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Olá, [Música] muito bom. Bom dia, estamos chegando com mais uma edição do estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é terça-feira, dia 16 de setembro. Hoje é dia de falar de um tema que está silenciosamente presente em muitos ambientes de trabalho. É o quiet cracking. É, você já ouviu falar sobre isso? É um tema novo, mas que em português significa rachadura silenciosa, aquele desgaste interno que muitas vezes passa despercebido, mas que afeta a saúde mental e a produtividade. E você aí de casa também pode participar com a gente. Vamos juntos entender esse fenômeno que pode estar mais próximo do que imaginamos. Manda sua mensagem. Você já ouviu falar do quiet cracking ou você está passando por isso? Vamos conversar. 199729377, nossa produção já apostos para receber a sua mensagem e logo em breve a gente começa a responder a sua pergunta com os nossos entrevistados. A nossa entrevistada já está aqui no estúdio. Daqui a pouquinho faço a apresentação dela e já já a gente começa a falar sobre esse assunto, quiet cracking, né? esse cansaço silencioso, um pouco maquiado e que vai desmotivando e a gente precisa entender para ter a noção de o que estamos passando e também pra gente buscar tratamento e ajuda, se assim for necessário. Agora vamos atualizar algumas informações. Vamos lá, então. Olha, ontem teve a 54ª reunião ordinária e os vereadores de Campina aprovaram, Campinas aprovaram em definitivo o projeto de lei complementar 21/2025 de autoria do executivo que autoriza a doação de um terreno público localizado no bairro Nova Campinas para a Arquidiocese de Campinas. A área já abriga a Igreja Santa Rita de Cásia e teve sua descrição atualizada. O projeto também altera a denominação do beneficiário, substituindo o antigo bispado Campinas pela Arquidiocese de Campinas, que atualmente representa a divisão territorial da Igreja Católica no estado de São Paulo. A proposta prevê o prazo de até 5 anos para que a finalidade religiosa esteja regularizada, caso contrário, o imóvel será revertido ao município. Lembrando que outros projetos também foram aprovados e você confere tudo que aconteceu na reunião ordinária de ontem no Câmara Notícia hoje ao meio-dia com Gabriel Castro. Vamos lá, mais uma informação para você. Processo seletivo para estagiar na Mata Santa Genebra está aberto. A Fundação José Pedro de Oliveira está com vagas abertas para estágio em meio à natureza da Mata Santa Genebra. São três vagas nas áreas de administração, ciências biológicas e direito, além de cadastro reserva para estudantes de contabilidade. Agora você pergunta: "Como é que eu vou me inscrever?" Gente, para se inscrever acesse, tá? O site é portallabre.com.br, processoeletivo edital. Então, acessa lá. Eh, até o dia 2 de novembro você pode se inscrever. A seleção será feita por análise de currículos, tá? E como benefício tem uma bolsa auxílio de R$518, auxílio transporte com desconto de 3% sobre a bolsa e a carga de 6 horas diárias com duração inicial de 1 ano podendo ser prorrogada. O resultado do processo seletivo está previsto para o dia 25 de novembro. Mais informações edital do cronograma completo estão disponíveis também no Diário Oficial do município de 12 de setembro na página 66 para acessar. Você pode acessar lá o site da Câmara de Campinas. Do ladinho tem Diário Oficial do Executivo e do Legislativo. Você acessa o Diário Oficial do Executivo, vai lá eh no dia 12 de setembro, página 66, aí você consegue encontrar esse edital aí de estagiários para a mata da mata S. Genebra, boa sorte para você. Inscreva-se. Uma oportunidade. Previsão do tempo chegando hoje, Campinas. Como é que fica o dia hoje aqui, né? Olha só, o dia começa com sol entre nuvens e a previsão de tempo instável na região. E você acredita que pode ser que tenhamos aí pancadas de chuva moderada a forte no período da tarde e à noite? Então, você acredita? Eu só acredito vendo. Olha só, de acordo com a previsão, devido à circulação de ventos em níveis em níveis elevados da atmosfera, isso vai favorecer aí o crescimento de nuvens de chuva, porém também a possibilidade de ventanias e quedas de raio durante a ocorrência das tempestades, tá bom? Mínima 16, máxima 30. Então, possibilidade aí de chuvas isoladas entre a tarde e a noite aqui na cidade de Campinas. Muito bem, vamos lá então com o nosso foco, né, o nosso tema principal aqui do programa. Você já percebeu pessoas que estão sempre presentes no trabalho, cumprindo suas tarefas, mas às vezes elas parecem desconectadas ou desmotivadas. Esse é o fenômeno chamado quietracking. Hoje a gente vai tentar entender as causas, os sinais e o que pode ser feito para prevenir e tratar esse problema, né? Então, conosco aqui no estúdio, nós vamos receber a Juliana Fida. Ela é psicóloga, clínica e terapeuta, especialista em saúde mental e bem-estar no trabalho, vai conversar com a gente para nos ajudar a entender, compreender o quiet cracking, eh, no ângulo organizacional e também no clínico. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Tudo bem? Joia. Muito bem. um prazer receber você aqui no nosso programa pra gente falar dessa questão do quietracking, né? Estudos internacionais como da Talenteless em 2025 nos Estados Unidos apontam que cerca de 54% dos profissionais já sentem esse tipo de desgastes. Eh, desgaste. No Brasil, nós temos pesquisas sobre saúde mental no trabalho que indicam que entre 67 e 78% dos trabalhadores relatam estress ou exaustão emocional. Vamos lá, Juliana, do ponto de vista clínico, né? Quais sinais indicam que um profissional ele está sofrendo o quietra? E eu gostaria que você falasse antes de responder a pergunta sobre esse tema, porque é algo muito novo e que a gente não tá acostumado, mas são situações que vem surgindo no trabalho, que vem sendo diagnosticadas por profissionais da saúde mental e que vem para nos acender um alerta. Isso mesmo. Então, essa essa nomenclatura, né, ela tá muito em voga nesse momento, porque nós estamos hoje tendo uma preocupação muito maior sobre a saúde do trabalhador, né, no contexto dele do trabalho. E aí que a gente tem, né, hoje a lei da NR1 e tudo mais. Eh, e a partir do desse momento que a gente começou a olhar paraa saúde mental do trabalhador e conseguir classificar o que é proveniente do ambiente de trabalho e o que é proveniente da vida pessoal da pessoa, nós conseguimos isolar esses fenômenos, né, da onde que vem cada núcleo, né? E o e o Quite Kriken, ele vem justamente desse ambiente de trabalho que não tá conseguindo olhar pro trabalhador, não tá tendo esse olhar empático, né? eh, e que deixa esse trabalhador isolado e não traz ele para perto para conseguir ouvi-lo. O por que ele tá tão quieto, porque que ele tá tão desmotivado, fazendo apenas aquele necessário, eh, sem aquele brilho nos olhos, né? Porque a gente sempre precisa lembrar que o ser humano ele precisa do brilho nos olhos. Exatamente. Senão ele perde a motivação, né? E hoje a gente sabe que esse brilho nos olhos, essa motivação, esse ambiente de trabalho, ele é fundamental para proporcionar ao trabalhador eh para que ele viva essa esfera profissional com a maior qualidade possível. Perfeito, perfeito. A gente eh eh esse brilho nos olhos, né? A gente levanta de manhã desmotivado, não vem com essa conversa que você levanta 5 horas da manhã, pronto, fala uau e tal. Só que ah, no desenvolver aí eh eh da sua agenda diária, né? Vamos lá, levanta. Ah, vai tomar um café, vai tomar um banho, já vai pensando no trabalho, já vai tendo aí uma automotivação para que você possa chegar no trabalho e desempenhar a sua função como maestria. E isso é maravilhoso quando a gente gosta do que a gente faz, né? E quando a gente está pronto para desempenhar essa função, a gente precisa ter o quê? O brilho nos olhos. Só que no desempenho dessa função, chega um momento, dependendo da situação, do ambiente, eh chega um momento que você perde esse brilho nos olhos. E aí vem a questão do quieting, né? A Juliana falou muito bem pra gente eh dos sintomas, daqui a pouquinho a gente vai falar porque agora a gente já tá recebendo mais uma convidada nossa, né? Vamos dar as boas-vindas, então, a psicóloga organizacional, especialista em gestão de pessoas, desenvolvimento e liderança. Ela chega para participar com a gente. Ela é a Clécia Aragão. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Eu agradeço o convite, né, por estar aqui com vocês e, enfim, estou me sinto muito honrada por isso, por estar aqui. Maravilhosa. A gente fala hoje sobre quietaing, né? A Juliana deu uma passada eh eh uma pincelada sobre esse tema novo e que tem eh levantado uma questão bem interessante quando a gente fala de saúde mental, principalmente eh no clima organizacional, né? Eu gostaria que você colocasse pra gente qual que é a sua interpretação, a sua visão eh desse quieting, né? Ou seja, você vai tendo aí um desgaste eh mental, emocional e você está por estar no local de trabalho principalmente, né? Daí tem gente que fala assim: "Só tô o corpo, a alma deixei em casa". É mais ou menos isso. Sim. Eh, e é uma questão, né, muito importante assim, dar essa pausa de fato para olhar, né, para tudo isso. A questão da saúde mental, ela de uma certa forma ela está ligada a uma falta de sentido, né? O por que eu estou ali, né? Por que que eu estou eh naquele ambiente? Por que que eu saio da minha casa para ir para este trabalho, né? E esse trabalho, ele tendo esse significado, qual é o propósito disso tudo, né? Então, sabendo que o nosso trabalho ele é um meio realmente pra gente exercer o nosso propósito de vida. Então, eu percebo que muitas lideranças, inclusive eh acabam realmente com a demanda do dia a dia ali, né? Às vezes apagando muito incêndio, eh, sem falta de processos claros. e bem objetivos, assertivos paraa equipe, acaba que esse sentido do trabalho, o propósito da empresa está alinhado ao meu propósito, os meus valores estão alinhados aos valores da empresa. Então isso precisa realmente assim dar um zoom, sabe, para para esse sentido. Por que que eu estou ali. Uhum. Perfeito. Muito interessante a fala de vocês e muito interessante esse tema porque é algo muito novo. Eu eu tive que estudar, gente, tem que estudar todo dia para fazer esse estúdio câmara, porque pra gente conseguir ter o mínimo de entendimento para conversar com essas profissionais que são maravilhosas, a gente precisa estudar muito para conseguir falar um pouquinho, né? E aí, eh, eu vi lá esse quiet cracking, ã, nesse mês de setembro ele teve aí uma visibilidade maior, mas antes do quietracking tem o quieting e a burnout. Então, eu gostaria que a Juliana falasse pra gente um pouquinho sobre a diferença, né? É burnout, quieting e quietracking. É isso, né, gente? É muita coisa. É, vamos classificar assim, o burnout ele é uma sequela Uhum. Hum. Do quieting e do quieting. Uau, entendi. Perfeito. Então, o aquilo que não é tratado, né, as pessoas elas vão eh ficando desmotivadas, elas vão ficando ã isoladas no ambiente de trabalho, perdendo aquele brilho nos olhos, né, o os valores, né, pessoais com da empresa são incompatíveis e tudo isso vai tendo uma sequela, né, nas emoções. dessa pessoa. Então, o burnout ele é a sequela final disso, né? Assim como burnout, assim como os processos eh depressivos, ansiosos, né? Então, o burnout ele a gente tem que entendê-lo como uma sequela, né? E o quieting e o quieting eh são os fenômenos que causam eh essa esse adoecimento mental. Muito bem. Agora, Clécia, eh a pessoa que está passando pelo quiet cracking, ela se isola. Esse isolamento vem da própria pessoa ou esse isolamento ele vem ah do ambiente em si? Como que funciona? A pessoa se isola ou o ambiente isola a pessoa e aí automaticamente ela vai se sentir mal e ela vai cada vez mais se retraindo? Qual que é a dinâmica disso em um ambiente organizacional? Bom, primeiro, né, nós temos que entender que nós somos indivíduos únicos, então dá para separar a vida profissional de vida pessoal, né? Então, nós somos seres com únicos. Então, essas emoções e o que acontece tanto no ambiente externo, na vida pessoal, como na vida realmente, né, ali da empresa profissional, eh isso tudo está junto, né? Então, se a pessoa passa por alguns desafios na casa dela, então com certeza, se ela não está resolvida, de uma certa forma isso vai impactar na vida profissional. E o contrário também, às vezes eu tenho uma dinâmica muito estressante no ambiente de trabalho e aí eu levo isso pro meu ambiente pessoal e aí essa pessoa chega tão estressada, nervosa, que aí o núcleo familiar acaba ficando de uma certa forma ruído, né? Tem um ruído ali muito grande. E e para isso eu trago o autoconhecimento, né? Porque quanto mais eu me autoconheço, eh, eu consigo identificar realmente e olhar para aquilo que está me fazendo mal, né? Porque hoje, né, se a gente for considerar, tá muito em evidência por conta da NR1, das atualizações, que a empresa, apenas a empresa é responsável por essa questão emocional da pessoa. Então, é algo que precisa ser visto aí também, né? porque é um ser único que está no ambiente social, familiar e corporativo, né? E aí cabe realmente, nesse caso NR1, trazer esse olhar, esse Zoom para ver se essa empresa está realmente em condições, né, de de proporcionar o ambiente saudável pro seu colaborador. Mas existe aí, né, é é bem complexo mesmo, porque nós somos complexos, né, então tem que ter esse olhar mais afinado mesmo e entender e a empresa proporcionar também esse autoconhecimento. Muito bem. É interessante mesmo, né, dentro da empresa você ter a oportunidade de repente passar um dia, fazer um um um workshoping com alguém que eh é um profissional de saúde mental para que eh dê para você o o início, né, de um caminho para o autoconhecimento, que isso é muito importante e isso traz uma confiança pra pessoa, né, traz aquela coisa assim, eu sei quem sou, sei o que quero, sei para onde vou e aí automaticamente você vai definir e vai entender se o que você está vivendo dentro daquele ambiente organizacional realmente é o que você quer paraa sua vida ou não. E aí tem os dois lados da moeda, né? Se é, você continua e segue com autoconhecimento. E se não é, a partir do autoconhecimento, você tem a oportunidade de sair daquele ambiente e, de repente, buscar algo paraa sua vida eh melhor. Eu acho bem interessante a questão do autoconhecimento. Agora, esse quiet cracking, né? sintomas, insona, ansiedade, dores físicas, frustração constante e quase imperceptiva para os colegas de trabalho. Porque como a pessoa se autoisola, ela se isola, ela não vai falar com ninguém, né? Então isso vai trazer um algo pro ambiente de trabalho que não é saudável. E como que a gente faz os líderes, né? Qual que é o caminho que os líderes devem tomar, Juliana, para poder realmente entender o que aquela pessoa está falando? Porque a Clécia trouxe algo bem interessante aqui que eu gostaria de pontuar, que a gente ouve ouviu, né, muito. Eh, quando chega no trabalho, pega seu problema, coloca na caixinha, porque aqui você está para trabalhar, para exercer ou executar a sua função. E você não pode misturar os problemas de casa com o seu trabalho, porque você não, senão você não vai ter um bom desempenho. Outra coisa. Ah, no trabalho eu sou uma coisa, em casa eu sou outra. Isso realmente acontece? Isso realmente pode acontecer? E até que ponto isso é saudável, né? Você ter que interpretar no trabalho alguém que você não é, fazer acontecer algo que você está sendo forçado, porque se você não tá bem, você precisa mostrar que está bem. Então, até que ponto isso é positivo? É realmente isso mesmo que acontece ou esse padrão está sendo mudado? Olha, Rúbia, eh, infelizmente a realidade, né, em que eu atuo dentro da clínica, né, eh, é muito perceptível que, infelizmente, esse padrão ainda não é um padrão que tem uma perspectiva de melhora, né, porque muitos líderes, muitas eh culturas organizacionais, né, elas Elas solicitam justamente isso que a Clésia falou, né, de que a pessoa ela chegue no trabalho e e execute, seja apenas uma executora, né? E quando a gente fala do ser humano, né, nós não podemos pensar num num ser humano fragmentado, né? Ou eu sou só trabalho, eu sou eh só pessoal, né? Nós somos, como ela colocou muito bem, eh seres muito complexos, né? Eh, e as empresas e principalmente os líderes, né, eles precisam de fato serem muito preparados e terem essa capacidade, né, de ter esse olhar humanizado pro seu colaborador, né, de perceber esse colaborador se ele tá muito isolado, se ele tá muito quieto, se ele tá percebendo esse colaborador fazendo apenas aquilo. que é solicitado sem trazer novas ideias, né? Esse líder, ele tem como compromisso com a função dele eh atuar junto com esse colaborador, ter esse olhar empático, né? O líder ele é o maestro do time, né? Mas muitas empresas, a grande maioria, elas ainda não conseguem eh fazer a formação desse líder, né? Hoje a gente ainda encontra aquela liderança muito eh conservadora, né? Só aquela pessoa que cobra, que impõe metas, que, né? É claro que a empresa ela precisa gerar o lucro, ela precisa eh eh visualizar a lucratividade, mas ela também precisa proporcionar ao colaborador dela um ambiente em que ela se sinta estimulada a trazer o novo, a trazer novas eh oportunidades, a proporcionar para esse colaborador, né? É, exatamente. É interessante a visão, né, que vocês trazem pra gente amplia a nossa, porque às vezes você tá num ambiente eh se sentindo dess desse jeito, mas você acha que ah, tá tudo automático mesmo, só vou fazendo, vou fazendo. Mas a pessoa que ela está passando por esse quiet cracking, de repente pode ter sido uma pessoa ativa, uma pessoa que participava de reuniões, uma pessoa que dava opiniões, uma pessoa que ajudava, uma pessoa que tava lá e tal, só que de repente o cansaço, né, eh eh e a falta de incentivo também, né, Clécia, pode eh fazer com que essa pessoa ela acabe só fazendo o que ela tem que fazer e fim. Então, a gente tem que estar atento a isso. Qual o sentimento que essa pessoa tem? Ela, por que que ela não chega? Se ela não está contente, se ela não está se sentindo bem, o por que essa pessoa ela não pede para sair? Porque isso é a visão de muitos líderes. Se você não tá contente com o seu trabalho, se você tá achando que você tá muito cansada, se você está sobrecarregada, pede para sair. E aí o que acontece? A pessoa que ela tá passando por essa situação de quietacking, ela tem a mente dela, tipo assim, tem a visão, vou pedir para sair ou ela continua nesse modo automático, só fazendo o que ela tem que fazer, sem responder, sem ter estímulo nenhum, saindo de casa, indo pro trabalho, do trabalho para casa e fica nesse ciclo vicioso. Olha, acho que a gente tem que voltar um pouquinho. A sua pergunta me faz realmente refletir que existe um ponto antes, inclusive eu estava conversando faz muito tempo com o CEO da área de finanças, Sim. né? E falando sobre saúde mental mesmo. Então, se a pessoa ela não pede para sair, nós temos que falar da saúde mental financeira, né? O quão a vida financeira ela impacta a saúde emocional e a saúde mental. Examente. Uhum. Então, se eu estou ali, né, no ambiente de trabalho, eu era uma pessoa extremamente ativa e por algum motivo, né, as coisas vão caminhando por um outro lado e que aí vai, de uma certa forma desvirtuando ali dos meus valores ou tem situações que a empresa pede que não conversa com os meus valores. Então isso, desculpa, vai dando uma certa apagada nesse profissional. E aí cabe a liderança observar, vou dar um pequeno exemplo numa reunião de equipe com a sua equipe. Então tem lá um tema para ser discutido e somente vai lá de 10 pessoas apenas quatro pessoas falam na reunião. E aí os demais, porque a partir do momento em que cada um fala, dá a sua contribuição, ali quer dizer que é o quê? Ali você está engajando, está ouvindo todos, né? Então a fala ela traz esse comprometimento, né? E esse comprometimento realmente ele traz o quê? responsabilidade, autorresponsabilidade. Então, a gente precisa eh parar também para observar o quão aquele meu colaborador ele se sente pertencente àquele lugar, né? O pertencimento. Então, a liderança precisa ter esse esse olhar, né, que eu trago também é o líder, ele é ele é um farol, né? Ele é um farol para iluminar, de uma certa forma a potencialidade de cada colaborador que está ali, as habilidades que estão ali, porque às vezes a gente só fica na primeira camada, né, e não mergulha ali para entender um pouco mais sobre as habilidades e as potencialidades que tem aquele colaborador, né? Então eu trago realmente que existe eh sempre você precisa ampliar o olhar, não dá apenas para ter um foco, porque depende se eu trabalho em equipe, né, quem é esse líder, de que forma que ele realmente está olhando para cada colaborador, porque nós somos únicos e singulares. Uhum. Então o líder ele precisa ter essa percepção. Muito bem. Eh, a liderança, né, e o RH, Juliana, tendo essa percepção, tem como reverter essa situação de quite cracking dentro do ambiente organizacional? Claro que tem, né? Eh, mas é justamente assim, a gente tem que ter esse entendimento desse e fazer esse olhar completo sobre o sistema funcional de uma empresa, né? Então, pensar desde você fazer eh uma contratação eh acertada eh dos gestores, né, de você proporcionar aos colaboradores em todos os níveis, né, eh eh estímulos para que essas pessoas eh consigam desenvolver dentro de si o autoconhecimento, né, consiga desenvolver ver dentro de si eh a questão de buscar mais conhecimento, né? Eh, de desenvolver essas pessoas para terem acesso a novas informações, proporcionar o novo aos colaboradores, né? Eu achei muito interessante a pergunta que você fez anteriormente, porque às vezes a gente pensa somente naquele eh colaborador que tá hierarquicamente mais acima, mas a gente também tem que pensar naquele colaborador que tá mais, né, no chão de fábrica e que ele é muito pouco visto, muito pouco eh reconhecido, né? E existem muitas poucas promoções para essas pessoas. E são justamente essas pessoas que passam, né, por essa fragilidade financeira. Uhum. E aí que dificulta a vida delas de se sentirem desmotivadas no trabalho, de não terem mais, né, aquela aquela vontade de tá ali, mas elas têm que tá ali por uma subsistência, né? Então esse colaborador ele é muito pouco visto ainda na questão organizacional, né? O que a gente vê é é mais investimentos pros cargos que estão estão acima hierarquicamente, né? Mas uma empresa ela precisa enxergar todos, né? Então eh isso é cuidar da saúde mental, né? e cuidar do todo. Perfeito, né? Não de maneira fragmentada. É isso mesmo. Agora vamos analisar, né? O trabalhador que tá lá passando por essa situação de quiet cracking, ele vai, executa a sua função sem nenhuma motivação, né? Eh, faz automático e vai para casa. Chegando em casa, qual é essa vida social? chegando em casa, eh, qual é o sentimento que essa pessoa tem? Porque quando você gosta do que você faz, eh, você chega em casa com a sensação de dever cumprido. E essa sensação de dever cumprido é muito boa. Agora, quando você está executando por executar ou fazendo por obrigação ou pior, fazendo por necessidade, quando você chega em casa, qual é a sensação que você tem e como que você vai ahã lidar com quem te espera, com a sua família, né? Eu gostaria que você trouxesse pra gente, Clécia, a questão da saúde mental da família, eh, quando o provedor vive essa situação de quieting, olha, colocando no lugar, né, como psicóloga, né, também como empresária, de estar ali no dia a dia do do próprio colaborador. Eh, imagine esse colabor, esse colaborador ele não está motivado. Uhum. N. Então, quando eu falo colaborador, é o colaborador, seja que ele realmente, né, como foi trazido aqui no chão de fábrica, a questão da hierarquia, enfim, mais alta. Eh, primeiro, o meu trabalho, como ele é visto? Muitos trabalhos são invisíveis. Exato, né? Então, existe uma invisibilidade do trabalho que é uma coisa absurda, né? Que é algo que eu tenho realmente assim pesquisado e é do um dos temas também que eu trago, né, no meu projeto, no meu livro, que fala sobre a invisibilidade do ser humano no ambiente de trabalho. Então, vou te dar um exemplo. Vamos pegar a pessoa que faz, que serve o café. Uhum. Tá. Ela tá ali, ela gosta do que ela faz. E aí, só que no final ela é só a moça do café. Mas para lá, ela está servindo e de repente você tá naquele momento que você só precisa de um cafezinho para dar aquele up. Exatamente. E olha que missão incrível. Super. Mas assim, é valorizado ou é só mais um que está ali para servir café? Outra coisa que eu trago também, a equipe da limpeza, ah, é o faxineiro, eh, enfim, eu considero como uma equipe de harmonização e vou um pouco além, que são realmente agentes de saúde. Perfeito. Por quê? Se eu não mantenho a minha empresa limpa, né? Então é harmonizar, é limpar o ambiente. Então deveriam ser chamado de harmonizadores de ambiente, certo? Mas não é o faxineiro da empresa. Então é mais um faxineiro da empresa, mas só que tem aquele colaborador que ama o que faz. Só que no dia a dia isso vai sendo dominado, vai sendo dominado, vai sendo dominado. E como ele chega na casa dele, ele tem, às vezes tem pessoas que amam o que faz, mas tem vergonha de falar o que faz. Uhum. Pra própria família, né? Então, eh, imagine ainda estar desmotivado e com vergonha de falar o que faz, realmente ele não ele não consegue viver em plenitude. Ele está ali sobrevivendo. Não está falando de sobrevida, né? Falar sobre é sobreviver do de sobrevivência, né? Uhum. Então é algo que sim precisa ser visto, precisa ser olhado, precisa dar esse suporte, precisa realmente ter uma conscientização, mas mais no sentido de consciência das pessoas, sabe? De trazer que todas as profissões importam, as partes formam todo. Então, fica sem limpeza na empresa para ver o que que vai acontecer, né? fica sem o cafezinho para ver o que vai acontecer. Então, mas não é visto. Então, tudo isso, então, desde da profissão dita insignificante, né, ou a mais simples, e os colaboradores que estão nos bastidores preparando um grande evento, eles são lembrados. Quem está ali na cozinha, no restaurante, enfim, eles são lembrados. Então esse é um ponto de de pertencimento. Eu volto a falar sobre o o pertencimento, que as partes elas formam todo de um de um organismo vivo que eu chamo empresa. Uau! Muito bom. Excelente, né? A gente tem que estar atento, não só nós trabalhadores, mas também os nossos líderes, né? o líder do líder, que é importante a gente lembrar que temos o líder, temos a hierarquia, não é? E de repente esse líder também pode estar passando por esse quiet cracking e os liderados não percebem porque ele precisa eh performar, não é? E aí o acima do líder também não percebe e quando vai se dar conta foi tudo por água abaixo. Por quê? Porque a gente precisa prestar atenção aos sinais, principalmente quando a gente fala sobre saúde mental. Gente, eu aprendo todos os dias aqui e a nossa conversa tá sendo maravilhosa. Vocês são magníficas. Você tem um olhar profundo, menina do céu, que coisa. Eu faço as perguntas para ela, ela me olham. Ai, meu Deus do céu. Maravilhosas, maravilhosas. Gente, olha, muito bom, muito interessante. Produção tá me avisando aqui, pessoal tá participando, a gente tem algumas perguntas, né? Então, vamos lá, produção, pode passar pra gente. Eh, só me avisa até que horas que a gente pode ir, tá? Porque depois eu também quero falar um pouquinho, quero que a a Clécia fale um pouquinho desse desse livro, né, que você que você escreveu. Gostaria que você explicasse pra gente sobre isso, né? E a Juliana também vai dar dicas para você que tá eh passando por essa situação, você que é líder, você que é o o o colaborador. Eh, eu acho interessante quando a gente fala colaborador, né? Eh, teve uma palestra que eu assisti em que a palestrante eh de saúde mental também, ela disse: "Parem de falar colaborador, falem trabalhador, porque tem líder que vê o colaborador com uma pessoa que só está colaborando, né? Então você precisa falar trabalhador." Eu fiquei pensando, eu falei: "Gente, olha isso, né? Olha só que interessante essa colocação". E isso também faz a gente olhar para o quite cracking. Você concorda, Juliana? Olha, Rúbia, eu prefiro o colaborador. Essas palavras muito, muito. Assim como, por exemplo, na psicoterapia tem terapeuta que chama o paciente e o cliente, né? Eu particularmente gosto de chamar o meu cliente de cliente, porque eu acho que o paciente ele fica nesse lugar passivo, né? Eh, e com em com relação ao ambiente do trabalho, trabalhador ou colaborador? Eu prefiro colaborador porque eu acredito nesse ecossistema, né? Eu colaboro da minha na minha performance. Ela colabora na performance dela, você colabora sobre o seu ponto de vista e assim nós formamos um uma ligação, né? Um vai adicionando ao outro. Uhum. Então, eu prefiro o termo da colaboração, da coprodução. Exato. A a esse termo colaborador, ele acaba trazendo uma uma energia mais colaborativa, algo mais quentinho. É isso, Clécia. É assim, qual que é a sua a sua visão sobre o termo, né, em que se usa referente às pessoas que estão lá executando a sua função, né? trabalhador fica um pouco meio pesado e colaborador fica mais aconchegante. Gostaria que você falasse um pouquinho disso pra gente antes de iniciarmos as respostas, né, e trazer aí as perguntas dos telespectadores. Olha, colaborador, trabalh trabalhador, funcionário, né, que tem essa questão também antes de todos eles é o ser humano. Somos Exato. Então, é sem rótulos. Uhum. Então, aquele ser, né, e vamos colocar um ser de luz que está ali realmente para conectar algo maior. Ponto, né? Esse ser humano, ele está para funcionário, funcionar, não. Ele não é utilidade, não é descartável. Então, já não considero funcionário. Quando eu olho pro trabalhador, a gente precisa olhar um pouquinho a nossa história, né? De onde vem aí a questão do trabalhador e o quão ela foi desgastada, né? Então, trabalho é sinônimo de sofrimento. Isso. Então, aí precisaria desconstruir essa questão, né? Então, é bem polêmico, né? Agora, quando eu olho pro colaborador, eu vejo esse colaborar, né, também a questão do ecossistema, que é muito importante. E lembrando que dentro de colaborador tem o o laborar, né, desse labor. Então, ali dentro tem um labor, né? Então eu saio da minha casa, imagine, né? Eu vou plantar sementes, eu vou preparar o meu solo, eu vou ali ver se ele está apto ou não para receber aquela semente, o quanto que eu vou precisar de água, de adubo, enfim, ali para poder então é o laborar, né? Então, quando eu olho pro colaborador, eu entendo sim que é me traz esta união, essas partes que eu falo que forma um todo, que é o ecossistema desse grande e lindo ser vivo ou seu organismo vivo chamado empresa. Uau, muito bom. 8:47, produção, pode mandar então. Vamos lá. Acho que dá para responder quatro. Aí a gente eh vai paraas considerações, porque tem dicas aqui das nossas profissionais especialistas, né, em saúde mental para você de repente tá trabalhando aí, não tá motivado, tá desanimado, né, tá no automático, você precisa ter um autoconhecimento para que você eh decida qual caminho você quer seguir. De repente, nem é isso que tá aí paraa sua vida, nem é isso que você quer. tá fazendo só por fazer e você tem oportunidade e pode sim crescer em outra área. Então, a gente precisa de autoconhecimento. Isso é tão importante, gente. É doloroso, mas faz parte, né? Eh, eh, da do nosso caminhar aí nessa vida. Vamos lá. 8:48. Pode mandar a primeira. Que que temos? Carla Souza do Jardim Chapadão. Como saber se eu mesmo estou passando por White Cracking e não apenas tendo uma fase de insatisfação passageira. Boa, Carla. Vamos lá, então, Ju, por favor. Eh, eu acho que eh um dos principais eh cuidados que a gente tem que ter é interessante ela falar sobre essa fase passageira, né? Porque pensando, nós como seres humanos, nós temos fases boas e fases ruins na nossa vida, né? A vida de ninguém é uma constante, né? A vida de ninguém é é harmoniosa, né? Nós trabalhamos para que a nossa vida e saúde mental seja harmoniosa. Então aí alguns fatores a gente tem que levar em conta. Primeiro, o tempo que você sente que você não está numa boa fase profissional. Uhum. Né? Eh, às vezes você tá fazendo um determinado projeto. Esse projeto ele pode não ser um projeto para você eh satisfatório, prazeroso, você tem que cumprir aquilo. Então, é uma fase. Mas se você já percebe esse desestímulo, essa esse afastamento emocional do trabalho, se você sente que você perdeu o interesse em compartilhar o seu conhecimento, em compartilhar eh a sua atuação, em adicionar a sua equipe, ã, os seus pontos de vista, se você perdeu o prazer de almoçar com o pessoal, de se encontrar com o pessoal no cafezinho, né? Fique atento ao tempo que isso está acontecendo, né? Porque esse autoconhecimento ele é muito importante na nossa vida profissional e tanto na nossa vida pessoal da gente conseguir ter esse discernimento o que é uma fase e assim realmente eu não estou bem neste papel. né? Então, o tempo eh e, né, a intensidade desses sentimentos, dessas emoções. É essa análise que tem que ser muito eh observada de pertinho. Excelente. Muito bom. 8:51. Mais uma pergunta pra gente, por favor, produção, pode colocar na tela. Vamos lá. Hoje estamos falando de quietracking, um tema novo, né? mas que tem aí bastante explicação e é bem interessante a gente entender sobre isso. Tatiane Alves do Jardim Proça. O medo de errar ou de ser substituído pela inteligência artificial pode acelerar esse fenômeno dentro das empresas? Clécia, como que você vê isso? Sim, existe uma insegurança, né, muito grande de muitos profissionais e a IA ela vai substituir o que eu faço, né? Mas existe ainda também, né, pensando que é um tema extremamente complexo. Uhum. Né? E a gente tem que parar para olhar que cada empresa com a sua cultura realmente organizacional, ela precisa realmente alinhar com seus colaboradores, né? Deixar isso muito claro. Então, a pessoa ela pode chegar no seu líder, né, e pedir essa explicação, porque tá tudo muito, vou dizer, jogado, né? Então, as pessoas estão, tem tanta informação, mas tem tanta informação, mas exatamente o que que a empresa ali ela vai orientar, né? Então, a empresa ela precisa orientar sobre qual vai ser realmente o papel da IA dentro daquele contexto, né? Porque sim, né? Eu fico insegura. Então, de repente, ah, pera lá, o a Iá que vai agora fazer os atendimentos, né? Vão dar mentorias, que que é isso, né? Então, não, para lá, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, né? E o posicionamento da empresa é importante para dar segurança para esse esse esse colaborador, não é? Sim. Se tratando aí do ambiente corporativo, a empresa ela tem essa responsabilidade realmente de fazer esse alinhamento. Uhum. Perfeito. Porque aí você eh sabendo o que vai acontecer, você vai o quê? Estudar como você vai fazer para comandar a inteligência artificial. Não deixar que a inteligência artificial comande você. É isso, né? Então, se a empresa dá o posicionamento, opa, inteligência artificial a partir de hoje aqui na nossa empresa, que que nós vamos fazer? Vamos eh oferecer estratégias e ferramentas para que esse colaborador possa trabalhar com a inteligência artificial. A gente até falou aqui no programa, tivemos um tema referente a isso, porque muitas pessoas têm essa insegurança e tem medo de de perder o emprego por conta da inteligência artificial. Eu falei aquela vez e volto a reafirmar, nós precisamos aprender a trabalhar com a inteligência artificial. A inteligência artificial, ela não faz nada sozinha se não tiver alguém do outro lado falando o que ela deve ser, eh, o que ela deve executar, de que forma ela deve executar. Em isso quem vai fazer somos nós. Então, a gente precisa entender sobre isso. Inteligência artificial tá aí. Ah, vai dominar? Pode ser que sim, mas se não tiver nós, seres humanos, por trás direcionando e falando o que ela deve ser, o que ela deve realizar, não existe inteligência artificial. Então, a gente precisa aprender a lidar com isso e ter a inteligência emocional aí de entender que nós estamos no controle. Bom senso. Bom senso. Isso mesmo. 8:54. Vamos embora para mais uma. É isso aí, gente. Estamos no controle. É, não perde, não perde o controle não, a gente consegue. Vamos embora. Thiago Martins da Vila Padrancheta, muitos colegas dizem que não adianta falar nada porque nada muda. Uh, já ouvi isso também. Esse sentimento de impotência pode estar ligado ao white crack. Ah, está, não é? Vamos lá. Quero falar das duas agora, porque isso é muito interessante, porque ah, em algumas situações as pessoas: "Ah, eu não falo mais. Ah, não vou falar mais, não vou mais opinar, porque isso aí não muda mesmo, continua sempre. Ah, eu tô há 10 anos aqui, não muda nunca, amiga. Não adianta você falar. A gente, né, isso é um pouco que, vamos colocar entre aspas assim natural dentro de certas organizações. E aí isso, esse sentimento de impotência pode estar ligado ao nosso tema de hoje, Ju? Com certeza, né? Esse sentimento de impotência, eu acredito que ele seja um sentimento eh derivado dessa pessoa que ela não se sente eh escutada, vista dentro da empresa. Mas aí, né, eh eu gosto muito eh de enfatizar que nós somos seres ativos, né? Então, quando a gente entra nesse modo, não adianta falar, não adianta fazer, não adianta tentar, né? Nós vamos eh nos enfiando num buraco, né? E esse buraco ele pode ser muito profundo. Então assim, na minha atuação clínica, na minha atuação com os meus clientes, eu gosto sempre de insistir. Sempre vale a pena se posicionar, sempre vale a pena se colocar, não importa se o outro não vai te escutar, não importa se o outro não vai mudar. a as nossas ações dependem de nós, né? Nós não podemos eh jogarmos a nossa atuação para baixo do tapete, né? Eu gosto de que eh e acredito que a nossa sanidade mental, a nossa força mental, ela tá justamente nessa força da gente acreditar no nosso potencial e na nossa capacidade de atuação sempre, senão a gente adoece. Olha aí, né? Eh, tudo que a gente alimenta cresce, né? Então, ah, não adianta falar porque não muda. Não vai mudar nunca, porque você tá alimentando essa não mudança, não é isso, Clé? Sim. E não tem como, sabe? Eu defendo muito essa questão de cada, né, indivíduo eh, parar para observar quais são os seus valores inegociáveis, né? Então, se eu perguntar aqui, né, para cada um, me fale agora os seus cinco valores inegociáveis, quais são eles? Uau! Então, partindo disso, se eu sei exatamente quais são os meus valores, eu estou me posicionando, né? Então, a partir disso, o que você está me propondo, conversa ou não com os meus valores, estão alinhados ou não os valores da empresa, ou seja, tem coerência? A coerência também faz parte, né, de colocar ali, porque quando aquele espaço que está propondo e você está ali propondo, na verdade você está defendendo seus valores, né? E mas quando o ambiente, o que está sendo proposto é totalmente incoerente, né, aquilo que é dito, né, e aquilo que está escrito é coerente dentro daquela organização. Uhum. Então eu eu trago ainda, vamos olhar e isso a partir sim, vou ficar, né, na mesma tecla, autoconhecimento, né, se autoconheça, perceba aí quais são os valores que são inegociáveis. para que você se sinta realmente a você, a sua própria essência, né? A sua essência, ela está contribuindo para aquele espaço, porque a partir do momento que você percebe que não há uma contribuição, sim, é uma escolha continuar ou não. Uhum. Né? Então, é algo que sim, a pessoa, o profissional precisa se olhar para se posicionar, né, dentro daquilo que está sendo pedido, se há ou não uma coerência. E quando não há coerência, então todos podem dar assim o, sabe, o palpite, as opiniões que forem, vai chegar no final, ninguém vai chegar em consenso nenhum. E aí fica esse embolo todo, ninguém ouvido, né? E só fica o quê? O a liderança mandou. Exato, né? Uhum. Ótimo. Você falando aqui, eu imaginando e pensando em tudo que eu li de ontem para hoje, referente ao nosso tema, né? A o seu posicionamento também sensacional, Ju. Eh, você sabe, dá uma olhadinha, dá você líder, né? Eh, para e analisa. A reunião, a reunião é um bom lugar para avaliar essa situação de quietracking, não é? Porque você ali você eh eh você vai ver quem que tem a sensação de pertencimento, quem que está isolado, ã quem de repente que tá em outro mundo e que está ali só o corpo, como o pessoal fala, tô aqui só o corpo, a alma não está aqui. E aí, de repente o momento que você tem para fazer essa análise do seu time e poder ajudar, né, a pessoa que tá deslocada e que é uma pessoa que de repente entrega muito, é uma pessoa que faz parte do seu time e que ela ficou assim por um motivo ou outro, mas é uma oportunidade para o líder eh ter um olhar mais apurado na relação à saúde mental dessa desse time, não é, Júlio? Ah, com certeza. Eu acho que um grande líder assim, né, um líder realmente preparado, né, eh, ele precisa ter um poder de observação muito grande. Uhum. Muitas vezes mais observar, mais escutar, mais dar espaço, né, pros seus colaboradores se posicionarem do que falar. Exato, né? porque todo mundo tem a capacidade eh e a coerência, né? O o líder ele tem que acreditar, né, no time dele, ele tem que acreditar que aquelas pessoas que trabalham com ele tem o potencial, tem o valor delas, né? E muitas pessoas passam por esse fenômeno do quite criking, justamente porque os líderes não observam. Uhum. Né? O líder ele atua, atua, atua euforicamente, cobra, cobra, mas ele não observa como estão os colaboradores dele. Perfeito, né? Então é aquela aquela velha premissa, né? A gente mais precisa escutar muitas vezes do que falar. É verdade. Muito bom, né, gente? 92, que programa delicioso. Quanto, quanto entendimento, quanto conhecimento, né? a gente todos os programas do Estúdio Câmara, eu eu tô muito feliz porque a gente tá a gente tem um feedback eh dos nossos entrevistados, dos nossos telespectadores, sabe, de de de informação de de virada de chave, de muito conhecimento. É é maravilhoso. Eu só tenho mesmo é que agradecer mais uma vez a nossa produção que assertivamente eh conseguiu trazer profissionais, pessoas, seres humanos aqui que nos alinham o pensamento, que nos abrem a mente, que nos mostram que sim, a gente pode reverter, a gente pode mudar, a gente pode recomeçar e que a gente tem ferramentas para isso. Isso é maravilhoso. Vamos, vamos começar então nas nossas considerações finais, mas antes apresente seu livro pra gente. Olha um pouquinho, né? Apresento desse desse livro aí que você é nesse sábado, dia 20, né, de de setembro, então tem o lançamento aí do vendendo livros no farol, né? Olha isso. Então não é sobre vendas, né? deixar bem claro, mas eh vender livros no farol, a partir do momento em que me foi colocado, né, em um uma relação e dito para mim, eu só vou me ver feliz quando eu tiver vendendo livros no farol, aquilo me trouxe uma reflexão muito profunda. foi de dor e ao mesmo tempo de libertação. Porque quando eu parei para analisar as pessoas que estão no farol, elas não são dignas, não têm dignidade. Então foi partindo daí, né, numa construção da minha vivência, da minha história, eu trago esse olhar da invisibilidade do ser humano, da invisibilidade, né, do papel da mulher também, né, e trago como ser farol, né, despertar, inspirar as pessoas a serem faróis na vida um do outro. Então eu trago essa metáfora do farol porque tem um um momento de avançar o verde, tem um momento da pausa que precisa ser necessário a pausa, né? Então eu tenho ali, então eu uso essa metáfora para trazer então paraa liderança, né? O meu líder, né? Ele está sendo realmente meu farol. Eu como líder estou sendo farol na vida realmente dos meus colaboradores. E uma outra coisa também, né, que esse livro ele nasceu partindo do momento em que eu, como empresária, né, como CEO também, estando do lado também da liderança, o quão nós somos eh as nossas questões emocionais, a gente não pode falar para todo mundo, essa solidão. É uma solidão que a liderança passa, a solidão que esse CEO passa. E partindo disso para lá, eu preciso dar uma pausa, eu preciso me recolher, eu preciso me autoconhecer. E aí eu trago realmente essa essa contribuição aí para pro mundo, né? Eu vejo que pode ser aí uma fonte de inspiração para liderança, para falar sobre inclusão, diversidade e equidade, porque não é só a invisibilidade, ela está em todos. A gente falou sobre a questão da reunião, eu estou invisibilizando aquele, eu não estou incluindo aquele. Quando se fala inclusão, diversidade, equidade, automaticamente vem a pessoa com deficiência. Não, não é inclusão o todo, porque a gente tá falando do ser humano e não da deficiência, da potencialidade e não da deficiência, né, em si. Então esse livro assim é uma conversa muito gostosa que eu chamo realmente uma conversa com a sua própria essência maravilhosa. Muito obrigada pela sua participação aqui no programa, né? Obrigada por trazer aí eh tanto conhecimento pra gente, viu? E aí eu trouxe aqui. Ai que legal pr você. Olha isso. Ai que delícia. Eu já perguntar para você aonde eu compro. É verdade. Onde que a gente compra? Onde que o pessoal compra? Pode entrar no @neclésiaaragão. E lá tem o link pr pra compra direto. Maravilhosa. Vamos ler, né, Ju? Com certeza, Jo e você com a sua contribuição maravilhosa também. Muito obrigada por eh estar presente com a gente mais uma vez aqui, né, falando sobre ser humano, né, trazendo conhecimento e trazendo oportunidade de virada de chave na vida da gente. Obrigada pela sua participação. Obrigado, Clésia. Eu acho que eh nós, né, que trabalhamos com o ser humano, eh nós somos apaixonados pelo ser humano, né, embora cause muito desgaste. Imagino, eu costumo falar, se tiver outra vida, eu vou trabalhar com planta, né, que olha minha contribuição. Mas já são 25 anos aí de atendimento clínico, né? É muita estrada. Eh, meus olhos até se enchem de lágrima assim, dá para perceber a sua emoção, essa paixão essa trajetória toda, né? Mas eu acredito sim muito na capacidade de transformação de todos nós, né? Eh, com a idade que que tivermos, né? Eu tô com 50 anos, né? E eu falo, gente, eu tenho tantos projetos ainda, eu quero começar tanta coisa nova. E eu queria deixar esse recado para quem tá aqui nos assistindo, quem vai nos assistir. Procurem sempre o novo na vida de vocês. Uhum. Né? O conhecimento novo, um repertório novo, né? um curso novo. Eh, isso nos completa, isso nos traz novas referências e nos tira desse estado da estagnação que faz tanto mal pra gente. Ai, que delícia ouvir vocês, gente. Muito bom. Muito obrigada as duas. Gratidão de verdade, viu? Obrigada. Muito obrigada a vocês pela oportunidade. Que legal. Olha, gente, quite cracking, né? nos mostra que o silêncio ele tem ele tem sim voz. A gente precisa entender, a gente precisa conhecer, a gente precisa observar, ouvir, agir. São formas de cuidar de si e dos outros, né? Em qualquer contexto, saúde mental deve ser prioridade. Então, seja no seu trabalho, seja na na no sistema organizacional, seja na sua casa, enfim, saúde mental, gente, é é disso que a gente fala aqui, é de comportamento, é de saúde. E é por isso que amanhã nós teremos mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. E olha só, a Ju falou assim que ela queria trabalhar com panta. Você sabe que planta dá trabalho também, hein? Amanhã a gente vai falar sobre um tema, gente, que nos conecta à natureza e ao bem-estar. Eh, plantas são terapeutas. Você já conversou com a sua plantinha em casa? Então, será que isso realmente traz eh eh uma melhor qualidade de vida, reduz a ansiedade, né? Eh, será que isso estimula eh o nosso dia a dia, a alegria? Enfim, a planta existe uma, a planta é terapêutica, né? Você tem um jardim aí na sua casa, você conversa com suas plantas, eu vou te falar, eu conheço uma pessoa que conversa com planta todo o tempo. Isso é bom ou não? Isso reduz aí e a ansiedade, estimula a nossa memória afetiva, melhora o nosso humor? É sobre isso que a gente vai falar amanhã, né? Jardins terapêuticos. Eh, isso faz bem pra gente ou não? Então, nós contamos com a sua audiência, a sua companhia amanhã a partir das 8 ao vivo aqui no estúdio Câmara. Eu entrego agora daqui a pouquinho a nossa central de inteligência artificial. Olha só, nós temos uma jornalista que é nossa parceira aqui na TV Câmara Campinas e ela traz informações para você do legislativo também, eh, aqui da metrópole, do nosso estado de São Paulo, Brasil e mundo. Então, daqui a pouquinho Willam, inteligência artificial da TV Câmara Campinas trazendo informações para você. O meio-dia Gabriel Castro com o nosso jornal Câmara Notícia, também informações do Legislativo Campineiro e de toda a nossa metrópole, sem contar a programação da TV Câmara Campinas, que está nota 10 produzida pelo nosso time, a nossa equipe aqui do grupo Mais Comunicação. Então, um grande abraço para você, continue ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas e amanhã a gente se encontra com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Cuide-se, tá bom? Cuide-se e preste atenção nos detalhes. Até mais, gente. Fique bem. Valeu, tchau. Tchau. [Música] [Música] [Música] [Música]