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ESTÚDIO CÂMARA
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ESTÚDIO CÂMARA

56 views Publicado 29/07/2024 HD · 1:04:01

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[Música] muito boa tarde a você que nos acompanha de casa hoje é sexta-feira é dia de estúdio Câmara Artes e cultura e a gente vai falar sobre arte inclusiva então eu começo agora me autod descrevendo Eu sou uma mulher branca de 1,59 E5 de altura meus cabelos têm mechas e eu tô vestindo uma roupa roxa um roxo vibrante o meu casaco é branco e uma saia preta até a altura dos joelhos e um batom Pink o cenário aqui também é um roxo bem vibrante combinando com a minha camisa inclusive e a gente vai falar hoje sobre projetos culturais voltados para pessoas que TM a perda de um ou mais sentidos ou a perda da mobilidade são projetos inclusivos mas eu queria lembrar que você pode interagir com a gente sim pelo WhatsApp da TV Câmara Campinas que é o DDD 9 7829 3776 esse DDD serve esse DDD esse WhatsApp serve para você interagir com todos os programas da grade que são ao vivo e hoje a gente vai falar então sobre projetos inclusivos eu estou aqui com duas pessoas duas personalidades que trabalham com projetos inclusivos e a gente tá com a wilds que é psicóloga do Instituto brile e também com a Keila Ferrari que trabalha com projetos inclusivos na área de dança ela é pedagoga e se especializou nessa área muito boa tarde meninas muito obrigada pela presença de vocês eu agradeço Boa tarde obrigada eu queria que vocês começassem então fazendo a autodescrição de vocês né bom eu sou uma mulher branca eu sou a Keila tenho cabelos escuros na altura do ombro levemente ondulado tenho 1,59 E5 de altura é e Estou vestindo uma blusa preta desculpa uma blusa verde e uma calça preta estou de sapato baixo meu nome é wildes eu sou uma mulher preta tem um cabelo grisalho e curto uso óculos aro eh vermelho e azul e tô vestindo a camisa do Braille do Centro Cultural Luiz Braille de campinas onde eu trabalho a blusa é vermelha e tô usando brincos muito bem então para começar eu queria que a wildes falasse pra gente a dimensão da importância da arte na vida de todas as pessoas né a arte aproxima né as pessoas eh tanto as videntes quanto as não videntes eh na Cultura né então toda pessoa que tem acesso à arte ela tem uma vida uma qualidade de vida maior Então eu acho que esse ponto principal é a qualidade de vida para quem tá inserido no Mundo da Arte quem participa de uma atividade seja ela de dança EH de teatro enfim qualquer atividade que esteja voltado pra cultura e pra arte traz qualidade de vida qualidade de vida e é uma forma de dialogar com a gente com os nossos próprios sentimentos e com o tempo que a gente tá vivendo né E fica pra posteridade né com certeza e e é importante também pensar que o quanto a arte também aproxima né as pessoas que são videntes e as pessoas que não são videntes pessoas que têm deficiência e que não tem deficiência porque não tem uma arte que as pessoas não possam eh eh eh vamos dizer assim deixar ficar de lado de fora né então a arte é para todo mundo então a gente acredita que todo trabalho que de arte ele tem que ser um trabalho inclusivo né porque a gente precisa também fazer com que as pessoas que que tem a deficiência elas também se sintam uma pessoa como outra qualquer né Às vezes a gente pode pensar que às vezes uma deficiência apenas um detalhe mas quando tem a questão da arte que a gente pode sair pode se divertir pode estar com outras pessoas isso traz um ganho tão importante não só para aquelas pessoas que TM a deficiência quanto as que não t então é muito bom isso é acho que a inclusão é a gente tem essa ideia de que a inclusão é paraas pessoas que TM algum tipo de deficiência mas na verdade inclusão é inserir todo mundo né independente de qualquer coisa né e Keila como é que você começou a trabalhar com a arte através da inclusão não só na dança mas nas libras também né é uma história que começou lá atrás né É verdade eu tive a minha paixão pela Libras quando eu era criança e vi uma novela onde o ator Tony Ramos fazia um personagem surdo eu já gostava de balé Na época eu dançava e eu até complementando a perspectiva da da minha colega aqui nós não podemos viver sem arte a arte Ela não priva ela colhe principalmente se ela for bem conduzida né e de lá para cá eu eu as coisas foram acontecendo Eu recebi o primeiro aluno que era surdo aí ela Ele trouxe a irmã que que tinha uma condição de deficiência visual E aí eu fui estudar fui fazer pedagogia aí acabei saindo um pouco da da Dança daquela bolha que era ensaiar pros espetáculos né e fui estudar então fui fazer pedagogia fui fazer a especialização mestrado doutorado e e estudar a questão da inclusão da atividade motora adaptada né E hoje trabalhar o corpo tanto para mães e filhos eh para qualquer tipo de pessoa qualquer tipo de corpo Independente da sua condição seja ela intelectual sensorial motora né enfim é a gente tem às vezes uma ideia muito plástica que a dança é assim né é dança isso ou dança aquilo mas existe uma expressividade que tá muito além dos formatos né e acho que entra um pouco no campo da da inclusão também né tem que desconstruir o conceito da dança convencional para depois permitir né que qualquer um possa acessar né possa se expressar através do corpo e dançar é para todo mundo então com toda certeza tenham essa consciência eh e que saibam trabalhar com a pessoa não ignorando uma condição diferenciada que ela traga mas focando na sua possibilidade e principalmente no seu querer né E quando a gente trabalha com uma uma pessoa que ela tem uma condição de severidade eh né ela tem uma condição Severa ela também a gente também tem que descobrir o olhar o o gesto a atitude como é que a família ver isso H como que é essa interação então a dança é para todos né então é isso que você falou desconstruir que visão que eu tenho da dança do balé clássico da da dança contemporânea da dança de salão enfim eh nós temos o Brasil é o país da dança Nós temos muitos ritmos a gente tem uma riqueza cultural muito grande mas a gente também precisa pensar no Na expressão então a gente olhar desde as menores expressões eh dos pequeninos detalhes até as maiores interações e os maiores rodopios O que é possível né Então realmente passa por essa desconstrução é muito difícil você entender uma sociedade que ainda é ignora o corpo na sala de aula eu não me escola convencional teria que trabalhar mais essa questão essa questão da expressividade né de uma forma geral e hoje você trabalha com quais tipos de atividade daqui a pouco a gente vai mostrar e um sapateado adaptado tudo para vocês terem uma noção porque eu acho que a sensação é que abra um universo de possibilidades para todas as pessoas né É hoje eu eu presto serviço para algumas secretarias até aqui do município vizinho trabalho com o meu grupo de sábado também lá no sism nabara e e atuo com faculdades mas hoje eh eu busco formar professores para atuar com o movimento principalmente professores que já não estão mais na educação infantil mas já estão no ensino fundamental dois ou já tão no ensino médio por quê Porque ali o corpo já tá muito esquecido desses alunos e nós temos H jovens e crianças incluídos na rede né Então essa formação e eu procuro trabalhar com a dança mas aquilo que o aluno também traz de inspiração então eu vou de de encontro o que que ele escuta em casa o que é que ele gosta né O que que promove aí uma sensação de bem-estar E aí eu vou tentando adequar então eu vou conhecendo a cultura dele e também trazendo o que eu posso trabalhar e a gente vai entrar no acordo Então se é uma menina com síndrome de Down e ela ama fazer balé e e a questão da hipotonia né não é um agravante para ela fazer determinados movimentos então ela vai fazer balé aí vem outra e fala assim ai mas eu queria tanto ouvir o barulho do do sapato o som do sapato sapateado Então vamos fazer alguma coisa e se essa pessoa né ela tiver talento Por que não encaminhar para uma academia para uma escola né convencional então a gente dá o start alguns nunca vão no palco né porque o estímulo da luz do som principalmente para as pessoas com teia né transtorno do do espectro eh autista Severo Às vezes o estímulo da luz do som é muito então a gente faz uma coisa mais eh intimista entre nós mais climatizada então é muito assim da empatia né a empatia a técnica o conhecimento então eu falo que Muita criatividade né para conectar tudo isso Às vezes tem que tirar uma carta da manga um coelho da cartola e vai vai vai acontecendo né A gente vai ver umas imagens de dois alunos os da da Keila né com com o sapateado adaptado e a outra aula fala pra gente um pouquinho a outra aula é sen direita Ach Esse é o a virou se e um do TR um dois três um dois três um dois TR não tira o pé [Música] a eu sou uma forma de conduzir também né posso comar [Música] chuva colocou o sa na M ela entender que era o sa né e obviamente ela important mas a gente tá aqui atacando né tá acontecendo aos poucos vai er E aí às vezes eu dava no meu pé el ouv som n depois fazend muito gostoso trilha sonora né ele é [Música] daqu ele foi assim uma herança maravilhosa gosta de fazer a eu só quero um amor ah maravilhoso né então é para todo mundo né inclusive no Braile também vocês trabalham muito essa questão da Musicalidade das atividades físicas né conta pra gente um pouquinho é nós temos agora a nossa professora de eh de dança Adriele que tem trazido umas propostas novas para eles né Então essa questão do contar o passo né de identificar o som né o som da voz o ritmo Eles já gostam já gostavam de dançar então agora tendo essa questão de uma coisa mais assim Eh vamos dizer assim mais organizada né de uma dança EH fazer zumba e etc eles estão adorando Eu acho que isso traz uma liberdade para eles sabe essa empolgação S essa porque eles são alegres por natureza é verdade eles são muito animados então quando se fala de dança de uma ã até mesmo quando tá fazendo pilates eles estão querendo falar Eles estão querendo comunicar o movimento Exatamente é muito interessante e eu tava conversando hoje com com o nosso colega lá o Hermes que para muitos vocêes tem muita dificuldade às vezes de tocar no outro né então quando você fala do movimento da expressão do toque né que a dança também tr faz isso então é de uma forma assim muito respeitosa eles também vão se conhecendo e se autoconhecendo né porque na verdade quando você vai fazendo um movimento por mais que sejam movimentos assim bem sutis né e que eles vão adentrando nesse nesse universo da Dança do Movimento Então até descobrir que tem algumas situações que você precisa de uma calmaria outras de uma agitação isso também é trabalhado no movimento né então assim de uma concentração de você ouvir o som né de identificar cacheiro porque às vezes há pouco tempo também que nós tivemos recebemos lá no Braile a o pessoal do talos né para fazer uma atividade com eles e que passaram pra gente o figurino então eles n não só sentiram a textura do figurino mas também cheiraram e depois tiveram trabalho para desenvolver algumas alguns movimentos que as bailarinas faziam no palco eles também puderam reproduzir lá e foi muito interessante Então acho que assim tudo aquilo que a gente pode oferecer para pros nossos assistidos né ou os nossos alunos né em termos de cultura eu acho que é tão satisfatório porque aí também a gente vai ajudar que eles se descubram né sim porque muitos também não sabem nem por onde começar mas se de repente ouviu alguém falar e tem a oportunidade né a possibilidade de estar em algum lugar se descobre né e até mesmo neurologicamente falando são áreas cerebrais que são trabalhadas né na música na dança são coisas diferentes e que não pode ficar esquecido né Então vamos falar um pouquinho agora de artes plásticas a gente já falou um pouquinho de dança Já falou um pouquinho eh da música né e a artes plásticas também pode ser inclusiva e a gente vai falar sobre uma exposição que foi pensada para pessoas videntes e não videntes que é o termo correto né e é do artista Adélio sarro que tem um memorial em Vinhedo e ele fez uma exposição chamada arte acesso ela é permanente e fica por lá e quem vai falar mais pra gente é a repórter Ana Paula Meneguete que está lá para contar pra gente Ô Ana Paula está cheia de artes rodeada de artes nessa tarde boa tarde Alê boa tarde pros nossos convidados do estúdio câmara e também pro pessoal de casa que tá acompanhando a nossa programação É isso mesmo Alê eu estou cercada não só por belas obras mas também por obras inclusivas Ao todo são 16 pinturas em tela que tem a descrição em Braile e quem vai falar mais sobre esse assunto aqui pra gente é o Adélio sarro ele é artista plástico e também idealizador do Instituto Memorial de arte Adélio sarro seu Adélio muito obrigada pela sua participação aqui no nosso estúdio Câmara pra gente começar né como que surgiu essa ideia né essa proposta de fazer uma arte inclusiva Oi Ana Paula é um prazer estar aqui falando com você e com seu público eh da TV Câmara é muito muito importante eh você fazer essa reportagem sobre esse assunto sobre arte inclusiva eh Isso foi para mim Um Desafio na realidade eu sempre fiz um trabalho eh voltado a uma sociedade uma elite eh de pinturas Mas eu senti uma necessidade também de fazer uma obra para o que público do seu dia a dia que não tinha eh às vezes se se inibido em em uma galeria ou em um museu eh e aí eu fiz esculturas particiar esculturas monumentais em praça pública Mas eu percebi que alguém também devia sentir a minha obra mesmo através do tato então eu fiz uma arte inclusiva para deficientes visuais tocarem então uma arte Eh toda em relevos texturas briley eh Então tem um gráfico lateral onde eles podem ler onde eles estão tocando e vão sentir a obra no seu todo tá eles fazem uma primeiro uma leitura sobre a descrição da obra que tá escrito todo em brailey depois eles vão tocar na obra e essa exposição já percorreu vários países já percorreu eh foi para eh Europa em vários lugares em vários museus da Europa aqui no Brasil também em vários museus E então foi uma uma repercussão muito boa ah nessa nesse desafio que eu que eu quis fazer para colocar minha obra em contato com todasas pessoas que não têm acesso né aqueles que sentem eh excluídos na realidade Mas então eu fiz essa obra para que eles pudessem sentir também eh e tocar e poder estar aí desfrutando de um conhecimento artístico Eu gostaria que o senhor relatasse um pouquinho seu Adélio como que qual que foi a percepção na verdade do Senhor ao receber né Essas pessoas com deficiência visual aqui no memorial e ver né de perto a reação delas ao tocarem nas obras né Fazer a leitura em brile Olha foi muito gratificante poder sentir eles essa reação desse público que inclusive até em Ah uma das exposições na Alemanha em coburg um dos deficientes tocando a obra falou nossa eu sinto até as cores Então isso é muito emocionante pra gente que fez esse trabalho eh ouvir isso e inclusive numa das exposições aqui no Brasil também um deficiente tocando falou nossa pela primeira vez eu posso tocar numa obra todas vezes que eu vou num lugar numa exposição e está lá não toque não toque essa eu posso tocar e o disse não essa foi feita para ser tocada inclusive não só pelos deficientes mas outras pessoas que querem sentir isso eh podem vir aqui e tocar nas obras também como teve uma exposição na na Eslováquia H num Grande shopping center beira do Danúbio e foi organizada essa exposição por uma pessoa me representa lá e ela arrumou cão guia e o cão levava a pessoa a pessoa Vendavais e o cão L até os quadros e ela sentia realmente como é um deficiente como ele sente então foi é muito importante isso é muito gratificante a gente poder fazer uma obra e essa obra eh conseguir atingir o seu objetivo chegar a todas as pessoas né seu Adélio Realmente realmente Então as pessoas que querem eh também sentir a minha obra e tocar pode vir aqui no memorial e tocar nas obras não todas né mas nessa obra eh exclusiva para deficientes seu Adélio Eu gostaria que o senhor falasse um pouquinho do tema dessa exposição arte acesso Qual que é o horário de funcionamento aqui também do memorial para quem quiser visitar o espaço Olha o tema é é a minha pintura os o do cotidiano são figuras H que eu pinto eh sobre pessoas e e podem visitar o Memorial de quarta a domingo das 10 às 12 e das 13 às 17 é seu Adélio muito obrigada pela sua participação aqui no estúdio câmara e Eu que agradeço você Ana Paula e seus ouv os seus espectadores aí que vão ver essa essa reportagem e vão estar aqui visitando o Memorial de até SRO É isso mesmo seu Adélio e pro pessoal aí de casa que quer conhecer esse espaço quer fazer uma visita eh a esse local você pode anotar o endereço que é Rua Ursa Maior número 210 no bairro Mirante das Estrelas aqui em Vinhedo ali eu volto com você aí no estúdio muito obrigada Ana Realmente você tava secundada de beleza né e é muito interessante porque é pr vidente também né a gente poder calçar o sapato do outro e vivess em todos os sentidos é sempre válido né Maravilhosa fica aí o convite para todo mundo que ainda não conhece não pode perder e é permanente tá é só aí né exatamente e empatia né você sentir né parar um pouquinho dessa correria do dia a dia e tocar se colocar no lugar do outro essa empatia fechar os olhos né É até porque o tema pessoas eh no cotidiano quem não se conecta com isso né a todos nós E parece até que assim o cabelo tem uma textura diferenciada né então é muito muito rico né eu vou aproveitar já que a gente tá falando de arte e cultura para dar uma uma um recadinho aqui que uma orquestra de músicos eruditos de Campinas vai promover uma apresentação dos clássicos do rock e o objetivo é arrecadar alimentos pras vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul porque ainda tem muita coisa para ser feita né nesse sentido e vai acontecer o concerto vai ser amanhã sábado em Vinhedo tudo em Vinhedo acontecendo né o ingresso é 1 kg de alimento não perecível e a apresentação o nome da apresentação é somos um com o Rio Grande do Sul E terá início às 20 horas no teatro municipal Silvia de Alencar Mateus na Rua Monteiro Barro 101 em Vinhedo E o repertório é músicas de rock nacional e internacional como Skunk Titã Los Hermanos metálica Led Zepelin aba Elvis Presley vai ter o rei também e o público vai participar do espetáculo com percussão corporal e o maestro será o Moisés cantos ó lá tudo envolve né o público percussão corporal né E às vezes a gente tá tão travado no dia a dia né que a gente não percebe assim o quanto a gente não consegue se entregar né Eh eu lembro de uma situação que uma moça promoveu uma roda uma roda uma dança circular e o ambiente assim era um ambiente bem corporativo majoritariamente de homens né E aí todo mundo travou e ninguém conseguia né então só para paraa questão dos não videntes ou as pessoas com alguma deficiência não a arte tem que ser explorada em todos os níveis para todo mundo né e Os espetáculos vocês sentem que esses espetáculos que são mais eh promovidos mesmo como a exposição eh eles estão vindo com mais essa carga inclusiva como é que tá assim melhorou de uns anos para cá Olha eu acredito que sim pelo que a gente pesquisa pelo que a gente vê no Brasil e fora também né Sim já temos muitos artistas aí eh em diferentes condições dançando e dançando profissionalmente né com realmente profissionais da arte eh ainda eh a gente vê também a gente tem os dois lados já aconteceu de eu ir para para teatros e você vê acessibilidade no público mas você não conseguir colocar o artista em cima do palco então você vê que tem acessibilidade ali pr pra pessoa em uma condição de Def ciência física motora por exemplo assistir ao espetáculo mas muitas vezes a gente não consegue colocar um bailarino cadeirante em cima do palco alguns T tem rampa outros t e elevador Mas já aconteceu da gente ter que pegar várias pessoas a cadeira e colocar em cima do palco então eu ainda eh Quero mostrar esse lado de Olha o artista Independente da sua condição de deficiência ele está no palco uhum né ele também é protagonista Então esse é um local de fala muito mais deles do que meu né sim eh por outro lado também a gente precisa entender né Isso já é uma uma angústia que alguns pais têm eh que é a famosa mãe e pai de de bailarinos né então eu falo assim eu não me preocupo dentro do meu trabalho eu não me preocupo com um espetáculo no fim do ano nossa tem que ser igualzinho tem que ser maravilhoso até porque a gente tá trabalhando com a diversidade então eu não vou estressar um aluno meu para que ele dance igualzinho a outro né então se os meus alunos gostam de uma música e eles querem dançar aquela música 10 vezes em 10 espetáculos eles vão dançar Que legal né e e por outro lado né Eh eu trabalho muito essa questão da expectativa o o meu aluno está feliz ele está à vontade no palco ótimo agora eu não vou fazer um espetáculo glamoroso eh só pros outros só só para pai e mãe ver eu não vou ficar estressando o aluno então cada caso é um caso né Depende tem alunos que vão a ir para escolas eh profissionais academias e vão trabalhar e tem alunos que vão devagar sempre cada um tem o seu ritmo tem a sua condição tem as suas habilidades né então eu trabalho muito isso porque eu também já vi o contrário eu já vi eh jovens convulsionando no meio do espetáculo sem que o professor de dança que tava lá pulando em volta da cadeira de rodas percebesse né então eu eu chamo atenção um pouco para isso né Eh se a a pessoa não estiver lá para ser a protagonista não vai ser eu que vou pegar uma pessoa e ficar dançando em volta né Eu acho que tem que haver essa interação essa vontade todos podem e tem que ser bom para quem tá inus apresentando exatamente Não não eu sempre evito estressar uma família ou ou um jovem qualquer pessoa porque Nossa você tem que apresentar e tem que ser perfeito o meu trabalho não é assim é maravilhoso algumas pessoas infelizmente fazem né Mas o meu não é assim vamos desconstruir né com certeza então no segundo bloco A gente vai falar ainda mais desdobrar um pouquinho a exposição que foi feita do Adélio sarro e ela esteve na casa de vidro e a gente vai mostrar mostar um pouquinho do pessoal do brile que esteve lá eles mandaram os depoimentos fica com a gente que a gente volta [Música] [Música] já de volta pro segundo bloco hoje aqui no Artes e cultura no estúdio Câmara Artes e cultura falando de artes inclusivas a gente vai mostrar repercutir um pouquinho aquilo que a gente falou do primeiro bloco da exposição do Adélio sarro que é sobre a exposição é toda acessível para videntes e não videntes e tem a legenda em brile então você pode tocar a obra O que é muito raro toda a exposição a gente já vê aquela plaquinha não toque então é uma experiência para você viver tanto sendo vidente como não tendo a a visão né e os alunos do Instituto Cultural o Centro Cultural Braile estiveram na exposição quando ela esteve na casa de vidro quando ela deu uma passeada né E a gente tem o vídeo deles as imagens deles vivendo essa experiência com o Adélio que foi até o local na época e foi muito interessante vocês vão acompanhar agora as fotos daqui a pouquinho a gente já vai soltar os depoimentos dos meninos né wildes sim vai ser muito bom wildes você quer comentar Qual foi a experiência deles ah foi Não só para eles também para a equipe que acompanhou os nossos usuários Nós estávamos em eh nove usuários né que conseguimos levar pra casa de vidro e eh foi uma experiência muito gratificante e nós tivemos oportunidade de conhecer o autor da obra né o o Adélio sarro que se dispôs a a nos acompanhar explicar os detalhes das obras falar um pouco da história pessoal de vida dele que também impactou todo mundo e assim a simplicidade né Eu acho que acima de tudo a simplicidade a empatia como ele eh nos acolheu eh falando de cada obra como ele também descreve a as a a legenda a legenda né que é no próprio quadro quando é tela né que ele faz a legenda no próprio quadro isso também me impactou porque ele traz ali na legenda todo o tipo de material que ele que é utilizado então assim e ele bem deixa claro que é a obra é para o vidente e para a pessoa com deficiência então todos nós podemos né ouvir ver tocar experimentar depois ele leu também um poema que ele construiu que ele fez né então assim é uma obra assim gigantesca e ela perpassa por todo todos os sentidos porque não só teve a a a pintura mas também tinha A escultura em que eles puderam tocar e que me chama atenção também que a a assinatura dele é uma maçã e então ele traz é e ele traz essa maçã em alto relevo n nas nas obras dele para dizer que era alguma a maçã era um uma fruta que ele gostava muito quando criança e não tinha oportunidade de comer de comprar e era uma professora que comia essa maçã então aquilo ficou muito significativo na vida dele então ele perpassa toda a história dele contando que ele era uma pessoa muito simples não tinha dinheiro Então traz pra gente também que todo mundo pode ter acesso à arte todo mundo pode ser protagonista da sua própria vida da sua própria história e que foi uma pessoa que traz pra gente essa realidade né de uma pessoa tão simples que se tornou uma pessoa renomada eu que eu sou católica mas há muito tempo atrás que eu fui no Santuário eh de Aparecida e vi algumas obras e quando tava lendo o o folheto que ele deixou lá na exposição que eu fui me dar conta de que eu vi quando os artistas estavam produzindo essas obras né E são obras gigantescas estão dentro do Santuário Nacional de Aparecida então e que são dele né então tem na capela tem na eh fora da do espaço da do Santuário né né então a gente fica assim pensando né eh quem foi que construiu essas obras né tão grandiosas tão significativas tá lá na capela de São José então e os nossos usuários ficaram assim impactados né como que a gente que nós tivemos acesso a uma pessoa tão importante né e e a questão que um deles fez a pergunta por que que o senhor começou a fazer obras paraa pessoa com deficiência visual tem alguém na sua família ele falou assim não é porque eu sentia que a minha a obra não tinha sido alcançada por todo mundo uau Então eu acho que isso aí foi o diferencial né de que não tinha ninguém na família dele ele não conhecia nenhuma pessoa com deficiência visual mas ele quis trazer né dar essa oportunidade da gente também conhecer o belo né porque às vezes o belo é uma coisa que é de dentro para fora né a gente também precisa educar o nosso olhar Então eu acho que essa oportunidade que a gente teve né de estar junto com com Adélio sarro de ver as suas obras de poder que é uma coisa assim palpável né que não foi uma coisa muito distante porque eu imaginava né quando eu vejo quando eu vi uma obra dele eu ficava Mas que coisa mais fantástica e tal e depois quando a gente conhece ainda o autor a gente começa a valorizar né e de perceber que tudo é possível tudo é possível então eu acho que qualquer um pode chegar no estado no estágio que ele né chegou É Preciso Acreditar e ele quando diz assim Ahí eu comecei a fazer eh primeiro alguns trabalhos de eh pinturas de cartazes de de loja então dali ele começou a desenhar letras e etc né e depois passou para mistura de cores então a gente vê o crescimento do autor então a gente fica imaginando né aquela Sementinha que a gente vai plantando e muitas vezes a gente não não não consegue perceber como quem é que vai comer esse fruto né mas sabe então esse movimento do crescimento sabe eh E então isso foi muito Fantástico então assim eh como os nossos usuários né contaram pra gente dessa experiência de poder tocar de poder ouvir o autor então eles se aproximaram ainda mais da obra de arte né E se aproximaram da beleza porque eh a beleza ela tá né no mundo e às vezes a gente fala pouco da beleza né a gente fala pouco daquilo que é belo mas todo mundo tem um olhar diferenciado né a gente pode a gente vê beleza em tudo em coisas simples né então eu acho que assim não é porque a pessoa não enxerga que ele não não pode ver a beleza mas ele sente a beleza né com certeza quando toca né porque assim pros nossos alunos e usuários né com deficiência então é a forma também de aproximar né Sim e ele tá criando imagens que são particulares e incríveis né e oe vem trazendo para eles né onde que ele coloca as cores né a combinação de cores né dos elementos então foi assim muito interessante de figuras humanas que estavam lá no quadro e quando tem uma uma usuária nossa que ela é mais idosa cleudes e que ela podia tocar a figura humana Então ela di gente mas que coisa mais fantástica da gente perceber o toque do corpo da mulher né os seios etc então assim foi assim muito significativo né ela F assim e eu nunca ela falou assim eu com mais de 70 anos nunca pensei de ver o que eu tô vendo né L tocando então assim como a gente pode ver também com as nossas mãos né sim que a gente acaba não desando na verdade a gente faz muito disso só que a gente não se dá conta né a gente tem alguma coisa bonita a gente quer tocar né a gente vê o cabelo a gente quer tocar sentir a textura a gente tem isso na infância a gente vai perdendo né não toca não rela né Vamos mostrar os depoimentos então dos meninos né o Francisco e o Olá meus amigos do Centro Cultural Luiz Braile Este é a minha contribuição para com a gravação lá da câmera e para dar o agradecimento pelo pela boa vontade do nosso artista Adélio sarro eu sou o Eliseu que eu participei com você lá no no Taquaral na su exposição aquela exposição eu ficou para mim Eh me encantou muito porque eu amo a arte plástica também e eu admirei muito o seu desempenho a sua história o seu crescimento Como que você foi passo a passo galgando galgando os mais altos grau no meio artístico isso para mim me só me dá experiência e força de vontade para mim poder seguir em frente na minha batalha também eu como deficiente visual também passei a amar e o artesanato também longe de chegar aos seus pés mas galgando esta mesma trilha e dentro do possível aquilo que uma pessoa deficiente visual consegue fazer através do tato eu tenho procurado desempenhar na minha vida porque só assim a gente pode esquecer um pouco os problemas as dificuldade que que que a gente encontra na vida eh Talvez uma arte é o motivo de você de você se levantar de uma grande dificuldade Então eu só tenho que agradecer pela tua exposição e quero te falar que para mim você é um exemplo e continue assim sendo este grande artista humilde e com essa inteligência que Deus te deu assim você consegue incentivar muita gente que está à beira de um principío eh para procurar qualquer atividade na vida para sair deste precipício então eu agradeço muito pela sua participação por pela oportunidade que você tem nos dado da gente poder participar do teu do teu atelierê e eu não esqueci você nos convidou para participar com você eh onde você tem exposição permanente e eu estou aguardando a oportunidade para que a gente possa eh congratular com seu grande talento um abraço para você para toda tua equipe e para todos do Braile e para a todos que h de ver este depoimento um abraço e uma boa tarde oi meu nome é Francisco vim deixar um testemunho aqui sou Francisco de Assis sou do Centro Cultural Luis BR de Campinas falar sobre a casa de vidro né que eu conheci o pintor e Escultor Adélio sarro né Quem imaginaria um pintor de qualidade internacional ter pinturas voltad para deficiente visual só podia se Adélio se o Adélio sarro fazer isso por a gente né com a parceria aí de tá indo lá pelo Centro Cultural Luiz brilho né através da Will do Benedito da Eline né a gente conseguiu ter essa qualidade né mas enfim falar do Adélio sarro antes não conhecendo ele era muito superficial depois que ter conhecido a obra dele e ter a a Como que eu posso falar ter a honra de conhecer a vho sarro mudou a minha expectativa do pintor né como que ele teve sensibilidade de pensar no deficiente visual viajou por todos os países por tudo e achar que não teria obra melhor ele fez né a obra voltada PR acessibilidade acho que ele ganhou vários prêmios né na vida dele mas acho que o maior prêmio ele não tinha ganhado ainda até fazer o ter quadro com sensibilidade e fazer pessoas com deficiência visual volar a enxergar Obrigado Adélio sarro pro por ter acessibilidade Campinas falta pessoas como você e o mundo precisa de você ainda continua fazendo esses quadros que muita gente com deficiência visual vai voltar a enxergar através dos seus quadros Obrigado AD sarro Obrigado C Centro Cultural Lu brile para proporcionar tudo isso na minha vida obrigado maravilhoso né não tem como não se emocionar né o impacto que a gente pode sentir que é causado em pessoas que se sentiram vistas reconhecidas necessárias né enxergadas né Uhum E agora eu vou dar uma nota de um espetáculo que vai acontecer em Jaguariuna não pode perder quem já assistiu sabe eu assisti tive o privilégio de a PR estreia aqui em Campinas e vai ser um espetáculo pararatimbum que é classificado como infantil mas dialoga com todas as idades é do grupo Os geraldos aqui de campinas com a direção do Diogo novaz Diogo novaz a direção direção musical Everton genari e adaptação dramatúrgica da Júlia Cavalcante embora seja classificado como infantil realmente é um espetáculo Fantástico musical com muita percussão já que a gente tá falando de corpo né de música e vale muito a pena o o pararatimbum ele fala de um reino que a menina a princesa assume o reino depois que o pai morre e ela proíbe qualquer tipo de som dentro daquele território o que acontece é que a cidade vai ficando muito triste então ela sai em busca de uma cura de uma solução pra cidade dela e ela vai pro reino de pararatimbum o espetáculo é sensacional vale a pena é gratuito vai acontecer neste sábado em sessão única às 19 horas no Teatro Municipal Dona Zenaide e os ingressos você Pode garantir o seu pelo e-mail contato @d color.de color p.br ou dá uma ligadinha lá no teatro para saber detalhes da apresentação que é maravilhosa sou suspeita e Keila voltando aqui pro nosso bate-papo eu queria que você falasse se você sentiu uma grande transformação de algum aluno seu que tinha de repente eh um comportamento mais tímido eh mais eh e dificuldade de expressão mesmo e através das aulas de dança de corpo isso modificou nossa com certeza eh são muitos casos né de transformação eh eu tive um aluno que acho que ele demorou mais ou menos uns dois meses para começar a dançar e a hora que ele começou ele se descobriu ele se soltou ele colocou ele conseguiu colocar a personalidade dele no movimento e aí nossa fizemos várias apresentações aí ele dançava com todo mundo que às vezes eles escolhem as parceiras né tem isso também e ele dançava com todo mundo então foi assim um caso muito interessante eu tive também um caso de uma mãe Eh que ela levava a filha né Sempre levou a filha nas terapias e tal e de repente ela começou a gente começou a puxar todas as mães para dançar e ela falou olha agora eu não sou mais a mãe da fulana agora eu sou fulana de tal a bailarina Ai que lindo então isso ficou muito marcante porque ela ela também se viu ali na dança enquanto bailarina não só como Aquela que Empurra a cadeira de rodas como Aquela que leva né mas eh enfim muito muito bonito eh eu conheço também uma uma pessoa uma mãe Eh de aluna que ela ela ela me conheceu quando era a filha era pequenininha Então ela vinha Ortolândia de ônibus trazer a filha eh cadeirante para cá para fazer dança comigo na minha casa na época eu dava aula lá particular e e voltava e a gente se reencontrou eh eu fui lá para Ortolândia depois eu saí do país tal e aí quando voltei eu fui lá para rolanda e ela foi me ver e a menina tava uma moça linda e voltou a dançar E e essa dupla Fez muitas apresentações então isso também foi foi muito emocionante e por último um aluninho que eu entendia que ele eh era não verbal né A princípio ele realmente não era não verbal a família também dizia que em casa não falava e lá depois de uns 3S anos e eu tentando tentando e e assim era uma criança um pouco mais agitada tal e eu falava a gente sempre acha Ah será que ele tá entendendo alguma coisa que eu tô falando será que isso vai dar certo tá a gente às vezes volta para casa meio Hum será que deu não deu e um dia eu fui abri o armário e ele falou Keila eu levei um susto porque eu falei assombração eu olhei pra janela eu achei que era alguém me chamando aí até eu perceber que era ele me chamando eu falei você fala aí ele deu aquele sorrizinho de lado assim eu falei Ah você fala e aí eu falei mãe ele fala em casa não não fala e e a partir desse dia ele começou a falar algumas palavras muito assim quando ele tava motivad dissimo E aí eu entendi o tamanho do afeto dele por mim né ele não conseguia me abraçar eh muitas vezes ele não fazia o contato visual Mas ele falou meu nome né então é incrível Maravilha é e e parecia que nada estava acontecendo agora lá dentro dele tava em ebulição total né exatamente às vezes a gente acha que a criança não tá absorvendo mas ela chega em casa ela faz ou ela tá ali e a gente tá sempre provocando uma modificação cognitiva e também mexendo com memórias afetivas né Essa exposição o que que é quando né memórias afetivas a a história de vida do artista que interage com aquilo que cada um tem com a história de vida de cada um né então a dança é muito curativa né acho que para todos A dança Não a arte acho de uma forma geral tudo né Eu acho que é um momento em que a gente consegue traduzir um pouco expressar o universo que é único cada um tem a sua leitura sobre o mundo né E falando nisso Os espetáculos também tem um estado mais exclusivo mais inclusivo né com audiodescrição e para videntes né leigos como eu que não tenho tanto eh conhecimento Eu não entendi a importância da audiodescrição que é totalmente diferente de um audiobook por exemplo né né um livro que é lido em voz alta Ok mas a audiodescrição ela é muito mais profunda né E a gente tem visto cada vez mais espetáculos com essa proposta e o retorno disso né e agora a gente vai mostrar um pedacinho de um um exemplo para quem tá assistindo entender um pouquinho o que que é audiodescrição né que é contextualizar algo que vai acontecer não apenas narrar né e a gente separou um pedacinho do do espetáculo que aconteceu no Pará ele chama uma ou abre roda daqui a pouco já vai entrar aí para você e é esse essa concepção né da arte acessível a todos inclusive um espetáculo de dança como audes me contou né que eles ti tiveram a chance lá no Centro Cultural de assistir o espetáculo de interagir de sentir tudo que tava acontecendo né como é que foi essa experiência então quando o grupo thalos levou um vídeo hum de um espetáculo que eles fizeram em Campinas mas não teve um público né para assistir o espetáculo na casa de show eles levaram esse espetáculo e com a participação dos nossos usuários e os usuários do do da provisão que é vizinha a nossa instituição e foi interessante porque um deles descobriu na hora que o espetáculo que ele tava ouvindo era um vídeo e porque assim ele não tinha se dado conta tá de que esse espetáculo não estava acontecendo ali as bailarinas em tempo realo real mas só que tava tudo muito real para ele né porque ele teve primeiro uma imersão eh saber quais eram os figurinos que estavam sendo usado no dia do espetáculo eles puderam segurar o maniquin puderam segurar o figurino perceber textura sentiram o cheiro né então quando o foi houve a projeção ele ele não tinha se dado conta de que não tava sendo ali né maravilhoso então ele ficou assim Encantado Ele viveu mesmo em tempo real exatamente em tempo real o espetáculo E aí a gente pergunta né falando da dança que a gente tava ensaiando pra festa junina que você tava lá no dia você viu né ele esse mesmo rapaz ele disse pra gente assim olha eu nunca dancei na minha vida é a primeira vez mas eu tô me sentindo tão feliz e tão leve né porque ele já tá ele tá se reconhecendo tá se identificando né como a a arte a cultura traz uma leveza né então ele tá tendo essa oportunidade E eu acho que assim o Centro Cultural tem essa proposta também né de levar os nossos usuários para conhecer o mundo né Sim e se conhecer mais né e de se conhecer cada vez mais a gente vai mostrar um pouquinho só para as pessoas terem uma ideia do que é um espetáculo com audiodescrição né da descrição do contexto do cenário dos personagens cercados por muitos alunos uniformizados sentados em um palco de estilo semara no fundo da quadra três tapir móveis uma maior ao centro e duas menores nas laterais com tecido preto na parte superior dessas uma franja de fuxico coloridos com comprimentos variados Gabriela fala é fato que depois de tomar coada a turma fica inspirada ou abre a roda que é hora de história será que tem o salpico mágico nessa receita Mateus reparem bem para vocês verem uma coisa quem é que gosta de história ó no natural uma roda vai se abrir aqui e vai querer gente contar um montão de história Ó presta atenção aí para vocês verem Wesley entra e diz é com que agora só Pens de banhar e nem su depois de comer já já eu estendo minha R Obrigada varanda porque se você ainda não não acompanhou ao vivo ou em vídeo um espetáculo com áudi descrição né e a gente recebeu também o depoimento da Angela mauso que é uma consumidora orar de arte Ela vai para tudo que é lado espetáculos Exposições a gente tem as fotos da Angela também vários pontos de cultura e depois ela deu um depoimento sobre a importância daud audiodescrição também né que hoje em dia tá crescendo ao ponto de ter curso de especialização de Mestrado né espação sim daqui a pouquinho vai aparecer as imagens aí da Angela e ela gentilmente cedeu esse depoimento porque a gente trocou uma ideia para construir esse programa né e trazer eh um pouquinho do que tá acontecendo para vocês e aí ela disse que ela tinha uma vida corporativa antes né da da perda da visão e que ela não não conhecia muitos espetáculos não frequentava tanto e que agora ela tá se jogando nas experiências né então dá para ver aí uma série de cenas ela interagindo e aqui era um fóssil de uma galinha por exemplo eles deixaram ela tocar Imagina você tocar num fóssil né não é uma coisa muito simples muito comum é o espetáculo da C Miranda e dentro desse universo de possibilidades então a audiodescrição faz com que qualquer espetáculo seja realmente acessível a todos Né desde que tenha Claro eh a questão da rampa cada cada caso é um caso né mas a gente tem que abrir essa percepção para todas asib infinitas possibilidades que a arte traz pra gente né F e depois desse espetáculo da foto da da janela ela foi entr ada pela Bel que é uma audit tradutora Bel Matos né Bel Machado Machado perdão a Bel Machado que é uma referência em audiodescrição aqui em Campinas e no Brasil né e Bel Machado entrevistou então a Ângela e ela deu esse depoimento muito bacana sobre a experiência dela que vocês vão perceber agora também boa noite Ângela eu sou Bel Machado Boa noite fiz a audiodescrição para você essa noite aqui no Sesi Campinas da Ciranda de retina e cristalino queria saber que que você achou do espetáculo O que que você achou da aud descrição eu achei diferente não nunca tinha participado de uma apresentação de dança EH mas a gente consegue fazer uma ligação grande dos componentes né da da dança audiodescrição música e outros sons que acontecem e o o tema da peça Foi bastante interessante para mim porque me remete ao período em que eu perdi a visão eu já tive visão até a idade adulta e a gente passa por um período que é bem o que a peça fala sobre é uma roda mesmo né é uma roda e hoje a gente uma Roda Viva é uma Roda Viva e hoje eu tô aprendendo eh a observar de um jeito diferente observar as mesmas coisas mas de uma forma diferente e essa peça traz pessoas diferentes no elenco e na plateia e como sempre a audiodescrição ela é indispensável para que a gente compreenda tudo e para que a gente consiga fazer o link de todos esses componentes e falar da roda tem essa questão que a nossa vida vai virando e tem momentos que a gente parece que voltou no mesmo ponto é o ciclo e a vida de todo mundo é assim e na vida da pessoa com deficiência não é diferente ela vai virando a gente chega no mesmo ponto de uma forma diferente mas parece que ela vai sempre e vai se renovando e você vai conhecendo coisas e pessoas e atividades e vai voltando e aí vem as memórias mesmo porque hoje em dia eu não sei mais a questão da memória visual que eu tenho bastante porque eu enxerguei até os 36 anos hoje para mim já não é mais claro o que é memória e o que é projeção da minha cabeça Olha que interessante eu não sei mais o que eu vi realmente e o que eu criei aham e me fez pensar também várias várias partes né aí falou da roda falou das memórias a música Leva eh para diversos diversos ritmos né que é AES aqui vou falar que eu achei que no começo essa gente ia me sacanear ia me fazer voltar chorando PR casa tava muito triste de repente o negócio dá uma reviravolta e entra um rock de repente entra uma moça cantando que parece uma canção de criança de repente vira assim uma uma um MPB brasileiro assim que que que parecia um sambinha tal então a peça tem aqueles altos e baixos que que vão mexendo com a emoção da gente é bem interessante sim e a questão da da personagem das duas personagens que se olham muito no espelho isso é uma coisa que pesa muito pra gente quando a gente tá perdendo a visão Aham Porque é o receio de você perder a sua identidade eh e esses dias eu até sonhei com o meu rosto e eu nunca tinha sonhado com o meu rosto e eu via claramente o meu rosto e eu acordei muito impressionada com isso porque há 7 anos que eu não vejo o meu rosto e eu vi no sonho então são coisas que mexem muito com o nosso íntimo isso sabe você não poder ver mais mas agora vê só que de um outro jeito né e conhecer mais uma né porque espetáculo de dança Eu ainda não tinha participado não tinha assistido desde que perdi a visão já já estive presente em algumas atividades e em alguns espetáculos também e eu vou experimentando e vivendo e eh São coisas que agregam muito à vida da gente e até eh imaginar que muitas pessoas que não enxergam deixam de conhecer o briley ou deixam de fazer outras atividades uhum eh porque acha que não vai dar porque acha que não vai conseguir ou porque acha que não vai ser interessante S eu acabei de assistir um espetáculo Super Interessante mesmo que eu não enxergue com os olhos a gente enxerga de outras formas que bom mas é também eu acho uma questão de se acostumando com a situação eu acho que se se esse espetáculo tivesse acontecido no meu primeiro ano de cegueira talvez eu não tivesse achado assim tão interessante mas hoje hoje eu achei super interessante e realmente um aprendizado né sim e puxa memórias mesmo Sim eu me senti muito representada nessa apresentação principalmente não sei se eu fosse uma pessoa que já nasceu C não sei mas como eu vi os dois lados eu eu há um processo identitário aí muito grande não é é é eu acho que ele nunca acaba Uhum eu acho que ele vai estar sempre mudando mas a peça fala bastante disso e a audiodescrição é extremamente importante sem ela a gente não consegue realmente estar incluído é muito importante que bom que bom que você veio Obrigada pela presença e vamos aguardar o próximo é isso haverá muitos daqui pra frente obrigada obrigada a você Angela é eu não sei se você expandiu mas a minha cabeça expandiu demais produzindo fazendo esse programa conversando com vocês eu já agradeço demais a presença de vocês aqui compartilhando essa história Tão rica de tantos anos né Cada um na sua no seu no seu nicho né mas trabalhando para um goo comum que é essa inclusão né também nas artes né que vai Muito Além da questão da deficiência ou não né inclusão para todo mundo né eu queria que você fizesse Então as considerações finais Keila bom eu queria agradecer por estar aqui e dizer que aprendi muito hoje com os depoimentos com as enfim com as manifestações com a exposição nós temos que estar abertos para aprender a aprender com certeza e você Ah eu também queria agradecer essa oportunidade est também junto com a Keila e mais uma vez com você e de saber que cada dia mais a gente pode continuar educando o nosso olhar né estar aberto sensível para tudo aquilo que a gente pode eh fazer com que o outro também possa sentir feliz ter mais qualidade de vida se eu posso dar um pouquinho de mim pro outro por que não dá né então eu acho que eu queria agradecer muitíssimo essa oportunidade é a arte é um um um exercício de conexão né sim verdade muito obrigada meninas e para você se quiser resgatar esse programa ele fica no YouTube da TV Câmara Campinas é só procurar ali na lupa semana que vem a gente tem mais uma edição que é a última edição do estúdio Câmara Artes e cultura no antes do recesso parlamentar finalizar né e depois as atividades parlamentares retomam e a gente continua com os Nossos programas a nossa grade muito obrigada pela sua companhia e a até o próximo [Música] programa h
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