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63 views Publicado 15/05/2025 HD · 1:05:11

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[Música] Olá, bom dia. Sejam todos bem-vindos a mais uma edição do nosso estúdio Câmara, o seu espaço diário de informação, reflexão e bate-papo ao vivo, direto aqui da TV Câmara Campinas. Bom, gente, hoje é 15 de maio, hoje é quinta-feira. O programa de hoje vai falar sobre um assunto, um tema tão delicado quanto curioso, que mistura arte, afeto, saúde mental e até mesmo polêmica, os bebês Reborn. E para esse bate-papo, vem com a gente já ao vivo aqui no estúdio a psicóloga Fabiana Paiva, que está com a gente aqui. Daqui a pouquinho a gente conversa com ela. E pelo Zoom nós temos a artista Gil Mendes. É artista porque ela é um artistaborne. E você já envia pra gente a sua participação através do WhatsApp que está na sua tela. É o 1997829377. Você já teve contato com o bebê Reborn? Conhece alguém que tenha ou já pensou em ter um? Conta pra gente o que você pensa sobre esse tipo de esse tipo de vínculo afetivo. Manda sua mensagem para cá que a gente quer muito saber sua opinião, tá bom? Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza as notícias, as informações, a previsão do tempo e já já iniciamos o o nosso bate-papo com as nossas convidadas sobre os bebês Reborn. Olha, gente, Campinas regulamenta a adoção de praças e parcões por empresas e instituições, tá? Eh, o prefeito de Campinas, ele assinou ontem à tarde o decreto que regulamenta a Lei Complementar eh 262 de 2020, que institui o Programa de Adoção de Praças Públicas e Esportes e também áreas verdes. A norma permite que empresas e associações e também instituições adotem espaços públicos com o compromisso de manutenção e revitalização. A principal novidade é a inclusão da adoção exclusiva de áreas de parcão, né? São os espaços destinados a lazer e socialização dos pets. Eh, esses parcões são planejados com gramado, cerca, brinquedos, obstáculos, bancos, bebedouros e iluminação. Hoje a cidade conta com 21 unidades prontas e outras três em fase em fase de obras. Todas são eh da responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e com o novo decreto, a as opções de adoção são apenas a área do parcão, né? Você pode escolher só a área do parcão ou então a praça completa, porque os parcões são praças, né? E além do prefeito, gente, participaram da cerimônia do decreto o secretário de justiça, eh, Peter Panuto, e representando a Câmara de Campinas, o vereador Hermínio Monteiro. Olha, empresas e instituições que adotarem as áreas, elas podem instalar placas de identificação de parceria, respeitando, claro, os critérios técnicos e também critérios de dimensão que são definidos pelo decreto. Ao firmar o termo adoção, o adotante compromete-se com itens de preservação e manutenção da área, tá? Então, tem aí as regras do programa, tem instalação correta, a placa padronizada. Vale destacar que, segundo o decreto, as empresas do setor de cigarros ou bebidas alcoólicas, elas estão impedidas de participar do programa. Vamos lá, mais informação para você, porque Campinas está recebendo, não vai receber o 11º Encontro de Ferro Ferro Modelismo neste sábado na Estação Cultura. O encontro é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, Prado Trens e Coordenadoria da Estação Cultura, com apoio da CPTM, Rumo Logística, MRS Logística, ABPF, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária e também da empresa Frateste, única fabricante de trens elétricos em escala da América Latina. Esse evento, gente, reúne expositores e entusiastas do feromodelismo eh de diversas cidades da região. A programação, eh, inclui atrações para todas as idades, tem playground infantil, tem lojas especializadas em modelismo ferroviário e praça de alimentação. E também tem exposição de maquetes e dioramas. Os visitantes vão poder conhecer de perto detalhes técnicos e adquirir produtos voltados ao hobby, né? Para os praticantes entusiastas, os encontros também vão funcionar como espaço de intercâmbio e experiências e também estímulo. Eh, marca aí na sua agenda. Dia 17 de maio, das 9 às 6 da tarde na Estação Cultura aqui na cidade de Campinas. Previsão do tempo. Como é que fica o tempo hoje, hein? tempo firme, predomínio de sol, maior parte do estado e tem uma pequena chance de chuva fraca, isolada, mas isso só no litoral sul. Então, aqui em Campinas, predomínio de sol, tempo firme, mínima 16, máxima 27º. E assim vai ser o nosso dia aqui na cidade de Campinas. E agora vamos pro nosso bate-papo. Gente, você já ouviu falar nos bebês born? Claro que sim. bonecos hiperrealistas que se assemelham a recém-nascidos de verdade e que para muitas pessoas eles representam muito mais que um brinquedo, né, um objeto de coleção. Hoje a gente vai entender melhor esse universo ouvindo especialistas que vão nos ajudar a discutir essa linha tênue entre o conforto emocional e exageros, entre a arte e a substituição de vínculos reais. Nosso tema de hoje é BB Reborn, entre o afeto e a polêmica. E claro que para nos ajudar nessa conversa tão rica e sensível, precisamos de especialista no assunto. Por isso a gente eh agradece já, né, e dá aquele bom dia muito especial paraa nossa psicóloga Fabiana Paiva. Ela também é especialista em neuropsicologia com atuação voltada principalmente para crianças e adolescentes. Está com a gente aqui. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Eu que agradeço pela participação aqui com vocês, viu? Maravilha. Muito bom. A gente tem muito que conversar. Então, um lado psicológico garantidíssimo. Agora nós vamos conversar aqui pelo Zoom, gente, com uma artista Reborn. Isso mesmo. A Gil Mendes, ela cria bebês rebornes há muito tempo, já enviou trabalhos para diversos estados do Brasil, tá com a gente aqui também direto pelo Zoom e a gente vai bater um papo com ela sobre essa questão do empreendedorismo e vamos saber também eh como tem sido a expansão, né, dessa solicitação de bebê de bebês Reborn. Muito bom dia, seja bem-vinda, Gil. Bom dia, meninas. Eu agradeço pela oportunidade de tá podendo falar aqui um pouquinho do meu trabalho. Maravilhosa. Você já viu que o assunto vai render hoje, mas eu quero apresentar alguém para você muito especial que também vai fazer parte do nosso programa, tá? Olha só, vem aqui com a titia, seja bem-vinda. Olha só, gente, nós temos aqui um BB Reborn. Essa aqui é a Bela, emprestada com muito carinho, né, pela irmã do nosso produtor Lucas. Ô Malu, obrigada, viu? Muito obrigada. Você sabe que a Bela, ela já conquistou a turma aqui. É verdade. Passou ali na técnica, falou um oi para todo mundo, já falou oi pra titia aqui, já falou oi pra outra titia aqui. E dá um oi para você que tá aí do outro lado e vai ficar com a gente aqui, porque nós vamos conversar sobre os bebês Reborn. E eles surgiram, gente, durante a Segunda Guerra Mundial, quando as mães elas restauravam bonecas antigas para fazer para trazer, né, um conforto em tempos difíceis. Com o tempo a prática evoluiu na Inglaterra, ganhou o nome eh o nome Riborne, que significa renascido. E essa arte se espalhou pelo mundo, se consolidou nos final, no final aí dos anos 80, né, quando o a artista ela desenvolveu técnicas realistas de pintura, aplicação de cabelo e se tornou pioneira na arte Reborn. Essas bonecas, elas impressionam pela semelhança dos bebês reais e hoje são vistas como verdadeiras obras de arte, né? E a Fabiana, ela é nossa psicóloga, ela vai falar pra gente qual que é o impacto emocional e cognitivo para adultos que tratam essas bonequinhas tão bonitinhas aqui como filhos, né? que a gente tá vendo isso hoje. Colecionar boneca é legal, mas até que ponto a coleção de uma boneca dessa pode ser saudável pra gente? Você pode nos explicar? Claro, claro. Eh, a como você bem disse, né, isso já vem, isso não é agora recente, a gente acha que, ah, surgiu agora, não, não surgiu agora. Isso já vem, isso já tem um tempo, eh, na década de 90, mais ou menos, eh, se usava essas bonecas também para fins terapêuticos. Uhum. Era para fim terapêuticas, principalmente com na geriatria, com para tratar demências, ou seja, eh elas elas vinham para acalentar, para eh ou por conta de uma ansiedade ou uma depressão, os idosos cometidos de uma demência, um alzarme, por exemplo. E isso trouxe muito acalento, muito cuidado com eles. Então a gente percebia nessa época que diminuía sim a ansiedade, diminuía a depressão para esses idosos. Então isso também foi usado como método terapêutico. Claro que depois com o tempo elas se tornaram essas lindas bonecas e colecionadores, né? E só que hoje a gente também não só vem crianças que gostam dessas bonecas, como também hoje eu acho que o o maior público tá sendo também as mulheres adultas, né? Eu acho que isso que causou pra gente talvez às vezes um um susto. Não não tem problema nenhum em você colacionar, em você ter bonecas. O o brincar é muito simbólico. É o o brincar faz parte da nossa sociedade, da nossa cultura. Eh eh e isso é muito saudável. O problema não é estar nisso, eh, em ter uma boneca, né? colecionar uma boneca não tá nisso. O problema quando isso se transforma num afeto muito grande afetivo e e você substitui esse símbolo por algo que uma carência, um trauma, eh, ou até mesmo, né, eh, esse símbolo, eh, substitui, por exemplo, uma perda gestacional. Uhum. Hum. uma infertilidade. Quando isso acontece, a gente tem que tomar muito cuidado. Quando não tá prejudicando, eh, se não tá te prejudicando ou não tá te trazendo um transtorno para você ou pra sociedade que a gente vai falar sobre isso, né? Tá tudo bem. Eu acho que é muito saudável, é muito terapêutico, sim. Mas quando isso interfere no outro ou tá trazendo um transtorno para você, por exemplo, eh às vezes surge pensamentos, né? Pensamentos e crenças do tipo: "Eu não sou boa o suficiente para ter um filho, por exemplo, tá? Ou ou ninguém me ama, agora aqui sim, essa boneca me ama, eu vou ter sempre ela comigo." Então ela tá transferindo para ela, para essa boneca, para esse símbolo, algo que ela não tá conseguindo dar. Muito bem. É, e aí sim que a gente precisa entrar com todo esse processo de perceber o que que tem atrás. Uhum. O que que tem por trás. Não é só somente olhar. Ah, porque a gente acaba, o que que a gente acaba fazendo? Dimistificando. Ou seja, a gente acaba até mesmo falando mal disso. Não. Por trás de tudo isso tem uma pessoa, tem uma pessoa e tem uma história, né? E qual é essa história? O que que tem por trás disso? É uma perda, é um luto? É, e a gente vai falar sobre isso aqui no programa porque eh a gente tá com a BB Rorne aqui, a nossa psicóloga explicando pra gente muito bem detalhadamente. Eu acredito que com a primeira fala a gente já consegue eh fazer dimensão, né? entender um pouquinho essa questão que tá acontecendo hoje. Mas BB Reborn existe há muito tempo e no Brasil as artesãs responsáveis eh pela criação desses bonecos são chamadas de cegonhas, né? E o processo da criação desses bonecos, gente, pode durar dias ou semanas. Algumas chegam a similar partes completos. no Rio de Janeiro, eh, a já aprovou lá a Câmara a criação do dia da cegonha Borne em homenagem a essas artesãs. Você sabia disso? A Gil, ela vai contar pra gente como é que ela iniciou, né, esse trabalho com Beborn e o que te motivou a seguir nesse mercado, Gil, e você pode ampliar a sua fala e e dimensionar pra gente como que era antes e como que se transformou, qual a visão que você tem agora eh referente a essa essa essa esse crescimento, né, eh do pedido aí dos confecção dos bebês webn Então, eu iniciei, na verdade, para realizar um sonho da minha filha, né? Na época ela tinha 10 anos e com o avanço do YouTube, aí passava aquelas crianças mostrando, né, as youtubers mirins, mostrando o os bebezinhos. Então, as crianças passaram a não querer mais as bonecas antigas, né? Queriam bebês realistas para brincar. E sempre eh eu gostava muito já de trabalhar com artesanato. Então eu comecei a pesquisar, a pesquisar e pensei: "Bom, vou tentar investir nessa arte". A princípio era só para fazer uma bonequinha paraas meninas, mas aí acabou que eu me apaixonei pela arte, pelo realismo e aos pouquinhos comecei participar de feiras. Eh, foram me abrindo portas, né? eh aqui na cidade disposição e aos poucos aqui na região eu fui ficando conhecida e aí acabou que virou meu trabalho profissional mesmo. Muito bem. E é nessa questão do mercado, né? Eh, realmente quando se iniciou a arte, ela era mais voltada para colecionadores adultos, né, pelo realismo. Mas quando chegou no Brasil, as crianças se apaixonaram e hoje eu posso dizer que pelo menos 90% do público, né, eh, nossos clientes estão voltado para crianças, né? E aí, claro, hoje eh, com essas plataformas TikTok, Instagram, existe também as pessoas que criam conteúdos eh voltados, né, para essas crianças. Então, o pessoal faz vídeos de rotina, eh, tipo, esse vídeo que viralizou do da moça levando pro hospital, é um vídeo fake, não que ela levou realmente o bebê, mas o pessoal eh faz esses conteúdos, né, como marketing. Eh, entendo. A gente eh quando a gente fala de marketing, a gente percebe que o marketing é algo que é impressionante, né? E agora com as plataformas, as redes sociais, o imediatismo, as coisas acontecem de uma forma que você não tem controle sobre elas. E aí tudo que você vai ver hoje na internet tá falando dos bebês reborn, né? Então tem sim os vídeos fake, tem sim essa questão do marketing em cima ao marketing, porque isso vende. E as pessoas, a gente precisa entender que a rede social, as plataformas é um tipo de comércio, né? Mas aí a gente tem um outro lado da história, tem o marketing que eh impulsiona você e tem uma assertividade para que você efetue a compra para vender. Agora tem você que vai comprar ou não o produto que está sendo vendido. E aí quando a gente fala disso, a gente percebe que hoje as mulheres elas estão sim buscando, né, eh, o bebê reborn e como colecionadoras ou também com uma questão aí de afeto. Uhum. Né? Sai da brincadeira. Uhum. Eu eu percebo, eu não sei, eu percebo que sai da brincadeira e entra numa questão bem séria, porque como você disse, eh, foi usado, né, eh, em consultórios de forma como forma de terapia, super bem vista, muito legal. E eu tô aqui com o bebê no colo e é gostoso, sabe? É gostoso, é um aconchego, é algo legal. Só que aí o que que acontece? Eh, o porqu se transformou nesse negócio tão viral. Será que mães estão substituindo os bebês eh de verdade, né, os nossos filhos pelos bebês reborn por conta do medo de que o que vai ser lá na frente, né? Porque eu, a partir do momento que eu sou mãe, além dos 9 meses, eu vou lidar com algo que eu não tenho certeza. Então, é um investimento. Eu costumo dizer que filho é investimento, que você não sabe se vai dar certo ou não, né? Porque cada um tem um jeito de viver. E aí é um ser humaninho que você tem que educar, mas você pode se decepcionar e essa decepção dói. Isso. Qual a avaliação que você faz eh dessa questão eh de eu não quero mais me decepcionar, então agora eu vou transferir todo o meu amor para uma boneca. Isso, isso mesmo. E é, e é isso que a gente precisa ter esse olhar. Eh, a minha filha teve uma boneca dessa também e eu lembro que ela cuidava, que ela dava mamadeira, que ela trocava fralda. Ela a gente transfere. Por que que a gente fala na mulher, né? Porque a mulher já tem esse esse afeto. É, faz parte do do nosso ser mulher, né? esse coisa de cuidar, de ser mãe. Então, quando você é pequenininha, quando você é criança, você transfere para aquela mulher. Só que hoje ela já é uma adolescente, que que ela fez? Colocou no guarda-roupa. Sim. Porque agora ela tá o quê? Eu quero o meu, eu quero ser mãe também, né? Eu tenho planos de ser mãe. Então, a gente transfere. Só que acontece que tem e, infelizmente, às vezes, tem algumas mulheres que não conseguiu transferir isso, né? Eh, ainda não tem esse preparo total emocional. para ser essa mãe, será que eu quero ser mãe? E tudo bem não querer não ser mãe, tudo bem não querer a maternidade, né? O problema está nisso, que eu falei, quando a gente eh tem algo al algo algo psicológico, patológico nisso tudo, será que essa transferência que eu tô transferindo para essa boneca é isso, é essa ausência de de maternidade? Não, eu não quero eh ser mãe ou eh tudo bem, eu vou transferir todo esse amor para essa boneca. Essa boneca não chora, não dá trabalho, ela não vai crescer, ela não vai me abandonar quando tiver adolescente ou adulto. Então a gente tem que tomar esse cuidado em olhar o que que tá acontecendo por trás desse simbolismo, né? O que que ela tá trazendo de simbolização para essa boneca. É o afeto, é esse cuidado, é esse? Não, é, eu vi uma uma reportagem muito legal de um casal, eram dois homens, né? E eles tinham esse esse tinham dois, eram dois bebês. E eles, eu vi ali muito claro isso, ele eles transferiram todo o desejo de ser de ser pai, de ser mãe para aquela boneca. E ele conversava muito com a boneca e ele eh ele chegava do trabalho e falava: "Bom dia, boa tarde, boa noite". Eu cheguei dava beijo, abraçava, levava pro parque. E ele falou assim na na nessa entrevista: "Eu não, eu não aceito chamar essa essa essa o meu filho de boneca, não é boneca, é meu filho." Então, a isso era uma verdade para ele, que aquele aquela boneca não era boneca e sim era o filho dele. E o o o parceiro dele falou assim: "Se eu tivesse um filho, eu queria que fosse igual a ele". Então, ou seja, transferiu totalmente o desejo de ser pai e de eu ser mãe para aquela boneca. Então, o que que tá por trás disso? O desejo, a carência. Eh, e isso a gente tem visto muito, sim. Então, a gente tem que tomar muito cuidado no que a gente tá transferindo para esse bebê, para essa boneca. O que que tá trazendo? Qual o significado disso tudo? É, né? Uma pergunta que a gente precisa se fazer, né? Porque a gente é, olhar a grama do vizinho sempre é melhor do que olhar a nossa, né? Olhar a vida do outro sempre é melhor do que olhar a minha vida. Agora a gente tá falando aqui de bebês eborne porque viralizou, é marketing, todo mundo tá falando, mas tem outras coisas também, tem outras situações também, né? né? Tem pessoas que se apegam a objetos que não são bonecas, mas que transferem um tipo de sentimento para aquele determinado objeto. Agora eu pergunto eh para pra Gil eh se você já recebeu eh pedidos, né, eh encomendas eh referente a situações de luto, eh de perdas, como é que foi essa experiência? Então, os nossos clientes adultos, é, no meu caso, é uma minoria. Eh, a maioria dos adultos quando chega a fazer um pedido, elas querem um bebê por semelhança. Então, tipo assim, elas eles têm filhos já crescidos e gostaria de fazer um um bebê parecido quando eram crianças, né? Mas assim, mais para deixar de recordação mesmo. Agora, por uma questão assim de luto, eh, eu nunca tive, eu tenho clientes que até faz, eh, uma terapia com bonecas que tem depressão, mas são pessoas que já gostavam de bonecas ou porque na infância não tinha oportunidade, né, pela pobreza de ter uma boneca. Então, carrega consigo isso. E aí quando adultas tem oportunidade de ter uma boneca, mas é mais paraa questão colecionável mesmo. Assim, no meu caso, eu nunca tive um uma situação crítica assim, sabe, da pessoa realmente ter o bebê como filho. Pelo menos na minha experiência desses 8 anos, não. Muito bem. Agora 8 anos você confeccionando, né, desenvolvendo a sua arte. Eu quero parabenizar você porque olhando, eu nunca tinha pego um bebé reborn e olhando assim é muito realista, né? São detalhezinhos que a gente vê na mãozinha, né? No rostinho. E demora para fazer isso, hein? Tem que ter uma sensibilidade extrema. E você consegue avaliar e mencionar o crescimento desse mercado, eh, tipo assim, vamos colocar aí de uns 6 meses para cá, tem aumentado aí os pedidos para você, como que você avalia esse crescimento? Então, como a psicóloga já tinha colocado, né, pra gente que já tá nesse fundo, eh, esse fundo foi uma novidade. Na verdade, tem muito mais de se meses que a arte se expandiu, só que assim, ela era muito conhecida para quem tem uma filha menina. Então, assim, todo Natal é aquela correria que é o presente mais esperado entre as meninas. Então, não é nenhuma questão de se meses, né? já vem aí, posso dizer aí nos últimos 5 anos, é uma coisa que já se tem se expandido bastante a procura. Hoje eu eu acho que o Brasil é um dos países que mais tem artistas, né, que trabalham com os bebês ribornes, só que essa questão viralizou agora nesse momento mais por causa dos conteúdos. Então, algumas pessoas adultas que não conheciam, não teve essa estranheza, mas paraa gente que trabalha eh não é nenhuma novidade, né? O mercado já cresceu já há muitos anos. Olha aí, né? Que interessante, porque a mídia, o marketing, ele traz o boom, ele traz à tona, né, essa questão, porque a gente tá falando com uma pessoa que confecciona os bebês Reborn, é uma artista, uma artesã e ela disse que é natural, é algo natural e que sempre teve aí os pedidos. Então, é realmente o marketing ele é o grande responsável por tudo isso que tá acontecendo e também pelo conhecimento, né? Algumas pessoas não conheciam, estão conhecendo agora. E aí, por conta dessa sensibilidade que a gente tem saúde mental, a gente precisa tomar cuidado, não é? Não é o Rub, sabe o que que eu achei? Eu acho, né? Eu acredito que a internet isso fez esse bom com certeza que a gente tá falando. E a gente por trás disso assustou um pouco porque misturou muito a realidade. Aham. com o a fantasia, o símbolo, o símbolo, né, disso tudo. Eu vi uma essa influenciadora que até viralizou na internet falando sobre isso, né? E e eu vejo por trás disso um outro olhar, o desse olhar mesmo, sabe, de viralizar, de causar, de fazer, ou seja, ela ela até comentou, né, que depois disso ela vendeu muitas bonecas. Uhum. Hum. Ela vendeu, ou seja, ela tem um patrocínio também por trás disso. Então isso também é comercial, né? Só que o que que assusta pra gente? A gente vê todo esse processo da mãe e dela todo todos esses cuidados levando pro hospital. Sim. Eh, dando um banho. Ai, não sei se você chegou a ver, tem até um parto ga, é, eles elas colocam dentro de uma bexiga, tem a água, porta. Então isto pra gente que causa estranheza, é porque na verdade eh se a gente for analisar da parte comercial é tudo uma questão de marketing. Isso, mas aí você você está entregando uma questão de marketing, mas quem está recebendo está recebendo de uma forma diferente. É o que que é a pessoa que tá vendo? Fala nossa aí ela pode se identificar. Uhum. falou: "Nossa, eu quero isso também para mim, porque talvez eu não consiga ter eh não quero ter a maternidade, não quero ser mãe e vou o que que ela vai transferir para essa boneca." Então isso sim que a gente tem que tomar muito cuidado a forma que a gente tá recebendo toda essa informação, né? Isso e não o fato de colecionar, de produzir, isso não tem problema algum nisso. Mas a forma que a gente tá levando isso, eh, teve teve uma que viralizou também, ela colocava filtro na boneca. Não sei se você viu, não vi. Então, a boneca piscava, a boneca sugava a mamadeira. Então, as pessoas que talvez não tenham, eh, infelizmente, talvez não tenham tão conhecimento disso, não sabe que aquilo era um filtro e acha que realmente a boneca tava falando, a boneca tava pisc, a boneca piscava o tempo todo. Uhum. Então isso causa assim um um uma estranheza, um impacto, um impacto grande emocional. emocional, porque de repente a pessoa que tá tá tá recebendo essa informação, ela ela não tá num momento bom e aí ela vai se apoiar nisso. Olha só, a gente vai exibir três vídeos, é rapidinho, tá? Só pra gente entender mais ou menos o que tá acontecendo e aí depois a gente vai falar sobre esses vídeos. O primeiro vídeo, gente, é do encontro dos das mães Reborn no Ibirapuera. Aí depois tem um outro vídeo que viralizou. Bom, são muitos vídeos, né? Eu peguei só três só pra gente contextualizar, tá? Então, o primeiro do Ibiuera, o segundo é um vídeo que pode ser para viralizar ou também pode ser que tenha acontecido que a mãe Reborn estacionou o carro em uma vaga de gestante. E o terceiro vídeo, né, é a questão da advogada dando um depoimento. Será que a gente chegou a esse ponto mesmo? Ou será que tudo isso é para viralizar, gente? É algo que acende um alerta e a gente precisa tomar muito cuidado com isso porque influencia e bastante na saúde emocional. Pode soltar, produção. Aqui com a Jéssica que ela acabou de pegar ela mesma no passado. É isso? Aham. Eu quando era criança. Ó, nós estamos aqui com um bebê reborne que se chama Chico Barne. É isso mesmo? É, é. Chico, B por tua causa. Mas a senhora que colocou a linguinha para fora? A linguinha não, já vem pronto. Aí eu só pintei, só renasci. Tá cabeludo já, né? Aparecendo o Juca Chav. É mesmo? Meu Deus do céu. O que que houve? Que que houve? A cabeça da neném tá pesada. Como é que é o nome dele? Ariel. Quando eu quero vestir de menininha, eu vestido de menininha. Ah, é, ele é fluido. Exatamente. Um pouco, hein? Vamos ver se eu se eu vou ganhar o sorteio. Saiu algum número já? [Música] Ai, tô indignado. Ela tem um bebê reborne e parou na vaga de grávida. Uma mãe de bebê reborne acabou arranjando uma baita de uma confusão num estacionamento em Campo Grande. Ela foi lá e estacionou o seu veículo numa vaga de gestante. Quem é que tá certa? Ô, ô, Fefê, conta para mim, hein. Ah, meu irmão, de verdade, a doida para na vaga de grávida já é um probleminha, mas assim, ter alguém que foi lá e se indignou e sair na mão com essa pessoa também, essa pessoa também tem um probleminha. As duas tem um probleminha, mano. Ô, irmão, o que que vai mudar sua vida? Vai cuidar da sua vida. Se eu tivesse uma mulher grávida e eu não poderia parar o carro por conta dessa maluca que resolveu pegar uma boneca, deixou no carro e falou que a vaga é dela. Mas para pensar, ó, tá vazio, tem um monte de vaga também, entendeu? Eu também vi esse lá. Isso que eu falar, tá? Tá, é uma treta. Eu acho que é o povo no Mato Grosso do Sul que quer ter uma tretinha. Será que eles não querem entrar na fazenda? Bebê Reborne tem direito à pensão, tenho custos altos mensais com eles. São da época do casamento. Ele pode exigir a convivência. Sou muito apegada a eles. Sei que parece loucura, mas para mim são meus filhos, assim como crianças e pets. Pet tem direito à pensão, né? Que surto é esse de bebê reborne? Pelo amor de Deus, que surto é esse? Minha gata não parece loucura. É loucura, tá? Gente, pelo amor de Deus. Filho não é igual pet. Minha gata. Filho não é igual pet. E bebê reborne não é igual pet nem criança. Pelo amor de Deus, pet, criança, criança. E bebê reborne, sabe o que que é? Você pode não aceitar, mas sabe o que que é bebê reborne? É uma boneca, é um objeto. É a mesma coisa de eu falar assim: "Meus óculos tem direito à pensão? Porque eu sou muito apegada a eles. Será que meu ex vai querer conviver com os meus óculos? Eu tenho manutenção mensal dos óculos. Preciso comprar um monte de coisa para óculos. Tem direito à pensão?" E de repente eu lhe meu direct, tem um monte de mensagem sobre bebê reborne, guarda de bebê reborn, pensão para bebê reborn. Gente, isso é uma boneca, é um objeto. Ah, e tem umas doidas que estão falando que o bebê reborne paraa mulher é como os bonequinhos pros homens. É como os carrinhos pros homens. Vocês estão vendo por aí algum homem levando um bonequinho do Homem-Aranha no cardiologista para ver se coraçãozinho do Homem-Aranha tá em ordem ou levando o carrinho da Hot Wheels no mecânico? Vocês estão vendo por eu não tô. Eu sou bem contra a ficar tocando pau em mulher, como vocês bem sabem. Eu bem passo pano para mulheres e vocês já sabem disso. Só que esse negócio do bebê reborne é parte de bebé reborn. É bebê reborne que vai para um socorro que vai não sei aonde que toma petamil. Gente, pelo amor de Deus, a gente aqui desse lado do feminismo tá lutando para igualdade, não para essas bobagens. Ah, Fernanda, mas aí aí vai vir o cancelamento. Esse é o momento. Ah, Fernanda, mas você não sabe, de repente essas mulheres estão sendo curadas de luto. Então, tá bom. Então, estão sendo curadas de luto, mas elas precisam entender que são uma boneca. E aí o lugar delas é na terapia, é com psiquiatra, é com terapias para cuidar da cabeça e do emocional. Só que um bebê reborne é um objeto, é uma boneca. Se tirar a cabeça do bebê reborn não vai acontecer nada porque é um objeto inanimado, não tem vida e não, não é igual filho. Pelo amor de Deus, gente. Eu fiquei sabendo do caso de uma pessoa que coloca o relógio, o celular para despertar de madrugada para poder dar de mamá pro bebê reborne. Ô gente, pelo amor de Deus, olha isso. Nós estamos lutando por uma igualdade. Aí vem esses movimentos de loucura, infantiliza a gente, retroage a mulher a muitos passos que nós conseguimos dar por conta disso. Se você tá vivendo isso, minha gata. Você precisa de um psicólogo, de um psiquiatra. Você precisa de ajuda. Tá aqui de verdade, você precisa de ajuda. Isso daqui são objetos. E como todo objeto inanimado, como todo bem patrimonial, talvez tenha que ser partilhado. Agora, se provar que é um objeto seu, que é de uso pessoal, como é um óculos, como é um perfume, como é um anel, aí não tem que ser partilhado, mas tem que ser indenizado. Mas gente, chegamos nesse ponto de partilhar boneco, de discutir sobre pensão, guarda de boneca. É, é isso mesmo, é isso que a gente quer deixar pro mundo? É isso que nós mulheres nos transformamos, né? Renomado, eu digo assim, porque para fazer boneca, para fazer essa essa belezinha aqui, né? Qualquer um, né? É um dom, eu acredito. Vendo todos esses vídeos, qual que é a avaliação que você faz disso? Eh, você continua nessa posição de que é o marketing mesmo? ou que tá acontecendo alguma coisa diferente aí. Olha, nessa questão da da vaga de motorista que tava conversando aqui em casa com meu marido, eu creio que é mais uma questão de caráter mesmo. Eu acho que essa mulher ela ocuparia não só uma vaga de gestante, como uma vaga de idoso, eh uma vaga de ah cadeirante. É aconteceu dela estar com essa boneca, né, e se aproveitar da oportunidade. E aí acaba passando eh eh toda essa negatividade, né, que todo mundo acha que as colecionadoras, né, de e bonecas vão ocupar vagas, mas eu eu vejo isso como exceções, né, e mais uma questão de caráter mesmo, não pela questão da boneca. E nessa questão da guarda, né, por exemplo, não sei se é o mesmo caso, né, qual tal o qual nós temos conhecimento, mas um dos casos que a gente tem conhecimento que estão lutando pela guarda, né, entre aspas, do bebê, mas é porque esse bebê seria uma pea, eh, porque assim, eles têm o Instagram ou TikTok, alguma coisa assim, que usam essa boneca, né, para criar conteúdo. Então, eu creio que não é pelo valor afetivo, mas sim pelo valor financeiro que essa boneca traz para esse casal. E aí, se eles faziam eh o conteúdo junto e agora vão se divorciar, aí agora quem que vai tomar conta dessa rede social, né? Quem que vai ganhar dinheiro com esse boneco? Então, nessa questão, eu creio que são mais questões financeiras do que questões emocionais. É claro que a gente sabe que existe exceções, né, como já foi colocado, mas eu ainda eh bato na tecla que que essas que essa esses casos assim mais extremos ainda é uma exceção, ainda é uma minoria, né? E e como eu disse anteriormente, o pessoal tá confundindo muito o fake com a realidade, né? O que para nós eh era normal, né? fazer esse marketing, essa coisa lúdica, as pessoas que não conhecem estão confundindo muito, né? E creio que muita gente tá pegando onda, né? Se aproveitando dessa dessa desse bo, né? Para se aproveitar mesmo, para ganhar mais dinheiro, para viralizar. Eu acho que a grande questão questão hoje em dia é que tudo o pessoal quer se aproveitar para viralizar, né? todo mundo quer fazer conteúdo para ganhar dinheiro de alguma forma e as coisas acabam chegando num ponto assim que a gente tá vendo que algumas artistas estão até contando nos grupos, em reportagens, que elas já estão até sofrendo ameaças, porque as pessoas estão começando a acreditar que a gente influencia essa questão eh da adoção de maternidade, né? como se a gente quisesse substituir os nascimentos reais por bebês ebornos, não é isso, né? Então assim, é o que a gente tá querendo, a gente tentando explicar pro pessoal que não é como como estão colocando nas redes sociais, né? Importante importante a sua fala, porque a gente tá aqui com uma pessoa que tem conhecimento de causa, né? que é uma artesã, é uma artista, ela confecciona esses bebês do Iborne há 8 anos, então ela tem um poder de fala muito grande. E gente, é isso, é algo que a gente precisa entender o que tá por trás, né? Tem a questão da saúde emocional, mas também faz muito sentido essa questão aí eh de ganhar, né? ganhar para mim. Vamos lá. Independente do que eu vou causar no outro, eu vou viralizar e vou ganhar minha minha renda, né, meu dinheirinho. Agora, Fabiana, a questão psicológica, eh, de tudo que a gente assistiu, por gentileza, tô ansiosa pela sua fala. Isso. Eh, quando eu eu entendo, né, que tem os dois lados, tem os dois lados aqui. A gente não pode eh não dar razão para esse lado que a gente tá falando, desse emocional, desse cuidado com essa mãe, o que que tem por trás disso. Eh, bem diz, né, advogada, se a gente percebe que tem algo que realmente tá indo para um lado mais psicológico, será que não é uma psicopatologia? Tem que tomar cuidado. Sim, tem os a gente tem que procurar psicólogos, tem a terapia, o que que tá por trás disso? É o luto ou não? A gente tem que, eu, eu não posso simplesmente falar, não é só marketing isso, porque isso também remete, me remete a esse cuidado, a essa carência. desses outros vídeos que eu te falei de pesquisas. Tem um, vi também uma reportagem nos Estados Unidos que tinha um bebê no carro e chamaram polícia, quebraram o vidro do carro, eh, todo um transtorno. O que que essa essa esse essa pessoa podia ter feito? Coloca um pano na boneca, né? Coloca um pano ou tira do carro, né? para não causar todo esse transtorno. Então, a gente que tá ali de fora, olha para aquilo, se assusta mesmo, né? Eh, mas tem outro lado também dessas colecionadoras que faz com tanto carinho, com tanto amor. É tão lindo, né, de você ver todos esses detalhes. Eh, as crianças amam essas bonecas. Eh, os adultos também gostam dessa boneca. Claro que gosta com carinho, mas é aqui. Boneca aqui, realidade aqui, né? A minha filha eh, eu vou cuidar, eu vou ter trazer todo um carinho, mas a boneca tem um lugar de fala dela, que é esse lugar. Uhum. Né? é aqui, é colecionar, é ter com carinho. E aquilo que eu falei das das meninas que são pequenas, que são crianças, elas colecionam isso, elas gostam disso, porque traz esse simbolismo do brincar, mas depois numa outra fase isso deixa de lado. Sim. Vamos se tornar adultas, vamos se tornar mães, próprias mães, com os nossos afetos reais. Então, quando deixa de ser real, aí sim a gente precisa tomar um cuidado e a gente, a psicologia tá aqui para isso, para poder te ajudar. a perceber o que que é essa carência. É uma carência emocional, é uma carência afetiva, é uma perda, é um luto. A gente tem que tomar muito cuidado e ter esse olhar com essa mulher por trás de tudo isso, né? Eh, você viu os depoimentos, né, das mulheres lá no Ibirapuera, né? Eh, eh, fizeram um encontro de mães reborn. Por que que nunca houve isso antes, né? Se existe as bonecas que e continua vendendo faz muito tempo, as pessoas continuam comprando, né? Você consegue isso e falar pra gente o que que tá acontecendo assim? É, é algo diferente encontros. Esses encontros, pelo que eu percebi ali, já são encontros que já tem alguns anos. Me parece que tem algumas organizadoras, não é uma só, são várias organizadoras que promovem esses encontros há mais de 10 anos. Olha isso e que viralizou só agora. E viralizou agora. Elas já tem esse encontros, elas têm sorteios. Hum. Eh, eu eu assisti essa essa essa entrevista e eu vi, é óbvio que tem ali condicionadores, mas também tem essa carência de de se encontrar, de estar ali com bebês. Essa moça que falou, né, eh, ela não tem filho, ela não tem filho. E ela olhava pra foto dela e amava ela daquele jeito. Então, ela queria ter um retrato dela pequeno. Então, olha a identificação, olha o que ela colocou naquela boneca. Olha quanta emoção tem naquela boneca, né? E o perigo tá nisso. E se essa boneca acontece alguma coisa? Nossa, gente, é perde essa boneca ou rouba com essa boneca, o que que vai acontecer com ela, né? Então isso sim, a gente precisa tomar esse cuidado. É uma questão de saúde mental, sim, né? Porque a gente precisa saber separar a fantasia da realidade. Você sabe que eu pensando aqui, essa questão dessa viralização, né? Uhum. Dos bebês reborn. Eh, é importante a fala, né, da Gil, porque a gente traz uma naturalidade do assunto, porque é algo natural, é algo que tem há muitos anos, a Gil trabalha com isso há 8 anos, né? Então, ela disse que o comércio continua, a venda continua, os pedidos continuam. Eh, mas isso viralizou agora por conta do imediatismo e também por conta aí dos ganhos, né, nas redes sociais. Só que é importante a gente salientar e abrir um um adendo aqui, que isso abre caminho para outras coisas, para outras situações. Eu estava vendo, pesquisei muito sobre o assunto, porque a gente tem que tomar cuidado, gente, que é um assunto polêmico, mas a gente não pode polemizar mais. Já tá polemizado demais, a gente tem que colocar é na caixinha, sabe? A gente tem que entender os pontos, colocar na caixinha e parar de polemizar uma coisa, porque senão isso vai tomar proporções. Eu eu que não sei se já tomou, né? Porque tem consequências. Aí o que acontece? Tem uma artista que ela tem uma uma casa que nessa casa é uma é uma fazenda que ela cria bichos e aí ela ganhou um porco reborne. Ô gente, pera aí, né? E aí ela tá tratando o porco reborne como se fosse um bebê. Eborn, eu pegar o bebê, ele no colo, falar: "Oi, bebezinho, tudo bem" e tal. É uma coisa agora pegar, né? Eu pegar um bebê porco. Ô, gente, pera lá, eu não tô entendendo. Um bebê porco, né? Porco, porco, porco de verdade mesmo, assim, mas é de silicone. Ai, que lindinho meu bebezinho. E aí eu acho que tá passando do limite. E aí agora para viralizar mais, vem a questão do pet reborn. Ô, pera aí, sabe? Ato lá, né? Poxa, Jesus tá voltando. O que que tá acontecendo? Essa questão tá indo um pouco além e a gente precisa puxar o freio porque senão vai tomar proporções desastrosas. Você concorda comigo, Fabiana? Concordo plenamente. Aquilo que a gente tava falando, né? Eh, o problema não estar nisso, né? E você ter uma boneca. Não, não é isso. Mas o que que você tá fazendo com essa boneca, com esse bichinho de estimação? Você tá transferindo, você tá o real por o imaginário? Você não quer mais ter trabalho? Ou seja, eu quero só dar amor, eu quero ser o centro das atenções. Eu não preciso que ele me dê trabalho. Eu não preciso que esse cachorrinho, né, dê trabalho. Eu preciso levar levar ele todos os dias para Sim. Cachorro faz xixi, faz cachorro, come. Dá trabalho, gente. Dá trabalho. Eu não quero ter trabalho. Não quero ter trabalho. Então eu prefiro ter um bichinho ali que acho que é um bichinho, mas é um é um robô. Até tem robô, né? Cachorro. Cachorro robô. É cachorro robô. Agora cachorro reborne também é porco reborne é tudo reborn. Eu não tô entendendo. Eu só entendo uma coisa. A arte é maravilhosa. Artista é excepcional, tá? Eh, coleção de bonecas é muito bom. A minha filha tem coleção de bonecas. Eu acho lindo boneca. A minha mãe, quando chego lá, ela tem boneca em cima da cama de que de quando a gente brincava de boneca. O meu bebê reborn na minha época era aqueles bonecão de plástico assim, sabe? Era aquele lá. E tá tudo bem, as coisas vão melhorando, graças ao bom Deus que as coisas melhoram. Só que a gente não pode piorar, a gente tem que seguir. As coisas melhoram, a tecnologia vem, mas a gente também precisa melhorar. A gente não pode estagnar. E que bom que tem pessoas assim como a Gil são capazes, t de confeccionar uma coisinha maravilhosa dessa. E que bom que a gente tem psicólogas como a Fabiana que podem nos colocar na caixinha, nos trilhos de novo, né? Porque a gente não pode perder a linha, não. A gente precisa seguir e seguir com discernimento, gente, por favor. Tá bom? Agora 8:51. Ô, produção, eu até esqueci do tempo aqui. Eh, nós temos eh participação dos telespectadores. Se tiver, passa pra gente. Pessoal tá assistindo a gente, né? Tá, eh, participando também através do nosso WhatsApp. A gente tá falando aqui de bebê reborne. Vamos lá, Lucas Santa Genebra. Como é feito o processo para deixar um bebê reborne tão parecido com o recém-nascido? Existe alguma técnica que o torna mais realista? Olha aí, ó, Gil, Lucas perguntando para você. É curiosidade das pessoas, tá vendo o outro lado, né, do dos bebês Weborn? Sim, nós trabalhamos com uma técnica de realismo. A técnica de pintura, ela é como se fosse pintar um quadro, né? Mas só que a gente pinta no molde 3D, digamos assim. Mas é uma técnica de pintura própria para isso, né, que a gente vai trabalhando em camadas até chegar a uma textura de pele realista. Então hoje nós temos materiais apropriados para isso, né? A questão também do implante, a gente tenta fazer o máximo possível para trazer o realismo para aquela peça, né? Realmente a ideia é impressionar tanto na pintura ali como na forma que a gente traz ali na fotografia, na forma de segurar, é todo um conjunto para trazer esse realismo, mas existe esse técnica, existem hoje cursos para quem quer aprender. Então é todo um passo a passo ali para trazer esse realismo. É realmente é uma arte, né? A confecção desses bebês é uma arte de verdade a gente percebe aqui pelos detalhezinhos, né? Ela tá aqui comigo e olha só, né? Parece um bebê de verdade. Vamos lá, tem mais participação? Pode mandar pra gente. 8:53. Estamos falando dos bebês viborne aqui no nosso estúdio de Câmara. Deixa eu sentar direita aqui que eu já tô me acomodando com ela aqui. Eu vou falar um negócio para vocês. É quentinha, é gostoso. A Paula do Cambuí. O que leva uma pessoa a criar um vínculo emocional tão forte com o boneco a ponto de tratá-lo como filho? Isso é saudável? E aí, Fabian? Não é saudável. Não é, né? Não é saudável. Não é saudável. Sabe por quê? Porque a gente tá fazendo troca. Troca do real por imaginário. A gente tá trocando essa esse amor afetivo que a gente pode dar para uma criança, que a gente dá pode dar pro real, para uma boneca que não tem sentimentos e não vai te trazer um retorno desse sentimento. É, então saudável não é. Por isso que precisa procurar ajuda, né? A gente tá aqui para poder ajudar nesse sentido. Eh, porque atrás, aquilo que a gente falou, né? Atrás disso tudo tem uma pessoa. Uhum. Eh, hoje eu percebo também que às vezes as pessoas não querem pedir ajuda. É verdade. Não querem pedir ajuda. Então, acho, OK, mais fácil eu transferir essa minha ansiedade, essa minha depressão para para esse símbolo, para essa boneca, ou seja, qualquer coisa que for, né? Então, procure ajuda. Precisa, é verdade, gente, precisa buscar ajuda. E se você é colecionadora, colecione. Mas a coleção ela costuma ficar em exposição, né? A coleção é legal a gente colecionar e deixa exposição, mostra para um amigo, para uma amiga. Agora, cuidado com a exacerbação do afeto, né? 8:55. Vamos lá, tem mais perguntas pra gente? Pode mandar. Deixe ver. A Camila do Jardim Chapadão, quanto tempo leva em média para produzir um bebê reborn realista, feito sob encomenda? O processo é muito trabalhoso, como é que é, né? Tem que tem que esperar secar, porque são detalhezinhos, né? Ô, Gil, sim. A fora o processo do material chegar, o processo da confecção de um bebê, ele pode levar de 10 a 20, 30 dias. Tudo vai depender do tamanho daquele bebê. Uma parte que é muito demorada é um implante que é fio a fio. Então assim, é muitas horas de dedicação, às vezes a gente precisa dar uma pausa ali, respirar um pouco, voltar ao trabalho. Então realmente é um trabalho delicado, não só a pintura que é camada por camada, vai a tem um forno específico, né, para secar aquela pintura, mas o implante é uma parte muito delicada, porque todo o trabalho ali do implante é manual. Então assim, a confecção em si do bebê pode levar de 10, 20, 30 dias. Tudo depende do material, né? Hoje em dia a gente também tem o silicone, né? Então é um material que demora mais, né? A produção. Então tudo vai variar dessas questões, tamanho e a as especificações daquele bebê. Poxa vida, né? Percebe como demora, né? para a confecção de um bebezinho desse, que às vezes significa muito, né, para uma pessoa, mas eh tem que tomar cuidado com o significado. Gente, eu sempre bato nessa tecla. Eh, o excesso esconde uma falta, né? Então, a gente não tá aqui para julgar ninguém. Eh, nós não estamos polemizando nada também, porque não é o intuito, né, do estúdio Câmara. A gente tá aqui para conversar com você que tá aí do outro lado, mostrar, né, várias faces desse tema. Eh, a gente fala de marketing, a gente fala de empreendedorismo, que é o caso da Gil, né, que confecciona os bebês, e a gente fala também da questão da saúde mental, porque o que nós estamos vendo, seja para viralizar ou não, é algo que causa assim um estranhamento, né, uma estranheza e assusta. E é por isso que a gente trouxe esse tema para vocês, tá bom? Vamos lá. 8:57. Tem mais perguntas? Se tiver, pode mandar pra gente. O Daniel do Taquaral, existe alguma relação entre o uso dos reborns e quadros como depressão ou luto mal elaborado? Pode ser uma forma de negação, Fabiana? Sim, pode. Eh, como eu disse no começo, era usado, né, para terapia, para depressão, para luto, eh, para mães que perderam até bebês em guerra. É, exatamente. E, né, nesse contexto era usado. Então, pode ser usado sim, eh, para um fins terapêutico. Pode ser usado sim. E você vê, né, é importante mostrar esse outro lado também, porque um bebê desse pode melhorar a qualidade de vida da pessoa quando a gente fala eh dos fins terapêuticos, né, da terapia, mas também pode causar aí um processo de saúde mental que você precise buscar uma terapia. Tá vendo como é importante manter o equilíbrio? Acho que o equilíbrio é a chave de tudo nessa vida, né? E é algo que não é fácil a gente manter, né, Fabiana? Uhum. Com certeza. É o equilíbrio, a chave de tudo. É isso mesmo. Eh, a terapia ela tem um tempo, então essa boneca vai ser usado como processo terapêutico por um tempo. Depois não mais, né? Quanto tempo isso está sendo usado como terapêutico a vida inteira? Não. Então não é mais terapêutico. É o tal do equilíbrio. É isso. 8:58 pode mandar mais pra gente. Eu estou muito confortável com esse bebê aqui. É a Bela. Vamos lá. Atalita do Jardim Flamboian, já aconteceu alguém de pedir um reborn que imitasse características genéticas do pai e mãe como se fosse um filho do casal. Gil, para mim nunca aconteceu. O que é normal pra gente é a mãe, né, querer fazer um bebê com as características do filho quando era pequeno. Por exemplo, agora no Natal eu tive um cliente que ele queria fazer uma surpresa pra esposa, os filhos já com mais de 30 anos, né, ele queria presentear ela ali com os bonecos, né, com característica dos filhos quando eram pequenininhos. Então nós fizemos um bebê ali todo caracterizado. Eh, eles gostavam muito de festas alemãs, então a gente fez ali a roupinha, mas tudo assim para caracterizar os filhos, uma recordação, né? Então ela deixa lá de enfeitezinho, mas é como uma recordação, como se fosse um retrato em 3D, mas no caso, se querer características da mãe e do pai, no meu caso, nunca aconteceu. Então você vê, é interessante essa pontuação eh dela, né? Porque quando a gente vê os vídeos, quando a gente vê tudo que tá acontecendo na internet, a gente tem um outro olhar e ela traz algo tão natural. traz algo tão natural que faz a gente parar para pensar, será que tudo isso que a gente tá vendo tá acontecendo mesmo, né? Porque não abre aí um precedente. Eu aqui nesse momento tô pensando nisso porque, poxa vida, né? Ela trabalha com isso há 8 anos, tem lá os seus pedidos, mas são pontos aí que ela tá passando pra gente que não fazem conexão com tudo isso que tá acontecendo. Você concorda? Concordo. Você viu como a internet Aham. Como a rede social tem tomado um tamanho que às vezes às vezes a gente não tá tendo conta disso. Eh, o que que isso tá causando na saúde mental, né? Isso foi só um ponto, né? Tem várias outras coisas. Ex. Sim. Não é só isso. O quanto isso não se torna eh potencializado tudo isso, né? O quanto isso não se torna doentil. Então a gente tem que tomar muito cuidado com a rede social. O que que a rede social quer com isso? Então antes de sair fazendo tudo que a rede social manda manda fazer, né? Vamos procurar saber e entender o que que tem tempo por ir trás disso tudo, né? Eh, importante. Eu acho que esse esse estúdio Câmara de hoje contribuiu bastante aí paraa gente ter um pouquinho de conhecimento do que tá acontecendo. Até para mim foi uma surpresa porque eu imaginei que assim esse universo dos Reborns para você Gil confecciona, que trabalha com isso, né, estivesse assim de uma forma meu Deus do céu, mas não é algo que está acontecendo naturalmente para você, pelo menos é isso que você me passa. Os encontros de Reborn acontecem há muito tempo, os pedidos continuam da mesma forma, né? Não tem essa coisa assim que a gente vê na internet que tá uau, né? Eu acho que a gente precisa parar, prestar um pouquinho de atenção no conteúdo que a gente consome, no que a gente acredita, né, Gil? Sim. E assim, eu queria enfatizar que nós, como artistas, a gente jamais incentiva essa questão da substituição da maternidade real. né? Eu sou mãe, a maioria das artistas são mãe, então a gente não incentiva de forma alguma, né? E se chega uma cliente assim, eh, com estado de depressão, muitas gente a gente até faz amizade com essas pessoas porque a gente conversa, a gente tenta dar um apoio e jamais crucificar, atacar essas essas pessoas, né? Porque assim, o que entristece muito é que a gente vê eh que essas mulheres estão sendo atacadas, né? Muitas vezes as pessoas próximas não procuram nem ajudar, mas acabam eh atacando, questionando. Eu fico muito feliz da forma que a psicóloga tá colocando aí de uma forma carinhosa. E a gente tá vendo nas redes sociais que muitos especialistas não estão tendo esse carinho que ela tá tendo, né, de ver a questão eh por de trás disso, né, que essas pessoas precisam ser tratadas com carinho e não atacando, né, de forma pejorativa, como estão fazendo por aí. Então, assim, é isso que nós artistas queremos que as pessoas entendam, né? Nem tudo que tá na internet é como é. E no caso, né, dessas pessoas que no meu ver são minorias que precisam, né, de desse cuidado, sejam tratados com mais carinho. É, exatamente, porque precisam ser tratadas com carinho, né? Porque se estão passando por um processo que é uma patologia, isso tem que ser acompanhado e tem que ser acolhido. Isso não é, Fabiana? Principalmente acolhimento. Uhum. acolhimento para essa mulher que talvez não tá conseguindo transmitir o que que ela realmente tá sentindo. O julgamento, a gente tem muito disso, né? O ser humano julga muito o outro sem saber o que que tá acontecendo por trás daquilo tudo, né? Então a é muito fácil até no vídeo você viu ele fal aquela doida deixou muit termos pejorativos que machuca muito isso. A gente não sabe quem é a pessoa. Às vezes ela esqueceu simplesmente ou realmente às vezes falta de caráter. A gente não sabe o que tá acontecendo. Mas o que que a gente fala? O monte de coisa negativa das pessoas, né? Julgamento e joga pedra sem olhar primeiro pra gente, né? O que a gente também tem defeito, a gente também erra. né? É isso, gente. Olha só, né? O tema de hoje, Bebês Reborn, entre o afeto e a polêmica, nos mostrou como o afeto pode se manifestar, né, de maneiras inesperadas, delicadas e para alguns até controversos, né? Os bebês reborn despertam sim emoções intensas para uns, mas para outros são apenas peças de arte, para outros são filhos de coração. Mas é importante a gente lembrar que toda forma de afeto, ela merece respeito, especialmente quando ela não fere ninguém. E ainda assim é essencial a gente manter um olhar atento, tá? Quando o apego ele ultrapassa os limites da fantasia saudável e começa a interferir na vida real, aí é ajuda, é a hora de você buscar ajuda psicológica. Então eu acho que o programa de hoje conseguiu trazer pra gente eh uma pontuação bem legal sobre eh os bebês born e essa essa viralização, né, e essa polêmica que estão fazendo em cima de algo que pode ser natural. Eu quero agradecer a sua participação, Fabiana, a sua contribuição com a gente, né, essa visão tão necessária que você trouxe eh no olhar com carinho e com cuidado com o outro. Muito obrigada pela sua participação. Eu que agradeço, viu, imensamente pela participação aqui. Maravilhosa. E a gente agradece também a Gil por compartilhar alguns momentos aí da sua vida empreendedora como artesã, né? E a gente agradece você e te parabeniza por esse dom, né? Porque isso aqui para quem faz isso, eu nunca tinha peg um e aqui eu olho como eu já pontuei aqui, eh os detalhes, gente, são magníficos e eu não eu não consigo dar nenhum lacinho bonitinho. Imagina fazer um bebê reborn. Então, parabéns, viu, Gil? Parabéns aí pelo seu dom e obrigada por participar com a gente. Olha aí, você tem uma aí, né? mostra para nós aqui, ó. Uau! E eu agradeço, olha, olha só, fico imensamente grata pela oportunidade, né, de estar trazendo de uma forma diferente, né? Ontem eu também participei de uma entrevista, mas foi mais voltada pra parte artística, né? Não tinha tido a oportunidade eh de conversar assim, né? de debater essa questão. Então assim, eu fico muito grata porque eh nós artistas estamos estamos tendo espaço, né, para colocar o nosso lado, né, e tentar explicar, porque essas essas peças s feitas com muito carinho, tá? E a intenção é é mostrar a o realismo, né, como obra de arte mesmo, jamais eh querer incentivar a substituição de de bebês reais. É, mas pra gente é uma arte mesmo que a gente faz com todo amor e carinho para levar pros nossos clientes. Maravilhosa, Gil. Maravilhosa. E que arte, viu? E que arte. Parabéns mesmo e sucesso para você, tá bom? Sucesso. Obrigada pela sua participação. Obrigada. Obrigada. É isso, gente. A gente encerra o nosso estúdio Câmara aqui com a Bela, com a gente, nosso bebê reborn, né? Olha aí, ó. Malu emprestou e a gente trouxe ela. Ô, a Bela ontem deu uma passeada lá na redação, né? Eh, teve algumas pessoas que tiveram reações diferentes, teve outras que teve umas que se assustaram, teve outras que acolheram, abraçaram e é assim, gente, é eh cada um, né, com o seu jeito. A gente só tem que tomar cuidado com o excesso, tá bom? Amanhã no estúdio Câmara a gente vai falar de amizades. A amizade tem fases. A gente fala sobre porque algumas amizades duram para sempre e outras não. Vamos entender os caminhos, os altos e baixos. E o que faz uma amizade resistir ao tempo. A gente te espera a partir das 8 da manhã com mais uma edição do estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Lembrando, gente, que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro da nossa metrópole e a programação da TV Câmara Campinas o dia todo sempre muito boa, diversificada, produzida pela equipe do grupo Mais Comunicação, uma galera que trabalha para levar para você a informação com credibilidade. Obrigada pela sua participação. A gente se encontra amanhã a partir das 8 da manhã. as nossas convidadas, nosso muito obrigada. A Malu, muito obrigada por emprestar a Bela. Um beijo grande para vocês. Fiquem com Deus, se cuidem. Cuidado com excesso e até amanhã. [Música] [Música] [Música]
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