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[Música] О. Olá, muito bom dia para vocês. Estamos chegando com Estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é segunda-feira, dia 15 de setembro e hoje nós celebramos o Dia do Cliente, uma data que nos convida a refletir sobre o consumo consciente, o direito do consumidor e também sobre impactos, né, da compra compulsiva na vida das pessoas. E aí, você que tá aí do outro lado, muito bom dia, seja bem-vindo, vem participar conosco, mande a sua pergunta referente a eh direito do consumidor e também compra compulsiva. Quando você vai às compras, você compra sem parar compulsivamente. Isso te traz uma sensação de bem-estar? E aí quando você vai às compras, você tem alguma dúvida sobre qual é o seu direito? WhatsApp tá na tela, 199729377. Os nossos convidados já estão conosco aqui no estúdio. Eu vou repassar algumas atualizações e informações do legislativo, a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente faz a consideração inicial pra gente poder começar a falar sobre o dia do cliente, né, dia 15 de setembro. Vamos embora então a informação para você. A Comissão de Administração Pública da Câmara de Campinas realiza hoje às 4:30 da tarde a sétima reunião ordinária deste ano, que vai analisar pareceres de três projetos de lei. Entre os destaques está o parecer favorável ao projeto do vereador Igor Diego, que propõe a isenção de taxas de alvará para eventos beneficentes de entrada gratuita e sem fins lucrativos. Também serão apreciados pareceres sobre o projeto de lei ordinária 70 de 2023 referente ao uso de tecnologias de OCR em radares de velocidade e também o projeto de lei complementar 82 de 2023 sobre a criação de aba específica para pessoas com deficiência nos sites administração pública. A reunião é aberta ao público e acontece no plenário da Câmara. você está convidado a participar. E também no plenário da Câmara hoje nós temos a reunião ordinária. A reunião ordinária é a 54, né? E será votado em definitiva alguns projetos a partir das 18 horas, entre eles o projeto que autoriza a remissão de créditos tributários sobre imóveis particulares ocupados por núcleos urbanos informais destinados à regularização fundiária de interesse social. A proposta é de autoria do vereador Rodrigo da Farmadique e prevê o perdão de débitos de IPTU, taxas e contribuição de melhoria, facilitando a emissão de certidão de regularização fundiária e a titulação dos ocupantes. O projeto se apoia no Código Tributário Nacional, que autoriza a remissão de créditos por razões de interesse público, como justiça social. A sessão terá ainda outros itens da pauta, entre eles a doação de área da prefeitura para a Arquidiocese de Campinas, a alteração de lei sobre publicação do nome do autor em projetos aprovados, a concessão de títulos e diplomas honoríficos e denominação de praças e áreas públicas. A reunião será no plenário da Câmara, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manj 66, bairro Ponte Preta. transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo nosso canal no YouTube. Você digita lá TV Câmara Campinas e já estará conectado conosco. Você é convidado a participar. Muito bem, informação dada. Agora vamos à previsão do tempo. Vamos lá. Semana começou com tempo firme na região metropolitana de Campinas. Hoje o dia amanheceu com mínima de 14º e segue com predomínio de sol, poucas nuvens, nenhuma expectativa de chuva. A previsão aponta que as temperaturas devem subir ao longo do dia, atingindo máxima de 31º. Apesar da estabilidade de hoje, segunda-feira, a tendência é que o cenário mude nos próximos dias, com maior variação nas condições climáticas. As informações são do CPAGRE, Centro de Pesquisas Meteorológicas Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp. Muito bem, agora sim vamos ao nosso tema central. Hoje a gente vai discutir os direitos do consumidor e o impacto da compra compulsiva. Um comportamento que, segundo a Organização Mundial da Saúde, atinge cerca de 8% da população mundial, podendo gerar endividamento e problemas emocionais. Vamos entender o que é permitido, o que é abusivo e como a gente equilibra o consumo e a saúde mental com os nossos convidados. Apresento a vocês então a terapeuta que vai falar sobre compra compulsiva e como lidar com esse comportamento. Camila Manga, seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada. Um tema super importante, né? Hoje nós estamos falando sobre compras e o quanto isso pode ser uma grande armadilha pra gente. Uau, verdade. Vamos conversar também sobre os nossos direitos, o direito do consumidor com o Dr. Reginaldo Esarque. Ele é advogado, especialista em direito do consumidor. Então, já viu, né? Tem muita coisa boa hoje. Doutor, seja muito bem-vindo. Bom dia. Bom dia. Obrigado pela pela oportunidade de estar aqui falando e falar de um assunto que é muito importante, que é a questão dos direitos, os deveres também, porque não existem só direitos. Exato, né? Tem a a questão do consumidor, eh, é uma questão muito importante e acho que muitos não têm e a noção do direito que tem também, que acho que é uma coisa muito importante para ser conversada. Vamos lá então, né? Porque hoje é dia do cliente, celebrado todo o dia 15 de setembro e o dia de hoje é muito mais do que promoções e ofertas, né? É uma data criada para valorizar a relação entre marcas e consumidores. O Dia do cliente surgiu em 2003 pelo empresário gaúcho eh João Carlos Rego, inspirado no dia do consumidor, mas com um foco maior, unir comemoração, benefícios para os clientes e a conscientização sobre os direitos de quem consome. Então essa data ganhou destaque em todo o Brasil, no varejo físico e online também já faz parte do calendário de eventos comerciais com ênfase em relacionamento e fidelização. A gente começa falando com o Dr. Reginaldo porque muitas pessoas vem o dia do cliente apenas com uma oportunidade de promoções de descontos, mas eh como a gente falou e reforçou, essa data serve para reforçar os direitos do consumidor, né, doutor? Eh, quais os principais direitos? Os principais direitos que todos eh deveriam conhecer? Eu sou consumidor, eu fiz uma compra, eu tenho direito de troca, eh eu tenho um determinado prazo para que esse meu direito seja cumprido. Quais os principais direitos? Qual que é a sua avaliação sobre esse conceito do direito do consumidor e por que muita gente não usa isso? Sim. Eh, o consumidor ele tem eh essa questão do dos direitos dele. Eh, ele tem a questão, acho que primordial eh ser muito clara a a proposta de venda do produto. Uhum. Perfeito, né? A questão, essa questão eh o direito a a troca, de repente troca, troca é já entra numa outra seara, né? A troca você pode fazer troca do produto se eu troca mais ou menos. Mas a questão do produto, se você eh porque existem dois tipos, a compra eh presencial presencial e a compra através de de internet, telefone online, essa coisa e que é complicadíssima essa compra, porque diga-se de passagem, tem pessoas que t muito problema quando faz uma compra online, produto não chega, eh, não consegue contato com quem vendeu o produto, né? e e essa questão da da compra online, ela ela te eh ela protege o consumidor no sentido de que ele tem o prazo de 7 dias para desistir da compra, independente de ele querer eh independente de qualquer se esteja com o produto com problema, ele tem é o direito da desistência que entra um pouco na seara da compulsão. Sim. Ah, principalmente na internet, né? você compra por impulso e aí a hora que chega aquilo, hum, não quero isso não, não, não era, eu não queria isso aí. E aí entra a questão, aí você tem os 7 dias eh sem qualquer justificativa você falar: "Não quero produto". E aí gera o seu direito à devolução daquilo que você pagou. E inclusive frete, se houver eh te cobrou frete, você tem esse direito de ser restituído integralmente. Olha aí, ó, uma dica bem interessante para você. Eu não sabia que eu podia e eh desistir da compra assim, eh, comprei por compulsão, né? Dei uma olhadinha lá, enchi meu carrinho, comprei, aí depois chegou em casa, olhei: "Pxe, a vida, não preciso disso, vou devolver". Tá vendo só a importância de conhecer os nossos direitos? Agora, Camila, a gente sabe que o consumo pode trazer aí esse prazer imediato que a gente tá falando, mas algumas pessoas acabam comprando de forma compulsiva. Então, eh, quais os sinais que indicam pra gente que uma compra deixou de ser apenas um hábito saudável e se tornou o comportamento prejudicial? Esse negócio de encher carrinho eh já é um sinal de compra compulsiva, principalmente quando a gente vai comprar pela internet? A gente pode encher o carrinho. A questão é se a gente vai fazer a compra em si. Por que que a gente quer encher carrinho, hein? O prazer de clicar, porque quando a gente fala de dinheiro, a gente tá falando de poder, né? Então, a gente se sente um tanto poderoso com dinheiro na mão. E a facilidade de clicar, ela não gera aquela coisa, deixa eu pensar um pouquinho, que é quando a gente tá no shopping, a gente dá uma volta, a gente entra numa loja, fala assim: "Ah, vou dar uma volta e eu vou ver se faz sentido". Exato. Em geral, quando não é uma compra que a gente realmente precisa, a gente consegue dar uma volta e falar: "Bom, vou embora, não preciso daquilo". É, tenho mais um autocontrole, né? Exato. Agora, na compra online, se a gente pensar, foi tudo feito, encaixado para que a gente tenha um prazer imediato em rolar a tela, em clicar. Então, entre essa, esse clique e o prazer, ele é muito curtinho na na internet. Isso pode ser um gatilho pessoa e aí ela vai querer ter aquele prazer imediato. Então se a gente pensar em vício é um vício como outros, como drogas, com bebidas, não deixa de ser um vício. Então, a gente tem que olhar, a gente vai conseguir imaginar a pessoa que compra sem precisar, quando ela está trocando os pés pelas mãos, eh, quando ela para de avaliar aquilo que a sua família tem versus aquilo que eu preciso, começa a esconder, começa a gerar culpa, começam outros sentimentos, aí tá na hora de buscar uma ajuda de um profissional. A gente precisa encarar isso como saúde mental, sim. Não é só a compra, é o que gera depois disso. Olha aí, né? Eh, tem questões interessantes com relação a essa essa compra pela internet, né? Tem casos de amigos que assim, não tô no maior estresse, então vai pra internet, ele enche, mas ele enche o carrinho só para desestressar. Daí a pouco hora que ele encheu o carrinho, ele abandona e fala: "Não, não é nada disso mais calmo e agora vai". É, já fiz isso também. Mas aí você consegue pensar, né? A questão é isso. Você tem o tempo de pensar. A gente tem que dar o tempo. Se a gente faz de forma compulsiva sem pensar, a gente cai nessa armadilha. Então, pensar um pouquinho tá tudo bem da gente fazer encher carrinho. A questão é se isso acaba trocando às vezes um cuidado. Isso aí vira um grande problema. Eu acho que complementando essa essa questão da compra online Uhum. Eh, eu acho que você tem que procurar hoje eh sites eh grandes Uhum. Confiáveis. confiáveis, porque o que aparece de propaganda criminosa é porque o cara bota uma propaganda ali e some, desaparece, que é aquilo que você acabou de falar, você não tem mais, você compra, você paga aquele produto e você nunca mais vai ver. Realmente não tem como não tem como encontrar, né, doutor? Porque eh já tem tem pessoas que que contam que aconteceu o seguinte, comprou aí tá lá o site igualzinho o site oficial e e de repente assim é só um detalhe que que faz a diferença de um de um site pro outro, né? E que a gente nem percebe e aí faz a compra, faz o pagamento e não recebe produto. E aí na hora de entrar em contato, o site já não tá lá mais, o telefone já não é, já tá bloqueado no WhatsApp. também não existe o que fazer para poder recuperar isso. Difícil, né? É difícil. Difícil porque se é o sites, se são aqueles sites de de fraudadores, dificilmente, porque ele espelha, né, um site original que você eh você abre aquilo é uma loja grande, é idêntico. Assim, um detalhe que você deve prestar muita atenção sempre na compra online é no endereço em cima. Uhum. Normalmente em cima vai aparecer um endereço que não tem absolutamente nada a ver com a empresa que tá tá vendendo produto. Perfeito. Perfeito. Muito bom. É esse esse e e uma outra questão que você essa questão que você disse tem o que fazer. Hoje a discussão tá muito grande, né? Eu vou falar com relação ao consumidor sóito. A questão da regulamentação. Uhum. Da Bigtex. Sim. Isso. Hoje o judiciário já tá começando a reconhecer que a empresa que permite o anúncio fraudulento, ela responda junto, ela responda pelo dano que causou ao consumidor. E isso tá cada vez mais ganhando corpo. Uhum. Isso é muito importante, né? Eh, eh, porque se discute a coisa, ah, mas liberdades não, não, não é nesse sentido que eu tô dizendo, mas a questão da empresa, porque se ela permite alguém se se hospedar ali, Uhum. na sua página e essa pessoa comete crime, ela tem que responder, na minha ótica, ela tem que responder. Exato. Eu também, a gente já tá, teve casos que a gente já conseguiu resultados positivos com bancos. Outra questão, a as fraudes eh com relação a bancos Uhum. Eh, que eles entram em contato com você, manda fix. Isso. A gente tem já também já tivemos eh decisões favoráveis no sentido de o banco responde, por quê? O judiciário tá reconhecendo que ele tem que tomar cautela quando ele abre uma conta para alguém. Uhum. E essas contas são abertas para para cometimento de crime. Uhum. Perfeito. Só que tem existe alguém que abriu essa conta que que tá aí para cometer crime que abriu a conta, que recebeu na conta, que tá com o dinheiro na conta, o dinheiro que não é dele, que praticou um crime, que que eh e que não pode responder por ele. Por quê? se tem todo o caminho para encontrar essa pessoa. É, tem um procedimento hoje que você consegue fazer, obviamente que você não dificilmente você vai conseguir recuperar o dinheiro. Essa essa questão do do Pix, por exemplo, eh no Banco Central você tem um eu posso até pegar o link depois, eu não não peguei, mas é que você faz a reclamação. Uhum. E imediatamente eles fazem o bloqueio. Só que naquela conta e eh e eles são tão rápidos no processo que assim, você pagou aqui, já tem outro lá na outra ponta transferindo para um outro lugar ou sacando na boca do caixo. Então é é bem complexa essa questão. Então, se a gente parar para analisar, né, a gente vive na velocidade da luz agora com esse negócio de tecnologia e tal, e o judiciário precisa, precisa cada vez mais ter também essa agilidade, né? Porque as coisas vão acontecendo e às vezes a gente nem dá conta. E para aprovar uma lei é um pouco moroso, porque precisa passar por várias instâncias e aí até aprovar essa lei já tem outras e outras situações que inventaram e que vai ter que ter outra lei para aprovar. Então, o negócio é bem delicado. E quando a gente fala de direito do consumidor, olha só, de acordo eh eh com uma pesquisa eh Proamite da USP, eh aproximadamente 5% da população apresenta comportamento de compra compulsiva, sendo frequente em mulheres, né? Aí esse tipo de comportamento, ele pode eh gerar conflitos legais com empresas e com fornecedores. É o caso que o doutor falou aqui, trouxe aqui a questão que a gente pode devolver, né, a a o produto se a gente se a gente não quiser. Agora, como que a empresa ela vai se comportar mediante, doutor, essa minha postura para devolver o produto? A empresa, se ela não aceita a minha devolução, o que que eu devo fazer? Aí procurar os órgãos de defesa do consumidor, que eles eles eh eles são muito ativos. Uhum. Porque eles eh tentam intermediar essa negociação extrajudicial para que a coisa se resolva. E se na na se não se conseguir essa essa negociação, aí é procurar o poder judiciário. É por aí que tem que ser. Não tem outra forma, né? Tentativa. Não tem outra forma. É, é a tentativa essa judicial que é o caminho, eu sempre digo que é o caminho sempre melhor e mais curto, desde que as duas partes estejam eh bem intencionados e queiram resolver o problema. Bem intencionados. Muito bem. colocou e posicionou o doutor. Agora, Camila, além da compulsão emocional, tem fatores genéticos ou comportamentais que aumentam essa tendência de comprar de forma descontrolada? Tipo assim, a gente pode trazer algo que a gente aprendeu lá quando era pequenininho, né, com a nossa família ou a nossa família também pode ter algum alguma chave aí desse comportamento compulsivo e a gente traz isso pra vida atual. Sim, com certeza. Então, existem alguns estudos que dizem que entre o impulso e o prazer, algumas pessoas têm uma resposta curta. Isso pode favorecer essa compra compulsiva. Já no caso da nossa família ou de onde a gente veio, com certeza, né? A gente eh nós somos seres que têm uma socialização, a gente tá aprendendo pelo comportamento. Você já percebeu que às vezes você tá conversando com alguém, se você fica muito com essa pessoa, você começa a pegar o jeito dela? É verdade. Então, sem a gente perceber, a gente tá ali naquele jeitinho. De alguma forma a gente aprende sobre dinheiro, sobre valores, sobre o que é importante na vida ou não com essas pessoas. Então, no caso da compra também é um comportamento aprendido e a gente precisa ficar de olho porque não é porque a gente recebeu que a gente não pode questionar. Se tá fazendo mal para você, questione, isso é bom para mim ou não? Quando a gente é criança, a gente recebe uma mochilinha e nessa mochilinha tem ferramentas. Que ferramentas eu vou usar na minha vida adulta? Será que está me prejudicando? Será que está me dando benefícios? A gente precisa começar a pensar um pouquinho. Olha, pessoa aprender a poupar dinheiro, a juntar. Gente, hoje pela internet a gente consegue no próprio YouTube dicas práticas de quanto você pode guardar por por mês, o que que você pode fazer. Isso vai te ajudar a ter uma noção, né, de onde a gente pode ir melhorar, do que a gente pode fazer. Muito bem. Agora vamos falar de direitos do consumidor eh na hora de proteger. Rú, só só um detalhe, a questão do do, né, os s dias da devolução. Só só complementando, por favor, doutor. Eh, e na compra presencial, eh, você tem 30 dias para reclamar defeito no produto, tá? OK. Tá certo? Então, a a devolução em 7 dias, independente de qualquer justificativa. Eu não quero, devolva e você tem 30 dias quando você compra presencialmente presencialmente, eh, você tem para reclamar defeito no produto. E aí, aí tem aquela questão e 30, eh, é 30 dias, aí você, ele tem 30 dias para resolver seu problema. Ou ele resolve, ele conserta, ou ele te devolve o dinheiro, ou ele te dá um novo produto. Esse negócio de devolver dinheiro é uma das coisas que pega, porque eles não querem devolver o dinheiro, né? É, a maioria das vezes eu fica como crédito, né? obrigada a comprar de qualquer jeito. Exatamente. Mas, né, nós temos aí a opção de receber um outro produto, né, ou então comprar uma outra coisa aí que não seja o produto igual à aquele que deu o defeito. Mas lembrando que você tem o direito de receber seu dinheiro de volta, né, doutor? É importante a gente ressaltar isso, né? Também sim, sim. Desde se o produto apresentar defeito na compra presencial, você tem o direito. Se ele não se resolver. Exatamente. Muito bom. Porque você pode optar, se resolver o problema, ok, você pega de volta o produto, tranquilo. Se não, você tem a opção de receber um novo ou o seu dinheiro de voto. Gente, esse negócio de direito do consumidor é bem interessante, né? Eh, são muitos detalhezinhos assim que a gente nem se atenta, mas que são os nossos direitos, né? Agora, quando a gente fala em direito, a gente precisa lembrar das práticas abusivas, né, doutor? A publicidade enganosa, a venda casada, como é que faz, né? Como que a gente, qual que é o direito do consumidor mediante a uma publicidade que ela é enganosa, né? Eh, tá lá a publicidade tá vendendo 1 kg de banana, eu chego lá no supermercado e o a embalagem tem 800 g, um exemplo, né? Então, assim, eu posso reclamar a propaganda enganosa, como que eu vou eh entrar com um pedido de de reparação referente àilo que está na propaganda, mas que não está eh no no ambiente lá onde eu vou fazer a compra? Então, essas questões você tem que documentar muito bem. Ah, entendi. Então, por exemplo, fotografar Uhum. né? a propaganda e aí fotografar o produto que não corresponde a a ao que tá sendo anunciado. Eh, e a partir daí a gente entra naquela questão primeiro procurar os órgãos de defesa do consumidor para que te haja uma intermediação e uma resolução rápida. Se isso não ocorre, é procurar o poder judiciário. Com relação ao poder judiciário, posso dar uma, por favor? Eh, o poder judiciário, o consumidor às vezes ele fica preocupado que, ah, mas vai ter um custo muito alto isso para mim para fazer a é para para entrar com o processo. Eh, existe uma questão o seguinte, até 20 salários mínimos o consumidor ele pode reclamar diretamente, ele não precisa de advogados. Ah, muito bem. Uhum. Né? a partir de 25, ele precisa de um de um acompanhamento de um advogado. Uhum. Eh, ele vai até o ponto da reclamação. A reclamação é feita no poder judiciário. O judiciário intima a parte contrária que tá e aí se resolve, OK, se encerra aí ele recebe o dinheiro dele de volta ou recebe o produto que ele acabou não recebendo ou eh a partir daí vai ter uma audiência. E aí a audiência obrigatoriamente tem que ser acompanhado por um advogado. O que pode acontecer no no juizado? tem advogado eh que prestam serviços graciosamente. Aí o juiz nomeia um ali que que eles fazem plantão. É um sistema de plantão que você se inscreve na na OAB e você tem eh o sistema de plantão. se ele ter que participar de uma audiência, ele vai eh o juiz nomeia para aquele ato para instruir o processo, porque eh o consumidor por si não talvez não tenha o recurso o recurso eh para para poder fazer uma boa defesa ali, ouvir testemunha, o que perguntar, aquela coisa toda. Ex. É porque precisa ter uma expertise, né, do referente à questão à questão aí da lei, né? Então precisa sim de o auxílio de um advogado. Lembrando que o Procom também dá um auxílio bem legal, né? E e tem eh várias oportunidades para você entrar com o pedido e eh ser auxiliado pelo Procom também quando a gente fala do direito do consumidor. Agora vamos lá. Compra compulsiva, Camila. Compra compulsiva. Eh, como que é? feito o tratamento da compra compulsiva. Mas antes eu quero entender o que acontece no nosso cérebro quando a gente faz essa compra compulsivamente, compra sem parar, né? Sai para comprar e a gente recebe uma descarga de energia, a gente recebe uma sensação de bem-estar. Eu recebo quando eu vou comprar, mas eu não compro compulsivamente. Agora imagino uma pessoa que tem é um distúrbio. O que que é isso? É um vício, né? que é o vício é o prazer. Quando a gente fala até de rede social, a gente fala do celular, ele também gera prazer, né? Comida também gera prazer. Então, se a gente pensar, se a nossa vida ela não tiver com mínimo de prazer em outras coisas, a gente vai descarregar o nosso estress, a nossa falta de sono, a ansiedade nesse momento. E aí sem a gente perceber isso, vai raptando a gente, né, para esse lugar de única fonte de prazer. Como tá a sua rotina, né? um convite para você. Como tá sua rotina? Tá tudo bem? Tá passando por momentos difíceis na sua vida? É importante a gente avaliar agora dessa forma, porque o prazer da nossa vida, estar só num ponto é algo a ser olhado. O tratamento ele pode ser multidisciplinar, ou seja, a gente tem a terapia em si para te ajudar a lidar com essa falta de motivação, com esse estress, com esse transtorno que tá acontecendo com você. Às vezes a gente não tem eh com quem conversar. e a gente precisa organizar as nossas ideias. Então, por isso eu vejo a importância de fazer terapia. Outra questão que a gente vai fazendo uma parte mais comportamental é bom tirar o seu login de todos os acessos da internet, né? Tirar esse celular de você, não deixa nada registrado no cartão de crédito, evitar compras que você não pegue no dinheiro, né? Quando é palpável, quando a gente sente, é mais fácil da gente controlar. Não sei se vocês lembram quando a gente pegava dinheiro, R$ 50, a gente quando a gente troca parece que some o dinheiro. Não sei com vocês, mas comigo acontece esse fenômeno. Troca R$ 50 para você ver. Só que hoje tudo virou Pix, então a gente perdeu a mão literalmente do controle disso. Então tem uma questão comportamental. Se você tem uma compulsão, uma outra sugestão é que você vá acompanhado as compras e reconhecer. É um problema. Se você tá escondendo compras, se você sente culpa, frustração, mesmo depois de comprar, vamos pensar o seguinte, a gente vai ter o pico do prazer e depois a gente vai ter uma queda. Então ele sobe e depois ele desce. Quando ele desce, vai gerando uma sensação pior pra gente e a gente vai para dar uma melhorada, a gente vai lá e faz o quê? Compra de novo. Sim. Então a gente tá na pior e a gente vai subindo, a gente vai fazendo como se ondas. Então é importante que a gente olhe para isso. Então de saúde mental é importante cuidar da saúde física, eu falo beabá, arroz, feijão, é literalmente isso, cuida do sono, da alimentação, exercício físico, isso é importante. E essas questões comportamentais, porque sem essa tríade, sem esse triângulo, sem essa rede de apoio, vai ficar difícil da pessoa realmente sair desse momento que é delicado, né? E claro, as pessoas que convivem com essas pessoas que têm comportamento compulsivo, às vezes começam a zombar, a fazer bullying, ridicularizar. Isso só piora, porque a pessoa vai cada vez mais se afundando. E às vezes ela sai de um vício com as compras e de repente vai parar, por exemplo, no vício em bebidas. Às vezes ela só troca o vício. E o que a gente quer é que esse vício ele não seja a única fonte de prazer, né? Então ela precisa olhar para essa autoestima, ela precisa olhar para si, ela precisa entender quem ela é antes da gente começar a mexer nos comportamentos. É, eu acho que tem também essa questão do do compulsivo. Às vezes a as pessoas que estão do lado dela adoecem juntos também, né? É, também. Isso é bem comum. É bem comum. Então, quando a gente fala de alguém que tá com problema, a gente tem que falar do cuidador, de quem tá do lado, a família ou a rede de apoio. Ela às vezes também tá contaminada. Ela é um isso é uma dependência e uma codependência. Então, às vezes a gente trata família, então a gente tem que entender quem é a pessoa e qual o círculo que ela tá, exatamente, para que todo mundo possa ser beneficiado e ajudar a sair disso, né? Agora a gente analisa, né? Uma pessoa que tem aí essa compulsividade pelas compras, eh, a gente pode falar de endividamento, né? E o endividamento gera um outro estress. Exatamente. É sobre isso, né? Endividamento, o endividamento vai gerar outro stress. E aí o que que acontece? Vai influenciar a família. Então a gente pode ver que é um um ciclo vicioso e que vai envolvendo a todo mundo que tá por perto. Então a gente precisa ficar é um grande destruidor de lares, né? Se a gente se a gente pensar no sentido eh amplo da palavra, o dinheiro em si, ele pode ser o pilar que pode derrubar uma uma família. Por mais amor que você tenha, se você convive com alguém que tá desestruturado emocionalmente e financeiramente, às vezes faltam forças para motivar, para continuar ali. Então é muito importante a gente olhar para quem já está no endividamento é buscar também uma ajuda de um profissional que lida com finanças. Se você não sabe, não é porque você não sabe que você não pode aprender, né? A gente tem que ser humilde e falar: "Poxa, eu preciso de ajuda". Então vamos por partes, vamos fazer devagarzinho, vamos cuidar da saúde mental, entender que emoções eu sinto, se eu tô me sentindo mal comigo mesmo. Primeiro isso, depois a gente vai pelos outros caminhos, consigo negociar essa dívida, consigo cortar o cartão de crédito, depois eu vou numa parte aí que eu posso eh pedir uma ajuda financeira, pedir uma ajuda de um advogado para me ajudar a lidar com tudo isso, ter uma uma melhor orientação. A gente não precisa saber tudo, mas a gente pode ter o telefone de quem sabe. Maravilho, tendo o telefone só dar uma ligadinha. Alô, produção. E a gente só acrescentando eh eh hoje tem o judiciário abarca essa questão também do do super endividamento, que é a insolvência civil. Você pode pedir a insolvência civil desde que Mas aí tem que ter o reconhecimento, né? Olha, eu não posso não não tenho mais condições de gerir a minha vida financeira. Sim. E entra é como se fosse uma empresa, só que é na pessoa física. Olha isso. Isso é interessante também. Então, insolvência civil chama insolvência civil. Uhum. Você entra com pedido, você eh eh óbvio, você vai pedir, você vai apresentar a sua vida financeira ali, mas você vai abrir tudo que você tem, todo o seu endividamento, vai apresentar pro juiz e o juiz ele vai deferir ou não o seu pedido. E aí, como que vai ser feito? Cessam as as a as cobranças ostensivas e vai se fazer um plano para que você pague todas suas dívidas. Interessante, né? Porque essas cobranças que que a gente recebe pelo celular, eu falo a gente porque olha só, a conta de telefone, se você atrasa a conta de telefone dois dias já, gente, é um monte de ligação atrás do outro, da outra, é um monte de mensagem uma atrás da outra e acaba ah deixando você numa sensação ruim, né? Isso eu tô falando de uma simples conta do celular. De repente você esqueceu, de repente não deu para pagar e aí você vai pagar o negócio, entendeu? Mas eh essa pressão para que se pague, ela é muita, né? Isso. Uma continha de celular aqui. Agora a pessoa que deve bastante, que entrou numa compra compulsiva, entrou nesse ciclo vicioso, ela tá recebendo ligação, ligação, ligação, a saúde mental dessa pessoa, ela vai pro ralo. Doutor, essa questão de de ligações, de mensagens, eh já tem algo na justiça que proíbe esse tipo de situação? Quando a gente tá recebendo, recebendo, recebendo, o que que a gente pode fazer? A gente precisa guardar eh gravar essas ligações e entrar com o processo de quê? Como fala, o que que eu vou? Eu vou chegar eh eh pro meu advogado e vou falar: "Olha, ou então, né, na OAB, ou então atendimento gratuito, enfim, como que eu posso falar que eu preciso entrar com um processo? Como se chama esse processo? Quais são os caminhos que eu devo seguir?" Então, a questão da da ostensividade na cobrança também, ela é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. O que qual o procedimento você deve fazer? Eh, o celular normalmente ele registra isso. Você vai printando tudo isso e fala: "Olha, eu tô sendo incomodado ostensivamente e você vai apresentar. a gente eh a gente teve um processo recente de ligação de de empresa oferecendo eh revista. Nossa, um caso lá Aham. No escritório. E aí e a pessoa me tira do cadastro, eu não quero, não quero, não quero, não quero. E eles, eles absolutamente não fazem nada. E aí o que que acontece? Ele foi, printou tudo e entrou com uma ação. Ele recebeu uma indenização por perturbação. Ótimo. Porque assim, é diferente agora é diferente um pouco porque é a chatice, né? Vamos dizer, é o incômodo de você tá em qualquer lugar e o telefone tá tocando em qualquer momento. É, não tem hora, não tem dia. E essa aí também é é fazer é o mesmo processo, não te dá o direito de me perturbar eu estar devendo para você. Então essa essas cobranças elas podem ser realizadas em horário comercial, ela elas ela elas podem ser realizadas só no comercial, mas não ostensivamente. Exatamente. Entendi. Ostensivamente é aquela ligação parar, né? Sem parar. Fica o dia inteiro te ligando. Liga, liga, liga, liga, liga, liga para perturbar mesmo. Isso é vedado também. E a atormenta a nossa saúde mental, não é? Com certeza. Agora imagina se a gente nunca passou por um problema financeiro. Passei por um problema e agora nesse momento eu acabei devendo. Imagina como se sentir de repente até humilhada a pessoa, né? Desvalorizada, porque eu nunca devi na minha vida. Agora eu tô passando por isso. Então também entra o essa impotência de falar: "Poxa, que mal". E aí a empresa continua fazendo isso, só piora. ao invés de melhorar, impulsionar a pessoa para acabar com isso, acaba prejudicando. É, exatamente. Quem nunca, né? Quem nunca esqueceu, quem não deu tempo ou não tinha dinheiro hoje, amanhã você vai pagar, né? É importante a gente cuidar da nossa saúde financeira, mas um momento ou outro pode ser que aconteça alguma alguma situação e que você precisa recuar, mas a gente precisa entender que é nosso dever pagar a dívida, mas também o nosso direito que a gente não seja importunado o tempo todo, né? Porque senão você não tem nem ã cabeça para se alinhar, para trabalhar, para poder resolver o problema, que é pagar a dívida, não é? Agora, doutor, cliente sempre tem razão. Em tese, vale essa? Vai ler essa resposta aqui, hein? Ele tem, ele tem os seus direitos, mas ele tem que fazer a parte dele. Qual é a nossa parte? A parte é tratar com lealdade e boa fé a relação de consumo. O que é, por exemplo, você compra um produto, você danifica ele, porque isso acontece muito. Aham. Você danificar o produto e voltar pro vendedor e dizer: "Alha, tá quebrado". Poxa, aí também não, né? Ajude uma fé. É. Outra questão é prestar informação correta, cadastral, que é é seu nome completo, documento, endereço, isso tudo é importante. Então isso é dever do consumidor. Perfeito, né? Não é não é simplesmente a a questão de só ter direitos, ele tem os deveres dele também, né? Eu acho que é é a boa fé na relação é o que pega mais na nessa questão do dos deveres. Perfeito. E quando a gente vai comprar, doutora, e até em contratos, né, também ou em compras, enfim, aquelas famosas letrinhas pequenininhas. Então, esse aí é o famoso contrato de adesão. Uhum. Contrato de adesão é aquele contrato em que você não pode discutir cláusulas. Poxa vida. E aí, e aí onde fica meu direito? Pois é, aí o seu direito vai, provavelmente, se tiver problema, é o judiciário que vai decidir, porque aí são eh pode ter cláusulas abusivas dentro desse contrato e e aí ou seguindo aquele caminho, né, órgão defesa do consumidor para tentar resolver essa judicialmente ou na pior das hipóteses ir pro judiciário. é complexa. Isso acontece muito esse esse contrato com aquelas letrinhas. Mas hoje hoje tem alguns cuidados que o que o vendedor toma Uhum. que nas cláusulas mais eh sérias do contrato, você ele coloca para você assinar do lado da cláusula que você está ciente daquela situação. Uhum. Uhum. Isso é importante. E agora a cláusula abusiva dentro de um contrato, ela é nula. Então ela é desconsiderada na discussão judicial. Muito bem. É importante essa junção, né? Eh, do direito, da da terapia, do entendimento, do conhecimento, pra gente ter uma vida mais leve, mais saudável, porque ninguém merece perder o sono por conta de dívida. Hoje é dia do cliente, a gente tá aqui falando do seu direito, a gente tá aqui falando de compra compulsiva, né? Quem nunca? De repente você gosta de comprar, tem gente que fala assim: "Ah, eu preciso comprar hoje, vou sair para comprar, né?" Ou não pode ver uma plaquinha de tá na promoção, uma promoção, compre um, três, né? É muito bom. E às vezes a gente tem que fazer uma avaliação se eu preciso ou eu quero. É necessidade ou é uma vontade. Se não for uma necessidade, a gente pode deixar para um outro mês. A gente pode fazer uma outra compra de repente, né? Por isso que a gente fala de eh ver as outras fontes de prazer da vida, porque eu posso às vezes descarregar essa vontade que eu tô, essa adrenalina em outros momentos. É uma corrida. Vai correr, dá uma volta no quarteirão que vai te ajudar a pensar. Muito bom. Agora, doutor, quando a gente fala de promoção, tem aquelas famosas promoções que a gente não que tá escrito assim, eh, que não troca, né? Eh, é. Então, e aí isso pode acontecer ou continua valendo o direito da troca? Então, a troca eh nessa nesses casos, se ele diz que não há troca, Aham. Não há troca. A troca e isso tá tem que tá claro na propaganda. Perfeito. Perfeito. Mas se o produto apresentar problema, aí ele entra na regra geral. Entendi. Se você comunica que tem problema, o produto, ele vai tentar consertar e aí entra na questão ou te dá um novo produto ou você eh recebe seu dinheiro de volta. Então, essa regra de não há troca vale se o produto está em boas condições. Agora, se não há troca, mas eu compro um produto, chego em casa, vejo que o produto não está em perfeitas condições, eu posso levar lá e a troca sim, né? Sim. Sim. Uhum. Desde que ele não apresente. Aí entra aquela segunda questão da da da boa fé na relação, né? Porque você pode comprar o produto, ele tá em perfeito estado, você no meio do caminho você derruba, quebra e aí você chega em casa, não vai funcionar, aí você volta, olha, veio quebrado o produto. Então é é uma relação, eu acho que tem que ter boa fé, né? É algo que que a gente precisa ter, né? E e o tempoade, é lealdade, passa o tempo que for, mas a boa fé ela continua, faz parte do ser humano. A gente tem que ter noção das coisas. Sim, absolutosé. A 851 não falei que passava rápido? A gente tá aqui batendo passou voando, o pessoal tá participando. Ô produção, pode colocar aí a a as perguntas dos nossos telespectadores, senão eu vou me alongar mais aqui. A gente vai até 9:5, daqui a pouco tem que entregar. Vamos lá. A Priscila Gomes do Jardim Flamboian, por ato de comprar, comprar, olha, comprar cebolinha aqui. Por que o ato de comprar gera tanta dopamina? E pode se tornar uma espécie de vício semelhante a jogos e apostas. Nosso cérebrinho adora, né, também? Ele gosta, ele a gente gosta da recompensa, né? O nosso cérebro gosta de recompensa. Existem estudos com os ratinhos que aí você deixa ali, se ele for recompensado, ele pega de volta. Olha aí. Então a gente também tem essa função instintiva de, ah, olha, se eu fizer isso, eu ganho aquilo. É igual aquela coisa assim, se eu comer tudo, eu ganho a sobremesa. A gente pensa na recompensa. Então, tanto quanto os jogos de azar, tanto quanto a a comida, as compras também entram nessa mesma questão. Agora, existe uma questão que é o vício em dopamina, que é o que talvez a nossa sociedade esteja vivendo agora, né? Tudo muito rápido, tudo muito a pronta entrega, a gente não tem paciência de esperar, o nosso cérebro viciou a ser tudo rápido demais. Então, momentos que podem gerar e baixo de dopamina são leitura, contato com a natureza. Isso vai trazendo de volta a gente pro tempo de espera real. O tempo de espera ele é importante pro nosso cérebro fazer em outras funções. A gente dá uma espaçada para receber um pouco de dopamina, né? E ela é viciante, é igual usar celular. Todo mundo é viciado, então a gente tem que tirar um pouquinho o celular da mão. É isso mesmo. Vamos trocar aí eh a recepção de dopamina, né? Que seja de uma outra forma. A gente precisa aprender a substituir as coisas na vida. Vamos lá. 8:53. Mais uma pergunta, por favor, produção. Vamos lá. A Patrícia Santos do Cambuí. Qual a responsabilidade legal? Ah, boa. dos influenciadores digitais que divulgam produtos e depois se mostram defeituosos ou ou fraudulentos. E aí, doutor? Influenciador digital, aquela pessoa que vende produto, influenciador, divulga o produto, aí eu vou lá e compro o produto. E não é o que o o influenciador divulgou. Aí fica um pouquinho diferente daquilo que eu perguntei pro senhor, que eu falei sobre eh a publicidade, mas publicidade eh eh de agência de publicidade, publicidade grande. Agora, quando é de influenciador digital, vamos lá, tô vendendo uma roupa, é a melhor roupa do mundo e tal, aí você vai lá e compra quando você pega aquilo na mão, não é aquilo que você pensava, não é aquilo que eu falei. De quem é essa responsabilidade? Então aí nós temos a seguinte questão, o influenciador ele recebe para fazer esse tipo de de alguma marca de alguma loja de alguém, né? Sim. Ele recebe. Então no meu entendimento, ele responde junto com o o a empresa que vendeu o produto. Perfeito. Ele responde porque ele é ele é o o vendedor, né? É, ele é a mola propulsora aí da da que ele trabalha muito a coisa da compulsão, o influencer, né? Porque ele fala, fala fala fala fala. Na verdade tem um mostra aquela coisa, aquele mundo maravilhoso que não existe, né? Na hora que ele tá vendendo produtem imaginava que precisava do negócio e até a pessoa dizer que a gente precisava. Exatamente. Eles têm um eles têm um poder sobre o público deles de persuasão magnífico. Sim. É muito bom. É muito bom. É muito complexo e a gente precisa estar atento isso. Acho que influenciador é um um Eu acho não é um bom. Influencia mesmo, né? Não é influencia. E tem que tomar cuidado, tem que tomar muito cuidado com o infenciador. Muito cuidado. Acho que de repente a pessoa tá vendendo um produto que nem ela usa, né? E ela tá vendendo. E ela tá vendendo porque faz parte do trabalho dela e influenciar faz parte. Agora depende de você se deixar ser influenciado ou não. O golpe tá aí. Vou cair se eu quiser. A gente tem que tá muito atento. Exatamente. A gente tem que ter aí um pouco de de calma, né? Calma. Calma, muita calma nessa hora. processar, né? Isso a gente processar só vai na ó na railidade. Vamos e vamos e vamos e vamos. Quando você vê, você fez uma coisa, você fala: "Poxa vida, olha o que que eu fiz aí vai querer culpar o influenciador também não é assim, né? A gente precisa, na verdade, o movimento vai partir da gente." Qual que é a nossa parcela de responsabilidade sobre isso? a gente é responsável pelas nossas escolhas. A gente não pode também transferir culpa da loja, culpa do influenciador. O que eu tô fazendo com o meu raciocínio, se você tem uma vontade de comprar o tempo todo, você consegue dar 10 a 15 minutos longe daquilo, você consegue dar uma pausa, você consegue sair daquilo. Se você der tempo pro seu cérebro, ele vai se reorganizar. Olha aí, tá vendo? Isso vai te ajudar. Agora, se você fizer instantaneamente, aí não é um bom negócio. Agora, tem uma outra questão. Se você já deixa lá no seu celular todas as senhas do cartão direitinho, você não precisa nem digitarm, se você tem zero trabalho, a chance de você clicar e comprar é muito maior. Então, a gente é responsável por isso também. Então, avaliem. Se for algo que você tá passando por um momento como esse, então começa a tirar tudo da sua vista, seja realista, né? E responsável, sim. Consigo e com os outros. Exatamente. Verdade. Eu acho que tem tem uma uma dica interessante que eu tava pensando aqui, essa compra por internet com cartão de crédito. Aham. Hoje tem um dispositivo em todos os bancos que você cria um cartão virtual. Tem. E tem cartão virtual. Eu acho que todos os bancos, eu não sei, o meu tem, mas eu acho que todos t. Hoje você cria o cartão para exclusivamente para fazer aquela compa Ah, muito bem. Então, se seu dado vazar, ninguém vai conseguir hum fazer outra compra, porque aquele cartão só vale para aquela compra. Uhum. Isso é muito importante e é uma segurança também pro pro consumidor. Eu acho que é uma uma dica importante. Uma dica legal e dá para usar com a gente assim, é só uma compra e fim. E acabou. Acabou. Você pode criar tantos quantos você quiser. Exato. Então, cri, mas sempre para compra única. Aham. Cria um cartão virtual aí uma vez cada três meses uma compra e é só aquela compra que ela e acabou, né? E acabou. Gente, esse negócio é sério demais, né? A a sensação de bem-estar, essa dopamina, essa coisa maravilhosa que a gente tem de comprar, mas a gente precisa eh eh olhar o outro lado, né? O endividamento, a saúde mental, né? a questão jurídica também, porque daí é uma bola de neve, né? Você eh compra, compra, compra e você não para de comprar nunca. Det tem aquela questão ah de tanto comprar, você acaba acumulando coisas que você nem sabe para quê. Aí vem essa parte, um outro problema, vem a parte do endividamento, né? E e vem a saúde mental de toda a família. Então é importante a gente conversar sobre isso e quebrar esse tabu, né? É, é, pode acontecer, importante a gente saber como recorrer a aos profissionais quando isso acontece. Então é isso. Agora 8:59. Mais uma só, produção, só mais uma, tá bom? Daí a gente já encerra. Dá para ser, por favor. Então vamos lá. Vamos lá. Gustavo Martins do Jardim São Gabriel. A compra por impulso pode transformar em uma fuga emocional para lidar com estress, frustração, até solidão? Ah, responde pra gente, Gabriela. Ah, com certeza. Gustavo, certeza. Tá estressado. Vamos comprar. Tá estressado. Então, por isso que é importante a gente avaliar como é que tá a nossa vida no momento. Tô passando por momentos delicados, eu preciso eh fugir um pouquinho dessa realidade, mas fugir para onde se às vezes tá acontecendo dentro da gente? Fugir para onde e de onde, né? É, tá fugindo de você mesmo. De você mesmo. Por isso a importância do autoconhecimento, né? E não é frescura, saúde mental. é algo que se fala muito, nunca se falou tanto na sociedade sobre saúde mental e, infelizmente, algumas brincadeiras sobre quem toma remédio ou não ou quem ousa o serviço público, isso faz com que as pessoas também tenham um tabu de procurar ajuda. E na terapia a gente não vai para falar só de problema, a gente vai ajudar a pessoa a reorganizar alguns pensamentos. E pensamentos não são a pessoa, são só pensamentos. Então, não é porque a gente tá passando por isso que a gente é uma péssima pessoa ou porque eh alguém desvalorizou a gente. Não é isso. São momentos de vida. Eu brinco que é o único momento que a nossa linha ela é única. Infelizmente é quando a gente morre. Então a vida é cheia de altos e baixos. Sim. Então a gente tem que aproveitar esses momentos para trabalhar o que a gente tem de melhor e busque ajuda. Tá passando por momentos de frustração, tédio, solidão, nada melhor do que você também fazer a sua parte e buscar ajuda. Exatamente. É porque consumir é uma parte da nossa vida, mas informação é o nosso melhor aliado, né? Conhecer os direitos, evita prejuízos. E no lado pessoal a gente tem que refletir, igual a Camila disse, eu preciso disso, né? ou eu só tô dando mais dopamina para o meu cérebro. Importante a gente pensar. Bom, eh, 91, precisamos entregar, né? Então, tá certo. Eu quero agradecer a sua presença, Camila. Obrigada pela sua participação. Nosso bate-papo acho que foi bem legal. A gente conseguiu trazer aí alguns pontos, né? Eh, bem importantes quando a gente fala eh da compra compulsiva, do direito e também do dia do cliente. Obrigada. Agradeço. Maravilha, doutora. Grata, grata mesmo pela sua participação. Obrigada pela sua presença com a gente aqui. É sempre importante a gente saber eh que nós temos a justiça do nosso lado também, né? E aí, assim como é eh natural, nós temos como cliente os nossos direitos e os nossos deveres, mas para fazer valer aí os nossos direitos, a gente precisa ter o conhecimento. É isso que o senhor trouxe pra gente hoje, é isso que vocês eh eh trazem pra gente e e todas as vezes que a gente vai buscar aí um apoio, um auxílio jurídico. Então, muito obrigada pela sua participação. Deixa aí uma dica para os nossos clientes, telespectadores que estão nos ouvindo e hoje de repente vão aproveitar uma promoção que está lá na vitrine da loja. Com todo cuidado. A prom, mas eu que agradeço a oportunidade de falar. É, é minha primeira incursão. Aham. Sim. Gostei muito, achei muito bacana. Acho que foi super legal poder passar um pouco de do conhecimento, né? Eu acho que é é é um é uma gama muito grande, mas é o que a Camila falou, é a questão de respirar. Exato, né? antes de fazer a compra, é tomar todos os cuidados, é ler. Ler é muito importante a leitura da promoção, porque às vezes em letras garrafais ela diz e embaixo ela tá dizendo as exceções. E isso vale, infelizmente vale. Uhum. Tá certo, né? Uma outra, a a questão da da promoção, eu acho que é uma dica que vale aquela aquela promoção que é é muito desproporcional. Uhum. Né? preço do produto, porque isso normalmente acontece por erro, erro do funcionário que foi pôr a a placa no produto. Isso dá muita discussão judicial e normalmente as empresas porque quando a desproporção é muito grande, tá caracterizado que aconteceu um erro ali, né? Então isso é e aí o de repente a gente precisa mais uma vez da boa fé. Da boa fé, exatamente, né? Tá lá 1 kg de picanha por 3 centavos. Isso. Isso aí eu pego, passo no caixa, eu quero que seja 3 centavos, tá aqui, tá escrito. Mas aí vai da nossa boa fé também, porque errar todo mundo erra. De repente a pessoa que tava lá precificando o produto não tá num bom dia, precificou de uma forma errada. E aí eu acho que nessa situação é a é o bom senso que vale, né? Sens. Mas olha, eu agradeço a a oportunidade de tá aqui. Regina, a gente que agradece a participação de vocês. Muito obrigada. novos embates. Pode ficar tranquilo que a gente convida assim, doutor. Obrigada. Obrigada a você de casa pela sua participação. É isso, gente. Olha, não esqueça, né? hoje, dia do cliente, vai se aprofundar mais, vai dar uma estudada, né, sobre os direitos do consumidor antes de você sair pra rua comprando desenfreadamente. E presta atenção para que eh para ver se você realmente você tá comprando o que você precisa, que você necessita. você tá comprando para suprir uma necessidade e se essa necessidade ela vai preencher esse vazio que de repente você coloca eh que tem eh tem em você e você vai achar que vai encher de compra isso, né, e que vai resolver, né, o lado eh eh pessoal assim, eu preciso disso, isso é um impulso. O que que a gente pode fazer? Eh, quando que a gente pode fazer escolhas conscientes quando é que a gente pode respeitar os nossos limites, né? Então vamos pensar sobre isso, combinado? Amanhã, terça-feira, estúdio Câmara Volta ao vivo a partir das 8 da manhã. E amanhã a gente vai abordar, gente, um tema que muitas vezes passa despercebido, né, mas afeta diretamente a produtividade e a saúde de milhares de trabalhadores. É o quit cracking, é assim que fala, é uma crise silenciosa dentro do ambiente profissional, no local que você trabalha. A gente vai discutir como a sobrecarga, o estresse e a pressão diária podem criar um clima de tensão invisível, prejudicando tanto profissionais quanto empresas. Amanhã nossos convidados vão explicar os sinais, as consequências e o que pode ser feito para transformar este cenário, né? É algo diferente do burnout, né? é o Quick Cracking. E amanhã a gente fala mais sobre isso. Vou aprender junto com você, com os profissionais que a nossa produção selecionaram para fazer o nosso programa de amanhã. Não perca, daqui a pouquinho nós temos a Íria, inteligência artificial da TV Câmara Campinas trazendo informações, né, do legislativo Brasil e Mundo. E também meio-dia temos eh Câmara Notícia com informações do Legislativo de Campinas e também informação aqui da nossa metrópole. A programação da TV Câmara Campinas está maravilhosa, especialmente para você, foi feita com muito carinho da nossa equipe. Que você tenha uma semana excelente, continue com a gente e amanhã a partir das 8 da manhã marcados, combinados? Não perca. Fique bem. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Aplausos] [Música]