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[Música] Olá, bom dia. O nosso estúdio Câmara desta segunda-feira está no ar. Hoje é dia 14 de abril de 2025 e o tema do nosso programa hoje é um verdadeiro alerta para todos nós, principalmente para quem passa horas nas redes sociais. Você já ouviu falar de Brain Rot? Essa expressão foi eleita a palavra do ano pelo dicionário Oxford em 2024 e significa literalmente podridão cerebral. Forte, né? Mas olha, é muito real. E você já sentiu aquela sensação de que seu cérebro está derretendo depois de horas rolando o feed? Pois é, hoje a gente vai entender esse fenômeno com duas especialistas incríveis. Comigo aqui no estúdio a neuropsicóloga Dra. Adriana Marestone Espadone. Daqui a pouquinho você vai conversar com a nossa as nossas especialistas, né? Ela está aqui no estúdio com a gente e nós estamos recebendo também pelo Zoom a neurologista, a Dra. Clariana Nascimento, que já vai falar com você sobre esse fenômeno Brain Rot. E você pode participar com a gente, manda sua mensagem pelo WhatsApp 199729377. E aí, já sentiu essa sensação do brain rot? Sabe o que que é isso? Não sabe? Então, a gente vai explicar para você daqui a pouquinho. Já vai interagindo conosco, tá? O telefone na sua tela. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza as notícias dessa segunda-feira. E a gente já começa falando da Comissão de Finanças e Orçamento, que analisa um parecer sobre um projeto de lei que institui a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara de Campinas. Presidida pelo vereador Carlinhos Camelô, a reunião da Comissão de Finanças e Orçamento acontece hoje às 2 da tarde e vai discutir pareceres de três projetos. Entre os itens da pauta está a análise e votação do parecer favorável ao projeto que propõe a criação da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara de Campinas. A comissão deve votar o parecer favorável da vereadora Fernanda Solto ao projeto de resolução 4 de 2021, de autoria das vereadoras Guida Calisto e Paula Miguel, que institui a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara. O objetivo do projeto é fortalecer a atuação legislativa feminina e promover ações efetivas de combate à violência e a discriminação contra as mulheres no município. Entre as atribuições da procuradoria estão o recebimento, encaminhamento de denúncias a implementação de políticas públicas municipais voltadas à equidade de gênero, à realização de campanhas educativas e antidiscriminatórias, entre outras iniciativas. A reunião é aberta à população, vai ser realizada no plenário da Câmara, entrada pela Avenida da Saudade, 1004, bairro Ponte Preta. E claro, você vai acompanhar aqui na TV Câmara Campinas e também no YouTube da TV Câmara Campinas e nós contamos com a sua participação. Falando de legislativo campineiro, hoje acontece a 20ª reunião ordinária deste ano, né? A Câmara vota em definitivo hoje na 20ª reunião ordinária, entre outras propostas, o projeto de lei complementar de autoria do executivo que revoga dispositivos legais que atualmente vinculam o cargo de secretário municipal de habitação à presidência da companhia de habitação popular de Campinas, a COAB Campinas. O projeto foi aprovado em primeira votação na 18ª reunião ordinária que foi realizada no dia 7 de março e se aprovada em definitivo agora, o projeto segue para ser sancionado pelo prefeito e após sancionar a medida deve permitir que a presidência da COAB seja exercida por um dirigente dedicado exclusivamente à gestão da companhia, sem acumular funções na administração direta do município. Atualmente o secretário de habitação acumula também o posto de diretor presidente da COAB. A reunião ordinária aberta às 6 da tarde, você já sabe, no plenário José Maria Matozinho. E você pode participar, tá? Entrada pela Avenida das Saudades, 4, bairro Ponte Preta. E se você não pode comparecer, você pode assistir aqui pela TV Câmara Campinas, canal digital 11.3, 3 4 NET e nove da Vivofibra, além claro da transmissão simultânea, né, no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Bom, segunda-feira, semana mais curta e a previsão do tempo, como fica hoje para a cidade de Campinas, hein? Olha, de acordo com a previsão, hoje nós teremos sol com algumas nuvens e chuva passageira, tá certo? À noite nós temos céu limpo, mínima 19, máxima 25º, outono brasileiro, mais fresquinho, mais tranquilo, né? E essa é a previsão do tempo, de acordo com o climatempo para a nossa metrópole. Vamos falar de brain rot. Bom, vamos lá. Telefone tá na tela. Manda sua mensagem pra gente. Você nem sabe o que que é isso, né? É uma palavra nova. E aí, se você não sabe o que é, tem interesse em descobrir, tem alguma dúvida, já vai mandando pra gente aí, vai interagindo conosco, tá? De forma bem direta. O brain brain rot é essa deterioração mental que a gente sente após consumir muito conteúdo trivial, gente, principalmente digital. Esse termo, apesar de parecer novo, não é recente, não. Ele já apareceu lá em 1854, você acredita? mas ganhou uma nova vida na era digital, especialmente agora, né, com TikTok, Reals, Instagram, enfim, onde a gente consome conteúdo em sequência sem parar. Sabe aquele movimento? É esse mesmo? Hoje o termo é usado com tom irônico, né? Até meio engraçado, mas os efeitos, gente, são muito reais. Então, nós vamos conversar com as nossas especialistas pra gente tentar entender essa condição, né? O que é o brain rot. Comigo aqui no estúdio apresento a vocês a neuropsicóloga Dra. Adriana Marestone Espadone. Seja muito bem-vinda. Bom dia, doutora. Bom dia. Obrigada pelo convite. Maravilha. Vamos debater sobre esse tema também com a nossa doutora Clariana Nascimento. Era ela é neurologista, está com a gente pelo Zoom. Bom dia, doutora. Seja bem-vinda. Olá, bom dia. Obrigada conv. Maravilha. Muito bem. Então, a gente já começa, né, falando desse assunto, esse termo, né, o brain rot é novo. É novo. Mas como é que a gente percebe esse tal de brain rot? Quais são os sinais mais comum? E por que que a gente pode dizer que isso acontece com as pessoas, né, doutora? Eh, por gentileza, explica pra gente como que a gente pode perceber que nós estamos tendo essa eh o que é isso? É uma síndrome? O que ou como que a gente pode definir primeiro esse brainw? Ainda não é uma síndrome, né? Eu acredito que poderá ser, poderá ainda estar no nosso DSM5 aí, tá encaminhando a passos largos para isso, porque hoje em dia as pessoas elas têm uma facilidade muito grande eh nas telas e estamos perdendo certas habilidades, habilidades de memória, habilidades de atenção, habilidades sociais. Eu acho que o grande eh boom está nisso, habilidade social, as pessoas estão se isolando mais, descansam em cima das telas, onde tem conteúdos vazios, enfim, eh coisas fragmentadas de textos e vídeos muito, muito rápidos e isso faz com que a podridão mental aconteça, né? Nós perdemos habilidades. Uhum. Então, né, é algo assim do nosso cotidiano que a gente não percebe, né? né? Algo que pode acontecer eh com os nossos filhos, mas conosco também, adultos, né? e tem o impacto nesse tipo de consumo. Eh, as informações que nós temos atualmente é que o brain rot, né, ele acontece de uma forma bem sutil e com o passar do tempo, do rolar do feed, vamos dizer isso, e a as cores, né, aquela rapidez, aquele consumo de vídeos, de eh conteúdos rápidos, isso acaba trazendo para o nosso cérebro uma sensação de bem bem-estar, né? Qual é essa sensação de bem-estar? Aqui a gente pode comparar essa sensação de bem-estar que esse rolar do feed infinito traz pra gente. A gente pode comparar com o quê? O que que é liberado na nossa mente, no nosso cérebro, quando a gente tá diante de uma tela toda colorida, cheia de informações, é cada vez mais eles criam mais vídeos, eles criam mais conteúdos para aprender você nesse nesse rolar infinito. Aí é uma recompensa imediata. É o nosso cérebro ele produz uma dopamina que é, né, a substância do prazer. Então uma recompensa imediata. você tá ali. Só que isso também causa exaustão, causa ansiedade, causa depressão, causa várias outras coisas que acaba, a doutora até pode explicar isso melhor na parte neurológica faz muita, tem muito prejuízos. Eu recebo no meu consultório pessoas com baixa, muitos déficites cognitivos. Uhum. Devido à tela, ao uso excessivo de telas. Muito bem. Então, a gente fala com a Dra. Clariana agora, doutora, por gentileza, eh fala pra gente esse rolar de tela infinito, né? Como eu estava conversando aqui com a Dra. Adriana, o que que ela causa eh com o passar do tempo no cérebro da pessoa, né? Porque a gente fala aqui de brain roach, a gente eh a gente fala de um, entre aspas, aí um uma palavra muito forte, apodrecimento cerebral. gostaria que você explicasse pra gente eh quais os efeitos desse rolar de tela infinito para ficar mais fácil pro pessoal de casa entender certinho? Então, eh, como já foi dito, né, essa essa nomenclatura, ela vem destacar o excesso do uso de telas, principalmente de mídias sociais, como o Instagram, o TikTok, eh, essa mídia rápida. O nosso cérebro ele é movido pelo prazer. Então o mecanismo desenvolvido ao consumir o excesso de informações rápidas é que a gente está hiperestimulando o cérebro a sentir um prazer mais rápido, mais curto. Então, se a gente for falar da parte mais estrutural do cérebro, acontece que existe um sistema no nosso cérebro que é um sistema de recompensa. Então, a gente recebe um estímulo. A partir desse estímulo, o nosso cérebro libera uma dopamina, que é um considerado um neurotransmissor relacionado com o prazer. E quanto mais a gente está fazendo uso dessa mídia rápida, mais esse sistema de recompensa, de prazer, ele é hiperestimulado. O que acontece com o uso excessivo de telas é que esse eh esse circuito da dopamina do prazer, ele é hiperestimulado por informações, por conteúdo, que são conteúdos muitas vezes de baixo valor cognitivo, um conteúdo que traz muitas vezes informações que não são de qualidade para o nosso cérebro, criando assim o vício, que é um hábito que a gente desenvolve devido a esse uso excessivo, justamente pelo fato dessa informação ser de fácil acesso. cria no cérebro uma dependência por esse prazer, por esse prazer rápido, por esse prazer curto. Porém, eh, o mecanismo que isso é desenvolvido é através dessas informações curtas que não tm um valor cognitivo para o nosso cérebro, criando assim um vício, uma dependência desse tipo de prazer. Perfeito, muito bem explicado. E aí a gente consegue entender o porquê de muitas vezes, tá, você tá lá com um tempo vago, entre aspas, né? Aí você pega o celular, você começa a rolar, rolar o feed. Quando você vê, já passou 30 minutos e você nem percebeu. É aquela sensação de bem-estar, de prazer que as doutoras explicaram pra gente. Só que tem o detalhe. O detalhe é o vício, né? E por que o vício? Porque o cérebro entende que é uma sensação boa que te dá prazer e você acaba viciando. Então é é meio assim, se a gente parar para analisar de forma bem fria, doutoras, a gente pode até comparar com um vício aí de drogas, né? Porque a pessoa começa a utilizar, utiliza uma, utiliza duas, utiliza três, começa a ter aquela sensação e aí continua e aí acontece o vício. É parecido, dout. Adriana, com o vício em drogas também? Sim. É. Eh, o, a questão é o seguinte, o nosso corpo ele precisa de exercícios, né? Nós fazemos exercícios para os músculos, o cérebro também precisa de exercícios, exercitar adequadamente. Então o os feeds, os, né, os vídeos rápidos, eles te estimulam, eles te exercitam de forma errada. Então fica eh eh muito superficial em tudo, aprendizado, em tudo. Então tem que ter umas eh tem que ter eh funções cognitivas mais complexas, exercitar mais complexamente as funções executivas, cognitivas para ter raciocínio, porque os feeds não deixam você raciocinar, é muita informação, é um atrás do outro, então não te a metacognição acaba, cai muito, você tem que exercitar mais. Perfeito. É isso mesmo. Agora, eh, eu pergunto pra Dra. Clariana o seguinte: qual a relação entre o risco de confusão, né, de de confusão mental mesmo por conta desse rolar infinito das telas? E os sinais precoces de uma demência tem relação, a gente pode desenvolver aí eh uma uma demência se não tiver um limite eh diante das telas? Doutora, não, essa é uma ótima pergunta porque de fato é um tema que ainda está sendo estudado, né? Tem muito estudo sobre isso, mas o que sabemos, né? O nosso cérebro, ele precisa, como a Adriana falou, de uma estimulação cognitiva, estimulação que deve criar no nosso cérebro uma reserva. Ou seja, o nosso cérebro desde quando nascemos, ele precisa ser estimulado as áreas da linguagem, as áreas da comunicação, área motora. E uma vez que o nosso cérebro começa a ser condicionado a um uso excessivo de telas, ele começa automaticamente a ser menos estimulado. Então, desde a questão cognitiva, então, trocar a tela, né, no caso, por livros, hoje, eh, a leitura fica mais difícil, uma vez que essa é uma atividade que demanda mais atenção, uma atividade que demanda mais paciência e você troca o livro por uma um celular. Da mesma forma, você deixa de às vezes aprender uma atividade manual, um instrumento musical, um artesanato, por exemplo, para estar ali rolando o feed. Então tudo isso vai criando no nosso cérebro uma baixa dessa reserva cognitiva. Eh, e com o passar do tempo, outros problemas também estão associados, como, por exemplo, ansiedade, depressão, o isolamento social é algo que tá sendo discutido devido a esse uso excessivo de telas. Eh, também a o sedentarismo, né? Porque uma vez que a gente fica mais sentado usando a tela por horas, isso faz com que o nosso corpo fique em menos movimento e isso vai gerando também uma má circulação cerebral, uma menor produção ali de eh neurônios. E tudo isso são fatores de risco no futuro para desenvolver sim eh um comprometimento cognitivo. Muitas vezes a gente eh encontra no consultório mesmo pessoas jovens que não estão numa faixa tarenga de desenvolver uma doença neurodegenerativa, mas tem muitas queixas de memória, de atenção e pode sim tá associado a esse uso excessivo de telas, principalmente por causa dessa dificuldade de focar em algo que seja mais monótono, algo que seja menos acelerado do que o uso da tela. Eh, hoje sabemos assim que não há uma correlação ainda eh altamente eh, vamos dizer assim, cientificamente provada que o uso de telas dar demência. Essa relação causual ainda não está bem estabelecida, mas o que a gente sabe que o sedentarismo é um fator de risco para desenvolver demência, a hipertensão, a diabetes, a depressão, o isolamento social e todos esses fatores de risco podem sim ser agravados e às vezes muito criados através do uso de telas. Então, talvez o uso de telas esteja aí como um elemento provocador, sim, de fatores de risco para desenvolver uma demência. Muito bem, Dra. Clariana, explicando pra gente para que a gente possa entender. Você que tá ligando seu televisor agora, você que tá no YouTube, é o seguinte, nós estamos ao vivo, tá? Estúdio Câmera segunda-feira e você sabe, nós estamos falando sobre Brain Rot. Para mim um assunto novo, mas é a palavra é nova. O que acontece? Eu vou resumir para vocês. Nós estamos falando sobre rolar telas, assistir vídeos curtos e ficar preso a o tempo todo ali que você nem percebe que o tempo tá passando. Sabe quando você fica olhando o seu celular, procurando alguma coisa? O que que você procura no seu celular ali, no seu na sua rede social? Você nem sabe o que é, mas aquilo é chamativo, né? Aquilo é gostoso. E é sobre isso que nós estamos falando. Estamos falando o risco que você corre. Se você não se cuidar no tempo em que você fica eh fazendo isso, ó, rolando a tela, né? Então são eh vídeos curtos, aquele aquele colorido, aquela coisa assim que te desperta uma sensação prazerosa, mas que por trás disso tem o brain rat. É algo que você precisa ficar atento, não só com você, mas também com os seus filhos, porque isso pode sim trazer problemas psicológicos, né? Então, nós estamos aqui com a fala eh de uma neuropsicóloga, também tem uma fala de uma neurologista, trazendo para vocês informações importantes para o nosso dia a dia referente a esses eh déficits cognitivos, né, por conta do consumo excessivo, do uso da internet, principalmente da tela, que fica aqui, ó, na nossa frente e a gente fica rolando sem parar. Agora eu pergunto para Adriana, né, eh, tem algum, eh, perfil específico de jovem que tem mais propensão para desenvolver um déficit cognitivo duradouro por conta desse consumo, né? Tem aí um um perfil, uma idade ou isso está, nós todos estamos sujeitos? Na verdade, eu vejo que não tem um perfil nem idade, né? nós e a internet, o o mundo digital, ele pega tanto as crianças, bebês, tem bebês já com o telefone na mão para dar um sossego pros pais, que a gente vê muito isso. Eh, tem também os adultos, os idosos, que estão tem que fazer essa essa passagem, né, de de cultura, né? Eu vejo muito isso, os idosos que eu tenho aí vai ti dar exemplo da minha mãe, né, da minha sogra que às vezes compartilha coisas que nem era para compartilhar porque não sabe mexer, mas é viciante ficar lá e olhando e o sedentarismo, eh, eu vejo muito nos idosos, aproveitando a que a doutora tava falando, eh, os idosos eles já têm a parte do envelhecimento, onde eles ficam muito mais presos dentro de casa, eles não têm muita socialização. E com a vinda da internet, com a vinda do mundo virtual, eles acabam tendo o que fazer e ter assuntos para conversar com os familiares. Perfeito. Muitos, você pergunta como você está hoje, eles só falam eh coisas que eles viram na internet, muitas vezes conteúdo ruim, eh programas sensacionalistas, eles não sabem distinguir o que que é fake, o que não é fake, o que que é IA. Hoje em dia o Iá tá muito presente nesse mundo virtual e às vezes el vou vou dar exemplos de novo, tá gente? Eu gosto muito de trazer exemplos. Eh, uma idosa chegou no meu consultório para fazer a avaliação e tudo mais e ela falou assim: "Eu vi, eu vi um gato que fala". E ela tinha isso muito e e fixado que ela viu, ou seja, eles não têm discernimento se é fake, se é Iá que fez o vídeo. E hoje em dia, não sei se vocês repararam sobre a atenção, tem muitos vídeos que eles eh dividem a atenção sua com visual, memória visual, onde eles colocam lá um slime cortando, uma coisa muito satisfatória sendo feita e duas pessoas falando ali algo no nesse sentido. Então você fica duplamente preso tanto na memória visual quanto na memória auditiva. E isso é muito interessante para eles, né? A a e é muito interessante paraa plataforma você ficar muito tempo rolando os feeds lá. Muito bem. É bem verdade isso. É algo do nosso cotidiano, é algo do nosso dia a dia. Agora eu pergunto, né, para a nossa neuropsicóloga, eh, neurologista, aliás, que sintoma que a gente pode observar, doutora? com frequência nessas pessoas, nesses pacientes, né, que utilizam eh o o a tela com com excesso, quais os sintomas assim, eh causa esquecimento. Eh, eu eu tava vendo um vídeo que falava sobre falava sobre esse brain rot e aquela sensação de esqueci onde coloquei a chave, né? esqueci se eu fechei a porta ou não. Eh, está relacionado esse tipo de esquecimento com essa rolagem excessiva e o consumo excessivo de de produtos que a gente tem na internet? Sim, perfeito. De fato, é uma das queixas muito comuns e principalmente em pessoas mais jovens, né? Porque a nossa atenção, ela é a porta de entrada pro nosso cérebro criar memórias. Então, quando a gente precisa saber onde carteira, uma chave, a gente, antes de consolidar essa memória, precisamos ter atenção nessa tarefa. E o que a gente vê é que a rede social ela causa uma hiperestimulação dessa nossa atenção. E o nosso cérebro ele não tem uma capacidade infinita, ele tem uma capacidade limitada de prestar atenção. Então se estamos com multitarefas, com multitelas, nossa atenção está prejudicada. a gente não consegue captar tudo que precisa do meio externo se estamos hiperestimulados, se nossa atenção está multiocada. Então, pra gente saber onde objeto, saber qual o compromisso que temos à tarde, tudo isso antes de virar uma memória, precisamos da nossa atenção. É como se fosse o porteiro. A atenção ela tá na porta, ela precisa existir para que a memória aconteça. E a rede social, o uso de mídias, ela está influenciando na nossa atenção. é uma das coisas que mais é prejudicada é a atenção. Então, sim, é uma das causas de esquecimento, é uma das queixas. Além disso, né, o uso excessivo de telas também prejudica muitas vezes o que a gente chama de uma higiene do sono. Então, à noite, a tela, a claridade da tela, o tempo que às vezes nós estamos ali usando excessivamente, estamos consumindo esse tempo que poderia estar descansando, que poderia estar se preparando pro sono. E isso sim gera uma insônia que consequentemente também quando não temos uma qualidade de sono boa, gera também uma dificuldade de atenção, de memória. Eh, o sono ele é muito importante para fazer a higiene do cérebro e o uso excessivo de telas, principalmente perto da hora de dormir, está prejudicando essa higienização do nosso cérebro. E frequentemente temos essa queixa de esquecimento relacionada com o estilo de vida, eh, com esse uso excessivo, sim, é uma causa muito frequente no consultório. Eh, você vê, né, é uma causa frequente no consultório, né, e é algo que às vezes a gente não presta atenção e acha natural e tão natural que quantas vezes você já viu crianças, bebês, né? Bebês, quando eu digo são bebês mesmo, né? com a tela. E eu acho interessante que esse esse movimento aqui eh a gente faz sem perceber e o bebezinho, se perceber o bebê ou a criança, ele faz assim, né, com o dedinho. E aí a criança nem sabe o que que tá acontecendo, mas ela quer ela quer rolar a tela. Aí eu pergunto então pra Dra. Clariana, eh, o que que o que que acontece, né? Qual que é o risco que a gente corre quando a gente entrega um aparelho para uma criança e essa criança ela já parece que é automático? Eu não sei quem que ensina essas crianças, né, tão pequenas a fazer assim com o dedinho. Ela tá buscando, ela nem sabe o que, mas ela tá buscando. Ela busca o que ali? Por que que o a cabecinha tão pequenininha que não entende muita coisa desse mundo? Vai lá na tela e fica buscando. Ela busca o quê? ela busca o que que o cérebro da criança ele, como ele reage nesse momento, né? E qual que é o risco que a mãe, o pai, as famílias correm de incentivar precocemente o uso do do celular e esse consumo infinito, né, de de conteúdos estimulantes? Sei de fato, assim, a criança, inclusive hoje pela Sociedade Brasileira de Pediatria, existe, né, uma estimativa, vamos dizer assim, de duração do uso de telas determinada pela idade. Então, de acordo com a faixa etária, existe uma quantidade de horas que é considerada adequada para essa criança consumir. E o que vemos é que isso, né, esse uso excessivo na criança, eh, muitas vezes pode ser um um comportamento apreendido, né, pela estrutura familiar. Então, se a criança ela vê o uso excessivo de telas pelos pais, pelos cuidadores, essa criança ela tem um comportamento aprendido na de acordo com a sua rotina. Então, o rolar da tela às vezes nem sabe exatamente eh o que que está vendo, mas é um um hábito, vira uma uma ação comum dentro do ambiente, né, da família. Então, pra criança isso vira um comportamento que ela aprende, assim como, por exemplo, usar a tela durante o almoço, durante a mesa. Se ela vê alguém fazendo isso, ela vai pegar esse comportamento e associar também à sua rotina. Então, é como se o exemplo arrastasse. Então, a criança, ela olha o que o adulto tá fazendo e ela repete isso. E no cérebro da criança existe também essa hiperestimulação. Então, é legal ver uma coisa colorida, uma coisa que faz um barulho, eh uma coisa que anda. E tudo isso na tela vai gerar nela também uma certa forma de satisfação, uma certa forma de prazer e vai gerar assim uma necessidade de consumir cada vez mais, justamente porque gera sim uma um prazer para ela. Eh, e existe, né, a questão da cultura, de acordo com que a gente vê, né, no dia a dia, como que essa criança também ela tá sendo estimulado pro seu neurodesenvolvimento. Existe um tempo para brincar, um tempo para usar atividades manuais, pintura, desenho, jogar futebol, eh fazer atividades que a criança desenvolva suas habilidades manuais, que interaja com outras crianças. Então acho que hoje existe, é uma coisa complexa, né, mas que é preciso estar atento justamente para entender de que forma que essa criança ela tá sendo estimulada no seu dia a dia, que não seja através da tela. E o exemplo da comunidade que essa criança tá inserida, desde o âmbito familiar, do núcleo da casa, mas também da escola, eh também das atividades sociais na comunidade dessa criança, tudo isso, né? Perfeito, perfeito. Nós estamos com a nossa neurologista, a Dra. Clariana Nascimento e também com a nossa neuropsicóloga, né, a Dra. Adriana. Agora eu pergunto pra Dra. Adriana, essa essa questão eh das telas excessivas, né, essa desatenção causada pela sobrecarga das telas, ela tem uma relação com essas doenças que a gente vem eh percebendo que elas estão se alastrando, que é o tal do TDH, o déficit de atenção, né? Ela tem uma correlação aí essa o entregar o celular pra criança desde cedo, eu posso estar estimulando algo nela? Porque como que funciona o TDH, né? Como é que é diagnosticado? E tem correlação à questão da internet, do aparelho celular e dessa rolagem de tela infinita. Bom, quem já tem o diagnóstico TDH, ele é muito mais propenso, né, a ter já a desatenção. Então isso acontece que ele ele começa a rolar os feeds, enfim, e ele vai ter mais eh mais estímulos, ou seja, fica mais ansioso, mais eh agitado. Eh, ou seja, ele potencializa já os sintomas do TDH. Ele não tem, ele não consegue ter o silêncio, né, da o silêncio da mente. Uhum. E eu acho o seguinte, eh, quando a gente fala, não é só TDH, né? Tem tem outras outras, eu eu acho que o brain rot, né, na verdade eu quando a gente fecha no feed do celular, eu acho que fica muito pequeno até isso, muito pequeno. Tem a ver com programas de televisão vazios, tem a ver também com músicas de uma letra só vazias, tem a ver com tudo, é tudo isso que não traz conhecimento. Aí aproveitando que a Dra. Clariana falou, eu gostei muito que ela falou dos estímulos, né, das crianças. Eu queria só complementar, por favor. Eh, as crianças elas são elas a gente a gente cuidadores, pais, enfim, educadores, temos que estimular eles, né? Estimular, estimulá-los para desenvolver. Como que você eh estimula uma criança a andar sempre fazendo com que ele levante, brinque? Qual é o tempo de qualidade de vida desses pais? Porque eu acredito que eles não estão procurando ali na feed, né, no celular. Eh, só eu acho que é algo para fazer. Qual a qualidade de vida de a qualidade de tempo que os pais estão tendo com essas crianças? Uhum. Eh, geralmente eles estão sozinhos. Eu recebi também eh eu recebo muitos eh eh casos de investigação para autismo. Sim. E eu acho que tem muito autismo, né? o diagnóstico de autismo dando errado, dando o diagnóstico errado pelo fato do da cultura ter virado o que está virando. Por exemplo, eu pergunto: "O que que essa criança está fazendo para brincar? Como que ele brinca?" "Ah, ele não gosta de brincar com as outras crianças, ele brinca sozinho, mas como ele brinca sozinho? Ah, eu dou o celular lá, fica lá, mas eu trabalho home office, mas o que que você faz com essa criança quando você tá home office?" a nada. Eu tô trabalhando, ele tá lá quietinho no celular, ou seja, ele não tem estímulo para brincar, para desenvolver mentalmente, para desenvolver socialmente. Eu acho que é que tem um tem um uma gama muito maior só do que ficar rodando, só do que ficar no brain rot, porque eles fecharam muito, eu acho que eles fecharam muito esse esse termo. Eu acho que vai muito além. Exato. Na verdade, seria é algo bem amplo, né? é o consumo de produtos que não fazem sentido nenhum e que nos trazem ali uma sensação de bem-estar, né? Então é é um vazio, uma coisa assim sem sentido. Eu pergunto pra Dra. Clariana se tem algum estudo em andamento, né, de como o uso intenso das redes sociais está modificando eh o trabalhar do nosso cérebro, né? a doutora como eh neurologista eh eh tem algum estudo como é que vocês estão trabalhando eh nesse assunto que é um assunto assim eh diga-se de passagem nova. A internet não é nova, mas o assunto ele está em evidência, né? Então existe algum estudo? Tem algo sendo desenvolvido ou é a questão mesmo de cultura e a gente precisa entender que tudo que é demais é prejudicial? Sim. Não tem sim muitos estudos sendo feitos, principalmente para entender eh a relação de fato causal, né, desse uso de telas, mídias com déficites cognitivos. Eh, é algo que tem sido feito tanto no Brasil quanto no mundo, assim, porque realmente é algo que é novo, que é é novo até paraa ciência, de fato. Eh, então há muita perspectivas de que isso vai no futuro nos trazer mais respostas. Então, por exemplo, hoje a gente sabe de uma forma melhor de de tempo de tela para criança, né, a quantidade de horas, por exemplo, mas para adultos é algo que ainda não tá bem estabelecido. Quantas horas pro adulto seria adequada, eh, dependendo também do tipo de trabalho desse adulto, né? Então são coisas que estão sendo ainda estudadas, estão sendo avaliadas para ter uma resposta mais precisa sobre isso. Eh, outro fator importante também são as comorbidades associadas a esse uso excessivo. Então, estabelece a ciência vem estudando sobre isso, né? Tipo, eh, qual é a relação do uso de telas com a insônia, com o transtorno ansioso, com transtorno depressivo, com sedentarismo. Eh, é possível estabelecer esses fatores de risco? Então, é algo que ainda tá sendo bem estudado e as respostas hoje não são tão precisas ainda sobre eh a quantidade de horas, sobre esses efeitos, inclusive a longo prazo, porque a gente tá vivendo hoje eh o presente, mas ainda tem muita coisa que desse presente vai virar lá no futuro resultados e ainda estamos nesse tempo de pesquisa. É, gente, então é um assunto novo, né? Eh, eh, são pesquisas que estão sendo desenvolvidas, mas a preocupação, né, Adriana, ela ela ela aumenta, porque a gente percebe que as crianças elas entram em um mundo, a produção exibiu um videozinho ali, você viu agora, né? É, dá para dá para ver nos olhinhos, dá para poxa, pode cair o mundo em volta delas e que elas eu tô falando de crianças, né? Olha só esse vídeo, gente, presta atenção. Olha isso, ó. O dedinho que eu falei, não é com polegar, né? né, com indicador. E ele tá procurando o quê? Aí você já percebeu o seu filho dessa forma, né? Você já viu essa cena na sua casa, né? Então assim, é algo que é novo, né? como vocês explicaram, tem estudos sobre isso, mas está dentro da nossa casa e a gente pode mudar sim eh eh essa situação e prevenir eh situa questões que a gente vai precisar de de busca de de especialistas, que é a questão da ansiedade, a questão da depressão, né? Porque a já é provado que a tela ela traz ansiedade. Sim, né, Adriana? Traz traz. Por que não resgatar as brincadeiras infantis, Rúbia? O que que você brincava quando você era criança? Exatamente, né? É isso. Vamos brincar de passar de pedrinha, brincar de pedrinha, bolinha de good, né? Vamos brincar de betes, coisas que a gente fazia quando era criança. Por que não resgatar isso para tirar as crianças do celular? Antigamente as mães tinham só o eh a preocupação de mandar chamar para dentro, né? Vem pra rua. Vem para dentro. Briva, né? Brigava para vir para dentro. dia sai, gente, vai, sai, sai. Hoje é o contrário. As mães não, não, não, não vê as crianças saindo, não vê as crianças se socializando. São tantas consequências, né, que a gente tem dentro da nossa casa, se a gente não presta atenção. Semana passada nós falávamos sobre, né, abordamos três dias sobre o filme Adolescência e trouxemos situações, né, eh, pro nosso cotidiano, pro nosso dia a dia, paraa gente poder entender a atenção que a gente precisa ter dentro de casa com eh o desenvolver das nossas crianças, dos nossos adolescentes. E hoje a gente tá falando dessa questão do do brain rot, que é um assunto novo, mas que a gente pode falar que o o tema é novo, mas a situação ela já vem, porque é algo que é internet, gente, é internet e o pessoal de casa tá participando. Então agora eu convido vocês a a responder, né, os nossos telespectadores agora 8:42os. Eu já agradeço você que tá do outro lado, você que entendeu o assunto, eu sei que é algo bem complicadinho de entender, mas é o que tem dentro da nossa casa hoje. Se a gente parar para pensar e analisar, e a gente precisa de informação pra gente poder ter o conhecimento, né, gente, dos fatos. Vamos lá. Olha só, a Helena do Jardim Chapadão. Sempre gostei de ler livros, mas ultimamente perco a paciência logo nas primeiras páginas. Isso pode ter relação com o uso excessivo das redes sociais? Adriana, me conta. Olha só, né? Eh, lê o livro, o livro físico. Isso é muito legal. Só que aí ela tá relatando aqui que ela já tem eh pede a paciência. O livro não tem o prazer imediato, né? Você vai lê-lo ao final, você vai ter toda a história eh eh, né? eh, destrinchada ali. Ou seja, antigamente também líamos muito livros, nós tínhamos que ir na biblioteca, fazer aqueles resumos, né, resumos de texto. Isso faz com que a mente com a parte cognitiva, ela elabore, ela faça eh partes complexas e não só ver, não só se perguntar para ela, ela não vai conseguir nem ver vídeos longos. Uhum. Né? Porque quer quer saber já oo final. É, né? É isso sim. rede social, os feeds, as coisas muito imediatas tem a ver com essa falta de paciência. A gente tem falta de paciência até para conversar hoje em dia. Ah, é todo mundo lá na velocidade dois, né? Todo mundo na velocidade dois e quem já está na velocidade dois, eu tenho um filho assim, você põe lá no dois, você não consegue entender o que ele fala, né? Todo mundo ouve rápido demais. E quando você chega para um amigo contar uma história, conversar com ele, fala assim: "Tá bom, tá bom, depois a gente conversa, eu tenho outra coisa para fazer. Eu Ninguém tem mais tempo para nada. Que impressionante se a gente parar para analisar e olhar nessa ótica. É bem preocupante. Eu pergunto aqui pra doutora eh Clariana sobre eh a pergunta da da Helena também, né? Você vê, ela diz que lia livros, né? Livros físicos e hoje ela não tem mais paciência de pegar um livro e de ler. O que que acontece no cérebro da gente? Por que que a gente eh eh não tem essa paciência mais? Uhum. Eh, complementando inclusive que Adri trouxe, eh, uma das coisas de consequência desse curso excessivo de mídias delas é que o nosso cérebro ele fica cansado. Então, o que a gente tem um esgotamento emocional e também cognitivo. Então, quando a gente tem 12 horas de trabalho, eh, sendo que dessas 12 horas, 10 horas ali foi uso muito de telas, por exemplo, eh quando chega à noite, nosso cérebro ele vai estar cansado. Então, nós precisamos ter descanso e ter recursos cognitivos para colocar esses recursos, essa atenção, essa capacidade de concentração, de raciocínio em atividades que sejam mais lentas. Porém, às vezes não não é possível porque o cérebro ele tá cansado, ele tá numa exaustão. Então, uma uma das consequências desse, por exemplo, é a exaustão mentalo. E aí chega um ponto que o nosso cérebro ele não consegue mais captar, acabou os recursos cognitivos, a atenção já táada. Eh, e aí gera essa dificuldade de se concentrar novamente em atividades que sejam mais lentas, comoana falou, que precisam o preto e branco do livro, precisa ter uma dedicação, precisa ter uma atenção e se tiver cansado, o cérebro não vai conseguir. Poxa vida. E olha só, a doutora tocou eh num assunto interessante e você falou preto e branco do livro, né? Se a gente for fazer uma comparação entre você ler e e ver e ouvir, enfim, algo eh na rede social, a gente percebe que tem muita cor, né? E o livro ele é preto e branco, né? Então, será que o nosso cérebro ele não tá buscando aquele estímulo? Que tal a gente dar uma desacelerada? Eu vou tirar isso para mim também. Eu acho que eu vou começar a ler um livro para poder desacelerar o cérebro, gente. Oxigenar. Vamos lá. 8:46. Vamos para mais perguntas para as nossas especialistas. O André da Vila Industrial. Tenho me sentido mentalmente esgotado após usar redes sociais. Esse tipo de cansaço pode afetar a minha memória ou concentração? Ô, Dra. Clariana, olha só, o André esgotado. Eu acho que não só ele, porque eu também me sinto, viu? Às vezes quando eu tô olhando assim, eu falo: "Poxa vida, dá um um cansaço, uma fadiga mental". Exato. E uma das coisas também que é importante destacar é que eh o nosso cérebro quando ele tá cansado, nós precisamos dar para ele formas de descanso. Então o contato com a natureza, eh, hoje já tem até uma nomenclatura que é chamado banho de floresta, né, que é o contato com árvores, com ambientes verdes. E isso faz parte de um tipo de descanso, o descanso físico, que pode ser através do sono, através de um relaxamento, por exemplo, de uma meditação, eh o descanso social, então que a gente vai encontrar pessoas afetivamente importantes para nós, amigos, família, para conversar. Eh, tem esse descanso espiritual que muitas vezes a pessoa se conecta com a sua espiritualidade, naquele momento entra num descanso também mental. Então hoje acho que a nossa cultura tem um uma, vamos dizer, uma pressão por uma produtiv produtividade. Então a gente tem que estar o tempo todo produzindo, trabalhando, eh usando o nosso tempo de forma útil para produzir. E muitas vezes o que a gente precisa para poder produzir, inclusive no trabalho, na faculdade, na escola e ter um rendimento melhor, é também promover o nosso descanso. E o descanso ele não é só físico, não é só a gente deitar e dormir 12 horas no final de semana, é a gente também procurar outras formas de desconto que é essa, tudo isso que eu falei, atividade ao ar livre, eh descanso mental, tudo isso faz parte pra gente melhorar nossa produtividade e nos engajar em outras atividades, né? Tem uma resiliência mental. Perfeito. Perfeito. Quantas vezes, né, em casa, eh, você chega do trabalho ou enfim, das tuas atividades diárias, aí você fala assim: "Poxa, mas eu não tô com o corpo cansado, né? Você não tá fisicamente cansado, mas a sua cabeça, você parece que espreme o cérebro, né? Então, precisa prestar atenção e fazer como as nossas especialistas eh estão explanando e e orientando para que você faça. Banho de floresta é sensacional. Vai caminhar, vai caminhar na trilha. Vamos lá. O Lucas da Vila Costa Silva: "Voltei a frequentar a biblioteca para fugir do celular". Uau, lá não pode usar, né? Isso me ajuda a focar. Agora reservo algumas horas da semana só pra leitura. Poxa, Adriana, a gente tem que dar perfeito. Perfeito, parabéns. É isso mesmo. O silêncio da biblioteca é o silêncio cerebral, né? E e a doutora falou o livro, né? O livro é preto e branco. É preto e branco também. os livros digitais, mas eu acho que é um perigo porque você tá ali a um passo de abrir outra abinha, né? Abre mais uma aba para ver, foge, tem muitos estímulos. É o físico mesmo. É, parabéns. É o contato físico com o livro. Eu acho que tem que resgatar muito isso. Sensacional. Sensacional, viu, Lucas? Olha aí um exemplo a ser seguido, né? Quanto tempo faz que você não vai numa biblioteca, né? É aí um exemplo a ser seguido. Valeu, Lucas. O Fábio do Cambuim. É verdade que o consumo exagerado de conteúdos rasos pode confundir sintomas de TDH com o esgotamento mental temporário? Dout. Clariana? Sim, essa pergunta é muito importante porque hoje, eh, muitas pessoas de fato buscam um consultório, uma avaliação médica, psicológica, com objetivo de identificar, tem alguma doença por trás desse sintoma. E muitas vezes o que a gente tem que sintomas não significa um diagnóstico. Então quando pensamos, por exemplo, no transtorno do déficit de atenção da hiperatividade do DH, sabemos que é uma doença sim, faz parte eh do sid, é uma doença que precisa de tratamento medicamentoso, não medicamentoso, mas tem sintomas que são o déficit de atenção, por exemplo. Mas outras pessoas podem também ter um déficit de atenção, ter uma dificuldade de foco. E isso não significa ter um TDH, isso pode ser consequência de um estilo de vida, de um estilo de vida com os telas, de um estilo de vida doismo, da falta de uma higiene do sono adequada, de uma alteração da rede social. Então tudo isso, na verdade ter cuidado nessa avaliação é para não ter um super diagnóstico de doenças. Eh, ao invés de estarmos olhando pro nosso estilo de vida, olhando pros nossos vícios e talvez interferir nessaia é que seja de fato assim eh a verdadeira eficácia, né? Não se apegar a um diagnóstico de uma doença apenas por sintomas, mas identificar a causa desses sintomas. Exatamente. Perfeito. Muito obrigada, doutora 852. Tem mais perguntas na tela? Vamos lá, Clara. e Adriana respondendo você, nossas especialistas. Nós estamos falando sobre o rolar da tela infinito. Ai ai ai, né? Vamos lá. Delícia do Jardim Chapadão. Como identificar se a nossa dificuldade de foco no trabalho vem do uso abusivo das redes ou de uma condição clínica como TDH? Adriana, que a gente faz? tem que fazer uma avaliação clínica, médica, neuropsicológica muito bem elaborada, bem completa, desde o seu histórico de vida, na minese, enfim, totalmente elaborada para saber a diferença, porque às vezes eh eh a explica muito isso, né? Tudo é TDH hoje. Hoje em dia todo mundo tem TDH. Já ouviu isso, Dra. Clariane? Eh, todo mundo tem TDAH, né? Mas não é todo mundo que tem TDH. a gente eh tem que parar de romantizar muito o TDAH, porque sim, ele precisa de um suporte, ele precisa de uma assistência, mas precisa saber fazer a avaliação completinha, certinha de to de é um é um contexto, é um é um um global, não só os sintomas, como a doutora falou. Muito bem. Então, preste muita atenção, né, nessa situação aí, você precisa buscar aí o apoio de um profissional, tá bom? Vamos lá, tem mais perguntas pra gente? A Carla do Jardim Flamboian, bom dia, Carla. Meu filho de 12 anos vive assistindo vídeos curtos por horas. Isso pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro dele a longo prazo, Clariana, por gentileza, doutora. Sim, principalmente quando a gente pensa o cérebro, uma criança, um adolescente, ainda está em desenvolvimento. Então, a estrutura física anatômica de redes neurais, ela está em formação. Então, se durante essa formação a criança ela não recebe estímulos adequados, isso pode se influenciar a longo prazo na reserva cereal dessa criança no futuro. Então, pode sim trazer prejuízo paraa capacidade de raciocínio, paraa criatividade, para resiliência emocional. Eh, pode ser um fator inclusive de ansiedade, de depressão e de isolamento social também, né? Mas paraa capacidade cognitiva, sabemos sim que influencia no que a gente chama de reserva cognitiva, que é o que a gente hoje na neurologia considera que é muito importante para proteger o cérebro inclusive da neurodegeneração a longo prazo. Muito bem. 84 é um assunto muito sério que a gente tá falando aqui e as informações são informações magníficas que você vai levar pra vida, né, para aplicar aí dentro da sua casa com você, com a sua família. Amanda da vilita pura, meu filho diz que precisa ficar conectado para não perder nada. Como ajudar sem causar a rejeição ao diálogo? Ao diálogo, Adriana, por favor. Olha só, é Amanda, é resgatar mesmo eh eh as brincadeiras, resgatar o seu, a sua qualidade de tempo com ele. Eh, não não deixe, não deixe, coloque limites no porque a gente sabe que eles gostam muito, assim, a gente não pode também endemoniar também, né, a internet, a o mundo digital, mas pode usar isso a seu favor. Uhum. O que que eu falo? Eu eu eu dou de dicas, eh, use a seu favor coisas que ele goste, mas com conteúdo, não conteúdos vazios, mas busque eh filmes, busque atividades. Existe jogos online hoje em dia que é muito legal paraa memória, paraa atenção. Eh, eu acho que brincando com ele você consegue resgatar e essas essas tradições aí, essas a técnica da substituição, né? né? Vamos substituir. E esse substituir não precisa nem sair da internet, de repente consumir algo que tenha conteúdo, que tenha conteúdo, que ele goste e que use a favor dele. Exatamente isso mesmo. 8:56. Dá tempo, produção, para mais? Vamos lá então. Manda ver, turma Rafaela do Jardins do Santa Genebra. Bom dia, Rafa. Há estudo que mostra eh há estudos que mostram impactos reais no cérebro de quem consome conteúdos digitais curtos com muita frequência. Então, Rafa, a gente tava falando aqui, né, com a a nossa neurologista, a Dra. Clariana, e a doutora dizendo que sim, né, doutora, tem estudos já que eh eh o pessoal tá estudando, cientistas trabalhando para poder entender o que acontece com o nosso cérebro, né? Sim, exato. Essa é uma excelente pergunta também. Eh, hoje a gente sabe que existe redes da atenção, redes de memória, e essas redes uma alteração da sua estrutura quando recebem esse hiper de redes sociais, de conteúdosas, conteúdos curtos, como a gente tá falando. Eh, o cérebro ele sofre o que a gente uma neuroplasticidade. Então, o que significa isso? Nós temos estímulos ambientais que favorece com que essas, vamos dizer assim, se fortaleçam, o cérebro ele cria uma capacidade de conexão entre neurônios, ele cria uma capacidade de produzir novas conexões e a neuroplasticidade ela pode ser boa e pode ser eh, vamos dizer assim, estimulada por coisas ruins. Então, por exemplo, quando uma pessoa ela tem uma uma lesão neurológica proveniente, por exemplo, de um AVC, nós sabemos que o cérebro ele tem uma capacidade de se reorganizar dependendo do estudo que nós damos para ele. Então, aidade física, fisioterapia, fono, terapia ocupacional. a gente vai dar recursos para organizar com o uso das redes, com o uso de tudo isso que a gente tá falando. Esses recursos que nós damos para os nossos cores são recursos pobres, são recursos de baixa qualidade. Então a gente não tá estimulando corretamente as nossas redes. E muitas vezes a gente tá fazendo o contrário. Estamos criando uma dificuldade de conexão dessas redes e gerando o que a gente chama de uma super estimulação e diminuindo a nossa atenção, a nossa memória, tudo isso. Muito bem. 8:58. Tempo tá passando rapidinho. Dá tempo para mais uma. Marcelo do Botafogo, hoje preciso ver TV com o celular na mão. Não é só você não, Marcelo. Se não estiver rolando alguma coisa, parece que meu cérebro entra em pane. Isso é normal? Como falamos, não é normal, né? Não é normal. Precisa resgatar coisas que talvez você goste, né? Artesanato, pescaria, é fazer, é sair do virtual para entrar no real. Eu acho que é isso que tá faltando muito hoje em dia. Nossa, é, é o cérebro da gente é delicado, né? Você vê ele relatando que ele precisa assistir TV com o celular na mão, mas não é só você. Não é só você. Eu tenho certeza disso, né, doutora? Quem nunca? E o que que acontece? Eh, por que que a gente faz isso, hein? Sem perceber o que que é automático? O que acontece com a gente? Então, eh, cria uma coisa que nós chamamos de um hábito, né? Uhum. Eh, a rede social, uso excessivo hoje, ela tá muito atrelada ao que a gente lá no início falou, semelhante ao uso de drogas, por exemplo, ao tabagismo, ao etilismo. O nosso cérebro ele tá em busca de prazer. E a partir do momento que a gente estabelece que a nossa forma de prazer é encontrada na tela, nosso cérebro ele entende que é isso que nós temos, é isso que ele tem para lidar com o prazer. E esse hábito ele vira um vício. E de desta forma é o que acontece semelhante ao uso excessivo de álcool, ao tabagismo, ao uso de outras drogas. Porque é a mesma coisa, a gente tá ofertando um tipo de prazer e o cérebro entende que essa é a forma e a partir disso cria ali um uso excessivo e que gera um vício. É delicadíssimo, muito importante esse assunto, né, que nós estamos abordando nessa manhã de segunda-feira ao vivo para você aqui no Estúdio Câmara e a Teresa do Cambuí. Na minha casa criamos a hora, ah, a hora sem tela. Que legal, ó. Na minha casa criamos a hora sem tela. Depois das 20 a gente conversa mais e dorme melhor. Que legal. Perfeito. Perfeito. Televisão em quarto, nem pensar. Celular em quarto, nem pensar. É perfeito. Isso. É, é o real. Você precisa desligar. Tem gente que pega o celular para dormir. Ah, eu tô sem sono. Vou lá, pego o celular para dormir. Eh, você não consegue ter qualidade de sono. Só você tem a sensação que você não dorme, tem a sensação que você trabalha a noite inteira ou então e eh pensa coisas aleatórias a noite inteira. Perfeito, parabéns. Muito bom. E tem a sensação que não dorme, mas dorme e acorda cansado, né? É quem nunca, né, gente? Tá vendo só coisas do nosso cotidiano que a gente precisa entender, né? Brain Rot pode parecer uma brincadeira na internet, mas é um alerta sério. Se a gente não prestar atenção, acaba trocando o nosso foco e bem-estar por uma enxurrada de coisas que não levam a lugar nenhum. Eu quero agradecer então as nossas convidadas, né? Considerações finais, por favor. Adriana, muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço o convite. Espero poder colaborado de alguma forma, né, nossos telespectadores. Estou à disposição no que precisarem. Maravilha. informações sensacionais pra gente iniciar essa semana. Dra. Clariana, muito obrigada pela sua participação e por compartilhar conhecimentos muito bons para que a gente possa entender, né, um pouquinho mais sobre esse rolar de telas infinitas. Obrigada pelo convite, foi muito importante estar aqui. E uma consideração final é que é um processo complexo mesmo, que precisa de ações tanto coletivas quanto comunitárias, individuais, para que tudo isso seja visto não apenas no âmbito familiar, mas no âmbito também, né, social e juntos encontrarmos melhores alternativas, né? Muito bem. 9:2 minutinhos agradecendo você, né, a sua audiência, a sua companhia, lembrando você, gente, toma muito cuidado, né? Tenta resgatar uns momentos, vai tomar um banho de floresta, vai brincar com o filho, sabe? Eh, usa o seu tempo assim com mais qualidade. É, é fácil falar, claro, é fácil falar. Para mim também é difícil executar, mas a gente precisa tentar. e tentando um pouquinho por dia a gente adquire um hábito e adquirindo o hábito a gente consegue fazer a mudança que a gente tanto precisa, né? Vamos tentar. Combinado assim? Então, tá bom. Amanhã, gente, terça-feira, no estúdio Câmara, nós vamos falar sobre tradições familiares. Olha só, aquelas receitas que atravessam gerações, aqueles rituais de domingo, as histórias contadas pelos avós, como preservar esses laços tão preciosos diante de tanta mudança? Vamos conversar com a historiadora Maria Alice Rosa Ribeiro e também o criador do campo histório, Diego Augusto, eh, para falar sobre memória, identidade e pertencimento. Olha só que legal. Posso contar com a sua participação amanhã? Vamos falar sobre memórias. Eu tenho certeza que vai ser um programa sensacional, assim como de hoje, que trouxe informações magníficas pra gente, tá? E você que nos assistiu hoje, que tal dar uma pausa no feed? sair para dar uma volta no quarteirão. É, nosso cérebro agradece, tá bom? E é isso, gente. Vamos ficando por aqui, agradecendo a sua audiência e a sua companhia, desejando a você uma semana linda, linda, linda, uma semana mais curta, mas a gente tá aqui eh trazendo para você informações, né, de qualidade na TV Câmara Campinas. Hoje ao meio-dia nós temos o nosso Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas está sensacional, diversificada, agradando a todos os públicos essa programação toda produzida pela equipe do grupo Mais. Então a gente agradece você mais uma vez, deseja uma ótima semana e a gente encerra por aqui o nosso estúdio Câmara desta segunda-feira. as nossas convidadas. Mais uma vez, nosso muito obrigado. Valeu, turma. Valeu, equipe, pessoal de casa, vocês completam a missão. Beijo grande, se cuidem, sai para dar uma voltinha e a gente se fala amanhã a partir das 8 ao vivo, tá bom? Aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, pessoal. [Música] [Música] [Música] Ah. [Música]