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[Música] Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo. Estúdio Câmara desta terça-feira, 27 de maio, está no ar e hoje nós vamos falar sobre um assunto delicado e necessário. Vamos falar sobre mau hálito. Você avisaria um amigo de trabalho que ele está com mau hálito? É, esse incômodo que muita gente prefere fingir que não percebe, afeta cerca de 40% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde. E o mais preocupante é que a maioria das pessoas nem sabe que tem a litose, né? e às vezes pensa que é só falta de higiene. Mas você sabe que isso pode indicar algo muito mais sério para conversar com a gente sobre esse tema, nós estamos recebendo aqui no estúdio o Dr. Ednei Dias da Silva. Ele é dentista, especialista em reabilitação oral, implantes e próteses dentárias. E também a Vanessa Mostardeiro. Ela é psicóloga, mestre em psicologia, especialista em neuropsicologia com eh clínica e terapia cognitivo comportamental. ela vai falar com a gente também sobre esse assunto. E você aí de casa pode participar, manda para cá a sua dúvida, eh o seu depoimento, você convive com pessoas que têm mau há? Você queria ajudar, mas tem receio de falar ou você tem mau hálito também e aí você não sabe como fazer. Vamos descomplicar esse tabu. Manda pra gente 1997829377. E olha, nós temos notícias aqui da cidade de Campinas, porque a lei que isenta a taxa de estadia no pátio de Campinas, eh, no fim de semana foi sancionada pelo prefeito. E essa lei, ela eh prevê, né, isenção de taxas para carros que são apreendidos no final de semana por infração, infrações de trânsito, né? Final de semana, feriados eh prolongados também. E esse projeto foi apresentado pelo vereador Rodrigo da Farmadic e tem como objetivo reduzir os impactos financeiros sobre motoristas que são surpreendidos pela remoção de veículos no período de restrição de atendimento, né? As regras da nova medida estão eh na lei que foi publicada no Diário Oficial do Município ontem até a publicação da lei. A retirada no pátio só era permitida de segunda a sexta-feira, das 8 até às 4:30, enquanto as apressões eh pela fiscalização ocorrem 24 horas por dia, todos os dias da semana. Desde o dia 10 de maio, procedimentos para liberação administrativa de veículos podem ser cumpridos pelo WhatsApp da INDEC 19. Volta lá pra gente, por favor. 19 3731 291, tá? Eh, também aos sábados, das 8 até à 1 da tarde. De acordo com a nova lei, haverá isenção de taxa de estadia no pátio da INDEC ou Pátio conveniado, referente ao período em que o procedimento de liberação não estiver disponível para a população. Significa que o proprietário que tiver seu veículo apreendido pela fiscalização e removido a partir das 3 da tarde de sexta-feira para isenção da taxa da estadia referente ao dia de apreensão, sábado, domingo seguinte também. Então, é importante que você esteja atento e fique sabendo, né, sobre as leis eh que passam, os projetos de lei que passam pela Câmara, que são sancionados pelo prefeito e que viram leis no município de Campinas. E essa isenção da taxa eh de carros que são apreendidos nos feriados e também nos finais de semana, já está publicada essa lei e está valendo a partir de agora. É uma lei de autoria do vereador Rodrigo da Farmadite. Olha só, gente, nós temos eh dança contemporânea aqui em Campinas, que está com inscrições abertas, que estão oferecendo formação gratuita, que combina prática artística, reflexão político-cultural e oportunidades de turnês nacionais destinado a pessoas com 18 anos ou mais. O curso ele é ministrado pelos renomados professores Carlos Quis e Priscila Coscarela. Tá? A formação propõe o mergulho nas danças negras tradicionais, no pensamento e na linguagem da dança contemporânea ancorada aí eh na cosmopercepções da civilização, né? Eh, é importante a gente falar que você pode se inscrever, você que já é bailarina, você que já é artista, pode se inscrever. O curso funciona como um processo seletivo para integrar a companhia Carquisdense com turnês previstas para 2025 e 2026 no Brasil e também no exterior. Olha que legal, a seleção dos participantes será realizada ao longo do curso. O prazo de inscrição é até o dia 15 de junho e você pode se inscrever pelo WhatsApp 999697580 e as vagas são limitadas. Combinado? Previsão do tempo. Daqui a pouquinho a gente já começa a falar sobre o tal do mau hálito. Você acordou com bafo hoje? Essa é a pergunta, né, que fica. A gente não pode normalizar tanto assim, mas é algo que acontece e a gente precisa tirar as nossas dúvidas. Previsão do tempo para hoje. A previsão é de sol, com aumento de nuvens agora pela manhã. Pode chover fraco no fim da tarde, né? Chuvas isoladas, a mínima de 16, máxima de 28. É importante a gente falar que tá vindo uma frente fria aí. E se isso se concretizar, a partir de quinta, sexta-feira, a temperatura vai despencar sim em todo o Brasil e aqui em Campinas também, né? Então, já vai ajustando as coisas aí, vai ajustando as cobertas, tirando o casaco do guarda-roupa, porque se a temperatura despencar mesmo, a gente pode eh eh ter a gente pode ter frio aí de em alguns lugares do Brasil, menos um, menos do, é o que a gente tá esperando. Afinal de contas, estamos aí no outono, né, já quase próximo do inverno e vem a primeira frente fria do ano. Agora sim, vamos direto ao nosso tema de hoje, o mau hálito. Avisar ou não avisar. Você já passou pela saia justa de perceber o mau hálito de alguém e não saber o que fazer ou já ficou inseguro, se você mesmo tem mau hálito, né? Quantas vezes já fez assim, ó, é isso, acontece, isso acontece comigo, acontece com você. A litose pode ser um sinal de mais gêne, mas também pode esconder problemas de saúde. E por isso a gente precisa falar sobre isso com responsabilidade e empatia. Gente, recebendo aqui no estúdio para as considerações iniciais a Vanessa Mostardeiro. Ela é psicóloga com vasta experiência em comportamento humano, em relações interpessoais, vai falar com a gente sobre essa questão do mau hálito, também é uma situação que pode afetar o psicológico. Então, quero dar boas-vindas a você, Vanessa. Muito obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia a todos os telespectadores. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Dr. Rui. Então, é um grande prazer poder estar aqui contribuindo com vocês, um contribuindo e construindo reflexões a respeito de um tema tão corriqueiro do nosso dia a dia e que muitas vezes ele é tratado como um tabu, porque as pessoas não se sentem confortáveis de falar sobre isso, nem com seu próximo e nem muitas vezes para buscar ajuda. Então, os fatores psicológicos eles são muito importantes eh ressaltá-los, porque ele traz implicações muito severas, ã, implicações emocionais e, eh, psicossociais, envolvendo as relações em volta. Muito bem. E hoje nós vamos falar sobre a questão psicológica, mas vamos falar sobre a questão de saúde também, porque o maólito é uma questão de saúde. Você sabia disso, Dr. Ednei Dias da Silva, dentista com atuação clínica e reabilitadora, vai conversar com a gente e eu tô sabendo que ele vai eh trazer pra gente algumas dicas, né, pra gente lidar com essa situação e também vai nos contar que qual o momento que a gente precisa buscar ajuda de um médico especialista. Doutor, seja muito bem-vindo. Que satisfação recebê-lo aqui no estúdio Câmara. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Vanessa. É o que ela falou, eh, as pessoas têm, t vergonha, precisa cuidar. Mau hálito não é como a a Vanessa disse, é uma questão psicológica, tem muita coisa envolvida, mas também temos questões de saúde, tanto bucal quanto extra bucal, tá? Então a gente fica ligado no programa aí que hoje tem bastante dica. Você vai descobrir quem é seu amigo e quem não é seu amigo. Ai ai ai. Doutor tocou num assunto num num num tema aqui bem delicadinho, bem sensível, né? Seu amigo e não seu amigo. Será que se você tem um amigo e ele fala para você, colega, você tá com mau hálito qual que é a sua reação? Você vai dizer para ele o quê? Vai ficar bravo, vai agradecer? E agora? Falar ou não falar? Eis a questão. A gente vai falar sobre isso aqui no programa. Conta pra gente também. Manda aí a sua mensagem através do WhatsApp. Eu já pergunto então para o Dr. eh Ednei o que exatamente é a litose e como que ela é classificada, né? É tudo igual ou tem tipos diferentes? É, na verdade que acontece é classificado como um mau hálito, bafo de leão, bafo de onça, igual o pessoal fala aí, né? Mas isso tem toda a implicação de saúde, porque você pode estar com uma mais gên bucal, você tá com problema de cri, com problema de gengivite, você pode estar com um problema psicológico, então você altera a função hormonal, isso vai alterar toda a sua função bucal, então você tem outras coisas envolvidas. Eh, alimentação também muito nisso, tipo de alimentos que você ingere, dependendo do horário, a não ingestão de água, né, constantemente. Então, tem muita coisa envolvida. Então, precisa, a gente às vezes não vai achar o que que é, por que que eu tô assim? Agora, uma dica bem legal, esquece de ficar botando aguinha de cheiro na boca, chiclete, bala. Isso não resolve. Isso só deixa a bactéria mais cheirosa. Nossa, bactéria mais cheirosa é porque tem o pessoal tem costume, né, de carregar uma balinha, um chicletinho daqueles que tem um cheirinho bem gostoso, né? E aí o que que acontece? E antes de de de falar contigo, Vanessa, sobre a questão mental, eu quero perguntar pro doutor, já que o senhor tocou nesse assunto, eh quando a gente tem o mau hálito e mistura com aquele chicletinho cheiroso para, tipo assim, eliminar o mau hálito? Elimina mesmo? Não, né? Não, na verdade não elimina. Você cria uma coisa psicológica que ela vai falar que mentalmente você acha que tá tudo bem, igual você passar um perfume sem tomar banho. Cheirinho bom aqui. E não é. E por sinal, você pode piorar o seu caso, porque você começa umascar chicletes diariamente ou quase o dia inteiro, você tem problemas articulares, você aumenta os problemas que você tem, eh, você causa ali aumento da salivação e você aí tá com o estômago vazio, você vai causar outros problemas internos do estômago. Você pode ter refluxo, pode começar a ter várias coisas que vão piorar o seu caso ao invés de melhorar. Nossa, gente, bem complexo. Tá vendo só? Eu sei que você tem um chicletinho aí do lado, né? uma balinha daquela aí do lado. Todo mundo tem. Mas você sabe por quê? Porque a gente de repente não tem a informação, não tem eh eh a a teoria completa ali pra gente viver na prática. E agora a gente tá conseguindo isso aqui no nosso estúdio Câmara com especialistas que estão conversando com a gente sobre algo do nosso cotidiano mau hálito. Você sabia que segundo a Associação Brasileira de Alitose, mais de 90% dos casos de mau hálito tem origem na boca e não estômago, como muita gente pensa? É a língua. Inclusive a língua, ela é responsável por metade desses casos. Já já o doutor vai falar sobre isso pra gente, mas agora nós vamos falar sobre impacto psicológico, já que a boca seca por nervosismo ou uso de medicamentos pode piorar a litose, o estress, a ansiedade influenciam no surgimento ou no agravamento desse mau hálito. Vanessa, muita gente passa por essa situação porque na maioria das vezes quando a gente tá em momentos de estresse, o que mais acontece é a boca seca. Quem é que nunca ficou com a boca seca? E aí você, quando você fica com a boca seca, você tem aquela sensação de mau hálito mesmo, né? Isso, eh, pode influenciar o estress, aquele momento assim de de tensão pode influenciar então na questão do mau hálido? Com certeza. o stress é um dos causadores de do ponto de vista psicológico, quando não é do fisiológico da parte clínica e que está o com o a litose causada pelas emoções, é devido ao estress ou uso de medicações eh do fundo emocional, né, psicotrópicos. H, a boca seca é a principal queixa que que as pessoas trazem. Então, por que que seca o stress, né? Porque o nosso organismo ele se ele aciona o sistema parasimpático. Então, é aquele que a gente não coordena, que ele mesmo se, né, o tipo disparar o coração, secar a boca, liberar a adrenalina, que não é a gente que escolhe, né? Então ele se prepara paraa luta fuga e aí então ele acaba secando a boca e ã e gera falta de saliva, gera a eh a alitose. Então esse é um dos fatores psicológicos da alitose, né, que que é produzido pelas emoções, mas as consequências, né, que que o emocional traz, ela pode desenvolver muitas psicopatologias. por ter a litose clínica. Muito bem, olha só, né? Muito bem explicado. E importante, né, a gente salientar que esses eh sintoma parassimpático que você falou, é o sistema, sistema parassimpático, né? A gente não controla. E aí o que que a gente faz? Porque se você tá diante de um momento decisivo da sua vida, é óbvio que você vai tá eh com adrenalina lá em cima, né? E aí a boca seca e aí você tem o mau há. Como que a gente faz para prevenir isso, né, doutor? E agora? Socorro, porque analisa o cenário, né? Eu tô num momento que vai definir aí a minha carreira, um exemplo, e de repente começa a secar toda a boca e aí eu fico com uma sensação de mau hálito e já veio aquela sensação de vergonha e tal. Como é que eu previno isso? É, é uma coisa difícil. Você precisa ter inteligência emocional, né? Você precisa se prevenir para essa entrevista, para isso que você vai fazer. A inteligência emocional vai controlar o seu corpo por inteiro. A liberação, adrenalina, não adrenalina, tudo que vai controlar fuga, não fuga, receio. Mas isso acaba acontecendo. Ninguém, todo mundo não é treinado para isso. Uhum. Aí o que que você tem que fazer? Aguinha do lado, golinho para para respirar, não responde tudo correndo. Uhum. Uhum. Porque que acontece quando sua boca seca? Você vai tudo que tem ali de células mortas, bactérias, sua boca começa a grudar por dentro, a sua bochecha, sua língua, ressecar. Então você não tá lavando a sua boca e toda hora tem bactérias, células mortas na sua boca, né? E isso acontece o quê? A língua, igual você tinha comentado, a língua, se você colocar no microscópio, ela é toda furadinha, tal. Tem gente que tem língua geográfica, tem uns desenhos, mas isso é natural. Sua língua não é errada. Mas ali você tem deposição de restos de alimentos. de saliva e também tem células mortas. Então, se você não faz a higiene certa da língua, aquilo ali fermenta. E aquilo ali é um que dá muito mau hálito, muito mais do que você tá com tipo de alimento ou você não ter escovado, não passar fio dental, porque aquele restinho de alimento entre os dentes causa também mau hálito. Tártaro não faz limpezas regulares. O tártaro na maisca é uma placa que vai endurecendo através de restos de alimentos e saliva. Ela faz uma deposição parecendo um fica uma pedra mesmo. vai se endurecendo e aquilo lá tem mau cheiro. Nossa. Então isso daí o chiclete vem por isso, né? Porque a pessoa tá com a boca seca e fala: "Nossa, eu preciso estimular alguma coisa". Mas você não estimula uma saliva boa? Porque na verdade a gente tem nossa saliva na parte de baixo aqui é onde você tem um tipo de saliva e na parte de cima outra. Elas se misturam para dar a consistência certa você ter a lubrificação na boca. medicamentos, como a doutora falou, tem certos medicamentos você lá lê, você toma para ansiedade, toma para alguma outra coisa, qual é a contraindicação que tem lá que vai te acontecer? Boca seca e também induzir o quê? Ranger ou apertar os dentes, o bruxismo. Aí você começa a ter uns outros problemas, boca seca, ma há rangendo o dente. Então você entra aí num colapso e isso é complicado porque aí depois parece que não tem mais volta. Poxa vida. Ô Vanessa, essa condição de mau hálito, ela pode afetar e muito a autoestima das pessoas, né? Muito a autoestima, a autoimagem, as interações sociais, porque quando a pessoa eh entra em contato com a sua litose, muitas vezes ela acaba ã produzindo também pensamentos disfuncionais. a pessoa tá sentindo a vou vou me precaver, não vou falar muito de frente, vou não vou respirar direito enquanto tô falando para não sentir o aroma que sai, né? H, então, e muitas vezes acaba se isolando socialmente. Então, essa interferência, né, psicossocial, que é das relações, acabam se abalando, porque elas, eh, usam uma estratégia de isolamento, achando que vai se proteger do que do que tá acontecendo com ela, em vez de buscar um recurso de tratamento para poder enfrentar isso. Então, os pensamentos disfuncionais, muitas vezes, eles são os causadores da das psicopatologias, porque aí a pessoa vai acredita fielmente que aquele pensamento sabotador de tipo, ah, ã, só eu cheiro mal ou tá todo mundo sentindo, né, ninguém vai querer falar comigo. Aí ele acaba desenvolvendo comportamentos disfuncionais. e acaba adoecendo. Então, pode desenvolver uma ansiedade generalizada, um transtorno do pânico, ã, o próprio toque, né? Então, aqueles pensamentos ruminantes, eles também desenvolvem comportamentos disfuncionais de escovar os dentes toda hora, usar a balinha, o trident, né? Então, ã, os os sprays, né? Toda hora, toda hora. Então vai virando uma compulsão. E então eh eh a a questão também da eh da da própria eh o transtorno dismórfico corporal, que é a eh a litofobia, né? Então, ela é uma ramificação desse transtorno que muitas vezes as pessoas não têm essa patologia e clinicamente já é atestado, já foi investigado, os familiares, os amigos já notificaram que não tem odor, que não não exala cheiro, que tá tudo bem e mesmo assim essas pessoas não acreditam nisso. Então, é como se tivesse uma deformação, uma alucinação olfativa. Então, é uma uma distorção também senso perceptiva. Então, ela tem impactos muito graves, né, a elitose, porque pode desenvolver dessa ansiedade toda uma depressão muito grave e pode até mesmo levar até o suicídio. Tentativas de suicídio, suicídio propriamente dito também. Então, uma coisa tão insignificante que parece se torna uma coisa muito monstruosa depois. Nossa, gente, eh, bem bem sensível esse assunto mesmo, né? Porque olha só a fala da Vanessa. Então, é algo que a gente fala aqui, né? Mau hálito, alitose e que na maioria das vezes a gente ouve, ah, tá com bafo, né? Bafo de leão, bafo de onça, enfim. As pessoas até brincam com essa situação, mas é uma situação bem sensível e que merece sim um olhar mais aprofundado sobre esse assunto, doutor. Eh, não é normal ter o mau hálito. Então, eh, a maioria das pessoas falam que acordam com bafo, né? É normal acordar com com mau há com um mau hálito, com esse bafo que a gente fala que é é é é a forma natural, né, normal de se falar? Na verdade, acordar pode até ser um pouco natural, porque depende muito de como foi o seu dia anterior. Não bebi muita água, comi coisas muito condimentadas, alho, cebola, molhos, tal. Então isso pode acontecer ou você tem um refluxo enzofágico lá que você pode ter refluxo e você nem saber, isso também vai causar. Eu por medicamentos não tenho boca seca a noite inteira. Eu não vou ficar acordando a noite toda para beber água. Então isso pode acontecer. Isso não é normal de você ter isso o dia todo. Sim. Mas como a Vanessa falou, eh, é uma coisa pequenininha que incomoda e eles não vão procurar. Tinha que procurar a solução o mais rápido possível que isso vai tornando uma bola de neve. pode levar a mesma a problemas transtorno psicológico. A pessoa pode até se isolar e cometer suicídio, tudo pode, mas o isolamento começa no quê? Aí perdi um dente lá de cá, só tiro foto desse lado. Aí a pessoa em vez dela buscar a solução, ela busca sempre mascarar. E como a gente disse do amigo, é uma coisa muito que eu já vi em vários congressos, o amigo seu, se ele fosse seu amigo, ele vai falar, ele vai te chamar do lado e falar: "Ó, você tá com bafo, cara, precisa procurar e ver não sei o quê". Só uma pessoa que seja muito seu amigo vai falar isso, mas tem mãe que não vai nem falar isso assim. Vai falar a pessoa tem que ser muito seu amigo e ele tá fazendo a coisa certa. Ele tá te ajudando. Por mais que você fique bravo, fal mesmo, tem que falar. É porque às vezes você não tem essa intimidade com aquela pessoa, você dá aquela recuada, mas a pessoa tem que falar. Porque acontece isso em sets de filmagem. Eu já vi vários relatos de atores da tanto da Globo, de outras emissoras ou de Hollywood que fala: "Meu Deus, não tem como contracar aquela pessoa". Jesus, mano, nem perto dá para ficar. E já teve briga de pessoa deixar o filme e o elenco por causa disso. Pode procurar aí em matérias e você vê que então atinge qualquer camada de pessoas, tá? Não tem classe social isso. Exato. Mas olha só, gente, doutor falando aqui, né, sobre é o ponto X aqui da questão do nosso programa. Claro que a gente precisa explicar o que é o que acontece, né? As consequências quando procurar ajuda, né? A parte psicológica, a parte médica, no caso do doutor dentista, né? Mas a gente falando aqui de algo que acontece no nosso cotidiano, né? Teu colega tá com bafo e aí você fala ou não fala? Você falaria? O doutor disse que a gente precisa falar. Se nós somos amigos, a gente tem que falar. Como que nós vamos abordar a pessoa e falar? Bom, o doutor disse assim: "Fale então, amigo, colega, você tá com bafo". Poxa vida, gente, que situação constrangedora, Vanessa. Como é que eu faço isso? Porque eu posso falar, mas como que a pessoa vai receber isso, doutor? Porque como explica como que você vai receber? Igual eu tô aqui conversando, daí a Vanessa olha para mim e fala: "Rúbia, você tá com bafo". Poxa vida, como é que eu recebo isso? Entende? Então, depende da pessoa, ela precisa estar preparada. E depende muito do grau de amizade que você tem com a pessoa. Exato. Então, mas aí o amigo você tem que ter firmeza e falar, amigo, colega, mas não vai falar, tá com bafo, não tem um jeitinho de falar, né, Vanessa, pra gente não não impactar tanto. E e como a pessoa vai receber, depende também do estado que ela vai estar, né, relacionada a essa questão do barfo, porque às vezes ela já sabe que ela tem, mas ela de repente acha que tá mascarando com chicletinho. explica pra gente como é que a gente trabalha nessa questão mental, essa atitude que a gente agora nós sabemos que nós temos que ter essa atitude sim, porque o doutor falou pra gente que é importante a gente repassar pro nosso colega que ele está com mau hálito. Agora a Vanessa vai explicar pra gente como é que a gente a gente faz isso de uma maneira sutil. Vanessa, help. Vanessa, help. Porque na verdade um dos maiores problemas que a gente tem na nossa sociedade hoje é a falta de diálogo, né? Então, eh, o ideal sempre é poder comunicar. E hoje que é tão falado, né, a comunicação não violenta, então essa é a melhor forma que a gente pode se utilizar para poder falar. Então, é conseguir primeiro observar sem julgar. Então, isso é uma coisa muito importante, né? Não de dizer: "Ah, aquela pessoa é, né, tem uma boca podre, tem falta de higiene". Então, já consegui ter essa sensibilidade sem julgamento. Segundo, quando for se expressar para alguém eh colocar o teus sentimentos ali em voga, né? Estou preocupada, né? Eu eu notei, então me causou esse certo desconforto, então eu quis te dizer, então colocar o que que sente, né, em relação a a a nessa nesse aviso, ã, poder explicar pra pessoa o que que tem por trás, né, dessa comunicação, que é um ato de cuidado, que não é simplesmente, ah, porque eu não aguento, mas porque eu tô me preocupando. com aquela pessoa e também uma forma de eh até a dica assim é como se fosse um uma pergunta. Ah, eu posso te dizer por quê? Porque se fosse comigo eu gostaria que tivesse em medido, né? Então até na literatura, os filósofos lá em 1800 e pouco, né? Eles até na nas escritas deles falam assim: "Nossa, mas eu fiquei sabendo pelo dentista e a minha esposa não foi capaz de me dizer". Uhum. né? Então, nossa, eu a minha mãe não me disse, então, assim, não só das amizades, né, da família, mas a as pessoas que convivem, que são próximas, mas às vezes tem aquele colega de trabalho que tu não te sente confortável para avisar, mas a gente tem recursos para isso. Então, tem a Associação Brasileira de Alitose, então ali é um SOS. para comunicar, né? Então, nesse é é só colocar o nome e o e-mail da pessoa e a associação ela entra em contato com aquela prof aquela pessoa notificando, explicando a parte, né, clínica e notificando ela de uma forma muito cuidadosa, que ela tá com a litose e ela pode ter a oportunidade de buscar buscar ajuda, né? Então, eh, e sempre essa comunicação, eh, ela precisa ser muito empática. Uhum. Então, é com muita responsabilidade, porque ela vai gerar sim o desconforto, mas a gente precisa do desconforto para fazer as mudanças, né? Então, é que nem um pai quando cuida de um filho, ele não vai fazer só as vontades, ele vai fazer coisas que é são necessárias. Então, uma amizade genuína, né, a gente precisa, eh, com responsabilidade abordar coisas que são desconfortáveis também. Perfeito, perfeito, Vanessa, perfeita explicação psicológica pra gente aprender a lidar com essa situação que às vezes, né, é na empresa, é na família, é no dia a dia. Agora, doutor, eh, esse ponto que a Vanessa tocou, eu não sabia, tem a Associação Brasileira de Alitose. É, é isso. Tem do mesmo jeito que tem alcólicos anônimos, tem tudo, tem isso, sim. Que permite que a gente possa enviar um e-mail. Sim. Mas olha, eu vou falar para você, se eu recebesse um e-mail disso, você ia ficar muito bravo. Ia falar assim, pô, eu tô vivo, cheio de gente e ninguém viu isso, né? É, exatamente. Mas você perguntou assim, como tocar nesse assunto, né? Depende. Ó, às vezes ele é mais próximo do cara que joga futebol com ele do que com a mãe. É. Então a pessoa tem que saber, pô, eu sou companheiro de balada do cara. Fala, caraca, velho, como é que a gente faz isso na balada? Aham. Cara, você tá voltando, você não tá comendo lanche à noite, não é de manhã, não tem nem condição você vir trabalhar aqui. Então você tem certos graus de liberdade ou não para você tratar disso. Agora, precisa procurar ajuda. Não adianta entrar na internet, produto milagroso, misturo, sabão em poco, não sei o quê, sei lá o quê. Esquece, você vai piorar o seu caso. Invas, igual o pessoal que ier tentar fazer clareamento caseiro com carvão, tal. Não, procura uma ajuda do especialista, porque às vezes você acha que o seu problema tá no dente e não tá no dente e às vezes tá na gengiva, tá na língua, tá no medicamento que você toma, tá na sua ansiedade. Então você tem que identificar, mapear e o profissional vai te passar o que você deve. Existe eh produtos específicos para você raspar língua, se você quiser, mas eu sou a favor de uma escova própria de língua. Existe um gel próprio para você escovar a língua. Ele não tem nada a ver com creme dental, porque creme dental é para dente, para esmalte, então são outros tipos de coisas. Então você tem como cuidar. E tem gente que tem higiene perfeita. Hoje tem pacientes, mas um dos maiores casos que acontece no consultório é isso. Doutor, pelo amor de Deus, eu tô com bafo, certeza. Arrumar uma namorada nova, não sei, eu preciso vir aqui para ver isso. E às vezes não tá, tá só psicologicamente, porque faz tempo que ele não vai no dentista e mesmo assim ele não tem. E tem gente que cuida bastante e tem. Então são fatores diferentes que tem isso. Não precisa achar o a causa. Importante o senhor tocar nesse assunto, doutor, porque e aquelas pessoas que tão sentem e acham que não tem? É aí que entra o amigo. Eu falo: "Amigo de verdade é o que fala que precisa falar para você, seja sobre assunto da boca ou não de outra coisa, né? Do muito bem. Agora, a partir de que momento eh que o doutor como dentista vai eh indicar para o paciente que ele precisa eh fazer vários tipos de exame e passar aí por uma consulta médica, né? A partir de que momento sai da sua alçada de dentista para uma clínica médica? O que que pode acontecer também na questão do mau hálito quando a gente fala da questão saúde? Então, vários detalhes. Então, primeiro a gente passa por lá. Tá regularmente vindo fazendo as profilaxias, escoba o dente três vezes ao dia, passa fio dental pelo menos uma vez. Não tá fazendo uso de certos tipos de medicamentos que eu sei que vai piorar isso. É mulher, não tá grávida. Que mulher grávida também já tem um outro problema aí envolvido com a gendivite gravídica, que é um outro assunto que também causa outras coisas, inflamação gendival aí vai dar cheiro, tem outras coisas. Então tem que fazer toda essa análise. Não tenho refluxo, não. Não tenho problema de glândula salivar, não tô com nenhum problema de algum câncer bucal, fiz químio radioterapia em qualquer outra parte do corpo que vai diminuir a quantidade de saliva, bebo água regularmente. Aí já vai para um outro caso. Tô com problema na minha válvula pilouro lá que não tá travando, já precisa estomatologista, a gente precisa ver alguma coisa, mas 90% dos casos ou é bucal, ou é medicamentoso, ou é psicológico. Uhum. É muit é 10% que é problema estomac. Todo mundo fala é meu estômago. Não. Olha só. E o enxaguante bucal, doutor? Então, enxaguante bucal, as pessoas fazem uso de enxaguante bucal assim como se fosse qualquer coisa beber água. Não, chagouante bucal tem tipos diferentes, com concentrações diferentes para tratamentos diferentes e por uso por um determinado tempo. Não se faz uso disso. Ah, é regul. Não, não. Eu sou contra. Quanto mais enchaguante bucal você usar, mais você pode estar eh ressecando a sua boca, queimando coisas que não é não é uma queimação que você vai sentir. Sim. Mas eh porque antigamente tinha um tal de bom na boca lá que era, não sei, não pode falar o nome, que eles achavam que quanto mais queimasse porque tinha álcool era melhor. Não, isso causava microferidas na boca e piorava a sua situação. Uhum. E mas uso constante, se você não precisa, você além de tá desperdiçando dinheiro, não tá fazendo resultado e pode piorar o seu caso ao invés de melhorar. Então eu sou muito contra eh vende assim na farmacia, você compra o que você quiser. Uhum. E para mim tinha ser tudo com receita. Eu compro o creme dental que eu quiser. Por que que existem vários tipos de creme dental? Primeiro porque eles têm composições e coisas diferentes. E cada pessoa na família não significa que usa o mesmo creme dental. Pode ser que você ou seu marido, seu filho use cremes dentais diferentes, tipos de escovas diferentes, coisas diferentes eles têm que serem feitas. E as pessoas compra tubão e tal e não vou entrar nesse assunto porque que lança o família que aí gasta mais e acha que gasta menos porque a boca é maior, ele espreme mais fácil. Então tem toda uma uma parte comercial por trás disso daí, né? Olha isso. Eu pergunto do enxaguante bucal porque a gente é natural assim, né? No banheiro. Dá uma olhadinha no seu banheiro aí. Você que tá com a gente na TV, que tá acompanhando. Daqui a pouquinho a gente já começa a responder você. A produção tá falando que tem perguntas aqui e a gente tá conversando a 8:45. Então já já a gente começa a responder você, tá? Mas depois dá uma olhadinha no seu banheiro, né? Tem a pasta de dente, tem a escova de dente e tem o enxaguante antibucal. O que que é natural da pessoa fazer? Ela escova os dentes, daí ela passa o enxaguante bucal e aí pronto, beleza? E todos os dias. Então por isso que eu toquei nesse assunto do enxaguante bucal, porque às vezes a gente acha que como tá queimando tá matando as bactérias. E olha só que importante essa fala do do Gente, tem que tomar cuidado, né, doutor? Não, não pode. Você não pode sentir desconforto na boca. Uhum. Queimou. Às vezes você vai comer alguma coisa, sente sua língua queimar. Tem alguma coisa errada naquela papila gustativa lá. Alguma coisa não tá certa ali. E tem muita manifestação bucal de doenças. sistêmicas. Você descobre muita doença sistêmica pela boca. Você tá examinando, fala: "Opa, esse cara tá com algum problema. Ele tá com HIV, ele tá com início de um câncer bucal, ele piorou a diabetes, ele tá com algum problema". Diabetes também é um outro caso que causa litose gigante. Você tem que cuidar da sua diabetes. Diabetes causa um monte de coisa e alitose também. Muito bem. Poxa, vida, quantas vezes escovar os dentes por dia? No mínimo três. Tio o dental uma. O dental sempre antes. É uma briga, hein, disso aqui, ó. Isso aqui é briga. Já fiz um programa inteiro disso. Antes ou depois? Antes. Porque se você pensa, preciso tirar o que tá no meio dos meus dentes para depois escovar. Aí faço o bochecho depois. Não. Só se for indicação do dentista. Língua escovar os primeiros 15 dias, duas vezes ao dia, depois uma vez só ao dia. Se você escovar a língua demais, você machuca a língua. Se não escovar do jeito certo, ora. Raspador de língua, cuidado. Vamos lá que machuca. Ou você usar a mesma escova para você também ficar escovando. Tem jeito de escovar. Ah, vou usar. É melhor escovar com creme dental do que não escovar. Mas existem produtos todos específicos para isso, tá? Não fazendo propaganda de nada aqui, não. Mas como existe coisas específicas, né? E não escovar língua é péssimo. Se você faz isso, já fizemos teste com os pacientes, vamos seguir esse protocolo. O cara falou: "Pô, em 15 dias levanta, minha língua tá rosinha, não tem aquela saburra, aquele negócio amarelo na minha língua". Então, funciona muito bem. Quanta informação, quanto conhecimento, como o programa tá gostoso, porque a gente consegue eh repassar para você a informação de uma forma com que você entenda. Realmente não é sempre que você pode conversar com dois especialistas assim para falar de mau hálito e hoje a gente tá batendo um papo sobre mau hálito de uma forma bem natural, né, para levar para você realmente a informação. Agora a gente começa a responder os nossos telespectadores, pessoal que tá em casa, a gente já agradece aí a sua participação, né, a sua audiência. você que vai assistir depois no YouTube, lembrando que a gente tá transmitindo também ao vivo no YouTube, mas depois esse programa vai ficar no YouTube. Então, se você quer assistir, quer repassar paraos seus amigos aí, uma forma também para você repassar para aquele amigo que tem mau hálito. Fala assim: "Olha, o estúdio Câmara tava o doutor, tava a psicóloga falando sobre mau hálito. Dá uma olhadinha lá, achei interessante." E aí, com certeza, de repente pode ser que ele entenda aí o recado, né? Pode repassar pro seu amigo, tá no YouTube. Tá bom, vamos lá. 8:48. Vamos para as nossas perguntas dos telespectadores. Vamos ver o que que o pessoal tá achando do programa e qualquer dúvida pode mandar a produção pra gente as perguntas. A Luciana do Jardim Flamboian: "Sempre ouço que tomar bastante água ajuda no mau hálito. Isso é verdade mesmo ou só alivia temporariamente a boca seca e o mau cheiro, doutor? Na verdade, se você não tem um problema sistêmico ou problema com medicamento, é verdade. Tanto é o seguinte: almocei, não tenho jeito de escovar, não trouxe nada. Vai bochechar ali umas cinco vezes água na boca, bastante, bastante, e vai tomando água durante o dia, vai melhorar bastante. Água é tudo. Você tem que tomar água regularmente, porque a sua boca vai secando e cada vez que você toma água, você tá lavando, como se tivesse lavando o pozinho dali, você tira tudo da boca. Porque se você tá com a boca seca, a fermentação das bactérias são maiores. Nossa gente, o nosso corpo, né? Como é importante a gente saber o que fazer, né? Maravilha. 8:49 pode vir mais perguntas pra gente? Quem é que tá conosco lá? Produção, a Simone do Guanabara. Tive uma experiência ruim ao ser alertada sobre meu mau hálito e hoje eu tenho medo de falar sobre isso com alguém. Como vencer esse bloqueio? Ô Vanessa, essa é para você, nossa psicóloga. Ela foi, ela teve um bloqueio pelo jeito, né, aqui, porque ela foi alertada pelo mau hálito e aí ela ficou com chateada e deu uma bloqueada. E aí, como faz? Provavelmente ela recebeu essa notícia de uma forma bruta, né? Uma forma de ã apontando uma falha ou apontando algo como algo ruim, não como um ar de cuidado, né? Então, se ela tem um sofrimento e tá trazendo prejuízo pra vida dela, ela pode buscar ajuda psicológica e também buscar a ajuda, né, da parte clínica mesmo. Então, isso vai dar uma libertação para elas retomar a autoestima e esse cuidado com a autoimagem dela. importante, né? Eh, essa forma de abordagem, né? A gente tem que tomar cuidado aí, porque às vezes a gente vai abordar o colega e a gente pode desencadear outra coisa. Então, vai com calma, vai tranquilo, sabe? É amigo mesmo, chega, fala de uma forma meio que descontraída para você não ser tão bruto, né? Para poder para não causar essa situação aí que a gente acabou de conferir do da nossa telespectadora. 8:50 a gente vai com mais participação. Você que tá em casa, muito obrigada pela sua audiência. Estúdio Câmara, estamos hoje falando de mau hálito com dois profissionais aqui que olha, tem muita informação para você, viu? Muito bom mesmo. O Diego do Jardim Proença diz: "Tenho a língua eh saborosa". É assim que fala saborosa é saborosa mesmo limpando. Bicarbonato ajuda ou pode desequilibrar a boca e piorar o mau hálito? Tá. O que que é essa língua sabor saborosa? É isso. É aquela pessoa que ele levanta que tá com aquela língua amarelada, parece uma baba por cima da língua. Então precisa produtos específicos. essa pessoa raspar a língua vai ficar pior. Então tem uma escova própria para isso. Depois dá um jeito, não sei se tem como mandar, depois eu mando diretamente, mas não posso falar nada comercialmente aqui. E tem um gel próprio, você fazendo o o a escovação com o método correto e tal, você vai levantar muito bem assim e não vai estar durante o dia, porque isso é horrível. A pessoa passa como se fosse os dentes na língua assim, ó, sai uma baba assim, ó. É, isso, é desagradável pra pessoa. Olha só que interessante, doutor. Agora você viu que ele fala ali da do uso de bicarbonato? Tem gente que usa bicarbonato falando que vai limpar os dentes, que vai tem que tomar cuidado com essas caseiras, receitas caseiras, né? Examente. É porque o bicarbonato ele tem um efeito de anular a acidez, né? Porque ele é uma base. É como você toma um sal de fruta, o que que você faz? Você tá com ácido estômago, você vai tentar neutralizar aquilo lá. Só que não é legal para isso daí, tá? É, são receitas caseiras. Aí tem coisas melhores que vão fazer muito mais efeito para você. É importante a gente tomar cuidado, né? Porque hoje a internet tá cheio de receitas milagrosas, né? Mistura limão com bicarbonato, com isso, com aquilo. Vai lá escova o dente. E para fazer a a eh o branqueamento dos dentes. Então, gente do céu, então muito cuidado com a internet. A internet ela é boa, mas a gente precisa usar com atenção e com muito cuidado, principalmente quando a gente fala da questão saúde, né? Porque tem muitas receitas aí milagrosas e que no fim vai te dar é prejuízo. Então, preste atenção e busque o apoio de um profissional. Vamos lá. 8:52. Mais perguntas pra gente? Produção, pode mandar a Renata do Cambuí. Perceber mau hálito alguém querido, me gera aflição e culpa. Poxa, como expressar preocupação sem soar crítica? A gente já falou um pouquinho sobre esse assunto aqui, Renata, mas a Dra. Vanessa vai repassar para você uma dica, né? Como que você deve se expressar essa preocupação sem suar crítica. Doutora, eh, repassa de novo, por favor, eh, pra Renata, porque ela diz que tem aflição quando ela percebe ma háito em alguém que ela gosta muito. Realmente esse assunto ele gera muito desconforto quando a gente entra em contato com alguém que tem a litose, mas sempre a sinceridade ela é o principal fator de mudança. Só que comunicar com uma forma responsável, acol com acolhimento, ã, com empatia, né? justamente bem como eu falei assim, bem da comunicação não violenta, com o intuito de ajudar, vai suar, né? Não, eh, agora me fugiu ali a palavra que ela usou, mas vai dar esse desconforto, sim, só que o objetivo não é a crítica. O objetivo central vai ser o cuidado, né? Então, quando a gente cuida, a gente trata de assuntos que são desconfortáveis. Então, eh, só que passar por cima disso, né, poder enfrentar isso, vai ser uma libertação, porque essa pessoa vai poder ter ajuda, ela vai poder buscar recursos. Se não falar, é uma forma de agressão, porque a negligência ela vem muitas vezes disfarçada, deadeza. Ah, não vou ser indelicado. Mas aí a negligência é uma agressão. Por quê? porque a eh a pessoa vai continuar num sofrimento contínuo. De repente, se ela não sabe que tem a salitose, eh ela pode ser desprezada, passar por bullying, né, ter todo esse rechaço social. Então, é muito importante junto com ela os dois ficarem desconfortáveis, mas em prol do cuidado e e aí então fica mais fácil de enfrentar isso e ter uma solução e aí se resolve, né? Muito bem. É aquela questão, né? Primeiro bagunça e depois arruma, né? Então você vai causar um desconforto, vai. Mas que legal que você vai ter um retorno desse desconforto causado, né? Mas o importante sim que se tenha eh empatia, né? Cuide a forma com que você vai eh comunicar essa situação aí do seu colega, do seu amigo. 8:55. A produção tá me avisando que nós temos mais eh dá para a gente fazer mais duas perguntas, então tá bom. Responder, aliás, mais duas perguntas, então vamos embora. Daqui a pouquinho a gente já vai para as considerações finais, mas a gente continua atendendo você que tá aí eh acompanhando o nosso estúdio Câmara. E a gente lembra que as perguntas que não são respondidas no programa, a gente responde na programação da TV Câmara Campinas, porque eh os nossos entrevistados eles ficam após o programa respondendo a sua pergunta. Então você pode mandar sim, porque essa eh pergunta você vai ter a resposta na programação aqui da nossa TV Câmara, tá bom? Carlos do Flamboian, meu filho pequeno tem mau hálito, mas escova direitinho. Crianças podem ter alitose por a causas além da higiene, doutor? Sim, não só criança, um adulto, como a gente falou aqui, escova direitinho, porque às vezes pro pai escova direitinho e às vezes, né, saber se ele tem uma orientação de como escovar. A gente falou três vezes por dia, mas como tá sendo escovado? Tipo de escova, creme dental. Do que ele se alimenta, come toda hora alguma outra coisa, ele pode ter, tem coisas indiretas que causam o mau hálito, né? Tá fazendo as profilaxias na no consultório odontológico, porque a gente não consegue tirar certas coisas da boca que não seja profissional. Ele tá em não sei a idade dele, pode estar mamando ainda, então pode ter, depende do que toma. alimentação também é muito disso, ansiedade, às vezes uma criança superativa, tá lá na internet, dorme tarde. Então tudo isso envolve, não é só questão de escovar direitinho. Agora o senhor tocou num ponto, acho interessante também porque a gente tá falando de mau hálito de adulto, né? a questão do relacionamento, eh a questão eh na empresa, enfim, mas a criança, né, que que mama, eh usa a chupeta, a mamadeira, eh para poder fazer a a limpeza na boquinha dessa criança é importante também, né, doutor, porque pode causar o mau hálito aí e também eh alguma alguma eh desencadear algum alguma tipo de eh doença, não sei, porque eu já vi criança com eh bolinhas na boca por falta de higiene e tal. Gostaria que o senhor desse uma pincelada nesse assunto pr as mães que estão assistindo a gente. É, sem dúvida. As mães tem que pensar o quê? Que que acontece muito? Criança daquela última mamada e dorme. Seja a idade que for. Tem nego que mama com 7 anos, né? Tá com a mamadeira com bico aberto desse tamanho assim. Não pode. Aquilo fermenta. Dá cara de mamadeira que a gente chama que toda fermentação. Porque quase sempre coloca um monte de Nescal, açúcar, pó de chocolatado, né? Sempre tá assim. Nunca tá um leite puro. Mesmo que fosse um leite puro, ele vai fermentar. O único leite que não causa carne é o materno. Você acredita nisso? Você pode mamar e dormir no peito que não vai te causar carne, porque ele tem um propriedades diferentes. A gente até falou isso num outro programa. Então é, tem que pegar a criança, levantar, se é grande, escovar, se é pequeno, pega uma gasezinha com soro fisiológico, tenta dar uma limpadinha, isso vai ajudar bastante. Você falou das bolinhas, tem muita coisa, ele pode ter morder boca e tal, mas uma bolinha que chama, que tem umas bolinhas brancas amareladas, chama casos amidalites, que a gente, por higiene que a gente não faz muito bem, ela vai se juntando na sua amídala. Então, às vezes sai umas bolinhas que tem um cheiro, odor terrível, gente. Você pega a bolinha na mão, meu Deus, que que é isso aqui? Tem dois jeitos, né? Ou você melhora sua higiene e vai vendo isso. Você também consegue com gargarejo melhorar isso daí. E às vezes você com a escova ou a mão mesmo ou vai num profissional, ele consegue tirar. Se isso for muito recorrente, precisa procurar um otorrino que ele vai tirar as amidras. Que tem gente que tem um caso desse aí muito complicado. A gente tem até um videozinho que vai saindo umas bolinhas assim e elas são terríveis. É verdade. Então a gente precisa sim cuidar, né? A gente fala aqui de saúde mental, de saúde física, né? E a gente tá falando agora de saúde bucal, porque o mau hálido tem a ver com a saúde bucal também a saúde mental. E esse é o tema do nosso estúdio Câmara desta terça-feira, 8:59. Dá tempo para mais uma produção? Vamos simbora. Então vamos pra gente fechar. Vamos lá. O Rogério do Taquará. O medo de ter mau hálito pode virar uma paranoia, mesmo sem sinais reais, quando esse medo passa a ser um transtorno emocional. É, pode virar sim, né, doutor? Pode, pode virar sim. E esse medo ele pode se ele se transformar em vários transtornos, né? Então, o o próprio toque, né? Então, quando a pessoa vai toda hora lá escovar ou fazer verificações, o pensamento obsessivo, né, que é ruminante. Ah, tô cheirando, tô cheirando, tenho que ir lá, tenho que me escovar, tenho que, né, então vou fazer um examezinho, né, aquele autoexame que é muito comum todo mundo, né, assim, né? Aham. Então esse nível de ansiedade, ele também ele pode evoluir e se tornar uma ansiedade generalizada, de ter começar a ter medo de de outras situações, eh a ansiedade de fobia social, né? Então, de não querer mais se relacionar com as pessoas, né? O medo de de causar um desconforto ou um constrangimento ao outro. Então, quando ele se torna excessivo, é o quando gera o sofrimento excessivo, é a hora de buscar ajuda. Então, a gente tem um termômetro assim, né, de quando buscar o o tratamento psicológico. Então, é quando tá quando eu tô sofrendo, tá gerando sofrimento em mim ou quando tá causando mal-estar nas pessoas que me rodeiam, né? Então esse é um termômetro mais ou menos para poder seguir, então poder buscar ajuda psicológica, porque se já sabe que não tem a parte toda clínica, né, que já foi atestado, que que tá tudo bem, ele também pode desenvolver, né, a alitofobia, que é aquela de ã aquela sensação, aquela alteração senso perceptiva, né, que a gente chama vulgal vulgalmente. de delírio faltivo, né? Então, de achar que tá sentindo aquele cheiro e ele não é real. Então, esse essa distorção do pensamento eh precisa ser tratada, senão vai causar um uma um mal-estar para essa pessoa e para as pessoas que convivem com ele também. Quanta informação que nós compartilhamos em uma hora de programa com dois profissionais maravilhosos, sensacionais. Quero agradecer a participação, né, da Vanessa, nossa psicóloga, do Dr. Ednei, nosso dentista especialista, trazendo pra gente informações assim que a gente vai levar paraa vida, porque doutor disse que você precisa falar pro seu amigo que ele tem mau há e a nossa psicóloga Vanessa explicando pra gente qual é a abordagem correta pra gente falar sobre isso. Então, eu só tenho agradecer vocês dois por esse compartilhamento de informação assim magnífica que com certeza a gente tocou em pessoas que olha só, então o doutor falou que a gente pode falar e aí olha, a psicóloga explicou como que a gente deve abordar e com certeza a partir de agora você vai falar, será que vai? Tem coragem? Então é importante pensar sobre isso. Vanessa, muito obrigada pela sua participação. Gratidão. Quanto ensinamento, quanto compartilhamento de conhecimento hoje. Obrigada mesmo, viu? Eu que agradeço a oportunidade e parabenizo o programa também de conseguir fazer essa de costurar, né, a parte clínica com a psicologia que que muitas vezes acaba sendo esquecida, né, quando se se toca nesse tipo de assunto que muitas vezes as pessoas se surpreendem, que tem impacto comportamental e emocional e até psicossocial, né? Então, e é muito relevante, então, poder cuidar de si e cuidar do nosso próximo é um cuidado humanizado e integral. Então, parabéns você. Imagina, doutor. Muito agradecida pelo o compartilhamento de informações, né? Eh, pela sua presença aqui. A gente sabe da correria da vida de vocês dois. você se disponibilizando numa terça-feira bem cedinho, né? Então pra gente é muito importante. Gratidão, viu? Muito obrigada pela sua participação. Não, eu quero que agradeço o programa, um assunto bem, parece corriqueiro, mas não é. E agora vem a dica de ouro. Ó, tudo isso começa muito antes. Você teve Covid, você come mal, então você pode estar com o seu intestino impermeável inflamado, então você não consegue absorver todas as suas vitaminas e tudo que você precisa. As vitaminas são essenciais pro seu corpo funcionar certinho, para você não ter problemas hormonais, que aí levam a problemas psicológicos, que levam a problemas bucais e problemas sistêmicos. Então, os sintomas eles são identificados antes, bem antes de tudo isso que você consegue ver através de um exame ortomolecular, você consegue identificar comportamentos e coisas que você tá tendo, falta de memória, irritabilidade, você tá muito cansado, isso já é o sinal que tem alguma coisa errada e vai ter problemas lá na frente. Então isso é muito interessante. Maravilha. Muito obrigada a vocês dois mais uma vez. você de casa, muito obrigado. E o que a gente evita, né, eh eh falar paraas pessoas, às vezes pode ser a virada de chave que ela precisava. Então, avisar com carinho, né, com cuidado, eh, importante para que de repente a pessoa tome uma atitude que vai fazer a diferença pra vida dela. Então, pense carinho, tá bom? E se cuide também, né? importante. Vamos lá, faz o faz a o autoexame, né? E visite o seu dentista regularmente. Se precisar também visite o seu psicólogo, converse com ele para que você possa trilhar um caminho com mais tranquilidade. Tá bom, gente? A gente vai encerrando por aqui o nosso estúdio Câmara de hoje. Lembrando que a Câmara de Campinas está movimentadíssima e tudo que acontece no legislativo campineiro a gente transmite para você aqui na TV Câmara Campinas. Amanhã nós vamos falar sobre os prós e contras de ter uma vida organizada, uma rotina, né? Terá, ter tarefas, pode ser um caminho para saúde e bem-estar, mas para muita gente manter uma rotina parece impossível. A gente vai entender o porquê e como a gente deve fazer. Para você é diferente, é difícil, aliás, manter uma rotina. Você consegue manter a rotina aí bonitinha de segunda a sexta e aí sábado e domingo você sai dela, né? Então vamos conversar sobre a rotina organizada. É comportamento, é estúdio Câmara, amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã com profissionais que compartilham conhecimento pra gente, com a gente e que a gente leva pra vida, para uma melhor qualidade de vida. Agradecendo mais uma vez os nossos profissionais, você que tá aí do outro lado e a nossa equipe, claro, do grupo Mais Comunicação, que sempre trabalha junto, porque a gente tem o compromisso de levar para você informação de qualidade. Um grande abraço, fique com Deus, uma ótima terça-feira, se cuide, avise o seu amigo, tá? com muito carinho. E amanhã a gente se encontra a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Lembrando que meio dia tem Câmara Notícia, tá? Informação do Legislativo Campineiro também da nossa metrópole. Continue ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, turma, até mais. [Música]