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[Música] Olá, bom dia. Está no ar mais uma edição do estudo câmara aqui na TV Câmara Campinas. Ô sexta-feira, hein? Hoje é sexta-feira 13, é 13 de junho. E você está bem por aqui? Tudo ótimo. Abrimos espaço para mais um tema que faz parte do nosso dia a dia. Hoje a gente fala de raiva. É. E quando ela toma conta, como se controlar, né? antes de explodir. Quem nunca se pegou? Respirando fundo, contando até 10, né? Para não dizer algo ou fazer algo no calor do momento. A raiva, gente, é um sentimento natural, mais se mal administrada, ela pode trazer consequências graves emocionais, físicas, sociais e até legais. E para nos ajudar a compreender melhor como lidar com esse turbilhão emocional, a gente já está recebendo a psicóloga clínica Valéria Cristina Santos e também o advogado criminal Renan Fará. Eles vão conversar com a gente. A ideia aqui é entender como essa emoção funciona e principalmente como evitar que ela nos domine, tá? Então agora eu falo com você que tá em casa, WhatsApp na tela, vamos lá, participa com a gente. Vamos mandando mensagem. fala pra gente, você já conseguiu controlar raiva ou você já eh teve algumas situações que você não conseguiu controlar e teve problemas? 199729377. A gente aguarda a sua participação. Daqui a pouquinho a gente inicia o nosso bate-papo com os nossos convidados, porque agora quero atualizar para você algumas informações e a previsão do tempo para o final de semana. E a sexta-feira, 13, tá aí, olha. E infelizmente, gente, tem o trânsito no entorno da cidade de Campinas está congestionado, tá? Eh, uma carreta carregada com 26 toneladas de cavaco de madeira tombou na madrugada desta sexta-feira na rodovia governadora Demar de Barros, a SP340, na altura do qum 117, na região do Alfaville, sentido Jaguariú. O acidente aconteceu por volta da 1 da manhã, interditou completamente as faixas dois e trostamento, tá? A parte da carga se espalhou também pela faixa um. Equipes de resgate, policiamento rodoviário e conservação atuam no local desde a madrugada. Lembrando, gente, o tráfego está sendo desviado para o retorno do quilm 116 mais 500, com a entrada pela rua de acesso ao Alfa Ville e saída no qum 118 na região do Jardim Miriam. A faixa um chegou a ser liberada por alguns minutos durante a madrugada, mas precisou ser interditada novamente para a retirada total da carga e o destombamento do veículo. A operação continua nesta manhã com limpeza da pista e retirada dos resíduos, sem previsão para a liberação da pista para quem vai e para quem volta. Na região gover na rodovia, aliás, governador Ademar de Barros. A situação do trânsito está complicada. Se você puder evitar, é importante. Só lembrando que o motorista passa bem, tá bom? Vamos lá. O passo municipal tem ação de conscientização sobre doação de sangue. Hoje esta ação é sobre a importância da doação de sangue e acontece hoje lá na prefeitura, né, no Passo Municipal de Campinas, dentro da campanha nacional Junho Vermelho. A mobilização reúne profissionais do banco de sangue do Hospital Irmãos Penteado e estudantes da Faculdade São Leopoldo Mandique, que estão no local para tirar dúvidas e incentivar novos doadores. de acordo com a médica, diretora técnica do Centro de Hematologia Campinas, a ideia é sensibilizar quem circula pela região central a se tornar um doador regular, ajudando também a manter aí os estoques abastecidos e garantindo o atendimento a quem precisa. A iniciativa tem apoio do programa CERS Sol e vem sendo organizada por servidores municipais. Segundo a diretora do departamento de apoio à gestão, esta já é a quinta campanha realizada no Passo Municipal com saldo positivo, 247 bolsas de sangue doadas que podem beneficiar quase 1000 pessoas, hein? Então, quem pode doar? Vamos lá. Ter entre 16 e 69 anos. menores de 18 precisam de autorização. Estar em boas condições de saúde, ter dormido pelo menos 6 horas na última noite, estar alimentado evitando gordura 3 horas antes, pesar mais do que 50 kg, não fumar 2 horas antes e depois da doação. Bom, mais informações no site do Emocentro da Unicamp, que é emocentro.br. Tá bom? Acessa lá, acessa lá e você vai acessa lá no Google Emocentro Unicamp, de repente passa lá no passe municipal e dá o primeiro passo para você ser um doador e salvar vidas. Previsão do tempo, sexta-feira, seestamos previsão do tempo para hoje e para amanhã e para domingo. Vamos lá, então. Hoje, sexta-feira, mínima 9, máxima 21, né? Nós temos aí um dia de céu nublado, mas a o sol vai aparecer à tarde, sem chuva, bem tranquilo. Temperatura, a previsão é de aumentar aí no início da tarde, tá certo? E para sábado, gente, temos um sábado de sol, muitas nuvens à tarde, mínima 9, máxima 21. Para domingão, mínima 12, máxima 22. Nebulosidade, porém sem chuva, né? Então, teremos aí um final de semana bem com cara de outono aqui na metrópole. Agora sim, a gente segue. Vamos lá. Sentir raiva. Você sabia que isso é humano? Você pode sentir, mas quando ela toma conta pode nos colocar em situações difíceis, emocionais, sociais e até legais. E é exatamente sobre isso que a gente conversa hoje, como controlar o impulso antes de explodir. Vamos pedir ajuda aos nossos profissionais, né, para nos ajudar a entender melhor como funciona essa emoção, como ela pode ser canalizada de forma saudável e o que acontece quando ela ultrapassa os limites. Eu recebo aqui duas pessoas que têm muito a contribuir com esse tema, né? Ao meu lado está a psicóloga clínica comportamental Valéria Cristina Santos. Ela é especialista em terapia do esquema e terapia cognitivo comportamental. Ela vai explicar pra gente porque a raiva surge e como que a gente faz para lidar com isso. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Dr. Renan. É um prazer tá aqui. Obrigada pelo convite. Eu acho que é um tema muito pertinente, né? Nos dias de hoje a gente tem muitos eventos estressores e manejar a raiva vem sendo uma habilidade bem importante no dia a dia, né? Isso em casa, no trabalho. Então é um tema que acho que a gente vai poder explorar bastante. Muito bem. Então a gente explora o lado psicológico, né, da raiva, que claro, afeta nosso pesquê, nossa cabecinha, nosso cérebro. E aí, se você não controla a raiva, você vai precisar dele. Um advogado criminal, ele é eh criminal e empresarial também. É o Dr. Renan Fará, que vai nos trazer aí uma perspectiva jurídica, né? O que diz a lei? Quando uma explosão de raiva se transforma em ameaça, agressão ou outro tipo de crime, você vê, doutor, de uma raiva a gente pode ir pra justiça e ter que responder criminalmente. Bom dia, seja bem-vindo. Bom dia. Tudo bem, Rúbia? Bom dia, Valéria. Agradeço muito o convite de vir aqui explicar pra população essas nuances da psique humana e que sim vão enveredar depois pro direito penal, vão chegar lá na justiça, né? Então é muito importante controlar, mas a gente tem que entender quando acontece. E a justiça com certeza e a própria lei do direito penal analisa essa questão de como a pessoa chegou naquele resultado, né? Como o que levou, qual foi o motivo. Então, minha área do direito penal torna desde 2007, 18 anos, advogando quase que exclusivamente no direito criminal. E a gente trabalha constantemente. Eu falo que a mesa do advogado é a mesa da lamúria, a mesa da tristeza, porque é o que vem logo após o impulso da raiva. Muito bem. E você de casa sentiu raiva incontrolável? Conta pra gente, manda o WhatsApp, tá? Daqui a pouquinho a gente responde você. E muito obrigada pela sua audiência e pela sua companhia. 199729377. Bom, vamos tentar entender o que que é a raiva e como ela se manifesta no nosso corpo e na nossa mente. A gente pergunta então primeiro pra nossa psicóloga Valéria pra gente começar a entender o caminho da raiva. O que é a raiva? É um sentimento? Como ela se manifesta? Perfeito. É um bom ponto de partida, né? A raiva é um sentimento, é uma emoção, é universal, todos nós sentimos raiva e ela é uma emoção muito funcional. Que que eu quero dizer com isso? Ela é um sinal do nosso corpo que alguma coisa está nos estressando ou que passou dos nossos limites pessoais ou raiva diante de uma injustiça. Então, na verdade, a raiva quando bem utilizada, ela é um sinal pra gente tomar alguma atitude em relação a algo que está nos fazendo mal. Uhum. Né? E ela é importante nesse sentido, certo? Uma questão de sobrevivência, a gente precisa dela para se manter adaptativo, né? E tem questões fisiológicas também, né? A raiva começa também na nossa interação com o mundo e a gente tem questões fisiológicas cerebrais que acontecem quando a raiva é despertada. Muito bem. Então, se eu estou diante de um estímulo Uhum. que é estressor para mim e que vai ser diferente para outras pessoas, vai depender muito da história de vida de cada um. A gente tem uma uma amídala no cérebro, é uma estrutura que ela como se fosse uma cineta. Ela toca um alarme no nosso cérebro avisando: "Você está estressado, você está ficando com raiva", né? Aí ela ativa o sistema nervoso simpático, que é onde a gente vai ficar tenso com batimento cardíaco, nervoso, ruborizado, quer dizer, mais sinais de que eu estou ficando com raiva. E aí tem hormônios que vão ser desprendidos no nosso corpo, adrenalina e cortisol, que são hormônios necessários pra gente entrar no sistema de luto ou fuga. O que eu vou fazer com essa situação? Eu vou lutar, eu vou debater, eu vou me esquivar, eu não vou me meter, né? Mas a gente vê assim que tem todo um processo e muitas variáveis que se a gente aprender a prestar atenção, a gente consegue ter um domínio maior sobre o que tá acontecendo com a gente. Realmente é um turbilhão de emoç emoções que acontece, né, no nosso corpo. E isso pode sim eh representar uma situação de perigo, né? Do ponto de vista legal. Agora, doutora, eh quais são os riscos quando alguém perde o controle da raiva e está nesse nesse momento que que bem pontuou a nossa psicóloga, né, nesse turbilhão, nesse ou fuga ou ataque. E aí, como o senhor é advogado criminal, eh, a maioria dos crimes eles vêm mediante esse tipo de sentimento? Não, não seria a maioria, né? a gente tem diversos crimes que precisa, na verdade, de muita calma para praticá-lo, né? Estelionato, crimes de colarinho branco, mas pensando em crimes de sangue que a gente fala do que vai que vai acabar ali no no Tribunal do Júri, no Tribunal das Lágrimas, que é quando uma o resultado é a morte. Uhum. Aí sim tem grandes, muitos deles aí poderia até falar que a maioria tem essa questão emocional ligada, né? Ah, quando é uma homicídio não relacionado à questão de patrimônio, não foi um latrocínio, não foi foi na verdade aquela coisa de pessoas que se conhecem, né? Exato. Então, sim, eh, envolve, a gente tem que entender que a raiva não é um motivo de diminuição de pena, quer dizer, ela não vai excluir o crime, tá? A raiva por si não, a gente precisa de mais elementos para poder trabalhar, tá? Então ele só estava com raiva. Se for vingança, pode aumentar a pena, qualifica. Agora, ao mesmo tempo, se foi porque ele foi movido por violenta emoção, logo após a injusta provocação da vítima e mata uma pessoa, existe a figura do homicídio privilegiado, artigo primeiro, a artigo 121, parágrafo primeirº do Código Penal, que vai diminuir apenas de 1/6º a 1/3º. É uma diminuição grande. Se a gente considerar que um homicídio simples é de 6 a 20, diminuir 1/3, cai para 4 anos uma pena. Uhum. Então a gente pensa que homicídio a pena é alta depende da situação. Muito, um exemplo bem claro, a pessoa acabou de violentar Uhum. Qualquer forma que seja, um parente meu, né? Então, a pessoa encostou no meu filho, eu logo tomei ciência, não precisa nem ser logo após o fato, mas após o fato de eu tomar ciência, vou e reajo imediatamente e cometo um crime contra a vida dessa pessoa, a minha pena vai ter que ser diminuída por esse privilégio. É sério? Olha só, interessante. Então, veja, é uma raiva que eu senti, mas uma raiva justificada. Exato. Agora, qualquer outro crime, cabe isso? Cabe o Código Penal no artigo 65, inciso 3, a líha C. Uhum. Vai dizer que quando o crime é cometido sob logo após, né? Aliás, nem fala logo após, mas fala que diz que se a vítima provocou de alguma forma Uhum. e tem que ser injusta, né? Não pode ser o oficial de justiça que veio te intimar, ficou nervoso, né? Ah, ele me provocou. Não pode ser o policial que veio fazer o mandado de prisão, cumprir o mandado de prisão que que provoca, tem que ser injusto. Você também vai ter a pena diminuída sempre, tá? Então são causas que sempre diminuem a pena a vítima eventualmente ter provocado essa situação. Então o a raiva no direito penal por si só não vai ser o motivo de aumentar ou diminuir. Tem que entender um pouco mais o que, qual foi o stopim dela. Que raiva todos sentimos. Agora o que a gente faz com ela é o que vai determinar, não é? Exatamente, do exatamente. E essa é uma diferença entre sentir raiva e ser uma pessoa raivosa, né? Hum. Interessante. Faz bastante diferença. A raiva a gente precisa dela para se defender, para se colocar no caso de uma injustiça. Sim. Faz muito sentido eu ter esse ímpeto, esse impulso de me colocar numa situação, né? Agora, a pessoa raivosa, ela não tem esse discernimento, essa discriminação. Tudo é raiva. Ela reage com raiva para qualquer e toda circunstância. Aí a gente já entende a pessoa enraivescida como, na verdade, um sintoma de uma doença ou de desenvolvimento de uma doença crônica, um estresse crônico, ansiedades, depressões, né? Então, a pessoa enraivecida, ela não tem, ela é desproporcional, né? Se eu deixar um copo de água cair, ela vai ter uma reação explosiva muito grande. Assim como se eu sofrer um acidente de trânsito, vai ser na mesma medida. Então, a gente vê que a pessoa enraivecida, ela tem uma desproporção emocional em relação à raiva, né? É interessante fazer essa distinção porque cabe na cabe no direito, né? Sim. Em todas as áreas. Quem que nunca teve um patrão enraivecido? Verdade, né? Agora tem a questão da raiva eh ruim e a raiva, não sei se existe raiva boa, mas para você para para que as pessoas de casa entenda entendam, né? A raiva do lado bom e a raiva do lado ruim. Tem essa essa diferença? Dá pra gente fazer uma diferenciação assim, né? Eh, vamos lá. A raiva é a raiva. Uhum. Como a gente vai julgar se ela é boa, é ruim, vai depender de cada circunstância. Exatamente. A raiva boa, vamos assim dizer, ela pode ser uma emoção eh que motiva isso. Então, por exemplo, nossa, eu trabalho nessa empresa há 12 anos e fui mandada embora. É um absurdo. Eu estou com raiva, né? aquele sentimento de injustiça, de indignação. A gente pode usar essa raiva como força motriz para meu, vou procurar um trabalho melhor. Isso é uma oportunidade. E essa raiva faz com que você tenha ações, atitudes em relação ao manejo daquela situação. Uhum. Isso é uma raiva boa. Muito bem. E a raiva ruim todo mundo já sabe qual que é, né? que é quando a gente explode. Mas aí eh tem uma explicação neurológica para essa explosão, né? Você já eh eh salientou, explicou aqui no início do programa. Agora, como que a gente entende que nós estamos passando por essa transição dentro da gente? E quais são os mecanismos que a gente pode usar pra gente conseguir frear isso para não chegar ao extremo? a gente consegue, consegue, é um processo, é um exercício, é um treino. Nossa, mas é possível, né? Eh, a base de tudo é autoconhecimento. Uhum. Né? Então você parar para refletir a a praxes do seu dia a dia, as escolhas que você toma no seu dia a dia, que é o que a gente faz em psicoterapia, elas são essenciais pra gente chegar nesse autoconhecimento, né? A raiva ruim, que é essa que a gente estoura, explode, muito, tá muito ligada a situações que a gente perde o controle, que a gente não consegue fazer aquilo que a gente quer. Uhum. Né? E não são situações difíceis, né? Se a gente pensar no dia a dia, ah, eu tenho um filho em casa e ele não tá colaborando com a rotina do dia, isso vai despertar uma determinada raiva. Como é que eu vou lidar com isso? Era o que o doutor dizia, né, Dr. Ren? A raiva existe. A questão é que a gente vai sentir e como que a gente vai lidar com ela. Certo? É interessante que a gente traz essa essa palavra, né, aqui pro programa raiva. E é algo que todos nós sentimos, né? Seja ela boa ou ruim, enfim, uma raiva que te motiva ou uma raiva que te paralisa, ou uma raiva que faz você executar certos tipos de ações que nem é de você isso, né? Então ela, na verdade, ela pode até cegar você, né? Ter a visão de túnel e você faz algo que nem é de você, mas foi motivado pela raiva. E o interessante é trazer aqui um advogado que fala pra gente que a a raiva ela está presente nos tribunais, né? E a gente é importante a gente saber porque é uma palavra tão, uma coisa assim tão natural, tipo, se ah, sentir raiva, mas a gente às vezes não para para pensar eh onde a raiva pode nos levar, né, doutor? Eu gostaria que o senhor eh pontuasse paraa gente alguma situação ou algo que o senhor possa acrescentar referente à raiva e a questão da justiça, né, para que as pessoas que estejam assistindo possam entender que sim, a raiva é natural, a gente pode sentir, mas a gente precisa de um trabalho, como disse a nossa psicóloga, para frear essa esse turbilhão de sentimentos, porque senão a gente pode acabar tendo que responder eh judicialmente, né, por um momento de raiva que a gente não teve controle. É, trata-se de inteligência emocional, né? Conseguir controlar essas emoções, sejam quais forem, né? Isso trabal é um trabalho que demanda e eu acho que você só vai procurar, muitas pessoas procuram trabalhar a inteligência emocional quando percebe que falta, é, infelizmente, que tá com probleminha. Existem ainda também tratamentos medicamentosos. pessoa pode tomar aí determinados medicamentos que vão diminuir esse ímpeto, diminuir, fica mais feliz, fica mais tranquila, resolve as coisas de forma mais pacífica, assim como medicamentos que eventualmente o homem que tá fazendo reposição hormonal, tá com a testosterona lá em cima, tudo é explosivo, tudo é reação exagerada. Então é importante olhar e eventualmente se ele toma essa testosterona, fazer um equilíbrio com a outra, é uma questão de se analisar de forma da saúde. Uhum. da saúde mental e o quanto isso pode gerar uma consequência depois lá no na justiça criminal. Como eu disse, a a raiva, né, os motivos pelos quais as pessoas cometem crimes vão ser analisados na justiça, vão ser ponderados tanto para bem quanto para mal. Então, ah, eu fiquei bravo com a minha mulher porque ela fez uma coisa, às vezes o que o homem explicando isso, você até entende o porquê. Ah, ele ficou bravo porque pegou uma traição. Uhum. E o que ele fez com essa raiva dele? Foi lá e matou a mulher que cometeu feminicídio. Pena hoje de feminicídio é de 20 a 40 anos. É a maior pena do Código Penal. Uhum. E pode aumentar entre o 20 e o 40. Por que que tem essa diferença? Porque tem causas de aumento ainda. Se ela tava grávida, se foi na frente de descendente, se teve, tem diversos motivos que ainda vão fazer essa baliza, né, entre os 20 e os 30. Mas 20, 20 e 40. 20 a 30 é pena de latrocínio. O feminicídio ficou mais alto do que o latrocínio. E por quê? Porque o legislador no Brasil ele tem uma ferramenta eh fraca, na minha opinião, inócua praticamente, que é, ah, tá tendo muito desse crime, vamos aumentar a pena. Uhum. Só que isso nunca diminuiu o crime. Se diminuísse crime, pena de morte diminuiria crime em países que foi estabelecido e não diminuiu. Então a gente tem essa única ferramenta que é vamos deixar mais alta a pena, mas isso não diminui o índice de criminalidade, mas é políticas que t seguidas para poder diminuir esses números que são extremamente alarmantes, né? Então eu toquei na ferida aqui do do feminicídio, da questão da violência doméstica, porque na questão da violência doméstica a raiva, os motivos, as motivações joga para debaixo do tapete ali. É, foi agressivo, cometeu uma uma seja uma agressão verbal, seja uma agressão física, aí já vai tomar as medidas da da Maria da Maria da Penha, né? As medidas protetivas, vai já afastar independente da causa, tá? Então, e talvez essa atenção mais independente seja justamente pelo problema que a gente tem hoje, os números que são alarmantes, que assustam, número de mulheres são violentadas todos os dias, mortas. Eu faço o Tribunal do Júri. Antigamente os casos, só para concluir esse essa parte, antigamente os casos eles tinham uma um pano de fundo, vou dizer lá 2009 a 2012, que era bar, a briga de bar. Nossa, eu fazia tanto juri disso que na hora que eu ia pro júri, eu até confundi os casos porque eram muito semelhantes, sabe? Eram muito muito parecido o caso da de terça-feira com de quinta-feira que vem. Uhum. E depois de um período passou a ter muito questão de crime organizado, de tráfego, de executar o cara que tava devendo tal. também foi uns três, três a 5 anos disso. De 2018 em diante é feminicídio. A cada 10 casos do meu escritório, sete é feminicídio. Então a gente percebe que as pessoas perderam a capacidade de se relacionar ou de terminar o relacionamento, que terminar às vezes é mais importante do que saber relacionar é saber terminar. Exato. E é aquela coisa anunciada, né, doutora? começa no numa agressão verbal, vai para um stalking, né, aquela perseguição nas redes sociais ou até presencialmente, depois vai para uma ameaça e vai terminar, vai desembanhar lá no final no feminicídio. É uma raiva que ela vai se acumulando, né? né? Uma raiva que ela vai se acumulando e vai aumentando dia a dia e esse acúmulo da raiva, ele vai estourar em algum momento, né? Dout a doutora, o doutor doutora. E quando a gente fala de rede social, como o nosso advogado disse, eh tem se disseminado muito ódio, muita raiva, né, pelas redes sociais. o que que na sua avaliação como psicóloga eh qual que é o comportamento, o que que a pessoa que tá por trás da tela, por trás ali, eh, eh, né, de um anonimato, principalmente com fakes, enfim, o que tem eh a gente tem visto muito, né? Qual que é, o que que acontece com ela que ela dissemina a sementinha do ódio para ela causar raiva, né, nas pessoas ali. Qual que é o seu a sua avaliação referente a isso no que diz a a psicologia? Uhum. Eh, eu acho que como a gente já disse, né, tem uma raiva normal que é a reação que a gente tem em relação às situações que acontecem e tem a raiva patológica, né? é uma raiva que transpassa os limites entre mim e o outro, né? Eh, esse é esse é o grande problema. As pessoas usam as redes sociais porque elas estão no anonimato, tão atrás das telas. Uhum. Eh, acabam disseminando raiva, ódio, mas estão protegidas de alguma forma, né? Aí a gente vai ter que entender o pano de fundo de cada um, né? A pessoa às vezes tem prazer de lançar sementinha do ódio para ver o povo se degladiar lá do outro lado, né? Só ficar lendo o comentário, né? Exatamente, né? Então tem tem essa questão um lado meio que da psicopatia, né? Será se não se eu tô errada? Porque a pessoa é analisa, né? A pessoa tá lá do outro lado da tela e ela joga a sementinha do ódio e fica observando a galera morrer de raiva, né? Só que a gente precisa pontuar, doutor, que hoje a internet já não é mais, como falava há tempos atrás, a terra sem lei, né? Nunca foi. Internet a gente consegue rastrear tudo. Então, faz um perfil fake e vai lá xingar no meu perfil, já aconteceu. Xingou lá no perfil, você entra daí com uma ação contra, seja o Facebook, né, que é com Instagram, seja com o X, enfim. E você pede para que ele diga qual foi a prestadora. Uhum. Então, uma ação de obrigação de fazer. Juiz, então dá essa liminar, você consegue saber quem foi, depois você processa a prestadora, né, qual foi a de onde veio esse IP e você chega na pessoa que fez. Ah, dá para registrar lá fora, também tem meios para chegar. Uhum. Mas você precisa então dessas duas ações cíveis para depois encontrar quem é a pessoa e aí você entra com uma ação de ameaça, de indenização, uma ação de indenização, uma ação de injúria, difamação, calúnia, uma queixa crime, né? A gente pode trabalhar diversos meios. Então não é terra sem lei, pelo contrário, tudo que você faz na internet fica uma impressão digital que a gente consegue rastrear. Tem que ter interesse nisso também. Não é barato, mas é o caminho de se seguir e se encontrar aquele que fez, aquele que falou. E você falou de psicopatia para mim é bem isso, né? Então você fala assim: "Nossa, deve ser um cara muito bravo, muito". Você vai ver a tia do Zap, é o tio do Zap que é tiozão, sabe? Que tá falando coisas absurdas para aquela menina, para aquela garota. Hum. E é, então isso acontece na hora que você chega no outro lado, fala: "Jura que é essa pessoa que tá falando isso?" Então, como que é? É, é, deve deve ser algo assim impressionante, né? O senhor que tá vivendo isso todos os dias, o seu mundo é diferente do meu mundo, né? O senhor tem uma avaliação diferente das pessoas, igual e o senhor acabou de falar agora, né? A pessoa ah não é terra sem lei, tem como descobrir quem é. Então, vamos lá. começou um processo e vocês estão tentando descobrir quem que é o disseminador da raiva ali, né? Então a pessoa parece um monstro pela escrita, né? Pela provocativa. É um monstro. Nossa, né? Que que vai acontecer quando a gente encontrar essa pessoa? Aí você vai lá, intima, vê, descobre quem é. É uma pessoa que você olha, fala: "Poxa vida, mas você fez tudo isso?" E às vezes até próximo a sua, né? Pode ser um parente. Uhum. Pode ser um vizinho. Nossa, que impressão. Até mais perigoso, né? Tão próximos. É bom que tenha sido desmascarado. É. E aí a gente percebe que a o quão é importante a gente falar sobre esse sentimento, sobre a raiva, porque a pessoa tem uma raiva embutida dentro dela e ela começa a disseminar o ódio, a a raiva e ela tem prazer em ver que as pessoas estão caindo na armadilha que ela colocou, pegar fogo, as pessoas perderem a cabeça, né? fica assistindo esse espetáculo todo, né? E na verdade essa pessoa tá descontando a raiva dela no lugar errado, né? Eh, não tá movimentando as variáveis ali da vida dela que vão fazer ela ter uma vida mais calma, mais leve, mais tranquila, mais saudável. Então, a gente acaba descontando as nossas emoções em lugares dos mais variados, né? Quantas vezes a gente chega estressado em casa? Uhum. Que que eu faço com esse estress? Vou comer. Não, não, não tem relação, né? A gente consegue um alívio imediato ali, mas a médio prazo a gente vai ter outras complicações disso. A raiva é a mesma coisa. Se você não lida com ela da melhor maneira possível, você vai ter complicações decorrentes dessa raiva. Porque essa raiva, conforme ela vai pressurizando, Uhum. Se você não tem manejo e válvulas de escape, você vai explodir uma hora e provavelmente você vai explodir na pessoa errada, na pessoa mais fraca e você vai ter consequências desse comportamento. É, é importante a gente salientar isso, né? consequências do comportamento. Toda ação tem uma reação e essa consequência pode eh trazer para você aí um futuro bem delicado. Vai ter que responder na justiça. Sim. E é importante a gente falar sobre raiva. Acontece comigo, acontece com você. É importante a gente manter o equilíbrio, né? E e tentar eh entender o que está acontecendo com a gente. Para isso, a gente precisa do quê? do autoconhecimento. E eu gostaria de falar com você que tá em casa, que já mandou a sua mensagem pra gente. Produção, fala comigo. Vamos lá, vamos, temos perguntas, vamos responder os nossos telespectadores, aproveitando que a gente tem aqui um advogado criminal e também temos uma psicóloga para responder você que tá em casa, você que tá em dúvida, o que fazer com essa raiva, né? E aí, de repente, se você precisa de um tratamento psicológico ou se você está eh passando por uma situação que a raiva já está no limite, que que você deve fazer, né? Você deve contar até 10. É fácil contar até 10? Às vezes não, né? Não é eficiente, né? É eficiente contar até 10. Não é uma é uma ferramenta. Minha esposa não deixa eu responder determinadas mensagens cliente, porque o cliente criminal, se ele tá preso, ele não fica falando comigo, mas a família fica. Claro. E às vezes o pai e a mãe são pessoas do bem, pessoas muito educadas, mas ela tá passando o pior momento da vida dela, que é um filho, um parente preso. E aí quando ela fala com o advogado, muitas vezes ela vai passando do limite total, eu imagino. E e tem hora que a gente também fica irritado, né? Também s, é, apesar de acharem que a gente é filho de outra coisa, ele também é filho de Deus. Então, a gente tem que respirar, pensar bem, lembrar dessa situação, ter uma empatia pelo momento que o cliente tá vivendo, a família do cliente e depois de alguns minutos, às vezes até o dia seguinte, eu falo: "Slepon", né? "Dorme nisso, amanhã você responde." Vale muito a pena. Só para concluir, Rúbia, que você falou, a gente entrou na questão da internet, eh, como chama a pessoa que fica xingando na internet? Hater. Hater. E hate inglês é raiva, né? Ou seja, são raivosos. É justamente, né? E o quanto da consequência dos haters, quantas pessoas a gente não vê que são aí influencers ou que tem uma um número de seguidor grande ou às vezes até não tem, mas é uma uma aluna na escola que aí fazem os perfis fakes para fazer o bullying através da internet e que tem resultados desastrosos como o próprio suicídio. É verdade. Nós falamos sobre isso aqui no programa em um dos nossos programas, né? a questão do bullying, a questão da da da família e a a pressão que a pessoa que sofre esse bullying, ela não chega um momento que ela não aguenta mais, né? E aí temos a consequência da raiva mais uma vez. Sim. É, gente, o negócio é bem a Não precisa ser uma explosão, não precisa ser uma reação eh incandescente, pode ser aquela sementinha que você vai colocando todos os dias e vai regando, vai regando na na sua a sua ação é curta, mas na cabeça da outra pessoa cresceu, não é verdade? Cresce, toma corpo, toma forma e pode levar resultados bem catastróficos mesmo, né? A questão da respiração às vezes parece até clichê, né? Só calma. respira, né? E a pessoa às vezes fica até mais raivosa quando você pede calma, né? Porque realmente é verdade. É uma reação. Pedir calma não é nada muito prático. A gente fala no momento da raiva. Aham. Por que que a gente pede para respirar? E é um dos primeiros exercícios que a gente pratica também em psicoterapia e ensina, porque a gente tem tempo de regular o nosso sistema nervoso, de baixar a adrenalina, de baixar o cortisol. Então é isso que o doutor tava falando. Às vezes eu não preciso responder na hora. Eu preciso voltar pro meu eixo, pro meu centro para escolher como eu vou lidar com aquela situação. Se eu reajo na hora, muito provavelmente vai vir com impulsividade, com uma palavra grosseira, com com a raiva, né? E a raiva que a gente conhece. Então o respirar, sim, seria uma primeira estratégia pra gente começar a lidar com a raiva. Legal. E agora é importante você respirar quando você também está diante desses aplicativos de mensagem, né? Porque eu responder na hora me arremeteu. Ah, WhatsApp, ah, a gente responder na hora. Todos os aplicativos, Telegram, WhatsApp, enfim, qualquer que seja ele. Não tô falando do aplicativo aqui, estou falando da pessoa que está diante do aplicativo, conversando com a outra, né? Isso tem sido motivo também de muita raiva e de muitos problemas consequentes que que vem dessa dessa situação do imediatismo, né? Imediatismo. A pessoa pergunta quer que você responda na hora? Você não responde na hora. A pessoa já vem, já entrega para você, né? Vem com uma devolutiva super agressiva. E aí poxa vida assim, olha que que é isso, né? tá com raiva. O imediatismo, a tecnologia, a internet, todo esse essa coisa automática, ela contribui paraa evolução da raiva. Sempre todas as as fases sociohistóricas e culturais que a gente passa, incluindo a tecnologia, elas vão interferir e impactar na forma como a gente sente as coisas. Então esse mediatismo foi sendo um comportamento moldado. A gente não era assim há 30 anos atrás, sem celular, sem nada. Uhum. Verdade, né? A gente combinava hoje, ia se encontrar daqui dois dias e tava tudo certo, né? Hoje tem uma necessidade de ficar o tempo todo disponível e resolvendo coisas. Isso tá levando o pessoal níveis de estress muito altos, porque a gente tá ficando muito multitarefa também. Uhum. Uhum. tá trabalhando, almoçando, respondendo WhatsApp, levando o filho pra escola e não para, nunca, né? Então, até pensando nisso, algumas pessoas que entram num nível de ansiedade mais patológica mesmo na que vão procurar a clínica de psicologia, a gente tem orientado até no sentido de tira uma hora do seu dia para responder o WhatsApp, uma hora no período da manhã, uma hora no período da tarde. Uhum. que você vai estar disponível para aquilo, porque a gente tá muito fora do do que a gente se propõe a fazer. Como eu tava dizendo, se a gente vai almoçar, eu teria que estar almoçando, não respondendo WhatsApp. Então, a gente fica muito desconectado, né? Existe uma divergência muito grande entre o que eu faço, o que eu penso, o que eu sinto. E isso tá levando a gente à loucura. Exatamente. Ao estress total, né? É, eu acho que o senhor tem lidado muito com essa situação de estress, né? E com imagina quantas ações, né? Quantos processos e o trabalho, assim, o senhor tem visto assim que a a tecnologia, a internet ela elevou mesmo essa questão da situação do stress, das pessoas descontroladas aí por conta dessa vida automatizada e imediatista que a gente tem levado? Sim, desumanizou por muitos lados, né? Sim, distanciou as pessoas e aproxima os de longe e distancia os de perto, né? Bem isso. Aham. Eh, sim, a gente tem tido esses problemas, sim. Ah, a tecnologia no direito Uhum. tem sido muito interessante, tá? Sim, primeiro porque diminuiu, lógico que enfrentou desafios no início, no sentido de, ah, se eu vou como advogado fazer uma audiência e meu cliente vai estar lá na cadeia, como é que eu vou saber que não vai ter ali um carcereiro, um agente penal pressionando ele para dizer alguma coisa? Agente penal não tá nem aí o processo criminal do cara. Normalmente é isso, tá? Então é uma ilusão que a gente tem, sabe? Todo mundo é contra lá, não. Contra é a vítima. Talvez o promotor não goste do réu, mas o agente penal, né, o policial penal tá ali mais para querer o bom convívio para que ele nunca seja alvo do do cara que tá preso, entende? Aham. Com todo o respeito que eu tenho pela Polícia Penal. Mas o que eu quero dizer é que não é essa dessa forma, mas a gente tinha uma visão antigamente mais restrita. Depois que a gente teve forçadamente que entrar no mundo virtual por causa da COVID, a gente teve uma evolução muito grande. Então, quando hoje antigamente eu fazia uma audiência, tinha que viajar até a cidade para fazer, tinha que ir até o presídio para falar com preso. Hoje em dia muitas coisas da presídio, ainda tem uns que não dá, mas dá para fazer essa chamada por videoconferência. Eu eu corto um trabalho, um tempo enorme de trabalho meu. Outra coisa, abre pro Brasil todo, porque advogado só pode ter cinco ações nos outros estados quando ele entra com ação. A não ser que você pague uma uma anuidade da OAB, não é acessória, mas é uma segunda unidade para aquele anuidade para aquele estado. E às vezes uma anuidade em torno de R$ 1.000 não justifica por cinco processos, né? Acima de cinco tem que pagar. Uhum. Mas para defender não tem esse número. Para defender eu posso defender quantos forem. Se as pessoas procurarem para defender, então ampliou a nossa advocacia nível Brasil, isso é muito bom. As audiências são online, dificilmente cliente tem que pagar para eu ir até lá. Não sei, júrio, o júrio é presencial, né? Sim. Então foi bom. Além disso, tenho instrumentos como eu faço nos meus tribunais do júri, que assim, o segredo para você conseguir ganhar um júri é você fazer o jurado ver o caso pelos seus olhos, seja pela emoção, seja pela raiva que o meu cliente estava passando naquele momento. E aí cabia muito ao advogado ali, voz e violão, trazer isso pro jurado. Eu falo que voz e violão não convence mais, porque a gente tem tantas estratégias, tantos instrumentos que valem muito a pena serem utilizados, como por exemplo apresentação 3D. Então eu faço pela inteligência artificial, por um trabalho com com grafotécnicos, tudo que a gente vai fazer toda a situação do j do do crime pela ótica do meu cliente e vou mostrar isso pro jurado. Veja, a tecnologia me traz essa esse benefício. Eu podia antigamente filmar, mas normalmente ia ficar jocoso, ia ficar mais engraçado do que do que bom, né? Uhum. Mas no na 3D a gente consegue mostrar o clima que tava, o horário do dia, a o cenário, a situação toda e você traz, consegue levar o jurado lá pra cabecinha do seu cliente. Se ele realmente se transportar, você ganhou o júrio porque você fez ele enxergar pelos olhos daquele que tá sendo acusado. O que tá sendo acusado tá lá aquela roupa de de presidiário, ele já tá marginalizado. A tendência querer ele preso mesmo longe de mim. Uhum. Mas se eu conseguir entender o que fez ele levar, o que levou ele à aquele momento de raiva, de de qualquer outro sentimento, aí você calça o sapato dele, você julga no na forma que a defesa pede. Isso é estratégia. Tô entregando ouro aqui no trabalho do advogado criminalista. Nossa, muito bom. Muito bom. Interessante, né? Muito bom mesmo. Acho que vale aí um estúdio câmara para falar como que funciona o trabalho dos advogados, né? É bem interessante que a gente vê eh eh não tem muito acesso a isso, né? E é bem legal. Gostei, doutor. Gostei assim da sua explicação. 8:55, produção falando que a gente tem as perguntas. Então vamos lá, vamos responder aí umas três, quatro perguntas aí dos nossos telespectadores. Pessoal tá com a gente participando, interagindo, né? E a Fernanda do Taquaral, bom dia, Ferra, como é que você tá? Tudo bem? Fernanda sempre participa com a gente. Quando fico com raiva, tenho vontade de sumir e não consigo dizer o que sinto. Ficar em silêncio nesses momentos é uma forma de autoproteção. Olha aí a resposta então da nossa psicóloga Adéria. Vamos lá, né? Eu não pode ser uma autoproteção momentânea, mas é aquela coisa que eu disse, né? Se você não lida com a sua raiva, ela vai te consumir, ela vai te pressurizar. Então você não vai resolver aquilo que de fato tá te provocando raiva. Uhum. Né? Eh, aprender a falar sobre o que eu penso e o que eu sinto é um comportamento aprendido, é uma habilidade desenvolvida. a gente ser assertivo com as nossas próprias emoções e conseguir passar isso pro outro de uma maneira tranquila e não agressiva é uma forma de proteção. Então é o contrário, né? Na verdade, você tá se murando, você tá ficando engessada enquanto que você aprender a falar o que tá te causando esse mal, que vai ser um fator de proteção pra sua saúde. Então é algo que tá ao inverso aí. Valeu, Fernanda. Obrigada pela sua participação, viu? Só dica da doutora para você, né, da nossa psicóloga para você referente a essa questão aí da raiva, né? E também a gente precisa lembrar que a raiva ela se vai sentindo, sentindo, sentindo, ela não vai embora, ela só vai ficando, ela vai amuando, né? Então precisa de repente buscar aí um uma atenção psicológica para dar uma diminuída e uma respirada boa para tentar se livrar desse sentimento estranho que às vezes toma conta da gente. 8:57. Tem mais perguntas, produção? Se tiver pode mandar pra gente. Vamos lá. O André do Jardim Pauliceia. A pessoa que ameaça alguém por mensagem, mesmo sem cumprir o que disse, pode responder criminalmente por isso ou só se houver agressão. Ô André, bom dia, obrigada pela sua participação. E a resposta é com o nosso advogado criminal. Ainda bem que foi ela que falou, né? Tem que reagir, porque imagina se eu falo, parece que eu tô captando cliente, ó. Você reage depois você me liga. Bom, sim, André. A ameaça por si só já é um crime, ela não precisa se concretizar. Então, ameaça é dizer que você vai causar um mal injusto grave. Uhum. Mas uma coisa que as pessoas não sabem, bom, primeiro, ameaça pode ser por mensagem, pode ser verbal pessoalmente, pode ser por escrito, né? Mensagem, pode ser áudio, pode ser até sinal, né? Falar pode ser. Mas o que vai realmente consumar ela? Isso é coisa que eu utilizo na defesa. É o resultado. Porque às vezes a pessoa fala assim: "Ah, vou matar você". Você tem certeza que a pessoa não vai? Ai, me ameaçou. Aí a pergunta é: "Te causou temor de morte?" Não sabia que não ia fazer. É atípico. Então tem que ser um mal injusto, grave, mas que realmente tem a capacidade de deixar a pessoa com medo. Não precisa ser morte, pode ser. Ah, ele vai me bater, vai me espancar. Já absolvi, já tive clientes que eu tive que defender que foram acusados de ameaça porque ele falou assim: "Eu vou processar você". Processar não é mal, injusto, grave. Mas ele respondeu e foi, o processo todo foi absolver na sentença. Ou seja, o o delegacia aceitou esse BO, promotor aceitou essa essa roupagem de ameaça, ofereceu a denúncia para conseguir só na sentença absolvê-lo desse mau injusto, grave. Não, falou que ia processar. Processo é um direito. Eu posso processar se eu me sinto bem. Exato. É um direito de ação. É constitucional esse direito. Então, a ameaça tem essas duas coisas. Primeiro, tem que ser algo injusto também. Tem que ser injusto, né? A pessoa não pode ter feito por merecer. Segundo, ah, grave, tá? Então, e que seja errado e que cause esse temor. Se não causar o temor, não é nada. É, é interessante esse ponto também. Tá vendo só como a gente aprende muito aqui no estúdio Câmara? Eu adoro, viu? Sempre com profissionais, né? capacitados, especializados, direcionam a gente, né? E aqui hoje com um advogado criminal, uma psicóloga, a gente falando de raiva, né? Raiva que toma conta aí, ensinando você a respirar, ensinando também eh eh a linha jurídica para você seguir. Muito bom. 8:59. Tem mais perguntas? Eu acho que dá tempo para mais duas e aí a gente já vai para as considerações finais. Vamos lá. Amanda do Jardim Chapadão. Olha só o depoimento da Amanda, hein? Quando eu fico com raiva, meu corpo treme e a cabeça parece travar. Isso é normal? O que o corpo está tentando me dizer nesses momentos, Valéria, olha aí a a Amanda conversando com a gente. Exement, excelente pergunta. Eh, são sintomas normais da raiva, então a tremedeira, o corpo tremer, a cabeça ferver. a gente vai ter várias reações físicas decorrentes da raiva. Uhum. É normal até certo ponto, né? Depois disso, ela pode virar sim algo mais patológico. O que que acontece quando a gente sente raiva, né? Eu expliquei da adrenalina, do cortisol, do sistema nervoso. Junto com isso, a nossa parte pré-frontal, do córtex pré-frontal, que é responsável por decisões, bom senso, boas escolhas, ele fica rebaixado enquanto a gente tá tendo as outras reações emocionais de raiva. Por isso que dá o branco, por isso que trava, porque você não tem condições naquele momento de raciocinar com clareza. Por isso que é importante a respiração. Muitas vezes é importante a gente sair de cena numa situação estressora. A gente não precisa lutar todas as lutas e todas as batalhas do dia. Às vezes a gente tem que escolher qual que é aquela que vai trazer algum benefício para mim naquele dia. Uhum. Né? Então, respira, sai de cena, não precisa responder nada na hora nem no momento, porque a tua habilidade de raciocinar em cima daquele episódio tá prejudicada. é o famoso branco na prova de matemática, uma supressão ali de toda a parte racional cerebral. Então tem questões físicas acontecendo. Agora, se você tá sentindo isso com uma intensidade muito forte, com uma frequência muito alta e uma duração muito extensa, talvez você precise de procurar aí ajuda e assistência médica e psicológica, porque isso pode te levar para quadros mais graves. Importante, né? Importante a gente reconhecer quando o nosso corpo fala, né? E o corpo fala a todo momento. 92. Vamos para a última pergunta. Quem é que tá com a gente? Já vou agradecendo você que tá aí do outro lado, viu? É tão bom saber que você tá aí com a gente, sabia? É isso mesmo. Ótima sexta-feira para vocês. Bom dia. O Marcelo do Jardim Auréliia. Se alguém me empurra durante uma briga e eu revido no impulso, posso ser processado mesmo alegando que foi autodefesa em um momento de raiva. Droen pode ser processado. Pode, né? Processado. Em regra a gente é mesmo. É, mas e aí ganha pés, mas a pes é legítima defesa, né? Então se ele foi empurrado e ele revidou, então todas são causada, né? Logo após em em revide, né? né? Ou seja, a gente entra aí no 24 do Código Penal, que é da legítima defesa, e a gente vai ter a excludente. Uhum. Então, tem que ser na eminência ou durante ou logo após, né? Então, aconteceu, tomou, levou, tomou, né? Tomou, levou. Então, não é nem raiva, é uma questão de sobrevivência. Nesse caso não seria nem a raiva, né? Lógico que você fica bravo. Mas sabe o que eu tava pensando quando tava falando sobre raiva? que ela perguntou se eu devo agir, não devo agir. Vamos pensar na nossa experiência. Quantas vezes você vê uma história de alguém contando aí eu fiquei com uma raiva, eu fiz tal coisa, olha como foi maravilhoso. Acho que nunca nunca tem uma história desse jeito, né? Fiquei cheio de raiva e reagi e fiz algo perfeito, esplêndido. Normalmente a raiva é o que precede o fracasso, é o que precede o arrependimento. Até tava, eu sou lutador de jits, luto, sou faixa preta há 10 anos. Aham. E lutas de alto nível. Se o semblante daqueles que estão lutando, por mais que estejam tomando calor ou ou ganhando a luta, é um semblante sereno, calmo. A tendência até lutadores de UFC, ele não tá cheio de raiva querendo matar o outro. Ele tem para usar a técnica, ele tem que tá bem, tem que tá sereno, tem que tá com controle emocional, controle do que tá da situação toda. Olha, interessante a pontuação. Então, se a gente faz esse paralelo, eu acho que a raiva nunca vai ser algo que vai impulsionar para algo bom. Uhum. Sempre vai ser algo que você vai se arrepender. Assisti o filme ontem que comentei com ela antes de subir aqui. Filme chama eh Não fale o mal. Uhum. É um filme que tá aí nos streamings e eu percebia que a mulher estava brava. Porque eu acho que foi o único exemplo que eu consegui imaginar de raiva boa. A mulher tava irritada com o marido porque ele não reagia a situações que estavam acontecendo. Aham. Então assim, ela tava esperando um pouco mais de humanidade dele, de sentir raiva e se opor ao que tava negativo ali na situação. E aí sim, veja, mas não quer dizer que ela queria algo bom dessa raiva. Ela tava tava vendo que ele não tava conectado à relação, à situação, se ele não tava reagindo com a raiva. Uhum. Olha aí. Olha que interessante. É muito bom, né? Você vê um bate-papo interessante, a gente trazendo situações do nosso dia a dia, né, do lado psicológico e também com o advogado criminal, trazendo experiências e e compartilhando eh conhecimento com a gente, comigo, com você que tá aí do outro lado, que é importante a gente conversar com essas pessoas que são especialistas, porque às vezes você não tem oportunidade de conversar, né? E aí você conversando com a gente, ouvindo o que eles dizem, de repente vira uma chavinha, de repente você tá aí, poxa vida, eu acho que eu tô com uma raiva exacerbada, preciso melhorar, né? E é por isso que a gente traz esse programa. Eu gostaria de agradecer muito a presença de vocês, viu, Valéria? Muito obrigada pela sua participação, por compartilhar com a gente conhecimento, por tentar ensinar a gente respirar em momentos de raiva. Gratidão. Muito obrigada e bom final de semana. Eu que agradeço, Rúbia. Foi um prazer táar aqui. Acho que a gente tinha até mais temas para esgotar em relação à raiva. Sim. Mas pede pro pessoal mandar as perguntas e a gente vai passando informação, né? Acho que o momento é para isso, pra gente democratizar as informações. E informação também é saúde. Exatamente. Informação boa é informação compartilhada. Conhecimento bom é aquele que você compartilha com as pessoas. E isso que fez o nosso advogado criminal, Dr. Renan. Obrigada. viu? Obrigada mesmo pela sua participação. Que legal. A gente queria ficar aqui conversando mais com vocês, mas a gente precisa encerrar. Mas já vou propor paraa produção eh trazer mais vezes paraa gente poder bater um papo referente também à questão aí da advocacia, que é algo do direito, que é algo bem interessante e que eu acho que vale a pena a gente comentar e trabalhar. Obrigado, Rúbia. Obrigado, Valéria. Eu eu eu sou apaixonado pelo direito e eu acabo sempre transparecendo isso e falo como que eu vou defender se a coisa acontecer. Mas antes mais nada, sempre importante frisar, não aja com raiva, não guarde seu impulso, não seja mais um cliente meu nesse sentido. Não, não desejo, mas é óbvio que tô aqui para que precisar, mas eh entenda, a gente tem que mostrar como que a lei vê, mas é óbvio que o melhor é a gente saber controlar, a gente saber respirar. Se você tá com uma pessoa que não te faz bem, é melhor você terminar do que você continuar. Já tive uma ex-namorada que eu falava: "Nossa, ela despertava o pior de mim. Eu ficava mais ciumento, eu ficava mais brava, ficava mais sempre tudo, tudo tudo mais. Reflita, sai desse relacionamento, é melhor para você, mulher, melhor para você, homem. E segue o caminho. Falando no dia seguinte do dia dos namorados, mas hoje é sexta-feira 13, tem que jogar umas verdades. Isso mesmo. Vamos lá gente, olha só que maravilha. Que gostoso programa de hoje. A gente fecha a nossa semana com chave de ouro. Lembrando que sentir raiva é humano. O que a gente faz com ela é que nos diferencia. Que esse programa de hoje possa ajudar você a se olhar com mais compaixão e desenvolver ferramentas para lidar com essa emoção de forma mais consciente, né? E você é daquelas pessoas que ficam vermelhas de raiva. Então respira, calma, fica tranquilo. Você sabe que na segunda-feira a gente volta a partir das 8 da manhã e é isso mesmo. A gente vai falar segunda-feira sobre a ruborização, as pessoas que ficam vermelhas, esse fenômeno físico e emocional que pode causar tanto incômodo, mas que é completamente natural, né? Por que que isso acontece? se dá para controlar e quando essa reação vira um problema social, a gente vai falar isso na segunda com profissionais, especialistas, você que fica vermelho só de pensar, você que fica vermelho de raiva, vamos respirar que hoje é sexta-feira. A gente agradece você, a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que o final de semana tá cheio de estreias com quadros e programas maravilhosos, todos produzidos pela nossa equipe do grupo Mais Comunicação, pessoal da redação, o pessoal da técnica. a, os jornalistas, o pessoal da edição, todo mundo. É uma equipe show de bola que traz para você informação com conteúdo, principalmente no seu final de semana, que a gente sabe que você fica aí na TV, então pode ter certeza que tá vindo produto de qualidade aí. Hoje ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informação do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. Me despeço mais uma vez de você, dos nossos convidados. Gratidão. Muito obrigada. Fiquem com Deus. Se cuide, respire, respire. Vamos lá, conte até 10. Ótimo final de semana e a gente se vê, se Deus quiser, na segunda-feira, a partir das 8 da manhã, com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, se cuida e até segunda. Да. [Música] [Música] เฮ [Música]