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Olá, bom dia. Estamos chegando aqui na TV Câmara Campinas, estúdio Câmara no ar ao vivo e você tem uma semana linda. Hoje é segunda-feira, dia 18, uma segunda espetacular para você. Gente, no programa de hoje nós vamos falar sobre ouvir música enquanto trabalhamos ou estudamos. Você consegue? Então, quando se fala em ouvir música, enquanto se trabalha ou estuda, há vários tipos de perfis. Algumas pessoas só conseguem se concentrar enquanto ouvem um tipo de música específico. Outras sentem que qualquer ruído as desconcentra. E ainda, gente, quem consiga trabalhar com músicas e sons simultâneos, é uma confusão da mente, mas afinal ouvir música enquanto se trabalha ou estuda beneficia ou prejudica o desempenho. Existe um tipo de música mais adequada para cada tarefa? Olha, para conversar sobre esse tema. Hoje nós já estamos com os nossos dois convidados aqui no estúdio e claro que a gente conta com a sua participação também, então vai mandando o seu WhatsApp para nós. A nossa produção já está conectado com você. Olha aí o telefone, o WhatsApp, nosso contato 1997829377. Vai mandando pra gente. Fala aí, você consegue trabalhar e e ouvir música? Você consegue estudar e e ouvir música ou isso te causa uma confusão? Qual é o seu comportamento mediante ao tema de hoje? Manda pra gente que nós vamos interagir com você. Vamos com algumas informações. Olha só, os usuários das linhas de ônibus 163 eh 163, né, Jardim Campos Elízios e 401, Parque Jambeiro 2, devem ficar atentos às mudanças determinadas pela INDEC, que já entram em vigor a partir de hoje, tá bom? segunda-feira, dia 18 de agosto. Atenção, na linha 163, o atendimento será transferido da estação eh João Jorge para os pontos ao longo da Avenida João Jorge. No sentido centro, os ônibus vão parar antes da rua 7 de setembro e no sentido bairro, antes da rua Dr. Sales Oliveira. A alteração ocorre após redistribuição da frota pela empresa operadora. Já na linha 401, o itinerário será ampliado no sentido centro bairro, passando a atender trabalhadores da região das chácaras São Martinho. Os ônibus vão circular pelas ruas Francisco de Don, Emília Serra Otranto e Alcid Joveta, com o novo ponto de parada na marginal da rodovia Anhanguera. Tá? A linha 163 163 liga os terminais Vila União e Central, transportando em média 780 passageiros por dia. Já a linha 401 conecta ao centro as chácaras São Martinho com cerca de 150 usuários. Muito bem, mais uma informação para você agora do legislativo. A Câmara de Campinas realiza hoje, segunda-feira, dia 18, a 46ª reunião ordinária, com destaque para dois projetos que ampliam o acesso gratuito da população a medicamentos. O primeiro é o programa Farmácia Solidária de autoria do vereador Rodrigo da Farmadique. A proposta, gente, permite o licenciamento de farmácias e entidades sem fins lucrativos para receber doações de medicamentos. inclusive amostras grátis e disponibilizá-los gratuitamente à população. Claro, sempre sob responsabilidade aí de um farmacêutico habilitado. O texto estabelece critérios rigorosos para o recebimento como validade e registro na Anvisa e prevê ainda campanhas de incentivo à doação e isenção do ICMS nas operações realizadas por empresas parceiras. Já o segundo projeto de autoria do vereador Nick Schneider trata do funcionamento das farmácias públicas vinculadas às unidades básicas de saúde. A medida garante que esses espaços acompanhem integralmente o horário de atendimento das UBS, permitindo que o paciente retire o medicamento logo após a consulta médica. A sessão será realizada a partir das 6 da tarde de hoje no plenário da Câmara com transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Lembrando que você também pode participar presencialmente no plenário da Câmara, Avenida Engenheiro Roberto Mes, número 66, bairro Ponte Preta, a partir das 6 da tarde, nós esperamos por você presencialmente também. Previsão do tempo para hoje. Vamos lá. Semana começando. De acordo com a previsão, nós teremos aí um veranico ainda esta semana. Hoje começamos com mínima de 13, a máxima é de 28. Previsão do tempo é céu azul de brigadeiro, tá certo? Então vamos lá. Você que tá com a gente, vamos ao nosso tema central. Então, você já tentou estudar ouvindo música? A prática é bastante utilizada por muitas pessoas, mas há quem considere o impecílio dificultando a concentração. No entanto, estudos científicos testaram, testaram, aliás, qual grau de foco e produtividade é possível obter neste cenário. E para abordar temas, esse tema, aliás, nós vamos apresentar os nossos convidados de hoje. Eu quero dar boas-vindas e agradecer a participação da nossa consultora de imagem e etiqueta, que vai comentar como ouvir música. é percebido no ambiente corporativo e seu impacto, né? A Samara Pilon, muito bom dia, Samara. Seja bem-vinda. Obrigada. Bom dia a todos. Prazer, maravilha. Prazer é todo nosso receber você aqui. E olha, essa questão eh de música, nós precisamos de um psicólogo, de um psicanalista para nos eh ensinar e avaliar sobre os efeitos da música no nosso cérebro, né? Então, para isso nós, claro, convidamos aí o Lucas Cavalcante. Ele é psicólogo e psicanalista, vai falar sobre os efeitos da música no nosso cérebro e também na nossa produtividade. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Eh, muito obrigada pelo carinho. Tô de volta aqui. É um prazer estar com vocês. Vamos bater um papo gostoso nessa segunda-feira sobre música e trabalho, que eu acho que são duas misturas assim importantíssimas. Muito bem. e você aí de casa manda sua mensagem pra gente. Você consegue aí estudar e ouvir música, trabalhar e ouvir música, fazer tudo simultaneamente, sem ter nenhuma confusãozinha. Hum. Vamos lá. Um estudo feito pela pelo Instituto de Universidade do País de Gales testou o desempenho de estudantes, gente, sobre o efeito de cinco diferentes ambientes, tá? Um ambiente totalmente silencioso, né? eh com sons simulando os eh sons ambientes, chuva, ar condicionado ou barulho de construção ao lado. Também com sons variados, uma conversa paralela, com uma música que a pessoa goste, né, e com uma música que a pessoa não gosta. Esse estudo, gente, no final deu um resultado seguinte: os cientistas descobriram que os estudantes nos ambientes com músicas e sons variados tiveram um desempenho mais baixo do que aqueles que ficaram em ambientes com sons repetitivos e e também em ambientes silenciosos. Bem interessante esse estudo. E agora pergunto pro nosso psicólogo, né? Eh, estudar enquanto a gente ouve música pode oferecer diversos benefícios. A combinação de ritmos e melodias pode influar, influenciar também eh esse nosso desempenho cognitivo? Gostaria que você explicasse pra gente, porque a gente consegue fazer tudo isso e ter um desempenho legal, mas tem gente que não consegue. Então explica para nós, Lucas. Bom, a música, eh, aliás, o estudo bem interessante, bem bem perspicaz o estudo. A música, ela dita o ritmo, né? a as próprias batidas do coração, assim como, aliás, é tema até de poesias, inclusive de música. Sim, a gente sabe que a música é importante e ela, sem dúvida, ela ela vai influenciar, ela tem um caráter entorpescente, ela pode gerar em nosso prazer, pode gerar mais desejo. Agora, quando a gente pensa em, olha, ela melhora o desempenho, a gente precisa entender o que que nós estamos buscando. É desempenho enquanto eu quero estudar mais, tirar notas maiores, pode ser que para determinados sujeitos ela faça muito sentido. Não quer dizer que intrapsquicamente falando seja saudável para ele. pode ganhar altos scores na faculdade, no trabalho, mas a sua vida, por exemplo, no sono, noturno, questões emocionais e relacionais na sua vida privada seja um problema. Então, antes de tudo, a gente precisa pensar o que que esse sujeito ele tá buscando e aí sim verificar a a problemática na música na vida dele. É fato que antes da gente pensar em música, eu acho que aqui vai ser um um tema que a gente vai gerar aqui, a as pausas são importantes, o silêncio é importante, tal como o barulho. Então, saber encaixar isso e eh durante o dia é fundamental e a gente vai discorrer um pouco sobre isso. Muito bem, Lucas. E a Samara, né, eh, gostaria de saber de você, Samara, do ponto de vista da etiqueta corporativa, né? Vamos falar primeiro da etiqueta corporativa e depois a gente fala do nosso dia a dia, né, do nosso pessoal, social. Eh, na etiqueta corporativa, usar fones de ouvido no trabalho, pode transmitir uma imagem negativa? Qual que é a sua avaliação quando a gente se refere a questões de etiqueta nessa mania que todo mundo tá tendo aí de usar fone? Eh, eu vejo que no mundo corporativo, né, a gente a gente sempre recebe muitas pessoas assim que ficam muito preocupadas com a sua imagem, né, com o que que elas estão vestindo ou deixando de vestir, qual que é a comunicação, qual que é a mensagem que elas estão transmitindo, né? E o que que a gente não pode esquecer é que assim como a nossa roupa comunica, né, alguma coisa, o que a gente ouve, a forma como a gente se comporta também, né, passa uma mensagem muito importante no ambiente de trabalho. Então, o fone de ouvido pode ser que, né, ele passe essa mensagem um pouquinho, talvez mais desprendida, né, ou não, né? Então é muito importante também a gente prestar muita atenção nisso, né, nesse comportamento para não passar nenhuma mensagem que seja negativa, assim, que possa te influenciar eh negativamente no seu ambiente de trabalho. Perfeito, Samara. Agora, essa questão de fone de ouvido, eh, na sua visão, né, você é uma consultora de imagem, não não traz não não traz pra gente uma questão assim da pessoa tá meio aqui fora do contexto do ambiente, desconectada, né? às vezes pode parecer que a pessoa tá ali desconectada, porque assim, eh, se a gente pensar que tem uma equipe toda ali, né, interagindo, trabalhando, por que que só você está ali e com usando o fone de ouvido, né? Então, é muito importante que a pessoa faça essa leitura também, né? Será que é positivo? Será que eu devo? Será que convém usar o fone de ouvido no meu ambiente de trabalho? É verdade, Lucas. E agora, eh, a visão psicológica pra gente dessa questão de fone, de ouvido e essa percepção que a gente pode ter de uma desconexão, né, do ambiente principalmente corporativo, porque eh um ambiente corporativo é um ambiente em que se fala, em que se eh eh tem tem uma comunicação e é necessária essa comunicação. Aí a pessoa, ela se sente mais confortável, trabalha, trabalhar para trabalhar ouvindo música e aí automaticamente ela acaba se desconectando desse ambiente, né? Ã, e aí essa música ela vai, então é complicado, interessante essa fala da etiqueta, né? Isso é muito legal e e como tá sendo dito aqui, a gente precisa prestar atenção de qual empresa, né? De qual assim ética nós estamos usando aquela empresa. Engraçado que eu tenho vários pacientes na área de TI. Sim. E eles incentivam inclusive o uso de fones. Quer dizer, esses profissionais que trabalham com programação e tal, eles são eh, infelizmente até obrigados a se a se desconectarem dos outros e se conectarem às máquinas. Uhum. E se conectar às máquinas. E aí o som, né, no ouvido faz toda a diferença. Eh, há de se dizer que com a revolução industrial, revolução assim da informática nos anos 70 e há ainda mais agora com a revolução da nanotecnologia, nós inventamos as baias nas empresas e é um termo que vem dos cavalos, inclusive aras e tal. Quer dizer, nós fomos transformados de de alguma maneira com essa ideia de um animal que tá ali para produzir alguma coisa desumanizado em si. E aí, sem dúvida, a música entra como uma tentativa do sujeito construir o seu espaço privado dentro do espaço público, isto é, tentar construir o seu lugar de existência feito um quarto, feito o banheiro da sua casa, a sua sala, tentar eh imaginar isso dentro do espaço de trabalho para novamente, com foco em quê? na produtividade. Se o foco é a produtividade, pode ter certeza que o empresário, a o seu gerente, você mesmo vai pensar em fazer de tudo e aí vale a pena descobrir qual é a regra daquela empresa. Agora, se a ideia é a sua saúde mental, aí nós precisamos pensar que talvez diminuir a produtividade vai aumentar aí a sua saúde mental e desconectar um pouco da música. Então, certamente esse análise do ambiente se faz necessário. Muito bem. Agora, na questão das músicas, eh, Lucas, eh, no seu ponto de vista, música pode ajudar a melhorar a concentração e aí os os certos tipos de música, né? Música clássica ou música ambiental, tem associação aí a níveis mais altos de foco, de atenção, porque a gente sabe que a música ela nos molda, né? Se você tá, você não tá muito, muito alegre, é você, ã, ouve uma música que tem aí um, um som que te contagia, você muda rapidamente. E a mesma forma é se você não tá muito feliz e aí você ouve uma música que tem uma baixa vibração, puff, é fundo de poço. Como é que você explica pra gente essa conexão que a gente tem com o som? Na verdade, há de há de uma uma ciência geral, digamos, da música. eh música, eu vou usar um termo aqui mais dos músicos, né, que a música vai compreender, que é chamada cozinha, que é o baterista, que é o baixista, às vezes até o tecladista, o guitarrista, a cozinha em si que a gente fala tende a fazer as músicas com mais graves, mais pulsantes, onde a batida vai, ela vai vir mais ao peito e trazendo assim mais ansiedade e, portanto, ah, mais adrenalina, digamos, músicas mais harmoniosas, mais como, por exemplo, ah, eh, eh, com instrumentos feitos com cordas, por exemplo, é, elas tendem assim a relaxar mais isso de maneira geral. Agora, ah, diminuindo tudo isso, a vida, a história de vida daquele sujeito, pode ser que uma música clássica gereedade e uma música mais roqueira, mais batidona, assim, pode gerar mais calmaria. Eu conheço várias pessoas que que pensam dessa forma, sem dúvida. Eh, o que vale a pena a gente pensar é se aquela música em determinados momentos, se eu preciso estar mais calmo, se ela tá gerando mais ansiedade, se eu preciso estar mais ansioso, se ela tá gerando mais calmaria. Vamos combinar que não tem como, né, pensar cientificamente numa música como clássica, o sujeito vai na academia puxar um ferro, vai achar que aquilo vai trazer mais músicos para ele. Isso em termos científicos. Agora, na história de vida do sujeito, ele vai dizer: "Olha, eu escuto o Bá e para mim tá maravilhoso, né?" Mas eh tem essa distinção, né? na nas bandas que a gente pode ver essa que a gente chama de cozinha e a os instrumentos de corda t de ter essa relação de graves, pulsantes e mais calmaria. Vai aí da análise de cada um. Muito bem. Aí, ó. É, é muito legal a sua colocação, sua pontuação. E aí eu já pergunto paraa Samara, a música, né, além de afetar o nosso foco, ela também comunica algo sobre a gente, né, como a roupa que a gente veste. Então, a escolha do repertório, eh, certo? Você acredita que é estratégico assim como a postura eh e também com a roupa que a gente usa eh eh a escolha do repertório da música, ela influencia no nosso comportamento? Ah, acho muito pertinente essa pergunta, né? Porque assim, eh, ao contrário do que ele trouxe aqui pra gente, né? Se a gente pensar aqui no ambiente corporativo, né? É muito importante que as pessoas tenham uma outra postura diferente, né? Ao invés de ter essa desconexão com o restante da equipe, né? No mundo corporativo, muitas vezes o que eles pedem é justamente o oposto, que é ter essa conexão entre os colaboradores, né, entre os funcionários. Então, pensando deste modo, às vezes ouvir músicas e estar mais desconectado do restante da equipe pode ser eh pode ser lido de uma forma muito negativa, né? E eu também vejo que assim, apesar da empresa não poder fazer aí o juízo de valor do que que aquela pessoa pode ou não ouvir ali, né, do dentro do ambiente do de de trabalho, né, eh é muito importante também que ela tenha eh uma percepção, né, sobre o que que dever pode ou não, né, ser ouvido dentro daquele ambiente, eh o que que vai qual é o tipo de mensagem que aquela, que aquela música vai estar trazendo sobre você, né, eh, para não trazer fazer eh interpretações totalmente equivocadas ao seu respeito que você não queira passar, né, aí para pros seus supervisores, enfim. Então, e existem eh códigos de eh etiqueta corporativa, sim, tem sobre eh o uso de fone ou caixas de som no ambiente. Tem assim algum código de de etiqueta que a gente deve aprender, porque se a gente não sabe, a gente tem que aprender mesmo. E aí com essa alta de fone de ouvido e a galera também usa caixinha de som, né? Então esa lá ou som no celular, gente, quando você tá ouvindo é só para você. Que mania que a galera tem de colocar o som e achar que eu tô gostando do som dele. Poxa, aí é um alofalante. Então, tem uma uma etiqueta pra gente eh em questão dessa desse negócio de de ouvir música. É, a máxima é sempre a seguinte, né, gente? Eh, dentro do ambiente, por exemplo, corporativo, do ambiente de trabalho, se você escolhe ouvir música, ouça com o fone de ouvido, né, no volume mais ameno, né, mais baixo, para sempre pensando que assim, ao seu lado vão ter outras pessoas que pode ser que essa pessoa não queira ouvir música, não se sinta confortável, não consiga produzir igual a você que gosta de ouvir música, né? Então, coloque seu fone de ouvido, né? Tenha cuidado com volume, tenha cuidado com as músicas que você ouve, né? Caixinha de som, gente, abominável. não dá pra gente pensar que assim teria como colocar, né, uma uma música assim autofalante e que talvez isso possa incomodar outras pessoas também, gerar desconforto, diminuir a produção. Então eu acho que é muito importante a gente ter esse cuidado, né, já que a gente tá falando aí de pessoas que são, né, eh, totalmente diversas, né, um ambiente muito diverso e que cada um se comporta de uma forma, se sente confortável de uma forma e a gente tem que respeitar todas essas pessoas igualmente. Muito bem, Samara. Ô, Lucas, né, a psicologia fala o que sobre as pessoas que às vezes não tem falta uma noçãozinha, né? Ah, tô a fim de escutar música, eu vou ouvir mesmo e quem quiser ouve, quem não quiser tá para ouvido. O que que a psicologia traz referente a esse comportamento? A gente tá assim, sem dúvida, numa cultura que se chama, hoje essa palavra tá um sucesso até na clínica, que é o tal do narcisismo, né? A gente tá numa cultura narcísica nesse sentido de que o meu gozo em cima do gozo do outro. Uhum. Então aí o som, né? Até a gente estava falando aqui sobre eh Samara, né? Desculpa, a Samara. tava dizendo interessante já que gente não use a caixinha de som. Nós temos leis hoje que impedem, já estão impedindo uso de caixinha de som na praia. Como que era um ambiente ambiente pública, como que fica a caixinha de som na praia, gente? Leis, leis municipais, estaduais, até por quê? Porque a gente tá numa forma rigorosa de que o meu desejo em cima do desejo do outro. Então, ah, sem dúvida assim, a a forma de música hoje que que que nós escutamos, a forma de uso dela tem a ver assim, sem dúvida, com o meu eu, a forma como eu vou me colocar pro outro. Lembrando que tem um contrato social, há uma etiqueta social, há um código, há um códex. Aliás, assim, estética é uma palavra que tem a sua origem na mesma origem da ética, né? Que é a beleza do ambiente, a forma como eu vou embelezar aquilo até com uso do som. Eu vou fazer um recurso aqui, eh, eh, trazer um recurso do Teodor Adorno, né? que ele escreve a época, ele escreveu no início do século XX criticando o jazz como uma música terrível, errada, comparando com o clássico. Hoje quem diriaz uma música maravilhosa, mas ele vai falar das chamadas músicas que são feitas para não serem ouvidas. Uhum. E nós vivemos hoje num contexto social das músicas que são feitas para não serem ouvidas. Algumas músicas são importantes nos ambientes para que a gente não não necessite ouvi-las para que a gente produza mais e gera inclusive um bom ambiente. São chamadas hoje músicas de elevador, né? A gente entra, fica ali mais estabilizado, pessoas que têm claustrofobia, por exemplo, elas conseguem ficar ali dentro porque tem uma musiquinha muitas vezes tocando e aquilo ajuda, né? Agora, o volume, a qualidade sonora do altofalante, isso pode influenciar inclusive no contato com outro. Por isso que a gente tem raiva do celular quando sai o som. A música pode ser maravilhosa, mas a sua caixinha de som ali ou a própria a o o como fala? O o falante do celular, ele pode, ele é tão ruim que não vai produzir a mesma catarse no outro, não tem nada a ver com a sua música. Então, antes da gente falar da música, inclusive deve se falar da qualidade da projeção dessa música no ambiente, que também é uma coisa muito importante, né? E aí isso pode gerar mais raiva e assim eh por diante. Você vê, né, a a o contraponto dessa questão da música. A gente tá falando eh de etiquetas, né, eh quando a gente se refere a ambiente corporativo e o uso de fones de ouvido, de caixinhas de som e o efeito também que a música eh traz no nosso cérebro, né? Só que aí a gente fala de caixinhas de som e é uma bagunça. Se cada um colocar a sua música na sua caixinha vai ficar uma beleza o ambiente corporativo, né? Não é legal poluição sonora. Só que também se cada um se conectar no seu fone de ouvido também vai ficar um ambiente corporativo totalmente desconectado e e desagradável. Então, como é que a gente faz para equilibrar? Ah, a gente sempre joga aqui no estúdio câmera essa palavra, essa palavra faz parte do programa quase todos os dias. O equilíbrio, Lucas, como é que faz para manter esse equilíbrio dentro do ambiente corporativo? E daqui a pouquinho a gente já vai partir pro ambiente social, essa questão de música também, como é que a gente mantém aqui? Sim, na verdade, eh, eu acho que mais do que nunca é se relacionar, como eu disse, em alguns ambientes eles, eh, eh, promovem essa ideia do uso do do fone, etc. Tava me lembrando agora de um famoso banco brasileiro que já é bem rígido e não permite. Tava lembrando até de alguns pacientes. Eu fui psicólogo do exército muito tempo, né? Exército, por exemplo, proíbe, você não pode nenhum ambiente, porque é um ambiente de missão, de é operacional e nada pode tirar sua atenção. Então, cada ambiente você precisa descobrir as regras daquele lugar, mas acima de tudo você se relacionar com o outro, inclusive fora até do ambiente ali, às vezes no indo para almoçar, na saída, até eventualmente algum contato mais social, porque você vai descobrir inclusive quais são os limites do seu colega que tá muito eh próximo a você e quem sabe até a música que ele gosta, você também gosta. Vocês podem ter alguma troca de alguma maneira, dependendo montar um pequeno ambiente dentro do ambiente maior do trabalho, mas acima de tudo conhecer ao outro. A gente tá vivendo, como eu falava anteriormente, num período de hiperindividualismo, né? É um total individualismo. Se a gente vê essa imagem que tá aqui atrás, muito bela aqui do cenário, é uma imagem de uma cidade, né? De uma grande cidade. Então nós nunca estivemos tão próximos uns aos outros como aqui, tá? Né? assim, geograficamente falando, mas nunca tão distantes afetivamente. A ideia do campo era o contrário. Vivíamos distantes geograficamente dos outros por conta dos sítios e fazendas, mas próximos afetivamente, porque nós não tínhamos mediadores de tecnologia. Então, a ideia é tentar aproximar do outro contato com toque e aí, sem dúvida, você vai descobrir qual é a regra do outro ali e tentar se adequar e até gerar mais prazer, inclusive no ambiente. Muito bem. Agora a gente vai então paraa Samara, porque qual que é a a regra de etiqueta quando eh nós estamos próximo a um colega que está nos incomodando ou atrapalhando, né? Quando a gente fala aí da questão da concentração de ambiente corporativo, como é que a gente deve se comportar mediante a esses ruídos causados eh por músicas ou então ao isolamento de um colega que se fecha totalmente com ele mesmo, né, ficando aí apenas concentrado no trabalho e na música e esquece que tem gente do lado. Como é que faz? O que que a etiqueta traz pra gente mediante a esse fato que eu acabei de eh falar para você? Eh, aí tá um exemplo, né, negativo, eh, do uso do fone de ouvido. Então, pensa que você está numa situação, né, num ambiente de trabalho que precisa de interação entre os companheiros, né? Aí pensa você de fone de ouvido totalmente isolado, né, distraído com aquela música, de repente seu colega te chama e aí você não consegue, né, responder, não tem a resposta, né? Então é válido aí para você que gosta de ouvir música, que se sente confortável, que se concentra melhor dessa forma, né? Eh, pensar no volume, né? Não colocar uma altura tão distante, tão ímpar, ao ponto de você não conseguir se comunicar com as outras pessoas, né? Ao ponto de se isolar totalmente e não conseguir não ter nenhuma reação, percepção, eh, percepção, né, daquele mundo que tá ali ao se ao seu lado exterior, né? Então eu vejo muito dessa forma e para as pessoas também que acabam extrapolando, né, essa esse convívio ali, aquela coisa mais saudável, eh, eu acho muito válido se você se sente incomodado, de repente chegar com educação, né, com respeito, e pedir para aquela pessoa para diminuir o som, né, e fazê-lo refletir, né, de que aquele ambiente é um ambiente eh compartilhado, então não dá para pr para ele só se isolar ali e começar, né, te desrespeitar, enfim. invadir o seu espaço. Eh, como ele trouxe aqui, nós não vivemos uma sociedade, né, de forma isolada, somos parte de um todo, né, uma comunidade. Então, é muito importante saber se comunicar também e passar essa informação de que aquilo não tá sendo saudável para você e de que você precisa de um espaço e de respeito e talvez é válido também aí até para questão da música também. Tem uma tem uma questão interessante que ela tá dizendo que é veja que nós partimos a premissa de que, sem dúvida é isso mesmo, né? Quer dizer, a pessoa que tá usando o som no trabalho, ela tá invadindo o espaço do outro muitas vezes. Ou seja, esse que usa o som, ele tá sendo ativo para com o outro. Mas olha só que interessante que a gente recebe muito isso na clínica. O sujeito que às vezes é um som que não é som, mas que é encarado pro outro, pelo outro com uma violência. Então, por exemplo, barulho de teclado, a pessoa que bate na mesa e faz ritmo, a pessoa que fica batendo embaixo da mesa assim, ó, e o outro tá lá e é porque você está fazendo muito barulho. E às vezes é uma algo normal, são ruídos que no campo seria o barulho do passarinho. Vamos combinar, gente. Você tá em casa, você você gosta da cidade, às vezes o barulho do passarinho no campo te estressa de um jeito que você não consegue dormir. Então, há sons, na verdade, que são importantes de você perceber que a culpa não é do outro, mas tem a ver com seus níveis de estresse, com seus níveis de angústia. Então, estes sons são balizadores com sintomas para que você busque ajuda. Às vezes você tá no burnout, por exemplo, você precisa falar assim: "Olha, o barulho do chiclete do coper ao lado tá me, eu quero matá-lo". Então, é é importante verificar esse tipo de som também. Pontuação excelentíssima, né? Porque a gente precisa de de ficar atento aos sinais, né? Quando a gente fala de música, de som, é claro. Eh, a música, beleza. Agora, sons, né? Sons do teclado, gente. Nossa, tem alguns sons de teclado que eu vou te falar. Ô, bate mais leve aí no teclado, né? Exato. Agora, veja bem, eh, vou vou trazer pr para a minha realidade. Nós jornalistas, a gente trabalha em redação, né? Então, todo esse programa aqui, ele foi construído dentro de uma redação para depois a gente trazer para você ao vivo aqui desse jeitinho todo redondinho igual a gente tá mostrando. E na construção, na redação, não se constrói só esse programa, a gente constrói a programação de uma TV toda. Então, gente, é impressionante, porque a gente aprende a conviver nesse ambiente. Você está lá produzindo um texto, mas tem um monte de gente falando a sua volta ao seu redor. E aí o pessoal fala: "Jornalismo é meio fora da caixa, né? Porque o jornalista ele consegue fazer isso." O que que o que que acontece com o nosso cérebro? A gente se acostuma, Lucas, com o ambiente e a questão da música, ela realmente traz um foco, uma concentração. Você consegue desempenhar melhor o seu papel ouvindo música da forma correta. Claro. E e respeitando as regras. da etiqueta. A música, quando no ambiente de trabalho ela é pensada como, e preste atenção na palavra diversão, ela traz um problema. A palavra divertir, ela tem a sua origem, na mesma palavra, por exemplo, distrair. Divertir é o dia ali é ao lado de diverter. Você tira a pessoa daquele foco e joga para outro. Então, diversão ela ela é um problema. Agora, como recreação, a música ela é muito boa no trabalho, porque ela ela ajuda a criar alguma coisa. Uhum. Então, por exemplo, eu escrevi meu livro, até trouxe aqui depois para vocês. Meu livro, eu parte dele eu escrevi no shopping, na prase de alimentação e eu prefiro. Eu saía da clínica, ia o shopping, eu dizia: "Olha, eu vou escrever". Falava minha esposa, eu vou escrever. Mas como no shopping? Por quê? Porque o som da da da praça de alimentação, ele é um tanto nisso e ele tem uma frequência que você pode ver, ele fica num nível bem estabilizado e a gente sabe destacar quem tá gritando ou não. Verdade. Aham. Então, e aquele som ele está numa numa constante que é que pode ser muito bom, que é o som do trabalho, por exemplo. Agora, o excesso de silêncio, ele pode ser inclusive maléfico. Vamos lembrar de um certo programa de TV muito famoso, onde reunir pessoas num rit show, um dia colocaram as pessoas dentro de uma de uma sala branca e trancaram elas lá dentro sem som. Sim. Quase gerou psicose. Então a ideia não é o som ele não pode ser uma diversão. A música, senão ela vai tirar do foco, talvez até o que a pesquisa trouxe. Eu não li a pesquisa, mas alguma coisa nesse sentido. Agora quando o som ele entra como um ruído controlado, no sentido ali de te manter na a ideia de que o som ele é como se fosse um parceiro, um acolhedor, uma alguém que tá ali te aconchegando, aí nesse sentido vai ser muito positivo. que deve se preocupar aí qual o tipo de som, qual o tipo de altura, mas não é problema você assim ouvir, ter alguma coisa no ouvido, eh, em essência não é um grande problema. Muito bem. Agora, então, falamos sobre o ambiente corporativo, eu acho que foi muito explicativo, bem interessante, né? Então, aí você que tá em um ambiente de trabalho, presta atenção para não eh se isolar totalmente e também para não atrapalhar o coleguinha, né? Porque a gente precisa trabalhar todo mundo aí em harmonia. Agora a gente fala, já que estamos falando dessa questão de som, de de regras de etiqueta e também eh o que o som traz de positivo pra gente, no caso aqui a música, né? Eh, em ambiente social, qual a avaliação sua, Samara, referente à etiqueta do que você vê hoje, do que a gente tá vivendo hoje? Bom, se você for contar aí de 100 pessoas, vamos fazer aí um parâmetro. 92 92 pessoas estão de fone de ouvido, não é? E então, referente à etiqueta, qual que é a sua visão? O que que você traz pra gente nessa questão do ambiente social eh referente a ao isolamento, né? Porque você vive, você tá em um ambiente social, mas você tá vivendo do seu mundo, você tá com fone de ouvido, isso atrapalha, isso é bom, até que nível, até que ponto? O que que a etiqueta traz pra gente referente a isso? Eh, eh, ao contrário do do ambiente de trabalho, né, eu vejo que usar fone de ouvido, eh, socialmente ele é um pouco mais benéfico, né, por eh, a gente vê que até em transportes públicos, por exemplo, tiveram que colocar algumas proibições, né, de que é proibido usar alofalante, de que é proibido colocar caixinha de som, qualquer coisa do gênero, porque algumas pessoas estavam saindo ali, né, daquela zona do que eh, vamos dizer assim, que socialmente aceitável, né? Extrapolando e gerando situações assim de extremo desconforto. A gente tem aí pessoas que trabalharam às vezes o dia inteiro e que querem voltar para casa em silêncio e não conseguem porque o outro quer fazer eh daquele momento ali, né, de retorno paraa sua casa, uma grande festa, uma grande balada. Então, eh, eu vejo o fone de ouvido, eh, de forma mais positiva, né, para que cada um tenha aí o seu momento, né, eh, se sinta confortável de ouvir a música eh que quiser, né, eh, porém, né, por outro lado, a gente tem essa situação também que você trouxe, as pessoas acabam ficando mais isoladas, né, também desatentas, né, então acabam, eh, vamos pensar aí, eh, na rua ficando mais vulneráveis para alguns tipos de situações, né? Então tem todos esses pontos assim, né? Contrapontos que a gente tem que pensar. Eh, mas de forma eh geral, né? Eu vejo que é muito positivo usar o fone de ouvido para não gerar o incômodo, né? Ao outro. Sempre pensando desse lado. Muito bem. Agora vamos lá, falando de fone de ouvido e de você é uma pessoa que trabalha com imagem, né? Qual que é a avaliação que você faz daqueles megafones assim que ficam bem enormes no ouvido assim? É. É. É legal o que que a a etiqueta, a autoimagem traz pra gente referente a isso? E depois eu quero ver com a questão da psicologia também, porque o nosso corpo fala, então a partir do momento que igual a roupa, né? A roupa mostra o que que você quer passar e o fone de ouvido também mostra. Tem gente que usa um fone, ó, eu tô aqui com o retorno, tá vendo, né? Isso aqui também é um fone de ouvido. Então, se eu coloco o cabelo aqui, quase fica imperceptível. Você já pensou eu com o retorno daqueles aqui assim, ó? Alô, produção, tá me ouvindo? Então, como faz? Qual, o que que a etiqueta traz pra gente referente a à nossa imagem quando a gente opta em utilizar ou até comprar um fone de ouvido, Samara? Tá. Eh, eu vejo que aquele fone de ouvido bem grande, né, esse que você trouxe aqui, eh, ele passa uma mensagem de que a pessoa está totalmente desconectada, né? não tá nem um pouquinho aberta, de repente ali para uma comunicação, para uma, né, para uma conversa, para uma pergunta, para uma dúvida, enfim, ele acaba, ele tem essa imagem mesmo, né, de te isolar mesmo, né, de te deixar realmente eh fora, né, de um daquele convívio ali. Já os fones menores, né, eles além de serem mais discretos, eu acho que ali pr aquela pessoa que não quer muito, né, é mostrar que tá usando, de repente ouvindo uma música, a gente tem aí os pequenininhos sem o os fios, né, o que eu acho até mais confortável, porque, por exemplo, eh, aqueles fios podem, né, enrolar e gerar uma grande confusão, uma bagunça. Então a gente tem também esses modelos aí que eu acho que são até melhores, né? E passa uma mensagem um pouquinho eh mais minimalista. Exatamente. Mais suave, mais, né? Vamos dizer assim, clean, digamos assim. Sim. E a psicologia tá louca, né? Para falar e para dar posicionamento. Vamos lá. Mas isso é porque ela tá dizendo é interessantíssimo. É isso mesmo. Ela teve uma sacada. Olha só que interessante. Quanto maior é o fone, ou seja, a entrada, eu vou chamar de entrada auricular. Aham. maior este fone está dizendo alguma coisa ao outro. Não fale comigo, não me toque. Se a gente pensar, vamos voltará, não sei de que idade vocês vão aqui falar de idade, mas anos 90 ficou muito sucesso o Alkman. Ah, verdade. Depois o disman e tal que era os fonezinhos, eles eram, eles descobriram a orelha, eles cobriram a orelha e a ideia era eu tenho esse negócio que é carérrimo, você não tem, então deixa eu ouvir aqui meu som. a gente via muito lá o pessoal em Miami andando de patins, não sei quê, que era uma forma individual de se viver. Depois começaram a surgir os pequenos fones, né, que é esse que essa tava dizendo, com seja com cabo ou sem cabo. E isso ficou uma coisa curiosa. As marcas começaram a ver um problema, porque se você colocar muito pequeno, a pessoa não vê e ela se autoriza a ir falar com você. Então, quanto menor o fone, a assim, a essa eh esse essa imagem, né, esse retorno, mas você tá autorizando ao outro me falar com você, ou seja, você se coloca mais sociável. Então, aí fica uma questão. Eh, e esse é um grande problema. Tem uma grande marca famosa aí de celular e fones. Ela fez um fone auricular, né, que é isso que você tá usando também. Só que ele te dá um acesso ambiental. Se você clicar lá no no seu celular, ele te dá acesso ambiental. Ou seja, se a pessoa fala com você, ele corta o fone, o som do seu fone para você conversar. E aí as pessoas sabendo disso, ela se autoriza a chegar ainda mais. Aí você vê na academia, por exemplo, um problema, a pessoa fica, poxa, não sei que, desculpa, não falem comigo e tal. Que que as pessoas fazem? elas aumentam o fone, então tá voltando a moda do fone grande justamente para e para fazer valer aquela questão do individualismo. Ah, os os eh jogadores de futebol estão sendo muito criticados hoje. A gente pode ver quando eles chegam pro estádio para jogar e já sai com aqueles fones enormes. Não f ou se não falem comigo. E eles são estão sendo muito criticados porque antigamente eles davam entrevista. uma forma, eles nem precisam de assessor de imprensa, já bota o fone e não fal mais comigo. Então o fone acaba sendo uma forma de etiqueta de falha ou não falhe comigo. Então aí vamos lá. Psicologia traz pra gente o que que é uma pessoa que usa um fone desse, o porquê o por essa essa forma de isolamento, é uma forma de se isolar do mundo, né, do social? Qual que é a avaliação psicológica referente a isso? É esse narcisismo exacerbado que a gente vive? Nós estamos numa cultura novamente, ela é individualista, ela trouxe, as redes sociais trouxeram essa ideia do o mundo é extensão do meu ego, então eu crio o meu mundo. A já vista a questão do que eh tem um o Gemmir Silva, um grande filósofo brasileiro, ele fala da sociedade que nós vemos hoje que é o Homoludens, que é o homem jogo. Então a gente tá nessa ideia do jogo enquanto game também de eu estou eu e minha tela, eu e meu celular. Não fale comigo, eu tô aqui ganhando meus pontos. Eh, estou produzindo alguma coisa agora, não me toque. Então, nós estamos numa cultura assim de não eh eh eh de uma de uma total eh um total distanciamento do outro. Então, o famoso filme ganhou um Oscar, inclusive, chamado Crash no Limite, e ele fala isso. Nós estamos nos tocando tão pouco que quando a gente se encosta é violência. Nossa, nesse medo que a gente tem do outro e o fone é uma forma, né? Aliás, assim, o gozo auditivo é uma forma de eu não me desconectar do mundo, é uma forma entorpescente, sem dúvida. Então, cada vez mais a música tá sendo usada para isso. Na clínica, eu recebo vários, várias mães que levam adolescentes que já, que já vê na clínica com o, a, o ouvido machucado, porque dormem com, com música. Amém. Ou seja, eu não quero ouvir minhas vozes, eu não quero ouvir os meus sonhos, eu não quero saber o que eu tô pensando de angústia durante o dia. Eu quero prazer, prazer. Eu preciso fugir. Fugir. Então, a música hoje ela entra como uma fuga. Se você entrar no YouTube agora, você pode ver lá músicas para dormir, músicas para pensar. Fica 4 horas é uma forma, na verdade, de fugir de si mesmo, né? Então, a pausa é importante, só que numa cultura de e de sons, onde o som se torna uma ferramenta de fuga, nós vamos ter uma sociedade extremamente barulhenta. Olha isso. Interessante nessa, Mara. Isso aí. Muito bom, gente. Olha você de casa, a produção tá me avisando que a gente tem bastante pergunta. Deixa eu ver que horas são. 8:46 e a gente batendo o papo aqui. Que gostoso. Muito obrigada. a gente tá por trazer eh essas informações, por compartilhar com a gente, né, informações tão importantes do nosso dia a dia, que às vezes a gente nem se dá conta, mas que que faz sim a diferença, né, produção, a gente pode começar a atender os nossos telespectadores, daí depois a gente volta a conversar mais, então, eh, sobre essa questão, né? E aí é legal que a as perguntas dos telespectadores trazem pra gente caminhos de desenvolvimento do nosso assunto. Eu acho maravilhoso. Pode colocar na tela se tiver, por favor. 8:47, segunda-feira, estúdio Câmara ao vivo. Nós estamos aqui falando sobre eh essa eh eh competência de você ouvir música em ambientes corporativos. Aí a gente fala da psicologia e também das regras, né, de etiqueta. A Mariana Lopes do Jardim Chapadão. Quando tento estudar ouvindo música, sinto que não gravo nada. Isso é comum acontecer ou o cérebro pode aprender a lidar melhor com essa situação, Lucas? É a plasticidade cerebral encefálica, essa coisa do da adaptabilidade, ela faz sentido, a gente consegue se adaptar. Mas gente, nós não temos dois processos mentais. Eu sei que a gente tenta e técnicas de como fazer tudo hoje, mas em última instância nós não temos dois processos mentais. Então você faz uma coisa ou você faz outra. Então, duas coisas serem analisadas no seu caso, Mariana. Ou a música tá muito alta, ou ela de pouca qualidade para você, isso deve se pensar, né? Eh, ou realmente você não serve ali para ouvir música, não faz sentido para você, né? Eh, cuidado em colocar músicas que você gosta demais também, porque realmente você vai tirar esse foco. Talvez tentar, você quer colocar uma música, aquilo que eu disse, músicas que foram feitas para não ouvir, músicas instrumentais, por exemplo, músicas assim que com som mais baixo, mais distante, ali pode fazer uma caminha para você estudar mais, mas de maneira geral, nós não fomos feitos para ter duas assim. Eu sei que o o adolescente hoje ele ele nasce com um cérebro totalmente dividido. Não sei qual a idade da Mariana. Aham. Mas em tese nós temos apenas um processo mental. Ou é uma coisa ou é outra coisa. Não tem problema você não poder ouvir música. Isso tá tudo certo. Ah, interessante. Tá vendo só? Então quer dizer que é não tem problema. Você pode não conseguir, mas você também pode conseguir. E se você conseguir cuida para não atrapalhar o colexo. Foi bem legal o que a gente trouxe aqui hoje. Vamos lá. Pode trazer pra gente mais uma. Carla Schneider do Ponte Preta. Samara, se cada um no escritório fica no fone de ouvido ouvindo música, isso pode atrapalhar a sensação de equipe ou até afetar a imagem profissional? Sem dúvidas, né? Exatamente. Que a gente trouxe aqui, né, gente? Eh, tanto quanto a roupa, né? essa esse isolamento, quando a gente fica aí no ambiente de trabalho totalmente isolado, com fone de ouvido, já pensou aquele fone desse tamanho lá no escritório, né? Então, eh, com certeza isso pode afetar a sua imagem profissional. A gente se preocupa muito com o que a gente veste, com a forma como a gente fala, mas a gente esquece das outras mensagens que são subliminares, né, e que as pessoas estão avalizando também, né? Então a gente pode isolar nenhum ponto. Então toma muito cuidado, né, para não atrapalhar o colega no ambiente de trabalho, não usar um volume muito alto, pensar aí, né, no no tipo de música que você tá ouvindo, né, para não se desconectar, como o Lucas trouxe aqui, né, totalmente, sempre pensando em trazer eh atenção, né, e não afetar a sua produtividade. Muito bem. Ô, Lucas, você eh já ouviu ou tem algum caso onde música foi usada para reduzir a ansiedade e que melhorou a qualidade de vida aí também no trabalho? Desentendo. Sim. Sim. Por exemplo, em termos clínicos, o caus o o caso dos dos pacientes autísticos, né, ou os autistas, né, no na na linha comum. Aí a música muitas vezes é usada inclusive para aproximação social, sensações sonoras, sensações de toque a partir da música. Isso é sim é eh é muito importante. Tava me lembrando até para trazer um caso profissional das pessoas que trabalham em agências de produção de vídeo e edição, elas precisam usar fones, elas precisam estar desconectado do do dos outros. E aí o que a empresa fez, na verdade, através de uma intervenção que a gente fez é tirem os fones, vamos ouvir agora uma música geral, todos juntos, em dinâmicas de trabalho para gerar essa comunhão profissional e organizacional. E assim, eh, enquanto toca a música, faço uma pergunta tal, tal, tal, descubra um pouco do outro, a gente volta a conversar. E a música ia balizando esse negócio para que o outro percebesse, o profissional, de que a música não necessariamente é algo só individualista, ela pode ser também usada pro contato com o outro, né? Então, das na nas duas vias, ela é ela é assim muito possível, a se dizer que, por exemplo, balada, a as músicas muito altas, por exemplo, elas tendem a erotizar o ambiente. Por quê? porque ela diminui a minha identidade como eu, né? O eu se diminui. Aquilo que é mais instintivo sexual meu, aparece para o contato ali físico e assim por diante, como todos sabem. Então tá, às vezes também excesso de música pode trazer questões assim mais selvagens do sujeito e tal. Então é controlar esse negócio vai dar bom. Eu quero mandar um abraço paraa nossa edição, né? O pessoal que trabalha na edição da da TV Câmara. Eh, eles todos com fone de ouvido, né? Aí a gente chega lá, dá um carinhozinho assim no ombro, né? Oi, tô aqui. E tem um um eles colocaram uma placa lá com um fone dizendo tipo assim: "Estou de fone, não estou te ouvindo, né? Mas a galera é nota 10. Ô, edição, abraço para vocês aí". Tá bom, vamos lá, ó. 199729377. Pode mandar a produção, pode mandar a nossa direção aí. Tá dizendo que tem mais perguntas, então a gente continua. Vamos lá. Eh, Fernanda Torres do Barão Geraldo. Algumas pessoas rendem mais ouvindo a mesma música repetida várias vezes. Ah, existe explicação para isso ou é só gosto pessoal de cada um? Lucas, explica. Tá boa. O Freud tem um texto famoso do Freud que diz repetir, eh, elaborar e lembrar e ou recordar, né? Ele vai dizer que as repetições elas impedem o recordar. Uhum. Então, é o que eu disse lá no início, se a ideia é você ter mais scóas, mais produção, às vezes a intensa repetição de uma música que te é muito prazerosa, ela vai gerar lá no fim da linha mais produção. Isso não quer dizer mais saúde mental. Às vezes o excesso da música, né, em repetição, aquela música é justamente para você se impedir de ouvir aquilo que você precisa ouvir das suas questões. Então é por isso que as músicas hoje elas estão menores de tempo. Pode ver o sertanejo de universitário, o funk é o grande exemplo. Elas são menores de tempo e que e exigem mais essa reprodução, né? Por quê? Porque eu não quero pensar, né? Eu brinco, né? A música, eu conheço os dois, então eu vou dizer aqui, né? o me mariano, mas a música Camaro Amarelo que foi muito repetida por muito tempo, se vocês lerem a letra da música, você vai falar assim: "Meu, parou a música fala de parricídio, sabe? Assim, um filho que eu dei o pai, por isso que o pai morreu, ele ganhou uma grana para comprar um Camaro." Mas por que que a gente não sabe disso? Porque ela tá em repetição. Ela era para gerar assim mais dança na na época, etc. Então, se no seu caso, Fernanda, a música para você ela repetindo, ela gera mais, tudo bem, mas não quer dizer definitivamente mais saúde mental. Se você tá repetindo muito, ainda que esteja produzindo, tá na hora de você falar mais sobre isso. Poxa vida, você viu o perigo, né? A gente pensa que é só música, mas não é não. Muitas mensagens por trás. Não é muitas mensagens. E a etiqueta, né? E eh também traz porque você faz uma leitura, né? No no no seu dia a dia, no seu trabalho, você faz uma leitura pessoal também, porque o corpo fala, né? Samara, com certeza, sem dúvida. O corpo ele vai trazendo sinais, né? apontando ali, trazendo mensagens que são subliminares, como eu disse, eh, trata-se muito do comportamento também, né, das pessoas, como as pessoas vão te vendo, como as pessoas estão te lendo. E agora com a explicação do Lucas, isso tudo vai ficando muito mais. Eu até queria te fazer uma pergunta, inclusive, porque talvez para você, inclusive a questão da roupa, se a pessoa que repete muito roupa no ambiente do trabalho, por exemplo, né? Eu sei que tem assim, não é música, só que a música da pessoa acaba sendo a forma dela dela se apresentar. Uhum. A pessoa vem do mesmo jeito sempre. Opa. Falta de dinheiro. Muitas vezes é eu me sinto mais segura, talvez, e ela não percebe quanto que isso pode estar atrapalhando ela. Exato. Às vezes é justamente às vezes a roupa pode ser uma uma situação também de segurança da pessoa, né? Demonstrar uma insegurança, eh, sem entrar em aspectos aí, né? Como você trouxe comômos. Sim, sem dúvida. Mas assim, pode demonstrar sim. e outras coisas também pode demonstrar até um certo eh um descuidado, né, pessoa em lidar ali, né, de trabalhar a sua imagem, né, de mostrar-se ali aberto para para trabalhar lidar com a sua imagem assim eh eh delicado para para se dizer, porque a roupa que a gente veste, ela nossa ela fala muito sobre o que a gente é, né? Sim, muito. Eu acho que a primeira coisa que fala sobre a gente é roupa, né? Porque a partir do momento que momento que você encontra a pessoa, a primeira coisa que você faz é olhar aquela roupa, né? Então, qual que é a primeira mensagem que você passa, né? Como que as pessoas estão te vendo ali? Quem não te conhece, quem nunca te viu na vida, né? Qual que é a mensagem que você deixou ali para aquela pessoa? É lógico que com o tempo a gente vai desenvolvendo eh outras habilidades, vai conversando, as pessoas eh te descobrem de outra forma, né? Mas a sua primeira imagem é a que fica de você, né? Então pensa trazendo isso agora para para essa discussão nossa aqui, né? Do fone de ouvido. Imagina você chegar, você tá perfeito, impecável, porém com fone de ouvido enorme, né? Pensa o a imagem que você passa, a comunicação que você tá transmitindo, né? Pode ser que depois a gente ali no ambiente de trabalho vai conversando, vai interagindo, a gente descobre que você não é aquilo, né? Mas no primeiro momento, né, a imagem que fica é muito forte, ela é bem impactante, né, visualmente. Nossa, interessantíssimo esses dois profissionais nessa conexão, trazendo pra gente eh nosso comportamento diário, né, e a gente vai aprendendo. Muito bom. Nós estamos falando aqui sobre trabalhar ouvindo música, né? Como é que o cérebro dá conta, mas aí você já percebeu que a gente falou de ambiente profissional, a gente já falou sobre ambiente social e agora a gente até colocou a questão eh da vestimenta, né, da roupa, eh porque é o nosso comportamento, o nosso corpo fala, os nossos movimentos, eles sempre querem eh eles sempre querem dizer alguma coisa sobre nós. E aí a Samara muito eh eh assertiva trouxe essa questão. Você tá muito bem vestida. E aí de repente com baita de um fone de ouvido e em Nárnia, né? Tá onde? Alô, vai fazer uma entrevista de emprego. De repente toda linda, comprou lá um terninho ou você menino, menina, enfim, né? Comprou uma roupa específica para aquele dia. Está impecável, né? Foi no salão e arrumou. Mas sabe assim, quando você se prepara, aí você se veste, se olha no espelho, uau, né? A minha, a minha presença está impactante, só que daí você esquece, vai lá, bota um fone de ouvido, chega no lugar, perdeu, sabe? Então, falta dançar na frente do adora. Pior ainda quando chega só com um lado do fone, o outro será que a pessoa fala ou não fala? O que que essa pessoa ela tá ouvindo alguém falar com ela? Quer dizer, é isso, ó. No meu caso, eu tenho um aqui e outro não. Então, um para ouvir minha direção e outro para ouvir vocês, entendeu? Nesse caso agora, quando você vai para ambiente corporativo ou o ambiente eh social, tomar muito cuidado. São detalhes que fazem toda a diferença no nosso dia a dia, né? É muito bom. Que bate-papo legal. Pode mandar mais, produção 8:58. Produção tá avisando que a gente vai até 15, é isso? 9:15. Então tá, ainda dá tempo de responder mais algumas perguntas, depois a gente já vai para os a considerações finais. Olha aí a Juliana Martins do Jardim Proça. É, o pessoal tá participando. Que legal. No home office, colocar música de fundo para se concentrar pode influenciar também na na forma como construímos a nossa imagem profissional. É, no home office. Home office é um pouco delicado, né? É, é uma pergunta boa. E me fez uma confusão na minha cabecinha aqui, porque o home office, se a gente for pensar, tem gente que tem que cuidar com a auto imagem no home office, né? Porque tem gente que é meio relaxado. Você tá no home off, você tá em casa, você não não faz uma baia para você trabalhar, aí você não bota uma roupa, você não não se ajeita para trabalhar. Tem que tomar cuidado no home office, porque vai que você precisa entrar numa reunião rápido. Agora a está de pijama, né? E aí com essa questão de de música de fundo para se concentrar aí é a questão aí do nosso psicólogo responder pra gente. Olha só, a questão a questão do home office é o seguinte, pessoal, eh o por isso que as empresas estão mandando todo mundo voltar pra empresa, quer dizer, tá diminuindo, porque há de se dizer que a imagem, o comportamento não verbal, vamos lembrar uma coisa, aquele nós seres humanos, nós nos comportamos antes de falarmos. O comportamento ele é anterior à fala. Então o comportamento não verbal, isso que tá sendo dito aqui, é muito importante. E desde o sapato, o tenso que você vai colocar, o cabelo, etc. Quando nós estávamos nas empresas sem o home office, nós nos comunicáamos, o corpo todo nos ajudava nessa inspiração do trabalho. Quando a gente vai para casa, só essa parte daqui de cima nos ajuda. É, a de baixo a gente, pessoa tá de pijama, tá com só as partes de baixo da roupa, não sei quê. Então ela só tem uma parte do corpo para se comunicar e às vezes o rosto acaba não ficando tão bom porque ela não tem esse corpo inteiro para se comunicar. A música pode ajudar, pode ajudar, mas não, a a música não vai fazer milagre nesse sentido. É muito importante que você estabeleça o seu lugar, o seu terminal de trabalho em casa. Essa ideia de fazer de qualquer jeito não te ajuda na comunicação não verbal e verbal com o seu trabalho. Basta entrar no YouTube, aí vão ver um bando de juiz, de promotor que já deram já aí suas gafs, já empresários em reuniões. Por quê? Porque não se ambientizam a partir do pré, né, antes de entrar, montar o seu terminal, a sua roupa de cima e de baixo e aí sim a música vai te ajudar do contrário, a música só vai piorar a situação. Essa questão é é importante a sua fala também, porque faz parte do nosso comportamento e são regras de etiquetas. Aí tem gente que fala assim: "Ah, mas eu preciso de regra de etiqueta". Gente, etiqueta é algo que a gente precisa levar pro nosso dia a dia, não é? É, a pessoa fala de etiqueta, daí a pessoa já pensa assim: "Ah, quantos garfos eu vou utilizar para comer?" Não, não é isso, né? Etiqueta é o seu comportamento, é mediante a situação que você está no momento, não é essa, Mara? Sim. É a forma que você se coloca na sociedade, né? É, então a etiqueta, a gente tá falando aqui de etiqueta social, né? A forma como você convive na sociedade que não gera desconforto pro outro também, que está ali compartilhando o mesmo ambiente que você. É muito importante, né, na questão do home off. Então, exatamente, a gente pensa que tá trabalhando em casa aí que a gente pode fazer o que a gente quer, mas não é bem assim, né? Ainda assim, eh, é como se como se você tivesse trazendo seu trabalho paraa sua casa, né? Então assim, aquelas pessoas que estão ali do outro lado da telinha, elas estão compartilhando o seu também ambiente, né, residencial e, enfim, é válido, né, reservar um ambiente para você poder trabalhar com qualidade, né, eh, se vestir adequadamente, né, eh, como tem muita gente, né, que trabalha, por exemplo, com TI, aí fala: "Ah, eu trabalho com TI, mas mesmo assim eu mantenho a minha rotina, eu levanto Eu me arrumo, né? A mulher passa ali aquela sua maquiagenzinha e bota sua roupa e vai trabalhar, né? É uma rotina de trabalho como qualquer outra, né? E a gente não pode eh tornar isso insignificante, né? É muito importante manter essa essa rotina, digamos assim. Muito bem. Eu achei interessante também a pontuação do Lucas quando você disse, Lucas, que ah quando a gente se prepara para trabalhar em home office, ã, se você não se prepara por inteiro, você não consegue entregar. Eu achei magnífico isso, porque de repente você se arruma daqui para cima, né? Tá beleza, tô de blazer, tô com cabelinho arrumado, tudo daqui para cima baixo, tô com shorts e chinelo. A entrega também é igual, a entrega também é igual a sua absurda. Aliás, a pessoa acaba incorporando o home para baixo e office para cima, né? Ela fica home office mesmo. Na verdade é home office no sentido de trabalho na sua casa, mas isso que a Samara disse é o é o trabalho em casa. É importante fazer esse corte. A gente sabe que a realidade muitas vezes da casa é pequena, com filhos, etc. Mas simbolicamente no campo psíquico, é importante você nem que seja um livro, olha, eu vou fazer esse livro aqui, vai ser o meu escritório e você incorporar aquele negócio. Lembrando que a vestimenta não é só para o outro, é para você mesmo. Você se olhar no espelho e dizer: "Eu vou começar o meu trabalho agora". Esse corte ele é importante. Do contrário, fica uma relação se mesesa entre trabalho e casa e você não entra no jogo e isso vai gerar problemas. novamente a música ali que é a pergunta acaba sendo, né, é quase um perfume com gente que não toma banho. Você você tenta perfumar uma coisa que não tá não vai dar bom. A música ela só tende a melhorar ou a piorar uma situação anterior dada a ela. Perfeito. Importante estabelecer esse lugar. Poxa vida, hein? Quanta fala boa, quanto recorte bom desse programa de hoje. A gente fica muito feliz com a sua participação. E vamos lá. Tem mais, pode colocar mais pra gente. Produção, vamos lá. Nossa direção avisando, tem mais perguntas. A Vanessa do Taquaral, em uma reunião online, deixar uma música tocando de fundo passa a impressão ruim ou já existe uma flexibilidade quanto a isso hoje em dia? Ô, interessante pergunta, hein, Vanessa, obrigada. Bom dia para você. Vamos lá. Uma reunião online, depende do assunto. Pode colocar uma musiquinha ou não pode? A cara da Samara é muito boa. Fale aí você porque você acho que é uma boa para você. Vai lá Samara. Qual que é a etiqueta aí da regra de etiqueta? Vamos fazer uma online e vou botar a música para descontrair o ambiente, não é? Depende. Vamos pensar assim, né? Se você trabalha num em um ambiente de trabalho totalmente descontraído e ainda assim eu acho meio perigoso, meio arriscado, né? eh quanto de descontração que a gente quer, né, trazer pro nosso ambiente de trabalho, né, pras pessoas ali. Eu sou mais do pressuposto de que a concentração, o foco, né, e pensar no nos outros colegas. Será que todo mundo quer ouvir uma musiquinha de fundo ali, né, na numa reunião online que seja, né? Então assim, é importante pensar nisso também, né? É na verdade e é isso mesmo. Assim eu particularmente já que Samara respondeu no CPF dela, eu também vou responder no meu. Não dá. Se eu sou o controlador da REN, eu desligo o microfone do cara lá. Agora é o que ela disse, às vezes faz sentido a depender qual é a dinâmica que vai ser conversado. Mas o que a gente tem que lembrar, o contato presencial não tem mediadores, sou eu e o outro. Deve se lembrar que por mais perfeita que seja a sua câmera, a sua imagem, por mais que pareça que o sujeito tá lá dentro de você, lá ali na dentro com você na sala, é você, a internet e o outro é o mediador. Então você colocar uma música lá, você acha que o outro vai ouvir exatamente o que você tá ouvindo? Não. Às vezes o computador dele não é bom, o fone não é bom, a internet dele não é boa, a música vai chegar pisada, vai atrapalhar. Se estiver sendo eh eh gravado, vai ser monetizado. Esse negócio vai acabar com a sua live, se for um caso. Uhum. Então assim, eh, é, é até um tanto heterodoxo pensar nessa possibilidade da música, porque a qualidade de recepção desse e sonoro do outro lado pode não ser a mesma que a sua. E tem o atraso, né? Isso que é uma coisa mais delay ainda, delay que é o pior do negócio, né? Que é a sogra do online. Então a gente precisa você talvez não assim, viu Vanessa? É melhor você saia um pouco dessa ideia. É, é, Vanessa, Vanessa, Vanessa, Vanessa, deixa para ouvir a musiquinha depois, Vanessa. De repente os coleguinhas da reunião não estão querendo ouvir a mesma música que você, então, né? Vai pro assunto logo direto e depois ouve a musiquinha. Valeu, Vanessa. Obrigada. Mais uma produção e daí já podemos ir para as considerações finais. Bota a hora aí pra gente que eu tô perdida no tempo. Sabe por quê? Porque isso aqui tá bom demais. Eu nem sei quanto tempo que a gente tá conversando aqui, tá maravilhoso. Alô, Patrícia Gomes, Botafogo, hein? Centro da cidade, em escritórios compartilhados. Como equilibrar o direito de ouvir música no fone sem desrespeitar os coleguinhas e prejudicar a imagem pessoal? Hum. Como é que a gente equilibra isso? Fica com um fone sim, um fone não. Como é que é, Samara? Que que a gente discutiu? que de repente, né, o fone de ouvido aí ele pode atrapalhar sim a sua imagem profissional. Porém, em alguns ambientes de trabalho para dependendo da área que você trabalha, com que você trabalha, usar o fone tem um aspecto positivo, né? Então, eh, é sempre partir do pressuposto de que você não pode incomodar o outro, né? Então, usar o fone com um volume mais a meno, né? E mesmo assim optar por músicas, né? que você não fique totalmente desconcentrado, voltado só para aquele universo, né? Então é para você pode ouvir sua música, né, mas não pode incomodar o outro e também não pode se desconectar totalmente do seu ambiente de trabalho, né? Porque aí sim, se você de repente for chamado assim de urgência e não responder porque tá ali curtindo sua música, pode passar assim uma imagem, né, profissional totalmente desprendida, né, uma coisa meio não estou aqui, né? E eu tenho certeza de que não é essa a imagem que você quer passar, né? É, e deve se lembrar que dependendo o seu fone, a altura que você coloca no seu fone, ah, mas só tá em mim, não, ele vaza e é pior ainda porque vem ruído, um negócio assim agudo, horrível. Agora, ah, essa ideia do working, né, assim, o espaço e compartilhado, o que vai te eh balizar é a neurose obsessiva. Quanto mais neurógico você for ali no sentido de obsessivo mesmo, estou atrapalhando o outro, estou preocupado com o ambiente, vai ser melhor no sentido da regra social. Uhum. Aí a os seus monstros aí que gerar a partir dessa relação bem complicada, porque são vários trabalhando, às vezes com trabalhos diferentes, aí você vai na clínica falar sobre isso que vai te ajudar, mas se preocupa bastante com o outro. Examente. Muito bom. Olha só, a gente conversando sobre isso traz tantos pontos que é legal a gente bater papo, é legal a gente conversar, mas não dá tempo. Aí ó, considerações finais. Direção tá falando, eu vou para as considerações finais, mas antes, isso aí de repente pode ser até tema para um próximo programa. Atenção aí, produção, eh, questão de etiqueta, né? Esse negócio da gente atender o telefone. Oi, tudo bem? Ou então pega lá, tá ligando, ó, olha aqui, olha aqui, tal. Gente, é assim. E agora, Samara? help uma fala, né, para para nós, para todos nós, que de repente você sai um pouco da caixa, se empolga demais e atende o telefone num som, gente do céu, que daqui e eh no outro quarteirão tá ouvindo você falar com a outra pessoa, ou então essa questão de fazer chamada de vídeo em ambiente que de repente o outro que tá atrás, ele não quer aparecer no seu vídeo, colega. E aí como é que fica a questão da etiqueta nisso? Só pra gente fechar. Não tem muito a ver. tem a ver também, né, com o programa, claro, mas eu acho que é um assunto para um próximo programa, porque é coisa que acontece no nosso dia a dia também. E você acredita que eu ia trazer exatamente essa situação, eh, a situação do vídeo, gente, eu acho que isso é uma coisa muito grave. Eh, as pessoas estão andando na rua com celular na mão e filmando outro, sabe? E eu vejo isso com uma forma muito desrespeitosa, porque assim, o outro quer aparecer, né? É a mesma coisa. A gente tem muito cuidado com fotos, né? Ai, não vou tirar foto de terceiro sem autorização, mas filmar terceiros, mesma coisa, né? Né? Eh, filmagens e academia, né? Que o outro tá aparecendo ali. Então, tudo isso faz parte, né, da regra da etiqueta social, pensar sempre no outro. Será que ele quer aparecer? Será que eu tenho direito de filmar o outro, né? Eu tenho direito de fazer uma ligação tão alta ao ponto de incomodar o outro ali, né, que tá ali do meu lado compartilhando o mesmo espaço, né, que eu. Então tudo isso deveria ser pensado e fica aí como ter uma próxima. Legal, muito bom, né? Porque o negócio é tenso, né, Lucas? Sim, sim. Muito, muito. É uma e essa coisa do do vídeo, essa coisa do do de de som de celular, tal. E a gente precisa definir o que é música. E eu acho que tá dentro, porque som, som, som tá ali, tem a ver com isso. Envolve direitos também, que isso tá muito complicado. Hoje a gente viu um casal aí que não era casal, você descoberto que uma grande banda de rock. Por quê? Porque essa ideia do gravar é muito complicado. Então eu acho que é um bom velocidade do outro, né? Sem sem permissão nenhuma. Verdade. Verdade, viu, produção? Bora fazer esse tema aí, porque eu acho que a gente tem muito que conversar sobre comportamento humano, regras de etiqueta e a questão psicológica de tudo isso. E é por isso que hoje nós trouxemos esses dois profissionais magníficos, magníficos. Eu quero agradecer a Samara, obrigada pela sua participação, pela sua contribuição. O programa foi maravilhoso. Muito obrigada. Eu que agradeço. Espero que vocês tenham gostado. A gente super adorou. E você, Lucas, já tá convidado mais uma vez para vir para cá. sempre quando você vem traz assim eh visões da área da psicologia que nos ensina todo momento. Então, muito obrigada. Eu agradeço o carinho. Estúdio Câmara, essa cidade linda que eu moro, que eu amo, que é Campinas. Obrigado pelo carinho. Quero indicar aqui o meu livro, que eu acho que na última vez eu falei lugar de falta. Eu falo, são, tem cinco artigos aqui que eu falo sobre música, inclusive sobre o problema do excesso sonoro que a gente vive também. Então eu trato aqui no livro, um livro de de psicanálise, de de psicologia. E poxa, muito obrigado pelo carinho. O que eu provoco vocês nesse final é que acima dos sons, que você se preocupe com a música do silêncio. Essa que toca na alma, essa que traz suas questões, suas faltas, o seu vazio, essa aí muitas vezes que tá gritando para que você ouça, para que você busque ajuda. Essa é a minha minha dica. Muito maravilha. A a direção tá falando pra gente mostrar o livro lá, mostra o livro. Amazon, pela plenitude também, a distribuidora, lugar de falta, a incapacidade de lidar com a falta com o mal-estar eh contemporâneo. Uau! Olha aí esse que esse que você escreveu no shopping? Esse eu escrevi, aliás, é engraçado, no livro eu cito os lugares que eu escrevi o livro. Olha que legal. Eu falo todo o shopping e cafeteria. Boa. Legal. Valeu. Muito obrigada. Pode falar, Samara. Não, só aproveitar para deixar também minha rede social, se vocês quiserem saber um pouquinho, né, sobre consultoria de imagem. Sou docente também, é samara. Pilon. Podem acompanhar um pouquinho do meu material por lá também, inclusive toda linda, magnífica. Adorei. Já que você tocou no assunto, né? Sim, gente, elegância. Se puder levantar suas mãos, por favor, você vê que tá com coisa linda. Harmôic, não é? É uma harmonia que chega a nos envergonhar. Verdade. Verdade. Elegant. Gente, gratidão, tá, por estar conosco aqui nessa manhã. Gratidão você de casa. Nossa equipe brilhantíssima também, todo mundo trabalhando junto nessa manhã de segunda-feira, né? Começando a semana com o pé direito e graças ao bom Deus que a gente conseguiu trazer para você muita informação de qualidade. E é assim, é a TV Câmara Campinas com uma equipe nota 10 trazendo para você informação de qualidade, eh, conhecimento. E lembrando que nós temos a Íria, direto da Central Iá, logo em breve trazendo para você também informações do legislativo, informações nacionais, internacionais, estaduais, regionais. A ÍRA anda por tudo, né? a nossa inteligência artificial aqui da TV Câmara Campinas. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações e os quadros e programas o dia todo aqui na TV Câmara Campinas, todos feitos pela nossa equipe com muita seriedade, com muito carinho, especialmente para você. Na a na terça-feira, amanhã, a gente vai falar sobre os efeitos psicológicos que levam à obesidade. A obesidade é uma condição eh multifatorial que vai muito além da alimentação desequilibrada do descendentarismo. Gente, sabia disso? Não é só comer, não. Questões emocionais profundas, como trauma, ansiedade, depressão e baixa autoestima também podem sim influenciar diretamente o comportamento alimentar, levando o desenvolvimento de padrões compulsivos e ganho de peso excessivo. Então, amanhã a partir das 8 ao vivo nós temos mais estúdio câmara e vamos falar sobre essa questão de obesidade e o nosso comportamento, o que que a psicologia traz referente a isso. E então já sabe, temos encontro marcado. Valeu, vou me despedindo de vocês por aqui, agradecendo ao Papai do Céu por mais uma semana. Que a sua semana seja linda e abençoada aos nossos convidados. Obrigada mais uma vez a você de casa. Super beijo a nossa produção, nossa direção. Super valeu. Bora que bora, gente. Semana só tá começando. Vamos lá. Beijo grande. Fiquem bem e fiquem sintonizados aqui na TV Câmara Campinas. Até amanhã. Valeu, pessoal. Ciao