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[Música] Olá, muito bom dia, Campinas. Segundamos, segunda-feira, dia 11 de agosto, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas, o programa que traz informação, cultura e debates relevantes pro nosso dia a dia. E nesta segunda-feira, gente, vamos conversar sobre um tema bem curioso. Tem gente que fala sozinho mesmo ou está pensando alto? Você fala sozinho? Pois é, muita gente já ouviu que eh pessoas que falam sozinho tá ficando meio louco, né? Mas que até que ponto é natural a gente falar sozinho? Porque algumas pessoas conversam com elas mesmas, né? A gente vai entender o que dizem a psicologia, a psicanálise, eh, sobre essa questão, né? Porque a gente fala sozinho. Eu hoje já olha muito conversei demais comigo. Então é por isso que a gente precisa entender até que ponto isso é natural. E para isso a gente já tem os nossos convidados aqui no estúdio, né? E você aí de casa vai falar com a gente também? Explica aí. Você fala sozinho? Já conversou hoje? Já conversou com você hoje? Olha só, manda pra gente a sua mensagem, o seu depoimento, tá? WhatsApp tá no nossa na nossa tela, 19979377. Conta pra gente aí, você fala sozinho, se você fala o que que você fala, o que que você conversa com você. E é interessante você falar sozinho depois que você tem esse bate-papo consigo mesmo, qual que é o retorno que você tem? Como é que você se sente? Conta pra gente que esse é o nosso tema central do nosso estúdio de câmara de hoje. Mas agora a gente atualiza algumas informações para você, tá bom? Olha, atenção você, motorista, retorno da Avenida Iguatemi segue interditado até a sexta-feira, tá? Então, os motoristas que circulam pela região da Vila Brandina, próximo ao Shopping Guatemi aqui em Campinas, devem ficar atentos. O retorno da Avenida Guatemi, na altura do número 362, ali próximo à clínica Veracruz, está fechado ao tráfego desde a última sexta-feira e vai permanecer interditado de forma ininterrupta até às 18 horas da próxima sexta-feira, dia 15, tá? A interdição é necessária para as obras de ampliação da faixa eh de aceleração no local. Como alternativa, a INDEC liberou temporariamente o retorno na altura do número 524, tá? Que normalmente permanece fechado. Agentes de mobilidade urbana estão no local para orientar o trânsito e monitorar também a circulação na região. Então você que circula ali próximo ao shopping em Guatemi, preste muita atenção, porque temos trecho interditado. Muito bem. A Câmara Municipal de Campinas vota em primeira discussão a na 44ª reunião ordinária de hoje, segunda-feira, um projeto de lei do executivo que institui a implantação de microflorestas urbanas e cria um programa de adoção dessas áreas verdes. A proposta define objetivos, processos, responsabilidades e restrições para a execução e manutenção das iniciativas. O texto prevê a criação de pequenos ecossistemas florestais em áreas públicas, como praças, parques, bosques, rotatórias e canteiros, priorizando regiões de alto risco para ondas de calor e áreas estratégicas indicadas no plano municipal do verde. Eh, mais densas que a arborização urbana tradicional, as microflorestas poderão ser formadas por reflorestamento convencional. O projeto também cria o programa de adoção dessas microflorestas urbanas, permitindo que entidades, associações e empresas participem da implantação, manutenção e preservação das áreas com prazo de adoção de até 60 meses, podendo ser renovável, tá? É proibida a exploração econômica e a veiculação de propaganda política, comercial ou religiosa, sendo permitida apenas a instalação de placas padronizadas alusivas à parceria. A sessão hoje na Câmara será realizada a partir das 18 horas das 6 da tarde, tá? No plenário, a entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto Manjes, 66, bairro Ponte Preta. Você pode participar, fique à vontade, tanto presencialmente quanto online, porque nós vamos transmitir a sessão como sempre, né, aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo canal da emissora, tá bom? no YouTube, TV Câmara Campinas. O YouTube você tem todas as nossas todas as nossas transmissões, inclusive da reunião ordinária de hoje, que inicia às 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Muito bem, vamos com a previsão do tempo. Eu não sei você, mas eu senti muito frio ontem. Tô sentindo frio hoje, né? Acordei, estava 10º, sensação térmica de 7, 6. Que que é isso? Estamos no inverno brasileiro e o frio segue marcando presença aqui em Campinas neste início de semana. Olha, segunda-feira, né, de sol, com algumas nuvens, sem previsão de chuva. As temperaturas continuam baixas hoje. A mínima foi de 10, a máxima, gente, de apenas 21º, né? Que coisa. Então, pega lá um chazinho, um cafezinho. Bora que a semana só tá começando e você tá falando sozinho, tá? Eu tô. Eu sempre falo sozinho, acordo de manhã, bom dia, vamos lá. Eu falo para mim assim, ó, vamos lá, levanta, você consegue, vai, garota. Falar sozinho, gente, pode ser um comportamento muito mais comum e até saudável, né? Estudos publicados na revista eh psicológica Science indicam pessoas que falam alto consigo mesmas, elas conseguem melhorar a concentração, o desempenho em tarefas e até a regulação emocional. Além disso, a psicologia social aponta que pensar alto é uma ferramenta para organização mental. E para enriquecer então nosso debate de hoje, claro que a gente precisa de profissionais da área da saúde mental para explicar pra gente como é que isso funciona. Então a gente recebe o Leonardo Tajino, ele é psicólogo social, ele vai nos ajudar a entender o aspecto social do comportamento nessa questão aí de falar sozinho. Então, boas-vindas, muito bom dia, obrigada pela sua participação presencialmente hoje aqui no estúdio Câmara. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal de casa. Eh, eu queria agradecer primeiramente a a participação aqui, né? Eu sou o Leonardo, psicólogo clínico, psicólogo social, né? Venho atendendo uma vasta quantidade de pessoas e várias delas trazem essa questão do falar sozinho, inclusive essa dúvida, né? O que que tá acontecendo comigo? Será que isso é normal? Será que não é? Então, acho que a gente pode estar resolvendo eh tá discutindo e abordando um pouquinho esse tema hoje. Que legal. Olha só, é interessante você trazer isso pra gente, porque isso acontece com muita gente e a gente pode considerar normal, mas a gente precisa entender até que ponto isso é natural. Então, para completar o nosso time, a gente dá as boas-vindas para psicóloga e psicanalista Josiane Cristine Ramos Ferreira. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada, Rúbia. Bom dia. Bom dia a todos que estão nos acompanhando. É um prazer estar aqui eh conversando sobre a psicologia, psicanálise junto aqui com o Leonardo, que traz essa contribuição também, né, do social. É uma alegria estar aqui e eu creio que eu vou aprender também aqui junto com vocês. Então, muito obrigada. Maravilhosa. É assim, né? A gente é uma troca tão gostosa. Todas as manhãs de segunda a sexta aqui no estúdio Câmara a gente aprende, nós trouxemos sempre, né? a gente consegue trazer eh eh profissionais que tem muito para entregar. E aí a gente vai aprendendo, a gente vai aprendendo como lidar eh eh com o nosso psiquê. Eh nós somos seres humanos, a gente eh erra, acerta e todos os dias nós estamos em desenvolvimento. Isso é maravilhoso, né? Então eu já pergunto pro Leonardo, eh, como é que essa psicologia, a psicologia social, né, ela entende esse hábito de falar sozinho. É comum na nossa sociedade as pessoas conversarem com elas mesmas? Sim, na verdade isso é muito comum, né? O ser humano, principalmente, né, quando o principal aspecto do ser humano é um ser social. Então, essa questão de falar sozinho faz parte da autorregulação, faz parte da questão da regulação emocional. do auxiliar na questão da memória, né? Quando a gente fala, a gente verbaliza, a gente acessa outras áreas do cérebro que é aquela que o só o pensamento não necessariamente acessa com tanta rapidez. Então você verbalizar alguma coisa para tentar lembrar também auxilia, né? Também vem a questão da criatividade. Você simular situações eh verbalizando, eh falando com alguém imaginário muitas vezes é como se você tivesse criando um treinamento da interação social, né? Então de certa forma você vai utilizando essa ferramenta como um auxílio de contribuir socialmente, né? De facilitar a comunicação, de facilitar para você o entendimento e a habilidade de comunicação em si. Muito bem. É interessante a gente entender que isso eh pode fazer parte de um processo mental saudável, né? E você, Josiane, na sua experiência clínica, qual que é o significado psicanalítico de falar sozinho? E em que momento isso pode indicar algum, não sei se é assim que eu posso dizer, mas transtorno, tá? Tá joia. Eh, tudo isso que o Leonardo falou é muito bom. E falando então da parte de quando isso passa a ser um problema que a gente tem que se preocupar quando a gente sente que nós estamos com medo. Porque falar alto pode ser uma forma da gente se proteger contra algum medo. Então, por exemplo, né, eh, a pessoa vai passar por alguma situação desafiadora, então ela começa a falar alto, começa a fazer algumas orações, alguns rituais, mas de uma forma compulsiva e ela começa a ficar eh agitada nessa fala. Então, ela fica falando, falando, falando. Por quê? Porque ela está com medo, medo de passar por alguma situação, de não saber lidar. Então ela fica tentando se acalmar falando, né? Eu vejo às vezes pessoas andando pela rua assim rezando, né? E que pode ser um teor assim positivo, mas pode ser também se eu não ficar rezando, se eu não ficar falando em voz alta, alguma coisa de ruim pode me acontecer. Porque na mente a gente pode fazer esse funcionamento. Se eu faço um processo de compulsão de fala, eu sinto que eu tô protegida e me acalmo. Me acalmo do quê? Então, desse medo, o problema então não é falar, é o medo. A gente tem que tratar o medo para diminuir o medo, se aquiietar para que não precise usar mais desse recurso que acaba sendo muito aflitivo. Tem gente que precisa ficar falando, falando horas e horas até conseguir se acalmar. Ou tem gente que precisa falar uma quantidade de tempo até conseguir se acalmar. Ou uma quantidade de palavras até conseguir se acalmar. Então isso vira um padrão e aí a pessoa pode todo dia, enquanto ela não fizer isso, ela não se acalma. Aí que é o problema de falar alto. Nossa, gente, olha isso, né? Nós trouxemos algo que a gente eh natural falar sozinho, como um incentivo para você levantar da cama, como um incentivo para você eh dizer para você mesmo que você consegue, vamos lá e tal. E aí você traz esse outro lado muito importante, porque a gente precisa aprender a observar essa situação em que a gente fala sozinho, né? Nem sempre é um sinal negativo, mas são pontos que chamam atenção, né? Porque a gente precisa estar atento. Aí eu pergunto então eh para você, Leonardo, há um impacto social ou cultural sobre esse hábito, né? Por exemplo, esse comportamento é mais aceito em alguns grupos ou faixas etárias, quando a gente eh fala de da pessoa estar falando sozinho em público, né? Qual que é a sua avaliação? Você acha que uma pessoa que tá conversando sozinho, ela pode, de repente eh causar um afastamento das outras pessoas, até por não saber se essa pessoa conversa sozinho porque ela tem um hábito ou se ela já está com algum algum início de algum transtorno? Você acha que isso isso causa um afastamento? Em alguns aspectos? Sim, né? eh, de certa forma tem essa esse conceito, esse preconceito em relação a quem fala sozinho, apesar de todos nós algum momento a gente falar sim sozinho. Tem um ponto específico que eu acho que dessa questão que a gente conseguir entender eh o quanto essa pessoa tá inserida em alguma comunidade. E quando eu digo comunidade é qualquer ambiente social ou até com com animais, se a gente puder dizer assim. Mas esse ambiente social com pessoas é é essa importância, porque muitas vezes o falar sozinho também pode ser um funcionamento de compensação, né? Uhum. Tem um filme que eu acho bastante interessante, o náufrago, não sei se vocês lembram, que ele ficou sozinho na ilha e ele criou aquela bola Wilson. Exato. Então é até uma forma de compensação. Então muitas pessoas que têm algumas questões de solidão, de dificuldade de interação com outras pessoas, acaba desenvolvendo esse hábito de falar sozinho, né, como uma forma de ouvir alguém falando, de poder gerar uma comunicação e uma interação, mesmo que consigo mesmo. E aí a gente pode pensar também nesse processo de o quanto esse falar sozinho se torna uma escolha em vez de se comunicar com outras pessoas. Uhum. Então, acho que esse também é um ponto, esse afastamento. Então, eu acabo de alguma forma me afastando da interação com outras pessoas e como uma forma de compensação de tudo isso, eu acabo gerando esse dentre outros, né? Mas esse funcionamento de falar sozinho. Sim. E aí a gente pode pensar até numa preocupação quando tem esse falar sozinho com conversas extremamente longas. Uhum. quando você tem eh discursos desconexos, quando certas falas elas começam a ficar a níveis absurdos. Então acho que são pontos a serem observados não só pelo sujeito, que algumas vezes é muito difícil, mas pelos pelos familiares, pela própria comunidade que tá ao entorno ali. É importante, é fundamental a gente diferenciar o comportamento comum, né, de sintomas que merecem uma atenção profissional. Uhum. Agora, Jose, eh, quando a gente fala em falar sozinho, né, eh, desde criança a gente fala sozinho, se a gente for ver na questão da naturalidade, mas até que ponto a criança também eh é natural ela falar sozinho. Eh, várias crianças têm o amigo imaginário, né? Várias crianças estão brincando lá com as bonecas, com o carrinho, enfim, com o brinquedo e falando sozinhos, né? Eh, nessa questão da infância, até que ponto é natural falar sozinho e qual o momento em que os pais devem se atentar, né, da fala dessa criança com o amigo imaginário? Isso é uma ótima pergunta, porque a criança ela precisa conversar para ela se desenvolver. Ela conversa com os amiguinhos, né, ali de verdade e ela conversa também com as bonecas, com os brinquedinhos. Ela cria um amigo imaginário porque ela está desenvolvendo não só o raciocínio dela, mas está desenvolvendo o comportamento, como é estar na sociedade. Ela imita os adultos. Então, ela fala igual a mãe, ela fala igual ao pai. Então, quando ela tá falando e a gente vê que aquilo tá criativo e tá saudável, então aquilo a gente não tem que se preocupar. Quando a gente começa a preocupar, quando ela começa a falar que está com medo, que está vendo o amiguinho, que está ameaçando, que tem alguma pessoa que está ali na sala e que tá vindo para maltratá-la, que daí nós já estamos naquele campo do medo. O medo é um ótimo referencial pra gente ter. E a gente observa muito isso nas crianças. o comportamento dela fica diferente e ela está no campo do medo. Então, ela começa a conversar, a falar alto ou dizer que tá vendo, né, inclusive esse amigo imaginário ou uma pessoa. E o tom dessa conversa é do medo. O ambiente é tenso e o medo está presente. Então, quando o medo está presente, aí a gente tem que preocupar, porque a gente tem que cuidar desse medo da criança, porque isso é real e ela está sentindo um medo verdadeiro e a gente precisa cuidar então desse medo. Acho que tem até uma questão, se a gente for parar para pensar que muitas vezes a angústia tá tão grande em relação a a algumas coisas que podem estar acontecendo, alguns tipos de violência inclusive que isso se externaliza, né? Não dá para conter dentro de si. Então se manifesta de outras formas essa questão dos amigos imaginários que podem ser esses elementos de medo também. Olha, então acho que a gente fica atento a qual tipo de conteúdo que essa criança tá produzindo nessa nesse diálogo sozinha. Muito interessante essa conversa, né? Porque a gente eh falando de pessoas que conversam sozinhas, que falam sozinhas, mas a gente precisa lembrar que isso existe lá da infância, né, desde pequenininhos. E e precisamos entender as diferenças, né, desse monólogo, né, de tá falando sozinho. Agora, tem gente que fala sozinho de maneira agressiva, maneira julgadora, né? Então isso também pode ser um sinal de que algo não tá certo. Eu estudando pra gente poder eh executar esse programa de hoje, eu achei interessante essa essa pontuação que eu encontrei num artigo eh que pessoas elas falam, tem algumas pessoas, né, que já foram diagnosticadas, né, em tratamento e tal e e que elas falam consigo de forma agressiva, né? E eu não imaginava isso. Eu até me olhei assim e falei: "Nossa, eu quero levar isso pro programa e perguntar o porquê, né? O que que acontece, Josiane?" Porque assim, o a minha forma de falar comigo é me incentivando, sabe? Eu faço um autoincentivo. Eu preciso levantar hoje, gente. Fala sério, eu sou ser humano. Tava frio demais quando acordei, né? Eu acordei 5:40 da manhã. E para eu levantar da cama, vou te falar. Não tinha ninguém para falar no meu ouvido. Levanta, Rúbia. Vamos, Rúbia. Não, eu mesmo falo. Vamos, garota. levanta, né, e tal. Mas daí quando eu levantei, toma banho quentinho, ai que delícia, que banho quentinho, né? Agora sim, vamos embora e tal. E veio falando comigo, mas uma forma de incentivo, né? Agora, essas pessoas existe mesmo assim, você já você tem relatos de pessoas que que falam sozinhos de forma agressiva, de forma julgadora, que se eh eh eh acaba sendo até uma uma autopunição. Isso tem isso mesmo, sim. E e é importante colocar o seguinte, que há pessoas que externalizam isso, uma agressividade contra si mesmo, palavras negativas, palavras depreciativas. Por exemplo, assim, eu não sou bonita, eu sou feia, eu não sirvo para nada, eu não consigo nada na minha vida mesmo, eu não sei porque eu tô aqui nessa terra e vai colocando todo esse peso para ela. Mas tem pessoas que não externalizam, elas sentem isso, elas pensam isso sobre elas mesmas. Quando chega num trabalho terapêutico, que é uma hora de colocar para fora, daí a gente descobre que isso tá dentro. Mas tem gente que isso já extrapolou, né, como o Leonardo falou. E essa angústia, né, tão grande, a pessoa começa a falar em voz alta, então ela começa eh ouvir a própria voz, ela se autojulando. Mas por quê? Porque na linha do amadurecimento dela pessoal, ela tem algo que faz ela se sentir assim e ela pensar eh isso sobre ela mesma. Alguma coisa aconteceu, pode ser algum trauma. O jeito que ela foi criada lá na infância de muita palavra negativa, de não ter incentivos. Então tudo isso compõe esse cenário de no desenvolvimento maturacional ela ter elementos que faz com que ela se sinta dessa forma. E daí a gente precisa ajudar essa pessoa a avançar no desenvolvimento dela para ela encontrar, né, com o verdadeiro eu, com as qualidades, com a força interna, com a potência, com a essência dela, com a agressividade saudável, porque nós temos uma agressividade saudável que nos põe na vida com a dignidade dela, com a identidade, com a individualidade. Nós temos que fazer todo um trabalho com essa pessoa para ela ter esse encontro com ela e a gente trabalhar lá o trauma, o ambiente familiar e poder trazer pro agora numa nova configuração, ela poder sentir novas coisas com relação a ela mesma. Então, é possível a pessoa falar sobre ela ou até pensar isso sobre ela. É muito comum. Aliás, há muitas pessoas que têm um pensamento muito negativo consigo mesmas, externando ou não. E isso é um trabalho terapêutico. Quem se sente assim não é para se sentir assim. Tem que procurar um trabalho terapêutico para te ajudar a ter esse encontro positivo, né, maturacional e forte e potente consigo mesmo. Uau! E esse negócio que você disse é interessante porque assim, a gente tá falando de falar, falar, né? Estamos falando de das pessoas que falam sozinhas, né? Mas também tem a pessoa que pensa que é a mesma situação, né? Você só não colocou para fora. É isso, Leonardo. Isso, né? Muitas vezes é assim como aquele ponto da criança, né? Sem angústias tão grandes que a pessoa acaba colocando do lado de fora. Sim. Né? essa interação e essa comunicação eh que que as pessoas acabam tendo consigo mesmas, muitas vezes são formas de simular algum entendimento de tipo de relação. Por exemplo, relações muito agressivas na infância, nesse período da adolescência acabam colocando pro sujeito forma de interação de si mesmo, inclusive, né? Então, como a Joseane falou, essa situação de dessa fala agressiva consigo, provavelmente uma reprodução de comportamentos que que houveram nesse período de crescimento. Não necessariamente, mas tem muitas chances isso acontecer. Olha só, gente. E você de casa fala sozinho, né? O que que você fala para você? E e esse esse jeito de de conversar com a gente eh impulsionando, né? dando aí o impulso da forma que eu falo sozinha, que eu contei para vocês. Isso é algo assim que traz mesmo realmente na avaliação de vocês uma sensação de bem-estar, uma sensação de impulsionamento ou isso é só coisa da cabeça da gente? Rúbia, quando a gente abre os olhos de manhã, né, e sabe que a gente tem um dia para enfrentar, a gente precisa ter recurso pra gente conseguir levantar da cama. em pé e falar: "Eu vou viver esse dia, vou lidar com tudo que eu tenho que lidar e eu tenho que encontrar as minhas forças internas, porque todos nós sabemos que não é fácil passar o dia, né? Não é fácil a gente sair da cama. É verdade. Talvez num dia de frio, em todos os sentidos, né, de enfrentar o frio e emocionalmente. Então, cada um vai ter o seu recurso interno de encontrar suas forças e falar: "Bom, eu tô na vida e vamos seguir." Tem gente que precisa de um tempo de manhã para ter essa introspecção. Tem gente que já vai falar consigo mesmo, vamos lá. e já vai colocar assim nesse movimento. Então, cada um tem que encontrar o seu recurso. E no caso que você fala de falar para se incentivar, se isso ajuda, é um recurso. Se isso põe na vida de forma assim ativa, eh, de forma dessa agressividade boa e saudável, então, OK, cada um vai encontrar o seu recurso para conseguir, né, enfrentar o dia, a vida, cada um de nós. Muito bem, Leonardo. essa essa situação de fala, né, ela ajuda em situações de estress, de ansiedade, a gente falar conosco de forma eh, vamos colocar assim, de forma acolhedora. Não sei como que é, se é isso que eu posso dizer, mas tipo assim, você vai se mediando, né, dependendo da situação do seu dia, você calma, pera aí, respira, não é assim, garota? Ou então, olha, presta atenção. Ou então vamos embora, vamos embora, vamos, vamos, vamos. Sabe assim? Eh, isso, né? Eh, melhora nessas questões de de ansiedade, de dia a dia, de tomada de decisões. Sim, tem um teórico William James, que ele fala uma frase que eu acho bastante interessante, que diz que um problema bem definido é um problema já meio resolvido. Uhum. Né? Então essa organização que a gente tem de conseguir falar com a gente é uma forma de regulação de entendimento. Inclusive, sim, algumas vezes só no nosso na nossa psiquê, no interno, a gente começa a olhar para as coisas, mas não necessariamente tá claro tudo que precisa ser feito. E a forma de verbalizar eh é uma forma de conseguir organizar tudo isso e até entender, olha, eu tô bem, tá, vou acordar, preciso fazer isso. Então você vai começando a delimitar algumas coisas para você e deixando um pouco mais claro do que você precisa fazer, né? E além disso, tem momentos onde você precisa desse espaço de acolhimento, só que ele não tá tão fácil assim. Você conseguir verbalizar isso para si também é uma forma de você conseguir ter esse espaço, ter esse momento, eh, de você conseguir se permitir estar bem, de você conseguir se permitir as condições que você tá, né? Então, todo esse processo de falar sozinho, eh, de certa forma é positivo. Uhum. Né? Se a gente for parar para pensar e tem até uma técnica da da psicologia comportamental que tem essa questão do verbalizar, né? Dessa autorregulação, dessa autoinstrução. Uhum. Então, até que você consiga de fato ter clareza daquilo que você tá executando, daquilo que você tá organizando e que você vai fazer, então você tem esse processo, né? até o momento onde isso acaba não sendo tão necessário de verbalizar e você conseguir executar de maneira tranquila. Isso com auxílio de um profissional também. E aproveitando a sua fala eh pra questão de memória, que foi algo que você falou, né? Se a gente, por exemplo, pega uma chave e fala assim: "Eu vou colocar essa chave aqui", a gente tem mais chance de lembrar que a gente deixou aquela chave ali. É verdade. Verbalizou. É verdade, né? Por exemplo, por exemplo, assim, ó. Ó, você desligou o fogão, você desligou o ferro, tá tudo certo, a chave tá aqui, fica em paz. OK. OK. Aí você vai, ah, o portão também está fechado. Aí você vai embora, ó, tá tudo certo. E quando você, quando, eu, no meu caso, se eu não falo isso, eu fico na dúvida. Gente, será que eu fechei o portão? Gente, o ferro, será que eu desliguei? Mas se eu falo ferro desligado, gás desligado, portão fechado, vai, garota. Pois é. É porque se a gente vai fazendo as coisas, né, e nem vai reparando onde a gente vai deixando a chave e tudo e tal, na hora que a gente sai de casa, fala: "Meu Deus, será que ficou tudo em ordem?" A gente às vezes volta para checar, né? E aí a gente tem que se concentrar, não tô colocando aqui, tá? Tá. E a gente, isso é uma condição do cérebro, né? E falar ajuda nisso. Quem tá com dificuldade de memória pode fazer esse exercício, falar ajuda, porque você consegue lembrar. mais facilmente depois a gente acaba reforçando, né, a situação, né, o que você fez ali. E aí eu acho que a dúvida ela não vem tão assim eh exacerbada como se você não não quando eh acontece quando você não reforça na fala, né? Eu é é o nosso cérebro é uma coisa assim magnífica. Quanto mais eu vou eh entrevistando profissionais, mais a gente vai aprendendo e mais eu vou me surpreendendo, né, de de uma forma assim impressionante como funciona a nossa cabecinha. Exatamente. E quando a dúvida ela é muito grande e que ela vai est ancorada ali no medo, né, voltando a falar do medo, a pessoa fica voltando várias vezes em casa. Ela volta, checa tudo, sai, checa de novo, sai. Tem gente que demora assim uma hora para sair de casa. eentrando e saindo porque a dúvida ficou maior, porque tem o medo que tá muito grande. Então há um sofrimento aí que nesse caso a pessoa não está conseguindo, né, encontrar esse lugar de tranquilidade, né, para conseguir sair em paz. E a fala muitas vezes pode ajudar, né? Então, e ela, a fala ela pode ajudar, mas às vezes, olha só o que acontece, a pessoa tem até medo da própria fala. Uau! Se ela falar, né, eu estou desligando, ela começa a ter medo daquela fala dela. Essa é uma outra questão também, né? Vamos supor, tô saindo de casa, eu nem prestei atenção em nada, deixei lá tudo em ordem, mas fiquei com dúvida, volto. É, ferro tá desligado, fogão desligado, torneira fechada, né? Tá tudo certinho. Botijão de gás desligado. Eu saio. Ai, mas acho que não tá tão certo. Eu volto de novo. Aí se eu falo: "Tô desligando o botijão, a minha própria voz pode gerar medo em mim. Por que que eu tô falando? Se eu tô falando, será que eu tô ficando louca?" Aí tem toda uma um sofrimento ali até ter uma organização suficiente. E acaba acontecendo, infelizmente, da pessoa nem conseguir sair de casa. E tem gente que até já desistiu de sair por conta disso, porque não consegue fazer todo esse movimento, né, de segurança para conseguir sair. A pessoa desistiu e ela acaba só ficando em casa. Essa é uma questão real e muitas pessoas passam por isso também. Esse é um grande ponto também. Nossa, qual que é a sua avaliação sobre essa esse posicionamento, Leonardo? Impressionante, né? De fato, acho que essa questão do medo, né, quando a gente estabelece esse entendimento do que que eu tô sentindo, até até porque também esse ponto de entender o que está sentindo já é algo complexo, conseguir nomear os próprios sentimentos. Eh, toda essa questão do medo, eu acho que nesse processo do falar sozinho, é algo que leva um tempo para você perceber. De certa forma, é importante ter esse entendimento do que tá acontecendo e esse auxílio de profissionais, de pessoas próximas. Uhum. Né? Porque algumas vezes esse medo ele surge, essa fala surge, eu não entendo da onde tá vindo esse receio e pode ser o receio de fato da própria voz, do que ela te lembra, né? de o que ela se remete. A forma de você falar com você pode ser remeta também a formas que falaram com você. Acho que como a gente já colocou um pouco, né, desse repertório de de diálogo que houve no passado e foi agressivo e como você começa a repetir para si mesmo, né? Acho que tem um ponto, talvez, que seja interessante da gente pensar nessa questão do falar e do pensar, porque apesar de ser numa área do cérebro próxima, né, são execuções e funcionamentos de execução diferentes, porque é o você ver imagem e você eh meio que processar verbalizações, processar o a fala, né? Então você vai complementando coisas. né? Então acho que a gente ter esse momento, como a Jose falou, sobre você ver a situação, você falar sobre a situação, você começa a gerar maior entendimento sobre ela. Então, acho que tem esses movimentos importantes e a gente sempre tentar perceber eh o que tá acontecendo comigo. Essa fala tá vindo no sentido de auxílio, ela é eventual, ela tá constante? Qual que é essa periodicidade? Quando que ela acontece? Porque pode ser depois de alguma situação específica. Hum. Passei por um momento estressante e aí eu começo a falar comigo. Ou passei por um momento assustador, comecei a falar comigo. Ou começo a me sentir medo e começo a falar. Então, como que vem? Qual o período que vem? Mais ou menos esse entendimento. Acho que é uma das maiores importâncias de a gente conseguir fazer essa diferenciação. É positivo ou não? É perfeito. Muito bom. 8:44. Produção, avisando aqui que nós temos algumas perguntas e também depoimentos, né, dos nossos telespectadores. Vamos lá, então. Pode colocar pra gente, vamos conversar com você que tá em casa, pode mandar aí eh o seu depoimento, a sua fala, né? Nós queremos te ouvir nesta manhã de segunda-feira. A Carla Mendes do Santa Genebra. O ambiente influencia esse hábito? Por exemplo, morar sozinho pode aumentar a frequência de falar consigo mesmo? Hum. Hum. Então, e aí, Leonardo, o ambiente influencia de certa forma? Sim. Aham. Né? Quando a gente fala de esse esse morar sozinho, às vezes não tem nenhum animalzinho também, porque às vezes a gente fala sozinho, mas a gente fala projetando a ideia de comunicação para esse animalzinho. Aham. Né? Então, a gente tá falando com ele e tecnicamente ele nos responde. É isso, né? Mas assim, quanto mais sozinho você tá, eh, tem uma tendência essa busca de de interação com outro ser humano, essa busca de comunicação. Uhum. Né? Então, a gente acaba falando sozinho. Então, às vezes a gente nem percebe que isso tá acontecendo. Então, de fato, esse ambiente influencia ambiente com muitas pessoas nas quais a comunicação não se estabelece de maneira clara ou muitas vezes nem consegue ser estabelecida, também contribui para você começar a falar sozinho, né? Então, de certa forma, esse ambiente tem uma parte significativa em relação a isso. É interessante, né? Eu falo com meus cachorros, mas eu não acho que eu tô falando sozinha. Eu chego conversando e eles respondem e a gente bate maior papo. É isso, galera. Vamos lá. 8:45. Mais perguntas pra gente, por favor. Vamos lá ver quem tá conosco. Eh, Carolina Nogueira do Taquaral. Pessoas introvertidas tendem a falar mais sozinhas do que as extrovertidas ou não existe essa relação? Vamos lá, Jos. Olha, eu não vejo nenhuma relação com relação a perfil de pessoas introvertidas e extrovertidas, o que eh pode dar impressão que a extrovertida, ao falar ela possa demonstrar com mais clareza, né, que ela está falando sozinha. E a pessoa mais introvertida, ela pode falar assim, ó. Uhum. Ah, e daí dá uma impressão, né, que a extrovertida fala mais, mas aquele que é mais introvertido pode estar falando ali num sussurrinho, mas é um falar aqui. Então, eu penso que isso tem a ver mais com o mundo interno de cada um e como cada um tá tendo recurso, mesmo que seja de defesa, porque a gente pode considerar eh pensando nesse caminho também, que esse falar é uma defesa, né, contra as angústias. Enquanto eu falo, eu me acalmo um pouco. Então, vai de cada mundo interno, de cada estratégia de defesa que cada um vai desenvolvendo e o perfil de cada um de expressar isso, né? Olha só que interessante, né? Você já eh percebeu alguém falando sozinho, né? Quando você tá na rua? Bom, na rua nem vou dizer porque ultimamente a gente nem sabe se as pessoas estão falando sozinho, se elas estão no fone, se estão falando com alguém. Tá meio difícil de entender essa situação, né? Não, não é. Quando começou o celular, eu lembro que eu me assustava que a pessoa andava com o celular falando na rua hoje. Como que como que é a cultura, né? Agora a pessoa fala, nem tá com o celular na mão, você fala tá falando com alguém, tá no fone ali, né? Exatamente. É meio difícil a gente entender pra questão social. Eh, eh, Leonardo, esse negócio de de celular, de fone, esse fone que não precisa mais de fio, porque se você tá com fone com fio, a gente percebe, então você fala: "Ah, tá no fone, agora o fone já daqui a pouco vai ser só um carocinho de feijãozinho assim que você coloca lá dentro, ninguém vai ver nada". Isso acaba confundindo também a questão, né? Na questão social aí de você passa e vê uma pessoa fala: "Ô, louco, tá falando sozinha nessa altura, né? Ou tá rindo, enfim, ou tá brava, né? essa questão e de tecnologia, essa questão social também dá uma confundida, né? Pode ser até uma proteção, né? A pessoa ela tem esse costume de falar sozinha, às vezes quer falar sozinha e o fone justifica. Ah, muito bem. Então, às vezes a pessoa não, outras pessoas não interagem com ela porque supostamente tá de fone. Ah, sim, né? E e ela tem esse movimento. Eu tô querendo, sei lá, lembrar, fazer uma uma apresentação pra faculdade ou para alguma coisa nesse sentido e eu tô andando na rua ou correndo. Sim. De certa forma esse fone justifica. Então também são estratégias. Ol para falar sozinho. Para falar sozinho. Muito bom. Vamos lá. 8:48. O que que nós temos mais de pergunta aí? Pode colocar pra gente. Produção, tem depoimento? Eh, vamos lá. Ó lá aí. Olha aí, ó. Tá vendo? Ó, a Renata Souza do Jardim Chapadão. Quando estudo, costumo ler flashcards em voz alta e imaginar que estou ensinando alguém. Esse hábito de falar sozinho realmente ajuda na fixação do conteúdo? É o que a gente tá conversando aqui, Renata. Ajuda bastante, né, Leonardo e Jos? Né? Essa questão de de você verbalizar, de você ver. Então, assim, afeta. São duas formas de processamento de informação, né? Então, de fato, isso contribui bastante, inclusive de você simular possíveis interações. Uhum. Tanto que tem aquela máxima de quando você ensina alguém, você aprende junto com a pessoa, mesmo sendo conteúdo seu. Sim. Olha aí que interessante. Muito bom. Muito bom. Isso é muito bom. Quando a gente dá aula, quando a gente faz algum curso, né? É muito gratificante porque a gente sai abastecido, né? Do que a gente pôde conversar, interagir. É muito bom. Maravilha. Que legal. E falar sozinho de frente ao espelho, né? Isso eh tem é igual falar sozinho ou tem algo a mais aí? Que que vocês me dizem? Tem um a mais de certa forma porque você tá vendo outra pessoa, né? Então é como se você tentasse simular um diálogo ali, né? ou você tentar se projetar uma coisa que você quer ouvir. Então tem uma diferença de você simplesmente falar pro ambiente, de você falar com uma, tecnicamente uma outra pessoa, que seria mais ou menos aquela ideia mais ou menos, tá? como falar com o animalzinho, como falar com um bichinho de pelúcia para treinamento. Então assim, tem algumas funções e tem algumas técnicas da psicologia inclusive que tem isso, né, de você falar com o seu reflexo no espelho, falar com algum simulado de de ser ali para conseguir gerar essa interação. Uau! Olha isso. Tem falado no espelho. Eu também falo no espelho, mas aqui eu vou treinar, né, gente? a o meu propósito de falar com o espelho é treinar. Eu chego pro espelho, olá, bom dia e aí tô treinando, tô falando com espelho, né? Para quê? Para fixar na minha mente, né? O o meu eh a minha rotina de todos os dias. E aí quando eu pego um tema difícil, eu vou lá e começo a conversar comigo, olhar no espelho e falo e vou repetindo. E isso para mim ajuda na fixação, né? Então é bem interessante, só que a gente precisa tomar cuidado para não sair falando o tempo todo sozinho aí, porque senão n problema em qualquer espelho, né, que a gente exatamente em qualquer espelho, né? Olá, tudo bem, espelho, né? Eu tô aqui, ó, falando com você, mas para mim, no meu caso, eu acredito que as pessoas que trabalham com comunicação, a gente eh eh fala muito, né? Então vai chegar um momento assim que você precisa est falando sozinho, entre aspas, porque você tá memorizando aquilo. Então é pras pessoas que estudam e tal, é meio que natural. Agora, como a Jose muito bem explicou e o Leonardo também, a gente precisa ficar atento, principalmente com as crianças, né? eh nessa idade de brincar e e de conversar com os brinquedos, com o amiguinho imaginário, fica atento nos pontos específicos que mostram já um um sinal de alerta para que você procure eh um profissional da saúde mental para poder orientar, para poder te explicar o que que tá acontecendo e de repente se precisar de um tratamento também para que isso possa eh ser feito o quanto antes possível, porque eh quanto mais cedo o tratamento melhor é o desenvolvimento daí dessa criança, né, Jos? Isso, exatamente. E se atentar também a questão do ambiente, porque o profissional que trabalha com a questão do ambiente vai envolver esses pais para eh observar como que está esse ambiente. Isso é muito importante no trabalho com criança, né? Porque às vezes os pais observam e levam a criança na ideia, veja o que tá acontecendo com a minha criança, mas geralmente o que acontece é que o terapeuta vai chamar esses pais e vai ver como que tá esse ambiente, né? Porque o ambiente que a criança recebe tem muito a ver com os pais. Então, muito do trabalho com criança é desse trabalho com os pais, deles se localizarem com eles mesmos, deles trabalharem melhor o relacionamento deles, o posicionamento deles dentro de casa, a postura deles, o modelo deles, né, o que eles falam, o que eles fazem, se tá combinando, tudo isso. A criança capta demais. A criança ela é capaz de absorver coisas que estão até assim muito sutis. Ah, então num trabalho com criança, você vá muito disposto também a se abrir e falar: "Eu quero também rever se tem algo que eu tô fazendo errado, que tá prejudicando minha criança. Eu quero rever." Porque quando o adulto se alinha, gente, é muito rápido o alinhamento da criança. Então, o trabalho com a criança, ele passa pelo adulto, pelos pais e por quem cuida, né? Olha só, né? Vocês são maravilhosos. Eu adoro conversar com vocês, gente. São profissionais. A nossa produção tá de parabéns, sabe? Super, porque assim, eu dependo dos dos profissionais pra gente poder desenrolar o programa. E aí eu estudo um pouquinho, aí chego aqui, a gente joga um assunto e sabe, vocês assim desenrolam com tanta maestria, nos explicam, nos ensinam, isso é maravilhoso, isso é bom demais. Eu adoro isso e com certeza o pessoal de casa também, porque a gente aprende todos os dias. Agora 8:54, dá tempo para mais duas perguntas e aí a gente vai já vai paraas considerações finais, né? A gente agradece você que tá aí do outro lado. Obrigada, viu, pela sua audiência, pela sua companhia. Lembrando que esse programa já está no YouTube, então você pode repassar aí pro pessoal de casa, pros seus amigos, tá? E pode ver novamente pra gente poder ir fixando no cérebro aí essa questão de se atentar quando a gente fala sozinho. Tem mais pergunta, produção? Se tem, pode colocar pra gente, por favor. Obrigada. O Bruno Leite do Guanabara. Pessoas que falam sozinha tendem a expressar melhor com os outros ou não há uma relação com habilidades sociais? Boa pergunta, Bruno. Vamos lá, Leonardo. Eu falo sozinha, então aí eu posso eu eu consigo na hora de de falar com outra pessoa expressar mais assim a a melhor, tem uma expressão melhor. Qual que é a sua avaliação? Aí responde, por favor, o Bruno, de certa forma, eh, é uma técnica, né? Você acaba desenvolvendo técnicas de comunicação quando você pratica comunicação. Esse falar no espelho, eh, essa simulação de interação com outras pessoas, de certa forma contribui porque você vai construindo o repertório. Sim, né? Então, formas de falar, formas de gesticular, coisas nesse sentido também são positivas. Se a gente for parar para pensar, muitas vezes quando a gente deixa a ideia só na nossa cabeça, parece que vai acontecer de um jeito X. Agora, quando a gente coloca essa ideia no mundo, quando a gente verbaliza ela, quando a gente se comporta, ela age de forma diferente. Então, de fato, é um treinamento pode ser bastante interessante dentre outros, mas esse é bastante interessante. Muito bom. Valeu, Bruno. Obrigada aí pela sua participação. O Bruno é do Guanabara, tá com a gente aqui na TV Câmara Campinas, no nosso estúdio Câmara. Para fechar a última de hoje, produção, vamos lá. Falar sozinho ou pensar alto, hein? É. E aí, você fala sozinho, você pensa alto. O Douglas Henrique de Barão Geraldo. Crianças que narram o que estão fazendo enquanto brincam, estão desenvolvendo habilidades cognitivas. É, a gente falou muito de criança aqui hoje, né? E que legal, Douglas, que você tá em conexão com a gente. E a Josiane vai responder para você essa pergunta. Pode ser, Jos. Isso, Douglas, né? É, é até uma oportunidade para eu falar aqui, por exemplo, os bebês, olha que interessante, os bebês, né? Eles começam tá tá má, você vê, eles estão falando eh nessa fala deles, né, eles estão desenvolvendo várias habilidades do cérebro e aí vai evoluindo, vai evoluindo pra brincadeira, vai conversando com o brinquedo. Então isso é muito saudável, é muito natural, né? tá desenvolvendo aspectos cognitivos, tá desenvolvendo aspectos emocionais, físicos, musculatura, tudo isso tá desenvolvendo, né? É um conjunto de coisas, né, Leonardo, que a criança vai desenvolvendo, né? A gente só fica atenta se a conversa dela está num teor que possa est gerando angústia ou tá demonstrando que alguma angústia, né? Uhum. Muito bem. Se me permite um ponto também que eu acho que é importante, além da questão da criança, a gente prestar atenção nos nossos idosos. Hum. Verdade, né? A gente tem esse ponto que é bastante significativo, porque a gente começa a ter esse comportamento de falar sozinho, de fato é natural. Uhum. Só que o idoso, dependendo de certo momento, por alguma questão neurológica, por uma questão de saúde, ele pode vir a falar sozinho, falas desconexas, questão de sentimento de abandono, questão de solidão. Então, como que essa fala tá se dando? qual o teor dela, qual o conteúdo, frequência, né? Então acho que é um ponto importante pra gente prestar atenção dos nossos idosos também. Muito boação, né Jos? Muito muito bem lembrado, né? Muito bem lembrado. Você muito bom. Muito bom gente. Vamos lá, então. Deixa eu ver que horas são. 8:58. Dá tempo ou a gente já vai paraas considerações finais? Produção, me avisa aí, por favor. Oi. Tá bom, então. Obrigada, né? agradecendo você de casa, a gente já vai paraas considerações finais, então eu quero agradecer muito a sua participação, Léo, Leonardo, né, o Léo já duas vezes aqui no programa, a gente fica muito feliz. Estúdio Câmara daqui a pouco já completando um ano nesse formato, né, e vocês participando aí desse nosso desenvolvimento. Você participou via Zoom e agora presencialmente. Então, muito obrigada pela sua contribuição, pela sua participação e pela sua parceria com a gente aqui. Leonardo, obrigada, viu? Eu que agradeço. Muito obrigado. Muito obrigado a vocês de casa também por estar nos ouvindo e por est participando desse conteúdo tão interessante, tão importante pra gente poder refletir a respeito. Maravilha. E você também, nossa parceira, né? já veio uma vez, agora tá retornando, a gente agradece e como sempre trazendo eh eh uma análise, uma visão interessante, importante, referente a esses temas que a gente coloca aqui no programa, que são temas de comportamento e hoje a gente falando das pessoas que falam sozinhas, né? Então, obrigada, Jose pela sua contribuição. Eu que agradeço. Muito obrigada. Será que eu posso dizer de uma jornada que eu vou fazer em americana? É um evento, Ruba, que eu estou organizando em Americana pro dia 23 de agosto. Profissionais que querem se aprimorar, entender mais sobre psicologia, psicanálise, vai ser das 8 às 5 lá em Americana. Pode entrar no meu Instagram que tem lá o link para fazer as inscrições. Agradeço a oportunidade de poder também contar isso para vocês aqui. Legal. Maravilha. A gente agradece a participação de vocês, pessoal de casa que sempre participa, né? E na segunda-feira, bem importante, um tema bem interessante, leve, mas, né, com aí uma atenção especial. Conversar consigo mesmo pode ser um passo, né, para se entender melhor, mas também precisa ter uma atenção de que momento você precisa buscar uma ajuda profissional. Tá bom? A gente agradece você que esteve conosco. Quero convidar eh você para continuar ligadinha aqui na TV Câmara Campinas, porque daqui a pouquinho, direto da Central IA, vem a Íria, a nossa inteligência artificial aqui da TV Câmara Campinas. Ela traz informações atualizadas com destaques para notícias locais, nacionais, internacionais e também notícias do nosso legislativo. E não perca o Câmara Notícia hoje ao meio-dia, hoje com Mirnabu, trazendo Mirnabu, aliás, trazendo tudo que acontece no legislativo e também aqui na nossa cidade de Campinas. E amanhã, gente, amanhã terça-feira, nós temos Estúdio Câmara, amanhã a gente debate critérios jurídicos e o peso, né? do melhor interesse da criança, atenção, em disputas familiares, como a gente vai se basear e vai falar sobre o caso do Léo, o filho da cantora Marília Mendonça, então a gente vai falar sobre alienação parental e quando os avós ou parentes próximos podem assumir o papel do responsável legal, mesmo com o pai presente, né? Então, amanhã a gente fala sobre essa essa situação que está acontecendo e a gente traz eh profissionais eh ligados à saúde mental para falar sobre o que acontece, porque o que a gente vê é uma coisa, né? Mas aí a gente esquece às vezes que tem ali uma criança, que tem ali uma outra pessoa que é a cuidadora, que tem um pai. E todas essas pessoas elas têm sentimento, né? elas sentem elas e de repente estão passando por algumas situações, elas também demonstram algumas situações e que só profissionais de saúde mental eles podem detectar eh eh essa essa demonstração, né, e mostrar aí qual o melhor caminho a seguir. Então, se isso tá acontecendo com você ou acontece com alguém próximo ou você quer aprender um pouquinho mais, né, sobre saúde mental, fica com a gente. Amanhã, a partir das 8 da manhã nós estaremos aqui é ao vivo estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas, combinado? Então a gente agradece mais uma vez a você de casa, a vocês nossos convidados. A gente tá entregando agora 9:2. Valeu produção. Valeu, turma. que a nossa semana seja linda, maravilhosa e que a gente consiga, né, mesmo falando sozinho aí aos poucos, que você consiga eh estar bem, fale com você de uma forma que te deixe para cima, que te anime, porque você merece aquele impulsionamento. De repente é você com você mesmo. Então, vamos simbora. Beijo grande, fique bem e até amanhã, se Deus quiser. Boa semana. Valeu. Tchau. Tchau. [Música]