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[Música] Olá, bom dia. Estamos no ar com mais uma edição do estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas. Seestamos, hoje é dia 25 de julho. Vamos conversar hoje sobre a velice sem tabu, né? Todos nós vamos envelhecer. E a aproximação do Dia dos Avós comemorado amanhã nos convida a refletir como a sociedade enxerga o envelhecimento e como cada pessoa vive esse momento, né? Você sabe que a gerentologia entende que o envelhecimento não significa uma decadência, sim uma sequência da vida com suas peculiaridades e características. E como sempre, a gente quer a sua participação. Vem com a gente, manda sua mensagem através do nosso WhatsApp, já está aberto. Vamos lá, olha, manda a sua pergunta, o seu comentário para o nosso tema de hoje ou então a sua experiência, tá bom? Vamos falar sobre os tabus eh da velice, né? Todos vamos envelhecer. Então, eh você é 60 mais, tem algum tabu? Como que a sua família enxerga esse processo da sua vida? conta pra gente ou então como você se vê nesse momento, tá bom? WhatsApp tá na tela, 19978293776. Estamos começando e vamos para o nosso giro de notícias com os destaques dos jornais do estado de São Paulo. Estadão, Brasil deve levar tributação de bigtex para negociar tarifaço de 50% imposto por governo Trump. Proposta desenvolvida pela equipe econômica prevê cobrança de um sid de 3% sobre serviços de publicidade nas redes sociais. Folha com peso valorizado. O Brasil amplia vendas para a Argentina, inclusive de carnes. Entrada de versões importadas de itens tradicionais pere orgulho dos vizinhos. Para economista, cenário deve durar. O Globo. Governo Lula prepara a política nacional para minerais críticos enquanto Estados Unidos manifestam interesse no produto. Lítio, cobre, silício, grafita, terras raras e outros despertam a cobiça de grandes potências. Muito bem, previsão do tempo, afinal de contas, estamos e temos uma notícia muito boa referente à previsão. Olha aí, gente, previsão para sexta-feira hoje é de ser parcialmente nublado, com períodos aí e temperaturas entre 14 e 27º. Tem a possibilidade de chuvas isoladas, especialmente à tarde. As chuvas deverão ocorrer principalmente na forma de pancadas, tá? Não descartando também temporais. Agora as estimativas de volumes são baixos, em torno de 5 mm para hoje. Agora final de semana vem a notícia boa que eu falei para você. Vai dar para aproveitar e muito. A tendência pro final de semana é de calorão. A condição pré-frontal que proporciona ventos do noroeste transportando o ar mais quente vai resultar em máximas bem acima do típico para a época do ano. Umidade relativa do ar em torno ou abaixo de 30%. Então, muita hidratação, tá? A condição prevista é de predomínio de sol e cel nublado. As temperaturas, gente, olha, atenção, vão ficar entre 15 e 29 no sábado, amanhã e no domingo, entre 16 e 30º. Aproveite seu final de semana com a sua família, aproveite porque a próxima semana a gente também tem notícia. Me parece que tá vindo aí uma frente fria, mas o que importa é o hoje. Então vamos bora. E olha, vamos falar do nosso tema central, né? Segundo o IBGE, o Brasil tem hoje cerca de 36 milhões de pessoas com mais de 60 anos, né? Número que deve dobrar até 2050, colocando o país entre as nações mais envelhecidas do mundo. Mas afinal, como que a idade eh você e como que você determina que a pessoa é está velha, né? É estranho falar isso. Oficialmente o Estatuto do Idoso, ele estabelece, vamos lá, gente, estabelece que a velice começa aos 60 anos, mas na prática isso varia muito, né? Tem gente com 80 anos que se sente mais jovem do que alguém com 40. Isso depende aí de saúde física, mental, social e claro da forma como a sociedade trata essa pessoa. Para conversar sobre isso, a gente está recebendo aqui as nossas convidadas no estúdio. Elas vão falar com a gente sobre essa esse momento da nossa vida, né? Eu quero dar as boas-vindas para Leila Rocha. Ela é psicóloga transpessoal, vai falar com a gente sobre esse tabu. Vamos lá, Leila. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Obrigada pelo pelo convite. Obrigada a todos que estão aqui e realmente é um assunto interessante. Vamos ver que como que nós vamos percorrer esse caminho aí. Ai, que delícia ter que delícia ter você com a gente. Agora a gente apresenta também a psicóloga de abordagem cognitivo comportamental, famoso TCC, né? A I Guedes. Muito bom dia. Seja bem-vinda. Ai. Obrigada, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. Muito bem, gente. Vamos lá, né? Eh, existe ainda um olhar distorcido sobre o envelhecimento. Muitos associam a ideia de ser idoso a uma fase de limitações, né? Tem gente que fala melhor idade, terceira idade, mas olha, há muito que se viver, descobrir e recomeçar, né? E essa é uma etapa bem interessante na vida de todos nós. Então a gente precisa entender melhor tudo isso. Eu pergunto paraa Leila, né, na sua experiência, qual costuma ser o momento eh mais marcante em que a pessoa se percebe como idosa, né? O que que você tem ouvido? O que que você traz pra gente dessa experiência de vida, Leila? Pois é, quem tá aqui hoje é a Leila, que é psicóloga, mas é também a Leila Idosa. Eu tenho 69 anos. E aí a Leila Idosa também tá aqui presente. E o que que eh o que que isso na verdade significa? Que bom que a gente não tá falando velho, né? Mas nós estamos falando idoso, porque é uma coisa bem pesada quando se fala de idoso. Mas será que o idoso ele tem idade? Deixa eu contar uma coisa para vocês. O idoso, tem o idoso jovem que é de 65 a 74 anos, tem o idoso velho que é de 75 a 84 e tem o idoso. Olha isso. Olha. Pois é. E quer dizer, quer dizer, em cidade, em países que são desenvolvidos começa com 65 e em países não desenvolvidos com 60. Mas o que será que só, qual que é a característica que leva alguém aceitos? Eu 69 anos, eu tô idosa. A gente pode dividir algumas coisas, por exemplo, tem um corpo e tem uma cabeça e tem um emocional. Então, nós somos multidimensionais. Então, quando a gente fala idoso, do que que na verdade nós estamos falando, de que parte é esse conjunto, tem um corpo que é verdadeiro. Essa coisa ele falar que a idade é melhor, né? Então, mas pode ser melhor para mim, mas pode não ser melhor para você. Mas é melhor. E é verdade porque assim, o joelho fica complicado, o quadril fica de um jeito ou de outro, você tem começa a vir eh algumas rugas, começa cabelo branco e tem outro problema, eu resolvi não pintar meu cabelo. Olha. E aí, que que faz? Eu resolvi não pôr algumas coisas que vai eh rejuvenescendo, porque a gente vai falar um pouquinho depois que a gente tem a idade nossa biológica, mas nós temos uma idade que é da sabedoria. Exato. Né? Então o que que a gente perde, o que que a gente ganha em cada ciclo de vida? A o idoso faz parte de um ciclo de vida. Então e o que que a gente vê é um é o etarismo. Você tá velho, você não serve mais. Isso aqui deixa pros mais jovens. E aí o que que é aproveitado em culturas, né? Então o envelhecimento tem muito a ver com a sociedade em que nós estamos, com a cultura em que nós estamos inserido com o tempo. Hoje tem até esses eh essa eh essas divulgações, fal assim: "Nossa, mas no meu tempo que eu era velho é aquela pessoa que fica em casa de roupão, de chinelão e hoje o pessoal tá malhando, tá com uma vida ativa? E agora? Qual que é o tempo do envelhecimento? Então, a gente tem que eh tem que contextualizar essa questão do idoso dentro da sociedade, dentro da família, dentro desse aspecto bio, psicosocial, espiritual. E espiritual aqui não no sentido religioso, mas no sentido de propósito de vida. Eu acho que quando a gente encaixa essa questão do do idoso, que ele tá vivo, viu? Oi. O idoso tá vivo, tá? É. Sim, por mais que pareça que não. Oi. Estamos por aqui do nosso jeito, da nossa forma e isso que tem que ser visto e bastante respeitado. E o que será que a gente causa pro outro, hein? Que assusta a finitude. Uau, gente, que delícia. Todo mundo vai morrer, mas a gente tá mais pertinho. Vamos lá. Gente, que delícia, sabe? Que que gostoso ouvir você falar, porque é é uma troca de experiências magnífica. A gente só começou o programa, então eu já tô imaginando diante da sua fala que ela nem falou ainda. Então eu imagino assim o que que nós vamos ter na sequência. Obrigada pela sua presença, viu? Gratidão mesmo. Agora, Iv, vamos lá com você. De que forma, eh, na sua avaliação, o preconceito velado, preconceito velado, inclusive dentro da própria família, tá? Ela afeta a saúde emocional e o senso de identidade da pessoa idosa. Porque a gente fala muito do etarismo e tal, igual a Leila falou, mas a gente precisa entender que isso começa se familiar muitas vezes. Sim, a nossa sociedade traz isso, né? Então, o etarismo, o preconceito, ele passa pelo pela questão da falta de autonomia que retira a identidade do idoso, né? Então, é dar espaço, é dar liberdade, é entender que vai haver mudanças, mas como é que essa pessoa vai se posicionar diante dessa fase da vida, né? Uhum. Então, é da liberdade, eh, colocar isso dentro da nossa sociedade e dentro da família, do núcleo familiar. É, porque o núcleo familiar, acredito que seja, Leila, algo bem eh importante e precioso, né, para quando você já está aí numa idade de 60 a mais aí. Por quê? porque você já criou os filhos, você de repente eh está você e o e o esposo, eh ficaram entre aspas sozinhos, né? E aí, como é que fica a família? Qual que é a importância da família nesse momento? É natural mesmo que a família ela vá eh cada um para um lado, mas isso não significa que a família não possa estar junta, né? Como, como que você avalia a família nesse momento? Aí acho que a gente tem que pensar qual que é o papel que tem cada pessoa na família. Uhum. Uhum. Eh, porque também tem um uma exclusão de gente mais nova. Sim. O adolescente também tá bastante excluído. Total. Verdade. Ele fica lá no no no no mundo dele, né? Fica. E o que será que representa? Cada um será que sabe dentro de uma família qual que é o seu papel do filho, da do marido, da exaesposa? Eh, por exemplo, a minha mãe mora com a gente. Olha, desde 2000, a minha mãe fez 89 anos. 89 anos. E ela mora conosco, eh, desde 2000. Então, são 25 anos que a gente compartilha com o idoso direto dentro de casa. Mas como a a Iv falou, eh, qual é o papel dela? Ela é mega importante. Ela é nossa cozinheira. Ah, ela e e você se falar para ela, mãe, não precisa, vai descansar hoje, por favor, não me tira isso, porque é o que eu preciso fazer. Então, eh, qual que é, tem os as tarefas, né, que cada um tem o seu lugar, mas quando a Evala dessa liberdade, exatamente, é uma liberdade dentro do que o outro pode oferecer, dentro do que o outro pode trazer. Então, se de verdade a gente tirar isso eh de alguém, o que que é essa? Tem coisas muito em consultório que é pai morreu, a mãe morreu, eu vou trazer o idoso para perto de mim numa outra cidade às vezes. Presta atenção. Será que ele quer isso? Será que ele quer? E outra coisa, não é nem só se quer quer. Ele tem o ele tem um convívio ali social, ele sabe na quitanda, ele vai no supermercado, ele dá uma andadinha. Mas para mim a facilidade aí é é muito dúbilo, porque ao mesmo tempo que você quer cuidar daquela pessoa, você mora às vezes num lugar, a outra pessoa mora em outro lugar. Como que nós vamos a a ajeitar tudo isso? Como é que nós vamos fazer? Então, é prioritário é qual é o papel de cada um? Uhum. O que que é cada um dentro de uma família? Nós estamos no lugar certo, nós estamos no papel certo. O que é, eu acho que o a pior coisa que tem, não sei se a IV concorda, o Rúbia, assim, é, eh, a gente tratar os idosos como filhinhos. Ah, total, né? Eu penso e aprendi também no dia a dia e aqui no programa que a gente traz e eh vários profissionais. Eh, gente, por que isso, né? Filhinho não não não. Cada um tem o seu papel, cada um tem o seu lugar. Sei das coisas, não é? E tem todas as fases da vida, até no consultório, quando vem mãe querendo ser amiga de filho, mãe é mãe, amigo é amigo e esses papéis vão continuar para sempre. Olha aí, né, gente? interessante, muito bom o nosso bate-papo de hoje. A gente percebe que os meios de comunicação e a publicidade, né, eh, esse esse negócio de beleza acaba impregnando na sociedade e acabam supervalorizando a juventude e os corpos perfeitos e a atração física tem os requisitos fundamentais, né, para encontrar um parceiro, para manter um relacionamento. Então, a gente fala aqui da pressão estética. Quando a gente fala de envelhecimento, essa pressão estética, ela também atinge a terceira idade? Como que isso interfere na saúde mental, né? Eh, eh, desse público 60 a mais, essa pressão estética, igual a Leila falando, né, que surge umas rugas aqui, umas ali, eu já tô com as minhas e é natural, o cabelo vai ficar branco, vai, o meu vai, o seu vai, de todo mundo vai, é o caminho da nossa vida. Mas o que que acontece com esse mercado que tenta colocar, inserir na nossa cabeça que a gente vai ficar sem rugas para todo sempre? E sabe? Isso é muito estranho. E aí como isso interfere na saúde mental de quem está já nessa fase, gente, e que vai chegar um momento que não tem como voltar, a gente vai envelhecer. Como que fica essa questão, esse desequilíbrio, pressão estética, saúde mental da terceira idade? Hoje o Brasil é um dos países que mais realiza procedimentos estéticos e cirúrgicos no mundo. Não tem como não impactar a todos e fazendo um recorte de gênero, principalmente as mulheres. As rugas, o cabelo branco, tudo isso vai impactando eh já dentro da adolescência, da vida adulta, ainda mais na velice. Mas pros homens, um homem grisalho traz um poder, então traz esse estigma social também. É exato. Mas para as mulheres isso pesa. Então na terceira idade, na velice, uma mulher madura, com certeza vai se preocupar com isso, vai ter essa pressão, a comparação. Hoje muito mais devido ao acesso à internet. Uhum. Então, estamos vendo aí o bom dos liftings faciais e todo rejuvenecimento. Então, com certeza isso abala a saúde mental de uma maneira estrondosa. É, você acaba perdendo a identidade. Você fala: "Poxa vida, eu não não me reconheço assim, porque as pessoas tem pessoas da mesma idade que eu, aquela coisa da comparação, né? Mas infelizmente é o que a internet traz pra gente quando você fala de lifting facial, essas coisas todas. Eu dei uma olhada nesse negócio, gente. Eles cortam aqui, puxam a pele, né, retiram a pele que sobra, aí você fica esticada. Mas pera aí, será que é isso mesmo? Qual que é a sua avaliação? Por gentileza, Leila, referente a essa pressão estética. E aí a gente vai para esse público que é o nosso tema de hoje, que é o público 60 mais, é a terceira idade. Pois é. Com que a gente quer se identificar, né? Então, dica, quando quando você fala, eu tá tudo bem, quem resolve fazer isso, tá tudo em ordem, tem uma tem uma pessoal muito bom que faz isso, né, de de de médicos e tudo mais, mas a questão é é são máscaras, nós vivemos com personas, nós não somos o que somos. Que essa pessoa que vai fazer esse movimento, por alguma razão, ela tá buscando algo que talvez não tenha atingido até agora. Quando a gente fala de envelhecimento de do idoso, eh, então na linha do tempo, nós estamos aqui. Então, quando eu estico, quando eu vou pegar o meu rosto de um tempo que não é de agora, porque agora já tem essas expressões, a expressão é de algo que eu já vivi, ficou, tem a tem gente que, por exemplo, eu tenho um risco aqui assim, eu sou muito fico, né, do tenso, do marcado ou se a boca dá uma caída. Então, a máscara que nós temos, esse jeito de nós temos é como a gente se comporta no mundo, como a gente se coloca no mundo. Então, quando eu vou esticar e às vezes a gente estique e fica todo mundo igual, né? Agora a gente tem um professor, então a gente vai é vai perdendo um pouco. Quem sou eu? Quem sou eu? Então, a o idoso, ele tá num momento que assim, a juventude faz: "Uau, tô pro mundo, tô para acontecer". E o ido, ele faz um movimento que agora é de recolhimento, mas aí o quanto eu dou conta de estar no meu recolhimento? Então, se eu não dou conta e não dá para fazer plástica interna, eu faço plástica externa para ver se eu dou conta interna, como se fosse um eremita. Enquanto eu tô na caverna lá, o jovem ele tá indo pro mundo, vai pro mundo, ele ah, ele tá num outro local. Agora é como se o Elimita tivesse na caverninha dele, o idoso, só que agora ele olha paraas coisas, mas ele tem que conviver com esse mundo interno. E o que que nós criamos nesse nosso mundo pra gente dar conta? Porque eh são os ciclos da vida. Que que eu plantei na minha vida? que agora eu posso conviver com ela, com tudo isso, porque vai ter nas limitações. Então, será que quando eu procuro eh eh renovar é às vezes pode ser um convite? Porque que tal se eu renovasse o meu mundo interno? Porque o o cada um tem uma uma atitude, uma uma não dá para fazer grandes coisas, mas o que que é possível fazer? Porque nós senão fica só o idoso, perda, perda, perda, perda. E o que que nós estamos ganhando? Qual é o ciclo de vida agora que tem uma uma sabedoria, né? Tem essa economia prateada. Sabia que existe isso? Olha, economia prateada, por exemplo, eu tô prateado, ó. Que que eu que esse prateado? O que que o que que traz dentro de um trabalho? Então isso daí não precisa de uma intervenção eh física. Lembra aquele filme estagiário? Aquele filme maravilhoso, aquele filme bom, muito bom. Ele, ele é, é uma pessoa idosa, mas ele tem uma experiência e ele vai de terno, ele vai com a com a bolsinha dele e ele conquista porque as pessoas ele humaniza. Exatamente. Humanizar. Então, quando a gente vai ficar igual a tudo, eu preciso ser eu preciso pertencer, ser aceita, pertencer, fazer parte. Mas se eu para fazer parte, para pertencer, eu preciso igual ser igual a isso, isso, isso para ser aceita, para, porque você não vai ser aceita, nunca vai tá bom, vai tá acontecendo alguma outra coisa que você vai ter que correr atrás. Exato. Então, acho que esse autoconhecimento, essa busca de um sentido de vida, e o que que eu quero do meu momento de agora é nesse sentido que eu falo, o envelhecer é enquanto eu não enveleço na alma, enquanto eu não enveleço no meu meu ser essencial. Você tá jovem, negada? Ai, que delícia. Olha aí, né? Que bom. Aí é muito bom, né? É muito bom. Sen não significa que não deva ter um autocuidado durante toda assim. Exatamente. Um autocuidado, uma autocompaixão, se olhar no espelho, ter sensação de pertencimento, de reconhecimento, mas para isso a gente tem que ter o autoconhecimento, né? E é um caminho que você pode se percorrer ele e conseguir isso, você pode ter certeza que vai fazer muita diferença na sua vida. Agora tem tabus, a gente tá falando aqui das pessoas, né, de como as pessoas eh a avaliam e vem essa questão da da do da pessoa idosa, mas os tabus mais comuns que os próprios idosos enfrentam, porque a gente sabe que assim, tem aquele idoso que é mais descolado, mas tem aquele que ele acaba voltando pro casulo, né? E aí são tabus internos. Eu gostaria que você falasse um pouquinho pra gente eh e sobre esses tabus, na sua avaliação, quais são os tabus que acabam eh travando a vida da pessoa idosa? Não só da pessoa idosa, mas os três maiores tabus da nossa sociedade são sexo, dinheiro e morte. Uhum. Isso na velice, na terceira idade, fica muito claro. Então, a gente já falou da questão social e aí é necessário pensar sobre isso, não só sobre o sexo em si, mas sobre a sexualidade de como se colocar no mundo, de como ter libido que é punção de vida, sobre trabalho, dinheiro, autonomia e liberdade. a gente vai passar sobre a questão financeira também, pontuando que a maior violência cometida hoje com os idosos é a violência patrimonial. Uhum. E também pensando sobre a questão da mobilidade, né, de como eh o idoso vai se colocar. Então é importante pensar sobre isso, da independência. Então esses são os maiores tabus que são enfrentados hoje socialmente na terceira idade, na quarta idade ou na melhor idade. Muito bem. Agora, é importante a gente considerar que muitos idosos em sua juventude eles não tiveram oportunidade de receber uma educação sexual, né? Eh, e aí a sua educação pode ter sido repressiva, né? Que acabou limitando a expressão natural. Aí eu pergunto então pra Leila, as relações amorosas na terceira idade, né? Por que que ainda são um tabu? São um tabu mesmo? Eu vou contar uma coisa que eu fui descobrindo num estudo de antroposofia, que eu gosto muito dessa linha também. Nós temos progesterona e testosterona. Aham. Quando nós vamos ficando, a mulher quando ela vai ficando mais velha, nós temos mais a progesterona. Essa progesterona diminui e aumenta a testosterona e vice-versa no homem. Diminui a testosterona e aumenta a progesterona. Por isso que a gente tem oportunidade de repensar nos nossos papéis masculino e feminino. Uau! Olha, e a gente quer ficar fazendo reposição hormonal e faz parte do ciclo da vida. Então eu tô falando numa num sentido mais biológico. Só que dependendo da idade, como eu falei, tem o idoso jovem, o idoso velho idoso. Eh, na verdade agora a gente não engravida mais. Você podia ter muito mais liberdade sexual, tomando seus devidos cuidados, mas tá tendo muito mais doenças eh sexualmente transmissíveis nos idosos do que nos jovens. Tá entendendo? Pois é. Que será que tá acontecendo? Que tá acontecendo? Então, tem muita coisa que eh não foi visto às vezes na adolescência que tá tendo compensação agora. Aham. Então, com essa coisa de de educação sexual, tem da terceira idade, tem o grupo de mulheres, tem o grupo das deusas, tem o grupo de não sei, tem o grupo dos homens, tem os guerreiros do coração. São grupos que se conversam, que não tem mais aquela quando a gente tá falando da vovó, né, que vai ser amanhã. Uhum. Eu não sou avó ainda, gostaria de ser vó, sabia? Aí meus filhos falam assim: "Pois eu vou fazer o seguinte, eu vou dar mamadeira de Coca-Cola pro meu filho, porque foi criado o recadinho aí, hein, Leila? Tá pedindo assim que foi criado bem assim de uma maneira bem eh dentro de uma de uma de uma saudável, de uma alimentação saudável. Então, quando a gente tá falando de vovós, agora as vovós tm sexo, não são assexuadas. Olha, os vovôs são tem tem sexo. E isso que a I falou tem a sexualidade que não necessariamente tem a ver com penetração ou com relação sexual, mas o vocês agora eu vou contar um negócio assim, gente, é espantoso. Olha aí gente, isso daí assim, então nós temos o nosso aparelho reprodutor masculino e feminino. Uhum. Mas nós também temos o nosso aparelho reprodutor de intimidade no diálogo, que é o que sobra principalmente na relação mais do idoso. Olha que incrível, nós temos aqui, quando eu estou falando e vocês estão escutando, eu tô numa relação, numa relação onde eu falo e vocês ouvem receptivo, depois nós podemos trocar e quando você troca, nós estamos mudando disso disso. E aqui nós temos todo um aparelho que é aqui, olha, nós temos o ovário nas amídalas, nós temos aqui as trompas, nós temos um útero e temos um falo. Olha isso, não é lindo? Então, no diálogo, na conversa, a gente pode estar fazendo o tempo todo um relacionamento de intimidade, porque tirar roupa é a coisa mais fácil do mundo. A gente tira roupa, vai no médico, tira roupa, vai no vestiário, tira roupa, mas a intimidade de você se desnudar no íntimo do pessoal, né, tem que ter algo que é essencial. Isso é uma sexualidade. É um, é uma sexualidade que e vai ter essa libido, como tá falando, nós vamos estar com libido e às vezes em algumas outras algumas outras eh atividades da nossa vida que não necessariamente esse prazer sexual. Idoso não tem sexo, gente, isso é um outro tabu, como ela falou aí, idoso transa, viu? Oi. Ô, a pessoa toma banho junto, faz massagem, dorme junto, dorme abraçadinho, dorme de conchinha, tem relacionamento e depende de cada um. Isso tem a ver com a história que não é do idoso, é uma história que tá vindo já desde antes, não é de agora. Então, a vida não começa assim, ó, acabou agora, acabou a tua vida. o fisicamente os prazeres do idoso, da pessoa tem que levar em conta o o estilo de vida que a pessoa tem e a condição física que a pessoa tem. Numa cama você não vai fazer depois, você já imaginou dar uma travada no meio do percurso? Ai, fiquei com a coluna p Fique a coluna ali travou. Olha, então você tem que agora tem todo um trabalho, tem todo uma um respeito que você tem com você mesmo, com seu parceiro que pode dar pode dar ruim demais, mas é isso, gente. E é a vida, né? O ciclo da vida e a gente vai se adaptando e vai vivendo da melhor maneira possível. Isso é importante demais. Agora, eh, eu pergunto para Ivia, por que que na, na sua avaliação, então, por que que algumas pessoas, tudo isso que a Leila falou, olha, olha só, por que que para algumas pessoas ainda é difícil imaginar um idoso vivendo um novo amor, uma nova carreira ou então tentando descobrir esse novo momento de sexualidade, igual com tantos exemplos que a Leila pôs pra gente aqui, colocou para nós aqui. Qual que é a sua avaliação? Por que que ainda para algumas pessoas ver e ouvir isso que foi dito aqui pode ser um Nossa, olha só o que ela disse. Bom, a base é o preconceito, [Música] mas conforme os anos vão passando, a gente vai tendo essa ideia, a ideia de que a vida vai evoluindo junto e de que as coisas vão caminhando junto. Mas a base de tudo é o preconceito. É por isso que a gente, enquanto jovem tem que pensar sobre o preconceito e de como continuar a vida, assim como a Leila falou, de do cuidado no geral, do autocuidado e do autoconhecimento, quem eu quero ser. Uhum. Tem uma uma geriatra que eu gosto bastante, que é a Dra. A N A Cláudia Quintan Narantes, e ela fala que a velícia é um deserto que a gente vai passar. Sim, a gente sabe que a gente vai chegar lá. Então, a gente tem que usar filtro solar, beber bastante água, se preparar para essa caminhada. Então isso tudo a gente tem que fazer ao longo da vida. Não adianta chegar lá no deserto e falar: "Opa, tô aqui com um sol de 40º em cima da minha cabeça, o que é que eu vou fazer?" Então, até pro pra questão física, eu quero ser sexualmente ativo, então eu vou ter que fazer uma atividade física, eu quero ter autonomia e liberdade física, eu vou ter que me movimentar durante a vida. Claro que vão ter limitações, mas as limitações já acontecem durante a vida. Em um dos livros da Dra. Ana, ela fala sobre o cuidado, enquanto na terceira idade o cuidado fica muito marcado. Eu preciso ser cuidado e eu não quero ser. Só que o que a gente tem que entender é que a gente precisa de cuidado sempre. Exatamente. A gente sempre vai precisar de apoio, não é só na terceira idade. Uhum. Então, se eu quebrar o pé, eu vou precisar que alguém me dê banho. Ou é isso? Nós aqui, saindo psicólogas, a gente vai precisar de um cuidado saindo psicólogo, entregar o cuidado pro outro. Ou nem só isso, não só o cuidado no consultório, mas o cuidado de um amigo, o cuidado do familiar não vai ficar só marcado durante esse período da vida. A gente vai precisar ser cuidado sempre, desde sempre e para sempre. E que bom, é por isso que a gente tem que cultivar as pessoas ao nosso redor também, então, para ter esse cuidado ao longo da vida e não só na terceira idade, na quarta idade. Muito bem. O envelhecimento, gente, por muitos anos foi associado à ideia de fim, né, de decadência, de perda, mas essa é uma visão que acredito que já tenha ficado já para trás, porque hoje a gente traz aqui uma nova visão sobre o envelhecimento, né? Nós estamos aqui com duas pessoas que trabalham com a saúde mental e estão falando pra gente sobre essa questão, essa visão ultrapassada que precisa urgente ser revista, né? É importante a gente perceber eh que o aumento da longevidade eh também tem o avanço dos direitos dos idosos idosos e que a velice pode ser e deve ser uma fase de descobertas, de recomeço, de liberdade. E ainda assim, gente, infelizmente com todas essas falas que nós tivemos aqui nesses 30 minutos e pouco de programa, eh, o preconceito persiste. Não se espera que um idoso ame, deseje, sonhe, mude enfrentam não só o julgamento da sociedade, mas também o silenciamento, né, eh, dentro da própria família ou dentro dele mesmo. Agora, de que forma assim, eh, eu penso que a gente pode mudar essa questão eh da visão sobre o envelhecimento? A gente precisa entender que não tem uma idade certa para ser feliz, para recomeçar. Você pode recomeçar com 60, com 65, com 70. Quem é que diz que tem uma idade certa para você amar, para você existir com dignidade? Tem o Estatuto de Idoso que está aí para garantir os direitos e mais respeito, escuta, valorização. Só que isso, para que isso aconteça de fato, a gente precisa mudar a nossa mentalidade, né, Leila? Fala pra gente, busca por novos projetos, hobbies. Eh, um recomeço nessa nessa fase da vida pode mudar essa forma com que a gente encara o envelhecer? Eu acho que tudo vai depender do como cada um tá vendo o que que é envelhecer, porque o envelhecer aí vem junto com o envelhecer vem morte, vem aposentadoria que dá um susto, né? Dá um susto. Que que é aposentadoria? Olha, a aposentadoria vai paraos seus aposentos. É um nome que deveria ser mudado, né? É, foi começado isso na França em 1960. Essa coisa de idade, você ter uma condição financeira um tanto que você já trabalhou e tem variações de idade. Então, olha, aposentadoria combina com aposento, aposenta, aposentos, vai pros seus aposentos e fica sentado. Então, eu acho que depende de cada um. Tem muita gente fazendo uma transição de carreira mais velho. E transição de carreira é transição de vida. Não existe transição de carreira se você já não tá cansado de alguma coisa ou quer fazer alguma mudança. A Rúbia falou sobre a questão da morte. Dentro da nossa visão da transpessoal, nós estamos constantemente fazendo mortes. Se eu preciso abrir mão de alguma coisa para abrir espaço para algo novo. Então eu saio do útero, venho pra vida, eu saio, começo a ter o dente de leite pro dente permanente. Tudo isso é a abrir mão de algo para entrar um novo. Então o que que acontece com a pessoa, com nós, conosco, com o idoso, nós somos apegado em muita coisa porque parece que é isso que a gente tem. Enquanto eu não abro um caminho novo, eu vou ficar pegado. Você lembra? No meu tempo porque era assim, não sei quando já foi. Por isso que muitos jovens não gostam às vezes de falar com o idoso, porque ele não abre espaço para o novo, porque falta a gente se desapegar de algumas coisas. Isso é morte. Então, morte faz parte da vida, tá? Só para lembrar que a gente já nasce sabendo que todo mundo vai morrer de um jeito ou de outro. E o encarar a morte de uma maneira, fazendo parte da vida, é fundamental. Uhum. Porque nós estamos o tempo inteirinho, o tempo todo, deixando, acabou, acabou quinta-feira, hoje já é sexta. Então a morte é algo que deve ser visto de uma forma extremamente natural e não preparando desse jeito fica mais fácil, sabe? Ó, meu tempo tá terminando, meu tempo de vida. Só que a questão da finitude vem, gente, daí tem gente que acredita em reencarnação, outros não. Vai no purgatório, vai no inferno, fica no limbo. O que que vai acontecer comigo? Então, e quando a gente às vezes faz algum trabalho de workshop e que vai trabalhar com linha do tempo e aí vem o momento da morte, o que vai acontecer depois quando você trabalha e pensa na questão do seu eh da sua vida? Quem que que legado que você deixou? Que que histórias que você escreveu? Quem que vai no seu enterro, hein? Você já pensou nisso? Então assim, qual é o plantio que foi feito? Daí dá para fazer as mudanças. Não é porque está se está numa determinada idade que acabou a vida. Nós estamos num início, é um novo viver. E eu só posso estar num novo viver se eu tenho reconhecimento da identidade que eu tenho. E para isso eu preciso me desapegar do que não serve mais. É como aquela árvore que tá com os galhos ruins, que que você vai ter que tirar para ter força para ir adiante. Então hoje o que que eu numa idade que nós estamos nessa questão do idoso, o que que não me serve mais e não é para eu estar de acordo com a sociedade, que que não serve mais paraa minha vida. E uma coisa que eu acho fantástico, a autonomia que o idoso tem de não ter que dar satisfação pro outro. Nossa. Ai, que delícia. Tenho que ficar dando satisfação de todas as coisas, porque tem uma coisa assim, eu já posso, já sou mais velha, eu posso, entendeu? Eu sento na minha cadeira de rainha, eu posso, na minha cadeira de rei, eu posso, desde que eu tenha valor, tenho uma vida valorosa. E a vida valorosa depende de cada um. o valor que cada um tem do que que considera valoroso. Porque se você não tem algo valoroso, aí vem o velho, não é idoso, é aquela coisa mais velha, caquética, então tornar tudo valioso. Minha mãe faz comida, ela fala: "Tá bom isso aqui". Não, ai que delícia que tá. É o valoroso. Maravilhoso. Isso. Valoroso, gente. Isso. E é um valor que isso que dá uma identidade de que a vida vale a pena, porque vai, tem gente vivendo até com 106 anos, gente. Vocês t noção que que você vai fazer com 106 anos? Alô, vai se matar. Sim, agora a morte assistida, né? Mas o que que nós vamos fazer de novidade? Qual é a vida que eu vou trazer? Isso não tem idade. Então, dá para mudar, dá para mudar. Dá para começar a fazer atividade física devagarzinho. Tem uma coisa, nós fazemos pilates e yoga LPF e atividade física. Nós fazemos tudo isso. Eu, meu marido, a gente tá ali bonitinho, o dupla de idosos e às vezes tiram foto da gente na academia, a gente fazendo coisa. É uma delícia. E aí nós somos para Mati Opítio. Posso contar isso? Vai lá babado esse. Fomos para Mat nesse nessa nesse eh num período aí foi todo superação. Fomos de stick eh dor no joelho porque tem subida para caramba. Per num monte de lugar maravilhoso. Mas assim, que delícia saber, não dá para fazer tudo. Tinha uma jovenzinha no grupo, era um grupo de amigos que foi, tinha uma menina de 21 anos de idade. Ela sacou a minha dificuldade de subir 150º e de descer 150 degº, de subir na montanha colorida ou no próprio Matopítio, que tem muita eh muita escada e tudo assim. Então, às vezes tinha além dos sticks, daquela botinha maravilhosa e tudo, mas tinha às vezes uma ajuda para descer. Ela me dava o braço para descer, mas numa gentileza. E é isso que a que a Ev falou, tem que pedir ajuda. Então, o idoso, ele trabalha com uma coisa da humildade, da resiliência, eh porque senão vira tirando de nada. Hum. Falso. Falso. Ai, ai. Tem nada a ver. Precisa sempre você vai cair, vai quebrar, vai ter torcer e demora mais para pôr no lugar porque tem menos calço. É verdade. É isso. Então aí vem a humildade, vem aí que vem essa situação de assim assumir o seu lugar. Quando você assume seu lugar, aí dá para fazer renovação. Aí dá quem somos nós dentro dessa limitação dá para fazer mais coisa. Então eu acho que a mudança existe, porque eu aceito a mudança e o que que é gostoso? Esse constante vira a ser. A gente é viajante, constante vira ser, então pede ajuda e deu pra gente ir num monte de lugar, deu para fazer muitos passeios. Que delícia. Antes era uma delícia dançar. Hoje não dá para dançar do jeito que dançava antes, mas dá para dançar. Exatamente. Então é essa é isso que o que que é possível. Isso em qualquer idade, com certeza. Não é em qualquer idade, não é uma coisa de do idoso, é em qualquer idade, em qualquer da yoga. Fizemos yoga ontem, vamos ficar de cócuras. Ui, ficar de cócuras, vai abaixando, vai ou o o invertida, tem coisas que às vezes não é possível tanto mais como se fazia antes, mas é possível fazer. Se não faz, como aí falou, é pior. Tem que ter alguma, tem que mexer. Vida é movimento, mas o quanto eu posso me movimentar e para que que eu vou me movimentar? Por isso que tem uns prazeres diferenciados. Agora nosso prazer é outro. Mas gente, para com isso de ter aposentado, ficar em casa. Nós temos outra coisa. Agora é vez de deixar o outro, eu dou supervisão. Eu amo. Uma das coisas que eu mais amo fazer na vida é dar supervisão pra G. Porque você vê que que eu eu já a gente já tem uma experiência que não é do livro, né? É uma experiência da vida. Então, quando ele traz o a a o recém-chegado tá trazendo, a gente vai ver no crescimento. E é gostoso passar isso pra frente. É legal, é gostoso ver que o outro tá tá tá crescendo, tá aprendendo. E a gente já fez essa caminhada e outras pessoas nos ensinaram. É, é o, é um que o amigo fala, é o semear e colher, né? Você semeou e agora você tá colhendo também. Então dá para mudar sempre que nós somos vivo. Muito bom. Ninguém pode estar na flor da idade, mas cada um pode estar na flor da sua própriaidade, né? A gente, Iv, eu gostaria que você pontuasse essa fala maravilhosa da da nossa nossa querida eh convidada aqui, porque eu acredito que assim como eh eu, muita gente tá assim parado escutando ela falar que tô eu parei assim, fiquei assim, né? Só ouvindo. Idosa, minha filha, idosa tem casa, só ouvindo, só ouvindo, sabe? É muito bom e ouvir, porque a gente aprende muito, né, Iv? Porque assim, é uma experiência de vida e a a Leila tá aqui como psicóloga, mas também como idosa e tá passando pra gente, mostrando pra gente que você pode viver da melhor forma em qualquer idade, mas precisa do autoconhecimento, do cuidado. E aquela questão, uma questão que a a Leila tocou aqui, que eu gostaria de ressaltar com você, gostaria que você comentasse, né? Eh, alguns idosos que falam que não precisam de ajuda e às vezes a gente vê que viraliza na internet alguns idosos um pouco assim ã marrentos, né, que brigam, que xingam. como o por que isso acontece, o que que falta ali, né? Ou o que que não aconteceu antes que acabou aquela pessoa se tornou um pouco marrenta na terceira idade? Tem como voltar atrás? Tem como ajustar isso para que ela possa ter uma qualidade de vida melhor? Porque se a pessoa ela ela está daquela forma que a gente vê vê na internet, né? O ido xingando, o ido, eh, tipo, não tá legal, nada tá bom e tal. E as pessoas acabam falando: "Poxa vida, mas por que que é assim, né? A gente faz de tudo e nada tá bom. A gente quer oferecer ajuda, mas não aceita ajuda." O que eu tô dizendo aqui, gente, é uma realidade, né? Uma realidade que tá de repente na sua casa ou na casa do seu amigo, do seu colega. Não é sempre que o idoso ele vai envelhecer e que vai ficar de boa, não. A gente sabe que a gente tem aí as doenças, né? neurodivergentes, a gente tem a questão do Alzheimer, a gente tem todas essas questões de saúde, mas vamos colocar aqui um idoso que tem a saúde, que simplesmente ele está envelhecendo naturalmente. E aí chega num momento da vida em que ele fica bem marrento, né? O que que aconteceu com essa pessoa? E a gente consegue eh mudar isso. Mudar é sempre importante, esse é o ponto principal. Não dá para perder esperança na mudança. E a síndrome de Gabriela de eu nascer assim, eu crescer assim, vou ser sempre assim. O ideal é mudar sempre e recomeçar sempre. Não dá para perder esperança. Eu falo que esperança é a palavra base da nossa sociedade, ainda mais sendo brasileiro, que é um sentimento muito brasileiro. Mas nas pesquisas sobre felicidade fala muito que a felicidade na vida são dos extremos. Então, quando a gente é criança e quando a gente tá envelhecendo. Uhum. A vida adulta, que é onde a gente passa a maior parte da vida, vai nos endurecendo. É, então você vai tendo que lutando, batalhando e trabalho e sem tempo e sem dinheiro. Essa é a base da nossa sociedade, a base da sociedade brasileira. Então, a gente vai endurecendo e sendo triste na vida adulta. E quando a gente fala sobre finitude, sobre morte, sobre o medo da morte, eu brinco que eu não tenho esse medo. O meu medo é ser infeliz na vida adulta, de ser endurecida na vida adulta. Uhum. Eh, porque essas são as pesquisas da tristeza da vida adulta. Isso vai refletir quem não tá disposto ao novo, quem não tá com a esperança de que vai mudar, de que vai ter liberdade, de que vai ter tempo, de que vai conseguir descansar, de que vai conseguir aproveitar, ter prazer, vai endurecendo e vai reclamando e vai pesando. Claro que também tem a parte física, então as dores, as doenças, as possibilidades, né, que vão tendo na terceira idade. Então tudo isso vai trazendo essa reclamação, esse peso que não deveria ser assim. Hoje em dia, com a informação, a gente vai conseguindo eh diminuir esse preconceito e esse estereótipo. Então isso vai diminuindo, as pesquisas estão trazendo isso de que a felicidade na terceira, na quarta idade já tá muito maior do que na vida adulta. Então eh isso tá diminuindo, mas ainda acontece. Poxa vida, né? E é assim, é algo que preocupa, porque a pessoa acaba se autoisolando, ela acaba ficando sozinha e também as pessoas que vão buscar proximidade com elas, não são bem recebidas, acabam também se afastando, né, Leila? essa questão da pessoa um pouco marrenta assim nesse momento eh eh da da terceira idade, enfim, da quarta idade, eh é algo que foi que aconteceu lá atrás e que não conseguiu ressignificar e por isso chegou nessa nessa fase da vida, nesse, não sei se é infelicidade que a gente pode chamar. Então aí vem de novo, eu acho a ideia da afinitude, né? Eh, quando quando não teve maleiabilidade, acho que em tudo. Então, eh, a gente vive em ciclos. Então, por exemplo, eu sou mãe e a minha eu, o meu papel de mãe, eu tô falando isso pra gente entender o que que vai tornando as coisas mais eh mais enrijecida. Então, eu sou tenho dois filhos, eu tenho o Vittor e tenho o Felipe. Já adultos, já são adultos. O meu papel de mãe, ele foi baseado na minha relação do papel de filha com a minha mãe. Uhum. O papel de mãe é feito em cima do contrapapel que eu tive. Então, filha, então, primeira matriz que eu tenho de mãe é eu como filha. Se eu fico permanente nisso, me rejeço nisso, a minha mãe ficou da minha avó. Você percebe que você não tem uma mudança, nós vamos enrijecendo e fica ali. Meu papel, um papel de avô, a gente enquanto avóz, atenção aos avós de amanhã, a gente faz o faz o papel de avó tentando consertar o papel de mãe. A gente sempre tá atrasado um papel. Então eu como filha vou tentar consertar meu papel, consertar que eu falo é tornar mais leve, mais agradável paraos meus filhos o que faltou para mim como filha. Eu sempre tô atrasada. Então, muitas vezes a Leila cuida da Leilinha no Víor e no Felipe. São meus filhos. E eu assim não vejo meus filhos, porque a leilinha vai ficar, eu eu gostei disso, eu não gostei disso, eu replico como mãe, como avó eu vou replicar. Eu não pude ser mãe como eu queria ser ou foi possível. Eu vou replicar e vou consertar ou vou ajustar meu papel. Por isso que vó e vó é tudo aqui naquele jeito. Tá entendendo? Tá entendendo? aquele, ah, pode fazer isso, pode fazer aquilo, pode fazer isso, mas aquilo, por quê? Eu vou eh ah, ajustar, eu vou eh eh atualizar o meu papel no outro que eu tenho. E e aí às vezes, por isso que fica difícil a gente fazer essas mudanças, porque eu sempre tô um pouco atrasada. Então, se eu não tô na presença, quem que é esse filho? Meu filho Víor e meu filho Felipe, eles precisavam de mães para um e para outro. Não dá para ser igual, ó, eu vou criar todo mundo igual. Não dá. não existe. Então, o que que vai acontecer? A partir do momento que eu não vou fazendo conexões com o que é de fato, eu vou embrutecendo, eu vou enrijecendo. Então, o que que acontece com o idoso? Muitas vezes é muita solidão, porque o idoso é assim, nós temos a nossa percepção, a gente a gente ouve, a gente vê, temos os nossos cinco sentidos de de como a gente apreende o mundo. Como eu apreendo o mundo é a percepção de vida que eu tenho. Se meu ouvido escuta menos, a minha mãe tá escutando bem menos. Se meus olhos, eu preciso de óculos. Eu não usava óculos, mas eu até acho bonito. Linda. Tem um outro também bonito. Diminui por questão de de desgaste físico. Alfato, gustação, tato. A a apreensão do mundo nos cinco sentidos, pro idoso vai mudar a percepção de vida. E isso às vezes enrijece. Que que você falou? Não tô escutando. Ai, não tô enxergando direito. Aqui começa já a pele ser fininha e rompe com qualquer coisa. Você dá uma batidinha, fica roxo. Coisa que pro jovem não fica. Você vai numa praia, você você se embunzenta de de toda hora, você bota um protetor. Por quê? Porque tá tudo mais fragilizado. Então, às vezes isso gera raiva. Uhum. Porque eu não combino, o físico não combina com o que eu estava acostumado antes, mas o bebê também era assim. Então nós temos um ciclo que é o ciclo, vamos imaginar isso daqui, essa essa hipérbole assim, ó, sei se acho que chama hipérbole. A criança cresce rapidamente, perde roupa rapidinho, a fralda que você fez eh rapidamente perde porque ele cresce rapidamente até 21 por aí assim. Depois ele vai ficando num platô de 28 até uns 40 e poucos anos. Depois ele vai tendo uma descida. Do mesmo jeito que aqui fez uma enorme rapidamente subida, nós vamos ter uma descida maior aqui. Só que nós temos isso daqui que é biológico, mas nós temos isso daqui. Então, enquanto tem uma que faz isso, essa daqui que é a da sabedoria do espiritual, o nenê não não sabe, depende do pai, da mãe, não tem um ego estruturado, tá? Mas depois ele faz esse movimento de ascensão que é da mudança. Se nós nos identificamos só com o biológico, nós estamos na queda e daí não dá para ficar mudando, porque é real, vai ter queda. Não tem, por mais que você faça de procedimento, vai ter essa queda. Mas se a gente também se identifica com a sabedoria, com o que eu tenho para passar, tenho lado espiritual no sentido de propósito, eu me identifico com a ascendência e não com a descendência. E aí dá para fazer mudança. Muito bem, né? Porque tem porque senão eu me identifico com o que eu perco e não com o que eu ganho. E é isso que a gente precisa fazer mudança. E para de esperar que o outro faça mudança por você. Faça por conta própria, porque senão você vai ficar sentado. Porque para a sociedade, como foi falado, o velho é aquele que fica ali do lado. O padre, como chama aquele padre que canta bonitão? Marco, não, não é Marcelo. Fábio de Mel que ele conta, ah, deixaram o velhinho lá e o velhinho ficou tomando sol, depois eles esqueceram o velhinho no sol e daí tem que pegar o velhinho do sol, porque é como se ele fosse inútil e nós não somos inúteis, tá? Só para avisar, fica dica. Show de bola. Nossa, gente, que bate-papo, que sexta-feira, que manhã de sexta-feira maravilhosa. Olha só, agora 9:40, a gente tá quase 1 hora conversando aqui com a Leila, com a Ive e nós vamos para uma breve pausa, porque nós já temos aqui preparada através do Zoom a nossa terceira convidada, você já imagina que que vai dar no próximo bloco, né? Então, daqui a pouquinho a gente volta com a participação da psicóloga Ana Cristina Guimarães pelo Zoom, que vai fazer parte desse time pra gente continuar falando sobre o envelhecimento, os tabus, né, que estão em volta dessa fase da vida, que pode sim ser uma fase de recomeço. E a gente vai falar sobre as experiências, né, e o que torna essa fase da vida eh uma fase que você precisa parar, pensar, analisar. e dá valor a ela. Eu tô falando para você que já tá eh que já é 60 mais, que está nessa fase, parou para se olhar no espelho, quanto que você carrega, né? A sua bagagem, o seu conhecimento, a sua história de vida, tudo isso precisa ser muito valorizado, porque você viveu isso e você precisa repassar a sua experiência para as pessoas. E é isso que a gente tá fazendo aqui. A gente tá falando dos tabus também, trazendo experiências, né, das nossas convidadas. um break. Daqui a pouquinho a gente tá de volta em um instantinho, tá bom? Já já voltamos. [Música] [Música] OK, estamos de volta. Estúdio, Câmara no ar para você, amanhã de sexta-feira e hoje nós estamos falando sobre a percepção, propósito e tabus da terceira idade. E agora a gente já tem mais uma convidada, então agora três convidadas aqui no estúdio, tá com a gente, uma pelo Zoom e duas presencialmente. Mas antes de apresentá-la, vamos a atualizar algumas notícias. A Prefeitura de Campinas concluiu nesta semana as obras de recapeamento da Avenida Lix da Cunha, uma das principais vias da cidade. Ao todo, foram renovados 7 km de asfalto nos dois sentidos da via que liga a região central a bairros como Jardim Olina e serve como acesso às rodovias Anhanguera e Campinas Montemor. De 8 a 10 de agosto, Campinas será palco de uma grande celebração de culinária brasileira. Gente, olha, a Praça Araltos da Paz recebe o primeiro festival do milho verde. Ai, que delícia, que acontece em conjunto com o festival do Eu Amo Chocolate, edição Morango. Com entrada gratuita. O evento reúne mais aí de 50 expositores e promete atrair o público com mais uma programação que combina gastronomia típica, cultura popular, apresentações musicais e ações solidárias. Essa proposta é de oferecer uma experiência acessível e diversa para toda a família. Muito bem, falamos de trânsito, de mobilidade e falamos também de final de semana delicioso, né? Então tá certo. E agosto promete. Vamos lá. A gente segue por aqui falando sobre os tabus. Vamos lá. Da turma do 60 mais e agora eh conectada com a gente direto por videoconferência. A gente quer dar as boas-vindas para completar esse nosso plá, não, para completar esse nosso time. A psicóloga Ana Cristina Guimarães, seja muito bem-vinda. Ela é analista do comportamento. Bem-vinda. Obrigada. Bom dia. Bom dia. Bom dia a todos. Eh, é um prazer tá aqui para poder colaborar, né? Na verdade, eu vou complementar eh o que as colegas, né, já iniciaram aí. Eu eu escutei um pouco, né, da fala delas. Eh, mas eu vou tá falando mais na visão, né, da análise do comportamento, né, mais especificamente na abordagem que eu sigo, que é contingências de reforçamento, né? Muito bem. Muito bem. Então, já vamos lá, explica pra gente qual que é a sua avaliação, qual que é a sua análise do comportamento eh das pessoas 60 a mais nesse momento que a gente está vivendo hoje. A gente falou aqui eh de pertencimento, a gente falou aqui de experiência de vida, de bagagem, também falamos dessa questão eh do isolamento, né, que às vezes a pessoa idosa ela fica um pouco mais isolada. A Leila trouxe essa questão eh do do da como é que é? Velice, que como é que você falou? São três fases. Idoso jovem idoso, idoso, jovem, idoso, velho e idoso. Olha isso. Idoso jovem, idoso, velho e idoso. Adorei isso aí. Muito bom. E aí, assim, eu gostaria que você trouxesse pra gente, então, a sua análise mediante eh os tabus, né, que a sociedade impõe nessa nessa fase da vida ou até mesmo que o próprio idoso acaba impondo eh no seu momento eh eh de viver aí de repente um momento de recomeço, mas acaba não se reconhecendo e acaba freando esse momento. Então é com você, Ana. Olha, eh, dentro da análise do comportamento, nós acreditamos que o envelhecimento ele faz parte do processo de desenvolvimento, assim como a gente fala de infância, adolescência, né, a fase adulta e o envelhecer. Agora, isso tá muito relacionado com a história, né, de contingência dessa pessoa. O que que é isso, né? Eh, quando a gente vai lá atrás dentro do contexto clínico, mesmo nos trabalhos científicos, a gente tem que pensar muito nesse indivíduo como um ser único, né? como que ele foi construído. Então, eh, quando a gente tá lá analisando, né, ou estudando um caso, a gente parte muito do princípio, né, de de um de um conjunto que é a questão da ontogenética, que seria uma parte genética, ã, da parte, né, quer di, desculpa, da filogenética, que seria a parte genética, ontogenética, seria a parte mais da história de vida. e a cultura que conta muito, né, dentro do nossa cultura ocidental, eh, a gente percebe o quanto que o trabalho é muito valorizado. Então, muitas pessoas se aposentam, né, e não tiveram desenvolvimento em outras áreas. Você pode ver quando a gente vai para evento social, as pessoas, qual que é a primeira pergunta que fazem pra gente? né? Normalmente é o que você faz, no que você trabalha e como que fica o resto? É verdade. É verdade mesmo. Então, eh quando a gente também fala da história de vida, né? Ã que essa pessoa foi construída, porque a gente fala assim, a gente aprende academicamente desde cedo, é muito mais fácil alfabetizar, né? comportamento também. Então, como essa família, né, com aquela criança, foi trabalhando alguns aspectos super importantes, como, por exemplo, autonomia, né? Eh, eu não atendo criança, mas eu sempre falo, né, pro pros meus clientes que t filhos, né, a criança numa determinada fase ela já tem capacidade para fazer algumas coisas e a autoconfiança, ela vai se estabelecendo a partir disso. Se eu protejo demais, né, a criança ela é capaz já de fazer, eu não tô auxiliando ela desenvolver uma autoconfiança. Isso vai refletir mais pra frente. Ã, outra questão, né, rede de apoios, essa pessoa ela ela consegue estabelecer rede de apoio, ela consegue pedir ajuda, né? Ela ela também foi trazendo desde a infância esse tipo de padrão. Eh, outra questão também que é muito importante, é autoaceitação, que também vem lá de trás. a questão do da autoestima, né? Como eu me sinto amado, né? Independente do que eu me comporto, do que eu me produzo ou não, né? Simplesmente por existir. E tem uma outra questão importante também que é o é a questão do propósito, né? Qual que é meu papel aqui? Então são habilidades que a gente não desenvolve na velice, a gente desenvolve desde, né, do nosso primeiro contexto que é a família. E assim vai todo esse processo de desenvolvimento, né, na adolescência, na vida adulta. Eh, como eu trabalho numa numa abordagem, né, baseada eh na na no Skinner, né, e ele falava muito sobre essa questão da adaptação, né, a pessoa que melhor vive, aquela que melhor se adapta. Então, eh, a Leila, né, eu, eu escutei uma das falas dela finais e eu tava vendo sobre a questão da flexibilidade, né, porque a gente fala em amadurecimento, mas o amadurecimento não significa, né, que conforme a gente vai vivendo, a gente vai amadurecendo, não. O amadurecimento de esse é só de fruta, como diz o professor Hélio Guilherde, né, da clínica que eu trabalho, que foi meu professor da PUC. Esse tipo de amadurecimento é só da fruta, né, que ela amadurece e cai do galho. O amadurecimento tem muito a ver com essa história, né, de contingência, em que eu eh, né, eu, eu sou flexível a aprender aprender novas habilidades, né? Porque por outro lado, assim, a gente vê muitos idosos que tem aquela fala assim: "Ah, no meu passado era melhor, no meu passado era assim, tá? Tem coisas boas, mas tem muitas coisas boas hoje pra gente tá agregando, né? E e assim vai, a gente sempre aprendendo, né? as as coisas novas que a gente vai sendo exposto. Perfeito. Então, é um item muito importante essa questão da flexibilidade. Ótimo. Ótimo, Ana. Nossa, eh, a fala da Ana veio agregar com tudo que foi dito no primeiro bloco, né, Leila e Ive, porque a gente tá dizendo aqui sobre a vida na terceira idade e o que que precisa ter flexibilidade. E ela diz ali que tudo começa na infância e sim, tudo começa na infância. Só que é importante a gente ressaltar que quando a minha avó teve a infância, de repente os pais dela não tinham o conhecimento que a gente tem hoje. Então, que bom que a gente teve eh amadurecimento emocional, que a gente tem profissionais que hoje podem nos trazer essas informações que a gente tá passando aqui hoje para que os nossos, a nossa, a geração que tá aqui, que vai ser vó, que vai ser terceira idade logo em breve, já possa ser moldada de uma forma diferente, né? Agora 9:23, eu gostaria que você complementasse então, por favor, Iv, tudo tudo que a gente falou até agora agora e e junto com essa fala eh da Ana Cristina, não só com o amadurecimento ou com o passar do tempo, então são com as experiências de vida. Quanto mais experiência de vida a gente tem, mais completo a gente é. Então, não só o passar do tempo, passar da idade, isso conta muito pra questão da felicidade, da infelicidade ou como você colocou, da reclamação, do pesar, de como a gente leva toda a vida vai se mostrar na velice, na terceira idade. É verdade. É, e a gente tem como mudar, né? Então, acho importante isso, porque a gente precisa aprender a mudar. Se não tá legal, vamos fazer diferente, vamos mudar, né, Leila? A gente pode mudar agora com você, Lel, eu gostaria de abordar um pouquinho sobre a questão da experiência. Qual que é a importância da experiência de vida, né, e da gente da pessoa que chegou na terceira idade, ela saber, ela ter o pertencimento sobre quem ela é, ela conhecer, ela ter o autoconhecimento e ela levar essa experiência de vida para as pessoas. Qual que a importância dessa experiência? Qual que a importância da bagagem, né, que a turma eh 60 mais, que a turma 70 mais traz para esse mundão e que pode nos ajudar a moldar a nossa terceira idade. Eu acho que nós nós vivemos em dois mundos, né? Nós temos o mundo de fora e o mundo de dentro, o mundo das dos do de como nós nos comportamos e é aprendido. Agora tem esse mundo interno que é um mundo que é a sua individualidade. Uhum. É o teu eu. Eh, o como você reage frente às experiências, eh, tem a ver para que você tá no mundo com que objetivo? Sabe? Quando a gente chega na terceira idade, que é uma coisa estranha de falar de terceira idade, é, eu também acho. Eu não me sinto, eu vou falar, não me sinto confortável falar assim, terceira idade, esses negócios, não é? Mas enfim, a gente precisa falar, né? Quando a gente chega nessa idade 60 a mais ou dessa questão do idoso, vem muito uma reflexão. Eh, agora tem, como eu falei, nessa linha do do tempo da nossa jornada, tem o antes, tem o que eu tô vivendo agora e o que resta eu construí. E aí entra as experiências. Uhum. Como a Ana falou, a não é não existe agora essa essa o idoso, a fase do idoso, ele foi construído desde quando a gente nasce. Então o jeito que nós somos, essa flexibilidade de abrir mão do que não serve mais para começar a ter algo novo, mas eu preciso ter presença para isso. Eu acho que a coisa mais fundamental é assim, eh, que oração agora? Onde que eu tô aqui? Quem sou eu? Esse momento quando a gente vive nisso, que oração é agora eu dou tempo da Leila construir mais alguma coisa, do idoso construir mais alguma coisa. Onde eu estou é aqui, não é nem no passado e nem no futuro. Na presença, é no aqui. Quem sou eu? Eu sou esse momento carregado de experiência que eu só sou, o que eu sou hoje pelos desencontros e encontros da vida, pelo que eu vivi e deixei de viver. Então essa é isso que você falou antes, Rúbia, eh reconhecer e ter gratidão pelo pelo que a gente viveu. Uhum. A mãe, o pai, a vivência que eu tive, o primeiro marido, segundo marido, os amigos, o que a gente teve de vivência. E eu sou o que eu sou porque eu cheguei até aqui paraas experiências da vida. Então esse currículo nosso, eu não vou apresentar para ninguém. Quando chega numa certa idade, você vai apresentar para você. O seu currículo serve para você. E quando você olha o seu currículo, tem tempo ainda de fazer coisa diferente. Meu pai, quando tava para eh desencarnar, meu pai, ele teve câncer e ele também tava morando com a gente, por isso que eles vieram morar eh conosco. Eh, uma das coisas que e tava naquela coisa de de dificuldade da da finitude, já tava pronto, a gente já tinha se despedido. O que que nós fizemos? O que é essa indicação? Terminar assuntos inacabados. O idoso precisa terminar assuntos inacabados antes que seja o final mesmo. Então o que que eu fiz com o meu pai? Nossa, pai, o que que tem de situação inacabada? Com quem o senhor precisa falar? Quem que o senhor precisa trazer para terminar sua situação que tá mal resolvida? Porque a gente já sabia que ele tinha muito pouco tempo e ele quis ficar em casa, não quis ficar no hospital. Então eu, nós trouxemos e eu e minha mãe, nós trouxemos todas as pessoas que meu pai precisava falar. Ele falou: "Eu quero falar com tal pessoa, eu quero falar com tal pessoa, quero falar com tal pessoa." Nós convidamos essas pessoas para vir até em casa para falar, para ele poder conversar. Fechou, Gestal. Tof. Fechou. Fechou. Foi terminando tudo. Terminou tudo. Então agora e aí pai, que que vai acontecer? porque eu tenho uma visão reencarnacionista de vida, de filosofia de vida. Aí ele falou assim: "Parece que eu tô mais tranquilo agora para ir embora". Olha isso. Porque foi fechado as situações. Independente da da filosofia de vida que se tenha, para mim é muito importante ter alguma, não no sentido religião, né? Mas é no sentido de tem eu comigo mesmo, eu com o outro e eu com o mundo. E o mundo você pode estender para onde você quiser. São esses três cenários que a gente vive. Então, quando se termina, isso são experiências, acabou. Aí dá para falar assim: "Fui fazendo o meu fechamento e daí dá pra gente fazer um encerramento, dá para ter paz. Eu acho que o idoso ele precisa ter movimentos assim de paz no mundo interno, ter paz, porque é tanta falação de tantas vozes externas e as vozes nossas internas de de coisas devia ter feito. Tanto que a terapia do idoso é muito diferente de uma terapia de alguém que é tá na adolescência ou tá na vida adulta. É diferente porque não dá para você trazer grandes coisas que não dão para ser vistas mais. Uhum. Mas dá para você aproveitar a experiência do que foi visto ou não visto para fazer um um recomeço, porque sempre tem um outro começo se você fala: "Tô vivo". E quando eu tô viva, eu tô em movimento ex. É isso. Amanheceu, abriu os olhos é um recomeço. Por favor, Ana. Exatamente. Eu queria assim só complementar, né, a fala da Leila no sentido que eu achei muito importante quando ela trouxe, né, porque eu frisei essa questão do passado, mas eu falo muito paraos meus clientes na clínica que a gente faz esse resgate muito para entender alguns padrões de comportamento, mas é o que ela falou, muito do que a gente aprende com os pais, com o nosso, né, essa nossa história, a gente tem que ressignificar no sentido assim, o que que eu quero quero ficar de bom, o que que eu quero me desenvolver, o que que eu quero ser melhor. E por isso que eu falo da gente tá aberto, porque eu me alinho muito com essa fala dela final, que a gente tá aqui para fazer esse fechamento e no sentido assim, esse desenvolvimento como ser humano, ele só vai ocorrer quando a gente fechar os olhos. Então, por isso que eu acho que essa essa divisão muito fechada do que é criança, adolescência, adulto, né, idoso, é uma marca que a gente faz mais por idade, mas a questão das experiências, do desenvolvimento como ser humano é contínuo. A gente só vai realmente parar de se desenvolver se a gente tiver aberto a novas experiências quando os olhos fecharem. Agora, nosso papel enquanto psicólogo hoje, eu acho que é ajudar isso que a Leila tá falando no decorrer da vida. Vamos fazer nossos acertos, vamos olhar a vida de uma forma mais diferente, né? Menos preso a a determinadas situações que que dificulta esse esse crescimento, né? Então, essa era a fala final que eu queria eh deixar e também sugerir uma série que tem na Netflix, que são as zonas azuis. Uhum. As zonas azuis são algumas regiões do do mundo em que as pessoas, por até uma questão de ambiente eh traz essas questões que a gente falou, né, que envolve alimentação, que envolve exercício físico e, principalmente eh fazer parte de uma comunidade, que é um dos fatores assim muito importantes. Não interessa que comunidade, se é religiosa, se é um grupo, né, de amigos, enfim. Eh, eu queria encerrar assim fazendo essa sugestão aí para complementar. Maravilhosa, né, Iv? Muito bom, né? Muito boa fala. Sim, eu gostaria de reinterar também. Eh, numa vida em que a gente é completo de si mesmo, em que a gente decide, em que a gente pontua, a gente vai se arrepender. Então, trabalhar a aceitação nessa finitude, que tem coisas que vão ficar no ponto e vírgula e eu preciso aceitar, tem coisas que eu não vou conseguir voltar atrás, mas eu fiz aquela decisão consciente. Então, a gente trabalha a consciência para fazer essa decisão e lá na frente entender isso, entender que o arrependimento também vai acontecer. E a Leila pontuou do viver o agora, o que é muito importante para uma vida menos ansiosa, mas a gente questiona pras crianças o que é que você quer ser quando você crescer. E é sempre pontuando o profissional. Então eu acho que é olhar paraa terceira idade, pensar o que, quem eu quero ser na terceira idade, ter esse planejamento, viver, viver esse equilíbrio, viver o dia de hoje, mas planejar o que é que eu vou fazer, para onde eu vou viajar, o que que eu quero fazer, daqui pra frente, o que é que eu vou aprender, não só para as crianças. Então, a gente tem que se questionar sobre isso a vida toda, mas muito mais na terceira idade para continuar tendo esperança. Muito bem. em 9:34. Oi, pode falar, Ana. Não, ela falou um ponto super importante, porque assim, vamos pensar, se você vai para um país, você vai morar num outro país, você não vai estar pesquisando sobre a língua, sobre os hábitos, a comida. A terceira idade é um pouco disso também. E olha, eu eu vou falar, eu tô vivendo um pouco isso, né? Eu tô com 55 anos e a gente começa já a ter algumas mudanças no corpo, né? Eu tô vivendo isso e assim, eh, eu também tive uma experiência de fazer um trabalho de adaptação de brasileiros no exterior. Então, assim, eh, eu como, né, a questão da Vinice, como eu me preparo para isso? Ela falou uma coisa muito importante, né? Hoje mesmo eu tô vendo que eu preciso fazer mais musculação paraa minha musculatura tá melhor na velice, que tipo de alimento, né? Então assim, esse preparo é fundamental também. Achei ótimo ela ter colocado esse aspecto, porque e é uma forma também da gente viver melhor, né, essa fase. Exatamente. É isso mesmo. 9:35, gente, encaminhando para o fim, mas claro que a gente precisa atender os nossos telespectadores. Uma pergunta para cada uma, né? Porque você de casa participou e a gente, claro, te dá a resposta. Nós só não vamos conseguir atender todo mundo porque o nosso bate-papo hoje foi bem legal e assim como todos os dias é muito conhecimento, é muita troca, gente. Isso aqui transborda conhecimento e a gente fica muito feliz com isso. Produção, vamos lá então, rapidinho, uma pergunta para cada uma delas e a gente responde, depois a gente encerra, combinado? Fechamos a sexta-feira com chave de ouro. Igor de Souza do Cambuí. Qual o papel da família no envelhecimento saudável e como a terapia cognitivo comportamental pode orientar familiares para o apoio e o bem-estar dos idos idosos? É para você, né, I? Vamos lá. Bom, o papel da família é a autonomia, a independência, é dar espaço, assim como eu falei lá no início, não só do cuidado, então do amparo físico, mas conseguir entender as limitações que o corpo vai trazer, eh, e trazendo pro papel da TCC as emoções. Quais são as emoções que vão trazer autonomia para alguém que tá entrando na terceira idade, que já tá na terceira idade? Então acho que esse é o papel fundamental da família encontrando com a TCC. Maravilhosa. 9:36 mais uma produção. Vamos lá. Roberta Guimarães do Taquaral. Como podemos inspirar os mais jovens a enxergar a própria velice não como um destino distante, mas como uma construção contínua de alta descoberta e contribuição social? Legal, Roberta. Vamos lá, Leila. Pois é, como foi dito pela Ive e pela Ana, a construção para chegar no idoso começa desde quando nascemos, né? Então, do foi muito eh muito pontual. Que que eu quero paraa minha velice? Porque geralmente quem dita o que quer paraa velice é a sociedade ou aquele aspecto fechado de que é limitado. Então eu acho que nessa questão do social eh encontros com pessoas, essa depois da pandemia ficou uma coisa muito mais delicada, né, essa questão tanto pros jovens, mas pro idoso também, porque é importante se relacionar. Quando eu falei do erema, muitas vezes a pessoa se fecha, ah, não tenho vontade disso, não quero aquilo, tô indisposto com isso. Então, eh, é fazer todo um movimento onde eh eh faz parte do ciclo da vida chegar a uma certa idade e não como decadência. Então isso vem desde o jovem, você o jovem e, né, quando a gente lembra o quanto que eu tô dormindo, o quanto que eu tô me alimentando, eu tô bebendo, eu tô usando a substância química, eh isso daí eu tô já me preparando para a minha meu corpo físico. O que que eu tô usando pro meu emocional, pro meu mental, pro meu psicológico? Uma das coisas que é terrível pro idoso é a falta de memória. Mas tem ginástica da memória. Existe quando você não vai sempre no mesmo caminho. Tem aquele supera que é uma plipli que é uma divulgação aqui, mas tem esse exer esse que é o ginástica do cérebro, aprender um idioma novo, aprender um jeito novo, aprender uma aprender coisas novas. Eh, mas isso tudo começa lá. Ã, ai, como que chama? Sacopenia. Ah, eh, nós temos com jovens isso sabendo do mesmo jeito que tem do idoso que não tem essa musculatura, tá fragilizada, a perda dessa dessa força muscular, o jovem, porque ele fica também quietinho no mundo dele, também tá acontecendo isso com o jovem, que isso era uma coisa do idoso. Então, o que que nós estamos preparando para essa velice? Dentro disso, o que serve e o que não serve, eh, nada. A gente, essa autonomia tem responsabilidade. Muito bem. Muitas vezes a gente quer fazer demais, aí vem muito essa coisa, fazer demais para quem? O quanto eu me sinto bem fazendo demais pro outro. O outro quer para de querer tratar o idoso como um caquético velhíssimo que não tem. Pergunta se ele precisa disso. Não desrespeita que ele também tem autonomia que foi sendo criado. Você quer ajuda? Pergunta. Não vai. chega já catando às vezes a que nem fala, eu tava uma numa numa sala, a pessoa levantou o pessoa idosa levantou para buscar água e temha tinha do lado acho que neto, filho, não sei o quê. Aí o o outro falou: "Nossa, que horror, nem levantou para pegar água pro velhinho." Para que que precisa pegar água pro velinho? Seria capaz de dar esforço para levantar. Ó, você tem que usar a musculatura para levantar. Agora, se precisar, OK. Mas essa ideia de que o velho não pode fazer nada, acho que isso é uma coisa que tem que ser desconstruída. Maravilhosa. Maravilhosa. Muito bom. É isso mesmo. Agora 9:40. A última pergunta que a gente passa pra Ana que tá com a gente lá através do Zoom. Ana Ferreira, ó, xará. Ana Ferreira da Vila Industrial. Muitas vezes o próprio idoso interioriza o preconceito sobre a velice. Como que a gente rompe essa crença limitante? que é uma crença que limita, que trava, que para e a gente precisa eliminar ela. Ana, vamos lá. Poxa, é é é complicado, né? Porque na na nessa fase eu acho que é tão difícil assim a gente trabalhar com essa rigidez. Uhum. O que eu penso é que a gente pode trabalhar que já está existindo uma política, né, pública desse tipo de coisa que a gente tá fazendo aqui, mas dentro do dos postos, né, de atendimentos, ã, a mídia, eh, né, não sei, nas igrejas, tá, né, divulgando tudo isso que a gente tá falando aqui, sabe, da importância, né, do que foi falado com questão tanto da parte física, mas como esse idoso também é importante sair de casa, né, ter convivência com outras pessoas. Agora, uma coisa eu sempre falo dentro da clínica, independente da fase eh da faixa etária, a gente tem que perguntar o seguinte: o que que essa pessoa gosta de fazer? Uhum. Porque assim, muitas vezes o que eu gosto pode ser o que vocês não gostam, né? Então assim, a minha mãe mesmo que tá idosa, eu muitas vezes eu fico com ela no final de semana e eu pergunto para ela: "Mãe, que que você tá com vontade de fazer hoje? Ã, quer dar um passeio no shopping? Quer passear o ar livre? Quer ir tomar um sorvete, um café?" Porque assim, eh, nós somos seres individuais, né? O que me faz bem pode ser diferente pro outro. Uhum. Então assim, qualquer faixa o que que você gosta de fazer? Muito bem. É isso mesmo. A gente precisa, né, de entender que o outro tem seus gostos, suas preferências e tem a sua forma de ver a vida. E é isso. E isso precisa ser respeitado. 9:42. Vamos então para o encerramento. Te juro que eu continuava conversando com vocês aqui muito mais tempo. Tá muito gostoso esse nosso bate-papo, mas a gente precisa encerrar. Então e eu gostaria de agradecer, né, a participação das nossas convidadas. A gente fecha a semana com chave de ouro. Amanhã dia do vovô. Então assim, abraça, beija, aproveita, porque a casa da minha avó se fechou e isso é muito ã lamentável, né? Não vou dizer que é triste porque o tempo que a gente viveu foram momentos felizes, então tá tudo bem, isso faz parte da vida, né? a gente nasce, cresce, eh desenvolve, envelhece e fecha o nosso ciclo. Mas aproveite o momento que você tem aí do lado do vô, da avó, dá aquele beijo, dá aquele abraço e pergunta: "A vô, o que que você gostaria de fazer hoje no seu dia?" E aí vai e aproveita e faz, tá bom? Esse é é uma dica bem legal para você. Deixa eu mandar. Gostou, Ana? É isso, né? Deixa eu mandar então eh eh um abraço para todos os vovôs, as vovós. E agora a gente vai para as considerações finais. Leila, quanta experiência, quanta quanto compartilhamento de informação. Gratidão pela sua participação, viu, Leila? Obrigada. Pois é, eu falei que quem tava aqui hoje era a Leila de 69 e a Leila psicóloga. Sim, adorei. Adorei. Aproveitando essa oportunidade. Obrigada. Eu acho que precisa ter mais encontros desse para poder ter uma saúde social melhor, desde que o idoso é incluído de uma maneira eh que ele existe e ele faz parte e tem a importância, não é um ser inútil que vai ser colocado de lado, né? Muito bom tá aqui. Obrigada para todos. Obrigada pelo que eu aprendi. Obrigado vocês também. Obrigada. E você, Iv, eu e a Ive, nós ficamos aqui prestando atenção no que a Leila tava falando. É uma experiência de vida magnífica. E a IV trouxe, enquanto a gente estava no intervalo, vi falando assim que a experiência na psicologia ela conta muito, né? Então aqui eu quero ressaltar o respeito a à experiência de vida que nós eh eh tivemos aqui, porque a Ivia é psicóloga também e mas ela ficou igual eu, assim. prestando atenção no que a Leila tava falando. Iv, obrigada eh por você compartilhar com a gente e e por esse momento tão único que nós vivemos aqui hoje. Sim, muito obrigada, muito obrigada pelo convite. E é isso. A gente falou no início sobre o preconceito e isso que a gente tá fazendo é difundir informação e diminuição do preconceito. Tem que continuar. Maravilha. Agora, Ana, obrigada pela sua participação tão rápida, mas assim tão importante, que veio, acrescentou a no nosso bate-papo, na nossa conversa do primeiro bloco. Você foi muito importante pra gente aqui hoje e gratidão, tudo de bom para você. Obrigada por aceitar o nosso convite. Muito obrigada. Eu acho que assim, a gente sempre sai diferente depois de um encontro, né? ainda mais um encontro produtivo como esse, eh, escutar a fala de vocês, né? Agregou já aqui na minha experiência de vida, no meu no na minha jornada. Ah, isso é muito bom. Muito obrigada. Isso é muito bom. A gente fica muito feliz. Agora você imagina minha jornada aqui de todos os dias trazer eh um assunto diferente no estúdio Câmara, como agrega ter profissionais como vocês. Então eu quero agradecer a participação de cada um de vocês, agradecer a participação também da nossa equipe, porque a nossa equipe tá tendo uma assertividade tão grande. Todos os profissionais que vêm aqui, eles contribuem, eles agregam no conhecimento nosso e no seu conhecimento aí de casa, que esse é o nosso propósito, levar para você um conhecimento e eh diferenciado, quebrando esse tabu da psicologia, né? Ah, não preciso de de entender de psicologia, de comportamento. Sim, a gente precisa, a gente e a gente consegue, a gente pode. É por isso que a gente traz esses profissionais aqui. A gente fecha a semana com chave de ouro. Eu fecho a semana cheia de gratidão. Gratidão por conseguir completar a missão. E essa missão ela não pode ser completada sem você aí de casa. Então, muito obrigado pela sua audiência, pela sua companhia. Agradeço a nossa equipe também, aos nossos convidados e desejo a todos vocês um ótimo final de semana. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, trazendo informação do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. Final de semana, você sabe, tem estreias de quadros e programas e a nossa equipe prepara tudo com muito carinho, especialmente para você. Bom final de semana, se cuide. Final de semana vai ter calorão diferenciado, hein? Então aproveite e aproveite também, né? Quem é dia do vovô, mas lembre-se, né? Não aproveita seu vovô, sua vovó, só no dia do vovô, não, tá? vão aproveitar o momento que eles estão com a gente, porque a gente também vai chegar nesse momento e quçá poderemos ter pessoas para aproveitarem junto conosco e estarem do nosso lado. Fechou, gente? Beijo grande, fica com Deus, se cuida e até segunda-feira com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Não perca, é às 8 da manhã ao vivo. Valeu, tchau. Tá. [Música] [Música]