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Estúdio Câmara | Por que é tão difícil pedir ajuda?
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Estúdio Câmara | Por que é tão difícil pedir ajuda?

65 views Publicado 30/06/2025 HD · 57:49

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Pedir ajuda não deveria ser difícil, mas por que tantas pessoas enfrentam esse bloqueio emocional? No episódio do Estúdio Câmara desta segunda-feira, dia 30 de junho, mergulhamos em um tema delicado, profundo e extremamente atual: a dificuldade de pedir ajuda. Recebemos no estúdio duas especialistas que, juntas, trazem olhares complementares sobre o comportamento humano: Luciana Regina, psicóloga especialista em Desenvolvimento Humano; Elizabete Benedita Aparecida Ferreira, psicanalista com foco em Comportamento Humano e Psicologia Positiva. Elas nos ajudam a compreender por que tantas pessoas associam o pedido de ajuda à fraqueza, e como isso pode se tornar um peso emocional que afeta a saúde mental, os relacionamentos e a qualidade de vida. 📌 O que está por trás da resistência em ser ajudado? 📌 Como identificar quando o orgulho virou uma barreira emocional? 📌 O que fazer quando a ajuda chega de forma invasiva e causa mais dor do que acolhimento? 📌 Como familiares, colegas e amigos podem oferecer apoio de forma respeitosa e empática? A conversa passa por temas como: Crenças aprendidas na infância, como o elogio à autossuficiência ou o medo de “dar trabalho”; O papel do orgulho, da culpa e da vergonha nesse processo; Como transformar padrões mentais autossabotadores que levam à sobrecarga emocional; O impacto do não-pedir ajuda em quadros como ansiedade, depressão e burnout. Segundo nossas convidadas, o simples ato de aceitar que precisa de apoio já é um passo enorme de autocuidado. Aprender a pedir ajuda não é sinal de fraqueza — é uma habilidade de sobrevivência, conexão e saúde emocional. E mais: falamos sobre como o meio em que vivemos influencia esse comportamento. Em uma sociedade que exalta o sucesso individual e a performance constante, pedir ajuda pode parecer um "fracasso". Mas, na verdade, é um sinal de maturidade emocional e inteligência relacional. 🎯 Se você tem dificuldades em dividir responsabilidades, mostrar vulnerabilidades ou se sente sobrecarregado por "ter que dar conta de tudo", este episódio é para você. Assista, compartilhe com alguém que precisa ouvir essa conversa e lembre-se: pedir ajuda é um ato de coragem. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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เฮ [Música] Olá, bom dia. Estúdio Câmara no ar na manhã desta segunda-feira aqui na TV Câmara Campinas, último dia do mês de junho e primeiro dia da semana. Hoje é dia 30, viu gente? 30 de junho de 2025. Nós estamos ao vivo aqui com o nosso estúdio Câmara. Hoje nós vamos falar sobre orgulho, medo de julgamento, sobre carga emocional e como tudo isso afeta o nosso bem-estar. E mais, como ajudar alguém que resiste a ser ajudado? Você precisa de ajuda, mas não consegue pedir. No estúdio com a gente já duas especialistas que vão nos ajudar a entender esse comportamento e a gente daqui a pouquinho vai falar com elas, né? a psicóloga Luciana Regina e a psicanalista Elizabeth Benedita Aparecida Ferreira já estão conosco ao vivo. Vieram bem cedinho, já estão preparadas para o nosso bate-papo. E você aí de casa, já passou por isso? Já teve dificuldade de pedir a ajuda ou conhece alguém assim? Participa com a gente, manda o seu comentário, a sua pergunta através do nosso WhatsApp. Produção já está postos para atender você e já já a gente começa a conversar, tá bom? 199729377. Esse é o nosso contato. Fala com a gente. Mas antes de começar esse nosso bate-papo bem interessante, a gente atualiza algumas notícias, né? Olha, a Câmara de Campinas vota hoje em definitivo dois projetos importantes para o município. Durante a 41ª reunião ordinária, marcada para 6 da tarde, no plenário do legislativo, os vereadores vão analisar a proposta de lei de diretrizes orçamentárias para 2026 e o projeto de reestruturação administrativa da Fundação Municipal para Educação Comunitária, a Fumec. Ambos os projetos já foram aprovados em primeira discussão na semana passada. A sessão será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube. A entrada, ah, você pode participar do público é pela Avenida Engenheiro Roberto Mange 66, no bairro Ponte Preta. É só chegar lá, tá? Durante a sessão você pode participar e é muito importante a sua participação. Mais informação chegando. O Guarani joga de novo na segunda, eh, hoje, segunda-feira, e a INDEC vai realizar a operação de trânsito no entorno do brinco de ouro da princesa, tá? Então, por o jogo ser aí num horário às 19 horas, a empresa, a INDEC, vai executar ações operacionais paraa transmissão do jogo. E acontece hoje às 19 horas o jogo, o último jogo entre as duas equipes, né? aconteceu há 7 anos e é interessante que você fique sabendo, você que transita ali aos arredores do brinco de ouro da princesa, a partida está prevista para iniciar às 19 horas e as ações operacionais da INDEC iniciam às eh às 5 da tarde e incluem reservas de vagas de bloqueio eh e uma das faixas da Avenida Imperatriz Dona Teresa Cristina entre a rua Conde de Deu e a Avenida Guarani, tá? Então bloqueio previsto às início às 17 horas. Haverá três agentes de mobilidade urbana no entorno do estádio. A partir está prevista para iniciar às 7 da noite. Então a gente repassa essa notícia para você porque hoje é segunda-feira, tem horário de pico, né? E ali no entorno do brinco de ouro, muita gente passando nesse horário. Então fique atento porque tem ali um bloqueio por conta do jogo que acontece hoje eh a partir das 7 da noite, combinado? Então tá bom. Segunda-feira, a previsão do tempo. Como é que começa a nossa segundona, né? O último dia do mês de junho. O dia amanheceu com sol entre nuvens, né? A mínima foi registrada de 15º, a máxima pode chegar aos 30. Ontem fez um calor, né? Muito quente. Nós estamos no inverno, só que é o seguinte, hoje não tem previsão de chuva, tá? é uma ótima oportunidade para você se cuidar e também eh oferecer cuidado aí a quem você ama. Agora, o seguinte, se prepara porque vem uma frente fria novamente, né? Então hoje aproveita o dia e aproveita o só porque amanhã a gente traz informações e novidades sobre a previsão do tempo para esta semana. Certo? Agora vamos ao nosso tema central. O pedir ajuda é, deveria ser um gesto natural, mas para muita gente isso carrega peso, vergonha, medo de ser julgado ou até aquela sensação de fracasso, sabia? E quando alguém oferece apoio, mesmo com boa intenção, a reação pode ser o oposto, viu? Irritação ou distanciamento. Então, hoje a gente precisa tentar entender, né? é de onde vem essa dificuldade, como que a gente pode quebrar esse ciclo de silêncio. E para isso, claro, nós convidamos duas pessoas especiais, são especialistas e vão falar com a gente eh nesse estúdio Câmara de Segunda-feira. Seja bem-vinda, Luciana Regina, psicóloga especialista em desenvolvimento humano. Bom dia para você. Obrigada, Rúbia. Obrigada pela oportunidade. Um tema tão importante como esse que tem um impacto muito grande, né, na questão da saúde mental. Então é muito bom começar a semana já falando sobre um tema assim, né, maravilhosa. E para completar o nosso time, a gente recebe Elizabeth Benedita Aparecida Ferreira, a nossa psicanalista, especialista em comportamento humano e psicologia positiva. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Obrigada, Rúbia, pela gentileza. Você e toda a equipe da TV Câmara pelo convite, né? E reforçando o que a Luciana já falou, nossa, minha colega aqui de de psicologia, de atendimentos, eh é um é um tema extremamente importante mesmo, até para as pessoas entenderem, né, a importância da ajuda. Pois é, verdade, né? a importância da ajuda. Você é uma pessoa que aceita a ajuda, você pede ajuda, você carrega tudo sozinho, eh, foi assim que você foi ensinado, é assim a nossa cultura, né? Então, a gente já pergunta pra Luciana, o que que tá por trás desse bloqueio emocional de não conseguir pedir ajuda, Luciana? Podem ocorrer muitas variáveis, né? Nós podemos pensar numa considerar variáveis como a história de vida da pessoa, processos traumáticos, nós podemos olhar também para uma estrutura emocional, psíquica, decorrente de todo esse processo que a pessoa vivencia ao longo da vida. Uhumé. O não pedir ajuda, ele tem uma ligação muito forte com o precisei dar conta de tudo na vida. Então, qual que é a história? Quais são as situações que essa pessoa ela vivenciou ao longo da vida que faz com que ela vista, né, Bet, essa ou como se fosse uma couraça de modo que ela preciso dar conta da vida. Exatamente. Aquele negócio, né, aquele estereótipo, principalmente as mulheres, os homens também, tá? É bom a gente falar, porque tem aquela questão, né? A mulher é dona de casa, o homem é provedor. Isso vem lá de trás. Aí nós chegamos no momento hoje em que a mulher ela tá se igualando. Só que aí essa eh como é que fica essa questão aí? Vamos fazer tudo, a gente vai dar conta de tudo, né? Você antes ficava só com os afazeres domésticos, cuidar dos filhos. Hoje você cuida dos filhos, você trabalha, você é provedora, fica tudo muito misturado, né? É legal num ponto. É só que a gente precisa de manter o equilíbrio. A minha capa, hum, eu guardei no fundo do baú. Exatamente. Eu arranquei a capa. Agora eu pergunto paraa Elizabeth, que é psicanalista, especialista em comportamento humano e psicologia, né? Eh, por a gente associa essa questão de pedir ajuda com a fraqueza, porque tem uma conexão aí com essas duas palavrinhas, não é? Sim. você eh na verdade nós somos eh indivíduos biopsicossociais, então nós temos influências biológicas da na psiquê e sociais. Uhum. Principalmente sociais. Então quando a gente fala sobre ajuda, a gente se coloca num espaço de vulnerabilidade. Sim, né? vulnerabilidade, fragilidade. Então, principalmente as mulheres, né, elas já se sentem frágeis e vulneráveis pela própria condição feminina. Então, é complicado quando você fala: "Vou pedir ajuda para alguém", ela já se coloca imediatamente nesse lugar de vulnerabilidade. Uhum. E aí ela sente essa dificuldade de pedir ajuda, porque quando você tá vulnerável, isso também eh atinge o nosso orgulho, a nossa vaidade, né? Aquela coisa, aquele sentimento de não, nossa, não tô dando conta. Pois é, eu preciso dar conta. Esse sentimento é um pouco estranho, né? Porque você percebe que você chegou no seu limite, né, Luciana? E aí você, poxa vida, eu preciso dar conta agora, eh, eu pergunto para você, que que leva uma pessoa a sentir vergonha, né, ou culpa por não dar conta? O que que acontece? O porquê disso? Porque assim, a gente vem caminhando, né, a nossa fala aqui até agora, poxa, eh, a mulher ela sempre precisou ser forte, o homem também. E aí a gente não pede ajuda porque a gente tem eh essa impressão, esse sentimento que a gente precisa dar conta, mas se eu pedir ajuda, eu vou carregar aí uma culpa, né? E a sensação de fraqueza. Agora, por que que a pessoa sente uma vergonha, a culpa? O que que acontece no nosso psiquê? Porque além das da da história de vida, né, tem algo diferente que acontece aí no nosso no nosso cérebro que a gente tem essa sensação de culpa. E a sensação de culpa ela é muito pesada. Ela é inclusive pela experiência de consultório que eu tenho também, a culpa é um dos pontos que é inerente ao ser humano, né? Então, quando você tá eh falando sobre essa questão de do porqu sentir essa dificuldade, a gente tá falando de adentrar um território aonde a gente vai ter que lidar com a nossa vulnerabilidade. Uhum. Então, assim, eh, nós não somos ensinados a lidar com essa vulnerabilidade na vida. Então, é como se precisássemos ser fortes o tempo todo. Então, esse é o da conta da vida. Então, se você, mesmo com uma sobrecarga de trabalho muito grande, com uma sobrecarga diante das situações da vida, eh, a vulnerabilidade, ela de fato, ela não pode ser vivida, então ela precisa ser abafada, ela precisa ser escondida para que a gente possa assumir esses papéis. Então, a vulnerabilidade eh na história do do ser humano é algo que é muito difícil a gente se mostrar vulnerável. Então, assim, acho que tem muito essa essa parte assim, se a gente olhar pela questão eh da diferença do masculino e do feminino, os homens não podem chorar, né? Não podem se emocionar. Então assim, ou as mulheres também acabam sendo frágeis demais. Ah, você é muito sensível. Você então caminha por um lugar em que assim as emoções elas são abafadas, elas não podem ser transmitidas, elas não podem ser eh compartilhadas e experimentadas. Isso é algo que faz muito mal, né? Aí eu gostaria de falar com você, Bet, sobre os impactos, né? os impactos de carregar tudo sozinho e de abafar essas emoções. Então, na fase adulta, isso é muito difícil, né? Porque enquanto você é criança, você se mesmo que você seja obrigado a não ser vulnerável, você acaba sendo protegido pelo pai, pela mãe, né, em algumas situações. Porém, na fase adulta, você não tem mais essa proteção, você tem que se proteger sozinho. Uhum. e lidar com a vulnerabilidade que é eh não é estimulada, né, a olhar para ela desde pequeno. Então, quando você vai trabalhar, quando você vai ter suas relações, a interação social, não é, isso acaba pesando demais, porque eh as situações da vida hoje do mundo são muito difíceis. Uhum. Né? que sempre nos traz para esse lugar de vulnerabilidade, fragilidade. E aí, se você não sabe lidar com isso, você sofre o tempo todo. O tempo todo. É verdade. E essa questão de abafar os sentimentos, né, o que que ela pode trazer eh eh esse esse esse abafar os sentimentos pode trazer o quê pra gente com o passar do tempo? Eu passo a vida abafando meus sentimentos. algum momento se vai explodir, né? Que que pode acontecer com a gente, Luciana? No geral são as somatizações que a gente olha do ponto de vista da psicologia. Uhum. Então assim, uma doença, né, um nível de estress muito grande, então uma série de de problemas emocionais que muitas vezes eles estão acometidos por essa somatização, porque à medida que eu vou represando em mim essas emoções, eu não tenho, é como se eu fosse contendo tudo isso dentro de mim. Então ele vai represando. Então imagina o movimento de uma somatização. Uhum. Né? Eu vou trazendo, trazendo, trazendo até que o corpo ele vai usar uma doença, ele vai usar um sintoma, eh, para manifestar o que que tá acontecendo dentro dele. É como se o movimento, quando a gente não experimenta as nossas emoções, é como se a gente estivesse indo contra eh os nossos próprios princípios, a nossa própria essência, porque existe uma consciência maior dentro de nós que ela manifesta algo de bom, ela quer manifestar o que ela é realmente. Então, é como se eu fosse contra a minha essência e à medida que eu faço esse movimento, o que acontece? Eu o somatizo. Então isso é uma sucessão, né, Bet, de é uma sucessão de somatizações, de emoções. Não é simplesmente somatizar, não é represar simplesmente uma emoção, mas é um é um movimento interno que acomete a pessoa de de longos e longos períodos. Muito bem. a gente, você falando desse movimento e dessa somatização, a gente pode eh eh visualizar isso como um furacão, um turbilhão, né, e uma mistura e aí de repente você tá explodindo. Só que as pessoas têm dificuldade mesmo estando explodindo, né? sabendo que, poxa vida, eu preciso, eu preciso agora, eh, esse, esse não entender que você precisa, eh, Bet, é um orgulho, é um medo de julgamento ou é somente uma uma questão de uma eh, a gente pode dizer assim, ã, deixa eu me ver que palavra que eu posso usar, algo que você aprendeu que é assim e que é uma crença que te limita, né? Seria isso? O que que é o porquê, né? O medo, o medo de julgamento impacta nessa decisão de de pedir ajuda, porque as pessoas julgam e julgam muito, né? A gente tem muito que aprender nessa vida ainda, porque o julgamento, a culpa é pesada e o julgamento também. E aí, às vezes, você tá numa situação em que você já tá no limite. Esse turbilhão de emoções que a Luciana falou, ele tá ali, o furacão tá explodindo e você resiste ainda em pedir ajuda, porque ainda nós nos preocupamos com o outro, o que o outro vai pensar, né? Poxa, eu vou pedir ajuda, o que que vão falar de mim? Que que você, qual que é a sua avaliação sobre julgamento? Então, na verdade, Rúbia, é um pacote todo, sabe? Uhum. Eh, é uma, é a vaidade que a gente já falou, é o orgulho. E também quando você faz o movimento de pedir ajuda, eh, você também tá se colocando num lugar de fragilidade e muitas vezes a gente faz um processo de negação. Então, eu sei que eu estou naquele momento crítico, no meio do furacão, tá? Mas como eu tenho medo de fazer esse movimento para pedir ajuda e ser julgada, eu eu nego esse essa situação em que eu estou. Então é como se eu olhasse para mim e dissesse assim: "Não, tá tudo bem, eu não tô no meio do furacão, eu não preciso de ajuda". Então, também tem esse movimento. Eu faço uma negação da minha própria situação para não ter que fazer o movimento de pedir ajuda. Nossa, gente, que delicado, não é? Olha só que impressionante. E a gente acaba negando e e que a gente precisa de ajuda e você tem para você que tá tudo bem e aí você acaba não pedindo ajuda. E a sua avaliação assim sobre essa essa esse pedido de ajuda, né, tem diferença nas gerações eh referente a essa questão do orgulho ou, enfim, da culpa, do medo, do julgamento? Tem diferença nas gerações? Qual que é a sua avaliação entre a geração passada, né, e agora essa galera que tá chegando, que tá tá se socializando? Você vê uma diferença, uma melhor ou uma piora nessa questão de pedir ajuda? Porque hoje muito se fala em ser você mesmo, em tá tudo bem e não não vamos eh romantizar a Mulher Maravilha, né? É o que a gente mais vê. Mas será que isso é verdade mesmo ou só uma casca? Qual que é a avaliação que você faz? Eu quero avaliação das duas, hein? Então vamos lá. a sua avaliação. É lógico que as gerações passadas elas tinham muito mais essa questão de ser forte. Foram, nós fomos criados para ser pessoas fortes desde a infância. Então é, ó, não chora, você não pode ficar, você caiu, vamos levanta rápido, vai, não precisa chorar que foi, não foi quase nada os pais faziam isso com a gente. Engole o choro, né? engole o choro. Exatamente. Então, a a geração um pouco mais velha, né, da minha idade, entre 50, né, 60 anos, foi criado para enfrentar a vida de uma forma diferente. Uhum. Então, o pedir ajuda pra gente é difícil, né? Perfeito. É difícil. Agora, essa geração que vem vindo também tem dificuldade para pedir ajuda. Por quê? Se acha autossuficiente demais. Poxa vida, olha. Então, mas é é uma distância, né? Um negócio muito longe, porque assim, nós somos criados para sermos fortes e essa geração que tá chegando se acha forte demais. Poxa, não tenho meio termo, ou é ou 80. Então, eu acho que a gente vai chegar nesse meio termo, sabe? Ah, talvez não agora tão, né, recente, porque, né, ainda existe aí as gerações, né, que estão em conflito. Uhum. Mas a gente vai chegar assim, nesse ponto de equilíbrio. Precisa, né? Precisa, porque os pais também estão mudando a educação. Os pais também estão olhando para esse para para essa questão importante da da de de tornar a pessoa forte, mas também fazer com que ela se sinta frágil. Então, esse esse equilíbrio entre o forte e o frágil já está acontecendo na educação. Então isso é muito importante. Talvez a gente não veja agora, mas numa próxima geração sim. Ai, tomara que sim, né, Luciana? Porque precisa desse equilíbrio, né? Nem tão forte demais e nem tão eh soberbo demais. Porque se a gente for eh perceber quais são eh os componentes que difer Uhum. é um mecanismo de sobrevivência. Exato. Verdade. E aí, se a gente olha para essa geração atual, a gente tá falando talvez de uma autossuficiência na busca pelo poder. Uhum. Então tem, a gente pode também fazer essa leitura, né? Então dentro de um mecanismo de sobrevivência, é como se a gente tivesse que hoje encontrar esse pedido de ajuda. É assim, qual é o caminho do meio, o ponto de equilíbrio para esse pedir ajuda? Uhum. Então, eu tenho jovens hoje na faixa de 18, 19 anos que chegaram pro pro terapêutico. E é assim, foram eles que pediram essa ajuda, não foram os pais. Muitos acabam chegando eh com o pedido dos pais. Uhum. Mas os que eu tenho eh atendido, eles chegaram por eles mesmos. Isso é muito bom. Isso é bonito de se ver, porque existe algo eh que os preocupa, eh existe algo que assim, olha, eu preciso de um apoio que não esteja centrado no meu núcleo familiar. Exato. Então é muito bonito de ver esse processo com eles. E é importante, né, essa colocação que você fez, porque eles estão cientes de que algo não está certo, né, que precisa melhorar. E aí vão buscar ajuda. Isso é legal, sim. Agora, o impacto de carregar tudo sozinho, né? Eh, a gente aprendeu a ser forte a nossa geração e a gente aprendeu a carregar tudo sozinho. Mas até que ponto a gente aguenta carregar tudo sozinho? Agora eu falo da nossa geração. Eu fiquei feliz de saber que essa turminha que tá chegando agora já tá entendendo, né? E eu acredito que essa é a tendência mesmo de entender porque eh como estão pela busca no pelo poder, como você disse, eh na na verdade da as nossas gerações, né, os nossos antepassados aí buscavam sobreviver, né? Aí nós buscamos sobreviver e ser fortes. E a turma que tá chegando agora, eles já sobrevivem. Eles não precisam ser fortes porque eles já têm uma base, alguém que amassou barro para eles pisarem no asfalto, né? Caminharem no asfalto. E agora eles buscam o quê? O poder. Só que essa busca pelo poder, ela é algo que acredito que mexe muito com a nossa cabeça, com o nosso cérebro, né? Porque a gente tá falando de poder e aí a pessoa se perde e aí a pessoa vai sim buscar ajuda. Agora, nessa questão de busca de ajuda, o papel da escuta, a escuta ativa, né, e da pessoa carregar tudo sozinha, tipo assim, a nossa geração carrega tudo sozinha nas costas, aí acha que não precisa da ajuda de um profissional, de repente quer falar em casa: "Ah, eu tô cansada, eu não aguento mais. Ah, tá reclamando do quê? Só reclama, né?" né? Então assim, qual que é o papel da escuta e como essa escuta ela ela deve ser? O que que é uma escuta ativa, uma escuta assertiva sem julgamento, Luciana? A escuta ela tem um papel, eh, na minha percepção, é a oportunidade que a gente tem de acolher o outro naquilo que ele eh precisa ser acolhido. Então assim, se estamos falando de uma escutativa dentro de um processo terapêutico, ela é diferente de uma escuta que talvez seja dentro do ambiente familiar, mas em ambos espaços percebo que é um espaço de acolhimento. Uhum. Não necessariamente. Nós vamos precisar colocar uma solução mágica para essa pessoa, mas o próprio espaço que tem, que ela pode colocar o que ela tá sentindo é uma forma de trazer autorregulação pro corpo. Uhum. Então assim, é o sentir que ela pertence à aquele núcleo, né? é sentir que ela pertence àele espaço e que ela tem o apoio para se autorregular, sejam em contextos diferentes, como eu falei, contexto, esse sistema familiar é um, sistema de amigos é outro e processo terapêutico também é outro. Mas essa escuta, ela é muito importante. Importante essa escuta e que a nossa geração não aprendeu a ouvir e nem a pedir que ele possa ser ouvido, né, Bet? Eh, a fala cura de acordo com a psicanálise. Sim. A fala é muito importante, mas a porque ela cura, mas a escuta é a que faz ela chegar nesse momento da cura. Porque quando você escuta terapeuticamente, né, quando na terapia, eh, é sem julgamento e a gente precisa fazer isso. Agora, quando a gente tá no ambiente fora da terapia, existe a escuta, bem como a a Lu falou, né, existe a escuta, mas geralmente existe aquela pitadinha de julgamento da pessoa sempre, né? É a crítica, a crítica. Exatamente. E além dessa escuta ativa, eu acho que o processo de autoconhecimento também é extremamente importante. Uhum. que quando você se conhece, você consegue se eh trazer a sua comunicação interna para fora, porque essa comunicação é muito importante. Mesmo nos mesmo na terapia, se a pessoa não consegue se comunicar, ela não consegue pedir ajuda. Uhum. Então ela precisa de todo esse processo, é um ciclo, é autose conhecer, eh é com conseguir se comunicar para poder chegar no processo de ajuda. Nossa, gente, é bem delicado. A gente falando assim, parece fácil, mas é bem delicado porque a gente precisa quebrar eh quebrar barreiras, né, pra gente poder seguir. Agora, eh, vamos falar de ambiente de trabalho, né? Porque hoje a gente tá mais no ambiente de trabalho do que em casa, né? E como que essa cultura, né, organizacional pode influenciar na disposição das pessoas no quesito pedir apoio, o ambiente de trabalho, né? Como é que a gente, você, você acredita que fica mais difícil pedir apoio no ambiente de trabalho ou então que ali não é um lugar? Porque quando eu falo de ambiente de trabalho é porque assim, a gente, como eu disse, a gente tá mais inserido no ambiente de trabalho do que no ambiente familiar. Se a gente for parar para pensar hoje, tem gente até que tem dois empregos, né? Uhum. Mas a pessoa não tá passando por uma situação legal e ela precisa pedir apoio, precisa pedir ajuda. O ambiente de trabalho é um lugar que pode favorecer ou pode dar problema nesse quesito pedir ajuda? As duas coisas. Ai, as duas coisas. E existe assim, na minha percepção, o que que acontece? Se a pessoa ela também tem uma dificuldade na vida pessoal de pedir ajuda dentro de um contexto familiar, quando vai paraas organizações, esse modelo ele vai se repetir. Então lá também eu vou precisar dar conta de tudo. Só que dentro de um ambiente organizacional, muitas vezes encontramos lideranças já num viés muito mais humanizado, em que percebendo a necessidade, a dificuldade daquela pessoa, pode abrir um caminho para que ela peça ajuda. Então ela abre o caminho pro desenvolvimento dela, não tomando como base a forma como ela veio dessa educação de base. Sim. Perfeito. Então assim, se eu vou para dentro de uma organização e eu continuo repetindo esse mesmo padrão, eu tenho uma sobreposição de contexto. O que se repete, o que acontece lá fora acontece no ambiente organizacional também. Hoje nós temos empresas que investem muito nessa questão do desenvolvimento humano, de modo que a pessoa ela vai despertando dentro dela todo esse potencial para que ela faça as transformações necessárias eh do que veio como base para ela, de crenças, até mesmo revisão de valores. Então tudo isso é bem natural. Então, existem ambientes que sim ajudam nesse desenvolvimento, mas existem ambientes que reforçam ainda mais a dor. É, é bem bem uma situação assim que vocês falando, a gente vem um filme na minha cabeça, você começa, eu pelo menos, eu espero que você de casa também seja assim, a fala delas tem um um assim e uma contribuição tão boa que a gente começa a a imaginar todas essas situações. Isso é bom demais, porque vai despertando, sabe? É muito bom. Aí você para e pensa, a gente percorreu um caminho aqui de muitas falas, né, que nos arremetem no nosso dia a dia. Agora a gente chegou num ambiente de trabalho, uma numa instituição, uma organização, e aí você ou tem o espaço para que você eh seja ouvido ou tem o espaço para que reforce que você precisa ser forte o tempo todo, dar conta e não ficar de mimimi. Agora eu pergunto para você, eh, Bet, a positividade tóxica, né, todo mundo fala disso, então ela minimiza a necessidade eh de pedir ajuda. É algo só externo, né? Sou positivo o tempo todo e tal e tal. Existe alguém assim positivo o tempo todo? E o que que é essa positividade tóxica que todo mundo fala e que o que que ela, como ela está inserida nesse contexto que a gente tá falando aqui hoje sobre eh o medo ou enfim não saber pedir ajuda. Então, Rúbia, é interessante isso porque a positividade tóxica nada mais é do que uma proteção da pessoa. Quando ela se posiciona numa positividade em todos os aspectos da vida dela, ela tá, ela simplesmente ela está fazendo um processo de proteção, de autoproteção. Uhum. Hum. Porque quando eu enxergo o mundo, mesmo ele estando em ao meu redor, um mundo difícil, mas eu eu me me coloco numa positividade em todos os fatores, eu me protejo. Isso não quer dizer que eu esteja saudável, isso não quer dizer que a minha vida esteja boa. E também não quer dizer que eu não possa pedir ajuda, que eu não esteja precisando de pedir ajuda num momento difícil. Então essa positividade tóxica é uma capa que eu coloco em mim para eu não sofrer eh emocionalmente naquilo que eu sou que eu estou precisando. Então, e e essa positividade tóxica, ela até que ponto ela é boa? Ela é ruim. Que que que que acontece? Porque as pessoas falam tanto disso e aí você falando que é uma proteção, né? Então a gente se protege e às vezes até involuntário também e tal tem tudo isso. Agora, até que ponto essa positividade tóxica ela é benéfica? Se ela é tóxica, ela já não é benéfica. Mas não seria uma proteção. Sim, mas ela precisa ter um um nível de equilíbrio, tá? Então, eu posso ser positiva com a vida e, aliás, eu devo ser positiva em vários momentos, né, para eu poder também me fortalecer. Mas quando ela começa a ficar tóxica, ela já é porque já é ela já ultrapassou o limite do bom. O excesso esconde a falta. O excesso esconde a falta. Exatamente. Tem uma, eh, eu fiz, tô fazendo uma reflexão aqui de assim, a positividade tóxica, eh, a gente pode fazer um um parâmetro assim de como se a gente tivesse varrendo para debaixo do tapete. Uhum. Isso, aquilo que a gente precisa olhar, aquilo que a gente precisa trabalhar. Então, assim, é claro que existe um tempo eh pro cliente trabalhar determinadas questões, não é o terapeuta eh que vai chegar e vai ditar o processo, o que ele precisa fazer, mas existe o tempo desse cliente. Então eu acho que quando a gente fica nessa positividade tóxica, tá tudo bem. Quantas e quantas pessoas a gente percebe que assim elas não estão bem, não, mas tá tudo bem, vai dar tudo certo. Não é assim, não funciona dessa forma, né? Então assim, eu acho que esse pedido de ajuda, ele também já começa de você reconhecendo que assim, eu não estou bem. Verdade. É uma humildade que a gente tem para poder reconhecer que não estamos bem. Esse já é um pedido de ajuda. Nossa, gente, olha só, eh, analisa comigo, né? Nós viemos e aprendemos a sermos fortes o tempo todo. Aí tá tudo bem, beleza, a gente aguenta, a gente carrega, vamos simbora. Carrega o mundo nas costas, né? A gente não cansa. Eh, nós não ficamos tristes e se a gente chora, a gente chora embaixo do chuveiro e tá tudo bem. E eu não vou pedir ajuda porque tá tudo bem. Hoje não foi bem, mas amanhã vai ficar bem. E às vezes não vai, não é assim. Às vezes sim, você precisa pedir ajuda e aí você vem com a positividade tóxica, né? Que que você tá fazendo? Jogando tudo embaixo do tapete, mas vai chegar uma hora que vai est tão cheio que vai começar a transbordar. E aí faz o quê? né? De que forma você vai eh se orientar para poder limpar tudo isso e seguir caminhando. É buscando ajuda de profissionais. É por isso que eu penso assim, eu sempre falo e repito aqui, a terapia eh é uma forma de nos ensinar o melhor a melhor forma de caminhar, né? é o autoconhecimento. E nessa questão de pedir ajuda, de não querer ser ajudado, pode as pessoas podem pensar como é orgulho ou, enfim, é, ah, tá, vai levar tudo nas costas, vai embora, leva mesmo, ninguém quer saber, entendeu? Então, assim, às vezes as pessoas pensam isso mesmo, mas a gente tem que parar, pensar e ter um autoconhecimento, né? O autoconhecimento acho que é a chave de tudo para que a gente possa entender o quão vulnerável nós somos. Não somos fortes o tempo todo. É isso, né, Bet? Então é, Rúb, é isso mesmo. Você falou bem, bem muito bem falado. O autoconhecimento nos faz nomear as nossas emoções, porque a gente foge de todas, todas. de todas as emoções, a gente foge. E aí quando você tem esse processo de autoconhecimento, você vai continuar tendo emoções que não vão ser agradáveis ou que vão ser agradáveis, mas você vai conseguir lidar com elas da melhor forma. Exato. Então, a gente vai conseguir nomear elas dentro da gente. E isso é muito importante, porque é importante sentir todas. É, a gente tá vivo, a gente tem que sentir, né? É isso, né? E a gente precisa só ter um olhar diferente para elas, sabe? Acolher as nossas emoções. A gente não sabe fazer isso. A gente sabe acolher as nossas emoções. Por isso que talvez esse processo de ajuda também seja tão difícil, porque se eu não sei nomear o que tem dentro de mim, eu vou pedir ajuda de do quê? É o que que você tem? Não sei. Tá tudo bem, vai passar amanhã a gente segue, né? Segue a vida. Tudo bem, exatamente mais ou menos isso, né? Entendo. Do que que eu vou pedir ajuda? Uhum. Eu acho que vivemos um um momento, né, Bet, de em que assim existe um chamado para que a gente se conecte com o nosso corpo, né? Quando eu tô falando de da experiência somática, que é um trabalho, né, com manejo de trauma, com eh a gente tá falando de uma reconexão com esse corpo. Então, assim, o quanto nós estamos vivendo desligado e desligada do nosso desse nosso sentir. Uhum. Então, assim, o momento é o que eu estou sentindo. Paro por alguns minutos. faço algumas respirações e percebo o que se movimenta dentro desse corpo, né? Porque o corpo ele também é uma forma de comunicação, ele é a nossa bússola interna. Corpo fala, não é? E fala muito, né? Fala. É, gente, tá vendo só? Tô aprendendo tanto. Eu espero que você de casa também esteja aprendendo, porque esse momento, gente, é um momento único, né? Você pensa segunda-feira bem cedinho, a gente tá ao vivo aqui com duas profissionais explicando pra gente e conversando conosco referente a algo que acontece no nosso dia a dia, né? Aquele negócio, não vou pedir ajuda não, né? Poxa, por que não? Sabe, pede ajuda, vamos lá. Eh, é tão bom ser ajudado, mas peça ajuda para pessoas que realmente possam te ajudar, né? Porque tem esse detalhe também, né? Eu vou pedir ajuda para alguém que não está disposto a oferecer ajuda. Pode dar problemas, você não acha, Bet? Sim, sim, pode. Porque a pessoa ela tem que ter essa disponibilidade emocional para ajudar e entender sobre aquela ajuda. Se ela não tiver disponível, ela não vai entender o pedido do outro. Exato. Entendeu? é uma comunicação, é uma interação, então ela precisa estar disponível também. Muitas vezes ela tá passando por problemas sérios que ela escutando o outro, ela não vai conseguir ajudar. Então ela também precisa ter esse esse cuidado, sabe, de estar inteira naquele pedido. Nossa, estar inteiro. Quem aí que tá inteiro 100%? Eu acho que é bem é bem assim difícil, não sei, mas encontrar uma pessoa inteira hoje em dia é desafiador, não é, Luciana? Eu acho que essa inteireza, na realidade, ela vai sendo construída. Perfeito. Ol, então assim, é um movimento pra vida. Uhum. Ele não é algo que eu inicio um processo terapêutico, ah, eu vou ser inteira dentro de 10 sessões. Não acontece isso. É porque a vida tá no movimento, né? O nosso caminho evolutivo é é a vida. Então, enquanto houver vida, eu estou em processo de desenvolvimento. Então, se eu trabalho uma questão por um período, vai abrir outras caixinhas para que a gente possa trabalhar. Então, esse é o caminho evolutivo. E eu acho que até, né, Bet, tem essa questão da fantasia do processo terapêutico. Sim. de assim, não, eu resolvo tudo dentro de 10 sessões ou de um tempo, se meses. Então assim, não acontece assim, se a gente parar para perceber o movimento que a vida tem, então enquanto houver vida tem oportunidade de desenvolvimento. Olha, isso é bom. Isso é bom porque a gente pensa às vezes, ah, não tô no meu momento agora. Ah, sempre há momento, né? a gente tá em movimento e assim, você sabe o que que eu aprendi conversando com profissionais que nós não somos a mesma pessoa todos os dias, né? Porque a gente vive em movimento. E aí por isso que de repente uma terapia não vai fazer vai fazer resultado, vai dar resultado para você sobre aquilo que você tá vivendo agora. Mas e aí amanhã o que vem para você? Como é que você vai continuar caminhando? Vai ter barreiras? Vai vão ter obstáculos? E a gente tá em movimento e sempre mudando, não é? Uhum. Exatamente. Somos fragmentados. É isso. Nós somos eh a nossa integralidade, ela é feita de vários pedaços, né? De de movimento mesmo, disso que você falou. Em cada espaço em que a gente está, a gente traz alguma coisa pra gente e vai preenchendo, né? Até que a gente consiga ficar numa inteirice, né? Nossa, hein? Quem dera? Que maravilha. Ô, gente, faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Vamos lá. O pessoal tá participando com a gente. Vamos ouvir os nossos telespectadores, o que eles têm a dizer sobre pedido de ajuda, né? Vamos lá, produção. Pode colocar para nós. Deixa eu ver quem é que tá com a gente. A Laura do Ouro Verde. Como educar nossos filhos para que cresçam independentes, mas saibam dividir problemas e pedir ajuda naturalmente? Olha aí. Vamos lá, então, Luciana, ajuda a gente a responder a Laura do Jardim Ouro Verde. Achei bem pertinente essa pergunta dela aí. Muito interessante essa pergunta da Laura. Eu diria que assim nós falamos muito no começo sobre a escuta ativa, nós falamos de criar um espaço, então assim, como que ela pode eh ofertar um espaço de escuta eh evitando esse julgamento e essa crítica? Então, assim, é uma abertura para ouvir esses filhos de uma forma que você impulsiona eles pro mundo a partir dessa acolhida. Uhum. que é ofertada dentro desse sistema familiar, né? Então assim, eh, a criança, por mais que ela seja uma criança, ela tá em formação, né, de opinião. Então, assim, quais são os exemplos que ela também tem no entorno dela que fazem com que ela vá se movimentar para esse mundo de uma forma independente? Perfeito. E acho que tem muito eh tem algo muito importante sobre isso também, é que é assim como essa mãe e esse pai também estão trabalhando em si mesmos para que essa criança se mova de uma forma independente, né? Então assim, eh, não é só a criança, não é só educar a criança, mas é os pais também se trabalharem. É, é verdade. Nós somos espelho, né? Exato. É isso, né, Bet? É isso mesmo. E esse espelhamento na infância, ele é extremamente importante, porque eh eh vai trazer exatamente esse olhar. Quando a criança olha pros pais, ela eh acaba trazendo para ela na estrutura dela da da psiquê, aquilo que os pais estão transmitindo. É, então é muito importante isso que a Lu falou, os pais cuidarem deles, porque não é realmente só educar. Educar é um contexto inteiro familiar. É muito bom. E existe a vulnerabilidade dos pais. Exato. Então assim, eh a maternidade, a paternidade, na verdade ela não nasce pronta. Os pais eles vão se formando a partir do desenvolvimento experi. Uhum. Então, não é algo que assim existe muita cobrança, eu vejo muita cobrança de mães e até mesmo dos pais e em terem um caminho perfeito assim na educação dessa criança. Mas se a gente parar para analisar essa parte da educação, os pais também estão aprendendo a educar essa criança. Então, se os pais também se trabalham, é uma forma deles olharem para essa vulnerabilidade, porque tem as limitações. Exatamente, né? Eh, tem, antes falava assim, eh, quando nasce uma criança, os pais nascem juntos, né? Então, vem tudo novo, é tudo novo e você está aprendendo o tempo todo, né? Então, eh, fica todo mundo muito vulnerável. E aí preciso se atentar no que a gente está repassando para os nossos filhos, né? Porque são nós somos espelhos e eles vão aprender o que a gente ensinar e o que a gente repassar para eles. É isso. Vamos lá. 8:54. Tem mais perguntas pra gente? Se tiver pode colocar aí por gentileza. O Diego da Vila Industrial rejeitado. Rejeito, aliás, perdão, rejeito ajuda no trabalho e levo carga extra para casa. É, esse acúmulo pode virar burnout, mesmo sem eu perceber. E aí, Bet? Uma pergunta bem interessante. Eu acho que já virou. Se você tá rejeitando e quem sou eu para dizer, mas olha, já virou. Você tá trabalhando em casa, tá trabalhando no trabalho e aí não é isso. Exatamente. Primeira coisa que eu acho que a gente precisa entender dentro do trabalho, qual é o meu limite? Uhum. Tá. Porque eh dentro da empresa, a empresa tem um limite como empresa e eu tenho um limite como eh pessoa dentro da empresa. Então a primeira coisa que eu preciso entender qual é o meu limite e por que eu ã cheguei num limite além, por que que eu não consigo falar não? Por que que eu não consigo me comunicar e dizer pro meu chefe, por exemplo, que eu não, que naquele momento eu não vou conseguir fazer determinado trabalho. Então é muito sobre mim, é qual é o meu conteúdo que eu não tô conseguindo me organizar dentro da empresa a ponto de eu extrapolar, né, meu horário de trabalho, extrapolar a quantidade e sim, se eu continuo fazendo isso, sem entender porque eu estou fazendo isso, eu posso entrar assim num bornout, com certeza. É, exatamente. E aí vai ser muito pior para mim, sim, né? E aí encaixa muito com o que a gente tá dizendo aqui hoje, com o nosso tema de hoje, que é eh o medo ou então não saber pedir ajuda, né? Vamos lá, não carrega tudo sozinho, não. Precisa pedir ajuda, sim, né? Não somos aí homens e mulheres de ferro, né? É natural. A gente é de carne, osso. Somos seres humanos, a gente acerta, a gente erra, a gente pode pedir ajuda, a gente pode ajudar. E aqui a gente ensina como fazer isso, né? como iniciar esse caminho, né? Aí depois você vai pro consultório e aprende. Só que não vai achar que vai resolver tudo assim a vida inteira e em 10 sessões, porque não é bem assim não. Você continua no movimento, continua vivendo e precisa continuar aprendendo. A gente tá em constante aprendizado, né, Luciana? Sim. Eh, só retomando um pouquinho essa pergunta do Diogo, que eu acho interessante ele fazer a pergunta para si mesmo. É assim, para que esse movimento? Esse movimento que eu estou fazendo hoje, ele sempre vai estar a serviço de algo. Então assim, qual é o paraqu dessa situação? Uhum. Acho que é uma pergunta até assim bastante complexa, muito que talvez ele não tenha resposta de imediato, mas pode ir chegando essa resposta. A gente precisa começar a a se perguntar qual é o paraquis e não só o porquê, porque o o porquê leva uma carga também de julgamento. Gostei. Ah, vou vou me questionar também. Para quê? Tá vendo como a gente aprende? Eu fico tão feliz que a gente aprende todo dia aqui de segunda a sexta ao vivo com profissionais espetaculares, né? Nos ensinando. E o legal é que são coisas do nosso dia a dia, sabe? do nosso comportamento humano. Eh, são detalhezinhos aí às vezes que a gente nem conversa em casa e também não tem nem com quem conversar, de repente não tem alguém para quer falar, mas não tem alguém para ouvir. E a gente aqui mostrando um caminho, um caminho, início, né, de uma caminhada bem legal. Agora 8:57, produção falando que a gente precisa encerrar, então a gente vai pras considerações finais. Nossa, que bate-papo gostoso para abrir a semana, viu? Gostei. Vamos aprender a pedir ajuda. Vai. Esquece esse negócio de, ah, vão me julgar. E você que julga, dá uma diminuída, se coloca no lugar da outra pessoa. Você gostaria que te julgassem, né? É claro que não. Ninguém gosta disso. Vamos diminuir. Eu não digo encerrar de uma vez, porque nós somos seres humanos. A gente tá em constante aprendizado. A gente aprende e e também a gente desaprende. Então vamos desaprender a a julgar, a culpar e vamos aprender a ouvir com mais empatia e realmente ouvir sem julgamento. Eu quero agradecer então a participação das nossas eh eh profissionais, né, Luciana? Obrigada pela contribuição das suas das suas falas, seus ensinamentos. Compartilhar aí o seu conhecimento conosco. Eu acho que de grande valia nesse início de semana, fechamento de mês. Amanhã já seremos diferentes de hoje e a gente precisa aprender. Obrigada, Rúbia. Obrigada pela oportunidade. Eu acho que a minha consideração final é justamente assim, lembrar que nós somos seres humanos, né? Imperfeitos, eh, como somos. e que estamos aqui na realidade para para poder se desenvolver. É uma jornada evolutiva, é uma jornada de crescimento. Eh, e o pedir ajuda leva a gente para essa dimensão humana, né, que a gente vive hoje. É. Que dimensão, né, menino? Olha, eu vou falar um negócio para vocês. É, é, é um negó é é algo assim que se a gente parar para analisar o mundo que a gente vive, comportamento das pessoas, eh tudo que anda acontecendo em nossa volta, se a gente não tiver um direcionamento, a gente pira. Então eu quero agradecer a participação de vocês, Elizabe, muito obrigada pela sua contribuição, né, o compartilhamento das informações. É sempre de grande valia ter profissionais como vocês nos ajudando, né, nos ajudando. Isso que vocês fazem eh ajudar a termos aí um início de autoconhecimento. Obrigada. Eu que agradeço, Rúbia. Agradeço a gentileza e a empatia, que é uma uma palavra difícil e que a gente ao mesmo tempo é esclarecedora e acolhedora. Então, que a gente aprenda a ter empatia. Não é fácil, né? Mas a gente aprende se a gente quiser, porque estamos em constante aprendizado. É isso. É, gente, é isso aí. Olha, um pedir ajuda é um ato de coragem e é o primeiro passo para sair desse isolamento emocional, para abrir espaço para o cuidado de si mesmo e dos outros. Se você está passando por um momento difícil, lembre-se que você não tá sozinho, não. E se você percebe alguém ao seu redor que está lutando calado, ofereça presença. Presença sem julgamento, sem pressão. Apenas esteja por ali. De repente isso vai fazer toda a diferença. Tá bom? A gente agradece a sua companhia, a sua audiência nesta manhã de segunda-feira. Amanhã é terça, né, dia primeiro de julho. E o tema é fome. Vocês têm fome? Claro que tenho, eu também sinto. E agora você sabe diferenciar essa fome? Se é uma fome real ou se é uma fome emocional. A influência do estress nos hábitos alimentares, um assunto que mistura comportamento, saúde mental e alimentação. É sobre isso que a gente fala amanhã no nosso estúdio Câmara ao vivo. A partir das 8 da manhã, contamos com a sua participação e a sua presença. Vamos encerrando por aqui o nosso programa desta segunda-feira, desejando a você uma semana linda, uma segunda abençoada. Dá uma olhada lá no céu, tá lindo demais. Então, aproveite, se puder, guarda-capa lá no fundo do baú, porque eu tenho certeza que você vai viver com mais leveza, tá certo? Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informação eh do legislativo campineiro e da nossa metrópole. Às 18 horas tem reunião ordinária, você pode participar ao vivo direto no plenário, tá bom? Avenida pela eh entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manes 66, lá na Ponte Preta. Você é convidado especial. Ou então, se não puder ir, assista pela TV Câmara Campinas ou pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Esse programa também está no YouTube, você pode assistir e compartilhar com os seus amigos e familiares. Beijo grande para você. Valeu, equipe. Valeu, turma. Ninguém faz nada sozinho, né? Tem uma equipe maravilhosa que nos ajuda a levar todos os dias informações de qualidade para você aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, gente. As nossas convidadas mais uma vez, opa, desculpa, falhando. Muito obrigada. E vocês de casa, fiquem com Deus. Uma ótima segunda-feira. Se cuida. Não precisa ser forte o tempo todo se precisar dessa ajuda. Beijo. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música] [Música]
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