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Estúdio Câmara | Fome real ou emocional? Como o estresse afeta sua alimentação
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Estúdio Câmara | Fome real ou emocional? Como o estresse afeta sua alimentação

45 views Publicado 01/07/2025 HD · 59:39

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Você come quando está com fome ou quando está com emoções acumuladas? No episódio do Estúdio Câmara desta terça-feira, 01 de julho, vamos discutir um tema que afeta milhões de pessoas e, muitas vezes, passa despercebido: a fome emocional e a influência direta das emoções nos hábitos alimentares. Comer nem sempre é um ato fisiológico. Em muitos momentos, é um ato emocional. Ansiedade, estresse, tristeza, tédio ou até cansaço podem ser gatilhos que levam ao consumo excessivo de alimentos — especialmente os mais calóricos e ricos em açúcar e gordura, que proporcionam prazer imediato ao cérebro. Para aprofundar essa discussão, o Estúdio Câmara recebe: Cintia Allyson Jensen, psicóloga especialista em Psicologia do Desenvolvimento; Bruna Feitosa de Oliveira, mestre em Desenvolvimento Humano e Tecnologias. Juntas, elas explicam as diferenças entre a fome fisiológica e a fome emocional, por que o nosso cérebro associa comida a conforto e como podemos desenvolver uma relação mais consciente, equilibrada e saudável com a alimentação. 📌 Neste episódio, você vai entender: O que é fome emocional e como identificá-la; Por que sentimos vontade de comer mesmo sem fome real; Como o estresse e a ansiedade alteram nossas escolhas alimentares; O impacto dos estados emocionais na compulsão alimentar e nos sentimentos de culpa; Por que algumas pessoas perdem o apetite sob tensão e outras descontam tudo na comida. 🔍 Também falamos sobre: A influência da infância na construção do vínculo emocional com os alimentos; Estratégias para reconhecer gatilhos emocionais e evitar comportamentos automáticos à mesa; A importância da psicoeducação alimentar e da escuta do próprio corpo. Não se trata de dieta, e sim de consciência. Desenvolver uma relação emocionalmente saudável com a comida é uma jornada que envolve autoconhecimento, equilíbrio emocional e acolhimento interno. Se você já comeu sem estar com fome ou já se culpou após um episódio de compulsão alimentar, este programa é para você. 🍽️ Assista, reflita e compartilhe com quem também precisa transformar a relação com a comida. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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da regressiva. Tá seguindo lá. Beleza. [Música] Olá, muito bom dia para você. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Estúdio Câmara no ar aqui na TV Câmara Campinas. Manhã de terça-feira, dia 1eo de julho, estamos na metade do ano. Que bom ter você conosco. E hoje nossa conversa é sobre algo que todo mundo sente, mas nem sempre entende. Fome. Acordou com a barriga roncando, tá com fominha aí? Será que o que sentimos é fome mesmo ou estamos comendo para aliviar o estresso, a ansiedade, o tédio? O tema de hoje, gente, é fome real ou emocional. como o estresse interfere nos nossos hábitos alimentares. E para conversar com a gente sobre o assunto, nós convidamos duas especialistas, já estão conosco, uma pelo Zoom, outra ao outra aqui no estúdio e já nós vamos tentar entender porque muitas vezes buscamos conforto na comida. E você de casa já se pegou comendo sem fome ou sentiu culpa depois de atacar aquele doce delicioso? Participa com a gente, manda sua mensagem. O WhatsApp está na tela, 199793776. Enquanto você manda mensagem, a gente atualiza algumas notícias e a previsão do tempo para você. Atenção motorista, rua no Jardim do Trevo passa a ter duplo sentido de circulação. Os motoristas que trafegam pela região do Jardim do Trevo aqui em Campinas devem redobrar a atenção a partir de hoje, porque a rua Pontal passará a ter duplo sentido de circulação, conforme determinação da Secretaria de Transportes. A mudança tem como objetivo melhorar a fluidez do trânsito e ampliar a segurança viária para condutores e pedestres. A via é importante para o bairro, pois dá acesso a diversos estabelecimentos comerciais localizados na região. O trecho da rua Pontal, que terá duplo sentido, fica entre a Avenida Benedito Campos e a Rua Manuel Francisco Mendes. A alteração foi oficializada pela resolução 216 de 2025, que será publicada hoje, né, no Diário Oficial aqui da cidade de Campinas. E você que prestou o concurso, atenção. Os cadernos de provas com questões da prova objetiva, a primeira fase, tá, do concurso para procuradores do município de Campinas, foram disponibilizados no site da Vunesp. Os gabaritos podem ser consultados também no Diário Oficial do Município. É só você acessar lá campinas.sp.gov.br, não esquece/diárioficial, tá bom? A prova foi realizada no domingo, dia 29 e dos 6.983 1983 inscritos participaram 3.812 pessoas. Para este concurso, foram ofertadas quatro vagas. Lembrando que as vagas podem ser ampliadas ao longo da validade de concurso, que é de 2 anos, prorrogáveis por mais dois. Os candidatos devem ficar atentos às publicações no Diário Oficial que divulga todas as informações referente aos certames. Muito bem, previsão do tempo para hoje. Vamos lá. Terça-feira, dia primeiro, metade do ano, oficialmente, o dia amanheceu com sol entre nuvens aqui na cidade de Campinas. Mínima da temperatura foi registrada a 15º e a máxima, olha só, não esquenta muito hoje, hein? está prevista para 21º, porém é um pouquinho gelado, mas não tem previsão de chuva não. Mas todavia, contudo, porém, segundo o boletim da Defesa Civil de São Paulo, a passagem de uma frente fria, seguida por uma massa de ar frio entre hoje e quinta-feira deve provocar uma queda significativa das temperaturas mínimas e máximas no estado. No período, a temperatura aqui na região pode chegar a 12º. Uau! Então aproveita hoje aí porque amanhã previsão do tempo já muda novamente. Tá chegando uma frente fria. Bom, vamos lá ao nosso tema de hoje aqui do estúdio Câmara. Estamos ao vivo, a sua presença é muito importante e nós vamos receber aí as nossas convidadas pra gente falar de comer, né? Comer é um ato fisiológico, mas nem sempre a gente tá comendo porque o corpo está precisando de energia. Muitas vezes a gente come por impulso, por carência, por frustração. Isso é chamada fome emocional. estudos mostram que o estress interfere diretamente nos nossos hábitos alimentares. Hoje a gente vai entender ou pelo menos tentar entender as causas, né, os sinais e como a gente faz para lidar com isso. No estúdio está conosco a psicóloga Cíntia Alisson Jensen. Ela é especialista em psicologia do desenvolvimento, também trabalha com esporte, né? E vai falar pra gente sobre essa questão eh de fome emocional e fome fisiológica, né? Seja muito bem-vinda. Muito bom dia para você. Fique à vontade. É um prazer te receber. Sim. Bom dia, Rúbia. É um prazer estar aqui e falar sobre esse tema tão interessante que é uma queixa de muita gente, de muitos brasileiros aí, aliás, no mundo inteiro tem essa questão. Olha só, é importante quando você fala isso, porque a gente precisa eh reconhecer as nossas emoções. E às vezes você só tá comendo, comendo, comendo e você não percebe se você tá comendo ah por conta do seu emocional. E quando você reconhece, que legal que você buscar ajuda. E para desmistificar também um pouco mais sobre essa questão da fome emocional, nós estamos recebendo pelo Zoom, ela é mestre em desenvolvimento humano e tecnologias, é a Bruna Feitosa de Oliveira. Bruna, bom dia. Seja bem-vinda com a gente aqui no Estúdio Câmara. Bom dia. Tá nos ouvindo? Bruna não ouve. Ai, que pena. A Bruna não ouve a gente, mas a produção vai falar com ela, a gente vai ajustando. É sim gente, nós estamos ao vivo. A gente tá falando com a Bruna pelo Zoom. A internet é assim mesmo, às vezes deixa a gente na mão, mas nada que uma boa técnica não resolva. Então o pessoal vai tentar falar com a Bruna de novo e daí assim que ela voltar a gente apresenta a Bruna e a gente come insere ela no nosso bate-papo. Sint a gente começa. Então eu gostaria que você ficasse à vontade, explicasse pra gente como é que a gente diferencia essa fome física da fome emocional no nosso dia a dia, porque comer é uma coisa que a gente faz todo dia e várias vezes. Agora, quando a gente tá comendo as nossas emoções, como é que a gente sabe disso? Tá? A fome física é um processo fisiológico, tá? Ela vem devagar, normalmente ela espera tempo. Se você tá com fome, mas não dá para almoçar agora, dá para esperar, tá? E a saciedade vem rápido. A fome emocional é motivada pelas emoções. Você come por algum sentimento. Uhum. Frustração, tristeza, por ansiedade, por algum sentimento que você come, aí vem rápido, você tem aquela crise de compulsão que é rápida, você come rapidamente, normalmente a saciedade não vem e come qualquer coisa. Perfeito. Você come mais a fome emocional, você busca mais açúcares e carboidratos. Ah, olha aí. Então, um salgado, um doce, aquela aquela fome diferente que vem, ah, quero comer alguma coisa, mas não sei o que que é, né? Porque realmente você não está com fome fisiológica, você está com a fome emocional. Acho que todo mundo passa por isso uma vez na vida. Uma não, né? Vamos falar a verdade, vamos ser realista aqui, que a gente é ser humano, né? Aí a gente precisa e reconhecer as nossas emoções. Essa questão da fome emocional acontece comigo, contigo, com qualquer um de nós. Acho que várias vezes por dia, se a gente for parar para analisar, porque a gente é vive de emoções, né, C? Vive de emoções. A gente come por alegria, come por tristeza, come por ansiedade, come eh tá muito vinculada a fome emocional, ao sentimento, tá? Hum. E a busca é sempre por açúcares e carboidratos, coisas bem calóricas. Nossa, é o que as nutricionistas, né, os nutricionistas pedem pra gente dar uma aliviada no açúcar e no carboidrato. Em contrapartida, a nossa emoção vai lá e fala: "Come açúcar, come carboidrato". E a gente entra em uma confusão. E é hoje que a gente tá aqui tentando desmistificar essa situação aí da nossa alimentação. Eu acho que a nossa produção conseguiu já contato novamente com a Bruna. Espero que ela esteja nos ouvindo. Eu vou ler aqui o nome dela novamente. Bruna Feitosa de Oliveira. Ela é mestre em desenvolvimento humano e tecnologias. Bruna, bom dia. Tá ouvindo a gente agora? Bom dia. Agora eu ouço vocês. Maravilha. Obrigada pela sua participação, viu? Muito bom ter você conosco e hoje a gente vai falar desse assunto, eu acho bem importante, porque é uma é uma situação que acontece aí com todos nós e a gente precisa aprender a lidar com essa situação da fome emocional e da fome fisiológica, né, Bruna? Pois é. Eh, e é muito interessante essa essa discussão justamente por ser algo tão comum e tão presente no nosso dia a dia, né? essa busca pelo por alguma forma de prazer que muitas vezes pode ser encontrado dentro da comida, né, dentro daquela comida mais conforto, né, que a gente ouve dizer hoje. É verdade. Agora fala pra gente como que de que forma, né, que o estress afeta a nossa relação com a comida. Bruna, qual que é a sua avaliação eh sobre o stress e a comida, já que você é mestre em desenvolvimento humano, tecnologias, trabalha com a psicologia do esporte também. Eu acho que é bem pertinente, né, a gente falar eh do stress e a nossa relação com a comida, porque tem aí um um choque, podemos dizer assim, né? A questão do estress com a busca pelo prazer através da comida, ela tá muito relacionado com o fato de como a gente lida com esse estresse, né? Uhum. Então, eh, a partir da forma como a gente consegue lidar com estresse, isso vai determinar formas de enfrentar essa esse sentimento, né, de que você não dá conta das demandas do seu dia a dia. E aí, às vezes, a busca pela pelo prazer através da comida pode ser um meio, né, de lidar com esse estresse. É justamente uma forma de escape dessa desse sentimento de não ter controle da sua, dessas demandas que o dia a dia acaba eh que no dia a dia acabam aparecendo. Posso fazer um comentário? Sim, claro. Vamos lá. Sim. Eu gostaria de acrescentar na fala da Bruna que o stress libera alguns hormônios como o cortisol e eles podem aumentar o apetite ou não ou suprir. O stress na fase aguda tente a tende a suprimir o o apetite, mas na fase crônica tende a aumentar. É provado cientificamente 40% das pessoas aumenta o apetite com estresse e 40% ficam sem apetite. Olha só. Então é, muitas vezes a gente para para analisar, eu já passei por situações de estress na vida que assim às vezes não sentia fome nenhuma. É isso que você tá falando, né? Aí depois num determinada situação já dava aquela fome de leão que eu queria sair roendo até o pé da mesa, né? Então, eh eh são são diferentes situações e momentos que a gente vive. Aí eu pergunto para você, Cíntia, por que esses sentimentos assim como tédio, ansiedade, raiva, né, alegria também, que é um sentimento, porque assim, quando a gente fala da da de se alimentar emocionalmente, é importante a gente salientar que a gente não tá falando só de sentimentos que nos levam à tristeza, né? Porque o sentimento como alegria, aquela euforia também traz essa busca eh da alimentação das emoções. Então o que que acontece no nosso psiquê, na nossa cabeça, que a gente busca logo a comida é cultural. Uhum. Social e biológico. É uma questão, as pessoas buscam esse conforto, como a Bruna falou, no alimento, tá? Então, eh, tem um um uma comemoração. Vai comemorar o quê? Comida. Tá triste, vai comer. É uma questão cultural e social. É assim, é do ser humano. Olha só, gente. Esse é assim, a gente aprende desde criança. Ah, eu peguei um exemplo para e gostaria de mencionar, uma criança chorou, a mãe dá um doce. Verdade. Vem desde a infância. Isso a gente nem percebe, né? Assim, tipo, porque é tão natural, não é? Sim, gente, que isso? E aí quando a gente para para pensar, né, Bruna, assim, ia falando das comemorações, é Natal, é ano novo, é aniversário, poxa vida, lembra antigamente como é que eram os aniversários? Hoje está mais contido, mas antes tinha um bolo enorme, é comida de tudo quanto é jeito, salgadinho de tudo quanto é jeito. Vamos juntar a galera e vamos comer para comemorar. Então isso vem eh lá de trás, é uma coisa cultural, né? E aí eu pergunto para você, Bruna, o que que o comer emocional e como que ele se diferencia eh da compulsão alimentar? Porque aqui a gente tá falando eh que é cultural essa eh eh a comemoração e a alimentação. Então, a gente tá feliz, a gente vai comemorar, a gente vai comer. Estamos comendo a noss as nossas emoções. Agora, qual que é a diferença desse comer eh emocional, da comemoração e da compulsão alimentar? porque daí eh eh tem um uma linha aí bem bem tênua, né? A diferenciação vai tá justamente nesse comportamento, né? Então, eh, a compulsão alimentar, ela já é um comportamento mais prolongado, ele se ele persiste, né, com uma maior frequência, né, durante um tempo determinado. Então, a gente sabe que eh ali dentro de um curto período de tempo, né, de até 2 horas, acontece essa essa ingestão muito eh elevada de alimentos, que a pessoa sente que não tem o controle sobre essa ingestão desses alimentos. E isso acontece com uma frequência muito mais eh alta do que esse comer emocional que pode estar relacionado com uma comemoração ou com um momento específico em que específico em que você não estava eh muito contente ou enfim, seja lá qual for a o estado emocional, né? Mas é algo muito mais pontual e a compulsão alimentar ela já tá muito mais ligada ao comportamento mais frequente, né? É importante a gente diferenciar, né, Cíntia, essa questão da alimentação, porque a compção alimentar ela também traz grandes prejuízos, né? É, eu sou especialista em transtornos alimentares também. Maravilha, tá? E a compulsão entra dentro dos transtornos alimentares, entra na faixa dos transtornos, tá? Eh, ela vem desencadeada pela fome emocional mesmo. Olha, então inicia na fome emocional que pode se transformar em uma compulsão. Compulsão. Eh, eu na especialização que eu vi, ela dava dados que a compulsão é uma ingestão rápida de mais de 5 a 15.000 calorias. Uhum. Ela citou um caso de um homem que comia 40 pães quando ele tinha crise de compulsão. Poxa, pães franceses. Meu Deus, mas absurdo. É um absurdo, né? Mas não necessariamente você ingerir tudo isso para ser uma compulsão. As pessoas vão na geladeira quando tem crise de compulsão, come comida fria, gelada, come e ingere aquela grande quantidade. Independente do gosto, do jeito que está a comida, come mesmo, porque precisa ingerir. É uma crise, né, crise de compulsão. Olha só. E tem muito julgamento com essa questão de compulsão alimentar. A gente precisa bem ficar atento e e ficar alerta, né? Porque é importante destacar que exagerar na comida de vez em quando é algo é natural, mas quando esse comportamento vira rotina, né, e sempre atrelado a emoções, é hora então da gente ligar aí um sinal de alerta, porque comer não pode ser o único alívio emocional, não, que a gente encontra, né? a gente precisa ter uma válvula de escape. Agora, ô, Cíntia, tem um perfil mais propenso aí à fome emocional, por exemplo, crianças, adultos, mulheres, ou isso pode acontecer com todos nós em qualquer determin qualquer circunstância da vida ou tem algum e ah eh gênero específico? Não, em qualquer um de nós pode acontecer um transtorno alimentar. Humum. Normalmente mulheres são mais acometidas por por esses transtornos, mas pode pode acontecer com homens, crianças e tudo mais. Uhum. Olha só, gente, é importante, né? Porque em qualquer momento da vida isso pode acontecer com a gente. Aí a Bruna explica para nós como que eh a gente faz para identificar, né, quando a fome é apenas emocional, quando a gente tá eh eh comendo para alimentar o nosso corpo ou quando a gente tá comendo as nossas emoções. Como é que a gente identifica isso? Porque para quem faz eh quem está passando por essa situação, comer pode ser algo natural e a gente às vezes pode não perceber que a gente tá comendo nossas emoções. Bruno, é justamente essa eh detecção, né, desse comportamento que vai partir ali para um transtorno. Eh, obviamente ele vai est acompanhado ali de profissionais, né, especializados, especialistas como a Cíntnia, né, que são psicólogos e que eh vão ajudar a pessoa a compreender até que ponto aquilo, aquele comportamento que ela vem apresentando, ele passa por uma situação pontual ou ele é algo frequente, mas natural a pessoa que sofre disso, ela começa a perceber que há uma persistência daquele tipo de situação e que ela se sente eh essa esses episódios de compulsão, de fomes, até muitas vezes a fome emocional, ele vem acompanhado também daquela angústia, da daquela aquele sentimento de culpa de que a pessoa fez algo que ela não deveria, porque ela sabe que aquele tipo de de comportamento ele vem acompanhado também de uma de um sentimento de falta de uma sensação de falta de controle, falta de eh controle da sua própria, das suas ações, digamos assim. ela está, uma pessoa que chega a comer 40 pães de uma vez, ela de fato não tá conseguindo controlar aquele tipo de comportamento. Então, eh, mas talvez esse esse processo do compreender essa falta, essa esse comportamento que não está, ela não está conseguindo controlar esse tipo de comportamento de situação, talvez talvez isso não aconteça de uma forma tão rápida e simples. E aí que vem essa intervenção dentro desse profissional, né? Muito bem. Agora você falou muito bem do processo aí, desse processo e que vem aí o ciclo da culpa, né? Você come, come, come, depois você se arrepende, daí você fica se sentindo culpado. Eh, esses episódios de culpa, Cíntia, como é que eles afetam o nosso emocional, a nossa saúde mental? Porque no momento que a pessoa está comendo, comer é um ato de prazer, né? Aí quem está passando por essa situação de de comer as emoções, ela sente uma ela tem uma recompensa, só que depois vem a culpa. E a culpa a gente sabe que é pesada. Como é que faz? O que que acontece depois na na com a nossa saúde mental mediante eh esse sentimento que essa esse se alimentar das emoções nos gera? Tá? É um ciclo. Voltando pro estress. O estress gera fome emocional. Aham. A pessoa come pela fome emocional, aí vem a culpa, aí vem mais estresse. Nossa, mas daí não sai disso nunca. Precisa de ajuda, de tratamento, uma ajuda profissional ou pelo menos tomar consciência disso e tentar mudar, tá? ver o que tá acontecendo na vida, usar técnicas de enfrentamento, como a Bruna já mencionou, técnicas do trabalhar essa relação com a comida, construir que é construída dia a dia, a relação com a comida, dia a dia, ter uma relação saudável, o comer consciente para não gerar culpa e não vinha o estress de novo e não entrar nesse ciclo. Nossa, gente, eh, quando a gente para para analisar, né, a complexidade da nossa alimentação e, eh, a conexão que tem na nossa saúde mental, a gente acaba ficando assim, poxa vida, né, o que que acontece? Quantas vezes na semana eu comia as minhas emoções, né, e aí depois, poxa, não devia ter comido tudo aquilo, mas tava tão bom. E aí é aquele sentimento de recompensa, né, Bruna? É a recompensa, né? Você comeu aí, ah, poxa, tava maravilhoso. Mas depois vem a culpa e você precisa eh aprender a lidar com a comida. Como é que a gente faz isso, Bruna? Explica aí. Como é que a gente aprende a lidar com a nossa alimentação? não parece ser algo tão natural que a gente já aprendeu desde lá eh eh da infância como é quando éramos pequenos, mas como a Cintia falou, lá na infância também a gente já teve essa disfunção, porque a criança chora, né, que quer um doce, ela ganha um doce, né? Então ela já vai alimentando as emoções, toma um docinho para você não chorar. É mais ou menos isso, né? essas relações, assim, tudo que a gente pensa dentro da do da questão psicológica e, enfim, até mesmo social, elas são muito intrincadas, né? né? Então a gente não consegue desassociar o que acontece na nossa vida de uma forma afetiva, de uma forma no trabalho, eh as nossas relações. A gente não consegue separar isso também da forma como a gente se sente e a forma como a gente interage nesse dentro desse meio. Então a questão de como que a gente consegue lidar com isso, né, com essas emoções, ela vai passar por uma série de campos. Eh, por isso que é tão difícil a gente mudar esses comportamentos tanto alimentares ou seja lá quais outros comportamentos, porque eles estão muito relacionados com essa eh com todo o contexto em que a pessoa tá inserida, né? Então, talvez uma das uma das primeiras questões que seria interessante a pessoa conseguir identificar é da onde que vem essa fonte de estresse, sabe? qual que é essa esse principal fator que te leva a ter esse tipo de comportamento e que certamente vai afetar em outros campos também, eh, tanto na questão psicológica, social, enfim. Então, eh, talvez um primeiro ponto de partida seja identificada aonde que é essa fonte geradora de estresse. Muito bem. Agora, fonte geradora de estresse. Vamos lá. Mundo imediatista. todo automatizado. A gente no automático, corre para lá, corre para cá, tem muitos afazeres, não dá tempo para nada, começa comer eh coisas eh eh industrializadas para facilitar, porque a gente não tem tempo de cozinhar. E aí quando você sobra um tempinho, você vai rolar uma tela, né? Então a gente já conecta essa nossa alimentação, esse mundo corrido com a tecnologia. Cíntia, faz pra gente aí um parâmetro sobre alimentação e tecnologia e automatização da vida. Qual que é o risco dessa relação? É a pessoa, vou citar um exemplo, completando até o que a Bruna falou, tá? A gente tem que ver por detrás dis desse stress, o que tá por trás. A gente chama de gatilho. Uhum. O que que desencadeia? como ela falou super bem, desencadeia essa fome emocional, esse estress que vai ser gerado por esse estress, tá? A relação, a gente vê as pessoas passa um dia, trabalha muito, tecnologia, automatização, tudo, fica ali resolvendo problemas, tudo, chega à noite, vai buscar conforto na comida e vai e vai vai mesmo e vai tudo, come compulsivamente e tudo mais, tá? Então, normalmente eu vejo, eu trabalho no consultório com muitas pessoas com esse tipo de demanda, tá? E muitas vezes a gente vê que as pessoas têm um pico de compulsão, de se alimentar mais num determinado horário e buscar uma outra é identificar e buscar uma outra atividade para fazer naquele horário. Não ficou no computador, tecnologia, automatização e vai eh usar de válvula de escar alimentação. Uhum. Verdade, né? E sempre eh qual que é o horário? Eu fiquei fiquei curiosa agora. Você falou que as pessoas têm um horário assim dessa desse tipo de alimentação. Mais ou menos. Qual é o horário? Assim, cada um é um, cada caso é um caso. Sim. Mas às vezes as pessoas trabalham o dia inteiro, chega à noite, come um monte. Eu tenho muitos casos assim que à noite é que vai buscar o conforto na comida, resolver problemas, aquela carga de estresse vai buscar o conforto à noite na comida. ou vem ansiedade, mas cada caso é um caso. Tem gente que tem crises de ansiedade e vai desencadear na comida em outros horários. Depende. Cada caso é um caso. Poxa, né? E a busca, essa esse alimentar emocional, na verdade, é uma busca por recompensa. Aí quando a gente pensa assim: "Ah, eh, igual eu eu trabalho o dia todo, daí quando chega realmente quando chega fim da tarde eu quero comer alguma coisa". gostosa, mas eu tomei café, eu almocei, eu me alimentei adequadamente durante todo o dia, mas por que que no fim da tarde eu quero comer algo que eu nem sei o que é, né? Então é aquela questão eh a busca pela recompensa. Aí a gente precisa mudar eh esse sistema. De repente você fazer um exercício físico, né, Bruna, fazer uma caminhada, você também vai ter uma recompensa, porque o cérebro ele vai entender que você tá eh dando prazer para ele também, mas é um prazer diferente. Agora, como é que a gente consegue, ã desligar, né, sair da comida e ir para uma atividade física, por exemplo? Bruna, ensina aí porque é difícil. Hã, essa questão de mudança de hábitos, ela pode ser algo que inicialmente é difícil, porque de fato mudar um hábito, um comportamento, ele é algo mais, como você, como a gente já veio comentando desde o início, né? São questões que são reforçadas desde a infância. Então, naturalmente não vai ser uma dois dias que eu vou fazer exercício e vou deixar de comer aquele docinho no final do dia que vai permanecer esse mesmo comportamento da vida. Mas é justamente o reforço desse comportamento dia após dia e ao longo do tempo que vai poder contribuir para essa mudança de hábito, né, que a gente tanto busca e tanto fala. Mas eh lincando um pouco ali com a de educação alimentar, né, que acontece que as nutricionistas eh hoje tem essa linha muito mais focada para reeducação alimentar, ela vai partir muito disso, de ir passo a passo, eh, alterando esses comportamentos, modificando um pouquinho da dessa desses padrões de comportamento, né, de trocar hã aquele docinho no final do dia ou aquele comportamento de sentar na frente da TV no final do dia para assistir algo, comer algo, comer qualquer coisa sem perceber o que está comendo. Trocar isso de repente por fazer uma atividade física, buscar. E aí a questão da atividade física também é buscar algo que te dá prazer, né? Então, ah, eu acho que eu vou fazer uma caminhada, ah, mas eu não odeio caminhar. Então, vamos fazer outra coisa, fazer algo que você goste de fazer para conseguir de fato ter uma persistência, né, nessa prática de atividade física, porque vai, o prazer, ele só vai vir quando a gente faz algo que gosta de fazer. Então, se de você tá fazendo, ah, sei lá, faço musculação e não gosto de fazer isso. Então, vamos procurar outra coisa, outro tipo de atividade física que vai te trazer essa liberação da serotonina que a comida também gera, né? Então, passa por esse caminho também. A gente não adianta a gente continuar forçando comportamentos que não se mantém porque a gente não gosta de fazê-los. A gente não consegue persistir em algo que a gente não sente prazer em fazer, né? Muito bem pontuado pela Bruna, né, Cíntia? Porque aí se a gente parar para analisar, você se força a fazer um tipo de exercício físico que você não sente prazer e aí é forçado, é difícil. Aí um dia você fica em casa e você se alimenta, você come as suas emoções e você sente prazer e aí você volta, esquece o exercício físico e volta a ter prazer comendo, porque é mais fácil e mais tranquilo. Então a gente precisa ter aí um tal do autoconhecimento, né? Esse autoconhecimento, a gente fala dele todos os dias e e é legal que cada eh profissional eh nos ensina, né, passo a passo um pouquinho a cada dia a a ter um autoconhecimento. A importância desse autoconhecimento, Cíntia, por favor, eh na questão da alimentação. Sim. Eh, ela falou e completando, é substituir o prazer. Uhum. A comida é um prazer imediato, mas a atividade física também libera a serotonina e gera o prazer imediato. A gente trabalhar com outros prazeres, ir ao cinema, algumas pessoas têm prazer. Uhum. E para isso as pessoas têm que se conhecer, para saber escolher a atividade física, identificar se tem compulsões, se tá comendo por fome emocional. E é uma busca constante no consultório. A gente trabalha muito esse autoconhecimento e as pessoas ganham muito com isso. Muito bem. O autoconhecimento é algo que a gente tem que praticar todos os dias, né? Porque todo dia a gente tá diferente, né? Então é uma busca constante e vai ser para sempre. Então a gente precisa assim estudar, ter um acompanhamento, né, psicológico. Eh, e é importante também o nosso estúdio Câmara, porque aqui a gente tem os profissionais que aceitam esse desafio, que vem e que cada dia vão disseminando uma sementinha aqui, outra ali e a gente vai aprendendo com vocês. Isso é muito bom, né? Eu já agradeço muito, imensamente a participação de todos os nossos convidados que sempre vêm e contribuem muito para que a gente possa aprender todos os dias. Agora 8:35, nossos telespectadores estão mandando perguntas, a produção tá avisando aqui, então vamos responder os nossos telespectadores. Deixa eu ver quem é que tá com a gente. Produção, pode colocar na tela, por gentileza. Vamos lá, vamos ver quem quer falar da fome real e da fome emocional. O Ricardo no jardim floresta. Quando a ansiedade aperta, corro para os doces. Sinto que só o açúcar me sossega. Como substituir essa busca por algo mais saudável sem aumentar o estress? É, Ricardo, você não está sozinho nessa, meu colega, né, Cíntia? É, a maioria das pessoas que têm ansiedade sempre, né? É, como você explicou pra gente, é o açúcar e o carboidrato, infelizmente. E aí quando você tá numa ansiedade louca, você come um docinho, sossega, uh, que delícia, né? Mas como é que a gente substitui isso por algo mais saudável sem que o estress aumente? Porque a falta do açúcar também gera estress, né? Sim. Ah, esses alimentos aliviam porque liberam serotonina, tá? Mas a gente pode buscar. Eu acho legal ele perguntar como pode buscar algo mais, substituir por algo mais saudável, tá? Como a gente falou, buscar uma caminhada, já um passo grande, Ricardo, você deu na vida identificando isso. Chega, quer um ansiedade aperta, quer um docinho, alguma coisa assim, um passo grande você já deu, foi identificar. Então agora vamos naquela hora vontade do doce, come uma fruta e vai fazer uma caminhada. Muito bem. E vai fazer uma caminhada. Que delícia ouvir vocês falarem, sabia? É muito bom. Vamos lá, mais uma pergunta e a gente vai direcionar essa outra pergunta para a Bruna. Tá bom, Bruna? Vamos lá, produção, pode colocar pra gente a pergunta aí, por gentileza. Eh, a Rafaela da Vila Industrial, tomar bastante água ajuda a controlar o estress. e segurar aquela vontade de doce que aparece na tensão, eh, tentar enganar, né, o estômago e o cérebro. Bruna, vamos lá. ajuda eh beber água nesse momento. A questão da hidratação, ela tá muito relacionada também, curiosamente, com a fome, porque muitas vezes, eh, alguns nutricionistas dizem que algumas eh não fomes, mas alguma sensação que a gente tem de fome, na verdade é desidratação. Curiosamente, isso pode acontecer. E aí essa questão de você estar bem hidratada ajuda justamente a diferenciar já esse primeiro ponto. a questão do controle da do doce, não sei se seria uma um mecanismo de enganar, né, mas eh de continuar reforçando essa esses hábitos de tentar manter-se se alimentando dentro do daquilo que você tá planejado ali pela nutricionista ou da forma como você tá seguindo a sua alimentação. Então, eh, tanto a hidratação quanto se manter nessa alimentação saudável vai se tornando um hábito, né? Mas, eh, essa questão de tomar bastante água, de se estar bem hidratado, pode estar relacionado assim com uma essa percepção de fome, que não necessariamente é fome, mas é uma falta de água, uma falta de hidratação. Olha, é bem importante, né? Porque a gente precisa estar hidratado e principalmente agora vamos puxar pro nosso aqui. Agora nós estamos no inverno, perdão. E no inverno a gente esquece de tomar água e a gente come mais. Não é assim? Sim. Aí entra o autoconhecimento que a gente já falou. Se conhecer para saber identificar é sede. Será que eu tô sentindo fome mesmo? Hum. Ou será que é sede? Será que é uma fome emocional? Ou será que é uma fome real? Ninguém com fome emocional vai comer um alface. Boa. Ou uma fruta. Vai cair nos doces e no carboidrato. É identificar é se conhecer amarrando um pouco do que a gente já falou. Se conhecer, identificar. Eu tô com sede, eu tô com fome. Se eu comer isso, vai passar, vai saciar. e aguardar a saciedade, que a compulsão dura pouco também, 30 segundos, 1 minuto e ela passa. Você for fazer alguma coisa, passa, né? Olha aí, é movimento, né? É dar movimento pra vida. Nossa, gente, que legal. Agora, eh, você falou algo que eu gostaria de reforçar aqui. Ninguém que vai comer as suas emoções vai querer comer alface. Muito bom. Muito bom. Então, aí é um ponto pra gente poder se atentar, né? De repente você tá com uma fome, não sabe. Vamos lá, então, vamos comer um arroz, feijão e um alfacezinho. Ah, não é isso que eu quero comer. Então, aí você já tá eh para aquela questão da alimentação das emoções. Aí é hora, então, de comer uma fruta e buscar algo que te dê prazer para que você possa trazer a recompensa para o seu cérebro nesse momento em que ele busca a recompensa de alguma coisa e você vai descontar na comida, né? Isso, gente, é algo mais natural do que a gente imagina. Aí tem aquela questão da alimentação consciente, que também ajuda bastante, né, Cíntia? Alimentação consciente. Eu quero passar paraa Bruna para falar um pouquinho eh dessa alimentação consciente, da importância e aí depois a Cíntia completa pra gente como é que a gente faz para se alimentar eh consciente, né? Não, para não não comer sem parar e nem saber que você tá comendo. Porque às vezes você come na frente da TV, come, você já parou para para analisar que tem gente, já aconteceu isso com várias pessoas, comigo também, né? Porque a gente é ser humano. É natural isso, gente. Acontece. Você tá comendo, comendo, comendo e fazendo outra coisa. E aí, cadê? Ué, mas cadê a comida que tava aqui? Oxe, já acabou. Você nem percebeu, então você não está comendo consciente. Ô Bruno, ensina a gente aí a importância de comer consciente e como a gente faz isso. A questão do comer consciente vai passar justamente pelo hábito, né, pelo comportamento. Então, pelo reforço desses comportamentos para que eles se tornem um hábito, né? Eh, e esse comer consciente foi muito bem destacado que você falou sobre o assistir algo e o comer ao mesmo tempo, né? Então, eh, antes com a TV a gente, algumas pessoas tinham o hábito de fazer o fazer isso, outras não, mas acredito que com o celular hoje isso se torna muito mais frequente, né? né? Porque a gente tá sempre mexendo no celular, vendo algo nas redes sociais e consumindo algum alimento. E aí esse comer consciente nesse momento fica muito mais difícil. Realmente foi muito bem destacado, porque a gente deixa de perceber e às vezes deixa até de sentir o sabor daquela comida, você não tá comendo pelo prazer de comer algo gostoso ou saboreando aquela aquele alimento. Você tá simplesmente ingerindo alguma mastigando e vendo algo no seu celular, na TV, que seja. Mas eh a partir essa já essa mudança desse comportamento já é algo que vai interferir nisso comciente, porque você conseguir eh pensar, planejar o que que você está comendo, né? Eh, avaliar como que você tá fazendo essa alimentação, né? Então, poxa, você não acho que tô comendo direitinho, conseguiu consegui colocar ali uma quantidade pensando, né, em a gente sabendo mais ou menos quais são os alimentos que a gente precisa eh incluir dentro de toda a refeição, né, mas naturalmente ali o acompanhamento nutricional também ajuda. Mas então, avaliando como que você tá fazendo essa essas alimentações, existem aqueles beliscos que a gente faz durante o dia que também a gente não considera, né? Então, eh, ah, é aquela bolachinha, aquela aquela coisinha, aquela frutinha que pode ser uma frutinha, mas pode ser uma bolacha, um biscoito, alguma coisa que é só um belelisco durante a tarde. às vezes a gente não contabiliza nesse sentido e aí vai comendo como se fosse um passatempo assim, uma algo que vai te comer um tempo enquanto você assiste algo ou enquanto você eh tá fazendo alguma tarefa no seu dia a dia. Então o comer consciente passa justamente para você se perceber durante essas eh todos esses momentos de alimentação, né? E aí, como que a gente vai poder fazer melhorar isso? Vai passar justamente por por esse reforço dos comportamentos, né, do para criar um hábito. Então, eh, justamente também passando a tirar essa distração enquanto você se alimenta. Esse já é um bom primeiro passo, porque você se perceba enquanto você está se alimentando, né? Então, já tentar evitar, né, se alimentar enquanto assiste algo, enquanto mexe no celular, porque isso já limita esse comer consciente, né? Já dificulta que você perceba o que que você tá fazendo, seus comportamentos durante esse momento, né? Já começa por um, já é um começo. Bem, é verdade, é um começo. A gente precisa ter consciência daquilo que a gente come, por favor. Só completando o comer consciente no meu consultório, eu trabalho com uma técnica mindfulit. Exato. Mindfulit é respirar, desligar a TV, deixar o celular de lado, prestar atenção no que você tá comendo, no que você tá sentindo. Prestar atenção naquele alimento, na comida. Isso é atenção plena na comida. É o mindfulit. Nossa, e é algo assim bem desafiador nos dias de hoje, né? Não, Ctia. Sim. Muito difícil. Uhum. Trabalhar, mas as pessoas têm super resultado com esse tipo de trabalho. Sério, olha só que beleza, né? Então, uma super dica para você aqui no nosso estúdio Câmara, eh, praticar o e mindfulit, né? comer consciente. Aí você vai desligar a tela, desligar tudo, na verdade, ã, você vai eh se alimentar e prestar atenção no que você tá comendo. Eh, fazer aquilo com auto autocompaixão, com carinho, com amor. Não é comer igual a gente come ultimamente, né? Porque a gente quando tudo estão correndo engola inteiro, sai correndo para lá, sai comendo na rua. É uma coisa de louco. A gente tem presta atenção, como ah belisca e tal. Então assim, eh, eu acho que a correria, né, todo mundo tá meio perdido, desnorteado e aí a gente começa a ver transtorno aqui, transtorno ali e tudo tem um porquê, né? que toda ação tem uma reação. Então, de repente você tá aí com uma dor de estômago, né, ou estressado e come terminei de comer, tô com fome. Tem muita gente que fala isso, né? Terminei de comer, terminei de almoçar. Nossa, mas tô com fome de novo. Você nem prestou atenção no que você comeu. E aí, vamos fazer o seguinte, hoje quando você almoçar, aí depois que você terminar, tenta lembrar o que que você colocou no prato, tenta lembrar o que que você comeu, tenta lembrar do sabor da comida e da importância para esse momento. Exato. Porque isso é muito importante. Isso é que nos mantém de pé. Uhum. Verdade. Muito legal esse comentário de vocês, a fala de vocês aqui. A produção tá me avisando. Tem mais duas perguntas. Então a gente responde mais duas e aí depois a gente já vai para as considerações finais, tá bom? Vamos lá então. 8:48 pode mandar mais duas perguntas aí. A Luía do Jardim Garcia. Oi Lu, bom dia. Obrigada, viu, pela sua participação. Quando durmo mal, passo o dia beliscando doces e lanches calóricos para manter energia. Isso é normal ou sinal de alerta? Então vamos lá, Cíntia. Eh, dormir mal já é um problema. Aí ela não dorme bem, depois passa o dia comendo coisas calóricas. O corpo pede, é isso. Vem o cansaço, vem o estress e entra na naquele ciclo que a gente mencionou. Humum. Libera o cortisol e vai beliscar de novo. Eh, é uma pirâmide. É importante comer bem, se alimentar bem, dormir bem, fazer atividades regulares. É tudo isso. Você vai conseguir ter uma vida saudável. Eu te entendo, Luía, que quando você dorme mal, você passa o dia beliscando. É a ração fisiológica do organismo. Olha só, né? O nosso corpo falando, né? E às vezes a gente não consegue entender, acho, a maioria das vezes a gente não consegue entender, mas o nosso corpo ele grita, né, Bruna? Com certeza. Eh, às vezes a gente não se percebe, mas o corpo não deixa que a gente não perceba esses sinais. Ele vai, como você disse, ele grita, né? Então você não descansou, não conseguiu recuperar, né? se recuperar do seu dia e o corpo já imediatamente liga esse sinal de alerta que a a participante mandou a pergunta aqui eh falando justamente sobre ser um sinal de alerta. Justamente isso, o corpo mostrando para você que ele precisa desse tempo de recuperação para conseguir funcionar bem. Eh, a gente tem que ter eh noção, né, de dormir é importante e aí a gente se recarrega para iniciar o outro dia, né? Mas hoje também com a questão de telas, que a gente já falou aqui, a questão também é é de muita correria, você não consegue desligar, às vezes você não dorme bem. Então, se não dorme bem, pelo menos se alimenta bem, né? Pelo menos tenta se alimentar bem, faz um exerciciozinho e de repente se você vai criando um hábito e as coisas podem sim melhorar, né? Melhora, melhora sono, melhora tudo. Uhum. Melhora tudo. Tendo hábitos saudáveis, vai melhorar tudo. Olha só, né? E é parece tão fácil quando a gente fala, mas é desafiador, gente. É desafiador que eu passo o tempo todo tentando também. Tem vezes que eu consigo, tem vezes que não, né? Mas o importante é a gente continuar tentando. A gente não pode desistir. A gente é um caminho. Eh, são todos os dias. E eu vou vou falar aqui, se você não consegue hoje, tudo bem, não se culpa, mas amanhã tenta de novo. O que não pode é desistir, né? Sim. E é uma rotina de todos nós. Todos nós vivemos isso no mundo atual, com a tecnologia, com a automação, com tudo isso. É uma rotina nossa, com essa loucura que a gente vive. É, a gente tem que reaprender a a viver, né? É bem delicado, gente. Precisamos reaprender. A tecnologia correria e deixou a gente bem diferente, né? A gente só que a E você vê que coisa mais engraçada, a correria e automatização nos deixou diferente, a gente tá vivendo diferente, mas daí quando você vai lá fazer alguma coisa lá no seu computador ou enfim na internet, na no celular, em um momento ou outro aparece lá não sou um robô, clica, né? Então a própria tecnologia já mostra, avisa, gente, você não é um robô. Então vamos lá, calma, respira, consegue sim fazer as coisas, só não vai eh eh se encher de compromissos para não dar tempo nem de você almoçar, né? Para não dar tempo nem de você comer. Tem gente que acha bonito falar: "Hoje nem almocei? Ah, hoje não vou nem almoçar. Não, né? Não pode, né? Não é legal. O corpo vai gritar depois. Uhum. É isso mesmo. A fome vem dobrada depois se pôr uma refeição. Pois é. Exatamente. Is as nutricionistas falam isso super bem. Olha aí, tá vendo? 8:52. A última pergunta então do nosso programa. Daí a gente já vai pr as considerações finais. Nosso bate-papo tá bem legal aqui, né? Estamos falando de alimentação saudável, mas estamos falando de comer as nossas emoções. Você já se pegou comendo a sua emoção? Eu já não foi nenhuma, nem duas vezes, viu? A Bianca do Jardim das Panheiras diz: "Boas notícias me fazem pedir bolo". alegria também pode eh virar o gatilho de comer sem fome real. Ah, a gente falou sobre isso, viu, Bianca? Aqui no programa você pode, lembrando que a Bianca e todo mundo que tiver com a gente aí pode assistir de novo no YouTube, tá disponível, tá? A gente tá ao vivo no YouTube também e aí você pode repassar paraos seus amigos aí para avisar essa galera e que nós temos eh profissionais ensinando a gente a comer de forma correta, não comer as nossas emoções. Ô Bruna, eh vamos responder a Bianca, por favor. Ela ela sente alegria e ela quer comer também. E é assim, né? A gente as emoções não são só as tristes, né? As alegres, a felicidade é aquela questão que nós falamos no início da comemoração, justamente eh retomando o que a Cíntia já comentou, né, no início sobre a o hábito do comércio é algo muito cultural e isso passa também pelo fato da gente costumar eh ligar as comemorações a comidas, bebidas, né? reunir pessoas, né? Isso sendo algo muito cultural e isso sendo uma característica muito particular também brasileira, inclusive de você cons você ter esse hábito de eh busc reunir pessoas queridas ou comer algo que você gosta, beber algo que você gosta, né? Então, eh as emoções felizes, né? Boas emoções também são também às vezes são gatilhos para que a gente coma. Mas aí se a gente consegue aproveitar aquele momento e de uma forma bacana e não tornar disso um hábito, né? Todo toda vez que eu tô feliz, toda vez que eu tô triste, toda vez que eu tô com raiva, todo toda a emoção é um gatilho para eu comer. Isso faz parte, né? faz parte da da nossa cultura também comemorar eh e enfim o o sentimento, a felicidade, o sentimento positivo ser um gatilho para essa essa esse comer também. Mas desde dependendo da forma como isso vai acontecer, faz parte, não vai ser algo tão prejudicial. É um se é um momento específico. É verdade. O negócio acho que é o equilíbrio, né? A gente precisa ter e manter o equilíbrio. Ah, desafiador. Desafiador, mas a gente aprende, uma hora a gente consegue, né, Cíntia? Em tudo. Em tudo. Também existe o stress bom, que é o eu estress. Hum. Muito bem. Que é nas comemorações, quando você vai apresentar um trabalho, um stress bom que gera isso também, a fome emocional. É. E aí o autoconhecimento que faz parte de tudo isso pra gente poder tentar equilibrar, vai fazer o quê, né? Acontece, deixa eu arrumar aqui que o negócio tá virando aqui. Aí acontece, né? Então é, a gente vive, a gente é ser humano, a gente tem sentimento, a gente come, a gente ri, a gente chora, enfim, a gente só precisa aprender a lidar com isso, né? Cíntia e Bruna. Muito bem, que legal, que bate-papo gostoso. Então, orientações práticas aí para quem sofre de fogo emocional, que está interferindo na saúde, no bem-estar. Então, eu gostaria que vocês deixassem uma dica pros nossos telespectadores. A gente já parte aí então paraas considerações finais. Quero agradecer demais a participação de vocês, viu Bruna? Obrigada pela sua participação e que legal que você contribuiu com a gente. Sempre muito importante a fala de profissionais que ensinam a gente a eh ter uma outra visão, né, de situações que acontecem no nosso dia a dia. Agradeço a sua participação, viu? Eu que agradeço o convite, né, por estar aqui nessa fala e conseguir compartilhar alguma algumas informações e conseguir trocar aqui com vocês, com a Cíntia, né? com os telespectadores. É super importante esse tipo de de temática, né? E tão presente hoje no dia a dia. Hoje ao menos a gente tem conseguido falar sobre isso, né? E reconhecer o quanto isso pode ser prejudicial pro nosso dia a dia, né? Então, cada vez mais, quanto mais a gente fala sobre isso, mais a gente aumenta esse eh mais divulga, né? Mais dissemina esses conhecimentos e mais a gente consegue se perceber, né? Esse é o primeiro passo, né? Você conseguir perceber que você está passando por isso, que você tá vivenciando esse tipo de situação e a partir daí conseguir direcionar, saber por para onde pedir essa ajuda ou de repente como fazer para modificar um pouquinho essa esse padrão de comportamento, né? Maravilhosa, Bruna. Tudo de bom, muito obrigada pela sua participação, um mês de julho lindo para você e super valeu pelo compartilhamento de informações, viu? Agora a gente agradece você, Cíntia. Obrigada. Eu acho que pontuou assim eh eh vários momentos em que a gente pode assistir de novo e falar: "Opa, é por aqui, né? Se eu estou com fome emocional, eu não vou aceitar comer alface. Isso aqui eu vou levar pra vida. Isso. Ah, tô com fome. Ah, é? Então vai lá, come uma saladinha. Não, não quero salada. Então você está comendo suas emoções. Vamos lá, faz um reset aí. Vamos começar tudo de novo. Obrigada, viu, pela sua participação e pelas dicas. Super dicas. Eu agradeço o convite. É muito bom poder, como a Bruna falou, compartilhar o nosso conhecimento, um pouquinho daquilo que a gente sabe, bater um papo numa manhã tão gostosa, tá? E eu queria dar uma dica, quem quiser saber mais sobre fome emocional no Instagram da minha clínica, eu vou tá falando mais durante essa semana sobre fome emocional. Ai, que maravilha. Muito bem. Qual que é o Instagram da clínica? Gradativa Clínica. Maravilhosa. Obrigada então pela sua participação. Você aí de casa também. Hoje a gente aprendeu que reconhecer a forma emocional é o primeiro passo pra gente melhorar a nossa relação com a comida. Não se trata de culpa e sim de consciência, né? Se acolher e buscar ajuda faz toda a diferença. Não esqueça, eu vou tentar também comer consciente. Vamos ver se a gente consegue, né? Ó, começa tentando. Daí você conseguir uma vez na semana, tá bom? Semana que vem você consegue duas, depois você consegue três. O importante é a gente tentar. E se você tentar e não conseguir, não tem problema não. Amanhã você tenta de novo, não pode parar, tá bom? Então, agradecendo as nossas convidadas, você que esteve com a gente, amanhã a gente volta com mais uma conversa importante aqui no nosso estúdio Câmara ao vivo pela TV Câmara Campinas a partir das 8, tá? Eh, crianças super protegidas, a gente vai falar dessas crianças, dos pais que super protegem seus filhos e aí essas crianças se tornam indecisas quando adultos. Hum. E aí a gente vai falar sobre os impactos da superproteção no desenvolvimento emocional e na autonomia, tá? Então isso é muito importante. Eu sei que nós pais sempre queremos proteger os nossos filhos, mas tem diferença de proteção e super proteção. Isso vai influenciar muito na pessoa que nós estamos criando para o mundo, tá? Porque a gente não pode esquecer que os nossos filhos a gente cria pro mundo. Então eles precisam também ser pessoas destemidas. É, então, até que ponto a gente pode proteger, né? Qual a diferença da proteção e da super proteção? Esse é o nosso tema de amanhã, porque hoje a gente vai encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informação do legislativo e também de toda a nossa metrópole. A programação da TV Câmara Campinas está maravilhosa como sempre e a gente conta com a sua audiência, com a sua companhia. Agradecendo mais uma vez as nossas convidadas, a nossa equipe que nos ajuda a trazer informação de qualidade, conhecimento bem legal, importante para você que tá aí do outro lado. E amanhã, se Deus quiser, nós temos Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Não esquece, estamos na metade do ano oficialmente, o mês está começando, está nas suas mãos, você pode transformar, você pode mudar e trilhar um novo caminho, tá? Basta você querer. É desafiador sim, mas a gente sempre consegue. No final a gente consegue sim. Acredite em você. Vamos simbora. Coma consciente. Até amanhã. Fica bem. ช [Música] [Música] [Música]
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