Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, [Música] muito bom dia para você que está aí ligadinho na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara nesta quinta-feira, dia 11 de setembro. Hoje nós vamos falar sobre um assunto, gente, que gera curiosidade, muitas histórias engraçadas, mas também alguns constrangimentos. Nós vamos falar sobre o namoro por aplicativo. É, na internet, muitos casais compartilham fotos felizes, celebram relacionamentos saudáveis, mas quando perguntam: "Como vocês se conhecem? Como vocês se conheceram?" A resposta vem com um pouco de vergonha. foi num aplicativo de relacionamento. E você, você já passou por isso? Você já teve essa experiência, né, de utilizar um aplicativo para se relacionar com alguém? Conta pra gente, interage conosco. Nós queremos saber a sua opinião e a sua experiência. Manda lá a sua mensagem. Nosso WhatsApp já está aberto para você. 19979377. Nossos entrevistados já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente apresenta para você os nossos convidados. Mas agora vamos atualizar algumas informações aqui da nossa cidade de Campinas. Vamos para o legislativo. A Câmara Municipal eh realiza hoje a primeira reunião da Comissão de Estudos eh referente à aprovação de planejamento dos trabalhos. Pode subir pra gente TP das atividades e a eleição do relator. Essa reunião acontece no plenário a partir das 10 horas da manhã. A duração eh inicial da comissão de estudos é de 180 dias. Essa comissão, gente, visa promover um amplo debate com especialistas à sociedade civil, também setores envolvidos com cooperativas e catadores de materiais recicláveis. O objetivo dessa comissão é buscar alternativas e soluções para tornar Campinas uma cidade mais sustentável. você pode participar dessa reunião eh através do nosso eh da TV Câmara Campinas e também do nosso YouTube, tá? Porque a nossa programação é transmitida no YouTube da TV Câmara Campinas. Acessa lá, participe e também presencialmente no plenário José Maria Matozinho. Mais informações chegando para você. Campinas lança a teleorientação para otimizar atendimentos do SUS. O serviço de teleorientação é uma nova modalidade do programa Acesso Fácil Saúde Campinas. Ele permite que os usuários do SUS Municipal tirem dúvidas e recebam orientações sobre saúde sem precisar sair de casa. O objetivo é oferecer respostas rápidas para demandas simples e, ao mesmo tempo otimizar os atendimentos presenciais para casos que realmente necessitam. Lançado em meados de julho, o serviço conta com médicos e outros profissionais de saúde da rede municipal e atualmente oferece de 20 a 30 vagas por dia, de segunda a sexta, das 8 da manhã ao meio-dia, com previsão eh de expansão gradual. Para utilizar a teleorientação, o paciente deve entrar em contato com a assistente virtual Ana pelo WhatsApp 1998990903. A conversa inicial serve para avaliar se a demanda pode ser resolvida por videochamada com um médico ou enfermeiro ou se é necessário um atendimento presencial em uma unidade de saúde. Previsão do tempo paraa Campinas, gente. Vamos lá. Hoje um dia de sol entre nuvens. A mínima hoje foi de 16. A máxima pode chegar a 29º, né? Agora tem um um alerta aí da Defesa Civil do Estado de São Paulo. Esse alerta foi emitido ontem. Esse é o terceiro alerta severo de baixa umidade relativa do ar, índices abaixo de 12%, gente. Estamos aí com um clima de deserto, né? Olha aí, esse alerta foi emitido para moradores do dos 466 municípios paulistas e Campinas está entre os municípios. O alerta trouxe a atenção para risco à saúde e também risco de incêndios em vegetação. Então, muita atenção, né? E e falando de saúde, a gente precisa de muita hidratação. Bora lá encher sua garrafinha e viver mais um dia, graças ao Bom Deus. E que esse dia seja maravilhoso para todos. Só não esqueça de se hidratar, porque nós estamos aí com um alerta de clima muito seco na nossa região, tá bom? Agora sim, vamos falar sobre o tema de hoje. Bem interessante, né? Apesar de existirem aí há mais de uma década, os aplicativos de relacionamento ainda carregam um forte estigma, né? eles se tornaram aí um dos caminhos mais comuns para encontrar um parceiro com milhões, gente. Isso mesmo, milhões de pessoas que se conectam diariamente. No entanto, é curioso a gente notar que muitos casais que se conhecem ou conheceram eh eh pelos aplicativos, eles preferem contar uma história bem diferente, dizendo que se cruzaram por um eh acaso em um café, um show ou em uma festa de amigos. Agora a gente pergunta, por que essa vergonha, né? Por que esconder um ponto de partida que para muitos foi o único viável? Será que é medo de julgamento ou medo de ter que justificar uma busca digital pelo amor? Ou será o romantismo de que um encontro casual ainda supera a praticidade de o encontro virtual? É bem interessante o tema de hoje. Para isso, a gente conta com convidados que vão explicar pra gente, né, o porquê dessas dúvidas, desse tabu. A gente quer receber aqui com muito carinho a psicóloga psicodramatista Solâ Araújo, que veio novamente participar do estúdio Câmara. Uma satisfação receber você. Seja bem-vinda, Solange. Muito obrigada, Rúbia. É uma satisfação realmente estar aqui novamente. Obrigada a quem tá assistindo. Agradecimentos à TV Câmara, ao meu companheiro que tá aqui comigo também para partilhar um tema tão bacana, tão atual e tão é que tem toda uma questão, né, assim, no entorno. Por que isso ainda é um tabu? Vamos falar um pouco sobre isso. Maravilhosa. Pegou a estrada cedinho, né? Cedinho, muito tranquilo. A chegada para São Paulo é terrível, como sempre. Monte de carro e argentino. Foi tranquilo, um dia lindo. Que bom, que bom, maravilhosa. Agradeço imensamente a sua participação. E pelo Zoom, gente, conosco está o psicólogo Rodinaldo Santos, que vai conversar com a gente sobre esse tabu aí que ainda cerca por aplicativo. Seja muito bem-vindo. Bom dia, Odinaldo. Bom dia. Muito, muito obrigado pelo convite. Extremamente feliz em ter a oportunidade de falar sobre esse tema, né, que é um tema tão atual, apesar de não ser eh algo novo, né, esses aplicativos de relacionamento, mas é muito atual por conta da demanda, né, que esses aplicativos necessitam. Muitas pessoas, muitas relações, muitos porquês, né, muitas, muitos encontros, mas também pode ter muitas frustrações, né, dentro desses aplicativos. Então, obrigado. Obrigado e bom dia a todos aí que estão nos vendo também. Maravilha. Olha só que time para trazer pra gente eh um caminho para quebrar esse tabu de repente. Vamos lá. Olha só, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em parceria com o Instituto Ipsos, detalhou como o encontro de parceiros evoluiu ao longo da história. Foram ouvidas mais de 2.000 pessoas espalhadas por todos os continentes e eles trazem que o namoro online é generalizado com quase metade, ou seja, 49% das pessoas ouvidas, solteiros globalmente, né, eles já usaram os apps de relacionamento. A maioria dos usuários dos de aplicativos, 66%, acredita que relacionamentos iniciados online são bem-sucedidos ou até mais bem-sucedidos do que os que começaram offline. Casais que se conheceram online consideram tão satisfeitos quanto os casais que se conheceram offline. Então tem aí um certo equilíbrio, né? Então eu já começo com você, Solange. Eh, qual que é a sua avaliação? Por que que ainda existe tanto preconceito em relação a casais que se conhecem por aplicativo? Muito legal sua pergunta. E curiosamente você tá falando de um estudo de Stanford e é justamente um dos que eu pesquisei essa semana, porque assim, para falar do tema, eh, a gente não precisa só, eu não dá para só trazer aqui todo o meu conhecimento de clínica, de pacientes, de história. Eu também preciso me atualizar para entender como é que tá esse cenário aí na na vida, enfim. Sim, e eu justamente vi um estudo recentemente e aí eu achei muito curioso, foi inclusive um dos meus pacientes que me passou um gráfico, ele traz a linha do tempo, né? Sensacional, que é um gráfico que mostra de 1930 a 2024 toda essa evolução, né? Onde na verdade nesse gráfico tem lá, né? Todos os tópicos por onde mais as pessoas é aqui, né? para cá que eu isso hoje eu vou olhar para e por onde as pessoas eh mais se conheceram. Curiosamente você o começando o gráfico de 1930 para cá Uhum os três primeiros itens são família, amigos e escola, me parece, né? E curiosamente família sim, né? Se por quê? De verdade, né? Se a gente for pensar historicamente, eh, as pessoas se conheciam através das famílias, né? iso numa linha de tempo aí, né, que a gente pode pontuar e preferencialmente no mundo inteiro. Sempre foi assim. E aí você vai observando, né, nesse gráfico, depois eu posso até passar para quem se interessar, é muito interessante porque ele mostra exatamente o retrato do que aconteceu. Então, tão lá os tópicos, família, amigos, eh, escola, igreja, restaurantes, enfim. e último lá embaixo online, o gráfico vai passando, né, os anos vão se passando e obviamente assim, eh, online vai permanecendo lá e oscila um pouco entre família, amigos, né, eh, e escola e faculdade. Só que você percebe assim, eh, no decorrer da evolução que a partir da década de 70, né, começa a mudar um pouco esse cenário, né, assim, ou seja, eh as pessoas que mais se conheciam nesse contexto familiar, eh o trabalho começa a ter um destaque diferente. Obviamente que assim, né, acho que em função até dos movimentos sociais trabalhistas, acho que pela busca da igualdade também nas relações, enfim, eh, começa a mudar, então começa a oscilar, né, entre trabalho, família ali e tal, mas mantendo-se mais ou menos o mesmo percentual. É. E aí você percebe que um determinado momento, né, da década de 1980 e 90, o trabalho começa a ser um destaque eh maior. Eu particularmente conheci, por exemplo, o meu marido no ambiente de trabalho, né, assim. Então, eh muitas pessoas da minha geração conheceram os seus parceiros, os seus, enfim, eh, em relações de trabalho. Então, nessa, você vê um destaque muito grande na década de 70, 80 e 90. Uhum. E no ano 2000 é que vem o grande boom, né, onde o online começa a subir, né, nessa nesse gráfico, né, assim, violentamente. Eh, e esse cenário inverte, ou seja, aquele item do online que tava lá embaixo, né, eh, a partir da década de 2000, ele começa a ter um destaque enorme. E aí quando você vê o final do gráfico, você percebe que assim, eh, família, eh, desce para quinto, né, assim, ou seja, e os três primeiros online, chegando em 2024 a 60%, sim, né, desse desse total. E segundo, acho que aí entra amigos, né, que ainda é um cenário onde você pode encontrar pessoas com 13%. E em terceiro, eh, trabalho com 8%. esse cenário mudou assim completamente. Por que que eu tô explicando tudo isso? Eu acho que tem também a questão de que assim as pessoas ainda t um pouco desse preconceito, né, assim, em relação a a por onde eu me conheci, né? Como é que eu vou falar sobre isso? a gente tem que a gente tem que colocar eh primeiramente que assim dentro das relações, quando você vai pro cenário da tecnologia hoje, eh você tá vendo aí um cenário onde não tem como a gente fugir disso, não tem como a gente não se atualizar. Então assim, esse cenário do o é mais bacana, né, assim, que eu me apresente como sendo uma pessoa que eu conheci através da família, dos amigos, isso eh fica mais interessante? Obviamente que não, né? A gente tem que se atualizar, a gente tem que também poder falar sinceramente a partir daí, né? Por onde a gente se conheceu e como que as coisas se constróem. Então esse gráfico é fantástico e ele mostra justamente, né, todos os movimentos e tudo que aconteceu. Acho que é por aí, né? É interessantíssimo. E foi por ele que eu me pautei também para trazer aqui eh esse programa pra gente hoje. Rodinaldo, seguindo essa linha, né, essa linha que que a Solâ a Soland muito bem colocou aqui, o medo do julgamento alheio parece ser um dos grandes motivos aí para para essa vergonha, né, que as pessoas sentem em dizer que eh conheceu o parceiro através de um aplicativo. A gente tem uma cultura de que o que os outros vão pensar é sempre assim, como a busca por validação externa afeta a saúde mental, Rodinaldo, de quem usa esses aplicativos. Porque se a gente parar para analisar, você tem vergonha do quê? Se você conheceu a pessoa, se você tá bem, se você tá feliz, qual é a sua vergonha de dizer que você conheceu seu parceiro através de um aplicativo? Se a gente tem uma linha do tempo que mostra a evolução, né, desse tipo de relacionamento, qual que é a sua resposta? Por que essa vergonha e como isso pode afetar a saúde mental de quem utiliza esse recurso? Perfeito. Bom, essa questão eh temporal, né, e geracional que a que a colega trouxe é extremamente importante, né, pra gente entender todo esse movimento, né, de relacionamento, de relações de maneira geral, né, esse conflito geracional que foi tendo ao longo dos anos, ao longo das décadas, né, é muito importante, onde lá atrás, como ela mencionou, eh, primeiro lugar estava família, ambiente de trabalho, né, e a partir dos anos anos 2000, junto, né, com toda tecnologia que nós fomos tendo de maneira muito rápida, né, as coisas foram se adaptando. Eh, junto com isso, o trabalho, né, e a vida, principalmente em grandes cidades, em grandes metrópoles, foi se tornando cada vez mais acelerada, né? Tudo muito mais rápido, todo mundo com menos tempo, né? pelo menos é a impressão geral que as pessoas acabam tendo. Junto com isso, qual que é a opção mais rápida ou a opção mais viável para eu buscar um um relacionamento, para eu buscar uma relação ou simplesmente para eu buscar alhe, né? São os aplicativos de relacionamento. Eh, é uma das opções mais utilizadas, né? E o medo de julgamento, por quê, né? Uma da uma das vertentes, né? é justamente pelos nossos familiares, pelas gerações passadas, né? Como que essas gerações passadas se conheceram e quais eram os padrões que essas gerações tinham como relacionamento, né? Então, esse julgamento é muito por conta disso também, porque como que meu pai e a minha mãe se conheceram, como que meus avós se conheceram, né? Qual é a opinião dos meus pais em relação a esses aplicativos, né? Então isso é muito importante porque isso traz esse esse medo desse julgamento, né? E às vezes essa percepção de que talvez isso não vá agradar meus pais, talvez isso não vá agradar meus familiares, né? Isso é muito importante eh dentro desse contexto todo de julgamento, né? Porque os filhos, né, via de regra, sempre buscam essa validação também da família. Uhum. Dúvida. E será que eu vou estar agradando minha família, né? Se eu apresentar o meu companheiro, a minha companheira e falar que a gente se conheceu nesses aplicativos? Ah, mas quais são os questionamentos que podem vir, né? Então, todos esses esses julgamentos que podem vir pode afetar diretamente a minha saúde mental. De que maneira? Eu posso simplesmente não dar continuidade à aquele relacionamento, né? às vezes um relacionamento que eu poderia estar caminhando, né, estar evoluindo ali nessa escalada de proximidade, de intimidade, de conexão verdadeira, né? Muitas vezes, por medo desse julgamento, né, eu posso não dar continuidade, né? Então essa é uma das questões que envolvem muito esse julgamento, tá? Uhum. Muito bem. Muito bem. Olha só, você trouxe eh o o meu próximo ponto aqui do nosso da nossa discussão do nosso programa e agora eu me reporto para Solange. Como o Rodinaldo disse, muitas pessoas relatam sentir medo do julgamento da família e também, claro, dos amigos. Esse medo é um reflexo dos valores antigos, como muito bem colocou o Rodinaldo, né, referente a a amor, a casamento. Agora, Solange, quando um quando um casal ele esconde a forma que ele se conheceu, né? O Rodinaldo trouxe a questão da saúde mental eh da referente ao julgamento, né? Agora, referente ao relacionamento, beleza? Vamos escondar esconder a forma como a gente se conheceu. Isso pode fragilizar o vínculo entre os dois? Sem dúvida. Pode. Eu achei bem legal a colocação do Rodinaldo e eu queria pegar o gancho até para trazer o que eu quero falar nesse momento, que assim, de fato, essa questão da aceitação, né, do namoro online frente às famílias, eh, a gente ainda tem uma cultura, né, assim, muito voltada para aquela coisa do bonitinho, do se conhecer na praça, de mãozinha dada, né, assim, aquelas histórias que os nossos pais, que os nossos avós contavam, como ele falou, é muito curioso. E assim, quando você fala em virtual, acho que as pessoas pensam assim: "Nossa, mas será que você namora com um bonequinho que sai do computador, né?" Então assim, sai do computador, como é que é isso na vida real, né? Como é que você traz isso pra vida real? Porque de fato, né, ainda mais nesse momento, né, desse bundo inteligência artificial, a gente começa a perceber que meu Deus, o que que é isso? Eu acho que tem um pouco dessa dessa magia, dessa coisa louca que as pessoas imaginam, né, assim, mas você namora com na frente de um computador, como é que é isso no celular? Enfim, por outro lado, acho que essa questão que você falou da da eh do casal, né, assim, quando de fato não fala diretamente, acho que isso só vem a prejudicar também no relacionamento, porque acho que a questão da de lidar com a verdade desde o início é bem importante, né, assim, por que que eu não quero eh declarar, né, por onde eu me conheci? Eh, você de fato não fortalece o vínculo dessa forma, porque você já tá escondendo uma condição que é essencial e é tão gostoso quando a gente conta, né, como a gente se conheceu, as pessoas gostam de ouvir isso. Então, eh, isso pode gerar de fato uma insatisfação e assim tem muito a ver com a sua aceitação em relação ao mundo, em relação às pessoas, né, em relação a ao que você vai dizer paraos seus filhos, até porque, né, assim, você pode começar um relacionamento, né, se você parou, enfim, depois como é que você vai se colocar diante dos seus filhos, diante da sociedade, diante do trabalho. Então, lidar com a verdade é bem importante. Eu acho que perde-se muito, né, quando você não é verdadeiramente honesto em dizer, é exatamente isso mesmo, a comunicação honesta, né, entre os parceiros, isso acredito até que pode a ajudar a superar a vergonha, fortalecer o relacionamento, né? E aí, por outro lado, a gente vê casais que assumem com naturalidade, que se conheceram online e acabam celebrando, né, esse esse relacionamento, essa união. Agora, Rodinaldo, o que que diferencia essas pessoas, né, aqueles que eh qual que é a diferença? o que o como que você pode trazer, o que que a psicologia traz pra gente eh sobre os casais que preferem esconder e os casais que preferem eh comemorar, né, essa união saudável e feliz que foi através de um aplicativo de relacionamento. O que diferencia isso? Eh, tem algo a ver aí no nosso psicológico? Eh, eh, a gente se importa muito com o que o outro vai pensar. O que que é perfeito? Eh, pra gente conseguir entender isso, é legal pegar esse gancho só que vocês falaram sobre a questão de ser verdadeiro. Uhum. N em primeiro lugar é importante a pessoa ser verdadeiro com ela mesma quando ela busca esses aplicativos, né? Que tipo de relacionamento eu tô procurando, né? Será que eu tô numa fase que eu quero um relacionamento mais casual? Será que eu tô numa fase que eu quero somente conversar com as pessoas ou eu quero um relacionamento talvez mais sério, né, um relacionamento mais profundo, né? E quando ela se propõe a buscar um relacionamento que vá de encontro aquilo que ela deseja, né, as coisas acabam fluindo de forma mais fácil. Uhum. né? Quando algumas pessoas acabam engajando em um relacionamento e não tem nenhum problema em falar sobre, né, que se conheceram através de aplicativo, né, ou qualquer outro site que possa ter, né, isso diz muito mais respeito à situação daquela pessoa do que da forma como elas se conheceram, né, no caso das pessoas, se uma pessoa ela está mais segura, está mais confiante, né, ela tem ali eh, muitas vezes uma rede de apoio, família, amigos que acabam tendo uma mente mais aberta, né, para toda essa evolução tecnológica, para toda essa nova forma de se relacionar. Tudo isso contribui muito para ela se sentir segura em falar aquilo, né, em expor a forma que se conheceu, né, muitas vezes até em tom de brincadeira, em tom de ah, eu achei que não ia dar em nada, eu achei que a gente tava apenas se conhecendo, mas vejam só, eu encontrei o amor da minha vida, né? Isso é muito comum, né? Isso acontece bastante. Eh, eu tenho alguns pacientes que acabam que se relacionam e e esse relacionamento veio dos aplicativos, né, e estão muito felizes, né? Então isso diz muito respeito à situação daquelas pessoas, né? De que maneira que eu estou, de que maneira eh que eu sinto que esse relacionamento não é um problema por ter iniciado através de aplicativo, né? Porque muitas vezes a visão que que algumas pessoas têm é que as pessoas que estão nesses aplicativos são somente pessoas superficiais, né? São pessoas que não buscam nada sério, não buscam um relacionamento eh duradouro, né? E não, na verdade tem de tudo, né? Tem pessoas que buscam relacionamentos mais sérios, tem pessoas que buscam relacionamentos mais casuais, tem pessoas que são ali apenas para conversar, para conhecer pessoas. Então essa é uma questão importante que que vai de encontro a a esse medo de julgamento e a essa confiança em falar sobre, tá? Muito bem, né? Queria complementar a questão que ele falou que assim eh de verdade tem muito a ver com a expectativa. Qual é a sua expectativa quando você procura um site de uma plataforma de namoro? É realmente uma coisa mais para encontro casual? É uma coisa mais duradora? Então assim, definir verdade ali qual é o seu foco é muito importante, porque tem lá, né, um momento que você define lá os critérios, que eu acho bem legal isso, né, para que venha até você a pessoa certa, que que para dar meting, né, tem que ser uma coisa mais eh a ver com o que você quer. E obviamente assim dentro da da da minha linha de trabalho, a do psicodrama na espontaneidade é algo que ela fala muito, ela diz muito quando você leva a a espontaneidade nas suas relações. Então, porque é uma forma também de você encontrar soluções até para problemas que você já tem. Então, quanto mais espontâneo, mais bacana fica, né? E tem uma pesquisa que eu andei olhando bem recente, eu vou falar aqui rapidamente assim, que achei, achei interessante que assim, essa pesquisa eh foi feita no final do ano passado, né? é um estudo científico mesmo, pegando dois sites de relacionamento, que é o Tinder, foi declarado isso no eh no no estudo Tinder e o par perfeito. E é muito curioso como essa questão da expectativa ela define muito. Então a gente tem hoje um universo onde você eh tem de fato pessoas que ainda buscam relacionamentos duradouros, né, encontrar o amor romântico, mas você tem também aquela pessoa que está a fim de uma relação mais casual, né, de um encontro, enfim. Então essa expectativa do que você quer, ela é bem importante que seja bem definida no caso, né? Então esse estudo foi legal porque ele mostra um pouco esse paralelo e uma situação assim que eu acho que é muito, nós temos aí um um cenário muito dividido, né, assim, onde você tem de fato, né, muita gente que tá aim algumas coisas e outras não. E acho que por isso também esse universo de sites que tem, né, porque tem muitos para todos os gostos, né? até até paraos vegetarianos, enfim, achei muito curioso quando eu fiz essa pesquisa. Então, você começa a ver o quanto o mundo realmente está, né, assim, está diversificado e tem para todos os mús. Exatamente. E você falando que tem muito, né, a gente precisa lembrar que a pandemia ela trouxe um salto impressionante no uso dos aplicativos de relacionamento. Dependendo da região do país, esse aumento, né, do uso dos aplicativos aí, eh, variou de 30 a 400%, segundo dados da pesquisa, né, nós falamos da pesquisa de Stanford, né? Então, com as medidas de isolamento, muita gente acabou recorrendo essas plataformas, né, como uma forma de se conectar, interagir e até iniciar novos relacionamentos. Agora, vamos colocar uma interrogação aqui, o excesso, Solange, o excesso de opções oferecidas, né, o que você acabou de falar pra gente que tem muitos, né? Então, o excesso desses aplicativos, ele pode gerar aí um comportamento de descartabilidade, né, em que as pessoas elas se tornam menos tolerantes e mais imediatistas nos relacionamentos. Pode gerar isso? Ótima questão que vale muito a pena a gente colocar aqui. De verdade, eu eu sou uma defensora, né, desses estudos da modernidade líquida, porque eu acho que de verdade ela traz um cenário assim, principalmente no pós-pandemia, né, muito claro de como isso acontece. Então, eh, preciso ter muito cuidado, né, quando você eh define lá dentro de um site de relacionamento o que de fato você quer. Eu acho que as pessoas hoje estão muito, existe um grupo de pessoas assim que busca uma relação ideal, né? Assim, eu acho que o perfeccionismo às vezes impera na hora de você colocar lá o seu, né, traçar lá e a sua, as suas preferências, no caso, né? E e obviamente que assim isso causa até uma sensação de que assim, o que que você quer de fato demonstrar, né? Buscar nesse site de namoro, né? porque eh da forma como você coloca eh gera de fato assim às vezes um teor muito superficial na relação, né? Assim, o que que você tá buscando mesmo? Essa superficialidade, ela pode não ser bacana e isso gera um desgaste emocional tremendo, porque hoje fala-se inclusive, né, a na linha do burnout e do dating burnout, né, que é que é justamente o excesso, né, de de eh de acessos, né, a sites, onde você ali precisa essencialmente o tempo todo buscar o match, né, da Mat aqui, da Mat ali. Então, quanto mais mats eh matins melhor, né? Ou seja, aí principalmente no mundo do da adolescente, né, que tá buscando uma aceitação, uma identificação. Então isso de fato gera muita ansiedade, né? a gente sabe que é um cenário aí que nesse nesse momento é tão preocupante. Então, eu achei muito curioso assim essa questão do dating burnout, que assim e de verdade isso tá completamente relacionado ao excesso dessa exposição. E muitas vezes, por exemplo, uma uma coisa que eu acho muito perigosa, né, assim, como é que você quer se colocar nesse cenário, né, assim, você tem muitas pessoas que às vezes usam a sua imagem como uma forma de objeto de consumo, né? Uhum. Então assim, uma vitrine, né, um cardápio, como assim, né, assim, é muito importante entender qual é de verdade, né, a sua expectativa para que você não se frustre, né, porque da mesma forma como você tá ali, eh, selecionando e escolhendo, você também tá sendo escolhida. Então, tomar muito cuidado da forma como você se coloca, porque pode ser muito bacana e muito legal, né, paraquerar pela Exal pelos aplicativos também. É isso mesmo. A tecnologia ela pode ser uma aliada, mas a gente precisa usar com equilíbrio e com consciência. Ô Rodinaldo, vamos lá. Uso excessivo, né, desse tipo de aplicativo, eh, como a Solange trouxe, gera uma ansiedade, uma frustração. E eu pergunto para você, em que momento a ajuda profissional se torna necessária? Porque a gente precisa entender e reconhecer os nossos sentimentos, né? O que que a gente tá sentindo, o que que esse esse aplicativo tá trazendo para mim. E aí, se eu tô sentindo uma ansiedade, se eu tô sentindo eh, de repente uma tristeza, né? Eu eu preciso buscar ajuda, mas como é que eu reconheço isso? Quando a gente fala em uso de aplicativo de namoro? Perfeito. Eh, a o excesso de de opções, né, chamado aí até o é o paradoxo da escolha. Tenho tantas opções, né, e às vezes isso pode até me paralisar porque é tanta tanta opção, né, parece que é sempre mais do mesmo. E aí eu começo a conversar com alguém, mas eu também tô conversando com mais 20 pessoas, né? E aí na a impressão que eu tenho é que a pessoa que tá conversando comigo também tá fazendo a mesma coisa, né? E eu começo a não me aprofundar ou me aprofundo, mas eu sempre tenho a impressão de que vai ter alguém melhor do que aquela pessoa que eu tô conversando, né? Pelo excesso de opções, pelo excesso de de informações. E outra coisa importante é o os perfis, né, que que que as pessoas colocam lá, né? Eh, hoje, né? o que mudou muito do dos aplicativos de relacionamentos e dos sites antigos para hoje, vamos dizer assim, que é essa maquiagem no perfil, esse filtro todo que as pessoas buscam colocar para aparentar que talvez são uma pessoa melhor do que realmente são, né? Isso é muito comum, né? E muitas vezes algumas pessoas não evoluem nesse relacionamento com medo de que o outro possa conhecer qual é a verdade sobre ela, né? Então isso, infelizmente, é muito comum. Às vezes as pessoas não são 100% honestas naqueles perfis, né? E esse excesso de de informações, esse excesso de escolhas, né, como bem falou, né, pode trazer muita ansiedade, porque a escolha, né, para quem é ansioso é um problema muito grande, né? Eu sempre, né, o ansioso ele sempre vai estar meio que na dúvida. Ah, mas e eu se e se eu optar por esse? E se eu por essa, mas será que esse não é melhor? Será que aquela não é melhor? Ah, mas isso aqui no outro é melhor, eu gosto mais, né? Então isso começa a trazer cada vez mais essa ansiedade e esse receio. Qual o momento de buscar uma ajuda profissional, né? Quando eu percebo que essa ansiedade ou qualquer outro sintoma tá começando a afetar o meu dia a dia, né? Se eu tô tendo ali alguma alteração fisiológica, se eu tô tendo, né, uma série de pensamentos muitas vezes negativos sobre mim, sobre os outros, né? Se muitas vezes eu eu começo a ficar mais deprimido, né? Se isso começa a afetar o meu dia a dia, meu trabalho, as minhas relações, né, as minhas interações com as pessoas. é um é um momento extremamente importante para buscar ajuda, né, para entender muitas vezes as causas, né, que que tá causando aquela ansiedade, que que tá causando eh esse momento que eu fico mais deprimido, por que que eu tô ficando mais deprimido? Por que que eu tô ficando eh mais ansioso, né? Quando eu penso em quê? Quando eu falo com quem, né? Então, o a busca por um atendimento profissional é extremamente importante para entender os motivos e as causas que muitas vezes acabam sendo gatilhos, né, para esse para esse transtorno. Tá bom? Excelente, não é? Agora, muito bem, vamos lá. O uso do aplicativo de forma frequente, né? Ele pode moldar os nossos hábitos. OK, Solange? Eh, o Rodinaldo trouxe a questão dos filtros, né? A questão de repente de você mostrar ser alguém que você não é, né? E tem expectativas e tal. E aí, o que que pode acontecer, né, eh, da pessoa que se relaciona demais por aplicativo, ela quando ela vai optar por um relacionamento eh fora do ambiente digital, isso pode ser um pouco ah disfuncional, porque no aplicativo se você tem um comportamento e aí a gente percebe que as pessoas que elas ficam muito online, elas acabam estão esquecendo com o que se relaciona presencialmente, né? Eh, nós trouxemos aqui casos de adolescentes que eh se relacionam eh com amigos, né? amizade, tudo muito online. E aí teve uma psicóloga que trouxe eh um caso clínico que a o adolescente falou para ela: "Mas eu não consigo me relacionar, não sei nem o que falar quando eu encontro o meu amigo na rua, mas quando eu tô com ele no computador a ou no celular, ah, a gente conversa duas, 3 horas ininterruptas, mas quando eu encontro ele, eu não sei o que dizer." E quando a gente traz isso para o relacionamento de aplicativo e para o relacionamento físico, presencial, tem aí um grande problema. Qual que é a sua avaliação sobre isso? Sim, acho que tem um tem um grande gap aí que é é importante que a gente observe. Sim, eu acho que isso tá muito fala muito, eu acho, né? A verdade é é bem a realidade dos fatos. Eh, eu acho que hoje vive-se muito essa questão de um vazio existencial, né? Então assim, quando eu vou pra tela, eu estou mais protegido, né? Eu posso de fato criar uma visão ideal do que eu sou quando na verdade eu não sou. Então eh é uma encrenca isso, né? Porque se eu se eu quando eu vou pra vida real, a história é outra. Da mesma forma quando você sai do cenário virtual, constrói lá toda uma questão, né? Isso, eu gosto disso, eu gosto daquilo, eu não, eu não tolero isso, eu não tolero aquilo. Acho que existem algumas preferências que são importantes, né? São são legais. Então assim, quanto mais você definir mais legal ali o seu perfil, melhor você vai encontrar essa pessoa, mas quanto mais irreal você estiver, na hora do tete a tete, na hora do olho a olho, a coisa muda completamente. Então assim, eh, por que não falar também das suas esquisites, né, assim, por que que eu tenho que falar sempre do que é lindo e maravilhoso quando na vida real não é isso, né? Então assim, é indo de encontro a isso que você falou sobre eh a dificuldade, né, quando você vai pro real, acho que tem tem super a ver com essa coisa. As pessoas se perderam um pouco nesse mundo, né, assim, nessa velocidade, nessa loucura onde verdade a tela me protege, né? Eu consigo ali ser, dizer, né, assim, e criar um personagem. Eh, então assim, no momento que eu vou paraa vida real, pro dia a dia, as máscaras caem, né? Então assim, eu preciso de verdade exercer a comunicação, porque é muito bacana, né? Claro que a o flcht, né? A paquera é muito legal quando ela acontece no olho a olho, né? Mas ela também existe no no cenário virtual também. É bacana esse galanteio, mas eh mudou um pouco nessa história. Hoje o Flash ele não é eh ele não acontece tanto nas baladas, né? Ele não acontece tanto nos barzinhos, no churrasco. Na verdade, a pessoa até assim, ela pode estar ali te observando, tal, né? Rolar um olhar aqui, outro ali, mas muitas vezes as pessoas começam a se revelar mesmo na frente da tela. É uma pena, né? estejamos tão voltados para isso. A gente tem que procurar exercer mais a espontaneidade, a comunicação, porque é na hora do tete a tete ali que a coisa acontece, que fica bacana. Então é um desequilíbrio que a gente vê hoje e é preocupante, é importante que a gente olhe para isso. Muito importante mesmo, porque eh o aplicativo veio para facilitar aí de repente os encontros, o conhecimento, mas a gente precisa sim do presencial. E nas pesquisas que eu fiz paraa gente poder conversar, para eu poder me interar sobre esse eh eh esse assunto, eu percebi que tem muitos casais que hoje comemoram aniversário de casamento de eh eh 10 anos, de 9 anos e e se conheceram através do aplicativo. Então isso mostra que sim, que é legal, que tá aí, só que a gente precisa eh estar atento. E tem aí os dois pontos. Então, a gente tem que encontrar, como sempre a gente diz aqui no programa, o ponto de equilíbrio, né? Se isso tá te fazendo bem, legal. Agora, se isso tá te incomodando, você tem outras opções, né? Um relacionamento, a busca aí de uma pessoa na fisicamente, porque isso ainda existe e a gente precisa lembrar disso, tá? Agora 8:44. Produção tá me avisando que nós temos perguntas, então vamos responder os nossos telespectadores. A gente vai até 9:5. É isso, produção, vai me avisando aí, por gentileza, tá? Porque se deixar a gente fica batendo papo aqui sobre relacionamento por aplicativo, ó, porque tem muito que falar sobre isso. Vamos lá. Ainda é um tabu. A gente precisa quebrar o tabu. A gente precisa falar sobre isso, falar gente, externar. Não há nada de mal em você ter um relacionamento por aplicativo. Se a gente tá vivendo, né, é quase tudo online. Se você trabalha home office, se você faz tanta coisa, se você compra, por que que você não pode namorar por aplicativo, né? Agora, se você tem vergonha, aí é uma outra questão. Vamos lá. André Moraes da Vila Industrial. Para mim, ele diz, aplicativos facilitam a vida, mas ainda assim tenho receio de criar laços sérios nele. Hum. Como posso ressignificar essa visão? A gente passa então pro nosso psicólogo, o Rodinaldo, para poder responder a pergunta do André Moraes. Legal, André, obrigado pela pergunta. Extremamente importante. Eh, esse é importante ver que, né, esse medo de julgamento e às vezes até esse preconceito parte de nós mesmos, né? às vezes por experiências, né, que que a gente passa nos aplicativos ou até em relacionamentos passados, né, a gente pode acabar tendo esse receio de criar esses laços mais sérios ou de tentar se aprofundar, né, como a gente falou aqui, é importante eh alinhar, né, o que você busca, né, e qual a expectativa que você tem, né, com com esses relacionamentos ou com as pessoas que você tá conversando. né? É importante ser verdadeiro, né, nesse nesse contato, nesses primeiros contatos, assim como a gente falou, ser verdadeiro e extremamente importante, eh, alinhar, né, quais são os objetivos que eu quero, né? Será que essa pessoa que eu estou me relacionando, conversando, será que os valores que ela tem vão de encontro aos meus valores, né? Isso é uma questão muito importante, né? Porque quando os valores eles acabam eh acabam convergindo, né, é muito mais fácil eu entender que aquele relacionamento pode evoluir para algo mais sério, né, e não somente ficar, né, na superficialidade, tá? Muito bem. Aí, ó, a explicação para você, André, para você ressignificar essa visão aí referente aos aplicativos de namoro. Pode mandar mais um pra gente, por favor, produção? Vamos lá. A gente direciona agora para Solange. Juliana Cardoso do Cambuí. Quando falo que conhecia alguém pela internet, sempre justifico como um foi por acaso. Isso é uma forma de negar a minha própria escolha. E Juliana, a Solange vai te responder. Foi por acaso? Ah, foi por acaso. Legal, Juliana, tua pergunta mesmo. Essa é engraçado, né? Por que que as pessoas se prendem tanto nessa coisa do, né, assim, pela porta ali fala baixinho, não, né, assim, foi por acaso. Enfim, eu entendo a sua angústia, eh, Juliana, até porque nós, eh, acho que nós nós somos treinados a ser sempre politicamente corretos, né? Então, eh, mas quando, na verdade, aquela pessoa que usa um site namoro, ela usa também o Instagram, ela usa também o Facebook, ela usa também várias redes sociais. Então, por que tanto preconceito em cima disso? quando na verdade você tem ali um facilitador, né, assim, facilitador para você até conhecer melhor, né, o que a pessoa curte, conhecer melhor os lugares que ela frequenta, porque assim, eh, hoje em dia, nessa velocidade, né, descontrolada que a gente vive, quanto mais a gente puder ser práticos em algumas questões, melhor. Então, por exemplo, se você é uma pessoa que defende extremamente política, ah, eu sou de esquerda ou de direita, se você entrou lá e se por acaso você viu que a pessoa é é o oposto e você pode aí evitar um desgaste desnecessário quando você tiver no tete a tete com a pessoa. Então, é muito mais fácil, eh, quanto mais o, como bem o Rodinaldo falou, quanto mais verdadeiro e mais espontâneo você for, melhor. Então, tente mudar um pouco essa coisa do, né, foi por acaso, porque a gente tem que quebrar esse tabu, porque as redes sociais elas estão em todos os nossos contextos, né, assim, todos. Então, tem pessoas que de verdade se conhecem pelo Instagram, pelo Facebook, por várias outras ferramentas. Por que não dizer? Até porque o site de namoro ele é até um facilitador, né? porque os, né, todo o conteúdo que tem ali, enfim, a forma com quem tá por trás ali, o suporte técnico, vai fazer até eh, vai facilitar o teu esse caminho para você. Então, tente mudar um pouco isso e encarar mais de verdade, porque quanto mais verdadeira, mais feliz você será. Uau! Muito bom, muito bom mesmo. Agora 8:49, dá tempo para mais duas, depois tem mais uma pergunta nossa aqui do programa e a gente vai para eh as considerações finais. Pode colocar na tela, produção pra gente, por favor. Ã, Paulo Henrique dos Santos do Nova cortou, mas tá bom. Vamos lá. Eu já apaguei aplicativos várias vezes por vergonha. Ah, mas sempre volto a usar. Isso mostra a dependência ou apenas busca por uma companhia? Ô Paulo Henrique, você apagou agora? Ele falou: "Eu apaguei". Que eu imaginei assim, né? Vou colocar lá meu meu rostinho, fazer lá o meu o meu perfil. Ah, mas o meu colega vai ver que eu tô ali, né? O que será que ele vai pensar? Foi isso que aconteceu, né, Paulo Henrique? Agora o Rodinaldo vai responder você, então vamos lá. Ó lá, Nova Aparecida. Valeu, produção. Paulo Henrique Santos, lá do Nova Aparecida. Vamos lá. Vai, Rodinalda. é com você. Legal, Paulo, ótima pergunta, né? E essa questão de baixar aplicativo, né? Usa um tempo, depois exclui, depois volta, né? Isso é muito comum, justamente às vezes pela descredibilidade que a gente acaba dando, né, aquela aquele aplicativo. Uhum. muitas vezes, né, eu tenho um aplicativo, começo a utilizar, né, eh, e vejo que acaba não trazendo aqueles frutos que eu gostaria que trouxesse, né, ou trazendo os frutos que eu que eu entendo que não são os melhores para mim naquele momento, né, e acabo me frustrando e desinstalando o aplicativo, né? Outra coisa que é muito comum, né, não sei se você está passando por isso, é o quê algumas pessoas, né, acabam reclamando que se cansam, né, de de daquelas conversas, nossa, eu tenho que conhecer uma pessoa e eu tenho que começar de novo, né? Toda aquela entrevista, né, aquele de frente com Gabi, né, ah, isso. Ah, é isso. Ah, mas trabalha, e faz o que da vida, né? Então, tudo isso eh acaba, né, gerando um desgaste natural, porque você precisa de tempo e precisa de energia. né, para conhecer uma pessoa, né? Então são esses motivos que contribuem, né, para esse instala, desinstala. Aí às vezes eu tô ali num dia mais ocioso, ah, vou instalar de novo, vou dar mais uma chance, vou tentar, né? É importante, né, ressaltar que eh não apenas os aplicativos são uma opção de de conhecer pessoas, de se conectar com pessoas, né? Assim como foi falado anteriormente, é importante a gente fortalecer esses laços sociais também, né, presenciais, né, para que não se torne apenas o aplicativo a nossa única ferramenta de buscar esse relacionamento, de buscar se conectar com pessoas, né, até porque presencialmente a gente tem outros fatores que contribuem para essa conexão, né, virtualmente a gente tem a facilidade, a comodidade, né, toda essa interação tecnológica, né, que principalmente aí as gerações mais jovem t muita facilidade e até preferem, mas presencialmente a gente também tem outras outras questões que são importantes, né? A gente consegue ter ali o olho no olho, a gente consegue perceber o jeito da pessoa, o trejeito, como a pessoa sorri, como a pessoa conversa. Então tudo isso contribui para essa conexão também. Tá bom? Exatamente, né, Soland? Claro, claro. Coloca de novo lá pra gente, produção, por favor. É André, né? André. Aham. Muito legal que o Rodinaldo falou, mas é engraçada essa coisa da vergonha, né? Não tenha vergonha, tente mudar um pouco. É o Paulo Henrique, ó lá, ó. Paulo Henrique Santos, Nova Aparecida. Ô Paulo, desculpa, é tanta pergunta que a gente é tanta pergunta. Que bom, né? Is audiência. Que ótimo. Acho que mudar um pouco, talvez, né? trocar essa vergonha por uma forma diferente de se colocar, porque de verdade o que que a gente percebe? Eu andei conversando com algumas pessoas que falam que tem essa coisa da chatice, chega uma hora que fica assim, né? Parece uma entrevista de emprego mesmo, né? Você mora onde, né? Né? Mora com família, fica chato para caraca, né, gente? Então assim, acho que se o ambiente ali é de paquera, eu acho que criar-se, né, uma uma coisa mais bacana, diferente, acho que com perguntas diferentes, eh, fale de uma poesia, eu sou muito, eu sou defensora, né, da da arte. Então, assim, fale de poesia, tente mudar um pouco a abordagem com que você vai fazer, porque de verdade, né, assim, você não é uma entrevista de emprego, né, você não tá de aprovar um candidato, né? E tem uma questão também que eu percebi, gente, que eu queria só colocar que acho que vale muito a pena, é que assim, às vezes as pessoas saem porque elas se frustam também, porque eh houve uma pesquisa recente ano passado que fala que algumas mulheres se decepcionavam também porque tem a o tal da figura do Gust, né? Uhum. O fantasminha que some, né? que aquela coisa do claro que assim, nessa pesquisa, eu não quero aqui generalizar de forma alguma, mas essa pesquisa essencialmente falava das mulheres, né, que se colocavam eh frustradas, querendo sair, porque cria uma expectativa, né, conheceu ali alguém, tal, uma pessoa, deu m e tal, e a pessoa tum some, desapareceu, desapareceu. Então é muito ruim isso, né? Então assim, eh, se você não tá fim, né, então dê no mínimo uma justificativa, tá tudo OK e siga em frente. Mas é muito, não é legal deixar esse vazio, né? Então, então acho que isso também é uma coisa que eh frusta um pouco as pessoas. Então, mude muito de abordagem, né? Tente ser um pouco mais criativo. Isso vai ajudar. É, porque senão vira mesmo entrevista de emprego. Daí você já tem todas as respostas lá. Só copia e cola. Copia, cola, cola e vai embora. Vamos lá. 8:55. A última pergunta e a gente já vai para as considerações finais. Programa legal, trazendo informação para você. Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Marcos Vinícius Ferreira do Jardim do Trevo. Para mim os apps ajudam a vencer a solidão, mas também me deixam ansioso. É como transformar essa ferramenta em algo saudável. Vamos lá, Solange. Nossa, que bacana essa pergunta. Ô, Marcos, sabe por quê? Porque assim, ia falar sobre a solidão, né? A solidão, né? teve uma pesquisa recentemente aí da da OMS, não sei se vocês viram, mas é bem importante, a solidão é ameaça global, né, assim, do futuro. Então, eh, uma coisa que acho fundamental é que assim, não vamos colocar a o relacionamento casal como o centro da vida, o centro do universo, onde todas as expectativas eu jogo em cima dessa pessoa com quem eu me relaciono. Nesse estudo da da OMS falam que assim, o fator amizade é uma coisa que que é o é o grande antídoto do futuro. Eu preciso valorizar outras relações. Então, eh, e é curioso que lá cita, foi feita nos Estados Unidos, eh, uma uma pesquisa que eu também vi, eu tive que me, né, me apropriar aqui para poder falar, que é curioso que assim, eh, foi feita uma pesquisa com um grupo de pessoas, acho que cerca de 1500 pessoas, eh, na Fox, né, Vox, nos Estados Unidos, onde cito o seguinte, eh, muitas pessoas não vêm, né, no no seu parceiro, eh, como o melhor amigo. Porque é muita expectativa para cima de uma pessoa, né? Tem tem que escutar, tem que acolher, tem que isso, tem que aquilo. Então assim, eu preciso de fato privilegiar também os amigos, né, assim, criar outras relações, criar outros vínculos para que se fortaleçam. Então, eh, vencer a solidão, né, assim, eh, pense que assim, eh, não jogue todas as expectativas em cima daquilo, né? Procure eh, procure se se apropriar e estar mais com pessoas. Isso inclusive está mudando, né, o formato das relações. Hoje você vê muitas pessoas saindo desse contexto, né, assim, casal e tendo relações eh diferenciadas, né? Inclusive esse esse estudo fala sobre isso. A gente pode se aprofundar num outro momento, porque eh enfim, acho que tem muita coisa por trás, mas assim, cuidado, né? Assim, não é legal curtir a solidão, né? A solitude é uma coisa, a solidão é outra, mas curtir a solidão não é legal. Então, busque ajuda, fique menos ansioso. Acho que existe um mundo além da relação de duas pessoas. Excelente. Muito bom. Você que tá aí do outro lado participando com a gente, obrigada, muito obrigada pela sua participação. É muito importante o seu feedback, né? Se você tá mandando, tá querendo interagindo, é porque sim, a gente está chegando até você com um conteúdo que faz parte do seu dia dia. Esse é o propósito aqui do nosso estúdio Câmara. A gente já vai paraas considerações finais. Então, eh, eu vou começar com o Rodinaldo, porque eu quero agradecer muito a sua contribuição, né? Eh, o que você trouxe pra gente. Acho que foi eh eh de grande valia, muito importante mesmo. Muito obrigada. um ótimo dia para você, um prazer receber você aqui no estúdio Câmara, viu? Obrigado. Mais uma vez eu que agradeço o convite, né? Me coloco aí à disposição eh quando vocês precisarem, né? Eh, esse tema é extremamente importante, né? eh tão atual como a gente vem falando. E, né, para finalizar, né, só deixar um recado para todos, né, todos os usuários, né, de aplicativos e que estão buscando de alguma forma uma conexão, um relacionamento. Eh, extremamente importante estar bem com você, né? Porque quando a gente se olha, né, a gente consegue entender qual é o nosso lugar, né, qual é a expectativa que eu quero, qual o tipo de relacionamento que eu quero, né, o tipo de pessoa, né, que eu entendo que seja a melhor para mim, né, cada pessoa busca ali uma pessoa ideal, né? Por isso que é importante olhar para essas expectativas. Será que esse ideal que eu busco é alcançável, né? Porque senão eu vou ficar só passando, passando, passando, passando e talvez eh eu não encontre esse ideal. Então, alinhar essa expectativa junto com aquele tipo de pessoa que eu busco, né? Alinhar valores, né? Ah, quais os valores que eu julgo importantes em um em um companheiro, em uma companheira, né? Ah, tá. Tô conhecendo uma pessoa, tá? Sei lá, tenho 10 valores que eu julgo importantes. Do 3, 4, 5 foram convergindo. Ah, mas alguns são diferentes, né? Não existe o ideal, né? É, é, é praticamente impossível que tudo acaba, acabe dando certo, né? Então, eh, não desanime quando alguma coisa não sai de acordo com aquilo que você gostaria. Dê uma chance, né? dê uma chance para você, dê uma chance para uma nova relação, vá conhecendo aos poucos, vá fazendo essa escalada da relação, né? Começa ali pelo aplicativo, né? Vai pelo pro WhatsApp, Instagram, né? Depois uma ligação, vá buscando entender melhor a pessoa, conhecer cada vez, cada vez mais, né? Sem eh buscar não agir de forma tão impulsiva, né? né? E não depositar 100% das fichas de toda a sua felicidade naquela relação, né? A sua vida tem muitas outras coisas que envolvem, né? A relação é uma das coisas da sua vida, né? Um companheiro, uma companheira é uma das coisas que envolvem a sua vida. Então, busque essa plenitude de maneira geral, né? Não somente no relacionamento, no companheiro ou na companheira, tá bom? Uau! Muito obrigada, Rodinaldo Santos. Super dica para você, hein? Que legal. Você que tá aí do outro lado, pegou, pegou, virou a chavinha. Maravilha. E com a gente também, a Solange, que veio de São Paulo para participar conosco mais uma vez. Pra gente é um privilégio receber você com todo e a sua expertise, né, o seu profissionalismo dividindo com a gente e me sinto honrada. Muito obrigada. Ah, tem que ir embora mesmo. Puxa, eu que agradeço pela oportunidade mais uma vez e acho assim, queria dar também uma dica, Rodinaldo, super legal que você falou, queria complementar dizer assim, gente, acho que aplicativos de namoro ele não pode ser a solução mágica para tudo, né? Acho que tem que ser uma ferramenta aí que te ajuda. Então, quanto mais simples e quanto mais espontâneo você for, melhor. Eu lembrei de um filme, gente, que é bom para caramba, que é aquele A vida secreta de Walter Meet, eh, com Ben, é Ben Steeler, aquele ator, é um ator que fazia comédia e nesse filme ele tá assim fantástico. Oi. É, é muito bom esse filme. Lembrou? Lembrou? Eh, eh, porque inclusive tem uma cena antológica, aquela, aquela cena que tá nos memes lá do cara fotograma, o cara, o fotógrafo super famoso, que ele vai pegar uma cena assim, né, assim, da de um animal lá do Leopardo das Neves, que era uma cena que ia ser página da revista Life, né, assim, uma grande revista. Aí esse ator, o filme conta justamente assim, a ele é a vida dele tá muito sem graça e ele entra lá no site de relacionamento, porque ele quer se relacionar com essa, com essa amiga do trabalho e aí o cara lá do suporte fala para ele: "Ah, tem que colocar bastante coisa, né? Que que você faz?" Coisas legais, tal. E ele resolve sair nessa trajetória atrás dessa foto, desse grande fotógrafo, fazendo, pulando, eh, botando a mochila, enfim. E aí começa a dar uma mão de met lá, não sei o quê, enfim. E no momento que ele encontra esse fotógrafo, o fotógrafo tá lá nos na no alto, nos Alpes lá para pegar aquela foto linda, o fotógrafo tá lá pronto para bater o clique e de repente ele não bate. E aí ele tá lá do lado e fala: "Mas como assim você não vai bater?" E aí ele diz: "As coisas mais belas da vida não clamam por atenção". Então gente, não adianta criar um perfil lindo e maravilhoso quando não te representa, né? Tem coisas que de verdade não precisa o clique. Essa coisa foi sensacional. Eu acho que resume muito isso, né? Então, quanto mais simples, mais espontâneo e mais com esquisitice você for e se apresentar, mais feliz você será. Muito obrigada. Uau! Olha vocês dois, hein? Que programa, que conteúdo que a gente conseguiu entregar aqui hoje, né? É maravilhoso saber que nós temos eh oportunidade de trazer profissionais assim tão especiais como vocês e que a gente consegue entregar um conteúdo bem legal, que pode ser assim um conteúdo que vai chegar de maneira assertiva para alguém que tá aí do outro lado assistindo a TV Câmara Campinas. Muito bom, gente. A gente viu que o amor ele pode nascer em qualquer lugar, seja num aplicativo, um encontro casual, o que realmente importa é a forma como cada casal, né, constrói a sua história sem medo de assumir as suas escolhas. A gente aprendeu que o que importa no final das contas é a qualidade, né, da relação e a segurança de cada um para viver a sua própria história. Tenha orgulho da sua história, tenha orgulho de quem você é, tá bom? É isso que a gente deixa para você no programa de hoje. E amanhã nós temos Estúdio Câmara ao vivo novamente a partir das 8 da manhã. E amanhã a gente vai falar sobre, olha só, as fórmulas milagrosas para emagrecer ou conquistar o corpo perfeito. E aí, será que essas soluções rápidas realmente funcionam ou elas oferecem mais riscos do que benefícios, hein? Você tem uma fórmula milagrosa, conta pra gente. Então não perca, vai ser um papo muito importante sobre saúde e também sobre comportamento. Amanhã ao vivo às 8 da manhã aqui no estúdio Câmara. A gente vai entregando daqui a pouquinho direto da central e a de informações. Nós temos a Íria, a nossa inteligência artificial, trazendo informações de Campinas, do Legislativo, do Brasil e do mundo. E também ao meio-dia nós nós temos o Câmara Notícia com informações do legislativo e aqui da nossa metrópole. E como sempre de prá, né? Programação da TV Câmara Campinas feita com muito carinho, especialmente da nossa equipe para você que tá aí do outro lado acompanhando. Então fique com a gente, fique ligado, compartilhe. O programa está também no YouTube. Beijo grande para você. Mais uma vez, gratidão aos nossos convidados e até amanhã, se Deus quiser. Se cuide, viu? E vai lá, dá o mat. É assim que fala, né? Eu fui pesquisar e aprendi. É isso. Odinaldo, prazer tá com você. Valeu, valeu. Prazer. Obrigada. Obrigada pela troca aí. Valeu, gente. Tchau. Tchau. Fique bem. [Música] เฮ [Música] [Música] [Aplausos] [Música]