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Estúdio Câmara | Por que pessoas sentem sono no trabalho?
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Estúdio Câmara | Por que pessoas sentem sono no trabalho?

184 views Publicado 02/05/2025 HD · 1:02:29

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😴 Sono no Trabalho: Exaustão, Burnout e Seus Direitos! | Estúdio Câmara AO VIVO Você sente sono durante o expediente? Acorda cansado mesmo depois de "dormir"? Já cochilou no ônibus a caminho do trabalho? 😩 Este episódio do Estúdio Câmara é um verdadeiro alerta para sua saúde e sua produtividade! Nesta sexta-feira, mergulhamos no universo do sono com especialistas que explicam por que o descanso deixou de ser um luxo — e passou a ser uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho moderno. Recebemos no estúdio a psicóloga Tábita Maganete, especialista em psicologia do sono, que esclareceu como a má qualidade do descanso impacta nosso humor, nossa memória e até nossa imunidade. Descubra por que dormir bem é tão vital quanto se alimentar — e como ajustar sua rotina para acordar realmente renovado. Pelo Zoom, o advogado trabalhista Guilherme Massaioli trouxe os bastidores da legislação e explicou em detalhes: o que a Justiça do Trabalho diz sobre trabalhadores sonolentos? Você sabia que a exaustão pode ser considerada doença ocupacional? Que o burnout é oficialmente reconhecido como problema relacionado ao ambiente profissional desde 2022? Pois é… a sonolência pode ser o sintoma visível de um problema invisível, e você precisa saber seus direitos. 📊 A conversa ainda abordou: Home office e a armadilha do “trabalhar da cama” Sono pós-almoço: por que sentimos tanto? Escalas 12x36 e 16x32: descanso ou ilusão? Medicamentos para dormir: alívio ou risco? Cochilos estratégicos e a importância da rotina Durma com essa: o sono é a recarga natural do nosso corpo — negligenciar isso é correr um sério risco de adoecimento físico, emocional e até jurídico. 📺 Um programa que une saúde mental, direitos trabalhistas e qualidade de vida. Reflita com a gente e compartilhe com quem vive cansado e não entende por quê. É hora de priorizar seu bem-estar — e isso começa com uma boa noite de sono. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 📌 Dados do vídeo: Link do vídeo: https://youtu.be/5VVk0j5dDkM #SonoNoTrabalho #Burnout #ExaustãoMental #PsicologiaDoSono #DireitoTrabalhista #HomeOffice #TrabalhadorBrasileiro #CansaçoCrônico #SaúdeMental #EstúdioCâmara

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[Música] Olá, muito bom dia. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Estúdio Câmara, nosso encontro diário para pensar e refletir sobre os temas que impactam a nossa vida. E hoje é sexta-feira, dia 2 de maio. Nós vamos falar sobre um assunto que afeta diretamente a nossa produtividade, saúde mental e até mesmo a segurança no ambiente de trabalho. Vamos falar do sono, gente, ou melhor, a falta dele. Quem nunca sentiu aquele peso nos olhos depois do almoço ou teve dificuldade de se concentrar por estar exausto? Mas e quando o cansaço vira rotina? Qual o impacto disso no desempenho? profissional e na qualidade de vida. Hoje nós vamos tentar descobrir porque sentimos sono durante os períodos de trabalho com os especialistas que já estão conosco aqui no estúdio. A Tábita Maganete vai falar sobre a psicologia do sono. Muita coisa boa para você entender, para você eh eh são informações que a gente precisa ter pro nosso dia a dia. E ela trabalha com a psicologia do sono e vai falar pra gente se estamos dormindo bem ou ou não, né? E com a gente também, eh, nós estamos com o advogado trabalhista, ele está com a gente pelo Zoom, é o Guilherme Massaioli. Seja muito bem-vindo, doutor. Daqui a pouquinho também fala conosco sobre o que preconiza as leis trabalhistas eh quando nos referimos a um sono muito forte no trabalho. O que tá acontecendo com a gente? Será que você está exausto, né? E aí você tem algum direito? Vamos conversar sobre isso com o nosso advogado também. E agora vamos atualizar as notícias para você. Olha só, surto de doenças respiratórias altera funcionamento da saúde aqui em Campinas. A cidade está passando por um enfrentamento de aumento expressivo nos casos de doenças respiratórias, como gripes, resfriados e quadros virais diversos, o que tem gerado impacto direto no atendimento das unidades públicas de saúde. Então, por conta desse surto, a prefeitura decidiu manter o funcionamento dos centros de saúde mesmo durante o feriado prolongado, tá? Essa medida visa garantir a assistência à população e também aliviar a pressão sobre os prontos socorros e hospitais da cidade que já registram o aumento na demanda. A recomendação da Secretaria de Saúde é para que em algum em casos leves, né, as pessoas priorizem as unidades básicas e evitem recorrer aos prontos socorros que devem ser reservados para situações de maior gravidade. E além disso, a população deve reforçar os cuidados preventivos, como lavar bem as mãos, usar álcool em gel e, se possível, é máscara, né, em locais fechados com aglomeração. A orientação é clara. Ao menor sinal de febre, tosse ou dor no corpo. Procure atendimento médico e evite contato com outras pessoas, principalmente crianças e idosos. E é claro, né, a gente tá no outono um tempinho frio de manhã, à noite também propício, né, para resfriado, gripe e a gente precisa assim tomar todo o cuidado. Hoje, sexta-feira, amanhã sabadão. E olha só, culinafro. Culinafro celebra cultura de sabores gastronomia afro-brasileira aqui em Campinas. O Culinafro é um festival de cultura afro-brasileira e africana e chega a sua sexta edição neste sábado, amanhã, dia 3 de maio, do meio-dia até às 10 da noite, na Estação Cultura aqui em Campinas. A entrada é gratuita. O evento celebra a diversidade e a resistência da cultura afro por meio da gastronomia, música, artesanato e moda. E é organizado pelo projeto Saberes e Sabores, sob a direção do Afrochefe Marcelo Reis. O festival vai contar também com expositores comprometidos com a sua proposta e também vai abrir espaço para apresentações artísticas, feiras de cultura, criativa e empreendedorismo negro, também palestras e oficinas. O evento é uma oportunidade única para vivenciar os sabores e saberes da culinária afrobrasileira e africana, além de fortalecer a valorização das tradições culturais e promover o intercâmbio entre os profissionais e o público, né? Então já sabe, Estação Cultura tem movimento sabadão, tá? E agora a previsão do tempo para este final de semana. Vamos lá. Hoje, sexta-feira, solvens, não chove. Aproveita, hein? Mínima eh 16, máxima 26 para sexta-feira. Vamos lá para sábado. Nós temos aí um dia eh com muitas nuvens. À noite deve ser de céu nublado também. Temperaturas amenas. Ixe, vai fazer friozinho sábado também, então tá bom. Sábado a mesma temperatura. Olha aí, sexta, sábado e domingo, mínima 16, máxima 26, tá? Então, o sábado tem nuvens sem chuva, domingo sol com alguma algumas nuvens e também sem chuva. Então, praticamente sexta, sábado e domingo nós temos a mesma temperatura e a mesma condição do tempo, tá certo? Então, essa é a previsão do tempo para você para este finalzão de semana. E agora sim, nós vamos iniciar o nosso bate-papo com os nossos convidados, nossos entrevistados e a gente vai falar de sono, né? Segundo a agência Brasil, em 2024, o Brasil registrou um número recorde de afastamentos eh de trabalho por transtornos mentais e comportamentais. Mais de 472.000 casos, incluindo episódios de ansiedade, depressão, estresse e burnout. A má qualidade do sono foi apontada, gente, como um fator agravante em muitos desses casos, afetando diretamente o desempenho e a saúde dos trabalhadores, né? Então agora nós vamos apresentar os nossos convidados que vão nos ajudar a entender mais sobre esse assunto. Comigo aqui no estúdio, nós vamos conversar com a Tábita Maganete. Ela vai falar sobre psicologia do sono. Ela é psicóloga e entende tudo sobre uma noite de sono bem dormida. Será que você tá dormindo bem ou não? Ela vai contar pra gente. Se a gente dorme bem, seja bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos. É muito prazer. Meu nome é Tábita, sou psicóloga clínica, psicóloga especialista em sono e psicologia do sono. Atendo em Valinhos aqui na região e trabalho na área do sono há mais de 6 anos, né? E escuto e dentro da área de promoção à saúde, escuto falar de sono há muito mais anos, mas sempre falando muito mais do ambiente externo ao Brasil. esse assunto e essa demanda, ela tem crescido realmente, né, cada ano que passa aqui dentro do nosso país, dentro das realidades das empresas, como uma grande preocupação. Olha aí, e é sobre isso que nós vamos falar e quando a gente fala realidade das empresas, a gente já direciona também para a apresentação do nosso convidado, né, o nosso advogado trabalhista Guilherme Maçaioli. É isso, acertei, Dr. Guilherme Massaioli ou Massaioli, seja muito bem-vindo. Prazer em receber. Muito bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Tábita. Bom dia a todos os opa espectadores. Eh, meu nome é Guilherme Gois Maçaioli. Nome italiano, é um pouco difícil de dizer mesmo. Eu sou advogado trabalhista, sócio da Gois Maçaiol Advocacia. ato na área do trabalho há mais de 10 anos e já vi alguns casos relacionados ao sono no trabalho. Inclusive, eu acho que esse é um tema muito atual na justa do trabalho, nos debates, porque é uma, vamos dizer assim, é um algo que está atingindo muitos trabalhadores, a exaustão, o sono e a gente vai poder contribuir nesse debate. Ai, que legal. Fico muito feliz com a participação desses dois profissionais especialista, né? Especialistas, aliás. e vão trazer pra gente informações sobre sono da parte jurídica, quando a gente fala de trabalho e da parte psicológica quando a gente fala o que afeta, né, no nosso nossa saúde mental, essa questão aí de uma noite não bem dormida. A Tábta, que é Tábita, que é psicóloga, especialista em sono, ela vai falar pra gente por que o sono ele é tão essencial para o funcionamento do nosso cérebro e do nosso corpo. A gente tem essa ideia errada de que dormir é perder tempo às vezes, né? Mas a verdade é que quando o corpo trabalha para recuperar energia, regular hormônios, até a memória ela funciona melhor no outro dia, não é? Com certeza, Rúbia. O sono, ele tá totalmente conectado com a nossa qualidade de vida e com a nossa saúde integral. Quando a gente fala de sono, a gente tá falando diretamente sobre o nosso funcionamento fisiológico, nosso funcionamento emocional, né, e as nossas também e a nossa forma de se relacionar na sociedade, porque isso afeta também. Então o sono ele tá e ele está paraa nossa saúde assim como nós nos alimentarmos bem, assim como a gente ingerir líquidos, né, assim como a gente respirar, né? Dormir ele não é eh um luxo. Aham. Né? Ele é um direito nosso, né? De qualidade de vida, para que a gente possa de fato eh ter uma vida, uma saúde integral, né? E poder viver plenamente. Muito bem. Olha só, né? Dormir não é um luxo e você precisa se recuperar para outro dia você estar pleno para poder trabalhar, porque todo mundo trabalha, né? E a gente vai, se você não tem uma noite boa de sono, você vai sentir sono onde? no trabalho. E aí é que nós vamos conversar com o nosso advogado, porque eu quero saber o seguinte, em sinais de sonolência, né, e fadiga que possam ocasionar algum eh problema no trabalho, o que que a justiça do trabalho preconiza para esse trabalhador, por exemplo, doutor? Bom, vamos lá, Rúbia. Inicialmente, o mais importante é que se diagnostique a patologia que esse trabalhador tá enfrentando, até porque só assim a gente vai ter dimensão de qual a necessidade desse trabalhador, seja pelo afastamento temporário pelo INSS, seja até por um caso mais drástico, uma aposentadoria por invalidez ou em casos menores, uma limitação das atividades. E se o médico identificar tem que haver uma limitação das atividades, esse trabalhador vai apresentar esse atestado pra empresa e a empresa tem que respeitar, tá? Esse é um tema muito moderno, como a gente já mencionou. O Burnout, só para comentar, inclusive passou a ser reconhecido como doença ocupacional só em 2022 pela OMS. E agora em 2025 é que se estabeleceu na NR1 que fala sobre saúde e segurança do trabalho, que as empresas devem avaliar os riscos psicossociais dentro da sua gestão de saúde e segurança no trabalho. E o trabalhador, inclusive, se perceber que está sendo desrespeitado, ele pode fazer a denúncia pro Ministério Público do Trabalho que vai avaliar e eventualmente punir a empresa por isso. Uau. Então, novamente, apenas resumindo, a gente precisa primeiro do diagnóstico. tendo o diagnóstico, isso pode ser reconhecido como uma doença ocupacional. Nossa, olha só, né? Eh, são coisas assim que a gente precisa ter o entendimento com especialistas pra gente saber qual rumo a gente deve tomar. No caso aqui estamos falando da questão da sonolência, né, do sono. Mas será que é só pelo fato de você não ter dormido bem essa noite, que você tá com sono? Agora, doutor, eu te pergunto, em situações que envolve acidente de trabalho por conta da sonolência do trabalhador, né, o trabalhador está trabalhando, não tá legal, está sonolento e aí a atenção, claro, é diminuída, né, e esse trabalhador ele sofre um acidente de trabalho. O que que acontece? Daí é responsabilidade do trabalhador porque ele foi trabalhar com sono, do eh empregador porque precisava de ter aí uma atenção a mais com essa pessoa, né? Porque ela já vem apresentando sinais. Como que a gente pode tratar isso? Bom, eu acho que como tudo no direito, a resposta é é subjetiva. A gente tem dois caminhos aqui. Identificar uma culpa exclusiva da empresa ou do trabalhador. Se perceber que a culpa é exclusiva do trabalhador, ou seja, ele por desleixo, imprudência, negligência, acabou eh dormindo, caindo ali num num período em que ele ficou desatento e sofreu acidente de trabalho. Aí nós podemos estar falando de uma cusiva da da vítima do do empregado e não e nenhuma responsabilidade da empresa. Agora, esse é um é o tipo de hipótese que é uma exceção dentro da justiça do trabalho. É muito difícil que a empresa não tenha nenhum tipo de culpa. E aqui eu digo algumas hipóteses, como você mesmo disse, eh, e se esse trabalhador tem o reconhecimento da doença, já tem essa papelada com a empresa, ele já tem ciência desse problema eh eh psicológico do trabalhador, então ela precisa agir e colocar meios de proteger esse trabalhador dentro do ambiente de trabalho, não colocá-lo em atividades e eh que possuem um excesso de de atividade ou então em situações de mais risco, né, que ele precisa ter uma atenção maior, estabelecer normas de de segurança dentro do trabalho, treinar esse trabalhador e a mesmo fiscalizar. Não basta apenas criar treinamentos, criar métodos, entregar a EPI se não fiscaliza. Se não fiscaliza, tem culpa também a empresa. E aí, se acontecer um acidente de trabalho, está ocorrendo um dano com esse empregado e ela deve reparar esse empregado com indização moral, material e assim por diante, conforme diz o artigo 927 do Código Civil. Muito bem, doutor. Muito obrigada pela sua resposta, né? e assim vai ampliando os nossos horizontes. Agora, Tábitta, você que trabalha, né, com a psicologia do sono, como é que a gente entende que a gente está com privação de sono, né? Qual que é o nível de sono? Tem como medir? Como é que a gente entende isso? Ah, você termina de almoçar, você tá trabalhando, né? Aí tá belezinha, terminou de almoçar, bate aquele soninho. Isso é normal, né? Quando é que acende o alerta? Sim, é muito importante esse esse essa observação, Rúbia, porque hoje, infelizmente, ainda a gente vive num numa sociedade que normaliza não dormir bem. Uhum. Né? A gente tem uma sociedade que fala assim: "Ah, você conversa com as pessoas, a pessoa fala assim: "Ah, mas eu não durmo bem há mais de 10 anos, né?" Então, como se isso fosse uma coisa natural e não é natural. Então, como é que a gente dentro da ciência, dentro da o que que a literatura ela preconiza e ela fala? como que a gente começa a entender se existe um problema de sono? Uhum. A primeiro dado que a gente sempre vai avaliar é o dado subjetivo daquela pessoa, o quanto ela está satisfeita, se ela tá se sentindo cansada, se ela não se ela sente que o sono dela não é reparador, né? Então são são dados são fundamentais, porque tem pessoas que chega no consultório, ela fala assim: "Mas eu dormi 10 horas de durante esse dia". E aí quando a gente começa a entender como é que foi esse sono, foi um sono fragmentado ou essa pessoa tem uma uma cor uma uma um distúrbio do sono que a gente chama de apneia, que é o ronco. Aquela pessoa, ela ronca, ronca, ronca. E o ronco, apenas uma observação, ele é uma, ele é um uma situação em que eu paro de respirar quando eu tô dormindo, né? E esse parar de respirar quando eu tô dormindo, ele provoca em mim eh um microdespertar. E esses microspertares vão acontecendo ao longo da noite. Então essa pessoa, por exemplo, que ronca, que tem muito trabalhador nessa condição, ele chega e ele fala assim: "Mas eu dormi bastante, tanto que se eu sentar aqui agora, eu durmo. Eu durmo esperando o ônibus no ponto. Eu já dormi eh dentro do ônibus indo para casa. Então, a gente precisa entender também o por que essa pessoa tá com tanto sono, porque pode ser que de fato ela não tá tendo um sono reparador. Então, a gente tem que investigar, assim como aquela pessoa que já chega no consultório falando assim: "Eu não consigo dormir nada. Eu deito na cama, mesmo com sono, eu não consigo adormecer". Então, a gente sempre precisa entender o que que tá acontecendo, se você tá dormindo muito ou se você tá dormindo pouco, isso pode dar um alerta que isso pode ter um problema. E por isso que é muito importante você fazer uma avaliação médica, passar por um um médico especialista em sono ou numa psicóloga especialista de sono para poder entender o que que tá acontecendo com você. Normal, não é? Olha aí, né, gente? Importante a gente saber disso. Você sabia que existia uma psicóloga especialista em sono, né? Que coisa, como é que você estuda o sono? Como é que como é que é a avaliação de um psicólogo que é especialista em sono? E quando eu devo procurar, quando eu percebo que o meu cansaço está eh excessivo, que eu não estou conseguindo dormir, daí eu chego lá psicóloga, eu preciso de um psicólogo especialista em sono, como é qual que é a a avaliação que você vai fazer? Como que funciona? Sim, normalmente tem muitas pessoas que não chegam diretamente com a queixa de sono. Ela chega com uma queixa de ansiedade, ela chega com a queixa do stress, do burnout. E dentro dessa triagem que a gente faz, da namnese que a gente faz, a gente vai entendendo o que que tá ruim naquela vida daquela pessoa e o que que tá bom. E uma das coisas que a gente vai identificando é o sono. Exatamente porque as pessoas elas não associam o não dormir bem ao meu problema de saúde que tá acontecendo. Então às vezes essa pessoa ela tem uma ela tem tem crises de ansiedade, lógico que ela pode ter outras situações já associadas nessa crise, mas que ela não dorme bem. Então, eh eh esse essa privação de sono, ela pode potencializar essa crise de ansiedade. E é muitas vezes é aí que essa pessoa procura ajuda. Mas dentro da psicologia, falando até como é que funciona o tratamento de sono, existe um protocolo específico e ele tem validação científica pro tratamento, que é a terapia cognitiva comportamental pro Inspremensônia, onde a gente vai entender todos os aspectos, que sejam os aspectos comportamentais e os aspectos cognitivos, que é a forma como eu me relaciono com o sono. Então, o meu comportamento, se eu tô deitando na cama, levando o celular, vou assistir uma série antes de dormir, todos esses comportamentos pequenos são comportamentos que podem prejudicar a minha qualidade de sono, assim bem como a forma como eu me relaciono. O que que eu quero dizer com isso? Tem pessoas que eh não gostam de dormir ou que acham que dormir é perda de tempo. Então elas têm uma má relação com esse sono e ela evita dormir ou ela ela foge desse sono. E essa e e esse afastamento que essa pessoa faz ao longo do tempo vai gerando um distúrbio ou problemas, né? Tem muitas pessoas que chegam no consultório e que falam assim: "Eu não consigo dormir, eu deito a cabeça no travesseiro e eu fico pensando em tudo que eu tenho que fazer no dia seguinte". E aí, eh, a gente precisa trazer técnicas para essa pessoa para que ela possa, eh, poder adormecer com qualidade, sem ter essas preocupações. Então, são técnicas que a gente usa dentro da psicologia para poder promover mais qualidade de vida para essa pessoa. Muito bem. Olha aí, você tem dormido bem, hein? Tá com soninho aí, né? de manhã tá com sono, precisa prestar atenção na qualidade do seu sono. Agora, Dr. Guilherme, a popularização do home office, né, fez com que a a quem optou para para por trabalhar no home eh pudesse flexibilizar o horário. E a gente sabe que muita gente aí que flexibilizou o horário optou por trabalhar mais no fim da tarde, início da noite. Isso, claro, vai se estender e a pessoa vai acabar ficando sem sono por conta eh do do computador, por conta dessa da luz, né? Então a gente sabe que que o excesso de tela vai fazer assim a gente perder o sono. Agora na questão trabalhista, né, como que a legislação trabalhista ela enxerga essa flexibilização de horários eh quando a gente fala da saúde do trabalhador e especificamente nesse caso quem está em home? Bom, vamos lá. Em home office existe um artigo que é o 62 da CLT que prevê algumas hipóteses em que não há o controle de jornada. Nesse caso, mesmo que se faça mais horas dentro do ambiente de trabalho, não vai receber como horas extras, mas vai ter uma flexibilização maior. Em tese, ele vai poder, eh, por exemplo, fazer um horário a menor, mas na prática o que a gente tem visto é uma transferência de responsabilidade do do negócio da empresa pro trabalhador. A empresa acaba cobrando essas horas, não adimplindo esse trabalhador como ele deve, causando o maior desgaste. e eh eventualmente gerando doenças ocupacionais, né? Então hoje o trabalhador home office, ele tem essa dificuldade de estabelecer o que que é o horário de trabalho e o que que é o horário de lazer dele. Porque o artigo 62 no parágrafo terceiro da CLT dispôs dessa forma que não é eh necessário a anotação do controle de jornada se o trabalho for por tarefa ou produção, né, dentro do home office. O que a jurisprudência tem feito? É uma jurisprudência um pouco minoritária, mas eu tenho visto julgado nesse sentido, que estendem um pouco o requisito paraa aplicação desse artigo em que a o controle da jornada ele tem que ser impossível, ou seja, não tem como controlar aquela jornada e aí sim você pode aplicar esse entendimento do artigo 62, onde não vai haver o controle da jornada. E naturalmente isso impacta diretamente o sono do trabalhador, porque normalmente se ele não tem o controle da jornada, ele não tem como, ele não tem como não, desculpa, ele trabalha uma jornada mais extensa. Normalmente ele trabalha e acaba impactando diretamente no sono desse trabalhador, que às vezes não tem nem o descanso entre as jornadas, né, que a CLT estabelece de 11 horas. Ou seja, você não pode trabalhar nesse eh trabalhar nesse período de 11 horas, tem que descansar. E entre as semanas tem que ter um intervalo de 24 horas. Esse trabalhador home office muitas vezes é confundido. Horário de lazer, horário de trabalho, ele acaba extrapolando e não e ainda pior não recebendo por essas horas. É muito, muito bem lembrado, né, pelo doutor. E essa questão do home office é algo que acende um alerta, não é mesmo? Porque a pessoa ela igual ele falou, ela trabalha, trabalha, trabalha, trabalha e enfim, se você, o home é assim, né? você tá trabalhando, você tá no seu computador, mas daí você vai fazer algo que é pessoal, você também tá no computador. Então você fica ali o tempo todo se dedicando aquela luz, né, da tela que vai sim mexer com o seu psicológico e afetar o seu sono. Então o home office é bom a gente se atentar, não é, D? Com certeza. Com certeza. Rubert, Dr. Guilherme comentou muito bem essa questão do home office. Eh, existe um cuidado que a gente precisa ter quando a gente trabalha de casa. né? Quando a gente fala de sono, a gente tá falando das nossas 24 horas. Então, a gente não tá pensando somente na hora que a pessoa está deitada na cama. A gente precisa entender como é que é o funcionamento dessa pessoa durante o dia. Uhum. Então, por exemplo, se eu trabalho de home office, eu passo um dia inteiro dentro de uma sala fechada na frente do computador, eu não tô caminhando, eu não tô me expondo a ao dia, a luz solar natural, né? eu não estou me relacionando com outras pessoas. Então tudo isso pode ser um agravante para minha qualidade de sono. Até porque, e aí é uma um cuidado que a gente precisa ter e é lógico que a gente precisa entender a realidade de vida de cada pessoa, é que é muito importante que quem trabalha em home office não trabalhe na cama. A gente não pode associar a nossa cama a trabalho e a qualquer outra coisa que não tenha que saia da função do relaxamento. Então, a gente precisa estar num ambiente separado da nossa cama. Ah, eu eu moro num uma casa de um cômodo, eu não tenho esse espaço. Procure pelo menos não ficar na cama. Saia da cama, coloque uma cadeira, adapte uma mesa, mas deixe a cama para o seu descanso, para que seu cérebro ele possa associar que sim, acabou o meu trabalho, agora eu vou descansar. Uau, né? E você aí com o seu notebook trabalhando todo lindo, toda linda na cama, né? Aí, então tem que tomar muito cuidado com isso. E você sabe que esse negócio de trabalhar na cama, quando você uma pessoa que vai que é é design lá, vai fazer um web design, vai fazer montar, né, criar um site, que a pessoa vai lá, vai à noite, senta lá na cama, né, e começa a trabalhar. Quando vê, já passou a noite, tá de madrugada, a pessoa não dormiu, ela levanta, toma um café, volta, continua trabalhando e aí ela vai entrando pra questão da exaustão, né? Então é importante a gente se atentar o local que a gente faz o home, porque o home office nada mais é que você trabalhar mais da sua casa. Só que você está no conforto da sua casa, mas você precisa de um local, um ambiente reservado para você executar esse trabalho. Muito bem colocado, porque eh tem muitas pessoas que fazem isso. Eu sou uma delas, né? já me peguei várias vezes com o notebook fazendo algum tipo de trabalho ou escrevendo ou enfim ou até mesmo lendo, mas ali, né, ah, na cama. E a gente precisa se atentar com essa situação. Nós estamos com o estúdio Câmara para você. Hoje, sexta-feira, estamos falando sobre sono, né? você sonolento no seu ambiente de trabalho e nós estamos com uma psicóloga do sono, ela estuda sim o nosso sono e estamos também com advogado que fala o que preconiza eh o o trabalho, o Ministério do Trabalho, né, as leis para o trabalhador que que sofre, né, dessa questão aí de sonolência no trabalho. Agora, eh, eu pergunto pro Dr. Fernando, o seguinte, as empresas, né, elas estão legalmente obrigadas a a adotar um tipo de política ou ação que possa promover o bem-estar do funcionário com pausas regulares aí, né, tem um período específico em que o funcionário ele precisa descansar ou então está preconizado por alguma lei para que a gente tenha um pouco mais de qualidade de vida no trabalho quando a gente fala aí da questão do sono. Bom, vamos lá. Qual que é a única pausa e que eu acho que é de conhecimento de todos? É o intervalo intrajornada previsto pelo artigo 71 da CLT. Lá prevê que para jornadas inferiores a 4 horas não tem intervalo. De 4 a 6 horas tem 15 minutos de intervalo e 6 horas para cima 1 hora de intervalo. É importante que o trabalhador saiba, nesse intervalo ele pode fazer o que ele quiser. Ele gosta da melhor maneira. Ele pode dormir, ele pode sentar, descansar, mexer no celular e no banco. Então é importante que essa pausa que ele faça, ele descanse, ele repouse para retornar pro trabalho de uma maneira mais saudável. Inclusive, isso é norma de saúde e segurança no trabalho. Só pode ser regulado pela Constituição e pela CLT. Convenção coletiva, sindicato, não pode regular para menor, só para maior. O máximo do intervalo é de 2 horas que prevê a legislação, né? O que que eu destaco aqui? Não existem ainda pausas específicas para descanso do sono, vamos assim dizer, né? Dentro do ambiente de trabalho. Ainda não existe nenhuma categoria que foi privilegiada com esse tipo de benefício, mas existem algumas categorias que são diferenciadas, que têm pausas diferenciadas. E aqui eu gosto de trazer sempre o caso do operador de telemarketing. A, o operador de telemarketing, ele é regulado pela NR17. NR17 dias que o trabalhador de telemarketing ele só pode ter uma jornada máxima de 6 horas e aí diferente do que a CLT preconiza, ele pode ter um intervalo de 20 minutos e duas pausas de 10 minutos. Ou seja, é uma disposição especial que a lei prevê para esse trabalhador porque entende que ele precisa dessas pausas, desse repouso para uma questão de ergonomia no trabalho, inclusive também para descanso, repouso e novamente aí é um repouso que ele escolhe com ele vai querer usufruir, né? da melhor maneira que ele quiser. Então, é importante também se observar a NR17, que ali prevê questões de ergonomia além do operador de telemarketing para segurança do trabalho, inclusive de pausas para casos nesse sentido, como o operador de telemarket que eu mencionei. Muito bem, dout. Guilherme, agora daquelas profissões noturnas, né? Eh, na sua experiência, que tipo de casos relacionados a exaustão ou distúrbios do sono mais frequente chega até a justiça do trabalho? As pessoas que trabalham à noite, né? E e aí elas precisam mudar esse hábito, né? dormir de dia e dormir e trabalhar à noite. Depois a gente vai falar com a Tábita sobre a qualidade do sono de quem dorme de dia. Agora, na questão trabalhista, tem alguma eh alguma ação, algo que o senhor acompanhou que pode trazer pra gente, alguma jurisprudência de pessoas que trabalham, né, no período noturno e que, eh, por um motivo ou outro, ou pela privação mesmo do sono, tiveram que entrar eh com a justiça para poder ter os seus direitos garantidos ou então eh eh tiveram que ser afastados por conta de problemas de saúde. Eu vou trazer aqui um caso que eu tenho certeza que muita gente que está assistindo a gente já presenciou. Quantas vezes você não foi na portaria do seu prédio ou na entrada do condomínio e presenciou o porteiro dormindo. Acontece, infelizmente não é para acontecer. Claro, é uma função que demanda uma atenção 100% do tempo, mas acontece. O que que acontece quando as empresas pegam esse trabalhador dormindo? Em muitos casos ele sofre uma justa causa no trabalho. Entende-se que é uma falta grave, gravíssima e que, portanto, justificaria a aplicação da penalidade máxima dentro de um contrato de trabalho. A jurisprudência tem entendido de duas formas, são duas formas realmente bem divididas. Um lado entende que é uma falta grave, uma falta gravíssima, porque novamente esse trabalhador precisaria ter 100% da atenção do tempo, no tempo dele. E tem uma outra parcela dos juízes que entende que paraa aplicação da justa causa precisaria ter um histórico de faltas anteriores aplicadas para esse trabalhador, ou seja, uma gradatividade das penalidades, uma aplicação de advertência, depois uma suspensão e aí sim uma justa causa. Então, uma jurisprudência um pouco dividida. Eu já atuei em caso nesse sentido e é sempre uma surpresa, depende muito do juiz que vai julgar aquela lead, né? O que que é importante? Tem muito trabalhador que trabalha realmente no período noturno, como porteiros e vigilantes, que eu mencionei, escala 12 por 36 é a mais comum, trabalha 12 horas e descansa 36 dias, que em tese elit entende que é saudável estar dentro de uma de uma de uma vida saudável de um trabalhador, né? No entanto, o que que é comum, que eu vejo bastante, que acaba influenciando nesse sono, é que esses trabalhadores eles ocupem as 36 horas de descanso dele. Então, no período que ele deveria estar dormindo, em casa, descansando, não. Ele acaba conseguindo até outro emprego. E a CLT não impede que o trabalhador tenha outro emprego nesse período, né? não há o requisito da exclusividade dentro dos contratos de trabalho. Então é uma realidade que eu vejo bastante e que eu tenho certeza que impacta diretamente no soro desse trabalhador noturno, porque ele trabalha num dia 12 horas, que é até acima do que a CLT prevê, que são às 8 horas prorrogáveis por mais 2 horas. E no dia seguinte, período que ele deveria estar descansando, que é uma situação excepcional, 36 horas de descanso, ele tá trabalhando de novo, ou registrado ou fazendo algum bico e impacta diretamente e acaba resultando nesse tipo de caso que eu mencionei. Verdade, né? Agora a nossa psicóloga do sono vai explicar pra gente esse primeiro e essa questão, né, de 12 por 36. A pessoa trabalha primeiro, trabalha à noite. Vamos lá. Trabalha à noite. Qual que é a questão da pessoa que troca a noite pelo dia? Ela vai trabalhar à noite e dormir de dia. A qualidade desse sono, ela pode ser comparada com o sono da noite ou não? Vou fechar todo o quarto, deixar tudo escurinho. Eu vou ter o descanso parecido com o descanso que eu tenho quando durmo à noite. É, é um bom ponto. E o que o Dr. Guilherme falou também faz todo sentido. Eh, o que a gente precisa lembrar quando a gente fala de sono é que, primeiro nós somos seres diurnos. Nós somos somos seres que for fã feitos para viver o dia, né? E nós vivemos um ciclo de 24 horas. Nós somos seres cíclicos. Então, o que que acontece dentro desse ciclo? Só pra gente poder pensar e refletir junto. Nesse ciclo de 24 horas, eu tenho liberação de hormônios que eles acontecem especificadamente em alguns horários, até por causa que a gente tem eh dentro da da da iluminação eh natural do dia, a gente recebe informações do nosso cérebro em que esses esses hormônios são liberados naturalmente e assim como, por exemplo, a própria liberação da melatonina, que não é um indutor de sono, mas é o nosso hormônio preconizador do sono. Então, a partir de umas 3 horas da tarde, naturalmente a gente começa a liberar esse esse hormônio para que a gente a para que a gente possa dormir à noite. Então, a gente vai se organizando, né, metabolicamente para que isso aconteça. Aconteça. Então, existe já um ritmo esperado do nosso corpo. Quando a gente pega um trabalhador, que é um trabalhador que trabalha em turnos, noturnos, a gente sabe que não é o ideal. E por isso que é muito importante que a gente oriente esse trabalhador para que ele tenha sempre um suporte, seja para um suporte médico, um suporte de um psicólogo para que ele crie uma rotina. O que o Dr. Guilherme falou é muito importante. A gente sabe das dificuldades que muitas vezes a pessoa precisa trabalhar em mais de um lugar para poder cobrir a renda, para poder manter a casa, mas a saúde precisa ser lembrada, né? e colocar sempre na balança o que que é prioritário, né? Então, quando a gente pensa nisso, a gente pensa em estratégias. Um trabalhador que trabalha de noite, ele vai precisar ter estratégias para poder ter o melhor sono possível durante o dia, né? Não tô falando que vai ser o sono ideal, mas é o possível. Então a gente junto com esse trabalhador, a gente com com essa pessoa dentro do consultório, a gente vai criando estratégias para que ela possa sim ter um melhor rendimento. Por exemplo, Dr. Guilherme, essa esse esse ponto que você fala do porteiro, né? Então vamos dar um exemplo. CAS o que que a gente poderia fazer nesse caso? A gente pode sugerir para que ele mantenha uma luz acesa, né? Então que que faz com que a gente fique acordado? Eu preciso ter luz, porque a luz manda uma informação pro meu cérebro que tá de dia. Então o cérebro ele fecha as portinhas do hormônio de liberação do sono e ele fala assim: "Não é hora de dormir". Então, a gente consegue forçar o cérebro a entender que aquele momento um não é não é o adequado para dormir. A gente engana ele e a gente, por exemplo, pode sempre sugerir para que esse trabalhador de turno e quando ele vai embora, ele use óculos escuro, porque ele precisa sim começar a ativar os hormônios para poder dormir. Então é sempre pensando o contrário para que ele possa ter um mínimo de qualidade. Mas é muito importante a rotina e o acompanhamento. Evitar fazer fazer uma programação e sem um acompanhamento adequado, sem uma pessoa que tenha um conhecimento do do funcionamento do seu corpo, do seu do seu organismo, para que você não se prejudique ainda mais. Muito bem. Olha só, né? É importante a gente salientar que essas pessoas que trabalham à noite, eh, muitas vezes elas chegam em casa, elas tentam dormir, mas elas não conseguem dormir. E aí que acontece é igual o Dr. Guilherme disse, elas vão e fazem o plano B, que é o outro trabalho que elas têm, que é o chamado, entre aspas, que o pessoal fala bico, né? Aí continua trabalhando e aí à noite vai trabalhar de novo e aí vai acabar chegando numa exaustão onde não vai conseguir executar nada direito, né? Nem o primeiro trabalho, nem a a segunda opção. Agora tem também a escala 16 por 32. É isso? É 12. É 12 por 32. É isso, né, doutor? 12 por 32. É, eu tô querendo colocar mais para trabalhar. Olha, é isso. 36, desculpa. É 16. 12 horas de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. Ah, tá. É 12 horas de trabalho por 36 de descanso. Se a gente for parar para pensar, fala: "Olha que legal, eu vou trabalhar só 12 horas, mas eu vou descansar 36 horas". É um engano isso, né? É por isso que a rotina é importante, Rúbia. Quanto mais a gente tem uma rotina e uma rotina, nesse ponto a gente precisa ser muito rigoroso com a nossa saúde. Então, se eu sei que eu vou, eu vou daqui, eu vou precisar ficar 12 horas trabalhando e eu vou, eu tenho 16 para descansar, eu preciso desenhar uma rotina de descanso de forma que seja saudável para mim, né? Não existe uma receita pronta de bolo para todo mundo. É importante sempre sentar e desenhar essa rotina junto com um profissional especializado. Mas a rotina é fundamental. É, a rotina é fundamental e a gente precisa, né, ter ali, eh, a as coisas em casa para poder ajustar a nossa condição de sono. Igual puxa lá uma cortina mais escura, né? Tenta, eh, chega em casa, não vai tomar um café, né? toma um chazinho para você induzir o sono. Porque muitas pessoas também no desespero de saber que tem que dormir, que tem que descansar, porque amanhã tem que continuar trabalhando, vai fazer o quê? Uma automedicação. Porque o amigo diz que esse remédio funciona, mas esse remédio é natural, não tem problema. Ou então até, né, tomem remédios controlados aí que fazem a indução do sono. Agora eu gostaria que você explicasse pra gente, Tábita, sobre essa questão de medicamentos para dormir. A gente dorme ou a gente apaga? É uma excelente pergunta, Rúbia. Eu gosto sempre de falar que assim, o o remédio ele não é o vilão. Hum. Né? O remédio quando orientado e quando proposto pelo médico, ele está dentro de um protocolo de tratamento, então ele vem para poder atender uma necessidade emergencial. O tratamento de sono não é com base no remédio. O remédio ele entra para poder atender uma emergência. Eu gosto sempre de dar o exemplo paraos meus pacientes. Quando a gente quebra uma perna e vai pro hospital, primeira coisa que o médico faz com a gente é o quê? dá um remédio paraa dor, mas eu não tô tratando a perna, eu tô tirando somente a dor. Então esse é o objetivo de um de um indutor de sono. Quando a gente fala de medicamento, o médico ele tá trazendo uma solução para que ele possa fazer um tratamento complementar além do medicamentoso. Então eu falo isso porque também tem pessoas que morrem de medo de tomar remédio. A gente tem os dois. A gente tem pessoas que tomam muito remédio e a gente tem pessoas que têm medo. E é sempre importante a gente lembrar que ele não é o vilão. Se o médico tá prescrevendo e se existe um plano de tratamento para você, então é importante que você tome esse medicamento para que chegue o momento e você pare de tomar. Aquelas pessoas que estão tomando medicamento há mais de 10 anos, eh, esse medicamento dentro até da própria literatura, ele praticamente ele já não tem muita função ali, né? ele não atende porque o corpo já acostumou com ele. Então é importante sempre a gente entender que tu quando a gente fala de sono, a gente tá falando de questões que são comportamentais, por isso que eu falei da rotina, por exemplo, pro pro trabalhador de turno, não somente para ele. E questões cognitivas são a minha relação com sono e também as minhas preocupações, questões que mexem com a gente, né? Então a gente precisa sempre olhar esses dois pontos. Mas o remédio ele vem para atender uma situação pontual. Muito bem. A gente precisa tomar muito cuidado com essa questão de medicação, né? Medicação, tudo bem, sim. Que bom que tem remédios para nos auxiliar, mas nós precisamos que esse remédio seja indicado pelo médico. Médico esse que pode também, né, eh, fazer de repente um afastamento, né, Dr. Guilherme, caso esse esse trabalhador precise de uma análise mais profunda quando a gente se refere a sonolência, a questão aí do desgaste, eh, por conta do excesso de trabalho. Perfeito, Ruber. É exatamente isso. É o que eu disse lá no começo da nossa conversa. Identificou que está tendo algum tipo de problema, vá e procure um médico especialista, né? Eu sinto, e aí um pouco da minha opinião com os clientes que eu tenho, que existe um pouco ainda de dificuldade do trabalhador de identificar que ele está sofrendo esse tipo de problema e dificuldade de ir atrás de um médico especialista. Então, como eu mencionei, o mais importante nesse primeiro momento é a identificação da patologia. Depois, necessitando de afastamento superior a 15 dias, esse trabalhador pode ser afastado pelo INSS. Então, ele vai ficar afastado se tratando e recebendo pela previdência, né? e quem sabe até mesmo sendo aposentado por invalidez. Então, é possível sim que o médico reconheça a incapacidade desse trabalhador e ele seja afastado para tratamento, né? Só para comentar ainda falando um pouco sobre as orientações da Dra. Tábita, pode ter certeza que essas dicas de rotina eu vou começar a indicar para todos os meus clientes que trabalham no período noturno, porque muitos reclamam para mim de sono, só que aí eu fico limitado nessa questão técnica, né? Eu consigo ajudar ao direito, não como evitar, mas aí agora eu vou começar com certeza a orientá-los dessa forma. Muito bom, né? Uma orientação aí que serve, serviu aí pro Dr. Guilherme, né? Que vai orientar os clientes e serve para você em casa. que conhece alguém que trabalha no período noturno, né? Eh, eh, iluminar o ambiente, né, para que isso possa assim deixar você mais eh eh desperto, né, para poder continuar aí o trabalho e, claro, também dormir quando você chegar em casa, né? É importante demais isso, né, Tábita? Sim, sim, com certeza. Descansar é fundamental. É, descansar é fundamental. E assim, eh, conversando com a Tabitta, a gente sabe, ela é psicóloga e, e do sono, né? Trabalha e estuda, eh, o sono. E o Dr. Guilherme, ele é advogado trabalhista. Então, a curiosidade, Dr. Guilherme, tem a a gente essa questão de sono e trabalho é um tema muito novo, né? é algo novo que ainda precisa ser eh estudado, precisa eh de leis, precisa de de muita gente estudando esse tema para que seja formalizado de uma forma que venha eh abraçar, que venha eh acolher o trabalhador nesse momento. Mas mesmo sendo novo, eu te pergunto, tem algum caso assim que o senhor conhece de que que que esteja em evidência ou que aconteceu referente a essa questão, né, do trabalhador, do sono e a justiça? Eu acredito que o caso mais em evidência é o que a gente conversou, né, que é a questão do vigilante. Uhum. Dorme porteiro, porteiros e vigilantes num contexto geral. é o que me aparece mais, é o que eu já vi, é o que eu já estudei. Então eu acho que é o tema mais em evidência, né? Mas é como você mesmo falou, Rúia, é um tema relativamente novo. As pessoas elas elas pensam que elas estão erradas quando elas estão com sono dentro do ambiente de trabalho. Então elas não procuram o suporte jurídico, deixa passar. Veja bem, a UMS só reconheceu o Bernald como doença ocupacional em 2022. a NR1 que estabelece normas eh para para contenção desses riscos das doenças psicológicas começou agora em 2025. Então, olha como o tema é novo e ainda estabeleceu essas normas, mas não disse como, né? Então, é algo que a jurisprudência vai consolidando, as empresas vão se habituando e vai sendo aplicado aos poucos dentro do mercado de trabalho. Mas eu acho que o maior problema, essa escassez de casos, é justamente essa, é a falta de conhecimento, é a falta de legislação. Hoje a gente fala muito pouco sobre o sono no ambiente de trabalho em si. A gente começou a falar muito do burnout, da exaustão, mas as consequências desse burnout, que uma delas é o sono, não se fala, né? Parece e existe um preconceito que esse trabalhador é deslechado, que ele não dorme dentro de casa, ele não está descansando como deveria e quando não é o caso, né? Como a própria Dra. Táb mencionou, se precisa ter uma rotina. Muitas vezes esse trabalhador não tem, né? Inclusive, eh, como eu falei, com turnos, eh, além do da jornada de trabalho normal, com bico, com até mesmo em cidades grandes, o transporte público. A gente não para para pensar, mas nesse dentro desse período ele pode perder duas, 3, 4 horas do dia dele só indo da casa pro trabalho do trabalho para casa. Quando você vai ver, além das 8 horas diárias, 1 hora de intervalo e mais 4 horas de transporte, ele não tem as 11 horas de descanso, né? Então, e acaba jogando essa responsabilidade só pro trabalhador, que ele é o desleado. E não é assim, né? a gente tá vendo aqui eh hoje que não é bem o caso, existe a doença, doença ocupacional que pode estar cometendo esse trabalhador e que deve procurar ajuda. Muito bem, Dr. Guilherme. Agora quando o senhor fala de eh das pessoas, o trânsito, né, o deslocamento, cidade grande, tem pessoas que passam aí 2, 3 horas no transporte para poder chegar no local de trabalho. E tem relatos também de pessoas que falam: "Ó, eu durmo melhor no ônibus do que em casa." Porque em casa ele tá preocupado, ele tem pouca pouco tempo de sono, né? E aí ele tá preocupado em acordar para levantar de novo, mas quando chega no ônibus ele sabe que ele vai ter 3 horas corridas ali para dormir e acredita que vai acordar eh e e chegar mais descansado no trabalho. Essas pessoas que dormem eh eh no ônibus, né? É esse esse esse tempinho que tiram para dormir vai fazer bem? Sim, é preciso aproveitar ou a gente tem que tentar eh buscar ter a qualidade de vida em casa e quando a gente sair para trabalhar a gente tem que tentar, tipo assim, buscar ficar esperto mesmo, acordado para que o dia possa render. É uma boa colocação, Rúbia, do Dr. Guilherme também com relação a essa situação da da da do desafio da rotina social, né? Hoje a gente tem pessoas que não t distúrbios do sono, mas que elas estão privadas de sono pela própria condição da rotina dela. A pessoa, ela acorda 5 horas da manhã para ir trabalhar, vai, faz toda a rotina dela e muitas vezes no final do dia ela ainda tem uma outra rotina de estudo ou uma atividade e o que leva essa pessoa a chegar em casa umas 11 da noite e muitas vezes ela ainda não jantou, ela vai jantar e depois vai dormir. Então, na verdade, ela tá dormindo ali 3, 4 horas por noite, né? Então, ela está privada de sono pela própria condição da vida social que ela leva. Então, o grande desafio para essas pessoas é como aproveitar de fato alguns cochilos. Dormir no ônibus a gente precisa pensar num relação à segurança, né? Se essa pessoa está num ambiente seguro para ela poder dormir, poder fazer um cochilo, os cochilos eles podem ser muito benéficos, né? A gente só não pode esquecer da onde a gente tá tirando o cochilo, porque de repente a gente tá se expondo ou se colocando em risco mesmo. Exatamente. É isso aí. E você tem dormido assim no intervalo, eh, no horário do almoço, por que que a gente fica com sono quando a gente termina de almoçar, tá? Por que isso acontece? E acontece com todo mundo, acontece comigo, com você. Só que assim, eu já entendi de uma forma assim, se eu como algo mais leve, eh, eu não fico com tanto sono, vem assim aquele soninho bem leve e eu consigo segurar a onda. Agora, se eu como algo mais pesado ou então como um pouco mais do que o habitual no horário de almoço, vou falar, eu volto me arrastando. Mas daí assim, a hora que eu chego na porta da redação, falo: "Opa, agora sim, vamos lá, não tem sono não, vamos embora, vamos trabalhar." Mas eu sim sinto o sono. Por que que a gente sente esse sono quando a gente eh principalmente nesse intervalo de almoço aí? Muito bem, muito boa essa pergunta. Isso aí se explica. Ah, lembra que eu comentei que a gente tem o nosso funcionamento é cíclico de 24 horas? Então, muitas coisas acontecem no nosso corpo dentro dessas 24 horas. O que a gente tem uma oscilação nas 24 horas também é da temperatura corporal. Uhum. E dentro dessa dessa questão da temperatura do nosso corpo, depois do almoço lá para 1 da tarde, nosso corpo ele tende a ter uma queda na temperatura dele. Então isso pode ajudar a promover uma sonolência. Se essa pessoa não estiver dormindo com sono reparador à noite, ela vai ficar com sono e ela vai, se ela tiver a oportunidade, ela pode ter sim um um cochilo ali. Mas eh é esperado mesmo essa mudança na temperatura do corpo em que a gente possa ter essa promoção. Tanto que se a gente pega, por exemplo, a população mais idosa, eles normalmente depois do almoço e é aconselhado. Hoje já existem muitos, muitos estudos que aconselham essa sexta, né, o cochilo pós almoço. E é importante só lembrar quem tem a oportunidade de fazer esse cochilo para não estender mais do que 20 minutos, né? Porque a gente precisa manter a qualidade do sono da noite. Então a gente precisa sempre dormir assim, esse tempo já é um tempo de um sono reparador adequado. Uau! Um sono reparador adequado, 20 minutos. Eu vou te falar um negócio aqui, pessoal. Agora se eu durmo 20 minutos, eu acordo quebrada. Parou, parece que passou um caminhão em cima de mim. Por que isso então? Tipo assim, você dorme 20 minutos, 15 minutos, eu acordo parece que mais cansada do que eu deitei. Isso acontece porque a qualidade daquela daquele cochilo não foi uma uma qualidade saudável para eu levantar melhor? Então, o tempo de a sugestão dos 20 minutos, ele é ela é uma orientação até da própria literatura, da própria ciência. Quando a gente estuda o sono, a gente aprende que a gente quando a gente adormece, a gente entra num processo de de de a gente tem um uma uma arquitetura no sono em que a gente entra em estágios de sono, né? A gente tem o N1, que nós chamamos, o N2, o N3 e o sono rein. O sono rein é o mais conhecido, que é o que a gente sabe que tem consciência que a gente sonha. Mas o que que acontece quando a gente e cada estágio de sono, ele tem um tempo aproximado de de acontecer. Exatamente. Então, lembra é muito aproximado porque a gente pode variar de uma pessoa para outra algumas alguns minutos. Mas quando a gente fala de 20 minutos, o que que acontece? Em 20 minutos você não entra em sono profundo. Uhum. Então você consegue acordar sem a sensação de ter passado por um trator em cima de você. Quando aquela pessoa dorme mais tempo, essa sensação ela é muito mais presente. Ela fica até, por exemplo, se ela tem que trabalhar depois, ela fica até mais mole, ela não sabe onde ela tá, porque ela entrou em um estágio de sono que não é o esperado. Então, por exemplo, você me disse: "Ah, em 20 minutos eu me sinto cansada, então com cochile 10". Ah, muito bem. Procure ter um cochilo menor ainda. Existem estudos que mostram, se você cochila 2 3 minutos, ele já é reparador para você poder acordar, ficar ativo e ter uma uma produtividade muito maior, por exemplo, trabalhando. Olha só que importante que é o sono, né? É o é é é a nossa recarga diária, né? Você sabe que eu vi na internet um uma figurinha, um desenho lá dizendo que eh você não deixa seu celular descarregar, né? você tá recarregando ele o tempo todo. Ele quando tá na última barrinha, você corre e coloca ele no carregador, né, na energia. E aí para você, você tem olhado assim também, você tem olhado com esse cuidado, né? você tem que ser recarregado, você tem dormido, você tem tido aí noites com sono de qualidade. É importante parar eh eh e se atentar também aos cuidados com você para que você possa ter dias, né, eh com uma desenvoltura que é esperada para todos nós que trabalhamos todos os dias, né, temos aí a nossa rotina. A produção tá me avisando aqui que nós já estamos na hora de encerrar o programa, né? Você viu como passou rapidinho. É um bate-papo legal. Eu sei que tem muita coisa mais a ser dita referente a esse tema, mas eu acredito que a gente pode contribuir bastante paraas pessoas que estão em casa acompanhando o estúdio Câmara, né, nesta sexta-feira. E a gente tá falando de sono e a gente tem aí eh nós tivemos feriado, né, ontem, hoje eh o pessoal prolongando o feriado, então aproveita para você tirar um um cochilo, dormir um soninho gostoso, né, e tá um clima gostoso também, pega uma cobertinha, se enrola, dorme, descansa, isso faz muito bem. Eu quero agradecer sua participação, Tábita. Foi assim, eh, de grande contribuição, né, a sua fala para que a gente possa ter um pouquinho, o mínimo que seja, de entendimento da importância do sono. Então, muito obrigada. Quero que você deixe uma dica pros nossos telespectadores, eh, referente ao sono e a importância dele. E a gente vai para as considerações finais. Eu que agradeço. Agradeço o convite, né? Fico muito feliz de poder dividir um pouco com vocês e de poder falar sobre um tema que é tão relevante que a gente precisa colocar ele mais na mesa, na discussão na mesa da família e falar da importância disso, seja para nós adultos, paraas crianças, pros idosos, para pro trabalhador, para quem for. Muito obrigada. E de dica que eu deixo para vocês de sono, eh, procurem ter uma rotina, procurem ter sempre o mesmo horário de acordar, o mesmo horário de adormecer todos os dias. Eu sei que não é fácil com a rotina que a gente tem de trabalho, com as demandas que a gente tem. Eu falo o seguinte pros meus pacientes, o que o que a gente não pode deixar exceção virar regra, mas tem dias que vão ter exceções e tá tudo bem. Porém tem essa rotina de todos os dias levantar no mesmo horário, todos os dias dormir no mesmo horário e evitem as telas à noite, tá? Procurem fazer outra atividade, que seja uma leitura, que seja uma conversa com a família, mas evitem as telas no mínimo 1 hora, 1 hora meia antes de vocês irem paraa cama. Importante demais a sua fala. Muito obrigada pela sua participação, viu? pela sua contribuição com a gente aqui do estúdio Câmara. A gente agradece também nosso advogado trabalhista trazendo informações paraa gente desse tema novo, um tema que a gente sabe que precisa ser estudado, a gente sabe que precisa também eh eh das da da eh os nossos as nossas autoridades, né, o pessoal lá do poder legislativo, entrar em um consenso e tentar inserir nas leis trabalhistas algo que nos dê um conforto e que nos eh abone quando a gente fala dessa questão da sonolência e das consequências, né? O que tem por trás desse sono excessivo eh eh no dentro do mercado de trabalho. Dr. Guilherme, muito obrigada pela sua participação. Gostaria que o senhor deixasse uma dica aí, né, pros nossos telespectadores e considerações finais. Gratidão pela sua participação. Perfeito, Rúbia, muito obrigado pelo espaço. Acho que a gente aqui todo mundo conseguiu aprender bastante sobre o tema. É algo que a legislação ainda é muito incipiente, é como você mesmo disse, né? Eh, a legislação ela precisa evoluir nesse sentido. E a dica que eu dou é: não subestime o que você está sentindo. Seu trabalhador tá sentindo um cansaço acima do comum, está sentindo um estresse, uma ansiedade, procura os profissionais habilitados que vão poder auxiliar nessa situação. Procura um médico, procura um advogado que vai conseguir encaminhar esse trabalhador da melhor maneira possível. para que ele seja sarado, né? A gente quer esse trabalhador curado e trabalhando, né? Então, novamente, eu agradeço o espaço, estou sempre à disposição de vocês. Maravilha, doutor nosso. Muito obrigada pela sua participação, pela sua contribuição com o tema do programa de hoje. Sono no trabalho é sim um sinal de alerta. Então, preste muita atenção, porque o sono influencia diretamente na nossa produtividade, nossa saúde, nossa vida. Não é à toa que dormir bem e é tão importante quanto comer bem ou se exercitar, né? Então a gente agradece imensamente aí os nossos convidados, a sua presença também, você que tá aí do outro lado, muito obrigada pela sua participação. Um final de semana excelente para todo mundo. E para segunda-feira, ah, temos mais estúdio Câmara. Segunda-feira, voltamos ao vivo a partir das 8 da manhã e nós vamos falar sobre a dificuldade na aprendizagem. Quantas vezes você ouviu? Ele não presta atenção. É dificuldade no aprendizado. Não é falta de esforço, é hora de olhar com mais cuidado. E o Estúdio Câmara traz esse tema urgente pra nossa roda de conversa na segunda-feira ao vivo a partir das 8 da manhã. E nós, claro, esperamos por você. E eu quero lembrar que a programação de final de semana aqui da TV Câmara Campinas foi produzida com todo o carinho, pensando em você, pensando na sua família. Eu tenho certeza que você vai adorar. Então, continue ligado aqui na TV Câmara Campinas, deixando um abraço para todos vocês que nos acompanharam durante toda a semana. Um bom fim de semana. Aproveite com a sua família, durma, durma, aproveite para dormir, coloque o seu sono em dia para que segunda-feira você esteja renovado. A gente deseja tudo de bom para você. Segunda-feira encontro marcado com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, pessoal. Fiquem com Deus, se cuide na estrada, hein? Bom feriado, né? Todo mundo esticando o feriadão aí. Então, tudo de bom para vocês e até a semana que vem aos nossos convidados. Gratidão mais uma vez. Beijo, aproveite. Tchau. Ciao [Música] [Música] [Música]
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