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Estúdio Câmara | Fobia de ter filhos: entenda a tocofobia e o direito de não ser mãe
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Estúdio Câmara | Fobia de ter filhos: entenda a tocofobia e o direito de não ser mãe

55 views Publicado 26/05/2025 HD · 56:49

Descrição do vídeo

No episódio de 26 de maio de 2025 do Estúdio Câmara, o programa trouxe um debate sensível, necessário e atual: a fobia de ter filhos e os medos que cercam a decisão de não ser pai ou mãe. A apresentadora Rubia de Oliveira recebeu duas psicólogas experientes para essa conversa acolhedora e profunda: Fernanda Mélo, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, e Karen Benassi, psicóloga de abordagem humanista. O programa abordou temas como a tocofobia, um medo intenso e irracional da gravidez e do parto, cada vez mais presente na clínica psicológica. A conversa incluiu ainda reflexões sobre o impacto do medo na vida social, profissional e afetiva de homens e mulheres, o papel da sociedade no julgamento das escolhas reprodutivas e a necessidade de acolhimento para quem decide não ter filhos. A decisão de não ter filhos — seja por convicção, por medo ou por experiências traumáticas — foi tratada com o respeito e o cuidado que merece. As especialistas destacaram a importância de diferenciar uma escolha consciente de um comportamento gerado por transtornos emocionais, como ansiedade, culpa e depressão. Situações como medo de perda de autonomia, receio de criar filhos sozinha, instabilidade financeira, ausência paterna, pressão familiar e inseguranças sobre o futuro também foram amplamente discutidas. Ao longo do programa, o público participou ativamente, enviando perguntas reais e emocionantes. Dentre os temas trazidos pelos telespectadores estavam: Traumas indiretos causados por partos complicados de amigas; Instabilidade financeira como barreira para a maternidade; Medo de perder o controle do corpo durante a gestação; Sonho de adotar e o julgamento por não querer filhos biológicos; Culpa por não dar netos aos pais e a dificuldade em separar expectativas alheias da própria vontade. Com sensibilidade, Fernanda e Karen explicaram que ter ou não ter filhos não deveria ser uma obrigação social ou familiar, mas sim uma escolha baseada no autoconhecimento e na saúde emocional. A terapia, segundo ambas, é um espaço essencial para acolher, elaborar e sustentar essa decisão com segurança e autonomia. 📌 Destaques do programa: Diferenças entre medo natural e tocofobia Como a pressão social afeta a decisão de ter filhos A importância da terapia no processo de escolha O papel dos pais e mães ausentes no trauma de gerações futuras Como lidar com críticas e julgamentos externos Planejamento financeiro e emocional antes da maternidade ou paternidade O papel da mulher moderna frente à expectativa histórica de maternidade O Estúdio Câmara reforça a importância de se falar sobre saúde mental de forma aberta, empática e responsável. Em tempos de relações líquidas, incertezas econômicas e crises existenciais, a decisão de não ter filhos pode ser um ato de coragem, liberdade e amor-próprio. ✅ Gostou da discussão? Então curta o vídeo, compartilhe com amigos e familiares e comente sua opinião. Sua participação fortalece esse espaço de escuta, respeito e reflexão. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] [Aplausos] [Música] Olá, Bom dia. Está começando mais um estúdio Câmara, um espaço de conversa sobre comportamento cotidiano e escolhas que moldam nossas vidas. Hoje é segunda-feira, segundamos, 26 de maio, nós temos um tema delicado, mas extremamente atual. Nós vamos falar sobre a fobia de ter filhos e a decisão de muitas pessoas que não de tornarem, né, pais ou mães. Será que é uma escolha realmente livre? Ou há medos, pressões, julgamentos e até transtornos por trás disso? para nos ajudar nesse debate. Nós já estamos recebendo duas profissionais incríveis com a gente, a psicóloga Fernanda Melo, ela é especialista em terapia cognitivo comportamental. Também a psicóloga Karen Ben ela vai falar da abordagem humanista, né, da psicologia. E eu quero falar com você aí de casa. Já sentiu medo de ter filhos ou você decidiu que essa não é a sua jornada? Você tem dúvida? Manda pra gente a sua mensagem, compartilha conosco a sua experiência. a sua dúvida, né? Nós vamos conversar com você. É muito importante saber que você está aí do outro lado, tá? Telefone tá na tela, 1997829377. E enquanto você manda sua mensagem, nós vamos atualizando algumas informações bem pertinentes para esse início de semana. Olha só, carretas com cursos gratuitos começam a circular pela região de Campinas. Desculpa. Hoje, gente, olha, esta ação faz parte do programa Caminho da Captação, que integra aí o Superação São Paulo, um conjunto de medidas do governo do estado voltado à redução da pobreza. A região de Campinas, as carretas vão percorrer aí nove municípios com cursos gratuitos e estruturados para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social. As aulas começam às 8 da manhã e combinam teoria e prática com espaços acessíveis e infraestrutura completa, incluindo internet e sistema de reconhecimento facial para controle de presença. As inscrição, as inscrições, atenção, hein? Podem ser feitas pelo site www.cursofusp.sp.gov.br. Elas são gratuitas, tá? As confirmações são realizadas de acordo com as agendas de cada cidade. São mais de 40 cursos disponíveis que abrangem aí áreas como gastronomia, beleza, bem-estar, moda, tecnologia e inovação e também indústria. Podem se inscrever adultos a partir de 18 anos, pessoas desempregadas inscritas no CAD único e mulheres chefes de família t prioridade, tá? Em alguns casos, em alguns cursos, jovem a partir de 16 anos também pode participar, tá? As aulas são conduzidas por profissionais do Centro Paula Souza. Os participantes que completarem a formação vão receber certificado oficial de conclusão. Muito bom. uma oportunidade bem legal para você que procura qualificação. E hoje tem a oitava reunião ordinária da Comissão Permanente de Constituição e Legalidade. Daqui a pouquinho às 10 da manhã na Câmara Municipal de Campinas e às 6 da tarde tem reunião ordinária. A Câmara deve votar o projeto para viabilizar construção de escola e centro de saúde no Vilage Campinas. O projeto de lei complementar é de autoria do executivo e destina áreas do loteamento Vilagem de Campinas à construção de unidades educacionais e de saúde. De acordo com o projeto, eh, é necessário para regularizar a área destinada à unidade educacional, já está prevista na Lei Complementar 392 de 2022, e de área de unidade de saúde também, onde deve ser construído o Centro de Saúde Vilage. obra eh contemplada no programa Novo PAC Saúde, entre outras exigências relacionadas à fase da ação preparatória. Eh, além da aprovação do projeto, estão a elaboração dos projetos executivos, a aprovação pela vigilância sanitária municipal e estadual e também a obtenção da matrícula definitiva do terreno e a realização do processo licitatório, bem como a assinatura do contrato para início das obras. A reunião ordinária que deve ser votada esse esse projeto vai ser aberta hoje às 6 da tarde no plenário do legislativo. Você pode participar, é só chegar lá no Legislativo Campineiro, Avenida Engenheiro Roberto Manes 66, bairro Ponte Preta. Quem não puder comparecer pode assistir aqui pela TV Câmara Campinas. Estamos no Sinal Digital 11.3, no canal 4 da Net, no 9 da Vivofibra. Também tem transmissão simultânea no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Você é convidado especial para participar então da reunião ordinária que acontece hoje a partir das 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Previsão do tempo, gente. Olha, tá chegando uma frente fria aí. Tá todo mundo falando que pode nevar no Brasil, lá em Santa Catarina, sul do país, muito frio. E aqui também já começa aí o pessoal a a sentir um pouquinho das temperaturas mais baixas, né? Hoje a mínima foi de 14, máxima de 28. O tempo fica nublado, mas tem possibilidade de pancadas isoladas de chuva à tarde, porque já começa aí a começamos a sentir a chegada da frente fria, né? E agora a gente deixa a previsão do tempo. Esperamos aí que a nossa semana seja amena, tranquila, né? E que não venha tanto frio como está na previsão. E agora a gente fala do nosso tema de hoje, né? Fobia de ter filhos. Cada vez mais pessoas estão optando por não ter filhos. Isso rompe um padrão historicamente esperado pela sociedade e levanta muitas questões. É uma escolha racional e livre ou a medos profundos, inseguranças e até fobias envolvidas? Você sabia que a chamada tocofobia, o pânico irracional de engravidar ou enfrentar a maternidade tem ganhado destaque na área da psicologia? Bom, para aprofundar sobre esse tema, a gente precisa de profissionais e é por isso que nós estamos recebendo eh profissionais que vão falar com a gente sobre isso. Elas têm muito a dizer. Comigo a Fernanda Melo, psicóloga com formação em terapia cognitivo comportamental, neuropsicologia também. Eh, eu gostaria de agradecer a sua participação. Muito obrigada por disponibilizado o seu tempo logo tão cedo na segunda-feira para vir conversar com a gente sobre esse tema tão importante. Muito bem-vinda, Fernanda. Bom dia, Rúbia. Bom dia, você que nos está assistindo. É um tema muito sensível, né, que requer acolhimento em todos os teus, em todos os seus desdobramentos, né? Você trouxe a tocofobia aí, que é um um processo, uma eh que caracteriza não só o medo de ter filho, mas o medo do parto em si, das dores, né? E entre outras as pressões do dia a dia, a pressão que a gente sofre historicamente. Bom, e bom dia a Karen também, né? Sim. O bom dia da Karen. A Karen, gente, ela é psicóloga de abordagem humanista e Karen Benace, né, vai falar com a gente também eh eh sobre a essa questão da fobia de ter filhos. Muito prazer em te receber. Eu acho que hoje a gente vai falar de um assunto que muitas mulheres têm vontade de falar, mas se sentem eh um pouquinho com medo, com vergonha ou então é com receio da pressão popular, né? Seja bem-vinda, Karen. Bom dia. Obrigada. Agradeço, Rúbia. Bom dia a todos, né? Bom estar aqui, poder falar de um tema importante que principalmente permeia aí a realidade atual de muitas pessoas. E e falar de saúde mental é sempre bom e viável, até mesmo paraa manutenção da saúde mental e que as pessoas cada vez mais melhorem, se sintam cada vez mais seguras e acolhidas também. Que legal, né? Olha só, a gente já teve um acolhimento aqui neste exato momento com essas duas profissionais, eh, se dispondo, né, se disponibilizando a vir até aqui no estúdio para conversar com você que tá aí do outro lado de casa. Então, manda pra gente a sua mensagem, a sua dúvida, né? E o nosso tema hoje é sobre fobia de ter filhos, o medo de ter filhos. E a gente já começa perguntando paraa Fernanda, eh, a gente fala muito sobre escolhas conscientes, né? Mas quando esse medo se transforma em algo patológico, que que se caracteriza essa tacofobia e como é que ela diferencia do medo de engravidar? Você pode explicar pra gente? Claro. Engraçado que você tá trazendo eh a fobia, tá com fobia. E eu tive um caso na clínica, né, de uma paciente que ela passou a gravidez inteira com medo do parto, né, de sentir as dores do parto. A gente sabe que a maternidade, a paternidade, eh, em muito se se tem uma visão muito romântica do processo. E quando você está no processo que você vai vivenciando mês a mês, né, a insegurança, eh, aquela responsabilidade, parece que acende uma chavezinha e fala assim: "Eu vou ter um ser humano que eu vou ser responsável por ele por muito, muito tempo, né? Sobre a formação dele, sobre as crenças, né? Terapia cognitiva comportamental traz essa bagagem de crenças, crenças centrais que permeia as nossas decisões na vida adulta, né? E esse processo ele é muito difícil. A ansiedade ela vai no nível extremo, Rúbia, né, nesse nesse nessa condição da tocofobia, né? Então imagina que você não vivencia aquele momento em que para algumas pessoas que tanto esperam a gravidez, eh, quando se vê ali no processo, aquilo dali vai tomando um teor muito denso para elas. E aí a gente lida com eh ansiedade, depressão, a depressão pós-parto. Então, é preciso realmente a gente tá muito atento a isso e ao acolhimento dessa mãe, desse pai, né? Muito bem. Eh, quando a gente para e pensa na gestação, é um caminho longo a ser percorrido, né? Não é só ah, engravidou e pronto, né? Tem tem o caminho a ser percorrido, tem o o início da gestação, né? dependendo da idade, eh, tem sim um cuidado mais que especial. Aí depois tem quando a barriga começa a ficar maior e aí a mulher já começa a sentir aquele peso, né, ou aquele peso nas pernas e tal. Aí depois tem e eh o pré-parto, né, você tá lá no pré-natal, aliás, e aí depois já vai já sabe o dia que vai nascer, daí já se prepara para o parto, tem o medo do parto e depois tem o pós. Então não é tão tão romântico assim. né? A gente fala: "Ah, que legal, vai ter filho, vai ficar gravidinha, mas a gente precisa se atentar e parar de romantizar". E aí eu pergunto para Karen, quando uma pessoa decide não ser mãe ou pai, na maioria das vezes a sociedade reage com estranhamento, né? Por que escolha de não ter filhos ainda é tão julgada socialmente? Se quem vai ter filho sou eu, se quem vai passar por todo esse processo, seja ele bom ou não tão bom assim, sou eu. E quem vai cuidar e criar esse filho, investir nele também sou eu. O que acontece com a sociedade no momento do julgamento, né? Ah, não quero ter filhos, não é para mim. Poxa, vida, você viu? Ela diz que não vai ter filhos, né? Tá quebrando aí o protocolo, porque a mulher ela é feita para ter filhos. Ela veio para esse mundo para procriar. O que acontece com a sociedade no mundo em que a gente vive hoje com tanto julgamento, principalmente nessa questão de não entender que a mulher não quer engravidar e tudo bem, né? O julgamento ele sempre existiu, né? E e sempre vai existir. Seja a mulher tendo filhos, tendo muitos filhos, tendo poucos filhos. as pessoas sempre estão nesse julgamento e nessa crítica, né? E a sociedade em si, né, elas criam aí eh algo que historicamente vem, né, a mulher foi feita para ficar em casa ou depois isso foi mudando, a mulher entrou no mercado de trabalho. E aí ainda tem muito essa essa possibilidade ainda de filhos e eu como se fosse um checklist que eu preciso cumprir, né? Então eu me firmei, agora eu tenho que fazer faculdade, depois que eu fiz faculdade eu casei. Depois que eu casei, eu tenho que ter filhos, né? Como se fosse algo que eu tenho que ir cumprindo e passando por todos os patamar. Só que se a gente pensar na individualidade de cada pessoa e de cada ser humano, nem todo mundo quer cumprir aquilo, nem todo mundo quer seguir esses passos. Isso se torna muito difícil, porque eu vou na contramão do que a sociedade espera de mim. Uhum. E isso pode haver julgamentos, pode haver críticas e principalmente eu acho que dói mais daqueles que são mais próximos da gente, das pessoas que mais eh deveriam nos acolher, é aquelas que às vezes mais julgam e mais criticam. Eh, a gente entende que quando as pessoas têm filhos, elas criam a expectativa de que um dia vou ser avó, que um dia, né, essa pessoa vai fazer isso, vai fazer aquilo. Só que eu não posso impor as minhas expectativas em outro ser humano, né? Este ser humano, ele precisa ter a liberdade de escolher quem ele é, quem ele vai ser, os valores que ele tem, as possibilidades que ele tem. E dentre essas possibilidades vem a possibilidade de ter ou não ter filhos, né? E isso ainda não é visto como algo normal ou aceitável. Acredito que com o tempo isso melhorou, né? Hoje em dia as pessoas falam mais disso. Antigamente acredito que isso não era nem possível alguém casar e escolher não ter filhos, né? Ou nem casar, talvez, né? A mulher ela já era direcionada para esse feito, né? casar. Você nem casava, já tava perguntando assim que tu saí da igreja quando vai ter o filho, né? Não, e antigamente, né? Você, a, a minha avó, a sua avó, não sei, mas a minha família, a minha avó, ela ela teve lá sete filhos. Então, se você for parar para analisar, antigamente a vida da mulher, o tempo dela era só para eh gest eh gestação, aí depois ficava, entre aspas, como eles falavam, né, no resguardo e depois já engravidava de novo, porque era um atrás do outro. Então, assim, eh é uma cultura, né, que a mulher ela foi feita mesmo para reproduzir, né? Claro, é uma dádiva divina. Sim. Amém. Por isso, que maravilha que a gente pode ter filhos. Mas hoje nós podemos não escolher em ter filhos. É preciso respeitar essa individualidade, né? Essa individualidade do ser, da escolha. E essa escolha, ela é independente das minhas próprias concepções. Tem tem um outro que se apresenta na sua história, na sua caminhada, na sua jornada? É isso mesmo. Pode, pode completar. E, e quebrar esses paradigmas, né, do que todo mundo espera da gente, não é fácil, né? Às vezes gera sofrimento, às vezes gera culpa, né? Por eu ir contra ou fazer as pessoas, né, eh, sofrerem ou terem alguma dificuldade comigo, eu me vejo diferente, inadequado às vezes, né, perante tantas pessoas que escolhem diferente de mim, né? E eu acho que é difícil a pessoa até mesmo ela aceitar que ela tem esses sentimentos dentro dela de não, eu não sirvo para isso, eu não quero isso e a gente tá cheia na clínica de pessoas que sofrem por terem tido pais ruins, pais inadequados, pais que que de alguma forma foram ruins, a ponto de prejudicar a saúde mental ou causar transtornos às vezes nesses filhos. Uhum. E hoje a gente tem que lidar com esse com essas pessoas que talvez se eles não tivessem tido filhos, talvez a gente evitaria aí o que um ser humano sofresse por muito tempo, né? Então acho que nessa inadequação acho que é importante a gente ver e aceitar os nossos próprios sentimentos que nem sempre é fácil de fazer, né, diante das pessoas. Exatamente. Aceitar os nossos próprios sentimentos e aceitar também, né, o sentimento do outro. A gente precisa aceitar. A gente tem que parar de julgar, né? e e aceitar e tudo bem. Aí eu pergunto pra Fernanda eh sobre os sintomas, porque assim eh tá tudo bem, não quero ter filhos, OK? Mas quando esse não querer ter filhos, ele ultrapassa eh a linha e começa a virar um transtorno, porque começa a interferir na vida, no cotidiano e também na vida sexual dessa mulher, né, nos relacionamentos, porque a eu estava lendo sobre e assim eh tem relatos de que o medo ele é tão grande que a mulher ela evita se relacionar só pela possibilidade de imaginar que ela possa engravidar, né? Então assim, quando que essa essa esse medo se manifesta, que ele acaba prejudicando, né, a vida social, os relacionamentos, a vida profissional, enfim, a vida e a rotina dessa mulher. Imagine que quando você se depara com uma coisa que você tem medo e que tá ali na eminência, se você tem uma vida sexual ativa, eh, você tem que ter um senso de urgência e de controle o tempo todo. Isso te gera uma ansiedade muito grande. E um dos sintomas ou ou um dos transtornos que a gente lida é o transtorno de ansiedade, né? que ele pode ser se desenvolver para um transtorno de ansiedade mista entre depressão e ansiedade no seu dia a dia, né? Então, a gente tem que observar eh fazer uma leitura. Eu gosto muito do de Sócrates quando ele fala: "Conhece-te a ti, a ti mesmo, entre num processo de autoconhecimento para você validar eh o teu próprio querer, a tua existência, a maneira como você escolhe eh transitar por isso. O medo ele pode ser trabalhado na clínica com os psicólogos, se há o desejo de ser mãe ou de ser pai, né? Mas em se tratando de não querer, tem que ter um respeito, né? Aí um complemento de Niet é: "Torne-te quem tu és". Então a gente precisa entrar nesse processo de nos conhecer, de aprimorar, trabalhar todos os nossos medos, as a nossa ansiedade. Imagina uma sociedade que não é só eh a tocofobia, mas a gente tem aí um um alto custo, né? Porque o filho ele já a gente é o quarto, são as roupas, é a alimentação, a escola. e envolve toda uma preparação desses pais para dar o melhor para esse filho. Também tá aí um dos aspectos que a gente lida com a ansiedade. É, exatamente. Se a gente for parar para analisar, eh, o filho hoje a gente precisa de fazer uma programação, né? A vida tá desafiadora cada vez mais. E aí a gente tem aí essa essa questão da tecnologia. Eh, a gente, infelizmente, nós vemos situações que envolvem crianças que nos deixam de cabelo em pé, né? Eh, a gente não tem, a gente tá perdendo o controle, né? Nós trouxemos aqui vários assuntos, várias abordagens e eh relacionada a crianças, a adolescentes e que se você for parar para analisar 20 anos atrás, isso nem se imaginava que fosse acontecer. Então, Karin, eh além de toda essa questão aí de eu a optar por não ter filhos, tem também a questão do mundo atual em que a gente está vivendo e que faz a mulher parar para analisar se realmente é viável você colocar uma pessoa no mundo e você não sabe o que que vai acontecer lá na frente. Porque realmente dá um medo. Hoje, se for parar para pensar na possibilidade de ter filhos, eu vou ser bem sincera para você. Eu eu vou pensar, poxa, mas será como vai ser esse mundo que a gente vive daqui 5 anos, né? E aí, meu filho, tem a questão da saúde mental, tem a questão da saúde, porque nós vivemos uma pandemia e aí ficamos numa incógnita. Hoje eu estou, amanhã pode ser que eu não esteja mais aqui. Então assim, eu acho que é é uma uma questão muito sensível, como a Fernanda falou, que envolve muitas situações, não só, vamos colocar uma aspas, um só, mas não menosprezando esse medo de ser mãe, mas o medo do mundo em si, não é? Não. Sim, eu acho que o mundo mudou muito, né? Assim, na minha geração, a gente podia ficar na rua, brincava o dia inteiro. Hoje as crianças, elas precisam ser um pouco mais vigiadas, o mundo ficou um pouco mais violento, a gente também tem mais acesso à informação, então algumas coisas foram mudando ao longo dos anos, né? E acredito que o medo, né? O que que o medo caracteriza, né? O medo ele vem num instinto muito de proteção, né? Então eu tenho medo, geralmente o medo ele é importante paraa nossa sobrevivência. Então se eu tenho medo de algo, ele me mantém seguro, né? Só que o medo excessivo ele também nos impede de viver. Exato. Então, um pouco de medo ele é bom, né? Ele ele nos mantém protegidos, eles faz com que a gente, né, faça escolhas com mais cuidado, com mais cautelosos, mas também o medo excessivo faz a gente também se perder, faz deixar de viver, faz deixar de fazer coisas que são importantes, né? E o mundo mudou, as coisas mudaram, a tecnologia veio, né? Eh, hoje existe muito esse debate da questão tecnológica com crianças, né? Até que ponto é permitido, até que ponto não é permitido, né? Até que ponto é saudável, até que ponto não é saudável. E a gente tá entrando no mundo muitas vezes desconhecido e e o novo assusta. O o que eu não conheço assusta, o futuro que eu não tenho como prever assusta, né? E aí o medo vem, né? Em consequência disso, o medo vem pra gente falar: "Será, né? Será que eu deveria ter um filho? Será que eu deveria, né, pôr alguém nesse mundo e às vezes sofrer, né? A gente às vezes fala assim, não, às vezes não é a melhor escolha, né? Então acho que o o não saber o que vai acontecer também gera essa ansiedade que a Fernanda falou, né? Que é importante também a gente cuidar e tratar, porque às vezes eu trabalhando meus medos, eu trabalhando a minha ansiedade, eu trabalhando a a os filhos podem ser bem-vindos e podem gerar muito bem-estar e e ser muito bem cuidados. Mas se eu ficar com esse medo, esse medo vai me prendendo, eu posso deixar de fazer as escolhas conscientes, né? Eu vou fazendo uma escolha a partir do meu medo, a partir da daquilo que eu sinto. E aí eu não sei se seria exatamente uma escolha consciente, né? Acho que a pessoa estaria escolhendo pelo medo. E aí, por isso que a gente precisa trabalhar isso para que se ela escolher, ela vai escolher a partir dos seus valores, de quem ela é, de como ela pensa, como ela sente. E a partir disso a gente vai trabalhando essas reflexões na terapia e a pessoa vai sendo cada vez mais quem ela é, né? Muito bem. Agora, o receio da solidão, né? e da solidão que eu digo nesse processo e pós o processo, porque hoje eh nós foi tema do nosso programa da semana passada de sexta-feira, nós temos relacionamentos cada vez mais líquidos, né? E então eu gostaria que você, Fernanda, fizesse um contraponto sobre essa questão da fobia, mas também desse receio de ter que enfrentar tudo sozinha. E quando eu digo tudo sozinha, eh, não que a mulher não vá conseguir criar o filho, opa, né? Poxa vida, as mulheres hoje, né, a gente tem orgulho de dizer que as mulheres elas é legal um casamento, é legal homem, a mulher perfeito, maravilhoso, mas a mulher, se ela não tem o companheiro do lado, a mulher continua seguindo a vida. Mas eu digo, eh, o receio da solidão nesse momento gestacional, porque é um momento especial e que era para ser vivido de uma forma excepcional. Eh, e uma das coisas que a gente idealiza é o companheirismo num momento tão delicado, né? É sensível, é delicado. A mulher, ela tá muito fragilizada no período da gestação. Eh, não só o puerpéreo também ele é muito difícil. Uhum. Então, quando você imagina que você tá gestando alguém e depois aí três, 4 meses você para para as mulheres que estão eh empregadas tem que voltar pro trabalho, eh é de uma, eu não vou nem falar do nome agressão no teor da de agressividade, mas é de se pensar o quanto nós nós somos eh pressionados. em todas as instâncias, né? Então, a irritabilidade durante todo o processo e aquele companheiro menos paciente, né, que requer um a gente se sente realmente dentro de um processo de solidão. Eu não sou mãe, né, sempre quis passar por esse processo, não consegui. Mas a idealização até para quem não foi, nem ela existe, né? Você falou sobre a solidão e ela é uma solidão nesse período. Quando a gente opta também por não ter filhos, o que que vai ser dessa velice, né? E que filho não é prerrogativa de que eu vou ter eh um companheirinho lá no final da minha vida, né? Então são são muitos pontos que a gente passa a refletir só sobre essa questão de filhos, né? É algo bem bem pertinente que você falou agora, né? Porque tem gente que fala assim: "Ah, não, você tem que ter filho porque você vai ficar sozinho e aí quem vai cuidar de você?" Poxa vida, né? Não, não é isso. Acho que a gente faz, a gente tem o filho e o filho, minha mãe sempre disse, o filho é pro mundo, né? Você passa as fases, você ensina, você cria e você entrega. E aí você tem que ser você por você mesmo, é uma fase. Então a gente fala hoje sobre tocofobia, sobre eh a mulher não querer ter filhos e tudo bem. E por isso que nós estamos aqui com duas eh psicólogas, né, que estão abordando esse tema com toda a sensibilidade que esse tema merece, né, Karen? Porque a mulher ela pode sim escolher, ela tem eh eh a oportunidade hoje, ainda bem, né, de escolher ser ou não ser mãe. Só que a gente precisa diferenciar essa escolha, né? se é uma escolha por opção ou se é uma escolha por pressão, uma escolha por não entendimento. Como que a gente consegue diferenciar essa escolha e o que que pode pesar nesse momento de eu escolho que não quero ser mãe? É uma das coisas que a gente trabalha inicialmente na terapia é um espaço seguro, né? Um espaço onde a pessoa pode vir e ela não vai ser julgada. Hum. né? Porque não vai ser mais um mais uma pessoa apontar o dedo sobre estar certo ou estar errado sobre aquilo. Então esse espaço seguro vai fazendo com que a pessoa vai baixando as barreiras dela e ela vai conseguindo acessar sentimentos e emoções, pensamentos que vem de lá fundo, que vem dentro dela, né? E então assim, a gente vai trabalhando muito as emoções, os sentimentos, o que eu quero da vida, o que eu penso na minha meu futuro, na minha carreira. E se tudo isso ainda há um espaço para outro o outro ser humano, né? Então, eh, dentro dessas escolhas, a gente vai olhar valores, a gente vai olhar quem essa pessoa é, ela quem ela quer ser, né? O espaço que ela tem no mundo, o espaço que ela gostaria ainda de alcançar. E dentro disso tudo, a gente vai olhar para essa essa mulher, porque ela vai mexer com ela fisicamente, ela vai às vezes mudar, vai ter alterações e precisa ser uma escolha consciente, né? Eu sei que muitas eh pessoas acabam sendo mães muitas vezes no sem querer, no acaso e às vezes vai ter que lidar com uma coisa que eu eu não esperava, né? Um sentimento que eu não tinha, né? E eu vou ter que dar ou vou ter que aceitar esses sentimentos. E quando a gente pode fazer uma um planejamento, acho que as escolhas elas são mais certeiras, porque eu pensei, eu refleti, eu senti e escolhi que aquele é o melhor caminho, seja para ser mãe, seja para não ser mãe. Mas dentro desse papel da mulher, que a gente tem falado bastante, existe também este pai, né? Porque a gente vê a participação dos pais eh hoje, né? Muito mais, né? os pais brincam, os pais estão mais presentes na vida de uma criança, mas existe também muita ausência paterna, né? Então a gente vê isso também claramente, a gente lida com essa ausência paterna no ambiente clínico, né? As ausência de afeto, então isso também permeia, né? E se a gente pensar na paternidade também, né? Já tem de casos de homens que também tinham medo, né? O medo de não dar conta, principalmente porque o é esperado do homem que ele seja o provedor da família, né? seja aquele que cuide de todos. E às vezes ele fala: "Eu não dou conta nem de mim, né? Como é que eu vou cuidar de outro ser humano? Como é que eu vou prover outro ser humano por longo tempo, né? Eu não tenho certeza da minha vida também. Então isso faz com que também os homens também tenham medo de forma diferente, né, da mulher, porque a mulher ela sente mais fisicamente, ela muda, os hormônios mudam, né? Mas os homens também sentem esse medo da paternidade, né, de escolher ser pai. E às vezes acontece o sem querer e eu vou ter que lidar com aquilo, né? né? Vou ter que lidar com sentimentos, com sensações que antes eu não esperava, mas que agora estão ali. Existe uma criança e eu preciso lidar com isso. Então, a terapia também vem ajudar nesse espaço seguro de eu poder dizer: "Olha, nem tudo é flores, nem tudo é fácil", né? Mas trabalhar com escolhas. E escolhas elas precisam ser genuínas. A, na abordagem humanista, a gente trabalha muito com esse ser autêntico, ser quem eu sou, ser quem eu sou, sem medo de de escolher, sem medo de de ter essa posição autêntica, essa posição de se autofirmar. E não é fácil se autofirmar quando todo mundo é o contrário do que eu penso, né? Se autofirmar às vezes requer tempo, paciência. A gente vai olhar para várias questões e a gente vai trabalhar todos os medos e todas as coisas que poderem impedir essa pessoa de falar: "Eu tô escolhendo por resistência, eu tô escolhendo por medo, não, eu tô escolhendo porque eu quero ser assim, né?" E aí é diferente, né? Porque é uma escolha autêntica. Ela realmente quer ser assim, seja ele ou seja ela, né? Muito boa sua fala, muito boa, né, Fernanda? Porque abordando, pertinente demais, abordando a questão do homem também, porque a gente se refere muito à mulher, né? Mas aí vem aquela coisa lá de trás novamente, a mulher, né? Eh, a mulher para ter filhos. É, era, era assim, é até estranho falar, né? Soa de uma forma estranha, mas era assim. E o homem historicamente, né? A gente já vem a de longa data com a mulher estando à frente da família ali dentro daquela eh da responsável pela criação e o homem do prov. Isso, como Karen falou. Exatamente. E a gente vê também o homem hoje eh se colocando nesse papel do cuidado dos filhos, né, junto com a mulher. E às vezes a mulher ela tá indo pro mercado de trabalho, o homem que fica cuidando dos filhos, né? Então, e a questão do homem de de também achar que não vai dar conta, né? É um medo também e também é uma escolha. Tipo assim, eu não quero ter filho porque eu não dou conta nem de mim, então eu não, eu prefiro não ter essa responsabilidade, né? E a gente pode falar que tá tudo bem, tá tudo bem, né? Está tudo bem. Ser ou não ser é uma questão que o casal e aquele indivíduo que vai se colocar para essa escolha tem que ser respeitado. É sempre assim que eu penso. A gente tem que deixar que o outro possa tá transitando dentro da jornada dele. E é uma jornada de evolução. E a gente lida realmente com muitos medos. Veja, atualmente é falado muito sobre os transtornos do neurodesenvolvimento. Imagine uma mãe que ela tá idealizando aquele filho, né, e ela já vem estudando as possibilidades às vezes de ter uma complicação, né? Isso também nos nos sinaliza um medo, uma fobia, né, de ter que lidar a longo prazo ou não o resto da vida, né? Eh, são são vários fatores, né, que hoje acabam eh impedindo e trazendo esse medo. Só que a gente precisa tomar cuidado quando esse medo vira uma patologia. Aí você precisa sim buscar ajuda de profissionais, assim como a Karen e a Fernanda. Agora 8:41. Vamos abrir para as nossas participações. Vamos lá, produção. O que que nós temos aqui? Vamos ver quem é que tá com a gente. A Joana do Jardim Flamboian. Ver o parto eh ver o parto complicado de uma amiga me deixou apavorada só de pensar em engravidar. Trauma indireto pode evoluir para a tocofobia. Hum, bem interessante essa pergunta, né, Fernanda? Demais. Com certeza. A tocofobia já não não necessariamente a pessoa que ela tá gestando, mas quem tá acompanhando um amigo ou um familiar pode disparar esse processo. Eu tô vendo o adoecimento, eu tô vendo eh a minha irmã, minha prima, minha amiga sofrendo dentro dessa questão do puerpéreo ou uma complicação. Às vezes o neném ele nasce prematuro e aí a mãe precisa deixar o nenenzinho lá no hospital. Será que vai acontecer isso comigo? Será que eu vou lhe dar aquele sentimento de incapacidade, né? O medo da dor, a escolha se vai ser um parto de forma cesárea, se vai ser um parto de forma natural ou normal, tudo isso. Todas estas são questões onde disparo essa fobia, né? Nossa, gente, é algo assim da gente parar para pensar, para analisar, né? é bem complexo e muito sensível essa questão de ser mãe, né? Então é por isso que a gente traz esse esse tema hoje aqui no estúdio Câmara para iniciar a nossa semana. 8:43 pode mandar mais perguntas pra gente, produção? Vamos lá. Quem é que tá conosco? Rafael do Jardim Chapadão. A instabilidade financeira me paralisa quando penso em criar um filho. Quando essa preocupação deixa de ser saudável e vira uma barreira. Poxa vida, hein? Vamos lá, então, eh, responder o nosso, eh, telespectador, aliás, o Rafael do Jardim Chapadão. Pode ser você. É, o planejamento ele também é importante, né? Então, se eu desejo ter filhos, né? Se a gente fazer de ordem planejada, é possível, né? Hoje em dia existe muitos meios, existe coisas eh às vezes eu não posso dar a melhor escola, mas eu posso dar uma educação adequada. Eh, eh, então assim, o planejamento ele ajuda bastante. E na questão financeira, eu acredito que se a gente sempre tiver eh uma reserva financeira, então de repente eu sou provedor da minha família e de repente eu fico sem o trabalho, como é que eu vou manter o meu filho? Como é que eu vou manter a minha casa? E se eu tenho uma reserva financeira, por exemplo, isso vai deixar com que eu fique tranquilo por 5 se meses, de repente, até o que eu consiga um novo emprego, um novo trabalho e não, e aquele dinheiro ele vai ser ser minha zona de segurança. Então, se eu não tenho alguém para me bancar, de repente um pai ou mãe que me banque num momento de precisão, eu mesmo vou ser a minha própria segurança, né? Então, em vez de eu esperar que alguém me ajude, eu mesmo vou me ajudar. Às vezes me organizando financeiramente, sempre guardando uma reserva, sempre mantendo ali até que eu tenha o básico, né? As contas pagas o básico ou um aluguel ou a comida básica e faz com que eu tenha menos medo, porque eu sei que se de repente eu perder um trabalho, eu tenho como me manter até que eu consiga outro trabalho. Então o planejamento ele ajuda. Então essa reserva eu posso ir fazendo aos poucos, né? Mês a mês, né? ano a ano e eu vou juntando e aí isso me deixa mais tranquilo, mais seguro. Se eu tiver um filho, se eu tiver uma necessidade, eu tenho como me manter, né? Eu tenho essa reserva que isso pode ajudar. Então esse planejamento pode ajudar também, né? E outros tipos de planejamento também, né? Eh, os gastos que eu posso vir a ter, um, né? Medicação, médicos, enfim, coisas que eu posso ter. Eu posso também vir planejando isso. Eu acho que isso eh para que esse medo, né, ele diminua um pouquinho. É importante o medo? É porque o medo vai fazer você ficar mais cauteloso, você guardar o dinheiro, você se precaver. O medo em excesso vai falar: "Então, não quero, não quero ter filhos porque eu não sei se eu vou prover para sempre". Na verdade, acho que todo mundo que tem filhos não sabe se vai prover para sempre, não sabe se vai est lá no dia de amanhã. Uhum. Então, nunca é uma certeza, mas é algo que a gente espera poder fazer por longo tempo, né? Então, a gente vai garantindo o que a gente pode no hoje. Então, eu não sei o amanhã, eu posso garantir o hoje. Então, hoje como é que eu posso fazer? Que que eu posso fazer? Que estratégias eu posso fazer? Que iniciativas eu posso ter para que eu inicie esse processo e para que daqui um ano, dois anos, eu possa ter filhos sem ter tanto medo desse prover ou dessa questão financeira. Eh, Karen, eh, são muitos pontos mesmo que que envolvem, né? Às vezes a gente nem percebe, mas é um assunto muito profundo, né, que a gente traz hoje como debate aqui no nosso estúdio Câmara. E quando você fala: "Ah, a fobia de ter filhos". Tipo assim, ah, fobia de ter filhos, mas daí quando você começa a esmiçar e trazer à tona, né? São várias situações, várias pontuações que podem sim eh acabar nessa situação, né, na fobia de de ter filhos. E o medo é, eu acho que o principal vilão ali, né, que que acaba, eh, trazendo e essa essa sensação e esse entender que eu não quero filhos, né? algum motivo tem aí por trás, mas a gente precisa eh entender que tá tudo bem e que se você quer ter filhos, maravilha. E se você que se você não quiser ter filhos, tá tudo bem também. Só precisa buscar a ajuda de um profissional quando isso passa do natural, né, do normal, do sentimento natural. E esse medo começa a ser exacerbado. Vamos lá. 8:47. Pode colocar mais pra gente, a Larissa do Nova Europa. A ideia de perder a autonomia do corpo na gestação me gera angústia. Quais estratégias ajudam a fortalecer autoestima e reduzir esse medo? Hum. A Karen falou, então vamos paraa Fernanda. Excelente pergunta, hein? É. E olha que eu assisti um, acho que dois programas anteriores, né, que foi justamente essa era o culto ao corpo, né? alguma coisa relacionada a isso. E a gente já tá vivendo um momento em que a busca por pela beleza, o medo de que o corpo decline esteticamente, isso é muito vívido nos dias de hoje. A gravidez ela mexe muito com o corpo da mulher. São marcas que são deixadas, não só as marcas emocionais, como as marcas de fato no corpo, né? a gente passa às vezes muitas e a não se reconhecer nesse corpo que modifica, né? É o aumento de peso, são as cicatrizes, né? E a gente precisa estar preparado para esse momento. Eh, uma das coisas é sempre focar numa boa alimentação, nos exercícios físicos, não deixar de recorrer aos processos de psicoterapia, seja dentro de de uma abordagem como a terapia cognitivo comportamental, como a humanista, eh entre outras abordagens abordagens aí que tá eh que podem possam te ajudar. Então, ferramentas tem, é preciso se perceber e sobretudo trabalhar auto eh conhecimento, autoamor, né? Ser carinhoso. Eu falo assim, seja corajoso, mas também seja gentil com você mesmo. Maravilha. 8:49. Nossa, quanta sensibilidade por aqui eu estou sentindo, viu? Vocês estão de parabéns pela fala, pela abordagem, pela forma com que vocês eh trazem pra gente. Eh, compartilham essas informações referente a esse tema tão importante, tão sensível e que muitas vezes as pessoas não falam por medo. Não falam por medo do que o outro vai pensar, do que o outro vai falar, do julgamento da sociedade. É importante a gente ter o autoconhecimento, porque você se autoconhecendo, você deixa o que o outro fala pertence ao outro, né? Não a mim. E você segue a sua vida da da forma com que você acha pertinente do que você tinha planejado para que fosse o seu caminho. Combinado? Faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Tem mais perguntas pra gente? A gente tá falando aqui da fobia, né, de ter filhos. a opção em não ter filhos. A fobia é uma coisa e a opção é outra. É importante a gente eh eh diferenciar, né, essas duas situações. Agora, a Bianca do Taquaral, sonho em adotar, mas tem o julgamento por não querer filho biológico. Como lidar com críticas antes mesmo de iniciar o processo de adoção Karen? Olha só que delicada a situação da Bianca, né? Ela sonha adotar, mas ela não quer filho biológico. E aí ela ela sabe que, infelizmente, ela vai lidar com críticas, né? Como é que ela ele ela inicia aí esse processo de saúde mental antes de iniciar o processo da adoção? Sim, acho que o primeiro julgamento vem muito para que você vai adotar, né? Se você biologicamente pode ter filhos, né? Mas eh como você trouxe, né, o seu sonho é adotar, né? E existe muitas crianças, né, muitos lares, muitas realmente pessoas esperando esse afeto, né? E se você pode dar esse amor, esse afeto, esse cuidado genuinamente, por que não, né? Por que isso seria um impedimento, né? Eu entendo que eh as críticas às vezes elas vão vir você tendo, você não tendo filhos, você adotando, você não adotando, né? uma pessoa estranha, uma pessoa que você não conhece, mas existe, né, as mães biológicas, né, que que geram, né, mas existe as mães do coração, né? Eu acho que isso também a gente precisa ver. E quando a gente fala das críticas, as pessoas vão falar: "Eu escuto, eu avalio, eu faço um filtro do que eu deixo entrar, do que é importante para mim. Se aquela crítica entra em mim e eu falo: "Ela não faz sentido para mim". A gente entra por ouvido, sai pelo outro e aquilo não deve permanecer em mim. Se aquela crítica tem algum sentido, se ela pode me ajudar, se ela pode me fazer crescer, ok, eu aceito essa crítica como válida pro meu crescimento, pro meu desenvolvimento pessoal. Mas nem toda crítica é pro nosso bem-estar, nem todo julgamento é querendo o nosso bem. Nem todo mundo é bom, nem todo mundo vai falar na intenção de ajudar. Então eu preciso filtrar isso. Se essa pessoa que critica, ela tá querendo me ajudar, ela tá querendo o meu bem, né? Qual a intenção dessa pessoa a ao dizer essas falas, né? E aí a gente vai fazendo um filtro, né? E a gente só vai deixando entrar aquilo que de fato faz sentido para você. E se para você o adotar faz sentido, é isso, é a sua vida e as suas escolhas. E se você quer adotar um, 2, 5, 10, você pode adotar se você tem condições, né? E e eu não preciso ter filhos biológicos para isso, né? Se o seu coração cabe, né? Se você se permite amar alguém que não foi gerado de você, né? Faz isso pelo bem seu, pelo bem dessa criança, das pessoas que você vai, né? conviver e realmente existe muitos lares. Eh, eu pude, né, visitar lares eh de crianças e a gente vê o quanto que elas são carentes afetivamente, o quanto que falta, por mais que elas são muito bem cuidadas e tratadas, falta aquele carinho, aquele cuidado, aquela atenção genuína. E se você tá disposta a dar isso, por que não? E se um dia você mudar de ideia, falar assim: "Eu quero ter um filho biológico, tenha também, porque é a sua vida, você faz aquilo que é melhor para você". né? E não que é melhor pro outro, para o outro faz sentido ter filho biológico, ok? Se para você não faz, não faz, né? E você tem que fazer aquilo que faz sentido paraa sua vida, porque quem vai conviver com isso é você, quem vai ter que lidar com isso é você. Então, a melhor escolha seja você mesmo, se priorizar e ver o que é melhor para você. Maravilhosa, né? Muito. O que é do outro tem que ficar com o outro, né? Exatamente. 8:54. Dá tempo para mais uma e a gente vai para as considerações finais. Falei para vocês que nosso bate-papo era rapidinho, tá vendo? Sóos é muito bom, né? Muito bom a gente trazer aí essas reflexões nessa manhã de segunda-feira. Luciana do Cambuí, sinto culpa por não dar netos aos meus pais idosos. Como trabalhar essa culpa sem virar obrigação de maternidade indesejada? Fernanda, a gente vive eh lidando com culpas que não fazem nenhum sentido, né? De novo, o que é do outro tem que ficar com o outro. Se você não vê sentido na maternidade, não, não tem que trazer ela para você, levando em consideração que você vai ter que lidar com ela o resto da tua vida. É você quem vai cuidar, é você quem vai prover, é você que vai ficar acordado à noite, é você que vai eh gerar, gestacionar ou, né, adotar? Como a pergunta anterior, a decisão ela é sua. Culpabilidades, eu sempre falo, trabalha a culpabilidade dentro do do eixo do que faz sentido, né? Vamos trazer mais realidade dentro desses pensamentos que muitas vezes eles são automáticos, né? Eu preciso ter uma visão eh real da minha condição, da minha existência, né? entender que o amor não é só suprir a vontade do outro ou a necessidade do outro. Amor também está em reconhecer quem sou, o momento adequado, porque muitos laços se quebram por pela decisão de fazer a vontade do outro, né? Muitos casamentos acabam, muitos conflitos dentro de casa, inclusive com o papai, com a mamãe, porque não, eu tinha que dar um neto pro meu meus pais. E muitas vezes esses pais eles nem conseguem aproveitar desses netos, né? Ou te ajudar. Muito importante. Nossa, gente, é a decisão de não ter filhos pode ser atravessada por medos, inseguranças, né, e muitas, muitas dúvidas, mas o importante é que você faça aquilo que você está confortável para fazer. Pode ser também uma escolha de coragem, né? Já parou para pensar nisso? Uma escolha de coragem, liberdade, respeito a si mesmo. Como toda decisão é importante, a escolha de não ter filhos merece escuta, acolhimento e cuidado e não julgamento. É importante demais esse tema. A gente abordou algo assim muito delicado e sensível. A gente falou pouco, tem muita coisa para ser dita, mas o legal é que a gente conseguiu lançar uma sementinha para que as pessoas que estão em casa, que estão passando por esse momento, possam parar, assistir de novo o programa que vai estar disponibilizado no YouTube também e de repente ter aí um um fala em que vai encaixar na vida dela nesse momento que ela tá passando. Então, eu quero agradecer a participação de vocês duas. Que que coisas, que clima, que energia que vocês trouxeram pra gente hoje aqui. Uma calmaria, uma tranquilidade em um assunto tão complexo. E isso é bom demais. É bom demais sentir isso. É bom demais entender que está tudo bem. Fernanda, muito obrigada pela sua participação. Considerações finais. Obrigada, Rúbia. Obrigada a todos. Eh, e pense, né, se acolha sempre a decisão ela vai ser sua. Independente de ser pai ou mãe ou não, a escolha é você que tem que lidar com ela. Muito bem, Karen. Gratidão, né? Assim, sua fala, suas pontuações magníficas, assim como a da Fernanda, eu acredito que eh pegou em algum ponto, algum momento, pegou alguém de casa lá que falou: "Poxa, essa fala é para mim, né, e eu vou administrar isso na minha vida agora". Então, é brilhante a participação de vocês com a gente aqui. Muito obrigada pela sua participação, sua presença, cara. Eu agradeço, agradeço a oportunidade de poder falar um pouquinho sobre saúde mental, como você disse, né? Uma sementinha que a gente planta, né? Então, uma terapia ela sempre vem para ajudar, ela sempre vem para contribuir. Então, não é uma questão de loucura, mas é questão de de questões da vida, questões diáreas, dificuldades que nós temos, que às vezes a gente não sabe o que fazer, não sabe para onde ir. E a terapia, ela vem nos ajudar a esclarecer um pouco, a nos conhecer mais e aprofundar essas coisas. E como você disse, tem muito mais coisas para falar sobre isso. A gente, se a gente tivesse mais tempo, a gente falaria muito mais sobre isso, porque são muitas nuances que envolvem a maternidade, a paternidade, as escolhas, o querer ou não ter filhos, né? Então, eh, são aspectos muito individuais e que a gente precisa cuidar, nós precisamos nos cuidar, nós precisamos cuidar de cada um de nós, dos nossos sentimentos, de quem somos, né? e agradeço poder falar um pouquinho sobre isso, né, poder, né, estar aí e quem sabe aí ajudar e dar elucidar um pouquinho para algumas pessoas, né, essa importância dessas escolhas maravilhosas vocês hoje abrindo nossa semana do estúdio Câmara falando de um tema tão sensível que é a fobia de ter filhos, né, mas é uma decisão e tá tudo bem e se você não estiver bem, procure uma ajuda psicológica. Saúde mental hoje, gente, é algo que precisa assim ser tratado e a terapia é maravilhosa, né? Se pudesse fazer a terapia todo dia. E o nosso programa traz isso para você, é uma oportunidade de conversar com profissionais para você poder entender um pouquinho e ter aí uma linha, né, traçada para o seu caminho. Tá bom, gente? Agradecendo a sua audiência, a sua companhia. segunda-feira, começando a semana. Hoje tem reunião ordinária no plenário da Câmara e às 6 da tarde e daqui a pouquinho às 10 da manhã também tem reunião. Eh, nós temos lá a reunião ordinária da Comissão Permanente de Constituição e Legalidade, já às 10 da manhã, tá certo? E você pode participar de todas as reuniões das ações do legislativo campineiro presencialmente ou então no YouTube e também aqui na TV Câmara Campinas. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia e amanhã, terça-feira, a gente vai falar de um tema que todo mundo já viveu, um tema complexo, um tema polêmico. Seu amigo tem mau hálito e aí você avisa ou não, esse amigo já passou por isso, como é que a gente vai lidar com essa situação constrangedora? Com empatia, com sinceridade ou a gente se cala, né? E o mau hálito, ele vem de onde? É uma questão de saúde e às vezes você julga e não sabe o que tá acontecendo com um amiguinho do lado e aí você também não sabe se você deve falar ou não. Complexo, né? Então, amanhã esse é o nosso bate-papo. O tema é mau hálito. E aí, a gente avisa, não avisa? Tá com problema de saúde? O que que a gente vai fazer? Então, amanhã a gente tem a resposta para você a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Já vou me despedindo por aqui. Lembrando, reuniões no legislativo campineiro hoje, muito, muita movimentação e também temos o Câmara Notícia trazendo informações do legislativo e também da nossa metrópole. Sem contar a programação da TV Câmara Campinas que sempre é muito variada, com certeza você vai gostar. Acompanha a nossa programação, todos os dias tem informação para você. Um grande abraço, fiquem com Deus, se cuidem. Semana começando, frente fria vem chegando. A vacina contra a gripe está disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde. Se cuide mais uma vez as nossas entrevistadas. Gratidão. Você de casa também. Muito obrigada. Fique com Deus. Se cuide mesmo, tá bom? E não esqueça, né? Você pode sim escolher, só depende de você. Julgamento não tem problema. O que é do outro é do outro. Segue o seu caminho. Fica com Deus. Até amanhã. Valeu. Tchau. [Música] [Música] [Música] Tchau. เฮ [Música] [Aplausos]
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