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[Música] Olá, bom. Bom dia. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara aqui na telinha da TV Câmara Campinas. Hoje é dia 6 de maio, hoje é terça-feira e o estúdio Câmara entra em um terreno delicado, mais essencial. Quem nunca ouviu a frase fulano mudou depois que subiu na vida? O poder, o sucesso e a fama pode mesmo transformar a mente das pessoas? Ou será que eles apenas revelam o que sempre esteve ali escondido? Qual o impacto psicológico do poder sobre o comportamento humano? O que acontece com alguém quando assume um cargo de liderança? Se torna a referência ou ganha influência pública? Para nos ajudar a entender esse fenômeno, recebemos dois especialistas que lidam diariamente com essa complexa relação entre mente e poder. Com a gente aqui no estúdio a Juliana Grácio. Ela é psicóloga, doutora em ciências pela UNIFESP e especialista em saúde mental de líderes. Daqui a pouquinho a gente fala com ela. E também conosco o Denis Severo, psicanalista e especialista em comportamento humano. Então fica com a gente, já manda sua pergunta ou depoimento através do nosso WhatsApp que já está na sua telinha. É 1997829377. Você acredita que o poder corrompe ou revela? Manda pra gente aí a sua resposta. Enquanto isso, nós vamos atualizando as notícias e a previsão do tempo. Vamos lá, gente. Olha só, Rede Mario Gate está com inscrições abertas. Para a seleção de 12 médicos, os profissionais irão atuar principalmente na unidade pediátrica Mário Gatinho, mas também poderão trabalhar em outras unidades da Rede Mario Gate, como as unidades de pronto atendimento e o Hospital Ouro Verde, caso houver necessidade. O contrato de trabalho terá duração de 6 meses prorrogáveis pelo mesmo período. Segundo o cronograma do processo seletivo, a previsão é de que os médicos comecem a atuar no dia 16 de maio. Hoje, dia 6 de maio, as inscrições ainda estão abertas, tá bom? Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site redemariogate.sp.gov.br. br. A medida reforça as ações para ampliar o atendimento em razão da sazonalidade das doenças respiratórias em crianças neste período de outono. Outras resoluções já foram tomadas como a ampliação do número de leitos infantis, suspensão de férias e licença prêmio dos servidores diretamente envolvidos na assistência à saúde das crianças nos meses de maio, junho e julho. Muito bem, gente. Agora, falando ainda em saúde, a saúde de Campinas agora conta com o primeiro CAPS 24 horas para crianças e adolescentes. A Secretaria de Saúde ampliou o horário de assistência na unidade Roda Viva para atender as demandas de saúde mental das crianças e adolescentes, incluindo atenção às crises no período noturno. A unidade atende regularmente 240 pacientes neste momento e com o investimento da prefeitura terá quatro leitos para atender à noite. Além disso, houve aumento no quadro de profissionais, entre eles enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistente social. A ampliação qualifica a atenção em saúde mental de crianças e adolescentes, incluindo ativamente a família e cuidadores no processo, independente do diagnóstico, intervindo aí nos fatores de risco de cada caso. O CAPS Roda Viva fica na Avenida Brunouro de Gasperi 280, no Parque Prado. Tá bom? Informação importante, né, referente à saúde do município de Campinas. E agora a previsão do tempo chegando para você. Previsão para hoje, terça-feira, gente, deve permanecer sem alterações significativas, poucas nuvens, o céu azul de brigadeiro, né, e baixa possibilidade de chuva durante o dia. As temperaturas devem ficar aí entre 15º, que isso aconteceu 5:30, 6 horas da manhã e no pico, né, 3 horas da tarde, aí provavelmente a temperatura chegue a 28, 29º. De acordo com os meteorologistas, gente, um bloqueio atmosférico vai deixar o tempo mais seco e os termômetros podem sim marcar um aumento entre 3 e 5º até o próximo dia 10 de maio. É o veranico, é o fenômeno meteorológico que está previsto para influenciar o tempo na região centro-ul até o próximo sábado. Muito bem, previsão do tempo de acordo com o climatempo para a nossa metrópole. E agora sim, vamos direto ao ponto, vamos direto ao assunto, vamos conversar sobre uma metáfora e você provavelmente já ouviu o poder sobe a cabeça. Mas isso é só um jeito de dizer ou tem base real? Como o poder mesmo em pequenas doses pode transformar uma pessoa? Será que o ego tem tudo a ver com isso? E mais importante, dá para ter e ainda ser assim, eh, com poder, ter os pés no chão. Fica com a gente. O episódio de hoje está começando, está cheio de reflexões que vão mexer com o seu jeito de ver o mundo e de ver a si mesmo. Já estamos recebendo aqui nos estúdios os nossos convidados. A gente dá as boas-vindas à psicóloga, doutora em ciências pela UNIFESP e especialista em saúde mental de líderes. Que satisfação receber você, Juliana Graço. Bom dia, Rúbia. Eu agradeço o convite. Eh, trabalho com líderes e, claro que as questões de poder elas permeiam aí as relações, não só na empresa. Então, tô muito feliz e honrada de estar aqui com você hoje com Denis para poder falar de um assunto tão importante. Prazer, felicidade e satisfação. É toda a nossa, pode ter certeza. E com a gente também, ele é psicanalista, é especialista em comportamento humano. Seja bem-vindo, Denis Severo. Muito bom dia. Bom dia, Rúbia. Tudo bom? Ah, agradeço, né, a oportunidade de estar aqui com você, com a Juliana, né, para poder falar sobre esse assunto que é tão importante, né, como o sujeito lida com o poder, né, e como isso também está no nosso dia a dia, no dia a dia de todo mundo, né? E durante o programa eu tenho certeza que vamos debater o assunto e e falar com profundidade e com clareza. Maravilha. Tem muitas dúvidas, né? Muitas perguntas. O pessoal de casa já começa a participar. A gente já agradece você que tá participando. Daqui a pouquinho nós começamos a atender você, mas antes a gente precisa aprofundar nesse tema. Para começar, então, a gente precisa entender o que é esse tal de efeito do poder. Ele é real ou apenas uma percepção social comum? A metáfora, o poder sobe a cabeça, ganha um respaldo específico, porque estudos mostram que o poder contínuo e sem limites provoca alterações reais no funcionamento do cérebro, diminuindo a empatia e o discernimento. A gente já começa falando com a Juliana. Juliana, o poder muda a estrutura psíquica de uma pessoa ou ele apenas intensifica traços que já existem ali? Uhum. Eh, Rúbia, tem uma questão importante, eh, que o poder, a gente diz que ele amplifica o que já está. Então, claro que a possibilidade de vivenciar, né, uma posição de poder, e aí a gente tá dizendo nos vários âmbitos, né? Claro que aqui eu vou trazer mais e vou falar muito mais da empresa com os líderes, mas quando a gente tem a possibilidade de colocar ali as questões, de eh estruturar, né, e trazer, então, fazer entre aspas, né, da sua vontade, é claro que existe aí a necessidade de um equilíbrio, porque de novo, e essa frase do começo do programa, né, o poder sobe a cabeça porque é como se fosse tudo possível e a gente sabe que nem tudo é possível e as coisas têm consequências. Então, eh, duas coisas. Eu acredito que o poder ele amplifica o que já está. E se não tomarmos cuidado, e aí o cuidado é consciência, autoconhecimento, pessoas de confiança em volta que chegam e dizem: "Ó, não é por aí, tá, tá extrapolando, né? Realmente pode sim ter consequências. e aí tanto da estrutura psíquica da pessoa que tá nessa posição, quanto, claro, impactar de forma muito negativa, né, os colaboradores, os resultados, inclusive. Mas, né, para concluir eh a minha minha minha fala agora, da mesma forma que o poder amplifica e pode sim corromper ou subir a cabeça, o poder também pode revelar grandeza, colaboração. Então, né, temos aí esses esses dois lados que que caminham juntos e precisam estar em equilíbrio, né? Precisam estar em equilíbrio. Muito bem. Agora a gente começando a entender, né? O negócio começa assim, estamos desenrolando um novelo aqui, podemos dizer assim. Agora eu pergunto pro Denis. Segundo Freud, o ego é necessário para navegar entre impulsos e regras sociais. O problema surge quando ele é inflado demais e distorce a realidade. O ego é o vilão ou mediador? Existe um perfil mais propenso a se deslumbrar e abusar do poder? Vamos lá. Denis. Muito bom, Rúbia, muito boa pergunta. E quando nós iniciamos com o ego, né? O ego do sujeito, ele ele começa a ser criado ali na infância, em todo o seu meio, né? E ele vai sempre em busca daquilo que lhe falta. E talvez isso seja ah o motor, né? Aquilo que que faz com que o sujeito queira chegar ao poder de fato, né? O ego em si, nós não podemos colocá-lo totalmente como vilão, né? O ego é aquele que que traz a mediação entre a realidade, né, e o mundo psíquico do sujeito, da pessoa. Porém, esse ego, se ele não for equilibrado, ele vai se inflar ao ponto de que, como disse a nossa colega Juliana, eh, ele acha que tudo é possível, né, que pode fazer tudo. E aí entra a questão de querer manipular aquilo que eu posso fazer com o outro, né? Então, o poder dá, essa ideia do poder traz também ao sujeito a ideia de que ele pode sim fazer tudo o que quer. E realmente, né, existe os limites para que se viva em sociedade, para que se viva em comunidade, né, para que o o a pessoa consiga conviver com o próximo, é preciso que esteja ali o seu ego ah equilibrado com as suas outras instâncias psíquicas. Poxa vida, como é que a gente equilibra o ego? Todo mundo tem um ego. De onde vem o ego, né? Eh, uma criança, ela tem ego. Como é que a gente percebe esse ego? E quando ele está exacerbado, quais são os sinais, Juliana? Eh, interessante porque a gente fala do ego e às vezes o senso comum, né? Não, então a pessoa tem um ego muito inflado e é, mas na verdade, né, dentro aí da teoria, né, olhando pra psicanálise do Freud, eh, o ego, ele é o o que media, né, na verdade, a o que a gente tem do meio externo e aquilo que a gente vivencia, a nossa estrutura psíquica, né? Então, a gente tem tanto a o impulso de fazer sem eh limites, né? E e é o impulso da criança. Então, a criança, quando você falou da criança, a criança só tem o ID, né? Então assim, é prazer, é aquilo que eu gosto, é aquilo que eu quero. Conforme a gente vai crescendo, a gente tem também cada vez, né, ele vai se desenvolvendo mais, que é o ideal do eu, né, que é o super ego, que é aquele que diz pra gente o seguinte: "Olha, até aqui tudo bem, daqui paraa frente não dá, tem regras, tem coisas." E o ego é esse mediador, né? Então, de forma mais técnica, o ego não é ruim, a gente precisa ter um ego, né? Senão, ou a gente fica mergulhado na no prazer e no sem limites, ou a gente não consegue também estar no mundo, porque o super ego é aquele juiz duro, aquele carrasco que diz pra gente assim: "Não, isso não pode, você não pode, isso", né? As pessoas que têm e é autocobrança, né? Essa questão de uma pressão muito grande. Então, vamos lá. O ego não é ruim, o ego é bom. Agora, quando a gente fala, né, do dessa forma mais de senso comum do ego, é como aquele lugar de eh vou colocar alguns nomes aqui, então a coisa mais da arrogância, a coisa mais do se achar, né? a coisa de estar estar num lugar de poder e começar a achar que precisa subjugar, que eu preciso então ser autoritário. E aqui eu trago, né, eh, o Maquiavel, ele já traz, né, uma uma frase, uma das dos conselhos, né, que ele deu pro príncipe no livro príncipe, ele diz o seguinte: "É melhor ser temido do que amado". Então, é o seguinte, tem que ter medo mesmo. Uau! E aí você imagina que as lideranças, muitas lideranças e os cursos de como ser um bom líder, se a gente olha para trás, estão falando o seguinte: tem que massacrar mesmo, tem que ser duro, tem que ter medo, né? E aí hoje a gente já sabe que assim, uma pessoa com medo, uma pessoa estressada, ela não consegue nem focar, produzir. Então assim, tudo isso para dizer que quando a gente fala desse ego inflado, é esse lugar mal colocado, que não é aquele ego que eu falei que é necessário, todos temos, mas é essa esse senso mal colocado de que eu sou superior e eu subjulgo as pessoas no trabalho, na família. a gente, né, tava conversando rapidinho, um pouquinho antes, né, nas igrejas, nas Então, essas relações, né, de poder, de ego inflado, né, elas acabam acontecendo aí em vários âmbitos. Uau, hein? Tá vendo só? Esse é o nosso estúdio Câmara. Todos os dias, de segunda a sexta, uma aula pra gente, né? A gente hoje tá falando eh da questão do poder, né? O poder transforma as pessoas. Agora eu pergunto pro Denis, quais eh as diferentes formas de poder, né? Você diria que todo mundo tem um um poder ali guardadinho e que em algum momento ele vai transbordar? Tem formas de poder diferente que a gente mostra que tem? Como é que é essa questão aí de poder? Como é que você analisa eh o ser humano quando a gente fala do poder? Aham. Ah, quando nós falamos do poder, né, nós precisamos entender que essa palavra, né, poder. Poder o quê, né? O o o que que significa ter poder, né? E talvez essa palavra ter poder signifique o poder de ah estar sobre o outro, né? O poder de fazer para o outro, com o outro, né? Então, quando nós trazemos essa essa palavra, falamos sobre isso, às vezes o sujeito ele ele não demonstra o poder em si, não demonstra a capacidade que ele tem, porque a sociedade vive em modelo de troca, né? Inconscientemente nós estamos sempre em troca um com o outro. Eh, e o a pessoa ela não demonstra toda a sua capacidade e como disse a Juliana, não é uma capacidade só. para o mal, só para subjugar, mas também a capacidade positiva, né, que que a pessoa tem, porque ela está em um nível mais baixo, então ela ela precisa daquela troca. E aí quando ela vai subindo, que ela chega uma posição mais alta, ela consegue entender e percebe que as suas ações reflete diretamente ao outro. Isso é o poder. É quando a minha ação reflete diretamente ao outro e eu tenho um um nível mais alto ali de de comportamento onde eu posso, a minha troca influencia na troca com outro. Então sim, existem vários tipos de poder, né? E e existe o poder da fala, a como você fala, a forma que você mostra o poder que você tem pela fala, né? o poder nas ações, quando você é capaz de fazer alguma coisa, o quanto você é capaz, isso é poder também, né? E e isso também está muito ah enraizado no no ser humano. Por quê? Porque desde cedo nós estamos procurando justamente compensar, né? compensar aquilo que está faltando a nós, compensar aquilo que uma vez ah, quando bebê, quando criança, ah, nós procuramos identificar no outro, aquele que Lacan vai dizer, né, e vai chamar de o grande outro, tá? Então, ele vai identificar e a princípio vai imitar, né, o que o grande outro faz. Então, ah, podemos dizer que o poder que se revela no sujeito seja também o poder que ele aprendeu a imitar no seu meio com seus pais, com aqueles que que ele vivia, né, aqueles que conviviam com ele. E com isso nós podemos dizer que a sociedade vem transmitindo o poder um ao outro, né? passando de geração em geração. Então é isso. Quanto mais o sujeito conhece, quanto mais ele ele vive o meio, mais ele vai externar aquilo que ele interpretou do que é o poder. Nossa, olha aí, 8:23. Nós estamos ao vivo com Estúdio Câmara, direto da TV Câmara Campinas para você. Muito obrigada por nos permitir entrar aí na sua casa. já manda sua pergunta ou então até o seu depoimento, né, referente a essa questão bem interessante que a gente tá falando hoje, o poder, né? O poder, quando conhece alguém que subiu pra cabeça o poder, como a gente fala assim no cotidiano, né? Você, qual é a sua avaliação? Como é que você vê o poder, como é que você vê o ego? WhatsApp tá na tela, é 1997829377. manda sua mensagem pra gente, conversa com os nossos especialistas que estão ao vivo aqui debatendo essa questão, né? Como o poder afeta a empatia, o ego e o discernimento. Agora, eh, Juliana, o poder ele afeta a empatia? Quem tem poder, ele é empático. Ou ele passa por cima de tudo feito um trator, porque ele tem poder e vai seguindo o caminho e e rasgando tudo no peito e vamos simbora porque eu sou magnânimo, magnífico e sou poderoso. Aham. Olha que interessante. Eh, a gente começou falando, né, e eu trouxe o poder como amplificador. Uhum. e pessoas que têm mais empatia tendem a ser líderes mais colaborativos, líderes que tem ali uma conexão diferenciada que não só de submissão, né, de autoritarismo. Então eu acho que assim, a gente pode olhar por dois lados, né? Então algumas características, né, que já são prévias, vamos dizer assim, ah, a pessoa alçar uma posição de poder, elas também definem e contribuem para o tipo de líder. Eh, agora o que faz, então, vamos dizer, uma pessoa que não tinha, né, características, não tinha desenvolvido a empatia e se tornou líder, eh, tendencialmente, dependendo da história de vida dela. E aqui a gente pode pensar também daquela situação, né, o Paulo Freire fala, quando o oprimido virou opressor. Então, é um cuidado porque às vezes, eh, Denis trouxe isso muito bem, né, os a replicação do poder e da visão de poder. Então, alguém que tem eventualmente um histórico, né, de, enfim, de maus tratos, de ter entendido uma figura de poder como alguém que prejudicava, como alguém que subjulgava, que trazia, né, eh, sensações e situações muito difíceis, se essa pessoa não tem este cuidado e esta formação, né, como um líder da atualidade, ela tende a replicar. Agora, empatia não é algo eh que necessariamente a gente nasce com a empatia, né? Então, a empatia é possível também de ser trabalhada, de ser treinada. a gente tem eh várias possibilidades e técnicas, por exemplo, na comunicação não violenta, né, de começar a entender como eu me sinto. E aí, por isso é muito importante um líder que tenha e trabalhe o seu autoconhecimento, não só o desenvolvimento técnico, que isso a gente, infelizmente, acaba vendo bastante. Eh, as lideranças muito focadas em habilidades técnicas. Não, eu preciso conhecer mais, eu preciso fazer esse curso, eu preciso, né? Inclusive cursos, por exemplo, de liderança. Porém, se nós não temos eh com consistência um trabalho de autoconhecimento, de autodesenvolvimento neste lado, muito provavelmente a gente não consegue desenvolver a empatia. E aí acontece aquilo que você falou, Rúbia, a pessoa vai passando ali como um trator, o que também tem seu preço e suas consequências.Um uma liderança autoritária, uma liderança que usa o poder para subjulgar, para submeter, eh ela também é uma liderança que fica cada vez mais sozinha. E como é que então se lidera, né, um líder solitário e a posição de liderança já é um pouco solitária, mas um líder isolado, né? um líder que não consegue trazer as pessoas para si, não consegue, né, interagir de uma forma que tenha uma colaboração, aí realmente vai ficando muito mais difícil, tanto pra pessoa quanto para pro time. Muito bem. Ô Denis, a gente falando aqui de poder, né, a Juliana explicando muito bem essa questão e e se referindo à questão de liderança, né? Então, vamos lá. O poder, o e com certeza eh dá alguma coisinha diferenciada. no nosso cérebro, né? Quando você está ali no poder, claro que a gente precisa ter o equilíbrio, mas se eu estou no poder, sim, eu tenho aquela sensação do poder. Agora, a sensação do poder, ela vicia, ela tem uma abstinência? Porque eu quero eh eu quero colocar assim, ã, próximo ao exercício físico pra gente poder o pessoal de casa poder entender, né? Vamos lá. você começa a fazer exercício físico, ah, você não quer e tal, mas daí depois de 21 dias, aquela regrinha dos 21, você começa a se acostumar. Quando você se acostuma, você começa a ter uma sensação de bem-estar que é liberada no seu cérebro. E aí quando você não vai pra academia ou fazer sua caminhada, andar de bicicleta, enfim, ah, o seu corpo te cobra, né? E você acaba sentindo uma sensação, vamos colocar uma aspas, eu vou falar abstinência aqui. Claro que é algo errado, né? Não, não é isso, mas você sente a vontade, a necessidade, é isso, a necessidade de ir lá e repetir aquela ação que te deu a sensação de prazer e bem-estar. Com poder. É mais ou menos parecido. Poderíamos dizer que seria uma sede de poder. É isso. Olha, sede de poder. Eu já ouvi essa frase. Talvez, talvez uma sede de poder, né? A pessoa ela ela recebe essas cargas emocionais, né? Hum. E nós estamos a todo tempo procurando prazer. Uhum. N o ser humano procura prazer a todo tempo. Tudo que ele faz, ah, tudo que nós buscamos fazer é justamente para isso, para que obtemos a maior quantidade de prazer possível. E o poder traz isso. O poder tem isso. Ele ele nos dá esse prazer. Ele dá esse prazer ao sujeito. Então, ele vai querer cada vez mais. Ele vai buscar isso cada vez mais. Pode ser que no começo ele diga que não quer, né? Existe as pessoas que não, eu não quero, mas lá no fundo todo mundo quer um pouco de poder, né? Todo mundo deseja ter poder, né? Agora, a questão é: o que eu faço com esse poder? Como eu faço para obter esse poder? É preciso entender e ter, como disse a Juliana, né, um autoconhecimento para que você consiga ter um equilíbrio e entender que o poder a todo custo, o poder a qualquer custo também tem o seu preço. Uau! É isso mesmo. 8:30, estamos aqui ao vivo. Estúdio Câmara para você, TV Câmara Campinas conversando com você que está aí do outro lado, que já mandou a sua pergunta. Produção, pode preparar? Porque a gente começa, claro, a gente continua falando aqui com os nossos eh eh profissionais, especialistas nesse assunto. O comportamento humano, ele é sensacional, né? Quando você começa a estudar sobre o ser humano, você começa a se apaixonar por esse ser que tem aí diversas faces, né? E a gente precisa se manter em equilíbrio. E é isso que a gente busca trazer para você, como se manter em equilíbrio diante eh da vida, né? que nos apresenta uma caixinha de surpresas a cada dia que a gente acorda. E é por isso que nós estamos aqui e queremos conversar com você que tá do outro lado. 8:31. Produção, pode mandar a primeira e daqui a pouquinho a gente continua abordando. Então, é o que tá no nosso roteiro aqui. Vamos lá. A Carolina do Cambuí. Eh, com o tempo é comum ver líderes se tornando mais autoritários. O que faz alguém mudar tanto quando assume o poder? E aí, Juliana? A Caroline tá, a Carolina tá assistindo a gente e fez essa pergunta. Vamos lá. Uhum. Eh, alguns pontos, né, que são importantes. Eh, o líder, ele é uma pessoa e uma pessoa que tem diversos desafios, diversas questões. Então, aqui a gente tá falando de uma questão multifatorial. Uhum. Eh, comum, não é uma regra, né? Até porque é um líder que se capacita, é um líder que entende que eu cheguei numa posição, mas é uma posição que não é perene. Um líder que se capacita tanto tecnicamente quanto no autoconhecimento, ele não é um líder que deveria ficar mais autoritário, porque ele entende que autoritarismo não leva a produtividade e engajamento, leva a times estressados que produzem menos, leva a uma tensão de forma geral no clima da organização, levando aí a diversos diversas consequências, inclusive trabalhistas. Eh, hoje a gente tem uma normativa NR1 que entra em vigência, entrou em vigência agora em maio, na verdade foi prorrogada pro ano que vem, que traz inclusive os riscos psicossociais, que são os aspectos emocionais, né, os aspectos aí da saúde mental, da gestão de gestão, pressão, cobrança excessiva. Então sim, se uma pessoa e aí não só os líderes, se a gente se coloca numa posição ou é colocado numa posição e aí tem a questão da sede do poder, tem a questão da dopamina que é essa coisa da busca do poder, e aí quanto mais eu me sinto bem, porque eu, né, recebi ali, a pessoa me obedeceu, eh, a gente acaba entrando então nesse funil aí, que não é um funil de eh produtividade. Então, sim, isso pode acontecer, mas acontece principalmente com pessoas que acham que chegaram e, enfim, já cheguei, não preciso fazer mais nada, mas essa vontade de se manter no poder, essa vontade de se manter, né, com esse, entre aspas, também bem-estar. Mas tem um outro lado também que a gente não pode deixar de colocar, que é o nível de estress que os líderes também estão submetidos, porque é um efeito dominó, né? Então, existe uma cobrança muito grande de maiores resultados. Então as empresas nunca é assim, não. A empresa manteve os resultados. É sempre assim, precisa crescer 10, 20, 30%. E essa pressão, ela é uma pressão em cadeia. Então, às vezes isso acontece também. O líder também diante de uma extrema pressão, acaba por conta disso, trazendo mais autoritarismo, porque ele acha que não, eu preciso fazer as coisas acontecerem. Mas a experiência que a gente tem é quanto mais autoritarismo, mais rigidez e menos colaboração, menos resultado. Exato. E quando a gente fala da questão do poder na liderança, a gente precisa lembrar que é uma pirâmide, né? Que acima do líder tem lá uma organização que tem uma direção, que tem alguém que está cobrando o líder para cobrar os liderados. Então, é de cima para baixo. Então, se tem o poder aqui e exacerbado, pode ser que lá em cima também tenha um poder que a gente não tem nem noção e dimensão do tamanho, né, e da força disso e que vai, infelizmente, eh, vir arrebentando em cima de quem é liderado. Então, a gente precisa, eh, eh, se atentar nessa situação quando a gente fala eh do poder eh nas organizações. Agora 8:35. Tem mais? Tem mais? Daqui a pouco quero saber eh dos nossos entrevistados sobre essa questão. Pode pode colocar a próxima, produção, sobre a questão da internet. A internet, o poder, né? Porque tem gente que acha que ele tem poder por trás da tela. E esse poder é um poder meio perigoso. Daqui a pouquinho a gente fala sobre isso. Agora a gente atende o Rafael. Rafael do Jardim Garcia, bom dia. Tem muito sucesso. Eh, ter muito sucesso pode mesmo causar perda de empatia ou consciência emocional, como dizem alguns estudos. Vamos lá, então. É com você agora. Vai lá. Muito bom. Ah, se ter muito poder, né? Eh, pode mesmo causar a perda da empatia. E será então, ou será que esse sujeito já nem tinha empatia já tinha sua empatia muito pouco trabalhada, né? Como como disse a Dra. Juliana aqui, que nós precisamos trabalhar esse esse lado também, essa empatia, né? Ah, eu imagino e penso que o poder ele traz justamente isso, ele acentua aquilo que você já tem, né? Então, se a pessoa tem pouca empatia, se ele não sabe muito bem lidar com o poder, né, isso vai acentuar de alguma forma. E o o sucesso, né, o sucesso vai sim de alguma forma fazer com que com que ele vá olhando para as pessoas, não mais como um ser humano, mas talvez como um objeto, né? poder lhe dar essa essa visão de olhar pras pessoas apenas com o objeto e o que que eu posso tirar dessa pessoa, né? O que que eu posso obter dessa pessoa, né? Porque o poder é muito fácil, você exigir essa troca onde ele precisa me fornecer muito mais do que eu realmente o forneço novamente, tá? Então eu imagino que a questão da empatia, né? Quando nós falamos na empatia, ah, o narcisismo do ego, ele se torna muito maior, né? Porque o ego é narcisista. Aham. E quando nós falamos de narcisismo, do ego, não é um narcisismo como a gente tá acostumado a ouvir falar e ver aí, ah, o narcisista é ruim, é difícil de conviver com ele. Não, é um narcisismo básico, onde todo sujeito tem, né, o a autopreservação, ah, a ideia de si mesmo, como eu me enxergo, né, como eu me vejo, a minha autoestima. Isso também é narcisismo, ah, o narcisismo primário. E mas com o poder isso vai sendo acentuado, né? Então, olhar para o outro como objeto, tocar o outro como objeto. E o poder traz essa justamente essa dimensão. E aí eu me lembro de Jung, né? Yung vai dizer o seguinte: "Conheça todas as técnicas, domine todas as teorias, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". né? E trazendo para o poder, ah, quando você conversar com outra pessoa, quando tiver o poder de estar ali com outra pessoa, seja apenas outra pessoa. Muito bem. Tá vendo? E você está sendo como, né, na quando você e eh tem aí um momento em que você está no poder, como você se comporta diante da outra pessoa? Importante a gente aprender, gente, a vida é um aprendizado constante. Eu fico muito feliz que a gente possa estar passando para você eh essa oportunidade, esse compartilhamento de informações, viu? 8:39. Eh, deixa eu fazer essa pergunta da internet que eu tô curiosa para saber e a produção já vai separando aí as outras perguntas que a gente tem. Pessoal participando, os telespectadores estão com a gente, a gente vai respondendo você. Agora quero perguntar, Juliana, a internet, né, é essa sensação de poder que a internet, vamos lá, as redes sociais eh proporciona para quem está do outro lado da tela? Até que ponto isso é benéfico, né? Existe um perigo nisso? Bom, acho que os perigos a gente vem vem vivenciando, né? Eh, porque diferentemente de a gente estar frente à frente com uma pessoa, porque se nós estamos aqui, tem algo que eu tenho a dizer para você ainda. Eu posso te conhecer, mas posso não te conhecer, que é o que acontece muito nas redes sociais. Sim. Muito provavelmente, estando aqui na sua frente, eu vou vou falar isso mesmo agora. Será que isso faz sentido? Como será que ela vai reagir, né? Será que se eu ofender? Então, tem na quando a gente tá no presencial, a gente tem uma visão muito mais crítica. Agora existe a falsa sensação. E aí eu digo falsa nos dois sentidos. É uma falsa sensação de poder, uma falsa sensação de proteção, porque hoje a gente já consegue ter acesso muito claramente, né? as investigações aí mostram de situações que foram eh ou eh enfim, faladas fake news ou situações. Então assim, eh é muito preocupante porque é um falso poder. É um falso poder. Inclusive até quando a gente fala, por exemplo, das grandes mobilizações ainda sociais, não tem que mudar. Ah, então a pessoa vai lá posta e ela manda para não sei quantos grupos sentada é da casa dela sem mobilizar, sem ir ali na na instituição da esquina, fazer efetivamente alguma coisa que fosse mudar. Então, percebe que se a gente também não toma muito cuidado, existe uma ilusão nesse lugar de estou fazendo muito, estou, né, tenho olha só como a internet e fazer as coisas aqui da minha casa me deu poder. Que poder de ser mais um papagaio falando em cima de várias coisas, falando sobre o que não sabe, né? Então, esses dias a gente viveu uma situação difícil em Valinhos, né? Uhum. Enfim, uma mulher que ficou desaparecida, depois soube-se que eh ela, enfim, se suicidou. Sim. E aí eu fui, claro, a gente compartilhou, então esse é um poder possível. Eu tô numa rede social, tem uma pessoa precisando e aí vamos disseminário, então, para ver se a gente consegue ajudar. Legal. Quando você vê os comentários, comentários tão eu ridículos, porque absurdo, a gente ainda põe uma ridículos, né? Ridículos. E aí eu fico pensando, se essa pessoa que fez esse comentário tivesse na frente da família, ela faria o mesmo comentário? Exatamente, né? Então é essa essa possibilidade falsa, né? De que eu vou colocar, então eu vou me colocar, eu vou fazer, né? E aí a gente fala também da quanto essa rede social, internet, aí sim eu acho que a gente tem um problema de empatia também, porque não é uma pessoa, é uma tela. Uh, a gente esquece que tem pessoas ali atrás. A gente, vamos dizer, muitas pessoas esquecem, né? Então assim, é perigoso, é uma ilusão e é uma falsa sensação, tanto de poder quanto de ação. Muito bem. Pontua deles, quer pontuar pra gente? Ótimo. Sim. Ah, essa falsa sensação de poder que a internet traz, ah, também está ligada, né, aos crimes digitais, né? os crimes digitais que que são cometidos em sua grande parte por jovens e adolescentes, né? Por quê? Porque eles tem essa ideia de que eu posso subjugar, eu posso dominar o outro, né? Ahã. Através da tela. Uhum. Como a Juliana disse, se fosse frente à frente, né? O que o que eu diria? a haveria um filtro, né, que estaria ali, que não deixaria que o sujeito falasse ou fizesse tudo aquilo, mas através da tela não é um humano. Então vem a ideia de tratar o outro como um objeto. O outro é um objeto. E com isso nós vemos a a crescente, né, dos crimes digitais acontecendo, de fóruns, né, que que fazem esse tipo de crimes digitais e são geralmente jovens e adolescentes que cometem esse crime, porque são eles que estão na maioria das vezes por trás da tela, mas existe também um grande comércio que consome esses crimes digitais dos diversos tipos, que são de pessoas mais velhas que que também acham e entendem que tem um certo tipo de poder sobre essa juventude, né? Então, a internet ela acentua, acentua sim, de tal forma essa falsa ilusão de poder, essa falsa ilusão de que sim, eu posso, porque rebaixa essa esse filtro, o que poderíamos chamar de senso crítico, né? Então, esse senso crítico, o super ego, ele vai sendo rebaixado ao ponto de que o ego vai ficando cada vez maior, mais inflado e o sujeito vai se achando como se fosse ah um pequeno Deus. Nossa, gente, olha isso. Você tá vendo, né, a internet, quem é você por trás da tela? Já parou para pensar? Você é daqueles que escreve, escreve, escreve, depois apaga, apaga, apaga, apaga. Esquece, deixa a paz reinar e segue a vida. Ou você fala mesmo o que você quer e não tá nem aí para ninguém. Eu quero falar e eu vou falar e pronto. Esse é o meu momento. Quem é você por trás da tela? Isso tem a ver também aí com uma falsa sensação de poder. É o que os nossos especialistas estão explicando pra gente, né? Nessa manhã de terça-feira. Estamos tendo uma aula pra gente levar pra vida, viu? Então, olha, vai ficar no YouTube esse nosso programa, assim como todas as produções, os programas da TV Câmara Campinas. A gente tem no YouTube o canal TV Câmara Campinas. Então você acessa lá, repassa pros seus amigos, pra sua família, é conhecimento, tá bom gente? 8:45 tem mais perguntas, pode mandar pergunta pra gente. A gente vai fazendo assim, tá? a gente responde uma pergunta e aí a gente vai num tema no eh no nosso roteiro e a gente vai seguindo até às 9:05 da manhã aqui no estúdio Câmara ao vivo. O Leandro do Jardim Proença, ele diz assim: "A busca por reconhecimento pode fazer com que alguém se perca de seus valores e passe a viver só para alimentar o ego. Olha, Leandro, eh, acho que todas as perguntas trazem pra gente a possibilidade de partilha, mas essa é uma pergunta super importante, porque reconhecimento é uma das necessidades humanas universais. Uhum. Né? O Marshall Rosenberg que trouxe para nós a comunicação não violenta, né? Essa teoria. Então, ele diz que todos nós temos necessidades humanas universais, ou seja, todos temos Uhum. acontece que eh dependendo da da infância, dependendo da experiência, dependendo do que a pessoa viveu, o reconhecimento que eu preciso, você precisa, todo mundo precisa, se torna o validador e aquilo que assim, eu só eh consigo fazer as coisas, eu só me valido, eu só me reconheço se o outro me reconhece. Uhum. E aí a gente tem um problema, né? Porque de novo, é importante para mim ser reconhecida. Agora, a partir do momento que tudo que eu faço e aí entra o que o Leandro falou da perda dos valores, né? Por se eu preciso para me sentir bem, para me validar, que o outro me diga: "Você é bom? Você é boa, nossa, você está bem, você". Realmente muitas pessoas acabam deixando de eh vivenciar esse valor que é tão importante, assim como pertencimento, a segurança, e começam a deixar de viver. a vida para agradar, para receber esse reconhecimento externo. E aí, eh, eu acho que a questão da internet, da tela, da rede social, eu vou voltar para isso, porque a gente vê muitas vezes isso acontecendo na internet, nas redes sociais, ou seja, eu posto porque eu quero que as pessoas curtam, validem, comentem, porque a partir do olhar delas eu me sinto bem, eu me sinto reconhecido. E aí tem um problema, por quê? A minha vida, assim como a de todos nós, ela tem momentos, ela tem alto e baixo. Tem dia que eu acordo mais animada, tem dia que eu acordo mais chateada. Só que a rede social ela não conta essa história. Então ela vai chegar e, né, e só o o bom, o bom, o bom, a o momento feliz, o restaurante que eu fui, né, a viagem que eu fiz. Para quê? Para olha, olha como minha vida é maravilhosa, olha como eu faço por merecer. Então, o reconhecimento externo, só que a gente olha e a verdade é que assim são pequenos recortes de uma vida que muitas vezes é muito difícil. Uhum. Muitas vezes, a maioria das vezes, eu tive oportunidade de trabalhar muito próxima de infoprodutores, né? Então, de pessoas que têm ali uma vivência e vendem cursos e, enfim, ações diversas. E você vê uma situação, e a trago mais um exemplo de poucas semanas atrás um psicólogo muito famoso, né? E, e não vou entrar nos detalhes porque não o conhecia, mas ele estava no meio de um lançamento. Ele tinha mais acho que 200.000 seguidores e também, enfim, não, ele sucumbiu aí, né, a, por que que eu tô dizendo isso? E ele era um psicólogo que inclusive não escondia suas dificuldades, né? Porém, de novo, quando a gente entra nesse lugar de eu preciso mostrar porque a partir do olhar do outro eu me valorizo, a gente realmente muitas pessoas perdem os valores, né? Perdem aí a possibilidade. Então é aquele negócio da pessoa que tá com meu valor é família, né? Então uma pessoa pode dizer isso, que o valor dela de vida é família, só que na hora que ela tá sentada jantando com a família, ela tá postando do prato, ela tá respondendo mensagem. Então, ela não tá vivendo o valor dela porque ela quer um reconhecimento externo. Então, de novo, eh, acho que o meu grande convite, né, é a gente tá presente, presente, o que eu estou fazendo agora, quais são os meus valores, né? Eh, o que faz com que eu tome decisões hoje, que que vem lá de trás, né? Quais são os meus traumas? Quais as dificuldades? E é muito difícil conseguir fazer essa trilha sozinho, mas é necessário para que a gente consiga viver e não ficar refém, né, desse olhar externo, dessa validação externa. Nossa, Denise, eu fico olhando vocês dois falarem assim e eu fico de boca aberta. Ainda bem que a câmera foca cada um de vocês, porque sabe assim, são coisas do nosso dia a dia que às vezes a gente nem percebe, né? Como essas postagens que você acabou de falar, né? Quantas vezes você vai, faz alguma coisa, aposta, mas eh o que será que tem no no nosso eh eh é consciente, subconsciente, né? Então, o que que tem aqui na nossa cabecinha que a gente às vezes nem se dá conta e acaba fazendo, né? Aí por isso a importância do autoconhecimento, né, Denis? E é é algo assim que me chamou muita atenção, porque eu faço isso. Eu acho que você também de casa também faz. Às vezes eu vou passear, vou viajar, vou lá, posso. Mas assim, o meu o meu eu aqui, o agora, ele não está apostando para ter um reconhecimento, mas pode ser que o meu eu lá guardadinho, ele fala assim: "Não, posso aí, né? Vamos ter curtida". E é algo que eu digo para vocês que é natural, porque eu faço, você faz e nós fazemos, né? E aí, como que a gente trabalha pra gente poder diminuir, né? essa questão pra gente melhorar um pouquinho, porque eu acho que a gente pode sim melhorar e é isso que nós estamos tentando fazer aqui com o conhecimento, a abordagem que vocês estão fazendo. Eu acredito que assim como toca a mim, toca as pessoas que estão em casa, né, Denis? Sim, com certeza. Acho que o o caminho mais melhor caminho a ser trilhado é justamente esse de autoconhecimento, né? Eh, porque como você mesmo disse, Rúbia, eh, o aqui agora consciente, eu não tô fazendo justamente para querer a essa validação, mas inconscientemente, né? O que que eu preciso, né? Em quem eu estou me espelhando, o que que eu estou refletindo ao outro, né? E com isso nós vamos perdendo os valores e também aquela imagem que eu tenho de mim mesmo, né? a aquele o eu ideal, né? Aquilo que eu crio, a imagem que eu tenho de mim mesmo, os reflexos que eu que eu trago daquele que nós já mencionamos aqui como grande outro, né? Seriam o pai, a mãe ou aquele que faz o papel, né? Não necessariamente ah o grande outro como pai e mãe, seja um homem uma mulher, mas aquele que assume o papel paterno e o papel materno, né? Eh nós até até que ponto nós estamos refletindo isso ao mundo, né? Nós somos uma grande, eu costumo dizer que somos como uma grande antena. Nós olhamos, vimos as informações, interpretamos essas informações e depois nós a devolvemos para o mundo, né? E e com essa interpretação de puxa, será que eu tô recebendo like suficiente? Será que as visualizações estão sendo suficientes? Será que eu tô fazendo bem feito? Isso vai criando toda uma pressão onde eu vou deixando e afastando o meu próprio eu, aquilo que são os meus valores, os meus princípios. Para quê? Para que consiga entrar dentro e se encaixar dentro de um padrão onde hoje nós vemos que praticamente toda a sociedade tenta se encaixar, né, em uma em uma certa medida dentro de um padrão. Nossa, daí a gente já vai pra sensação de pertencimento, né? Eu preciso pertencer, gente. Que coisa mais maravilhosa. E como vai abrindo o Lex pra gente buscar mais temas, né, e trazer pra gente poder discutir aqui no programa. Simplesmente tô adorando tudo isso, porque eu também me coloco eh nessa posição, né? E é importante a gente, são coisas que acontecem no nosso dia a dia. E aí esse momento que nós temos todos de segunda a sexta de manhã, é o momento que a gente para para pensar, né, que a gente acende o alerta, opa, pera aí, eu tô fazendo isso, mas eu não tenho essa intenção, então por que que eu tô fazendo isso? Porque eu preciso, será que eu preciso disso mesmo? E aí, cadê o autoconhecimento? O autoconhecimento ele ele dói, né? Quando a gente começa eh nesse processo de autoconhecimento, ele é muito dolorido. Eu te confesso que eu tô num processo de autoconhecimento, ó, faz muito tempo. Eu acho que autoconhecimento ele é constante porque eu hoje não sou a mesma rúbia de há dois meses atrás e nem serei daqui dois meses a mesma rúbia de hoje. E esse é o processo que a gente vai, né, levando pra vida. É isso mesmo, Juliana. É isso. E olha que interessante, né? Aqui a gente tá trazendo situações de poder na empresa, em outros lugares, mas isso que a gente tá fazendo aqui agora é sim, nós estamos numa posição neste momento de comunicação. É uma é uma posição que traz poder, porque aquilo que a gente tá dizendo tá chegando a, a gente não tem ideia de quantas pessoas, né? esse senso de responsabilidade que também precisa estar dentro das decisões, sejam as decisões minhas comigo, que é o que você falou del o autoconhecimento. E às vezes não é fácil, porque a gente se confronta com situações ou com eh percepções de que puxa vida, mas isso sou eu mesmo. Exatamente. Ai, mas eu não queria ser assim, né? Nossa, será que às vezes eu fico com raiva, né? Ou eu vejo uma situação, será que isso é inveja? Não, mas eu não sou invejosa. Ah, mas será que isso é enfim, né, desagrado, né, ou eu sou uma pessoa que me irrito, não, mas eu não posso ser irritada. Então, tem coisas que a gente eh não quer ver sobre a gente mesmo. Então, eu acho que tem a ver com autoconhecimento e tomada de decisão e consciência. eu comigo, eu com o outro e ali dentro dos círculos, né, da família, do trabalho. Mas nós aqui temos sim esse lugar, porque aqui é um círculo muito expandido, né? Então é o que você falou, eh toda manhã trazendo questões e informações importantes que podem mexer com a vida de pessoas que a gente não tem nem ideia, né? Então é a consciência, né? A consciência do que eu estou fazendo, porque eu estou fazendo, aonde eu quero chegar e o que é que tá por trás, né? Então, quais são as necessidades, quais são as tristezas, quais são as faltas, né, que acabam me fazendo tomar as decisões que eu tomo agora e que consequências essas decisões têm? Muito bem. 8:56. Produção, fala pra gente, tem mais perguntas? Se tiver, olha aí como tem o Renato do Nova Campinas. Até que ponto o ego inflado pode ser confundido com autoconfiança? Como diferenciar esses comportamentos? Vamos lá, Denis. Até que ponto, né? O meu ego é inflado ou eu sou mega confiante? Sim. Ah, quando nós falamos sobre um ego inflado, né? Eh, nós partimos para essa ideia do narcisismo, né? O ego inflado é aquele que que se acha que é o que ele vai tomando espaço, né? Onde ele chega, ele vai tomando o espaço. Enquanto que a autoconfiança, né? é a ideia que eu tenho de mim mesmo. Eu sei a capacidade que eu tenho, né? Eu domino e eu sei o quanto de capacidade eu tenho. E isso não necessariamente irá inflar o ego do sujeito, né? Isso vai fazer com que o sujeito tome consciência da sua capacidade e desempenhe as suas funções de forma ah majestosa, né? Que faça muito bem feito aquilo que ele se propõe a fazer. Enquanto que o ego inflado muit das vezes pode fazer com que o sujeito, vamos trazer aqui um termo mais comum, caia do cavalo, né? Porque ele pode não ter a capacidade, ele acha que tem essa capacidade e por isso ele começa a se colocar. E às vezes nós vemos isso também nas lideranças, né? O sujeito acha que tem a capacidade e agora chegou ao poder e ele ele só pelo fato do seu ego está mais inflado, ele ele se coloca naquela posição, mas na hora do vamos ver, ele não tem capacidade suficiente para sustentar aquilo que disse, aquilo que vai fazer, né, os seus comportamentos. Então, o autoconhecimento, a a autoestima, a capacidade de saber que sim, eu sou capaz, isso é importante, né? E até para equilibrar, né? Para equilibrar, porque se não houver esse equilíbrio, até nós que somos profissionais da área aqui, se você não conseguir equilibrar isso muito bem, não tiver um autoconhecimento muito bom, você vai se sentindo cada vez mais, opa, né? Então esse esse lugar aqui, como disse a Juliana, esse lugar aqui nos dá poder. Nós estamos falando, isso vai fazendo com que nós opa, então pera aí, talvez seja a hora de parar um pouco, olhar e perceber até que ponto isso está fazendo bem, né? E o quanto eu sou capaz disso, tá? Então, conhecer a si mesmo é justamente isso, ter a ideia de capacidade, o quanto você é capaz. Muito bem. Essa sua fala me lembra bem eh de um um dos programas anteriores que nós falávamos sobre a síndrome do impostor, né? E a síndrome do impostor ela tem a ver com poder, se for parar para analisar, né? Na na na sua avaliação eh eh como profissional tem, né? Porque a síndrome do impostor é aquela coisa assim, eu faço, eu consigo, eu vou lá e aí tem a ver com autoconfiança, tem a ver com poder e você se transforma na sua cabeça em uma pessoa que você não é. Aí chega lá no final, poxa, mas não, né? Eh, tem a ver com essa, segue mais ou menos esse caminho, Juliana? segue em alguns pontos, mas na verdade eh quando a gente fala, né, de síndrome do do impostor, é normalmente até o contrário. Então é uma pessoa que tem a capacidade, que tem o conhecimento, que poderia, né, compartilhar ali daquilo que que conhece, que sabe. E aí vem essa, né, essa essa vozinha do da síndrome do impestor, que é assim, do impostor que é: "Ah, mas você não sabe tudo isso não? Hum. Ah, mas tem certeza que você vai dar conta disso? Então, acho que a síndrome do impostor tem a ver então com essa falta de autoconfiança, né, de a pessoa ter de fato, né, a capacidade, a possibilidade, a formação para Uhum. Mas ela não tem a autoconfiança e aí ela sempre se questiona, né? Então assim, e eu em alguns trabalhos, né, que eu faço com mulheres, em algumas situações, eh as mulheres chegam aí, não, Juliana, eu preciso estudar mais coisa, eu preciso fazer mais uma formação. E assim, eu estudo a vida inteira, eu eu acho que é OK, mas a maioria delas, eu digo assim: "Olha, você não precisa demais esse curso para poder fazer, né, para exercer, por exemplo, esse cargo função que você tá vislumbrando." Então, é esse cuidado também, né, que a síndrome do impostor é essa coisa que vai tirando a segurança, né? tipo, ah, acho que você não é tão capaz, mas tem, né, quando a gente fala em empoderamento, quando a gente fala em estabelecer, né, e ajudar a pessoa a desenvolver a autoconfiança, acho que a voz, né, da do impostor, que de algum jeito todo mundo tem em algum momento da vida, né, ela vai ficando mais baixinha e a gente consegue lidar melhor. Exatamente. Poxa vida, eh, eu toquei nessa situação de síndrome do impostor por para lembrar, né, eh, os telespectadores que todos os estúdios, né, os nossos programas Estúdio Câmara, eles estão no YouTube. você pode eh eh conferir, pode repassar, né, pros seus amigos, porque assim, eh o estúdio Câmara é um programa tranquilo, mas a gente traz situações do nosso dia a dia com profissionais magníficos que, você sabe que viram a chavinha assim, às vezes você tá aí na sua TV sentadinho, tomando seu café, de repente você ouve uma coisa, fala: "Opa, isso é para mim, né? Isso é bom demais. Agora 9:1 minutinho. E olha, você viu como passou rápido? Verdade. E claro que a gente tinha muito mais para falar, né, sobre ego, sobre o poder que sobe muito rapidamente, né, sobre o seu comportamento, o meu comportamento, sobre como nós podemos minimizar essas eh eh o o resultado, né, que o poder traz eh eh no nosso ego, que de repente fica inflado e a gente precisa ir lá e colocar um espetinho assim nele, né, e falar diminui, não precisa, não é para tanto e a gente precisa agora nesse momento ir para as considerações finais. Então eu queria que vocês profissionais deixasse para para mim, pros nossos telespectadores, pra nossa equipe, uma dica, né, pra gente tentar levar o nosso dia a dia com mais equilíbrio e com mais serenidade. Juliana, considerações finais, por favor. Eh, Ruby, acho que a gente falou de tantas coisas tão importantes, né, que acabam eh talvez deixando aí algumas sementes, alguns pontos de reflexão, mas acho que para mim o que é muito importante é a gente cultivar esse lugar da presença. Uhum. Né? Então, assim, a presença de entender o que eu tô fazendo aqui agora, de focar no que eu tô fazendo agora e de se entender, né? De momentos aí de dúvida ou de sofrimento mesmo frente às dinâmicas, né? seja no trabalho, seja em outros ambientes, para procurar mesmo uma contribuição profissional, né, de autoconhecimento, de entendimento, não só priorizar a parte técnica, mas lembrar que para que toda a técnica possa ser colocada em prática, a gente precisa estar bem. Exato. Muito bom. Nossa, satisfação em receber você aqui, viu? Muito obrigada pela sua participação, de verdade mesmo, Denis. Eh, prazer imenso ter você com a gente. Obrigada por compartilhar os seus conhecimentos, né, conosco, com os nossos telespectadores. Eu acredito que foi de grande valia considerações finais. Mais uma vez, gratidão. Ótimo. Muito obrigado, Rúbia. Eu vou seguir na linha da Dra. Juliana também. Eh, eu penso que dentro de tudo que nós trouxemos, tudo que nós dizemos aqui, falamos, né, os exemplos e tudo isso, acho que o que vai ficar é que nós a além da presença, e eu acho que é o o termo, é o mesmo termo, só que em outras palavras, né? Ah, se concentrar no agora, né, estar aqui agora, né? O ontem é um instância que já passou, o amanhã ele ainda não chegou. o que que eu posso fazer agora, né? O que que eu tenho em minhas mãos e o que que eu posso fazer com isso agora? Então isso também traz um senso de responsabilidade, né? O que que eu posso fazer agora? Eu costumo dizer nos meus atendimentos clínicos, né? E sempre finalizo dessa forma: "E agora o que que você vai fazer com isso, né?" Então, a informação foi passada. Ah, nós trouxemos aqui várias sementes, né? Como disse a Dra. Juliana. E aí eu trago a responsabilidade. E agora o que que você vai fazer com isso? Uau! Vamos aplicar no nosso dia a dia, seja qual for a sua posição hoje, gente, líder, pai, amigo, influente ou alguém em ascensão, a forma como você lida com o poder pode impactar profundamente as pessoas ao seu redor. Lembre-se, poder não é uma ferramenta, não é um trono. Use com sabedoria, combinado? A gente agradece a sua audiência, a sua companhia, os nossos entrevistados, a nossa produção, a nossa equipe do grupo Mais Comunicação e amanhã o estúdio Câmara volta com um tema que divide opiniões e movimenta a sua casa. Isso mesmo, a gente vai falar de divisão de tarefas em casa. Quando o equilíbrio vira, desequilíbrio. Como identificar um parceiro ou parceira folgado? onde termina a parceria e começa a sobrecarga. Vamos abrir espaço para o debate e ouvir especialista e claro, ah, você faz parte do nosso dia a dia, então a gente quer saber como é que é aí na sua casa. Então, enquanto marcado, amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Não esqueça, meio-dia tem Câmara Notícia com informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole e a programação da TV Câmara Campinas bem informativa e diversificada para você que tá aí do outro lado da telinha. Beijo grande, fica com Deus, se cuida, toma cuidado com o poder, vamos manter o equilíbrio. Tudo de bom para você. Uma ótima terça-feira aos nossos convidados mais uma vez. Muito obrigada, gratidão. Beijo, gente. Valeu, fica com Deus e até amanhã, a partir das 8 da manhã com mais uma edição do Estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. เฮ [Música]