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[Música] Olá, muito bom dia. Estamos seja bem-vindo ao estúdio Câmara, ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Muito bom saber que você está aí do outro lado com a gente. Hoje é sexta-feira, dia 4 de julho. Que maravilha, né, gente? É final de semana. No programa de hoje, nós vamos falar sobre mulheres multitarefas. Mesmo com tantas conquistas femininas, a rotina de milhares de mulheres segue marcada por sobrecarga, né? Elas trabalham fora, cuidam da casa dos filhos e ainda se cobram por não dar conta de tudo. Essa cobrança vinda da sociedade é muitas vezes de dentro delas mesmas, né? Pode levar aí a culpa, a frustração, o cansaço extremo e a doencimento mental. Hoje a gente quer entender melhor esse cenário, porque a culpa é um sentimento tão presente na vida das mulheres multitarefas, né? E o que pode ser feito para aliviar esse peso invisível. Para essa conversa, nós temos convidadas especiais e vão falar pra gente sobre esse comportamento humano, né? e eh um comportamento assim das mulheres, de nós mulheres. Eu já passei por isso, hoje eu acho que estou mais leve, mas é algo bem cotidiano da maioria das mulheres. Você aí de casa é multitarefas? Já foi multitarefas? Isso acarretou para você eh uma sensação de não conseguir, uma sensação de impotência e um adoecimento mental? É muito delicado isso, hein? Manda pra gente sua mensagem. Vamos falar contigo, fala com a gente também, interage conosco. 1997829377. WhatsApp está na tela para você. Vai mandando a sua mensagem enquanto eh você manda sua mensagem, nossa produção vai falando contigo também. Já já a gente responde você, já a gente interage também com a nossa convidada. E enquanto isso, vamos atualizando as notícias para você, algumas informações bem legais. Olha só, Campinas realiza amanhã, sábado, dia 5, o baile da coroação da terceira edição do concurso Rainha Pérola Negra. O evento cultural com a entrada gratuita acontece no Clube do Bom Fim e promete reviver aí os grandes bailes tradicionais da cidade, né, com a animação da eh de Big Chico Banda Show e o DJ Luciano Rocha da lendária Chique Show, né? Ao todo são sete mulheres negras que serão homenageadas com o título de rainha em diferentes categorias, né? Educação pela promoção da igualdade racial, profissional destaque, trajetória de luta e garantia dos direitos, desenvolvimento comunitário, cultura, revelação e afirmação de identidade. Criado pela Lei 8175 de 94 e regulamentado pelo decreto 20.268 268 de 2019. O concurso busca valorizar e dar visibilidade à atuação de mulheres negras que contribuem para o fortalecimento da igualdade racial aqui na cidade de Campinas. A seleção das homenageadas foi feita pelo Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra após inscrições na Coordenadoria Setorial da Promoção de Igualdade Racial, o CEPIR, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social aqui da cidade. O baile Pérola Negra é inspirado nos bailes organizados por Laudelina de Campos Melo. Ela é referência histórica na luta antirracista em Campinas e também idealizadora do primeiro concurso de beleza negra da cidade, que foi realizado em 1957. A entrada no Bale é gratuita, com vagas limitadas, tá? Se você tá interessado eh em participar desse baile magnífico, dessa coroação espetacular, eh você pode acessar, tá? O Simpla, Simplaeventos. Então vai lá simpla.com.br. br/evento baile pérola negra 2025 acontece amanhã. Muito esperado esse baile, né? Olha só, gente, mais informação porque tem muita coisa acontecendo neste final de semana aqui na cidade de Campinas e a Endec monta uma operação especial durante o Fest Gospel, tá? A empresa municipal de desenvolvimento aqui de Campinas, a INDEC, vai realizar uma operação especial de trânsito que começa hoje, vai até amanhã. Isso é para garantir a segurança e fluidez viária durante a realização do circuito Fest Gospel que vai acontecer na Praça Araltos da Paz, lá no Taquaral, tá? Hoje as ações operacionais acontecem a partir das 5 da tarde e segue até às 10 da noite. Já no sábado, a operação será das 10 da manhã até às 10 da noite com bloqueio da rua, é bloqueio, aliás, da pista interna rua Vital Brasil, desde a altura das ruas Arlindo Carpino, balão do Amarelinho, né? O trecho também será reservado para o desembarque dos participantes. Com previsão de chegada cerca de 10 ônibus e 30 avãs após o desembarque. Os veículos serão direcionados para estacionamentos na região. Ainda na madrugada de sábado, os agentes da INDEC vão fazer a reserva de vagas nos bolsões da dona Luía de Guzmão e também da Itor Penteado, próximos aos ao palco, aliás, e a passarela do evento, tá? Lembrando que seis agentes da mobilidade urbana estarão em campo para orientar motoristas e também realizar a sinalização necessária. A operação também contará com o apoio remoto da Central de Monitoramento de Operações da INDEC. E o Fest Gospel tem aí o apoio da Prefeitura de Campinas por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Mais informações sobre o trânsito você pode obter nos canais. Fale conosco. Indec, telefone 118, site oficial da NEC também. e o aplicativo da INDEC. Tá bom? Muito bem. Movimentação, né, de muita, muito evento de cultura neste final de semana aqui na cidade de Campinas. E falando em final de semana, como é que será que fica o tempo para hoje, sábado e domingo? Vamos conferir então previsão do tempo para hoje, sexta-feira, dia de sol, com poucas nuvens. Mínima 12, máxima 21. Ah, nossa gente, mas mínima 12. Tava tão frio a hora que eu saí de casa. Uau! Mas agora já deu uma esquentadinha, né? Máxima 21 para sábado, gente, céu limpo, temperatura sobe um pouco e a mínima 9, máxima 21 também, mas eh a sensação térmica quando mesmo que seja frio, quando não tem vento, ela fica um pouco mais agradável, se a gente pode dizer assim, né? E domingo, como é que fica? Sol entre nuvens, clima agradável, mínima 8, máxima 21. Uau! Então, a gente tá percebendo aí que nós teremos aí um sábado ensolarado, mas as temperaturas ficam bem próximas, né? E a gente tem que aproveitar bem aí o sol, abrir a janela, deixar trocar a a o vento, né? Eh, trocar o ar de dentro de casa. Muito importante nesses dias frios a gente costuma deixar a casa fechada. Então, quando tem um solzinho aí, abre tudo, deixa ventilar pra gente prevenir essas eh doenças do inverno, tá bom? Vamos lá, então. Abordagem ao nosso tema. É mulher multitarefa. Você é multitarefas? Eh, você sabe que eu já fui muito, às vezes ainda sou, mas quando percebo que estou sendo multitarefas, dou uma pisadinha no freio, né? Mesmo quando dividem as contas ou trabalham fora o dia todo, muitas mulheres ainda são principais responsáveis pelo cuidado dos filhos, da casa, das emoções, da família. Uau! A gente cansa até de falar. Hoje vamos conversar com uma especialista que vai falar com a gente sobre esse tema. Ela fala com a gente diretamente pelo Zoom, ela participa de forma remota, né? A psicóloga e pedagoga Lucilene Cruz da Silva. Muito obrigada pela sua participação, Lu. Bom dia, seja bem-vindo ao Estúdio Câmara. Bom dia. Agradeço pela oportunidade. Muito bem. Olha, gente, vamos abordar então ã a origem da sobrecarga, os efeitos na saúde, a maternidade, a culpa, construção social e também as soluções, né? Como é que a gente faz para poder diminuir essa carga, né? Então, eh, eu já pergunto para pra Lucilene, essa carga excessiva que recai sobre as mulheres, né, ela nasce dentro da família ou é um reflexo da sociedade como um todo, Lucilene? Na verdade, é da sociedade como um todo, né? Mas vem desde criança. A mulher nasce a menina e já é considerada aquela que vai cuidar da casa, as prendas domésticas, né? E assim, a gente percebe que hoje ainda em algumas famílias existe isso. A criança nasce, a mãe vai explicando, a maioria, né? vai explicando que os afazeres da casa é da menina e o menino vai brincar, vai fazer outras coisas. Porém, existe outras famílias já que já tá fazendo isso. O menino também vai cuidar da casa, vai ajudar a lavar banheiro, cada um fazer uma tarefa para ser dividido, colaboração em casa, né? Tem alguns companheiros, alguns homens, maridos que já também já ajuda a cuidar do bebê quando nasce, troca fralda, fica de madrugada também acordado para que a mulher tenha um pouco de cuidado com ela mesma, né? É verdade, né? A gente é importante a gente salientar, né, que a mulher ela, além de trabalhar em casa, além de ser mãe, ela trabalha fora e quando ela volta para casa, ela continua trabalhando. Então, eh acaba recaindo eh eh sobre as mulheres toda essa responsabilidade e a importância da divisão de tarefas dentro de casa, né? Mas é importante a gente salientar também, Lucilene, que a mulher ela precisa aceitar que essas tarefas sejam divididas, né? E e como é algo cultural, muitas vezes ela, mesmo sem perceber uma atitude automática, ela acaba não aceitando a ajuda e dizendo: "Não, eu dou conta de tudo, eu dou conta de tudo". Então, esse negócio de mulher maravilha já não tá mais com nada. O negócio é a gente aceitar a ajuda, né? Aí vem a dificuldade, porque como a é é algo cultural e tá acostumado, daí você fala assim: "Poxa vida, eu vou dar conta de tudo". E pode se frustrar quando não dá conta dessas multitarefas, não é? Com certeza, porque na verdade e se ela pensar eu vou dar conta, ela acaba se desgastando cada vez mais, né? E por que não? que na verdade eh não é uma ajuda que ela vai ter do outro, né, ou dos outros, é uma colaboração, cada um fazendo a sua parte. Mas existem algumas mulheres que, eu não sei por conta de realmente a própria sociedade que acaba eh não valorizando ela em tarefas, a casa dos filhos, eh levar paraa escola, levar pro médio, né? Todo esse essas tarefas, essas multitarefas, né, com crianças, educação, tal, eh é como se fosse dela, né? E e ali que ela é a rainha do lar, né? Existe algumas mulheres que se sentem bem ainda de estar comandando, vamos colocar assim, a a casa, né? O o lar. É verdade, né? Essa esse sentimento de algo que é cultural, né? a mulher está comandando, cuidando da casa e aí nós lutamos eh por estar no lugar que nós desejamos estar. Então, a mulher hoje ela está no mercado de trabalho, ela luta pelo reconhecimento e aí às vezes é preciso a gente quebrar essas crenças, né, que nos limitam, porque essa questão da mulher que é multitarefas, aceita ser multitarefas, é uma crença limitante. Você concorda? É uma crença que limita, não é? Com certeza limita mesmo. E quando a gente vai fazer alguma pesquisa com as mulheres, eh, eu lembro que no mestrado eu trabalhei com mulheres, né, do campo. E a mulher do campo, mesmo que ela não saia para trabalhar, né, fora, ela tem também 1000 tarefas em casa. Ela cuida da casa, ela cuida do quintal, ela cuida das dos filhos. Ela vai pra roça também, né? E na pesquisa que eu fui fazendo, eu fui, eu pedi para que elas escolhessem pelo menos um dia na semana e colocasse no papel desde o momento que ela acordou naquele dia, escrever: "Ah, das acordei 7 horas, das 7 às 7 às 8, que que eu fiz? Eu levantei, escovi o dente, preparei o café, depois fui pro quintal, cuidei disso, daquilo, tal, e até à noite, à noite, antes de dormir, o que que aconteceu? Fiz isso e isso e isso, deitei e dormi. Quando a gente senta com elas para elas verificar que naquele dia ela fez muita coisa, ela fala assim: "Meu Deus, como eu trabalhei, como eu trabalho". Então, tem algumas que ainda não percebeu que faz muita coisa. Muita, muita. E é automático mesmo. É. Aí eu pergunto, qual o momento que você tem para você? Elas olham, pensam, refletem, né? Nenhum momento. É, isso acende um alerta e nos preocupa, né? Porque é no automático, é no dia a dia, a gente acaba eh não percebendo que você se acaba se deixando, na verdade, né? E aí, como você disse, nenhum momento tem para si. Então você está ali multitarefas, está focado no outro em produzir, em entregar e acaba nesse círculo vicioso. E aí depois vem a depressão, vem a ansiedade, porque essa esse ser multitarefas ele um momento da vida isso vai explodir, seja eh na saúde física ou na saúde mental. Então, eh, eu gostaria que você, eh, explicasse pra gente, Lucilene, a questão dessa sobrecarga, né? A gente tá falando hoje do trabalho da mulher, tá? O homem ele trabalha também, a gente sabe, né? Tem todo eh hoje as coisas estão bem diferentes, a gente precisa olhar com olhos de de autocompaixão para nós mesmos. Então, o homem e a mulher, a gente precisa ter esse momento de descanso, de tranquilidade, de paz. Mas hoje a gente fala especificamente da mulher multitarefas, né? Eh, essa quebra de tabu e também do que pode acontecer referente à saúde mental dessa mulher multitarefas, que vive no automático dando conta de tudo, mas que uma hora dessa ela pode parar. E aí essa essa esse start, essa essa parada, essa pausa, aliás, eh pode não ser tão boa assim, porque pode ser uma pausa que ela seja obrigatória, né, aí com a o problema mental, porque vai sim influenciar a saúde mental ou problema físico, que também o corpo vai reclamar em algum momento, né, Lucilene? Agora, o qual a a saúde mental, o que que pode causar eh essa mulher multitarefas, o o que que pode acontecer com a saúde mental dela, né? Eh, depressão, ansiedade, eh, quais são as situações assim eh mais cotidianas que você como psicóloga observa em mulheres multitarefas? eh ansiedade, depressão, muito, muito e muitas, né, e muitas eh vários transtornos a gente percebe psicológicos, né, sem contar também a própria parte física, porque ela, na verdade, eh, somatiza, né? Eh, a gente sabe que nós somos eh social, biológico, né? E algumas pesquisas já realizadas em algumas universidades, eh, foi detectado que a mulher eh que esse problema dessa multitarefa não é só não é biológico. Uhum. Então, é algo social, é algo familiar, é algo ali que realmente faz adoecer. E quando a gente fala que, olha, você precisa olhar para você, você precisa respirar, porque a ansiedade generalizada tá tomando conta, né? Então, eh, na verdade, a gente não sabe respirar. Aí quando eu começo a fazer o exercício com elas, respira, sente o seu corpo, porque o corpo é mente, a mente é corpo. É, tenta se perceber nesse momento enquanto pessoa, enquanto mulher. Observa todas as coisas que você faz durante o dia e que muita coisa você não precisa dar conta, porque nem tudo a gente dá conta e a gente precisa pedir ajuda e a gente precisa pedir colaboração, porque senão a doença ela se instala por todo o corpo e principalmente a emocional, psicológica. né? Exatamente. Então é necessário esse cuidado. É isso mesmo. É, eh sobre essa essa questão desse cuidado que a gente fala hoje. Você aí de casa é mulher multitarefas? Eh, você sabe que eu acredito que, vamos colocar aí o 90% das mulheres hoje elas estão multitarefas, né? Porque é cultural, é algo que a gente aprendeu, é a nossa cultura, é a cultura da mulher que ela dá conta de tudo. E aí a gente eh é querendo eh os direitos iguais, né? A gente não percebeu que isso trouxe uma sobrecarga. Que legal que nós estamos inseridas no mercado de trabalho. Falta muito ainda, né, para para atingir, acho que a meta. Eh, mas a gente precisa aceitar ajuda. A gente precisa entender que nós não precisamos dar conta de tudo. Nós não somos mulher maravilha. Esse negócio. Eu houve uma época da vida que eu achava legal ser mulher maravilha. Hoje não. Hoje a minha capa, eu já falei a semana passada e repito, a minha capa está guardada lá bem no fundo do baú. Por quê? Porque eu preciso pedir ajuda se eu não conseguir e está tudo bem, né? Olha, hoje a gente, principalmente mulheres, nós temos uma questão aí do sofrimento, né? Da cobrança. Eu digo sofrimento porque essa cobrança é um sofrimento estético, né? Eh, eh, são padrões que a sociedade impõe que a gente se encaixe. E aí a gente vai se sobrecarregando sem perceber. E quando a mulher tenta se encaixar nesse modelo impossível, como é que isso, eh, Lucilene, afeta aí o vínculo com os filhos, com o parceiro, o vínculo eh profissional, eh o vínculo social, né? A gente precisa falar sobre esse impacto da exaustão emocional. Eh, as mulheres não estão falhando, as mulheres estão sobrecarregadas, né? essa essa sobrecarga ela vai afetar aí com com a convivência com os filhos, com a convivência com o parceiro. Gostaria que você explicasse paraa gente quando a gente precisa entender que está acontecendo isso, né? A gente está prejudicando a nossa convivência, seja ela eh o relacionamento amoroso, né, pais, mães e filhos ou, enfim, profissional, a gente precisa se atentar. E quando isso acontece, o que que a gente tem que fazer? Uhum. Verdade. Eh, a mulher quando ela trabalha fora, que é a maioria hoje, ela chega em casa e às vezes ela já passou na escola, já pegou as crianças, já trouxe para casa. Aí ela vai verificar se tem roupa para lavar, vai colocar roupa para na máquina, ela vai fazer o começa a fazer o jantar. Se tem alguma louça ali para lavar, já vai lavando. Então ela vai fazendo três, quatro coisas ao mesmo tempo. O filho, a filha às vezes está lá já fazendo a tarefa, né, a lição de casa pro outro dia. Ela já dá conta também, já tenta ir lá, né, auxiliar nisso. E e às vezes o companheiro chegou e ele tá lá no sofá assistindo televisão, talvez às vezes tomando alguma bebida, né? relaxando. Então, o que que essa mulher precisa entender? Que ela não precisa dar conta de tudo isso, eh, e em tudo no mesmo tempo, né? Ah, eu preciso fazer isso, eu tenho que fazer isso, eu tenho que deixar a casa limpa, eu tenho que, né? Aí eu, a gente fala assim: "Você já percebeu que se você parar, dá uma descansada, respirar, você vai fazer tudo a mesma coisa, mas no tempo com mais tranquilidade." Ah, não, eu não percebi isso. Então, perceba, se se olhe, se perceba. Eh, chegou em casa, não precisa já correr pro tanque. Ah, mas eu tenho que lavar roupa. Ah, mas eu Então, quem foi que disse que é necessário? Porque às vezes o companheiro, os filhos, né, as filhas, eles querem a mãe ali perto. Ah, tem roupa para lavar, mas aí eu vou sentar aqui no chão junto com vocês, porque eu já fiquei o dia todo fora, vocês já ficaram na escola, então vou ficar aqui junto. Uma coisa que eu sempre coloco, você tem que colocar o feijão para cozinhar, você vai e escolher esse feijão, tá? Então, senta ali ou põe a criança perto mais próximo da mesa. Vamos, vamos escolher o feijão juntos. Aí a criança vai juntando ali, como a gente fazia também antigamente, né, com os nossos pais. E isso é saudável. A criança tem uma lição para fazer. Vamos sentar então para fazer essa lição. Você vai fazendo. Eu tô aqui te acompanhando porque isso é importante. O filho quer que a mãe esteja próxima. Se ela não dá conta naquele momento de fazer tudo aquilo, ela fica irritada. Ela grita com as crianças, o marido, né, o companheiro tá lá sentado, ela já fica esgotada com aquilo de fica estressada, né, de ver ele daquele jeito. Aí ela já grita com ele também. Aí fica aquele ambiente terrível, todo mundo, um agredindo o outro, um gritando com o outro e não existe harmonia, né? Então, o que que precisa ter? Paz, fazer tudo com tranquilidade, chamar, olha, vou ali colocar roupa na máquina, me ajuda, vai pegando as peças para mim. Então, tudo no seu tempo, fazendo com que aquilo seja ã prazeroso, né? Estar junto. Perfeito. Estar junto. E aí você eh está criando momentos, né? eh, especiais, dando uma respirada, diminuindo a adrenalina da correria do dia a dia, né? E isso, isso é importante. Agora, eh, o papel da escola, o papel das famílias, o papel da sociedade também, porque estamos todos inseridos aí no mesmo contexto, né? E a gente precisa desconstruir, acredito, né, Lucilene, esse estereótipo que foi eh nos dado aí, esse estereótipo de gênero, né? A mulher ela precisa estar eh eh em ação o tempo todo. Como que a escola e também a criação dos filhos, como é que a gente pode fazer, né? Qual que é a sua dica aí como psicóloga para que a gente comece a desconstruir? eh esse modelo de mulher multitarefas que foi criado, né, e que ele está sendo repetido. Então, a gente precisa dos educadores e aí isso entra a família, a escola para poder de repente eh construir uma visão de mulher diferente, né, paraas próximas gerações. Aí, verdade. Você percebe que às vezes a mulher ela é, a profissão dela é professora, então ela sai de manhã ou à tarde, vai dar aula para quando é ensino fundamental e infantil, né? Ela já pega aquela sala lotada de criança. Aí muitas das vezes ela tem consciência, mas nem todas as vezes tem consciência, porque ela tá naquele momento ali educando outras crianças que não são as filhas dela, instruindo, na verdade, né? não é educação, instruindo. E quando ela chega em casa, que ela precisa auxiliar o filho, a filha tarefa, ela não tem paciência. Quando a gente reúne mulheres, grupos, né, de professoras para trabalhar esse esse tema, você como é que você tá, como é que você tá se cuidando? os o autocuidado mesmo, como é que tá na escola, seu, no seu trabalho, como é que tá em casa quando você está com os filhos. Então, fazer eh perceber que o filho tá sendo cuidado por outra professora, cuidado não, instruído, né? Eh, e ela instruindo outros filhos que são de outras mulheres. Eh, é interessante porque quando chega em casa, ela não tem paciência com o filho e na escola ela teve paciência com aqueles que não são dela, né? E então isso é muito muito complicado pra mulher. Por que que eu dou conta? daquele que às vezes são crianças terríveis e chega em casa, não dou conta do meu. Então é um momento de realmente se autoperceber, se autoconhecer, porque o conhecimento, o autoconhecimento é fundamental para isso, para que ela tenha essa percepção mesmo de que ela pode instruir e educar o seu filho da mesma maneira que ela ela instrui aquele na escola. Pois é. É, é, é muito interessante. É interessante mesmo. E aí a gente acaba, eh, caindo lá na mulher multitarefas novamente, né? Você percebe que eh eu perguntei para você como é que qual que é o papel da escola, né, na quebra desse estereótipo da mulher multitarefas, né, na educação aí dos meninos e meninas para entender que as tarefas precisam ser divididas, que a mulher não precisa dar conta de tudo de uma vez só. Mas aí quem é que está educando, né, ajudando, completando a educação eh dessa dessa criança lá na escola? É uma mulher que também pode ser que ela seja multitarefas e que ela chega em casa e ela não consegue dar conta também de tudo, né? Então, eh, você percebe que é é um círculo, né? Você roda, roda e cai lá no mesmo lugar. Então, a gente precisa quebrar esse tabu, quebrar essa essa crença que que limita, porque isso limita mesmo. Eh, às vezes a mulher ela se sobrecarrega para não quebrar, né, a a expectativa do outro. Eh, eu vou me sobrecarregar porque eu preciso dar conta, porque se eu não der conta, eh, eu vou frustrar alguém. E tá tudo bem. Se, infelizmente você frustrar alguém que criou uma expectativa em cima de você, que você não vai dar conta, tá tudo bem, nós somos seres humanos, né? E é importante que a pessoa que esteja do seu lado entenda. Só que a comunicação assertiva também, eh, para que isso seja quebrado, ela é importante demais. A gente precisa saber comunicar, a gente precisa saber falar, até porque a outra pessoa vai ter uma bola de cristal, ela não sabe que você tá sobrecarregada, porque se você eh dá conta de tudo e não ergue a mão e fala: "Ô, eu preciso de ajuda", a pessoa não vai adivinhar, né? E e e tem esse ponto também que eu acho importante a gente e a gente falar, Lucilene, porque às vezes um movimento ou outro a mulher acha que a pessoa que está com ela, seja e em família ou então colega, amigo, enfim, eh ela espera que um ato dela ou uma um movimento, a pessoa entenda que ela o que ela quer dizer. E muitas vezes a pessoa não tá percebendo isso. Então eu gostaria que você falasse sobre a importância da comunicação, né, da comunicação assertiva e e de explicar assertiva. Quando eu digo assertiva é assim, poxa, fala mesmo, sabe? Não tô dando conta. Acerta no que você vai falar, não fale entrelinhas, né? É importante a gente comunicar que a gente não tá dando conta e tudo bem. Uhum. É verdade. E interessante assim, eh, os companheiros, não sei se as mulheres já perceberam isso, mas quando a gente precisa que o outro auxilie ou faça alguma coisa pra gente, a gente tem que ser muito clara, né? Por exemplo, eh, numa entrevista que eu tava vendo, eh, uma profissional falava assim: "Se você tá na sala junto com o companheiro, assistindo um filme que seja, aí você, ele levanta, vai na cozinha tomar água". Se você falar para ele, "Eu também tô com sede", ele não vai entender que você está falando. Olha, traga um copo de água para mim também. Então, é necessário que você fale claro pro outro aquilo que você tá sentindo. Eh, ele não percebe que você eh limpou a casa e aí ele chega e entra com sapatos sujos, por exemplo. Ele não tem essa percepção, parece, né? Eh, aí assim, a mulher se sente desvalorizada porque, poxa vida, acabei de limpar, o cara chegou com o pé todo sujo, entrou. nem olhou que tava a casa limpa. Então você precisa falar: "Olha, eu acabei de limpar. É cansativo? Não tenho nem dúvida, cansa, mas é necessário que tenha assim uma comunicação clara. Olha, eu quero isso. Olha, eu preciso daquilo. Porque a mesma coisa quando você começa um relacionamento novo, você vai falar para ele tudo que você gosta, tudo que você vai permitir e ele né? Então, dentro de uma casa, depois de algum relacionamento, alguns anos de relacionamento com filhos, é necessário que se fale. Eu lembro que quando os meus filhos, eu sou mãe de dois meninos e uma menina, já estão grandes, né, casados, com filhos a sua avó. Eu lembro que as crianças falavam assim: "Mãe, o que que é isso?" Aí eu dizia: "Não sei". Aí ela falava assim: "Você precisa saber, você é mãe, você é grande, você tem que saber". Aí eu falava: "Não, eu não tenho que saber. Vamos descobrir juntas". Então é interessante isso. O a a criança às vezes ela porque o aquele adulto tem muito conhecimento, acha que tem muito e vai dar todas as respostas. E nem sempre a gente sabe as respostas de tudo, né? E nem sempre a gente pode dar conta de tudo. Então é necessário que a gente fale isso eu não dou conta. é saber dizer não, seja em casa, seja no trabalho, seja onde você tiver. Isso aqui eu não vou fazer agora, não dou conta. E está e está tudo bem, né? Nós somos seres humanos e a automatização desse mundo, a tecnologia é eh é é correria, todo mundo correndo e parece que a gente acaba romantizando, né, essa e essa correria e e esse esse trabalho 24 horas por dia, porque tem gente que não para nem para comer, né? As pessoas estão hoje, elas se alimentam na frente do da tela, eh, para poder dar conta de todo o o serviço que tem e aí acaba sobrecarregada. E quando a gente pensa na figura feminina, essa sobrecarga ela ultrapassa o limite do limite, porque além de profissional é mãe, né? Eh, é esposa, é mulher, ela precisa de se cuidar também, precisa de um tempo para ela e aí acaba se sobrecarregando e de repente essa sobrecarga pode se transformar aí em uma depressão, em uma síndrome do pânico, em uma ansiedade. É por isso que você precisa, né, estar atenta, porque o seu corpo fala e se você não tá bem, vamos lá, vamos conversar, fala que não tá bem. Se precisar, procure um especialista. Eu sou da daquela tese assim, eh, procura o especialista antes de precisar, né? Mas se você não conseguiu e vê que acendeu o alerta e precisar de um de um especialista, procura um especialista, um psicólogo, né, para poder conversar, para poder te ensinar aí o melhor caminho que você deve seguir, porque a maioria de nós mulheres somos assim, né? nós viemos eh com essa cultura e fica um pouco difícil a gente quebrar esse padrão, mas é necessário que a gente se torne mulheres mais eh menos multitarefas, né? Menos multitarefas, não precisamos dar conta de tudo. Vamos lá, então. Eh, tem perguntas pra gente, os nossos telespectadores aí mandando perguntas e a gente 8:46, vamos ver quem é que tá na tela conosco. Produção, vamos lá. Eh, deixame ver aqui quem é que tá com a gente. A Helena do Jardim do Lago. Entre reuniões online, distraio meu filho com a tela e me culpo por excesso de desenho. O uso de tecnologia como babá digital agrava a insuficiência materna. Ô, Helena, eh, esse negócio de trabalhar online, né, também é outra coisa que sobrecarrega a gente, né, Lucilene? Porque a gente trabalha, trabalha, trabalha, tá em casa, então você para aqui e vai ali. Aí piora, porque você não tem tempo para nada. Você tá online, você tá em casa, você tá trabalhando, cuidando do filho, é tudo de uma vez só. É verdade. Tudo de uma vez só. E aí eu pergunto, por que que precisa ser tudo de uma vez só? Quando a gente sai para trabalhar fora, a gente não tem o horário para ir, a gente não tem o horário para almoçar, tem os horários de ir ao banheiro, daquele cafezinho. Em casa tem que ser a mesma coisa. lá, infelizmente, ou felizmente, não sei, a pandemia a gente começou a fazer muitos atendimentos online e muitos atendimentos que a gente fazia eram pessoas que estavam muito ansiosas por conta do problema pandemia mesmo, né? Covid, que foi algo assim que a gente não tava esperando, tal. E o que que eu alertava? Você tá dentro de casa, você tá trabalhando em casa, você precisa fazer uma rotina também, como se você sai para fora, né? Então, eh, você levanta, você vai entrar às 8, você faz das 8 às 11, das 8 ao meio-dia, que é aquele horário que era o que você fazia quando você ia trabalhar fora, né? Então, o horário de almoço, deixa o celular, deixa o computador, deixa tudo que é digital eletrônico do lado. E se o filho tá junto com a filha, esse é o momento de almoçar, de preparar aquele almoço, né? Eh, por mais que a criança fique na tela, que a gente sempre fala, para evitar deixar a criança muito no celular, porque é muito rápido e vai só passando o dedinho, né? E existem eh pais, né, mães que já fazem isso com a criança de um ano, um bebezinho. Então, por que não colocar para sentar com um brinquedo que seja mais pedagógico? algo que seja mais ali, né? Então assim, é a gente, se você é multitarefa, você vai projetar aquilo na na criança, né? No filho, na filha. Então, é necessário se perceber que se você tá ansiosa, você vai acabar projetando aquela ansiedade na criança e vai eh dar tarefas para ela igual você tem. Então, isso que é importante observar, porque assim, eh, o que que você quer de melhor pro seu filho? Aí você tem que fazer. Exatamente. Agora 8:49. A gente segue por aqui. Deixa eu me ver. Produção, pode colocar pra gente eh mais uma pergunta na tela, por favor. A gente agradece você que tá aí ligadinho conosco no estúdio Câmara. Estamos ao vivo, né? Sexta-feira estamos e falando de mulheres, mulheres multitarefas. Você é multitarefa, tá na hora de quebrar esse padrão, né? Não precisa ser multitarefa, não. Depende de você. Vamos lá, aprenda a pedir ajuda, dá uma a diminuída aí, né? Pisa no freio, né? E e vai mais devagar aí. Final de semana tá aí. E aí é o momento de você testar e se você pode ou não diminuir, né? Vamos lá. A Bruna do taquaral tá com a gente. Ela diz assim, ó: "Tenho medo de que minha exaustão me faça explodir com quem eu amo." Quais estratégias, né, de regulação emocional posso usar no meio do caos diário? É, exatamente. Essa sobrecarga acaba, é, vai explodir em algum momento. Não tem nem como você dizer que não. A gente já tá falando uma sobrecarga e ela vai estourar. Então a Bruna perguntando aí como é que ela faz, né, para para não explodir com quem ela ama, porque alguém vai pagar a conta e de repente a gente acaba estourando com quem a gente nem quer, né? Mas a a a exaustão, ela tá tão exacerbada que você perde um pouquinho a noção e acaba explodindo. E é por isso que a gente tá conversando hoje sobre essa mulher multitarefas e ensinando, né, dando dicas aí eh de como você fazer para poder, né, tirar o pé do acelerador. É importante, né, Lucilene? Muito importante. E quais são as técnicas, né, que a gente utiliza de respiração? Tá muito cheia de coisa ali, né? Quase explodindo, porque a gente percebe quando a gente tá quase explodindo, né? Respira, dá um tempinho para você. Que que você gosta de fazer? Procura observar quais são as coisas que você gosta. Músicas. Música mais lenta te acalma, te deixa mais tranquila, né? Músicas alegres te faz, né, ficar mais alegre. Eh, tenta buscar lá no seu inconsciente, na sua memória, o que que você mais gostava de fazer quando era mais jovem, né, quando conheceu aquele parceiro, antes de teus filhos, o que que você fazia para se alegrar, para se eh se auto prazer, né? coisas de prazer mesmo, que que você gostava e tenta buscar naquele momento o que é possível. E isso vai te regular, te autorregular para que você não exploda. Porque realmente se você tá quase explodindo, respira. Sabe aquele de contar até 10? É isso. É o respirar. Quando você vai respirando, você vai oxigenando o seu cérebro. E aí se solta, respira novamente, deixa ele circular por todos os órgãos, vai ao cérebro e solta. Esse é o primeiro, a primeira coisa. E aí buscar mesmo em si o que que você gosta e francê dentro de uma tarefa ou outra, dentro de uma coisa ou outra que é possível, faz. Vai para uma praça, vai para um jardim, vê flores, respira, né, um ar diferente. Isso é necessário todos os dias. Muito bem. Necessário todos os dias. E a gente às vezes não se dá conta dessa necessidade que temos, né, de parar, de respirar, de olhar e de voltar aí a consciência para nós e entender que sim, tá tudo bem, a gente não precisa dar conta de tudo e a gente precisa de respirar para poder voltar melhor, né? Eh, eu agora, deixa eu ver que horas são 8:54. A gente já tá encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. Eu quero agradecer a Lucilene, né, por esse bate-papo tão, tão gostoso assim, tão especial. Eh, a gente tá falando das mulheres, né, a culpa de tantas mulheres que elas carregam aí. Essa culpa precisa ser substituída, gente, por compreensão, né, pela divisão de tarefas e, acima de tudo por um cuidado, né, um cuidado com quem cuida, porque essas mulheres estão sobrecarregadas porque elas querem cuidar. Isso é nosso, é nosso, é da mulher. Então, a gente só precisa de uma divisão. De repente dividir a carga não é um favor, né? é um senso de de justiça, de colaboração. E se a sociedade ainda cobra tanto das mulheres, que pelo menos a gente comece a quebrar esse ciclo dentro das nossas casas, né? E com a gente mesmo, que a gente possa entender que a gente não precisa dar conta de tudo e que essa sobrecarga lá na frente ela pode nos adoecer. E aí o que que adiantou? você fez tanto, tanto, tanto, e de repente você acaba adoecendo e aí você vai ter que parar tudo para poder olhar para você. É, é, é delicado, é complicado. A gente sabe que nós mulheres, né, falar às vezes é muito fácil, mas é difícil executar, mas se a gente tentar fazer um pouquinho a cada dia, quem sabe a gente também se acostume, né, igual a gente se acostumou com a sobrecarga, né, Lucilena? Então, quero agradecer muito a sua participação com a gente. Estamos indo para as considerações finais e gostaria que você deixasse aí uma dica, né, para as mulheres agora para esse final de semana que tá chegando, final de semana de muito frio, eh, aqui na cidade de Campinas. E aí tá na hora, de repente é um momento de você parar, não fazer nada, se enrolar num cobertor, chamar o marido, os filhos, comer uma pipoca, assistir um filme e dar um tempinho aí para respirar, não é? Na verdade, é extremamente importante aproveitar assim o frio, ficar em casa, fazer um chocolate quente, fazer uma pipoca mesmo, né? Algo aí que seja gostoso. Ah, vamos ficar aqui, vamos assistir um filme, vamos assistir uma série, vamos ficar juntos. E sempre lembrando, você é extremamente importante para você. Se você não tiver bem, você não vai conseguir fazer nada. Então, se você se colocar dentro de você, se olhar e perceber o quanto você é importante para você, primeiramente, depois vem o outro. E isso eu acho que é o segredo e agradecer por essa oportunidade aqui. Nossa, a gente que agradece eh pela pelo compartilhamento, né, de conhecimentos, as dicas. É sempre muito bom ouvir profissionais que nos ajudam a melhorar um pouquinho do nosso dia a dia. E vocês sempre, eu digo aqui que vocês completam a nossa missão de levar essa informação, de melhorar um pouquinho a nossa vida, né? Isso é muito importante. Mais uma vez, muito obrigada, viu? Um excelente final de semana para você. Gratidão. Gratidão. Muito bem. E você que tá aí do outro lado, obrigada pela audiência, pela companhia, tá? Vamos lembrando que final de semana tem estreias maravilhosas de programas e quadros aqui na TV Câmara Campinas. A gente segue com uma programação espetacular para você pegar uma pipoca, de repente, né? Uma cobertinha bem quentinha e ficar com a gente, tá bom? E o Estúdio Câmara volta na segunda-feira. E segunda-feira, olha só, a gente traz um tema que toca o coração de muitas famílias, né? Quando o filho vira a paz dos pais e quando os pais se invertem, né? O que acontece quando os pais perdem a autonomia e os filhos precisam assumir os cuidados, as decisões, as responsabilidades. Como é que faz para lidar com essa inversão de papéis sem culpa, sem conflito e com acolhimento? A gente vai tentar entender e aprender tudo isso e muito mais na segunda-feira. a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Eu quero agradecer a sua audiência, a sua companhia, agradecer você que esteve com a gente durante todo esse tempo, né, toda essa semana. Eh, você que acompanha a nossa programação da TV Câmara Campinas, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia e continue ligadinho. TV Câmara Campinas. Hoje ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com a informação do legislativo campineiro e também de toda a nossa metrópole. E não esqueça, como eu já disse, final de semana tem programação especial com estreias maravilhosas aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, muito obrigada por estar conosco e também agradecemos aí a nossa equipe, né, todo mundo que trabalha junto aí para poder levar a melhor informação com qualidade para você aqui na TV Câmara. Valeu, beijo grande. Fica com Deus um final de semana excelente. Quebre essa mulher multitarefas que existe dentro de você. Falar é fácil, né? Mas vamos tentando um pouquinho de cada vez, quem sabe a gente consegue, né? Consegue ser um pouquinho mais livre, mais tranquila. Não esqueça de respirar. Beijo grande para você e a gente se encontra na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Até lá. [Música] [Música] เฮ [Música] [Música]