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Olá, [Música] bom dia. Seja bem-vindo mais uma manhã com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Estamos começando o nosso estúdio Câmara desta terça-feira, hoje 24 de junho. E o tema do nosso programa é um daqueles que muita gente vai se identificar, né? Quem aí já fez uma promessa que não conseguiu cumprir ou então ficou esperando por alguém que garantiu que ia fazer e nada. É, o nosso assunto de hoje é promete e não cumpre. Por que tanta dificuldade em honrar compromissos? Vamos entender as razões psicológicas por trás desse comportamento, porque as nossas convidadas já estão conosco. Eu recebo aqui no estúdio ao vivo comigo a psicóloga Lucineid Maria Rocha e também participando pelo Zoom, nós temos a psicóloga Francisca Alves Bezerra. Ela vai falar com a gente diretamente de Novaodessa. E claro, você que tá aí do outro lado, sempre com a gente, queremos que você entre nessa conversa. manda a sua opinião, a sua dúvida, ao seu comentário e a sua experiência, né, sobre essa situação aí, se você já se frustrou com promessas que não saíram do papel. 19978293776. Nós aguardamos a sua participação e enquanto isso você vai mandando a sua mensagem e a gente vai naquele giro rápido trazendo algumas notícias aqui da cidade de Campinas e também a previsão do tempo, né? Você viu que hoje tá diferente? É, o tempo tá bem diferente, bem estranho. Hoje a gente vai passar para você a previsão de acordo com os meteorologistas. Vamos com a informação. Reforço no atendimento pediátrico no Hospital Mário Gatinho. A partir de hoje, os atendimentos pediátricos da UPA Carlos Lourenço em Campinas serão redirecionados provisoriamente para a Unidade Pediátrica Mário Gatinho. A medida foi anunciada pela rede Mario Gate e tem o objetivo de reforçar o atendimento durante o período de maior circulação de doenças respiratórias, que é entre abril e agosto. Segundo a rede, os 13 pediatras que atuam na UPA Carlos Lourenço, passam a atender no Mário Gatinho, que já é referência no atendimento infantil. Moradores da região sul da cidade, onde ficam a UPA Carlos Lourenço e a UPA São José e o Mário Gatinho, continuam com o acesso ao atendimento infantil, já que a UPA São José segue funcionando normalmente com pediatras. A partir de hoje, quem procurar a UPA Carlos Lourenço com as crianças será orientado a ir para o Mário Gatinho. Casos graves serão avaliados pelos médicos clínicos e encaminhados via SAMU, conforme o protocolo da rede municipal. A Rede Mario Gate também abriu processo seletivo emergencial em maio para contratar 12 pediatras, mas um foi admitido até agora. Hoje o Mário Gatinho tem 30 profissionais na pediatria com afastamentos semanais por licença médica e quatro em licença prolongada, porém a contratação complementar em andamento. Tá bom? Então a gente espera e logo em breve contratação de pediatras em andamento e aí o atendimento eh no Hospital Mário Gatinho paraas nossas crianças. Tá certo? Vamos lá. Tem mais informação para você chegando. Comissão da Mulher promove palestras sobre violência de gênero. A Comissão da Mulher da Câmara Municipal de Campinas realizar hoje, às 7 da noite, a quinta reunião ordinária com uma palestra que traz o tema violência de gênero do silenciamento ao feminicídio. A palestra será ministrada pela advogada Maira Rexá, presidente da Comissão das Mulheres, Advogadas e Conselheira da OAB São Paulo, além de integrar aí o Observatório da Democracia da Advocacia Geral da União. Com ampla atuação na defesa dos direitos das mulheres, a palestrante vai abordar diferentes ciclos da violência, as estruturas sociais que perpetuam o silenciamento das vítimas e os caminhos legais e institucionais para o enfrentamento desse tipo de crime. A reunião será aberta, a população será realizada no plenário da Câmara. Você pode participar, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange 66, no bairro Ponte Preta. E também pode conferir na programação da TV Câmara Campinas e no YouTube. TV Câmara Campinas. Previsão do tempo para hoje. Tempo meio indefinido, meio diferente, né? Deve seguir com o céu parcialmente nublado. Aqui em Campinas existe possibilidade de chuviscos isolados. Fim da tarde e à noite, de acordo com a previsão, é de tempo firme, mas a temperatura mínima 9 e máxima 18. Então você aguarda, porque se você está achando que ainda não está frio, de acordo com a previsão do tempo, ah, vai esfriar. É isso mesmo, com o passar do dia vai esfriar sim. Tá bom? Então, se agasalhe e vamos para mais um dia lindo. E agora nós vamos direto para o nosso tema principal deste estúdio Câmara de Terça-feira. promete e não cumpre, porque temos dificuldade em honrar compromissos para ajudar a gente entender melhor esse comportamento que pode gerar aí decepções, afetar relações de trabalho, de amizade e até familiares. A gente recebe no estúdio comigo ao vivo a psicóloga Lucineide Maria Rocha, especialista em abordagem analítico comportamental. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia. Eu gostaria de agradecer o convite. É sempre bom compartilhar um pouco do meu conhecimento com a população, porque nós sabemos o quanto que alguns comportamentos disfuncionais podem, de certa forma eh impactar bastante as nossas relações humanas, as quais são tão importantes pra nossa sobrevivência. maravilhosa. E para para completar para completar o nosso time, a gente recebe de forma remota direto pelo Zoom, direto de Nova dessa, a psicóloga Francisca Alves Bezerra, que atua na área clínica e social. Muito bom dia, Francisca, seja bem-vinda. Bom dia, gente. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos. Lucine, bom dia. Obrigada pelo convite, tá, por tá falando desse tema tão importante, né? Quero agradecer o convite de todos, a princípio pelo Lucas, né, e o Pedro que me ajudou aí na parte técnica. Eu estou falando aqui de novo dessa. Agradecer a Rúbia aí pela essa conversa de meia hora, 40 minutos e ao público, né, que aqui está. Tá bom? Vamos então hoje falar um pouquinho sobre pessoas que frequentemente são vistas aí como pouco confiáveis. Será que nós somos? Será que nós somos no Brasil do e como pontuais? Então nós vamos falar sobre isso. Maravilha. Vamos embora então porque eu tenho muitas dúvidas sobre esse assunto e eu acho que você deve casa também. E a gente já começa perguntando pra Lucine e na visão da psicologia comportamental, por que tantas pessoas têm dificuldade em cumprir o que prometem, né? Isso tem a ver com procrastinação, com ansiedade ou seria uma habilidade, uma falta na verdade, né, de habilidade de lidar com as responsabilidades, existe inúmeros fatores que podem estar por trás desse comportamento, porque prometer não é só dizer que você vai fazer, está muito mais além, porque está relacionado com o fortalecimento dos nossos vínculos. Quando as promessas não são cumpridas, isso faz com que a pessoa não tenha previsibilidade daquela relação e, de certa forma, gera insegurança em quem está se relacionando com a pessoa que não costuma eh cumprir com o que promete. Pois é, né? gera uma certa falta de confiança. Agora, Francisca, quando esse hábito, né, o hábito de não cumprir o que promete, começa a afetar os relacionamentos, né, qual tipo de impacto emocional isso pode gerar nas pessoas que convivem com a gente? Porque assim, gera, claro, uma falta de confiança, né? E às vezes a gente acha que é só uma promessa boba, mas além de quebrar a confiança, esse problema ele pode se acumular, não é? Pode sim. Por isso que nós estamos aqui especialista aí no comportamento humano, né? Então assim, há como mudar, né? Se a gente quer mudança, tem como sim a gente mudar, né? Pedindo ajuda, auxílio e sim, eh, afeta os relacionamentos, né? Porque nós somos, né, nós somos indivíduos bio, psicoocal e espiritual, né? Então a gente tá tudo tudo tudo interligado e a credibilidade, né, realmente é uma palavra importante, principalmente nos negócios, né, principalmente nas empresas, em RH, né, em todos os aspectos. É verdade. Quando a gente para para analisar essa questão de honrar compromissos, né, a gente eh pode colocar isso dentro eh eh da família, né, na convivência familiar, mas isso fica muito exacerbado eh na no nosso convívio social, eh principalmente eh na área profissional, né? Agora, existe uma uma diferença entre quem eh promete e não cumpre por má intenção e quem simplesmente não consegue se organizar para dar conta dos compromissos. Lucine, existe, existe sim, porque se nós eh pararmos para avaliarmos a nossa a nossa palavra desde os tempos do dos nossos antepassados, ela sempre teve um valor fundamental. Antes, quando não existia contrato, o que que era validado? Era a nossa palavra. Então, até se pensarmos em negócios maiores, compra e venda, eh, e outras coisas também dentro do do mercado de trabalho, não existia tanta burocracia. Só que aí com a modernidade as coisas foram se modificando. Então hoje em dia o que acontece também é que as pessoas vivem numa constante busca por produtividade. Então se eu não consigo organizar a minha agenda dentro da minha realidade, é claro que eu tenho uma tendência maior a assumir mais compromissos do que aquilo que eu possa dar conta. Então, existe várias questões emocionais, psicológicas, além dessa parte do caráter, porque vai muito além. Existe inclusive alterações no córtex préfrontal que pode estar relacionada a essa dificuldade quando ela começa a impactar muito, a trazer prejuízos além das relações sociais para a vida profissional. Se pensarmos em um profissional que lista ali inúmeras tarefas e no final da semana, no final do dia ou no final do mês ele não consegue executar todas aquelas tarefas, ele tem sim um impacto muito grande na sua produtividade, no seu contrato de trabalho, e isso faz com que vá, de certa forma reduzindo também a autoconfiança e a autoeficácia que esse profissional, essa pessoa vai desenvolvendo aí ao longo do tempo, sem contar também com o impacto na autoestima, que isso pode desencadear também um sentimento de culpa. A pessoa sente que ela não é capaz, que ela não vai dar conta. Então são vários fatores que estão relacionados a essa parte de não cumprir com a palavra. E nós analistos do comportamento, nós analisamos a função do comportamento. Então, se uma pessoa chega na clínica com essa queixa de que promete, não cumpre, eu não vou analisar só aquela palavra, o verbal que ela está me descrevendo. Eu vou analisar qual que é a função, o que que está por trás desse prometer e não cumprir. Porque todos os nossos padrões de comportamento eles trazem funções, eles trazem benefícios. E nesse padrão, o que a gente pode analisar também de uma forma assim mais superficial, lembrando que não é um diagnóstico, porque cada um tem uma história única, é justamente o sentimento que aquela pessoa tem. Então, se eu prometo, eu fujo de dizer o não. E aí entra uma outra dificuldade nas interações humanas, que é justamente assumir mais responsabilidades do que consegue dar conta e a dificuldade de dizer não, que vai levando justamente a esse padrão de assumir vários compromissos sem conseguir de fato dar conta deles. Que legal a sua fala, porque ontem aqui no estúdio Câmara nós falamos sobre a dificuldade de dizer não e está em conexão com o nosso tema de hoje, né? E tem aqui uma crônica de Paulo Coelho sobre o valor da palavra. Diz assim, ó: Jesus dizia que o seu sim seja sim e o que o seu não seja não. Se você assumiu uma responsabilidade, vá até o final, mantenha a sua palavra, porque ela é preciosa. Olha só, né? profundo, faz a gente parar para analisar o valor que tem a nossa palavra. E esse tipo de comportamento, ele pode prejudicar a autoestima de quem convive com alguém que promete muito e cumpre pouco. E a gente pode parar, ô, ô, Francisca, e dizer que eh isso prejudica quem promete, quem eh quem eh quem promete é aquela pessoa que fica na expectativa esperando que aquela promessa vá se cumprir. Então os dois lados eles acabam sendo prejudicados por esse ato de prometer e não cumprir. Sim, sem dúvida, Rúbia. E fazendo ainda um gancho com a colega, né, a Lucineide, né? Eh, a gente geralmente começa pelas coisas mais fáceis, né, as prioridades, mas o ideal é a gente também começar pelas coisas média medianas e mais difíceis, né? A gente tende a procrastinar, isso mesmo, né? A guardar e falar assim: "Amanhã eu resolvo e depois eu resolvo. Ah, depois eu confirmo aquele convite", né? Então a gente tem que tentar já, né, fechar mesmo, né, esse esse essa organização. E sim, eh, afeta afeta o social, afeta a o ambiente, né, em todo o ambiente que nós estamos inserido, principalmente em empresas. Eu falo porque eu trabalhei muito tempo em RH, eu tenho formação aí um pouco uns 23 anos, né, em psicologia e uns 15, 20 anos eu trabalhei com RH. E se a gente fosse eh ver nos olhos, né, do candidato que ele atrasa, que ele falta, que ele é descompromissado, a gente não contrataria essa pessoa, né, provavelmente. Então, assim, eh, não tá nos olhos, né, mas a credibilidade vem também de caráter, de moral, né, de valores. E tem formas da gente modificar isso? Vocês acham que tem? Eu acredito que sim. Mas nós Brasil, né, temos, somos visto como um povo que vai deixando, né, tudo pizza. É o é o jeitinho, vai jeitinho brasileiro, né, isso é o jeitinho brasileiro. Mas eh já ouviram falar daquela frase, né, de eh para para inglês ver, não, para de de horário, de honrar horários, né, no nos britânicos, pontualidade britânica. Uhum. Nós não somos assim. Mas a gente pode mudar assim, né? A gente pode mudar essa nova visão, né? E os britânicos dizem, né? Que os britânicos eles chegam antes do horário para aquela reunião e a pessoa que não honra essa esse compromisso de horário é tido como uma pessoa, né? Eh, sem não verdadeira, né? Não verdadeira, que não cumpre suas promessas, né? Então é um desafio, é um desafio constante para nós, mas tem forma sim, Rúbia, da gente a mudar, né, da gente melhorar se treinando, né? E você falou sobre um uma frase bíblica também tem uma frase que é quando falo de Pedro, Paulo, falo de Pedro, eu sei mais de Pedro do que de Paulo, né? Então assim, muitas vezes a gente fala que a o outro não honra, mas será que nós estamos honrando compromissos também, né? Será que a gente tá chegando adiantado? Será que a gente tá respeitando a outra pessoa? E sobre convites, né, festas, por exemplo, tem convites de casamentos que é marcado 18 horas, vamos supor, mas o casamento só vai acontecer às 19. Já passou por isso, por essa experiência vocês e o público? conversa aí com a gente sobre isso. É verdade, né? Aí marca o casamento para paraas 19, mas o casamento vai acontecer no convite, tá? 19, o casamento vai acontecer às 20 horas. Por quê? Porque já sabe que a turma vai se atrasar, né? A dificuldade de honrar compromissos. Agora, Lucine, isso pode ser aprendido na infância como um padrão familiar ou ou cultural. a gente sabe que é tudo na infância, né? Tudo na infância. E essa questão de honrar compromissos também eh vem e da nossa criação, eh das nossas ah do nosso aprendizado quando criança. Sim, você praticamente leu meu pensamento. Eu estava esperando a Francisca terminar de falar justamente para complementar o quanto que a nossa história, o quanto que a nossa família, principalmente os nossos pais, têm influência na nossa vida, tanto de forma positiva quanto de forma negativa. Se pararmos para avaliar um cenário assim mais superficial, o que que acontece na na história dos relacionamentos pais e filhos? Boa parte das vezes os pais acabam eh prometendo coisas que eles não conseguem cumprir, principalmente quando nós falamos na parte do castigo, quando os pais falam: "Ah, você vai ficar um mês sem pegar no celular". A gente sabe que é praticamente impossível um pai cumprir essa promessa um mês. É um tempo muito longo. E aí o que que acontece? Ele deixa ali alguns dias, o filho vai lá e volta a utilizar o aparelho celular. Isso vai ensinando o quê para essa criança? Que as palavras elas não são cumpridas, elas não precisam ser cumpridas porque não tem nenhuma consequência. Então, é claro que à medida que a criança ela vai crescendo, além do que ela aprende no contexto familiar, ela vai aprendendo com a cultura, com o mundo externo. E depois de adulto, a parte boa é que você pode fazer escolhas diferentes. Não é que você aprendeu um determinado comportamento lá na sua infância que é considerado inadequado pela nossa cultura, que você precisa continuar mantendo. Depois de adulto, você tem total segurança e também você tem a liberdade de fazer escolhas diferentes. Então, se você sofre com essas questões relacionadas ao descumprimento de prazo, a não honrar compromissos, a desmarcar ou até mesmo nem desmarcar, que isso também acontece, tá na hora de você parar um pouquinho e olhar como que eu posso mudar. Eu sei que isso não está bacana nas minhas relações. Eu preciso agir diferente para poder ter resultados diferentes. Então, não podemos desconsiderar o nosso contexto familiar, mas também precisamos assumir as responsabilidades das nossas ações. Exatamente, né? Eh, essa questão do mundo hoje, tudo muito corrido e todo mundo fazendo tanta coisa, né? E aí a gente acaba se perdendo na agenda, vamos falar assim. E você só vai dizendo sim, sim, sim. A gente volta lá naquela, aquela situação de ontem, né, do programa de ontem, dizer não. Aí você não quer desagradar, você vai dizendo sim, sim, sim. Você se enche de compromissos e aí você começa a se atrasar, começa a não cumprir e começa a se desgastar, ah, a se frustrar. A sua confiança acaba sendo perdida. As pessoas não vão confiar em você porque você é uma pessoa que não inspira confiança, porque você não honra os seus compromissos, né? Agora, tem uma relação entre o medo de desagradar e a mania de prometer coisas que a gente não consegue cumprir. Francisca, explica pra gente. Sim, mania, vício, né? Porque é um vício também, né? a gente tem vícios positivos e a gente tem vícios negativos. Então, acredito que deve ser um vício negativo, né, que a gente vai acumulando ao longo do tempo. Bem falado pela nossa colega, né, e é verdade, os pais ensinam, né, a os filhos a chegar no horário, a atender, né, a pessoa que está batendo a sua porta. Será que ela tá falando a verdade? Não, mas minha mãe tá aqui escondida, por que que ela não foi atender? Então, e tudo, né? E e o que que vem, o que que é o termo compromisso, né? A palavra compromisso em latim, pacto. Uhum. Né? E a virtude seria o vício que a Rúbia acabou de dizer, né? Então assim, vicioso, virtude, né? Então assim, existe o vício positivo como o vício negativo. E uma pessoa que honra seu compromisso é uma pessoa virtuosa, né? né? Tida como uma pessoa virtuosa e precisamos até pensar nisso, como as pessoas estão olhando pra gente, né? É interessante a gente pensar nisso, né? A pessoa me convidou, mas eu no churrasco e me marcou meio-dia, eu vou chegar 3 da tarde. Ah, então, né? Será que tô dando credibilidade a isso? confiança e tem formas aí da gente minimizar essa esse jeito, né, da gente combinado, os combinados, né, porque há há muito erro de comunicação entre nós também. Muitas vezes, Ruby, a gente fala: "Ah, tá bom, Francisca, então 8 horas não, 15 paraas 8 esteja aqui pra gente monitorar a sua câmera, verificar como que vai ficar via Zoom, né, remotamente. Então, assim, como os seus, né, os seus eh as pessoas que trabalham na tua equipe da técnica, né, fizeram comigo. Então, importante isso. Tudo bem chegar 15 minutos antes. Muitas vezes nós não combinamos isso pelo WhatsApp, pelo telefone, pelo e-mail, né? Tudo bem, ficou acertado de você vir tal horário, de você trazer tal alimento para a festa ou para o churrasco. E então muitas vezes a falha na comunicação é o que tá acontecendo com a gente, né? Muitas vezes a gente acha que o outro está entendendo e não, né? O outro não tá entendendo. O outro simplesmente falou: "Ah, é para chegar, tá bom? A hora que der eu chego, né?" Os maus entendidos acontecem aí sempre, vale confirmar sempre, né? Por ter empatia, né? Porque problemas acontecem, igual a Rúbia falou, de ambas as partes, né? Então assim, pode ter um acidente, um incidente, pode, mas avise com antecedência, pelo menos meia hora de antecedência, né? sempre avise quando você não for ao local, quando a pessoa tá te esperando lá, né? E também uma outra coisa que eu gostaria de falar sobre a dieta, nós mesmo. Eu vou fazer a dieta amanhã, eu vou começar na segunda-feira, eu vou começar a semana que vem, eu vou começar em 2025, já passou, já estamos aí em junho, finalzinho de junho de 2025, né? Mas nós somos assim, né? Então a gente precisa começar a mudar o nosso comportamento. Eu não mudo o outro se eu não começar a mudar o meu comportamento, né? Como mudar? Eu não mudo o outro, né? Eu posso ser exemplo, como a Lucilene falou. Então assim, eu sou exemplo e começa em casa. Isso é verdade. Começa no berço, começa na base. Exatamente, né? começa na base, a gente vem eh pronto para ser moldado e lapidado. E aí é a nossa base que vai nos trazer aí a a forma eh pra gente caminhar. Mas você também pode mudar se você quiser, né? Depois de grande, depois de adulto, vai estudar, vai buscar informação, vai assistir o estúdio câmara, né? E e aí deixa a virar aquela chavinha. Poxa, a vida é verdade. Eu não estou honrando meus compromissos. Poxa, estou procrastinando, né? Agora, quando a gente fala em procrastinação, tem muito a ver com não honrar os compromissos, não chegar na hora correta. Tanto é que tem muitos lugares que você precisa fazer uma reserva, né? Eh, e aí se você não cumprir aquele horário da reserva, você paga pelo procedimento, pelo trabalho, enfim. Eh, você contratou um prod um um serviço, então vamos lá, vamos colocar um restaurante, né? Você vai no restaurante hoje meio-dia você reservou e aí você não foi porque você teve um outro compromisso, você esqueceu e você não ligou para dizer que você não iria. Você sabia que pode ser que você tenha que pagar ali um um valor justamente por você não honrar o seu compromisso. Então o brasileiro tem uma cultura na gente, um negócio, né? é uma coisa que eu não sei o que que é, que faz a gente deixar sempre para depois e não prestar atenção eh o quão importante é você honrar o seu compromisso, porque isso pode sim eh complicar o trabalho de outra pessoa, né? E aí você acaba atrapalhando e fazendo uma bagunça na vida do outro. E aí eu pergunto sobre os estímulos de comportamentos, né? Eh, quais são os principais estímulos eh que a pessoa tem quando ela simplesmente não liga, né? Ela não liga para o compromisso, ela não vai a um compromisso que ela havia agendado e tudo bem. O que que acontece com a gente, Lucineides? Eh, eu acredito que isso está mais relacionado a um padrão de comportamento de impulsividade. Então, o exemplo que você deu, quando eu faço uma reserva num restaurante, eu vou lá e agendo. E aí quando eu não consigo comparecer, eu na maioria das vezes posso agir por impulso em pensar que não vai ser relevante, desmarcar. E aí muitas vezes a pessoa não pensa na consequência. Nós, seres humanos, estamos muito habituados a pensarmos só no antecedente. Então, o que que eu vou ter de consequência negativa se eu não fizer aquilo? Se a gente pensar até em um exemplo assim que é muito importante, quando a gente agenda uma consulta médica do convênio, a gente fala muito mal dos convênios e aí na maioria das vezes a gente agenda uma consulta, a gente não comparece e a gente não desmarca, a gente não valoriza o trabalho daquele profissional. Aquele horário que você deixou reservado para você, ele pode ser disponibilizado para um outro paciente. Então, se eu não penso nas consequências das minhas ações, eu sempre vou agir com base no antecedente. E na verdade o que importa é a consequência, que é o que vai ficar. Eu não vivo sob controle do que acontece agora somente eu vivo sob controle do que acontece agora e o que acontece depois da minha ação, que é isso que a gente sempre avalia num processo terapêutico, na análise do comportamento. Porque quando eu fico sob controle das minhas consequências futuras, eu consigo ter mais previsibilidade, eu consigo ter mais segurança. Isso entra no ponto que eu citei no início da das nossas relações, que elas são mantidas pelo vínculo. Então o vínculo ele precisa ser fortalecido. E esse fortalecimento ele se dá justamente com a previsibilidade, com a confiança e a segurança que eu passo para as pessoas. Sim. Muito. Posso aproveitar o gancho da Lucine? Fica à vontade ela falando do dos do médico, né, dos convênios, inclusive no nosso código de ética, o CRP, Conselho Regional de Psicologia, né, o CFP, nós temos essa cláusula, né, quando o nosso paciente inicia com a gente na terapia, na consulta, na psicoterapia, nós temos um termo de contrato de combinado, né? Então, todos os dias, vai toda terça às 8 horas a sua terapia. Eu estou aguardando na sala, né, que seja online, que seja presencial, estou aguardando esse paciente e aí simplesmente ele não aparece, não, não é dessa forma. E logo a comunicação foi falha, se caso eu não disse a ele que todas terças às 8 horas estaria ali esperando ele por 50 minutos. E aí ele me avisa em 10 minutos, olha, eu não vou chegar hoje. Ah, eu tô atrasada, hoje eu não vou. Não é assim. Então nós combinamos desde o primeiro anamnese, desde o primeiro contato, que se o paciente não avisar, nós cobraremos a sessão, tá? Então nós cobramos sim a sessão se o paciente não aparecer, ele tá, né, ele tá ciente dessa, desse contrato, desse combinado. E aí no combinado ou no contrato que ele assina, né, ele ele ele dá um aceite que ele tem que avisar com 24 horas de antecedência. né? Tem psicólogos que, né, aceitam 6 horas pelo menos de antecedência, porque dá pra gente remanejar a nossa agenda. Olha quanta falha de comunicação ou não sendo assertivo, a gente acaba que comprometendo, né, o ambiente, o trabalho. Isso mesmo, né? É, exatamente, né? Assim, chegar atrasado encontros eh profissionais ou pessoais, né? eh não cumprir as tarefas. Gente, você já parou para analisar como é que esse programa ele acaba aprofundando, né? E e os temas são tão importantes que remete o nosso dia a dia mesmo. Você não justifica, você atrasa. Então assim, realmente a gente precisa rever os nossos conceitos. é algo que vem de cultura, é um uma coisa que a gente aprende de repente. Poxa, mas quando a mãe você ia pra escola, a mãe não levava você, você chegava na escola com antecedência, né, e tal, e aí você aprendeu isso eh na sua infância e aí depois você cresceu, virou adulto e começou a procrastinar. O que que aconteceu com você, o que acontece com a gente, né? E quais as estratégias comportamentais que podem ajudar quem tem esse hábito aí? de de passar a cumprir o que promete, porque se a gente for analisar quantas vezes você cumpriu, eh, prometeu e não cumpriu, né, Francisca? Isso. Quera, eu queria até aproveitar para te falar sobre o estudo, né? Houve uma pesquisa numa praia onde tinham atores e um uma pessoa ia até, né, a a o mar e deixava a sua canga e um e um radinho. E e ele pedia num momento, ele pedia para as pessoas olharem o radinho que ele iria nadar. Num outro momento ele não avisava. e do lado, um assaltante, né, hipoteticamente, né, no no exercício aí da pesquisa, eh, roubava, né, pegava esse radinho. E aí percebiam na pesquisa que aquele com que eu falava, o turista, né, que tivesse ao meu lado e eu falasse para ele assim: "Ua, você pode dar uma olhadinha que eu vou cair no mar?" E aquele que eu não simplesmente em outro momento eu não falava, mas o rapaz tava do meu lado e via que o radinho tava ali e alguém pegou esse radinho. Então observou nessa pesquisa que aqueles que eu combinava, olhava no olho, fiz, fazziam um contrato, eles iam atrás desse lado, suposto ladrão, né? Entendeu? Então olha a importância da comunicação e de a gente olho no olho e conversar. Oi, tudo bem? você pode olhar meu radinho que tá aqui do lado, que eu vou dar uma, né? Vou nadar e outras vezes não. Ah, simplesmente vou deixar, né, a a ver navios, não, né? Então é um estudo importante. O outro estudo que foi pesquisado eh nos Estados Unidos, eh fizeram pessoas entrar num quarto e pediram para avaliar aquela pessoa. O que que você acha? E a maioria acertava, Rúbia. olhavam o quarto da pessoa e falava: "Essa pessoa chega adiantada, essa pessoa é atrasada, essa pessoa é organizada". "Ah, essa pessoa, olha que interessante, vamos dar uma olhadinha no nosso quarto, então, na nossa casa, no nosso convívio, no nossa mesa, né, de trabalho. Será que a gente tá também sem a linguagem verbal, dizendo quem somos nós? Se se a gente realmente honra compromissos?" Interessante isso, né? Interessante. Nossa, muito bom, né, Lucinete? Porque o corpo fala e o ambiente também. Sim, exatamente. E tem também uma questão nessa nessa parte relacionada a uma dificuldade eh em habilidades sociais, porque quando alguém falha comigo, quando alguém não desmarca ou quando alguém chega atrasada, eu preciso ter habilidade social para comunicar para aquela pessoa de forma assertiva o quanto que aquilo me deixou chateada, me deixou magoada. E o que acontece na maioria das vezes é que as pessoas que são afetadas elas não comunicam, elas partem do princípio do que é óbvio. Ah, mas é óbvio que essa pessoa sabe que eu fiquei chateada porque ela atrasou. E o óbvio, ele precisa ser dito, só que com assertividade. E se analisarmos até assim de uma forma mais geral, quando a gente vai pontuar para alguém que atrasou conosco ou que não cumpriu, nós, na maioria das vezes, agimos de forma agressiva. Uhum. E aí tem um impacto também que seria poderia ser tema para um outro encontro, só que se a gente consegue ter assertividade, se alguém atrasou comigo e eu falo, ó, vou pegar a R, a Rúbia de exemplo, Rúbia, eu entendo que você tinha os seus afazeres e que você acabou atrasando, mas eu me disponibilizei para estar aqui no horário que a gente combinou. Se eu eu me atraso aqui com você, eu vou atrasar o resto dos meus compromissos durante o dia. Então eu estou falando pra pessoa o impacto que aquilo traz para mim, o como que eu me sinto que nós não costumamos falar dos nossos sentimentos. Eu não estou agredindo essa pessoa em momento nenhum, eu estou sendo assertiva. E isso é um treino que nós precisamos fazer no nosso dia a dia, em todos os nossos, em todas as nossas interações, porque a assertividade ela é a chave para construirmos relacionamentos saudáveis. Muito bem, hein? Que fala poderosa. Vocês estão dando um show aqui hoje, viu, minha? A nossa Francisca, fala pra gente, né? Inclusive, eu queria falar da descarga. Sim, da descarga da dopamina, né? Tanto no positivo como no negativo. Tudo é um vício, né? Então assim, voltando à dieta, nós não falamos geralmente: "Eu vou voltar à academia, eu vou iniciar a academia, eu vou três vezes, quatro vezes ao né, ao a semana". Mas o que que acontece? A descarga de dopamina, ela a gente geralmente quer o prazer imediato. Então assim, ah, eu vou em 3 kg, vou perder em uma semana, não é assim, né? É, é paulativo, né? é pausado, não é constante, não é um uma regra, né, que eu vá pra academia e vou perder 1 kg a cada dia, a cada três dias. Então, muitas vezes a gente procrastina, acaba que não indo à academia ou fazer fazendo exercício, porque a gente não vê aquela aquele prazer imediato que a gente tem tem, né? Então, é importante também falar sobre isso. É verdade, né? E e sobre honrar compromissos. A gente tá falando aqui de honrar compromissos com o outro, né? Mas eh a gente precisa, eu acho que aprender, me corrija se eu estiver errada, mas primeiro a gente tem que começar a honrar compromissos conosco. Se você consegue honrar o compromisso que você tem consigo, aí pode ser que você consiga daí honrar o compromisso que você fez com o outro. E aí você vai aprendendo a trilhar um caminho, porque se você não consegue honrar nem o seu compromisso, fica difícil, né? Você dá valor no no compromisso que você tem com outro. do cin fica totalmente pegando até o exemplo da Francisca de de dieta, que é uma das coisas extremamente delicadas quando a gente pensa no nosso comportamento humano que nós vivemos em função de reforçadores, então é muito mais reforçador eu comer uma lasanha do que eu comer um prato de salada. Então, se a gente for comparar esses dois parâmetros, é muito mais eh dopaminégico eu me enterter de gordura, de sei lá, de enlatados, do que eu ir lavar a salada, que vai exigir um alto custo de resposta. Então, nós vivemos numa cultura mais imediatista. Então, quando eu falo, vou até trazer um exemplo da minha vida pessoal, eu amo comida fresca. Para que eu tenha comida fresca em casa todos os dias, eu preciso cozinhar. Para eu cozinhar, eu preciso organizar minha agenda para ter tempo suficiente para preparar a minha refeição. E aí eu acabo optando por comidas mais saudáveis, porque é um compromisso comigo. E eu nem falo somente da questão de beleza, da questão de estética, mas da questão mesmo de saúde. Se nós olharmos pro ambiente que nós estamos inseridos diariamente todas as consultas médicas que nós vamos, quais que são os primeiros pontos? alimentação e atividade física, independente da especialidade. Se eu não consigo honrar o compromisso que eu tenho comigo de me alimentar saudável o máximo de vezes que eu consigo, como que eu vou honrar outros compromissos externos que não sou eu a única beneficiada que entra na parte de se colocar em primeiro lugar diante das situações? Eu estou dando um exemplo assim mais corriqueiro, pensando em alimentação, pensando em escolhas, mas isso pode ser generalizado para todos os outros ambientes e não é fácil você honrar o compromisso com você mesma. Então, acordar todo dia 5:30 da manhã para estar numa academia 6:30 é muito difícil, é muito mais gostoso e prazeroso eu continuar na minha cama, no quentinho. Mas aí, quais as consequências a longo prazo? eu vou manter o mesmo padrão de comportamento. E esse é o problema. Se eu continuo mantendo o mesmo padrão, eu não dou abertura para o meu cérebro lidar com os desafios. E entramos também na questão que nós estamos vivendo em uma cultura que romantiza também a questão do atraso ou de certa forma do não cumprir o compromisso. Tem vários memes na internet, eu adoro meme, e tem uns que falam mais ou menos assim, tipo, ah, e demorando aqui para me atrasar com calma. Isso é romantizar o atraso. E isso o nosso cérebro, ele vai ficando também meio preguiçoso, porque se eu que eu vou sair de casa com antecedência, se eu posso demorar mais tempo para chegar, vou me atrasar e aquela pessoa não vai dizer nada, que é o exemplo que eu citei anteriormente de comunicar para o outro quanto que aquilo nos afeta. Isso vai virando um ciclo vicioso de consequências negativas e também de padrões de sentimentos negativos que pode levar a um ciclo de ansiedade mais profunda. Se pensarmos na tensão que o período que antecede ao encontro ele vai gerar, isso pode ir me dando certos gatilhos também para crises de ansiedade, quando eu estou sobrecarregadas com um monte de compromisso que eu não consigo cumprir. E a longo prazo pode ser fatores desencadeadores de outras questões de saúde mental. Importante nada muda se eu não mudar, não é? E nada muda se eu não mudar. Começa em mim, igual a Rúbia falou. Lucine também eu vou dar um caso sobre mim. Eu sempre falava, eu não vou parar de comer carne porque eu tenho que cozinhar paraos meus filhos, paraa minha família. Então eu sempre dizia isso. Ai vai ser mais difícil, né? Voltando sobre alimentação e faz se vai fazer 6 anos em agosto que eu não como nenhum tipo de carne, né? Porque eu falei, teve uma hora que eu eu virei o botãozinho e falei assim: "Eu não quero mais", né? Respeito, né? Mas eu não quero mais. E aí as pessoas falam assim: "Como você começou?" Eu falei assim: "Começando pelo pelo início, né? Comece pelo começo." Então eu comecei por 21 dias, fiz essa experiência. Após 21 dias, realmente eu não quis mais voltar. Vai fazer 6 anos em agosto, gente, desde 2019 que eu não, né? Não posso um dia voltar, posso, mas hoje eu não como nenhum tipo de carne, né? Então é importante isso. E ainda voltando sobre o relógio que eu iniciei falando do Big Bang, o relógio em Londres. Ã, nós temos 24 horas, a Rúbia, eu, Lucineid, todos. Por que tem pessoas que falam: "Nossa, parece que eu tenho 20 horas diária". Todos nós temos 24 horas. É a nossa desorganização no mapa mental ou desorganização das nossas gavetinhas, né, mentais? Ou eh tem pessoas que realmente necessitam de um checklist, tem pessoas que necessitam de papel, tem pessoas que necessitam de agenda diária, né, de alarmes para beber água. Eu conheço pessoas que têm alarme para beber água, né? E então que façamos isso, né? Honrar compromisso. Será que eu vou esquecer? Então deixa eu olhar minha agenda. Deixa eu ter sempre uma agenda aqui comigo. Nada muda se eu não mudar. Exatamente. Nada muda se eu não mudar. Começa sempre por nós, né? Se a gente quer algo melhor, façamos para nós primeiro e aí depois a gente consegue ir trilhando o melhor caminho. Agora 8:51. Hã, vamos atender alguns, eh, eu ia falar pacientes, vamos atender os nossos telespectadores. E você que tá aí do outro lado com a gente, nossa, que bate-papo gostoso. Como é bom ter você, viu? Obrigada pela sua participação, pela sua presença aqui no estúdio Câmara. Produção, pode colocar aí as perguntas. A gente coloca uma pergunta pra Lucade, uma pra Francisca e vamos lá. O Felipe do Jardim Nova Europa tá com a gente. Alô, Felipe, bom dia. Prometer e não cumprir revela mau caráter ou pode ser só desorganização e falta de planejamento? Vamos lá, então, Lucine, atendeu o Felipe. É mau caráter. Olha, determinar uma pessoa com um mau caráter pel uma falta de organização ou de planejamento seria muito arriscado. Então, eu prefiro pensar a partir do princípio que as mudanças elas vão acontecendo de forma gradual. Então, nós temos dois pontos aí, a desorganização e a falta de planejamento. Se eu consigo ter um planejamento eficaz dentro da minha rotina, eu já estou bem organizada. Se mesmo mantendo esse planejamento e essa organização, eu continuo não cumprindo com a minha palavra, aí a gente pode pensar em outras questões relacionada ao caráter também, claro, e também relacionado a alterações cognitivas, porque se as mudanças elas começam a serem implementadas e a pessoa não consegue ter resultados, precisa se partir para um ponto de avaliação mais eficaz, até para que aquela pessoa saia saia do sofrimento. Porque quando a gente vê só na parte como mau caráter, nós estamos desconsiderando os sentimentos que aquilo pode trazer para esse indivíduo. Então, eu precisaria entender como que essa pessoa se sente depois de não eh honrar os compromissos, como que é para ela, desde quando que isso acontece, para que eu pudesse aí de certa forma traçar um plano de tratamento de forma mais eficaz. Mas uma coisa é que um processo terapêutico bem elaborado para essa individualidade desse dessa pessoa que tem essa dificuldade pode ter resultados muito promissores. Então, se for o caso, busque uma ajuda psicológica. Maravilha. Maravilha, Lucineid. É importante, né, a gente eh entender que assim, ah, é frustrante quando você não honra o seu compromisso, né? E de repente pode também acontecer, né, Francisca, que a pessoa que não honrou o compromisso, não ligou para avisar, ela se sinta envergonhada, ela tenha sentimentos também que que deixem ela ali fechadinha no casulo. Então tem os dois lados, né, tem o ponto de equilíbrio aí que precisa ser analisado. Tem, sabe por quê? Porque muitas vezes a pessoa a gente tá sem dinheiro para ajudar na despesa, na festa ou no alimento, né? Às vezes a pessoa tá sem sem transporte, às vezes a pessoa não tem como eh dispor daquele valor numa viagem, por exemplo, né? Olha, não deixei de ir porque eu não tenho dinheiro paraa gasolina, pro Uber ou pro ônibus. Então, as tem pessoas que fala simplesmente: "Ah, se eu não se eu não não dei retorno, é porque sabem que eu não vou". Não é assim. Muitas vezes, se eu conversei com a pessoa com amigos, o amigo vai te ajudar de repente. Então, assim, tudo é a falha, né? Então, às vezes a falha de comunicação dá em atitudes aí não assertivas. Então, importante é a gente sempre retornar, né? Então assim, alguém te mandou um WhatsApp, joia, já te respondo. Até tal dia eu vou te responder, né? Porque é ruim a gente olhar lá e falar assim: "A pessoa nem olhou e nem deu retorno." E-mail, né? Então hoje tá em desuso, mas assim, em organização, organização a gente utiliza muito e-mail. Então assim, ok, já te respondo, visualizei, né? Então assim, isso são pontos muito importantes, né? E metas escritas também. Nós todos precisamos de ter um um script, né, de ter uma orientação, uma organização, porque realmente a gente tá tendo muito estímulo hoje em dia. Exatamente. É verdade mesmo, né? E aquela resposta, ela faz toda a diferença, né? Nem que sejam OK, tudo bem, tá bom. E aí no WhatsApp a gente fala dessa da rede social, é tudo muito imediatista. E aí o que aconteceu? A gente aprendeu e entendeu que a pessoa tem que estar disponível o tempo todo, mas você de repente dar uma resposta aqui, ó, visualizei, não posso responder agora, depois a gente se fala, né? OK, tudo bem, eh, logo mais falo com você. Isso é importante, né? Porque você está dando uma devolutiva e você também está sendo assertivo na comunicação, né, Lucineid? Total. E essa parte das respostas do WhatsApp, ela é muito importante justamente para ser um um primeiro passo, porque se olharmos um um pouquinho só paraa mudança, então se eu tenho um padrão já de não responder mensagem no WhatsApp, eu já estou caminhando aí para ser uma pessoa que não honra compromissos, porque se alguém me manda uma mensagem, ela quer conversar comigo de alguma maneira, principalmente quando são perguntas. Se eu não posso responder ali de imediato, porque também nós temos 1 coisas para fazer, eu posso sinalizar aquela pessoa que eu respondo com mais calmo, eu posso deixar ali como uma mensagem não lida, mas se eu fizer isso, eu preciso voltar. Eu posso reservar um período do meu dia, depois do meu almoço, depois do meu café da manhã, depois do jantar, que são os tempos que a gente considera que tem uma janela aí maior, e simplesmente ir respondendo aquelas pessoas que estão ali querendo alguma interação comigo, porque daí se eu começo a fazer isso, eu posso ir generalizando para outras coisas. Exatamente. Bem importante e acontece no nosso dia a dia. 8:57. Mais uma pergunta pra gente. Vamos lá. Quem tá conosco, manda aí produção. Vamos ver. A Silvia do Jardim Chapadão. Procrastino tudo e já prejudiquei trabalho. Como saber se é só preguiça ou sinal de algo psicológico sério que exige ajuda profissional? Primeiro vamos dar uma pincelada rapidão e falar o que que é a procrastinação, né? A Silvia e do Jardim Chapadão tá falando com a gente. E eu peço então paraa Francisca eh explicar pra gente um pouquinho sobre a procrastinação e responder aí a Silvia, né? Ela pergunta se essa preguiça aí é sinal de algo psicológico, sério, e se ela precisa de ajuda profissional. Opa. Não estamos ouvindo você. Tirei. Desculpa. Procrastinar é quando eu sei que tenho que fazer aquilo, né? Eu tenho aquele eh aquele eh aquela responsabilidade, vou lá e não faço. Sento no sofá e falo assim: "Ah, depois eu lavo. Ah, depois eu vou, depois eu retorno", né? Então assim, procrastinar e aí se torna um vício mesmo. Quanto mais a gente procrastina, a tendência é a gente não eh ter descredibilidade mesmo. E não, não é um caso. E tem tratamento, lógico que tem, porque é mudança de mindset, né? Mudança de de estilo de vida, não foi o exemplo que eu dei do alimento, né? Então eu quis parar e voltando, se eu quiser mudar, eu tenho como, né? Então é, é começando. Eu também daria uma dica, tem um livro que chame Arrume a sua cama. Interessante, né? Foi um militar. Por que que a gente fala os militares eles são, né, o os soldados são categóricos e e seguem regras? Porque eles começam, né? Então assim, pequenas atitudes que podem mudar a sua vida e talvez do mundo arrume a sua cama. Eu faço esse teste e é verdade. Se a gente deixa a cama desarrumada, aqui fica desarrumado, né? O nosso entorno fica desarrumado. Então comece com pequenas atitudes, arrumando a sua cama, cumprindo sua jornada. O Drausio Varela, o médico que ele ele hoje ele é maratonista, mas ele fala assim: "Eu acordo 5 da manhã, mas eu não quero correr 10K". Aí ele fala assim: "Mas eu já vou deixar a roupa prontinha e o tênis do lado da cama". Ele acorda, ele fala: "Ai, que frio, mas eu vou colocar e vou correr 1 km". Quando ele vê, ele já tá correndo cinco. E aí quando ele vê, ele fala: "Para que que eu vou voltar? Deixa eu terminar meus 10k." Então, comece. Exato. Exatamente. Um ótimo exemplo, né? É pro nosso, é pra gente trazer pro nosso dia a dia e arrumar a roupa e deixar ali do ladinho. Eu vou falar para vocês que é algo que quando você acorda assim, você olha, fala: "Opa, ali o compromisso, bora". Eu faço isso direto todos os dias. Acordo muito cedo, então antes de dormir já deixo minha roupinha pronta para o próximo dia de trabalho. E quando eu acordo, eu abro os olhos assim, eu vejo a roupa ali, já vira a chavinha, opa, levanta, vamos embora que temos compromisso. E é assim que acontece. Então, a gente precisa sim eh eh fazer pequenas coisas, né, eh diárias e além disso comemorar as pequenas vitórias, porque a gente vai se autoincentivando a gente continuar e a gente melhorar cada dia, não é isso? Sim. E eu gostaria de complementar um pouco a fala da Francisca da pergunta anterior. Eh, o exemplo acho que a Silvia trouxe, ela teve um prejuízo na profissão, alguma coisa do tipo. Então, nós sempre partimos do princípio, principalmente o que a ciência nos ensina e nos dita a fazer como psicólogos, é se está trazendo prejuízos, está trazendo sentimentos negativos para a pessoa, então precisa ser olhado com mais atenção. Então, se ela estava em dúvida relacionado a uma ajuda profissional, talvez seja o momento de de buscar mesmo para entender um pouquinho mais sobre isso, em que cenários que a procrastinação acontece, porque também nós estamos aí num cenário aonde tudo hoje em dia é dito como procrastinação. É como se fosse lindo falar: "Eu sou procrastinadora, eu procrastino". E na verdade isso traz consequências muito desastrosas, como o exemplo que a Silvia deu. Exatamente. Essas palavras, né? Eh, às vezes soam bonito e as pessoas gostam de falar, mas tem uma intensidade que a gente precisa eh entender o que é e como isso pode nos beneficiar ou então atrasar toda a nossa vida. Então, não vai aí eh nesse negócio de, ó, que palavra linda, né? Tô procrastinando. Não faça isso. Assista o nosso estúdio Câmara, porque todos os dias a gente aprende aqui. Eu vou confessar que eu tô adorando fazer esse programa. É muito bom, tem tanta informação e e são coisas do cotidiano, sabe? E que a gente vai, vocês vão falando, a gente, olha, é tão bom, porque nós temos uma equipe maravilhosa e conseguem trazer pessoas aqui que contribuem e que e tem um peso todos os dias. É um ganho magnífico. Eu saio daqui assim pensando, uau, de novo, né? Mais uma vez. E e as pessoas de casa também participam com a gente, estão interagindo. Eu acredito sempre, falo e repito, todos os dias, a gente tá lançando uma sementinha muito boa e a gente espera que essa sementinha possa germinar aí, produzir bons frutos. A gente espera que a gente esteja eh abrindo um caminho para que você entenda, compreenda, comece a fazer sentido para você o autoconhecimento e que se você precisa, você enta a entender que você precisa de ajuda ou que que essa ajuda seja pelo menos para se conhecer. Busque ajuda de profissionais. Nós temos profissionais magníficos aqui todos os dias com a gente e você viu que é tão simples a conversa, é tão gostoso o bate-papo. E eu tenho que falar para você que, infelizmente, o nosso bate-papo de hoje tá acabando. Ah, mas eu falo que eu gostaria e continuaria aqui por horas e horas e horas conversando com vocês, porque é bom demais a presença eh eh dessas profissionais magníficas que trouxeram um pouquinho de conhecimento, contribuíram com a gente, compartilharam informações que com certeza fazem sim a diferença. Quero agradecer demais a sua presença, Lucineid, eh a sua contribuição, a sua fala, foi tudo de muita grandeza. Gratidão. Muito obrigada. Eu que agradeço. Inclusive, isso que vocês fazem já ajuda também a no processo de autoconhecimento, quando a pessoa está buscando conhecimento sobre determinados temas que fazem parte do dia a dia, ela está contribuindo para um bem-estar emocional também. Então, parabéns pela iniciativa. Maravilha. E nada seria possível sem a presença de vocês, é claro, né? Então a gente agradece muito a Francisca que veio, que contribuiu, veio com a gente através da internet, né? Tá aqui com a gente pelo Zoom. Ela é de Nova Odessa. Abraço para vocês aí de Nova Odessa, viu? E você, Francisca, muito obrigada por contribuir com informações, com falas que viram a chave, com falas que nos fazem parar, pensar e analisar. Opa, eu acho que eu vou mudar. o rumo da prosa, vou mudar o rumo do meu caminho, né? E e isso é importante porque a gente deixa, a gente lança essa sementinha. Obrigada mais uma vez pela sua participação. Eu que agradeço pelo convite, tá? E é realmente é uma psicoeducação que vocês estão fazendo diariamente, né? No povo, na população. Continue, tá dando super certo, tá dando resultado. E uma outra dica é que que nós seremos, né? Qual o exemplo que nós seremos? qual o nosso legado? Então, é interessante a gente parar e pensar o que que eu tô deixando para as próximas gerações, para, para exemplo, né, numa escola, numa instituição, num bairro, numa comunidade, né? Antigamente a palavra era tudo, né? Não existia o fiado na padaria, no comércio, porque eu acreditava naquela pessoa. E então vamos dar mais credibilidade à nossa obra. Obrigada, gente, maravilhosas. E com essas mulheres, né, maravilhosas, com esses ensinamentos, a gente encerra o nosso estúdio Câmara de Hoje, agradecendo você pela audiência, pela companhia, a nossa equipe, a nossa produção, nosso time, né? Time grande por aqui, viu? Ninguém faz nada sozinho, não. Então, gratidão, turma. E amanhã a gente te espera ao vivo a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Quero lembrar que hoje nós temos eh o jornal Câmara Notícia para você, tá? Com informações do legislativo campineiro e também de toda a nossa metrópole. Tem a programação da TV Câmara Campinas que é sensacional, produzida com muito carinho, especialmente para você. E claro que tem também os eventos, né, que a gente transmite direto eh do legislativo, direto da Câmara, sempre ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, tá certo? Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Um beijo grande, fica bem, ótima terça-feira e amanhã a gente se encontra a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Camará. Beijo grande para você. Valeu, hein? Ó, bora honrar os compromissos. É importante para você e para um outro também. Tchau, tchau. Fica bem. [Música] [Música]