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Olá, [Música] bom dia. Estúdio Câmara para você aqui pela TV Câmara Campinas, trazendo informação e reflexão nas suas manhãs. Hoje é quinta-feira, dia 21 de agosto, vamos falar sobre estress. É, o estress faz parte da vida moderna, né? Mas até que ponto ele é tolerável? Hoje a gente aprende como identificar os sinais de estress excessivo e que medidas práticas podem ser adotadas no dia a dia para aliviar a tensão. É possível viver com mais leveza? Ai ai ai. Vamos tentar entender tudo isso. Então você participe com a gente. Já vamos convidando você para participar. O WhatsApp tá na tela. 1997829377. Manda sua mensagem. Você tá estressado, acordou estressado, vai dormir estressado, passa o dia estressado. Então você sabia que tem tipos de estress e tem como a gente controlar esse tal desse estress que nos acompanha todos os dias? Olha, nós estamos aqui com duas psicólogas e daqui a pouquinho elas vão conversar com a gente. Enquanto isso, você vai mandando mensagem, vou atualizando notícias e já já a gente entra a no nosso tema central, combinado? Vamos com informações. Shopping de Campinas terá vacinação contra a influenza e vacinas de rotina neste final de semana, tá gente? Preste muita atenção. É importante eh atualizar a carteira de vacinação. E o Shopping Parque das Bandeiras aqui em Campinas promove sábado mais uma edição de serviços gratuitos de saúde com vacinação contra a influenza e aplicação das vacinas de rotina. Esta ação é realizada em parceria com a Prefeitura de Campinas. que acontece das 10 da manhã até às 6 da tarde no piso L2, tá? E é aberta para toda a população. As vacinas BCG e contra dengue não estarão disponíveis, tá? Além da imunização, o Shopping também recebe toda a programação do agosto dourado, que é o mês dedicado ao incentivo ao aleitamento materno. No piso L3, gestantes, mães e bebês terão acesso a orientações especializadas sobre amamentação. Uma equipe multiprofissional estará disponível para esclarecer dúvidas e oferecer apoio em questões como dor, fissuras, sucção insuficiente, eh baixa produção de leite, desconfortos do bebê e adaptação da mamãe ao retorno do trabalho, tá? O atendimento será gratuito e realizado por ordem de chegada. Que legal esta ação que acontece então neste final de semana no eh Shopping Park das Bandeiras. Mais informação agora do legislativo. A Câmara de Campinas realiza hoje, quinta-feira, dia 21, às 7 da noite, uma audiência pública para debater a situação do Departamento de Proteção e Bem-Eestar Animal aqui de Campinas, o DPBE, e também debater as políticas públicas voltadas à causa animal aqui no município. O encontro será presidido pela vereadora Fernanda Solto. Segundo a parlamentar, o objetivo desta reunião é discutir propostas que contribuam para as melhoras do setor. recentemente, ela realizou uma vistoriana de PBE e encontrou algumas condições que vão ser discutidas hoje na reunião, tá bom? Então, todo mundo tá convidado para participar da audiência pública hoje eh a partir das 19 horas no plenário da Câmara de Campinas. Você já sabe onde fica, né? Na Avenida Engenheiro Roberto Manges 66, no bairro Ponte Preta. Então participe. Se você não conseguir ir até o plenário, pode assistir aqui na TV Câmara Campinas e também no nosso canal do YouTube, eh, na da TV Câmara Campinas. Então você digita lá YouTube, TV Câmara Campinas, você já estará conectado conosco, combinado? Previsão do tempo para hoje, todo mundo ansioso para esse tal de Veranico. Tá chegando, hein? Hoje já tá calor. Final de semana promete. Quero só ver a questão aí eh do pessoal no trânsito, né? Todo mundo descendo para a praia, porque final de semana promete ser muito quente. Hoje, ó, mínima 19, máxima 32. Então, eh, sol hoje entre nuvens, tem algumas pancadinhas de chuva no final da tarde. Ontem caiu alguns pingos lá em casa, eu fiquei olhando, falei: "Uau, chuva, que nada, dava até para contar". Então, hoje vai acontecer a mesma coisa, tá? Então, máxima 32, a mínima 19º. Se já passamos do dos 19, né? Vamos seguindo então o clima quente hoje, lembre-se de hidratação porque o nosso clima continua seco, tá bom? Agora vamos a ao nosso tema do dia aqui do estúdio Câmara, apresentação das nossas convidadas. A gente vai falar de estresse, que é uma resposta natural do corpo, mas quando se torna crônico, gente, pode trazer aí sérios prejuízos à saúde mental e saúde física. Então, hoje a gente vai aprender e entender a melhorar as causas, os sintomas e, principalmente, o que a gente pode fazer para aliviar e prevenir o estress no dia a dia. Então, para essa conversa, a gente recebe duas especialistas em saúde mental. Com a gente está a psicóloga Carolina Bressan, com mais de 20, eh, 22 anos de experiência. Ela é especialista em terapia cognitivo comportamental. Seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pelo convite. Bom dia a todos. Maravilha. Para completar esse time, a gente recebe a psicóloga Letícia Sampaio, mestre pela USP. Ela atua com a psicanálise, com foco em ansiedade, depressão e relações pessoais. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Bom dia. Agradeço o convite. É uma alegria estar com vocês. Bom dia a todos. Alegria é toda nossa, porque a gente quer entender esse negócio de estress, né? Vamos lá. A vida moderna é cheia de dificuldades, prazos, frustrações, exigência. Gente, não é fácil não, viu? Para muitas pessoas, o estress é tão comum que se tornou quase um modo de vida. A gente vive na rotina do stress. Mas aí eu gostaria de perguntar então paraas nossas convidadas, né, como que o stress é identificado, eh quais os tipos de estress que existem. Eu li para para trazer o programa para vocês, fui fazer um estudo, tem o agudo, eh, tem o crônico, né? Então, eu gostaria de saber de vocês eh os tipos de estress. por gentileza, explica pra gente primeiro como que o stress é diagnosticado e o o que que é o stress, é essa vida corrida que a gente vive. Eh, na verdade, o stress ele é, como você trouxe, uma reação do corpo, é uma uma emoção, né? É o nosso corpo, nosso organismo reagindo a uma situação adversa. Então, essa reação, ela é uma reação fisiológica. Então, quando a gente está diante de uma situação ou que a gente não sabe lidar ou que a gente de alguma forma ali identifica como sendo eh preocupante, traz medo, ansiedade, o nosso corpo ele vai se preparar para lidar com essa com essa situação. E como é que é esse preparo? Se a gente pensar nas na, né, no nosso cérebro primitivo, que que acontecia lá atrás no início da civilização? Quando a gente estava diante de uma situação de perigo, uma situação de caça ou uma situação de luta, por exemplo, o nosso corpo ele precisava se preparar para lutar ou para fugir. Então, uma série de de modificações vão acontecendo. Então a gente, nosso coração vai acelerar, a gente vai ter liberação de cortisol e de adrenalina nos no nosso organismo, o nosso coração eh vai a nossa respiração vai ficar mais ofegante. Por quê? Porque a gente precisa se preparar para lutar ou fugir. Uhum. O problema é que hoje a gente não tá mais diante dessa ameaça real apenas. Hoje as ameaças elas passam a ser psicológicas e o nosso cérebro não sabe distinguir se esse perigo que eu tô interpretando, se ele é real. Então eu não tô mais diante de um leão na savana, mas eu tenho preocupações, sim, né? Então, eu tô preocupada com a conta do final do mês, eu tô preocupada com o estudo do meu filho na escola, eu tô preocupada com a entrega que eu preciso fazer no trabalho, eu tô preocupada com as duas horas que eu tô perdendo no trânsito para ir e voltar a trabalhar. Então, uma série de preocupações que vão tomando conta da minha vida e que o meu cérebro identifica como uma ameaça. E cada vez que isso acontece, o meu corpo se prepara para lutar ou para fugir. Nossa, é uma luta e uma fuga constante. E aí eu tenho, né, tensão muscular, aí eu posso ter desconforto gastro intestinal, eu posso ter um bruxismo. É porque eu são reações de fato fisiológicas que acontecem no meu organismo e que se são agudas vão passar. Sim. Então eu tô diante de uma situação eminente de perigo. Eu me preparo, essa situação para, eu volto paraa minha normalidade. Mas e quando eu começo a viver isso recorrentemente por um tempo frequente? Uau! Porque as ameaças são internas e não só mais externas. Poxa vida. Muito bem, Carolina. Obrigada pela explicação, hein? É luta ou é fuga? Você vive lutando e fugindo todos os dias que a gente fala assim: "Ah, tô estressado". Isso a gente ouve todo dia, quase todo momento, né, Letícia? Eh, esse estresse, como é que ele é diagnosticado pela psicologia? A pessoa chega no consultório, tô estressado, vocês fazem uma leitura, o corpo fala, como é? Olha, eu diria que sim, né? Eh, acho que é importante traçar esse limite, né? Eh, então, realmente é isso, né? O estresse ele é uma constante na nossa vida, inclusive atualmente, né? que a gente tem muitas possibilidades, mas também tem muitas demandas, né? Então, acho que vem um pouco disso, né, da gente sentir que tem que dar conta de tudo, tem muita coisa para administrar, né? Então, eh, eu acho que parte um pouco de entender esse limite. Então, quando a pessoa ela chega procurando um atendimento psicológico, né, e falando muito desse stress, eu acho que a gente parte um pouco disso de ver como é que é esse limite, se esse limite tá sendo passado, né? Então, se deixa de ser um cansaço que passa depois que a gente descansa, né, ou se ele acaba virando uma outra coisa. E aí tem sinais também pra gente fazer esse diagnóstico, né? Então, realmente isso, né, de transtornos do sono, eh, insônia, eh mudanças de comportamento, então aquela irritação, né, eh, dificuldade de concentração, dificuldade de focar em coisas simples, né, enfim, acaba tendo isso, acaba escoando pra vida pessoal de uma maneira que aí só o descanso não é necessário, né? Esses são os principais sinais, né, para olhar para si, para se cuidar, né, e ter esse tempo também de descomprimir de tudo isso e começar a encontrar uma via para equilibrar as coisas, né? Então, na verdade, a gente precisa parar, né? A gente precisa parar. Se percebeu que a gente não para, eh, levanta, trabalha, eh, eh, trabalha, trabalha, trabalha, cuida de casa, cuida do filho, deita, dorme, levanta, trabalha, trabalha, né? E a gente vive nessa constância e é tudo muito automático porque a gente nem percebe, então faz parte da vida, né? Só que a gente precisa entender que o stress faz sim parte da vida de todo mundo. Mas eu gostaria que vocês explicassem pra gente, Carolina e Letícia, eh, até que ponto o stress ele é considerável normal ou saudável, porque eh lendo alguns artigos, eu vi que tem um estress saudável também, né? Então esse negócio é dá um contraponto aí que a gente tá falando de estress que é realmente uma uma reação de sobrevivência, mas quando essa reação prolonga demais, o corpo entra em estado de alerta, como você explicou pra gente, né? E aí é como se o organismo nunca eh nunca descansasse e isso traz consequências pra saúde. Então, eh o que que é o estress saudável e o que que é esse estress que traz a consequência paraa saúde? Como é que a gente identifica isso? Tá todo mundo estressado mesmo? Olá, Carolina. Quando a gente consegue reagir de uma forma adequada diante de uma situação, né? Então, eh, a gente tá aqui hoje, é algo que não é habitual para nós. Então, isso colocou a gente num estado de estress e ao entrar nesse estado de estress a gente se prepara para tá aqui, certo? E quando isso passar a gente volta ao nosso estado basal, a gente volta a viver a nossa vida normal. Então, sentir essa mobilização emocional, ela nos leva à ação, ela tá traz motivação, né? Então, nesse ponto, a gente fala que o estress ele é saudável. Sim. O problema é quando você trouxe, a gente a gente liga e desliga tantas vezes essa chavinha que chega uma hora que ela não desliga mais. E aí a gente tá vivendo frequentemente nesse momento em alerta, em vigília. E aí a gente começa a ter as consequências disso, tanto no nosso organismo físico quanto nas reações emocionais. Entendi. Né? Porque aí eu vou começar a ter, né? Eu posso ter queda de cabelo, eu posso ter problemas de desconforto, gasto intestinal. Uma das coisas que acontece nessa modificação, nesse estado de alerta do nosso corpo, por exemplo, é ingestão de suco, de suco gástrico, porque a gente precisa acelerar a digestão, que é algo que consome muita energia do corpo. E na hora de lutar ou fugir, a gente precisa dar energia para isso. Ah, muito bem. A gente tensiona os nossos músculos. Uhum. Então a gente vai ter problemas de enxaqueca, bruxismo. Então o nosso corpo ele começa de a sofrer uma sobrecarga por conta dessas situações da gente se colocar constantemente em alerta, né, em vigília e não desliga mais. Poxa, e aí a gente vai ter insônia, tá? Aí a gente a gente vai ter problemas de concentração, a gente vai começar a ter problemas de memória, irritabilidade, isso vai começar a ter um impacto no nosso desempenho acadêmico, profissional, nos nossos relacionamentos, no nosso convívio social. Então, quando a gente percebe que a forma como a gente tá vivendo tá gerando algum tipo de prejuízo ou sofrimento, Uhum. a gente tá falando de strress crônico. Nossa, que coisa, né, Letícia? Eh, gostaria que você completasse eh eh a fala da Carolina. E aí quando a gente fala de estresse crônico, né, eh a gente tem problemas aí pessoais, tem problemas eh no mundo corporativo e como que eh esse estress crônico ele nos afeta principalmente no mundo corporativo, no ambiente de trabalho, no nosso dia a dia. Eh, como que você pode eh trazer pra gente essa e eh o que causa, né, esse estress crônico no dia a dia quando a gente fala de ambiente de trabalho mesmo e de socialização, né? Porque as pessoas estressadas elas são difíceis de conviver, só que daí tá todo mundo estressado, como é que faz? Sim, sim. É, eh, eu acho que é muito por conta desse acúmulo, né? Eh, então, se a gente tem essas situações pontuais, né, que podem ser estressantes, então, por exemplo, um trabalho, né, uma uma reunião importante, uma apresentação, né, ou até mesmo um volume de trabalho maior, né, essas coisas pontualmente, a gente tem estratégias para ir lidando com isso, né? Mas se esse estresse, se esses estímulos vão sendo constantes, né, isso gera um acúmulo e aí que acaba virando esse estress que transborda para outras coisas. né, transborda paraas paraas relações pessoais, aí acaba virando essa essa irritação, né, às vezes uma falta de paciência, né, ou às vezes até esse movimento interno mesmo, né, de de uma autocobrança, uma sensação de não tá dando conta das coisas e aí vai virando uma uma bola de neve, né? Então isso vai aparecendo de outras formas. Então, pode começar no contexto do trabalho e passar paraa nossa vida pessoal, passar para outras atividades, por exemplo, né? Então, acho que vai sendo, vai virando um pouco dessa bola de neve por conta desse acúmulo, né? E aí se a gente consegue ir dando um destino aos poucos, parando para respirar aos poucos, né? Eh, tendo esses espaços de equilíbrio, a tendência é conseguir ir movimentando isso para não deixar gerar esse acúmulo. É um acúmulo que a gente não percebe que está eh acontecendo por conta eh de nós vivermos na no automático, né? No automático. E tem pessoas, o estress ele se manifesta de forma diferente em cada pessoa, né? Como é que a gente consegue identificar? a gente não, vocês, né, que são psicólogas, que têm a leitura corporal eh eh do dos pacientes e como que vocês identificam então eh eh que a pessoa ela está estressada quando ela chega no consultório? Qual que é eh a identificação e e quais são os primeiros passos, né, para você iniciar um um tratamento por conta do stress, Letícia? Eh, eu eu sinto que é um um primeiro momento assim na na terapia, né, é de olhar para você. Então, a gente fala sobre esse esse momento de descomprimir, né, de poder eh ter um um descanso também de tudo isso. Eu acho que a própria terapia também é um movimento nesse sentido, né? Porque é aquele momento que você olha para e vê como você realmente tá se sentindo. Então é possível de identificar também as demandas que estão acontecendo na vida cotidiana, né? E fora essas demandas pontuais externas, né? Eu acho que também a terapia é um momento de entender essas demandas internas. Então, eh parte da condução do psicólogo, né? Vai ser isso, né? de entender assim o que que você também pode est eh pode estar se cobrando, eh pode estar se sobrecarregando além dessas demandas externas, né, que a gente sabe que vem de todos os lugares na vida, mas o como é que a gente lida com isso, né, e como isso é diferente para cada um e como é diferente também a forma como isso aparece nos nossos sintomas, como é diferente a forma também como a gente vai encontrar uma uma vazão para isso, né? Então, fazer coisas que a gente gosta, enfim, eu diria que é mais ou menos esse o movimento de identificar, né, e que começa com isso, né, olhando para para si, parando e olhando para si, que às vezes é uma coisa difícil na rotina. Exatamente. Bem difícil mesmo. E são eh eh esses detalhes, né, que vão fazer a diferença na nossa qualidade de vida. E eu acredito que eh nem sempre o stress ele aparece como uma ansiedade, uma irritação. Me corrija se eu estiver errada, porque muitas vezes os sintomas são físicos também, porque a gente pensa assim: "Ah, uma pessoa estressada, ah, eu tô estressada, tô gritando, tô irritada". Às vezes não, né? Às vezes tem sintomas físicos, dores, problemas de sono, né, Carolina? a gente precisa ter aí um certo autoconhecimento para que a gente identificar o nosso nível de est e como é que a gente consegue fazer isso, porque a Letícia trouxe a questão do consultório, mas para a a o caminho para eu chegar até o consultório, para eu percorrer esse caminho, eu preciso ter um autoconhecimento e aceitar que eu estou em uma condição que agora eu preciso buscar ajuda profissional. E aí, como que eu faço? Porque as pessoas elas pensam, eu também pensava assim que estress é só você tá estressado mesmo. É eh eh botar para fora, né? Que você tá estressado. Então você grita, você fica bravo, você Agora não é só isso, né? Às vezes uma falta de son, uma falta de apetite. Explica pra gente o que que o estress causa e que a gente e pontos que a gente possa entender que a gente tá num nível hard. A manifestação ela é muito particular, né? Então, eh, existem alguns sintomas físicos que são mais comuns, que são mais frequentes. Eh, mas eles também são bem amplos, como você disse, né? Eu não vou, ah, para eu estressado, eu tenho que ter todos, não. Às vezes eu tenho um sintoma que ele é bastante recorrente e que ele começa a trazer prejuízo paraa minha vida. Então, eu começo a ter crises de enxaqueca, por exemplo. Sim. E são crises que às vezes me mobilizam. Eu não consigo trabalhar, eu não consigo estudar. Eu tô falando de um único sintoma, mas a intensidade e frequência com que ele começa a acontecer e o impacto e prejuízo que ele consegue começa a fazer paraa minha vida já é suficiente para me dizer para tem alguma coisa errada com você. Uhum. Então eh eu acho que é sobre isso. É sobre entender o quão automático eu tô vivendo e o como de fato eu tô conseguindo equilibrar a minha vida para ter uma vida saudável. Poxa vida. É, então o que que é uma vida saudável? É isso, meu. Poxa vida. É por conta disso. O que que é uma vida saudável? E no mundo moderno, no mundo de hoje, eh o que nos acarreta ter o estress? Às vezes a gente fica eh em um momento ocioso, coisa rara, mas às vezes acontece, né? Em um momento ocioso, e aí você pega o celular e você começa a rolar a tela. A gente sempre fala aqui no programa sobre essa questão de de celular e essa essa mania que a gente tem de rolar a tela. Às vezes, eh, a gente fica meio estressado olhando o celular. Uhum. É, isso é real mesmo? A, o simples fato de eu estar descansando, entre aspas, que a gente acha que tá, né, e começar a rolar a tela ali, de repente dá uma sensação ruim. Isso é o stress mesmo, na verdade sim. Eh, a Letícia falou muito bem, né? A cada um precisa entender uma válvula de escape, como é que eu vou fazer para extravazar esse stress. E hoje a gente busca formas que trazem uma recompensa imediata. Sempre. Então, eu tô estressada, eu vou comer um doce. Isso. Eu tô estressada, eu vou olhar a rede social. Uhum. Eu o problema é que ali eu não tô encontrando a uma um hábito que seja saudável, que de fato vai trazer eh esse alívio. Ele pode naquele primeiro momento, ele vai liberar a dopamina, a gente vai sentir um bem-estar momentâneo. Mas na verdade eu não descansei minha mente, né? Ela continua ali atuando naquele limite do do da alerta. ela tá ligada, ela consegue pensando, ela pode inclusive tá me levando a outros pensamentos que vão causar outras emoções desagradáveis e negativas, que é a comparação, que é olhar pra vida dos outros, que são outras coisas que a gente faz quando a gente também tá ali na rede social. E muitas vezes eu tô, ao invés de descomprimir, eu tô comprimindo ainda mais. Muito bem explicado essa questão quando a gente acha que tá descansando e não tá, né? Eh, é necessário as pausas, são necessárias, aliás, perdão, as pausas, né, Letícia, para que a gente possa minimizar esse estress diário que a gente vive. E realmente, a gente vive no estress assim, é verdade ou é exagero? Ainda não, eu acredito que eh que são coisas muito particulares também do do nosso mundo atual, né, e que realmente tem isso, né, tem muitos estímulos, tem muita coisa pra gente estar fazendo, o que é bom e é ruim, né? Porque às vezes isso pode gerar esse acúmulo, pode gerar também essa autocobrança de dar conta de tudo, de tá sempre antenado, acompanhar as redes sociais, acompanhar tudo. E eu acho que isso pode ser uma uma grande questão, né? Porque se a gente se coloca também nessa nessa posição de dar conta de tudo, né, de eh fazer várias coisas ao mesmo tempo, isso também é um é como se a gente se colocasse esse stress, né? Isso é uma autocobrança, né? Então eu acho que tem a ver também, né? Pensar no nosso tempo de descanso como esse tempo que tem um sentido. Então, eh às vezes esse descanso que é eh olhar o celular, assistir alguma coisa, né? Isso tem um sentido, você vai est realmente descansando, você vai estar movimentando a sua mente? Às vezes não, às vezes é só mais uma continuação daquele desse dessa luta ou fuga, né? e que e aí o nosso cérebro não não tem um espaço, né, não desliga. Então eu acho que é importante pensar nisso também, né? E qual é a qualidade desse tempo de descanso, a qualidade do tempo que a gente passa com as pessoas próximas, né, de est realmente presente ali, isso realmente descansa muito bem. Eh, quando a gente fala em estress, né, de nós vivermos em um mundo estressado, o tempo todo estressado, poxa vida, você abre o portão, sai de casa, já tem gente estressado, gente. Que que é isso? No trânsito tá todo mundo estressado, né? Aí agora eu entendi o por que as pessoas ficam estressadas no trânsito, porque a luta ou fuga é isso, né, Carolina? Porque gente, como é que pode se ter um lugar que tem gente estressada é no trânsito, por que isso? O que que acontece? como é que você avalia o seu olhar psicológico, né? Eh, eh, poxa vida, você olha assim de longe, você fala: "Gente, olha ali, né? Porque isso? Calma, respira, o sinal tá ali, a gente precisa respeitar, né? Tem as regras, tem as leis e tem também a sua boa conduta, poxa vida". E aí a pessoa, não, tô estressada mesmo e vou que vou. O que que acontece, principalmente no trânsito, trânsito é um lugar onde a gente vê muito estresse. É os estímulos que estão ali, né? eles vão favorecer para desempenhar esses para para liberar esse stress, né, para essa interpretação de que aquele ambiente que a gente tá é um ambiente hostil, digamos assim. Muito bem. O ponto é, tem coisas, né, como a Letícia trouxe, a gente vive num mundo que tem coisas que estão postas, a gente não vai ter controle sobre o trânsito. Uhum. Então, o que que a gente, muitas vezes, a gente precisa começar a pensar, né, diante de uma situação, qual é a interpretação que eu tô dando para essa situação? Quais são os pensamentos que estão vindo à minha cabeça? Porque se eu entrar no carro e já falar que saco, vou pegar trânsito duas horas, vou ficar presa aqui sem perdendo o tempo da minha vida, só tem barbeiro aqui, ainda tô correndo risco de ser assaltado. Se esse monte de pensamento começar a invadir a minha mente, não tem como eu não ficar estressada. Eu tô, né, eu já tô ali fazendo a interpretação de que aquele momento é um momento negativo da minha vida. Hum. Então, eu vou me colocar nessa situação e o meu organismo vai reagir a isso. Se eu entender que é parte do meu dia pegar o carro todos os dias, que eu tô numa jornada e que eu posso usar aquele tempo de uma forma melhor, então eu vou naquele tempo colocar uma música que eu gosto, vou prestar atenção naquela letra, vou ouvir um podcast que vai deixar ali o meu dia mais produtivo, vou fazer exercícios de respiração quando eu perceber que alguém tá lá me buzinando e eu já perceber meu coração acelerando ou quando alguém cortar minha frente. É não mudar o contexto que eu não consigo, mas é aprender a lidar com ele de uma forma diferente. Agora vendo você, gente, vendo vocês falar aqui, parece ser tão fácil, né, Letícia? Que que é isso, né? Você falou e eu vi a cena na minha frente, né? Alguém cortando a sua frente, outro buzinando e tal e você lá ouvindo o podcast. Letícia, explica pra gente como é que a gente tem esse autocontrole. Sim, sim. Ai, e isso é uma coisa também, né? Porque cada um tem as suas válvulas, né? Claro, de uma forma saudável, né? Mas é isso, né? Não dá para falar assim como uma regra. Se eu te disser assim: "Ah, meditação é bom pro estress." É, mas também não é para todo mundo, porque às vezes uma pessoa vai parar lá tentar meditar. Se eu for fazer meditação, vou me estressar. Tá vendo? Olha aí, ó. Sim. É isso, né? Então, não dá para ter isso como uma regra. Então, são as coisas que funcionam para você, né? Tem, claro, tem coisas que são mais eh na maioria dos casos funcionam. Então, e coisas simples como essa, né? Parar para respirar, eh, no caso do trânsito, né? Então é isso, colocar uma música, alguma coisa ali. São coisas que costumam funcionar, né? Em outros contextos também, né? E é isso, podem ser coisas simples. Então assim, ao longo do dia você parar uns 5 minutinhos ali, tomar o seu café, né? Pode não ser nada demais, sim, mas ajuda, né? Ajuda. Você sabe o que que me ajuda às vezes quando eu tô um pouco estressada assim, ã, eh, de repente ir no carro, dar uma respirada e espreguiçar. Olha só, sabe? Espreguiçar. Mas espreguiçar, sabe? Tipo gato. O gato quando levanta ele, né? assegenta fazer isso, gente, mas espreguiça mesmo assim, sabe? Eh, estica todo o corpo, dá aquela respirada, dá aquela alongada e depois volta. É maravilhoso. Ou então é, são dicas pessoais, hein? Olha só, eu aprendi isso dentro de uma clínica, dentro de um consultório de psicólogos, tá bom? Ou então, sabe o que que você faz? Concordo. Vê se você concorda comigo. Você tensiona todo o seu corpo, mas tensiona mesmo. Fica com ele todo tenso, tenta segurar aí uns 40 segundos e depois solta para você ver que delícia que é, né? Claro que você não vai fazer isso no trânsito, né? Mas para o carro, dá uma respirada e a gente precisa aprender. Eh, eu falo isso por quê, gente? Porque nós precisamos aprender maneiras de lidar com estress, né, Letícia e Carolina, porque é algo do nosso cotidiano, é algo que a gente vive todos os dias e se a gente não entender que a gente precisa lidar com isso, aí a gente não consegue produzir e também não consegue viver, né, Letícia? É, sim, sim, porque é tudo sobre esse equilíbrio, né? E é claro, né? a gente sabe que tem muitas demandas, tem muitas situações estressantes, né? Mas aí vai um pouco da gente também saber fazer essa leitura, então de parar realmente para se observar, de entender a nossa relação com a nossa rotina realmente, né? Dos espaços que em que a gente se sente confortável, espaços em que a gente consegue produzir as coisas sem uma obrigação, né? Então, sem esse senso de produtividade, né? Produzir nesse sentido, né? coisas que te façam se sentir bem. Então, acho que é um pouco de de fazer esse exercício, parar e se observar também, né, e ver quais são os recursos, do que que realmente você gosta, né, o que que dá para fazer para balancear um pouco isso, porque as exigências elas vêm, elas não estão ao nosso controle, né? Mas o que que dá para fazer com isso? É verdade, porque assim, eu ia perguntar para você, Carolina, quais são eh os fatores, né, os principais fatores que levam ao estress nessa nossa vida moderna, né, trabalho, relacionamento, excesso de informação. Mas se a gente parar para analisar, eu não sei, não tô sendo aqui uma pessoa bombástica, mas é gente, tudo tudo leva stresse, porque assim, às vezes você a gente quer entregar, a gente quer fazer e e quer dar o melhor e aí você não consegue, você fica estressado. Então, tudo acaba levando ao estresso, o saudável quanto o não saudável. Então, quer dizer, resumindo, o estresse faz parte da vida. O estresse faz parte da vida. A gente não vai viver sem o estress. Pronto. O que a gente precisa, né, é conseguir viver sem o estress crônico, é usar essa energia, é usar essa essa emoção a nosso favor para nos motivar, para nos colocar em ação e buscar na nossa vida esse equilíbrio, né? Então tem alguns fatores que a gente chama de fatores protetivos, né? Paraa saúde física e mental de uma forma geral. Alguns já são muito conhecidos, como sono, alimentação, atividade física, mas tem outras coisas que muitas vezes a gente acaba abrindo mão nessa rotina corrida de querer dar conta de tudo da melhor forma possível, né, que a Letícia tem trazido, que são situações muito importantes. Então, qual é o tempo que você dedica a você mesmo na sua semana? É, boa pergunta. O quanto você tem ali momentos de convivência social com pessoas que são importantes. Quanto você fomenta essa rede de apoio? Uhum. O quanto você pede ajuda, né? O quanto você delega? Então, tem coisas no nosso dia a dia, eh, que a gente pode começar a introduzir na nossa vida como como hábitos, né? abrir essas janelas que eu não tô dormindo, mas eu tô descansando, né? Quando eu tô num convívio social, quando eu tô fazendo, me dedicando a uma atividade que eu gosto, que é para mim uma atividade de lazer, seja um esporte, algo, cozinhar, ouvir uma música, tocar um violão, qualquer coisa que me dê prazer, que eu goste, que eu não tô dormindo, mas eu tô num descanso mental. Eu tô ali naquele momento livre dessas preocupações, né? eu tô conseguindo trazer a minha mente pro aqui agora, porque esse também é um problema. Ou a gente tá com o nosso pensamento no futuro, pensando em tudo que eu preciso fazer ou no passado, remoendo que não deu certo, que eu podia ter feito melhor ou diferente. Então, no aqui eu agora, quase ninguém, né? E como é que a gente tá vivendo o presente? Pois é, gente, olha só que interessante eh essa interrogação que fica na com a fala eh da Carolina, porque assim, é verdade, se a gente parar para analisar, ou você tá no passado ou você tá no amanhã, né, no presente, no lá no futuro, mas e o seu presente, que que você tá fazendo hoje? Tá vivendo o seu aqui agora? Agora pra gente ter essa essa conexão, pra gente ter todo esse entendimento, vai um tempinho, não vai não, Letícia, a gente precisa, precisa de ajuda, né? Precisa de ajuda para poder eh iniciar a uma caminhada que é uma uma caminhada que vai trazer uma melhoria na qualidade de vida, acredito, né? Se a gente aprender, se a gente entender. E esse é o nosso propósito. Esse é o propósito aqui do estúdio Câmara. E a gente fica tão feliz quando a gente consegue trazer pessoas assim que, e na maioria das vezes, né, sempre é 100% de assertividade com os nossos convidados, vocês eh nos enchem de conteúdo e nos ajudam muito na questão do nosso comportamento humano. E hoje a gente tá falando aqui de estress. Eu gostaria de convidar você que tá em casa para participar conosco, tá? Manda seu WhatsApp. Acho que produção, me avisa se já tem perguntas, se tiver já vamos começar a responder o pessoal. Eh, 19 978293776. Nossa direção tá avisando. Oi, tá bom. Aham. A nossa, eh, direção avisando que a gente tem perguntas. Isso é maravilhoso. O pessoal tá querendo saber sobre o stress, né? Então, o que que a gente aprendeu hoje? O estress faz parte da nossa vida. Não adianta, a gente vai ter o stress. E que bom que a gente tem o outro lado do stress. Tem um stress que não é tão bom assim, mas tem um stress bom. E é esse que eh faz a gente manter aí um equilíbrio, né? Então a gente precisa sim manter esse equilíbrio. E é por isso que a gente traz essas informações para você. O estress é uma reação de sobrevivência, né? Mas quando isso prolonga, a gente precisa ter estar em alerta e buscar ajuda. Vamos lá. Pode colocar, produção, pra gente a primeira pergunta. Deixa me ver quem tá conosco. A Juliana Castro do Jardim Chapadão. Olha aí, ó. É outra que tá correndo com tanta correria no dia a dia. Como saber se o estresse que sinto é algo normal? Ah, ou já passou do limite? Uhum. E precisa de uma atenção profissional. Você pode responder ela, Carolina, por favor? Sim, Juliana, né? Tudo bem, Juliana? Eh, acho que você precisa começar a prestar atenção o quanto a sua correria do dia a dia tá trazendo algum tipo de prejuízo paraa tua vida, né? Então, como é que você chega no final do seu dia cansado? OK, você dorme, você consegue ter uma boa noite de sono? Eh, você acorda descansada, disposta para ter mais um dia? Você tem energia, disposição para fazer as coisas que você precisa fazer? você consegue ter tempo para equilibrar as outras coisas que também são importantes para você, sua família, lazer, convívio social. Existe esse equilíbrio? Porque a gente de fato vive numa vida corrida. O ponto é, né, a gente tá ali, ligou, pôs em primeira, acelerou e foi. Ou a gente consegue fazer essas paradas? a gente consegue ter esse momento para comer bem, para dormir bem, para para ter uma atividade que seja prazerosa no nosso dia, ter tempo paraa nossa família, talvez não todo aquele que a gente gostaria, mas eu sinto que a minha energia vital ela tá fluindo, ela tá disponível, né? Depois que eu durmo, eu acordo e tô pronta para um outro dia. Quando a gente começa a perceber que isso não está acontecendo, que me e aí eu começo, posso começar a ter falhas, né, de memória, problemas de sono, problemas na alimentação, aumento ou perda de peso, irritabilidade. E aí eu vou começar a perceber uma mudança na minha forma de sentir, na minha forma de agir. Isso pode inclusive gerar consequências piores, né, na minha família, no meu trabalho. Então, se você tá nesse ponto, tá na hora ou até já passou na hora de procurar ajuda. Muito bem. É isso aí, Juliana. Tá vendo só? Obrigada pela sua participação, né? Acredito que a Carolina eh respondeu você de uma forma que você eh esperava, porque assim, que legal que você pode ter um uma prévia do que está acontecendo e que bom que você pode procurar ajuda, né? Porque o estress, gente, a gente fala que é natural do dia a dia, mas a gente tem que se atentar quando ele passa da naturalidade, quando ele passa do normal, né? Eh, sobre o strress e burnout, eu queria falar com vocês, me acendeu aqui um alerta. Eu eh abri uma página aqui referente sobre stress e aqui diz que o stress e burnout é uma é uma situação limite, né, onde o stress ele é tão excessivo que aí vem o tal do burnout. O stress e o burnout, então eles estão interligados? Eh, por favor, Letícia. Ah, eh, eu diria que sim, né? Porque o stress é isso, né? Como a gente tá conversando bastante aqui, eh, ele tem esse caráter mais pontual. às vezes um caráter até necessário pra gente lidar com as coisas, né, mas eh tem sempre essa atenção ao excesso. Uhum. E aí, eh, se esse estresse ele vai se acumulando, se ele não encontra essas vias de, eh, pra gente descansar, né, para ele circular, isso pode acabar evoluindo para um quadro de burnout, que aí é esse descanso, eh, desculpa, esse cansaço muito intenso mesmo, né, que chega a uma exaustão. E aí a diferença é essa, né, que é um estressão intenso que ele pode e pode te desligar até de funções mais básicas, né, de atividades do cotidiano, por exemplo, né? Então eu diria que sim, né, pode ser uma também essa essa bola de neve, né, que aí pode gerar um quadro mais grave, que seria o do o do burnout, né, que é realmente essa exaustão extrema e que requer um cuidado muito maior, né? Então, o ideal seria sempre isso, né? Conseguir parar e se observar antes de chegar a esse ponto, né? Porque eu acho que acaba sendo uma evolução que que é possível se a gente vai vivendo muito nesse nesse automático. Exatamente, né? Uma montanha russa muito louca, um automático e aí vai chegar uma hora que você vai perder o freio e aí precisa parar onde, né? Você precisa parar num num consultório, você vai precisar de de pessoas que são especialistas em saúde mental para poder te orientar. Mas por que não prevenir, né? Se a gente sabe que a gente tá dentro desse mundo corrido, que tá tudo estressante, tal, gente, coloca terapia na vida. Isso é tão bom, é tão gostoso. A gente aprende a respirar, porque nós respiramos e nem percebemos que respiramos. Isso significa que o automático tomou conta, né? Quantas vezes por dia você contou, você eh percebeu quantos segundos você puxa e solta o ar, como você respira. Você nem percebe que tá respirando, só vai perceber que tá que tá respirando se parar de respirar, né? Então isso acende um alerta muito grande. Agora sobre os tratamentos para estress, né? Como que funciona eh eh a terapia? E aí às vezes é preciso também um diagnóstico de um psiquiatra, de repente aliada à psicologia. Carolina, vai depender de cada caso, né? A gente sempre eh vai entender o quanto o quadro chegou a um adoecimento, né? Se é uma questão e de burnout, por exemplo, a gente tá falando de uma questão já de uma de um adoecimento. Então aí a gente vai precisar tratar como uma doença, né? E muitas vezes é necessário o complemento da terapia com o tratamento medicamentoso. Então, a gente vai avaliar caso a caso, né? Mas a a Letícia trouxe, a gente hoje a gente tem estratégias, né, para ajudar o nosso paciente a ir encontrando esse reequilíbrio, né? E são coisas que a gente vai ensinar no consultório, mas são coisas que eles também que vocês também podem procurar fazer no dia a dia, né? Então, eh, mudança de hábito não é fácil, não. Não é. É, é, se fosse tava todo mundo comendo bem, fazendo exercício, dindo 9 horas por dia, né? O programa de ontem, desculpa te cortar, nós falamos sobre motivação e disciplina e nós pegamos firme nessa tal dessa mudança de hábito. E isso traz para, a gente pode trazer para hoje também, porque a gente precisa ter uma motivação, mas se a gente não tiver disciplinado, a motivação de nada adianta. Ter uma rotina é importante para manter equilíbrio, né? Então, se você consegue organizar a sua rotina, ter um mínimo de planejamento, isso já vai liberar espaço mental, né? Isso já vai economizar uma energia para você colocar à disposição em outro lugar. Uhum. Então, dica simples, planeja o seu dia de amanhã no dia anterior, faz uma listinha lá de tarefas, né, que isso já vai ajudar a tirar essa preocupação da sua cabeça. Quando você for planejar sua agenda, a sua rotina, deixa espaços em branco, espaços para imprevisto, porque se você tem um compromisso atrás do outro, qualquer coisa que aconteça nesse meio tempo vai te estressar muito, né? Porque você não vai ter tempo para manejar, para adaptar a rota. Não só daquele dia, às vezes bagunça a semana inteira. Hum. Coloque pequenas pausas no seu dia para fazer um alongamento, para fazer uma respiração, para tomar um café. Então, cada 1 hora e meia ali de trabalho, põe 5 minutinhos, levanta, estica, presta atenção no seu corpo aqui agora que você tá sentindo, quais são as suas necessidades fisiológicas, você tá com fome? você tá com alguma necessidade de ir ao banheiro, você tá com sede, porque às vezes a gente não percebe, isso estressa o nosso corpo. Você tá lá sentado trabalhando e tem uma tensão muscular aqui, tem uma uma mensagem sendo mandada pro teu corpo, tem algo errado, tem algo errado. Você tá com fome, não tá comendo. Você tá com sede, não tá bebendo água, você tá tenso e não tá relaxando. Tudo isso vai ajudando. São pequenas medidas que podem ajudar e aliviando o estresse ao longo do dia para que no final você não esteja com esse cansaço excessivo. Muito bom. Vamos lá. Direção tá avisando que a gente tem uma pergunta muito boa, então vamos ver. Ah, Maria Júlia do Centro. A prática de atividades físicas regular pode realmente diminuir o estress mesmo em quem tem pouco tempo livre durante a semana? E Letícia tá falando de todo mundo. Maria Júlia, vamos lá. Sim, sim. É, eh, dizendo dessas coisas que são eh são dicas clássicas, né, eu diria que sim. Eh, o exercício físico é uma coisa que é muito recomendada para lidar com o stress, né, porque até por conta disso, né, porque faz o nosso corpo funcionar de uma outra maneira, mas ele às vezes até dá esse espaço mental. Uhum. Então, às vezes você tá ali na na academia, pode ser um momento de você não pensa em nada ou tá só ali, tá no presente, que nem a gente tava falando, né? E é claro, né? É também sobre buscar o que funciona para você. Então aí se a academia vai te deixar mais estressada, então não é o a melhor opção, né? Aí fazer alguma outra coisa, uma outra prática que faça sentido para você, né? E mesmo nessa rotina corrida, né? Eu acho que também é sobre eh encontrar essa coisa que faça sentido, que que tem essa adaptação, né? Então, às vezes não é para se forçar, se obrigar a fazer mais uma coisa que vai te dar um estresse a mais e aí você vai ter que incluir aquilo também e aí vai ser pior, né? Ao invés de ser um lugar para você descomprimir, vai ser mais uma obrigação. Então eu diria que sim, normalmente é uma coisa que ajuda, mas tem que fazer esse sentido para você. Tem que ser sua. Exato. Olha aí, linkando com o programa de ontem também, trouxemos um educador físico e ele disse pra gente que a gente precisa eh testar os tipos de exercício físico e ver aquele que a gente gosta, porque não adianta, a academia não é para todo mundo, a dança não é para todo mundo, a natação não é para todo mundo. Eu me identifico com um, você se identifica com o outro. E como você muito bem pontuou, Letícia, se de repente você vai fazer um exercício físico, mas que você não se identifica com ele, você vai fazer porque tá todo mundo fazendo, aí você vai ficar estressado, né, Carolina? Aí não vai adiantar. Dúvida. Não vai adiantar. Não vai adiantar. E é e é sobre começar aos poucos sempre, né? Se a gente também agora não faço nada, agora eu vou me obrigar a ir três, quatro vezes por semana durante uma hora na academia. Você não vai sustentar essa mudança. Dificilmente você vai conseguir. Uhum. Porque ainda, né? Então, a motivação é importante, os motivos precisam estar claros para eu iniciar uma atividade física ou qualquer mudança no meu hábito. Então, eu preciso ter clareza dos ganhos, né? Eu preciso saber dos benefícios que aquilo vai me trazer. Eu preciso, inclusive, pensar, ah, quais são os prejuízos que eu posso ter a médio e longo prazo se eu não fizer aquilo. Então, trabalhar com o meu pensamento é importante. Comandos curtos pro cérebro podem ajudar. Hum. Então, se você começar pequeno, por exemplo, eu não não gosto da da academia, mas eu gosto de caminhado. Então, eu vou dizer, só por hoje eu vou caminhar 10 minutos. Depois de 10 minutos, você decide se você quer mais 10. Uhum. É mais fácil começar, é mais difícil começar do que continuar uma atividade. Verdade, né? Então você vai e se experimenta e depois presta atenção no como você se sentiu e faz esse autoreforço, né? Porque essa consequência dessa experiência vai ajudar você no dia seguinte ter um pouquinho menos de preguiça, no outro um pouquinho menos, no outro um pouquinho menos. E aí essa isso vai se invertendo, os benefícios começam a se sobressair a essa preguiça de de repente, ah, vou dormir mais 10 minutos ao invés de fazer a minha caminhada. É, a gente precisa começar, né? A gente precisa começar e depois manter a constância e entender que o estress tá aí, mas tem o estress bom. Então, que tal a gente só sentir estress bom? Uh, que beleza, né? Bom, se fosse assim, mas enquanto sentido stress ruim, vai lá, se alinha, respira, espreguiça, se estica, toma um café e a gente precisa aprender a conviver com estress. Porém, quando você vê que não tá dando certo, aí tá na hora de buscar ajuda. Se é que você não tem aí uma prevenção, né? Então, se acontecer, busque ajuda, porque a gente tem profissionais maravilhosos que vem do programa, que falam com você e que podem também te dar uma orientação, como o tema de hoje é estress. Então, acho que a gente entendeu um pouquinho e aprendeu que o estress faz parte da nossa vida. Nossa, que coisa que é é profundo isso, sabe? O estress nossa vida. Fazer o quê? a gente precisa aprender a conviver com ele. Eu quero agradecer vocês, a direção avisando que a gente já tá eh É isso mesmo, produção. É isso mesmo, diretor. Tem que encerrar, então tá bom, a gente encerra o bate-papo. Tá bom, a gente tá falando de estress aqui e antes que ele fique estressado, eu já vou encerrar também a brincadeira. Vamos lá, então. Agradecendo, Carolina, obrigada pela sua participação. Gratidão. E eu acho que é toda a fala de vocês aqui e eh contribui demais. É muito bem-vinda. Obrigada. Agradeço imensamente o convite, foi um prazer, adorei estar aqui e obrigada pela oportunidade. Maravilhosa, Letícia, querida, obrigada por participar tão cedinho com a gente aqui, né? E assim, contribuiu super com todos os nossos telespectadores. Obrigada pela sua participação. Imagina, imagina. Eu que agradeço a oportunidade e espero ter ajudado a parar um pouquinho, repensar, né, para quem tá aí ouvindo, né, como é que dá para equilibrar esse stress, olhar um pouquinho para você, né? Então, agradeço a oportunidade, espero ter contribuído aí. Super contribuíram e estão convidadas para mais vezes mais temas aqui no estúdio Câmara. Só tenho mesmo agradecer vocês, tá bom, meninas? E eu fico só perguntando para mim assim, eu termino o programa, eu falo assim: "Gente, como é que elas conseguem, né? Falam assim, tão tranquilas, né, e tal. Que maravilha. A gente precisa desse equilíbrio. Eu quero agradecer vocês mais uma vez. A gente falou sobre estress, um tema que faz parte da profissional são passos fundamentais pra gente viver com qualidade de vida, tá? Então, mais uma vez, Carolina Bressã e Letícia Sampaio, uma conversa muito esclarecedora e que com certeza faça a gente parar para pensar sobre o estress diário. Gente, seguinte, amanhã tem estúdio Câmara, amanhã já é sexta-feira, né? Que coisa. E amanhã nós vamos falar sobre um tema muito atual, eh um tema polêmico, mas que a gente precisa trazer para o debate com profissionais eh que vão explicar pra gente o que que tá por trás. né? Eh, eh, o que que a saúde mental revela sobre essa questão? Quanto vale a imagem do seu filho? E a sua imagem quanto vale? A gente vai discutir os problemas de exposição das crianças nas redes sociais e os riscos que essa prática pode trazer. Tá todo mundo vendo que tá acontecendo, né, na mídia e amanhã a gente vai falar um pouco sobre isso, tá certo? Então não perca amanhã a partir das 8 da manhã mais uma edição ao vivo do nosso estúdio Câmara. A gente vai encerrando por aqui. Daqui a pouquinho a nossa central IA com a nossa inteligência artificial a Íria, trazendo informações para você. Também temos o Câmara Notícia com informações de Campinas e de toda a nossa região. E eu quero convidar você para continuar ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Valeu nossa equipe. Super beijo para todo mundo. Uma ótima quinta-feira e até amanhã, se Deus quiser, hein? Fique com a gente. Valeu, pessoal. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música] [Música] E, infelizmente quando faz ainda faz de uma forma pejorativa, né?