TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Personalidade: somos fruto dos genes ou do ambiente?
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Personalidade: somos fruto dos genes ou do ambiente?

18 views Publicado 03/09/2025 HD · 55:22

Descrição do vídeo

Afinal, o que molda nossa personalidade? 🤔 São os genes herdados ou o ambiente em que vivemos? E como explicar que gêmeos criados pelos mesmos pais podem desenvolver comportamentos tão diferentes? No Estúdio Câmara, vamos debater se é possível mudar quem somos, compreender melhor como nossa personalidade se forma e até refletir como isso pode influenciar na criação dos filhos. 👩‍⚕️ Convidada: Kauany Bezerra, psicóloga clínica de adolescentes e adultos, mestre em Educação e com capacitação em Logoterapia. 👉 Um bate-papo essencial para entender quem somos e até onde podemos transformar nossa forma de ser. 🔔 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

48 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá, muito bom dia. Seja bem-vindo. Estamos chegando com mais uma edição do Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é quarta-feira, dia 3 de setembro. Vamos então falar sobre personalidade, né? Esse tema desperta muitas reflexões, personalidade. Uns são mais tímidos, sérios e concentrados. Outros mais extrovertidos, alegres e brincalhões. O fato, gente, é que cada pessoa é única. Mas afinal, o que explica essas diferenças, né? Seria uma herança genética ou o ambiente em que a gente vive altera e muda a nossa personalidade? Hoje nós vamos descobrir, vamos falar sobre personalidade. Gostaríamos da sua participação. Você aí de casa, você tem mudado de personalidade? Tem dia que você tá de um jeito, tem dia que você tá de outro. Você eh como é a personalidade dos seus filhos, né? Você tem alguma dúvida sobre personalidade? Manda pra gente a sua pergunta. Eh, o nosso WhatsApp tá na tela. Pode mandar também a sua experiência sobre personalidade. Nós gostaríamos de te ouvir. 199729377. Nós aguardamos a sua participação. Daqui a pouquinho a gente já apresenta a nossa entrevistada de hoje. E agora vamos atualizar algumas notícias, algumas informações aqui da nossa cidade. O Palácio da Justiça, o antigo é o Palácio da Cidade agora, né? Antigo Palácio da Justiça no centro de Campinas vai ser aberto amanhã, quinta-feira e sexta, para sediar o feirão de emprego e oportunidades dentro da programação do terceiro festival Campinas Rural. O evento reúne 23 empresas e o CEPAT com cerca de 950 vagas disponíveis em diversos setores, incluindo comércio e serviços. Essa será a primeira atividade no espaço após a sessão do imóvel pelo estado à Prefeitura de Campinas. Depois, o prédio volta a ser fechado para a continuação das obras de restauro, com previsão de abrigar mais de 60 serviços públicos a partir do ano que vem, integrando aí o programa Nosso Centro. E atenção, gente, para destaques de algumas vagas. Olha só, auxiliar de limpeza são 200 vagas. Auxiliar de logística, 150 vagas. Auxiliar de produção também tem vaga para analista de planejamento financeiro, tem vaga para advogado, analista de crédito também. Então, para você participar, leva o seu documento com foto, currículo, carteira de trabalho, pode ser a digital também, tá? E se possível leva uma carta de encaminhamento emitida pelo CPAT ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Mais informações e cadastro antecipado das vagas, você pode acessar lá cepatecampinas.sp.gov.br. Uma oportunidade maravilhosa para você. Então, a gente já tá antecipando, acontece amanhã e sexta-feira esse feirão. Então, já vai lá, acessa o CPAT e mais informações e também mais informações sobre vagas disponíveis já adianta. E boa sorte para você. Mais informação chegando aqui no nosso estúdio Câmara. Vamos falar do Legislativo de Campinas, o dia do evangélico. Agora é feriado municipal aqui na cidade. A Prefeitura de Campinas publicou no Diário Oficial de ontem, terça-feira, dia 2, a lei que cria o dia do evangélico com o feriado municipal, a ser comemorado todo dia 12 de agosto, a partir do ano que vem. A data é o primeiro novo feriado da cidade em 23 anos, desde a criação do dia da consciência negra. O projeto é de autoria do vereador Felipe Marquezi e foi sancionado pelo prefeito Dário Saad. A administração informou que estuda incluir atividades ao longo do dia no calendário oficial da cidade. Muito bem, vamos com previsão do tempo para hoje. Hoje, quarta-feira, metade da semana. Como é que será que fica o nosso tempo, né? O inverno está indo embora. Você percebeu que tá amanhecendo mais cedo? É, tá chegando a primavera. Chegada da primavera é dia 22 de setembro, né? Aí o inverno está dando tchauzinho. Hoje nós temos sol com algumas nuvens, não chove, mínima de 17, máxima de 29º. E aí você lembra que estamos ainda num período muito seco, precisamos de uma boa hidratação. Então pega a sua garrafinha e vamos embora que o dia vai ser lindo e maravilhoso. E agora nós iniciamos então eh o nosso estúdio Câmara. Vamos falando sobre o nosso tema central de hoje. Vamos falar de personalidade. Cada pessoa é única. Uns são mais tímidos, sérios, concentrados, outros extrovertidos, brincalhões. Enfim, essa essas características tão diferentes de indivíduo para indivíduo são justamente o que chamamos de personalidade. E você parou já para eh se perguntar o que faz de você, quem você é. Desde cedo a gente ouve aquelas comparações clássicas, né, entre pais e filhos. É, eh, as pessoas falam assim: "É teimoso igual o pai" ou "É doce igual à mãe? Ah, você é igualzinho a sua avó". Mas será que essas observações dizem toda a verdade sobre quem a gente se torna, né? Eh, segundo o psicólogo inglês Hans Eink, ã, ele se dedicou aí toda a vida ao estudo da personalidade. A nossa estrutura de ser, ela é definida por três áreas, tá? o caráter moldado pela educação, pelo contexto cultural e pelo ambiente em que crescemos, né? Eh, o temperamento que é ligado à biologia e aos processos cerebrais que nos tornam mais extrovertidos, introvertidos, impulsivos ou emocionais. E a inteligência, que não apenas revela nosso potencial, mas também influencia diretamente quem nos tornamos. Então, desde os primeiros meses de vida, a gente já pode observar traços que se consolidam com o tempo, mas que, lembre-se, não são estáticos, não. A personalidade ela se desenvolve ao longo da vida e a gente vai se adaptando às novas experiências, desafios e mudanças. E isso significa que a gente pode compreender, moldar e até aprimorar o nosso jeito de ser. Então, já falei bastante sobre personalidade, a gente vai estudando para aprender também e agora a gente vai explorar mais essa personalidade, eh, como ela se forma, os fatores que influenciam e como esse conhecimento pode impactar a nossa saúde mental, nosso relacionamento e até o nosso desempenho no trabalho. Você sabia disso? É, mas olha, para mais informações e para conversar com a gente durante toda esse tempo aqui do Estúdio Câmara, a gente recebe eh direto pelo Zoom a psicóloga Cauan Bezerra e vai falar pra gente sobre personalidade. Seja muito bem-vinda, Kauane. Bom dia para você. Bom dia, pessoal. Bom dia, Rúbia. Que alegria estar com vocês esse momento para falar de um tema tão pertinente, né, que é a personalidade. Muito bem. percebe assim. Muito bem. Então vamos lá. Vamos. Eu quero deixar você explicar pra gente o que que a psicologia traz referente a personalidades. A gente às vezes usa esse termo para definir o ser de alguém, mas na na psicologia o conceito ele é bem mais amplo, não é? Explica pra gente. Sim, Rúbia, é amplo. Na verdade, a gente tem várias perspectivas dentro da psicologia para compreender e para estudar a personalidade, né? Eu falo aqui do lugar de alguém que lê a personalidade como a logoterapia lê. A logoterapia ela estuda o ser humano a partir do sentido, a partir de como esse ser humano funciona no mundo, né? Então, para você ter ideia, quando a gente fala de personalidade, são traços de comportamento, de formas de pensamentos que, de certa forma, são estáveis, mas não são fixo, né? Então, a gente pode pensar o seguinte, quando a gente fala de personalidade, é a forma como o ser humano funciona no mundo, como ele lidar com os condicionamentos e como ele tende a se tornar um ser autêntico e construir, né, aquilo que ele está sendo, né? Por isso que eu gosto muito dessa expressão. Eu não sou, eu estou sendo. Porque a gente pensa na na personalidade como uma árvore. Ela tem troncos rígidos que com o tempo vão ser aqueles mesmos troncos, talvez alguns galhos, mas a direção, se essa árvore vai ser robusta, que tipo de planta, que tipo de folhagem ela vai ter, isso vai depender do ambiente, vai depender de como essa planta vai ser regada, vai depender as direções que ela vai seguir, né? mais ou menos aí uma metáfora pra gente compreender um pouco da complexidade da personalidade e do estudo dela na psicologia. Nossa, muito bom. Deu para entender bem certinho, né? Eh, e é interessante quando você traz eh essa fala que nós eh nós não somos estamos, né? Porque a gente está hoje e amanhã a gente pode estar diferente. E aí, eh, falando de personal personalidade, a gente costuma ouvir sempre, né, a frase lá: "Você é teimoso igual a seu pai. Ah, mas você tá igualzinho a sua mãe." Essas comparações que a gente ouve desde pequeno, né? Faz mesmo sentido ou a história é mais complexa? Eh, a gente, os nossos genes, né? Nós somos resultados deles quando a gente fala sobre personalidade. Cauan, é uma pergunta muito pertinente, Rúbia. Vamos pensar o seguinte. Quando se trata de personalidade, nós temos que levar em conta três condições. Aquilo que é dado, que envolve a nossa parte biológica, a nossa parte genética, né, que tem influência sim na personalidade, aquilo que é adquirido, ou seja, as nossas experiências através dos relacionamentos, o nosso conhecimento e aquilo que é de certa forma autodeterminante, que é a forma que eu escolho viver, né? Tanto é que muitos casos de interessante é, por exemplo, quando você percebe que uma pessoa cresce em um ambiente totalmente violento e se torna uma pessoa muito assertiva nos relacionamentos, ela meio que sai daquele contexto de violência, se torna uma pessoa mais tranquila, assertiva na vida. Então vamos lá, levando em conta essas três coisas, é que se forma o processo da personalidade. Tem influência sim você ser parecido com o seu pai? Sim, porque o ambiente influencia. Se eu cresço numa casa, por exemplo, eh, que todo mundo acorda cedo, eu tenho uma tendência a construir esse mesmo hábito, né? E agora nós estamos falando de hábito. E a personalidade ela tem um rumo parecido. Uhum. Se você tem um, né, familiares que respondem à vida de forma mais introspectiva, ou seja, não são muito de socializar, você vai ser você vai ter uma tendência, vamos entender aqui o gene como predisposição, tá, para ser para funcionar desse mesmo jeito no mundo. Uhum. Muito bem. É interessante porque eh a gente fala de gene, né? E aí me lembra do quê? Dos irmãos gêmeos. Vamos lá. personalidade. Quando você fala de personalidade, bom, eh, como você como você é, como você é moldado, né? Qual a personalidade que você tem? E aí, eh, a gente fala que nós somos únicos, né? Então, não temos eh duas pessoas iguais, mas e os irmãos gêmeos, eh principalmente aqueles idênticos, né, criados eh eh na mesma casa, eh tendo tudo igualzinho ali, nasceram com eh minutos de diferença, né? foram gerados juntinhos. Eh, eles podem ter personalidades bem diferentes. Tem uma pesquisa, gente, da Universidade Técnica de Dresden, que mostrou justamente isso. Conforme os gêmeos eles eles envelhecem, eles se tornam cada vez mais diferentes. Então, isso significa que a nossa personalidade ela sempre está em construção. Eu gostaria que você explicasse pra gente, Cauane, sobre essa questão dos gêmeos, né? Eh, porque de acordo com essa pesquisa, eles eh iniciam a vida muito parecidos, mas aí com o passar do tempo eles vão ficando diferentes e isso vai de encontro com o que você falou, né? Nós eh não somos, nós estamos. É mais ou menos isso. É isso. Eh, a questão dos gêmeos, ela é muito interessante, né? É o que realmente coloca em prova que a personalidade ela pode ter traços estáveis, né? Mas dela não é estática no sentido de 100% fixa. E a gente olha essa realidade pelos gêmeos, né? São criados no mesmo ambiente, eles têm a mesma carga genética, biologicamente são muito parecidos, mas às vezes a forma como eles funcionam na vida e no mundo são totalmente diferentes, né? Eu tenho parentes na família que são gêmeos e a gente fica assim: "Poxa, fulano é totalmente oposto do outro". Por conta disso, lembra que a gente falou que são três coisas que vão definindo a personalidade? aquilo que é dado, aquilo que é adquirido e o autodeterminante. O que que é o autodeterminante? É como eu decido funcionar. Ou seja, existe uma liberdade e existe uma responsabilidade naquilo que eu decido ser. Pensando naquele contexto que eu falei de violência. Cresço num contexto de violência, um ambiente violento, mas ainda assim existe uma liberdade de decidir quem eu vou me tornar diante daquilo que a vida me traz. Gosto muito de uma frase do Vctor Fran que fala assim: eh, que nós decidimos como, né, funcionar, nada nos será tirado em relação à liberdade. Uau! Muito bom. Então, que que a gente pode concluir? Nós eh somos uma versão, aliás, nós não somos, né? Nós não somos uma versão finalizada e sim o rascunho que vai sendo escrito, né, dia a dia, momento a momento, pelas nossas experiências. E isso ao mesmo tempo a gente pode pensar que é desafiador, mas libertador, né? Porque você hoje está de uma forma e se de repente esse estar não não tá legal, que legal, que bom que a gente sabe que nós podemos alterar, né? A gente pode mudar. Então aí vem a palavra libertação, né? Isso é importante a gente saber. E e é por isso que nós temos aí pessoas psicólogos, né, que eh eh estudantes da saúde mental, que nos ensinam a forma da gente trilhar um caminho melhor, a forma da gente ser mais assertivo, a forma da gente mudar, principalmente a nossa personalidade. Agora, quando a gente fala de personalidade, o bebê, né, ele nasce, ele tá lá dentro da barriguinha da mamãe. Ali já começa um uma uma manifestação de personalidade. quando ele nasce, essa personalidade, ela se manifesta como, onde, que momento da vida, eh, na infância, né? E a gente consegue identificar esses traços de personalidade eh a partir de do primeiros dias de vida de um ser humano. Sim, Rúbia. Eh, como a gente tá falando, é uma construção, né? Lógico que num primeiro momento, eh, essa criança ela tá muito mais envolvida em questões biológicas, né, do que em termos de construção de liberdade de funcionar no mundo. Mas existem estudos, aí existem teorias, existem perspectivas que vão dizer ali que o bebê, que a criança, né, a gente vai pegar a infância inicial, a parte inicial da infância, que já tá sendo ali demonstrado traços da personalidade que será fixa. Uhum. Eu tenho um filho de 2 anos e meio, né? E a forma como ele reage a frustração, a forma como ele reage à euforia, a forma como ele reagem às ordens, é um jeitinho dele, né? E você percebe que ali já há traços de alguém que vai funcionar daquele jeito. Uhum. Ele tá ali na primeira fase da infância. Na idade latente, que a gente pega aí do 7 a 14 anos, essa personalidade vai ficando cada vez mais evidente e ao chegar na vida adulta tende a ficar mais rígida. Uhum. E na velice, se a gente for olhar pro desenvolvimento humano, na velice é que tá mais consolidada. Por isso que é muito difícil às vezes fazer alguns trabalhos e ver algumas mudanças em idosos, porque já tem, pensa, já está meio que pronto ali, né? Exatamente. Um pouco mais difícil é um pouco mais rígido. É verdade. Essa seria a minha próxima pergunta, porque a gente tá falando ali eh falamos do desde da barriga da mamãe, né? os gêmeos, a criança, você já trouxe aí o adolescente, o adulto. E a gente vê que desde cedo as crianças já se mostram, como você deu o exemplo do seu filho, né, que são mais calmas, mais agitadas, desaf eh eh mais desafiadouras, né? Mas é curioso a gente pensar que isso pode mudar no decorrer eh da vida, né? Então, eh, quando a pessoa ela tá mais velha, na verdade, ela tem um envelhecimento que trouxe para ela o quê? Experiência de vida, né? E isso então acaba influenciando no traço da personalidade. E é importante a gente trazer esse assunto eh na fase eh da pessoa idosa, 60, 70, mais porque precisa ter um cuidado aí de toda a família no respeito da personalidade que foi formada no decorrer do tempo, né? E a gente vê que tem tem familiares hoje, ainda bem, eh dando mais atenção, mais conforto, mais ouvido, né? Tendo uma uma escuta ativa mais assertiva quando a gente fala da pessoa idosa. Porque às vezes a gente ouve falar assim também: "Ah, tá velho, tá chato, né? Ficou ranzinza". Mas gente, isso não é questão de personalidade. Eu gostaria que você explicasse pra gente sobre a personalidade da pessoa idosa, por favor. Sim, que nem eu disse para você no final, né? É assim, eh, o idoso ele tende a ser mais rígido na sua personalidade. Vamos pensar numa metáfora. Eu gosto muito de metáfora, vocês perceberam. Uhum. Eh, se vocês já foram em trilhas, sabe? Trilhas na Terra que existem há décadas a anos, você vai ver uma rigidez, pode passar os anos e aquela trilha continua evidente, mesmo que ela pare de ser usada. Por quê? Foram anos e anos de pessoas trilhando ali, né? Pode ter um atalho, pode haver uma mudança, uma uma birfocação, mas você ainda vai perceber ali trastos daquela trilha. É assim que nós pensamos no idoso, como alguém um pouco com personalidade mais rígida, porque foram anos de construção, até cognitivamente falando, essa essa plasticidade no cérebro com idoso, né, tende a se perder, mas ainda é possível pequenas mudanças. Eu fico com a potencialidade que esse adulto, que esse idoso ainda tem, né? Por exemplo, ele tem coisas rígidas, ele tem traços rígidos, mas o que que a gente pode modificar para ele eh funcionar de forma mais saudável? É essa talvez a perspectiva que as famílias precisam ter. Eu não vou conseguir mudá-lo. Eu não vou conseguir moldá-lo porque eu tô tratando de uma pessoa de 80 anos, de 90 anos aí, né? Muito difícil. Mas que tipo de modificação? que complementação e que potencialidade eu posso usar desse adulto, desse idoso? Muito bom. É isso mesmo. Olha só, de acordo com o projeto da Universidade de Endimburgo, eh, na Escócia, a personalidade em idosos se altera a medida que as mudanças em suas vidas começam a ser mais rápidas e intensas relacionadas a perdas diversas, né? Aí o envelhecimento e a experiência vai influenciar nos traços dessas pessoas mais idosas. Só que eh a gente também pode fazer a diferença. A gente precisa trabalhar de uma forma mais assertiva quando a gente convive com uma pessoa idosa. E o que a Cuan trouxe é importante. A gente eh precisa ter aí um conhecimento sobre o que nós estamos falando hoje, que é a personalidade. Parece que a gente vive assim eh sempre em movimento, adaptando o nosso jeito de ser às fases da nossa vida e à circunstâncias, né? E e parece não, eu acredito que seja isso. Agora a gente falou de personalidade, então falamos lá da criança, falamos do adolescente, falamos do adulto, falamos do idoso. Agora a gente vai falar sobre a nossa saúde mental, do impacto, né, que a personalidade ela ela tem na saúde mental, até mesmo nas nossas relações sociais e nas nossas relações profissionais. E aí que entra a importância da gente se conhecer melhor, entender a nossa personalidade. Pode sim, gente, ser uma ferramenta para melhorar relacionamento, desempenho no trabalho e também até mesmo a forma que a gente lida com as nossas emoções, né? E então eu pergunto para você, Cau se usa muito aquele teste de personalidade quando a gente vai fazer uma entrevista de emprego, né? E aí as pessoas falam: "Mas será que aquele teste é de verdade mesmo?" Eu gostaria que você falasse a importância desse teste de personalidade. Aliás, são vários testes de personalidade. Se a gente digitar no site de busca, a gente vai encontrar muito teste de personalidade e a importância desse teste de personalidade nas instituições, né? Eh, na no no nas instituições, nas repartições de emprego. Por quê? Porque de repente a pessoa ela tá trabalhando numa área em que ela não tem nada a ver com aquela área e a partir do teste de personalidade ela é direcionada para uma outra área em que ela vai fazer um sucesso tremendo e vai eh garantir o sucesso da empresa também, né? Sim. Muito importante isso, Rúbia, porque até um alerta para as pessoas, né? Tomo muito cuidado com essa busca, vamos dizer, solitária sobre a sua personalidade. Eu vou explicar por, né? Vamos pegar aí os três principais modelos de estudo de personalidade. A gente tem o mais antigo, né, que é os quatro temperamentos, que a galera gosta muito, né? Depois a gente tem o Big Five, que é um pouco mais conhecido. E dentro das empresas trabalham muito o modelo de BPTI, né? Todos são interessantes, todos são válidos de certa forma, mas o importante é ter-se um certo acompanhamento. Uhum. Né? Eles eles dão um certo direcionamento de conhecer, de se conhecer, né? Às vezes num básico ali você vai perceber coisas que talvez se você não tivesse olhado, fizesse um teste rápido ali, você não teria noção. Mas ainda esses testes eles são recortes. Uhum. Né? Vamos pensar aí. Eles são um pedacinho, talvez, da forma como você funciona no mundo, mas pr para ter um melhor conhecimento, uma amplitude da sua personalidade, é importante esse acompanhamento. Aí que entra talvez a psicoterapia. Dentro das empresas, eles fazem testes, fazem dinâmicas, fazem entrevista. São vários processos para eles entenderem a dinâmica de personalidade daquela pessoa e fazer um direcionamento de carreira, por exemplo. Isso. Mas não é nós só num teste que ele vai ter noção da dimensão e já vai encaminhar a pessoa, entendeu? É, é um algo processual. Então, cuidado com, é um alerta, né, para os nossos telespectadores, cuidado com esses testes rápidos. Eles são bacanas, nos ajudam a entender algumas coisas, mas eles são recorte. É importante, claro, né? Eh, eh, geralmente os sites de busca, eu já fiz vários, mas assim, é só um recorde para você ter mesmo nozinha básica, sabe, de como é a sua personalidade, mas nada que substitua eh um uma profissional ou um profissional, né? E quando a gente fala de profissional e a gente tá falando de personalidade, o negócio é bem mais amplo, porque muit das vezes a gente tem aquela questão da crise de personalidade, né? E aí as pessoas usam de forma popular aí crise de personalidade, a pessoa de repente tá está em crise mesmo. E aí o que que você tem, que que tá acontecendo? Ah, tá com crise de personalidade, né? Mas na psicologia isso tem um peso clínico, precisa ser olhado com cuidado, né? Porque nós temos sim os problemas de os transtornos de personalidade. A gente fala de personalidade hoje de uma forma eh tranquila, suave, mas é importante a gente olhar com os olhos da psicologia. E eu gostaria que você explicasse pra gente e nos ensinasse, né, sobre um pouquinho sobre esses transtornos de personalidade que são vários e que precisam de um tratamento específico. Perfeito, Rub. É muito importante. Eh, a gente precisa pensar que não existe uma personalidade eh que é aquela padrão saudável, né? A personalidade que é normal, a personalidade que é normal, né? Nós não nós não entendemos dessa forma na psicologia. Existem personalidades que elas podem ser disfuncionais. Que que seria disfuncional? Que ela causa um certo prejuízo, um certo sofrimento, tanto pra pessoa quanto pra sociedade, né? Então é como se aquilo dificultasse aquele ser humano com aquele determinado tipo de personalidade de viver de forma plena saudável. Vamos pegar aí o borderline, narcisismo, né? Personalidade, personalidades aí mais conhecidas no público, né? Dentro dessa realidade, a gente entende que a patologia, quando o indivíduo com aquela personalidade, ele é disfuncional, ou seja, ele não consegue funcionar de forma saudável no mundo. E é todo um critério, né? todo também mais um, mais uma vez é todo um algo processual pra gente identificar esses transtornos de personalidade e fazer um direcionamento, um tratamento ali para que esse indivíduo, mesmo tendo essa personalidade mais disfuncional, funcione de forma saudável. Exatamente, né? um acompanhamento faz toda a diferença. É muito importante. E sobre a quando a gente eh encontra uma pessoa ou convive com uma pessoa que tem as pessoas falam assim um gênio forte, né? E aí fala assim: "Ah, tem a personalidade dele, né? A gente precisa eh tirar esse rótulo, não é? Porque a pessoa ela não, como você disse, a gente tá sempre em construção. Agora, como que a gente pode eh construir a nossa personalidade?" Claro que a gente precisa de um acompanhamento psicológico, mas tem eh situações e momentos que a gente pode se olhar no espelho, eh ter um autoconhecimento, se entender e ver que se aquilo tá de acordo com o que realmente somos, né? Então, qual que é o primeiro passo assim pra gente eh analisar e fazer um um raio X da nossa personalidade e entender que de repente a gente precisa de uma mudança? O primeiro passo que a gente sempre usa é o autoconhecimento. E o autoconhecimento pode vir de várias formas, como você muito bem disse, Rúbia, eh, a psicoterapia, um caminho e os outros caminhos é esse ser humano começar a se perceber. Como eu me percebo? Por exemplo, observar as minhas emoções, como eu reajo a situações de pressão, como eu reajo a situações de mudança, como eu reajo a situações de conquista, né? Porque muitas vezes, ainda mais na sociedade que nós vivemos, nós caímos muito no automotismo. Sim, né? A gente é muito automático e muito imediato e a gente não se percebe. Isso. Às vezes eu pergunto paraas pessoas, né? Às vezes você tá pensando, mas o que que você tá sentindo? Uhum. Né? Então, de começar a se perceber, como que eu reajo essa situação, mais uma vez trago a logoterapia aí de que nós não mudamos às vezes a situação que nos acontece. Uhum. Mas nós mudamos a forma como nós reagimos a ela. Então, se eu rejo a uma situação estressora de forma muito impulsiva, agressiva, ao me perceber nesse movimento, aí entra a questão da autodeterminação. Eu tenho a liberdade e a responsabilidade de como reagir. Quero continuar reagindo de forma agressiva. Percebo que isso tem essas repercussões. Eu quero esse resultado, não quero, né? Muito bem. Agora, hoje em dia, você falando aí, né, nós temos uma uma vida tão automática que às vezes a gente nem para pensar quem somos, o que gostamos, né? E a gente só vai, só vai 24 horas por dia, só vai. Às vezes a gente não consegue nem dormir direito. E quem dirá nos entender, né? Quem dirá saber qual a personalidade temos? Você já parou para se olhar no espelho você aí de casa e fez aquela pergunta básica, né? Quem você é? Essa pergunta é um pouquinho difícil de responder, não é? Como que a gente responde essa pergunta, né? O que que a gente tem que buscar para poder responder essa pergunta? É o autoconhecimento e a sua personalidade você pode mudar. Então, fica tranquilo, porque eh às vezes as pessoas têm um costume de dizer assim: "Ah, eu sou assim, né? Eu nasci assim, você sempre assim. E é a síndrome da Gabriela. Mas isso não é a realidade, né, Kauana? Não é a realidade. Mais uma vez, a gente tem uma moeda, a vida nos dá uma moeda, essa moeda se chama liberdade e do outro lado dela se chama responsabilidade. Então eu sou livre para decidir ser quem eu sou, mas eu também sou responsável por quem eu estou sendo. Ótimo. Isso é o que a vida nos dá. É isso, gente. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas. Então, vamos fazer o seguinte, vamos colocar algumas perguntas na tela e aí a gente vai conversando com a Cauana. Você que tem alguma dúvida sobre personalidade, né? Você se conhece, você conhece qual que é a sua personalidade? Você já teve oportunidade de mudar, né, de alterar? Às vezes as pessoas são criticadas porque hoje é de um dia, outro dia é de outro. Mas é isso, a gente tá em plena mudança, a gente tá em pleno movimento e é assim que acontece. Produção, pode colocar na tela pra gente, por favor, agora 8:36. Vou ter que olhar para cá, gente, que o meu retorno tá aqui, então vou ficar com o olhar um pouquinho desviado. Vamos lá. Eh, Ana Clara Souza do Jardim do Lago, minha filha de 5 anos é muito tímida, quase não fala na escola. Isso já é um traço de personalidade ou pode mudar com o tempo? Eh, vamos lá, então. Um abraço para você, Ana. Obrigada pela sua participação, Kauana, com você. Vamos lá. Pode ser sim, Ana, o traço de personalidade, né? Eh, o que a gente tem que pensar é o seguinte, existe a timidez e existe as pessoas introspectivas são diferentes, né? A timidez, ela vai pelo caminho de mais eh de mais prejuízo, né? Daquela pessoa que tem muita dificuldade de socializar e às vezes aquilo atrapalha ela de funcionar na vida. E existe aquela pessoa que realmente ela é mais quieta, né? é um pouco mais introspectiva. É importante você perceber esse padrão na sua filha. Ela é totalmente fechada, vamos pensar assim, ela não fala com ninguém, não tem amizades na escola dentro de casa, ela tem dificuldade de conversar com a gente ou em só em determinados contextos, né? Se for um traço de personalidade da sua filha, é o que a gente tem falado aqui. Pode ser algo que acompanhe ela a vida toda, mas a medida que ela vai se conhecendo e se construindo na vida, ela vai aprendendo a lidar com esse jeito dela de ser. Por exemplo, para quem às vezes não falava nada, vai aprender a falar em momentos mais assertivos, a entender o que tem que falar, a se perceber que pode falar, entendeu? Mesmo mesmo que a vida toda ela seja uma pessoa mais quieta, mas ela pode ser uma pessoa quieta que sabe dizer nas nos momentos certos. Vamos pensar assim. Muito bem. É isso, Ana Clara. Obrigada pela sua participação, viu? Muito bom dia. E a gente pode sim mudar todos os dias, né? A gente pode mudar na nossa personalidade. Lembre disso. Vamos lá. Mais perguntas pra gente na tela, por gentileza. produção. Rafael Mendes Oliveira do Parque Itália, ele diz assim: "Bom dia, Rafael. Primeiro, né, tenho dois filhos criados da mesma forma, mas eles são completamente diferentes. Isso acontece por quê? Vamos lá. É com você, Cauana. Vamos responder o Rafael. Rafael, justamente a questão que nós conversamos, né? Eh, tem o mesmo ambiente, tem os mesmos genes, a mesma carga biológica, mas a questão da escolha, seus filhos estão construindo, eles vão construindo a forma como eles vão funcionando na vida, por exemplo, a forma de reagir, né? um mais agressivo, outro mais calmo, mais introspectivo, outro mais espontâneo. Então eles vão respondendo. Isso é uma escolha pessoal, é a autodeterminação que a gente que a gente conhece. Então é isso que explica, criado o mesmo ambiente, mesmo contexto, só que vão escolhendo funcionar de forma diferente. Poxa vida, quando eu vejo a pergunta do Rafael aqui, eh, seria é interessante também, Cauana, de repente eh um início de uma uma terapia, né, para poder fazer um autoconhecimento dessa desses desses filhos. A gente não sabe aqui se é adolescente ou não. E também a gente não sabe a diferença, né? como ele está dizendo, mas a terapia ela é ela é importante desde a infância, na verdade, né? Porque aí fica mais fácil para os pais eh conseguirem analisar os filhos e e dar um direcionamento para essas crianças, não é? Exato. Isso é muito importante. E eu falo inclusive pros pais, né? E eu começo sempre indicando, você tá incomodado com alguma questão do seu filho? Comece por você para primeiro identificar se é uma questão tua, né? Porque tem muitos pais que levam os filhos para terapia e o filho é um sintoma da família às vezes, né? Então, de entender como você tem funcionado para você ver como nós somos diferente, né, Rúbia? Vocês aí no estúdio estão no mesmo ambiente, certo? Mas vocês estão enxergando a mesma tela de forma diferente. Isso. E isso é personalidade. Vocês podem, às vezes você pode, por exemplo, quando você recebe convidados presencialmente, vocês estão sentados nos no mesmo alinhamento, direcionado pra mesma pra mesma tela, mas vocês estão enxergando de forma diferentes até as cores, né? Tem estudos que falam que a gente não enxerga o mesmo tom de core. É um verde, mas eu tô enxergando um verde mais claro, você tá enxergando o verde mais escuro, né? Então nós funcionamos diferente e somos únicos, né? Isso nos torna belo. É verdade. Excelente. 8:40. Vamos lá, produção. Mais pergunta pra gente? Pode mandar. Juliana Martins do Cambuí. H, é verdade que a personalidade pode influenciar até a nossa saúde mental? De que forma? Uau! É sim, não é? Deixa que a Caana responde para você. Mas olha, presta atenção na resposta, viu Ju? Obrigada pela sua participação. Vai lá, Cauana, por gentileza. Perfeito. Pode influenciar sim. Olha, perceba que uma pessoa mais tímida, né? Vou usar o pergunta da nossa primeira telexpectadora, uma pessoa mais tímida, ela vai ter dificuldade em certos contextos de socialização, né? E isso vai trazer um certo prejuízo paraa vida dela, por exemplo, o trabalho, a escola, porque nós somos seres sociais e quanto mais dificuldade nós temos de socializar, mas isso às vezes nos torna eh um pouco mais nos traz um pouco de sofrimento. E esse sofrimento pode trabalhar na questão da saúde mental, né? Mexe porque você vai se tornando uma pessoa mais insegura, né? Com medo de se relacionar, eh menos assertivo. Então as duas coisas estão juntas, né? Então, caminham junto. Quando se trata de mente, a gente olha para um todo. O ser humano é um todo, complexo e bonito. Ai, que lindo. É isso mesmo, né? Somos únicos, um todo complexo e bonito. Olha só quanta frase boa saindo por aqui. E a gente tá falando hoje sobre personalidade. Qual é a sua personalidade? E aí a gente tem que aprender a parar de julgar as pessoas que mudam, né? É um dia de um jeito, outro dia de outro. Sim, somos pessoas que somos únicos, mas, porém, podemos ser moldados, lapidados dia a dia. Pode mandar a produção mais uma pergunta, por gentileza. Vamos lá. Quem é que tá conosco? Deixa eu ver. Lucas Henrique Ferreira do Taquaral. Vamos lá. No ambiente de trabalho, como saber se uma dificuldade de convivência boa é questão de personalidade ou de comportamento passageiro? Olha aí. Valeu, Lucas. Vamos lá, Cauana, por favor. Ótimo, ótima pergunta. Talvez eu começaria pensando por aí. Você funciona dessa mesma forma em ambiente diferente? Se for um comportamento, ele vai est mais eh adaptado ao seu ambiente de trabalho. Por exemplo, se o ambiente de trabalho é um ambiente muito hostil, eh muito inseguro, muito violento, vamos colocar assim, você vai ter um comportamento de uma determinada forma, um pouco mais ríspido, um pouco mais agressivo, um pouco mais eh reativo, né? Vamos pensar assim. Mas essa forma de funcionar, ela é em todos os ambientes. Você é assim em casa, você é assim em outros ambientes sociais. né? Porque a personalidade ela nos acompanha em todos os ambientes. Você vai perceber seus traços de personalidade dentro da sua casa, no ambiente de trabalho, na faculdade, em outros ambientes sociais. Ele vai tá ali te mostrando como funcionar em pensamentos em comportamentos. Mas se você percebe que tem um determinado comportamento num ambiente, no outro tem outro, então provavelmente a gente não tá falando só de personalidade, a gente tá falando aí de ambiente, que é um contingente da personaliz da personalidade. Olha aí, interessante. Então, o ambiente ele faz toda a diferença da nossa eh e é quando a gente fala de personalidade também, né? Porque a gente se molda também de acordo com o ambiente que a gente está. É isso. Perfeito. Você, por exemplo, vamos pegar um exemplo, crianças pequenas. Quem tem crianças pequenas vai, eu vou tô fal porque eu tô falando da minha realidade. Sim. Meu filho na escola, ele reage de um jeito. Por exemplo, ele cai, ele fica sério, não olha para ninguém e continua a brincar. Aqui dentro de casa, quando ele cai e se machuca, ele abre o berreiro chorar e vem me abraçar. Uhum. Hum. Por a escola ainda é um ambiente inseguro para ele. Então ele meio que trava suas emoções, reprime e reage de uma forma de não se mostrar vulnerável. Tipo, eu não vou chorar aqui, né, gente? Não vou, né? Olha isso. E quando ele está em casa, é um ambiente seguro, porque ele está com as primeiras figuras de segurança dele, que é eu e o pai dele. Então, ele ele pode ele pode chorar, ele pode demonstrar os seus sentimentos. Então você percebe quanto o ambiente pode ser da personalidade do meu filho, se é um pouco mais eh lidar com a frustração de forma mais reativa, mas o ambiente vai demonstrando como ele vai reagir, né? Interessante demais, né? Então é isso. Olha, aprendemos mais uma, né? A nossa personalidade ela se molda de acordo com o ambiente e também de acordo com a passagem do nosso tempo, né? de acordo com a nossa experiência, de acordo com a nossa vivência. Nós trouxemos aqui hoje para você eh informações tão precisas, é tão gostoso conversar eh eh com vocês psicólogos, né, o pessoal que trabalha eh com a saúde mental, porque vocês têm eh uma uma forma, uma visão tão diferenciada e acabam nos ensinando, virando a chavinha. Todo dia tem uma virada de chave. ou é minha, ou é do pessoal de casa, ou é pessoal da produção. Todo mundo tá virando a chave com essas falas tão importantes, esse conteúdo tão maravilhoso que vocês, nossos convidados, trazem pra gente referente a assunto eh do comportamento humano. Hoje específico, nós estamos falando eh de personalidade. Hoje a gente descobriu que a nossa personalidade ela é mutável, que a gente pode ser hoje de um jeito, mas daqui um futuro não tão distante, a gente pode ser sim diferente. E é importante nós não termos julgamento referente a essa mudança, né? Porque o ser humano ele gosta de julgar. Aí fala: "Ah, mas hoje você tá de um jeito, amanhã você tá de outro". Bom, e aí, né? Tá tudo certo, tá tudo bem. Se foi para o seu bem ou se não foi para o seu bem, você é responsável pelas suas atitudes e principalmente pela sua personalidade, que você pode moldar ela da forma que você acha, né, que deve ser. É claro, a gente traz um gene, a gente traz uma história de vida, sim, traz, mas isso também não define quem somos. É importante a gente lembrar que nós definimos, nós conseguimos fazer essa alteração da nossa personalidade, mas também é importante a gente eh eh estar atento referente ao ambiente que também nos molda. Se você está em um ambiente bom, que vai te proporcionar um desenvolvimento, um conhecimento, uau, você vai ser assertivo e vai seguir essa personalidade. Você vai desenvolver aí uma linha de personalidade para o conhecimento, para o desenvolvimento, para o sucesso. Mas também é importante a gente falar, né, Cauana, sobre a questão dos ambientes que nos modam. De repente a pessoa hoje vive uma vida legal, é uma pessoa assertiva, é uma pessoa eh eh que tem aí o seu caráter, né, moldado, mas de repente vai para um ambiente que não é tão assertivo assim. E essa pessoa ela pode declinar, porque já que a gente molda a nossa personalidade dia a dia, a gente pode moldar tanto para o bem quanto para o mal. É isso mesmo. É isso. E a gente é livre também para escolher. Você pode estar num ambiente caótico. Lembra da moeda da vida, existe a liberdade e existe a responsabilidade. Você vai decidir como responder. Por isso, a vida vai nos mostrando como nós devemos ser. E por isso que nós temos que estar atento a quem nós somos, para entender quem nós estamos sendo, para se ajustar aquilo que a vida pede pra gente ser. Olha isso, que delícia, né? esse caminho que a gente vai seguindo, a gente vai vendo, vai passando um filme na nossa cabeça. É muito gostoso. Vamos lá. 8:48. Tem mais pergunta, produção? Pode mandar mais pergunta pra gente, por gentileza. Vamos ver quem é que tá conosco. A Fernanda Souza do Nova Nova Europa. Bom dia, Fer. Obrigada pela sua participação, tá? Ela diz assim, ó: "Traumas e dificuldades emocionais podem alterar de forma definitiva a personalidade de alguém, mesmo em adultos já formados. É essa questão dos traumas aí a gente precisa eh eh acender um alerta, né, Cauana, por favor, explica pra gente." Perfeito. Os traumas são astros que ficam e marcam sim a nossa personalidade, né? né? Por exemplo, o trauma, ele vem como aquela cicatriz, né, que vai ficar para você tem uma, nós todos temos cicatrizes no corpo, elas vão ficar ali, não tem o que faça, a não ser que você faça uma cirurgia plástica ou tudo mais, mas vão ficar ali. Mas nós decidimos ainda mais uma vez a liberdade se aquilo será uma cicatriz ou será uma ferida. Uhum. Vou explicar. Quando é uma ferida, ela vai doer a vida inteira. e ela vai me impedir de trabalhar aquilo que é forte na minha personalidade e de viver. Uhum. Agora, à medida que eu vou ressignificando esse trauma, essa situação difícil que me marcou, ela se torna uma cicatriz. Ou seja, eu lembro, mas não dói mais. O trauma vem nesse lugar como algo significativo da minha vida, de grande importância, mas como todo trauma é necessário ele ser reciplificado, ele é necessário ser trabalhado. É por isso que nós precisamos de ajuda. Uhum. De um outro que nos ajude a o quê? a cicatrizar aquela ferida que ainda dói muito, senão a vida inteira ela vai te impedir de viver, de viver bem e de explorar o melhor da sua personalidade. Muito sério isso, muito importante a sua fala. E obrigada, Fernanda, eh, por essa pergunta, né? Porque abriu mais uma um um leque aqui de de falas aqui pra gente, pra gente poder aprender. Estamos aprendendo todos os dias, estamos em movimento e isso é a nossa personalidade, é a nossa vida. Agora 8:50, a última pergunta e aí a gente já vai para as considerações finais, tá bom, Cauana? E olha, tá super legal. O pessoal tá participando e é interessante que as pessoas elas perguntam situações que acontecem no dia dia, né? E aí a gente você dando a resposta, a pessoa já vai lá, opa, pera aí, é por aqui que eu posso ir, que legal, tem outro caminho que eu posso seguir. É isso, gente, é movimento, é mudança diária. Produção, pode colocar mais uma pergunta na tela, por favor? Eu vou ter que desviar o olhar para cá para eu ler que tá na que tá aqui no no nosso monitor. Vamos lá. Bruno Carvalho da Vila Industrial. Bruno, bom dia. Obrigada, viu? Muitas pessoas dizem: "Eu sou assim". Aí, ó, síndrome da Gabriela, eu sou assim e não mudo. Isso é real ou temos a capacidade de ressignificar traços pessoais? Ô Bruno, obrigada pela sua participação, tá? Eh, a Cauana já falou muito sobre isso, mas ela vai repetir para você, porque essa síndrome de Gabriela, eu vou te falar, ela eh ela está presente em muita gente e nós precisamos entender que não, a gente não é assim, que não vai ser sempre assim e que a Gabriela, gente, isso não não tá legal, a gente pode mudar, não é, Kauana? Que bom que nós podemos mudar a transformação. Eu acho que é algo mais lindo no ser humano, né? E a natureza tende a nos mostrar isso. Por exemplo, eh, nós somos seres adaptáveis. Uhum. Perceba que a gente se adapta aos contextos, por exemplo, a gente se adapta ao clima, a gente se adapta às situações da nossa vida, por exemplo, a mudança de casa, mudança de trabalho, a gente se adapta. Ou seja, isso mostra pra gente o como nós somos moldáveis. E não é só o nosso organismo, não é só as circunstâncias que são moldáveis, a nossa personalidade também. Mas uma vez existem traços que serão estáveis. Se você é uma pessoa mais quieta, você tende a ser até a a a quando se tornar idoso, tende a ser um pouco mais quieto, mas tem certas coisas que elas vão mudando, tem traços que vão nós a nossa personalidade não é 100% fixa, existem traços estáveis. Uhum. E quando a gente entende quem nós somos, a gente vai aprendendo a explorar os nossos pontos fortes e a melhorar nossos pontos fracos, funcionando de forma assertiva para cada momento da nossa vida. Maravilhosa você, Kauana. Muito bom o nosso bate-papo de hoje. Tem mais, produção ou a gente já pode ir para as considerações finais? Me avisa aí, por gentileza. Se tiver, coloca na tela. senão a gente já pode ir encerrando. Oi, tem mais uma. Pode ser. Então vamos lá. Tem mais uma para finalizar. Pode colocar a tela pra gente, por favor. Eh, o Ricardo Almeida de Barão, Geraldo. Ah, ambiente escolar. Até que ponto ambiente escolar contribui para moldar a personalidade ou ele apenas reforça o que já vem dos genes familiares? Se o ambiente escolar, eh, Cauana, ele ele é claro, o ambiente ele influencia, né? Com certeza. Eh, gosto muito desse contexto de escola porque é isso, a gente como ser humano, né, eh, vamos pensar assim, a gente passa maior parte da nossa vida estudando em escolas, né? Então, tem duas coisas, tem duas duas vias aí que você disse muito bem. Primeiro, o ambiente ele vai reforçando sim quem nós somos e o ambiente também vai trazendo nuances daquilo que a gente pode se tornar, que nem eu trouxe o exemplo do meu filho, né? um ambiente um pouco mais assim, eh, que é um pouco inseguro para ele, porque são pessoas diferentes, são formas diferentes de lidar com que ele tá acostumado, vai trazer uma certa insegurança para ele, né? Mas quando ele chega em outro ambiente, que a casa dele se sente mais seguro, ele é uma outra pessoa. Então, se a pessoa vive num contexto de muita insegurança, ela pode internalizar essa insegurança e trazer paraa sua personalidade esse fator de insegurança, né? Então, perceba, eu adquirindo algumas coisas, a minha personalidade sendo moldada de acordo com o ambiente ou o ambiente pode sim reforçar aquilo que eu já sou, né? Muito bom, Kauane, quero agradecer a sua participação. Passei o programa inteiro com a chamando você de Cauana, né? Seu nome é Cauane. Cauane, desculpa. Quero agradecer a sua participação, agradecer as suas falas, né, que contribuíram tanto para o programa de hoje, que nos ensinou sobre a personalidade e que bom que a gente pode mudar todos os dias. E que bom que a gente pode mudar e mudar para melhor. Se essa mudança for para melhor, ó, fechou, ficou ainda mais assertiva. A gente agradece muito a sua participação. Estamos indo então para as considerações finais, por favor. Eu que agradeço a participação, ao convite, Rúbia, eh, do programa. Um prazer estar com vocês aqui, com os telespectadores que nos acompanham. Uma alegria de verdade. E eu queria deixar para vocês uma frase final. Perceberam que eu gosto muito de frases, né? porque as frases tendem a ficar gravadas em nós. Eh, eu vou trazer uma frase do autor CS LS, que é o que escreveu Crônicas de Nárnia, muito conhecido por nós. Aí ele vai dizer uma frase o seguinte e eu vou adaptar pra questão da personalidade. A gente acha que existem caminhos prontos em termos de personalidade. A gente acha que está pronto, mas é o nosso ir, é o nosso caminhar que vai construir o caminho, ou seja, é o nosso ir que vai nos mostrar quem nós devemos ser. Uau, que maravilha, maravilhosa. Muito obrigada mesmo. É uma semana linda aí para todos nós, tá bom? Então gente, agradecemos você também aí de casa pela participação, né, por estar conosco. Hoje nós conversamos com a nossa psicóloga Cane sobre personalidade, esse conjunto de traços que faz de cada ser humano alguém único. Nós descobrimos que a nossa forma de ser é resultado de uma combinação complexa de fatores genéticos, ambientais e culturais e que sim, a nossa personalidade pode mudar ao longo da vida. E se for para melhor, maravilhoso. Gente, olha, eh, no próximo estúdio Câmara, que é amanhã, nós vamos falar sobre o sono, né? sono e saúde. Por a gente dorme tão pouco e quais são as consequências das noites mal dormidas no nosso dia? Será que a falta de sono pode afetar o nosso humor, nossa produtividade e até a nossa memória? Olha, segundo a Associação Brasileira de Sono, o Brasileiro dorme mal. Cerca de 72% da população brasileira tem dificuldade para pegar no sono. Esse é o nosso bate-papo de amanhã aqui no estúdio Câmara. Nós contamos com a sua audiência, com a sua companhia, agradecendo você que está conosco, convidando você para continuar daqui a pouquinho direto da Central de Inteligência Artificial, a Central Iá, nós temos a Íria, a nossa eh nossa jornalista inteligência artificial, trazendo informações do legislativo, também da nossa cidade, informações do estado e também informações nacionais, internacionais, cotação do dólar e muito mais para você. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas que está maravilhosa, impecável, feita com muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. Grande abraço, grande beijo, fique bem e não se esqueça, você pode sim mudar e mudar para melhor. Que bom que a gente pode fique bem, pense nisso e até amanhã. Valeu, tchau. Ciao. [Música] [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo