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Estúdio Câmara | Limpeza ou mania? Quando a organização vira exagero
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Estúdio Câmara | Limpeza ou mania? Quando a organização vira exagero

27 views Publicado 06/08/2025 HD · 1:01:40

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🧼 Você é do tipo que se sente bem vendo tudo no lugar? Ou acha que está passando dos limites com a limpeza e a organização? No Estúdio Câmara desta quarta-feira, 06 de agosto de 2025, vamos discutir um tema cada vez mais presente nas casas e nas conversas: a busca por controle através da limpeza e da organização. Manter a casa arrumada pode ser algo terapêutico, sim. Mas até que ponto isso é saudável? Quando o excesso de regras, rotinas rígidas e a necessidade de controle passam a indicar algo mais profundo, como ansiedade, estresse elevado ou até um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)? Para refletir sobre esse comportamento e seus efeitos, convidamos duas especialistas: Lucimaria Tavares Rangel, psicóloga especializada em saúde mental e ansiedade, que vai explicar os impactos emocionais ligados à compulsão por limpeza; Elisa Ribeiro, personal organizer, que trará dicas práticas e acolhedoras sobre como a organização pode ser usada a favor do bem-estar, sem se tornar uma obsessão. 🧠 Neste episódio, você vai entender: ✔️ Qual é a diferença entre um hábito saudável e um comportamento compulsivo; ✔️ Quando a limpeza começa a gerar conflitos, estresse ou prejuízos pessoais; ✔️ Como organizar sem exagero e transformar a casa em um espaço de equilíbrio; ✔️ Dicas práticas para manter a rotina sem culpa e sem sobrecarga emocional; ✔️ Sinais de alerta que indicam a hora de buscar ajuda psicológica. Se você se identifica com a necessidade constante de manter tudo em ordem ou conhece alguém assim, esse programa é para você! Assista até o final, reflita com a gente e descubra como encontrar o ponto de equilíbrio entre o prazer de organizar e o risco do exagero. 🧺 A casa pode ser um reflexo da mente — mas nem sempre a mente está tão limpa quanto os armários. 📌 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, bom dia. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Manhã de quarta-feira, hoje dia 6 de agosto. E me conta uma coisa, você já se pegou limpando a casa como se isso fosse terapia? Já começou a limpar aí ou ainda não? Ou então você se cobra demais porque o armário não estava organizado por cor. No programa de hoje, a gente vai falar sobre um tema que mora literalmente dentro da nossa casa, a relação entre limpeza, organização e saúde mental. Afinal, quando esse cuidado com o lar traz aquela sensação de bem-estar. Legal, né? E quando esse cuidado esconde um excesso de controle, que pode estar ligado à ansiedade ou estress ou até a um transtorno obsessivo compulsivo. É sobre isso que nós vamos falar hoje, sobre essa organização, sobre essa mania de limpeza. E nossas convidadas já estão conosco no estúdio e também pelo Zoom. Nós vamos receber, olha só que legal, gente, uma personal organizer para falar. claro, da organização e uma psicóloga para falar pra gente sobre essa mania de limpeza, a que ponto isso é natural. E você pode mandar aí a sua participação, conte pra gente se você já começou a limpar sua casa, se você se incomoda com as coisas fora do lugar, qual a sensação que você tem quando tudo está organizado e qual a sensação que você tem quando as coisas não estão organizadas. Mas o que é não estar organizado para você? Interage com a gente que daqui a pouquinho a gente conversa com você também, tá bom? 199729 377. Manda pra gente. A gente quer saber como é que é aí a sua, a sua visão de organização da sua casa, tá certo? Agora a gente traz duas notas para você do legislativo de Campinas. Hoje tem audiência pública na Câmara, você, claro, é convidado a participar, tá? A audiência pública vai debater o novo Código Estadual de Defesa Animal. A reunião que será presidida pelo vereador Herbert Ganém pretende ampliar o diálogo com a sociedade sobre a proposta de atualização da legislação vigente no estado de São Paulo, que trata dos direitos dos animais. O atual código está em vigor desde 2005 e, segundo o vereador, precisa ser modernizado para refletir os avanços sociais, técnicos e jurídicos ocorridos nas últimas duas décadas. A audiência pública será realizada no plenário da Câmara hoje às 10 horas da manhã. Você pode participar, tá? Eh, você pode chegar lá na Avenida eh Engenheiro Roberto Mange, eh 66, no bairro Ponte Preta. Lá está a entrada do plenário da Câmara e você pode chegar lá e pode participar presencialmente e também pode acompanhar a transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Você sempre é muito bem-vindo. E olha só, gente, hoje nós temos eh a proteção dos animais que também está em pauta na 43ª reunião ordinária da Câmara, tá? A reunião ordinária acontece hoje a partir das 6 da tarde também no plenário e em primeira discussão eh será votado o projeto de lei, né, do vereador Hbert Ganém, que propõe o enderecimento das sanções administrativas para casos de maus tratos a animais aqui no município. Essa proposta, ela altera a Lei 15.449 449 de 2017, que institui o Estatuto de Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos e prevê, atenção, olha aí, multas de 100 a 3.800 unidades fiscais de Campinas por animal vítima. O valor pode ser dobrado ou triplicado em casos mais graves, como o envolvimento do tutor, morte ou lesão permanente, além de reincidência, tá? O texto também amplia a responsabilidade de cuidadores quanto à limpeza em espaços públicos e impõe sanções a estabelecimentos privados que descumprirem as normas de bem-estar animal. Acompanhe e participe. Essa reunião ela é aberta ao público. A entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto Manes 66, bairro Ponte Preta. Claro, também será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Então, nós temos audiência pública daqui a pouquinho e às 6 da tarde temos reunião ordinária e você é convidado para participar. E a previsão do tempo aqui em Campinas, hein? Olha, todo mundo tá sabendo, né? Litoral com muita chuva, até alargamento. Será que essa chuva vem para cá? De acordo com a previsão do tempo, aqui em Campinas hoje nós temos sol entre nuvens, tá? Não há previsão de chuva para Campinas hoje. A mínima 13, máxima 24º, mas eh os meteorologistas estão prevendo aí uma nova frente fria que tá se aproximando e parece que no final de semana a gente vai ter chuva e frio, mas isso é lá no final de semana, então depois a gente fala sobre isso nos próximos dias. E agora a gente vai falar de organização, de limpeza. Você que já levantou, já limpou a casa, já já foi trabalhar, já tá no seu trabalho assistindo a gente pelo YouTube, pela TV, enfim. tá guardando as roupas por cor. É, né? Então, guardar as roupas por cor, passar pano no chão, mais de uma vez por dia, gente, né? Organizar talheres por tamanho e função. Você sabe que os talheres têm uma função, né? Cada um tem a sua, daí você organiza tudo assim. Bom, para alguns isso é sinônimo de prazer, relaxamento, para outros isso é um esforço desgastante em busca do controle. A psicologia explica que o comportamento de limpeza e organização também está ligado ao nosso estado emocional. Já psiquiatria alerta que em alguns casos esses hábitos podem estar associados ao transtorno obsessivo compulsivo, né, mais conhecido como toque, especialmente quando há sofrimento, rigidez e repetição excessiva. Então vamos tentar entender os limites entre o saudável e o exagerado sobre essa mania de limpeza. Para isso a gente recebe a Elisa Ribeiro, ela é personal organizer, está com a gente aqui no estúdio. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Obrigada pela sua presença. Muito obrigada, Rúbia. Bom dia. Muito obrigada por tá trazendo esse tema que é tão importante, já que realmente vemos que a organização não é só colocar as coisas em ordem, a vida das pessoas tem que estar em ordem também, né? Seu interior e seu exterior, né? Maravilha. Então vamos apresentar quem vem pelo Zoom, a nossa psicóloga, para nos ajudar a entender o que acontece com o nosso cérebro quando a gente tem essa mania de limpeza. Lucária Tavares, Rangel, ela é psicóloga especializada em saúde mental e ansiedade. Seja muito bem-vinda, Lucimária. Bom dia. Bom dia, Rúbia, Elisa, todos aí ouvintes, né, telespectadores, né? Eh, é uma uma ótima oportunidade, porque às vezes esses trabalhos que a gente faz, que são invisíveis, né, mas são necessários paraa organização, paraa nossa rotina, eh se a gente coloca um excesso aí pode trazer realmente graves problemas. E a discussão trazer a clareza sobre isso, com certeza, é algo muito necessário nesse momento. É, então vamos lá. Você aí de casa tá com mania de limpeza, tá com a vassourinha na mão aí, né? O rodo tá ouvindo a gente falar a tá pensando, nossa, o que que eu faço primeiro? Às vezes a casa nem está tão desorganizada assim, gente. Olha, a Organização Mundial da Saúde classifica o toque entre as 20 doenças mais impactantes. É importante lembrar que nem toda pessoa organizada tem toque, tá? O toque é um transtorno psiquiátrico sério, envolve compulsões e pensamentos intrusivos e de acordo com AMS, ele afeta a cerca de 2% da população mundial e muitas vezes ele passa despercebido. Bom, vamos lá. Vamos começar com uma pergunta pra Lucária, nossa psicóloga. Queria saber de você, Lucimária, por que que algumas pessoas precisam estar com a casa sempre arrumada? Isso segundo a psicologia. Qual que é a visão da psicologia nessa organização? Mas assim, não a organização natural de ir lá colocar um negocinho no lugar e tal, não. A organização completa todos os dias. É, a necessidade vem muitas vezes de uma assim, naturalmente a casa organizada, com tudo no lugar nos ajuda a nos orientar, a nos organizar externamente, porque é muito necessário importante. quando tem uma extrapolação disso, essa coisa que você trouxe, né, da rigidez, de organizar tudo por for, aí é quando você tem um nível de ansiedade maior, uma angústia e que você precisa de alguma forma canalizar isso. Então, às vezes pode ser, né, organização milimétrica, muito rígida, precisa para tudo, ou às vezes é, né, o oposto que aí a Elisa também vai poder trazer aqui é quando tem um acúmulo muito grande, né, e aí as pessoas não dão conta e aquilo muitas vezes atrapalha a vida. Então, tanto o excesso da organização quanto o excesso de uma não organização pode ser reflexos dessa ansiedade. Isso pode estar associado a um quadro mais de ansiedade, quando tem mais rigidez e associado a uma ansiedade e depressão quando a gente tem um acúmulo de coisas. É bem delicada essa situação do acúmulo, né? Daí tem gente que eh começa a organizar tudo para evitar esse acúmulo. Mas até que ponto essa organização ela faz bem pra gente, né? A Elisa, ela é personal organizer, trabalha com organização, nossa, super admiro, né? Porque a ordem e a limpeza são aliadas na organização de tarefas da vida, né? Elisa agora, o que que você define? A organização, né? E e a limpeza, qual que é a diferença disso, né? a casa pode estar limpa, mas desorganizada. E que que você tem visto nesse teu eh desde 2018, você falou pra gente aqui, nós conversando antes de entrar no ar, ela diz que desde 2018 ela trabalha, né, como personal organizer. Então, qual que é a sua definição para organização e limpeza? Sim, a limpeza ela é uma coisa que deve estar, né, eh, em todos os lugares, independente da organização. A organização ajuda muito mais a limpeza estar muito melhor e ela acontecer com uma rotina melhor, né? Uma coisa é desligada da outra, mas uma coisa depende da outra para elas funcionarem junto e para a saúde do ambiente, tanto a saúde sanitária quanto a saúde mental funcionarem e estarem se ajudando, né, e ajudarem aos familiares, as pessoas que moram ali naquele local, né, porque um local desorganizado fica muito mais difícil de ser limpo, né? É, você tem as coisas fora do lugar, você tem coisas em cima da mesa, você tem coisas em cima do chão, então como é que aquele chão vai ser limpo? Uhum. Né? E as formas de limpeza também mudaram muito de muitos anos para cá, né? De nossos avós para hoje. Então, isso também se se modernizou, se modificou, mas independente disso, um local limpo não necessariamente é um local organizado, mas muito mais fácil de se limpar. é um local organizado, porque tudo está em seu devido lugar, então fica muito mais fácil e muito mais rápido. Olha aí, bem interessante essa tua colocação, né? Porque se você não tem organização, como é que você vai fazer a limpeza, não é? E quando você traz aquela questão, é, que que mudou muito as formas de limpeza, me remete a época, a minha avó, eu me lembro que eh a nossa casa ele ela precisava limpar e e passar cera. e passar escovão e ficava assim tudo muito limpinho. Então a gente traz, né, essa essa mania de limpeza até da da nossa infância ou de como nós somos criados lá atrás, eh, trás da nossa descendência. Ô, Lucimária, isso também vem enraizado na gente? Sim, sim. Não só os fatores, né, ligados à família, né, de como que essa família se organiza, seja por uma boa organização ou não organização, isso também é passado, mas a gente tem uma questão aqui no no Ocidente de eh se você tem uma casa organizada, limpa, arrumada, isso dá uma um ideia, né, de você ser bem eh não só na prosperidade, mas você é uma pessoa eficiente. Então isso tem um um status, né, bom é uma pessoa ativa, né? Então isso a gente realmente traz e cada vez mais, eu diria, com as redes sociais, quando a gente vê os ambientes eh muito minimalistas, muito organizados, isso também traz uma cobrança, né? E junto com essa cobrança, uma carga maior, porque quem são os responsáveis culturalmente pela limpeza, pela organização? as mulheres. Uhum. Né? E a gente tem que pensar não só que as mulheres são responsáveis, mas todos aqueles que habitam aquele ambiente, até por uma questão de sobrevivência, né? Hoje as pessoas moram sozinhas, enfim, se separam, as pessoas precisam, a se virar e a se organizar dentro de uma casa com toda a limpeza, né? Com tudo aquilo que é necessário para você ter uma um equilíbrio, né? Porque quando você tem uma casa mais organizada, isso reflete no seu emocional, te ajuda a ter mais clareza para pensar e o contrário também é verdadeiro, viu? Muito bem. Agora, Lucimaria, e tem uma diferença de mania, mania e de toque. Qual que é a diferença? Que às vezes a a pessoa ela tem eh não não consegue ver as coisas fora do lugar, aí vem lá o colega fala: "Ah, você tá com toque, isso aí é toque, né?" Aí, o que que é a mania de de estar organizando? Tipo, eu olho um copo, ele tá fora do lugar, eu vou lá e coloco no lugar. Isso acende um alerta ou isso é só uma mania? E qual que é a diferença dos dois? É muito boa a sua pergunta, Rúbia. A mania não não pode ser algo que eu estabeleço, né? Olha, eu não posso ver o copo fora do lugar, é um quadro torto que eu preciso ajustar e tá tudo bem. Se você tem uma flexibilidade com aquilo, né? Ah, eu consigo ver um quadro torto, tô vendo que tá torto, mas aquilo não me maltrata. Agora, quando eu chego num lugar e identifico que tem algo ou na minha casa que tá fora do lugar e aquilo me incomoda e se eu tô na casa de alguém, eu tô vendo o quadro torto, po fora do lugar e eu não consigo me concentrar na conversa ou não consigo me desligar daquilo, eu obrigatoriamente preciso fazer aquilo, então eu já estou num toque, porque aí eu fico tomada por aquelas situação é diferente de uma mania que eu consigo ver, pode me trazer um desconforto, mas não é algo que me impede de estar ali, de viver as coisas, né, de curtir o momento. Então, a gente se preza muito, né, para identificar o toque pela rigidez, pela frequência que ela ocorre ao longo do dia, porque é bastante e pelo sofrimento. Muito boa colocação, muito boa explicação, Lucimária. Agora, Elisa, nesse teu tempo de trabalho de personal organizer, o que que você observou? O que que você pode trazer pra gente referente a essa questão, né, de mania de limpeza, mania de organização? Eh, eu vejo que você trouxe aqui uma prancheta com algumas anotações, né? Então assim, eu creio que você tem muito para falar sobre isso. Então eu queria deixar aberto para você, para você explicar pra gente, né, como que funciona a organização, a questão da limpeza. Você disse até que a maneira em que se limpa uma casa, um ambiente, hoje mudou bastante, né? Antigamente a gente jogava água em tudo, sabão em tudo, esfrega aqui, esfrega ali. Hoje já é bem diferente. Tem em países que não se usa nem água para fazer limpeza. Sim. Então, eh, como é que uma pessoa que tem mania de limpeza vive sem água e sabão, né? Não tem, é bem delicada a situação. Então, conta pra gente o que que você viveu por esse tempo que você está à frente, né, e de uma organização, de uma casa, de um ambiente. E o que que você visualizou referente a esse tema nosso eh de hoje, que é a mania de limpeza, tudo no seu devido lugar, né? É uma coisa muito cultural, né? uma coisa muito pessoal. E muitas vezes numa nova família vem duas pessoas com a cultura de uma família, a cultura de outra família e aquilo precisa ser uma nova cultura a ser criada aí para como que vai ser feito isso, não só na limpeza, mas também na organização, né? Então vai ser um novo lar, vamos pensar assim, tá? Então, vamos usar isso como exemplo. Vai ser um novo lar formado com duas culturas vindo e isso precisa ser combinado, isso precisa ser falado. Como é que nós vamos fazer, como é que nós vamos criar isso aqui, como é que nós vamos eh funcionar, né? Como é que a casa vai funcionar em termos de limpeza e organização. Isso eh eu digo para as coisas poderem funcionar bem, tá? para essa cultura ser criada ali naquele lar, para que as pessoas se entendam para criar, como a Luciera falou, flexibilidade e a organização permeia muito a personalização. Aquilo que é pessoal para você, aquilo que você precisa, é diferente daquilo que outra pessoa precisa. Então, precisa envolver muito todos daquele ambiente, todos que moram naquela casa, tá? Então precisa ter sim uma atualização, né, dos métodos de limpeza para aquilo tá sendo mais fácil para quem limpa, para quem cuida, para quem mora, para aquilo tá sendo mais rápido, tá? Ainda mais um dia de nos dias de hoje, onde as pessoas trabalham, tem suas atividades, seus estudos e seus cuidados com todos, né? Então, precisa aceitar, precisa ter uma abertura ao novo. Uhum. para tá aceitando as novas coisas precisa tá querendo mudar. Tem bastante coisa mental, né, para tá querendo mudar, tá querendo aceitar e é uma coisa meio que de formiguinha, vamos dizer assim, precisa est aberto ao novo hábito. A disciplina tanto da limpeza quanto da organização é um processo, tá? Precisa estar aberto e saber que é um uma coisa que vai de dia a dia, tá? Você colocou uma coisa num lugar, você usou e tem que voltar aquele lugar. Isso é uma disciplina, é um processo que vai e volta, vai e volta. Muito bem. E olha só como que vai eh eh trazendo pra gente, né? Eh, situações do nosso dia a dia. Luci, Mária e Elisa, eh você falando de organização e de limpeza, eu não sei se vocês já viram na internet, mas tem um meme e nem é meme isso, porque acontece, né? Eh, a família contratou uma diarista e aí, eh, na noite, né, que antecede o dia que a diarista vem, a, a esposa fala pro pro marido assim, ó, vamos organizar a casa, vamos arrumar, porque a diarista vai chegar amanhã. Aí ele fala assim: "Poxa vida, mas se eu contratei uma diarista, por que que eu tenho que organizar isso aqui?" Tipo, os homens não entendem muito bem sobre essa essa situação, mas a nossa conversa hoje aqui traz muito bem eh a visão dessa situação, porque a gente precisa que esteja organizado o ambiente para que a limpeza seja realizada, né? Muito interessante esse nosso bate-papo. Agora, eh, Luciária, vamos lá. diferença de uma pessoa que ela é perfeccionista, né? Como que tem essa diferença da organização do perfeccionismo? Isso também é algo que eh envolve muito a questão da nossa saúde mental. Eh, o perfeccionismo ele atrapalha nesse momento, ele está ligado a essa mania de limpeza ou então a um, entre aspas, né, um toque. Como que você avalia essa eh mais esse esse personagem aí da nossa conversa que é o perfeccionismo? Sim. Olha, o perfeccionismo, na verdade ele já é uma um sintoma, uma reação a alguma situação de ansiedade, de insegurança, pré-existente, vamos colocar assim, antes da da pessoa se dar conta ali de que precisa organizar, deixar tudo, né, perfeito, porque às vezes isso pode ir pro lado da limpeza, isso pode ir pro lado do trabalho, Então, a limpeza, a organização da casa, eu diria assim, é um dos braços, né? é uma das possibilidades que a pessoa tem de buscar um nicho para se ser perfeito ou ter um autocontrole, ou melhor, um controle externo. Então, o que falta internamente, né, de um equilíbrio emocional, de um controle das emoções ou às vezes até elaborar as emoções, ela transfere pro meio externo esse controle, então essa rigidez, né? né? Então, quando você fala dessa pessoa perfeccionista, é uma pessoa muito rígida, é uma pessoa que tem atenção aos mínimos detalhes, né? Conheço histórias de pessoas que já limpou aquele aquele cantinho do box que tem a as duas paredes ali com cotonete. Uau, né? com soluções e cotonete, porque a pessoa batia o olho, identificava, não, aqui tem um pontinho preto, alguma coisa que não ficou bem limpa. Claro. E com isso ela não prioriza outras áreas da vida, né? Porque gasta-se muito tempo eh limpando ou envolvida com a organização. Então, às vezes sobra menos tempo paraa família, pra pessoa relaxar. São pessoas que às vezes não consegue sentar, ver uma série, ver um filme, porque a perda de tempo, porque tem uma gaveta desarrumada, porque tem uma louça na pia, né? Tem uma poeirinha embaixo do armário que ela não viu. Então são pessoas muito ativas, mas que ao mesmo tempo funciona como se fosse uma prisão dentro da própria casa. Uhum. que tudo precisa est muito organizado para que alguém dê esse reconhecimento. E às vezes isso vem, né, ou de uma cultura, como Elisa colocou, familiar, né, em que eh uma mãe, né, uma família ali muito rígida nessa questão da limpeza, às vezes se soma no casamento de você encontrar um companheiro que é muito cobrador nesse sentido. E às vezes essa sobrecarga, né, que a mulher tem eh somada a um quadro de ansiedade, isso fica muito pesado. Então, traz muito sofrimento. que assim, a chegada da da diarista, né, que você bem trouxe, ou a chegada de uma visita, a pessoa às vezes entra em pânico, literalmente dois, três dias antes, porque precisa deixar tudo perfeito paraa chegada da visita ou paraa chegada da diarista, ter condições de arrumar sem pensar que ela, sei lá, deixou alguma coisa ali escapar. Inclusive, Rober, tem pessoas que contratam a diarista, mas não consegue eh ficar parado dentro de casa, né? Porque o que que a diarista vai pensar dela? Que a casa é dela, mas ela não rumou. Então, às vezes, isso também chega a ser um dilema, um conflito grande. Pois é, né? É aquela tese de todo o excesso esconde uma falta, né? Aí, nesse caso que a gente tá falando aqui hoje, que é a mania de limpeza, a mania de ter tudo no lugar, pode ser que essa pessoa, Lucimária, ela esteja eh ela tenha um vazio dentro dela, algum espaço precisa ser preenchido ou de repente ela queira eh um reconhecimento, ela está buscando algo, porque a a a chegar ao ponto da pessoa ela eh não participar de algumas situações algum alguns momentos que lhe proporcionam prazer, né, que lhe proporcionam eh um momento diferente, especial por conta da limpeza da casa. A gente não pode considerar isso muito natural, né? Não, não, não. A gente até, né, às vezes com limpeza, mas às vezes a gente, a gente tá chamando atenção para esse assunto, mas se você tem uma pessoa que gosta muito de cozinhar e que recebe as pessoas e fica cozinhando o tempo todo, às vezes a gente não percebe que isso é ruim, porque a gente tá recebendo algo bom, né, daquela pessoa ali, uma comidinha quentinha, algo especial. Então, de novo, é uma das vertentes, pode ser a comida, pode ser a limpeza, pode ser o trabalho, pode ser os estudos, enfim, mas quando tem essa rigidez e a pessoa não se permitir, né, curtir, aproveitar outras coisas da vida, ou a própria família ou a vivência que tem ali naquela experiência, é porque ela internamente realmente ela não se permite, porque tem um senso de que ela precisa entregar. Não sei se você já percebeu, já lidou com alguma pessoa que assim é como se a pessoa só tivesse ali para servir. Uhum. Ela não pode desfrutar, ela não pode relaxar, receber alguma coisa de alguém. Então é quase que um comando interno, mas isso é fruto, né, de uma insegurança, de algum medo, sim, de uma necessidade, de uma de uma confirmação, né, de uma afirmação positiva do outro, de um reconhecimento. E aí, Rob, assim, na saúde mental, a as possibilidades de necessidades são infinitas, né? Porque para cada família você tem uma configuração, um jeito de funcionar. E aí só realmente conhecendo o contexto, né, sem preconceitos, né, daquela pessoa para entender o que que tá faltando, que ela precisa jogar tanto no externo, né, numa limpeza, por exemplo, para se autorregular. E quando tem esse exagero, mesmo, quanto mais a pessoa passa, não dá conta, porque aí você pode falar assim: "Nossa, ela arrumou tudo, tá tudo cheirou, agora ela tá descansada". Não. Aí ela lembra que ela ficou no copo sujo. Não, mas ela lavou o banheiro de manhã, à tarde o banheiro foi usado quando já tá sujo. Então nunca tem esse descanso. Isso na pandemia, por exemplo, pra gente ter um, né, um divisor aí, eh, isso muitas mulheres passou, entrou muito em depressão por conta dessa sobrecarga. Como não tinha outras coisas para fazer além da casa, é como se usasse a casa ali como uma distração. Então isso pegou muito, né? Isso a gente ainda encontra, né, hoje, 4, 5 anos depois da pandemia, os efeitos disso. Então, ainda existem muitas mulheres mais presas a essa questão da organização, eh, e da mania de limpeza que ainda tá refletindo essas angústias lá da pandemia. Exatamente. Você pontuou muito bem a questão da pandemia, né, Elisa, as pessoas em casa e aí precisam estar em movimento, né? Porque a nossa vida é movimento e na pandemia o pessoal começou a limpar, né? Vai fazer o quê? Vamos organizar. Vamos organizar. Agora, quais são, eh, Elisa, os os erros mais comuns que a gente comete quando a gente tenta manter a casa organizada assim a a todo custo, né? A gente precisa parar. Eh, eh, organização é uma vez por dia, limpeza é uma vez por dia. Eh, como que você vê essa questão eh de fazer o serviço? Tipo, de limpo de manhã, limpo o meio-dia e limpo à noite para dormir, porque se eu não limpar antes de dormir, eu não vou ter um um bom sono. Tem gente que leva isso como determinação pra vida, né? É, eu acho que uma coisa é entender que as outras pessoas também vivem ali. Uau, verdade, né? Que você não pode ser rígida demais. Uhum. E que o perfeccionismo é uma coisa divina. A gente não é assim, né? A gente pode ser detalhista, a gente pode ser muito caprichoso. Eu sei de pessoas que deixaram de ser o que se chama perfeccionista porque entenderam que o perfeccionismo é uma coisa divina, não é uma coisa humana. Olha aí, muito bom. bem. Então, eh, foi uma uma mudança assim de percepção e essa rigidez, essa flexibilidade começou a existir. Então, ver o outro, ver a necessidade do outro, v essa ah flexibilidade, essa esse dinamismo de uma casa, tá bom? Tá feito, OK, respira fundo e tá feito, vamos em frente, né? essa exigência da perfeição, então ela se torna menor, né? E aí tem que perceber os sentimentos e perceber o momento que tá ali presente para aquele momento. Já fiz e vamos pra próxima etapa. Muito bem. E essa organização por cores assim, que que você avalia disso? É legal você eh abrir o guarda-roupa ou ir no closet e ver tudo bonitinho assim por cor, né? Mas eh na sua avaliação de eh personal organizer, como você coloca pra gente essa essa organização assim? É algo muito rígido? É uma moda? Eh, que que você vê sobre isso? É uma das formas de organização. Aham. Tá. Eu volto a falar que é uma coisa pessoal. Sim. Algumas pessoas gostam sim por cores, outras pessoas gostam por looks, por exemplo, tá? Eu uso muito conjunto, por exemplo, ou eu gosto desse tipo de calça com esse tipo de blusa, então eu vou juntar as calças com as blusas, tá? Eu gosto de ã sei lá, de todas as mangas compridas com as mangas curtas. Então eu coloco separado. Então é uma forma, vamos dizer, visual, talvez até didática de colocar por cores, mas tem que ser da forma que a pessoa encontre os seus itens dentro do guarda-roupa. Não é porque fulana ou ciclana ou betrana que deu um curso diz que tem que ser por cores, que tem que ser por cores. Não. como que você gosta que fique, como que você encontra suas coisas de uma boa forma e organizar de uma forma lógica que tem um sistema, que tem uma forma que você encontre e que seja organizado, sim, né? Que você consiga usar e que volte para lá e que continue organizado, mas conforme o seu uso. Eh, e tem gente que quando organiza o espaço se perde, né? Porque tá acostumado com eh já quem é que nunca falou isso? Ah, é minha bagunça, né? Eu sei onde está cada coisa dentro do meu espaço, porque eu tenho a minha o meu jeito de organizar. E esse jeito de organizar é pessoal, pode ser que seja uma baguncinha. E aí outra pessoa vai lá, coloca no lugar, daí você se perde, fala: "Pô, tia Pito, mas cadê o cinto que tava aqui? Ele sempre tá aqui. Agora eu v alguém aqui tirou ele daqui. Então não me acho mais. Você já passou por isso? Sim, por isso que é muito necessário conversar demais com o cliente, com o dono daquele espaço a ser organizado, como que a pessoa usa, o que que ela usa ali, eh, quais são os itens que tem, sabia da rotina da pessoa com aqueles objetos, com aqueles utensílios para daí sim organizar, não é junto com a pessoa, pode até ser junto com a pessoa no operacional, mas o que que a pessoa faz, o que que ela precisa, o que que ela usa daqueles itens, saber muito da rotina da pessoa, da vida da pessoa e após a organização, quer dizer, antes até, na verdade, faz um projeto assim, que é forma que eu trabalho, mostra pra pessoa, vamos fazer assim, assim, assim, ok? Tá, vai ficar assim, mostra uma um um um pré como que vai ficar e depois de organizar de organizado, mostrar como ficaram as coisas, tudo isso com um aval da pessoa, não é como um passe de mágica, tá? tira tudo, coloca tudo ou até menos coisas se houver alguma algumas coisas que não voltarem e a pessoa fica nessa pergunta, né? Onde está meu cinto? Né? Não, tem que ter sempre a pessoa junto para ela realmente saber. Olha, eu uso assim, eu uso assado. Eu gosto disso aqui, eu porque eu uso isso todo dia, então precisa estar mais à mão. Não adianta você colocar lá no fundo do armário uma coisa que teoricamente seria para fundo de armário, não é? Muito pessoal. Muito bem. Agora, a organização, gente, ela pode ser utilizada eh como tratamento terapêutico. Eu li isso, né, na busca aí nos meus estudos pra gente poder trazer esse tema, porque eu preciso estudar, a gente não sabe tudo, então eu vou estudar para poder conversar com as profissionais. E nesse estudo ontem eu li que a organização pode ser utilizada como instrumento terapêutico para reduzir a ansiedade. Aí eu lembrei que às vezes quando eu vou organizar minha casa, eu ligo uma música, né, e aí começo a organizar, depois fazer a minha limpeza e quando eu vejo eu já terminei e aquilo parece que deu um relaxamento na minha na minha cabeça, no meu cérebro, assim tão gostoso que isso me dá um prazer, né? Mas eu não vou ficar lá toda hora limpando também, né? Mas eh a gente falando da organização como terapia, é isso faz sentido, Lucimária? Sim, Rob assim parece estranho, né? Porque aí é o outro lado da moeda, né? Masim, quando a gente tá ali numa tensão ou às vezes nesse estado de insegurança que a gente conversou e aí sei lá, tem ã uma casa que tá, sei lá, com gavetas, com armários por arrumar, louças por lavar, na medida que a pessoa vai mexendo com as mãos, tá ali sentindo a água caindo, vendo a espuma na mão e se organizando, a pia, aí vai diminuindo. Aí ela vai guardando. Então aquela sensação de que tava tudo cheio e que esvaziou equivale a uma meditação ativa. Então você tá mais ali no presente, ligado à sensações, você percebe o aquilo que tava montoado e que de repente se esvaziou e foi tudo pro lugar. Então isso traz sim um alívio, inclusive, né, às vezes, dependendo da condição que a pessoa tá, a gente avalia, olha, mas como que tá sua casa? Tá organizada? Você consegue fazer, né, a limpeza ou organizar os armários, porque isso reflete o estado interno que a gente se encontra, né? Então, a casa tem esse reflexo e aí na medida que você vai organizando isso de uma forma mais sensorial, concreta mesmo, né, de pôr ali a mão na massa, muitos estados de ansiedade diminuem, né? Às vezes eu encontro relatos de pessoas que falam: "Nossa, tava numa ansiedade". Daí fui lá, dei um faxinão, organizei a cozinha, parece que deu uma aliviada, né? É, isso realmente é, então olha só, né? É o ponto e o contraponto dessa questão de limpeza. Você não pode ter mania de limpeza, ficar limpando tudo todo momento e tal, mas você utilizar isso como terapia, isso faz é gostoso. Eu faço isso, viu El? É, é uma coisa muito legal. Eu tive clientes que foram indicados por psicólogos, né? E eu tenho colegas que começaram a trabalhar com isso porque vieram de uma terapia, vieram de momentos que eles estavam eh em depressão, com alguma ansiedade, desânimo, enfim, algum caso que realmente a organização foi o que a salvou e elas resolveram trabalhar com isso, passar isso adiante. Muito bom, muito bom. Mas você vê, né, os dois lados mesmo dessa questão da organização. Eh, agora 8:42, a produção tá me avisando que a gente tem algumas perguntas dos telespectadores, então a gente começa a atender você que tá aí do outro lado. Obrigada por participar conosco. Dá um ganho de som para mim aí, pessoal, eh, no no áudio da nossa psicóloga, por gentileza, pra gente ouvir ela bem certinho aqui dentro do estúdio, porque agora eu quero ouvir o que que ela vai dizer sobre as perguntas, né, e os depoimentos dos nossos telespectadores. Então, pode colocar na tela pra gente, por favor. Vamos lá. Olha aí, ó. Juliano Gomes do Taquaral. E é para você mesmo, Lucimária. Tenho toque e fico nervoso quando vejo até pequenos objetos desalinhados. Vou conviver com isso a vida toda ou existem formas de aprender a controlar gradualmente essa sensação? Lucária, que boa pergunta, né? É Juliano, né? é o Juliano. Então, eh, na verdade, a gente, como eu disse anteriormente, né, a o toque, essas manias mais rígidas, elas estão associadas a um quadro de ansiedade anterior. E aí, numa terapia é possível sim você identificar o que que tá causando essa ansiedade para você dar uma esvaziada nela, né, para conseguir lidar com essas situações. uma outra forma, eh, as med são as medicações que também ajudam. Existem alguns estados, né, emocionais que só terapia não resolve, então precisa assim entrar com a medicação para tirar, porque como ele falou, né, então se tem algo que incomoda, aquilo fica ali eh num looping no pensamento e aquilo não vai embora. E a medicação ela consegue tirar esse looping para que a pessoa consiga ficar mais calma. E na terapia é a identificação do que que tá causando isso, né? Então isso pode sim ser ajustado. Que bom, né? Que bom que a gente tem essa resposta positiva, né? E que pode sim ser ajustado. Então busque um profissional, tenho certeza que vai melhorar bastante, tá? 8:44. Vamos lá. Mais perguntas pra gente. Estamos falando da mania de limpeza, né? Quem nunca? A Ana Paula do Cambuí. Faço lista de limpeza para cada cômodo, mas não consigo relaxar. Ai ai ai ai. Se não cumpri-las. Como tornar essa rotina menos estressante e mais flexível? A Elisa responde pra gente. É legal, hein? Eu nunca tinha pensado nisso. Fazer lista de limpeza para cada cômodo. Sim. Listas são ótimas para tudo. Uhum. Né? e uma lista de limpeza para cada cômodo. Eu imagino que você possa colocar isso de uma certa forma, colocar o que é igual para todos os cômodos, tá? Porque tem muitas coisas que vão se repetir. Você pode pensar naquilo que é incomum cômodos e você pode pensar em fazer cômodo por cômodo. Isso fica mais prático. Você junta todos os seus utensílios num balde ou num suporte que nós temos hoje produtos organizador que você carrega todos os seus produtos e leva aquilo para o cômodo a ser limpo. Você faz aquele cômodo seguindo a sua lista, começa de alto e vem até o baixo, pega seus produtos de novo, leva o seu seu balde, né, para o próximo cômodo e faz tudo de novo. Essa repetição vai fazer com que você grave aquilo que você tá fazendo também, né? E assim você vai tá ah com tudo feito. É, olha só, né? E e para tornar essa rotina menos, perdão, gente, o bichinho do ã ã pegou, mas é que assim tá seco e tá todo mundo desse jeito, então me perdoe, tá bom? Essa repetição, eh, para que ela seja menos estressante, é legal colocar uma musiquinha, né? Colocar um fonezinho de ouvido, de repente, não é? Sim. E não ter tanta cobrança, né? Como a gente comenta aqui, você fez aquilo e aquilo é feito uma vez por dia. Aham. Tá? A casa tem vida, a vida é dinâmica, então sim, vai ser usado, vai haver sujidade depois, mas acabou. No outro dia as coisas se retomam. É, a vida é movimento, né? A vida é movimento e a casa precisa ter movimento. Às vezes você limpa, limpa, limpa, limpa e daí você olha assim, não tem movimento nenhum, né? fica ruim, dá uma sensação de vazio, então são outras situações. Então a gente tem que fazer sim a organização, né, a limpeza, porque gente isso é higiene, isso é bem-estar, né? O o clima fica gostoso, fica um ambiente saudável, mas também, tipo, a avó limpa a casa, aí chega o neto, você acha que a avó vai ficar preocupada com limpeza? Deixa o Neto brincar, vamos brincar, vamos curtir o momento. Aí depois vai lá, limpa de novo, mas depois aprenda a curtir o seu momento, porque aí a gente tira esse peso, né, esse peso dessa autocobrança da questão aí da mania de limpeza. Vamos lá. Exatamente. Pensar no momento, pensar no ganho que você tem fazendo aquilo e no que você pode ter de tempo, né? E quais são as memórias que você vai ter com o seu neto brincando ali? Exato. Exatamente. É importante a gente limpar assim, mas a gente precisa se desprender um pouco, né? As coisas vê mudando, a gente vive num automático, uma loucura, uma doideira, sem fim. E aí quando a gente tem o momento de de estar presente com alguém, eh, é de bom tom que você deixe um pouquinho de lado, curta o seu momento e aí depois você limpa de novo, tá bom? Porque você sempre vai estar limpando. Serviço doméstico não acaba nunca, hein? Se você determinar seu dia de hoje para limpar, amanhã você vai ter que limpar de novo. Então é bom aí manter um equilíbrio. 8:48. Vamos lá com mais uma. Nós temos mais uma pergunta. Tá, vamos ver quem tá com a gente. Eduardo Silva do Jardim do Trevo. Bom dia, Edu, obrigada pela sua participação. Ele diz: "Preciso que tudo esteja no lugar no lugar certo antes de começar a trabalhar". Isso é normal para manter o foco ou já indica uma dependência de ordem para poder funcionar? E aí, nossa psicóloga, o Eduardo Silva? Olha, isso é uma boa colocação, né? Porque às vezes algumas pessoas precisam sim de ter essa esse rito do começo, né? Então, às vezes pode ser um banho, pode ser uma organizada ali na mesinha, preparar ali algum café. Tem pessoas que só conseguem começar o dia depois de fazer uma meditação, de tomar um café, tem gente que precisa tomar um banho. Então, às vezes pode ser uma organização interna, né, no próprio corpo ou às vezes naquele ambiente. Então isso quando a pessoa consegue fazer e ter essa leveza, isso é maravilhoso, né? Porque isso realmente dá a aquele start no cérebro de que assim seu dia tá começando e se aquilo é uma programação boa paraa pessoa, ela pode até se recorrer recorrer disso naqueles momentos que ela não tá tão bem para que ela consiga melhorar aquele dia que não tá tão bom, né? Então isso é é um ótimo hábito. Ótimo. E falando em hábito, Elisa, eh o que que você quais as dicas que você daria para a gente paraa gente hábitos que a gente possa eh criar, né, de ações diárias rápidas e mínimas para que a gente consiga ter a casa organizada. Porque assim, se a gente parar para analisar, a gente levanta, a gente tem uma rotina, mas dentro dessa rotina a gente pode inserir algumas ações referente à organização e limpeza. que vai nos aliviar a vida quando a gente chega do trabalho em casa, você pode ajudar a gente e nos ensinar, por favor? Aham. Sim. Muita coisa começa com a gente tendo o lugar para cada coisa. Uhum. Tá? Então, a gente tendo ali o nosso local, vamos pensar numa rotina de de manhã cedo, tá? A gente tendo o local das nossas roupas que a gente vai ter que usar para se vestir, para trabalhar, a gente tem um local determinado para cada vestimenta, a gente tem um local determinado nas dos itens de higiene, a gente tem o local de coiso pro café da manhã, a gente tem as coisas da cozinha também em seus locais determinados. Isso por a gente vai encontrá-las mais fácil, tá? Então, ah, tem uma frase que eu uso que mamãe ensinou pra gente, isso mora aqui. Então, a gente tem ali a os itens em seus locais. Então, a gente usa e volta para aquele lugar. Uhum. Então, isso no dia seguinte vai tá lá, então vai ser fácil encontrar. E se por acaso no final do dia aquilo não estiver lá, você passa pela casa, tá? Rapidamente recolhendo as coisas que não estão lá no que deveriam estar, né, no local, mas às vezes justamente pelo dinamismo, pela vida da casa, crianças, alguma coisa, mas elas têm para onde voltar. Uhum. Então, rapidamente, você pega em 15 minutos, você pega algumas coisas que não estão ali, brinquedos, uma chave, um controle remoto, sei lá, alguma coisa, um casaco e sabe para onde elas devem ir, tá? Então essa ã coisa de colocar no final do dia as coisas no lugar, mas muitas vezes nem precisa desse final do dia porque como elas têm para onde ir, assim que acabaram de ser usadas, isso ajuda muito, tá? Então é usar e voltar, tá? Voltar pro lugar. Isso eu acho que é a principal dica, que é voltar logo que usar pro seu próprio lugar. E olha só como isso é importante. E eu vou contar algo rápido que aconteceu comigo. Nós, acho que há um mês atrás ou nem isso, eh tivemos uma forte chuva, um forte chuva, um um vendaval que aconteceu aqui em Campinas, acabou a luz, né? E aí que aconteceu? Eu cheguei em casa, já tava escuro e aí eu precisava entrar. E eu precisava de luz. Eu fui olhar a bateria do meu celular, estava acabando, estávamos no fim do dia. E aí eu falei: "E agora?" Aí eu lembrei, eu falei assim: "Eu tenho vela, tenho eh isqueiro e eu sabia onde estava". Então eu fui lá no escuro, abri a gaveta, coloquei a mão, peguei, sabia onde tava lá o esquerdo, acendi a vela e haja a luz. Então assim, a organização faz parte do nosso dia. Você viu só, Lucimária? Que beleza. Muito bem. É isso, né? Sim, sim. É bem isso mesmo. É isso. Quanto mais Quanto mais ali organizada, né, em você memorizar o que tá em cada casa facilita, né? Não só para você lembrar, mas você ganha tempo, né? Puxa, eu já sei onde que tá. Imagina se você chega no escuro, não sabe onde tá o isqueiro, onde tá a vela. Como que você procura no escuro? você não consegue, você ia passar muito tempo, ficar irritado, que a situação às vezes da chave ou chave da casa, do carro, né? Então tem, gostei da fala, né, da frase aí da sua mãe, ter ali um lugar, né? Isso mora aqui. Eu sei que isso pra minha filha, porque criança é assim, né? Sai espalhando as coisas, tal. Então, olha, isso aqui volta pra casinha, isso aqui tá aqui. Tão chave no mesmo lugar, óculos no mesmo lugar, né? coisas que estão ali constantemente sendo usadas, controle de TV, fone, que são coisas pequenas, mas que se você perde às vezes dá um trabalhão. Então é muito estressante, né? Isso que você também colocou, se preparar pro dia seguinte, então você vai trabalhar e conseguir organizar as coisas, a roupa, o sapato que você precisa, a bolsa arrumada, porque quando a gente acorda, a gente fica meio desbaratinada e aí para você pensar tudo e organizar tudo, isso é muito interessante. Então você já começa o dia numa sobrecarga muito ruim e você conseguir fazer isso na noite anterior, você pode às vezes até tirar uma preocupação porque você já sabe que já tá tudo organizado pro dia seguinte, então às vezes o sono pode ser até melhor. É verdade. Eu funciono desse jeito. Eu deixo tudo organizado, roupa, sapato, é tudo no lugar já. Eh, porque daí eu levanto, quando eu acordo, eu olho e falo: "Ai, que beleza". Tá tudo ali, né? Eu não vou precisar procurar e porque às vezes quando a gente acorda é como a Luciaria falou, a gente acorda meio atordo e aí às vezes você até pegar no tranco o cerebrinho demora um pouco e aí quando você vê que tá tudo organizadinho, que você deixou da noite pro dia ali, tá tudo certinho, você vai toma um café tranquilo, toma seu banho e é tão prazeroso, né, você pegar as coisas assim no lugar e e sem ter aquele estress da manhã. Então, gente, a organização ela faz parte da nossa vida, só que a autocobrança tem que ter aí um limite, tem que ter uma medida, né? A gente precisa se atentar a essa questão da mania de limpeza e também se isso passa de uma mania para um toque, precisa ser eh ter uma visão de especialistas, né? seja o psiquiatra ou psicólogo, fazer uma terapia, buscar uma melhor qualidade de vida com a situação e com o ambiente em que você vive, porque senão o teu lugar de descanso, o teu eh porto seguro é sua casa. Então você tem que fazer disso realmente um lugar agradável para você viver. Você não pode viver num lugar onde você tem uma autocobrança que vira uma obsessão, uma fonte de culpa, né? Para e pensa, analisa até que ponto vale você continuar de repente com essa mania, essa essa cobrança aí de limpeza. Bora viver um pouquinho mais, bora viver tranquilo, o serviço vai ficar lá. Eu costumo dizer que a gente vai e fica tudo aí, né? Então, até que ponto é importante a gente parar e pensar agora 8:56, a gente vai paraas considerações finais, então, porque já estamos quase encerrando. De repente, se você eh quer passar esse programa para alguém que tem essa mania de limpeza, está disponível no YouTube. Fique à vontade para compartilhar, tá bom? Com a sua família, com os seus colegas. A gente fica muito feliz em poder estar repassando para você informações que colaboram para a melhoria do seu dia a dia em alguns pontos. E se isso colaborar um pouquinho só, a gente já fica muito feliz. Eu quero agradecer imensamente a sua participação, Elisa. E pode fazer suas considerações finais. De repente você queira pontuar alguma coisa que a gente não conversou aqui, que você acha que é muito importante, por favor, fique à vontade. Eu agradeço novamente, né? E quero sim colocar aqui, ã, não se cobre. Lembre que a perfeição é uma coisa divina, é uma coisa inatingível aos humanos. Nós temos olhares caprichosos, detalhistas e temos que pensar nos momentos que a gente vai ganhar quando a gente faz alguma coisa, nos momentos que a gente vai ganhar quando a gente tem a casa organizada, no bem-estar que a gente vai ter, na paz que a gente vai encontrar quando a gente tem um local organizado. Essa é uma frase que eu escuto muito. Ai, que paz que eu tô tendo agora, tá? Então, pensar naquilo que a gente vai ter de bom quando tem uma coisa organizada. não se cobrando, não com rigidez. E quando uma PO, que a gente chama, né, a personalizer vai até você ou você vai até PO para conversar sobre a organização, seja bem aberto, seja bem flexível aquilo que ela vai te propor, porque não há julgamento, tá? Eh, não tenha vergonha, é um um uma trabalho bem sigiloso e ela não vai julgar o que você tem, o que você não tem. Então pode ficar tranquilo quanto a isso. É uma coisa para ajudar você, a sua família na sua rotina, para te trazer principalmente o bem-estar e o bem-estar mental. Muito bem. Lembrando, isso mora aqui. Isso mora aqui, hein? Aí, tá vendo? Nossa, eh eh são frases que ficam aqui do estúdio Câmara, que eu tava conversando na redação, vou escrever um livro quando completar um ano, porque são frases que vocês profissionais eh eh deixam pra gente. Gente, isso é para levar paraa vida. Isso mora aqui. Coloca na sua cabeça. A chave do carro mora aqui e ela vai ficar sempre ali. E você nunca mais vai perder ela. Porque perder a chave do carro é babado. Gente do céu, você perde a noção da vida. Todo mundo fica desesperado se você perde a chave do carro e perder a chave de casa. Então você precisa fechar a casa, você precisa fechar o portão. Então isso mora aqui a partir de hoje isso mora aqui. Vamos levar, hein? Vamos lá, Luciara. Quero agradecer a sua participação também, a sua contribuição, sempre muito importante, uma visão psicológica, né, referente aos assuntos que nós trazemos aqui no nosso programa e vocês estão dando um show. Muito obrigada. Eu que agradeço, Rúvia, a oportunidade. Parece que é um assunto, né, assim, do dia a dia, que não tem tanta gente que sofre, mas tem sim. E o mais importante, né, quando a pessoa identificar, né, como alguns telespectadores telespectadores colocaram, né, eh essa coisa de uma dificuldade de de lidar com essa desorganização, tá trazendo sofrimento, tá com uma rigidez muito grande, tá tomando um espaço muito grande da sua vida que você não consegue mais desfrutar, lazer, curtir a família. Isso tem possibilidades de melhora, né? Seja com a terapia, seja com a busca de um psiquiatra para usar de alguma medicação. Ainda tem o tabu, né? Nossa, mas são medicações que pode deixar a pessoa fora do ar. Não, não é assim. Hoje as medicações são muito mais leves, são bem gradativas, então facilita muito pra pessoa ter esse autocontrole, né? E ter uma vida, né? você consegue organizar sua vida, suas coisas, curtir, aproveitar. Isso é muito gostoso e necessário, porque é o que você diz, a gente não leva a casa limpa, arrumada para todos os lugares, mas a gente leva as experiências que a gente vive e apreende ali. Então, para tudo isso tem solução. Maravilhosa, maravilhosa. A gente que agradece você, a Elisa, a você aí de casa, né? nosso telespectador que participa com a gente, a nossa produção, a nossa equipe técnica, enfim, todo mundo, ninguém faz nada sozinho e pode ter certeza que esse programa é preparado com muito carinho, especialmente para você aí de casa, viu? E o que seria de nós sem as nossas convidadas, os nossos profissionais que vêm e entregam de bandeja que você deve fazer para melhorar o seu dia. Aproveite, tá? E olha, organização pode ser carinho, pode ser autocuidado, mas quando vira cobrança, obsessão ou fonte de culpa, ela deixa de ser saudável. Que a gente possa olhar para dentro com a mesma atenção que damos às gavetas e prateleiras, tá bom? Não esquece disso não, porque nem tudo precisa estar no lugar para fazer sentido, tá? Então, lembre-se, não existe casa perfeita. Existe uma casa com afeto, com gente real, com vida e com movimento, mas a organização ela precisa estar junto para que você possa dar movimento para essa sua vida, tá bom? Bom, gente, é o seguinte, em instantes, daqui a pouquinho, nós vamos direto paraa Central IA, né, da TV Câmara Campinas, porque a Íria vai atualizar algumas informações, né, eh, do Brasil e do mundo e também as informações do Legislativo de Campinas. você fique ligadinho. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações do legislativo e da cidade. E amanhã é quinta-feira, amanhã a partir das 8 da manhã temos Estúdio Câmara e vamos falar sobre comportamentos e emoções. É cultura da pressa. Porque que todo mundo precisa de tudo para ontem, hein? Hum. Vamos falar sobre o imediatismo, a pressão por produtividade, os impactos desse ritmo acelerado que a gente fala tanto aqui no estúdio Câmara, como é que fica as as nossas relações, né, com essa coisa tudo muito rápida e a nossa saúde mental como é que fica? É, a gente te espera amanhã para falar sobre isso, viu, gente? Como que fica a nossa saúde mental nessa situação que vivemos hoje? Tudo para ontem, tudo acelerado. Vamos pisar no freio um pouquinho, vale a pena, viu? E a gente conta com você amanhã, a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, gente. Beijo grande para todo mundo. Uma ótima quarta-feira. Fique bem as nossas entrevistadas mais uma vez. Gratidão a você de casa, super beijo. Continue ligadinho com a gente e não esquece, hein? Isso mora aqui, leva pra tua casa que eu tenho certeza que vai te ajudar bastante. Tchau, tchau. Valeu, bom dia.
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