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Estúdio Câmara | Por que sentimos medo quando um relacionamento está dando certo?
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Estúdio Câmara | Por que sentimos medo quando um relacionamento está dando certo?

61 views Publicado 23/05/2025 HD · 58:25

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Você já se perguntou por que, justamente quando um relacionamento começa a dar certo, surgem sentimentos de medo, ansiedade ou até desconforto? Esse é o tema do Estúdio Câmara desta sexta-feira, 23 de maio: “Sentir medo quando uma relação está dando certo”. Neste episódio especial da TV Câmara Campinas, vamos aprofundar a reflexão sobre os aspectos emocionais e comportamentais que influenciam o medo nas relações afetivas. Por que a calmaria, o afeto e a estabilidade — tão desejados por muitos — podem gerar estranhamento e insegurança? O medo de se entregar a um novo amor pode ser resultado de experiências traumáticas passadas, padrões emocionais repetitivos, inseguranças internas ou a dificuldade em lidar com a felicidade afetiva. A crença inconsciente de que "tudo vai dar errado em algum momento" acompanha muitas pessoas que já vivenciaram términos dolorosos, rejeições ou têm medo do abandono. Será que esse medo é uma proteção inconsciente? Estamos evitando a vulnerabilidade ou antecipando uma dor que nem sequer existe? Como identificar esses padrões e superá-los? Para responder a essas perguntas, o programa recebe dois especialistas: ✅ Ingrid Mello, psicóloga psicanalítica, que vai explicar os mecanismos inconscientes que podem nos levar a sabotar relações que estão fluindo bem. Ela também abordará a importância do autoconhecimento para quebrar esses ciclos e construir vínculos afetivos mais saudáveis. ✅ Marco Antonio Brandini Argento, psicólogo e mestrando em Psicologia, com foco em Avaliação de Altas Habilidades/Superdotação nas Artes, que trará um olhar sensível sobre como as nossas vivências influenciam os afetos e o medo da felicidade nos relacionamentos. Não perca esse bate-papo esclarecedor, que vai te ajudar a refletir sobre os seus comportamentos afetivos e oferecer caminhos para que você viva relações mais conscientes, sem medo de ser feliz! Assista, comente e compartilhe! Queremos saber: você já sentiu medo quando um relacionamento estava dando certo? Deixe sua experiência nos comentários! 👉 O Estúdio Câmara é transmitido ao vivo, de segunda a sexta, sempre com temas relevantes, especialistas convidados e muita interação com o público. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, muito bom dia. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara nesta sexta-feira, 23 de maio. Que bom ter a sua companhia conosco para começar mais um dia refletindo, se informando e, claro, trocando ideias, né? E o tema de hoje toca fundo em muita gente, é o medo de se relacionar. Mesmo quando tudo parece estar indo bem, né? A gente tem medo. Esse sentimento é mais comum do que parece. E a gente vive numa época de relações rápidas, amores passageiros e vínculos cada vez mais frágeis. Às vezes tudo está caminhando bem, mas algo incomoda. E aí surgem os questionamentos, a dúvida, o receio de seguir em frente para muitas pessoas, especialmente para aquelas que já passaram muito tempo sozinhas ou se acostumaram aí com uma vida bem organizada, né? Se abrir ao amor, gente, pode parecer bem desafiador. O medo de perder o controle, de reviver dores do passado, de ser abandonado ou de não ser suficiente, acaba pesando. E o que deveria ser acolhimento, parceria ou carinho, vira uma fonte de ansiedade e isso atrapalha não só o relacionamento com o outro, mas com a gente mesmo. Bom, para conversar conosco sobre tudo isso e é muita coisa que a gente fala hoje, né? Nós convidamos dois profissionais que entendem do assunto, vão nos ajudar a refletir sobre isso. Com a gente já no estúdio, a psicóloga psicanalítica Ingrid Melo e também o psicólogo Marco Argento, vai falar com a gente sobre essa questão aí de relacionamento, porque a gente se sente inseguro, né? E você aí de casa também está conosco. Muito bom dia. Obrigada, viu? Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Manda pra gente, a gente quer falar com você. Você já se sentiu inseguro ou insegura em um relacionamento? Acha que isso afetou a sua relação de alguma forma? Manda pra gente a sua mensagem. O WhatsApp tá na tela, 1997829377. Enquanto você vai mandando sua mensagem, eu vou atualizando as informações. A previsão do tempo pro final de semana e daqui a pouquinho a gente já começa o nosso bate-papo com os nossos entrevistados, combinado? Então vamos lá. Final de semana vai ter rock and roll, isso mesmo, e gastronomia na Praça Araltos da Paz. Campinas está recebendo a partir de hoje até domingo uma nova edição do Porks Festival, um evento que reúne música e música e gastronomia em um ambiente familiar e acessível e desta vez será na Praça Araltos da Paz. do Parque Taquaral. A entrada é gratuita e o evento conta com uma programação musical com oito shows bandas cover e multicover que homenageiam grandes nomes do rock mundial. A estrutura, gente, inclui aí palco com som, iluminação profissional, eh ampla área coberta, tá? Porque tem aí a previsão que pode ser que chova, né? Então tem mesas, cadeiras, tem o espaço kids também, acessibilidade, estacionamento interno é gratuito, tá? para motociclista, tá bom? O evento ainda conta com feirinha de artesanato, roupas, camisetas de bandas e variedades. E é pet friendly. é acessível para pessoas com deficiência e projetado para receber toda a família em um ambiente seguro. Então, hoje das 18 às 22, né, das 6 às 10 da noite, sábado e domingo do meio-dia às 10 da noite. Lembrando que não será permitida a entrada de coolers, alimentos ou bebidas para menores de 18 anos. Também deve estar acompanhados por pais ou responsáveis, combinado? Bora se divertir no final de semana. Mas antes da diversão, que tal a gente dar uma olhadinha na nossa casa? É, a Secretaria de Saúde de Campinas divulgou ontem a 20ª edição do Alerta Arboviroses de 2025. O boletim semanal aponta 24 bairros com alto risco de transmissão pelo Aedes Egipte na cidade. A lista inclui mais dois bairros em relação ao último informativo que foi publicado no último dia 15. O objetivo do alerta, gente, é orientar o combate ao mosquito transmissor da dengue, Zica e Chicungunha e também reforçar a comunicação com moradores das áreas onde ações de eliminação de criadouros serão intensificadas, tá? Eh, as regiões com alto risco de transmissão da dengue, divulgados pela prefeitura, pela Secretaria de Saúde, são leste, noroeste, norte, sudoeste, suleste, tá? os bairros. Você pode acessar lá o site da Prefeitura de Campinas e conferir se o seu bairro está na lista. Mesmo que não esteja, é importante a gente cuidar da nossa casa, né? A saúde considera uma série de indicadores para eleger os bairros com riscos, entre eles a incidência de casos e eventual registros de nova transmissão e a necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso à densidade populacional e também a comunicação sobre ações dos agentes, né? Todas as ações de controle da dengue são as mesmas para controlar as demais arboviroses. A a definição dos bairros é realizada pela equipe técnica da saúde, que monitora semanalmente uma série de indicadores para identificar criteriosamente as áreas de maior risco, tá? Então, cada um fazendo a sua parte. A gente tenta eliminar, é difícil, eu sei, mas a gente precisa cuidar da nossa casa, né? Então vamos para a previsão do tempo. Hoje previsão completa porque nós é final de semana, então tem sexta, sábado e domingo. Vamos lá. Só com algumas nuvens hoje não chove. Mínima 17, máxima 26, tá? Para amanhã, sabadão, sol o dia todo com algumas nuvens à tarde, noite sem chuvas. A previsão diz que vamos ter uma noite de sábado estrelada. Muito bem. Mínima 17, máxima 28. E para domingo, só o dia todo, sem nuvens no céu. Noite de tempo aberto, mínima 17, máxima 28. Porém, uma frente fria, traz chance de chuva e umidade mais alta para a próxima semana. Ontem estava chovendo em São Paulo, né? Já na região já temos aí eh notícias de chuva. Aqui pro nosso interior, pra nossa metrópole. Por enquanto nada, mas se prepara porque próxima semana vem uma frente fria com chuva e a temperaturas aí caindo muito, né? Vamos preparar o cobertor e simbora, gente. Vamos lá. Olha, antes de ouvir os nossos convidados, eu vou reforçar. Vale lembrar que o medo de se envolver emocionalmente nem sempre tem a ver com falta de amor, tá? Ou desejo por companhia. Muitas vezes esse medo ele vem acompanhado de preocupações práticas como receio de contratos, uniões estáveis, questões jurídicas. Já parou para pensar? principalmente entre quem já tem um patrimônio ou viveu experiências difíceis no passado. No fundo, são pessoas que querem amar, mas travam batalhas internas entre o desejo e o receio de se abrir novamente. O desafio está em curar antigas feridas, desconstruir crenças limitantes e redescobrir o que é de fato um relacionamento saudável, com mais leveza, segurança e entrega. Bora então iniciar a nossa conversa dando as boas-vindas paraa nossa psicóloga, psicanalítica Ingred Melo, que vai contribuir muito com a gente, porque ela manda bem no assunto. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, obrigada pelo convite. Eh, fiquei muito feliz pelo tema, porque tão difícil hoje a gente aprofundar, né, temas tão importantes assim, ver na TV isso acontecendo. É muito legal, gratificante. Que legal. É bom demais saber que vocês estão eh disponibilizando do tempo de vocês uma sexta-feira 8 horas da manhã chegaram aqui agora 86 chegaram aqui bem cedinho, estão aqui para conversar com a gente sobre isso, né? E o psicólogo Marco Argento, gente, ele eh entende do assunto e vai com certeza nos orientar como é que a gente deve fazer nessa questão aí da insegurança afetiva. Seja muito bem-vindo, obrigada pela sua participação. Bom dia. Olha, eu te agradeço pela presença aqui. muito importante, tá? Tá podendo discutir esse assunto, como a Engrid ressaltou, eh, uma responsabilidade imensa, na verdade, como você bem disse também no início, isso atravessa não só as relações afetivas, mas também relações familiares, profissionais, jurídicas. Essa insegurança é real, é presente e eu destaco eh até uma contribuição artística nesse início para para refletir com vocês a importância disso, eh como isso tá presente até nas artes. Então, no dia 1eo de novembro de 1969, foi lançada a música Suspicious Mes do Elvis Presley. E essa música fala justamente sobre como é difícil estabelecer relações, sonhar quando existem mentes suspeitas com desconfianças. Então vamos sim trabalhar nisso que é realmente relevante, relevante, faz parte do nosso dia a dia e às vezes a gente não se permite, não se permite entender, né, e absorver conhecimentos ou às vezes não tem oportunidade de conversar com profissionais assim como vocês. E hoje esse programa vai trazer a oportunidade porque você pode mandar sua mensagem pra gente para falar com os nossos profissionais, combinado? Vamos lá. Bom, muitos evitam se envolver por insegurança afetiva. O medo de serem trocados ou de reviver trauma, traumas dos passados, do passado antigo, né, faz com que as relações sejam interrompidas mesmo antes de começar. Que coisa. o que que acontece eh com a nossa cabeça que bloqueia essa essa situação que poderia ser uma situação boa e a gente acaba bloqueando e não entende a diferença, né, do passado e da realidade. Eh, falando sobre relacionamento é muito difícil mesmo, porque não necessariamente a pessoa viver um relacionamento antes daquele, por exemplo, mas e as vivências que ela teve com aqueles pais, com aqueles responsáveis, o que que ela entende sobre o que é um homem ou uma mulher, um pai, a mãe, né? Então, eh, dificulta muito, eh, transformar isso. Então, falando até sobre a psicanálise, ressignificar isso. Então, talvez o que ela tenha aprendido sobre o que é o amor, o que é a felicidade, muda completamente quando ela tá ali dentro daquela nova relação. É trabalhar para que isso se transforme. É, então a gente pode perceber, Marco, que tudo começa lá na infância. É isso. Olha, eh, é um pouco surpreendente isso, mas realmente, eh, tomando assim a a consciência das referências da psicanálise, eh muitas eh vertentes, muitos autores buscam na infância entender como as eh como conceitos vão ser formados, como regras, crenças e realmente as experiências da infância com a paternidade, maternidade foram eh trabalhadas, podem de fato contribuir pro desenvolvimento da pessoa em diversas áreas, sobretudo nas áreas de relacionamento, insegurança, segurança também. Então, é uma atenção, já começa aqui, eu acho, a minha intervenção no sentido de eh sinalizar para pais ou responsáveis esse esse devido aspecto da infância e a relevância disso pro desenvolvimento de relações saudáveis paraa criança no futuro. É muito bem. Aí quando a gente fala de infância, né, a gente infância e adolescência, enfim, vida adulta, eh, são traições, abandonos, rejeições passadas que acabam moldando crenças limitantes. E aí você já ouviu aquelas frases assim, gente, olha, deixar bem claro, não sou eu que tô dizendo, tá? São frases que a gente ouviu, ninguém é fiel, homem nenhum presta. é igualzinho o outro, só muda o endereço. Essas frases são são crenças que vêm eh de uma cultura lá de trás e que acabam sabotando as nossas novas tentativas de amar, não é, mais ou menos isso que acontece. Sim, de novo, é sobre essas vivências, né? E se foram vivências negativas, fica ainda mais difícil de ressignificar. Eh, e sobre os pais, eu acho que vem muito sobre limites, até falando sobre a questão da arte, a questão de se expressar, né? Às vezes muitas relações ali de pai e mãe não é uma relação aberta para você se expressar, para você poder falar o que te incomoda, o que te faz mal. Então, aí chega num relacionamento, você não se sente bem, fala o que te incomoda com medo de ser abandonada, com medo de ser limitada. Então é muito complicado. Realmente são crenças limitantes, né, Marcos? crenças limitantes, crenças que limitam, porque você vai ouvindo, vai ouvindo, você vai crescendo, a criança, ela vai crescendo, ouvindo, né? O homem não presta, ó, não faça isso, ó, porque vai te deixar sozinha. E e aí ela é o cérebro, acho que a cabeça acostuma e entende que isso é o certo, é o correto. E a pessoa ela cresce com esse medo. E aí quando chega no momento do relacionamento, se ela tem uma decepção, a primeira decepção bastou, ela não vai querer mais relacionamento porque ela não quer passar por isso de novo, já que ela aprendeu lá no passado que não daria certo. Ela tentou uma vez, não deu certo. Então agora eu não quero mais, porque eu já sei que não dá certo. Como que a gente se liberta disso, Marco? Bom, eu acho que é bastante coisa, bastante coisa, né? Um método para isso é assim, bom, vamos por partes, né? Eu queria ressaltar inicialmente a própria fala da Ingrid, quando ela foi falar, ela falou sobrevivências, né? Se a gente junta isso, vira sobrevivências também. Então, eh, pensando no que você trouxe de dessas falas que são transmitidas, né? Ah, homem nenhum presta ou isso aqui não dá certo, traições vão acontecer. Eh, eu acho importante destacar para quem tá nos assistindo também, porque muitas vezes essas crenças podem estar presentes em quem tá nos assistindo também. Sim. E por que eu trago a palavra sobrevivência? Porque de certa forma essas crenças foram estabelecidas em algum contexto. Eh, podem ser através de observações ou mesmo das vivências das próprias pessoas. E em algum momento essas crenças ou essas experiências foram formadas porque aconteceram coisas. Eu acho que esse é o ponto que eu quero trazer. Mas só que eh não necessariamente isso vai se repetir no futuro ou não necessariamente essas experiências do passado precisam limitar as experiências do presente. Então, por mais que as experiências eu possa ter tido experiências negativas ou meus familiares ou pessoas que eu conheço, eh, não significa certamente que isso irá se repetir comigo, mas fica, na minha opinião, um viés de que isso vai acontecer. Então, respondendo a tua pergunta, como eu acho que talvez a primeira coisa que eu faria eh seria reconhecer essas experiências que aconteceram, nomeá-las e a partir disso reconhecer os impactos que ela tem na minha história e como isso tá impactando hoje em meus relacionamentos. Primeiro ponto, eu acho. Nossa, mas pra gente fazer isso sozinho é bem delicado. É por isso que existe a terapia. Exato. Não é Inrid, por isso que existe a terapia, porque você precisa colocar tudo dentro da sua determinada caixinha, né? E e se orientar, se organizar para recomeçar. E nem sempre esse recomeço ele é fácil, porque você pode ter tido traumas, né, situações que você não quer passar mais. E aí você começa a a entender que você vai viver sozinho. Aí eu quero chegar no ponto do seguinte, a questão da solitude. Se fala tanto de solitude hoje em dia, eu experimentei a solitude, né? Mas a solitude é diferente da solidão. A solitude você aprecia a sua companhia. A solidão, você sente falta de alguém do seu lado e sofre com ela. Me corrija se eu estiver errada. Agora, até que ponto a solitude ela tem a ver com essa questão de medo de se relacionarem? Bom, na minha opinião, acho que solitude eh tem que ter até dentro de um relacionamento, porque você precisa ter os momentos com você. e a sua individualidade, o que acontece muitas vezes é que você tá vivendo um relacionamento que você se perde, não tem mais a sua individualidade e acaba se adaptando à vida do outro, as coisas que o outro gosta e quando termina não sabe nem quem é mais. Tem que se conhecer, perde identidade totalmente. Perde Uhum. Essa perda de identidade também é terrível e e isso é um dos pontos também que faz as pessoas terem medo de se relacionar, né, Marcos? Agora fala para mim eh o que qual a equiparação que você faz aí do da solitude e o medo de relacionamento? Bom, eh eu agradeço muito pela oportunidade de falar. Eu não esperava que isso fosse vir à tona, porque eu tenho uma visão de de solidão e solitude que eu já tinha pensado há algum tempo. Eu quero realmente compartilhar para para discutir com vocês. Sim. Porque eu até então eh dos meus conhecimentos até de pesquisas de filosofia e de psicologia, eu não eu não vi uma definição muito clara eh que diferencia esses dois termos. Eu não sei se é uma questão mais contemporânea eh que foram sendo colocadas eh eh interpretações em relação a esses dois termos, mas eu queria destacar que eh uma vez eu eu cheguei a ver essa questão de solitude no dicionário, solidão, elas têm a mesma base etimológica. A origem da palavra é a mesma. Uhum. É só que uma é latina, vamos dizer assim. É a solitude é é na verdade a etimologia de solidão. Sim. mas tem esse significado que a gente atribuiu ou que foi atribuído de que as duas têm uma diferença. E aí eu fico também eh pensando muito que às vezes a gente pode colocar uma roupagem de solitude nessa visão de que é um bem-estar estar sozinho, eh, mas que ele pode realmente tá sendo mascarado com uma solidão ou esse medo, na verdade, de uma insegurança, de estar num relacionamento e tudo mais, diferentemente do que a Ingrid trouxe, de ter essa solitude, essa questão da identidade própria. Uhum. Eu acho que às vezes fica muito, não, eu sou, eu tô sozinho, tô tranquilo, pá, pá, pá, mas por fora, né? Será que não tem uma questão de se relacionar aí que tá pegando? Aí eu te pergunto, isso é, eu acho que não dá para você estar dentro de uma relação sem antes você conhecer de fato. Então, acho que você se conhecer é uma coisa muito particular, não dá para você se conhecer pelo outro. Interessante. E aí, Marcos, vamos lá. Contraponto. Vai. interessante. Até antes de começar o programa, a gente tava falando, né, de uma situação de que eh ah, até no trabalho a gente pode se conhecer. Sim, claro. Então, eh, eu acho que realmente a gente precisa se conhecer. E aí eu eu trago um ponto que vem até da própria filosofia do início da do Sócrates, vamos dizer assim, né? Uhum. de que a ideia de dos diálogos socráticos em livros de Platão registrados, que ali na base do da conversa, as perspectivas da tese, da antítese, surge a síntese. Então, eu acho que até a nossa proposta de terapeutas, independentemente de linha teórica, na relação se constrói um conhecimento sobre si. Uhum. Eu acho. Mas aí eu quero te ouvir também. O que que você pensa sobre isso? Faz sentido ou não? É porque acho que eu sozinha sou diferente de eu com a pessoa que eu tô me relacionando, entendeu? Entendi. De acho que se expressar de tudo, quando você se conhece, você lida de uma forma diferente e a vivência daquela relação para mim vai ser diferente da relação pro outro que tá comigo também, que ela vai aprender. A mesma coisa se acontece um trauma ou alguma coisa assim, a pessoa vai lá de uma forma diferente do outro. É, exatamente, gente. Eu só sei que é um assunto muito complexo, é um assunto que a gente vive todos os dias. E aí, às vezes, se a gente não se volta, né, volta para si, ou então dá uma olhadinha no espelho, fala: "Pera aí, que que é isso que eu tô vivendo? Será que é isso mesmo? Será que tá faltando algo? Será que eu tô no caminho certo?" E aí vem os pontos de interrogação e que faz a gente ficar em dúvida de tudo, né? E hoje a gente pode perceber que nós estamos em um momento em que os relacionamentos são líquidos, né? Eles se diluem. pessoal tá tá tá aqui hoje, mas ah, não quero amanhã. Ah, porque daí a gente tem muito essa questão do autoconhecimento. Maravilhoso. Eu tô na fase do autoconhecimento, porque o autoconhecimento eu penso que é algo constante na nossa vida. A gente todo dia está se conhecendo, porque hoje eu já não sou mais aquela que eu fui ontem, então eu passo por fases, então eu vou me conhecendo todos os dias. Só que tem gente que se aprofunda tanto nesse autoconhecimento e aí eu estou pleno, maravilhoso e pronto. E aí vai se relacionar e não é aquilo que você imaginou, porque a gente desenha a pessoa que a gente eh eh deseja, né? E aí a convivência é uma coisa, né? Você conhece, você olha um cavalo, você o cavalo tá lindo, maravilhoso, né? Monta no cavalo e vai. Aí de repente ele dispara você, poxa vida, olha aí, me derrubou e tal. Então é a convivência que vai mostrar realmente quem são as pessoas, né? E aí por não as pessoas hoje elas não terem paciência ou um conhecimento que seria necessário para entender a convivência, os relacionamentos acabam se desfazendo muito rápido. Éo o que chamam de relacionamentos líquidos. Quem foi que inventou isso, né? Por que que as coisas estão assim? A que ponto eh o que qual foi o caminho que a gente traçou pra gente chegar nesse momento? Qual que é a sua avaliação sobre os relacionamentos líquidos? É um anseio por se relacionar, mas é um bloqueio de não conseguir aprofundar as relações hoje. Acho que tudo fica muito raso, ninguém consegue aprofundar e vem angústia porque é o desconhecido. Se você não tá ali, não conhece a pessoa direito, como que você vai ter confiança de desabafar, de falar sobre os seus anseios? O que que você quer diferente nessa relação? E aí fica aquele grande ponto, você quer que a relação dê certo ou você quer que a relação dê certo a qualquer custo? Nossa, Marcos. Ajuda que o negócio tá tenso aqui hoje, hein? Olha, é muito, é muito sério que a gente tá conversando aqui. Eu queria destacar, é muito sério, gente. É sério? Exatamente. É, a gente até no início estava vendo, né? Como é que vai ser esse programa? Vai ser uma coisa que vai vir pras para para acalmar ou vai vir para dar um nervoso? Então, mas se a gente for aprofundar, começa a dar um nervoso, né? É, porque mas é uma coisa que a gente vive, né? Todos os dias a gente precisa falar, nós precisamos debater, né? Precisa trazer à tona, porque acho que falar salva a comunicação salva, né? A informação. Então, às vezes, por mais ai, dá uma dorzinha ouvir, mas é importante porque esse essa dor que dá ao ouvir determinada eh eh frase pode ser a virada de chave da nossa vida. Sim, sim, sim. Né? Então, relacionamento líquido, manda ver. Bom, eh, primeiro, então, realmente eu acho que falar sobre isso não é fácil. Até tô demonstrando isso, eu acho que nas minhas reações físicas, gestuais e faciais isso, mas é realmente importante. Então, logo menos a gente vai ter um momento de conversa mais aberta com vocês. Então, participem, por favor, porque pode ser o momento realmente de virada para vocês e para outras pessoas que se identificam com as suas questões aqui, que a gente pode conversar. Mas eh tentando dar uma norteada no nas diversas pontuações que foram feitas eh sobre os relacionamentos líquidos, eu acho, se eu não me engano, na faculdade, eu lembro de ter ouvido até um termo, eh, não sei se foi na faculdade em outro outro contexto, que até a coisa tava gasosa, não tava nem líquida mais. Nossa, sério mesmo? pelas pelas questões das das redes sociais, porque esse esse tema de amor líquido, ele foi trazido, se eu não me engano, nos anos 2006 ou 10, enfim, é, não é tão tão tão antigo, não. É recente. Então, mas assim, ainda que não seja tão antigo, que seja da nossa contemporaneidade, foi numa época anterior a a album das redes sociais, como a gente conhece hoje, com Facebook, Instagram, eh, TikTok, é, é diferente assim, ainda aquele tempo, se eu não me engano, quem propôs foi o Zigmund Balman, era uma outra coisa assim, ah, e ele previu muita coisa importante, mas e agora nesses tempos e eu e eu solto, na verdade, trazendo para E agora nesses tempos de relações gasosas, vamos dizer assim, como é que fica essa questão eh de dessas inseguranças que, ao meu ver, são muito nutridas pelos padrões que a gente estabelece nas redes sociais de, ah, se eu não tô legal, eu eu vou bloquear alguém ou se eu não curtir tal conteúdo, eu vou denunciar para não ver mais. Fica muito fácil eu romper ou ver simplesmente coisas muito rápidas e passar algo que não tá legal. Dá 15 segundos eu tiro. A gente tá trazendo isso paraa vida sem perceber, né? Na minha opinião. Sim, isso é muito, é muito grave. E para todas as áreas, né? Sim, exatamente. Amizade, relacionamento, profissional, né? O profissional, o que tem de gente mudando e achando que é o bichão, porque tipo assim, ah, não tá bom meu trabalho aqui, eu arrumo outro, eu vou lá. Por quê? Porque tem muita opção, né? E as pessoas elas ficam migrando, migrando. Amizade, poxa vida, por que que eu preciso de aguentar? Um uma fala que o amigo falou para uma fala que o amigo, né, me trouxe e eu não gostei. Se eu tenho mais de 5.000 amigos na rede social. Gente, o que é isso? O que que a gente tá vivendo? E a gente tá transferindo essa essa vida eh virtual paraa nossa vida pessoal do dia a dia. E nós estamos nos perdendo de uma forma que nós não temos a consciência. Todos os dias a gente fala aqui no programa, Marcos Ingrid, de comportamento e a gente traz à tona tanto assunto interessante e que às vezes fica debaixo do tapete e que a gente não percebe. Quando eu digo a gente, eu falo eu também, porque quando a produção me passa, vai falar sobre determinado assunto, eu falo: "Gente do céu, tenho que estudar sobre isso". E quando eu começo a ler, eu me assusto, né? Eu me assusto porque são situações do nosso dia a dia e que a gente não tem nem noção que isso tem aí um teor psicológico e que nós precisamos estar atentos, porque se não nos atentarmos, a gente vai aí trilhar um caminho que, infelizmente não vai ser legal a chegada, né, o final dessa estrada. Então, agora 8:25 a gente fala sobre sentir medo de uma relação que não que está, aliás, ó, aí, ó, tá vendo? Tá enraizado, né, que não está. É uma, a gente tá falando do medo de uma relação, gente, que está, que está, tá tudo bem, tá tudo bem. Por que é que você tem medo? Conta pra gente, manda a sua mensagem. 8:26. Daqui a gente vai continuar aqui com os nossos entrevistados, mas daqui a pouquinho a gente já começa a interagir com você de casa. Eu quero ver a sua pergunta, né, pro para para Ingrid e pro Marcos referente a essa situação que é uma situação aí do nosso dia a dia e às vezes as pessoas se calam por vergonha, né, de não querer falar sobre esse assunto. Agora a gente fala da autossabotagem, né, o que que a autossabotagem ela tem a ver com essa questão aí do relacionamento que está dando certo, mas eu não eu não não vejo que tá dando certo para mim, né? Todo mundo vê, nossa, que legal, tá bom e realmente tá dando certo. Mas no meu ponto de vista tem alguma coisa me travando. O que que é autossabotagem, Marcos, tem a ver com estravamento. É, eu acho eh bom a gente também fazer esse direcionamento, porque até então a gente falou de relações, de de traumas, situações, é, que podem gerar insegurança. Só que o tema justamente de hoje é quando as coisas estão dando sinais que estão bem. E apesar disso, desses sinais evidentes que a insegurança ainda surge, isso é muito sério também. É muito sério, por existem, vamos dizer assim, evidências de que a coisa tá OK, mas mesmo assim, eh, eu acho que não. E que justamente a música do Elvis Presley traz isso, né, que o personagem ali que canta diz: "Olha, eu falo para você que tá tudo bem, mas você não acredita em nada do que eu digo para você". Então veja como aqui a perspectiva de quem tá no relacionamento e sofre com isso também, né? O parceiro, a parceira, enfim. Então, qual que é a situação aí? que a gente tá junta com que a gente tá conversando também dos padrões eh eh sociais ou familiares, os traumas que foram eh vivenciados por essa pessoa, porque isso pode ter uma alterar as crenças que ela tem sobre si, alterar o seu autoconceito, sua autoimagem, alterar até a a questão de de percepção, de merecimento das coisas. Então eu posso achar que diante de uma situação boa, eu não mereço tá recebendo amor, ou mais eu posso achar, isso pode ter sido estabelecido na minha história, uma situação crítica de que as coisas boas, na verdade, na verdade não significam coisas boas, significam a eminência de uma coisa ruim, uma coisa que a calmaria pode vir, na verdade, de uma tempestade na sequência. Uhum. Veja só a gravidade que a gente tá conversando. Isso assim, eh, como eu falei, pode ter relações com eventos que aconteceram, mas não necessariamente diante de evidências de que de que tá está realmente OK, isso significa que vai acontecer. Então, é que abrir para Ingrid poder discutir sobre isso, porque eu acho muito muito relevante mesmo. Autossabotagem, né, insegurança, o eco do passado que ecoa no presente. Uhum. Né? qual que é a sua avaliação e o que que você traz paraa gente referente a essa questão? A gente acaba se sabotando. Poxa, tá tudo bem? E quem diz que não tá? Por que que eu, o meu eu lá dentro, o eu interior tá dizendo que não tá? E aí às vezes eh vem um uma partezinha de não, tá tudo bem, tá tudo bem, mas aí vem um turbilhão dizendo: "Não, não está. Você vai passar por aquilo tudo de novo. Isso é uma autossabotagem. O que que acontece? até essa necessidade que a gente tem também às vezes de compartilhar com os nossos amigos e aí um amigo fala: "Nossa, eu não deixaria que ele fizesse isso, eu não não acharia legal". E é isso às vezes impregna a gente porque a sociedade, o que as pessoas falam e trazem, por exemplo, no TikTok, impregnam na gente também sobre, tá? Isso aqui não tá certo, então, diante dessas pessoas, então para mim também não tem que tá certo. É muito difícil se expor, se expressar e falar: "Não, para mim isso aqui tá legal". Essa questão da expressão depois da rede social virou uma loucura, né? Porque as pessoas se expressam, falam o que querem e aí se você vai dar o contraponto, às vezes é cancelado na internet, então a questão da internet é delicada demais. Agora vai também da gente eh mostrar eh eh o que a gente quer na internet, né? Porque tem isso também, você mostra o que você quer, né, na rede social. E a questão do relacionamento que a gente tá, a gente tá falando aqui, eh, eh, do medo, né, de, de se relacionar. Eh, isso é amizade, é trabalho, mas a gente tá focando no relacionamento entre homem e mulher, né, ou entre casais, porque eh é algo bem delicado e uma situação que acontece h com a maioria das pessoas, é o medo que você tem, principalmente as pessoas que já tiveram um relacionamento aí eh de anos e aí depois, né, eh o relacionamento deu certo até determinado momento, tá? Porque a gente tem que parar com isso também, né? Ah, não deu certo. Claro que deu. Quem disse que não deu? Deu certo até determinado momento. E é vida que segue, entende? Se a gente sai desse relacionamento já com esse pensamento, pode ser que o próximo também vai dar certo um determinado momento. Nada é eterno nessa vida, não é mesmo? Vocês concordam comigo? Então, a gente, eu, eu penso assim que eh superação, a gente precisa superar, a gente precisa se reconstruir, né? Aí, principalmente nessa questão aí de afetividade. Agora, como, né, como não é sobre esquecer o que doeu, mas aprender a amar mesmo depois de ter se machucado. Como é como é que a gente faz isso? Qual o passo? Qual Qual o caminho? Qual que é o primeiro passo de repente, Marcos, pra gente poder se reconstruir? Perfeito. Eu acho eh interessante dar esse norte também porque mais uma vez nós estamos trazendo temas delicados, mas extremamente relevantes. E meu objetivo aqui não é alarmar ou criar uma situação ainda de mais indagações e desespero aí em quem tá nos assistindo, até na gente aqui. Então eu acho que a primeira coisa, eh, talvez a segunda, visto que a primeira coisa que eu disse era de reconhecer certos padrões. Uhum. A segunda coisa, mas eu acho que caminha muito, muito em compasso com essa primeira orientação é buscar construir e cultivar espaços seguros pra gente poder se expressar. que a Ingrid disse foi muito sério, assim, como a gente às vezes deposita em influencers ou pessoas que talvez não nos conheçam direito ou que tenham por alguma razão, uma alguma razão, eh, intenções não muito boas com a gente. Uhum. a gente expressa as nossas emoções, nossas verdades mais eh profundas e acabamos que somos influenciados e isso pode nos levar a julgamentos precipitados que podem fortalecer certas crenças limitantes que, por consequência podem fortalecer comportamentos evitativos. Eh, eu digo evitativos no sentido de públicos no que eu faço aqui no meu mundo, mas internos também de pensamentos, desconfianças que são alimentadas por essas influências. Então, em síntese, primeiro passo em em colaboração com o com a questão de reconhecimento, espaços seguros, relacionamentos seguros na família, no trabalho, com pessoas de confiança. Eu gostaria de saber se é nessa linha mesmo. Concordo. E até dentro do próprio relacionamento também. Então, você tem que se sentir bem para falar pra pessoa que você tá junto de, olha, não tá legal isso aqui, eu queria mudar isso, não me sinto bem. E aí dentro dos limites do outro também vocês fazerem um acordo. Acho que tudo tem que ser conversado. Comunicação é essencial. Poxa vida, que assunto, né? Que sexta-feira, hein, Brasil? Vamos lá. Mas que legal que a gente consegue trazer isso, como o Marcos e a Ingrid disseram, é de grande responsabilidade esse tema, assim como todos apresentados aqui no programa, mas hoje a gente fala de algo que pode mexer com você aí que tá em casa, né? a gente não sabe o que que o outro está passando. E a intenção aqui não é sacudir mais ainda. A intenção aqui é de repente te ajudar a dar um norte, né, para você entender o que tá acontecendo contigo e às vezes virar uma chavinha de que poxa vida, tá tudo bem, né? Tá tudo bem, não vai se repetir. Segue sua vida, vai ser feliz, aproveita, sabe? Vive. A gente só vive hoje. Amanhã a gente nem sabe se a gente vai estar aqui. O que passou, passou, não tem mais como voltar. Então, aproveito hoje, se você tem um relacionamento sadil, se você tem aí uma pessoa que você gosta do lado e aí só por conta de algo que você passou, né, no que você teve, viveu no passado, você vai trazer para esse relacionamento, por quê? Não precisa disso, né? Então, um autoconhecimento de coisas boas, né? tire para você as coisas boas e viva as coisas boas. Eu acho que é possível sim, viu? Vamos lá. 8:35. Não sou eh eh não entendo de psicologia, mas enfim, a gente é ser humano, né? E e a gente percebe, a gente vê as coisas acontecendo comigo, com você e a gente consegue sim a partir dessas dessas conversas que a gente tem aqui no programa eh entender mais ou menos como que funciona, né? Então é isso, vamos seguir a vida aí de boa, gente. Vamos lá. 8:35 produção, pode mandar. Tá vindo as perguntas, as perguntas. Ai, ai, ai. Olha aí, ó. Vamos lá. Bom, chega a dar até um negócio aqui, porque o negócio tá tenso. Gelarista do Jardim São José. Vivo um namoro tranquilo, mas sinto picos de ansiedade esperando que algo dê errado. Isso é comum ou preciso buscar ajuda de um profissional? Tá vendo só como isso acontece? Vamos lá, Marcos. Bom, eh, Larissa, primeiramente agradeço pela tua participação, pela tua audiência aqui. Muito importante a sua questão, porque não revela algo apenas sobre você, mas é uma questão que eh até pela reação da nossa aqui condutora, eh, realmente fica claro que tá presente mesmo. Assim, então, em termos de busca de ajuda profissional ou não, né, diante disso, é comum ou não? Eh, primeiro, a gente tá é difícil através apenas desse relato entender o que que você tá chamando de de ansiedade. Mas pelo que você tá comentando, pelo que eu tô sentindo, existe uma uma questão de sofrimento subjetivo envolvido aí. Então, já é um critério importante. Acho que segunda coisa é verificar a intensidade e a frequência dessas vivências que você tá tendo de ansiedade. E terceira, verificar também quais são os prejuízos que isso tá eh ocasionando na sua vida. tá ocasionando, por exemplo, você eh tá te impedindo de conduzir o seu trabalho porque você pensa que pode estar acontecendo alguma coisa de diferente ou que o teu parceiro pode estar fazendo alguma coisa que não te, enfim, que pode te impactar. Eh, nas suas relações, no seu lazer, vem esses pensamentos, você com ele tem essas sensações, no momento íntimo, por exemplo, se tá acontecendo em diversos contextos, é um alerta, um alerta bem importante e que isso eh pode realmente levar a aquilo que eu falei anteriormente de comportamentos evitativos que às vezes podem não est assim diretamente relacionados com uma questão real. você pode então tá eh fugindo ou se se munindo de certas armas, sendo que a guerra não virá. Então assim, aí nesse nesse caso, realmente eu acho que vale uma avaliação, eh, uma conversa com uma uma pessoa de confiança, eu acho que primeiramente. Eh, e também se nessa conversa fica claro para você que ou mesmo aqui nessas perguntas que eu tô te fazendo, se ficar claro que haja uma necessidade mais específica, vai em busca. Sim, vai em busca de profissionais que possam atender e acolher essa demanda tão relevante. Muito bem. 8:38, né? Achei interessante eh eh o que você disse aí, se munindo de de armas, mas não vai ter guerra. Muito interessante isso. É 8:38. Vamos lá, produção. Pode mandar mais uma pra gente. O Diego do Cambuí. Vamos lá. Já encerrei namoro por medo de sofrer antes do problema aparecer. E Diego, como criar confiança interna para não destruir uma relação saudável, íruma, eh, sensação de controle, né, de você achar que tem controle de tudo e aí você vai en o relacionamento, ah, não vou sofrer, de qualquer jeito você sofre, porque aí depois você obviamente percebeu que você destruiu uma relação saudável por conta disso, né? Então, talvez criar essa confiança interna, de novo, acho que sempre a principal palavra vai ser autoconhecimento mesmo, você saber os seus limites. Talvez esse momento que você acabou ali se retirando foi por ter passado dos seus limites, por ter passado ali dos seus princípios e acabou se perdendo essa relação e por medo e querer controle, você acabou ali se retirando. Então, eh, a questão de de relacionamento é é doação, né? Meio meio a meio, né? que não adianta eu querer ter o controle, porque a gente não vai ter o, aliás, a gente não tem o controle de nada nessa vida, né? A gente não tem controle sobre a reação do outro dentro dessa relação, de como que ele vai receber aquilo. Pois é, gente, que coisa. 8:39. Vamos lá, tem mais perguntas? Se tiver, pode mandar. A Tatiane do Ouro Verde. Alô, Tati, bom dia. Vi relações com eh relações conturbadas na família e temo repetir esse padrão. Vamos separar as lembranças antigas da experiência atual. Eh, crenças limitantes que vêm à tona, né? A gente viu, ouviu, ouviu tanto quando era criança que acabou crendo e trouxe pra vida adulta. E agora como é que a gente responde a Tatiane Marcos? Bom, eh, primeiro, né, eh, agradeço mais uma vez também pela participação, Tatiane, e sinto muito pelo que vivenciou. Eh, não sei em qual período isso aconteceu, se foi na infância, adolescência, enfim, mas pelo que você coloca, isso tem eh uma influência importante na sua vida hoje, na forma como você percebe as coisas e na forma, talvez, como você se relaciona com as outras pessoas. e de um ponto de vista ah afetivo, mas até eh retomo aqui que eu acho que a pergunta foi até um pouco mais abrangente, não necessariamente tá relacionado com as relações afetivas, mas de o medo de eh reproduzir esse padrão, né? Uhum. Então, olha, agradeço muito pela por essa pontuação. Mais uma vez quero destacar que só de você ter essa percepção de não querer eh ou melhor ter essa percepção de que pode ter influências de coisas que você vivenciou nas relações que você estabelece e ter uma interesse assim de você já ter vindo aqui, já ter destacado, olha, eu tenho medo e eu não gostaria de de reproduzir, isso aqui já é um sinal muito bom. Bom, porque você pode, a partir disso já estar mais atenta para coisas que podem surgir, seus comportamentos mesmo. E o autoconhecimento, eh, ele, como eu entendo, ele pode ser estabelecido de diversas eh diversos caminhos para atingir isso. Eh, podem, pode ser através de livros, pode ser através de filmes, músicas, conversas aqui, eh, pode ser através de, por exemplo, escrever essas situações que você vivenciou, quais foram os contextos, o que aconteceu antes, o que aconteceu depois, quais foram o que você observou nessas relações, quais foram os efeitos para diversas pessoas a curto, médio e longo prazo escrever sobre isso. É, mas tudo isso aqui não é fácil e exige coragem, disposição para mudar e também para aceitar o que a FBIA disse de certo desconforto inicial de falar sobre isso e se for necessário ajuda também para enfrentar esse momento de eh delicadeza e firmeza. Mas parabéns pela atitude de querer fazer a diferença, porque a gente não precisa ser determinado de uma forma casualística por isso. A gente vivenciou, mas a gente pode romper na medida que a gente toma uma consciência maior, porque a gente tem autoconhecimento, romper com certos padrões, na minha opinião. Sim. Só uma coisa para acrescentar que eu acho interessante também, entender porque que esse ciclo talvez fique se repetindo também, porque é aquilo, se a gente tá repetindo é porque a gente não aprendeu algum alguma coisa, a gente não elaborou ainda uma situação que tá ocorrendo há muito tempo. Interessante a sua fala, né? A gente precisa também, às vezes a gente deposita a culpa tudo no outro também tem esse detalhe, né? A gente eh ah, porque o outro vai, o outro fez, o outro, mas aí o porquê, né? O que que eu tenho que mudar em mim? E é muito interessante a fala da Ingrid, né, Marcos? Porque se o se está se repetindo, será que o problema está mesmo no novo? É, eu até peço a licença para poder fazer uma adição aqui, eh, que mais uma vez que a InD trouxe é extremamente relevante e extremamente delicado. Por quê? Eh, é desconfortável a um nível assim extremo primeiro falar sobre experiências difíceis, vivenciadas. falar sobre coisas que os outros fizeram. Agora, quando a gente chega num ponto de reconhecer que a gente pode ter feito coisas não muito boas ou que a gente pode estar nutrindo certas coisas ou que aquela aquele relacionamento terrível eh que aconteceu, de certa maneira eu tive padrões ali que podem ter feito a manutenção disso, ainda que de forma inconsciente. Olha, isso aqui é muito delicado que eu tô dizendo. É muito difícil, mas qual que é a chave disso? Por que que isso é importante? Porque eu posso mudar a partir do momento que eu tomo uma consciência, eu posso romper com certas dificuldades que eu tenho que alimentam certos padrões de outras pessoas e romper e favorecer outras relações mais saudáveis. Então assim, é uma etapa importante, difícil. Eu, particularmente nesse nesse aspecto quando toca assim desses ciclos que se repetem a gente reconhecer coisas que a gente faz, busca um apoio, porque a bomba é grande. É grande, porque e o reconhecer o que a gente faz faz parte do autoconhecimento. E o autoconhecimento ele é dolorido, porque às vezes a gente eh eh tem certas atitudes e a gente, aliás, a gente condena certas atitudes de pessoas e quando a gente olha para dentro de si, nós também temos atitudes que nós condenamos e aí vem a questão da bomba que explode, porque poxa vida, eu não sou assim não, mas você é. E dentro da clínica a gente atende tanto as pessoas que ai terminaram comigo, eu tô sofrendo, quanto as pessoas que terminaram. E esse outro lado também que às vezes sai como velão da história. Então tem os dois lados, quer dizer, tem os três, né? Tem o lado de eh do casal, dos dois, e tem realmente a verdade que, né, é delicada essa questão aí de de três lados, né? Tem o lado do o lado A, tem o lado B e tem a verdade totalmente verdadeira, porque cada um conta a história da forma que lhe convém. É, é isso, não é? E aí, eh, eu gostaria até de já, eh, trazer uma uma contribuição para preparar esse terreno para uma eventual reflexão, porque quem tá nos assistindo apenas com essa conversa, às vezes pode estar num movimento já de busto de respostas e já pode falar: "Eita, e agora, né? Então, o que que eu digo para vocês? Eh, a as artes, eu eu tenho uma uma história de de trabalhar com isso, assim, felizmente. E digo para vocês, filmes, eh, literatura, músicas, não é não é simplesmente uma questão, por exemplo, ah, tô, tô mal, eu vou ouvir uma música aqui. Pode ter uma função, sim, importante, beleza? Porque tem aí umas questões de quando que você ouviu aquela música que pode trazer sensações boas, mas essa esses recursos artísticos podem ter uma função muito importante pra gente começar a entender a realidade, a complexidade que é a realidade, porque muitos filmes, séries, por exemplo, vão acompanhar determinado personagem que muitas vezes eh vão agir em função de aspectos que ele vivenciou, que ela vivenciou. E o interessante da história artística, né, retratada, é que a gente consegue observar desde o início qual que foi a gênese que trouxe ali. Fica mais fácil a gente observar e até entender certas coisas que esse personagem aqui você tem uma identificação, um carinho, que você fala: "Nossa, isso aqui vai dar errado". Mas você entende a história para você falar: "Puxa, ele vivenciou isso com aquele com aquele parceiro ou aquele pai que fez isso com ele". Não sei. Então assim, e já começa a te preparar para entender que a vida não é simplesmente aqui, mas é uma opinião pessoal, não é simplesmente um bem e um mal tão assim estabelecidos assim. e a psicanálise. Aí eu tô felizmente uma pessoa que da psicanálise e pode me trazer aí muitas questões aí sobre essa questão maniqueísta que a gente vive, que talvez não seja tão assim, não, do certo, errado, do bem, do mal, né? E aí pro outro sempre vai ser essa história, vai ser difícil uma pessoa falar: "Ai, eu realmente fui culpada de tudo". Sempre vai acabar jogando ali pro outro, né? Responsabilidade. Então, sempre tem dois lados da história. E não existe verdade absoluta também, porque a verdade pro outro é como ele se sentiu, né? Nossa, gente, que sexta-feira, hein? Seestamos, Brasil. 8:48. Ô, produção, dá tempo para mais uma ou a gente precisa começar as considerações finais? Mais uma. Tá bom, então, porque daí as considerações finais a gente precisa, né, dar uma acalmada, né, dar uma uma orientada, né, vocês, nossos profissionais de hoje, dá uma orientada aí na eh no pessoal que tá assistindo a gente, né, porque vem aí o final de semana, então ah, a gente uau, soltou aí um um tema, né, fez um boom, agora tem que dar uma uma equilibradinha aí porque é algo assim que mexe, mas que é importante, tá bom? 8:49, a gente precisa entregar 5 paraas 9. Então vamos embora paraa última pergunta. Aí o Marcelo do Taquaral tá com a gente e ele fala: "Quando recebe elogios, penso que a pessoa mudará de ideia. Baixa autoestima pode alimentar o medo de que a fase boa acabe. Ah, baixa autoestima. E aí, um um uma pincelada aí pros dois. Vai, vai lá. Maravilha. Eh, peço licença para poder então, eh, Marcelo, muito obrigado também por essa consideração. Sim, era uma das coisas, inclusive, que eu tinha notado, a baixa autoestima, vamos dizer assim, é que pode ser um filtro para como a pessoa vai interpretar os eventos, os fenômenos, eh, quase como uma lente a gente enxerga o mundo, vamos dizer assim, né, juntamente com as crenças, percepções, enfim, e até as emoções, as emoções que a gente tá vivenciando em determinado momento. Então, até alguém que tá vivenciando um período depressivo, por exemplo, isso vai ter uma alteração no estado de humor que pode alterar a forma como ela filtra as informações. Então, sim, por mais que bons elogios sejam sempre bem-vindos, é para uma pessoa que tá vivenciando um período de baixa autoestima, e isso importante destacar aqui, também pode ser revertido com as devidas exposições, as situações que alterem essa essa situação, essa visão de si, esse sentimento sobre si. Mas as boas eh ações nesse caso podem podem ser interpretadas até como uma podem alimentar uma desconfiança. Ah, imagina essa pessoa tá falando que eu que eu sou bem, mas nada a ver. Olha isso, eu não me vejo assim. Às vezes parciimônia também. Então você percebe, se você tem essa sensibilidade de perceber que a pessoa tá com uma baixa autoestima, às vezes tente ressaltar eventos concretos que ela faz ao invés de trazer elogios. você muito boa, ao invés de falar isso, né, o que pode ser bem-vindo também, mas tentar destacar quais são os comportamentos que ela tem, o que que ela faz e poder tentar na medida do possível eh atuar nessa linha. Mas é difícil também, meu querido, é difícil. É, né, Inggredi? O que que adianta também você o outro te elogiar se você não se enxerga assim também, né? Eh, onde tá sendo construída essa autoestima? Através do elogio do outro ou através do quanto você se conhece? Se você realmente se enxerga dessa forma, se você vê essas qualidades em você, porque aí não dura muito tempo. Se o outro para de teologar, então não faz mais sentido. Você não se reconhece mais. Ai ai ai. E a gente tem que encerrar. 8:51. Olha, produção, a gente precisa pensar em continuar esse programa, viu? Eh, o de hoje a gente continuar porque tem muita coisa para ser dita, né? A gente precisa encerrar. tem eh ao vivo direto do plenário da Câmara de Campinas. Então, as considerações finais, por favor, Ingrid, muito obrigada pela sua participação. Nossa, foi maravilhoso. Obrigada também. Fiquei muito feliz. Deu para ver que teve uma droga muito legal mesmo com as perguntas também. O pessoal prestou atenção, quis saber mais conhecimento. Então, fiquei muito feliz. É muito bom saber que fora da clínica também as pessoas estão buscando aprofundar sobre relacionamentos. Importante. Obrigada, viu, Marcos? Mais uma vez, obrigada pela sua contribuição e é é isso, a gente precisa falar, precisamos falar. Agradeço pelo espaço, agradeço pela sua audiência. você também tá destinando um tempo aqui. E se você achou esse tema importante, peço que você fale paraas outras pessoas que você o que você eh viu aqui. Eh, e peço também que divulgue esse esse programa aqui que você tá assistindo, porque assim, o comportamento humano é um tema assim que é discutido, eu acho que de todos os temas existentes, talvez seja o que seja mais transversal, porque todas as áreas praticamente do conhecimento vão discutir em algum modo com o conhecimento do do comportamento humano, mas é aquilo, nós vamos eh ter que ter certa parcimônia no na hora de filtrar certas as informações. E aqui, eh, tá tendo esse filtro, as pessoas são chamadas para discutir, a gente abre um momento de conversa, de troca, isso é possível? Então, vamos juntos, vamos juntos caminhar que a gente tem um trabalho imenso pela frente. Você estando aqui já faz parte dessa transformação de si, também pode transformar as outras pessoas e quem sabe aí um mundo melhor. Vamos juntos. Maravilhoso, gente. Olha, eu eu costumo dizer que o pessoal de casa completa a nossa missão, né? Que maravilha. Agradeço você pela sua audiência, pela sua companhia semana toda juntos, né? E hoje nós falamos sobre o medo de se relacionar, um tema que toca fundo e que nos convida a olhar para dentro com mais cuidado e compaixão. Afinal, amar também é coragem, coragem de se permitir, de confiar e de recomeçar, tá bom? Então, agradeço aos nossos entrevistados, né, a Ingrid e ao Marco. E segunda-feira a gente volta com Estúdio Câmara, se Deus quiser, com o tema profundo e necessário, fobia de ter filhos. Olha, até dei uma gaguejada. A gente vai falar sobre a decisão, né, de cada vez é mais comum de não serem pais ou mães e também dos julgamentos que ainda cercam essa escolha, né? uma conversa franca sobre autonomia, propósito e liberdade. Então você é nosso convidado especial para essa conversa que eu tenho certeza que também vai ser impactante. E é na segunda-feira a partir das 8 da manhã nós voltaremos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo para você aqui da TV Câmara Campinas. Gratidão você que ficou com a gente a semana toda, a nossa equipe que sem a equipe ninguém faz nada, ninguém faz nada sozinho. Então é uma galera que tá trabalhando aí todo dia, buscando conteúdo, buscando eh eh temas importantes e buscando esses profissionais que a gente traz aqui, que olha, tão show a parte aqui com informação. Beijo grande para você, fique com Deus. Valeu, um bom final de semana, se cuide e a gente se vê na segunda-feira, né, se Deus quiser. Ó, a programação final de semana da TV Câmara Campinas tá sensacional, tá? Assiste, não perde, não. Tem várias estreias, uma melhor que a outra. Valeu, gente. Fica com Deus. Ciao. Ciao. [Música] [Música]
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