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Estúdio Câmara | Mudar de carreira depois dos 30? Os desafios da transição profissional
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Estúdio Câmara | Mudar de carreira depois dos 30? Os desafios da transição profissional

21 views Publicado 11/06/2025 HD · 1:04:51

Descrição do vídeo

Você já pensou em mudar de carreira? Se sim, saiba que você não está sozinho. A busca por propósito, realização e bem-estar profissional tem levado cada vez mais pessoas a repensarem suas trajetórias — seja aos 30, aos 40, aos 50 ou até após os 60 anos. No Estúdio Câmara de hoje, vamos discutir esse movimento de coragem que é a transição de carreira: seus desafios, riscos, e as grandes transformações que ela provoca não apenas no trabalho, mas na identidade de quem decide recomeçar. 👉 A decisão de mudar de profissão pode surgir por diversos motivos: insatisfação com o trabalho atual, desgaste emocional, mudanças no mercado, demissões, crises pessoais ou o simples desejo de fazer algo mais alinhado com os próprios valores. Mas, apesar de ser uma jornada de autoconhecimento e renovação, ela também carrega medos: a insegurança financeira, o julgamento social, o medo de fracassar e a pressão por resultados rápidos. Para aprofundar essa conversa, recebemos dois convidados com vivências complementares: 👨‍💼 Bruno Marafon, consultor de RH e especialista em Recrutamento e Seleção, que fala sobre o que o mercado busca atualmente, como planejar uma transição segura e como lidar com os processos seletivos em um novo cenário profissional. 📦 Fernando Salgado, ex-professor da rede pública, que decidiu deixar a estabilidade para empreender com assessoria de e-commerce. Fernando compartilha sua experiência real de quem trocou de rota em busca de liberdade e sentido — com todos os aprendizados, dificuldades e conquistas que vieram junto com essa decisão. 🔎 O episódio aborda: Por que tantas pessoas estão mudando de profissão? Como se preparar emocional e financeiramente para essa transição? É possível começar do zero em uma nova área? Quais os erros mais comuns de quem tenta mudar de carreira? Existe idade “certa” para recomeçar? 📌 Se você está passando por um momento de dúvida ou repensando seu caminho profissional, este programa é pra você! Assista até o final e descubra como planejar uma transição consciente, entender os sinais de que algo precisa mudar e conhecer histórias inspiradoras de quem já passou por isso. 💬 Deixe nos comentários: você já pensou em mudar de carreira? Em que momento da vida isso aconteceu ou está acontecendo? Compartilhe sua história com a gente! 👍 Curta, compartilhe com amigos que estão nesse processo e inscreva-se no canal para acompanhar mais debates relevantes como este. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, bom dia. Está no ar mais um estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Se acomode, prepare seu cafezinho e vem com a gente, porque o programa de hoje está muito especial. Hoje nós vamos falar sobre um tema que tem sido cada vez mais presente. Vamos falar sobre a transição de carreira. Mudar de profissão, seja para empreender ou buscar uma nova área, é um desafio enorme e também um grande ato de coragem. Não importa se você tem 30, 40 ou mais de 60, se está repensando sua trajetória profissional, buscando um propósito, equilíbrio ou apenas um novo recomeço. Esse programa com certeza é para você. Paraa nossa conversa, nós convidamos uma pessoa que é especialista em RH e um convidado que passou pela transição de carreira. Eles já estão conosco aqui no estúdio e daqui a pouquinho a gente inicia a nossa conversa do estúdio Câmara de hoje. E você, a gente sempre conta com a sua participação, é muito bem-vinda. Conta aí pra gente, você já pensou em mudar de carreira ou você já fez essa mudança? Como que foi? Manda sua mensagem para o nosso WhatsApp, está na sua tela, 199729377. Nós estamos aguardando a sua participação e agora a gente atualiza algumas notícias, a previsão do tempo e já já a gente inicia a nossa conversa sobre transição de carreira. Câmara vota projeto que institui campanha Agosto Dourado para a promoção do aleitamento materno. A votação deve acontecer hoje durante a 36ª reunião ordinária. O projeto de lei que propõe a criação da campanha Agosto Dourado e iniciativa de autoria dos vereadores Carmo Luiz e Eduardo Magoga tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do aleitamento materno e também incentivar a doação de leite humano. O intuito do agosto dourado é evidenciar os números eh benefícios que o leite materno propicia salvaguardando a mamãe e o bebê. O símbolo da campanha será um laço dourado em alusão ao leite materno, considerado pela Organização Mundial da Saúde como ouro para a saúde dos bebês. O laço representa a mãe e a criança em harmonia com o nó central, simbolizando o pai, a família e toda a rede de apoio. Aspectos essenciais para o sucesso da amamentação também. Gente, a sessão será realizada hoje a partir das 6 da tarde no plenário da Câmara, localizado na Avenida Engenheiro Roberto Manj 66, bairro Ponte Preta. A reunião também será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Você pode participar presencialmente e online também. Agora a gente fala de Campinas Innovation Week. O evento que acontece no prédio do relógio segue até sexta-feira com entrada gratuita. Esse evento reúne universidades, empresas e institutos, apresentando ao público as inovações de um dos ecossistemas mais robustos do país. Tecnologia quântica e inteligência artificial estão em foco na programação do Campinas Innovation Week 2025. Hoje o professor Nelton Fratche da Unicamp, ele vai comandar um painel dedicado às inovações no campo quântico. Já a inteligência artificial será debatida em diversos encontros ao longo do evento com especialistas que discutem os impactos e as aplicações dessa tecnologia cada vez mais presente no cotidiano da sociedade. Lembrando que o evento também conta com uma ampla praça de alimentação, além de restaurante, né? E entre os pratos, né, estão aí hambúrgueres, espetinhos, pastéis, costela, crepes, açaí, trufas e tem até comida típica da etnia Guarani, tá? O evento segue até o dia 13, sexta-feira. Participe, a entrada é gratuita. Vamos com a previsão do tempo hoje, então, né? Uma frente fria se aproximando a partir de hoje. Hoje nós temos sol, períodos de ventos moderados que reforçam a sensação de frio. Lembrando que a Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu ontem, tá no início da noite, um alerta para queda acentuada nas temperaturas, com a expectativa de frio intenso até sábado. Na região de Campinas, os termômetros devem marcar mínimas de 8º, conforme a previsão do centro de eh georreferenciamento de emergências a frente fria, ela vem acompanhada de ventos da região sul e atinge todo o território paulista. Hoje a mínima 11, a máxima 21. É, e pode ter certeza que vai diminuir a temperatura aí ao longo do dia e sexta-feira promete que seja a o dia mais frio da semana. Vamos seguindo, né? Pega um café quentinho, fica com a gente porque vamos conversar. O mundo do trabalho mudou, claro, novas tecnologias e também modelos de negócios e dinâmicas sociais cada vez mais atualizadíssimas, né? E a gente vai falar de pessoas que sentem que precisam de reinventar. Essa decisão, no entanto, pode vir acompanhada de dúvidas, medos e até julgamentos. Será que é tarde demais? Ou será que pode dar errado? E se der errado, como a gente vai enfrentar esse desconhecido? Hoje a gente fala sobre tudo isso, né? os impactos emocionais da mudança, os desafios práticos e principalmente as possibilidades de construir um novo caminho. Então, vamos dar as boas-vindas aos nossos entrevistados de hoje. O Bruno Marafon, consultor de RH, especialista em recrutamento e seleção. Seja muito bem-vindo. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Muito, muito obrigado pela oportunidade. Prazer estar aqui com vocês. E bora falar sobre esse tema super importante, super atual, que vem cada vez mais ganhando espaço aí em diversas gerações, pessoas. Então, acho que vai ser muito bacana trazer um pouco de experiências, dicas, eh referências, enfim, do que a gente aqui eh já passou e vai ser um prazer estar aqui com vocês. Maravilha. com a gente também. Olha só, tem o Fernando, o Fernando Salgado, ele que largou a carreira de professor público e hoje ele tá empreendendo no setor de assessoria de e-commerce, né? Então ele é um exemplo perfeito de transição de carreira. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Bruno. Eh, agradeço a oportunidade de falar aqui com vocês sobre esse tema que me pegou assim bastante durante toda a minha minha jornada dentro do dentro da biologia, que eu vou falar um pouquinho sobre isso, né? Uhum. E acho que é importante a gente levantar alguns pontos, debater, porque até hoje tem alguns receios, algumas lembranças assim que em relação a salário, em relação à estabilidade, que às vezes a gente fica pensando, porém tem bastante coisa pra gente conversar eh da minha da minha prática e também da experiência do Bruno pra gente falar bastante sobre esse tema que é a transição de carreira, que muitas pessoas acho que se não pensam já pensaram fazer alguma outra coisa. eh, desde a época da universidade, onde você tá lá escolhendo ou até antes disso, quando você já tem aquele sonho de começar alguma eh algum sonho de alguma carreira que você quer seguir. Então, vem muitas dúvidas desde essa época. Eu acho que isso auxilia muito a gente não ter uma certeza durante nossa vida do que a gente quer fazer. Então, acho que é bem importante essa temática a gente debater. Então, vamos bora. E você aí de casa, né, tá pensando em mudar de carreira, né? não tem certeza do futuro. Ai, quero fazer um outro curso. Então, de repente, quem sabe hoje a gente vira a chavinha, a gente começa com o Bruno porque ele tem experiência como consultor de RH. E aí eu pergunto para você, Bruno, o que mais motiva as pessoas a buscarem uma transição de carreira? Tem um momento ideal para para essa mudança? O que mais você vê nesse nesse círculo, né, de RH, de pessoas que estão eh buscando a alguma profissionalização e aí a transição de carreira tá no meio do caminho? É isso mesmo, Rúb. Acho que muito muito bacana o seu ponto, a sua primeira pergunta. Acho que quando a gente fala em transição de carreira, eh, motivação, eu vejo que é o principal elemento, né? Acho que o despertar, né? o que faz aquela pessoa, o que a motiva? O que faz ela buscar algo novo. Inclusive, recentemente, eu vi um estudo de que o ser humano ele tem eh alguns fatores primordiais que fazem ele eh buscar um novo desafio, seja profissional, seja na questão pessoal, eh que são eles, né? A questão muitas vezes de qualidade de vida. Então, hoje eu tô num trabalho, eu tô numa área que eu me sinto um pouco eh eh não conseguindo ter aquele equilíbrio entre vida pessoal, vida profissional. Acho que esse é um ponto importante. Questão financeira. Muitas vezes eu tô numa área que eu não consigo enxergar perspectivas de um ganho financeiro a médio e longo prazo. Isso também pode ser um despertar interessante. Questão de estar mais tempo com a minha família, eh buscar mais flexibilidade, mais autonomia no meu no meu modo de trabalhar, né? no que eu posso entregar eh no dia a dia. Eh, então acho que são pontos bem importantes, né, que acabam sendo ali algo para motivar a pessoa a buscar algo, né? Você que tá em casa, acho que provavelmente também eh pode se encaixar em algum desses principais eh motivadores. Eh, questão de momento certo, eu eu não penso muito como um momento certo, né? Eu acho que a gente tem um momento onde esses motivadores eles acabam falando mais alto e a gente começa a repensar um pouco a nossa vida. Não importa a nossa idade, 20, 30, 40, 50 anos. E eu acho que além da questão de ser um momento certo ou não, eu vejo também muito um momento por muitas vezes estratégico, né? Então você estar antenado com que hoje o mercado tem abordado temas mais relevantes, temas que acabam impactando a vida das pessoas. Então eu acho que você ficar antenado com tudo isso, né, mais ali os seus motivadores, né, o que te o que realmente vai fazer você buscar algo novo. Eu acho que de novo, não é uma receita de bolo, né? A gente brinca, não tem certo ou errado, mas pode ser um bom caminho para você que busca algo aí pra tua vida, não só profissional, mas pessoal também. Muito bem. Agora, como a gente tá falando de tempo certo, de mudança de carreira, o Bruno que viveu essa experiência, o Fernando, aliás, que viveu essa experiência na prática, eh, conta pra gente como é que foi, né? Eh, quando que você percebeu que você queria ou que precisava sair da sala de aula para empreender, porque é uma mudança um pouco assim, eh, eh, brusca, né? Sala de aula. Aí você era professor do quê? Eu era professor de ciências e biologia. Olha isso. E aí foi para eh empreender, foi para o mercado de trabalho empreender e tá empreendendo no e-commerce, né, assessoria de e-commerce. Como que foi aí essa essa mudança eh eh de de profissão, né, podemos dizer assim? Então, eh, assim, eu tive esse, esse toque assim na minha cabeça de que eu precisaria mudar a a área que eu tava trabalhando. Muito assim, eu comecei a trabalhar como professor porque você vai tendo a vida adulta, vão chegando as contas e passa muito por oportunidade. Então, eu precisava pegar aquele diploma e fazer ele me gerar alguma renda para pagar minhas contas, começar a fazer toda essa parte de gestão da minha vida financeira. e etc. Porém, eu não sei assim se eu gostava de de dar aula. Eu fazia muito assim porque eu precisava desse dinheiro e fui mantendo isso durante muito tempo. E é uma questão de oportunidade também, né? Então eu sempre fui pensando em como que eu conseguiria eh até fazer uma perspectiva de carreira melhor, porque lá dentro do estado, por exemplo, eu fiquei alguns anos eh como professor eventual, depois fui passando por todas as transições, concurso, então eu cheguei a ser efetivo do estado, teria assim uma uma um plano de carreira já muito mais consolidado assim na minha cabeça, já conseguia ver isso daí melhor, porém não era a área assim que eu me sentia confortável E daí eu acho que bate muito também na parte que eu eu nem conhecia isso dentro das empresas, eu fui conhecer mais recentemente, que é a parte de cultura da empresa. Uhum. Então eu sentia que o ambiente que eu tava, ele não tinha, ele não tinha uma perspectiva de cultura, ele não batia assim sobre a cultura daquele lugar. E que eu hoje lá na na Vendex, que é a empresa que que eu trabalho, a gente bate muito sobre isso, sobre cultura com os funcionários e a gente vê que isso é um é um motivador para as pessoas estarem lá também. elas estão alinhadas com a gente. Então, eu via muito esse desalinhamento meu com o estado de outras pessoas também e acabava me sentindo meio perdido. E eu vi assim, sempre pensei que a parte formativa, então buscar novos cursos para eu para eu conseguir fazer, fui me especializar dentro do mestrado na Unesp que eles poderiam ser portas para eu sempre ir galgando outros outros caminhos. Porém, eh, o mestrado ele acabou me ajudando, eh, principalmente porque eu fui conhecendo novas pessoas, fui conhecendo novas áreas, fui mexer com análise de dados e isso propiciou chegar no ponto que eu tô agora, eh, que é mexer bastante com essa parte de e-commerce. Porém, assim, eu não sei dizer se qual que foi assim o principal despertar para mim. Talvez a parte cultural, talvez a parte de perspectiva salarial, a parte estratégica também, como o Bruno citou, ela é muito importante, porque eu entendo que você tem, eu no caso, eu tive como me preparar para isso. Eu consegui ter as condições de ficar um por exemplo, um tempo, eh, abdicar um pouco do financeiro para pensar no meu negócio. Então, acho que tem muitos caminhos diferentes que a gente pode traçar dentro disso. Tem pessoas que vão acabar fazendo isso mais repentinamente por uma questão de necessidade, outras que vão conseguir planejar melhor o negócio que elas vão abrir ou outras coisas que elas vão trabalhar, procurar cursos. Então eu acho que você tem um um ramo muito grande e é que nem o Bruno falou, cada um vai ter um despertar diferente para você ter essa transição. Então não acredito que nem ele ele mencionou, não acredito que tenha muito idade, tempo certo para acontecer isso. Eu acho que cada um vai tendo eh os desafios durante a a vida e eles vão tentando traçar da melhor forma possível. e acabava sendo um comodismo assim ficar para mim no estado, porque eu tinha aquela garantia, mas eu sempre sempre me incomodou essa parte assim de não estar exatamente onde eu queria. Então acho que desde sempre eu entrei, isso me atrapalhava bastante porque eu acho que se você não tá no lugar que você quer ficar, você não desempenha seu melhor. Então isso sempre me incomodou. Talvez não tá desempenhando meu melhor, não tá no lugar que eu queria tá. Então, tudo isso me incomodava muito todos os dias que eu ia trabalhar. Muito bem. Eh, a coragem, né, de mudar, muitas vezes vem desse incômodo mesmo, né? É algo que vira sua chave, você tá incomodado e aí você vai buscar outras opções. Agora, quais são os erros mais comuns de quem decide mudar de carreira, Bruno, eh, sem se planejar, de repente, precisa mesmo ter um planejamento, é essencial nesse processo ou a gente pode mudar assim do da do dia paraa noite, né? Qual que é a sua avaliação sendo um especialista aí eh eh em recursos humanos? Eh, eh, precisa mesmo planejamento ou é possível assim? Opa, hoje sou jornalista, amanhã não sou mais? Não, acho que o planejamento, acho que na tua pergunta, Ruben, ele ele traz muito já uma o indicativo da resposta já, né? Acho que planejamento, ao meu ver, ele é ele é tudo nesse momento, né? Eu acho que a gente também, né, as pessoas que decidem fazer essa transição, elas têm que entender muito eh com clareza o que elas estão buscando, né? e não deixar a impulsividade tomar conta. Porque se você não faz um planejamento prévio, se você não se prepara da melhor forma para fazer uma transição, talvez no curto prazo você vai se sentir, ah, poxa, deu tudo certo, tô feliz, tô realizado, mas isso não é sustentável, né? Então, até nas muitas entrevistas que eu faço, até conversando também com líderes de empresa, com gestores, eh, que, que estão nesse momento, nessa movimentação, nessa transição, eu sempre dou essa essa recomendação do planejamento, né? E aí eu acho que pensando nesse pós, né, depois de se planejar, acho que até como o Fernando bem colocou, algumas etapas elas são super importantes. Então você buscar uma capacitação, então ah, eu vou para um mercado, por exemplo, de tecnologia, o que o mercado de tecnologia tem eh de principais tendências que vão eh eh que vão ser importantes eu estar antenado para fazer ali uma boa transição. Hoje em dia a gente vê muito e se falando sobre inteligência artificial, sobre dados, sobre como esses dados conectam com os números das empresas. Então essa capacitação ela é muito importante. Um outro acho que ponto também que a gente até Fernando eu, a gente trouxe aqui também, questão de planejamento financeiro, tenha um lastro financeiro, tem uma reserva, não vai pegar muitas vezes o que você tem ali que você, mesmo não estando 100% realizado, mas conseguiu juntar numa oportunidade, por exemplo, CLT e colocar tudo a aquele valor naquele naquele investimento daquele novo desafio, daquele novo sonho. Então isso é muito importante. E também você trabalhar muitas vezes a questão de equilíbrio emocional, de inteligência emocional. Vão ter altos e baixos. Não vai ser fácil. Acho que se fosse fácil a gente teria praticamente 100% da população tendo feito essa mudança do dia paraa noite. Tem desafios, tem obstáculos, mas é você confiar no processo, você colocar um norte, você colocar um objetivo, você colocar algo a longo prazo. E aí, nesse caminho de você começar a você chegar nesse sonho, nesse objetivo, você também se pautar de pequenas realizações, pequenas conquistas para conseguir se sentir realizado tanto no âmbito profissional e principalmente na questão pessoal, já que as duas coisas elas acabam andando juntas. Exatamente. Nós estamos falando sobre mudança de carreira, né, desafios por trás aí da transição profissional. E é importante a gente falar que empreender é liberdade, mas também é cobrança, né, Fernando? Eh, como que foi para você encarar essa nova rotina? Eh, longe da segurança do serviço público, entre aspas, porque quando a gente fala de serviço público, a gente sabe da estabilidade financeira, a gente sabe que é uma segurança, porque você é servidor. Então, por por que que hoje muita gente busca, né, eh, por um concurso público para ter essa segurança? Agora você não, você foi contramão de tudo que tá que a gente vê acontecendo. Você saiu, né, eh eh do serviço público para empreender. Como é que foi para você assim eh lidar com essa, vamos falar assim? É é um momento de incerteza, pode ser dito assim? Eu acho que que pode ser dito sim. Eh, eu vejo muita, muitas pessoas falando eh sobre essa transição para mim, que não fariam igual ou que até outros professores quando eu saí eles falam: "Nossa, mas você vai perder essa vaga? Você ficou tanto tempo, não abria concursos, você conseguiu prestar, passou". Então, eu acho que tem toda uma uma construção de uma história eh dentro disso. Então, durante muito tempo, e isso daí eu ouço desde pequeno, pô, vai tentar fazer um concurso público que você consegue, pessoal falar, amarrar seu burro lá, você consegue eh sempre ter uma estabilidade, vai ganhar sempre os salários, vai aposentar, vai continuar com aquele salário. Eh, eu eu acho essa parte hiper válida e não não desmereço isso para quem tem esse esse planejamento de estudar bastante, porque é difícil, você tem que estudar para passar nesses concursos. Então, já gera uma demanda no seu dia a dia de parar para estudar aquilo. Além do trabalho que você tem, você tem que pensar também: "Putz, eu quero passar naquela prova". Vão ter várias pessoas que estão tentando passar nessa prova também. Então, são concursos muito concorridos. Alguns demoram anos e anos, dependendo da eh da carreira que você quer seguir. Demoram anos para abrir esses tipos de concurso. Então, muitas pessoas vieram falar: "Nossa, mas você vai perder o concurso?" Inclusive, o meu pai, ele ele tentou falar para mim: "Não, você tenta ficar mais um tempo lá, enquanto isso, você concilia com a vida de empreendedor". Eu falei: "Pai, um, ou é um ou é o outro, assim, né?" Então, eu fiz toda essa parte de planejamento. Eu já vinha me planejando eh para sair da sala de aula. Então eu eu ainda tenho alguns pensamentos sobre isso, mas eu eu creio que para mim foi a escolha certa. Eh, tem essa toda essa parte da responsabilidade. Agora são perspectivas totalmente diferentes que eu vivencio. Antes eu tinha uma rotina eh principalmente com alunos, mas a gente ainda tinha as cobranças também da Secretaria do Estado, da direção, da coordenação. Acho que qualquer tipo de trabalho que você for executar, você vai ter cobrança. E a cobrança ela é válida dentro de qualquer tipo de trabalho, desde que ela seja feita corretamente, com educação, etc. Eh, e dentro dos limites também dos entregáveis que a gente pode ter. Então, a cobrança ela é normal, porém a gente muda de perspectiva. Agora eu tenho uma cobrança maior em relação às aos clientes e todo mundo que trabalha com cliente sabe como é essa cobrança, como muda. Eh, como professor eu via que eu tinha uma certa cobrança assim de de coordenação, de direção, mas eu era muito mais era mais eu quem cobrava. então dos alunos em relação aos entregáveis deles, provas, atividades, prestar atenção na aula. Hoje em dia eu tenho uma responsabilidade muito maior, até porque eh como a gente tem o cliente entrando na nossa base, a gente utilizando, operacionando as contas deles do no e-commerce, a gente mexe muito com o sonho de outras pessoas e esse sonho ele ele tá baseado também no dinheiro. Então as pessoas elas estão contratando o seu serviço. É, a gente sempre tenta colocar até como uma cultura na nossa empresa que a gente sempre tem que ser dono do negócio do nosso cliente. A gente não pode simplesmente falar: "Ó, a gente tá prestando um serviço para você, a gente tem que se sentir dono". Então, a responsabilidade ela com certeza assim nas minhas costas hoje em dia eu sinto ela muito maior. É claro, cada ação que a gente vai ter ali dentro das contas dos clientes, cada conversa que a gente vai ter, a gente tem uma responsabilidade muito maior, porque a gente tá me enchendo tanto no financeiro, tanto no sonho daquelas pessoas. Então, aumentou bastante sim a responsabilidade. Muito bem. Agora, Bruno, vamos lá. Olha só, a gente tem uma fala, né, de uma pessoa que fez uma transição de carreira. Ela eh eh o Fernando foi o inverso, né, que a gente tá tá que a gente costuma ver, porque as pessoas fazem o concurso público para ter aí uma estabilidade. Ele fez o concurso, acredito que deve ter estudado muito, passou, foi pra sala de aula, mas ele não se viu naquele lugar, então ele fez a transição de carreira. Eh, no no RH tem aquela questão de análise de perfil, né? Sim. Então, qual é a análise de perfil que você faz do do Fernando assim, né, bem superficial? Claro, mas eh pra gente explicar pras pessoas de casa que sim, é possível, né? E que de repente você tá num lugar que você não se identifica, não adianta. Você pode ter estudado para aquilo, você pode ter eh movido céus e terras para chegar ali, mas vai chegar um momento da sua vida que você vai falar: "Poxa, mas o que que eu tô fazendo aqui? né? Eu não sou de humanas, eu sou de exatas. E você ficou persistindo em humanas o tempo todo e aí você não se entendia, não estava feliz, mesmo entregando o máximo, mesmo tendo resultado, mas você não está feliz consigo mesmo. Então tem aquela questão do perfil. Então vamos lá, traça um perfil dele pra gente e explica para nós como que funciona essa questão da análise do perfil, que é muito importante hoje no recrutamento e também pra gente definir, né, o que que a gente realmente é, quem nós somos. É importante a gente entender disso antes de de repente fazer uma transição de carreira. Boa, maravilha. Eu gosto bastante bastante desse exercício que é o meu dia a dia, analisar perfil das pessoas e conversar, entender motivações, entender o que que essa pessoa tá buscando. Acho que se a gente pegando aqui o exemplo do Fernando, eu acho que para mim o grande, acho que não o principal, mas acho que o fator preponderante que foi ali uma virada de chave, uma virada de gatilho para ele se desafiar em algo novo, acho que foi o que ele trouxe muito bem, essa autoanálise, né? Então você entender o teu momento, entender aonde que você está, os seus conhecimentos, o que você pode entregar pro mercado, independente da função que você esteja e da área que você esteja, está sendo maximizado, né? Está sendo potencializado, né? você tá conseguindo extrair o melhor de você mesmo e consequentemente ter um retorno, sentir que você está de fato eh eh conseguindo ajudar, né, aquela empresa, aquela organização. Eu acho que esse é um ponto muito importante. O que ele trouxe também, ainda mais o segmento que ele atua, né, que é um segmento de e-commerce, segmento muito ligado à parte de tecnologia, de informações muito rápidas, essa questão de buscar conhecimento, né? Então, acho que isso é muito importante para quem tá nos acompanhando. Acho que você precisa, na área que você está, com certeza sempre se atualizar, ainda mais numa área que você vai se desafiar. Acho que isso é muito importante, tá? Eh, isso acho que a gente pode colocar muito na questão também de um conhecimento técnico. Agora, também num conhecimento mais ligado à parte comportamental, como eu falei, esse equilíbrio, né? Então, você realmente, com certeza, deve ter momentos que o Fernando falou: "Poxa, será que é isso mesmo? Será que eu continuo ou não? Dou um passo atrás. Mas acho que ele confiar no processo é muito importante. E acho que é isso, assim, em suma, acho que se você conseguir, né, essa pessoa que tá em casa nos acompanhando, conseguir ter esse equilíbrio, né, conseguir dosar bem esse momento de quero muito algo novo, mas também eu vou precisar entender onde eu estou, né, para conseguir algo mais sustentável, pensando em longo prazo. Grandes chances dela ter algo muito bacana. Eh, e um case super legal, assim como o Fernando tá tendo aqui para contar pra gente. Muito bem. Análise do perfil, né? Eh, como que é no RH hoje em dia? Assim, vocês fazem a análise do perfil de todas as pessoas que que estão no recrutamento? Qual que a importância, né? Eh, eu vou lá passar por uma uma eh entrevista, né? Como é que eu devo me importar? Já que a gente tá com especialista em RH e falando de mudança de carreira, né, de transição, é importante porque de repente eh, o meu, eu sou jornalista, então falo muito, falo com as mãos e falo e falo e falo, né? Aí eu vou fazer uma transição de carreira e vou para um mercado de trabalho, para uma profissão que eu preciso me conter um pouco mais, né? Como é que é feita essa análise e que dica você dá para as pessoas que estão em casa, que vão participar de repente de um momento de transição, passar por uma entrevista e que não pode falhar? Sim. Não, com certeza. Eu acho que o grande ponto, assim, que eu como recrutador aí trabalhando h cerca de 10 anos no mercado de recrutamento e seleção, quando eu vou entrevistar uma pessoa, vou bater um papo com um profissional, uma profissional que que a gente consegue identificar que ela tem uma um uma vontade, né, um viés ali de mudar de carreira, eh um ponto que eu olho que é muito importante, eu tento fazer uma análise dividida em dois momentos diferentes, que é entender primeiro o hard skill, então significa a competência técnica daquela pessoa. Uhum. Ela quer ir para uma área, a gente tá usando muito tecnologia porque depois da pandemia, acho que o o, né, de de crescimento, de oportunidades, o quanto que essa pessoa está por dentro dos principais temas de tecnologia. Então, a gente falou de novo muito de inteligência artificial, de informações acontecendo a todo momento. Então, eu olho muito essa questão de análise do hard skill, do conhecimento técnico para aquilo. E eu acho que para mim é fundamental a questão do soft skill, que são as características comportamentais. Então, ah, essa pessoa ela vai para um para uma área que é uma área extremamente dinâmica, que é uma área extremamente comunicativa. Ela vai ter que trabalhar aspectos ligados à comunicação dela, se ela for uma pessoa mais reservada. ou ela vai mudar de uma área que ela não se sente bem por ter ter contato com pessoas a todo momento e quer uma área mais técnica, ela vai ter que trabalhar isso. Então a gente faz muito uma conversa aberta, né? De novo, não tem certo ou errado, não tem a carreira certa, carreira errada. tem aquela carreira que vai fazer mais sentido pro momento daquela pessoa, seja no momento atual ou no que ela busca pra carreira dela eh a longo prazo. Então, acho que esse é se a gente for fazer uma análise de perfil e pegando aqui o o Fernando como exemplo, eu acho que ela acaba reunindo esses pontos aqui que eu mencionei. Muito bem, agora 8:34 falando sobre transição de carreira hoje. O Fernando tá com a gente, fez uma transição de carreira bem legal. Fernando, você olhando para trás assim, você acredita que foi uma reinvenção total ou ainda você carrega um pouquinho do professor Fernando contigo? Eu acredito muito no que o Bruno falou, essa parte de hard skill e soft skill, eh, ela é muito válida. Hoje em dia a gente já faz contratações, a gente utiliza também bastante isso. E daí vai variar bastante também. É, essa pessoa ela é uma tá num nível júnior, se tá num nível sior, a gente usa bastante é a visualização dessa dessas skills. E até pensando no na hard skill e da soft skill que eu tinha, por exemplo, no estado, é claro que a a hard skill, assim que se a gente for mensurar ali do estado, era toda competência de biologia que eu tinha, de ciência que eu tenho, na verdade, né? e que eu não não utilizo, sinceramente, não tem mais validade para mim dentro do meu trabalho, mas as soft skills, elas são extremamente importante para mim hoje. A habilidade de comunicar na frente de pessoas, eh hoje em dia eu tenho muitas reuniões com os clientes, eu tenho que falar com eles constantemente. Então eu até vejo assim por pessoas que vão trabalhar com a gente, às vezes que tem mais experiência do que eu no e-commerce, mas na hora que vai falar com os clientes já dá uma travada, é uma pessoa um pouco mais introspectiva, isso é normal. as pessoas vão desenvolvendo essas habilidades eh com o tempo. Porém, eu já tinha essa habilidade desenvolvida porque eu tinha 6 anos ministrando aula diariamente, entrando lá, botando a cara. Eh, no começo é claro que eu tive vergonha também. Eu fui aprendendo durante esses 6 anos. Então, foi, eu ainda utilizo algumas coisas, mas sinceramente assim, a parte mais técnica da biologia, eu acabo deixando de lado. É mais um hobby hoje meu, é uma coisa que eu gosto muito, ainda gosto muito de física, química, biologia. sempre gostei, né? Por isso que eu fui para essa área, mas sinceramente não não utilizo elas mais assim no meu dia a dia. Muito bem. Olha só, né? 8:36. E é legal porque quando a gente fala de mudança de carreira exige exige maturidade, mas também exige flexibilidade. Porque se a gente for parar para pensar igual assim, eu sou jornalista, então eu tô numa zona de conforto, né? Eu tô atuando aí há mais de 20 anos, então assim, claro que a gente aprende todos os dias, mas eu estudei para isso e tudo bem, sou jornalista, só que aí eu vou mudar de carreira, então quer dizer, eu vou ter que aprender tudo de novo, do zero, eu vou ter que começar do zero, né? E aí está um ponto chave, porque até acho que é uma uma mudança até de identidade, se a gente for parar para analisar. Você concorda, Bruno? Sim, acho que quando a gente muda de carreira, falo que principalmente pessoas que têm muito tempo, 10, 15, 20 anos numa mesma profissão, eu brinco e muitas vezes elas são conhecidas, ah, o fulano, a pessoa, ah, ela é mais conhecida como a profissão dela, o cargo que ela ocupa do que realmente quem ela é. É, então acho que com certeza essa questão de identidade ela é muito importante, mas eu vejo que uma mudança, né, de carreira, uma mudança de vida, na minha interpretação, ela tá muito ligada a propósito. Então, qual que é o teu propósito, né? A partir desse momento, vivi a minha trajetória profissional até um dado momento da minha vida. O que eu quero daqui paraa frente? O que eu quero deixar em termos de legado, de aprendizado para minha família, paraas pessoas do meu ciclo. Então isso com certeza é algo que as pessoas acabam levando em consideração. E essa mudança que você trouxe, que é super importante de identidade, pode ser também uma armadilha para bloquearem as bloquear as pessoas para dar esse passo. Poxa, eu vou fazer essa mudança, eu vou perder quem eu fui até hoje. E não é assim, né? você vai viver um novo momento, novo capítulo da tua vida. né? Acho que a nossa vida ela é feita de alguns ciclos que as pessoas eu acho que cada vez mais estão entendendo que são ciclos que começam, tem o seu ápice, tem os seus desafios e em algum momento eles terminam. Como o Fernando trouxe aqui no exemplo dele, ele foi de uma área super técnica de biologia, de física para uma área ligada a e-commerce, onde ele tem que falar com clientes, ele tem outro tipo de interação, o público alvo dele é outro, né? Embora eh, acho que na questão do soft skill ele consegue acho que agregar muita coisa, mas mes ele mesmo mencionou que na parte técnica são coisas bem diferentes. Então ele também acho que passou por isso e acho que você acreditar no propósito, confiar no processo é uma grande dica aí para eh pra pessoa que tá planejando essa mudança. Acreditar no propósito, confiar no processo e só vai é transição de carreira. vai mexer com a sua identidade, vai mexer, vai te tirar da zona de conforto, na verdade, né? Porque você trabalha aí há tempos em uma profissão e aí de repente você fala: "Ah, vou mudar". Não, não é fácil, é desafiador. Claro que sim, tudo nessa vida tem o seu o seu desafio, né? Mas é importante o planejamento para que você inicie nessa nova fase. E a gente não pode deixar a frustração tomar conta, né? Porque como todo desafio, a gente tem os momentos bons e os momentos não bons também, né? E Fernando, eh, o que mais assim, qual foi o momento mais desafiador para você? Você eh nessa nessa mudança, nessa transição e faz quanto tempo que você mudou? Olha, eh eu acho bem interessante falar sobre essa parte da frustração, porque eu lembro de uma conversa, eu era bem mais novo, eu tenho alguns primos na minha família, né? Eu e eu tenho um primo que hoje em dia ele nem tá morando mais no Brasil, mas é o Gustavo. E ele fez engenharia civil, ele tava com baita de um emprego na Prudential, né, que é uma seguradora, tava ganhando bem e tal, todo mundo, pô, o Gustavo deve est bem feliz, deve tá legal. E eu assim conversando, assim, eu era moleque ainda, 14, 15 anos, falei: "Ah, Gu, você tá feliz, tá legal, como o que que você" e eu perguntei para ele, porque eu ainda tava nessa parte de vestibular, de ver o que que eu ia fazer. Falei: "Você teria feito engenharia civil hoje? teria na a carreira que você tá? Falou: "Não, eu gostaria de trabalhar com fotografia".X. Eu falei: "Nossa, isso daí me marcou muito assim quando ele falou isso daí para mim. Eu claro que a minha transição de carreira foi passar muito tempo depois que eu tive essa conversa com o meu primo." Mas eu lembro dessa conversa até hoje porque eu falei: "Puxa, eh, eu tô numa profissão que eu posso ficar frustrado". E era uma das principais visões que eu tinha era: eh, pô, eu tô com 31 anos hoje, eu ainda tenho, sei lá, 20, 25 anos trabalhando aqui. Eu não, eu não conseguia me enxergar 20 anos naquele lugar. Eu não conseguia me ver aposentando naquele lugar. E aí sim, eu acho que eu seria uma pessoa frustrada. Eu acho que o principal ponto assim da da frustração para mim, hoje em dia, sinceramente, eu não tenho nenhuma. Não tive assim, é claro que a gente vai ter problema dentro do trabalho. Todos os trabalhos têm. Eh, vai ter problema com o cliente, vai acontecer alguma coisa com funcionário, sempre vai ter isso daí em qualquer lugar. Mas eu acho que o principal desafio era a frustração que eu tinha no passado. Então, por exemplo, eu fiquei eu fiquei 6 anos no estado, eh, indo lá todos os dias, acordando cedo, entrando na sala de aula e pensando nisso. Então, talvez a minha principal frustração é se eu não tivesse feito esse processo, porque daí eu ia me eu ia acabar me colocando numa numa situação onde eu não me enxergava. E eu acho que isso daí seria assim uma eh tem toda essa parte financeira que a gente fala de propósito, mas eu acredito muito também na felicidade que você tem que ter na naquele local. Não que a gente vai ser feliz com certeza se você transar de carreira. Essa não é a receita, tem muitas coisas que que envolvem isso. Porém, eu acho que se eu continuasse dentro daquela área, possivelmente hoje eu seria uma pessoa frustrada. Então esse é o principal ponto, assim, a mudança em si, ela só me gerou benefícios. eh tem essa mudança de identidade, é claro. Eh, hoje eu trabalho com coisas totalmente diferentes, eu tenho que ser uma pessoa diferente também dentro dessa área. Eu eu sempre falei muito que até dentro da para entrar na sala de aula, o pessoal às vezes os alunos me viam fora do sala de aula, falam: "Mas você é uma pessoa totalmente diferente aqui dentro de sala de aula, assim como eu sou na Vendex também, uma pessoa diferente pros meus funcionários, pros meus clientes, porque eu acredito que a gente acaba se tornando personagens dentro do dentro das eh profissões que a gente tem. a gente não vai ser exatamente a pessoa, você nem pode ser, na verdade, exatamente a pessoa que você é fora do trabalho, dentro do trabalho. Então você tem essa mudança de de personagens durante sua vida, porém eu acho que ela é hiper válida. Acho que você vai aprendendo um pouquinho eh com cada experiência que você tem. E para mim, assim, não gerou nenhuma frustração, só gerou benefícios. É claro que vai ter dor de cabeça, é claro, claro que vai ter muito trabalho, mas por enquanto nenhuma frustração. Eu tô 100% eh focado, 100% compactuado com o que eu que eu decidi para pra minha carreira. Quanto tempo faz que você fez essa muda, esqueci de falar essa parte. Eu fiz essa mudança, eu tive a proposta para mudar para Vendex lá por setembro do ano passado. Eu comecei de fato em dezembro para janeiro. Eu fiz essa transição. Eu abandonei de vez a a biologia, fiz toda a parte de desligamento do estado e foquei só na na Vendex hoje em dia. Tá feliz? Tô feliz. Aau. Isso que importa, né? E assim, a gente precisa lembrar que que trabalho, o dia a dia, gente, a vida, né? A gente tem os altos e baixos, problemas. né? Claro que sim. Tem, porque se não tiver problema, o negócio não tem graça, né? Tem que ter um desafiozinho assim pra gente poder dar aquela adrenalina. É natural. Então, toda profissão, todo ambiente de trabalho, você vai sim ter problema. Agora, eu quero perguntar para você, eh, Bruno, se tem alguma idade limite, se o mercado de trabalho ele tem hoje, como é que tá o mercado de trabalho? Tem um preconceito aí com a questão eh das pessoas mais velhas, né? Porque quando a gente fala em transição de carreira, ele, né, fez a transição de carreira cedo, mas pode ser que uma pessoa ela esteja, já cansou e viu que não é aquilo que ela quer, mas hoje esteja lá com quase próximo de se aposentar e está desejando fazer uma transição de carreira. Só que para fazer uma transição de carreira, a gente precisa entender do mercado de trabalho. E o mercado de trabalho, ele está como que tá a aceitação das pessoas mais velhas, né? Não, eu digo mais velha porque assim, a gente é eh natural você entrar no mercado de trabalho quando você tá jovem, aí você inicia sua carreira. Mas uma pessoa que já teve uma carreira, quer fazer a transição, está quase próximo de se aposentar, mas quer ir pro mercado de trabalho de novo e uma nova função, o mercado aceita? Boa, bom ponto. Inclusive, é um ponto que eu muitos alinhamentos de perfil com clientes, né, para conduzir processo seletivo, sempre é um tema que a gente acaba abordando, né? Eu sempre perguntar como que você cliente enxerga se eu te trouxer candidatos determinada faixa etária. Então acho que esse é um ponto muito importante. O que eu penso, eu acho que mais do que a questão da idade da pessoa, ela tá próxima de se aposentar ou se ela é uma pessoa talvez que não tem ainda uma experiência muito consolidada pra área que ela atua ou pra área que ela deseja, é muito, e você trouxe um ponto muito importante, é muito como ela se prepara. Uhum. Uhum. O quanto que aquela pessoa está antenada, o quanto que ela está por dentro do que o mercado hoje tem falado. Eu falo que hoje em dia, eh, a gente vê muito LinkedIn, né, que é uma ferramenta extremamente poderosa eh no mercado corporativo, né? As pessoas fazem conexões, trocam ali reportagens, matérias, insites. Então, acho que assim, você não, você não precisa ser aquela pessoa. Eu até brinco, né? Eu como recrutador do LinkedIn é o meu melhor amigo ali, né? Eu tô com ele aberto todos os dias porque eu dependo dele para muitas coisas que eu preciso entregar no meu trabalho. você não precisa ter esse mesmo nível de proximidade, ficar o tempo todo ali, mas principalmente ter um LinkedIn, ter um LinkedIn atualizado, entender o que o mercado hoje eh fala em termos e de saúde, de meio ambiente, sustentabilidade, por exemplo, é um tema que em qualquer entrevista que você vá hoje em dia para uma indústria ou para uma empresa de um outro segmento, esse tema ele acaba sendo levado em algum momento em consideração. Eh, temas relacionados à parte que é do Fernando aqui, que ele é hoje em dia, tá? tá focado que é na parte de e-commerce, dados, tecnologia em si. Então, de novo, assim, não querendo fugir da tua pergunta da questão da idade, mas eu vejo que não tem um um uma idade que vai limitar a pessoa. Sim, aqui a gente não pode negar, existem empresas mais tradicionais que às vezes por algum bloqueio, por alguma questão no passado, acabam muitas vezes não não impedindo, mas talvez não priorizando ter esse olhar mais abrangente, esse olhar mais diverso. Mas acho que hoje a forma de você se preparar, a forma de você estar por dentro do que o mercado hoje tá falando, eu vejo que isso sobressai. Eu, pelo menos, como recrutador, eu valorizo muito uma pessoa, não importa a idade que ela esteja, mas que ela consiga minimamente falar sobre temas relacionados à economia, ao mundo que tá acontecendo na Europa, por exemplo, América. Então, acho que esse é um ponto que eu valorizo bastante. Muito bem. sem contar, né, das atualizações aí da questão da tecnologia, que é é imprescindível. você vai pro mercado de trabalho, enfim, iniciar sua carreira, fazer a transição de carreira, a gente precisa estar atento, né, às novas tecnologias, porque sem elas as coisas não estão funcionando e aí a sua transição de carreira também pode não dar certo. E eu acho interessante a gente lembrar aqui que tem vários sites, né? Tem tem várias instituições, tem o governo também que oferece, né? É, cursinhos, não é aquele curso tal, eh, de que você vai ficar lá um ano, não, mas são cursos rápidos que te dá um um um início, né? Um início ali para você começar a aprender a trabalhar com tecnologia. Isso é muito importante na hora dessa transição e na hora desse recrutamento, né? Sim, com certeza. Eh, acho que é muito legal o que você trouxe, Ruber, da questão de especializações, você buscar conhecimento. Quem hoje em dia fala que não consegue achar conhecimento, eh, eh, isso não existe, porque o conhecimento, a informação, ela tá em todo momento, seja em rede social, seja o LinkedIn, como eu mencionei, algum outro canal. E, e eu acho que teve um ponto que vem mudando bastante, que isso acho que é muito geracional, que é a questão de há 5, 10 anos atrás, quando você cogitava mudar de carreira, vinha já muita gente te falando: "Ah, mas você vai ter que agora começar uma graduação do zero, ficar 4, 5 anos, meu Deus, vai perder tempo". E e hoje em dia isso tem mudado bastante. Eu falo que hoje dos meus clientes assim, 80% quando eu vou fazer um alinhamento, um briefing de uma vaga, a não ser aquelas cadeiras mais técnicas, que o conhecimento técnico ele é muito importante, raramente me pedem, Bruno, quero que você busque um profissional, uma pessoa com uma formação na área X. Uhum. Hoje em dia vale muito mais você buscar e essa fonte de conhecimento em cursos rápidos na internet, especializações, eh referências de pessoas. Networking é fundamental. Então, por exemplo, eu vou mudar de carreira, pô, vou me conectar com pessoas que são referências naquela carreira para eu conseguir extrair informação, para eu conseguir entender o que que tá acontecendo. Então, eu acho que isso eh vem mudando bastante e de verdade eu acho que é uma tendência cada vez maior, né? as pessoas terem esse despertar, que é o que a gente falou no começo, e e conseguir isso de uma forma mais dinâmica e mais ágil. Muito bem. É, falando de transição de carreira, pessoal tá participando com a gente. Vamos lá, então, produção tá avisando que tem perguntas, então vamos com os nossos convidados para responder. Você que tá aí do outro lado, você telespectador, obrigada pela sua participação. A Luciana de Santa Genebra, após 20 anos em vendas, estou migrando para o marketing digital. Se eu não dominar o uso da IA, corro o risco de ficar ultrapassada. E agora? Vamos lá. Vai lá. Pode responder. Eu acho que assim, dominar, eu acho que pode ser ali algo talvez um pouco brusco ali, profundo, né? Eu acho que profundo com IA a gente precisa ser pelo menos ali um amigo da IA, né? Seja para ela conseguir nos ajudar em alguma entrega que a gente precisa fazer, o que a gente não pode fazer. respondendo a a a Luciana, né? Eh, ignorar isso não tem como, né? Porque é uma realidade, cada vez vai ser mais, mas você usar isso, né, de uma forma equilibrada ao seu favor, ainda mais ela que fez essa migração eh paraa área de marketing, que é uma área que eh você tem muito um objetivo de atrair o seu público, né? Como é que você vai encantar o teu público, como é que você vai chegar perto do teu público, o que que você vai fazer de ações para gerar engajamento e a pode ser uma forte aliada. Muito bem, o 51. Mais perguntas pra gente? Pode mandar, produção. Vamos lá, vamos responder os nossos telespectadores. O Guilherme do Centro. Como identificar habilidades transferíveis quando a nova carreira parece totalmente diferente da atual? Identificação de habilidades. Hum. E agora como que a gente identifica habilidades? Você no seu caso, assim, você identificou essa habilidade para eh eh sair da sala de aula para ir pro e-commerce em algum momento? Tem, a gente consegue fazer essa identificação? Olha, eu acho que no meu caso até pode ter esse tipo de identificação de facilidades ou até de gosto, eh, mas o meu caso aconteceu muito por causa de networking e é uma coisa assim que foi mencionada, eu acho que é essencial. Até porque é muito difícil a gente pensar em coisas que a gente vai conseguir inventar do zero hoje. Normalmente a gente vai se basear nas boas práticas de outras pessoas que já colocam isso em prática e utilizar pra gente. Então você tá cercado. Por exemplo, o LinkedIn é uma só das das plataformas que você pode fazer isso. Você tá cercado de pessoas que estão falando sempre daquele assunto e você vai estar sempre unido das melhores informações. Então, no caso, eu consegui identificar é o que eu poderia utilizar da minha vivência, porque eu tenho a vivência da biologia. E eu fui fazer o mestrado na Unesp, fui mexer muito com software R, não sei se vocês já chegaram a conhecer, Python, essas partes. E eu vi como eu conseguiria aplicar alguns tipos de processo dentro, assim, não consegui aplicar todos ainda que eu queria, sendo bem sincero, mas eu eu consegui visualizar algumas coisas que eu poderia fazer, algumas análises que eu poderia fazer eh dentro do processo da Vendex, que hoje é a empresa que eu tô. Porém, eu acho que é muito situacional. Eu acho que pode ser muito assim da visão de alguma coisa que a pessoa faz que ela pode sentir que encaixa em outras áreas ou até de gosto, coisas que ela quer buscar, coisas que ela viu dentro de um network, dentro de um bate-papo, dentro de alguma coisa que ela quer buscar de conhecimento, que ela sabe que ela consegue aplicar, sabe que ela pode, eh, que nem foi falado, você tem conhecimento em todos os lugares hoje em dia, então às vezes é uma coisa que te interessa, você pode aprender para aplicar em algum local. Exatamente, né? É networking hoje é tudo, né? Você conversar com pessoas, você conviver com pessoas diferente, você analisar e de repente você se identifica com algo, vai aprofunda, estuda, busca e faz a sua transição de carreira. Mas não esquece de fazer o planejamento antes, né? Porque isso é muito importante. 8:54. Dá tempo para mais uma ou duas? Produção, pode mandar aí. Eh, vamos lá. O Leonardo do Nova Europa. Estou mudando de área e topei até ganhar menos como estagiário. Isso atrapalha ou pode contar ponto se a empresa entender o meu propósito? Hum. É esse detalhe também, né? Porque você se especializa, você vai mudar de de de curso, não, mudar de carreira, aí de repente vem a oportunidade de um estágio. E aí, como que faz, né? Eh, é importante esse estágio? ou atrapalha a gente é legal a gente aceitar o estágio em um momento da transição? Olha, respondendo o Leonardo, assim, eu penso que não vai atrapalhar. Eu eu encaro o estágio, né? E e já estagiei, enfim, recrutamento antes de me tornar ali efetivo e tudo mais. Como estágio para mim é sinônimo de aprendizado, é sinônimo de você se desafiar. Óbvio que a questão financeira para todo mundo importa. Como eu brinco, todo mundo tem conta para pagar, todo mundo tem objetivos, quer viajar, enfim, quer fazer as coisas ali pra vida. Mas para mim, estágio, se for para uma área que você se identifica, como o Fernando Ben colocou, se for uma área que realmente vai te trazer coisas que você consegue visualizar a um longo prazo, vai, se joga, porque é uma oportunidade passando e assim, legal, parte financeira, mas talvez é um passo que você vai agora dar de uma forma diferente para lá na frente ter um ganho e aí sim chegar e conquistar coisas maiores pra tua carreira. É, tá começando a a subir, né? é degrau, sobe um, sobe outro, sobe outro e o estágio pode ser o início, né? A gente precisa eh eh aceitar também a as a as oportunidades que aparecem, né? O estágio pode ser uma grande oportunidade aí paraa transição de carreira também. 8:56 a gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Estamos aqui falando de desafios, né, da transição profissional, da mudança de carreira. Temos aqui um especialista em RH e uma pessoa que saiu da sala de aula e hoje é tá trabalhando com e-commerce, né, fazendo assessorias e olha só que diferente, né? E é importante a gente trazer exemplos, porque você vê que eh pelo exemplo que o Fernando trouxe pra gente, a gente percebe que é importante o planejamento, que tem sim eh um momento de frustração, que tem sim um momento de desafio, mas que no final eh deu certo e que ele está feliz com essa transição. E é isso que importa, né? Se você está feliz, tá fazendo o que você gosta, porque deve ser muito ruim você trabalhar com o que você não se identifica, né, Fernanda? Exato. Eu assim, o pessoal falou muito comigo assim, os professores, nossa, mas você nunca se visualizou dando aula. Eu falei: "Putz, não, eu vejo muitas pessoas que que entram aqui e que querem mesmo assim, nossa, eu amo dar aula, eu quero ser diretor." E eu, foi uma das coisas que me me deixava assim meio até mal. falou: "Nossa, o Gian dava aula comigo, ele vai lá toda vez animadão e eu entro, sei lá, não é não é o meu melhor assim, não tô feliz aqui." Então, principalmente assim, acho que todo tudo isso além de financeiro, de aprendizagem que tá sendo muito bom, acho que é mais uma questão de felicidade mesmo, você buscar onde você vai se encontrar, onde você tá confortável, onde você vai conseguir se desenvolver profissionalmente, pessoalmente, da melhor forma possível. Acho que o que não dá para fazer é você ficar na dúvida e não fazer. Eu não me perdoaria, não deix me perdoaria no futuro se eu tivesse ficado quieto. Olha a que legal. É uma das perguntas pra gente encerrar que eu ia fazer para você, né? Se você como eh que dica, né? O que que você diria aí para o Fernando de uns 3s anos atrás, né? E aí continua ou fica na sala de aula ou assim, foi a melhor coisa que eu fiz e você já respondeu. Isso é muito bom. É bom quando a gente vê que a pessoa está realizada, né? E a transição de carreira é desafiadora, mas ela traz uma realização pessoal também. E isso eh reflete eh no seu profissional, porque quando você tá realizado, você tá fazendo o que você gosta, com o que você se identifica, independente de você tá ganhando mais ou menos do que a sua profissão anterior, a realização pessoal ela conta muito no desempenho do profissional, né, Bruno? Sim, com certeza. É, é isso que você falou, Ruber. Quando você sente realizado, sente que o que você faz, as coisas se encaixam, elas fazem sentido para para você. E aí vai além da questão profissional, da questão como pessoa. Isso é muito bom. Como o Fernando colocou, né? Nem uma transição, nem um trabalho, eles só são coisas boas, tem os desafios, tem os obstáculos. Mas se você realmente tá em um lugar onde você sente que quando você vai acordar para trabalhar, a gente brinca aquele frio na barriga do lado bom, né? De poxa, hoje eu vou lá, tenho uma reunião, tenho, preciso fazer uma entrega, isso vai me desafiar, vai me tirar da zona de conforto. Eh, eh, isso é muito bom, né? E eu acho que depois do momento de pandemia, né, a gente vê que eh muitas pessoas acabaram tendo questões emocionais e psicológicas sendo afetadas. Imagina se você tá num trabalho ou numa área que isso acaba sendo preponderante para você não conseguir estar realizado com você mesmo. A tendência de você ter uma complicação, algo um pouco mais sério, ela é muito grande. Então, poxa, se desafia, vai atrás, se prepara, se planeja. É como eu falei, né? É um capítulo da tua vida e talvez você está se privando de descobrir algo novo e e ser mais feliz. Ser mais feliz. E assim, digo, todo mundo é capaz, né? Todo mundo é capaz. É só você buscar, é só você enfrentar, né? Porque tem os desafios, tem, mas é legal quando você vence eles. É bom demais. É bom demais. E claro, aquele friozinho na barriga não pode faltar. Então, se tá faltando o friozinho na barriga, meu amigo, pode fazer a transição de carreira. Eu ainda tô bem aqui porque todo dia é algo novo, todo dia dá um frio na barriga. Vocês não t noção quando a gente conversando aqui, vai falando depois que entra ao vivo, beleza? Mas antes de começar, quando eu tô vindo, preparando o roteiro, falo, gente do céu, e todo dia é uma é um assunto novo, né? Então, a gente tá se desafiando, a gente tá estudando, a gente tá buscando. Eu acho que isso que move, né? É isso que nos move, é o desafio do dia a dia. E se você tá feliz com o seu trabalho, você tem sim aquele friozinho na barriga, aquela expectativa, aquela coisa gostosa. Então, se você não sente isso, de repente é momento de você olhar para si mesmo e e se perguntar, né, eu realmente tô feliz? Eu realmente estou realizado com a minha profissão? E se você não estiver, dá o primeiro passo. Vamos lá, vai se profissionalizar, vai fazer cursos. vai buscar pessoas que que te mostrem que realmente é possível, porque através de exemplos a gente se motiva, né? E hoje você, eh, Fernando, trouxe aqui uma motivação para muitas pessoas que estão assistindo o nosso programa. Tenho certeza disso, porque a pessoa olha e fala: "Poxa vida, ele saiu da sala de aula, tá no e-commerce, tá dando certo, o cara tá feliz, por que que eu também não posso, né?" Então é só seguir as orientações do Bruno, que que é é especialista em RH e nos orientou aqui como a gente deve fazer. E ó, bora andar pra frente que é pra frente que se anda, não é isso? É isso aí. Muito bom. 9:1. Tem a última pergunta pra gente encerrar? Se tiver, pode mandar que daí a gente já vai paraas considerações finais. Se não tiver, a gente continua conversando também, não tem problema. A gente agradece a sua audiência, você que tá conosco. Ô Beatriz, a Beatriz tá no centro. Ela diz: "Meu ciclo de amigos é todo da área antiga falta network na nova profissão. Como construir conexões sem parecer oportunista?" Ah, eu entendi. Aham. Então é que eu acabei de falar, né? Vai lá o ciclo de amigos, tal. Aí você vai tentar um ciclo de amigos para ter uma oportunidade, né? É bem pensado, Beatriz. Vai lá, Bruno. Eu acho que assim, eh, no que a Beatriz colocou de não ser oportunista, né, de às vezes não parecer que você tá ali naquele ciclo só para conseguir uma informação privilegiada, eu acho que é muito você estar aberta a ouvir, né, a ouvir e escutar e ouvir, né, escutar histórias e aprendizados de pessoas que já passaram por isso ou por alguma coisa que você deseja se movimentar profissionalmente. É, eu acho que eu eu uso muito essa essa estratégia quando eu vou falar com gestores em entrevistas, que acho que é uma capacidade muito importante que o ser humano ele pode ter, é a capacidade de você ouvir, de você escutar, né? Muitas vezes você quando você acaba dando essa liberdade paraa outra pessoa, ela sente que ela tá conseguindo passar a experiência dela, como o Fernando trouxe aqui, muitas coisas que ele passou e foram super importantes pro crescimento profissional dele e você consegue ter uma troca, né? E aí os dois saem ganhando, né? Então, acho que se eu pudesse dar uma dica ali pra Beatriz para ela conseguir algo ali, informações importantes para ela, é ir de uma forma realmente eh valorizando o que o outro tem para passar, onde os dois conseguem estar juntos ali e trocar experiência, trocar aprendizado, o que é muito importante, muito importante. E é o que nós acabamos de fazer, trocar experiências e aprendizado com você que tá aí do outro lado e conosco aqui, né, nós três. Acho que a gente consegue eh conseguimos, aliás, lançar uma sementinha aí para uma possível mudança de carreira de alguém que está nos assistindo. 94. Quero agradecer então a presença de vocês, né, Fernando, muito obrigada pela sua participação, por compartilhar aí a sua experiência conosco e por motivar pessoas que não estão felizes a buscarem a felicidade e de repente mudar de carreira. Uhum. Ah, eu agradeço a participação. Acho que é um tema hiper válido. Eu já pensava muito nisso. Eh, conversava muito com com meus familiares, conversava muito com meus amigos sobre isso. E até sobre a última pergunta, eu acho que agregar valor. Então, o que que eu posso acrescentar dentro desse ciclo de amigos que eles já têm essa proposta? O que que eu posso acrescentar com base nas vivências que eu tenho? O que eu posso aprender para acrescentar valor? Então, eu acho que sempre agregar valor, eh, se você chegar com essas com essa proposta de agregar valor a um negócio, as pessoas elas vão ser bem receptivas para você, porque é interessante para ela também. Então, talvez você trazer pontos de vista diferente, eh, coisas que você faria, coisas que você já fez. Então, as pessoas, é que nem que o Bruno falou, você tem que tá apto a ouvir e a pessoa também vai est apta a ouvir que ela tá fazendo network. Então vai ser válida essa troca de conhecimento. Vocês vão chegar em alguma coisa que os dois agregam valor um pro outro e aí é que o negócio fecha. Você consegue agregar valor um pro outro e trazer esse resultado. Legal, Fernando, obrigada mais uma vez, tá, pela sua participação. Agradecendo também nosso especialista em RH trouxe pra gente super dicas aqui, né, de como a gente faz para poder iniciar esse novo caminho de mudança de carreira. Obrigada, viu, Bruno? Obrigada. Foi muito bom ter você aqui com a gente. Aí eu que agradeço, Rúber, pelo convite. Muito bom estar aqui com vocês. Um prazer enorme. Obrigado também pela companhia de quem tá em casa nos nos assistindo. E como o Fernando trouxe, assim, é um tema super bacana, super atual, que acho que tem muitas discussões. Isso acho que é muito importante, né? Essas discussões elas são super válidas, essa troca de aprendizado, essa troca de experiências e muito bom aqui estar com vocês e falar um pouquinho sobre esse tema aí que com certeza eh vai ajudar, né, e muitas pessoas a a realmente buscarem esse propósito, esse objetivo e como eu falei, serem felizes aí realizadas. Muito bem, 9:06. E você que nos acompanhou até agora, fica aqui uma mensagem. Olha, mudar de carreira é difícil, mas permanecer infeliz também tem um custo alto. Avalie, planeje. Se for o momento, confie no seu caminho. Amanhã, gente, quinta-feira, estúdio de Câmara continua com um tema bem legal que envolve comportamento e também autoconhecimento. Bagunça em casa. É, sua casa tá bagunçada aí, então. Será que tem a ver com problemas emocionais? Vamos entender se o descontrole dos ambientes reflete aí o nosso estado interno e como a organização pode ser aliada saúde mental. Eu particularmente, hum, hum, não consigo ficar em um ambiente bagunçado, né? E aí, você consegue, você tem aí o o aquela questão de organizar todos os dias? Amanhã a gente vai falar sobre isso no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. Nós esperamos por você. Lembrando que é importante a sua participação. Teve a Câmara Campinas trazendo programação bem legal para você, diversificado durante todo o dia. Nós temos reunião ordinária, plenário José Maria Matozinho. A partir das 6 da tarde você pode participar lá no plenário ou também aqui pela TV Câmara Campinas e pelo canal no YouTube. Temos também Câmara Notícia a partir do meio-dia com informações do Legislativo Campineiro e de toda a nossa metrópole. Sem contar a programação da TV Câmara Campinas que está sensacional. A gente conta com a sua audiência e com a sua companhia e te desejamos uma excelente quarta-feira. Amanhã temos encontro marcado ao vivo a partir das 8 da manhã. Beijo grande para você. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Nossos convidados mais uma vez, gratidão. Fica com Deus, gente. Tchau, tchau. Até amanhã. [Música] [Música] [Música] [Música]
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