TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Menopausa sem tabu: como enfrentar o climatério com saúde e autonomia
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Menopausa sem tabu: como enfrentar o climatério com saúde e autonomia

26 views Publicado 29/07/2025 HD · 1:39:01

Descrição do vídeo

🧠💬 A menopausa ainda é um tabu — e isso precisa mudar. No episódio do Estúdio Câmara desta terça-feira, 29 de julho, vamos falar abertamente sobre um tema que afeta milhões de mulheres, mas ainda é cercado de silêncio, desinformação e estigmas: a menopausa e o climatério. Mais do que um marco biológico, o fim da fase reprodutiva da mulher é um período de transformações físicas, emocionais e sociais. Muitas vezes, ele é enfrentado em solidão ou invisibilidade, com impactos diretos na autoestima, saúde mental, produtividade e qualidade de vida. 🎙️ Para discutir os desafios e possibilidades dessa fase, o programa recebe três especialistas que atuam diretamente com a saúde feminina e o processo de envelhecimento: 🧠 Rosangela de Marchi – Neuropsicóloga cognitivo-comportamental, que fala sobre os efeitos cognitivos e emocionais da menopausa, como alterações de memória, humor e autoestima; 🥗 Fabiana Moreira – Nutricionista funcional e integrativa, que traz orientações sobre alimentação, suplementação e hábitos que ajudam a amenizar sintomas e recuperar o equilíbrio do corpo; 💬 Débora Leite – Psicanalista especializada em saúde da mulher, que aborda o impacto simbólico e psicológico dessa fase, incluindo questões como libido, identidade e reconstrução do feminino. 📌 Entre os temas discutidos estão: O que é o climatério e como ele difere da menopausa; Quais são os sintomas mais comuns e como lidar com eles; A relação entre menopausa e depressão, insônia, ansiedade, queda de libido; Como a alimentação e os cuidados integrativos podem melhorar o bem-estar; O papel do acolhimento psicológico e do autoconhecimento nessa fase; E como romper com estereótipos que associam a menopausa à perda de valor ou feminilidade. 💡 A menopausa não precisa ser um fim — ela pode ser um recomeço cheio de consciência, autocuidado e empoderamento. E isso só é possível quando existe informação, escuta e suporte. O programa é um convite para que mais mulheres falem sobre seus corpos, suas emoções e suas escolhas com liberdade e dignidade. 📈 Em um Brasil que envelhece rapidamente, falar sobre saúde da mulher madura é urgente. Hoje, mais de 29 milhões de brasileiras têm 50 anos ou mais, e muitas delas enfrentam essa fase com medo, vergonha ou desamparo. 🎤 Convidadas: Rosangela de Marchi – Neuropsicóloga Cognitivo-Comportamental Débora Leite – Psicanalista especialista em saúde da mulher Fabiana Moreira – Nutricionista funcional e integrativa, especialista em mulheres 📲 Assista, comente e compartilhe! Falar sobre menopausa é falar sobre autonomia, saúde e envelhecimento digno. Vamos juntas transformar esse tabu em um diálogo aberto, acolhedor e necessário. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

81 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo. Está começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje é terça-feira, dia 29 de julho. Hoje nós vamos falar de um tema que faz parte da vida de todas as mulheres, mas ainda é cercado de silêncio, medo e também desinformação. Vamos falar sobre a menopausa. Esse período traz mudanças físicas, emocionais e sociais profundas. E para encarar tudo isso com mais consciência, é preciso falar, é preciso falar com ciência, com empatia e também com acolhimento. Para o primeiro bloco, nós vamos conversar com uma neuropsicóloga e uma psicanalista, especialista no universo feminino. E no segundo bloco, nossa conversa continua e a gente insere no nosso bate-papo a nutricionista funcional integrativa. participar ao vivo pelo Zoom. E olha, eu tenho certeza que esse papo vai render muito hoje, por isso a gente conta com a sua participação. Manda a sua pergunta, você já está na menopausa, você já se adaptou com essa nova forma de viver? Então manda lá. Olha aí, o WhatsApp está na tela para você. Mande pra gente a sua mensagem, o seu depoimento, a sua dúvida, a sua experiência. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza as manchetes dos principais jornais do estado de São Paulo. Vamos lá. O Estadão. Estado, estados brasileiros anunciam medidas por conta própria para socorrer empresas afetadas por tarifaço de Trump. Pacote de governadores inclui liberação de créditos do ICMS e novas linhas de financiamento. Governador do Ceará, representando os governantes, se reúne com vice-presidente Alkmin nesta terça-feira. Veja, Venezuela volta atrás e desiste de tarifaço de até 77% ao Brasil. país retornou isenção de imposto a itens com certificado de origem brasileira. Não foi divulgado se o aumento havia sido proposital ou se havia sido um erro burocrático. Folha de São Paulo. Brasil completa um ano com baixa adesão e venda de 1,5% de passagens disponíveis. Cerca de 45.000 reservas de passagens de um total de 3 milhões de bilhetes disponíveis foram compradas pelo Voo a Brasil de julho de 2024 até julho deste ano. E agora vamos com a previsão do tempo aqui paraa nossa cidade de Campinas e região. É, hoje nós teremos um dia de sol sem nuvens no céu. Então aquele céu azul de brigadeiro, né? mínima de 11, máxima de 29º. Eh, vamos ter aí uma noite com tempo aberto, sem nuvens, então, né, parece que vai esquentar no decorrer aí do período. Então, aproveite, aproveite o dia lindo de sol que vai fazer hoje, combinado? Agora sim, vamos falar do nosso tema central aqui do nosso estúdio Câmara e já apresentar também as nossas convidadas, né? Vamos falar de menopausa, que é um processo natural que marca o fim da fase reprodutiva da mulher, mas apesar de ser algo que toda mulher vai vivenciar em algum momento da vida, é um tema ainda cercado de mitos, preconceitos e também silêncio. Mais que ondas de calor ou fim da menstruação, a menopausa é a transição, né, que afeta o corpo como um todo. E o cérebro, em especial tem um papel central nesse processo. Gente, alterações hormonais podem interferir no humor, no sono, na memória, na libido. É um pacote, viu? E até no desempenho profissional. É por isso que hoje a nossa conversa vai além da biologia. a gente vai falar sobre saúde emocional, bem-estar, acolhimento e também a importância de políticas públicas que respeitem e apoie a mulher nessa fase. Agora sim, então a gente dá as boas-vindas às nossas convidadas de hoje que vem para nos ajudar a entender esses impactos e também propor eh caminhos de cuidado e informação. Vamos lá. Quero receber mais uma vez aqui no nosso estúdio Câmara, ela que já participou com a gente, né, há um tempo atrás, a Rosângela Demarque. Eh, ela é neuropsicóloga cognitivo comportamental. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Um prazer estar aqui novamente. Espero conseguir contribuir bastante com o tema. Vamos lá. E para completar aí o nosso time desse primeiro bloco, vamos receber e dar as boas-vindas a Débora Leite. Ela é psicanalista, especialista no no universo feminino. Bom dia, Débora, bem-vinda. Bom dia, Rúbia. Obrigada. Obrigada pelo convite. Bom dia a todos. E vamos falar desse tema tão sensível às mulheres, a nós mulheres. É verdade. É um tema sensível, muito confundido também com a menopausa. É o climatério, né? é o período definido pela Organização Mundial de Saúde, eh, que ele antecede a fase, uma fase biológica da vida, né? Não é um processo patológico. Então, eh, eu pergunto para você, Débora, qual que é a diferença entre menopausa e climatério? E essa essa distinção muda algo no cuidado à saúde da mulher? É muito interessante, né, essa sua pergunta, porque vem cheio de dúvidas, né? Nós mulheres, eh, diferente da primeira menstruação, né, que a gente chama da amenarca, que tem aquele marco, né, você vê ali, vamos dizer que biologicamente já tem um marco, a menopausa não, né? Então, ela começa com as falhas, né? um mês vem a menstruação, no outro mês não. E isso faz, né, com que tenha-se muitas dúvidas, né? Então, considera-se a menopausa um ano, né, sem o ciclo menstrual. Então, muitas mulheres não não sabem se realmente estão vivendo aquilo, se realmente se trata, né, de um climatério. Então, é importante olhar como é que isso reflete na gente, né? como é que isso eh psicologicamente reflete na gente? Não é só um marco biológico, né? Ele vem carregado de emoções, de dúvidas, de sentimentos, de angústias, de susto, né? Então é importante a gente olhar, né? O que o que vem junto com esse marco biológico. Muito bem. Agora, quando a gente fala em menopausa, a gente pensa logo nos ovários, né? Mas o cérebro é o verdadeiro protagonista dessa fase. Tem estudos em neurocrinologia que mostram que a queda do estrogênio afeta diretamente neurotransmissores, como a serotatonina, dopamina, gaba, que são fundamentais, né, para regular o o humor, a memória e a sensação de bem-estar. E aí isso acaba explicando porque que muitas mulheres elas relatam estress, crise de ansiedade, né, lapsos de memória. Gente, isso é horrível. Então, eh quais são os principais impactos, eh, da menopausa no funcionamento cerebral e emocional da mulher, Ros? Então, é isso mesmo que você falou, né? A queda do estrogênio afeta vários neurotransmissores que impactam significativamente a memória, né, a as funções executivas, o planejamento, raciocínio, velocidade de processamento. Velocidade de processamento, a gente fica mais lenta, mais lenta no raciocínio, gente, o que é isso, né? E aquela questão do lapso de memória, né? O que que tem a ver assim, o porquê que que o cérebro ele também influencia, ele é influenciado, aliás, nessa fase? É por conta dos hormônios somente ou é por conta do, de repente a gente já tá eh numa idade que já tem, né, essa tendência. O que que acontece? O homem quando ele tá na andropausa, ele tem isso também ou é só nós mulheres? É, nós mulheres somos muito mais impactadas, né, por esse fenômeno pela desregulação hormonal. né? Desregulação hormonal desregula o cérebro, causa uma neuroinflamação, né? E e aí a acarreta toda essa queda de memória, de raciocínio, essa dificuldade toda que a gente enfrenta nesse período de menopausa. Então agora, Débora, quando a gente fala, a Rosângela fala sobre isso, né? Eh, o que me preocupa é o seguinte: quanto tempo dura a menopausa? E quanto tempo a gente vai ficar aí com todas essas sensações, né, esse lapso de memória, essa essa queda, essa essa coisa toda, tipo, tem um momento vai acabar ou não? Então, né, eu acho que ainda há muitos estudos, né, não se tem, a gente não talvez assim, não tenha respostas exatas, né? E hoje acho que a gente não vai sair daqui também quem tá nos assistindo, né, com todas essas respostas, né, vamos refletir sobre, né? Mas foi interessante isso que você perguntou do homem. Eh, recentemente eu ouvi uma expressão que eu achei bem interessante, né, nessa questão da do envelhecimento do homem e da mulher, né, que a mulher, o homem ele vai de escada e a mulher vai de elevador. A gente vai lá, isso chega muito, muito rápido. Então, tem muitos estudos, né, nesse momento mesmo enquanto a gente tá aqui, tão acontecendo estudos, são estudos novos, mas acompanha por um bom tempo a vida da mulher, né? Ontem mesmo eu vi um e a gente compartilhando num grupo de amigas e aí uma delas falou: "Olha que bom, depois do 75 melhora". Uau, né? Que coisa. É por isso, gente, que compreender, né, o impacto da menopausa no cérebro e também no corpo é um ato de empatia consigo mesma, né? reconhecer que não se trata de falta de controle emocional, de fraqueza, mas de uma transição biológica, fisiológica, aliás, perdão, que afeta o nosso corpo como um todo. Agora, como que a gente diferencia, Rosângela, sintomas emocionais comuns da menopausa de transtornos que exijam um acompanhamento patológico ou psiquiátrico? Porque a gente sabe que a menopausa ela vai trazer aí alguns sintomas de estress, de uma questão de ansiedade e tal, mas a gente precisa diferenciar isso. Ou a mulher na menopausa é indicado para ela, mesmo que ela ainda não não tenha sentido esse esse sintoma de estress, essa coisa toda. É indicado uma terapia? É indicado sim uma terapia, até porque é uma fase de transição de vida, né? Uhum. Ela tem que ressignificar muitas coisas nesse período. Então é a terapia é sim muito importante. Eh, sintomas parecidos com ansiedade, com depressão, podem ocorrer na menopausa, né? Então, é importante um uma avaliação clínica para avaliar se realmente são sintomas comuns da menopausa, desse período da vida. Sim. ou se é realmente um transtorno que precisa de uma tensão mais intensificada. Muito bem. Agora é legal também a gente ressaltar que, contudo que esses sintomas eles eles não ocorrem necessariamente em todas as mulheres também, né? Tem mulheres que são mais sensíveis às oscilações hormonais, tem outras que não. Eu conversando com colegas, tem mulher que fala assim: "Ah, eu não sinti nada na menopausa, eu nem sei nem lembro que eu tô na menopausa, eu só única coisa que aconteceu é que eu não menstruo mais, né? E tem uma tendência genética, né, de de apresentar sintomas nessa fase. O que que acontece, Débora? né? Cada cada um é cada um, mas eh realmente tem mulheres que não sentem nada na menopausa. É, eu acho que tem aí, né? A gente tem uma ambivalência, né? É importante a gente olhar, né? Principalmente a minha visão ali, a gente vai muito pro subjetivo de cada uma, né? Então, o que que essa menopausa tá, como ela está se apresentando para você, né? Como começa o climatério? Eh, como a gente disse, tem muita desinformação. Então, muitas mulheres procuram médicos, mas não saem dali também com uma resposta, né? Não tem um, existem alguns exames para para medir, né, nível de hormônios, mas, né, como eu já disse assim, não tem um marco exato. Então, ele vem cheio de dúvidas, né, cheio de de angústias. E aí tem aquela pergunta, né, quando a gente conversa com mulheres, ah, eu não senti nada, né? Que bom tem esse ponto, porque acredito que realmente tem algumas, né, que que não sentem, mas isso também vem carregado aí de um histórico de quanto que as mulheres falavam sobre isso, né? Antigamente a menopausa, falar da menopausa era assim decretar um fim, né, o fim do ciclo reprodutivo, principalmente na nossa cultura, né, que vem muito ligado eh a essa juventude, a fertilidade. Então, eh muitas mulheres tinham vergonha de falar sobre, né? Por isso que é importante esse espaço aqui pra gente realmente estar, né, falando sobre, se informando, né? Mas sim, os sintomas são diferentes em cada uma das mulheres. Pode ter a a e e outro, eu vi um estudo também, né, que lista mais de 40 sintomas que que a mulher pode sentir. Então, a gente fala-se muito, né, a gente ouve muito, acredito vocês, dos calorões, né, dos fogachos. Então esse se você conversa é o que vem em primeira mão, mas existem muitos, né, muitos outros e algumas que vão passar assim eh sem eles, né? Então o que como essa menopausa tá se apresentando para você, né? Nossa, gente, eu nem conto, eu estou na menopausa e ela judia, mas a gente precisa aprender a lidar com isso porque faz parte. E você, mulher, se você não passou, você vai passar e a gente precisa. Que bom que hoje a gente pode falar, né, Rosângela, porque ainda é um tabu na sua visão, assim, qual que é a avaliação que você faz? Nós estamos quebrando esse tabu ou ainda tem aí aquela questão de vergonha, de achar que realmente, poxa, eu não vou falar disso que vão achar que eu tô já no fim, né? Tô tô tô caminhando para o fim. Ainda é assim hoje ou o que que você observa? Ainda tem sim um tabu menos do que antes, né? eh com a internet aí acaba também tendo mais informações, né? Sim. Então isso melhora um pouco e com o tempo todos esses sintomas o cérebro vai se adaptando a eles também, né? O nosso cérebro é muito plástico, então ele ele cria ali uma neuroplasticidade para lidar com todos esses esses sintomas, né, desagradáveis. Então, é algo que me chama a atenção e segundo cálculos do IBGE, aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão vivendo na faixa etária do climatério e menopausa, ou seja, 7,9% da população feminina e somente cerca de 238.000 1000 foram diagnosticadas pelo Sistema Único de Saúde. Por outro lado, tem uma revista chamada Climatéric, indica que 82% das brasileiras nessa faixa etária, né, da menopausa, eh, apresentam sintomas que comprometem a qualidade de vida. Agora, Débora, eh, na sua avaliação, o que explica esse número tão alto e por eh são tão poucas diagnosticadas pelo Sistema Único de Saúde, né? Ah, hoje nós não temos no Sistema Único de Saúde um tratamento paraa mulher na menopausa. Agora, e me chama atenção, por quê? Porque isso toda mulher vai ter. Então, toda mulher que veio para esse mundo, que nasceu aqui, né, ela vai passar por menopausa. E o Sistema Único de Saúde é um sistema que cuida da saúde de nós brasileiros e brasileiras. E como é que eles não se atentaram que a menopausa é uma questão de saúde pública? Qual que é a avaliação que você faz? Estamos atrasados nisso? Sim, cara. Olha, eu fico de boca aberta. Será que se fosse nos homens, né, esses esses estudos, né, esse tema seria tratado de forma diferente, né? Então, realmente, né, eu ouço de mulheres que passaram e que eh vão, né, até o médico no próprio, né, no SUS ou no próprio particular. E esses homens, ah, não, não é não, talvez você não esteja, né? Então, ainda tem-se muita dúvida sobre isso, temse muita desinformação, mas eh eu acredito, né, que isso vem melhorando, né, como eu disse, estamos falando mais sobre isso, né, e espero que isso chegue, sim, porque é é uma necessidade pública, né? Se você sair e conversar com as pessoas na rua, muitos trazem assim, se você pergunta só de você falar a palavra menopausa, ah, nossa. E é interessante que muitos homens trazem isso como o que eles viram a mãe passar, né? E e normalmente é carregado de irritabilidade, eh, de nervosismo. Então, os homens também olham para isso como, nossa, é um problema, né? Então, que seja olhado para isso, né? É, é algo que precisa ser olhado, estudado mais, tratado, é olhado com com mais carinho e com consciência, né, Rosângela? Além do medicamento, de repente a mulher precisa aí de uma reposição hormonal, precisa também de um cuidado especial com a saúde mental. Sim. E é muito negligenciado, né? Eh, o a mulher chega ao médico com os sintomas e ele fala: "Não, mas é isso mesmo. A menopausa é assim, né?" É. E a menopausa não dá para amenizar tudo isso, n? Um turbilhão na nossa vida, né? né? Então assim, quando a gente fala dos sintomas, a gente não consegue pontuar aqui todos os sintomas, porque tem pesquisas que falam que são mais de 40 sintomas, cada mulher é única, então cada uma vai sentir e esse sintoma de uma forma diferente. Agora, o que pega mesmo é aquele calorão. E aquilo lá, gente, mexe muito com a nossa saúde mental. Eu passei pela eh no início, né, que veio de uma vez. É impressionante que ela não avisa quando quando vem, né? você é começa e aí você percebe aí a falha, né, no ciclo menstrual, só que de repente você começa a ter uns negócios estranho, é um calorão que você não consegue segurar, é uma onda de calor e onde você estiver você vai suar, mas você vai suar mesmo. E aí vem a questão daquela vergonha que você tem vontade de se recolher. Então, a gente precisa estar atenta, a gente precisa conhecer sobre a menopausa e a gente precisa, de repente de um apoio psicológico pra gente aprender como lidar com isso e falar abertamente sobre isso. E as pessoas que estão em nossa volta precisam aprender e entender também, porque quem está numa situação dessa precisa de acolhimento, não é, Rosângela? Precisa, precisa para aprender a lidar com tudo isso. Uhum. para aprender a lidar com a a as falhas cognitivas que vão acontecendo, né? Os lapsos de memória, aquela névoa mental, produtividade no trabalho. Então é é necessário sim um acompanhamento. Pois é, gente, a gente fala aqui de calorão, né? Mas tem outras questões também, né? Eh, cercada de muito tabu, Débora, a queda da libido, isso acontece com todas as mulheres, é natural nesse momento. A reposição hormonal, ela pode ajudar, só que vamos colocar uma aspas aqui, não são todas as mulheres que podem fazer reposição. Gostaria que você falasse um pouco dessa questão eh eh da queda da libido e e da reposição hormonal. Sim. Bom, né, como a gente disse, cada mulher vai sentir de uma forma, né? É importante a mulher, né, você que tá passando por isso, olhar como essa menopausa tá se apresentando para você, né? Dar a menopausa, o que é da menopausa. Então, eh, é importante sim buscar, né, uma ajuda médica. Hoje se fala em terapia hormonal, eles usam eh esse termo, mas exatamente não é indicado para todas as mulheres. Então é em cada caso, né? Hoje eh antigamente a mulher entrou entrava na menopausa, já se era receitada essa reposição hormonal, né? Hoje o indicado, conversando com especialistas, né, com ginecologistas, o indicado é se você tem sintomas, né, apresentou esses sintomas, vocês conversem sobre a terapia hormonal e muitas eh apresentam sim porque tem o marco biológico, né? Então, muitas apresentam a queda da libido, a secura, né, vaginal. Então, eh eh o que que onde a terapia hormonal pode ajudar nisso e onde a terapia, né, psicológica pode ajudar nisso também, né? Vamos olhar, né, o que que significa essa menopausa para você, o que que é essa queda da libido? E é realmente a menopausa, né? Vamos dar a menopausa, o que é da menopausa? É realmente ou é um casamento que já não tá legal, né? Exatamente. E quando você fala em casamento que não está legal, eu pesquisando para eh eu tô vivendo esse momento, mas claro que a gente precisa aprofundar no assunto para poder debater com vocês que tem a informação. Então a gente precisa eh estudar um pouco sobre. E eu vi uma pesquisa de que há existem casamentos que acabam, entre aspas, por conta da menopausa. Rosângela, isso é verídico? Eh, você como, né, eh, trabalhando aí com com pessoas já há há muito tempo, com comportamento humano, eh, o casamento realmente ele pode finalizar por conta da menopausa? Isso seria por conta da menopausa ou por conta de informação e conhecimento? Eu não diria que é por conta da menopausa, né? O casamento que acaba na menopausa porque ele já não vem bem, né? E aí nessa fase, com toda essa essa mudança, uma reflexão maior que a mulher pode ter sobre a vida, termina, né? Mas não por causa da menopausa, né? E a Eu gostaria que você ressaltasse também, Rosângelo, a importância eh de o homem começar a estudar um pouquinho, né? Eh, o masculino começar a estudar um pouco sobre as alterações que esse momento traz na vida da mulher, né? Porque pode acontecer de que a mulher chega em casa e tem aí um um momento não tão bom assim, mas o homem pode entender e acolher e fica tudo bem, né? Então, qual que é a importância? Ajudar, né, nessa fase, ajudar a passar por isso, né? E precisa entender. Isso é legal porque tem para isso, né? Precisa entender. Tem tem terapia para isso. É. E daí, de repente você vai lá, faz uma terapia de casal, começa a entender como que funciona o organismo da sua mulher. Ela que cuidou toda a vida aí de você, da família, porque a mulher ela trabalha fora e ela cuida, gente. Ela cuida. Mesmo que ela trabalhe fora o dia inteiro, ela vai chegar em casa, ela vai cuidar. Mas nesse momento da menopausa, é um momento que ela precisa ser cuidada com um pouco mais de carinho, conversarem sobre, né? Acho que é muito importante conversar. O casal precisa conversar, né? Um uma conversa bem aberta, né? Sim, né? Olha, estou passando por esse momento, né? E essa conversa, falarem sobre já tira muitos estigmas, né, muito muitos tabus. Então, realmente os casais não conversam. Aí se essa fase da mulher vem com irritabilidade, com cansaço, se ela já não é mais aquela mulher, né, que ela era alguns anos atrás, né, eh, vamos lá, vamos conversar, vamos entender como eu posso, né, te ajudar. Ambos estão envelhecendo, né? Não só a mulher que envelhece, né? também, mas gente é um pouco mais delicado, porque nós somos reprodutoras, né? Então, eh, chega o momento em que o nosso sistema de reprodução ele vai eh adormecendo, né? E aí isso causa assim um reflexo no nosso corpo. Agora, essa questão da menopausa também a gente pode pontuar a insônia. Rosâela, o que que acontece? Por que que a gente tem insônia? E por que toda mulher que está na menopausa me fala a mesma coisa. 3 horas da manhã, pá, eu acordo e posso correr uma maratona. O que que acontece no nosso cérebro? Então, as mudanças hormonais que alteram neurotransmissores acabam causando uma ansiedade maior. Então, se ela tá passando por um processo também de estress, isso é mais intenso, né? Mas as a própria mudança hormonal acaba causando essa alteração do sono e que acaba afetando as outras áreas também, né? Planejamento, memória, o raciocínio. Você imagina, gente, se passar uma semana, Débora, acordando 3 horas da manhã, pronta para correr uma maratona, como é que fica o resto do seu dia, né? É complicado, né? É complicado, né? Muitas mulheres relatam esse esse sintoma de acordar, né, no meio e aí é buscar técnicas, buscar formas, né, de de melhorar isso, né? Eu acho que eh vai ser falado, né, sobre alimentação, eh quando acordar, não pegar o celular, né? Tem os calorões que vem no meio da madrugada também. Dormir em uma coberta separada, se você dorme, né, com com alguém ali do seu lado, porque tira coberta, põe coberta, mas sim, né, olha tudo que representa, né? Então, se você não dormiu bem, como é que você vai passar esse dia, né? né? Então é é olhar aí se, né, realmente tá tá identificando esses sintomas, é procurar ajuda, né, procurar um médico especialista, verificar se é o caso de passar pela fazer a terapia hormonal, a reposição hormonal. Sim, você é especialista em mulheres, né? O que que você você tem alguns relatos, você atende muitas mulheres que já estão nessa fase da vida, porque olha, eu não sei se é é questão do do nosso círculo de amizades, mas gente, o que eu mais vejo é a mulher falando que tá na menopausa. E eu acho que eu não sei, me corrija se estiverem errada, mas parece que a menopausa ela tá vindo mais cedo um pouco ou é porque a gente está falando mais na menopausa e que a gente tá vendo que as mulheres, desculpa, elas estão entrando na menopausa um pouco mais cedo? É. Eh, é importante, é interessante essa sua pergunta. Eu acho que hoje tem os dois aspectos, né? É mais falado sim sobre esse espaço aqui, antigamente não existia, né? Poder falar sobre eh quem tá passando, as mulheres, amigas falam mais sobre isso. Eh, mas também tem o fato, eu tenho ouvido, sim, tenho percebido na clínica que muitas mulheres têm entrado mais cedo, né? Eh, e tem diversos fatores que podem estar influenciando isso, né? Como a nossa alimentação, como o estress, né? Como a alta cobrança, a cobrança diária, a necessidade da produtividade. Então, isso vem sim, eh, eu tenho percebido mais mulheres relatando sobre isso e também levando-se um tempo mais longo, né? você considar, estou há um ano o ciclo menstrual, então estou na menopausa. Então isso vem acontecendo e e e é interessante porque a gente, né, tá aqui conversando, mas é difícil você se preparar para esse momento, né? Não existe uma preparação, né? A gente pode conversar, você pode buscar informação, ouvir de outras mulheres, né? Então, como que foi paraas mulheres da sua família, né? Você falou de genética agora um tempo atrás, né? Em algum momento você ouviu da sua mãe, né? Da sua tia, das mulheres mais próximas da família, como é que foi, né, para elas? Então, eh, e você pode até buscar essa informação, mas realmente se preparar não é só viver. Como você se prepara para uma coisa que você não viveu ainda, né? Nossa, gente. E aí o nosso cérebro entra em colapso mesmo, né? Porque antes não se falava. Então não se tinha informação, porque quando a gente fala a gente se informa, né? A gente troca experiências. Então antes não se falava, não se tinha informação. Hoje não se tem muita informação também, mas estamos falando mais, né, Rosângela? Então a gente pode esperar que num futuro não tão distante as coisas possam se desmistificar, não é? Se tornar um pouco mais natural, né? não ser um impacto tão grande, porque se você fala, você ouve relatos de outras pessoas de como foi e tira esse estigma de, nossa, eu tô sentindo tudo isso, mas será que é normal? Será que não é, né? É, gente, é a falta de educação sobre o tema, né? Eh, é isso. A falta de educação educação sobre o tema afeta o emocional da mulher, né? O que leva a muitas mulheres a silenciar nesse período ao invés de buscarem ajuda. Olha, nós temos uma uma pesquisa que diz assim, ó, 60% dos lares hoje tem a mulher como chefe de família, né, a rimo financeiro. Como que a gente vai fazer com que essa mulher consiga trabalhar se ela não consegue dormir porque ela tem foga? Se ela tem perda de memória? como que a gente consegue fazer com que essa mulher continue produzindo e ela não vai conseguir se aposentar tão cedo, né? E 45, 50 anos ela já tem sintomas. Então você percebe que é uma sequência de fatores muito graves os quais a gente precisa prestar atenção. Como a mulher trabalha se a mulher não dorme, se ela tem lapsos de memória? Como que a gente faz para garantir o bem-estar emocional e psicológico dessas mulheres que são chefes de família nesse momento? Rosângela, como faz? Tem uma receita de bolo aí? Dá uma dica, né? Você que trabalha com o nosso psiquê, com a nossa você é neuropsicóloga, né? Cognitivo comportamental. Então, qual que é a dica que você deixa para essas mulheres que são chefes de família, estão na menopausa? Você percebe como que o negócio é muito profundo? É mais além do que, claro, eu não vou não vou desmerecer o fogacho, tá? Mas é é um pouco além do fogacho, da da queda de libido, eh de repente de engordar. Tem mulheres que são chefes de família e elas estão passando por tudo isso, elas têm sono, elas têm todos esses sintomas, mas elas precisam continuar flores, precisam continuar mantendo a casa. Como faz? Então, eh, o autocuidado é importante a vida toda, né? Atividade física, né? Eh, momentos de relaxamento, momentos de lazer. Eh, e aí nessa fase muito mais do que a vida toda, né? Porque ela tá passando por tudo isso. Ela precisa da atividade física também para poder se sentir melhor, para poder regular os cérebros, os neurotransmissores e e aí tem o trabalho, o estress do trabalho, o estress dessa fase. Então tem que tem que se cuidar com terapia, né? Fazer atividades que são prazerosas. Uhum. eh leituras, quebra-cabeça para poder ajudar um pouco nesse funcionamento, né? Olha, gente, eh a gente falando tudo isso que eu falei, Débora, é o é o preconceito sobre os sintomas da menopausa ainda é forte, né? Se a gente parar para analisar, não é? Não é? E aí a gente volta naquela sua pergunta sobre a questão da saúde pública, né? Eh, como exatamente, né? como tem mulheres que precisam continuar produtivas, independente a nossa a nossa cultura, né, o mundo em que vivemos, né, não nos permite, né, e seja a mulher em diversas fases da vida, né, mesmo eh durante o ciclo, né, ah, tô com cólica ou na gestação, a mulher tem que continuar produzindo, né? Então, vamos olhar com carinho, né, para essas mulheres nas empresas. né, na nas nossas famílias, né, homens, vamos olhar, né, vamos vamos ter esse olhar, né, estamos aí lidando com esse turbilhão de eh emoções, né, que vem junto com a menopausa, de marcos biológicos, né, lidando com tudo isso e vivendo e cuidando da família, dos filhos, né? É impressionante, gente, assim, eh, é importante a gente parar, né, nesse nesse momento, fazer uma reflexão, porque é desafiador quando chega a menopausa, mas é algo que a gente tem como minimizar a situação. Então, a gente precisa buscar eh primeiro um ginecologista, né? E aí depois você vai lá, busca sim um uma pessoa que trabalha com a questão da saúde mental para que você tenha um direcionamento, para que você consiga organizar essa esse seu momento, né, essa essa fase da sua vida, principalmente você que é mulher, que é chefe de família e que precisa continuar, né? Agora, eh, a gente fala de aumento de peso. Isso é um, é verdade ou é mito? Que essa fase da vida, ela faz a gente ganhar peso, Débora? É, para para algumas mulheres pode acontecer sim, né? E é o que vem junto com tudo isso, né, Rúbia? Eh, a mulher ela tá mais estressada, tá mais nervosa, ansiosa, ela come mais, né? você tá comendo ali as suas emoções. Eh, então pode vir, né? E claro, tem a mudança hormonal, né? A a queda dos hormônios, né? Que te deixavam mais ativa. Então, pode vir sim. É claro que não tem uma regra para todas as mulheres, para cada uma, né? Acontece. Mas acho que o convite é olhar para isso e e nós, né, mulheres, pararmos de nos comparar muitas vezes com nós mesmas, né? Eu não tenho mais aquele corpo de 20 anos, né? Porque é um processo que nós vamos passar, todas nós vamos passar. Não, não tem como fugir disso, né? É biológico, é natural. Então vamos, vamos passar por esse momento. Se quem não tá passando ainda, né? Vai passar, quem já está passando, já tá vivenciando isso. Então, eh, vamos olhar para isso e, e, e, e pensar o que que eu eu posso parar de me comparar, né? O que que eu posso ter desse corpo que se apresenta agora, tá? Não vou ter mais o peso que eu tinha, né, com 20, 30 anos. Pode ser que não, mas e agora? O que pode ser feito, né? Vou fazer exercício físico, vou cuidar deste corpo agora. Agora é um corpo de 40, um corpo de 50. Vamos cuidar dele, vamos olhar para ele com mais carinho. É exatamente, né, Rosângela? ter uma autocompaixão, porque afeta mesmo autoestima e isso traz um impacto na saúde mental. Como é que a gente deve fazer? É focar na sua maturidade, né? No que você adquiriu ao longo da vida e não no que você perdeu, né? Não pelo corpo de 20 anos que você perdeu, mas por tudo que você construiu ao longo da sua vida, né? Isso te ajuda a melhorar a autoestima, né? Focar no que você tem de melhor, né? o que você ganhou até aqui, não o que você deixou de ter. Você, Rosângela, tem alguns atendimentos assim de já atendeu mulheres que relatam, né, eh, não entender esse momento e e precisaram assim de uma orientação para poder entrar no prumo de novo? Sim, sim. Eh, sempre tem, né, as mulheres que têm dificuldade em passar por esse momento, tanto emocionalmente quanto na parte cognitiva, né, da da perda de memória, da névoa mental. Eh, e aí é importante sim buscar ajuda, porque às vezes sozinha ela não vai conseguir passar por essa fase ilesa, né? Nossa, o que que é essa néva mental? Eu acho que eu tenho esse negócio aí. Conta aí o que que é essa neva mental, porque depois eu conto o que aconteceu aqui no estúdio. É ao vivo, claro. E aí as pessoas de casa não perceberam, mas agora já passou. Posso contar para vocês depois, mas eu acho que foi uma tal da neva mental que passou por aqui. O que que acontece com a gente? Então acontece uma uma dificuldade maior de raciocínio, de memória, né, de velocidade de processamento. Então, às vezes você tem dificuldade no planejamento de de ações, de do que fazer, uma dificuldade das funções executivas, da atenção, eh, e aí acaba prejudicando algumas situações que acho que deve ser o que você quer contar. É, deu um branco, gente, literalmente um branco. Só que não foi só comigo. Vou contar aqui para vocês entenderem que acontece. Você não tá preparada. Então não é um negócio assim que você fala: "Não, vou me programar". Porque não vem, simplesmente vem, né? Estávamos falando de um assunto aqui no estúdio, eu mais duas convidadas e aí eu, ã, estudei sobre o assunto, né? As convidadas tinham toda a informação também. E o que que aconteceu? Eu fiz uma pergunta pra convidada e ela foi responder, mas ela foi antes, ela foi complementar a resposta da colega e depois ela foi tentar responder a minha pergunta. E o que aconteceu? Ela olhou para mim e falou: "O que que você me perguntou?" Eu olhei para ela e falei: "Ã". E aí a outra convidada lembrou e fez a pergunta. Então, quer dizer, daí no final, no final do programa, ela falou assim para mim: "Nossa, eh, desculpa, mas é lapso de memória da menopausa, daí eu falei aqui, ó, estamos junto". Porque também tive isso. Então, é para vocês entenderem que acontece sem a gente estar esperando. E é por isso que a gente tem que ter aí um, acho que uma saúde mental, ã, ou um autoconhecimento, né? Ele bem bem certinho, bem bem acho que bem profundo nesse momento, porque senão a gente pira, não é? Não. Uhum. É verdade, né? É verdade, gente. Conhecimento, ajuda profissional, é, é o caminho para você conseguir lidar com tudo isso. É delicada essa situação, Débora. Agora, a questão eh da nós falamos aqui da queda da libido, nós falamos aqui de engordar, né, de ganho de peso, eh nós falamos dessa questão do lapso mental. Eh, o que mais a menopausa pode trazer além do fogast também? Eh, qual outro sintoma que a gente eh pode falar que é natural e que acontece no dia a dia da mulher? Qual o outro sintoma que você percebe, que você pode eh passar pra gente aqui? Eh, muitas mulheres relatam o ressecamento da pele, né, uma pele mais grossa, ressecamento dos cabelos. Então, tem essas mudanças, né, corpóreas que são percebidas no corpo, né? Tem a questão da insônia que nós falamos, falta de disposição, fadiga, apatia, eh a questão mesmo, né, eh, neurológica, então, os lapsos mentais, eh, que mais? Nossa, muitos, né? São muitos, muitos, muitos fatores, muitos marcos, né? Muitos processos aí, sintomas que podem vir, né? Eh, é claro que para cada mulher vai ser diferente, mas existem existem vários. E aí, como é que a gente faz para lidar com tudo isso, né? Se tem preconceito sobre os sintomas da menopausa. E aí, muitas vezes esses sintomas são tratados como piada, não é? Infelizmente ainda é assim. Aí isso acaba impactando no diagnóstico, acaba impactando na nossa autoestima. Então eu quero falar para você que tá em casa, se de repente você tá passando por isso, eh tem autocompaixão, né? Eh, não fique com vergonha não. Se você tem um momento aí que você teve aquele suador que todo mundo fala, né? É aquela onda de calor que você não conseguiu controlar, gente, isso não se controla. Esse esse essa onda de calor não tem controle. Você simplesmente sente os poros abrir e você começa a suar e tudo bem. Vai fazer o quê? Depois que você começa a suar, você sente um frio e aí você começa a se arrepiar de frio. É isso. É aquele tira coberta, põe coberta, tira coberta, põe coberta. E isso acontece. Então você tem que ter uma autocompaixão e você precisa assim procurar um médico, né, para que você possa eh fazer todos os exames para ver se para você se encaixa uma reposição, uma terapia hormonal. É importante a gente lembrar aqui que a a questão hoje para você fazer uma reposição hormonal, você precisa passar para um ginecologista porque ele vai sim solicitar uma mamografia, né? Eh, são outros exames específicos que você precisa fazer para que você possa eh fazer essa reposição hormonal. Ajuda, ajuda. Agora, se você não puder fazer a reposição hormonal, tem outras situações também que podem te ajudar. Daqui a pouquinho nós vamos falar que nós vamos colocar aqui na nossa conversa uma nutricionista e ela vai trazer pra gente algumas eh eh situações aqui que você pode inserir uma alimentação diferenciada e balanceada e que possa te ajudar nesse momento tão especial da vida da mulher. Eu digo especial porque é algo que ainda é um tabu, é algo que ainda precisa ser falado, mas que é sentido por todas as mulheres desde que o mundo é mundo. E é impressionante como hoje ainda é um tabu. Não consigo entender isso, Rosângela. Mas a gente vai chegar lá, né? Sim, sim. Com informação, né? Buscando informação. Esse espaço é muito importante para que as mulheres eh tenham essa informação, os homens também, né? aprendam a lidar melhor com as suas mulheres. Eh, é importante a informação para para que tudo isso seja amenizado, amenizado e desmistificado, né, Débora? Porque a gente precisa desmistificar. Não digo romantizar a menopausa, mas desmistificar, porque isso acontece, vai acontecer e sempre aconteceu. Agora a pergunta que fica é: por que a gente não falava disso antes? Que bom que a gente pode falar agora. Não é exatamente, né? E não, não, a gente não vai romantizar, né? Tem todos esses sintomas eh que a gente trouxe aí que que são ruins, né? São visto como como sintomas ruins, mas para muitas mulheres também vem como uma sensação de alívio, né? Nossa, parei de menstruar. Vem com uma sensação de, poxa, né? Agora, eu não tenho mais essa necessidade de reproduzir onde que eu vou usar essa minha potência criativa, né? Para algumas também, essa fase da menopausa coincide, né? Eh, os filhos já estão mais crescidos, né? Já já muitos, né? Para algumas mulheres já os filhos já estão saindo de casa, então sobra mais tempo para ela. Ela pode voltar a namorar, ela pode voltar a ter hobbies, né? Então, eh, vamos pensar que a menopausa, ela não é um fim, né? Não é um fim da mulher, não é o fim dessa potência feminina, ela é uma travessia e que todas nós vamos passar por ela, né? É. E se a gente tiver aí uma uma consciência e o conhecimento, a gente consegue passar por essa fase delicada, desafiadora, mas a gente consegue passar, até porque a gente não sabe quando é que ela vai acabar, né? Então, a gente precisa eh se acostumar, entre aspas, e viver de uma forma nova. A gente vai, nós estamos recomeçando quando a gente chega na menopausa, né? E a Débora bem pontuou a questão, tem mulher que volta a estudar, tem mulher que, eu já vi mulheres que eh diante da menopausa elas começaram a a correr e hoje são atletas, entende? Então assim, vamos lá, vamos ressignificar essa menopausa aí, mulheres. Tá bom? Olha, nós vamos para um break e depois eh a gente volta falando com a nutricionista Fabiana Moreira, que ela vai entrar conosco aqui pelo Zoom, né, ao vivo e vai trazer orientações práticas sobre alimentação, sobre qualidade de vida na menopausa e a gente vai inserir ela na nossa conversa, tenho certeza que vai ser muito produtiva, como foi até agora. E também vamos inserir você que tá aí do outro lado, que já mandou a sua pergunta, a sua dúvida ou até o seu depoimento. Produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, então nós vamos responder você e trazer a nossa terceira convidada daqui a pouquinho, depois do break. Fique com a gente. Voltamos já já falando de menopausa. [Música] [Música] Muito bem, estamos de volta com o estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Hoje falando sobre os tabus da menopausa. Agora a gente atualiza algumas informações aqui da cidade. Já já a gente dá as boas-vindas à nossa nutricionista que já está com a gente aqui pelo Zoom, tá? Atenção, Prefeitura de Campinas e Cândido Ferreira definem acordo para novo convênio. Tratativas ocorreram ontem, segunda-feira. A ata da discussão será encaminhada pelo MPSP, a justiça e o município propôs aí repasse mensal de 6,9 milhões a partir de setembro. O projeto contará histórias eh projeto, aliás, contará histórias de lendas brasileiras em passeio noturno no bosque do Jectibas. Para abrir o mês do folclore, o Bosque do Jeetbaz em Campinas será palco de uma experiência lúdica e educativa que vai misturar a cultura popular e a consciência ambiental. A atividade Lendas no Bosque do Jequetibass acontece nesta sexta-feira, dia 1o de agosto, às 19 horas, né, 7 da noite. Lembrando que as informações que a gente repassa aqui é só uma pincelada e você confere tudo no Câmara Notícia com Gabriel Castro ao meio-dia. É o nosso jornal aqui da TV Câmara Campinas. Vamos embora. Para completar o nosso time, damos então as boas-vindas à nutricionista funcional integrativa, especialista em mulheres, Fabiana Moreira. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada. Obrigada pelo convite. Espero que seja aí um bate-papo proveitoso para todo mundo. Ah, maravilha. Então, olha só, a gente já fala que a reposição hormonal ajuda mais, não é tudo não. A gente precisa mudar os hábitos também. E eu já pergunto paraa Fabiana, então, qual que é a importância da nutrição e do estilo de vida no enfrentamento desse momento que nós estamos falando, que é a menopausia? É fundamental, né? Eu acho que tem alguns momentos da fase da vida da mulher que a gente precisa ressignificar algumas coisas. Eu acho que uma delas é na fase reprodutiva, né? Quando a mulher ela tem a gestação, eu falo que a gestação é um momento de ressignificar e fazer melhor. E um outro momento que é um arco muito importante na vida da mulher é a transição aí pro menopausa. E a gente tem que entender, né, o quanto há a nutrição e cuidar do estilo de vida como um todo. é imprescindível pra mulher passar por essa transição com mais qualidade de vida, com mais bem-estar, com mais saúde. Eh, é imprescindível isso, porque muitas vezes a gente não, as mulheres não percebem, né, que inclusive muitos problemas nos relacionamentos delas com os maridos é proveniente de alterações da menopausa. Então, a mulher precisa se cuidar, né? a mulher precisa entender que ela precisa passar por essa por essa fase é da melhor forma possível que depende dela, né? Então a gente tudo aquilo que a gente não conseguiu assumir até então, a menopausa, um novo mico para você falar: "Não, agora eu vou me cuidar porque eu quero envelhecer com saúde". Então a gente tem que parar e refletir como que a gente pode aproveitar essa fase da melhor forma. Muito bem, né, Débora? importante essa pontuação da da Fabiana que vem de encontro com tudo que nós falamos até agora. Com certeza, né? E que bom que a gente pode olhar para isso agora e e pensar de repente uma alimentação equilibrada já ajuda, né? Nem todas as mulheres, como a gente disse, vai precisar da reposição hormonal ou vai eh eh vai ser permitida, né, a fazer essa reposição. Então, uma boa alimentação hoje eh eh se dá, né, muito valor a isso. Uma boa alimentação, isso é algo que a gente conversa também, né, com com as mulheres que passam ali no consultório, né? Então, é todo um conjunto de fatores, né? Vai procurar um ginecologista para olhar esses marcos fisiológicos, biológicos. Vamos olhar o emocional, vamos conversar sobre a menopausa, mas o que mais que pode ser feito? Então, uma boa alimentação, atividade física, isso é muito importante, né, é. E a a alimentação também, né, Rosângela, ela ela tem um um grande significado quando a gente fala de saúde mental, né? Porque a gente tem alimentos que trazem aquele bem-estar que vai refletir na nossa saúde mental. Sim, tem alimentos que trazem o bem-estar e tem alimentos que são necessários justamente para nutrir o cérebro, nutrir a a parte cognitiva, né? Então, a alimentação é assim muito importante, fundamental em todas as fases da vida, principalmente na menopausa. Ótimo. Agora, Fabiana, eh tem alimentos que a gente pode substituir ou eh que potencializam os efeitos eh da terapia hormonal nesse momento, né? O que que a gente come, comia que a gente precisa diminuir nesse nessa época, nesse momento da menopausa, e o que que a gente pode inserir pra gente melhorar a nossa qualidade de vida, certo? Então, acho que é super importante, né, a gente conseguir eh trazer mais alimentos naturais e frescos para dentro de casa, né? Então, eh, refletir um pouquinho de como tá tá sendo as compras. né, dentro de casa, alimentos ultraprocessados, industrializados, são alimentos ali pobres nutricionalmente e com grande carga ali, né, de compostos inflamatórios paraa nossa saúde. Então a gente tem, falando em saúde emocional, ali, a gente tem uma ligação muito grande intestino, cérebro e a gente sabe que uma alimentação com mais alimentos processados, industrializados, mais fast foods, com maior concentração de açúcares, corantes, conservantes, acidulantes, toda essa alimentação, ela acaba piorando a nossa saúde intestinal. Então a gente acaba comprometendo o nosso intestino, que ele acaba passando uma mensagem ruim lá pro nosso cérebro também. E aí a gente começa também a piorar a situação de humor, a piorar a nossa instabilidade emocional. Então, o quanto é importante a gente cuidar do nosso intestino com as escolhas alimentares pra gente cuidar melhor desse cérebro, pensando aí, né, na parte emocional, como que a gente pode trazer mais bem-estar emocional. A gente pensa em alimentos que favoreçam o quê? A produção de neurotransmissores importantes pro nosso bem-estar, como serotonina, como gaba. Então é super importante a gente pensar nos alimentos mais ricos em triptofano. Eles estão presentes ali na banana, na aveia, no cacau, no grande bico, nas amêndoas, assim como o ômega-3, ele é super importante, super anti-inflamatório, presente nos peixes, nas sementes como chia, linhaça e a todas as vitaminas do complexo B, que são extremamente importantes, elas estão presentes nos cereais integrais, nos carboidratos eh mais integrais, como arroz integral, aveia, quinoa, assim como os vegetais folhosos, ovos e as leguminosas, né, como os grãos de feijão, de novo, grão de bico, ervilha. Então, como que esses alimentos estão inseridos na rotina alimentar? Você vê que, eu só tô citando aqui alimentos frescos, nutritivos, alimentos que a gente precisa nutrir o nosso corpo e que nem sempre ou não estão de fato presente em pacotinhos, caixinhas, latinhas. Ali dentro a gente não tem nutriente. A gente precisa desse alimento mais fresco, né, minimamente processado para nutrir o nosso corpo e nos trazer bem-estar, que é o que a gente mais precisa. Muito bem, muito bem colocado, acho muito bem pontuado, né? E nesse momento a mulher ela acaba tendo muita insônia, né? Nós falamos aqui com a Débora, né? Com a Rosângela sobre essa questão da insônia. Ah, tem relatos aí de mulheres que tão estão aí a 15 dias acordando 3 horas da manhã com uma vontade de correr uma maratona. Foi isso que nós falamos aqui. Agora, tem algum alimento que a gente pode inserir que pode ajudar? A, nessa questão da insônia, muita gente fala eh sobre a melonina, né? Eh, é indicado tomar a melonina? Ela ajuda nesse momento eh da menopausa? Ajuda, tá? Mas não resolve. Eu acho que a gente tem que eh tomar algumas atitudes antes de pensar em só no que a gente vai tomar, o que que a gente vai fazer também por nós, né? Então, quando a gente pensa nessa nessa parte do sono, o sono ele é muito ele fica muito ruim durante a menopausa, né, pela queda dos hormônios mesmo. E ele tem uma relação enorme ali, a mulher fica com insônia, fica mais irritada, eh, não consegue dormir, aí tem o fogacho à noite, é um agito só naquela madrugada. E o que que você pode fazer por você? Então, antes de pensar o que tomar, você tem que pensar ali no fazer uma boa higiene do sono. Eu considero eh extremamente importante e extremamente eficaz. Então, uma boa higiene do sono é a gente, eu eu brinco que todos os dias, principalmente de nós mulheres, né? É, é um show de rock. A gente é um dia muito agitado. Ninguém sai de um show de rock, chega em casa e dorme. A gente precisa de um tempo para aquela adrenalina baixar. que é a nossa higiene do sono. Então, a gente tem que reorganizar um pouquinho a nossa rotina, a rotina da nossa casa, pra gente se permitir aplicar essa higiene do sono, que o ideal é que aconteça uma hora antes de dormir. Então, já começa reorganizando a rotina para jantar mais cedo, né? Então, se quanto mais tarde você janta, pior deixar essa qualidade do seu sono. Se você já tem, já está num momento desafiador, onde a queda hormonal já faz com que você diminua a produção de melatonina, você tem que minimamente ali criar um ambiente que te favoreça. Então, chegar mais cedo em casa é importante para conseguir jantar uma comida de verdade, aí reduzir os pontos de luz da casa, né? pontos de abajur, reduzir o volume, eh tomar um banho quente, pode usar óleos essenciais, aromatizar o ambiente, pode, obviamente sair das telas, sair. Tem muita gente que dorme no celular, é um, é, é a pior coisa pro sono. Deixa o celular uma hora antes, não tem tela, pega um livro, faz uma leitura, faz uma oração, faz uma meditação, faz um ciclo de respiração, se acalma, faz um chazinho acalmante, um um chá de camomila, de maracujá, de qualquer chá mais tranquilizante para você realmente conseguir sair desse show de rock diário e você conseguir melhorar a qualidade do seu sono. Depois que você tá colocando isso em prática, aí sim eu acho que a melatonina ela é super bem-vinda, porque o nosso a nossa alteração hormonal, a melatonina, ela acaba caindo mesmo pensando em alimentos que vão também modular e melhorar a produção de melatonina. de novo é a gente pensar no triptofano é a gente pensar no magnésio. Então, triptofano de novo, ele tá presente ali na banana, na aveia, no cacau, eh nas amêndoas. Então você pode fazer ali, por exemplo, eh, jantou umas 7 horas da noite, 9 horas, pode comer uma bananinha amassada com aveia e cacau e pode começar a higiene do sono ali. Então, você tá bem mais leve, não fez um jantar muito tarde, priorizou alimentos que também vão ajudar o seu corpo a formar mais melatonina e isso vai te ajudar. E aí eu acho sim super bem-vindo à suplementação, porque a gente precisa modular, mas muitas vezes a gente esquece daquilo que a gente pode fazer por nós e até para reduzir as dosagens dos medicamentos. A gente não precisar ficar com dosagens muito elevadas, né? Então é importante a gente assumir essa responsabilidade e fazer o que a gente precisa fazer por nós. Nossa, maravilhosa, né? muito boa colocação. Eu acho que é isso que a gente precisa. São, você percebe aqui que nós estamos entre mulheres falando de menopausa e tentando trazer para você e para nós também, né? Cada dia é um ensinamento, a gente aprende a todo momento e e a trazer formas pra gente melhorar, né, Rosângelará a nossa qualidade de vida, né? Tudo alinhado e aliado, né? as conexões, das especialidades que trazem pra gente aí um caminho mais assertivo, né? Qual que a importância na sua avaliação dessa conexão, né, eh, da psicanálise, da psicoterapia, da nutrição, eh, em busca de uma melhor qualidade de vida nesse momento da mulher? É muito importante esse trabalho conjunto, né? Eh, você olhar paraa alimentação, você fazer higiene do sono, você olhar paraa parte emocional, pra parte cognitiva. Então, todos os profissionais ali trabalhando junto vai trazer uma qualidade de vida melhor para essa mulher que tá nesse período tão delicado. Eh, agora quando a gente fala de profissionais trabalhando junto, né, que trazem aí oportunidades de qualidade de vida, eh importante a gente salientar e tomar um pouco de cuidado com a questão da internet, porque a internet tem de tudo, a internet salva todo mundo e se você não souber usar a internet, você pode cair numa grande cilada, principalmente quando a gente fala de menopausa, né? Exatamente, né, Rúbia? quanta desinformação, quanto de serviço que tem ali, né? A gente tem que buscar por eh órgãos, por sites, por eh fontes de informação que realmente sejam eh verídicas, né? Então, tomar cuidado sim com que a gente lê ali, porque pode vir cheio de desinformação e mais piorar do que ajudar, né? É. E daí o pessoal eh tem muitas indicações, tem muitos e eh medicamentos eh chazinhos e tal. Então, a gente precisa tomar muito cuidado. E uma dica que eu dou para você nesse momento é repassar esse programa. ele já está eh ao vivo no YouTube, então você pode compartilhar com as suas amigas, né, com mulheres que estão, que não estão, porque todas nós vamos passar por isso. E aí a gente tem aqui informação com profissionais que estão repassando para você algumas dicas, né, para pra gente melhorar esse momento nosso. Agora, eh, tem nutrientes que ajudam a manter a saúde estética, né? Porque, Fabiana, a gente falou aqui antes, no primeiro bloco, sobre essa questão da queda de cabelo, ressecamento da pele, eh, na da unha, a gente tem aquela sensação de que você tá eh, envelhecendo, né? E aí, tem algum alimento específico além daquele que você, aqueles que você já citou que a gente pode trazer para melhorar também a qualidade, a qualidade da nossa pele, trazer mais hidratação pra nossa pele, porque na verdade a gente vai ficando com a pele seca, enrijecida também. Sim. Eh, eu gosto bastante, né? Eu acho que o processo eh de de envelhecimento ali ouvido, ele acaba causando esse ressecamento, né? E também a gente tem a planta de colágeno e elastina da pele, que causa mais esse aspecto de flacidez. Então eu acho extremamente importante a gente suplementar o colágeno, tá? um colágeno específico para pele. A gente tem os peptídeos de colágeno, que o mais conhecido e o mais bem eh comprovado cientificamente é o ã, mas eu o que eu costumo falar eh Rubiá, não adianta só suplementar o colágeno se você está com uma alimentação desorganizada. Por quê? Porque o colágeno ele é uma fonte proteica. Se você não tá ingerindo fonte proteica adequada pro seu corpo, o que acaba acontecendo? O seu corpo ele ele não vai usar o colágeno pra pele, ele acaba precisando pegar esse colágeno para órgãos vitais que são dependentes de proteína. Então, o seu coração depende de proteína, o seu rim depende de proteína, os seus músculos todos do seu corpo dependem de proteína. Então, a primeira coisa que eu falo é fazer um bom aporte proteico, que já junto com o exercício de força melhora muito essa questão muscular e que melhora o aspecto da flacidez da pele e ajuda muito a mulher nessa fase da vida, pensando não só na parte estética, mas também em cuidados com a saúde óssea, tá? e vai ajudar essa mulher a melhorar esse aspecto adequado, exercício de força, aporte proteico na alimentação. Aí sim entrar com colágenos, peptídees de colágeno como verissol associado com ácido hialurônico, porque o ácido hialurônico ele melhora a questão da hidratação da pele, então a gente consegue melhorar bastante esse aspecto, né, da nossa pele. é importante que seja é ingerido diariamente, né, pro nosso corpo realmente conseguir ser bem hidratado e a gente tem aquele colágeno melhorando toda essa questão, né, da degradação da da do colágeno e da elastina da nossa pele. É importante a gente falar sobre isso, né? Menopausa é um momento, é um uma acredito que seja uma nova forma de viver. que a gente vai entrar num num recomeço aí de vida e que você pode transformar esse momento e ter esse momento a seu favor. Então, eh as dicas que a Fabiana tá passando pra gente são dicas essenciais para a gente melhorar a nossa qualidade de vida nesse momento que você está passando, que é a menopausa, que a gente sabe que vai chegar, mas a gente não sabe quando vai acabar. Eu costumo brincar assim porque realmente a gente não sabe quando acaba, né? Cada um é cada uma, então não tem como. A gente precisa só aprender a viver com mais qualidade nesse momento nosso que vai ser para mim, para você que é mulher aí, para todas nós, né? atividade física combinada com alimentação nesse momento. Eu acho que é o ponto X da questão, né, Fabiana, porque tu tem muitos relatos de mulheres que dizem eh que elas acabam ganhando um pouco mais de peso nesse momento eh da menopausa. Então, se a gente tem uma alimentação balanceada, a gente faz de repente uma reposição hormonal e faz uma atividade física, é possível minimizar essa questão do ganho de peso? Com certeza, né? Alimentação imprescindível junto com a junto com a atividade física, mas não esquecendo que a mulher precisa dormir bem, gerenciar bem o stress para poder conseguir comer bem e praticar atividade física. Aquela mulher que não dorme bem, ela vai acordar bem mais indisposta e ela também não vai ter energia para esse treino. Aquela mulher que tá extremamente estressada e não buscando nem nenhuma nenhuma maneira de gerenciar esse estress dela, ela vai ter mais alteração de humor e ela vai se afastar. Então a gente tem que lembrar sempre que é tudo caminhando junto. Então como é que a gente faz com a alimentação? A alimentação ela é imprescindível. Só o fato da gente limpar a nossa alimentação e tirar esses alimentos processados, industrializados, a gente já consegue melhorar muito esse dé calórico que vai ajudar no controle de peso. Então, é realmente mergulhar de peixinho em alimentos frescos, nutritivos, que vai de fato ajudar a saúde da mulher, o bem-estar dela e o gerenciamento de peso. Com uma atividade física junta, ela vai elevar esse gasto energético que vai ajudar muito eh o processo de gerenciamento de peso. Então, como que a mulher pode fazer para gerenciar a fome? Porque tá, eu quero perder peso, eu quero comer melhor, mas eu tô morrendo de fome. Então quando a gente começa a organizar e a melhorar a qualidade da nossa alimentação, é natural que o nosso apetite comece a melhorar também. Então o nosso apetite ele vai sendo regularizado com mais fibras, mais proteínas e mais gorduras boas nessa alimentação. Então eu gosto muito de falar sobre a dieta do Mediterrâneo, porque a dieta do Mediterrâneo ela é uma dieta que vai trazer benefícios no gerenciamento de peso, no controle da saúde cardiovascular, na saúde óssea, no bem-estar emocional. ela realmente ela vai complementar muito e é uma dieta muito de fácil adesão, porque eu falo que a gente não tem que fazer eh qual dieta funciona. Eh, não existe. A gente tem que a gente tem que conseguir adotar um estilo alimentar que a gente consiga executar, que seja leve para nós. Se for difícil algo para você, você não vai sustentar. Então, a dieta do Mediterrâneo ela é fácil e ela realmente traz diversos benefícios paraa nossa saúde. Na prática, a dieta do Mediterrâneo, ela tem como principal fonte de gordura boa o azeite de oliva, tá? a gente precisa ali tá sempre incentivando o consumo de legumes e verduras, que eles devem estar pres em pelo menos duas refeições do nosso dia. Então, eu sempre falo que o almoço e o jantar é para ter comida no prato e a gente evitar outras escolhas nesse momento, porque é importante que a gente tenha vegetais, legumes e verduras. A gente tem as frutas frescas que devem fazer parte da nossa rotina de duas a três frutas diferentes por dia, porque às vezes eu tenho paciente que escolhe a banana e quer comer três, quatro bananas por dia. Não é assim, a gente precisa de variedade. Então, a fruta, ela pode entrar como sobremesa ou também como opção de de lanche, tá? A gente tem as leguminosas, que são os grãos, como feijão, lentilha, grão de bico, ervilha. a gente deve priorizar o consumo de pelo menos três vezes por semana e elas podem estar substituindo a proteína animal no nosso prato ou até ela pode estar acompanhando os cereais integrais desse nosso prato. Peixes e os os frutos do mar em geral é super importante da gente elevar o consumo. Eu vejo muito aqui na minha prática clínica que o consumo de carne vermelha ele é muito alto e o consumo de peixe quase inexistente. E a gente precisa fazer exatamente o contrário. A gente precisa limitar ou minimizar a carne vermelha e elevar o consumo de peixes e frutos do mar para duas a três vezes na semana, tá? Os grãos integrais, os carboidratos integrais presentes no arroz integral, aveia, quinoa, o cuscuz marroquino, tem a massa integral, é em pão integral, a gente tem que sim priorizar, evitar os refinados e priorizar os integrais. Falando em gordura boa, assim como o azeite, assim como os peixes, a gente tem as castanhas, né? Então, a gente tem eh as nuds, né, que devem ser consumidas em pequenas porções, mas a gente tem nozes, castanhas, amêndoas, avelã, a gente tem a semente, semente de chia, linhaça, girassol, é abóbora. Então, é muito importante que a gente complemente em alguma das nossas refeições com uma porção pequena de nuts, mas esteja presente o consumo desses alimentos na nossa rotina alimentar. É importante a gente ver sobre o uso de temperos prontos, evitar completamente. A gente precisa buscar o alho, a cebola, as ervas aromáticas, alecrim, sálvia, orégano, manjericão, tomilho. Então, traz sabor, traz aroma e traz saúde pro nosso prato. O consumo de laticínios, né, leite, queijos e derivados devem ser consumidos com moderação, tá? se for consumir uma vez ao dia e priorizar os alimentos mais fermentados. Então eu dou prioridade aqui no consultório para iogurte. iogurte, eh, que não tenha, né, corantes, acidulantes, açúcares ali na composição. Ele pode sim ser uma boa opção do consumo de laticínio e evitar completamente alimentos ultraprocessados, embutidos, ricos em açúcares, em gorduras trans, porque realmente não vão trazer qualidade alimentar. Muito bem. Olha, adoramos, né? É lição de casa para fazer, né? Verdade, eles são de casa prontinha pra gente fazer. E agora eh 9:26, estamos ao vivo. A gente atende você que tá aí do outro lado. Produção tá me avisando que nós temos aqui algumas perguntas. Chegou o momento de conversar com você, de ouvir você. Obrigada, viu, pela sua participação, pela sua audiência. Nós estamos aqui falando sobre menopausa, né, o envelhecimento feminino e a questão de você eh se adaptar nesse momento tão especial da vida. É um momento de ressignificação, tá? Vamos lá, produção, pode colocar pra gente as perguntas que agora eh nós vamos falar com o pessoal que tá em casa. Vamos lá. Pode pode colocar na tela, por gentileza. A Eliane Barbosa do Jardim Eulina. Quais técnicas a terapia cognitivo comportamental? ajudam a mulher a transformar pensamentos negativos negativos típicos da menopausa em atitudes mais positivas no dia. Pois é, né? Tem vem aqueles pensamentos negativos mesmo de vez em quando, né? Mas a gente consegue fazer uma uma reversão disso. Quais as técnicas você indica, Rosângela? Então, autocompaixão, né? Uhum. Eh, pensar na na nos aspectos positivos do seu dia a dia, né? Fazer uma uma balança aí o que o que tem de negativo, o que tem de positivo e focar mais no positivo, né? Eh, são técnicas importantes da TCC que vão te ajudar a amenizar esses pensamentos negativos, né? É isso aí. comoará comemorar as pequenas vitórias do dia, né? Eu acho que isso é muito importante. A gente eh eh você pode ter certeza que no seu dia a gente tem muitas escolhas para fazer e às vezes a gente acaba fazendo uma escolha errada, mas na maioria das vezes a gente faz a escolha certa e aí a gente precisa comemorar. Chegou ao final do dia, comemore eh as suas pequenas conquistas, as suas pequenas vitórias, né? Foque no bom, porque tem o bom e tem o ruim. Então dê mais peso, tudo que você alimenta cresce. Então alimente as coisas boas, ten certeza que é você consegue melhorar aí parte do seu dia, tá bom? 9:28. Vamos lá então. Mais perguntas pra gente pode colocar na tela, por favor. Andreia Pais da Vila Boa Vista. A reposição hormonal é recomendada para todas as mulheres na menopausa. Quais os cuidados antes de iniciar o tratamento? Então eu vou perguntar aqui pra Débora, que acho que você pode ajudar a gente a responder a Andreia, né, Débora? Sim, sim. Eh, não, né, a reposição hormonal ela não é recomendada para todas as mulheres, então é importante que você procure um especialista, né, no caso, o ginecologista, né, o ginecologista já é aquele médico que nós mulheres passamos anualmente, né? Então, a gente precisa est lá eh uma vez por ano para fazer os exames. Então, neste período, o ginecologista, a ginecologista vai ser o profissional que vai te ajudar, né? E hoje, né, o que eu tenho ouvido de especialistas é você vai ser encaminhado para uma terapia hormonal se você tiver sintomas, né? Então, não são todas as mulheres. Então, por isso é importante, né, sempre buscar ajuda de um profissional, né? Então, paraa reposição hormonal médico, paraa questão da alimentação nutricionista e paraa questão emocional, né, nós eh profissionais, né, da área da psicoterapia. Muito bem, 9:30. Vamos lá, mais produção, pode mandar menopausa, impactos físicos, né, dessa desse turbilhão de emoções e acontecimentos no corpo feminino. A Larissa Antunes do Jardim Chapadão. O que é verdade, Omido, sobre a soja na menopausa? É verdade. Ela ajuda a controlar os sintomas ou pode atrapalhar dependendo do organismo? Bem falado, viu, Larissa? É verdade. Muita gente fala que a soja é um alimento que ajuda bastante, principalmente na questão aí eh desse calor excessivo dos fogacha. Fabiana, é isso mesmo. É, as isoflavonas de só ajuda bastante nessa questão e a nossa única preocupação é pela soja ser muito transgênica, né? Então, a gente realmente tem que eh cuidar de qual soja, né, tá fazendo aquele alimento. Tem que a gente sempre tem que procurar por sojas não transgênicas, tá? Isso é extremamente importante, mas é aí um aliado, sim, eh, nessa nessa fase da vida da mulher. Olha aí, que bom, né? Então a gente precisa aprender. Estamos aprendendo. Como não foi muito falado, ainda é um tabu que está sendo quebrado e a gente tá ajudando dar uma marretadinha para quebrar quebrar esse e esse tabu. A gente tá aprendendo, estamos estamos aprendendo juntas, né, esse momento da menopausa. A importância eh eh da linha da parte nutricional é fundamental, gente. Saúde mental também, né? e a questão de aliar exercício físico, de conversar também com a sua colega, ouvir nesse momento, mas ter aí uma escuta ativa, né? Ouvir. De repente a mulher que tá passando por esse momento, ela ela não tá muito legal e ela precisa simplesmente falar. Então você de repente tendo uma escutativa, você pode ajudar também a pessoa que tá passando por esse momento da menopausa e que tá aí com uma uns pensamentos meio meio diferenciados, que esses pensamentos vêm mesmo, né, Rosângela? Bem, é natural ao longo da vida ter esses pensamentos, né? é importante fazer uma análise, né, desses pensamentos e ressignificar tudo isso. Exatamente. Porque eh na maioria das vezes, se a gente para para analisar friamente, a mulher que ela fala, tô na entrei na menopausa, é a mesmo, é bem parecido com aquela questão do aposentadoria, né? você se aposenta e aí parece a impressão é que você está ficando de lado. E a menopausa paraa mulher, se você parar para analisar, ã, se a mulher ela não tem aí um autoconhecimento ou ou conhecimento referente a essa fase da vida, ela pode chegar a a entender que ela, tipo assim, parei, né, acabou daqui, foi útil socialmente, né? Exato. E não é isso. Ela não deixa de ser útil socialmente. Ela vai mudar algumas coisas na vida dela, ressignificar algumas coisas, né? Eh, não é reprodutiva mais, mas tem outras potencialidades, né, de criação, de construção, de coisas que ela pode fazer ao longo da da vida dela, né? De repente, esse é o momento, né, Débora, da gente parar e falar: "Poxa vida, ó, os filhos estão criados, tá tudo certo, todo mundo formado, cada um, né, eh tomou o seu caminho e aí se a mulher está casada, aproveita o momento para ir viajar, ir passear ou então eh fazer alguma coisa que um hobby, algo que traga um bem-estar para você e pra pessoa que está contigo. E se a mulher tá solteira, bora viajar, bora viver a vida de uma forma que você não conseguia viver antes porque tinha, né, a a as obrigações aí e os cuidados. Então, de repente, dá para ressignificar de uma maneira assim que você fala: "Uau, que momento é esse?" Sim, exatamente, né? E eu acho que complementando o que você disse anteriormente, eh, a menopausa não precisa vir com essa carga, né? essa carga mental, essa carga, essa carga emocional, né, como aposentadoria, como vamos ressignificar, né, agora que a gente tem essa oportunidade de falar sobre, vamos olhar para essa menopausa que se apresenta pra gente, o que que eu posso tirar disso, né? Não é não é o fim realmente, né? É, é essa travessia, o que que eu vou fazer depois? Então, olha quantas dicas, né, interessante a Fabiana trouxe pra gente, né, na questão alimentar mesmo da higiene do sono. Olha, né? Então, vamos, muitas vezes a gente culpa, né? As mulheres culpam só a menopausa, mas o que que será que já tava ruim? Você já tava dormindo bem antes da menopausa? Você já tava, você já tinha esse cuidado com a higiene do seu sono? E aí, realmente isso que você trouxe, né? Quanta, quanta coisa a gente pode fazer hoje. Estamos vivendo mais, nossa expectativa de vida é muito maior. Vamos viver mais. Então, eh, após a menopausa ainda existe vida, né? Não é o fim. E tem muita vida. Aí realmente tem mulheres, né, que podem viajar, que não tem mais essa preocupação. Muitas vezes já é fase dos netos, que é uma algo, né, para algumas, né, mais prazeroso. Se é mulher, né, tem outras coisas, né, que podem ser feitas pra questão da libido, que pode ser feito, né, pra questão daquela secura, conversem com especialistas. Então, tem vida após a menopausa, né, R? Tem vida, tem jeito e tem como viver muito bem. a gente vai se adaptando, né? Vamos nos adaptando, buscando a melhor forma e vivendo. É isso, gente. 9:36. Dá tempo para mais uma pergunta para cada uma e aí a gente já vai para as considerações eh finais desse nosso estúdio Câmara ao vivo. Estamos aqui falando sobre menopausa, né, quebrando os tabus e mostrando que existe sim vida para as mulheres após essa eh eh esse momento tão significativo e pouco falado. Mas que bom que a gente tá podendo falar agora, né? Vamos lá. Pode mandar mais. Produção. José Costa do Jardim. de Santa Genebra. Como o apoio da família pode fazer a diferença no enfrentamento das mudanças emocionais causadas pela menopausa? Vamos lá, Rosângela. A importância de uma rede de apoio e das pessoas que estão apoiando entenderem esse momento e conhecerem. Sim. Importante que a família saiba o que o que acontece com essa mulher na menopausa, né? para que possa apoiar as alterações de humor, o estress, a dificuldade de sono, as dificuldades cognitivas, né, os lapsos de memória, que a família consiga dar esse essa estrutura para ela no momento que ela precisa, né, entender e apoiar sem julgamento, né? Exatamente. E olha que interessante, foi uma pergunta vinda de um homem, né? Olha que bonito isso. Bonito, né? Que bom, que bom. Parabéns, né? porque está buscando o conhecimento para poder lidar com essa situação. E eu acho que é muito bom quando a gente o conhecimento transforma, né? Então você pode mudar sim eh eh de repente o meio em que você vive com o conhecimento. É isso que a gente faz aqui. Pode mandar mais uma, produção? Vamos lá. A Patrícia Ribeiro do Jardim Garcia. Como diferenciar tristeza passageira causada por uma flutuação hormonal de um quadro de depressão que exige exija, né, uma ajuda profissional eh na menopausa? Pode ajudar com a gente com essa, Débora? Claro. Bem importante essa essa pergunta, porque é interessante a mulher olhar para isso, porque a menopausa ela traz sofrimento, né? Então, o que a gente discutiu aqui até agora é que tem sim sofrimento, eh, devido a esses sintomas que aparecem, então vem com uma carga, né? E esse sofrimento existe, mas, eh, não necessariamente ele é patológico. Hoje a gente, na, na nossa sociedade, a gente tem, eh, o costume de patologizar. Então, se a pessoa tá triste, ah, não, ela tá deprimida, tá depressiva. E não necessariamente isso vai acontecer. Então é importante a gente olhar, existe o sofrimento, o sofrimento ele tá ali, mas não necessariamente se trata de uma depressão. Então se você tiver essa dúvida, procure um profissional da área para conversar sobre, né? E é importante assim, vai ter sofrimento, né? Para algumas, a gente citou, algumas mulheres vão passar sem nada, mas para outras e mesmo sem nada é um fim. Então vamos fazer o luto, né? olhar para isso como eh é é um luto simbólico, né? O luto daquela mulher que eu fui e da mulher que eu me tornei agora. Mas se tiver dúvida, procure sim uma um profissional que nem todo o sofrimento é uma depressão. É, e vale a pena a gente lembrar que nós carregamos histórias, né? E então você traz histórias de sucesso, traz histórias desafiadoras, traz histórias de frustração, mas todas essas histórias moldaram e te fizeram a mulher que você é hoje, assim como bem pontuou você, Débora. Então, a gente precisa se olhar com mais carinho e dar mais crédito pra nossa vida, né? o que nós vivemos até agora e como nós gostaríamos e como nós queremos viver daqui paraa frente nesse momento aí de transição da nossa vida. Muito interessante. 9:39, a última pergunta e a gente já vai para as considerações finais. A Letícia Duarte do Taquaral, quais os riscos de se recorrer a dietas radicais durante a menopausa para tentar controlar o peso? Muito cuidado com isso, né, Fabiana? Muito cuidado e muito boa pergunta, né? Porque eu acho que a mulher que busca por dietas radicais são as que menos encontram a pota de saída. Então a gente precisa garantir o básico bem feito, que foi exatamente tudo que eu trouxe aqui para vocês. E o estilo alimentar, que é a dieta do Mediterrâneo, que é super praticável e tem ótima adesão para todo mundo. Dietas muito radicais, elas trazem cada vez mais, né? Isso aí a gente já tem o ciclo da dieta. Qual que é o ciclo da dieta? Agora eu vou fazer dieta, vou deixar de comer tudo. Aí a primeira coisa que aparece na sua frente, você tem vontade de comer, você já acha que você já estragou sua dieta, aí vem a culpa, vem a frustração, você fica irritada. Aí você fala: "Ah, já que eu comi, eu vou comer tudo, depois eu recomeço. A próxima segunda eu tento de novo." Então vem a culpa seguida de uma compulsão ali e aí vem uma nova tentativa de restrição e esse ciclo ele se permanece. Nesse ciclo o que que acontece? Você não tem uma boa relação com a comida e você também compromete completamente a sua massa muscular. Então você começa a reduzir mais massa muscular com esses ataques, né, de de frustração e compulsão que ele vem, você acaba fazendo mais massa gorda, inflama mais o seu corpo, compromete o seu metabolismo perdendo essa massa magra e aí o seu metabolismo ele vai ficando mais lento. Então, a gente vai comprometendo ainda mais a sua saúde metabólica, a sua saúde óssea e a sua saúde como um todo. Então, a gente não deve buscar por dietas radicais. É o caminho mais difícil. É por isso que eu falo que quem busca dieta não encontra a porta de saída, porque se existisse uma dieta que funcionasse, nunca as pessoas estariam procurando qual próxima dieta eu vou fazer. já teriam encontrado. Então, dieta não funciona. E não é que não funciona para você, não funciona para ninguém. Então, o que que a gente precisa garantir? um esquema alimentar que você consiga praticar no seu dia a dia. Mas para isso precisa assim organização, precisa boas compras para que de fato você consiga ter essa adesão no seu dia a dia. Então esse bom boa organização, bom planejamento é extremamente importante para você conseguir executar o básico, porque é o básico que vai trazer resultado e é o básico que mais vai ser prazeroso você fazer. Uma frase minha é comida é aliada. Não tenham medo da comida, tá? Quanto mais vocês fugirem da comida, mais vocês vão est se perdendo ali e mais frustradas com peso na balança. Então, chegou a hora de dar valor à comida. A comida ela é aliada e sempre vai ser. Ai, que delícia. É verdade, né? É isso. E principalmente nessa fase da vida que nós estamos ressignificando, que é a menopausa. Gente, nós vamos encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência e a sua companhia. Quero agradecer as nossas convidadas por esse bate-papo tão rico, essa conversa tão gostosa nesta manhã de terça-feira, trazendo informações, eh eh trocando experiências, né, falando sobre essa essa nova fase da vida da mulher e que todas nós vamos passar, que é a menopausa. Então, eh, começando por você, Rosângela, obrigada pela sua participação, gratidão por compartilhar seu conhecimento com a gente. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui e como dica aí paraas mulheres, né, para reorganizar a sua rotina, né, conseguir ter uma uma vida mais produtiva, né, tenta fazer listas de afazeres do dia, né, faz a sua higiene do sono direitinho, eh o apoio da família muito importante, né, e atividades que que sejam prazer osas que estimulem aí a memória, a atenção, para que consiga amenizar os impactos cognitivos da da menopausa, né? E se acontecer, tudo bem, respira e continua, né? É isso, respira e vai. Mas é ruim, gente. É, é questão de de milésimos de segundo. Pá, esqueci o que eu falei. Mas daí você lembra? Opa, agora lembrei. E aí segue o barco. É isso. Acontece, né, Débora? Obrigada pela sua participação. Obrigada por compartilhar esse momento com a gente. Eu acho que eh nós precisamos de mais momentos assim entre nós mulheres paraa gente falar da menopausa, paraa gente expor a situação e também pra gente buscar eh eh coisas que vão trazer pra gente uma melhor qualidade de vida nesse momento, né? Então é isso que a gente tá fazendo e você faz parte disso. Obrigada, viu? que agradeço, agradeço, Rúbia, o convite, agradeço a oportunidade de estar aqui, proporcionar esse bate-papo tão rico que nós trouxemos e que tenha deixado muitas reflexões e entendendo, né, a menopausa como esse rito de passagem, essa travessia. E vamos nos acolher, né, mulheres, vamos entender os nossos processos e vamos conversar sobre. É isso mesmo. Precisamos conversar e nos alimentar muito bem com produtos básicos do nosso dia a dia e que às vezes tá na geladeira, você nem dá atenção para ele. Você sabe que ele pode melhorar eh eh a sua qualidade de vida, não é isso, Fabiana? Obrigada, viu, por compartilhar informações tão preciosas referente à nossa saúde alimentar nesse momento da menopausa. Obrigada. Obrigada, obrigada, Rúbia. Obrigada pelo convite. Obrigada todo mundo aí pelo por esse bate-papo super proveitoso. Eu acho que é o momento da gente se ressignificar e a mulher parar de se maltratar, né? A gente tem tempo, se a gente priorizar esse tempo para nós. Então, a vida da mulher é uma vida eh difícil, né? vamos dizer assim, família, trabalho, mas a gente precisa se colocar em primeiro lugar. Então, como eu sempre falo, é primeiro você, depois todo o resto. Então, eu inicio todos os meus dias me cuidando, né? Então, eu faço ali meu diário da gratidão, páginas semanais, páginas matinais, faço minha atividade física, faço um bom café da manhã e aí sim eu começo o meu dia. Então, eu nunca começo o meu dia sem antes cuidar de mim. Se isso for possível na sua rotina, é a melhor coisa que você pode fazer por você. Então, a gente tem que agora adotar um estilo de vida que traga bem-estar e que não mais ali fique eh te machucando. Alimentação é fazer o básico pro básico funcionar. A atividade é tá na sua no na sua rotina semanal. É você encontrar maneiras de você gerenciar o seu estress. é descobrir um novo hobby, é você cuidar do seu sono, é você ter momento para você ter momento de qualidade, seja com a sua família, seja com seu marido, seja com as suas amigas. Então, o pilar de socialização também ele é extremamente importante na vida da mulher. Muito bem, que delícia, gente. Assim a gente encerra o nosso estúdio Câmara de hoje. Lembrando que a menopausa é um marco, não é o fim, não. É um convite pro autocuidado, pra reconexão com o próprio corpo e pra busca, né, por apoio e acolhimento. Então, aproveite esse momento da sua vida e ressignifique, tá certo? E amanhã tem mais estúdio Câmara. Nosso tema de amanhã será inteligência artificial na psicologia. Terapia com IA pode ser uma alternativa à ajuda humana? Seria então uma solução paliativa para as listas de espera? Mas terapia por Iá tem riscos. Então, o que que você pensa disso, hein? Amanhã a gente vai conversar sobre a terapia com a inteligência artificial. É, então temos muita conversa para o programa de amanhã, assim como foi o programa de hoje. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Mais uma vez agradecemos então as nossas entrevistadas. Lembrando você que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informação do nosso legislativo campineiro e também de toda a nossa metrópole, apresentado por Gabriel Gabriel Castro. E claro, a programação da TV Câmara Campinas com programas e quadros aí eh bem interessantes, né, para você acompanhar durante toda a nossa programação, combinado? Então, agradecemos você, lembrando que você pode, você consegue, você precisa aí de uma autocompaixão nesse momento especial da sua vida, viu, mulher? Menopausa vai acontecer comigo, com você, com todas nós. E a gente precisa de conhecimento para passar por essa fase. Um beijo grande, fica bem. Amanhã nos encontramos a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Valeu, fique bem e até lá. [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo