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Estúdio Câmara | Gasto ou investimento? Como decisões financeiras impactam sua vida
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Estúdio Câmara | Gasto ou investimento? Como decisões financeiras impactam sua vida

31 views Publicado 22/07/2025 HD · 1:41:16

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💰 Você sabe a diferença entre gasto e investimento? Em tempos de crise econômica e incertezas no mercado, entender como usamos nosso dinheiro se tornou uma habilidade essencial para garantir estabilidade, bem-estar e segurança no futuro. No Estúdio Câmara desta quinta-feira, 22 de julho, vamos abordar o tema finanças pessoais de forma prática, acessível e profunda — com especialistas que vão te ajudar a repensar suas escolhas financeiras. Para esse bate-papo, recebemos dois convidados que somam conhecimento técnico e psicológico: 🧠 Filipe Abreu, psicoterapeuta e especialista em finanças, que traz uma abordagem humanizada sobre como o emocional interfere nas decisões com o dinheiro. 📊 Eli Borochovicius, economista e professor de finanças da PUC-Campinas, que oferece um olhar acadêmico e estratégico sobre educação financeira e planejamento de longo prazo. 🔎 Ao longo da conversa, vamos responder: O que realmente diferencia um gasto de um investimento? Como hábitos de consumo impactam diretamente a saúde financeira? Que papel as emoções e o impulso têm nas nossas decisões econômicas? Qual a importância do planejamento financeiro pessoal? Como transformar decisões imediatistas em ações conscientes e sustentáveis? 💸 Muitas vezes, comprar algo que traz prazer momentâneo pode parecer necessário — mas será que isso está alinhado com seus objetivos? Investir não é apenas aplicar dinheiro em ações ou imóveis, mas também direcionar recursos para aquilo que traz retorno: educação, saúde, bem-estar, conhecimento, tempo de qualidade, entre outros. 📉 O problema é que, sem uma base sólida de educação financeira, muitas pessoas acabam gastando mais do que ganham, acumulam dívidas e vivem sob constante estresse. Por isso, entender a relação entre dinheiro e comportamento é tão importante quanto conhecer números e planilhas. 📈 O episódio também traz dicas valiosas sobre como: Montar um orçamento realista; Fazer escolhas mais conscientes no dia a dia; Criar uma reserva de emergência; Evitar armadilhas do consumo digital e crédito fácil; Construir um relacionamento saudável com o dinheiro — sem culpa ou tabu. 🧩 Afinal, dinheiro está presente em praticamente todas as áreas da vida. E quanto mais entendemos sobre ele, mais autonomia e liberdade conquistamos. 👥 Convidados: Filipe Abreu – Psicoterapeuta e especialista em finanças Eli Borochovicius – Economista e professor de finanças da PUC-Campinas 📺 Assista, comente, compartilhe! Esse conteúdo pode transformar sua relação com o dinheiro — e, consequentemente, sua qualidade de vida. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] bom dia. Estúdio Câmara no ar na manhã desta terça-feira aqui na TV Câmara Campinas. Hoje dia 22 de julho, vamos conversar sobre um assunto que mexe com a nossa vida. Hoje a gente fala de dinheiro, né? Mas a nossa proposta aqui é ir além do bolso. Nós vamos entender o que é gasto, o que é investimento e como nossas decisões emocionais impactam a saúde financeira do dia a dia. Quem nunca se perguntou, eu preciso mesmo comprar isso ou será que estou gastando ou investindo? Com a gente aqui no estúdio nós temos um psicoterapeuta eh também um consultor financeiro. E daqui a pouquinho a gente conversa sobre isso. Você sabe o que é gasto? você sabe o que é investimento. Então vamos lá, manda pra gente aí a sua mensagem, a sua dúvida, né? Eh, compartilha conosco. A nossa, o nosso WhatsApp tá na sua tela, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza, né, algumas informações. Vamos aos destaques de hoje dos principais jornais, né? O Estadão. Morais chama advogados de Bolsonaro para explicar descumprimento de medidas e alertas sobre prisão. O ministro do STF quer que o ex-presidente esclareça publicações em redes sociais em que aparece na Câmara mostrando o aparelho de monitoramento. Veja, Brasil toma atitude inédita em 23 anos para estreitar relações com a China. O Ministério da Fazenda estuda ferramentas para diminuir impacto negativo do tarifaço de Donald Trump na economia local. Já o Correio Popular traz obras do pisinão anti-enchente avança em duas frentes de trabalho. Quem circula pela região do Paranapanema e ProSa já consegue observá observar a evolução do processo atualmente na fase de escavação de poços de ataque e construção das paredes de travamento do reservatório. Previsão do tempo aqui na cidade de Campinas. Hoje teremos sol com algumas nuvens, máxima de 28, a mínima foi de 16º, né? Céu azul de brigadeiro, só que está muito seco, então é importante que você se hidrate bastante, combinado? Vamos lá, então, gente. Vamos falar sobre finanças pessoais. Qual a real diferença entre gasto e investimento? Você sabe? Parece simples, né? Mas essa clareza pode transformar sua qualidade de vida. Bom, pra gente conversar sobre isso, nós damos as boas-vindas ao psicoterapeuta, ele é especialista, né, em finanças. Felipe Abreu, seja muito bem-vindo. Bom dia para você, obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigado. Vamos lá. E com a gente também completando o nosso time desse primeiro bloco, nós vamos falar com o John Cléber. ele vai falar pra gente sobre eh educação financeira, né? Ele que é da W1 Consultoria Financeira. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Bom dia. Vamos lá, gente. Vamos começando. Você aí de casa, você sabe a diferença entre gasto e investimento? Quanto você gasta por dia e quanto você investe por dia? Você já começa o seu dia gastando? Você já parou para analisar que às vezes nós começamos o nosso dia gastando aquele cafezinho, aquele pão de queijo inocente, né? E aí você começa o dia gastando, você não começa o dia eh recebendo, você não começa o dia investindo. Mas e agora? Como a gente faz para não começar o dia gastando, né? Qual que é a visão? Então vamos perguntar para o John na sua visão prática de consultoria, o que que é gasto e o que que é o tal do investimento? Explica pra gente, John. Perfeito. Eh, gastos e são todos aqueles eh valores que nós temos dentro do nosso orçamento doméstico que são para a nossa sobrevivência, nossa manutenção do nossa qualidade de vida. Então, gastos com alimentação, saúde, bem-estar, gastos fixos, gastos variáveis. E os investimentos também são gastos, mas são gastos destinados para recebimento no futuro. Então, são valores que nós organizamos dentro de um orçamento doméstico para fazer a troca de um bem, para fazer uma aquisição no futuro ou até mesmo, por exemplo, para você eh viajar, ter uma qualidade de vida melhor no longo prazo. Muito bem. Então você de casa, tá na dúvida o que que é gasto, que que é investimento, manda pra gente a sua mensagem, tá bom? Daqui a pouquinho a gente conversa com você. O telefone tá na tela. O nosso WhatsApp, né, 197829377. Agora, Felipe, tem vezes que as decisões financeiras elas são emocionais. Como é que a gente diferencia um gasto movido pela emoção de um investimento consciente? Tem muito a ver gasto, emoção, investimento, compra compulsiva. Tem muito a ver. Esse é um assunto muito interessante porque diz muito também sobre a história de vida da pessoa. Essa pessoa, por exemplo, ela foi criada numa família ou num meio em que considera isso muito importante. Então, a gente começa a entrar nessa sensação de pertencimento. Eu preciso ter esse gasto para sentir que eu pertenço a essa família. Então a gente começa a entrar em algumas dimensões psicológicas. Então, por exemplo, se a imagem que eu tenho sobre mim, eu não tô muito satisfeita com ela, eu posso acabar gerando um passivo financeiro, que são os gastos, para que eu consiga sentir que de alguma forma eu tô me encaixando. Às vezes eu aprendi na minha família que esse tipo de gasto é importante e culturalmente eu começo a ter ali vai virando um passivo e às vezes eu começo até ficar em dúvida, né? Será que isso é um gasto? Será que eu tô investindo em algo que é valoroso para mim? Será que eu tenho clareza de valores? Ou será que eu tô investindo nisso para de alguma forma suprir alguma lacuna ou então uma autoimagem minha que não tá muito interessante ou eu quero fugir até mesmo de uma emoção ou de algum sentimento e eu não consigo. Então eu entro nessa evitação experiencial, né, que a gente chama e acabo gerando cada vez mais passivos financeiros, porque eu não tô ali totalmente alinhado com o que é valoroso para mim. tendo uma clareza de aonde eu quero chegar e aí começa a ter uma confusão do que é um passivo financeiro, do que é valor, do que eu tô fazendo para mim. Então, por isso que essa parte das emoções, né, quando a gente tem mais autonomia e se conhece e sabe onde a gente quer chegar, a gente começa, como o nosso colega falou, a ter mais clareza do que é um investimento real, né, que vai de fato trazer algo que tá ligado com os meus valores de vida e não com algo que eu aprendi ou que eu preciso me encaixar. Então, John, eh, agora o Felipe, depois dessa fala, eu pergunto para você o seguinte: como que a gente começa a trabalhar, a ter uma educação financeira referente a isso? Porque assim, se a gente parar para analisar, como eu falei no início do programa, a gente já começa o dia gastando, mas é gastando é investindo, entende? A gente vai, vamos lá, ã, vamos precisar de ônibus, tudo que a gente precisa hoje a gente precisa pagar, sim, né? E aí, início do dia para uma semana de trabalho. Vamos lá. Segunda-feira eu já começo gastando gasolina, depois eu tenho que gastar com comida, depois eu tenho que Então assim, eh, como que você avalia essa questão do nosso dia a dia? Realmente a gente gasta ou a gente investe? Excelente pergunta. Eh, eu sempre gosto de considerar que dentro de um orçamento doméstico nós vamos ter os gastos que são essenciais paraa nossa manutenção, sobrevivência e até mesmo trabalhar, como você mesmo mencionou, mas também existe aquela parcela de investimento. Um exemplo, se hoje eu estou gastando na mensalidade de uma faculdade, isso não é um gasto, isso é um investimento, porque o resultado que eu vou ter com a a educação que eu vou ter baseado em todo esse estudo, em tudo, todo o tempo que eu estou dedicando para esse objetivo, isso no futuro vai me gerar um resultado, talvez um aumento de renda, melhores oportunidades de trabalho. Então isso acaba sendo exatamente um investimento paraa sua qualidade eh de de vida no futuro, tá? Mas nós temos alguns gastos ali que precisam ser adequados dentro do nosso orçamento doméstico, que são os gastos com alimentação, gastos com transporte, que fazem parte ali do nosso dia a dia e não tem como a gente fugir muito, né? Então precisa ser muito bem alinhado porque senão a gente perde a mão literalmente, né? Eu tenho um colega que ele dizia para mim assim: "Eu, antes de sair de casa eu faço a minha alimentação, tomo o meu café, como meu pãozinho, levo minha arrumo minha marmita, porque se eu não fizer isso, só com o café da manhã na rua e com a alimentação do meio-dia, do horário de almoço, eu já gasto R$ 50. E se eu fizer isso, se eu fizer toda esse esse planejamento, eu vou gastar o quê? O que eu já tinha investido de alimentação dentro de casa. eu só vou precisar disponibilizar de um pouco mais de mais de tempo para poder fazer todo o meu planejamento para ter o meu café da manhã e o meu almoço. Então isso é uma questão também de educação, né? Educação, isso tem a ver com a educação financeira. Eh eh essa esse planejamento que a gente faz quando a gente para para pensar antes de iniciar o nosso dia, né? Qual que é a sua avaliação, Felipe, sobre a os gastos do dia a dia? É isso? sobre esse planejamento que a gente faz antes de iniciar o dia para que a gente evite gastar Uhum. com coisa que de repente a gente pode fazer em casa, entendeu? Você faz um planejamento e aí você evita gastar R$ 50 com alimentação. Se você fizer uma marmita e você já comprou aquele produto que esse produto você comprou no mercado lá há uma semana atrás e o produto tá lá na prateleira. Sim. Vou fazer um convite para você de dar um passo para trás pra gente fazer uma reflexão mais um pouco mais profunda. Eh, tem um estudo de caso legal que eu vou trazer aqui para vocês que é de uma pessoa que acendeu bastante, né, na vida, que até tá na moda, não sei se vocês já ouviram falar dos conceitos de old money, new money, vocês já ouviram e esse old money new money, o old money são os herdeiros, né? Aquele dinheiro antigo que já tá na família, então a pessoa já tá acostumada. e o New Money são aquelas pessoas que empreenderam e começaram a a acender e de alguma forma eh muitas dessas pessoas querem mostrar que conseguiram dar certo na vida. Uhum. Isso tem um lugar, né, de trazer conforto, trazer segurança pra família, mas ao mesmo tempo existem muitos casos em que as pessoas se perdem um pouco eh eh nesses símbolos, né, de de sucesso e isso vai se tornando em um passivo financeiro. Então, às vezes eu compro um carro que me demanda mais combustível, então eu já começo meu dia, né, tendo esse gasto a mais. Se eu moro numa localidade um pouco eh que tudo é mais caro, né? Os prédios são mais caros, tudo que eu for fazer vai ser um pouco mais caro. A minha academia, o mercado, enfim, tudo. Desde a padaria do pãozinho de manhã, então do primeiro gasto do dia até os gastos eh mais substanciais, né? Sim. E eu tava acompanhando o estudo de casa de uma pessoa que justamente foi eh esse o caso, né? acendeu bastante e se mudou para um bairro bastante nobre da cidade de São Paulo e começou a perceber que não tava conseguindo fazer o seu investimento ali, né, para para juntar e depois ter uma renda passiva, eh, para ter mais tranquilidade no longo prazo. E ele decidiu se mudar para um bairro que ainda era muito bom, mas um pouco eh os gastos um pouco menores. Uhum. E o que ele observou foi que na garagem desse prédio, que era um pouco mais simples, os carros eram mais caros do que naquele prédio que era de mais alto padrão. E aí a gente começou a ver como existe eh esses símbolos, né, que vão trazendo esses passivos. Então, o valor do carro era o mesmo valor do apartamento e o que essa pessoa tinha guardado para investir em segurança, enfim, num futuro era praticamente 1/3 do que esses bens, né? E aí a gente começou a a conversar e ver que que é mais valoroso para você nesse momento, né? Que que esse símbolo desse carro ou desse, enfim, dessa roupa diz sobre você. Aí começaram a vir filhos, começou a pensar, né? Nossa, agora os meus valores começaram a mudar, casou. Então é interessante como o momento de vida da pessoa também a os valores vão se reciclando, né? Então no começo tinha um, eu venci, que legal, consigo ter um conforto, consigo oferecer isso paraa minha família. Mas aí passou um pouquinho do limite em que ele percebeu, poxa vida, acho que isso aqui é mais interessante aplicar na família, né, para eu construir algo mais sólido, ter uma educação mais interessante do que só um passivo financeiro, que não vai me trazer de fato uma uma melhora de vida no sentido de do que é valoroso para mim. Então é muito interessante porque a gente vê desde os gastos mais simples, né, que nem você comentou do começo do dia, mas também se a gente pensar de uma maneira mais estrutural, o que será que levou essa pessoa a tomar essa decisão, né? quando essa pessoa foi crescendo na história de vida dela, o que que ela teve que aprender que levou ela a acreditar que esse símbolo é extremamente importante e de que forma que isso faz com que a minha eh saúde financeira possa ir para um lugar mais vantajoso no longo prazo ou não. Enfim, é uma discussão muito interessante, né? Tem várias camadas, daria para ficar aqui falando por bastante tempo. É uma discussão interessante e que faz parte do nosso dia a dia, né, John Cléber? Porque a gente é natural, é isso acontece e se a gente não tiver aí um discernimento, a gente acaba indo pro fundo do poço quando a gente fala de saúde financeira. Com certeza. A clareza é o nome do jogo, principalmente quando nós estamos falando aqui de gastos pessoais, porque como você mencionou, né, se eu não tenho um planejamento da minha atividade durante a semana, eh, vou citar o exemplo, como você comentou, de planejamento das marmitas, eu sempre fui aquela pessoa que, ah, eu vou comer ele perto do escritório, almoço ali rapidinho, mas aí o almoço você gasta R$ 60, aí à tarde você vai na padaria, come um negocinho, gasta mais 30, chegou no final do da semana você vê ali, gastou R$ 600 ali brincando. Então, um valor que tecnicamente se eu tivesse feito um planejamento de planejar as marmitas da semana, de fazer as compras nos dias corretos no Artfruit que tá em promoção, talvez eu teria economizado aí de 30 a 40% em relação a esse gasto que não estava no meu planejamento. E aí são esses pequenos gastos que vão drenando a nossa vida financeira aos pouquinhos. São os pequenos gastos que vão fazendo com que a gente vai perdendo a mão e no final do mês, além de gente falar: "Putz, perdi uma grana e não consegui fazer os investimentos que eu gostaria de fazer". Muito bem. Agora, segundo o SPC Brasil, quatro em cada 10 brasileiros fazem compras por impulso. Isso mostra que a educação financeira eh precisa ser também uma educação emocional, né? Agora, John, a gente fala de, igual você falou, né? a gente não faz um planejamento, são gastos eh do dia a dia que no dia a dia a gente considera pequeno, mas quando a gente vai fazer a soma no final do mês deu um boom, né, na nossa economia. Aí a gente vai para onde? Cartão de crédito. Vamos parcelar, né? E aí o o parcelamento eh é sempre um vilão ou tem hora que é uma estratégia a gente parcelar? Qual que é a avaliação que você faz sobre parcelamento, cartões de crédito, né? Aquele crédito tão, tão legal, tão convidativo, de repente você abre a conta lá, você vê: "Uau, eu tenho tudo isso de crédito, né?" né? E aí na parte mental a gente vai falar com você, Felipe, porque dá uma viradinha de chave que você acha que você tem todo o dinheiro do mundo, mas o dinheiro não é seu. Então, eh, por gentileza, a questão de parcelar, parcelamento é vilão mesmo ou não? Eu sempre gosto de falar na nas minhas reuniões que o cartão de crédito ele é só mais uma forma de você utilizar a sua gestão financeira, porque existem diversas formas, Pix, débito, crédito. E o cartão de crédito ele deve ser um aliado se ele for usado de maneira consciente. O parcelamento ele é uma forma de você ã executar uma pequena atividade de algo que você poderia eh descapitalizar já no no D+ Z0. Então, ao invés de você pagar, por exemplo, uma TV que custa R$ 2.000 à vista, você pode descapitalizar uma pequena parcela de R$ 150, R$ 200. E a diferença desse valor você usar estrategicamente para acelerar os investimentos. Contudo, muita gente se perde com cartão de crédito, justamente porque começa a entrar nesse ciclo de parcelamento e no montante acaba tendo uma fatura que acaba aí assustando no final do mês. Então o cartão ele sim, ele é pode e deve ser muito bem utilizado, até porque a utilização do cartão de crédito hoje pode trazer inúmeros benefícios como acúmulo de milhas, mas por exemplo, o acúmulo de milhas, ele representa somente 30% da estratégia de acúmulo em si. Uhum. Mas ele também pode ser um vilão se você não souber usá-lo de maneira consciente e adequada. Muito bem. Agora, a questão da saúde mental, Felipe, ela explode quando você abre o aplicativo e vê um cartão de crédito disponível com um limite maravilhoso. O que acontece no nosso cérebro? Por que que é bom ver aquele limite lá, hein? E por que que a gente não resiste? É interessante isso que você trouxe, porque quando a gente fala de compra, existe uma dor da compra. E essa dor, ela ela vai ser muito diferente dependendo de como eu efetuei essa compra. Então, por exemplo, você já devem ter percebido que percebido que em cassinos o o jeito que você faz o pagamento, ele tá muito distanciado do que o dinheiro representa. Vou dar um exemplo. Então, são eh plásticos, são eh fichinhas coloridas, redondas, de um tamanho que não é, não lembro uma moeda, é um pouco maior. O cartãozinho ele tem uma cor bem colorida, então é bem amarelo ou é bem é um roxo, então você não consegue associar aquilo com o dinheiro, então você tem menos dor ao você efetuar essa compra. E lembra muito que você estava falando eh do crédito, porque se você paga no crédito, a o dinheiro não vai sair da sua conta naquele momento. Então você não sente essa dor. E muitas vezes a gente se perde, né? Tem muita gente que considera o salário como o limite mais o que entrou na conta, porque tá ali no o número aparece, às vezes aparece o que tenho mais o limite, valor total e aí a pessoa não tem essa dor da compra. É diferente você pegar uns R$ 50, uns R$ 100 da carteira e você dá ali na loja, aí você sente aquela dor, parece que tirou um pedaço de você e tem aquele aquele sentimento. Então hoje com essas às vezes você entra num banco, já libera ali 50.000 de crédito para você. eh, muito rápido, muito fácil. E aí a pessoa vai entrando nos juros e vai se perdendo e e tá muito ligado com isso, né? De que forma que o jeito que eu tô pagando se afasta do que a minha cabeça entende de dinheiro. E aí eu eu pago sem sentir dor. Eu fui esses dias numa loja comprar copo e aí deu um valor bem baixinho, deu acho que eh R$ 20. Eu comprei um copo. E aí a a moça do caixa perguntou: "Você quer parcelar?" Aí eu falei: "É R$ 20". dela é R$ 20, dá para parcelar até em 12 vezes se você quiser. Aí eu perguntei para ela, né, porque como é um assunto do meu interesse, eu perguntei, tem gente que parcela ela, tem gente que parcela R$ 1, R$ 2 em 10 vezes e principalmente são idosos que eles vêm aqui, aí cai o dinheiro, vai parcelando tudo e aí vai chegando no longo prazo que a pessoa vai carregando ali um uma mochila pesada nas costas, né, de vários meses, parcelando pequenas coisinhas e que aquilo até ser diluído, né, até apagar todas as parcelas eh leva um tempo. Então é bem relacionado, é muito interessante isso do parcelamento. Quer pontuar, John Cléber, essa questão do parcelamento, né? Porque é uma facilidade que a gente tem na hora da compra. E isso até que ponto a gente é interessante a gente parcelar e até que ponto é interessante a gente comprar a vista? Porque analisa, se você tem lá um valor e você pode comprar a vista, por que que você vai fazer esse parcelamento? Porque de repente se você não consegue pagar as parcelas, isso vai virar uma bola de neve. Exatamente. Eu acho que esse que é o principal ofensor do produto cartão de crédito, porque muita gente acaba acreditando que o parcelamento ele deve ser a melhor forma. E aí tudo que ele vai adquirindo, ele vai fazendo novas parcelas e essa parcela no montante acaba virando essa bola de neve. Então é importante ponderar esse bem, essa aquisição que eu estou fazendo é algo que eu realmente preciso? Então faz sentido eu continuar tendo essa parcela por um longo período de tempo ou eu tenho um dinheiro que se eu descapitalizar no hoje não vai me fazer tanta diferença? Então a gente pode fazer aquisição no a vista e já resolver o assunto. Não, eu prefiro fazer o parcelamento, controlar os parcelamentos nesse cartão de crédito por conta da descapitalização e a diferença e eu fazer os investimentos é uma maneira inteligente de utilizar o dinheiro através do cartão de crédito. Muito bem. Agora, Felipe, como é que o autoconhecimento pode ajudar uma pessoa a gastar menos e investir melhor? Sim. É interessante isso que você falou, porque que nem eu falei da história de vida da pessoa, né? Uhum. Vamos dizer que essa pessoa naquele contexto familiar, ela aprendeu que ela era a facilitadora. Então, por exemplo, eh, ela não teve apoio dos pais e aí ela entendeu que ela precisa ser aquela pessoa que vai ajudar, que vai atrás. Então, ela virou ali uma resolvedora, uma facilitadora. Quando ela segue pra vida, ela tem um lado a que a gente chama, né, que ela vai ter ganhos de ser essa pessoa que consegue ir atrás, que consegue as suas coisas. Mas como sendo facilitadora, às vezes os gastos que ela vai ter, como o colega falou, né? Será que ela precisa disso? A cabeça dela vai contar para ela que ela precisa sim ajudar aquela mãe ou ajudar aquela amiga, porque ela se identificou como a facilitadora. Então, se ela não tiver consciência de que existe esse jeitão, né, que a gente chama de padrão matricial da facilitadora, ela vai começar a agir muito sob domínio disso, dessas histórias que a cabeça dela conta. Então, ela vai começar a ter mais gastos. E o contrário também é verdadeiro. Vamos dizer que a pessoa naquela história de vida foi muito cuidado, era o filho doente, então todo mundo ajudava ele, então ele virou um dependente financeiro. Uhum. Então ele não desenvolveu em si, por exemplo, essa capacidade eh de conseguir ir atrás das coisas. Ele desenvolveu às vezes até uma versão a gasto. E aí a gente a gente é o contrário, às vezes essa pessoa precisa aprender a gastar, porque ele vai economizar tanto, economizar tanto, porque ele tá preso num passado eh conceitualizado de de medo, de doença, de que alguma coisa pode dar errado. Então, eu preciso guardar o máximo possível. E essa pessoa quando ela começar a perceber, né, que existe ali o dependente financeiro, quando ela for fazer um gasto ou ele for fazer um gasto, a cabeça vai contar, isso é um perigo. O que você tá fazendo não deve acontecer. E se a pessoa não tem o autoconhecimento, né, ela vai agir sob domínio dessas histórias que a cabeça dela conta para ela. Então ela tem que seguir adiante, ter muita clareza, né, fazer um bom planejamento, ter muita clareza, né, do que é valoroso, do que ela precisa naquele momento de vida e seguir mesmo assim. Porque às vezes a gente tem a impressão de que a gente só pode fazer um ato, né, relacionado a dinheiro ou qualquer outra decisão se a gente tá calmo, se a gente tá sem culpa, se a gente tá sem medo. E esses sentimentos eles contam uma história. Então esse medo do gasto que eu tô sentindo agora, da onde ele veio? Onde que essa criança aprendeu que gastar é perigoso? Qual que foi o momento de vida que isso aconteceu? Então essa investigação em autoconhecimento, se não ocorre muitas vezes, mesmo com um planejamento perfeito, né, com tudo certinho, alinhado com uma planilha, a pessoa trava porque ela entra num às vezes num estado ou de medo de de gastar ou num gasto desenfreado e ela vai ali gastando eh o dinheiro porque ah, eu sou facilitadora mesmo, então esse é meu papel, eu me reconheço assim, se eu deixar de ser isso, eu perco o meu lugar no mundo e perco o meu valor. Então tem muito disso também. Eu posso perder meu valor se eu não gastar ou se eu gastar. Por isso que é muito individual e dependendo da história de cada um e o que eu fiz com o que fizeram comigo. Nossa, essa é uma reflexão muito interessante, porque às vezes até na mesma família com os mesmos pais, um irmão pensa assim: "Bom, meu pai e minha mãe não tiveram capacidade de me oferecer isso, eu posso fazer, não tem problema." E às vezes o outro irmão vai falar: "Poxa vida, eu não recebi, então eu não devo receber". eu devo ficar aqui mesmo. Então, o que você aí tá fazendo com que a sua história de vida fez com você? E como será que isso se reflete nas suas decisões financeiras hoje? Nossa, gente, que aula que vocês estão dando pra gente aqui hoje, hein? Falando em aula, depois daqui a pouquinho a gente vai para um break, porque nós vamos convidar um professor de economia que vai falar pra gente de educação financeira e que tem tudo a ver com o nosso bate-papo de hoje, né? E daí a gente também eh começa a atender, responder você de casa. Pode mandar, vai mandando aí a sua mensagem pra gente. Eh, você investe, você gasta, você consegue definir na sua vida o que que é gasto, o que que é investimento. Manda no nosso WhatsApp, porque daqui a pouquinho a gente responde você. Nós estamos aqui eh falando eh da questão de investimento e da questão do gasto, né? Agora, gastos essenciais, gastos supérfodos, como que a gente identifica? E agora eu pergunto pro John, que tipo de decisão do cotidiano pode parecer simples, mas que faz toda a diferença nas finanças, né? A gente já falou aqui de de repente fazer um planejamento, eh, de trocar o cafezinho na padaria, né, por um café mais simples em casa, com um café lá coado e um pãozinho. Eh, nós falamos aqui da troca, de repente do almoço no restaurante paraa marmita diária, mas isso exige, claro, eh, um planejamento, né? Mas que mais que a gente pode adaptar no nosso dia a dia para que a gente possa realmente ver uma diferença nas nossas finanças pessoais? Eu acho que o primeiro passo, a gente precisa realmente olhar o nosso contexto de vida e consequentemente eh controlar todos os nossos gastos e entender se o momento que nós estamos vivendo permite fazer pequenas concessões. Vou citar o meu exemplo. Eu estou morando aqui em Campinas há um pouco mais de 8 meses. Vim de uma cidade aqui do interior Araras. é uma hora de deslocamento. Então, eh, o tempo que eu tinha de deslocamento entre a cidade, vir pro escritório e trabalhar, isso me gerava uma economia financeira, mas me dava um gasto com combustível, com pedágio, com deslocamento e o tempo que eu desprendia para fazer todo esse deslocamento. Então, será que faz sentido hoje eu manter essa rotina? Então, agora que tô morando aqui, eu abri mão eh de ficar longe da minha família, mas eu tô tendo mais qualidade de vida. Tô morando perto do escritório, tô treinando numa academia que é literalmente 10 minutos ali do escritório, mas para isso precisei fazer algumas adaptações, né? Alguns gastos eu abri mão, outros entraram no lugar desses gastos. Então, o que que é importante a gente observar? Qual que é o padrão de vida que você tá vivendo hoje? Eh, a gente vai fazer um estudo, olhar o orçamento, entender o orçamento, ele tá no perfil poupador, devedor, tá? Tá ali no zero a zero. Se você tá com um orçamento mais apertado, quais são os gastos que você acredita que são gastos essenciais? Então, gastos com moradia, alimentação, bem-estar, saúde e gastos que não são essenciais e que a gente pode fazer pequenos ajustes ou até mesmo o cancelamento. Então, ah, estou pagando uma academia faz um ano e não estou indo na academia. Esse é um gasto que a gente pode adequar. De repente fazer uma atividade ao ar livre, algo, procurar uma atividade que seja ali eh mais econômica financeiramente, mas que você execute essa atividade, senão você só tá desprendendo uma energia e um dinheiro em algo que não está sendo eh não tá te dando um retorno financeiro. Muito bem, né? uma adequação aí, um planejamento é bem interessante. Eu vivo nessa adequação o tempo todo. E a academia é é é uma das questões aí que pega muito, porque às vezes a gente vai lá e a gente paga ela três meses, se meses e a gente acaba não indo todo esse tempo, né? Então são vários os gastos que a gente precisa observar. Eu vou citar o exemplo de streamings, né? e acaba não tendo tempo de qualidade para poder assistir um YouTube, por exemplo, né? Então eu sempre faço essa pergunta: faz sentido manter esse gasto dentro do seu orçamento? Será que a gente pode fazer algum ajuste para poder usar ali o valor eh de um serviço de qualidade, mas que encaixe no seu momento de vida? Porque se você não tá utilizando o serviço, é só realmente um dinheiro gasto que não tá sendo bem utilizado. É. E não vai ter retorno nenhum. né? E só vai indo, só vai indo, escapando por entre os dedos, né? Agora, eh, Felipe, você gasta o dinheiro que você não tem para mostrar para quem não está nem aí com você aquilo que você não é. Redes sociais, internet, né? Eh, tem muito a ver com a questão dos gastos exacerbados. Qual que é a sua avaliação referente a isso? Eh, você acredita que com essa essa vamos se amostrar na rede social, a gente de repente acaba gastando um dinheiro que a gente não precisava só para aparecer para quem está vendo e dando like aquilo que a gente não é. Com certeza. Com certeza. Eh, ao longo do dia a gente faz dezenas de milhares de decisões. Parece o curioso, mas é isso. São milhares e milhares de decisões. Se a nossa cabeça tivesse que pensar em cada uma dessas decisões, eu, por exemplo, não conseguiria estar aqui. Porque eu eu primeiro tenho que pensar, eu vou acordar, eu vou pôr o pé esquerdo ou direito primeiro, eu vou escovar o dente, eu vou no banheiro, eu vou tomar água, eu tomo café agora, eu tomo banho antes. Isso tudo é pensado de uma maneira muito rápida e aí cria o que a gente chama de heurísticas. que são atalhos que o nosso cérebro vai eh desenvolvendo para que a gente consiga tomar essas milhares de decisões por dia. E às vezes essas decisões elas geram erros cognitivos, que é o que a gente chama de vieses, né? Então, por exemplo, eh quando você falou de redes sociais, quando eu tô ali dentro de uma rede social, eu tenho uma grande disponibilidade de informação. Então, eu começo a ter acesso a essas informações. E qual que é a qualidade dessas informações, né? a gente tá, a gente vive num mundo capitalista que quer vender, né, que quer, tem a questão da imagem e tudo. Então, eu vou ver muitas coisas me convidando a ter esse tipo de imagem, porque se você tem essa imagem, você vai começar a ser reconhecido e vai sentir que você pertence à aquele grupo. Você vai criar um conceito sobre você eh baseado nisso que você tá vendo. Tem uma uma das heurísticas que chama heurística de disponibilidade. Então, quando eu tenho muita informação sobre aquele assunto, a minha cabeça me conta que isso tá certo, que isso é verdade. Então, se eu vejo em todos os lugares que eu tenho que ter aquele carro, aquela roupa, a minha cabeça, sem eu perceber vai me contando. É isso mesmo, você tem que fazer isso, esse é o correto, né? E se e se eu bato o olho em alguém que tá com aquela marca, com aquele relógio, com aquela roupa, a minha cabeça já vai me contar uma história sobre aquela pessoa sem mesmo me dar conta, né? E aí a gente começa a entrar quem que eu quero me tornar, é que imagem que eu quero passar pro público. E isso às vezes não passa pelo filtro do do que foi desenvolvido depois, né, do córtex pré-frontal ali, que a gente faz uma análise mais estruturada das informações. Então, às vezes a gente acaba sendo levado porque tem muita informação disponível sobre aquele assunto. A gente vai acreditando nessa informação e não se dá conta de que às vezes a gente tá vivendo um script, né? é um script que foi produzido pra gente, pra gente viver. E a gente não faz o exercício de uma palavra sacrifício, né? O sacrifício vem de sacro ofício. Então eu preciso saber do que que eu tô abrindo mão, porque eu quero chegar num lugar que faz sentido para mim. Então, como eu tenho essas decisões muito rápidas e eu não paro nunca para pensar ou questionar, né, o o para que que eu tô fazendo isso, para que que eu estou fazendo isso, eu acabo às vezes vivendo um eu me torno um produto, né? Eu sou aquele que faz o meu dinheiro para est a serviço de toda uma gama de produtos que precisam ser comprados e eu vou caindo nisso e eu não sei quem eu vou me tornando. Não sei se eu me apaixono mais por essa versão minha que eu tô me tornando, apesar de ali na casca, na capa, ter uma um visual que pode parecer à primeira vista interessante, mas o que que tem ali dentro? Que que essa pessoa tá pensando? O que que ela tá sentindo? Quais são os sonhos dela? Isso não é questionado. E ah, não, não precisa pensar nisso, não. Deixa isso para lá. Vai, vai vivendo, vai vivendo. E a gente vai vivendo nesse automático que a gente chama de normose, né? Essa normose. Ah, é normal fazer isso, ah, não, faz aquilo. E a gente perde um pouco o será que eu tô vivendo uma vida significativa? Nossa, vocês são magníficos, né? Que maravilhoso ouvir vocês falarem. E agora eu pergunto para você, John, eh, a rede social, qual que é a avaliação que você faz na interferência eh da nossa do nosso dia a dia, na interferência dos nossos gastos? É tão fácil, né, a a gente comprar pela internet, né? É tão fácil, porque você nem sente, é igual o Felipe falou, você nem sente que você tá gastando, você não sente aquela aquela dor assim, tipo, poxa, eu tô gastando tanto aqui, né, o dinheirinho suado, não, você vai lá, é só um clique, né, e joga o cartão e tal, tem uma interferência muito grande completamente. As redes sociais, elas impulsionam às vezes gastos não planejados ou gastos impulsivos, muito pela questão do que do que o colega comentou sobre o pertencimento. Então, às vezes eu vejo eh pessoas que eu tenho amizade viajando, adquirindo um carro, uma casa, adquirindo bens de maneira geral, eu falo: "Pô, por que aquela pessoa consegue e eu não consigo?" Então, às vezes a pessoa naquele sentimento de pertencimento, eh, acaba entrando em um financiamento, pagando dois, três carros ou imóveis por uma questão de de não ter feito o planejamento da maneira correta ou parcelando aquela viagem 12, 24 vezes, por exemplo, e a viagem ter concluído e continuar com aquele parcelamento no cartão de crédito. Então, sim, as redes sociais hoje elas eh facilitam essa tomada de decisão eh de maneira impulsiva, porque nós somos o tempo todo bombardeados ali com promoções, vendas, oportunidades. Eh, e aí isso acaba gerando esse sentimento de que eu preciso pertencer a um grupo para poder fazer as aquisições que eu desejo. Muito bem. Agora a gente sai das redes sociais e a gente vai para a nossa planilha, uma planilha de gastos, de investimentos escrita à mão com uma caneta daquela azulzinha, um papel em cima da mesa ou então deixa grudada na parede, sabe? Faz a diferença no nosso dia a dia é essa questão de de escrever tudo que se gasta. Mas assim, é eh escrever mesmo. A partir de um chiclete que você comprar, você escreve ali: "Gastei R$ 1 e comprei uns chicletes." E isso é importante e faz a diferença no final do mês? completamente. Quando nós temos esse controle, essa clareza de saber exatamente quanto a gente ganha, quanto a gente gasta, a gente tem uma parcela do saldo que é o saldo eh esperado para todas aquelas movimentações. E a partir desse saldo que nós vamos projetar, os investimentos em reserva de emergência, investimento para aquisição, investimentos para viagens, para todos os objetivos que o cliente deseja alcançar. Então, categorizar todos os gastos entre gastos fixos, fixos essenciais, gastos variáveis e investimentos além da proteção. É muito importante, então, entender o meu gasto com a alimentação, qual é a quantidade, qual é o valor que eu vou destinar para esse gasto com alimentação em supermercado, eh, gastos com filhos, gastos com mensalidade de escola. Então, planilhar tudo isso, deixar isso bem anotado e acompanhar os gastos. É importante a gente ter um controle financeiro para não só saber o quanto deve gastar, mas entender se realmente esse gasto tá sendo mantido ou se foi eh extrapulado pra gente entender para onde o nosso dinheiro tá sendo direcionado e aí fazer esses ajustes justamente para que a gente consiga planejar melhores investimentos, melhores decisões financeiras através dessa qualificação. Muito bem. Agora, e quando a conta não fecha, que que a gente faz aí? vocês precisam procurar um consultor financeiro que vai fazer toda uma análise financeira, entender aonde que estão os gargalos, eh, para onde esse dinheiro tá sendo direcionado e os profissionais do mercado financeiro vão conseguir te dar essa clareza e e criar um plano de ação para que você eh reduza os gastos ou cancele gastos que não estão adequados com o seu perfil. E aí a gente vai traçando um objetivo a que é sair de um cenário, um perfil, por exemplo, devedor ou um perfil zero a zero para um perfil investidor completo. Qual tempo mais ou menos, eh, John, que isso leva? Sair de um perfil devedor para um perfil que eu possa respirar, que não seja de investidor, mas que seja de sobrevivente. Olha, tudo depende, tá? depende eh da execução. Se você está disposto a realmente encarar aquela dor de não, eu estou realmente nesse perfil devedor ou no perfil 0 a zero e preciso fazer algumas concessões para poder chegar no resultado que eu espero que é o perfil investidor. Eh, não é feito do dia paraa noite. A gente precisa criar hábitos, criar eh novos conceitos dentro da do nosso processo mental e para isso aos poucos ir adaptando. Eu sempre gosto de falar que é igual fazer dieta. A gente não corta carboidrato do dia pra noite, mas a gente vai fazendo pequenos ajustes e esses ajustes vão virando hábitos que com o tempo vai fazendo com que você saia desse perfil devedor ou zero a zero para um perfil investidor. na sua avaliação, eh, vou te explorar agora, tá, na sua avaliação, né, eh, trabalhando aí com economia, com consultor, como consultoria, né, eh o que que você tem visto assim nas famílias, eh, nos investidores, nos empreendedores, nas pessoas que buscam o trabalho de vocês? se elas geralmente buscam uma consultoria eh de finanças porque elas eh chegaram ao fundo do poço ou porque elas precisam eh de uma segurança de que elas não vão perder aquilo que já foi conquistado. Perfeito. Isso é muito importante ressaltar, pessoal, porque o trabalho de um consultor financeiro não é somente para um perfil A ou para um perfil B. Então, muita gente acredita que o consultor financeiro deve ser procurado somente se eu estou num cenário eh devedor ou, por exemplo, não, eu sou muito rico e tenho muito capital, muito eh patrimônio e eu preciso trabalhar isso de maneira. A consultoria ela é personalizada. Então, da mesma maneira como o meu trabalho é ajudar o perfil poupador e o perfil eh devedor de diferentes maneiras, eu vou trabalhar para cada um desses perfis objetivos específicos. Então, os clientes que estão no perfil devedor me procuram porque querem sanar dívidas, querem sair desse perfil eh devedor ou do perfil zero a zero. Então, eu vou criar eh estratégias para que ele saia desse cenário e comece a investir um pequeno montante, R$ 100, R$ 200, R$ 300, R$ 500.000, eh, diferente do perfil investidor, que é aquele cliente que quer acelerar as estratégias de alavancagem patrimonial, que querem crescer patrimônio ou que precisam fazer a proteção patrimonial através de holdings. Então, para cada um dos perfis, a gente precisa fazer uma análise e criar um planejamento personalizado para cada um desses perfis. A gente percebe que tudo que a gente fala aqui é gira, gira, gira e cai no planejamento, né? Então, a gente já entendeu que planejamento é tudo nessa vida. Agora, Felipe, o que que o planejamento diário, esse que eu coloquei para o John, né, de marcar ali até quando a gente investe o gasta com um chiclete, né? Investe um chicletinho para dar uma refrescada na boca. Vamos lá. Eh, isso tem a ver e acaba se para se tornar um hábito, a gente precisa de uma viradinha de chave. Então, como que a gente faz para poder iniciar eh esse esse exercício de anotações diárias, né, referente aos nossos gastos, aos nossos investimentos? Legal. Eu vou começar respondendo sua pergunta, trazendo um questionamento sobre a planilha mesmo e sobre como eu vejo anotar esses gastos. Eu já vi gente eh em terapia quando fala a palavra planilha, a pessoa fica desesperada. Então às vezes a gente faz um trabalho de dessensibilização dessa palavra. Então, por exemplo, às vezes a gente começa falando: "Fecha seu olho e imagina uma planilha aberta na sua frente". Tem gente que começa a suar. Você tá brincando? Tem gente que fica nervoso, que a mão fica gelada. E aí eu falo: "Sustenta que pensamento que aparece quando você pensa em planilha, que sentimento que aparece, que que seu corpo tá contando?" E aí vai, vai, vai. Aí depois a pessoa consegue olhar a planilha por alguns segundos e fechar. E assim vai até ela conseguir começar a anotar os gastos. E aí se vai ser planilha, tem gente que abre o chat de GPT e fala: "Ah, gastei tanto, faz para mim". Eh, vai anotando, né? abre no chat assim, aí no final pede para fazer um relatório, aí cada um é o jeito que funciona. E tem também os casos onde a pessoa não quer anotar por algum motivo especial. Tem um livro que chama mente Acima do dinheiro de clones e cles, que ele fala sobre algumas disfunções financeiras e o que isso diz sobre a história da pessoa. Uma dessas disfunções chama infidelidade financeira. Então, se, por exemplo, a gente tá fazendo eh um trabalho, né, ali de descoberta e tudo de casal, às vezes um dos cônjuges não quer contar pro outro que tem um dinheiro ou que comprou tal coisa ou que manda dinheiro pra ex-esposa porque tem um filho e se contar pra atual ela vai ficar brava. E aí a gente começa a entrar num lugar muito interessante, né? família eh central, a família de hoje, a família que já foi, o que será que leva a eu entrar nesse lugar de infidelidade financeira? Aí a gente conta sobre a a união, né? O nós desse casal parece que não tá muito bem estabelecido e que se ele não tiver o planejamento financeiro dele, como tá tendo algumas lacunas aí, não vai conseguir eh ser totalmente feito. Então eu posso ter a versão a dinheiro e não conseguir fazer meu planejamento, né? que nem eu falei do caso da planilha, eu posso ter eh ao contrário, né, não ter muito medo de de gastos e ah, vou gastando e esqueço de pôr na planilha. Então, tem muita coisa que acontece enquanto a planilha tá acontecendo de ou eu não querer anotar ou eu esquecer de anotar ou eu ter muita aversão a isso, porque eu tenho muito, eu tenho um futuro temido muito forte, eu tenho uma uma aversão, eh, desculpa, eu tenho um apego demasiado à segurança, então quando eu vejo aquele gasto, eu sinto muito medo, então eu não anoto. Então, tem todo um universo ali que passa pela nossa cognição, que passa pelos nossos afetos, a nossa autoimagem. se eu tô mais preso no presente ou no passado, será que eu tenho clareza de valores? Tem muita coisa que acontece que pode interferir muito num planejamento muito bem feito. Então, tá aí. Nossa, gente, que coisa, né? E tem gente até que não anota porque não quer nem saber, né? Tipo assim, ah, eu não quero ver, não quero ver, não, não quero nem saber, deixa no final do mês eu dou um jeito e vai empurrando e vai empurrando e quando vê entra em desespero, porque a gente sabe, né, o pessoal, nós trabalhamos e a gente precisa de uma qualidade de vida, mas para que tenhamos uma qualidade de vida, nós precisamos de planejamento. E planejamento exige sim cortes, né? Porque se você for comprar tudo que você quer e investir em tudo que você quer, vai chegar uma hora que vai acontecer problema. Você vai precisar de um consultor financeiro, né? E também vai precisar de terapia. É isso mesmo. Porque a gente percebeu aqui que isso eh a questão do gasto, a questão do investimento, a questão da educação financeira, ela influencia e muito na nossa saúde mental. E é por isso que nós estamos aqui com dois profissionais, né, que que estão nos ensinando e falando sobre essa diferença e de gasto e investimento e quais os caminhos que a gente deve seguir, alguns pontos que a gente deve se atentar para que a gente possa ter aí uma educação financeira. E falando em educação financeira, nós vamos para um break agora, porque a nossa produção vai entrar em contato, eu acho que já está com ele, daqui a pouquinho a gente volta, nós vamos receber o professor Borô e ele é economista e junto com esses dois profissionais excelentes, ele vai conversar com a gente sobre educação financeira, a importância da educação financeira nas escolas e a importância também da gente ensinar os nossos pequenos, né, a começar a poupar desde cedo, né? Tem a mesada, tem. E daí você vai gastar toda a sua mesada ou você vai investir a sua mesada em algum algo que você quer? Você quer comprar um brinquedo, mas você tem a sua mesada. Então, vamos lá, vamos fazer um planejamento, vamos fazer eh um investimento, vamos guardar o dinheirinho para que você possa comprar o brinquedo que você quer. Isso é certo, isso é errado, né? né? O que que isso pode trazer eh paraa criança e qual o reflexo eh eh quando adulto? Isso nós vamos conversar no próximo bloco, então, para completar o nosso time com o professor Borô e com os nossos entrevistados que já estão aqui com a gente. E detalhe que nós vamos também responder a sua pergunta. A produção tá me avisando aqui que nós temos várias perguntas, então tomara que a seja, a sua seja selecionada e a gente volta então respondendo você e com mais um entrevistado. É daqui a pouquinho em instantes nosso estúdio Câmara hoje falando sobre gasto e investimento. Fica com a gente, voltamos já. [Música] [Música] E já estamos de volta. Vamos atualizar algumas notícias da nossa cidade aqui no estúdio Câmara. E daqui a pouquinho a gente continua, né, a nossa conversa sobre gasto e investimento, educação financeira. Vamos lá. Por conta de uma obra da Sanasa na rede de esgoto, a empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, a INDEC, vai interditar um trecho da rua Álvaro Miller, na altura do número 922, entre as ruas George Krug e Rafael Sampaio, na Vila Pura, tá? O bloqueio está acontecendo hoje, começou às 8:30 da manhã, segue até às 3 da tarde. A INDEC programou desvios centro, bairro e bairro centro. Não haverá impacto na operação do transporte público coletivo e agentes da mobilidade urbana da INDEC vão sinalizar a interdição e também orientar motoristas e pedestres que circulam pela região. E atenção, a Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas de Campinas publicou no Diário Oficial de segunda-feira, gente, os resultados referente ao concurso público para cargos de especialistas e geral, tá? Eh, na publicação, os candidatos podem consultar as respostas aos pedidos de participação, como pessoa pretoparda ou pessoa com deficiência, as solicitações de condições especiais para a realização da prova objetiva de nome social, além de pedidos de consideração da função de jurado para fins de desempate. Para este concurso estão sendo oferecidas 40 vagas para diversas áreas. Os salários variam entre R$ 2.321,76 e R$ 7.481 com28, além do auxílio alimentação e refeição. No valor atualizado aí de R$ 2.000, vale transporte opcional. E as áreas contempladas são: agente de manutenção predial, agente operacional, analista de gestão de pessoas, condutor de veículos e máquinas, especialista cultural e turismo, história, especialista em informação, especialista eh em formação arquivologia e especialista em formação biblioteconomia, também instrutor de práticas desportivas, tá? A prova objetiva, que será aplicada para todos os inscritos, está prevista para 14 de setembro. A previsão é que o concurso seja homologado no dia 26 eh de junho de 2026, tá certo? Então é isso. Olha, mais informações, você acessa lá o site da Prefeitura de Campinas. Também temos notícias atualizadas no site da Câmara de Campinas. Importante que você esteja sempre atualizado nas notícias. Produção, bora então. A gente continua conversando sobre economia, né, sobre a questão aí de gastos ou investimento. Hoje nós estamos aprendendo essa diferença, né? Eh, cortar o cafezinho, não sa ninguém da falência, mas entender o impacto dos pequenos hábitos faz toda a diferença, tá certo? Então, a gente agora vamos dar as boas-vindas, né, ao nosso terceiro entrevistado. Nós chamamos para essa conversa o economista e professor universitário Eli Borochovícios. Professor Morô tá com a gente pelo Zoom. Bom dia, seja bem-vindo, professor. Olá, bom dia. Que prazer estar com vocês, Felipe, John, bom dia para vocês. Vocês são os caras do dinheiro, tem dinheiro, pega um belo carrão, vai até o estúdio. Eu sou um professor pobre coitado, tenho que ficar aqui eh na minha casa via Zoom. Já começamos bem, professor. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação, pela sua disponibilidade para conversar com a gente, né? Olha só, eh, pesquisas da Universidade de Cambridge apontam que a forma como lidamos com o dinheiro é formada até os 7 anos de idade. Então, professor Borô, vem pra gente e fala eh como é que o senhor vê a inclusão da educação financeira eh na escola, né, no início aí desse nosso longo trajeto pela vida. É, eu sou bastante suspeito para falar sobre educação financeira na escola, porque eu eh sou hoje professor do ensino superior, mas eu também trabalho com crianças, trabalhei já ao longo de 6 anos em três escolas privadas aqui da região de Campinas. Então eu me sinto bastante confortável em falar a respeito desse assunto, porque faz parte do do meu dia a dia, né? Eu já desenvolvi muito trabalho com crianças e eu já vi muito resultado positivo nesses trabalhos que eu venho realizando. Agora, a ideia de você falar que eh criança começa com educação financeira a partir dos sete não é bem verdade. A educação financeira, na verdade, ela começa a partir do momento em que a criança começa a se dar conta de que o dinheiro compra coisas. E isso pode acontecer muito antes dos 7 anos, tá? E aqui eu vou dar um exemplo super legal que aconteceu com o meu sobrinho. Eh, ele tava no supermercado, naqueles naquelas cadeirinhas que ficam nos carrinhos de supermercado. E e eu tava acompanhando a minha cunhada e de repente eu vejo ele pegar uma lata, ele olha pra lata, ele não sabia nem falar, simplesmente mexeu a cabeça e colocou de volta, como se aquilo tivesse muito caro. Então ele já começa a ter uma percepção do que pode, do que não pode, do que é caro, do que é barato. Então a partir desse momento, já é possível começar a trabalhar a educação financeira. Então a gente hoje ouve muito que a educação financeira ela tem um lastro, ela tá muito ligada à matemática. Eh, não é bem verdade. A gente acabou de ouvir o Felipe também eh falando um pouco sobre a psicologia do dinheiro. Eh, assim, educação financeira, ela pode ter sim cálculos matemáticos, a gente precisa aprender matemática financeira, mas a educação financeira começa com educação. A parte financeira vem depois. Então, eh, toda a parte psicológica envolvendo consumismo, investimento, eh, planejamento financeiro, tudo isso vem antes do cálculo. Então, não é necessário a criança aprender, inicialmente matemática para começar a falar de educação financeira. Então, educação financeira a partir do momento que a criança já se deu conta de que o dinheiro compra coisas. Muito bem, professor. Olha só, né? Mais um para completar o nosso timaço aqui de educação financeira, falando de economia, como que a economia mexe com o nosso psicológico. E agora eu gostaria que você, Johão, completasse ou então pontuasse a fala do professor Borô referente a essa questão da educação financeira, de iniciar lá na base, né? Eu eu citei aqui essa pesquisa da Universidade de Cambridge que disse que eh até os 7 anos de idade, né? Então assim, qual que a importância eh eh da criança ela estar entendendo que o dinheiro ele faz parte da nossa vida, mas que ele precisa ser utilizado com cautela? Se a gente quer algo, a gente precisa economizar para que esse algo possa vir paraas nossas mãos. Exatamente. A educação financeira hoje ela é muito importante e começar de casa, então, eh, ensinando pequenos hábitos saudáveis para para as nossas crianças, para que eles se tornem adultos responsáveis e que saibam utilizar o dinheiro de maneira consciente. O dinheiro ele não é um fim, ele é o meio para que você eh realize os seus objetivos financeiros ao longo eh de determinado período, tempo de vida, né? Então, começar eh desde cedo a ensinar as nossas crianças o poder de consciência financeira, o hábito de poupar, de entender que aquela mesada que ela recebe eh é um benefício, mas que ela vai ter que eh tomar decisões com aquela com aquela mesada, com aquele benefício que ela vem recebendo. É muito importante para que essa criança se torne um adulto consciente que saiba utilizar o dinheiro de maneira estratégica. Muito bem. Agora, pro lado psicológico, Felipe, eh esse ensinamento, né, desde cedo para as crianças, a partir do momento que ela entende que dinheiro compra coisa, né? Eh, qual que é a importância disso? E e o que isso vai fazer na na parte psicológica, né, no cérebro dessa criança, eh, e como isso vai refletir no adulto que ela deve se tornar. interessante. Vou fazer até uma provocação aqui pro professor Borô, que ele falou que eh a partir do momento que a pessoa consegue eh ter a noção de que o dinheiro compra as coisas, começa a ter ali uma criação do meu eu financeiro, né? Quem sou eu com o dinheiro? Será que antes disso, quando, por exemplo, antes dela saber o que é dinheiro ou entender a a o quanto que ela consegue, por exemplo, esperar por alguma coisa? Se eu sou um pai que eu dou tudo pros meus filhos, tudo pediu, toma. pediu, toma, pediu, toma. Será que essa pessoa não vai entender que eu posso ter tudo a qualquer momento e essa pessoa não pode se tornar alguém que, por exemplo, ah, não tem dinheiro na conta, empréstimo, eu quero agora, eu tô acostumado a ter tudo agora. Antes mesmo de eu entender o que é o dinheiro, o meu jeitão de querer as coisas é imediatista. Então, quando esses pais, né, seja a partir da educação com a mesada, olha, tem esse dinheiro, né, quando já chegar no dinheiro, mas até antes disso, ah, um copo de água, eu quero aquele brinquedo, mesmo que a pessoa ainda não saiba o que é dinheiro, como que eu vou educar essa pessoa para ela entender que aquilo tem um valor, que aquilo tem um tempo? Ah, eu vou esperar o Natal, eu vou esperar meu aniversário. Esse é um dia especial, então vai ter o presente. Então, desde que essa pessoa começa a ser inserida, né, nessa família, que nem eu tinha falado anteriormente, né, eh, em que cadeira que ela senta, se o meu irmão é o esportista inteligente, se os pais são tal jeito, que cadeira que eu sentei para meio que me encaixar nessa família? é a cadeira do do ajudador, é a cadeira, né, do que tá sendo ajudado. Então, desde muito cedo, essa criança vai aprendendo que ela tem um papel, que ela precisa desempenhar aquele papel para sobreviver e com certeza isso vai ter um reflexo na saúde financeira dessa pessoa, porque o dinheiro ele vai refletir o jeito que é uma interface, né, entre a minha pessoa e o mundo. Então, para eu adquirir as coisas, eu preciso do dinheiro. Mas antes disso, essa interface entre e a minha pessoa e o mundo já existe. Então, anteriormente a isso, essa provocação, né, de o meu jeitão dessa família já vai dizer muito do meu futuro financeiro, né? Muito bem. Concorda, professor Borô. Eh, só uma coisa que eu acho que é importante a gente dizer, a gente fala muito sobre mesada para criança, né? Mas, eh, a mesada eh talvez assim pelo nome que a gente dê, ok, não tem problema, mas a mesada vem a entender de que a gente tem que eh entregar todos os meses um dinheiro para uma criança e ela tem que aprender a se virar ao longo de um mês. Paraa criança, um mês é muito tempo, então é bom sempre começar com semanada. Então, vai entregando por semana o dinheiro e vai ajudando a criança a a a ela se organizar com esse dinheiro. A criança ela não vai fazer isso sozinha, ela precisa de apoio, ela precisa de ajuda. Então, quando a gente fala que educação começa em casa, eh não é simplesmente jogar na mão da criança e esperar ela resolver sozinha. Então, particularmente, recomendo as famílias começarem com semanada, acompanharem, perguntarem quais são os desejos da criança naquela semana, o que que ela tem, né, pra próxima semana, se ela já tem uma agenda, se ela já se prepara, enfim, tudo isso vai melhorando o sistema cognitivo da criança e metacognitivo, pensar ou refletir, para que ela possa começar a se organizar num primeiro momento e se planejar num segundo momento. Então, eh sim, quer dizer, começa, eh, desde cedo, mas, eh, assim, existe uma preocupação muito grande eh, que a gente tem com essa ideia da criança ter tudo aquilo que ela deseja no momento em que ela quer. Existe um teste ah, todo mundo conhece que é o teste do marshmallow, em que você coloca pra criança eh um marshmallow e diz para ela: "Olha, eh, eu vou deixar ele aqui, vou sair um pouquinho e quando eu voltar eu te trago mais um". E aí a criança fica olhando para aquele marshmallow e fica pensando: "Como esse marshmallow? Ou eu espero um pouco mais e aí eu vou receber o meu prêmio, eu vou ter dois." E aí, quer dizer, tem criança que aprende a esperar para ser recompensada por esse eh por por segurar esse ímpeto, né, de fazer o seu desejo imediato. E tem criança que não, que ela não quer nem saber, para ela dois é demais, um já é o suficiente, ela come e acabou. Então é um teste super conhecido, mas eu particularmente entendo que eh existem as duas coisas. a gente precisa, mostrar pra criança que ela não deve ser supercumista, mas por outro lado, a gente tem que tomar um pouco de cuidado pra gente não tornar essa criança um adulto irresponsável a ponto dele se tornar, por exemplo, um rico morto. Que que significa isso? é o tipo do cara que não aproveita o dinheiro, não faz o comum do dinheiro e em vez dele usar esse dinheiro com consciência, usar o dinheiro com competência, eh ele simplesmente guarda o dinheiro e não vive. É aquela velha história do não toma o cafezinho, guarda o dinheiro. Mas será realmente que o cafezinho é o que vai fazer a diferença? Será que eu não devo usar também o meu dinheiro para conforto? Eu não devo usar o meu dinheiro para as coisas que eu gosto. Daí a necessidade do planejamento. A gente precisa usar o dinheiro com sabedoria para honrar os compromissos financeiros, pagar a as nossas contas, eh principalmente as da sobrevivência, mas a gente também precisa ter uma reserva financeira pros imprevistos, paraa educação, paraa doação, paraa diversão. Então tudo é uma questão de equilíbrio. E isso leva tempo para aprender. Uau, gente, que aula que nós estamos tendo por aqui agora, professor. Eh, o John falou a diferença, né, na na visão dele entre investimento e gasto. E aqui a gente, o tema do programa de hoje é nós estamos perguntando paraas pessoas se elas sabem qual a diferença entre gasto e investimento. Eu gostaria que o senhor, como professor, como economista, explicasse pra gente o que é o gasto, o que que é o investimento e como que a gente equilibra essas duas situações. Legal. Bom, são duas definições que a gente tem. A primeira delas é em relação a ao retorno. Gasto, você não espera um retorno. O investimento você espera. Quando você faz o investimento, você coloca um recurso esperando que você obtenha um retorno desse recurso. Agora, isso é uma questão de expectativa. Ele pode vir, ele pode não vir, tá? ou ele pode vir negativo. Eh, nada impede de eu fazer um investimento que ele me traz um retorno negativo e aí eu tenho prejuízo, eu perdi dinheiro. É a questão do risco que tá atrelado ao negócio. A segunda definição diz respeito ao uso. O gasto ele está atrelado ao uso. Então eu vou fazer aqui uma brincadeira que normalmente eu faço com os meus alunos quando o namorado vai com a namorada ao shopping center e aí param naquela loja de sapatos e aí normalmente o cara fica do lado de fora, a moça entra e aí você vê o vendedor sobe escada, desce escada, sobe escada, desce escada e de repente ela chama o namorado e fala: "Pronto, eu selecionei aqui esses seis sapatos, qual deles você acha que fica melhor?" Bom, o cara que não é bobo nem nada, ele vai dizer: "Meu amor, todos ficam bons em você, né?" E aí ela deixa pro vendedor dis: "Olha, se você levar todos eles, eu consigo facilitar e eu te deixo pagar em 10 prestações." OK? E aí chega no caixa, ela diz: "Olha, eu só consigo comprar metade." Ele: "Não, meu amor, outra metade eu pago para você." E aí ele passa lá no cartão de crédito e aí fica a pergunta: "Houve gasto? E aí a gente entra no conceito de gasto. Não, não houve gasto. Até agora o que houve foi um dispêndio. E esse é um dispêndio corrente, não é um dispêndio de capital. dispendeio de capital é longo prazo, dispendeio de corrente é de curto prazo, de curto prazo. Mas não houve um gasto. Só vai haver o gasto no momento que ela colocar o sapato e der o primeiro passo, porque o gasto está atrelado ao uso. Agora, supondo que ele tenha comprado esse sapato, esse tênis, com objetivo de obtenção de renda futura, eh, ele não gastou, ele simplesmente fez um investimento. E talvez lá na frente esse tênis, esse sapato, tenha um valor maior e aí ele vai aferir o o resultado positivo, fez um bom investimento, mas pode ser que ninguém tenha interesse nele e aí ele perca dinheiro, fez um mau investimento. Então existe aí uma diferença enorme entre investimento e gasto. Um deles relacionado ao teu objetivo. Se o teu objetivo é obter remuneração em cima disso. E a segunda questão é que o gasto está atrelado ao uso, o investimento não. Muito bem. Agora 9:19. Eh, quer completar, John, por favor, essa questão aí que o professor colocou, né? Atrelado ao uso. Isso é importante a gente falar, né? o gasto. Ele bem pontuou a questão do sapato, né? Eu eh nós estávamos com economistas aqui no programa semana passada e aí eu até pontuei essa questão aí do do calçado, né? Calçado, um sapato é um gasto ou é investimento? A gente colocou sapato porque ah principalmente paraas mulheres, né? A mulher gosta muito de sapato e aí os calçados acabam sendo comprados e deixados lá na sapateira e acaba num, tipo assim, usa uma vez a cada seis meses um sapato. Então é um gasto, é um investimento, o gasto é a partir é atrelado ao uso. Então eu gostaria que você pontuasse toda a fala, né, do do professor Borô para ressaltar para os nossos telespectadores a importância de gastar com consciência também. Sim. Eh, então, como eu já mencionei hoje de manhã, né, os investimentos são os gastos que nós fazemos no hoje, pensando no retorno desse objetivo ou desse investimento no longo prazo. Então, eh, algumas decisões que nós fazemos no aqui, no agora, vão refletir nos resultados que nós vamos ter no longo prazo. Então, por exemplo, se eu hoje eu quero adquirir um imóvel, mas eu não tenho a condição, por exemplo, de entrar em um financiamento. Existem outras estratégias que nós conseguimos fazer essa aquisição no longo prazo. Então, esse investimento que eu estou fazendo no aqui e no hoje, ele é um gasto ou ele é um investimento no resultado que eu quero ter no longo prazo? Então, para isso, a partir do momento que eu decido reservar uma parcela do meu orçamento para que eu alcance esse objetivo no longo prazo, é importante ter essa consciência de que, como o professor mencionou, com a a utilização, a partir do momento que eu começo a utilizar essa estratégia, esse objetivo, ele de fato, ele se tornou um investimento ou ele é um gasto que eu estou fazendo aqui agora para executar no longo prazo? Muito bem. Agora, Felipe, como é que a gente lida com a frustração, né? a frustração referente à questão da planilha, a frustração quando a gente vai fazer uma planilha e a gente vê que a conta não fecha, como é que a gente vai lidar com isso e o que que essa frustração pode causar quando a gente fala de saúde mental? Uhum. Eh, de novo, eu acho que eh trazendo de volta, né, que o professor Borô disse sobre educação financeira para crianças ou então eh de educação financeira, né, e planejamento, se eu sou um pai que eu vou passar a educação, já volto no Sim. se eu vou passar essa informação, será que eu, algum momento eu obtive, né, essa informação? Porque educação financeira é algo eh que hoje em dia a gente tá mais trazendo, né, à luz. E esse pai que será, que tipo de educação financeira será que ele vai dar para esse filho? Por exemplo, quando tá ali, que nem a gente tava falando da mesada, né? Quando eu, o meu filho supostamente fala: "Quero compra isso", ao invés de falar sim ou não vou me esperar, não vou me esperar, eu também consigo já começar em fazer uma investigação do que é valoroso para essa pessoa. Então, se eu quero comprar um brinquedo, eu pergunto: "Mas por que que você quer comprar esse brinquedo?" "Ah, porque quando eu levo um brinquedo na escola, eu consigo brincar com o meu coleguinha. Então, se eu tiver essa paciência, né, de fazer uma investigação do que tem por trás desse gasto, que que é valoroso para essa criança, ah, não, eu quero economizar porque eu quero comprar um videogame. Mas por que que você quer comprar um videogame? Ah, porque é um momento que eu me sinto calmo, que eu me sinto bem. E aí esse pai e essa mãe conseguem já ir investigando também um pouco os valores desse filho. Mas como esse pai vai fazer isso se ele não teve isso, né? né? Então existe esse esse movimento dos pais buscarem um autoconhecimento tanto da parte psicológica de comportamento, quanto também da parte técnica, né, econômica, enfim, de organização. Voltando à frustração, também é algo que vem desde o começo. Então, se essa, eh, criança nunca se frustra, nunca se frustrou, ela vai ter dificuldade de conseguir ter resiliência com as questões da vida. Então, se eu tô sem o dinheiro hoje, eu já vou ficar muito irritado. Eu não vou saber lidar com essa irritação. E para evitar essa irritação, eu posso tomar uma decisão que vai me gerar um passivo financeiro. Então, eu posso fazer compras, eu posso ficar parcelando, eu posso fazer 1000 coisas e aí isso vai virando uma bola de neve. Então, a minha frustração não trabalhada, eu não desenvolvendo essa resiliência com as dificuldades da vida, enfim, e conseguir caminhar mesmo com pensamentos, sentimentos difíceis, né, que é um adulto saudável, isso com certeza vai se refletir nas finanças, eh, que nem eu falei na criação de passivos financeiros, decisões, eh, não fundamentadas, não alinhadas com valores e muito mais relacionadas à minha incapacidade de lidar com as minhas inflexibilidades na no setor cognitivo de afeto, né, de tempo, que nem eu tô falando, ah, eu tô muito preso a um trauma, então eu tenho ali um apego excessivo à segurança. Então, que nem falou, né? Eu sou um rico eh morto ou então eu só quero saber do futuro, eu quero estar preparado paraa minha aposentadoria, mas aí eu também não consigo tomar o cafezinho com o meu amigo, sair, ir numa festa, eh, aproveitar a vida, né? O o conceito também que eu tenho de mim mesmo, de que forma que o dinheiro pode, a minha cabeça me conta que ele vai fazer com que eu construa um eu conceitual legal e também pode gerar um passivo financeiro e um não alinhamento geral com valores que vão fazer, vai fazer com que eu tenha comportamentos ou compulsivos ou comportamentos congelados e que de o que na verdade o ideal seria eu conseguir lidar com todos esses essas dimensões para conseguir viver uma vida que vale a pena ser vivida e significativa. Uau! Agora vamos lá, então. Gastar para viver ou investir para evoluir? Professor Borô, pensando de forma macro, porque entender essa diferença é tão importante numa sociedade que ainda sofre com a educação financeira? É, é uma sociedade que sofre com educação financeira por vários motivos. Eu costumo dizer que se você quiser fazer um bolo, é só olhar a receita. Tudo bem, não vai sair perfeito, não vai ser um bolo de uma boleira, não vai ser um negócio maravilhoso, mas você tem a receita. Se você quiser, por exemplo, montar um móvel novo, ele vem com manual. Então você monta o móvel, pode ser que não fique perfeito, assim como um montador faria, talvez leve mais tempo para isso. Agora, eh, guardar dinheiro, cuidar do dinheiro também não vem com manual, não tem receita, a gente precisa aprender. E a gente tem falado muito aqui sobre a importância de você começar a aprender a lidar com finanças dentro de casa. E aqui foi colocado, ah, mas às vezes o pai não teve educação financeira. É, realmente não vem com manual, assim como não vai, não vem com manual ser um pai, ser uma mãe, né? Daí a necessidade de você ter educação financeira na escola. Então, evitar consumismo, usar eh com consciência a água, a energia, né? Respeitar os limites do próximo. Nem sempre aquilo que o outro gosta é aquilo que você gosta. a gente não tem que fazer as coisas do jeito que a gente acha que tem que ser, então, tem que aprender a lidar com a a diversidade. Eh, tudo isso é muito importante dentro da educação financeira. E quando a gente aprende isso tudo, a gente passa a ser mais equilibrado dentro das nossas decisões. E esse equilíbrio é o que vai fazer a diferença entre você gastar e você investir. Porque gastar também é importante. Gastar movimenta a economia. Então, se eu gasto, se eu compro, tem alguém vendendo. E se tem alguém vendendo, esse alguém possivelmente deve ter ali as suas despesas, entre elas salários para profissionais que estão ali me atendendo. Esses profissionais com renda consomem e a partir do consumo a economia começa a girar. Então, consumir é importante. Agora, é importante consumir com inteligência. E aí a gente tem que tomar o cuidado para evitar o que nós estamos passando hoje no Brasil com quase 80% da população endividada dessas 45% inadimplentes. E essa diferença ela é muito importante porque estar endividado significa você tomar crédito com terceiro. E até aí tá tudo bem porque tem dívida boa. O problema é a inadimplência, é você assumir o compromisso e não honrar esse compromisso. E isso é um problema multifacetado, porque você tem de um lado a pessoa que não paga, se enrola e os juros começam a correr e hoje a gente vive juros altíssimos. E por outro lado, a gente tem a contraparte que contava com esse fluxo de caixa para continuar trabalhando e ela não tem esse dinheiro. Portanto, ela tem que colocar na sua conta o custo da inadimplência e aí todo mundo paga por isso. Então o equilíbrio é fundamental e esse equilíbrio a gente também aprende na escola. Muito bem, 929. a gente fica muito feliz, né, em ter esses três profissionais aqui falando com a gente hoje sobre gasto, sobre investimento, sobre educação financeira. E agora, eh, nós, a produção tá avisando que nós temos aí algumas perguntas, então nós vamos atender os nossos telespectadores. Você que tá aí com a gente, ô produção, pode mandar as perguntas aí que a gente já direciona aqui e vamos ver o que que o pessoal tá achando do programa e se tem algumas perguntas. Vamos lá. Natália Borges do Jardim São Pedro, muito bom dia para você. Olha só, ela diz: "Sinto que minhas emoções me levam a compras impulsivas. Como posso desenvolver um autocontrole financeiro e evitar arrependimentos decorrentes dessas decisões?" É o depois, né? É o depois. É complicado, né? Autocontrole financeiro, professor. Como é que a gente adquire isso? Tem como ter um autocontrole diante de um cartão que nos oferece um crédito aí eh inimaginável? É, não é não é fácil não. Eh, eu costumo dizer que assim, o autocontrole ele tem uma relação muito forte com o foco. Se você tiver um bom planejamento financeiro, se você sabe o que você quer, se você tem o seu objetivo de curto, de médio e de longo prazo, normalmente você não é pego de surpresa, principalmente por quem tá querendo te vender. Então, as promoções normalmente não te atingem porque você tem foco nos teus objetivos. Então, educação financeira perpassa por isso, desenvolver os objetivos de curto, médio, longo prazo e buscar esses objetivos. E aí, normalmente você eh acaba não caindo aí no no nas promoções e por aí vai. Eh, é muito fácil você identificar isso. Quando você, por exemplo, quer comprar um carro e você já tá propensa à aquele veículo, quando você começa a olhar em volta, parece que todo mundo tem que carro. É verdade. É verdade. Você começa a focar naquilo e a partir disso é que você toma as tuas decisões. Então, eh, uma forma de você evitar esse consumismo exacerbado é você ter o foco, ter um bom planejamento financeiro e perseguir os teus resultados. É óbvio que se vier uma boa promoção e você considerar que aquilo naquele momento faz sentido e aí você obviamente faz uma alteração no teu planejamento, não tem problema, mas geralmente com foco e objetivo determinado você reduz drasticamente o consumismo exacerbado. Muito bem, 9:31. Tem mais perguntas? Vamos lá, então, mais uma perguntinha pra gente. Você que tá acompanhando o nosso estúdio Câmara, estamos ao vivo falando com profissionais sobre gastos e eh investimento. Márcia Leal do bairro das Palmeiras, tenho uma filha de 7 anos e estou sempre procurando maneiras de ensiná-las sobre dinheiros e valores, como usar tarefas domésticas para ensinar economia para as crianças. Vamos lá. Vou direcionar para você. Pode ser, Felipe. Pode ser. Vamos lá, então. Então, ela quer entender ensinar economia para as crianças. Tarefas domésticas, assim, tarefas em casa para ensinar economia. É, eu acredito que de repente economizar nas coisas de casa, né? economizar lá num repente você vai fazer uma comidinha, economiza, vai eh colocar um uma comida no prato, coloca só o que vai comer, de repente pode ser isso que ela esteja falando. Eu acredito. Vamos lá. Sim. Tem uma uma psicóloga que eu gosto muito que chama Adriana Rodrigues e ela fala que quando você vai mostrando as coisas pro seu filho, né, da onde que vem, isso vai trazendo uma consciência muito legal. Hum. Então, ela disse assim: "Um dia levei minha filha eh no meu trabalho, eu mostrei, eu venho aqui, eu faço uma atividade e eu recebo em troca uma coisa que a gente chama de salário, que a gente chama de dinheiro. E aí fala: "Olha, esse dinheiro aqui quando a gente vai no mercado, a gente troca pelo leite, vamos fazer um bolo, leite condensado, a farinha, olha quanto custa, olha isso aqui." Então agora a gente vai fazer um bolo que veio do trabalho da mamãe que eu consegui. Aí eu fui no mercado e comprei isso, vamos fazer junto esse bolo. E aí e mostrando, né? Se eu for numa padaria, alguém teve que ter esse trabalho para fazer esse bolo. Então vai ter um um valor ali agregado, né, no trabalho da pessoa em cima daquele produto. E aí a pessoa vai começando a entender, às vezes eu tô cansado, eu posso querer ir comprar um bolo na padaria, mas quanto que isso me custa, né, e trazendo esse equilíbrio para eu conseguir fazer as coisas do dia a dia, conseguir estar em sociedade, né, porque nós somos seres sociais, eu preciso ir nos lugares e isso tem gastos. E como que eu posso trazer isso para casa, economizar, fazer uma marmita, enfim, trazer essa essa realidade, né? Fazer com que a criança vá acompanhando aos poucos. Claro que de acordo com o o momento de desenvolvimento eh cognitivo, porque se você falar para uma criança de 2 anos que é dinheiro, ela não vai entender. Então eu começo ali com uma parte comportamental, depois eu insiro o que é o dinheiro, o que que é o dinheiro na sociedade, vou inserindo nas relações e criando um vínculo também, né? Quando eu tô com você fazendo em casa, não só a gente economiza eh dinheiro de repente, mas também a gente tem um momento juntos. Então essa parte do afeto com a parte de de mostrar o mundo, né, o do ser social, eu acho que tá muito interligado. Maravilha. É como o professor disse, né? Eh, a educação traz a educação financeira. Muito bom. Mais uma pergunta. Vamos lá. Agora 9:34. A gente agradece você que tá participando, Ricardo Mendes do Jardim Florence. Quais ferramentas digitais ou aplicativos podem me ajudar a planejar e monitorar meu orçamento mensal de forma eficiente, evitando surpresas no final do mês? Vamos lá, John. Eh, existe alguns aplicativos, algo que pode nos ajudar a evitar essas surpresinhas no final do mês? Sim, existem diversas eh ferramentas digitais que a gente pode utilizar a nosso favor. Como o o psíico tem mencionou aqui a questão do chat GPT, muita gente hoje tem utilizado para poder organizar, mas eu hoje trabalho em uma consultora financeira que nós temos um software que faz toda a sincronização e automatização dos gastos, sincronizando as contas bancárias. E tudo isso de maneira automatizada a gente consegue classificar os gastos por categoria, metas de gastos. Eh, então quem quiser conhecer mais sobre essa ferramenta, é só pesquisar o Sync e baixar ele de forma gratuita no seu celular ou na versão desktop. Olha aí que legal, hein? Uma super dica para você que quer aí uma ferramenta para te ajudar a economizar aí no final do mês. Vamos lá. Tem mais uma pergunta, produção? Pode colocar mais uma que a gente já direciona para o professor. E antes da gente finalizar, eu tenho uma pergunta aí que eu quero entender e o professor vai me ajudar. Vamos lá. O Felipe Tavares, professor Borô, ele é do Taquaral. Ele diz assim, ó: "Para evitar gastos excessivos é útil definir limites semanais. Como criar esse hábito financeiro sem sentir a frustração ao controlar o meu dinheiro?" Professor? Legal. Eh, antes de responder essa pergunta, se me permitir, eu acho que a a pergunta anterior que nós tivemos eh eu acho que a pessoa quis se referir a você remunerar a criança nas tarefas domésticas. Ah, maravilha. Uhum. Eu vejo isso e com maus olhos, tá? Eh, muita gente acha que isso é super legal porque ela começa a aprender a dar valor nas coisas. Mas por que que eu vejo com maus olhos? Por dois motivos. O primeiro, que a criança ela tem que entender que muitas das tarefas que ela faz dentro de casa são obrigações sociais que ela tem para ajudar a família. Ela não tem que ser remunerada por isso. E a segunda preocupação que eu tenho é não tornar uma criança mercenária, achando que tudo o que ela faz é pelo dinheiro. Então, a convivência doméstica dela perpassa por algumas das obrigações que ela tem que fazer. Então, a dica que eu posso dar eh para essa pessoa que perguntou eh Márcia Leal, né? A dica que eu dou paraa Márcia é assim: supondo que a tua filha ela faça algo extraordinário, em vez de remunerar ela com dinheiro, você pode dar a ela, por exemplo, a oportunidade de uma escolha dentro de casa. Por exemplo, aqui eu vou usar um exemplo da minha casa. Quando a minha filha, por exemplo, traz notas maravilhosas, eu mostro para ela que isso é tão importante, que é ela quem vai escolher um restaurante que nós vamos almoçar em um determinado dia. E almoçar em restaurante, pelo amor de Deus, gente, não é celular na mão. Guarda essa porcaria desse celular e vão discutir sonhos familiares, né? é momento de estar em família, de conversar os desejos da família, aquilo que a família precisa, quais são os sonhos da família. Então eu particularmente, Márcia, não recomendo remunerar a criança pelas ã coisas, pelas tarefas domésticas que elas fazem em casa. Tá bom? Agora, voltando a última pergunta que foi feita, eh todo momento em que você coloca um planejamento com os objetivos, esse objetivo de forma geral eh você precisa planejar a ponto dele ser, obviamente alcançável. O que eu quero dizer com isso? Eu não vou colocar na minha planilha o objetivo de daqui a 2 meses comprar um carro de R$ 5 milhões deais, porque é inalcançável, não faz o menor sentido. Outra, eu não preciso de um carro de 5 milhões. Então tem que tá dentro da tua realidade. Agora, ainda assim é possível que você sinta uma certa frustração e tá tudo bem. A frustração é um sentimento, é normal. Agora, eh, eu vou trazer baru de Espinosa, por exemplo, do século X, que fala do conatos, né? É a força que você sente dentro para você trocar a tristeza por eventualmente uma alegria. A frustração, ela tem que ser uma ferramenta para te ajudar a atingir o teu objetivo. Não deu agora, vai dar lá na frente. A pergunta é: o que é que eu fiz de errado? Por que que não deu certo? Então, a partir do momento que a gente tem um bom planejamento, que a gente tem os objetivos traçados, eh, se não conseguir atingir, tá tudo bem. A pergunta é: onde eu errei e como é que eu faço para consertar esse erro para que lá na frente, aí sim, eu atinja esse objetivo. E a maior dica que eu posso dar é todas as tuas vitórias, ainda que sejam pequenas, elas precisam ser comemoradas. A gente tem muito o costume de, no momento que a gente atinge um pequeno objetivo, a gente achar que isso era obrigação nossa e e a gente querer sempre mais, sempre mais. Caramba, comemore, né? Você atingiu esse objetivo. É momento de celebrar, é momento de se alegrar e partir para novos objetivos. Muito bem. Comemorar sempre as pequenas vitórias, né? Isso também faz parte da educação financeira, né, Felipe? Que legal. Muito bom. Agora, gente, o seguinte, olha, eh, a última pergunta é sobre a questão de reserva de emergência. esse nome reserva de emergência, né? Ele soa um pouco assim que a gente já tá esperando que aconteça alguma coisa que vai dar errado, mas é importante a gente ter aí uma reserva antes de nós começarmos a pensar em um investimento. Professor, é, eu costumo dizer que se alguma coisa ela pode dar errado, ela vai dar errado. Então, eh, é importante ter uma reserva de emergência. Ah, nem tudo está ao nosso controle, né? E o exemplo que a gente mais usa é o do emprego. Ah, aí você vai me dizer: "Não, mas eu não sou funcionário seletista, eu tenho a minha empresa." Bom, eventualmente você pode ter uma redução da tua receita repentina que você não tava esperando, a exemplo do que aconteceu com a Covid, ninguém esperava, né? Uma epidemia, uma pandemia. e ela veio e ela trouxe uma série de necessidades para muitos empresários. Muita gente teve redução de receita nesse período. Então, os imprevistos eles acontecem para que a gente possa manter a calma, para que a gente possa eh viver a nossa vida com tranquilidade, essa reserva de emergência ela é importante. O que muita gente me pergunta é: qual o valor que eu preciso ter reservado paraa emergência. E assim, o que eu costumo dizer é depende do teu padrão de vida, depende daquilo que você quer para você e depende se você for, por exemplo, um funcionário, do tempo que você eventualmente demora para poder se recolocar no mercado. Então, tem profissões e profissões, tem a questão do etarismo, tem um monte de questões que precisam ser consideradas para você identificar qual o valor que você deve manter em reserva paraa emergência. De forma geral, eu costumo dizer períodos de baixa inflação, 6 meses, períodos de alta inflação, pelo menos 1 ano. É uma regra básica, não é mágica, mas isso tende a ajudar pessoas a pelo menos terem um objetivo em reserva, mas ela sim é necessária, eh, ela precisa existir para que as pessoas tenham tranquilidade. E à medida que você vai atingindo o valor da tua reserva, parte disso você eh vota, quer dizer, para investimento de mais longo prazo. Muito bem. E você de casa tem uma reserva, né? Você tem a sua reserva? E aí, se não tiver, você pode começar a pensar em reservar a partir deste programa, porque com esses profissionais de alto gabarito, a gente eh lançou a sementinha aí do investimento, né, e do gasto. Você sabe agora faz a diferença entre gastar e investir e sobre a educação financeira que inicia com a educação dentro de casa. Se você não aprendeu, vamos lá. tem tantos aplicativos, tem tantas pessoas, tem tantos profissionais, tem consultoria financeira, tem o professor, tem a p o pessoal que trabalha com saúde mental, que também pode ajudar você nessa questão, né, de criar hábitos. Então, é muito importante a gente ter consciência sobre as nossas escolhas e também manter o nosso equilíbrio, principalmente na questão financeira do nosso dia a dia. Gostaria de agradecer então os nossos eh eh os nossos convidados eh por esse momento dedicado, especialmente a esse tema que é muito importante. Eu acredito que a gente lança a sementinha aí. Então, muito obrigada, Felipe, pela sua participação. Considerações finais, por favor. Acho que considerações finais é isso. O autoconhecimento junto com o planejamento vai de fato trazer aí um equilíbrio, né? Que o professor trouxe eh de eu conseguir me segurar, me controlar, que eu tinha trazido anteriormente também a palavra sacrifício, né? Eu preciso esse sacro ofício de esse essa resiliência que eu tô tendo agora de não fazer algo eh impulsivo. Eu preciso primeiro ter muita consciência, né, de não agir sobre domínio do que a minha cabeça me conta, do que as minhas emoções me contam. conseguir olhar para isso, seguir adiante mesmo assim para caminhar em direção a uma vida mais significativa, mais valorosa, alinhada com as aquisições financeiras que tem que fazem sentido para mim e não viver de um modo automático. Então eu vejo que tá tudo muito interligado, né? Maravilha. Eh, considerações finais, a nossa gratidão por estar com a gente aqui, John. E o seu trabalho é pegar o pessoal no colo e falar assim: "Pera aí que eu vou te mostrar o melhor caminho, né? Não é esse caminho, tem jeito, acredita. E como o professor disse, comemore as pequenas vitórias, porque é a partir delas que você vai alcançar a tão grande vitória que de repente é colocar a sua vida financeira em dia. Então, muito obrigado pela sua participação, viu? Eu que agradeço e como você mesmo mencionou, né? Eh, planejamento financeiro tem que ser algo leve e tem que ser algo que te traga clareza. Então, muita gente tem o medo de procurar um consultor financeiro e o consultor podar todos os gastos e falar: "Tá proibido de comer, de sair". E é exatamente o contrário. A gente vai trazer clareza para que o objetivo seja alcançado. Então, se você hoje precisa dessa clareza, é só me procurar depois nas redes sociais que a gente marca uma análise financeira gratuita. Maravilha. Aí pra gente finalizar, quero agradecer a participação rápida do professor Borô aqui, mas assim de grande valia, falando sobre a educação financeira, a importância da educação financeira dentro de casa e também nas escolas. Professor, considerações finais, por gentileza. Gostaria que o senhor deixasse uma dica pros nossos telespectadores, né, pra gente poder, de repente, nesse segundo semestre dá uma viradinha de chave, quem sabe a gente consegue melhorar a nossa saúde financeira até o final do ano. Legal. A educação financeira, ela não é feita só para quem tem dinheiro, só para quem é rico, né? Eu acho sim que a gente começa a educação financeira em casa. Aí, num segundo momento, eu acho importante ter educação financeira na escola. E num terceiro momento, no momento em que você atinge uma fase um pouco mais madura, é importante você aprender a se consultar com o profissional. Daí a existência de assessores de investimento, de consultores financeiros, que são certificações diferentes. Essas pessoas são todas certificadas no mercado, passam por um processo que não é fácil para atingir a a certificação. Depois da certificação, tem que continuar estudando, tem que recertificar. Então, existem diversos tipos de certificados aí no mercado e essas pessoas elas estão preparadas para ajudar a partir do momento que você atinge uma fase um pouco mais madura. E quando eu falo um pouco mais madura, não é ser rico, não, tá? Eh, quando você começa já ter o salário e começa a perceber que você não está dando conta de administrar os teus recursos, acho válido procurar sim um assessor, um consultor, que ele vai te dar um apoio, vai te dar uma ajuda até o momento que eventualmente você entenda, que você consiga tocar sozinho. Eu, com todo o conhecimento que eu tenho, mais de 30 anos de mercado, eu ainda converso com consultor, eu ainda converso com assessor de investimento e a gente toma a decisão de forma conjunta. Muito bem, professor Borô, Felipe e John, gratidão pela participação de vocês. A gente vai encerrando por aqui o nosso estúdio Câmara de hoje, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, a nossa produção, pessoal da técnica, toda a nossa equipe que esteve conosco e a gente espera que esse segundo semestre seja de muita educação financeira, de muita consciência e de muito equilíbrio, né, para todos nós que eu também me encaixo nessa, né, pode ter certeza que é assim, enquanto a gente não entender, a gente vai, né, a se fazer fazendo uma coisinha errada aqui, outra ali. Mas é por isso que a gente tem informação de qualidade para você, porque aí você entende a diferença entre gasto, custo e investimento. E começa a fazer a sua planilha, fazer o seu planejamento e aí sim ter uma educação financeira que é essencial para o seu futuro. Lembre-se, equilíbrio começa com pequenas mudanças no dia a dia. Desculpa, gente, mas é assim mesmo, tá? Tá seco o tempo, né? E nós estamos ao vivo. A gente amanhã, te convido a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara, nós vamos refletir em um eh tema que está cada vez mais presente em nossas vidas. Você já experimentou se desconectar das redes sociais? Você sabia que isso pode ser uma forma de se reencontrar? Quais são os sinais do que a gente precisa de uma pausa? Você sabia que tem muita gente eh trocando o aparelho de celular para não ter mais a rede social? Então, como o excesso de estímulo virtual afeta o nosso bem-estar, nosso foco, nossa autoestima? Desligar pode ser difícil, mas também pode ser que seja necessário. Vamos entender como o silêncio digital pode abrir espaço para uma vida mais equilibrada. Tudo isso e muito mais amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo. Esperamos por você aqui na nossa TV Câmara Campinas e agradecemos, né, mais uma vez os nossos convidados, a nossa equipe e você aí de casa. Fique bem. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. Encerramos por aqui e olha, tenho certeza que você vai sair daqui desse programa com muita bagagem sobre educação financeira. Então, compartilhe com seus amigos e conte com a gente. Até amanhã. Valeu, tchau. Tchau. [Música] [Música]
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