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[Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Se estamos. Hoje é sexta-feira, dia 11 de abril de 2025 e hoje, gente, é o Dia Mundial da conscientização da doença de Parkinson. Hoje é o dia do infectologista e dia da escola de samba. E é dia também de você curtir o nosso estúdio Câmara. Hoje nós vamos abordar o tema guarda compartilhada de animais de estimação. Atualmente a guarda de animais de estimação no Brasil não segue as mesmas regras que a guarda de filhos, uma vez que os pets são considerados bens móveis pela legislação. Entretanto, o projeto de lei 5720 de 2023 quer mudar esse cenário. O texto sugere que a guarda compartilhada de animais seja a solução, caso não haja acordo entre os tutores após o fim do casamento ou união estável. Além disso, a proposta formaliza direitos e obrigações de cada um, mas ainda não foi aprovado. Quanto isso, o que se nota é a aproximação e o fortalecimento da relação entre o homem e o animal doméstico, uma vez que são incluídos no ente familiar, como se fossem eh filhos, né, ou considerados seres humanos e guarda compartilhada de animais de estimação frente à dissolução do matrimônio vem ganhando repercussão. Bom, para debater este assunto, nós recebemos a advogada nas áreas do direito, da família e sucessões, também violência doméstica e maus tratos a crianças e animais, a Dra. Franciane Vilarque já está conosco aqui no estúdio e pelo Zoom, direto de São Paulo, nós estamos recebendo a veterinária comportamental. Isso mesmo, a Dra. Isabela Martins. Aí daqui a pouquinho a gente já pode mandar o seu o WhatsApp porque já já você já vai falar com elas. Então manda pra gente aí o seu WhatsApp 199729377. Tem dúvidas sobre essa questão da guarda compartilhada dos animais? Tem um depoimento? Então, manda pra gente. Já já nós vamos interagir com você que tá aí do outro lado. Fica ligadinho com a gente porque agora vamos mudar de assunto rapidinho e falar que Campinas confirma a terceira morte por dengue em 2025. Isso mesmo, gente. Casos chegam a 18.000. Um homem de 84 anos é a terceira vítima fatal da dengue em Campinas este ano. Ele morreu no dia 22 de fevereiro depois de ficar internado em um hospital particular da cidade. Ao todo, até agora, o município contabiliza 18.087 casos da doença. Ontem a Pasta da Saúde também divulgou o 14º Alerta de Arboviroses Campinas. São 23 bairros que estão atualmente com alto risco de transmissão de dengue. Vou passar para você aqui os bairros, tá? Então, atenção, a região leste, Vila Nogueira, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Jardim Dombosco e Taquaral, Noroeste, Parque Floresta, Conjunto Residencial, Parque São Bento Norte, Jardim São Marcos, Vila Esperança, Jardim Campineiro e Recanto Fortuna, o Sudoeste, conjunto habitacional Vida Nova, Vida Nova 1, conjunto habitacional Vida Nova 2 e o conjunto habitacional Mauro Marcondes, o núcleo residencial Vila Vitória, loteamento Residencial Porto Seguro e Jardim Morumbi. No sul, o Jardim Fernanda 1, Jardim Fernanda 2. No Suleste e Jardim Bom Sucesso, Vila Formosa, Jardim São Gabriel, Jardim Aliança e Ponte Preta. Segundo informações da prefeitura, o objetivo do alerta é estimular, estimular a população, né, para intensificar aí a verificação de criadores em casa para acabar com a proliferação do mosquito. Gente, é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos, né? Os vasos de plantas devem ter aí água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante também vedar a caixa d'água. Os vasos sanitários que não estão usados devem ficar fechados, tá? É muito importante esse assunto. E hoje na Câmara de Campinas acontece a segunda reunião da comissão especial de estudos para debater medidas de prevenção e combate à dengue. Você está convidado, o evento vai ser transmitido ao vivo, tá? Aqui pela TV Câmara Campinas, sinal eh 11.3, né? TV Digital, 4 da Net, 9 da Vivofibra. Você também pode acompanhar nas páginas do Facebook da Câmara Municipal de Campinas e também TV Câmara Campinas no YouTube, site da Câmara Campinas.sp.lege.br. Você já sabe que nós estamos no YouTube com o nosso canal da TV Câmara Campinas. Você também pode acompanhar, tá bom? Cada um fazendo a sua parte, quem sabe a gente consegue minimizar essa situação. Seguimos por aqui e a Câmara de Campinas é vencedora do prêmio ESG do Grupo Tribuna. Lembra que nós havíamos convidado você a votar, né, a votação popular, até colocamos Qode, tudo. Então, a premiação aconteceu ontem à noite e a Câmara de Campinas levou o prêmio de nível nacional que eleva o legislativo campineiro ao mais alto nível de transparência. Parabéns. Informações completas, claro, você vai conferir no nosso jornal Câmara Notícia. a partir do meio-dia com Gabriel Castro. Previsão do tempo. Vamos sexta-feira, hein, gente. Previsão do tempo para hoje. E aí, céu parcialmente nublado, temperaturas entre 18 e 27. A partir do final da tarde, os eventos aí, os ventos, aliás, sopram com mais intensidade. As chances são baixas, mas não está descartada a ocorrência de pancadas de chuvas isoladas no período da tarde aqui na cidade de Campinas. hoje sem indicativos de acúmulos elevados, tá? A informação do CPAGRE para você que traz a previsão também para sabadão, 28 a máxima, a mínima 17. Céu parcialmente nublado, ventos moderados, amanhecer do dia aí com ventinho bem fresquinho, né? Então, temperaturas e 17, 28. Há indicativos aí que as chuvas devem retornar no domingo em função de uma aproximação de uma nova frente fria que avança aí pelo sul do país, tá certo? Então para sábado é uma tempo nubladinho assim, fresquinho, mínima 17, máxima 28. E para domingo, sol com muitas nuvens durante o dia, né? Pode ser aí que venha essa chuva de acordo com o Cepagre, porque está vindo aí uma aproximação, tá chegando uma nova frente fria na nossa região. Domingo mínima 18, máxima 27. Prontinho, agora sim. Vamos lá. 1997829377. manda pra gente a sua mensagem. Enquanto o projeto de lei federal que disciplina a custódia compartilhada dos animais de estimação nos casos de separação dos seus tutores, em decorrência da dissolução do casamento ou da união estável, ele não é aprovado. Enquanto isso, o que se nota é a aproximação e fortalecimento da relação entre o homem e o animal doméstico, uma vez que são incluídos, né, como ente familiar, como se fossem os nossos filhos. com isso. A guarda compartilhada, gente, eh ela ela fica assim algo um um assunto, né, que tem cada vez mais tendência dentro da casa e também vem ganhando repercussão nos tribunais devido à ausência de uma legislação específica. Então, vamos tratar desse assunto. Vamos lá. Nós estamos recebendo aqui no estúdio as nossas convidadas. Olha só, uma pelo Zoom, uma ao vivo. Primeiro vamos mandar aquele bom dia e as a as considerações iniciais, né, para nossa advogada nas áreas do direito da família e sucessões, violência doméstica e maus tratos a crianças e animais. A Dra. Franciane Vilar, seja muito bem-vinda. Bom dia, doutora. Bom dia, Rúbia. Bom dia para você que tá nos assistindo. Vamos lá, vamos bater papo e vamos conversar, levar informações para as pessoas que estão nos assistindo eh sobre a guarda compartilhada. E também, gente, vamos conversar com a nossa veterinária comportamental. Uma pergunta para você que tá em casa. Você sabia que existe uma veterinária comportamental? Sim, ela existe. Fala com a gente direto de São Paulo. É do Dra. Isabela Martins. Seja bem-vinda, doutora. Bom dia. Bom dia. Bom dia, pessoal. Tudo bem? Maravilha. Estamos bem. Estamos apostas prontas para iniciar então a nossa converta, a nossa conversa, aliás sobre a guarda compartilhada dos pets. Bom, Dra. Franciane, muitos tribunais vêm eh decidindo pela guarda compartilhada com base no bem-estar do animal e na relação afetiva entre os tutores, né, e o PET. Já houve decisões que determinaram visitas, pensão alimentícia e moradia alternada. tudo com foco no melhor interesse do PET. As decisões sobre isso têm sido baseadas em quais princípios, já que nós não temos uma legislação, né, que que determine como a gente deve eh realizar essa guarda compartilhada. Sim, exatamente. Hoje os animais não são mais coisas, né, ou simplesmente seres ah que não tem a capacidade de sentir. O animal ele é um ser senciente, então ele tem a capacidade de sentimentos. Ele sente frio, ele sente o medo, ele sente a dor, a dor do abandono, a dor da separação, voltado pra área de família, o animal que tá inserido no seio familiar, né? Hoje muitas famílias eh têm os animais dentro de casa. eh, fortalecendo essa relação de carinho, de cuidado. E o animal ele deixa de ser aquele animal que antigamente ficava preso nas correntes, animal tem que ficar fora de casa, ele é um membro da família. Então, a legislação ela vem sendo atualizada, está no antiprojeto de reforma do Código Civil para que seus direitos sejam devidamente regulamentados. Hoje é possível a guarda compartilhada de animais e estimação, a o direito de visitas do tutor que não detém a guarda do animal e a pensão alimentícia pro animal que tem alguma necessidade especial. Muito bem. Olha só quanta informação nessa manhã, né, de sexta-feira. Agora eu pergunto pra nossa veterinária comportamental, a Dra. Isabela, o primeiro passo ao iniciar aí a guarda compartilhada é lembrar que tanto pet quanto os os tutores eles vão passar por um processo de adaptação. Os animais, especialmente os gatos, são criaturas de hábitos, né? A mudança na rotina do pet, doutora, pode afetar o comportamento desses bichinhos, chegando a uma situação até de depressão, como como diagnosticar, como que acontece, qual que é o primeiro passo quando a família decide, né, eh separar, vamos lá, vamos separar, independente se é casal ou não, o pet ambiente familiar e de repente ele precisa ser separado. Qual que é o primeiro passo? Como que a gente reconhece que esse PET ele não está legal com a situação? Bom, vamos lá. Quando a gente pensa em rupturas de rotina, né, é uma ruptura de rotina e os animais são muito, a rotina é muito importante para eles. Então, é comum que eles sintam essa ruptura, essa quebra. Eles podem ter comportamentos de luto, eles podem ter comportamentos de fóricos, que a gente ama. Então, aumento de ansiedade, aumento de destruição, aumento de latidos, eh, ou meados noturnos, a gente pode sentir esse animal mais inquieto. E isso são sinais pra gente de que talvez ele esteja passando por um momento emocional desafiador e que possivelmente a gente precisa ajudá-lo nessa adaptação. Ou tem algumas coisas que a gente pode fazer para prevenir ou auxiliar esse animal durante essa mudança, né? E qual que é a ação que nós devemos ter mediante a essa mudança, né, eh, brusca para os animaizinhos, porque eles são seres, eles sentem, né, mas eles não entendem. E aí tem aquela questão, poxa vida, eu tinha minha caminha aqui, né, tinha, tenho o meu hábito, a minha rotina, agora não tenho mais. o animal ele começa a ficar eh mais quieto e existe essa essa questão da depressão. Você é veterinária comportamental, né? Eh, como que você avalia o comportamento do do pet, né? Eh, nesse nesse quesito da separação, da mudança, da quebra de rotina, né? Os animais eles sentem depressão, eles e têm um medicamento específico para isso? tira a nossa dúvida e a nossa curiosidade, porque é um assunto eh um pouco assim diferente, mas que faz parte, já que hoje os pets também fazem parte do nosso dia a dia. Eu tenho um um exemplo prático aqui. Eu não sei se vocês conseguem escutar, meu gatinho tá miando, né? Sim, tá meando porque eu acabei de me mudar faz uma semana, literalmente. Então, ele tá nesse processo de entender onde ele está e ele começa a vocalizar bastante, tanto à noite quanto durante o dia. Às vezes ele se sente um pouco perdido ainda, né? Uhum. Eh, é muito comum da gente observar mudanças de comportamento nesses animais. Então, animais, a gente conhece o nosso animal, a gente sabe exatamente o que ele faz, como ele faz, quando ele está em estado de relaxamento. E quando a gente tem uma quebra dessa de rotinas, a gente começa a perceber esse animal mais inquieto, a gente percebe estados de ansiedade, pode mudar inclusive o apetite, pode diminuir o apetite, pode mudar o estado eh de vigília do sono. Então esse animal pode trocar turnos, não conseguir relaxar, ficar inquieta em casa, então tenta dormir ali, aí não consegue, sai, vai para outro lugar. A gente vê esse animal andando, tentando se encontrar nesse novo ambiente, né? Eh, a medicina comportamental hoje fala muito sobre saúde mental dos animais, graças a Deus. Eh, a gente tá chegando lá, né? Eu acho que é uma pauta de saúde mental que tá muito em alta em humanos. E agora a gente tá eh refletindo neles, entendendo as necessidades emocionais que esses animais têm. E e hoje a gente ainda fala de pessoas que não acreditam na senciência animal, eh, do animal ser um animal irracional, que não é verdade, já é amplamente pode mostrar ele pra gente. É ele ou ela? Esse é o é o Felipo. Felipo, cadê? Pode puxar ele pra câmera, pode mostrar, não tem problema não. Tá. Cadê? Cadê? Ah, meu Deus do céu. Olha aí. Tá vendo só, gente? Que maravilhoso. Que legal. E ele inclusive é um gatinho que sofre de ansiedade. Ele ele faz uso de de medicação antidepressiva todos os dias. Ele tem questões. E eu tenho dois aqui em casa, né? A outra tá super adaptada. E justamente isso é interessante da gente falar, porque eh alguns animais são mais sensíveis do que outros. Outros vão passar por esse processo de uma forma super tranquila, com poucos poucos pontos de ansiedade e outros não. Outros animais têm realmente uma sensibilidade maior e podem sofrer mais durante esse processo, né? A medicina comportamental tá aí para auxiliar eh os tutores eh quando observarem esses sinais de comportamentos alterados. para que busquem ajuda. A gente pode auxiliar vocês a fazer com que esse processo seja mais fácil. Hoje em dia a gente fala bastante sobre eh a o quanto o ambiente é importante, a comunicação única na casa. Então, se a gente vai ter duas casas, a gente precisa que esses tutores falem a mesma linguagem com os cães e com os gatos. Então, o que pode ir na casa de um, pode ir na casa do outro. O que não pode na casa de um, não pode ir no outro. é como se fosse realmente uma guarda compartilhada de crianças, se a gente for parar para analisar, né? Então, a comunicação ela única, ela traz previsibilidade e a gente precisa que esse ambiente traga previsibilidade, porque quando a gente tem eh instabilidade de rotina e de comunicação, esses animais vão sofrer mais. Então, eh dividir os recursos, aumentar os recursos. Então, tudo que tem de caminha, de brinquedo preferido, etc. na casa de um, tem que ter no outro. Ração tem que ser a mesma. Pode dar uma dor de barriga aí pode acontecer, né, de comer alguma coisa diferente na casa de um. É legal colocar uma planilha onde os tutores possam seguir, inclusive para para toda a parte de saúde, né? Então, o que tá sendo feito com aquele animal, o que o veterinário clínico tá acompanhando para que o tutor, eh, ambos os tutores possam estar alinhados com os cuidados do pet e o utilizarem dessa mesma linguagem. no mesmo lugar para que o pet sinta menos essa instabilidade. Muito bom. Nossa, que maravilha, né? Muito boa a sua fala, muito explicativa. Que legal. E assim, é importante a gente salientar que nós estamos aqui com a Dra. Franciane, nossa advogada, e eu gostaria de perguntar para ela sobre essa guarda compartilhada. Você vê, a Isabela falou bastante da questão da saúde do animalzinho, né? Agora, se a gente vai paraa parte da justiça, a gente pode dizer que a guarda compartilhada dos pets, ela é reconhecida na prática pelos tribunais e a questão da saúde emocional do PET, ela conta nesse nesse processo de separação. Tudo ainda é muito recente. Como não há uma regulamentação no Código Civil, né, nós nos utilizamos da doutrina da jurisprudência para embasar os nossos pedidos e aguardar a decisão do juiz. Hoje para dirimir as questões da guarda dos animais é nas varas de família e sucessões, assim como nós os seres humanos. Uhum. Então o casal que tem uma ruptura, eu sempre oriento que o casamento pode não ser paraa frente, mas os filhos são, né? eles vão perdurar enquanto nós estivermos aqui. E os animais da mesma forma. Uhum. Então, pode ser que nós tenhamos um avanço significativo com a reforma do Código Civil, trazendo a a atualização, né, esses direitos dos animais e por que não termos uma indicação paraa psicologia, né, dos animais, como nós hoje indicamos para as crianças, adolescentes que são ah regulamentados na ruptura do casal para enfrentar essa nova vida de ter duas casas, de ter uma rotina diferente. Quem leva na escola, quem busca na escola, o fim de semana de um e do outro. No animal é a mesma coisa. Muito bem. Agora, na questão de maus tratos aos animais, né, a gente falou de saúde, né, e agora a gente fala de maus tratos, porque de repente você sabe que a ruptura, né, o fim de um casamento, a gente tá falando aqui de casamento, mas pode ser que seja um outro motivo da separação eh da quebra de rotina do animal. Mas a a gente sabe que diante de uma separação, né, podem acontecer muitas coisas, principalmente retaliações, infelizmente. E aí o animalzinho ele entra como um uma peça de um jogo, né? E aí vem os maus tratos. Eh, como que a a justiça se posiciona diante dos maus tratos aos animais quando a gente se refere na guarda compartilhada? Doutora, isso ainda é muito recente, tem-se poucas decisões eh a a esse respeito. Para conferir a proteção de criança, adolescente, nós temos a questão de alienação parental, que é quando o genitor se utiliza de alguma manobra para colocar o filho nesse nesse jogo, né? Como se fosse uma moeda de troca. Hoje, na questão dos animais vai caber a sensibilidade do juiz de família que estiver diante do caso, da situação em concreto, definir o que é melhor para esse animal e para os tutores. Muito bem, 8:30. Você pode mandar pra gente o seu depoimento, a sua dúvida, a sua mensagem, enfim, nós estamos aqui com uma advogada, com uma veterinária e nós estamos conversando sobre a guarda compartilhada dos animais. Mas isso já aconteceu na sua família com amigo ou você está passando por isso? Tem alguma dúvida? Manda pra gente, aproveita as nossas profissionais especialistas aqui que vão responder a sua pergunta já já. Então a gente vai interagindo. Agora a doutora falou sobre jurisprudência, né? E nós temos jurisprudência. Como que tá essa essa situação? É natural? É normal? Tem acontecido a solicitação eh eh da guarda compartilhada dos animais? que a gente fala aqui é um assunto que a gente tá abordando e não é algo do nosso cotidiano, né? Não é algo do nosso dia a dia e só quem trabalha eh eh nesse meio, né, do direito sabe como está a situação. Então, tem acontecido bastante jurisprudência, tem acontecido bastante solicitações e eh deferido, né, os processos. Sim, atualmente os próprios tutores não têm a ideia, né, dos direitos que envolvem seus animais de estimação, mas isso vem eh crescendo a busca no judiciário para dirimir os conflitos, porque como ainda não tem uma regulamentação específica, as pessoas buscam os advogados, buscam os profissionais de direito, buscam o auxílio do veterinário para tentar entender como como fluir, como melhorar a comunicação, o como fazer para que ele não perca o contato com esse animal de estimação que ele criou com tanto carinho, às vezes foi um presente de aniversário, foi um presente de casamento e depois como que fica na ruptura. Os juízes eles vêm ah deferindo as decisões, vem julgando de acordo com a sua sensibilidade, eh conferindo esses direitos pros animais e para os seus tutores. Olha só que interessante, né, gente? Eh, Isabela, é um é um assunto, assim, a gente pode dizer que é um assunto novo, né? porque ainda não tem uma lei que determine, né, quais as ações, as regras. É um assunto novo, mas que está em pauta, precisa ser tratado com muito, com muita atenção e com muito carinho, porque quando a gente fala de animal de estimação, a gente tá falando de uma vida. Agora, na questão psicológica, né, você como veterinária comportamental, eh, é possível já você já ouviu ou então tem casos, né, de de situações que a psicologia comportamental, né, o veterinário, o profissional, ele dá o apoio para os tutores eh nesse momento que estão passando pela guarda compartilhada para poder eh direcionar, para poder explicar Já teve situações assim? Sim. E tem aumentado bastante a busca. Eh, nós somos responsáveis também por laudar esses animais, né? Eh, então é importante que os tutores saibam disso. A gente pode, inclusive estruturar isso com eles, fazer o diagnóstico, entrar no seio familiar. a gente brinca que os veterinários comportamentais a gente entra no seio familiar de vocês, entende toda essa dinâmica, entende quem é esse indivíduo no meio, como que é a relação entre os tutores. Então, eh como que o o marido lida com o cachorro, com o gato, com a esposa lida, os filhos. Então, como que é a comunicação dentro dessa família? Como esse animal se sente? A gente faz esse diagnóstico e institui uma terapia comportamental. que no caso vai eh orientar essa família a como criar uma comunicação única, quais comandos a gente pode usar, os comandos que que são os comandos de adestramento, né, eles são muito importantes porque eu eu costumo brincar que é como se falássemos línguas diferentes. Então, a gente tentando se comunicar com alguém que fala japonês ou inglês, quando a gente tem palavras chaves, obrigado, por favor, é um ponto de encontro, certo? Então, o adestramento de cães e inclusive de gatos, palavras chaves como senta, fica, deita, caminha, tudo isso são pontos de encontro em em que o animal entende o que é o que é esperado dele, o que ele precisa fazer. E se o marido, a esposa, os filhos utilizam dessa mesma comunicação, esse animal se sente mais confortável, mais traz mais previsibilidade. E isso é importante quando a gente pensa em dois lares diferentes, né? Hoje é bastante comum também o uso de daycare, de creche, serviços, né? eh, de de care mesmo. E imagino e penso que que a guarda compartilhada ela pode eh ser benéfica se a gente pensa que esse animal vai entender os dias de ida eh ao outro ambiente, né, na outra família, como como se fosse dias de creche. E isso precisa ser estabelecido e estabelecido de uma forma gradual. Então eu acho a melhor dinâmica hoje, porque existem dinâmicas diversas, né, onde a gente pode pegar duas vezes por semana para ficar com outro tutor ou aos finais de semana, a quinzenal. E eu vejo pessoas fazendo um mês na casa de um e um mês na casa do outro. Eu, como comportamentalista prefiro que a gente opte igual as crianças de alguns finais de semana, quando a gente pensa em um mês na casa de um, um mês na casa do outro, esse animal acaba se sentindo um pouco mais perdido, porque ele tem uma rotina toda certinha e aí ele tá vivenciando essa rotina e de repente muda e muda por muito tempo. Então ele tem que se adaptar de novo naquele mês e logo quando ele tava se adaptando ele muda de novo. Então eu acho mais estável para ele que ele tenha uma única casa e que ele faça períodos, né? Então alguns dias ou períodos da semana, assim como ele iria paraa creche. Eh, talvez seja essa a melhor dinâmica que eu vejo que altera menos a parte psicológica desses cães. Muito bem, né? Você já imaginou isso, né? Eh, poxa vida, eu fico analisando aqui, fico pensando eh desde quando isso iniciou, né? Porque antes não se falava em guarda compartilhada. Eh, a partir de quando isso começou a a tomar mais força, né? se eu não me engano, tem eh uma ação de em São Paulo que o juiz, né, ele, se eu não me engano, foi em 2018 que ele eh eh trabalhou e e participou dessa dessa situação e aí estipulou a guarda compartilhada e foi a partir daí que começou a pegar peso. Foi isso, né? Sim. Eh, tudo começa com a evolução da sociedade, né? O direito de família ele tem que acompanhar, de acordo com os usos e costumes, a questão social. Depois a lei vem se a moldar e busca tutelar esses direitos. Então, assim como as crianças, como também há um tempo atrás não existia a guarda compartilhada, era uma guarda unilateral, cabendo ao genitor que não tinha a guarda de visitas, né, que hoje nós chamamos de convivência, com a inserção dos animais nas famílias, eh o fortalecimento da questão da família multiespécie, esse mesmo direito de compartilhamento da rotina com ambos os genitores ganhou força também com os animais e tem sido muito muito benéfico, muito benéfico, porque o animal, um animal dentro de casa, para quem gosta de pet, você sabe que até quem não gostava antes tá gostando, né? Porque o animal dentro de casa é muito bom, ele ele ajuda, ele distrai e o animal ele é curativo, né, gente? Eu tenho meus bichinhos e sei como é. Então assim, a gente precisa eh não só entender que eles eh nós precisamos dele, agora a gente precisa fazer o contrário, eles também precisam da gente. E eu quero saber da doutora quais as implicações legais, né, para um ex-cônjuge caso ele descumpra o acordo que foi determinado eh dentro dessa questão da guarda compartilhada, porque você vai pro pra justiça, você vai pedir uma guarda compartilhada, então tem as regras, né, tem os o acordo que precisa ser cumprido. E aí quando um dos dois não cumpre o acordo, qual é a ação, né, da justiça? Uhum. Bom, muito bem pontuada essa questão. Tudo que tem uma decisão judicial tem que ser cumprida a na risca, né, na regra. Então, se for um acordo verbal, um fim de semana com um tutor, outro fin de semana com outro tutor, se não tiver regulamentado com uma decisão judicial, fica um pouco difícil o cumprimento em caso de um desentendimento. Mas tiver uma decisão judicial estipulando fim de semana, ah, primeiro, terceiro fim de semana do mês, é do genitor, é, do tutor, né, do ex-marido, do ex-convivente. Isso tem que ser respeitado. Se ele não devolver eh passar a não responder as mensagens da tutora, por exemplo, ela pode procurar a delegacia de polícia e pedir uma busca e apreensão do animal, porque naquele momento cessa o direito do tutor, ter o direito da convivência com o animal e passar de volta à convivência da tutora. Olha isso. O negócio é mais sério do que você imagina, né? Então agora a gente começa a responder você que mandou a sua pergunta, o seu depoimento, a sua mensagem. Nossa produção já está repassando pra gente. André da Vila Industrial, o que a legislação atual prevê para caso de maus tratos após a separação? Existe punição para o tutor que abandona ou negligencia o PET? Então, doutora, é mais ou menos essa essa situação que nós estamos abordando, né? Tem aí uma uma legislação para isso? Já tem sim. Hoje em Campinas nós só temos a delegacia de proteção animal, né? Havendo uma situação de maus tratos ou de abandono de animal, isso tem que ser reportado à autoridade policial. Se for em flagrante, essa a situação estiver acontecendo, diz que o 90 peça o apoio da Polícia Militar, eh, e tudo tem que ser comprovado por imagens, por fotos, por vídeos, manda pra delegacia de proteção animal. Esse caso é investigado. Hoje nós temos sim ainda as penas brandas para questão de maus tratos e abandono de animal, mas isso vai se fortalecer com a reforma do Código Civil que vai prever a maior responsabilização civil e criminal da pessoa, seja o tutor ou não, daquele animal que sofre maus tratos. Muito bem, obrigada pela sua pergunta, Dra. Franciane, também a Dra. Isabela, né? Eh, elas respondendo as perguntas dos nossos telespectadores referente ao tema de hoje aqui do programa que é guarda compartilhada dos animais. Vamos lá. O João do Cambuí. Mudanças frequentes de ambiente podem causar distúrbios no comportamento do pet. Quais os sinais os tutores devem observar no animal? Vamos lá então passar pra nossa veterinária Isabela. Dependendo do nível de vínculo que esse animal tem com um dos tutores, a gente pode ver comportamentos de luto, de apatia, de falta de apetite, de comportamentos destrutivos, comportamentos deslocados como automilação, enfim, diversos comportamentos eh alterados. É importante que os tutores que conhecem bem esse animal saibam eh identificar eh essa essa falta de apetite, essa apatia, essa falta de energia para as interações sociais. Então são sinais que por vezes podem parecer sutis, eh, ou não, ou são bem claros e evidentes, eh, mas sim com certeza, né? A gente vê bastante estados dispóricos ou deprimidos. Então, esses são os principais assim que urina fora do lugar, fezes fora do lugar. A gente pode ter algumas regressões inclusive desse animal por conta de questões emocionais que ele tá sofrendo ali no momento, né? Então, sim. Muito bem. Importante, né? Ficar atentos aos sinais, porque os bichinhos com certeza vão mostrar para você que eles não estão confortáveis. Vamos lá. 8:40 e quanto? Ai, ai, produção, 8:43. Você sabe que eu tô, eu ia ler 8:48, né? Daí por isso que eu perguntei 8:40 e quanto ao vivo. É assim mesmo, gente. Vamos lá. O Carlos do Taquaral. Tivemos que decidir na justiça quem ficaria com a nossa gata. O juiz determinou guarda compartilhada e hoje seguimos um cronograma certinho, mas achei que ela sofre muito. Olha só, um caso aí do Carlos. Ô Carlos, obrigada, viu? Eh, doutora, você vê, né? A justiça determinou, seguem certinho o cronograma, mas o bichinho sofre. E aí, como faz? Pois é, o animal ele não entende o que está acontecendo, né? As crianças já não entendem. Imagina o animal de estimação. Dizem que animal não fala. E a Dra. Isabela tá aqui para nos trazer também essa resposta. Animal fala do jeito dele, né? com o comportamento dele. Então, se não está legal pro pro pet, principalmente os gatos que tm uma sensibilidade maior quanto a mudança de ambiente, eu acho que cabe conversar entre os dois tutores devem conversar e ver o que é melhor pro animal, o que que tá acontecendo, o que que tá mudando tanto na rotina que ele não está se adaptando. O juiz decide de acordo com o que está acontecendo. Não vou nem falar de letra da lei porque ainda não tem. Uhum. Uma questão de doutrina e jurisprudência, mas o juiz confere a guarda compartilhada, profere a decisão, entrega essa decisão para os tutores e fala assim: "Agora cumpra-se". Mas o animal não é um objeto que você leva uma semana para cá, outra semana para lá. Ele sente essa necessidade de estar com os dois, porque ele foi criado e acostumado dessa forma. Daí vem a questão comportamental e a importância de possivelmente laudar isso e rever essa guarda. Se não for de uma forma ah consensual no acordo, levar de novo a justiça para demonstrar por documentação, né, trazida pelo especialista em comportamento animal, que aquela guarda compartilhar não compartilhada não está dando certo. Poxa vida, mas e agora, Isabela? Olha só o que que a doutora falou. É algo que que acende aí um alertinha, porque a gente tem um problema aqui, né? Se a guarda compartilhada não está dando certo, o animal eh a foi pra justiça, o juiz determinou, cumpra-se, beleza? As regras estão sendo seguidas, mas o animal ele tá triste, ele não tá se sentindo bem, mesmo seguindo as regras da guarda compartilhada. O que que a gente deve fazer, Isabela? É justamente a gente tem que entender que o animal ele é um organismo vivo, né? Então, realmente ele vai, ele pode não, não lidar bem com isso. Eu acho muito importante a gente falar sobre a gente tirar o nosso até egoísmo de cima, porque às vezes a gente ama muito e é verdade, a gente tem um sentimento extremamente genuíno, mas não é sobre o que a gente sente, é sobre eh o bem-estar emocional e físico desse animal. Então, o que é melhor para ele, né? Eh, será que essa situação é boa pro animal? Porque ela é boa pra gente, ela é confortável pra gente, porque a gente precisa se desprender aos poucos, porque a gente ainda tem muita necessidade desse animal. Mas, eh, quando a gente fala de seres eh animais e até crianças, a gente precisa tirar às vezes a nossa primeira impressão, o que a gente desejaria, eh, e entender o que é melhor para aquele indivíduo, né? Então isso é um dos pontos assim de maior dificuldade, porque é o mesmo passo que a gente acredita que então tá, vou deixar a guarda com tal pessoa e vou lidar com esse amor e resignificar isso de alguma forma pro bem-estar desse animal, porque você entrar e sair da vida desse animal, por vezes bagunça muito eh emocionalmente ele e a gente precisa entender o quanto isso é benéfico para ele, né? E eu acho que quando a gente fala de guarda compartilhada, todos nós estamos tentando fazer o melhor pro animal, só que o melhor pro animal muitas vezes pode ser ficar só com um tutor, né? E isso é difícil, bem difícil. Eu imagino que seja uma situação exato. Uma situação bem delicada, né? uma situação bem difícil, mas a gente precisa entender e prezar pela qualidade de vida do animalzinho, como a Isabela falou, a deixar de lado um pouquinho o egoísmo. Às vezes a gente quer, quer, quer, né? Mas a gente precisa também eh eh pensar na qualidade de vida e bem-estar do nosso petzinho tão querido. Vamos lá, 8:47. Tem mais perguntas, produção? Bora que bora. O Bruno do Parque Prado, o PET pode associar a separação dos tutores com abandono. Hum. Como minimizar esse tipo de impacto comportamental no animal? Pois é, né? Com certeza. É, né, Isabela? Ele associa porque é uma separação e vai associar como abandono. Pode, a gente pode ter eh sinais de síndrome de abandono, né? É um processo de luto, querendo ou não. É uma figura de apego que de repente ela não está mais lá e ele vai procurar, ele vai esperar. Esperar porque existe uma rotina também além do vínculo. Existe a rotina de chegar em casa, de fazer atividade, interação social que ele já espera. Então quando isso não acontece existe essa falta. Mas é aquilo, por vezes é é mais interessante esse animal passar por esse período de dificuldade, claro que com auxílio, mas isso passar simplesmente porque a gente vai enriquecer esse ambiente, porque a gente vai entrar com uma terapia comportamental, porque esse outro tutor que ficou vai suprir todas essas necessidades eh do que esse animal que por vezes pode ser um animal mais sensível, com ansiedade, por separação. ou questões comportamentais. E a inda e vinda desse tutor pode atrapalhar o processo de ansiedade por separação, o diagnóstico que talvez esse animal tenha. Se for um animal que tem um processo de socialização super tranquilo, se ele é muito sociável de maneira geral, ele tá acostumado com mudanças de rotina. aquele animal que tem perfil de creche, que vai passear tranquilo, que gosta de outras pessoas, outros animais, ele tem ferramentas emocionais para lidar com todas essas eh essas diferenças aí no dia a dia, né, esses diferentes ambientes. Talvez esse período de animal ficaria super bem, né? Agora, o outro que é um animal que talvez não tenha uma ferramenta emocional muito adequada, que é um animal que não lida bem com outros eh cães, outras pessoas, chegada de visitas, novos ambientes, esse animal ele é realmente mais restrito emocionalmente, provavelmente ele vai sofrer mais. Então é sempre a gente pensar quem é aquele indivíduo, não tem uma resposta correta sobre esse tema, né? Então, será que é bom? Será que é ruim? depende, é o famoso depende, depende de quem a gente tá falando, quem é esse animal, como é essa construção de relação, eh qual é o diagnóstico que ele tem, qual é o perfil, qual é o temperamento pra gente identificar. É por isso que é importante a gente saber quem é o nosso animal e por vezes pedir auxílio e laudar ele, a gente identificar se ele tem ferramentas emocionais para lidar com toda essa e essas diferenças, né? pode ser benéfico, mas também a gente pode ter alguns pontos de problema e piorar relacionados à separação. Sim. Bem complexo, né? A gente começa a conversar e vão surgindo dúvidas e respostas e e o tema ele vai se ampliando. É bem complexa essa questão aí da guarda compartilhada dos animais, né, dos nossos pets. E o pessoal de casa tá mandando perguntas. Produção, pode mandar ver aí. Vamos lá. A Juliana do Taquaral tá com a gente. Bom dia. Obrigada pela sua participação. É possível registrar judicialmente um acordo de guarda compartilhada antes mesmo da separação? Hum. Isso tem validade legal, doutora? Bom, depende do estado que tiver essa separação, Juliana. Eh, depende muito da situação. Por exemplo, se você está eh regulamentando uma guarda, uma questão de alimentos, uma questão de convivência do animal, decorrente da ruptura da relação conjugal, ela precisa acontecer, eh, ou estar no trâmite de acontecer. Então, depende muito da maturação de que tá o término desse relacionamento e levar o pedido pro juiz embasado em fatos, em documentos, às vezes um laudo de veterinário, você quer a guarda e a convivência, mas também tem a questão de alimentos. É um animal que tem necessidade especial com pelagem, por exemplo. É um animal que tem uma doença crônica e precisa de um tratamento. Você quer o melhor pro seu animal de estimação, que ele seja tenha custeado pelo seu ex-canheiro, pelo seu ex eh cônjuge, a o plano de saúde do animal, a despesa com banho, o shampoo especial para pelagem, pode ser uma questão de uma dermatite, pode ser um problema renal, pode pode ser várias eh questões, várias doenças que podem acometer um animal. Então isso pode ser levado à apreciação judicial do juiz da vara de família e sucessões da sua cidade. Nossa gente, que assunto que rende. 8:52. Você sabe que eu tô aqui de boca aberta porque a gente não tem noção, né, eh, de quão complexo é essa questão da guarda compartilhada, né? A partir do momento que você leva pra justiça, você precisa seguir as regras e o animalzinho ele fica ali no meio, né? Então, muito cuidado com o seu animalzinho, trate com muito carinho aí. E pense sempre no bem-estar. Vamos lá. 8:53. Mais perguntas pra gente? Porque a gente tá respondendo você que tá aí do outro lado. O Eduardo do Cambuí. Achei que o gato sofreria com duas casas, mas com paciência ele se adaptou. Hoje ele tem caminha, tem brinquedos, tem rotinas nos rotina nos dois lares. Ai que legal, Eduardo. Que legal. Olha, um depoimento bem show de bola, né, Isabela? Porque a adaptação e o gatinho agora ficou com duas caminhas, tudo dois e tá feliz da vida. E é assim que a gente deve seguir. Sim. A gente tinha falado, tinha falado que que geralmente é legal quando eles têm eh finais de semana na casa de um e evitar os meses, né? Mas para gato é seria uma outra conversa, tá? que o gato ele é extremamente metódico e o cheiro importa e muito para ser mal. Então, por vezes, eh, ficar no troca a troca de semana, pro gato é pior. Eh, pro cachorro é melhor, pro gato é pior. Pro gato talvez seja interessante em períodos um pouco mais longos, porque demora muito para eles se sentirem à vontade, que é o que ele falou ali. Então, exige muita paciência para que esse gato se sinta confortável. Eh, e que bom que ele se adaptou, super feliz. Eh, eu diria que é exceção da regra, viu? Porque geralmente gatos preferem ficar em um ambiente único, mas a gente adapta bem ao uso da caixinha, a ida ao carro, porque envolve tudo isso, né? Não é só troca troca, envolve entrar na caixinha, envolve ir ao carro, envolve o movimento do carro, tempo de viagem, envolve tudo isso, né? Não é só a casa. principalmente para gatos, envolve uma série de habilidades que esse gato tem que aprender a fazer sem ter picos de strress para conseguir ficar bem com isso, né? E é totalmente ensinável, dá pra gente eh treinar, né? Maravilha. E é verdade, né? O gato ele é diferente do cachorro e tem que colocar o gato na caixinha. Gente, eu já vi a dificuldade que é botar o gatinho na caixinha. Andar de carro, então nem se fala, né? Então, precisa de uma atenção especial. E que legal que você conseguiu o Eduardo Nova Campinas. Existe diferença legal entre guarda de um pet comprado por ambos e um adotado por apenas um dos parceiros. Nossa, como é avaliado isso, doutora. E agora o amor é o mesmo, né? Eu falo assim na questão de família humana, né? Aquela família mosaico, né? Os meus filhos, os seus, os nossos, né? decorrente das das novas configurações de família que nós temos hoje em dia. O amor é o mesmo, tudo depende do tempo que esse animal está contigo. Às vezes ele é inserido na família eh após, né, a união do casal ou ele já existia e vem um novo tutor participar dessa relação de educação, de cuidado, de carinho, de alimentação, de higienização. E isso, o animal ele leva muito em consideração quem leva para passear, quem é que limpa o quintal, quem é que vai trocar a areia da caixinha. E ele pode se apegar mais ao tutor que já detinha esse animal ou ao novo tutor que chegou. Então, esses casos tê que tem que ter muito o bom senso, a conversa entre os tutores para não ficar aquela questão do capricho. Mas já era meu, mas eu tenho ciúme porque ele gosta mais de você. Tem que conversar e ver sempre o que é melhor para o animal. Exatamente. É disso que nós estamos falando aqui, né, de guarda compartilhada, de animais, de pets. E claro que a gente precisa entender que precisamos fazer o que é melhor para eles. Vamos lá. 8:57. Tá chegando mais perguntas. Renata de Souzas. Como lidar com um cão que passa a apresentar comportamento agressivo após a mudança de ambiente provocada pela separação? É um detalhe bem delicado que a gente precisa olhar com muito cuidado, né, Isabela? Sim. A agressividade eh, ela é uma forma de comunicação, né? Ela não é um traço de personalidade, como todo mundo gosta de falar, né? A gente não rotula um animal, ah, esse é agressivo, não. Agressividade tem várias causas. Então, a gente tem que identificar qual é a causa desse comportamento agressivo. Por exemplo, agressividade por medo, agressividade por dor, agressividade territorial, agressividade redirecionada, n tipos de agressividade. Então, claro que quando a gente tava lidando com um período de estress, a gente pode ter realmente um animal mais irritadiço pelo nível de cortisol elevado e ele pode estar se sentindo desconfortável e gerar um uma agressividade, mas eh a gente precisa aprofundar nesse diagnóstico para entender se realmente é uma agressividade somente pela quebra de rotina, o que geralmente é incomum, tá? Então, geralmente pode ter mais alguma coisinha acontecendo aí, eh, que pode ser adicionada a esse período de estress. E o comportamento agressivo, como ele é uma forma de comunicação, esse animal tá pedindo ajuda. Eu sempre falo que a agressividade é um pedido de ajuda. Esse animal tá querendo comunicar que algo não está legal com ele fisicamente ou emocionalmente. Eh, e aí nesse caso, vamos diagnosticar, entender onde vem. E se a gente sentir eh em conversa com essa família que eh o esse esse essa guarda compartilhada faz com que esse animal fique mais ansioso e mais irritadiço, a gente volta a falar aquilo que a gente tá tava conversando até então, né? Será que tá sendo bom para ele? Será que então a gente estabiliza essa rotina e acompanha esse comportamento agressivo, né? E depois tenta novamente uma guarda ou não? É importante a gente entender como esse animal está e se ele está preparado para lidar com essas mudanças. Qualquer coisa a gente cessa um pouquinho essa essa bagunça, né, de ir paraa casa de um e do outro, estabiliza, diagnostica, ficou bem, vamos tentar preparar o cenário, porque às vezes a gente não trabalhou esse animal, a gente só pegou e fez essa mudança abrupta e para ele que é sensível isso faz diferença. Então vamos estruturar de forma gradual, vamos auxiliar esse animal, vamos usar ferormonioterapia, algum tipo de medicação para auxiliar e diminuir possibilidade de comportamentos agressivos e comportamentos agressivos é uma outra pauta imensa que a gente poderia falar aqui. Eh, e existe um risco, né? E a gente precisa pensar na saúde de todos os os desenvolvidos ali. Exatamente, né? É verdade, tem que cuidar, porque o animal com um comportamento agressivo, ele e causa um desconforto na família, mas a gente precisa entender que esse comportamento agressivo é por conta da situação, né, que que foi causada ali. Aí o animal ele vai, toda ação tem uma reação, né? Então a importância eh de um veterinário especialista, assim como a Dra. Isabela, que é uma veterinária comportamental, a Renata do Jardim Aurélia. Na separação não conseguimos entrar em acordo sobre nosso cachorro. Infelizmente ele ficou com o meu ex e nunca mais pude vê-lo. Poxa, Renata, sinto muita falta. Ô, doutora, o que faz nessa situação? Como não conseguir entrar em acordo? Precisa entrar um em um acordo? Não precisa. É necessário. Com certeza. Com certeza. Renata. Eu não sei há quanto tempo aconteceu a sua separação, mas se ainda for possível, seu animal ainda estiver com o seu expanheiro, busque a justiça para restabelecer o direito de convivência com o seu pet, seja para pegá-lo para passear, seja para conviver nos finais de semana. eh, busque o diálogo com o amparo que nós temos hoje de doutrina, de jurisprudência, conferindo o seu direito para participar da vida do seu animal de estimação. Então, doutora, e tem um tempo necessário, né? Tipo assim, ela se separou, não conseguiu eh eh a guarda compartilhada ou enfim, eh, o acesso ao PET. E aí tem um tempo específico que a justiça determine que ela busque por essa guarda compartilhada de separação ou não? Não, não, não tem um tempo específico. No caso das crianças, né, dos filhos biológicos, né, do ser humano, nós dizemos que o tempo é até que o a criança ou adolescente atinja a maior idade após os 18 anos. Essa discussão é diretamente com o filho. No caso do animal de estimação, ele não tem uma maioridade, ele vai ser sempre o filhinho, o bebê, ele vai ser sempre uma criança. Então, tenha esse animal 1 ano, 2 anos, 5, 13, 14, 15 anos. Ele é objeto da regulamentação da vara de família, sucessões da cidade, onde estiver o animal, onde estiver o tutor para regulamentar esse direito. Uau! Olha isso, gente. Agora 9:2. Pessoal perguntando e a gente respondendo. Olha, mais duas perguntas e a gente vai para as considerações finais. Daqui a pouquinho a gente tem que entregar. A gente já agradece a sua participação aí. Nosso assunto tá rendendo bastante porque é um assunto novo, um assunto delicado e a gente precisa aprender como lidar com a guarda compartilhada dos nossos pets. Mais pergunta na tela. Eh, a Fernanda de Barão Geraldo, se um dos tutores quiser mudar de cidade ou estado, ixe, isso pode interferir no acordo da guarda compartilhada do animal. E agora, doutora, como faz? Porque se tá na mesma cidade, beleza, final de semana aqui, final de semana lá. E agora se um deles decide mudar de cidade, de estado, o que que a justiça determina? Como faz essa guarda compartilhar? Pois é, Fernanda, ainda não tem uma regulamentação para tratar desse tema, né? A criança vai crescer, vai se tornar adolescente. A partir dos 12 anos, ela passa a viajar pro transporte, né, rodoviário terrestre, desacompanhada. Depois ela pode viajar de avião acompanhado, às vezes de um comissário de bordo. O pet nós não temos essa questão. Como ele não atinge a maioridade como o ser humano, ele é sempre uma criança. Então, a não ser que ah não seja muito longe essa essa distância, eh, que ele possa ir e vir com o tutor, com uma outra pessoa que possa trazer pra sua convivência, fica realmente muito dificultada a sua convivência, a guarda compartilhada com esse animal de estimação. Tem que verificar a necessidade da mudança, né, o o contexto em si, o quanto você vai sentir falta desse animal. Tem um tutor que se muda para mais perto onde tá o pet, não é? Tive um caso no escritório, tutor se mudou para um outro estado que ficou com com animal, o outro fse: "Não, eu trabalho em qualquer lugar, a pessoa trabalhava em home office e se mudou para poder exercer a guarda compartilhada". Então vai muito de cada de cada casa. Olha isso, gente. Mais complexo do que a gente imagina, né? Tem mais perguntas pra gente, produção? Mais uma. É 9:4. Dá tempo para mais uma. Então, se tiver, pode colocar na tela, por favor, a Renata de Souzas, como lidar com o cão, eh, que passa a apresentar. A gente já respondeu essa, né? Isso. Agora vamos paraa outra. Isso aí. Carla do Jardim Chapadão, bom dia. Quando não há acordo entre as partes, o juiz pode determinar sozinho com quem o PET vai ficar. Hum. Isso não fere o vínculo afetivo. Ixe. Então, olha que situação. Nossa, como como é a gente vai abordando e e as perguntas vindo e a gente fica na dúvida mesmo, né? Tipo assim, não tem acordo. E aí, que que o juiz faz? Ele determina com que o pet vai ficar. Como assim? Nós vamos precisar de um apoio da equipe multidisciplinar. Aí entra o trabalho, Dra. Isabela, de um especialista em comportamento animal para trazer a conhecimento do juiz com quem esse animal fica melhor, com quem ele convive melhor. Ah, se um tutor vai morar em casa e o outro em apartamento, é um animal que por raça ou por característica própria necessita de mais espaço ou não. Então o juiz pode definir ou não sendo possível a guarda compartilhada, que tem que ter o amplo consenso entre os tutores, o juiz vai fixar a guarda unilateral e aí conferir ao outro tutor de convivência com esse animal, retirando apenas nos finais de semana ou levando para passear em horários prédeterminados e que não prejudiquem a rotina daquele animal. Olha isso, gente, que complexidade, né? com o tempo vai passando, a gente vai conversando e vai entendendo cada vez mais o quão complexo é essa questão da guarda compartilhada. Por isso que é importante, né, eh, quando você for tomar uma decisão e tem um animalzinho de estimação em casa, que você tenha carinho, que você tenha apreço, você também pare e pense na questão da qualidade de vida e de bem-estar do seu animal de estimação, tá bom? Agora 9:7, a gente já vai pras considerações finais. Então eu quero agradecer a nossa advogada, né, a Dra. Franciane, pelas informações, pela participação e vamos lá, vamos cuidar dos nossos pets com mais carinho e prestar atenção, né? Se der para compartilhar, guarda, vamos compartilhar. Com certeza eles sofrem muito. Eles se sentem inseridos como membros da família. Eles recebem o carinho de ambos e eles não entendem quando acontece uma separação. Então é muito importante ficar atento aos sinais e pensar sempre no melhor pro seu pet. Muito bem. Considerações finais também paraa nossa doutora Isabela, que compartilhou com a gente aqui muitas informações preciosas, né? quando a gente fala dos pets, da guarda compartilhada. Obrigada pela sua participação e assim eh eh deixa uma dica, né, para as pessoas que estão em casa para entender a importância do cuidado especial quando a gente fala aí de uma separação, a quebra de rotina desses petezinhos aí tão amados. Eh, aquilo que a Fran falou, né? a gente sempre tem que pensar no bem-estar deles. Em primeiro lugar, nós somos adultos, nós somos eh seres que entendem essas complexidades e a gente precisa, por vezes, questionar eh o que é melhor para eles e sempre colocar eles em prioridade. Se mesmo quando eh o ideal seja que não não f que a gente não fique com eles, né? Eh, a gente lida melhor com a falta deles do que provavelmente eles vão lidar com toda essa dinâmica. Então, na dúvida, a gente precisa buscar uma ajuda, né? E se e se houver essa essa dificuldade dos tutores em inclusive questionar sobre isso, será que vai ser melhor ele ficar só com um, com dois? a gente senta junto, conversa, pensa, estrutura. Isso que é importante. Isso é o auge da empatia, né? A empatia é isso, é a gente pensar o que é melhor para todos aqui, né? Eu acho que essa é a mensagem final. A gente tem que ter bastante empatia com eles. A gente já tem. E e é muito lindo ver isso eh acontecendo, esse movimento. Inclusive, lindo de ver a gente questionando sobre saúde mental. não é algo que que era visto anteriormente. Então, a gente só tá evoluindo aí. Estamos começando a falar sobre isso, ainda vai surgir bastante lei para embasar essas decisões e a gente fica aqui ansioso eh por essas mudanças positivas, né? Realmente não tem como regredir. Eles vão e vão continuar sendo maravilhosos pra gente, né? nossos nossos maiores amores. Então, não tem como regredir, não vai para trás, agora é só paraa frente, é só evolução. Uau! É isso mesmo. Obrigada pela sua participação, viu, doutora Dra. Isabela, também a Dra. Franciane. A gente agradece a participação das nossas convidadas, trazendo informações preciosas sobre os nossos petezinhos. Agradecemos a participação sua. É você que tá aí do outro lado, você que participou conosco, você que mandou a sua dúvida, a sua pergunta, enfim, eh, o seu depoimento. Valeu. Vocês de casa nos ajudam a completar a missão de levar a informação aqui do nosso estúdio Câmara de segunda a sexta, a partir das 8 da manhã ao vivo para você. Obrigada, gente. Olha, segunda-feira a gente vai falar sobre sobre Brain Rot. É isso. Você sabe o que significa? Você já ouviu falar disso? Você sabe que essa palavra, ela foi eleita a palavra do ano de 2024 pelo dicionário Oxford. Essa expressão, gente, foi criada pelos jovens e se refere ao apodrecimento do cérebro. Olha isso. Ou det deterioração mental que vem do consumo excessivo do conteúdo de baixa qualidade na internet, especialmente os vídeos curtos, os memes e os estímulos rápidos online. Tem visto muito meme? E aí, como é que tá o nosso cérebro por conta disso? Esse é o nosso bate-papo de segunda-feira aqui no estúdio Câmara ao vivo às 8 da manhã. A gente espera por você. Agradecemos a sua audiência, a sua companhia a semana toda conosco. Valeu, nosso. Muito obrigada. Um excelente final de semana. Equipe do grupo Mais Super Valeu. Grande time trazendo informação, qualidade para você na produção, né? E falando em produção, nós temos ao meio-dia o Câmara Notícia com muita informação do Legislativo Campineiro, a galera trabalhando bastante para levar informação também da região metropolitana. Final de semana, programação da TV Câmara Campinas está recheada de estreias, novidades, quadros, programas. Toda a nossa equipe de repórters, jornalistas juntos, unidos para levar para você informação de qualidade. É isso que você vê aqui na TV Câmara Campinas. Agradeço mais uma vez as nossas convidadas, agradeço você, desejo um ótimo final de semana. Se cuide, cuide do seu pet, da sua saúde mental e até segunda-feira, se Deus quiser. Valeu, pessoal. Obrigada. [Música] [Música] [Música] foto para colocar depois no Instagram e tal. Eu quero. Deixa o celular na bolsa. Sim. Aham. Pode, pode ficar à vontade. Pode levantar. Pessoal da produção já tá vindo aqui para auxiliar a gente. Ai, meus pés.