje. Obrigada só. Olha só, né, gente? Que maravilha. Obrigada a você aí do outro lado. Amanhã é feriado, dia 9 de julho, mas te convido para acompanhar o Estúdio Câmara e toda a programação da TV Câmara Campinas. Amanhã Estúdio Câmara a gente vai falar sobre frio, abaixa temperatura, impede você de se exercitar. É, no estúdio Câmara a gente fala sobre motivação, saúde, como manter a rotina de atividades físicas mesmo nos dias mais gelados, né? E olha, com essa crônica e com a fala, né, dessas mulheres especiais que nós trouxemos hoje no programa, a gente encerra o estúdio Câmara desejando a você uma ótima terça-feira. Continue ligadinhos. Nós temos Câmara Notícia trazendo informações do Legislativo Campineiro e também de toda a nossa metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas está magnífica, feita com muito carinho por uma equipe nota 10, especialmente para você. Beijo grande. Obrigada pela sua participação, pela sua audiência. Mais uma vez, gratidão vocês, meninas. Adorei o programa de hoje. Fiquem com Deus, curta sua terça-feira, se cuide e até amanhã. [Música] [Música] [Música]
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