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ESTÚDIO CÂMARA
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ESTÚDIO CÂMARA

94 views Publicado 13/10/2024 HD · 1:02:27

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[Música] parentalidade positiva e o direito ao Brincar como estratégias de prevenção à violência contra crianças uma lei que foi sancionada em março deste ano e que de acordo com a nova legislação União estados Distrito Federal e os munic deverão desenvolver no âmbito das políticas da Assistência Social educação cultura saúde e segurança pública ações de fortalecimento da parentalidade Positiva e de promoção do direito ao brincar por outro lado a lei reforça o dever da família e da sociedade em promover a manutenção da vida com ações de proteção e manutenção dessa vida plena das crianças de forma a oferecer as condições para sua sobrevivência e saúde física e mental bem como prevenir violências violações de direitos e o apoio emocional com atendimento adequado às necessidades emocionais dessas crianças a fim de garantir o seu desenvolvimento psicológico pleno e saudável e é este o bate-papo de hoje do estúdio câmara e que a gente traz aqui olha especialistas Ludmila aid aveni que é advogada presidente da Comissão família e sucessões da OAB Campinas membro do Instituto Brasileiro de direito de família e da comissão das famílias e sucessões da OAB São Paulo e também a Juliana kaisel que é psicopedagoga Educadora emocional mentora parental e defensora da educação respeitosa sejam todas bem-vindas gente e essa lei Como eu disse ela foi sancionada em março desse ano e a minha pergunta Inicial quando me deparo com esse tema é por que a gente precisava ter uma lei federal que trata especificamente sobre a parentalidade positiva já que a gente tem aí a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente vou falar primeiro com a Dra ID seja bem-vinda muito obrigada primeiro eu gostaria de agradecer o convite em nome da comissão e é muito importante né Muito bacana esses temas de assim tanta ância principalmente porque a gente tá tratando das crianças e dos dos Adolescentes desculpa eh eu acredito que embora nós tenhamos o eca né o estatuto e a Constituição Federal que já colocam as crianças eh nesse nessa posição de indivíduos de direito né Eh eu entendo que nós estamos nós vivemos num país ainda com muitas desigualdades com uma violência desacerbada dentro e fora das das casas né então ainda que já haja essa previsão na constituição que aborda no 2 227 justamente como dever do Estado e das famílias da sociedade em geral essa necessidade de amparar de proteger eh as crianças para evitar qualquer tipo de negligência abuso e violência eh a parentalidade positiva é uma nomenclatura relativamente nova para nós né esse exercício da parentalidade Positiva essa lei só voltando um pouco tem dois aspectos importantes o exercício da parentalidade Positiva e o direito ao brincar então a princípio nós precisamos entender o que é uma coisa e a outra a parentalidade positiva é uma reconstrução das famílias né em em como educar as crianças com base no acolhimento no respeito eh deles como indivíduos né como sujeitos de direitos e a não violência né Então nesse contexto eh embora nós saibamos temos ainda muito que caminhar para que as nossas crianças de fato e adolescentes estejam protegidas em todos em todas essas esferas né a gente vai falar um pouquinho mais à frente mas essa questão do direito ao brincar ele vem como um contraponto por exemplo ao trabalho infantil que a gente ainda tem muitos casos no Brasil com certeza esse direito ao brin ao brincar ele é muito amplo se nós pensarmos tá vai desde dessa dessa questão mais grave da do trabalho infantil né da exposição eh da violência também a gente pode colocar a violência infantil Nesse contexto do brincar mas também na nossa realidade o que nós vivemos atualmente com as nossas crianças eh essa essa ausência de porque nós temos aqui uma uma uma infinitude de situações de famílias desde aquelas mais que necessitam muito né de uma que não tem nenhuma infraestrutura às vezes não tem nem eh saneamento básico até crianças já com uma condição diferenciada mas o que todas todas elas estão expostas que eu entendo que leva um pouco nesse direito ao brincar é trazer mais essa consciência de praticar atividades lúdicas que respeitem que deem liberdade para as crianças brincarem as nossas crianças elas não estão mais brincando como as de antigamente né esse esse esse acesso às telas essa exposição eh nas redes sociais às vezes esse acesso eh às vezes até sem pensar em em conteúdos impróprios então Eh eu acabei procurando algumas questões dessa desse direito ao brincar para poder F lá para vocês e isso vai desde dentro da nossa casa eh ter o contato com a natureza seja com um vasinho de planta seja brincar no quintal levar para um parque enfim tentar trazer de volta essa essa essa Inocência né Essa daqui a pouco então D ide a gente volta a falar sobre isso inclusive sobre essa questão eu vou entrar num contraponto também que é a questão das vezes a criança não conseguir ter essa parentalidade Positiva em função da briga dos adultos mas já já a gente fala disso porque Juliana você que é psicopedagoga e Educadora emocional mentora parental me fala dessa responsabilidade né sendo essa criança cuidada por mãe ou pai por a vóz né porque a gente hoje tem outras eh eh outras outros modelos de famílias Qual é a responsabilidade desse adulto e como a gente pode fazer com que essa relação seja positiva no desenvolvimento desse indivíduo seja bem-vinda Obrigada quero agradecer a oportunidade um prazer estar aqui me sinto muito feliz em discutir sobre esse assunto e perceber o quanto que ele cada vez mais vem sendo discutido e ganhando importância na nossa sociedade sim e nós vivemos uma sociedade muito pautada ainda no autoritarismo em que predominam modelos ali de medo controle é uma construção hierárquica hierárquica que nós já temos desde né do nosso passado então no passado nós tínhamos grupos diferentes com poderes hierárquicos diferentes então nós tínhamos o homem com poder acima da mulher a mulher não votava a mulher não trabalhava nós tínhamos a questão dos negros e dos brancos os brancos acima e tudo isso veio vem sendo né Há um um tempo desconstruído na nossa sociedade e naquela época nós tínhamos também a criança como inferior ao adulto o adulto ali o detentor do poder e essa relação adulto-criança a gente percebe que se que se mantém muito enraizada né Nós temos a desconstrução da questão de homens e mulheres de gênero gênero questões raciais mas a relação adulto criança a gente ainda percebe um nível de respeito desigual né e sim os adultos são diferentes nós temos responsabilidades e deveres diferentes das nossas crianças e por isso cabe a nós começarmos essa desconstrução né cabe a nós percebermos o quanto essa sociedade pautada e essa relação pautada no autoritarismo no medo eh é prejudicial pro desenvolvimento das crianças agora quando a gente fala nesse autoritarismo Inclusive a lei é bem clara sobre isso né dessa questão da promoção da do indivíduo da do desenvolvimento pleno e às vezes também a gente já discutiu aqui inclusive numa outra oportunidade a questão do limite autoritarismo e dar limites são coisas totalmente diferentes é isso eu converso com as pessoas que t o autoritarismo e a autoridade né E são palavras similares que as pessoas muitas vezes se confundem o autoritarismo prega uma relação de medo do adulto no poder ali controlando mediando de acordo com a expectativa dele e não levando em consideração as necessidades das Crianças as capacidades que elas têm levando eh em consideração cada fase do seu da sua idade do seu desenvolvimento já a autoridade é aquela responsabilidade que enquanto professores pais e qualquer cuidador avós né eles tê de inspirar então é o nosso Exemplo né o quanto que é importante esse exemplo assertivo positivo paraas nossas crianças e nesse contexto aí eu falo paraas duas como a gente consegue do ponto de vista eh das relações né pensar em quebrar esses paradigmas até porque né ainda parte de uma geração que foi criada com autoritarismo e pensar em que existe uma linha tenua e entre o autoritarismo e a autoridade mas que é preciso desconstruir tudo isso para que esse indivíduo seja pleno mas também que ele perceba que ainda há uma hierarquia é preciso mostrar essa hierarquia como que a gente olha que como confunde a cabeça da gente tudo isso eu acho que a hierarquia no sentido da responsabilidade do dever do adulto com a criança pro desenvolvimento das diversas habilidades que ela precisa né Mas sem o uso eh do do do autoritarismo sem uso do medo porque cada vez mais a neurociência vem nos mostrando que relações baseadas no autoritarismo elas são prejudiciais ao desenvolvimento neurológico das crianças ela carreta em traumas em doenças físicas emocionais e isso pode ser percebido tanto a agora nas crianças como a longo prazo né então no passado a gente não tinha esse conhecimento e aí os nossos avós pais replicaram esse conhecimento porque foi a forma como a sociedade tava pautada nessa educação sim e aí a gente vem reproduzindo esses padrões Mas aí o que acontece nós temos a neurociência cada vez mais o avanço que mostra inclusive cérebros né de crianças com mesma idade num ambiente saudável e num ambiente negligenciado né de stress a a o tamanho do cérebro de uma criança que vive no medo ele ele é menor ele não se desenvolve da mesma forma as conexões neurais elas são interrompidas sim então agora a gente tem a ciência por trás aqui para nos mostrar né a gente faz escolhas a gente vai replicar padrões que é a rota mais fácil porque a forma como a gente recebeu ou a gente vai se E como você disse é uma é uma transformação uma transformação é desafiador né a gente vai ressignificar tudo que a gente aprendeu tudo que a gente recebeu e começar de uma outra maneira sim então o que é a parentalidade positiva bom é o exercício né é uma reconstrução de da criação Por parte dos pais ou dos responsáveis né os curadores eh numa linguagem amorosa e acolhedora e não violenta tá eh e voltando um pouco na sua pergunta isso tá diretamente ligado também na questão do direito porque o autoritarismo ele também é muito tênue a linha entre até que ponto vai a a ordem e já passa para uma agressão né ou para uma violência física já houve a a a a psicológica certamente Uhum Então eh nós precisamos sim fazer um trabalho de de reflexão e de Eu acho que começa com educação né então a Juliana ela eh realmente tem a gente precisa difundir isso nas escolas e nós por parte do direito exercer né utilizar esses mecanismos através das leis para tentar coibir mas também sempre com essa também tem que levar essa essa essa visão da educação né porque não não não vai adiantar a gente ter uma série de leis específicas excelentes se ela não foi colocada em regra porque a não adianta aplicar multa isso vai continuar acontecendo sim e Inclusive eu acabei vendo uma um dado da Unicef que eu fiquei impression nada tentei achar um mais recente mas eh na América do Sul de de três casas em duas delas crianças sofrem violência seja ela física e psicológica fíica Entendi então esse dado é de 2022 da Unicef então isso mostra para nós que a Constituição e o estatuto não estão Bastando né então é dever do Estado eh colocar outra as práticas políticas públicas possibilitar recursos para que as escolas né E nós enquanto sociedade pais possamos eh exercitar essa parentalidade cada vez mais eh no acolhimento e evitando ao máximo porque e na na parte jurídica essa questão também tá muito ligada relacionada à alienação parental né e de fato as crianças que passam são por estudos e já tem esse todo esse envasamento científico né Eh de que realmente elas sofrem eh uma um um atraso no desenvolvimento cerebral sim então não é uma questão de na minha casa eu mando as regras são minhas e tudo mais né agora Eliana quando a gente como que a gente consegue então fortalecer as competências familiares Nesse contexto isso aí esse que é o grande desafio né né porque a nossa rota vem do que nós recebemos então muitas vezes eh a primeira reação é aquela questão da punição Então se meu filho não tá se comportando de acordo com o que eu gostaria e muitas vezes a gente espera algo que a criança não pode naquela faixa etária fazer e nos apresentar então a gente precisa começar a entender um pouquinho sobre as fases de Desenvolvimento Infantil quando a gente quando a mulher tá grávida ela procura o melhor enxoval a melhor mamadeira o melhor carr a gente usa um grande tempo para toda essa construção E aí depois a criança nasce e a gente precisa adquirir conhecimento né através de livros agora temos a as mentoras parentais ajudando nessa condução das famílias temos muitas arqu muitos artigos também na na internet então é importante os pais os educadores ampliarem essa consciência paraa busca de informações né e a então quer dizer não é só a formação do profissional por exemplo da educação as famílias também precisam buscar essa formação porque a criança Ela tem dois grandes núcleos o primeiro núcleo é a família o núcleo principal e depois a escola então esses dois núcleos eles são os grandes exemplos para as crianças e a gente precisa fortalecer tanto a escola como a família para que as crianças tenham as condições de desenvolverem cada vez mais plenamente as suas capacidades as habilidades socioemocionais e muitas vezes essa educação baseada no autoritarismo ela prejudica esse desenvolvimento né então a gente precisa de uma escuta tia com as crianças a gente precisa exercer a que elas colaborem que elas resolvam problemas a gente tem que sair ali do centro e deixar a criança participar Então a gente tem uma sociedade que em que a criança é vista como passiva submissa o adulto D ordem o adulto comanda o adulto controla e quando a gente começa a dar espaço pra criança quando a gente perce o quanto elas têm a nos ensinar a gente começa a perceber né que a gente precisa ampliar tudo isso então tem uma tirinha do Armandinho que ele fala assim né h o pai pegou uma prova e aí ele fala assim o que é necessário para para sobreviver E aí eles ele fala amor E aí o pai fala você errou é óbvio que é água então o adulto ali sempre achando que o que ele acredita é o mais correto né E aí ele fala assim não eh água a gente sobrevive com amor a gente vive então eu acho que é esse esse coração aberto do adulto para as crianças o quanto que elas podem nos ensinar e o que acontece é que muitas vezes as pessoas que não conhecem a educação respeitosa elas falam Ah então na educação respeitosa tudo pode aí a gente vai para um outro extremo pro extremo da permissividade então algumas famílias percebem que castigar punir não é algo adequado E aí vai pro outro lado que negligência né que é a negligência a criança tudo pode E isso também é muito prejudicial pro desenvolvimento na verdade a gente vem de acho que de gerações que não encontraram equilíbrio ainda né sim e aí temos a essa educação respeitosa partindo de algo que elimina a negligência a permissividade porque muitas vezes penso ahi pode tudo não é diferente a gente vai construir tudo isso com a criança mas é uma construção a criança Ela tem tem uma imaturidade muito grande o cérebro dela não é igual ao nós né então a gente vai fazendo essa construção e muitas pessoas falam não funciona porque eu tô falando de forma respeitosa mas ela não tá reagindo de acordo com o que eu quero mas nem sempre ela vai reagir do de acordo que a gente quer e punindo se a punição ela de fato resolvesse a gente deixaria a criança um dia de castigo retiraria algo e taria tudo certo e a gente sabe que esse modelo também não resolve Tá certo Olha a nossa equipe foi às ruas justamente para entender ou para perceber o que as pessoas pensam sobre esse tema quem traz as informações é a Rúbia lá do centro de Campinas vamos ver oi Oi Mirna tudo bem com você pessoal aí do estúdio tudo bem Olha só educação né muitas vezes pais mães responsáveis tem aí um grande desafio pela frente quando a gente fala sobre educação e nós vios às ruas e perguntamos para as pessoas como nós devemos educar os nossos filhos fazer aí um fortalecimento de vínculos para que eles tenham um desenvolvimento saudável vamos ver o que Eles responderam ah hoje em dia a gente temos que tá sempre presente né hoje em dia eu vejo que os pais est muito ausente né e a presença é o é o princípio de tudo né porque se a gente não estiver eh no dia a dia com nossos filhos né como que a gente vamos proporcionar uma educação saudável né E hoje a gente temos visto né As crianças sendo eh criar sendo crescendo sem o o pai sem a mãe presente né e a gente estamos vendo como a nossa sociedade a nossa geração estão sofrendo né A gente estamos visto quantos adolescentes já na sua na na sua fase de criação já sofrendo né muitas as suas emoções já tão abaladas né muitas crianças muito abaladas né já desde pequenininho a gente estamos sofrendo com muitas crianças com as suas emoções abaladas então é muito é muito importante o papel da mãe o papel do pai acompanhar desde do seu crescimento né até a fase adulta Então eu acho que é muito eu acho que se os pais né parar um pouco e estar mais presente dentro da sua casa dar essa atenção eu acho que a gente vamos ter filhos saudável ah ser mais presente né na vida dele sempre participar de tudo e Independente de qual qualquer coisa né A gente sempre tem que est ali Independente de qualquer dificuldade Mas é difícil eu acho que a gente tem que criar muita amizade com nossos filhos hoje em dia né para eles criar confiança na gente e ter a educação mais positiva né possível e o seu filhão qual é o nome dele Pietro Falcone Acássio meu nome Pietro con cas Ai que legal Quantos anos você tem Pietro você tem três quantos três sim é então tá bom você tem um planejamento aí Educacional já pro Pietro eu tenho você tem Ai que legal que que você espera qual que é a expectativa aí pro Pietro eu quero que ele cresça entendendo muito bem as coisas como que funciona né como eu falei assim como uma pessoa boa humilde né que ajuda todos daí quero que ele aprende assim então dá um tchau lá pra tia Mirna fala tchau tia pessoal do estúdio fala aqui PR mim F fala tchau pra tia Mirna fala fala tchau tia fala tchau tchau tia Mirna a viu só que legal tchau ti Mirna é isso gente Você viu as mães né respondendo como a gente deve fazer para ter aí um desenvolvimento Saudável em quesito educação das crianças e como nós podemos perceber é a maioria delas falou sobre a presença né estar presente na vida dos filhos e aí pessoal aí do estúdio responde pra gente como nós devemos fazer para educar os nossos filhos Voltamos com vocês obrigada Rúbia tchau Pietro tchau e aí o que que a gente dá para perceber quando a gente ouve essas mães falando algumas preocupadas dizendo que é difícil todas falaram da questão da presença e aí entra naquilo que você falou lá no comecinho né de assiste um d desenho aí que eu tô ocupado né Mas qual é a avaliação que vocês fazem Doutora idê é a a última mãe do Pietro falou ela usou o termo Positivo né Eh eu insisto eu acho que esse esse Convívio com os filhos buscar fazer atividades mais lúdicas sair um pouco das Telas buscar esse escuta eh nós temos ferramentas nós Pais para e aos poucos tirando essa tudo que nós carregamos né que veio dos meus pais dos meus avós essa questão da autoridade do autoritarismo né eu achei muito bacana o que a Juliana colocou porque a autoridade não tem a ver com autoritarismo isso é um exercício que todos nós temos que praticar porque às vezes de fato a gente pede um pouco né então são e a cada dia ir construindo buscar essa essa conva também com as escolas porque nós temos a nossa responsabilidade mas a escola precisa também se adequar eh nessa questão de dessa dessa desse acolhimento né de saber como punir as crianças também sim mas aí eu entendo uma coisa até porque ainda essa essa Digamos que essa corda bamba aí entre qual a responsabilidade da escola qual a responsabilidade dos pais mas daqui a Pou a gente fala sobre isso até porque eu quero o que que a Juliana O que que você achou Aí das mulheres dessas mães que estão à Rua às ruas algumas um pouco ainda ansiosas um pouco angustiadas com que né com essa missão de promover assim essa relação positiva outras mais tranquilas como você vê isso eu vejo que todas as famílias elas sempre TM como intuito principal favorecer as crianças né então por mais que algumas famílias estejam no caminho que ainda não é o mais adequado a gente tá num processo é passo a passo e essa busca de consciência Eu acho que essa conscientização enquanto sociedade da gente são é passo a passo primeiro a gente entender o quanto que essa relação baseada no medo ela é prejudicial aí depois a gente começa a se autoavaliar em casa quais estratégias eu uso com os meus filhos que não favorece essa conexão que me afasta dele e a partir disso Cada um na sua casa identificando e tentando criar uma nova relação e uma nova relação ela é baseada nessa abertura na presença na conexão e cada casa tem uma dinâmica para educar a gente não tem uma fórmula pronta porque cada criança é de uma forma cada família é de um jeito e eu gosto muito de uma frase que educar é conquistar corações né é a gente chegar perto de uma criança do nosso filho do nosso aluno e a gente conseguir mostrar para ele o que ele tem de melhor então é o vínculo é a conexão e quando a gente fala em ser exemplo não é sobre ser perfeito porque a gente tem que ter autocompaixão eh a gente vende um modelo diferente a gente tá reconstruindo tudo isso e muitas vezes a gente vai errar e mostrar paraos nossos filhos que a gente erra assumir assumir essa vulnerabilidade é um grande presente pra gente dar para eles o erro no no passado era visto como algo que não podia acontecer até né punição a gente tinha vergonha tinha medo de errar porque o erro não era algo esperado e hoje a gente sabe que o erro ele é fator né essencial para um processo de aprendizagem então quando eu mostro pro meu filho pro meu aluno que eu erro quando eu peço desculpas eu mostro também a minha vulnerabilidade porque não é sobre a gente ser perfeito é sobre a gente tentar ser cada vez melhor e isso é um pouquinho uma vez um pouquinho de cada vez não adianta a gente tentar fazer todas as mudanças a gente tem que ir escolhendo e aos poucos refletindo sobre elas ressignificando e deixando isso mais natural escolho um depois outro é Olha tem uma cartilha da Unicef que trata faz um recorte principalmente com a primeira infância e ela traz cinco componentes do modelo de cuidado integral para justamente para que a gente possa exercer essa parentalidade positiva trata das questões que aí eu acho que a gente vai entrar no cerne da família E também das políticas públicas que entra saúde nutrição cuidados responsivos segurança e proteção e aprendizagem precoce domínios da atenção integral aí Juliana quando a gente pensa nesses cinco componentes aí por outro lado a gente também tem as questões sociais que por exemplo acesso à nutrição a gente tem uma questão social que por exemplo as famílias que TM que vivem em vulnerabilidade social nem sempre tem o acesso à nutrição às questões para por cuidado integral da Saúde como que a gente consegue Nesse contexto eh pensar nessa parentalidade positiva na responsabilidade das famílias e também do Estado Julian ou ID bom em relação essa essa é uma dificuldade real né sim eu acredito que nós precisamos de eh além das leis né Precisamos de uma política adequada uma política pública criação de mecanismos para que essas famílias mais vulneráveis tenham acesso não é uma questão simples Sim e eu acredito que nós precisamos chamar eh esse debate pros nossos governantes né sim até porque o próprio artigo segund os artigos segundo terceiro e quarto fala desse dever do Estado da e da família de proteger preservar e garantir o direito ao brincar de todas as crianças e também aí entra âmbito de políticas públicas na assistência social educação cultura saúde e segurança pública além das ações de fortalecimento da parentalidade Positiva e da promoção do direito ao brincar ou seja cada um tem o seu quinhão aí Mas todos têm que trabalhar nesse sentido sim e nesse aspecto essa criação de de isso vem desde criação de espaços né as cidades os os municípios precisam também disponibilizar espaços para ter esse acesso ao brincar não somente na escola nas creches mas ter políticas públicas de para para oferecer eh eh outras possibilidades com de acesso talvez exato uma uma praça um dos exemplos que eu li a respeito do do direito ao brincar é isso mesmo num domingo não existe não existe nenhuma lei que proíba uma família de pegar uma toalha e fazer um piquenique então isso a gente pode fazer um link com a escola para e com as famílias para difundir isso né oferecer falar vamos e aí você acaba tirando a criança dentro de casa você acaba reforçando esse laço de afeto entre pais e filhos a escuta né você dá a liberdade pra criança exercer o direito dela ao brincar esse direito ao brincar ele é muito amplo então nós precisamos nós como pais sociedade escola fazer a nossa parte e o lado do estado dos Municípios da União promover através de leis recursos para que as famílias possam acessar isso sim Juliana investir de fato em políticas públicas que visam o desenvolvimento integral das crianças e a gente entende como o desenvolvimento integral da criança quatro pilares as competências cognitivas as competências físicas sociais e emocionais então é preciso um investimento para tudo isso então na parte cognitiva as escolas principalmente na parte física o investimento na ampliação de parques espaços do Brincar né e a social e emocional ela vem junto com essas duas todas atreladas então a gente precisa cuidar desses quatro fatores das nossas crianças cada professor cada pai mas também a gente precisa desse investimento das políticas públicas Tá certo então nós vamos para um breve intervalo aqui no estúdio câmara e já já a gente volta final tá seco vamos tomar uma água não saia daí [Música] [Música] na Bras estamos de volta aqui com o estúdio Câmara a gente continuou tomamos água rapidinho continuamos batendo papo aqui no intervalo e olha só a gente entrou naquela questão também estamos falando da responsabilidade de cada um só que a gente também vive aí na sociedade com muitos discursos inclusive nesse sentido Poxa aí fica na escola o de inteiro aprende na escola cheguei em casa tô cansada Ah isso é responsabilidade da escola mas então quando a família não faz o seu papel quem faz Juliana Na verdade eu acredito que esse papel seja de responsabilidade da família e da escola então a união desses cuidadores em casa e dos profissionais da área de educação esse esses dois modelos para crianças que são os principais se estiverem alinhados o desenvolvimento da criança ele só vai ser favorecido sim então não não tem como a escola delegar todo papel pra família e a família delegar pra escola é algo conjunto que a gente precisa dessa união a gente que também sempre faz reportagem sabe da atuação dos conselhos tutelares e que a casos inclusive em que a família é totalmente disfuncional essa família inclusive chega a perder a guarda né dessas crianças e essas crianças muitas vezes vão para uma instituição né e a doutora falou no começ assim olha não adianta ter multa ter isso ter aquilo mas por outro lado eu vou fazer meio que um papo de comadre aqui gente por outro lado o que que a gente percebe Não exerceu a a a função de Claro que tem en motivos tem as questões sociais mas a gente sabe que hoje pobreza por exemplo não é mais eh o motivo de se perder a guarda de uma criança tem tantas outras coisas como pano de fundo Mas por que que no final a gente percebe que é a criança que acaba sendo penalizada e não aquela família que não cumpriu a sua função ou que teve a questão da negligência da violência psicológica ou da violência eh no sentido de ou da violência física como que fica isso do ponto de vista essa lei ela aplica algum tipo de multa algum tipo de pena nesse sentido tem alguma coisa relacionada a isso ou não Doutora ID nessa lei especificamente não tem nenhuma sanção tá no éa tem no eca tem eh no código civil tem né Essas famílias disfuncionais eh essa é uma obrigação que eu acredito que aí a gente precisa voltar pro estado porque essa criança ela de fato está sozinha sim né então todo o estado ele precisa de políticas públicas para oportunizar a essa criança ou esse adolescente que ele possa ser submetido a tratamentos que ele possa ter acesso à educação para se se desenvolver e da melhor forma possível considerando todo esse histórico sim né agora para famílias que por exemplo eh eu digo assim Doutora porque o que a gente percebe na prática é que a criança geralmente que passa por esse tipo de situação ela perde a confiança no adulto sim e aí ela vai ter que estabelecer uma nova confiança com adulto que muitas vezes não é o adulto ideal para ela que seria meu pai minha mãe alguém da minha família biológica né e dá para exercer ainda assim a parentalidade positiva por uma por uma outra por uma criança por exemplo para uma família nova para essa criança reconstruir essa confiança essa amizade é possível Juliana é possível mas é uma construção é dia a dia o vínculo a conexão ele não se constrói da noite pro dia até porque a criança testa também para saber se de fato você gosta dela vou fazer alguma coisa para ver se ela mesmo não sendo e ela não sendo meu pai minha mãe eu sendo filho biológico eu quero testar se ela gosta de mim tem isso também né ela tá entendendo e ela vai se comportando muitas vezes de acordo ali com com a condução do adulto né E essa questão da conexão ela é muito importante eu vejo que os meus alunos no começo do ano São 30 eu não conheço eles então é uma construção no dia a dia e aos poucos isso vai sendo construído eles vão me conhecendo eles vão eh o adulto previsível é muito importante a previsibilidade né do adulto a gente ele vai tendo confiança o adulto vai passando confiança para criança a criança vai confiando no adulto Então a gente vai se vinculando se conectando E aí essa relação aos poucos vai sendo construída chega no Março Abril que eu já tenho essa vinculação essa conexão a colaboração da sala ela é diferente porque a gente já tem ali a conexão formada né E no caso de um ambiente de uma criança com uma nova família é algo que é é um processo né que precisa de consistência persistência e muito carinho vínculo e presença como as famílias disseram essa presença e e acho que uma criança que sofreu algum trauma eh alguma algum tipo de violência ela precisa de um acompanhamento porque através de um tratamento adequado psicológico ela vai conseguir revisitar esses lugares né E aos poucos se curando para poder para ela poder se relacionar porque essas questões da violência eh contra né crianças e adolescentes como a Juliana colocou ela tem um Impacto eh no futuro isso vai impactar diretamente nesse adulto sim então até porque se a gente tem crianças e adolescentes que não conseguiram desenvolvimento pleno será um adulto doente muitas vezes e a gente começa a perceber todas essas e e um um adulto doente futuramente a gente tem uma sociedade também eh que muitas vezes a gente isso vai vir uma sim por isso a questão da da Saúde Mental por isso que ela tá tão em evidência né Juliana e El tá a nós nós vivemos né numa sociedade adoecida sim e mas nós temos também mecanismos temos meios de procurar ajuda sim por isso que não é uma coisa simples né tá tudo interligado né E nós temos dados sobre essa questão da Saúde Mental a UMS diz que em 2030 a depressão vai ser a a a doença que terá mais pessoas em 2030 a gente já tá chegando eh nós temos o Brasil no Brasil 19 milhões de pessoas com depressão o Brasil é o país que tem a maior quantidade de pessoas depressivas e em relação à ansiedade o Brasil ele tem 12 milhões de pessoas com ansiedade e ele é o primeiro na América Latina de casos então a sociedade vem mostrando sinais que a gente não tá vivendo de forma Mud né a gente precisa mudar a r mas a gente tem também crianças Nesse contexto ou é a partir da adolescência que dá para perceber que há alguma questão mental já crianças estão sofrendo assim o Instituto aon Sena que trabalha com as competências socioemocionais ele divulgou um estudo em 2019 que de 70 a 80% das Crianças doensino Fundamental 2 a partir de 12 anos até o ensino médio tem algum sintoma de doenças ou transtornos mentais então algo de ansiedade depressivo ou a questão de sono ou alimentar nós temos cada vez mais eh observado crianças se cortando Então isso é observado bastante cada vez mais nos adolescentes e também em crianças vem crescendo bastante casos diagnosticados de ansiedade e depressão A partir ali de 4 5 anos a gente já tem isso e o que não se tinha antigamente então é uma sociedade toda né a gente tem crianças adolescentes adultos com essas questões e um outro dado importante eh do programa semente que trabalha com habilidades socioemocionais dentro das escolas o maior sed de afastamento de professores hoje em dia também é por doenças mentais então nós temos também os professores adoecendo é Temos mesmo tenho uma amiga que ela ama os alunos Mas ela fala Mirna eu vivo a base de remédio é é muito difícil difícil bem isso agora quando a gente também em uma outra questão até porque é o outro lado que se fala da questão da alienação parental também é como que a gente pode nesse meio deixar a criança com crescimento saudável que ela tenha um desenvolvimento pleno independente das questões dos adultos Principalmente quando há aí a a criança ou ela é cuidada pelo pai ou na maioria das vezes pela mãe como que é isso que a gente consegue não passar essa frustração dos adultos para as crianças na criação dos filhos não tem como não tem como G eu pode eu posso falar depois pelo pelo ponto de vista do direito né É quer o Direito primeiro bom eu acredito que mas vai passar pelo lado da da Juliana também esses pais eles precisam não se tratar para conseguir é muito difícil até comentei com a Juliana um pouco antes sentar um casal que acabou um relacionamento conjugal né E que tem questões a muitas questões para definir inclusive em relação aos filhos se sentarem os dois os dois bem resolvidos né É muito difícil sempre tem na maioria dos casos tem sempre aquele que tá magoado que tá ressentido e infelizmente né essa falta de não que a pessoa não tenha direito de sofrer de forma alguma é um luto né o término de uma relação é um luto s mas ela sendo responsável por uma criança ou por adolescente eh na minha concepção ela tem obrigação de buscar ajuda para ela conseguir ultrapassar n passar por essa situação e evitar a exposição em relação aos filhos O que nem sempre acontece então o o o o casal acaba sempre o que tá parte mais fragilizada ou que tá ressentida acaba utilizando os filhos E aí é mais um agravante para para essa questão da Saúde Mental pros reflexos na escola e tudo mais é porque a criança ela acaba misturando não sei pelo menos é a sensação que eu tenho de que ela tem primeiro culpa de alguma coisa segundo que ela não entende que a separação dos pais não significa que eles gostem menos dela porque ela também fica com essa insegurança no sentido de que Nossa será que meu pai não gosta mais de mim será que a minha mãe não gosta mais de mim esse tipo de coisa É bem por aí Juliana quando eu disse não tem como é no sentido que quando os adultos estão vivendo uma situação desafiadora não tem como a criança ela percebe as crianças elas são muito mais sensitivas né do que o adulto Elas têm essa capacidade a mais que a gente vai perdendo conforme a gente vai crescendo E eu acho que nesse caso a vida adulta é ela é feita de dificuldades de desafios e dentro da capacidade de cada criança é a gente mostrar eh a honestidade emocional a gente tá tudo bem a gente fica triste a gente fica triste n essa honestidade emocional que muitas vezes a gente não recebeu quando a gente era criança eu TR mas não a honestidade no sentido eu eu tô triste por culpa de fulano Porque daí a criança já fica assim porque eu já ouvi muito ai meu pai deixou minha mãe triste ou minha mãe deixou meu pai triste aí a criança parece que quer tomar um lado e ela fica perdida nisso às vezes até o adulto fala né o papai deixou a mamãe triste a gente tem que tomar tant cu por isso que os pais precisam procurar o o primeiro se estruturar né se estabilizar para não não levar isso pros filhos de forma alguma porque eles qual quem são as du Dois seres que a criança mais ama o pai e a mãe então eles ficam num conflito até de de lealdade Nossa como é que eu vou ficar com a mamãe e vou deixar o papai ou vice-versa então se os pais eles combinarem né olha Eh quando nós fomos tratar de assuntos nossos somos nós dois as crianças não vão participar isso para eles não TM que carregar esse peso dos adultos sim né porque isso gera ansiedade Enfim uma série de problemas então quando eles conseguem fazer essa esse distanciamento meio caminha andado o que nem sempre acontece por isso que você né É difícil E aí realmente a criança Ela tem muitas crianças que quando passam por um estudo psicossocial né quando existe um litígio que eles reproduzem falas dos adultos uma criança de 6 7 anos não fala você abandonou você me abandonou você você abandonou a mamãe você nos abandonou Isso é uma fala de um adulto então você vê claramente que esse pai ou essa mãe não conseguiu né pela dor que ela tá vivenciando fazer uma um afastamento para evitar que o filho tivesse essa é é é lamentável mas por isso também que as escolas talvez com palestras pros pais nós temos uma uma nós elaboramos um uma palestra dentro da comissão que fala justamente sobre alienação parental para levar essa informação né levar a a aos pais porque às vezes os pais estão também fazendo reproduzindo algumas falas que eles não sabem sim eh então é é muito importante o diálogo né um outro discurso ainda no sentido da parentalidade Positiva que nós conversamos inclusive no intervalo aqui gente é e daquela geração que fala assim olha eu apanhei e não morri Meu pai sempre me disse minha mãe sempre me disse que aqui em casa mando eu e os outros devem né Eh simplesmente obedecer como que a gente faz nesse caminho de conseguir a parentalidade positiva te quebrando cada um desses paradigmas aí eu acho que os dados que a gente conversou anteriormente sobre as doenças mentais já é um bom norteador né a gente tem as questões também da Ciência da neurociência mostrando todos os prejuízos e eu acho que o adulto ele precisa tá aberto né para essa transformação porque quando a pessoa ela fala assim Ah isso é mimimi Eu apanhei e tô aqui eh a gente não tem essa abertura e se a pessoa não tiver aberta para essa transformação para ressignificar todo esse processo que ela recebeu e fazer diferente com seus filhos não vai adiantar a parentalidade a lei uma mentora parental orientando ele ler livros a gente acho que o primeiro passo é ter essa consciência dos prejuízos e essa abertura pra mudança e ter autocompaixão porque quando a gente faz uma mudança ela é lenta né então a gente perceber que tá dando certo que não dá e entender que é um processo é às vezes esse adulto agressivo ele foi uma criança que sofreu Então mas não justifica não justifica por isso que ele tem mecanismos para buscar mas precisa da abertura porque depois que você reconhece que você tá reproduzindo um padrão que você já viveu o reconhecimento acho que é a primeira porta né E aí buscar como a Juliana colocou mecanismos de bom quando chegar nessa fase aqui eu Verê que eu já tô a ponto de Sim qual é a alternativa Qual é o caminho que eu consigo seguir para manter esse exercício da mentalidade positiva e a autorregulação emocional nós somos a a nossa geração né analfabetos funcionais e emocionais desculpa nós não aprendemos sobre as emoções as nossas emoções er eram sempre freadas né engole o choro menina não chora você não pode ter raiva então a gente não sabe lidar o adulto de hoje tem dificuldade em lidar com as suas emoções e aí por isso por exemplo que a gente tem dificuldade em suportar O choro de uma criança O choro de uma criança é algo natural do desenvolvimento né então muito do que a gente carrega hoje como adultos vem lá da nossa infância tem uma frase da Lia Luft a escritora ela fala que a criança é o chão que percorreremos a nossa vida e a gente tem bastantes serviços por exemplo de contrator no escolar que trabalha no fortalecimento de vínculos eles podem ser um importante aliado PR as famílias Sim sim e nós temos também a sobrecarga materna que é algo muito importante de se dizer né a gente vive numa sociedade autr cêntrica em que as mulheres tem que trabalhar eh Então eu tenho que tirar o meu filho do parar de amamentar porque ele mama a noite toda e aí de eu tenho que trabalhar de manhã a licença Não é da forma né uma licença que que Garanta todo esse desenvolvimento da criança o quanto ele precisa da mãe então os núcleos de apoio tanto do Estado né do município como núcleos de apoio familiares de amigos é fundamental para essa sobrecarga materna que a gente percebe cada vez mais na nossa sociedade Sim a gente tem inclusive aqui no nosso país chamado programa act para educar crianças em ambientes Seguros que já Inclusive tem municípios que já implantaram que consiste inclusive na visita de profissionais às famílias né fazer visitas domiciliares e tudo é Seria algo do ponto de vista de políticas públicas pra gente pensar em também apoiar essas famílias para que elas comecem a trilhar esse caminho sim com certeza é algo que vai fortalecer vai favorecer o desenvolvimento das crianças e tirar essa sobrecarga porque a gente vê a sociedade com H muitas mulheres com essa sobrecarga materna eu não dou conta de trabalhar cuidar das crianças organizar a casa a conta não fecha Então a gente tem muito também o bornout parental que são mães cada vez mais adoecendo nesse sentido porque não dão conta de tudo é uma vez eu vi uma entrevista de uma mãe que ela falou olha eu chego tão cansada à noite que eu brinco com elas de casinha e eu sou a mesa então eu deito no chão elas pegam as chicrala mesa Aí eu cochilo Enquanto elas brincam em cima de mim como se eu mas eu na verdade eu tô descansando porque eu não aguento brincar foi o jeito que ela encontrou Olha a que ponto nós chegamos eu vou falar eu tenho um filho de 4 anos né um de três e um de quatro e eu dei risada porque eu não fjo eu não sou a mesa mas ele ele vira vira e me ele quer brincar comigo de médico né tá e eu quebrei alguma coisa eu tenho que fazer uma massagem falo vai filho por favor pode começar aí ele dá uma direção eu falei preciso de outra faz outra injeção coloca uma tala e assim vai porque tem tem horas que você fala gente eu só quero ficar em silêncio né eu não quero conversar com ninguém falar nada eu quero só ser ser tratado né você também tem filho pequeno né sim e aí eu fico na escola de manhã Nossa eu trabalho com os alunos do 5to ano 30 alunos e é aquela intensidade de ju ju e aí eu chego em casa às vezes eu falo aí ele tem a demanda deles à tarde aí eu falo eu preciso de 5 minutos quietinho porque porque senão E aí começa o segundo turno agora em casa com os meus e eu preciso me reabastecer PR estar bem para cuidar deles né é totalmente diferente né porque no âmbito escolar você tá ali com outro grupo de crianças e depois tá com os seus filhos que t a demanda da mãe sim e duas demandas exigem demais do adulto né e muitas vezes a gente tá cansado a gente tá com um monte de preocupação e é difícil manter essa presença 100% né então eu falo tira celular tira distrator porque a nossa mente tá ali muitas vezes e e a gente tem vive numa vida né adulta e que tem muitas coisas então às vezes a gente tá ali mas não tá mas quanto é importante que sejam 15 minutos de qualidade sabe uma vez eu tava brincando com o meu filho e aí tava apitando o meu celular e eu olhava que tava para chegar o e-mail e aí ele falava assim mamãe me olha né E olha como eles nos mostram E aí eu falei não tá bom eh e aí apareceu de novo daí ele falou assim você pode me olhar de verdade ai olha aí dá aquele sim tira né então muitas crianças não dão essas pistas pra gente mas a todo momento elas estão sentindo e elas percebem o quanto que a gente tá ali ou não e é muito difícil hoje em dia com os desafios né de trabalho eh a gente tá 100% com eles mas o quanto que estar 100% com eles favorece todo o desenvolvimento sim mas nessa vamos supor que até agora a gente em casa tá fazendo as coisas não muito corretas como como realinhar isso é possível realinhar no sentido Por exemplo da criança perceber que apesar de cansada quando você busca a criança no final da tarde da escola você ainda tá interessado na vida dela porque Outro dia eu vi uma coisa também dizendo o seguinte não pergunta foi tudo bem Hoje ela vai falar foi é mudar ass como que a gente muda a pergunta que pergunta a gente deve fazer com quem você brincou hoje na escola Ah Qual atividade você mais gostou porque muitas vezes a gente faz uma pergunta fechada que daí Vai facilitar para responder sim ou não quando a gente faz uma outra pergunta num outro formato isso favorece com que eles troquem e socializem com a gente é porque parece que dá a sensação de que pro adulto Ah ele respondeu Ele não tá interessado em responder e pra criança a pergunta que ele fez parece que ele não quer saber muito da não quer saber muito de mim na verdade ou na verdade foi isso né Foi legal foi se você muda o foco com quem você brincou qual brincadeira aí ele vai responder às vezes não é nem um desinteresse da criança elas são mais literais Então quando você pergunta foi legal sim ou não né a gente mudar o nosso a nossa forma então começar a mudar as perguntas também para para aquilo que inclusive uma das Mães falou eh o vínculo da amizade também com a a gente teve também uma até antigamente falava assim mãe não é amiga mãe é mãe amiga é amigo mãe pai e cuidadores precisam ser amigos sim o a mãe o pai é o espaço seguro é o é o é o ambiente seguro é a vinculação eh Com certeza dentro dessa amizade a gente tem né Eh a gente precisa dessa amizade desse acolhimento desse afeto desse carinho e até porque chega uma certa idade eles chegam muito sofridos porque brigou com amiguinho na escola ou porque alguém falou alguma coisa e a gente precisa est ali acolhendo toda essa fala e quando a gente fortalece isso na infância isso vai favorecer que depois o adolescente vai te procurar né porque são muitas mudanças então se você não se conectar de fato com a criança enquanto ela é pequena não tiver essa relação se o meu pai é aquele que me pune me castiga quando eu faço algo que ele não considera correta eu não vou contar o que está acontecendo comigo então a gente também precisa criar e fortalecer essa questão dos adolescentes que o núcleo daí começa a parte social vem o terceiro núcleo os amigos que começam a ficar muito forte e essa parte da educação respeitosa é muito importante na questão da autonomia da autorresponsabilidade porque hoje quando eu tô ali no controle com o meu filho eu quero melhor para ele então eu tô conduzindo de acordo com o que eu acho mais adequado mas quando ele fica sempre precisando de alguém para nortear o que ele faz hoje é o pai e na adolescência que ele não tem o pai ali a todo momento aí tem um amigo que vai falar algo que é legal e ele não desenvolveu ali o locos de controle interno que ele sabe o que é bom para ele o que é bom pro grupo E aí começam relações também abusivas violências e atitudes que a criança não consegue perceber então a educação respeitosa veem muito nesse favorecimento da autonomia da autorresponsabilidade que é fundamental agora D ID essa lei apesar de ter sido sancionada em 2024 e a gente sabe que então ela é praticamente tá novíssima né acha que ela ainda Precisa de algumas adequações Melhora para que a gente possa ter efetivamente a que a sociedade Exerça essa parentalidade positiva sim na na minha visão pela leitura dos dispositivos e em alguns deles eu vi que não consta o adolescente sim e só a criança né só a criança até 12 anos incompletos e eu acho que tem que ser extensivo aos adolescentes principalmente porque existe essa proteção no eca e na Constituição então isso foi uma omissão uma lacuna que eu percebi que existe na legislação e ela ela é muito Ampla eh e isso dá margem para muitas eh interpretações né não existe talvez agora a partir dessa lei vá vá vá com vá existir eh regulamentações específicas para cada área por exemplo eh quando se fala no direito ao brincar quais vão ser os mecanismos E aí eles vão vincular a essa lei para aplicação porque aqui ela só regulamenta a necessidade né o o o o dever do exercício da parentalidade Positiva e do direito e do direito ao brincar o como isso vai ser feito eh E como vai ser exatamente como a gente vai colocar isso em prática não Tá previsto na legislação Então mas isso não é exatamente uma Talvez assim como nós temos o código civil e tem o código de processo civil talvez Para apoiar essa legislação tenha que haver alguma algum um outro complemento para você utilizar como embasamento essa lei Mas para uma aplicação prática sim então a gente pensa aqui olha eu t inclusive com a lei aberta aqui é a lei 14826 de 2024 ela foi sancionada em março de de 2024 né do no dia 20 saiu no Diário Oficial a gente percebe inclusive que ela fala da responsabilidade de estados municípios nessa promoção da parentalidade Positiva e do direito do brincar em programas já existentes ou novos no âmbito de suas respectivas competências ou seja Inclusive fala aqui ó da promoção da parentalidade Positiva como estratégias de de prevenção à violência doméstica contra criança e adolescente que hoje é um problema de saúde pública inclusive né Sim nós temos a lei né de proteção tem a a Maria da Penha e tem a lei do menino eu esqueci o nome Henri Borel Sim que é a aplicação das medidas protetivas destinadas a às crianças aos adolescentes então a Maria da Penha todo mundo pensa que é só relacionado à mulher não é tem a questão do capítulo da criança também tem também tem a tem uma lei específica para as crianças que é a Henry Borel que ela é uma praticamente a a lei da da Maria da Penha destinada às crianças mas a Maria da Penha quando uma mãe em situação de de violência procura ela normalmente ela tem filhos essa proteção ela já é Estendida para as crianças filhos também sim ah tá ótimo Então gente muito obrigada pela participação de vocês o nosso tempo acabou eu espero que em breve a gente possa conversar de novo aqui viu nós que agradecemos foi um prazer muito obrigada tá certo gente o estúdio Câmara fica por aqui continue na programação da TV Câmara Campinas [Música] l
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