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[Música] Olá, bom dia. O estúdio Câmara está no ar ao vivo aqui da TV Câmara Campinas. E hoje, hein, gente, hoje nosso tema fala de algo que nos acompanha desde o primeiro instante da nossa vida. O nome. É, você já parou para pensar no impacto que um nome pode ter ao longo da vida de uma pessoa? Alguns nomes são considerados diferentes, incomuns, ou até carregam sonoridades que podem virar piadas. E isso, especialmente na infância e adolescência pode sim deixar marcas profundas, brincadeira ou bullying, liberdades dos pais ou responsabilidade. Escolhas que parecem simples podem ter consequências sérias. É por isso que nessa quinta-feira nós vamos refletir sobre os limites, os efeitos psicológicos e também os aspectos legais desta escolha tão importante com os nossos convidados que já estão com a gente, né? Nós temos aqui uma advogada e também um psicólogo que vai debater com a gente esse tema. E você aí de casa também está conosco, nos conta, se você pudesse mudar seu nome de registro hoje, você mudaria? Você já presenciou ou vivenciou situações em que alguém foi ridicularizado por causa do nome? Manda sua mensagem, seu depoimento pra gente. Vamos interagir conosco. 199729377. Está na tela o nosso QRcode também. A nossa produção está esperando você. Enquanto você manda sua mensagem, olha só, vamos atualizar algumas notícias, a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente já inicia o nosso bate-papo com os nossos entrevistados, né? E nós temos, gente, eh, o a campanha Junho Violeta, que já está intensificando as ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a pessoa idosa por meio dessa campanha, né? O slogan é: envelhecer é uma conquista, torná-la digna é dever de todos. Essa mobilização, ela é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social em parceria com outras secretarias e também o Conselho Municipal do Idoso. Tem ações e atividades programadas para todo mês aqui em Campinas e hoje tem atividade com o grupo Viva Feliz do Campo Grande e o encontro do coletivo dos aposentados e idosos da CUT São Paulo na Câmara de Campinas às 2 da tarde. Amanhã tem palestra sobre o idadismo no colégio Bento Quirino e sábado tem atividade no projeto Bom Amigo eh da Vila Aurocan. A programação completa você pode conferir no site campinas.sp.gov.br/coordenadoriaapessoaidosaamaçãojunho violeta. Importante que você se atualize e participe. E olha só que legal, a Câmara de Campinas recebeu o prêmio e nova cidade pelo projeto de transparência pública e controle social a conquista do selo diamante. Olha só a nossa turma da Câmara de Campinas, hein? A solenidade da premiação aconteceu na terça-feira a abertura, na abertura do Smart City Business Brasil Congresso 2025 no pavilhão branco do Expocenter Norte em São Paulo. Os projetos vitoriosos são reconhecidos por seus impactos positivos e imensuráveis, né? Eh, evidenciando aí soluções inovadoras que beneficiam a sociedade e transformam as cidades em ambientes mais inteligentes e sustentáveis. O projeto relata a experiência bem-sucedida da Câmara de Campinas no Programa Nacional de Transparência Pública, alcançando o selo de qualidade diamante em 2024. A iniciativa mobilizou servidores e de e diversos setores, né, da Câmara para revisar, organizar e publicar informações no portal da transparência com base em critérios técnicos definidos pela Associação dos Tribunais de Contas do Brasil. A principal inovação do projeto foi a aplicação de uma metodologia replicável organizada com base no uso de um software livre sem custos adicionais para a administração pública, né? Foi customizado pelos próprios servidores da Câmara de Campinas, garantindo autonomia e agilidade no gerenciamento das demandas. dessa abordagem permitiu o aprimoramento do portal da transparência de forma eficiente, fortalecendo a transparência institucional e o controle social. Parabéns para toda essa equipe da Câmara de Campinas, mais uma vez sendo premiado aí pela inovação, pela transparência, pela qualidade nos serviços. Previsão do tempo para hoje. Como vai ficar esta quinta-feira aqui em Campinas? Previsão de sol com muitas nuvens. O dia tem nublado, a noite também muito nublado. A temperatura, gente, mínima 18, máxima 25. Não tem previsão de chuva para hoje, mas já adianto que de acordo com os meteorologistas, tá chegando uma frente fria que vai durar mais tempo, não como essa que passou agora, tá? De acordo com a previsão, aí a partir da semana que vem nós teremos no mínimo 7 dias de frio intenso. Então se prepare e vamos lá, então vamos falar do nome, né? Qual é o seu nome? Você gosta do seu nome? O nome é uma das primeiras formas de identidade que a gente recebe, né? Quando ele se torna motivo de piada, vergonha, discriminação, algo que deveria ser fonte de pertencimento, que é o nosso nome, passa a gerar sofrimento. Então a gente precisa falar mais sobre isso. Por esse motivo, nós convidamos especialistas que vão abordar esse assunto com a gente e já estamos recebendo aqui nos estúdios a advogada, especialista em direito das famílias e das sucessões. Ela é a Maria Clara Souza Barone. Muito bom dia, doutora. Obrigada pela sua participação. Muito bom dia, Rúbia. Bom dia a todos e a todas. Quero iniciar minha fala aqui agradecendo esse convite especial e a oportunidade de poder contribuir um pouquinho com esse assunto que é tão relevante, tão sensível, né? A escolha do nome dos filhos e eh os impactos que isso pode causar para essas crianças e adolescentes. Então, muito obrigada. Imagina, a gente que agradece nossos convidados bem cedinho, né? a gente sabe sobre trânsito, sobre, tipo assim, eh eh quebra um pouquinho a rotina, mas é tão importante a presença de vocês aqui. E é por isso que eu agradeço também eh o psicólogo, especialista em abordagens sistêmicas, né, e também em terapia cognitivo comportamental. Ele tá com a gente pelo Zoom, o Bruno Afá. Bom dia, Bruno, seja bem-vindo. Bom dia, muito obrigado pelo convite. Desculpa não estar presente, deu um pequeno probleminha, mas também concordo com a fala da advogada. é um tema muito relevante que a gente precisa trabalhar não apenas pelo lado psicológico, mas pelo lado de saúde mesmo, não querendo a desculpa meio cortado, tô com um pouco de dor de cabeça, mas enfim, pelo lado jurídico em si, de querer mudar para não causar esse transtorno mais lá paraa frente. É isso aí, Bruno. Olha, a gente agradece muito o seu empenho, a sua participação com a gente aqui, né? O Bruno teve um pequeno problema, mas mesmo assim ele falou: "Não, eu vou participar do estúdio Câmara com vocês". Então, gratidão, Bruno, muito obrigada, tá? E a gente já começa falando com você mesmo aí de casa, manda pra gente a sua mensagem, você gosta do seu nome? Já pensou em trocar seu nome? E aí, na hora da escolha do nome dos filhos, o que que você levou em conta, né? Manda pra gente, vamos bater papo, vamos conversar. 19978293776. Eu já pergunto pro Bruno, a liberdade dos pais em escolher os nomes dos filhos esbarra na responsabilidade de garantir que essa escolha não cause constrangimento futuro à criança, né? Até que ponto a originalidade de um nome representa afeto e identidade cultural? E quando que ela se torna um fardo que pode impactar na autoestima, na socialização e até em oportunidades profissionais. Bruno, qual que é o limite entre criatividade, proteção e dignidade? É bem complicado pensar nisso, porque usando o meu nome como exemplo, o afaz, eu era chamado de alface. Então, não o meu nome em si causava um constrangimento, um bullying, mas meu sobrenome. No caso de nomes, claro, existe uma responsabilidade nos pais, mas também a gente não pode levar completamente para eles, porque querendo ou não, a criança ou adolescente, ele vai achar alguma maneira. A gente pode pensar em nomes muito comuns como Ana e o famoso trocadilho Ana banana. A gente pode pensar em outros diversos mais complicados, mais ah complicados e até mesmo com os próprios sobrenomes. Então não necessariamente o nome em si vai causar, como no meu caso Bruno não causou. Foi meu sobrenome. Muito bem. Agora eh, você quer completar, Bruno? É como a gente tá pela internet, a internet dá uns cortes, né? E eu devo ter te cortado. Você quer completar? Então vai lá. Não, tudo certo. Então tá bom. 8:24. A gente tá falando aqui sobre o peso dos nomes, né? E a Maria Clara, advogada, tá aqui para esclarecer pra gente a questão jurídica, né? É comum adultos procurarem terapia em função de conflitos relacionados ao próprio nome. A gente sabe que é. E quando mudar legalmente o nome se torna uma solução saudável. Maria Clara tem a possibilidade de retificar o nome do nosso registro, o nome do nosso nascimento, o que que a lei prevê nesse caso, assim, nessa questão, tá? Eh, veja bem, Rúbia, eh, hoje falando em na legislação brasileira, nós temos a lei de registros públicos, né? E ela é a lei que vai tratar de forma detalhada sobre esse tema. Então, eh, nesta lei, eh, a primeira ela foi, ela teve uma atualização em 2022. E aí o primeiro ponto que se coloca é eh o artigo 55, parágrafo primeirº dessa lei, ela diz que o oficial do cartório de registro civil, e aí eu vou fazer só uma colocação que entendo ser importante, eh quando você vai fazer a certidão de nascimento do teu filho ou da tua filha, eh você não pode ir para qualquer cartório de registro civil, você tem que ir pro cartório de registro civil, que é próximo ao local onde ocorreu o parto, ou então o local próximo à residência dos pais, tá? Feita essa colocação, a gente volta, né? o oficial deste cartório de registro civil, ele pode barrar o registro de um nome que possa causar, né, eh eh gerar uma exposição ao ridículo daquela criança ou, né, que enfim que depois eh se tornará um adolescente. Então essa é a primeira questão que traz a a lei. Eh e eu colocaria aqui, então, o papel deste oficial, ela vem ele vem como um papel eh de prevenção, né, a primeira barreira. Se for um nome que pode gerar um constrangimento, embora eh eh a colocação do Bruno seja eh eh algo a se considerar, nem nem sempre é o nome, o prénome que vai ser algo eh muito incomum, né? Ele vai gerar algo, pode ser um nome, um prénome comum e vai gerar ainda assim um bullying, né? Mas vamos considerar assim nomes como eh Hitler, Mussolini, que existem muitos casos, né? eh do mais do passado. Então, hoje o oficial ele tem essa a primeira barreira para que o nome não seja registrado, tá? Esse é o primeiro passo. Ótimo. Além disso, eh, não feita essa essa alteração e ela quando feito o registro civil, os pais podem ir até 15 dias no cartório fazer uma alteração, desde que seja consensual, ou seja, desde que o pai e a mãe ou os pais, né, eh, estejam de acordo. É, não feito isso, a pessoa em regra, né, ao completar os seus 18 anos, ela pode então pedir essa solicitação de forma extrajudicial, ou seja, ela não precisa entrar com uma ação para pedir, ela vai até o cartório e ela faz essa solicitação e ela não precisa de um motivo, ela não precisa apresentar um motivo para o oficial, certo? Acho que e de de modo geral essas são as principais regras da legislação. Muito bem explicado, né? Porque se a gente for parar para pensar lá atrás, antigamente as pessoas registravam até escreviam o nome errado, né? E até o registro de nascimento eh eh errado, a data e tal. E hoje ainda bem, né, que a gente tem esses recursos e que a gente pode corrigir, né? pode corrigir. Então, eh, quantas amiguinhos de escola que você conheceu e que tinha um nome diferente e que sofreu bullying, né, por conta disso. E aí, eh, eu pergunto para o Bruno, né, a gente fala que muitas pessoas eh muitas vezes quem que não passou por esse tipo de situação, eh, tende a minimizar a dor de quem vive com o nome que causa constrangimento. Porque assim, se você tá num lugar e a pessoa tem um nome diferente e alguém começa a tirar sarro, fazer piadinha, eu acho que é natural da gente querer eh defender isso, né? Mas o impacto psicológico e social é profundo na pessoa que foi vítima desse bullying. Aí eu pergunto para o Bruno, esse esse impacto, ele interfere nos relacionamentos, na autoestima, na vida profissional, né? Quando é que a escolha do nome se torna uma extensão? do desejo dos pais e não é individualidade da criança. Isso aí ele pode trazer um tipo de conflito psicológico. O que que essa pessoa ela pode levar paraa vida se ela tem um nome que isso vai trazer para ela consequências de saúde mental? Ah, novamente uma pergunta bem complicada, porque a gente tem que parar para pensar que o o ser humano vive de interações sociais. Então, na questão de nome da gente querer, vamos dizer assim, uma pessoa que vê isso acontecendo e quer ajudar, sim, provavelmente ela pode ter visto ou pedindo incomodada, mas partindo pro lado da pessoa que foi incomodada, que teve essa parte do bullying, existem diversas coisas que ela pode fazer da questão do lado psicológico. Ela pode um conflito, ela pode se isolar, ela pode questão até mesmo de pegar um apelido para substituir o nome. Então ela faz essa substituição. Pode ocorrer na parte, como você mesmo falou, a parte de querer procurar emprego. Ela pode se sentir incomodada porque, ah, vão falar meu nome errado, já tenho essa certeza que vão falar meu nome errado. Ou ah, eu tenho a certeza que vão ver meu nome e vão associar outra coisa. Então, tem diversas coisas que a gente pode parar de pensar, várias ah nuances que a gente pode imaginar que possa acontecer. E lógico, tudo isso vai causar esse sofrimento, mas como até mesmo a gente pode ver, pensar que ela pode criar estratégias para evitar isso. Então, como a gente tem em no, como é que é o nome agora? Nas provas de faculdade agora. a gente pode colocar nomes mais fáceis ou como realmente tentar ah pronunciar o nome. Então, tem algumas estratégias que não só o o Ministério Público tenta fazer pra gente tentar ter menos desafios, mas a própria pessoa cria estratégias para diminuir esses desafios. Perfeito. É isso, né? a gente tem aí o apoio jurídico, né, e a gente precisa também ter aí o conhecimento, né, eh, e o pertencimento, sabe que assim, o meu nome Rúbia, né, é um nome diferente. Eh, poucas Rúbias encontram por aí. E eu me lembro que eu eu não gostava do meu nome não, gente. Não mesmo. Primeiro que é com R, então era tudo no final da fila, né? Eu sempre vou pro fim da fila, não adianta. E aí, Rúbia, né? Mas daí todo mundo falava assim: "Nossa, que nome diferente, nossa, que nome diferente". Eu: "Ai, tá bom, já sei que o nome é diferente." Mas daí eu fui crescendo e aí que que aconteceu? Eu tomei pertencimento do meu nome e eu adoro meu nome e fim de papo. É isso, né? Agora, se você tem um nome que você não gosta realmente, aí você pode sim tomar providências para fazer a troca desse nome, de repente, né? você tem que entrar eh eh com pedido através, claro, de um bom advogado e explicar todas as situações e se está te gerando bullying, claro, né, que a justiça vai trabalhar sim ao seu favor. Agora, a questão de jurisprudência, doutora, tem alguma jurisprudência? Tem algo assim? Eh, jurisprudência, gente, tem, vamos explicar primeiro o que que é jurisprudência, né? Então, explica paraas pessoas de casa, por gentileza, o que é jurisprudência e se você tem conhecimento de alguma jurisprudência dessa situação aí, de troca de nomes, tá? Vamos lá. Eh, eh, são os eh os julgados que nós temos dos tribunais. Então, na verdade, fazendo uma eh uma menção anterior, né, a conectando com o que eu tinha explicado antes, eh, o primeiro passo então é a barreira que pode vir do oficial do cartório de registro civil. Uhum. se os pais eh por alguma razão entenderem que aquele nome que querem permanecer com aquele nome, que existe uma razão por trás daquele nome, eh eles podem então ingressar com uma ação, tá? Que é uma ação de eh eh suprimento judicial de registro civil. E aí, é claro, como mencionou aqui a Rúbia, é importante que essas pessoas estejam bem amparadas, né, que busquem um profissional de confiança, mas aí você pode levar isso pro juiz e o juiz, assim como o oficial, ele também vai buscar aí esses parâmetros para deferir o pedido ou indeferir o pedido. Aí uma outra questão que é importante a gente falar antes desses julgados, eh, é a questão hoje não existe uma lista de nomes vechatórios. Uhum. Não existe nada na legislação que prédetermine este nome não pode, esse pode, tá? Então, como é feita essa avaliação? É por questão da grafia, eh, né, deixando e eh menos jurídiquez, uma questão eh de como se escreve esse nome, se é um nome difícil de ser escrito, a sonoridade desse nome e as conotações sociais e culturais. Então, fiz aqui a menção do nome Hitler. Uhum. é um nome que traz aí uma conotação cultural, né, e social. E é é isso que o juiz vai ponderar na hora de de avaliar esse pedido ou antes mesmo o oficial do do registro de cartório. Eh, tivemos um caso com grande repercussão, ele se deu há dois anos atrás, eh, que foi do cantor seu Jorge. Ele foi registrar o nome do seu filho e ele queria colocar o nome de samba. Uau! Eh, e o oficial negou. disse: "Olha, samba é na verdade um estilo musical e não um nome, né? Então nego o pedido deste nome." E aí o seu Jorge, por entender eh que aquele nome eh tinha um uma questão de de uma de uma de uma questão cultural e e com viés africano, ele foi e entrou com ação e conseguiu isso na justiça, tá? Então, esse é um caso aí que ficou eh bem conhecido e que eu acho importante eh compartilhar com todo mundo. Olha só, hein, gente. Então, você tá vendo só é depende e eh da visão do olhar e eh da descrição que você vai fazer, né? Agora, as mães e os pais precisam tomar muito cuidado, porque, de repente é um nome que você quer porque você é fã de alguém, você quer porque tem um motivo especial, mas só para você. E aí você tem que lembrar que o seu filho você vai eh ter ele, você vai criar ele e ele vai pra vida e ele vai pro mundo. E quando ele for pro mundo, ele vai sozinho. E aí não vai ter você para poder dar o conforto e o amparo para ele na hora que ele sofreu o bullying, na hora que ele sofrer as consequências de um nome que você deu, porque você naquele momento estava eh vangloriado com algum artista. Eu vou citar um exemplo aqui. Eu vi na internet uma mulher que é apaixonada pelo Michael Jackson e aí ela deu o nome do do do filho de Marco Gerson, né? Marco Gerson. Por quê? Michael Jackson. E ela não quis americanizar e colocou aí a a Brasileirão e colocou Marcos Gerson. Agora tudo bem, Marcos Gerson. Se eu falo aqui Marcos Gerson, beleza. Agora essa criança numa sala de aula, né? E aí começa a apresentação dos coleguinhas. Você acha que não vai ter um um bullying, né? Então aí eu eu pergunto pro pro Bruno, que é o nosso psicólogo, o que que as mães e os pais devem considerar ã na hora de escolher o nome do filho? Esse negócio de gente gostar de algo hoje, né? e querer inserir esse gostar, essa paixão, esse, né, enfim, eh, disso, da coisa ou da pessoa que a gente gosta no nome do filho, né? A a o que isso vai trazer para essa criança depois. Então, o que que o pai e a mãe deve considerar na hora de escolher o nome eh dessa criança para que não aconteça esse tipo de situação que a gente tá falando aqui hoje? é que essa parte a gente pega muito com o que é o ser da pessoa. No caso, se uma pessoa gosta muito de, por exemplo, usar jogadores de futebol, o quanto de gente não teve nomes baseados em jogadores de futebol ou nomes baseados em cantores, como você mesma acabou de colocar. Ah, como aí que tá, como é que tá o limite entre o gostar, o respeito e uma homenagem? Lógico, a gente não consegue perguntar pra criança se ela vai gostar do nome. A gente não consegue perguntar ou ir futuro e perguntar se ela vai gostar do nome. Mas aí a gente bate naquela tecla também da, como a advogada falou, da parte do registro público, da lei de registro público. a pessoa não teria essa responsabilidade, vamos dizer assim, de parar isso, mas também cai nesse lado psicológico do pai querer homenagear, de querer correr atrás de uma homenagem, mas cabe isso vai trazer uma coisa boa, vai trazer uma coisa ruim. Infelizmente não dá pra gente saber. Lógico, a gente pode imaginar que venha sofrer um bullying, mas como a gente comentou agora, até nomes comuns dá para ter uma um certo bullying, uma certa brincadeira. Não dá pra gente fugir disso. Lógico, a gente pode, se quiser, colocar o nome, pode depois procurar uma maneira diferente, mantendo uma grafia ah brasileira, vamos dizer assim. Não sei se dá para usar essa palavra, mas manter uma grafia que comum, uma grafia que vai deixar mais comum, então, que nem o Marco ou Gerson dá para passar, mas sim, ele provavelmente pode sofrer um bullying, mas aí que entra nesse lado difícil da gente responder essa pergunta de como que a gente vai poder lidar, de onde que vai a barreira do da homenagem à barreira o bullying. Não dá pra gente descobrir isso, não dá pra gente prever isso, infelizmente. É, infelizmente mesmo, porque se a gente parar para analisar, a gente passa por fases, né? São gerações, são fases, são anos. Então, assim, nasceu lá em 1977 e está em 2025. Quantas fases, né? Tudo que aconteceu, tudo que passou. Então, eh, pode ser que agora sofram bullying, mas daqui uns 5, 6 anos tá tudo bem, tá tudo normal. Isso vai muito da responsabilidade dos pais. Agora, Bruno, a questão da escola, né? Qual que é a sua avaliação psicológica sobre a questão eh o papel da escola ã em relação ao aluno que tem um nome diferente? Aí a gente tem que pegar de dois lados. Na realidade, a gente tem que pegar o lado do aluno, na verdade três, o lado do aluno, o lado da escola e o lado do pai também. Por quê? O aluno, ele pode vir fazer brincadeira. A escola tem uma responsabilidade em zelar para evitar o máximo de estresse. Mas também a gente tem que pegar o lado do pai que a criança fez o bullying. Não a criança que sofreu, mas o que fez. Uhum. V dizer assim, uma criança que fez o bully com um marco, Marcos Gon. Por que que ela fez o bullying? Ela tá espelhando o pai, ela tá espelhando a mãe, ela tá espelhando um irmão. Aí vem a escola, quer evitar ao máximo. Vai fazer uma cartilha, vai fazer um trabalho, vai fazer alguma questão envolvendo sobrenomes diferentes. E como a gente não pode brincar, porque é o nome da pessoa, é a pessoa é como ela se sente. Então tem três lados que a gente tem que olhar. lado do pai da criança que fez o bullying, o pai, o pai, desculpa, o a escola e a criança que sofreu o bullying. Então, tem os três lados que a gente tem que olhar, né? Então, é muito difícil parar e falar: "Ó, tá, a escola vai fazer tal, o trabalho vai dar certo". Não, porque tem esses outros dois lados ainda pra gente olhar. Vem de uma criação da das crianças, vem de uma maneira da escola trabalhar. Muito bem. Agora, eh, a gente fala de nomes e do direito, né? Do direito. O que que o direito das famílias, doutora, entende? Eh, em relação entre nome, identidade e dignidade? Qual que é a avaliação? que o direito da família faz referente essa situação que a gente tá conversando hoje. E tem situações de de pessoas que procuram para fazer essa essa troca mesmo, tipo assim, vamos falar aqui do nosso trazer pra gente, né, aqui na cidade de Campinas, em toda sua trajetória de de profissional. Tem alguma situação assim que você viu que aconteceu por aqui? Sim. Eh, eu vou vou trazer uma reflexão. Uhum. Eh, a nomeação de um filho, ela não é só um ato de afetividade e um ato de identificação. Uhum. Ela é um ato de responsabilidade desses pais. Então, o nome ele tem um peso social, né? E isso precisa ser pensado pelos pais. Então, nós estávamos comentando aqui que realmente eh com o tempo, né, esses nomes podem deixar ser mais comuns, incomuns, enfim. Mas uma reflexão que esses pais precisam ter é eu vou fazer uma homenagem impulsiva. Eh, eu vou fazer, eu preciso dar um nome extremamente original, só para ser original. Qual é o impacto disso na identidade do meu filho, né? E ele pode ser depreciado por isso depois. Então, eh, toda pessoa tem direito a ter um nome, tá? Eh, nós dizemos eh no direito eh que o nome ele é um direito da personalidade. O que que isso significa? O nome ele vai fazer parte da essência daquele indivíduo, então vai eh causar, né, impactos na integridade física, moral e psíquica daquela pessoa, tá? Eh, até para o resto da vida ou até que a pessoa possa fazer a mudança do seu nome, né? Então, eh, nós temos casos, isso em todo o Brasil, tá? Não, não, eh, de forma, enfim, no em Campinas e em todo o Brasil, nós temos casos como esses e eh nós precisamos visualizar eh isso como um direito da personalidade, né, fazendo até a colocação que temos o pré-nome, que é o nosso eh primeiro nome de de identificação, e o sobrenome, que também pode ser alterado, tá? Isso é importante dizer. Claro que para alterar o sobrenome existem algumas eh eh alguns elementos a mais do que o o pré-nome, que é só você ter a maioridade civil em regra e ir até o cartório e solicitar sem nenhum eh motivo. Eh, mas eh o pré-nome e ele e o nome em geral ele é um direito daquele cidadão. E por isso é que os pais precisam ter essa responsabilidade, essa empatia. para que isso não gere eh, enfim, um mal-estar para aquela pessoa posteriormente, né? É isso mesmo. E você aí de casa, conversa com a gente. A produção tá avisando que tem algumas perguntas e a gente vai conversar com você. Vamos responder os nossos telespectadores agora. 8:45. A Natália do Jardim Londres. O nome pode virar um gatilho emocional na vida adulta mesmo depois do bullying que o bullying passou. E aí então Bruno? como que você responde a Natália do Jardim Londres que tá com a gente? Obrigada, Natália. Bom dia para você. Vai lá. Pode vir a virar por conta de, como a gente acabou de comentar, eu vou numa entrevista de emprego, eu não sei se eles vão falar meu nome certo, não sei se eles vão ter um pensamento. A gente chama isso na teoria cognitiva comportamental de pensamento automático disfuncional. Então eu vou uma situação, então nessa situação vai ter a entrega de emprego. Eu já tô indo para lá já pensando, vão falar meu nome errado, eu vou ter que corrigir, eu não quero corrigir, vai sofrer um estresse. Então sim, querendo ou não, ele pode vir a ser um gatilho, mas em algumas situações que ele vai aparecer. Então, no caso de uma entrevista que normalmente a gente é chamado por nome de uma chamada da da faculdade, uma chamada oral, vamos dizer assim, de um uma questão de no Enem, que se eu muito me engano chamado por nome, acho que atualmente para você pegar a prova. Então tudo isso pode vir a causar um transtorno, pode vir a causar um estresse na pessoa. Muito bem, Bruno. E quanto que a gente percebe que a gente precisa buscar um apoio de um profissional, né, um psicólogo, enfim, um psiquiatra por conta do nosso nome, o nosso corpo fala, né? E o que que a gente pode perceber em nós mesmos? eh quando a gente tá aí num num stress alterado, num estado de eh saúde mental sendo afetada por conta de um nome que foi nos colocado. A gente pode pensar primeiro numa ansiedade, vamos dizer assim, então na hora que falo meu nome errado, eu começo a ter sintomas de ansiedade. Então termedeira, suor, ah, tacardia e dentre outros sintomas. a gente pode pensar na ansiedade, a gente pode pensar num strresse mais físico, então uma dor no corpo, uma coceira. Então sim, dá para, vamos dizer assim, quando acontece esses estresses, a pessoa vai demonstrar, como você mesmo falou, e a fala tá exata o corpo fala, ele vai responder, ele vai falar, ó, isso tá estranho ou minha psi que tá falando que tá estranha. Só que a pessoa pode reprimir isso também. Aí que tá o ponto. Ela já tá tão acostumada em falarem o nome errado que ela reprime isso. Então ela fica apática, ela pode pegar e ficar num estado depressivo. Não necessariamente uma depressão, mas um estado depressivo. Ela pode explodir de raiva. Tem diversas coisas que o corpo pode falar que a mente não aguentou. Poxa vida, é algo assim que a gente conversa hoje e que parece normal. Parece natural, mas não é, né, doutora? Porque além da parte jurídica, tem a parte da saúde mental e que você percebe que a o corpo fala e que a pessoa pode sim ter um ataque explosivo por conta de do nome que ela tem. Então aí a responsabilidade, né, dos pais mesmo na hora de de fazer o registro, de dar o nome para esse bebezinho que tá vindo pro mundo e que já vem aí de repente com o nome que ele vai carregar pro resto da vida. Todos os nossos são assim, né? E na maioria das vezes hoje a gente já tem essa oportunidade de mudar, mas e é um fardo bem pesado, não é? Muito, com certeza. Por isso a necessidade dessa responsabilidade, né? Eh, é possível também eh uma uma curiosidade aqui após completado, me pautando na pergunta que foi feita, né? Se isso reflete na vida adulta, é possível você ingressar contra os seus pais em razão do bullying que você sofreu? Uau, isso é possível, tá? Então, pode eh eh você podear com uma ação indenizatória. É claro que isso não é garantido, depende de uma série de de fatores, né? Então você precisa comprovar o dano que foi sofrido, a culpa dos pais, mas é possível existir uma ação nesse sentido. Olha aí, né? É bom a gente esclarecer. Por isso que nós trouxemos uma advogada para falar com a gente e também um psicólogo para trazer essa linha da questão da saúde mental por conta do nosso nome, né? E você aí, mãe, pai, escolheu um nome legal, hoje se arrepende, procure um advogado que com certeza, se for da sua vontade aí, da vontade do filho, você pode fazer essa alteração. Que bom que as coisas vão mudando, né? Aí que a gente pode corrigir de repente um erro que foi tomado no momento de emoção, né? E aí hoje você se arrepende, então você pode sim fazer essa substituição. 8:51. Tem mais perguntas pra gente? Vamos ver quem tá conosco. Bom dia para você. Amanhã de quinta-feira a gente com o Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas falando sobre nomes diferentes que eh pode podem gerar aí consequências na vida adulta e na vida da criança também. O Leonardo do Taquaral, bom dia para você, Léo. Obrigada pela sua participação, tá? Ele pede assim: "Existe algum impedimento legal para os pais darem nomes muito incomuns ou inventados?" Então, Léo, a doutora falou aqui e a gente repete para você porque existe sim, né, doutora? Não tem problema. Nós repetimos. Bom dia, Leonardo. Eh, existe sim um impedimento legal. Eu mencionei aqui que nós temos um respaldo jurídico pela lei de registros públicos e essa lei determina que a primeira barreira para esses nomes incomuns, muito diferentes ou inventados e que podem gerar um constrangimento posterior para aquela pessoa, eh ela pode ter essa barreira do oficial do eh cartório de registro civil, tá? Então, se ele entender que aquele nome pode gerar eh eh expor ao ridículo, né, aquele sujeito, ele pode negar o registro. E aí uma depois, né, se os pais quiserem manter esse nome por alguma razão, eh, eles podem ingressar com uma ação no poder judiciário. E aí quem vai decidir, provavelmente com base nos mesmos critérios, que é o que a gente mencionou, grafia, sonoridade, conotações sociais, eh, eh, e culturais, aí vai ser o juiz. Agora, quando eu quero trocar o meu nome, a partir de que idade eu posso ingressar com essa solicitação, doutora? Perfeito. Em regra, tá? A partir dos 18 anos, completada a maioridade civil, o indivíduo pode ir até o cartório e fazer essa solicitação, como eu disse, de forma imotivada. Você não precisa ter um motivo, ah, eu estou vindo porque é um nome vechatório. Para essa primeiro, primeiro pedido de mudança, você não precisa fazer. Agora também acontece, a pessoa troca o nome e ela quer trocar de novo ou ela pode ter se arrependido do nome que ela trocou. Uhum. Nesses casos aí você precisa eh procurar o poder judiciário para fazer uma segunda alteração ou para pedir o retorno do seu primeiro nome, prome. Nossa. Nossa, gente, que confusão, hein? Que coisa. É por isso que é importante, antes de colocar o nome, parar, pensar, será mesmo? E aí você vai lá e registra o nome do seu filho ou da sua filha. 853. Nomes que machucam, né? É forte isso, né? Nomes que machucam, porque você eh você inicia a sua vida com o nome e você vai carregar ele e você vai carregar um fardo se você não tá feliz com seu nome. Agora, qual que é a responsabilidade do pai e da mãe? É sobre isso que nós estamos falando aqui e a gente quer ouvir. Você que tá aí do outro lado, manda pra gente aí a sua mensagem. E tem mais gente conosco. Vamos lá, pode colocar na tela. Produção, a Camila do Jardim Flamboiã. Quais os sinais de que a criança está sofrendo por causa do nome e não está contando, né? É, o Bruno falou aqui da questão da ansiedade e tal, mas isso para uma pessoa adulto que consegue perceber, né? Agora, a criança, Bruno, eh, o que que a criança pode apresentar pros pais e paraas e e, né, pros pais, enfim, eh, que eles estão sofrendo por conta do nome, né? A Camila do da do Jardim Flamboiã pede eh para que você responda para ela essa pergunta, tá? é um pouco aberto, vamos dizer assim, a pergunta e a resposta também consequentemente um pouco aberta, querendo ou não, a criança ela ainda não maturou a psique, então ela ainda não entende o que que, vamos dizer assim, o que que é ansiedade, o que que é um humor depressivo, o que que a gente pode pensar que ela vai vir a ter. Pode ser um humor mais explosivo, um humor mais depressivo, até mesmo um uma ansiedade, vamos dizer assim, exatamente em função disso. Então, uma ansiedade pra escola, uma ansiedade quando fala o nome dela, algum desconforto. Ah, até mesmo quando fala o nome errado ou não da maneira que vou dizer, como se fosse um apelido mesmo, não fala um apelido, ela fica o humor mais irritado. É muito amplo o que pode acontecer, lógico, ainda é um sofrimento que você consegue observar, mas ainda assim é muito difícil porque a criança ainda não entende tudo do mundo. Pegar uma criança de 5 a 6 anos, por exemplo, ela não consegue, ela não consegue entender o mundo ainda em sua plenitude. Ela sabe o que que é, ela sabe como é que funciona mais ou menos no o mundo dela, mas ela não consegue externalizar completamente. Então aí que vem esse problema. uma criança mais velha de entrando na saindo da fase da criança, entrando numa fase mais de adolescência, ela vai mostrar sinais mais definidos, vamos dizer assim, então não querer ir pra escola, se isolar, então aí pode vir mais também uma questão de bullying. Ah, então é muito complicado a gente parar para pensar nisso, porque cada caso é um caso, cada criança é uma criança, cada pessoa é uma pessoa. É muito complicado a gente bater o martelo e falar que vai acontecer isso, vai acontecer tal coisa. É muito complicado. Isso, sim. E quando e a família, né, como que a família ela ela deve proteger e orientar essa criança eh em situação ao nome que foi lhe dado? Ó, a gente pode pensar em em crianças que podem pensar numa situação de mais de brincadeira, então, criar estratégias realmente voltadas para um uma menor uma maturação, uma maturação, uma redução desses cresse. Então, por exemplo, pegar um nome que é incomum e começar a chamar por apelido, por um apelido mais carinhoso. Pode ser fazer e lógico sempre fazer todo o apoio em cima. Então tá vendo que a criança tá um pouquinho mais para baixo, tá um pouquinho mais estranha, tá começando a fazer atitude mais estranha que não era do costume dela, então fica mais isolada. Antes gostava muito de ir pra escola, não tá indo. Alguma coisa tem, alguma coisa tá estranha. Então, prestar mais atenção em sinais mais pequenos, lógico, como eu falei, não é regra tudo isso. Pode ser que a criança pegue e enterre tudo isso dentro do coração e vai ficar, ela vai maturar desse jeito, ela vai manter desse jeito, ela vai viver desse jeito o problema que uma hora pode explodir, né? Aí que eu trago até mesmo o meu próprio exemplo novamente. Me chamam, me chamam de alface por conta do alface. A minha família inteira foi chamada disso. Todo mundo da minha família tem teve esse apelido e vai ter esse apelido. Então a família meio que se ajudou nisso. Falou: "Ó, não é tão ruim, dá eh dá pra gente fazer umas brincadeiras. A gente também tem essa parte de como todo mundo teve, todo mundo se ajudou, todo mundo conseguiu a diminuir o escresse de cada um. Todo mundo conseguiu ir ajudando os outros. Muito bem. Isso é importante, né? A ajuda da família também, né? Os pais que de repente se no no caso dele é o sobrenome, né? E aí a família toda, todo mundo, tipo assim, é pertencimento, né? Meu nome mesmo. Quer brincar? Vamos brincar junto. Enfim, significar o a questão, né? O sentimento, né? Exato. Exatamente. Ressignificar o sentimento e vamos brincar todo mundo e beleza, né? Agora você precisa ter uma maturidade emocional para isso. Quando a pessoa não se sente bem, aí tem problema, precisa sim buscar ajuda, né? Ajuda eh profissional de psicólogos, né? terapeutas. E aí, se for em último caso, não deu certo, vai lá, procura o advogado, entra com pedido e faz a substituição do nome e está tudo bem. 8:59. Vamos para a última pergunta do programa de hoje, quinta-feira. Hoje é dia 5, né, gente? Dia 5 de junho já. Que coisa, hein? Vamos lá. Rose do Jardim Floresta. Quem muda o nome na justiça precisa, ixe, é verdade, atualizar diplomas e certidões em cada órgão existente ou existe um processo único para todos? É, tem essa questão também, né, doutora? Tem, tem. Bom dia, Rose. Eh, nesse caso, sim, precisa atualizar e aí precisa verificar quais diplomas e aonde eles estão, né? Eh, não necessariamente vai ser um processo único, tá? Mas eh isso também existem algumas facilitações, tá, que podem ser providenciadas, mas tentem todo esse trâmite não é fácil, né? E além da preocupação e de todo o trauma vivido com aquele nome, a pessoa ainda vai ter que ir atrás de ajustar todos os documentos. É, se a gente for parar para pensar, né, é bom a gente cuidar da saúde mental e ter noção antes de colocar o nome na criança, porque olha, o processo é longo, viu? Que coisa, nomes que machucam, né? Quando a escolha dos pais pode levar a bullying e traumas. Nós estamos aqui falando sobre isso e a gente já vai paraas considerações finais. É a escolha do nome. É um ato de amor, gente, e esperança também, sabia? Mas tem que ter responsabilidade. É fundamental a gente considerar os impactos que essa decisão pode ter na vida da criança, né, desde a infância até a vida adulta. E esse foi o nosso bate-papo de hoje. Eu quero agradecer ao nosso psicólogo que participou pelo Zoom, o Bruno Afaz. Ô Bruno, obrigada pela sua participação, né, a sua disponibilidade, desejo melhoras para você. O Bruno não tá muito bem, mas mesmo assim ele fez questão de participar e a gente, poxa, gratidão, muito obrigada mesmo. Deixa pros nossos telespectadores uma dica de como lidar no dia a dia, na sua visão psicológica eh eh de terapia cognitivo comportamental sobre essa questão aí do nome diferente. Tá, tá vindo algumas coisas agora na cabeça. é que para cada um vai ser diferente. Aí que tá o bom da psicologia é isso. Para cada um vai ser diferente. Para cada um o processo vai ser diferente. Querendo ou não, o que eu posso passar é tente levar na brincadeira por hora, tente ressignificar o nome. É o que eu consigo falar agora, que vai atingir mais pessoas, querendo ou não, mas se você não tá bem com o seu nome ou que você está vendo que tá com uma ansiedade, com tudo, como você mesmo falou, procurar ajuda, procurar auxílio, tanto psicológico como jurídico. Muito bem, ô Bruno, considerações finais, então a gente agradece a sua participação. Desejamos melhoras para você, viu? obrigada por ter ficado com a gente aí eh eh nessa hora de de bate-papo, mas com muita informação aqui no estúdio Câmara, viu? Muito obrigado pelo convite, muito obrigado pelas melhoras. Já daqui a pouco já estou um pouco melhor, vou procurar ficar melhor e eu espero estar presente aí em algum outro momento. Não faltará oportunidades, tá bom, Bruno? Obrigada, querido. E nós agradecemos também a nossa advogada Maria Clara, né? Muito obrigada, doutora, pela sua participação, eh, pelo esclarecimento, né? Eu acho que é importante a gente traz profissionais que esclarecem as nossas dúvidas e nos mostram o caminho que a gente pode seguir para melhorar alguma situação da nossa vida. Então, assim, eh, o compartilhamento de informações que você trouxe aqui foi precioso. Gratidão, viu? Muito obrigada. Eu é que agradeço pelo convite. Como eu disse, né, e reitero aqui, acho que é um assunto relevante, é um assunto sensível, eh, a busca pela informação desse assunto, eh, enfim, é importante e por isso busquem, né, essas ajudas profissionais quando necessário, ajuda de um psicólogo, a ajuda de um advogado. A legislação brasileira, ela veio então abarcando essa essa questão de prevenção. os pais, caso tenham um nome sobre o o alguma dúvida sobre esse nome, elas podem inclusive procurar o cartório, né, para verificar se aquele nome ele pode ser considerado ou não. Então, eh, não deixem de buscar informação, é isso que realmente importa. Isso mesmo. Mais uma vez, gratidão. Muito obrigada. Obrigada. E você de casa que acompanhou o nosso estúdio Câmara ao vivo, quero agradecer a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que daqui a pouquinho nós temos, né, ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo campineiro e da nossa metrópole. A programação da TV Câmara Campinas é diversificada. A gente fala de meio ambiente, tem apresentador que vai no bairro fazer receita, eh tem programa que fala especificamente de saúde, né? Tem programa que traz ali os animaizinhos para adoção. Nós temos também a agenda, né? Eí, assim, e programas que falam de empreendedorismo. Então, para você analisar que a programação da TV Câmara Campinas é diversificada e claro nosso foco é o legislativo campineiro com informações, né, da nossa Câmara de Campinas, trazendo sempre o que acontece no legislativo ao vivo para você. Então, essa é a TV Câmara Campinas. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Amanhã nós temos mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Amanhã é sexta-feira, né? Final de semana tá chegando e amanhã a gente fala sobre o poder da memória afetiva. Você está preso à memória afetiva? Por que que a gente resiste ao novo muitas vezes, né? Quantas vezes você já deixou de experimentar algo novo por estar apegado ao conforto desconhecido? O que será isso? Vamos discutir como a memória afetiva influencia nossas escolhas e porque muitas vezes a gente resiste ao novo, que pode ser a mudança, né, a virada de chave para as nossas vidas. A gente vai conversar com profissionais especialistas que vão nos ajudar a tentar entender esse medo por trás aí das mudanças, tá bom? Então é amanhã, a partir das 8 da manhã a gente conta com a sua audiência e com a sua companhia. Desejo a você uma ótima quinta-feira. Se cuide e atenção mamãe e papai aí, hein? Tá para nascer? Então cuida, tá? Dá dá dá uma observada. Olha com carinho o nome do seu filho, o nome da sua filha e a identidade que ele vai carregar por toda a vida. E isso faz toda a diferença na hora da sua escolha, combinado? Um abraço grande para você que tá aí do outro lado. Continue ligadinhos aqui TV Câmara Campinas. Eu vou me despedindo e você fica com a nossa programação. Mais uma vez aos nossos entrevistados. Gratidão e a você aí de casa que nos que nos ajuda a completar essa missão. Nosso. Muito obrigada. Ótima quinta-feira. Fiquem com Deus. Se cuide. Ciao [Música] [Música] [Música] Perfeito. E aí você pode utilizar