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[Música] Olá, bom dia. Cestamos estúdio Câmara no ar aqui pela TV Câmara Campinas. Que bom saber que você tá aí com a gente do outro lado, né? Sexta-feira, 1eo de agosto. Vamos embora. Vamos falar sobre algo que está acontecendo com a maioria das famílias neste momento. É o fim das férias escolares e a retomada da rotina. E aí eu pergunto, né, como é que a gente lida com esse período de transição, que muitas vezes exige mais do que apenas voltar a acordar cedo. Nós já estamos aqui com as nossas entrevistadas no estúdio e a gente também quer conversar com você aí de casa. Como é que tá sendo esse retorno à volta às aulas? Como é que foi essa semana? É, tá fechando a semana, sexta-feira. Já conseguiu se adaptar? Manda sua mensagem pra gente. Conversa conosco através do nosso WhatsApp, tá lá, ó. 199729377. Manda sua mensagem, a gente vai conversar com você, manda seu depoimento. Perdeu a hora algum momento, algum dia da semana? Conta aí que a gente quer saber, viu? E agora vamos dar uma olhadinha no que é destaque nos jornais aqui do estado de São Paulo. Folha. Representantes de 25 países pressionam o governo Lula para tirar COP 30 de Belém a 100 dias da conferência da ONU. Negociadores sugerem em carta sede eh em outra cidade sugerem em carta, desculpa, sede em outra cidade por conta de logística hoteleira. Organização diz que o evento não mudará. Estadão Lula reforça apoio ao STF em jantar no plenário da Alvorada com seis dos 11 ministros. Compareceram ao encontro os integrantes do tribunal que t contato mais estreito com o presidente. Ministros reafirmaram que a atuação da corte não mudará apesar das pressões de Trump. Correio Popular. Prefeitura de Campinas abre chamamento público para dois novos serviços de acolhimento institucional. O objetivo é abrir mais 40 vagas para abrigar pessoas idosas e outras 20 para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e afastadas do convívio familiar por decisão judicial. E a previsão do tempo para hoje, hein? Como é que fica? E é a previsão do tempo para o final de semana. É, sexta-feira começou com temperaturas amenas, porém, né, melhores do que nós tivemos durante toda essa semana. O céu segue com algumas nuvens, não há previsão de chuva nem para hoje e nem para o fim de semana, mas nós temos aqui a previsão da temperatura. Então, mínima para hoje 10, máxima 24. Para sábado, mínima 11, máxima 27. E para domingo, mínima 11, máxima 26. Que bom que agosto começou aí com uma temperatura mais agradável, porque o fim do mês de julho foi de doer, hein? Vamos bora, gente. Vamos lá, então. Agosto começa com desafio muito comum entre pais, alunos e educadores, né? Como retomar a rotina após as férias escolares, estabelecer horários, reduzir telas, lidar com ansiedade infantil e também reorganizar a dinâmica da casa. são algum dos alguns dos tópicos que a gente vai discutir aqui hoje. No primeiro bloco, nós temos duas entrevistadas, nossas convidadas que entendem sobre o universo infantil e também o impacto da rotina no emocional, eh, e também no bem-estar aí da das crianças e dos pais. É isso mesmo, dos pais, porque os pais passam por um momento de estress aí eh tanto eh na no início das férias quanto no fim das férias. Então nós vamos receber a psicóloga clínica com abordagem analítica, Josiane Steve. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês para falar de um tema tão importante de adaptação de rotina, especialmente pr as crianças e para os adultos que fazem parte também desse universo, dessa rotina que é desafiadora do início ao fim e que traz também alguns sentimentos que a gente vai falar aqui, ansiedades, retornos, resistências. É isso mesmo, gente. Resistência, ansiedade, retorno e aquele desespero, porque chega um momento que você não sabe o que fazer. E para se juntar conosco nesse time do primeiro bloco, nós convidamos a psicopedagoga, a Daniela Navarro. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Obrigada. Muito obrigada, Rúbia. Acho que esse tema é um tema que precisa ser abordado agora nesse novo início de semestre, onde a gente precisa dar uma retomada não só na rotina como também nas questões escolares, mas os pais precisam se engajar muito nesse movimento porque é um tempo muito corrido no sistema escolar e nós precisamos também entender o que tá acontecendo com a criança e com a escola nesse processo para dar suporte e apoio. tanto pras crianças como leveza pros pais, porque senão fica muito tenso e pesado o segundo semestre. É exatamente, a gente tá no segundo semestre, que muito bem falou você, Dani, porque assim, já estamos com algo que já estamos meio cansados após as férias, poxa, a vida tem mais meio ano. Tem mais meio ano. O mês virou, gente, mais meio ano não, né? agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, só quatro meses. E aí vem tudo à tona, né? O que que você tá fazendo? Eh, como que o que que você trouxe até agora e como é que está a sua família? Porque as crianças na volta às aulas elas vão refletir o quê? Como está a família? Então, vamos lá. Retorno às aulas, ritmo da casa também vira, né? às vezes virar os avessos, os pais precisam reorganizar horários, retomar a correria do trânsito, da lancheira, do uniforme, das tarefas. E o desafio, gente, é conciliar tudo isso com o trabalho, com a casa e ainda tentar manter o equilíbrio emocional. E aí eu pergunto, como é que a gente torna essa volta menos estressante? O que que muda no dia a dia dos pais e como as crianças reagem ao retorno da rotina? Então, a gente começa com você, Josiane. Eh, quando a gente fala em fim de férias, parece que é algo simples, né? Mas por que essa transição, ela pode ser tão desafiadora emocionalmente, tanto para as crianças quanto para os adultos? Como é que o fim das férias pode afetar o nosso emocional? Bom, quando a gente inicia as férias, a gente tem aquela expectativa, aquela idealização que a gente vai viver dias de felicidade, dias bons. E nós saímos da rotina nesse período, tanto na rotina do sono, tem o lazer participando, tem um convívio familiar que é mais intenso e mais gostoso. E quando tudo isso termina, tem uma ruptura brusca. Eh, abruptamente isso acontece. Então nós temos ali ter a tendência da resistência e para retomar a esse processo, eu preciso retomar aquela ideia de que eu vou ter mais responsabilidades, que as minhas demandas voltam, eu preciso ter ideia da gestão de tempo, de como fica. Então, a estipulação de uma rotina é uma das coisas primordiais para eu ter ideia de como eu volto, para trazer uma ideia, um senso de previsibilidade do que eu posso esperar, de como vai ser com os filhos, de como vai ser com a dinâmica familiar e escolar. Tudo isso vai se entrelaçando e isso gera alguns pontos de resistência em um primeiro momento, porque tudo que é bom acaba rapidamente, né? Por mais que sejam 30 dias, 20 dias ali acaba e eu preciso retomar. E para essa retomada é necessário ter uma organização. Uhum. E essa organização depende dos pais. E os os filhos eles são reflexo dos pais, né? E como que acontece isso no retorno às aulas, Dani? É o reflexo, o que que os filhos trazem, né? Eh, de casa. Isso significa muito nesse retorno? Sim, significa muito, porque no segundo semestre a escola tem um ritmo mais intenso, porque nós temos uma quantidade de aula menores e nós temos também uma quantidade de conteúdo maior. E as crianças sabem disso, porque no primeiro semestre a gente tá conhecendo as crianças, como elas funcionam, o ritmo da sala, o ritmo da equipe de que trabalha junto. Então, no segundo semestre, o que você realmente espera da escola é que ela pegue velocidade, que ela pegue o engajamento com a formação, com conteúdo e que essas crianças fiquem mais preparadas pro próximo ano. Então, sendo assim, há um peso maior e num curto prazo de tempo. Então, é muito importante que as famílias primeiro se conscientizem que sim, é um segundo semestre que a gente vai precisar de um tempo para se adaptar, um tempo mais curto, mas um tempo com encarando essa responsabilidade, com leveza e com constância, porque essa é uma palavra difícil para nós como família. a gente começa um regime, a gente começa uma vida saudável, uma lancheira ótima e no fim do ano a gente tá comendo aí qualquer coisa pronta e rápida por conta das rotinas que vão eh se encavalando. Uhum. Então é importante que a gente comece a modelar esse movimento da lancheira, da comida saudável, de ter uma qualidade de sono, né? É, voltar à escola e fazer exercício tudo junto e misturado, não é como fazer exercício quando você tá de férias. Então, as crianças costumam ficar mais cansadas, mais malumoradas, mais irritadas. E isso pesa sobre os pais, porque os pais perguntam: "O que que eu tô fazendo de errado? Como assim? A gente teve momentos gostosos, a gente só descansou e não tá funcionando uma rotina tranquila. Eles estão irritados, eles estão cansados. Isso é esperado na primeira, segunda semana desse segundo semestre. E os pais precisam entender que não é com eles, mas é o nosso próprio funcionamento e corpo e a própria dinâmica que traz essa ansiedade também, né? Nossa, quando você fala assim, Daniela, eh, os filhos, né, eles voltam irritados, até por conta dessa desse retorno aí que você explicou pra gente. Os pais estão meio desnorteados porque eles precisam ajustar uma rotina. Como é que fica a saúde mental, Josiane? Saúde mental tem alguns sinais que a gente pode compreender. Primeira coisa para os adultos, a resistência é o que a gente chama de síndrome pósférias, entende? Normalmente a gente viaja, aproveita, o nosso cérebro, ele demanda aquela oxigenação que é muito boa, né? As pausas são necessárias, mas também tem aquele momento de que eu preciso voltar pra minha rotina. Então, é como é que fica a minha saúde mental? Alguns sintomas que podem aparecer, a irritabilidade de como vai ser a adaptação dessa rotina, o que vem por aí, né? Vem, o que vem à frente no desejo de eu vou dar conta, como é que vai ser a minha gestão de tempo, o que eu tenho para fazer, eu tenho outros gerenciamentos, porque a dinâmica da vida, ela não fica somente na minha vida pessoal, ela é dividida paraa esfera acadêmica e profissional, para para o meu autocuidado, para os afazeres da casa, paraa vida social, para convívio familiar, para o trabalho em si. Então são muitas coisas para equilibrar e a tendência assim, o que a gente precisa trazer de dados de realidade é que às vezes as coisas mais saem do controle do que permanecem. Sim. Eh, então essa resistência ela parece mesmo eh com aquela tendência e questionamento, será que eu vou dar conta de tudo? Uhum. E a a e para cada pico de estresse que a gente tem, a gente tem que entender que a gente tem que ter um pico para descanso. Então assim, o desafio maior é buscar esse equilíbrio, entender também que, eh, a saúde mental eh dos adultos representa muito ao que a criança vai reproduzindo no ambiente. E o ambiente ele é muito favorecedor para que as coisas aconteçam bem, para que a adaptação da rotina continue, embora tenha essa resistência geralmente nas duas primeiras semanas. Muito bem, né? A gente está, nós estamos falando aqui desse retorno, né, às aulas e tem sim o estress, né, em casa, da família e dos alunos, né, das crianças. Agora, como é que a gente faz para isso ter uma conexão, a gente conseguir organizar e seguir aí esse restinho de ano, né, que nós estamos já no mês de agosto. Agora, quais os erros, Daniela, mais comuns que eh as famílias cometem ao tentar retomar essa rotina escolar? Porque às vezes os pais sem perceber, a gente viu na internet eh alguns eh memes, né, tipo assim do pai, uau, voltando às aulas, pega a criança, joga na escola, uh, né, vamos lá, tô descansado. E aí, é assim, tirando, é, olhando por essa ótica, eh, na sua visão da, é, da psicopedagogia, quais os erros mais comuns que os pais, as famílias, né, vamos colocar assim, os responsáveis cometem nesse momento da volta às aulas? Então, Rúbia, uma coisa que a gente como pais faz muito e eu vejo muitas famílias repetindo, é que no primeiro dia de aula a gente já vem com toda a rotina e a bagagem que vai ser do semestre todo. Então, ah, no primeiro dia de aula já começa as rotinas, a, o inglês, a o esporte, eh, todas esses movimentos que nós paramos nas férias, a gente não volta gradativamente. Então, geralmente as famílias voltam de uma forma encabalada, com todos os processos juntos. E isso é uma demanda alta para quem tava num ritmo muito menor, né, e para quem não estava mais acostumado com as rotinas de horário, de sono, de qualidade de tempo, até para se alimentar. É, então assim, com muitas coisas extras, porque é um cineminha que a gente pega, é um filme mais tarde, mas isso vai mudando a rotina da criança, né? Então, nesse movimento, a gente comete esse erro de voltar com tudo junto e dizer: "Ai, agora teremos um pouco de paz e podemos trabalhar de fato e se engajar aqui." Uma outra questão é que a gente coloca um pouco de uma expectativa muito alta também nessas primeiras semanas, eh, dizendo pra criança: "Agora é o segundo semestre, agora é muito importante que você dê tudo porque você precisa recuperar a nota." Então, ela já tem uma bagagem, né, ali de preocupação e também uma bagagem não só de preocupação, como de tensão, porque se ela é uma criança que tá ali preocupada com o rendimento ou se cobra muito, isso tem uma tendência aí de aumentar nesse segundo semestre. E um outro erro também muito comum é a falta de comunicação muito aberta com as crianças. Então assim, a gente entende, a gente fica falando todo o tempo, eh, agora vai ser diferente, vai ter uma nova rotina, você tem que ser responsável. E a gente começa a ter uma tendência de ser modelo vitrola, né? E a gente fica como se fosse um rádio de fundo na cabeça da criança, repetindo tudo que ela vai viver. Olha, logo vem as provas, logo vem isso, logo vem, né? Até chega até o Natal. Então, a criança ela ela fica com uma expectativa e um foco de olhar pra frente e pensar: "Realmente eu não vou conseguir, é muita coisa, eu não vou dar conta". Só que a família às vezes ela não explica. Olha, o nosso primeiro objetivo essa semana é a gente começar bem, é a gente se alinhar, ver o que vai dar certo, olhar os nossos horários, ver o que que a gente vai ter que alterar e mudar. Eh, uma outra questão que acontece é o frio agora no no em julho e agosto. A gente tem meses com frio, com ventania e as crianças têm a tendência de ficarem mais dormhocas como nós também. Então, a gente vai precisar ter uma série de paciência, uma pouquinho de paciência nesse processo e alertar as nossas crianças de que isso é normal, de que a gente vai caminhar junto e mostrar para ela semana a semana qual é o desafio. Ao invés de desenrolar todos os desafios juntos e falar tudo na mesma hora, porque isso vai gerar na criança uma ansiedade que não é necessária. Exatamente, né? você falando, eu fui imaginando, imagina nós adultos, né, temos aí o planejamento de pósférias, tudo de uma vez isso inserido na nossa cabeça, óbvio, ansiedade. E aí a gente precisa também prestar atenção para não colocar isso tudo de uma vez também pras crianças, que a gente tá gerando uma ansiedade na criança e essa ansiedade vai gerar um reflexo lá dentro da sala de aula com os amigos, com os professores e também dentro de casa. Agora, Josiana, essa essa ansiedade, esse eh planejamento exacerbado que a gente faz, tem a tendência de fazer, né, com as crianças quando ou adolescentes, enfim, quando voltam às aulas. Isso, eh, fala, representa o quê? Quando a gente olha para os pais, né? o que que eles querem eh mostrar, o que que eles querem colocar eh fazendo esse planejamento muito muito muito dinâmico e muito pesado para criança. Uhum. O adulto ele vem seguindo em um modelo que a gente até considera ser mais alienado de rotina na nossa sociedade. Então, por muitas vezes inconscientemente não percebe isso e acha que a criança vai ter o mesmo ritmo, que cada faixa etária ali vai ter um ritmo a seguir. E não é assim que funciona. Eh, um bebê tem uma rotina, para pais que tem bebês tem uma rotina personalizada e singular. A criança tem outro, adolescente tem outro, adulto tem outro, o idoso também. Eh, e nesse contexto a gente precisa entender qual a necessidade de cada um para personalizar. Eu costumo dizer muito no contexto clínico que a rotina ela vem, ela não é para ser diretiva e sim norteadora. Uhum. É importante a gente ter ideia de que eh se a gente estipular uma rotina ali do início ao fim, aquele quadro visual, ele pode dar um direcionamento, mas não seguir criteriosamente porque alguma coisa vai falhar, vai ter um furo na rotina. Isso pode gerar frustração. E o o fator gerador de frustração, ele vai gerar ansiedade por não ter conseguido fazer. Então, e ela é para nortear. E o que que acontece eh quando os pais passam pros filhos nessa lógica mais alienadora? Eh, as crianças não têm o repertório emocional que os adultos têm, né? Até nós não conseguimos dar conta e equilibrar todos os pratinhos. Às vezes os pratinhos caem, né, desequilibram e com frequência. Então, nesse modelo, assim como a Dani falou pra gente, é importante ter um diálogo aberto, entender a necessidade, compreender como é que eu posso fazer essa rotina para que tenha ali uma sinergia entre as rotinas, entre a dinâmica familiar, entre a dinâmica escolar, para que todos possam ter ali um equilíbrio, né, a busca dessa homeostase, desse equilíbrio para que tudo fique bem e para que isso também afete positivamente, né, teve um impacto positivo na saúde. mental. Muito bem. Eh, quando você fala em equilíbrio, aí a gente já volta para casa e vê as crianças, né, voltando às escolas, voltando aos estudos. E aí essa pressão então de segundo semestre que a Dani explicou pra gente, eh os pais tentando fazer esse planejamento exacerbadíssimo com todas as funções e competências juntas de uma vez para essa criança. E aí me lembra de desmotivação. Por quê? Porque se eu vejo tudo isso e penso, eu não vou conseguirum, aí eu posso pensar, então eu não vou nem tentar porque eu não consigo dar conta disso. Vamos lá, nossa psicopedagoga, desmotivação, você tem visto isso? Como que a gente aprende a lidar com essa desmotivação que diante de todo o cenário que nós traçamos aqui, a gente é, é natural que a criança ca em desmotivação, porque é muita coisa e aí você a criança vai falar: "Poxa vida, eu não vou dar conta disso, então não vou querer, vou ficar aqui dormindo mais gostosinho, né? Tá friozinho, vou dormir". Então acaba desmotivando. E essa desmotivação, ela ela se apresenta como em sala de aula, como na escola. Então, nós temos visto, não só na clínica como na escola, eh um repertório grande de crianças e adolescentes que apresentam dor de cabeça, sono, dor de estômago, eh incômodo, crises de ansiedade. E isso se deve porque a escola já passa por um período nesse movimento que nós vivemos da nossa cultura. a gente tem todos os processos hoje são muito imediatistas, né, desde a tecnologia até o fast food. Então isso é um processo que a gente tem ficado cada vez mais acelerado. Sim. E o ritmo escolar ele mudou muito pouco, né? Se a gente pensar no telefone há 10 anos, né? a gente tem uma mudança de tecnologia gigantesca numa câmera de telef de fotografia, mas a escola, se você pensar, ela teve uma evolução bem mais lentificada. Então isso também interfere na motivação. Por quê? Porque as crianças têm todas essas demandas e aí ela chega num ambiente em que aprender é lento, é demorado, exige esforço e constância e disciplina. Uhum. Então, faz com que ela se ache inapta e incapaz muitas vezes e muitas vezes ela acaba indo pro para um processo de ajuda na psicopedagoga porque ela não consegue, ou pela motricidade, ou pelo ritmo, ou pela velocidade, ou pela dificuldade de aprender aquilo da forma que tá sendo apresentada. Então, a gente tem uma desmotivação eh bem clara e constante e isso tem um um movimento maior aí na adolescência, porque é o lugar onde a o adolescente tá fazendo questionamentos, tá tendo ali eh experiências e esse movimento torna essa desmotivação mais clara. Por quê? Porque a cabeça desse adolescente, o corpo desse adolescente, o emocional desse adolescente tá num outro momento e numa outra busca de curiosidade. E a escola vem com todo esse processo junto com os pais de tem que fazer, vamos lá, você dá conta um pouco mais, vamos fazer isso, tem que estudar, menino, você tem que aprender isso, você tem que trabalhar, isso daí vai ser importante pro seu mercado de trabalho. Então essa desmotivação é muito clara, principalmente porque hoje a gente vê que tem profissionais no mercado que não seguiram essa carreira linear que existia anteriormente. Então essas crianças e esses adolescentes têm se questionado: "Mas vale a pena passar por todo esse processo cansativo de escrita, de decorar coisas que eu não vou usar, de aprender coisas que são tão difíceis para calcular? sendo que eu não vou fazer isso, eu vou trabalhar com fotografia, eu vou trabalhar em outro projeto dinâmicos, então vem a desmotivação. E é importante a gente mostrar para essa criança e pro seu adolescente que sim, em alguns momentos a gente vai passar por fases da nossa vida e travessias que pra gente chegaronde a gente deseja, a gente precisa atravessar o rio, né? E com às vezes correnteza. Então, a gente precisa se preparar para passar por essa fase e aproveitar o melhor dela, o melhor dela na aprendizagem, porque vão ter recursos ali que você vai se lembrar futuramente no mundo social amizades ali importantes, vínculos e você também vai desenvolver eh não só o processo de autoridade, como de hierarquia em projetos e você vai aprender a trabalhar junto em equipe E isso é algo que precisa ser lembrado e motivado, porque nós não trabalhamos sozinhos. E a escola tem esse papel também motivador, esse papel de incluir, de adaptar, de engajar pessoas com perfis diferentes, crianças e famílias com rotinas, com regras diferentes, em projetos que a gente vá fazer algo juntos. E isso é muito relevante na vida da criança, do adolescente e na vida do adulto. Muito bem. Existem essas estratégias para essa estruturação acontecer? É. E isso, como você disse, Josene, traz frustração, traz ansiedade, traz riscos, traz preocupações. E a família precisa ter esse engajamento para saber o que que ela, a minha criança precisa agora. Ela precisa, eu preciso envolver mais os amigos, trazer um amigo em casa. para dar essa tranquilidade. Não, eu preciso trabalhar um pouco esse sono, a importância desse sono. Ai, não, eu preciso trabalhar com meu filho nesse semestre. A questão de pequenas tarefas todos os dias. Cada família vai olhar para si e pro seu filho e eh dar essa oportunidade de priorizar, porque a gente não consegue fazer tudo ao mesmo tempo. Exatamente. Agora, Josiane, a fala da da Daniela espetacular. Como que as famílias vão conseguir fazer eh essa organização, essa priorização e ter esse olhar? O que que a gente tem que fazer dentro de casa, né? Porque se a gente parar para pensar, a vida é uma correria, aí você vive no automático. Os adolescentes e as crianças vão pra escola, você fica, entre aspas, tranquilo. Quando voltam, muitas vezes vão para uma atividade extracurricular. À noite, encontram os pais, vão jantar, fazer lá o dever e cada um pro seu quarto, né? cada um no seu cantinho, como se dizem, e aí esperar para amanhã iniciar tudo de novo. Uhum. Qual a estratégia que os pais precisam ter e qual é o olhar, quais os pontos que eles devem analisar para poder fazer tudo funcionar da forma com que muito bem colocou a Daniela? Uhum. Ainda assim, Rúbia, eh, é importante a gente trazer a ideia da pessoalidade que não acontece mais nos lares, né? As famílias não se conectam mais em razão do tempo que é muito corrido, mas esse esforço ele ainda é necessário, seja ali na hora do jantar, na hora do almoço, para que possam ali conversar e compreender o que tá acontecendo com cada um, para ter esse planejamento estratégico de como vai ser a rotina, de pensar nos gostos de cada um, que cada um gosta, seja no campo do lazer, no campo da alimentação, para que os horários sejam ali também sinérgicos. E o ponto é como é que essas crianças podem colaborar de uma maneira educativa. Uhum. Né? trazer as crianças para perto ou adolescente para perto para que todos possam contribuir, sejam nas atividades da casa, para que eh esse processo ele seja diluído, porque nós sabemos que cada um tem ali uma rotina muito apertada, mas também trazer a quebra da rigidez, porque é a rigidez que vai trazer o campo da frustração, da ansiedade, da irritabilidade, da adaptação, eh, de uma maneira que seja mais flexível e com mais diálogo. Uhum. Isso é importante pra gente estruturar. Eh, porque quando eu tenho uma rotina estipulada, é estipulação, eh, e não a rigidez. Essa rotina ela me traz ali uma ideia do quanto tempo eu gasto com cada coisa, o que que eu preciso comprar, o que que dá para otimizar, o que que eu consigo ter de tempo de lazer, como é que eu planejo as minhas férias e inserir crianças e adultos. Isso faz muito sentido. Isso é legal pra saúde mental de cada um. É um aspecto protetor para ansiedade, porque senão vira um conflito ali, ninguém sai do lugar, que é o que a gente traz quando tudo tá muito bagunçado, a presença do comportamento paralisante. Sabe quando a gente tem muitas telas abertas no computador, um exemplo, aí dá tela azul e trava. Trava. Isso é o que a gente chama de comportamento paraliso. E a gente também trava, não é? Sim. Meus adolescentes falam que a gente buga. A linguagem, a linguagem deles é bugi. Exato. Então isso é muito eh é muito fácil de acontecer se a gente não tem uma estipulação. É um norteamento, na verdade. Uhum. Muito bem. e abrir o guarda-chuva na hora que ele precisa ser aberto. A gente também não precisa ficar com uma base de um comportamento antecipatório a todo tempo, viver o presente, o que eu tenho para fazer nesse dia, seja com a minha listinha de checklist ali, eh, cada um vai ter uma maneira melhor, né, de seguir a sua, o seu planejamento, seja na escola, né, que eles já vêm com o quadro das atividades extracurriculares, mas tudo tem o seu tempo também, senão vai sobrecarregar os pais e sobrecarregam as crianças também. Nossa, gente, eh, eu tô aqui pensando, é muito boa a fala de vocês e a Dani, quando ela disse eh sobre esse planejamento bombástico, né, que nós pais jogamos eh para os filhos, apresentamos para eles eh na volta, no retorno aí nesse segundo semestre. Você sabe que eu nunca tinha parado para pensar nisso. Eu acho que você eh virou a chavinha de muitos pais aí que estão nos assistindo e que vão assistir depois o nosso programa que fica esse conteúdo fica no YouTube da TV Câmara Campinas. É muito interessante a gente parar para analisar o que que a gente tem passado, né, pros nossos filhos, porque a ideia do programa aqui hoje é falar sobre o retorno eh às aulas, tanto para as crianças e adolescentes quanto para os pais. Sim, mas aí a gente vê um comportamento eh que a Dani passou pra gente aqui que acende um alerta, né? Porque os filhos são eh o nosso reflexo, nós somos espelho para os nossos filhos. Então, o que que a gente tá fazendo, né? O que que nós estamos sendo, o que que nós estamos mostrando e o como tem sido o comportamento desses filhos lá fora, principalmente agora na volta às aulas. Mas quando a gente fala de casa, de retorno, tem aquela questão do equilíbrio que os pais precisam ter, né, para poder reordenar toda essa rotina. E quando esse equilíbrio nos falta, né, como que a gente faz, Daniela? Você pode traçar aí um ponto de equilíbrio. Como seria um ponto de equilíbrio dentro de uma casa onde aconteceram as férias, mas os pais precisaram trabalhar? Essas crianças ou adolescentes acabaram eh criando uma expectativa, mas acabaram se frustrando porque as férias, bom, gente, vamos falar a verdade, a criança quando tá de férias, ela imagina férias. Férias é o que para você? É passeia, viagem, é isso, é aquilo. Mas os pais estão trabalhando, precisam continuar e as férias não coincidiu. Então, o que que acontece? Vão ficar em casa, vão ficar frustrados. Os pais também se frustram, se culpam e as aulas têm o seu retorno. Como que a gente faz? como os pais conseguem eh diminuir essa culpa de não ter eh sido eh eh não ter entendido e não ter eh conseguido fazer as férias de acordo com a expectativa do filho. E agora o filho volta às aulas de uma maneira assim: "Poxa vida, acabou as férias, você não ficou comigo". O pai, além da culpa, tem que se organizar e se readaptar à nova rotina. É um pouco pesado, não é? Se a gente parar para analisar assim nessa linha que eu tracei aqui. É, a gente pode pensar de várias formas, Rúbia, mas eu costumo dizer eh para nós enquanto família que nunca é muito fácil a gente lidar com desafios que nos frustram, sim, mas eh eles também nos fazem crescer. Ótimo, né? Então essa é uma grande oportunidade que a gente pode ter para dizer: "Olha, eh, existe sim o que a gente sonha, o que a gente deseja, o que a gente quer realizar, né? Porque nós também temos hoje uma visibilidade da internet que faz com que as crianças e pais elas criam grandes expectativas." E eu falo por mim mesma. Se eu olhar o meu Insta lá, eu vou ver várias pessoas viajando, vári várias pessoas eh viajando fora do Brasil, fazendo compras, passeando. E nem sempre essa é a é a minha meta e o meu momento, né? Então acho que a primeira coisa que a gente precisa fazer enquanto família é lembrar que a nossa primeira equipe é a nossa família. Uau! Né? E a nossa primeira equipe, ela nasce dentro de casa. E como a Josiane falou, essa questão de conversar, de dialogar, de entender o momento que a nossa família vive, a gente precisa trazer esse assentimento pra criança, no sentido assim, vamos entender e compreender qual é o momento que a gente tá. Olha, a mamis e o Paps estão pagando o carro pra gente ter uma rotina melhor ou eh a nossa família tá cuidando da vovó que tá doente? A gente precisa transformar isso em algo que a criança e o adolescente entendam que ele faz parte de uma equipe que tá num projeto e que esse projeto é importante para decolar. Hum. Então isso é algo que às vezes o os ad nós adultos vamos fazendo. Ah, eu vou cuidar disso, a mãe tá no no hospital, não, eu tenho que trabalhar muito esse mês, eu tenho que fazer tal coisa, né? Eh, eu tenho que resolver essa questão financeira. Só que nós não trazemos essas questões para as crianças também eh fazerem parte desse projeto. Hoje isso acontece muito, né? A criança levanta e ela vai fazendo essas etapas, como a Josiane colocou, e a gente vai automatizando as etapas. Então vai pra escola, aí vai comer, vai almoçar, vai fazer tal coisa, depois tem outro movimento extracurricular, aí tem que fazer a lição, aí volta para casa e quando volta já tá todo mundo cansado. Porém a gente precisa colocar e integrar esses momentos da nossa equipe pra gente poder se engajar num projeto único. Então eu costumo dizer, não marquem muitas coisas no primeiro fim de semana, não marquem muitos eventos sociais, porque você já tá cansado de uma semana que você não tá acostumado. Aí você tem evento sábado, domingo, para começar tudo de novo. Então, tentem ir com mais calma nesse processo. tragam essa criança para que ela também tenha esse assentimento de entender, compreender e poder colocar o que ela pensa até dizer: "Eu não quero cuidar da vovó agora. Eu queria viajar. Olha, eu também. E como a gente vai fazer? Será que a gente não pode pensar num num fim de semana da família? Não deu para viajar agora. Qual é a sua ideia? Será que a gente não pode pegar um cinema junto no fim dessas férias ou fazer uma comida juntos aqui? para nós podermos comemorar esse tempo que a gente tá tendo dessa forma, porque esse é o nosso tempo agora, mas vão vir outros momentos gostosos, outras decisões em família que a gente vai fazer juntos e planejar. E quando você traz isso paraa criança e para adolescente, claro que ele sempre fica um pouco marrento e diz: "Ah, mas não é assim que eu queria, foi muito chato, você não ficou em casa", né? Mas você também traz para ela não só a responsabilidade, mas como também a visão de que ela precisa entender que a vida tem movimentos que independem só da nossa vontade. E isso é importante. Ai, mas ela é pequena, como eu vou passar isso? É, desde pequeno a gente vai passar esse movimento de responsabilidade, né? Então, uma criança chegou para mim esses tempos na clínica e falou assim: "Não, eu não arrumo a minha cama. Ah, então você ajuda com outra coisa? Não, eu não ajudo porque não dá tempo. E aí eu falei assim: "É, como assim não dá tempo?" Ela: "Eu tenho muita coisa para fazer". E aí eu falei assim: "Mas você tem uma equipe na sua casa e você tem que ajudar a sua equipe". E aí ela respondeu assim: "A minha equipe é a minha mãe. A equipe da nossa família é a minha mãe". E aí eu olhei para ela e falei assim: "Puxa, e ela tá carregando sozinha tudo isso? não deve tá sendo fácil. E aí a criança me respondeu: "Nossa, eu nunca pensei assim que era uma equipe". Então, a gente trazer esse movimento pra criança é muito importante desde cedo. Uau! E aí, você em casa, como é que tá a sua equipe, né? Que legal você e eh trazer para para uma equipe mesmo, né? Então, cada um tem aí o seu o seu valor, o seu peso, né? a sua contribuição. Isso é gostoso. Essa visão que você trouxe pra gente agora é magnífica. Eu acho que muita gente aí vai levar pra vida, porque a sua família é a sua equipe. Agora a culpa de não conseguir ter dado conta, né, dos afazeres eh eh da equipe no momento das férias, como que o pai e a mãe vai lidar com essa frustração da próxima, nas próximas férias a gente já seguiu aqui os conselhos da Daniela, a gente já sabe que a gente tem uma equipe e aí vamos trazer a equipe, ó, cada um tem o seu papel na equipe, mas eh para as férias que acabar, as férias que terminaram agora, né, as crianças Essas os adolescentes foram paraa escola, os pais estão tentando retomar a rotina, mas aí fica aquela culpa, aquele sentimento assim que incomoda um pouquinho porque você não conseguiu eh eh cumprir com a a expectativa do do da sua criança e também porque você tá meio desequilibrado que tem que fazer a rotina voltar a dar certo. Como é que a gente lida com essa culpa nesse momento? Agora a culpa ela vai fazer parte. Eh, o adulto ele sente culpa por não dar conta o tempo todo das situações. Vem aquele sentimento de impotência que todos nós temos. E por quê? Porque a parentalidade ela é desafiadora. Então, nesse quesito, eh, como é que eu olho para essa culpa? Eu preciso saber o que está me culpando, as origens e raízes dessa culpa, para saber como é que eu posso melhorar e ressignificar. Isso tem um contexto mais analítico mesmo, da gente olhar dos motivos. Tem coisas às vezes que vêm lá de trás do nosso passado, né? Porque um adulto, tem muitos adultos que não sabem lidar com rotina. Às vezes a gente vê muito isso no mercado de trabalho, né? E como é que eu lidei lá atrás? Por isso que quando a Daniela traz a ideia de uma rotina bem estipulada para uma criança, sendo ouvida, eh, sendo compreendida dentro da realidade, da gente mostrar os recortes de realidade para um adulto e para uma criança, isso dilui essa culpa. eh e na linguagem da criança, eh saber como é a configuração dessa família, os limites que a gente tem emocionais, quais são as redes de apoio. Eh, trazer esses dados de realidade é muito importante para saber como é que eu ressignifico, quais são as estratégias para que essa engrenagem possa rodar mesmo na família, o que que eu coloco, né? Porque de fato o que a gente tem de tecnologia, alcances hoje são apenas recortes. A rede social vai trazer um recorte daquilo que é legal. Mas será que na profundidade foi legal? Tem tantos desafios ali por trás, né, nos bastidores das coisas acontecerem lindamente. E a gente vive numa sociedade do eu tenho que eu tenho que viajar para fora do país toda hora, eu tenho que aproveitar as minhas férias 100% com o lazer. E as férias, ela tem ali eh um objetivo essencial que não é só para o lazer, mas é para uma construção e fortalecimento de vínculos familiares, de fazer novas atividades, de ter o tempo de pausa para o descanso. Eh, a Daniela vai trazer, com certeza com mais propriedade numa questão pedagógica, eh, os objetivos das férias, que é para que a gente possa ter uma oxigenação e um melhor desempenho escolar depois. Uhum. Sim. Vou falar sobre isso. Mas Josiane, eu queria também fazer uma pergunta para você, porque o que eu tenho visto enquanto pais, né, eh, é que nós enquanto pais nós passamos, né, nossa geração, eh, eh, eu vejo que nós temos esse compromisso, né, e eu sempre discuto um pouco isso com o meu esposo, eh, do entretenimento, né? A família, ela precisa deixar o nosso filho feliz. Uhum. A nossa família precisa gerar momentos e movimentos, né, de alegria. Então, a gente tá sempre planejando um acampamento, um churrasco, eh um lazer, uma estratégia de viagem diferente, mas eh em alguns momentos eu vejo que é difícil para nós, enquanto família pegarmos esse movimento do dia a dia, né, da constância, das chates do dia a dia, porque não é tão prazeroso imediatamente, não é tão rápido esse e também não é o retorno, não é não imediato, nem o prazer. Uhum. E aí a gente vê que nós enquanto sociedade a gente tá muito preocupado, né, em ter esse prazer muito rápido, imediato. E eu tenho que ser feliz e eu tenho que fazer com que o meu filho esteja feliz todo o tempo. Poxa, e eu tenho muita culpa quando eu não fiz tudo isso, né, que os amigos estão falando e tal. E eu vejo que isso acaba sendo um motivo muito preocupante para as famílias, né? colocando muito peso em algo que eh é fantasioso e perigoso, porque aí as nossas crianças elas entendem também que a gente para ser para ser uma família saudável, para ter essa interação, a gente precisa sempre estar fazendo só algo eh externo, gostoso e favorável. Exatamente. Muito bom. Só que não é tão simples, né? Verdade. É a busca pela dopamina rápida, é aquele hormônio do prazer rapidamente, que é o que as redes sociais entregam, né? Eh, em vídeos curtos, em novidades o tempo todo. E a nossa vida ela é diferente. A nossa vida é uma linha reta, mediana. Os dias eles são mais medianos, as alegrias, momentos de felicidade, eles são mais eventuais e o estresse ele acontece com mais frequência. Então, para cada pico de estresse, a gente tem que ter sim um pico de descanso e trazer de volta aquele contexto de normalidade do convívio sem o celular, da família conversando, da família ali eh compreendendo outras fontes de prazer, senão o sentimento de culpa ele vai ser inerente. E também porque em contrapartida a gente quer gerar mais, né, alegria, mais eh eu quero levar o meu filho no museu, eu quero que ele tenha experiências que eu não tive, mas eu tenho pouco tempo de qualidade com ele, né? Então, olha que movimento de contrariedade, de controvérsia. E às vezes a criança eh ela precisa só 10 minutos de um jogo e que você sente no videogame ou no jogo de tabuleiro, mas que você esteja ali presente de corpo e alma, mas que você tenha vontade de entender a rotina, não só, mas entre no mundo deles. Exatamente. Porque as palavras deles, os jogos deles e faça esse movimento do contrário, né? Não dele se encaixar na sua correria, de pra escola, de fazer isso, tudo no seu tempo. Tem que jantar agora, tem que fazer isso, você tem que tomar banho. Mas ter esse movimento de olha, agora a gente tem 15 minutos para fazer o que você quer. Que você quer fazer comigo agora? Ah, eu quero fazer uma comida. Às vezes você pode se surpreender, mas a gente também tem dificuldade, nós adultos, de entrarmos nesse mundo prazeroso da criança e do adolescente, da série que a gente tá vendo que não nos agrada tanto, da música que você não tá, nossa, que isso? Então esse é um movimento importante também para retomar momentos de qualidade, não necessariamente que vão gerar tantos custos, tantos gastos e também tanto tempo fora de casa. Mas essa conectividade entre nós como família, como a Josiane bem colocou, né? Ela tem sido muito importante, ela tem feito falta. Uhum. Até para construir boas memórias. As feras têm esse objetivo quando a gente fala da literatura. infantil da até da adulta, né? Mas assim, é a construção de memórias. E se essas memórias são muito rápidas, acontecem muito dentro do intervalo, o que que a gente vai construir? Tem que ter um tempo de qualidade para isso também. Exato. Olha, gente, que bate-papo gostoso, que bate-papo legal. Quanto ensinamento aqui, né, para mim, para você, para nós que somos pais, até pros adolescentes que vão assistir esse programa depois, né? chama seu filho para assistir depois lá, tá, no YouTube e fica com a gente, porque é o seguinte, nós vamos parar um break e daqui a pouquinho a gente volta com mais uma pessoa fazendo parte aqui do nosso time e nós vamos continuar a conversar sobre essa questão, a volta às aulas, a culpa, né, dos pais que de repente eh acabaram frustrando a expectativa dos filhos. Mas por quê? Será que as férias, né, vamos colocar eh eh esse esse essa questão pra gente debater depois do break. As férias, o que significa as férias para você? Por que que a gente arremete férias à viagem? Por quê? Ah, vamos vou vou de férias, vou pra praia ou vou viajar ou vou Gente, é como as nossas eh psicólogas, psicopedagogas, as nossas convidadas de hoje eh eh colocaram aqui é um tempo de qualidade, né? Mas isso não significa que você precisa viajar. De repente você pode ter um tempo de qualidade dentro da sua casa na cozinha, né? Então a gente precisa rever aí os nossos conceitos e essa nossa vida automatizada que a gente tá levando e de repente também eh acolher aí a nossa culpa por não conseguir fazer ou eh eh cumprir com a expectativa da nossa criança e do nosso adoles do nosso adolescente referente às férias. Fica com a gente, a gente volta em instantes e daqui a pouquinho a gente volta também atendendo a sua participação, tá bom? Um breakinho rápido, já estamos de volta com Estúdio Câmara. [Música] [Música] Muito bem, já estamos de volta com o nosso estúdio Câmara. E antes de retomarmos aí o nosso tema, nós vamos a duas notas rápidas aqui da cidade de Campinas. Informação para você. Fumec recebe prêmio nacional por projeto de conectividade nas escolas. A iniciativa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, levará internet de alta velocidade e infraestrutura tecnológica a 255 unidades de ensino de Campinas. Boa notícia, hein? Vamos lá, mais uma. Operação inverno faz 562 abordagens e entrega 160 cobertores para pessoas em vulnerabilidade na semana de 21 a 27 de julho. Desde o início da operação, em maio, já foram contabilizadas 6.995 abordagens nas ruas de Campinas. O número de cobertores distribuídos chegou a 13.250. Informação atualizada para você aqui no nosso estúdio Câmara. Agora nós seguimos com mais uma convidada que completa o nosso time para o segundo bloco e participa com a gente direto por videoconferência, né? Vamos receber, dar as boas-vindas à psicóloga clínica Lívia Pacheco. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito bom estar aqui com vocês. Maravilhosa, Lívia. Eh, nós estamos falando aqui do retorno às aulas, né, da readaptação dos pais, dos jovens, crianças, jovens e adolescentes, da culpa, né, que os pais acabam sentindo por eh eh frustrar as expectativas dos filhos referente à aquela ansiedade das férias e desse planejamento excessivo e e sobrecarregado às vezes que os pais colocam para os filhos nesse segundo semestre, você acompanhou a nossa conversa, eu gostaria que você complementasse sobre a sua visão clínica, essa questão da volta às aulas, né, tanto para os pais quanto para os filhos. Eh, você falou da culpa, né? E e aí já me fisgou porque eh a culpa nos acompanha o tempo todo, né, ser humano, mas principalmente o adulto, eh, acho que de forma mais consciente pro adulto, né? E aí acho que com os pais isso ainda é é mais intenso. Você tá carregando a responsabilidade de um da vida de um filho, de um de um ser, né, de um serzinho ainda em construção, né? Então é é algo tão tão grande, tão importante, difícil de uma responsabilidade muito grande, né? Difícil de carregar a maior delas, né? Eu diria. Então, acho que quando a gente para para pensar nisso, eh, a volta às aulas não é simplesmente um mero acontecimento, né? Tudo toma uma proporção maior. Se a gente for parar para pensar, faz sentido isso. Exatamente. Faz todo sentido. Sim. É, então tava escutando Daniela, tava escutando Josiane, achei eh muito gostoso escutar porque achei que vocês foram navegando por águas aí bem eh valiosas, né, com relação a isso, eh a questão da culpa e de como a gente se trabalhar enquanto família para que esse processo eh não fique todo sobre só a mãe ou só o pai. e a criança, né, que isso possa estar um pouco mais distribuído aí pela pelos entes familiares e e a criança tá um pouco menos sobrecarregada com relação às expectativas geradas, né? É isso mesmo. Agora, você falando aqui eh sobre a volta às aulas, né, não é uma simples volta às aulas. a gente às vezes não para pensar na importância eh que a volta às aulas representa. E falando dos pais, da questão eh da saúde emocional dos pais e filhos, eh no retorno às aulas tem também aquela resistência, né, eh principalmente da criança, do pequenininho que está na escola aí há um, do anos ou então está pela primeira vez na escola, é o primeiro ano. como que a gente faz pra gente poder trabalhar o nosso sistema eh eh emocional. Ã, quando a gente precisa deixar o filho na escola, ele apresenta a resistência, não quer ir e aí depois a tia liga no meio da tarde, fala: "Pai, mãe, o responsável precisa vir buscar, ele não tá se adaptando e a gente precisa deixar esta criança. Como que a gente faz para gerir toda essa situação aí da adaptação? Eh, quando a gente fala de crianças que estão iniciando a vida escolar, tá? Ótima pergunta, né? Eh, eu entendo que esse início eh é bastante delicado, eh, uma teia frágil, né? Mas independente de qualquer coisa, lembrar que é um processo e o processo ele vai sempre eh demandar eh de ambos, dos pais e dos filhos. Eh, então, eh, quando a gente parar para olhar a a essa criança que tá com dificuldade ali dentro da eh na entrada da sala de aula ou no meio da tarde, a professora ligando, pedindo para vir buscar a criança, tá muito chorosa, não tá conseguindo aguentar eh a separação com os pais. Quando a gente tá diante disso, eh, entender que existe uma dor daquele cezinho, eh, existe na mãe também e que, eh, tudo isso precisa tá legitimado. Eh, tá difícil para ele, tá difícil para mim. Eh, e a gente nessa hora analisar assim quanto dessa mãe eh, ou desse pai tá de fato eh de eh colocando essa criança pro mundo ou sofrendo muito com essa com essa com esse processo e tentando segurar essa criança um pouco mais, porque às vezes a gente acha que tá soltando, mas tá tão doloroso lá dentro que a gente acaba passando isso pra criança. né? Uhum. Então, o quanto dela realmente tá à vontade com o processo e se não tiver poder, né, entrar em contato com isso, se trabalhar, eh, tomar consciência de fato, né, ou não, eu tô em paz, mas o meu filho tá sentindo muito. Então, nesse nessa ideia do filho está se ensino indo muito, eh, e dentro da da do limite das possibilidades dessa criança para que não fique algo eh muito traumatizante, aquela coisa do vai, você tem que dar conta, né? muito muito eh de uma imposição eh para que a coisa fique dentro de um processo um pouco mais possível, menos traumático, a gente precisa ir caminhando no limite da criança também. Perfeito. Essa questão deixar o filho na escola, eu já passei, já saí chorando, deixei chorando e de repente pode ser que não tinha um conhecimento, né, de de como lidar com tudo isso. Eh, porque é tudo muito novo quando você deixa o filho na escola eh nas primeiras vezes. E aí quando a gente traz a questão das férias e o filho iniciando eh a a vida escolar, isso fica ainda mais delicado, porque passou o primeiro semestre, começou a se adaptar nessa rotina, mas aí veio as férias, aí vamos lá, ficou em casa, de repente com mamãe, com papai, com vovó, com vovô, com o responsável, né? a pessoa responsável por essa criança. E aí esse vínculo ele ficou mais exacerbado. Obá, né, pra criança. Ai, que bom, né? Agora eu já posso ficar em casa de novo. E aí quando ela tá acostumando, volta, você precisa voltar pra escola. Tanto para o responsável quanto para essa criança, a gente pode falar que é um trauma eh essa essa questão assim de ter que deixar na escola e e virar as costas e sair, deixar a criança chorando e a gente chorando por dentro também, muitas vezes sem querer deixar, mas a gente precisa cumprir, a criança precisa ir pra escola. Como é que a gente lida com isso? O que que é certo? o que que é errado nesse momento, que a gente não havia eh eh abordado esse essa questão de eh início da da vida escolar, né? E aí juntando com as férias e retomando e essa frustração, esse desespero porta de escola eh tem muito choro, né? Eu já passei por isso, sei como é que é. Vocês podem me ajudar nessa no desenrolar aí desse novelo? Vamos lá, então, José. Sim. Eh, o que a gente precisa trabalhar é que as despedidas à elas precisam serem afetivas. Eh, a gente vem muito da ideia do virar a chave de um dia pro outro. Acabou as férias, tudo volta ao normal. Então essa retomada ela precisa ser gradual para que eu possa validar o sentimento dessa criança. E se essa criança apresentar muita resistência voltando, eh questionar quais são essas raízes. Eh, então esse retorno gradual, as despedidas afetivas de conversar, de compreender. Na semana que vem a gente volta até em dias antes começar a trabalhar, até na rotina do sono, da alimentação, de como vai ser, eh, mostrar a realidade do que vem. Isso faz com que a gente não tenha um episódio ali traumatizante, né, essa preparação, porque a criança ela precisa ter um senso de previsibilidade, nós adultos também, da previsão do que pode acontecer, porque daí não entra tanto no contexto do medo do novo, bom, acabou aqui, estou entrando e que daqui mais um semestre, se meses, a gente volta a ter esse espaço de novo, né, que vai ser um espaço gostoso, mas que tem a volta, que tem as responsabilidades a cumprir. É nesse sentido de trabalhar o que é previsível, o que é factível. Muito bem. Você pode complementar, por favor, Dan. Eu tava pensando também, Jose Lívia, na questão que nós temos, que assim, nós enquanto demandas dos de do nosso trabalho, da nossa vida, a gente entende assim, o segundo semestre vai começar e aí eu vou colocar as crianças na escola e fazer o que eu preciso, que tá acumulado. Exato. E exatamente isso é contraproducente, porque a adaptação é um processo de que exige alguns dias. Uhum. E geralmente a gente tem umas férias aí de 30 dias. Essas férias elas são importantes em relação à gente ter um tempo, uma pausa e até na aprendizagem ter um uma solidificação do que a gente tá aprendendo, né? Porque sabe quando você tá mergulhando e mergulha, mergulha, você precisa respirar e parar e sair do mar e da água. É a mesma coisa com aprender. A gente precisa desse tempo, né? E a gente usa, né, a maioria dos dos nossos estados usa o mês de julho, né? Eh, alguns alguns locais já têm usado outro tipo de férias quando o calor é muito intenso ou o frio é muito intenso para poder ajudar até essa questão do corpo. E essa adaptação, ela acontece muito como se fosse mágico esse movimento. Vai voltar às aulas e então tudo vai se encaixar na rotina e a gente às vezes não faz a preparação desse movimento. Então assim, de se ausentar algumas horas, de falar, eu vou, eu vou na padaria agora, você vai ficar com a vovó, eu vou em tal lugar, seu pai tá com você. Eh, e fazendo esse mecanismo aí nos últimos dias para essa criança menor entender a sua ausência e entender o seu retorno e ela ter essa segurança de que você vai, mas que você vai voltar. Uhum. E sim, tem crianças que são mais trabalhosas, que têm um sentimento de perda ou de que uma ansiedade, né, de separação, de que você não vai retornar e ele começa mesmo a chorar com intensidade. E então a gente costuma dizer: "Olha, deixa um bilhete na lancheira, eh, deixa um recado, eh coloca alguma coisa que você gosta, né, que é sua para ele, né? Olha, você vai levar o meu cachicol hoje para te ajudar no frio. Olha, você vai levar meu bandadeid, se você precisar, você coloca, porque tudo isso vai mostrando a sua presença no presente momento. Então isso é importante porque às vezes a gente não tem essa preparação e esse entendimento e as adaptações, na maior parte sempre eh são feitas dessa forma o dia todo. Isso é algo muito pesado para uma criança que não se separa da família, que tá num ambiente o tempo inteiro com aquela mesma família. Então, às vezes, combinar com a escola de buscar mais cedo para que essa angústia de tempo não seja exacerbada paraa criança, né? eh tentar fazer essa adaptação inicial de alguns dias já de ausência antes de deixar a criança, né, o dia todo escola ou o meio período, sendo que ela não passa nenhum tempo fora e longe da família. Então isso é importante. Nossa, e que bom que nós temos profissionais, né, que nos ensinam como é que a gente deve fazer com a nossa equipe, com o nosso time, né, aí de casa, porque hoje a gente pode ter esse ensinamento, mas há tempos atrás não não existia isso ou então não se falava sobre isso, né? Então aí a a crianças de de vamos colocar aí de 20 anos, de 30 anos atrás, elas não tiveram esse esse apoio, eh essa esse esse quentinho, esse entender que a gente tá readaptando, vamos voltar às aulas, não tiveram esse tempo, né? E os pais também não tiveram eh esse ensinamento. E que bom que a gente pode contar com vocês. Eu super agradeço e aqui tô aprendendo tanto. Espero que você de casa também esteja pegando aí, ó, alguns pontos que elas estão deixando pra gente aqui, que é muito interessante, né, Lívia? Como é que você avalia essa questão aí da volta às aulas e o do coração partido dos pais e também dos filhos? É, a gente tem nome para isso, né? Mas só nome não resolve. Eh, é a ide a ideia da ansiedade de separação, eh, o nome utilizado, acho que ele é bem explicativo, né? Autoexlicativo. Eh, existe uma ansiedade bem eh real colocada ali na numa dupla eh ou no trio. As avós incluídas, né? vocês falaram das avós, eu me lembrei, realmente elas estão sempre muito presentes. Eh, essa ansiedade quando ela acontece de forma tão intensa eh na separação, eh, existem eh estratégias que, eh, a, a Josiane tava até pontuando muito de forma muito interessante, né? o cachicol, um bilhetinho na lancheira, um carinhozinho diferente, o bandade que é tão significativo. Eh, isso acho que são coisas que podem ajudar nesse processo, mas é um é um coração que realmente tá eh bem sofrido, né, com esse momento. você falou de trauma, eh, Rúbia, e aí eu, eh, você, eh, fez a pergunta, né? É o trauma? Eh, pode ser, mas eh eu eu acredito que a gente possa ir trabalhando dentro de uma outra de um outro olhar e que não nos fixe dentro da ideia de um de um de um nome que fica tão pesado, né? Uhum. Eh, quando tá intenso demais, a gente até pode entender eh em alguns casos como um possível trauma, um pequeno trauma, mas que essa essa criança e essa mãe tenham acolhimento. Uhum. acolhimento da escola, acolhimento de um profissional, tanto eh um psicoterapeuta, um psicólogo, eh quanto um outro profissional de outra área, a uma psicopedagoga eh tá aí para nos mostrar. Eh, essas pessoas estando juntas, trabalhando em equipe, eh vão, eh, de alguma forma fortalecendo, favorecendo essa essa dupla, né? E acho que a palavra fortalecimento, eh, ela ela vem aí nessa direção, fortalecer emocionalmente, tanto mãe e criança para darem conta desse processo tão delicado, né? É uma separação difícil. A gente fica tão grudadinho durante tanto tempo e depois tem que fazer essa separação e pode ser bastante sofrido mesmo. Exatamente, Lívia. É isso, né? A gente precisa eh eh ter um um autoconhecimento para poder trabalhar com todas as emoções que aparecem no dia a dia, né? quantas emoções sentimos e principalmente agora eh na volta às aulas com essa separação. E é por isso que nós estamos aqui com profissionais competentíssimas que estão nos ajudando, conversando com a gente, nos dando dicas de como a gente deve nos comportar, né, de como a gente eh deve gerir a nossa a nossa equipe. Isso eu vou levar pra vida, viu? A nossa equipe, né? a nossa família, a nossa equipe. E sim, a gente precisa eh de ter uma escuta, de repente a gente precisa de um profissional para poder ajudar a gente, né, a trabalhar essa eh eh toda essa questão aí de volta às aulas. E é importante que você aí de casa mande pra gente a sua mensagem, mande pra gente o seu depoimento. A produção tá me avisando aqui que nós já temos, né, algumas perguntas. É isso, né, produção? Então, tá bom. Vamos começar a responder o pessoal agora 9:24. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Um bate-papo assim que às vezes a gente fala: "Ai, mas de novo, vou falar o quê, né? De volta às aulas". Mas eh vocês, as nossas profissionais aqui, pontuaram tão bem. Esse negócio de volta às aulas não é só uma volta às aulas, né? envolve eh um mix de sentimentos e e ações e e medidas que a gente precisa tomar e que a gente precisa ficar também atento sobre isso. Não é só pegar a criança e jogar ela na escola. Não, não façam isso, por favor, né? e também eh tem que se voltar a si como pai, como mãe, como responsável e fazer uma reorganização dentro de você também, porque mexe com a emoção da criança, mas também mexe sim com as nossas emoções. Vamos lá, agora 9:24. Pode jogar na tela pra gente a primeira pergunta ou depoimento. Vamos lá. A Camila Rocha do Jardim Santa Genebra. Vamos lá, meninas. Olha, tenho dois filhos em idades diferentes. Como organizar uma rotina de volta às aulas que funcione para todos e não gere mais conflitos. Ã, idades diferentes. Eh, então, e aí, como faz? Vamos com você, nossa psicopedagoga, ajuda a Camila Rocha lá do Santa Genebra. Camila, vamos lá. Bom, primeiramente, dois filhos eh já emergem conflitos naturais da idade, da diferença, da competição. Isso é normal. Então fique tranquila porque você vai passar por esse processo e como você pode trabalhar um pouco essa questão com as crianças que possa te ajudar no dia a dia. Então é muito importante que, como eles têm idades diferentes, provavelmente eles também tenham eh desejos diferentes, ahã gostos, né? E isso faz com que você precise dividir um pouco melhor essa rotina. Então, trabalhar um pouco com o um os dois filhos, o que nós vamos fazer juntos e o que nós vamos fazer separados, porque eles precisam ter espaços individuais. Isso é um pouco difícil para nós adultos criar esses espaços. Então, ter um momento individualizado mesmo, em que enquanto um tá estudando, o outro tá fazendo uma outra atividade, pode ser dentro de casa, para que não gere conflitos, porque nós temos a tendência a fazer tudo em série. Então, agora todo mundo toma banho, agora todo mundo almoça, agora todo mundo vai sentar e resolver. E essa questão, quando a gente tem filhos de idades separadas e diferentes e em séries diferentes, a gente precisa dar para o mais velho também uma força no sentido assim, olha, você pode escolher tomar banho agora ou tomar banho após a lição, o que é o que facilita para você, porque senão a gente não vai ajudar os nossos filhos nesse crescimento. E aí você fica mais dá mais essas orientações mais de eh mais diretivas pro menor que tá sob mais os seus cuidados e que precisa mais da sua supervisão e fazer esse movimento também com que eles possam escolher, né? Eu, você tem cinco coisas a fazer: tomar banho, ir pro esporte, arrumar as coisas de casa, almoçar. Vamos colocar a ordem aqui de cada um, porque isso já faz uma diferença, eu poder definir o que é mais fácil. Eu tenho três filhos em idades diferentes e eu tenho um filho que chega loucamente para comer. É, o almoço tem que ser assim algo, eh, ele vai começando a ficar irritado até dentro do carro para almoçar. E eu tenho uma outra filha que ela precisa de um tempo, ela precisa tomar banho, ela precisa arrancar roupa, ela não quer comer de forma imediata. No começo, isso foi um conflito para mim, porque a hora do almoço era uma hora de que todos nós estávamos ali e eu precisava que a gente almoçasse mais rápido para termos o o restante da rotina estabelecida e eu precisei aprender. Então, dá uma olhada aí na sua rotina, Camila, como que você pode fazer esses pequenos ajustes de dar um pouco essa visibilidade pros meninos e dividir tempos diferentes e cada um tero. Às vezes é de videogame diferente, às vezes é de lição, às vezes você precisa estar mais presente em algum momento. Então isso faz diferença. Nossa, gente, que isso? Vamos lá, menina. Que coisa. E olha, é complicado, viu? É desafiador gerir eh a nossa equipe, né? Mas a gente aprende com mulheres assim, profissionais desse nível aqui. Com certeza você vai aprender esse mês de agosto vai ser diferente aí na sua equipe, hein? Vamos lá. 9:29. Pode mandar mais uma produção. Agora eu vou direcionar para você, tá bom, Lívia? Vamos lá, ó. Eh, o Lucas Antônies do Jardim Garcia, com tantos estímulos nas férias, o retorno à escola parece chato para eles. Como resgatar o interesse para as aulas e pela rotina, né? É, galerinha, desinteressou. É claro que é melhor ficar em casa com a mãe, com o pai ou de repente ficar em casa de boa, tranquilinho, mas precisamos voltar às aulas. E aí, como é que como é que nós fazemos? Lívia, responde pra gente o Lucas. Então, eh, eu eu tenho uma visão seguinte, tem algumas situações que não geram mesmo tanto prazer eh na gente, né? Tem gente que tem muito prazer em aprender coisas novas e tem algumas pessoas que não sentem tanto prazer em aprender coisas novas ou determinadas coisas. não geram estímulo. Então, eu gosto muito de aprender inglês, mas não gosto muito de aprender eh matemáticas, ciências, né, ou algo eh relacionado. Eh, essa essa dificuldade que a gente tem de colocar esse essas crianças animadas, adolescentes também, animados, interessados com a escola, ela sempre existiu, independente de tela, isso sempre existiu. agora, eh, que a gente possa ir cuidando para que, eh, também lembremos nós adultos que, eh, nem tudo gera e que a vida não é só sobre prazer. Uhum. Então, que a gente vai ter que ir lidando mesmo com as responsabilidades, com os compromissos, com as obrigações diárias, né? Então assim, isso aqui é um compromisso que eu tenho e eu vou desenvolver em mim ou eu vou ajudar meu filho a desenvolver o senso de responsabilidade, né? Então, eh às vezes eu consigo motivar eh pelo prazer, às vezes eu consigo e na verdade um um outro caminho que é desenvolver o senso de responsabilidade, de compromisso, né? Então são são essas duas possibilidades. Ah, eu posso também caminhar por um caminho da da motivação. Na motivação eu posso encontrar, olha, hoje tem uma aula que eu gosto, às vezes tem educação física, eu adoro ou não gosto de de atividades esportivas, mas eu gosto do inglês. Eh, isso pode ser uma uma possibilidade, mas eh fica um pouco restrito, né? a gente contar somente com essas motivações, eh, pode ser frustrante. E uma outra questão que é com relação às amizades, os amigos, as relações sociais, né? Elas também fazem parte desse vou paraa escola, vou encontrar com os amigos, vou ter um momento também prazeroso com eles e posso encontrar meios inclusive de tornar isso mais prazeroso e menos mçante, né? Eu fui encontrar meu amigo, mas não vou conseguir conversar, não vai ter nada, não vai ter tempo pra gente. Pode ser que tenha, pode ser que você encontre outras maneiras. Então, vou levar algo para mostrar para um para um amigo durante a aula, durante o intervalo da aula, eh, pra gente trocar. Tem faz um tempo já que eu tô querendo mostrar determinada coisa para ele, trocar ideias, enfim, é mais uma possibilidade, mas ainda volto na ideia de que a gente não vai poder ficar somente olhando para esse ah, precisa ser leve. Tem horas em que não dá para ser tão leve, é da da condição do compromisso e internalizar a ideia do compromisso pode tornar mais leve. Ótimo. Muito bem. Porque a gente insere tudo isso na nossa rotina e a gente começa a viver com mais leveza, né? É isso, gente. Muito bom. A vida não é o morango do amor assim o tempo todo, né? Lembrando que o morango do amor também quebra os dentes, então a gente tem que tomar muito cuidado. E acho interessante o que a Lívia e a Josiane trouxeram também, que às vezes uma das coisas mais importantes que a gente pode fazer é descobrir estratégias para lidar com aquilo que é pesado, que é difícil e que tem que ser feito, com as frustrações ou de repente com aquilo que você não quer fazer, mas você precisa fazer. Motivação não é todo dia que você vai ter, mas a disciplina você vai te mover. Então a gente precisa ensinar isso pros nossos pequenos, né, e ter isso com a gente também, porque não adianta a gente querer que os nossos filhos façam algo se a gente não faz aquilo que a gente exige da nossa criança. Lembrando mais uma vez que nós somos espelhos e eles o nosso reflexo, né? Vamos lá. 9:34. Mais uma perguntinha pra gente. Agora vai pra Jose. Camila Oliveira do Campus Elísios. Algumas crianças demonstram mais timidez após eh as férias, né? Como fortalecer autoconfiança social antes do reencontro com amigos e professores? Essa questão aí ela vem eh de encontro com esse negócio de celular, né? As crianças acabam ficando no celular, de repente não sabe nem conversar com os amiguinhos e na escola agora sem o celular ficou bem melhor nessa a conexão, né, entre pessoas físicas mesmo. Mas daí tem a timidez após as férias porque já aquela conexão social ela, né, ficou um pouquinho de lado e agora vai ter que voltar. Como é que a gente faz para fortalecer essa autoconfiança das crianças? Lembrando que as férias também têm um papel de ampliação social. Eh, as crianças elas podem brincar com outros amigos, desenvolver outras habilidades. Eh, e isso traz a ideia de estímulo também. Sim. Quando a gente sai de casa, a gente já está socializando. Então, eh eh socializa com primos, com avós, eh a tendência é que tem um fortalecimento familiar ali, eh, acontecendo nesse período. E esse estímulo ele precisa ser ali contínuo. E quando a gente vai, né, eh, voltar para essa rotina, como é que os pais podem fazer? trabalhar o aspecto também do diálogo, de mostrar o que se espera, que a escola ali está tá está esperando por essa criança, que os amigos estão esperando relembrar aqueles vínculos que tem de que algo vai ser legal, claro, dentro da linguagem e expectativa das crianças, mas tudo o que vem sem sido esperado de fato. Eh, mas as férias, né, na maioria das vezes, ela tem esse objetivo também da pausa, da brincadeira. É claro que hoje a gente está numa sociedade que deixa um pouco mais introspectiva com o uso das telas, né? É, de ficar mais em casa, mas para que a gente possa também nas próximas, Camila, também ter essa ideia de que o brincar é muito importante pra criança e que estimula essas habilidades, né, fora do contexto escolar e dentro também dessa dinâmica escolar. E que a família é favorecedora, tanto a família quanto os amigos. Eh, e aí se tiver algo mais relacionado à timidez, a um bloqueio social, de repente olhar isso, né? Olhar a raiz ao que está se aparecendo, né? Se precisa dar uma investigada maior, entender se essa criança eh tem uma ansiedade social, se não deseja, quais são os motivos, né? Mas assim, nesse momento, quando a gente para para pensar que as férias aconteceram, isso pode ser um favorecedor, né? eh, que não certamente pode caminhar com a personalidade da criança. Essa criança é mais introspectiva, mas nesses estímulos, como é que a gente pode fazer? Mas preparar o, a gente costuma dizer, preparar o terreno para esse retorno, paraa criança, para que a criança tenha autonomia, tenha segurança, que ela possa ter a tomada de decisão dela, mesmo que supervisionada, né? E também estimular esse posicionamento crítico quando retornar, vai ter histórias para contar. quebra. Muito bem. É isso aí. 9:37. Dá tempo para mais uma ou a gente precisa encerrar a produção? Só me avisa, porque se der tempo para mais uma, a gente vai para mais uma. Oba. Vamos lá. Fernanda Ribeiro do Taquaral, meu filho mal consegue ficar 10 minutos concentrado depois das férias. Ah, quais estratégias neurológicas podem ajudar a aumentar o foco gradualmente? É, perder o foco, né? Vamos lá, Lívia, por favor. Fernanda Ribeiro Taquaral tá falando da concentração da do filho, ó. Eh, estratégias neurológicas, né? Eu acho que eh neuropsicológicas, a gente pode colocar aqui, dentro da da do quadro atencional, eh existe a atenção concentrada, atenção seletiva. Eh, eu não sei qual é a idade dessa criança, mas eh a gente entender que a concentração ela é uma habilidade que a gente vai desenvolvendo cada vez mais ao longo da vida. Uhum. Então, o tempo de concentração em cada atividade, em cada etapa da vida, ele vai aumentando. Eh, se é uma criança menor, a gente vai eh exigir um pouco menos dessa criança para que ela eh eh de repente dê conta de estar 10 minutos, 20 minutos, meia hora, 1 hora, eh, concentradinha na própria atividade, né? atividades inclusive que não são tão prazerosas. Então isso vai exigir mais dessa criança. Eh, então lembrar que existe ainda eh no quadro atencional um desenvolvimento que é da maturidade neurológica. Eh, dito isso, nesse momento, com essa criança que já tá em escolarização e eu não sei exatamente a idade, eh, provavelmente, eh, a gente já pode contar com um tempo um pouquinho maior, mas se ela tá tendo dificuldade nesse início, então a gente começar eh junido. Então, olha, nesse primeiro momento a gente vai paulatamente aumentando. Então, eu vou vou pedir para que você tente se concentrar por uns 15 minutos e amanhã talvez aumentar para 20 minutos ou para 30 minutos, né? Mas a nossa ansiedade como os pais também precisa est eh eh mais regulada. eh essa expectativa e essa ansiedade de que a criança já esteja naquele naquele ritmo eh acelerado, pode dificultar o processo e deixar tudo um pouco mais tenso e desgastante na na rotina da família, né, e da criança, logicamente. Então, a gente tá retomando, a gente vai pagar e vamos pegando o ritmo desse recomeço. Eu acho que eh respeitar esse esse recomeço, entendendo que os motores estão sendo reaquecidos ainda é importante. Perfeita, Lívia. Obrigada. Obrigada por eh responder os nossos telespectadores, né, nossas convidadas aqui eh respondendo você de casa. Obrigada você por participar conosco também nesse momento acho que tão importante de ensinamento, né? É muito aprendizado nesse programa e eu aprendi tanto hoje, gente, que coisa. Eh, minha filha já tá grande, já tá com 27 anos, né? E aí eu eh eh de repente posso ensinar para os meus netos, né? Ensinar a minha filha agora a fazer com os meus netos nesse momento de volta às aulas. Gente, é muito importante. Eh, um momento especial tanto pra vida dos nossos filhos, quanto para as nossas vidas também. E a gente precisa que isso seja com tranquilidade. E como a Lívia bem pontuou, leveza às vezes não é todo momento, porque a nossa vida a gente vai encarar frustrações, decepções, é tudo muito bom, mas também é tudo muito assim um um sobe desce, né? Porque a vida é isso, né? É um sobe desce. Ainda tem dia que você tá, tem dia que você não tá. E assim a gente precisa ensinar as nossas crianças que a vida tem dessas coisas, né? Então, é por isso que a gente tá aqui, a gente tá falando de situações do nosso cotidiano e que bom que a gente consegue trazer profissionais que tem uma expertise e e tem assim um profissionalismo, um jeito de explicar tão gostoso que a gente consegue captar, né? Eu já captei um monte de coisa para mim, então eu só quero agradecer a você de casa e a vocês, meninas, nossa, com muito carinho a gente se despede. Então, Jose, mais uma vez muito obrigada por participar com a gente. Gratidão e que bom ter você novamente conosco. Muito obrigada. um tema de extrema importância pro início do novo semestre. E estamos aqui trabalhando com essas dúvidas mesmo. Acho que é muito importante pra sociedade pra gente dizer eh porque a sociedade cria muitas necessidades. Uhum. Há um tempo atrás a gente não tinha noção das orientações, a paz, as crianças, os acolhimentos, né? Era algo ali que era mais rígido no passado. E hoje a gente tem a possibilidade de olhar mais afetivamente para esses novos encontros, reencontros com amigos, com a nova fase de vida. Isso traz segurança, traz autonomia, traz saúde mental também, né? A gente não pode negligenciar o lazer e as férias, que também é um momento importante. O descanso é saúde mental. Muito bom, maravilhosa, né? E eu também me despeço com todo o carinho e com toda a gratidão de você, viu? Muito obrigada, Daniela, nossa psicopedagoga, trouxe aqui essa questão de que a nossa família é uma equipe e eu acredito que muita gente vai carregar isso. Muito obrigada, gratidão. Que bom, que bom. E a gente também tem que lembrar que os educadores também são uma equipe que tão esperando os nossos filhos lá com ansiedade, com preocupações e e também com muito carinho, porque os educadores também têm esse movimento. Então, se alguma coisa não tiver indo bem, procure ajuda, busque ajuda, às vezes conversando com uma colega, buscando um encaminhamento futuro, se for necessário. própria escola hoje também faz esse movimento de se organizar e de trazer o pai e a mãe a refletir, mas quando nós temos esses diálogos, a gente consegue pensar, buscar estratégias, aprender. Isso é uma troca valiosa, né? Que troca maravilhosa. Adorei. Obrigada. e a Lia, né, que veio com a gente por videoconferência, né, participou agora no no segundo bloco. É bem rapidinho, mas assim, acrescentou bastante, acredito, com o nosso tema de hoje. A gratidão. Muito obrigada eh por mostrar pra gente que realmente a gente precisa sim ser assertivo, mas eh eh a gente precisa assim eh acolher os nossos filhos, mas também mostrar para eles que nem tudo é tão fácil quanto parece. A vida é desafiadora, os limites existem, né? E a vida não é o morango, não é mesmo? Obrigada, viu? Obrigada, eu. Uma delícia estar aqui com vocês. Realmente foi uma conversa muito gostosa. Acho que acrescentou bastante. Eh, inclusive aqui para mim e escutar as meninas aí conversando. Uma delícia. Obrigada, viu? Imagina. Gente que agradece. Nossa, gente, fechamos, fechamos a semana assim com chave de ouro, né? falando da volta às aulas, falando da importância da família, da importância eh do autoconhecimento, do conhecimento, de você analisar com mais carinho e mais cuidado, né, tudo que tá acontecendo aí na sua equipe, no seu time, tá bom? Então, mais uma vez, muito obrigado às nossas convidadas, a você de casa, nosso carinho, nosso abraço, desejo um final de semana lindo, maravilhoso. A programação da TV Câmara Campinas no final de semana tem estreias de quadros e programas. Eu tenho certeza que você vai adorar. Então fique ligado com a gente. Quero lembrar que hoje ao meio-dia, nós temos Câmara Notícia e tem uma novidade. Ah, eu não vou contar e nem dar spoiler. Só se você assistiu Câmara Notícia hoje tem uma novidade, tenho certeza que você vai gostar, tá bom? Com Gabriel Castro. E lembrando que segunda-feira nós estamos de volta a partir das 8 da manhã e a gente traz mais um tema bem legal e a gente vai falar sobre exploração da natureza. Exatamente. Você contempla, você explora a natureza. Na época da pandemia, muita gente começou a a utilizar essa e essa questão aí de contemplação, né? Mas isso faz bem? O que que traz de benefício pra gente quando a gente para o momento? ou então a gente vai para um lugar, a gente faz uma trilha, a gente vai a um jardim, a gente começa a analisar, a gente eh eh acho que dá um tempo mesmo assim, sai dessa loucura do dia a dia e começa a prestar atenção, né, explorar e contemplar a natureza. Isso faz bem mesmo? O que que a gente pode trazer? O que que a psicologia fala sobre isso? É sobre esse tema que nós vamos conversar na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Os benefícios de viver perto do verde paraa saúde mental, combinado? Te esperamos então na segunda-feira a partir das 8, mas peço para você continuar ligadinho na programação. TV Câmara Campinas, equipe Nota 10, trabalhando sempre para trazer para você eh materiais de qualidade e com muita informação. Beleza, gente? Valeu. Bom fim de semana. Se cuide e cuide da sua equipe. Beijo. Valeu, meninas. Gratidão. Valeu, pessoal de casa. Tchau, tchau. Bom fim de semana. [Música] Não.