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Estúdio Câmara | O fascínio em ser influenciador: comportamento e aspectos jurídicos
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Estúdio Câmara | O fascínio em ser influenciador: comportamento e aspectos jurídicos

29 views Publicado 05/09/2025 HD · 58:14

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No Estúdio Câmara de hoje, vamos discutir um tema que mexe com o imaginário de milhões de pessoas: o fascínio em ser influenciador digital. ✨📱 Muitos jovens sonham em viver de internet — seja vendendo online, dando aulas ou exibindo um estilo de vida nas redes sociais. Mas até que ponto essa atividade é realmente sustentável? Qual o impacto psicológico quando a vida idealizada não corresponde à realidade? Além disso, o programa traz uma análise jurídica sobre os limites e responsabilidades desse mercado que movimenta bilhões. 👥 Convidados: Henrique Zalaf – advogado ⚖️ Ione Machareth – psicóloga 🧠 👉 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] [Aplausos] [Música] Olá, muito bom dia. Seja bem-vindo. Estamos começando mais uma edição do Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é sexta-feira, dia 5 de setembro, já em clima de seestou. E no programa de hoje vamos falar sobre um tema que desperta curiosidade e divide opiniões. Ser influenciador digital. Há alguns anos, quando se perguntava a um jovem o que ele gostaria de ser quando crescer, as respostas eram profissões como juiz, engenheiro, aeromoça, bombeiro. Alguns até sonhavam em ser jogador de futebol ou cantor. E hoje a cena mudou. Cada vez mais os jovens respondem, né? Quero ser influencer, quero ser youtuber. Uma pesquisa feita em 2002 pela startup e Infler e revelou que 75% dos jovens brasileiros sonhavam em ser influenciadores digitais. Isso em 2022. Os motivos. Hum. Para 75% era a vontade de inspirar outras pessoas, para 64% era o interesse financeiro. E esse desejo, gente, continua atual. Vamos falar sobre ser influenciador digital e você também pode participar com a gente. Manda sua mensagem através do nosso WhatsApp que já está aberto. Nossa produção já está conosco. E com você que tá aí do outro lado, o telefone tá na tela, 199729377. E aí, você já eh foi influenciado por um influenciador digital ou você é um influencer, né? Conta pra gente se deu certo. Eh, traz pra gente aí a sua experiência. Tá? Enquanto você vai mandando mensagem, a gente já vai atualizando algumas informações aqui de Campinas e daqui a pouquinho apresento os nossos entrevistados do programa de hoje. Hoje nós temos um advogado e também uma psicóloga para falar sobre influencer. Vamos lá. Campinas reforça combate ao Oedes a Egipte em 30 bairros e atualiza a vacinação contra a dengue. A Secretaria de Saúde aqui da cidade divulgou ontem a 35ª edição do Alerta Arboviroses 2025, que aponta 30 bairros onde as ações contra o Mosquito Egipte serão reforçadas. As medidas incluem controle de criadouros, nebolizações, mutirões e orientações às comunidades. A escolha das áreas é feita por técnicos de saúde com base na incidência de casos, densidade populacional e risco identificado em imóveis de difícil acesso. Entre os bairros contemplados, Atenção, Jardim Santana, Vila Nogueira, Parque São Quirino, Jardim Auréliia, Vila Francisca, Vila Régio, Jardim Novo Campos Elícios, Jardim do Lago, Parque Jambeiro e Jardim New York. Eh, entre outros, né? Você pode acessar daqui a pouquinho. Vou passar o site para você, para você saber se o seu bairro está nessa lista. Desde o início de 2025, já foram realizadas 940.000 visitas a imóveis, nebulização e mais de 190.000 residências. 11 mutirões, retirada de 39,4 toneladas de resíduos e também a capacitação de 137 lideranças comunitárias e treinamento de 300 servidores, uma força tarefa, né? E sem contar a vacinação. A vacinação contra a dengue começou em abril de 2024 e até o dia 31 de agosto deste ano foram vacinadas eh 47.496 47.496 pessoas. O imunizante está disponível em todos os centros de saúde da cidade, sem a necessidade de agendamento, mas claro, precisa levar aí o seu documento com foto e se tiver a caderneta de vacinação, tá bom? Então, acessa lá o site da Prefeitura de Campinas para você ver se o seu bairro está entre os bairros, né, que estão com maior incidência de dengue na cidade. Mais informações chegando para você. Agora a informação do legislativo. Projeto de lei propõe programa municipal para atendimento de pessoas com depressão aqui na cidade de Campinas. O projeto de lei é de autoria do vereador Vini Oliveira. Ele foi protocolado na Câmara. A proposta cria o programa municipal de atendimento obrigatório para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com depressão. Eh, o texto estabelece o modelo de cuidado contínuo na rede pública com acesso ao atendimento médico, psicólogo e psiquiátrico, tanto presencial quanto por telemedicina. Segundo parlamentar, milhares de campineiros convivem com sintomas depressivos sem receber diagnósticos ou tratamento adequado em tempo oportuno. O texto também prevê a instalação de telecabines em unidades de saúde, Cras, escolas e outros espaços públicos para garantir ao vídeoatendimento a quem não possui dispositivos ou internet. As teleconsultas deverão ocorrer em plataforma homologada, com prontuário eletrônico integrado, recursos de acessibilidade e proteção dos dados, conforme a LGPD. O projeto também determina a formação contínua dos profissionais de rede em depressão, manejo de crises, risco de suicídio e comunicação clínica em teleento. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada em duas votações no plenário e sancionada pelo prefeito. Muito bem, vamos com a previsão do tempo para o final de semana. Vamos lá, cestamos. O sol hoje tem predomínio, tem algumas nuvens, mas o dia fica maravilhoso. Mínima de 15, máxima de 31º nesta sexta-feira. Amanhã, sabadão, sol com algumas nuvens. À noite também é com muita nebulosidade, mas não chove, tá? Mínima de 16, máxima de 29º. Opa, máxima de 26. E domingo, domingo temos solas nuvens, também não chove. Mínima 16, máxima de 29º. Previsão do tempo para você para o final de semana. Agora sim, vamos à nossa introdução ao tema. Vamos à apresentação dos nossos convidados e a sua participação que tá aí do outro lado. Vamos lá. É comum, né, cada vez mais a gente ver jovens abandonando estudo, emprego para se dedicar integralmente à internet, buscando fama, buscando sucesso como influenciadores digitais. muitas vezes sem avaliar os riscos ou as consequências dessa decisão. Enquanto profissionais tradicionais eh parecem perder interesse, o universo digital se apresenta como uma promessa de ascensão social, riqueza, visibilidade. Mas será que esse caminho é tão simples assim? Vamos entender ou tentar entender sobre a vida do influencer, né? Para conversar com a gente sobre o tema. A gente recebe hoje pelo Zoom, direto de Foz do Iguaçu, a psicóloga Ione, eh, Marcharete. Seja muito bem-vinda, Dr. Ione. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Primeiro quero agradecer pelo convite. É um prazer estar aqui. O tema ele é super atual porque o digital virou uma extensão da vida, né? E sim, falar sobre esse tema tão atual é gratificante, né? como você colocou, o que é ser um influenciador, como que a gente define isso? Antigamente, na época dos nossos pais, eles falavam assim: "Não saia com essa pessoa porque ela não é uma boa influência para você". Hoje o digital virou um palco de reconhecimento, de identidade, mas isso também exige muita disciplina e também muito equilíbrio emocional. Maravilhosa, Ione. E agora para falar também sobre a questão jurídica de ser influência, porque tem responsabilidade sim, não é só pegar, falar e ir postando, não, gente. Então, para dar esse respaldo jurídico pra gente, recebemos com muita satisfação o advogado Henrique Zalaf. Seja muito bem-vindo, doutor. Bom dia. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia a pessoal que tá assistindo. Bom dia, doutora. Prazer táar aqui. Espero contribuir com o debate que naturalmente traz alguns alguns reflexos jurídicos bem relevantes, né? Estamos aqui para fazer as nossas observações sobre o tema. Obrigado. Muito bem. Time em campo, você aí do outro lado. Vamos lá. Os jovens sentem uma pressão enorme para alcançar sucesso e riqueza rapidamente. Muitos enxergam nas redes sociais um atalho para a fama. Ione, a gente começa com você. eh traz pra gente o ponto de vista psicológico. O que motiva esse desejo tão forte de ser um influenciador digital? Então, ser um influenciador é basicamente ter o poder para impactar a vida do outro, assim como nós falamos, né? Trazendo isso paraa nossa realidade antes da da internet, antes desse mundo digital, o que se ouvia dos pais era isso. É uma boa influência ou não é uma boa influência? Então tem sim essa preocupação. Isso significa o quê? Despertar identificação no outro. As pessoas se vem naquela figura, acaba assim seguindo seus exemplos e pode ser muito positivo isso quando eh inspira as boas práticas, mas também pode ser perigoso quando gera comparação. E isso quem vai poder nos explicar exatamente como é o doutor que está aí conosco, né? Então, na psicologia essa comparação gera muita ansiedade e por isso que junto com a influência vem sempre a responsabilidade, porque toda influência ela é um convite, ou para crescer ou para se perder. Uau! Muito bem, Dr. Henrique. Eh, o aspecto jurídico, né? Eh, esse desejo de empreender como influenciador pode trazer vantagens, né? Como que funciona a formalização? Como é que é essa questão jurídica para quem é influencer? Tem vantagens, mas também tem responsabilidades, ou seja, o ônus e o bônus. Claro, sem dúvida. Eh, eu acho que esse debate ele passou a a na nossa área, na área jurídica, ele teve uma relevância muito maior agora com esses últimos debates eh causados por um dos influenciadores, que é o comediante, acho que Felca, né? Isso. Uhum. Eh, e esse tema é o tema jurídico do momento, vamos dizer assim, tirando obviamente as questões políticas de lado que estão sempre evidência. Mas esse tema, o Felc comediante que fez uma uma denúncia muito relevante sobre a adultização e a exploração dos menores com relação à exposição em mídias sociais. A legislação ela é bastante clara, né? o Estatuto da Criança, do Adolescente, a própria LGPD, ela sempre outorga essa responsabilidade de decisão para os pais. Então, o que a gente precisa entender é juridicamente é em que ponto que esse comportamento eh dos pais e essa autorização dos pais é benéfica para os menores, né? O que a gente identifica, obviamente que existem influenciadores que são maiores de idade, consequentemente são pessoas extremamente responsáveis do ponto de vista jurídico, mas o que a gente precisa analisar é o comportamento dos influenciadores que são menores de idade. Eu acho que aí o debate ele precisa ser um debate muito mais profundo de até que ponto que esse pai e esse comportamento e esse nível de exposição é é bom paraa pessoa e para o contexto social na poa se insere, que naturalmente, como disse a doutora, eh, muito bem, isso cria uma certa de uma uma certa pressão social de performance, uma certa pressão social comparativa e isso juridic traz eh o seu as suas consequências juridicamente em termos de formalização, são os os contratos de patrocínio, eh são os contratos de publicidade que você tem num ambiente da TV, né? Então juridicamente o que a gente tem de novo é o a a facilidade de divulgação dessas mídias, né? Hoje todo mundo e sem querer me estender na resposta naturalmente, mas todo mundo tem lá o seu estúdio de TV. Exato, né? Hoje com um celular, com uma boa iluminação, com um bom microfone, a pessoa já consegue fazer a divulgação do trabalho ou do seu da sua atividade. Naturalmente você, além da, da exposição, você tem eh o alcance mais simples, né? Hoje você tem todos os dispositivos, então jurídic todos os dispositivos na sua mão. Então juridicamente os contratos eles seguem mais ou menos o modelo que você seguia na década de 50, da década de 60, de ouro da televisão. O que você tem hoje é uma amplitude de de acesso. Eu acho que esse é o grande ponto. Muito bem. Olha só, o sociólogo Renato Ortiz da Unicamp, ele tem uma frase que diz assim: "Ó, os influenciadores são prisioneiros de seus seguidores". Olha isso, né, Ione? Essa busca por curtidas e seguidores pode gerar uma ansiedade e até mesmo uma exaustão. De que forma isso afeta o comportamento dos jovens? Então, assim como bem colocado pelo doutor, existe a princípio aí uma ilusão desse dinheiro fácil, né? Mas não se pensa no que há por trás, principalmente juridicamente falando, né? Quem são esses patrocinadores também, o que o que ocorre aí por trás, né? Então, os jovens eles sonham porque eles buscam esse reconhecimento, eles buscam essa liberdade que é oferecida aí, né? Então, as curtidas elas funcionam muitas vezes como um aplauso moderno. Ah, estou em evidência, estou chamando atenção e é isso que eu quero. Mas nem sempre é bem assim, porque com essa mídia, com esse aparecer, eu também vou ter que assumir responsabilidade perante aquilo que eu verbalizo, perante aquilo que eu estou mostrando. Porque há aí um certo fascínio, né, que conecta aí essas duas necessidades, que seria o reconhecimento e também a liberdade. E que é uma ilusão, né, para eles, eles entendem, estou aparecendo, já é sucesso. E nem sempre é assim. Vem sim a por trás de tudo isso no emocional, ansiedade, muitas vezes a síndrome de Bornal, esse estress para alcançar. Eu preciso, eu preciso mais likes, eu preciso ser visto e não estou atingindo então a o excesso. Ah, me deram tantas curtidas nesse nesse aqui não tem. Então isso vai gerando uma dependência por esses aplausos. Sim, e que acarreta em muitos momentos a a medicação, porque eh será que eu estou dando conta, eu estou atingindo a expectativa do meu público? Aí em consequência disso, se não tem um equilíbrio emocional, como é que vai se lidar com isso? Então eu vejo também a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa e principalmente voltada para esse menor que é que está em mídia hoje, se é com apoio dos maiores que os cuidadores, né, quem está aí incentivando tudo isso, se há esse conhecimento de verdade ou se é mente, se é somente um interesse financeiro que está por trás. Então todas essas questões quando chega para nós em clínica, a gente percebe que é devastador. Pais que muitas vezes estão influenciando e nem sabe o que está acontecendo de fato por trás de tudo isso. E sim, desgaste emocional a gente percebe em todas as áreas, mas o como falar disso em relação às mídias, porque eu estou em evidência. E quando a gente fala em relação a estar mídia, o fascínio pelo dinheiro, essa essa prática exige assim uma formalização, que é como o doutor colocou para nós agora a pouco, o jurídico e o emocional eles estão caminhando juntos, só que eu vejo assim muito silêncio ainda em relação a esse aspecto, viu, Rúbia? Olha só, interessante a pontuação da doutora, né? A gente precisa falar mais sobre isso, né? na questão do jurídico e do emocional, né, doutor? Qual que é a sua avaliação sobre essa conexão aí? É, juridicamente eu acho que eh essas essa formalização de contratos e e a documentação, ela é sempre extremamente relevante, né? A gente trabalha justamente com isso. Eh, a gente tem uma, nesse ponto, a nossa legislação, ela é muito boa. Uhum. Ela é uma uma legislação bem avançada. Ela é uma legislação que protege realmente, que busca proteger. A gente tem uma legislação que é boa. É óbvio que a gente tem uma discussão hoje que é uma discussão muito relevante sobre a divulgação, a a regulamentação de redes sociais. E ela é uma discussão eh muito complexa, porque isso eh caminha junto com aspectos de censura. Então, esses são o esse é o grande contraponto. Agora, juridicamente, a legislação ela é muito boa. O Estatuto da Criança, do Adolescente, protege muito bem. O que a gente precisa é realmente é criar consciência nos pais, né, e propiciar meios de fiscalização também, né? Eu acho que nesse ponto o o estado ele ele tem que entrar no seu aspecto de fiscalização. Eh, a regulação, como eu disse, ela é uma regulação muito boa, muito avançada, que caminha muito em paralelo com os países mais desenvolvidos, né? Então, é uma legislação bem robusta. O que nós precisamos é também de informação eh para o público consumidor. Sim. eh, informação para as pessoas que estão usando as plataformas e no caso dos menores informação para os pais das consequências. Exato. Que naturalmente eh especialmente num país eh menos favorecido como o nosso, a a pressão por por recurso, por dinheiro, por é é muito grande, né? Então, a os pais, no caso dos menores, naturalmente os pais e os usuários, os consumidores dessas plataformas precisam estar muito cientes das consequências psicológicas, das consequências sociais de você consumir aquele produto. Exato. Agora, quando a gente fala de influenciador, né, eh tem as pessoas que estão influenciando, elas na verdade estão fazendo propaganda de algum produto, né, ou de alguma cultura, enfim. Aí quando é produto, ele não ele está promovendo produto, mas ele não deixa claro que esse conteúdo é patrocinado. Isso pode ser considerado eh publicidade enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor, né? ele, como é que funciona essa questão do código de defesa do consumidor para quem é influenciador e e vende alguma coisa e divulga algo, né? E hoje a gente, se você rolar lá o seu feed, tem muita coisa patrocinada e você não tem certeza se é realmente aquilo que você vai receber, né, se você adquirir aquele produto. Código de Defesa do Consumidor tem algo estipulado referente a esses produtos que são vendidos pelos influenciadores? Sem dúvida nenhuma, Rúber. Essa essa pergunta ela é ótima. Eh, a propaganda enganosa, a gente tem uma legislação de direito do consumo também muito boa. A propaganda enganosa é toda todo tipo de publicidade, de divulgação de produtos ou serviços que podem levar um consumidor a erro, tá? Então, contêm informações equivocadas, prometem soluções que não são efetivas, eh contém quantidades e e e benefícios que não se não se realizam, né? Então isso, a legislação, ela é bem uma legislação bem robusta, como eu tava dizendo. Eh, já existe dentro do CONAR, que é o Conselho Nacional de Propaganda, uma regulamentação que determina o seguinte: se aquele conteúdo que o influenciador está divulgando é um conteúdo patrocinado, o influenciador ele é obrigado a divulgar o patrocínio. Então, deixar muito explícito que aquele é um conteúdo publicitário, que aquele é um conteúdo patrocinado e que ele naturalmente está recebendo eh dinheiro para fazer aquela divulgação. O ponto é, e nesse sentido, quando o o o influenciador não divulga que o conteúdo é patrocinado, a legislação é clara de falar que ele responde no caso de uma propaganda ignosa. Então isso naturalmente é um risco para o influenciador, mais um risco para ele, especialmente ser um influenciador menor de idade, que não vai ter acesso a esse nível de informação. Eh, isso e esse é um alerta também para o público consumidor, né? Então, esse é um ponto que a legislação, como eu disse, já é uma legislação bastante clara e bastante sedimentada. O que a gente precisa é de informação para poder consumir aquele produto, aquele serviço com responsabilidade e fora que não são todos os influenciadores que têm esse nível de cuidado. Exato, né? Esse eu acho que é um ponto bastante bastante relevante, né? É muito importante a gente falar sobre essa questão também, né? Porque se você de repente pensa em ser um influenciador, você tem que estar atento ao código de defesa do consumidor. Agora, eh, Ione, por gentileza, vamos falar dos riscos que esse influenciador eh corre. Por quê? eh da na questão da da saúde mental, porque é uma pessoa que ela mostra algo, ela está sempre produzindo, ela está sempre performando e ninguém pensa como essa pessoa é realmente quando ela não está eh performando, quando ela está por trás dessa performance toda que é apresentada eh na nas redes sociais, né? Então, quais os riscos que essa pessoa que influencia, que é um influenciador digital, ela corre eh quando ela fica muito sobre a pressão social da entrega, né, de entregar? Então, na psicanálise, nós sabemos que buscamos reconhecimento e quando vem as curtidas, que são esses aplausos modernos aí, né? O que mais instiga ou o que motiva esse desejo também na busca de validação e também o pertencimento, por exemplo, a gente percebe lá, vamos imaginar um influenciador que ele está sempre mostrando aí você vai poder viajar, você vai poder ter belos carros e você tem, então isso vai gerando um desgaste porque ele ele percebe que ele está seguindo, ele está eh olhando aquilo que está sendo mostrado, mas dentro das expectativas dele, ele não está alcançando aquele patarm que está sendo oferecido. Então, sim, isso vai gerando muito desgaste e a pessoa entra em crise por crise de pânico, crise de ansiedade, chegando até uma depressão. Poxa vida. E como que faz para lidar com esse impacto psicológico, né? que muitas das vezes a gente nem imagina que aquela pessoa tão feliz, né, eh, que nos apresenta ali na nossa tela, ela está sofrendo. Como que essa pessoa faz para lidar com esse impacto psicológico dessa pressão? Então, buscando ajuda psicológica. E aí entra a fala que o doutor acabou de colocar em relação a esse apoio, a esse núcleo que o apoia, esses pais, esses responsáveis, em se tratando de caso de jovens, né, hoje que eu percebo que na mídia grandes influenciadores, não sei se é só impressão minha, mas o alvo tá sendo sempre mais nos jovens e principalmente as crianças aí, né? Então, sem uma estrutura psicológica com equilíbrio, é muito difícil dar conta, viu, Rúbia? É buscar ajuda terapêutica, é buscar também ajuda jurídica, porque se eu tenho um problema jurídico, eu com certeza vou estar abalada emocionalmente por não saber como lidar com isso, né? Então, caminhamos juntos. Sim, quando você entra num processo terapêutico em busca de essa comparação que eu estou fazendo, eh, isso é o real ou isso é o que sou o que eu estou idealizando? Então, existe uma diferença entre o que eu realmente é verdade. Quando esse influenciador traz uma fala, eles nos faz, ele ele tenta nos convencer de que aquilo é real. Por exemplo, as propagandas de emagrecimento rápido. Você compra o produto e você tá lá, não, não é bem assim. Ou então tô fazendo tudo isso que ele fala e não é bem assim. Então vem a frustração. Se eu não tenho um preparo emocional para lidar com isso, eu não vou dar conta. E é impressionante como as pessoas elas vão meio que no automático, né, doutor? Porque aí o que que acontece? Tá lá, é como ser um influencer, né? a pessoa começa, vou estudar como ser influencer, vou começar influenciar, daí cria um Instagram, enfim, um perfil em alguma rede social e começa a tentar buscar curtidas, curtidas, curtidas e vai e joga vídeo, joga vídeo e não dá certo e a pessoa acaba se frustrando e aí a pessoa acaba vendo também e eh essa questão, né, que tem muita fake, né, tem muito fake, tem muita gente que tem carrão que fala que em em um ano você consegue ser milionário. Então, a gente tem que prestar muita atenção em o que a gente consome, né? O influenciador digital, ele tem a necessidade de criar conteúdo de forma constante para manter engajamento, mas isso não significa que esse conteúdo é um conteúdo verídico, porque a gente tem casos que foram noticiados eh na mídia de eh influenciadores eh prometendo aí você comprar o carro dos seus sonhos em três meses. E aí, como é que faz quando a pessoa consome esse conteúdo? E aí isso não acontece. Existe a possibilidade de de mover um processo, de fazer alguma coisa? Isso funciona realmente? É muito moroso caso. Esse caso eu acho que ele tá no limite do que a gente consideraria como uma opinião. Uhum. Então, e nesse sentido, juridicamente, qualquer forma que você faz de regular isso, pode ser visto como uma censura. Então, o que a gente precisa é ter consciência daquele consumo, né? a gente sabe eh que a vida não é fácil, né? E a vida financeira não existem milagres, né? Não existem atalhos que são simples dentro de um, obviamente, de um contexto de legalidade. Então, eh eh esses influenciadores eh já foi muito divulgado, por exemplo, influenciadores que alugam dias em hotel só para e aí eles tiram vári eles têm várias mudas de roupa e e como se eles tivessem passando uma temporada, não, o cara ficou um dia lá, um período, ou o sujeito ele aluga um avião só para tirar foto, um avião privado só para tirar foto, como se ele tivesse voando ali num jato particular. Exato. Tudo isso obviamente é umação. Eh, no aspecto criminal, isso acho que pode trazer consequências eh de estelionato, eh, crimes de falsidade, falsidade ideológica. Isso naturalmente, eu acho que criminalmente tem um aspecto, mas você como consumidor, você não pode falar: "Olha, eu não, o sujeito enrique disse que enriqueceu em três meses adotando um método e não conseguir". que isso também ele ele caminha junto de um risco empresarial, de um risco de econômico que uma pessoa se submete. Então, nesse sentido, eu acho que fica um pouco complicado. Eu acho que o ponto mais relevante é eh você quando consome um determinado assunto eh você ter muita consciência de que aquilo naturalmente pode ser algo que seja uma encenação. É naturalmente que a gente tem os casos de exceção de pessoas que acendem de forma muito rápida, naturalmente você tem, mas esses casos são exatamente a exceção, a regra e viram notícia em veículos, aí sim veículos de mídia eh respeitados, né? Então, eh, mas são pontos muito fora da curva. A grande maioria das pessoas têm uma vida eh eh que é difícil, que tem as batalhas diárias, onde o sucesso ele é conquistado depois de muito suor, muito trabalho. Agora, eh deixa respondendo a sua pergunta, do ponto de vista criminal, a gente pode ter algumas consequências, mas não vai ser naturalmente aquele consumidor que que vai poder mover um processo ou algo nesse sentido, tá? É, eu pergunto isso porque a gente precisa estar atento o que a gente consome, né? Nem tudo que aparece é verídico, é realidade. Aí a pessoa de repente eh se sente injustiçada e vai procurar um recurso na esfera criminal, na esfera jurídica. Só que não é tão fácil assim, porque a gente é responsável pelas nossas ações. Agora, Ione, a ostentação de carros, mansões, viagens, né? Ela cria assim aquela imagem maravilhosa que todo mundo quer e tal, mas é um pouco distante da realidade, né? Mas o que que faz, o que que acontece na nossa mente? Eh, porque assim, eh, a gente percebe que quando as pessoas vem esses tipos de de anúncios, elas têm a tendência de consumir mais e mais e mais e querer mais e mais e mais. Então, eh, eu gostaria que você explicasse pra gente os dois lados. Eh, o que acontece na mente de quem produz esse tipo de anúncio e de quem consome, né? A gente tem uma resposta aí no nosso cérebro quando a gente consome, a gente tem aí uma uma resposta de de assim, vamos dizer, eh, positiva, de ânimo, de vai buscar, vamos lá, você consegue? Claro. Eh, exatamente, né? Então, é o comprar para É, você precisa ou é o comprar para pertencer? Uhum. Então, se determinada marca eu pertenço a determinado grupo. Se eu não tenho, eu estou sendo excluído. Então, implica isolamento, implica também a pertencimento. E a saúde mental do influenciador é o é é conta chave, porque se eu estou bem comigo, eu sei que não é uma determinada marca que vai mudar o meu estado de ânimo, ou seja, ah, é a marca tal, então eu sou bem visto. Então é você ter esse equilíbrio. Eu posso ter, eu posso consumir isso aqui, mas não é isso que vai determinar quem eu sou. Mas o influenciador, ele tem a tendência a te fazer comprar, consumir aquilo para você pertencer a determinado grupo, a determinadas situações. Então é o cuidado que nós precisamos ter. Se eu sei quem realmente eu sou, então eu sei, eu preciso disso para potencializar a minha autoimagem, eu preciso disso para melhorar quem realmente eu sou. Então, ter essa consciência quando nós estamos perante até um vídeo de, eu diria assim, de autoajuda, aquilo realmente é verdadeiro? Isso realmente me toca ou então eu preciso ter o carro da marca tal para eu realmente existir ou eu preciso ir para tal país para eu realmente ser essa pessoa? ou eu preciso emitir determinado comportamento para eu me sentir aceito. Isso fala muito do sujeito, né, e de quem o está influenciando. Então, se há esse espaço aí, se a pessoa não tem essa compreensão de como ela funciona e de do que ela precisa, claro, é uma presa fácil, é um alvo. Uau, verdade. Agora isso para nós adultos, né, que daí a gente aprende o autoconhecimento, a gente aprende a nos conhecer de verdade. Agora, Ian, quando uma criança, olha, eu acho que eu já perdi as contas, eu pergunto sempre, né? Ah, que que você quer ser quando você crescer? Hoje a resposta ela tá na ponta da língua. Eu quero ser influencer ou então eu quero ser youtuber. Gente, o que que tá acontecendo, né? Qual que é a a dica ou ensinamento que você que a psicologia que você pode repassar para os pais eh que tem aí a sua criança em casa e que a criança já responde assim com tanta eh certeza? Eu quero ser influencer. O que que a gente precisa fazer para poder virar a chavinha nessa cabecinha tão pequenininha que tá em desenvolvimento, hein, minha psicóloga? Então assim, eh, tudo é muito trabalhado. Às vezes não é só olhar aquele palco lindo, maravilhoso, que tá perfeito, porque a gente não sabe que está nos bastidores, tudo que se passa ali também. Então, sim, é instigante porque é visto, é o visual que tá sendo mostrado e é mostrado tudo lindo e maravilhoso, justamente para cativar, justamente para influenciar. Então, em relação a a esse consumo do que está sendo oferecido também, né? com a busca desse pertencer, eu estou entendendo que aquilo que está sendo mostrado ali é aquilo que eu quero. Mas será que realmente eu tenho condições para isso? Condições emocionais, condições, eu diria assim, legais, né? Eu estou consciente de tudo isso que está acontecendo? Então essa autoimagem que é mostrada, né, isso faz também, gera também isolamento e distorção de imagens, porque entra aí a comparação. Ah, mas eu estou fazendo tudo certo, olha lá, e é isso que eu quero ser. Mas é muito importante eh entender o quê? Eu quero ser, mas eu estou em condições. Está tudo certo. Emocionalmente eu dou conta disso. Legalmente eu estou respaldada. Caso possa vir qualquer intervenção aqui. Isso legalmente está correto? É isso mesmo. Então, antes de olhar para tudo isso que é tudo lindo, esse palco maravilhoso que é mostrado, é se questionar, né? É saber do seu potencial. Realmente é isso. Então eu vou experimentar, eu vou começar. De que forma que eu vou começar? Às vezes a pessoa começa na a quer ser um influenciador, já quer chegar, ai não, eu preciso chegar, eu quero quero tá no topo igual o que tá sendo mostrado, mas precisa se conhecer, né? Então saber aí o que que está gerando em mim. Há uma distorção de imagem? Eu realmente estou apta a exercer isso ou não estou? Então, buscar conhecimento também antes de só o quer, né? Porque é instigante, sim. É verdade. Agora, doutor, eh, nos casos dos influenciadores que fazem essas campanhas usando perfis de menores de idade, né? Qual que é a responsabilidade das marcas e os criadores de conteúdo, já que nós trouxemos essa semana eh também a questão da publicidade para a criança que ela é proibida no Brasil. E aí quando a gente fala de influenciadores, tem influenciadores que trabalham na linha infantil. E aí como é que fica a responsabilidade para essas pessoas? É no no que diz respeito às marcas, as marcas têm que eh se cercar dos cuidados que naturalmente envolve a o consentimento dos pais, ah, o entender se aquele produto é um produto que eventualmente cause danos. Humum. Aquele produto é um produto adequado, produto ou serviço, naturalmente. Sim, produto adequado para o consumo daquela faixa etária que hoje as marcas são muito movidas pelo capital reputacional, né? Então, as marcas naturalmente elas têm a sua preocupação de exposição, exposição negativa. Por outro lado, os pais são os responsáveis legais por aqueles menores. Eh, então eu resgato o que o Felka, esse comediante eh expôs ah, que foi um trabalho muito relevante. trouxe à luz uma discussão que tava ali a um pouco latente. Ah, e ele traz uma discussão justamente da responsabilidade dos pais sobre esses menores. E no final e do dia, o que a gente vê é que os pais efetivamente são os efetivos eh incentivadores dessa prática. Eles que colocam o menor nessa circunstância, que é uma circunstância de pressão, é uma circunstância de exposição, é uma circunstância onde o menor tá sempre compando e ele não tá preparado para aquilo, né? O estatuto da criança do adolescente, ela é uma lei muito boa que ela protege esse menor, que a gente precisa eh também como consumidor ficar atento quando nós percebemos que essa marca, que esse produto, que esse serviço está explorando, porque a gente começa a perceber alguns desvios de conduta, né? a gente consegue eh identificar quando a gente percebe que esse menor ele não tá tão eh protegido, ele não tá tão bem, ele não tá num ambiente adequado, né? Nós a gente identifica isso como consumidor, né? A gente tem essa característica, né? É importante, né? Estarmos sempre atentos agora 8:41. A produção tá me avisando, tem algumas perguntas, a gente eh já começa a atender você telespectador que participa com a gente todos os dias. a gente fica tão feliz porque a gente consegue eh trazer, né, eh convidados que compartilham com a gente informações precisas e telespectadores que eh têm a aquela vontade de aprender, né, e tem as dúvidas e a gente consegue sanar suas dúvidas. Então, muito obrigada pela sua participação. Produção, pode colocar pra gente aí as perguntas, né? Estamos aqui com advogado, com psicólogos para eh nos ensinar, para nos direcionar um caminho eh mais leve pra gente seguir no nosso dia a dia. Vamos lá, pode colocar na tela pra gente. Thiago Martins do Jardim Nova América. Na visão de vocês, serem influenciador é realmente um caminho de futuro ou pode virar uma ilusão para muita gente? Vamos direcionar então pra nossa psicóloga Ione, por favor. respondendo. Thago, Thaago. Então assim, eh, principalmente em relação às adolescentes, eu vejo que isso pode comprometer a identidade porque ele ainda está em desenvolvimento, né? E essa busca, eu diria, pela monetização rápida, isso também tem que ser analisado com conceitos éticos, né? Porque está sempre em busca de um enganjamento. Sim. A a eu vejo também um lado positivo de tudo isso, porque há pessoas que deram super certo, mas para esse dar super certo eu vejo que sempre estão respaldados, estão preparados. E que conteúdo é esse? O que está sendo oferecido? Isso implica em consequências? Quais são essas consequências, né? Então, a monetização rápida, às vezes ela pode desvalorizar a ética em favor de um enganjamento e que está sendo mostrado de uma forma que não seria também adequada, tanto emocionalmente quanto psicologicamente. Mas eu vejo sim que é possível se dar bem também como influenciador quando está respaldado. Exatamente. Eh, é assim a vida, né? tem um lado bom, tem um lado ruim e a gente precisa ter o autoconhecimento para saber como lidar e ter equilíbrio. E quando a gente fala de influenciador digital, é a mesma coisa. Agora 8:43. Pode mandar mais, produção? Vamos lá. Sexta-feira, hein, gente. Estamos falando de influenciadores digitais. Ociano Ferreira do Jardim Guanabara. Ser um influenciador usa a imagem de outra pessoa sem autorização. Ah, tá. Se um influenciador usa a imagem de uma pessoa sem autorização, essa pessoa pode pedir indenização, doutor? Sem dúvida nenhuma. Uau! Tá, a gente tem uma legislação hoje que é uma, também, repito, uma boa legislação chamada Lei Geral de Proteção de Dados. Uhum. H, que expõe que a imagem eh ela é um dado de natureza pessoal, portanto, ela faz parte ah do conjunto de direitos que uma pessoa tem. E sem dúvida nenhuma, se um influenciador usa a imagem sem autorização, sem dúvida nenhuma, isso pode gerar indenização, especialmente naquelas situações em que expõe uma pessoa num ambiente que ela não quis estar, num ambiente que não é o o o ambiente que ela gostaria de ser mostrado, porque isso expõe a intimidade, né? Então, sem dúvida nenhuma, olha aí, tá vendo? Um respaldo jurídico é tudo nessa vida, gente. Fique atento aí a à sua imagem, tá? A sua imagem pode e precisa ser preservada. Só que também cuidado com o que você expõe na rede social, né? Porque aí depois tem aquela questão do direito de de para retirar a imagem que tá na rede social e que demanda um tempo, que demanda eh muita informação, dinheiro também. A gente falou sobre isso, eh, custo, né? Então, gente, toma cuidado com o que você faz, tá certo? Vamos lá. É 8:45. Mais perguntas pra gente? Vamos lá. Quero ver quem tá conosco. Ah, Felipe Ramos, do Jardim eh Garcia. A cobrança de postar todo dia pode causar ansiedade ou até depressão em quem tenta viver de influenciar? Pois é, Ione, as pessoas estão mudando, né? tão parando com esse negócio de postar todo dia, além de causar um vício, né? Eh, a o Felipe pergunta se tem ansiedade ou depressão. Conta pra gente. Ah, sim. Porque a vida idealizada ela uma certa comparação e a comparação ela traz ansiedade, né? E com a ansiedade implica em outros fatores aí, como baixa autoestima até chegar um burnout. Se eu não estou atingindo aquela expectativa que eu almejei, sim. com certeza vai gerar patologias. Aí sim, e essa questão de de postar todos os dias, principalmente no history, eh eh eh o nosso cérebro cria uma certa dependência dessa postagem por conta da da dos likes. É mais ou menos isso que funciona, assim que funciona, né? Sim, sim. Eh, esse like é como eu falei no início, é o aplauso moderno. Estou sendo aceita. Então era muita ansiedade porque eu eu quero saber o que o meu público almeja e nem sempre é condizente com aquilo que eu realmente me identifico. Então, nesse caso, eu estou sempre em busca de agradar o outro, de agradar o outro, de agradar o outro, mas não estou obtendo o resultado que eu esperava. Olha aqui, não tem os likes que eu esperava. E aí gera frustração. Então, eh, dosar isso, a gente não tem controle. Então, por isso que é uma seara que eu diria, você precisa ter uma equipe para te ajudar, você precisa ter pessoas qualificadas para estarem junto com você. Mas hoje em dia, o fato de a gente ter um celular e alguns influenciadores falarem assim: "Não, simplesmente é só você estar ali que tá tudo certo". E não é assim. gera-se expectativa porque você quer pertencer, você quer ter sucesso. Implica também assim a monetização no seguinte aspecto. Se eu não recebi o tanto de likes que eu esperava, pessoas que não conseguem nem dormir, onde que eu preciso melhorar, o que que eu falei, onde é que está? E a pessoa acaba deixando de ser ela mesma, porque ela fica nessa comparação, eu preciso agradar o outro. esse público que me parece que eu não estou atingindo a quantidade de likes que eu precisava. Nossa, então ter essas dor, dá uma aflição até assim, né? Porque você fica, mas a pessoa não dorme pensando no outro, né? Eu preciso fazer, eu preciso fazer, eu preciso postar, eu preciso postar. É, é, é um negócio esquisito. Dá uma coisa ruim até de pensar numa situação dessa. Sim, gera muita ansiedade, muita ansiedade o nível de adrenalina. íssimo postol que é liberado, por quê? Ele fica obstado em ter que eh corresponder a expectativa do teu público. E nem sempre é como a gente espera, né? Como nem tudo na vida é. É isso mesmo, né? Tá vendo só, gente? Vamos dosar mais, né? Vamos lá. 8:48. Mais perguntas pra genteão. Vamos lá. Quem é que tá conosco? Uau! Rodrigo Nunes, o Taquaral. Um influenciador pode firmar contratos com várias marcas ao mesmo tempo ou isso pode gerar conflito jurídico e afetar a imagem dele no mercado? Vamos lá, doutor. Eh, juridicamente não existe nenhum impedimento, tá? Os os a gente pode naturalmente firmar contratos com várias marcas do mesmo segmento. Uhum. As marcas em si, elas têm esse cuidado, né? Eh, elas têm o cuidado de que se eu eh num determinado segmento eu só tenha uma espécie de uma exclusividade com o influenciador. Uhum. Então, eh, juridicamente, do ponto de vista do influenciador, nenhum problema. Do ponto de vista da marca, normalmente elas tomam esse cuidado negocial, tá? Então, as marcas exigem uma exclusividade, isso é normal do eh do setor, tá? Então isso é padrão. Ô doutor, agora esse negócio de ser influencer, né? Às vezes eh várias vezes assim a gente em algum momento de encontro e tal com pessoas eh da área da comunicação, você pergunta assim: "Ah, é tudo bem, tudo bem, que que você é, né? Qual a sua função? Tal, o que que você faz jornalismo?" Eu sou influencer. A função de influencer existe, ela tá regulamentada? Isso é uma profissão, porque às vezes você pergunta pra pessoa: "Que que você faz com sua profissão? Sou influencer." Não, nada contra. Tudo bem, tá certo. Você se você é influencer, você tem aquele dinamismo, aquela coisa assim, aquele carisma, né? E consegue captar e eh os likes aí e ter um retorno financeiro. Legal. Agora, a gente precisa explicar certinho que influencer não é uma profissão, não é uma profissão regulamentada. Isso, sem dúvida nenhuma. também, tá? É uma criação eh muito copiada dos países, principalmente dos Estados Unidos, né? eh, essas posturas, mas não é uma profissão eh que permitiria um registro, por exemplo, nada disso. E não tem nada que que assim já previsto que que eh para um caminho aí paraa regulamentação. Não, não, não. Existem projetos de lei que discutem muito o limite de conteúdo de uma rede social. teve um julgamento agora bastante relevante no STF sobre a responsabilidade da postagem, né, se as redes sociais eram eh eram juridicamente responsáveis pela postagem de conteúdo de terceiros, no caso um influencer. Então, o STF deu uma decisão bastante relevante, mas os projetos de lei, eles sempre são projetos muito discutidos justamente pelo receio da censura, né? O nosso país, ele é um país muito traumatizado pelo regime pelo regime de exceção lá da década de 60 até década de 80. Então, existe uma preocupação jurídica de regulamentar e colocar limites à liberdade de expressão. Perfeito, tá? Então, existe aí um uma discussão uma discussão jurídica bastante relevante. O que a gente precisa entender é como as ferramentas funcionam. Uhum. Muito bem. E essa é a discussão jurídica também bastante importante, né? Eh, quanto mais eu uso uma ferramenta de de uma mídia digital, quanto mais eu uso ela, mais eu impulsiono o algoritmo a induzir conteúdos da mesma mesma linha. Então, essa é a discussão que a gente precisava, é uma discussão relevante também pra gente. Excelente. Nós trouxemos aqui no programa semana passada sobre os algoritmos, né? é algo que a gente precisa entender e que ele está no nosso dia a dia, sempre esteve, mas agora eh está sendo falado cada vez mais e a gente precisa entender. E é isso que a gente traz no estúdio Câmara. A gente aprende todos os dias aqui, isso é maravilhoso. Agora, 8:53, mais perguntas, produção, pra gente, por favor. Vamos lá. A gente não consegue atender todo mundo, mas a gente fica muito feliz em saber que você tá aí do outro lado conosco. Eh, Camila Rocha do Jardim Chapadão. O que explica tanta gente seguirem influenciadores que nem trazem conteúdo útil e só mostram rotina e ostentação? Eita, Ione, nosso cérebro ele é meio estranho, né? Porque se não traz eh conteúdo útil, por que que a gente segue? O que que acontece? O que que explica? Então, vamos lá responder a Camila. Não tem conteúdo útil e a gente segue o que tá faltando aí. Todo excesso ele esconde uma falta. O que eu estou de fato em busca, né? Então a vida mostrada, ela é idealizada, mas se não tem conteúdo, o que que eu estou ali? Então o que que me falta? Entra aí a questão de equilíbrio. O que que eu estou em busca? Muitas vezes a gente tá no dia a dia, comigo também já aconteceu isso, você tá ali sem fazer nada, você tá assim, ó, um automático e às vezes você nem está se dando conta, nós acostumamos com as coisas tão rápida, porque tecnologia é isso, é rápido e nos passa essa sensação de, ah, dever cumprido, a cada passada que você dá ali, já realizei algo. Então o nosso cérebro é alimentado de dopamina que vai te satisfazendo, né? Então eu quero mais dopamina, mais dopamina, mais dopamina, mais dopamina, porque te dá uma falsa sensação de preenchimento. É isso, né? E a gente vive assim, precisamos estar atentos. Eu ultimamente ando deixando meu celular um pouquinho de lado, sabe? cuidando, porque a sensação que a gente tem, na verdade, é uma falsa sensação, né? Às vezes a pessoa quer ir treinar e ela não treina, ela fica vendo as pessoas treinar e ela tem uma sensação gostosa que parece que ela treinou. Gente do céu, o que é isso, né? Então, a gente precisa ficar atento também com esse rolar do feed infinito. E falando infinito, que é coisa da internet, a gente tem que falar infinito porque acabou o programa, fim finish e acabou a semana também. E eu só tenho mais aqui agradecer, né, nossa produção, nossa equipe, os nossos convidados da semana e a gente fecha a semana com chave de ouro, com essas duas pessoas que estão presentes aqui com a gente no estúdio, a Ione, né, nossa psicóloga que fala direto de Fos do Iguaçu, maravilhosa. Obrigada pela sua participação, considerações finais, gratidão sempre, minha querida. Obrigada. Muito obrigada. E gostaria de finalizar com a seguinte fala: toda a influência, ela é um convite, ou para crescer ou para se perder. Eu espero que todos se achem aí e não se percam. Ah, maravilhosa, né? Isso mesmo. Muito bom. E a gente agradece também esse direcionamento jurídico, né, que o nosso doutor trouxe pra gente. Muito obrigada, Dr. Henrique. Eu que agradeço. Foi uma alegria participar. Agradeço quem está nos assistindo, agradeço a produção e fica aqui a a reflexão, né? Eu acho que esse é um conteúdo bastante relevante paraa nossa sociedade. Agora, a gente precisa estar muito atentos. Ah, e eu fico alerta para pr pra população se conscientizar, né? Eu acho que esse e se informar ã sobre o tema que é o tema juridicamente do momento. Obrigado pela pela pelo convite. Foi bom. Imagina. A gente super agradece, né, a Ione e o Dr. Henrique. Lembrando, gente, o fascínio em ser influenciador está na independência e na visibilidade social, mas também traz responsabilidades sérias, tá? Emocionais, éticas e jurídicas. Gente, olha, eh, ansiedade, exposição e busca por perfeição. Preste atenção nisso. A linha jurídica, contratos, tributação, transferências, posts patrocinados, responsabilidade civil. Preste muita atenção também, as coisas não são tão simples e nem tão fáceis quanto parece. Lembre-se, a internet é não é tudo que você vê que é realidade. Então, fique atento no que você consome. A gente vai encerrando o nosso programa de hoje, agradecendo você pela audiência, pela companhia. Lembrando que daqui a pouquinho nós temos direto da nossa central IA de Informações a Íria, né? A ÍRA que traz informações do legislativo, informações aqui eh de Campinas, do estado de São Paulo, informações nacionais e internacionais também, cotação do dólar e muito mais para você. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo de Campinas e também da nossa metrópole. E eu quero falar para você que no final de semana a programação da TV Câmara Campinas está maravilhosa, com muitas estreias, tá imperdível os nossos programas e quadros produzidos com muito carinho por toda a nossa equipe aqui do grupo Mais. Então, desejo a você um ótimo final de semana, tudo de bom, descansa, respira, larga um pouquinho o celular, vai curtir a natureza e vai se autoencontrar. Faz uma reflexão com você, isso é maravilhoso, tá bom? E a gente se encontra na segunda-feira a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo para você. E segunda-feira, deixa eu lembrar aqui o que que nós vamos falar na segunda-feira. Ah, vamos lá. Então, um tema que preocupa os especialistas, que é, nossa, gente, um tema automedicação, gente, isso é muito importante a gente falar sobre isso, assim como todos os outros temas, mas a automedicação, gente, 77% dos brasileiros usaram remédios nos últimos 6 meses se automedicando. É, nós temos uma pesquisa que traz e fala sobre isso. Quase metade dessas pessoas faz isso pelo menos uma vez por mês, né? Então um hábito comum, mas que pode trazer riscos sérios à saúde. Então na segunda-feira a gente vai falar sobre automedicação. Fala para mim, você tem uma caixinha aí de primeiros socorros, né? E nessa caixinha tem medicamentos e medicamentos que não poderiam ter. Então a gente vai falar sobre a automedicação, as consequências, os riscos com profissionais especialistas nesse assunto na segunda-feira a partir das 8 da manhã. Agora sim, tô encerrando. Beijo grande. Fica com Deus. Bom final de semana. Um abraço para você. Se cuide, respira e solta. Tchau, tchau. Vai te fazer bem, acredite. [Música] [Música] Saímos aí. E agora, como
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