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Olá, [Música] bom dia. Cestamos. Seja muito bem-vindo. Estúdio Câmara no ar para você aqui na TV Câmara Campinas. Hoje é sexta-feira, né? Dia 15 de agosto. E vamos conversar. Hoje a gente conversa sobre um tema essencial. Vamos falar de educação emocional na infância e a presença da psicologia nas escolas. A gente vive um mundo acelerado, cheio de estímulos, desafios e pressão. Nesse cenário, ensinar as nossas crianças a lidar com as emoções, como a frustração, o medo, a raiva e a tristeza se tornou tão importante quanto o conteúdo acadêmico. E para nos ajudar a esse debate, a entender essa situação, a gente recebe aqui no estúdio Câmara Câmara, historiador, psicanalista e também via Zooma, psicopedagoga, especialista em neurociência da educação. Então, você já viu que o programa hoje tá, olha, maravilhoso com essas esses convidados. Então, eu quero convidar você aí de casa também para mandar sua pergunta, para interagir com a gente, tá? WhatsApp tá na tela, fique à vontade, mande sua pergunta, seu depoimento, vamos falar juntos. sobre esse assunto que é muito importante, a psicologia nas escolas, a importância dessa psicologia na educação infantil. Vamos lá, 199729377. Já já eu apresento a vocês os nossos convidados, porque agora, enquanto você vai mandando aí a sua mensagem, vamos com informações aqui na cidade de Campinas. Atenção você motorista, né? você pedestre também, motociclista, enfim, trecho da rua Dr. Emílio Riba será interditado hoje, tá bom? A Indec, a empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, interdita totalmente, tá? O tráfico de veículos. Um trecho na rua Dr. Emílio Ribas, no Cambuí. O bloqueio, gente, acontece hoje e a partir das 8:30 e o encerramento está previsto para as 4 da tarde. O fechamento abrange o trecho desde o cruzamento da Avenida Coronel Silva Tes até a altura da rua Dr. Silvio de Morais Sales. A SANASA fez a solicitação de interdição porque está realizando, vai realizar, aliás, uma obra de ligação de rede de esgoto no local na altura do número 1137. Para circular na região, os motoristas devem cumprir o seguinte desvio programado pela Endec. Atenção, Avenida Coronel Silva Tes, Avenida José de Souza Campos, a norte sul, a Rua Américo-Brasiliense e a Rua Dr. Emílio Ribas, combinado? agentes de mobilidade eh estarão, né, no local para sinalizar a interdição e orientar os condutores. Não haverá impacto na circulação do transporte público. Agora, se você tiver alguma dúvida sobre o trânsito, você pode entrar em contato com os canais, Fale Conosco pelo site portal.endeendec.com.br/fale conosco. Também tem o aplicativo da INDEC e o WhatsApp da Indec que é o 19 371 291. Mais informação chegando. Atenção você que está a fim de estudar, né, e se preparar. Provão Paulista 2025. As inscrições para avaliação que garante vagas nas universidades públicas de São Paulo terminam hoje. Então, fique atento. Alunos do ensino médio da rede estadual de São Paulo estão inscritos automaticamente, enquanto os alunos do EJA e de outras redes públicas do país devem concluir a inscrição no prazo e o prazo terminar hoje, tá? A inscrição que deve ser individual registrada no portal da Vunesp ou o site vunesp.br é gratuita. No ato da inscrição, os candidatos às vagas do provão devem optar pelo local de aplicação das provas em polos localizados em São Paulo, em Guarulhos, aqui em Campinas, em Presidente Prudente e em Ribeirão Preto e também em Sorocaba, tá certo? Então acesse lá o site da Vunespa, as inscrições terminam hoje, pro Avão Paulista. Boa sorte para você. Previsão do tempo pro final de semana. Vamos lá, então. Tá tudo muito seco, né? E a gente precisa se hidratar. E a previsão para esta sexta-feira é de sol, com temperaturas em torno de 25º. A mínima foi de 12, a máxima 25. E atenção, gente, pra umidade relativa, né, do ar mínima, tá bom? em torno de 30 e 35, então por Então, preste muita atenção, tome muita água pro final de semana, eh, a tendência de predomínio de sol e parcialmente nublado. As temperaturas seguem em elevação, ficando aí, vamos lá, 13:27 no sábado, 14:28 no domingo e a umidade relativa do ar em torno de 30%. Então, que bom, a gente vai ter um um final de semana eh mais quente, porém seco. Então, atenção para a hidratação, combinado? Muito bem, agora vamos ao nosso tema central. Vamos à apresentação dos nossos convidados. Vamos falar da infância, que é uma fase decisiva para o desenvolvimento emocional e social das crianças, né? Os estudos indicam que crianças que aprendem a lidar com emoções desde cedo, elas se tornam adultos mais resilientes, empáticos e conscientes. A presença da psicologia nas escolas vai além de atender crises, viu? É sobre prevenção, prevenir problemas emocionais, apoiar professores e orientar famílias. Para conversar conosco sobre esse assunto, vamos dar as boas-vindas, então, aos nossos convidados. Eu recebo no estúdio comigo ao vivo o Rafael César Lino, ele é historiador e psicanalista. Bom dia, seja muito bemindo. Obrigado, muito obrigado pelo convite. Maravilha. Para completar o nosso time, hoje ela vem através do Zoom, a psicopedagoga, especialista em neurociência da educação, Débora Corrigliano. Seja muito bem-vinda, Débora. Bom dia para você. Maravilha, gente. Vamos lá, né? Eh, vamos falar sobre esse assunto. A gente precisa mostrar e trazer números, né? Números. Segundo o censo da educação do INEP, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras, elas contam com psicólogos. A lei 13.935 1935 de 2019 exige que psicólogos e assistentes sociais estejam presente em escolas públicas. Ela ainda enfrenta obstáculos em sua primeira implantação. Então, a gente começa perguntando paraa Débora, né? Eh, vamos começar pelo básico. O que significa educação emocional na infância, Débora? E como que ela impacta o desenvolvimento social e cognitivo dessas crianças? Muito boa sua pergunta. Realmente, a educação socioemocional, trabalhar com as habilidades emocionais da criança é fundamental, né? fazer com que essa criança conheça os seus sentimentos e a partir daí saiba lidar com ele. É um desafio paraa escola, mas desde a educação infantil isso é possível, isso deve ser feito. Existem assim estratégias lúdicas, caminhos muito tranquilos para percorrer com as crianças para que elas possam eh conhecer, né, conhecer os seus sentimentos para poder conhecer o do outro e assim ter uma convivência melhor e mais harmoniosa. Com relação à aprendizagem, um cérebro equilibrado emocionalmente tem muito mais potencial para aprender, né? A gente, eu sempre brinco que eu falo, nós adultos, né? Quando você tá bem emocionalmente, as coisas fluem, você faz as coisas com mais faculdade, um problema pequenininho ou grande, você consegue resolver. Agora, quando você não está bem emocionalmente, eh, um, sabe, o pneu furou, acabou seu dia, porque o seu cérebro não está apto para ver com claridade os caminhos, resolver o problema, eh, seguir em frente. O mesmo acontece com a criança. Então, a educação socioemocional, ela veio justamente para fazer com que essas crianças conheçam, identifiquem e respeitem a si mesmo e ao próximo com relação aos sentimentos. Só que para que isso aconteça, o professor tem que ter um treinamento adequado para proporção socioemocional para as crianças. E futuramente, né, não só na educação infantil, mas nos outros segmentos, também é muito importante ter projetos para se trabalhar a educação socioemocional. Perfeita, Débora. É isso, né? Agora, Rafael, a gente sabe que a presença de psicólogos nas escolas ainda é baixa, né? Então, quais impactos isso traz pro desenvolvimento emocional e social dos alunos, né? Porque a gente tem a lei, né, que que é por regra, é por lei que tem os psicólogos nas escolas, mas hoje ainda não são todas escolas que contam com essa com a presença do do psicólogo. que a gente tá vendo as crianças hoje por conta da internet, por conta da rede social, eh tem a questão do bullying, tem tantas questões que precisam ser trabalhadas e olhadas com essa visão diferenciada do psicólogo, né? Qual que é o impacto de a gente ainda não estar cumprindo essa lei? É, eu acho que o impacto a gente vê muito nessas questões que acabam sendo polemizadas, né, do bullying, do cyber bullying, né, que a gente vê o quanto essa falta de capacidade de gerenciar algumas emoções acaba acarretando conflitos, né, no cotidiano escolar. E diariamente a gente vê, tem notícias, né, de de coisas que chegam até a gente, que é um pouco radical, né, eh crianças que não acabam eh entrando em conflitos desnecessários, né, eh com falta de respeito de autoridade, né, então a gente vai vendo que tem um prejuízo, né, no ganho pedagógico por conta dessa falta que existe, né? Eh, recentemente aquela série adolescência, né, ela foi um disparador muito grande desse tema, né, do do quanto a gente precisa olhar para as emoções das nossas crianças, ajudarem elas entenderem, né, é muito difícil a gente nomear as emoções, né, e pra gente alcançar isso através da linguagem é todo um trabalho, né, que tem que ser construído desde a educação infantil, como o colega comentou, até até depois na na adolescência, fase adulta, né? Eh, é um desafio civilizatório, né, a gente conseguir se adaptar com as nossas próprias emoções e est diante do outro, com as emoções do outro, né? Uhum. E aí as crianças, né, que estão numa fase de eh uma fase educacional, uma fase de aprendizado, eh seria tão bom que pudessem também ter essa essa essa visão eh psicológica, né, com eh a atuação de psicólogos que devem contribuir aí para o bem-estar social, emocional, eh, dessas crianças. Ô Débora, além de lidar com a crise, né, como que a atuação dos psicólogos, ela vem contribuir para o desenvolvimento integral dos alunos, né? Porque a gente fala de psicólogo, as pessoas pensam logo: "Ah, tô em crise, vou no psicólogo". Mas não, a gente precisa de de prevenir, a gente precisa de ter aí uma atenção preventiva para que não chegue ao momento de crise. E isso seria fundamental nas escolas também? Sim. Sabe, eu gosto muito dessa sua fala da da educação preventiva, do olhar preventivo, das ações preventivas, né? Elas são fundamentais quando a gente fala da aprendizagem, quando a gente fala das emoções. Então, o papel de umador educacional, que é o psicólogo dentro da escola, ele vem justamente para esse acompanhamento. O professor sinaliza na sala de aula e o orientador entra para perceber o que está acontecendo, orientar a família e fazer o encaminhamento necessário. Muitas vezes ele vai atuar ali frente a uma situação instantânea, aonde ele vai ter que conversar com as crianças, tentar resolver um problema muito pontual ali na escola, uma desavença, como o colega falou, um bullying, coisas desse tipo. Esse papel do orientador educacional é fundamental. Ele precisa estar ativo e presente, porque às vezes a escola tem até esse profissional, mas ele vai uma vez por semana, ele vai um período, né? Ele vai duas manhãs e uma tarde. E não, né? O ideal é que tenha sim esse profissional no período todo escolar, que faça os acompanhamentos, faça reuniões com os professores, treine os professores e acompanhe o desenvolvimento emocional das crianças dentro da escola, né? E até um um vou abrir aqui também uma fala com relação às famílias. Uhum. Né? Então, quando a gente fala de educação socioemocional, a gente não pode esquecer que essa criança ela vem com uma bagagem, né? Então, eu brinco, eu tenho já até no meu Instagram uma publicação que eu falo assim: "Quando matriculamos uma criança, matriculamos uma família". Então, não dá para desvincular essa questão eh emocional da bagagem que ele traz para da família, né? do que acontece na casa dele. A escola vai ter também que ter essas conversas, né? Vai ter que chamar a família, vai ter que orientar a família. Então, a prevenção entra justamente nesse momento, né, de fazer reuniões com os pais, não esperar o problema chegar para tentar resolver e sim fazer ações preventivas, né, ações de treino realmente de de foco nas habilidades socioemocionais. Muito bem, Débora. É isso, né, Rafael? A a prevenção ela vai além, né? Porque se a gente trabalha com a prevenção, claro que a gente vai eh prevenir, minimizar muitos danos, principalmente dentro da escola, né? Infelizmente, nós vimos várias notícias de situações eh eh que aconteceram dentro da escola, que se você parar para analisar, nós somos adultos, a gente para e pensa: "Poxa, eu não sei nem como agir", né? Diante de de das situações que nós presenciamos através das informações que apareceram na televisão, que vieram, né, paraa mídia através da imprensa sobre eh o que aconteceu na escola. Então assim, se nós não sabemos como agir, como que uma criança vai ter esse discernimento e essa sabedoria para agir diante de um caso extremo, né, dentro de uma escola? Agora, essa questão da lei, essa lei ela é a 13935 de 2019. Ela prevê que psicólogos, prevê psicólogos em todas as escolas públicas, né? e ela não está sendo implantada na prática, na sua avaliação, no seu ponto de vista. Por que isso acontece? E quando que a gente pode, você que tá aí e que é historiador, que é professor, que que tem uma visão ampliada também, assim como a Débora, tem existe eh a possibilidade de a gente ter essa implantação desses psicólogos nas escolas em um futuro não tão distante assim? Sim. Eh, eu acho que como toda a lei, né, os efeitos da lei, ela ela levam um tempo, né, pra gente ver isso se naturalizar, né, no contexto da da escola da da escola pública no Brasil, né, a gente tá falando de um país com 200 milhões de habitantes, né, e com muitas escolas públicas, né, e também a gente tem a autonomia dos estados e dos municípios. Então eles têm que se adaptar a essa lei, né, abrir concurso público, né, encontrar espaços para esses profissionais e muitas vezes não tem uma sala para atendimento, por exemplo, né? Então, a gente tem todo um desafio de adaptar uma rede que já existe há muito tempo a esse novo contexto, né, que essa lei propõe. Eh, o que a gente vê é que existem medidas paralelas, né, que vem de encontro também com essa necessidade, né? A proibição dos celulares na escola pública, por exemplo, é um passo que vem nesse sentido, né, que de alguma forma a gente tira o aluno desse universo da internet, né, que que acaba colocando as pessoas num outro espaço e devolve pro espaço da da sala de aula, né? Então, uma tentativa de você buscar de novo recuperar esse aluno, né? E ter outras iniciativas paralelas, né? Eventos que que as escolas promovem, né? Trazendo famílias para discussão sobre esses temas. Uhum. Houve o dia D, né, que teve foi um um dia só para discutir sobre o cyber bullying, né, em que foi discutido só com as famílias, né, sobre essa questão. Eh, também tem eventos com as próprias crianças, né, discutir a questão da inclusão que a gente tem alunos neurodivergentes, que alguns anos atrás eles não estavam nas salas de aula, né? Então a gente percebe que tem outras iniciativas que caminham em paralelo, mas de fato pra gente ter cada escola com pelo menos um psicólogo ainda vai levar um tempo, né? A gente tá falando de concurso público, tá falando de contratação de profissionais, muitas gente precisa de formação desses profissionais, né? Eh, eles têm que vir com uma formação direcionada paraa educação, né? Muitas vezes precisam de especialistas, de mestres, né? Então tem a gente tem um caminho a percorrer, né? Mas eu acho que a gente tá tá indo por essa direção, sabe? A gente encontra, cada vez que eu visito uma escola, eu vejo que eles estão fazendo alguma coisa, sabe? A própria escola tá tá buscando criar ferramentas para discutir a saúde emocional na escola, né, em maior ou menor grau. Muito bom a sua colocação, né? Porque assim, é importante a gente falar com quem está presente, né, no momento, lá no ambiente. Então, a gente fica feliz em saber que acontece eh ações eh preventivas e ações que envolvam a família, os alunos. E aqui em Campinas nós temos também eh a leis, né, lei, aliás, que já prevê a contratação de psicólogos nas escolas. Mas como o Rafael falou, às vezes a gente fala aqui pras pessoas e aí o pessoal de casa pensa assim: "Poxa vida, mas se tem a lei e por que que não lança logo o concurso? Por que que não contrata? E por que que no ano que vem já não tem o psicólogo na escola?" É que é um pouco demorado, né? Demanda eh toda essa questão aí de contratação do profissional. O profissional ele precisa estar preparado, né? O psicólogo na escola, ele é diferente, ele vai atuar de uma forma diferente do psicólogo que atua dentro do consultório, né? Porque ele vai lidar ali com as crianças e com as famílias. Então tem toda uma preparação. A gente espera sim que num futuro não tão distante todas as escolas públicas, né, eh, municipais, estaduais possam ter a presença do psicólogo. Mas hoje a Débora também citou, nós temos um orientador na escola, ele que fica ali, eh, analisando, avaliando, né, porque o aluno, a gente, o quem tá dentro da escola, ele conhece o aluno. Então, eh, dá para perceber quando o aluno não está bem. E aí esse orientador, Débora, ele faz essa análise e depois ele, eh, se de repente precisar, ele direciona, indica esse aluno paraa saúde pública, né? Hoje tem esse cuidado, mesmo que ainda não ten não tenhamos psicólogos dentro das escolas todos os dias. Sim, sim. Antes de responder a sua pergunta, eu gostaria só de completar uma coisa que o Rafael falou, eh, que realmente as escolas estão procurando estratégias, eh, para trabalhar essa questão socioemocional. Eu fui contra, fui convidada, né, e contratada para uma escola municipal aqui de Campinas para dar um treinamento aos professores sobre educação socioemocional, né? São foram cinco encontros, eu já realizei quatro, né, um por mês com toda a equipe da escola. Então entram os professores, os auxiliares de sala, então todos os educadores dentro da escola, nós estamos fazendo esse esse praticamente é um curso, é um treinamento para se trabalhar a educação socioemocional dentro da escola. Então, a escola abriu esse espaço, né? a coordenadora eh me chamou, conversei com o diretor, via a necessidade da escola, né, qual era. Então eles contaram a realidade deles com relação a isso. E aí eu fiz esse programa e tenho atuado com eles. E tem sido muito bom porque os professores assim estão eh tomando consciência disso. Um dos nossos encontros eu falei da da harmonia e do equilíbrio emocional do professor. Então foi um encontro muito importante, foi um encontro que teve choro, risada, teve muita coisa, porque o professor precisa est bem emocionalmente. Então, eh, realmente as escolas estão vendo essa importância e estão se agitando para buscar soluções aí. Isso eu acho eh muito importante, né? Eu acho que completa um pouco o que o Rafael falou, eh, da importância da escola ter essa consciência e não esperar, porque senão a gente vai falar: "Ah, vamos esperar o concurso, vamos esperar a posse, vamos esperar a lei". Então, a gente fica só no momento de espera e as coisas vão passando, né? Então isso eu acho que é bem importante, né? Com relação à sua pergunta. Sim. O, é importante que o psicólogo, orientador educacional e tenha esse papel de fazer a indicação e o encaminhamento, né? O primeiro passo é chamar os pais, conversar sobre o que tá acontecendo, passar a visão da escola sem diagnóstico, né? Eu falo isso porque eu já recebi mães aqui no consultório que vem falaram: "Ah, a professora falou que meu filho tem um transtorno opositor, que meu filho tem um déficit de atenção. Não pode, né? O professor não não pode dar esse laudo sem uma perícia médica, né? Então, é importante que o que a escola chame esses pais, relate o que está acontecendo e faça o encaminhamento paraa rede de saúde, né? encaminha pro posto de saúde, que aí vai encaminhar pro especialista, seja ele um psiquiatra, um neuropediatra, que vai encaminhar pro psicólogo e e fazer os os encaminhamentos, né? Uma coisa boa que nós temos aqui em Campinas, que eu acho que isso ajuda muito, são os atendimentos à comunidade feito pelas universidades, né? Eu já recebi relatórios de neuropsicólogos, de psicólogos, desses atendimentos que as universidades fazem, né, para a comunidade. Então isso é um caminho às vezes um pouco mais rápido do que o sistema de saúde e que tem trazido aí um resultado e eles abrem essas portas das universidades pro atendimento da comunidade. Muito bom, né, Rafael? E com com esse acolhimento, né, que está acontecendo, a gente pode dizer que eh a partir do momento que a lei começa a ser executada, então nós temos esse acolhimento já acontecendo, a lei já está aí logo em breve, né, a gente sabe que vai demorar um pouco, mas que está a caminho da execução. Isso por conta de toda eh essa questão da burocrática, né, de contratação, enfim. Aí, ã, o que que a gente pode esperar? Redução da evasão escolar. Você acredita que essa questão que está acontecendo, que nós estamos falando aqui, eh, desse acolhimento e e da execução dessa lei, você acredita que pode acontecer essa redução da evasão escolar, também a redução de casos de violência nas escolas e também a questão das famílias, porque os alunos tendo uma orientação, eles vão levar para as famílias, porque a criança a criança ela Ela ela compartilha muito, né, o que ela aprende aqui, ela vai chegar em casa, ela vai falar pro pai e pra mãe. E no momento em que essas crianças são assistidas eh por orientadores, por psicólogos, com certeza a família, como a Débora falou, precisa ser incluída nessa assistência. Então isso pode ser algo assim que vem para poder confortar os alunos, a família e melhorar essa questão da dinâmica na escola. Com certeza. Acho que a partir do momento que você começa a trabalhar algumas questões com as crianças, elas começam a poder verbalizar isso, isso vai parar nas famílias, né? Então é um exemplo muito curioso, né? Que daqu onde eu trabalho, houve um projeto que foi feito e trabalhando com emoções com as crianças, né? E a criança falou para pai: "Ah, eu não gosto que você fala assim comigo, você pode falar de um jeito diferente". Uau! E o pai ficou sem reação, né? Porque, tipo, aquilo tá tão eh introjetado, né? um trato que a gente não percebe, mas é violento, né? Tipo você falar num tom de voz ou a um apontamento muito verticalizado, né? Não, não trazer a criança para pro pra conversa, pro debate e aquilo veio parar, né? E inclusive o pai falou: "E agora? Que que eu faço com essa questão da da criança?" Né? Uhum. E aí você vê também que aí tem esse outro lado, o que que a gente faz com as famílias, né? Então tem essa análise sociológica que a gente precisa fazer, né? quando trabalhei bastante em escola pública também, né? Quando você chega numa sala de aula, é importante você ter essa leitura, né, de quem é essa turma que tá diante de você, né? Eh, é claro que isso também leva muito tempo pra gente elaborar, né? Às vezes é, tipo, são alguns meses de trabalho para você conhecer individualmente o aluno, a família, de onde ele veio, o contexto. Mas isso também permite que você tenha uma sensibilidade no olhar, né? que à vez você tá trabalhando o conteúdo e e a criança tem outras preocupações para além do conteúdo, né? Então, como você faz essa mediação entre o que você tá ensinando, o que a criança precisa para além do do pedagógico, do conteúdo que a gente pode tá tá transitando dentro da sala de aula, né? E agora o ponto da da evasão escolar, eu acho também tem que a gente tá falando de uma parte mais ampla, né? Eh, que a gente tem que trabalhar com vulnerabilidade social, né? é muita muita evasão escolar que se dá da passagem do ensino fundamental pro médio, é pela inserção no da criança no mercado de trabalho informal. Então, como que a gente faz para ela não ir para esse espaço e poder estar na sala de aula, né? Então, cria-se mecanismos, né, políticas públicas que que fazem esse amparo, né, paraa criança não precisar executar uma tarefa ainda que não é paraa faixa etária dela, né, e permitindo então ela estar dentro de um espaço que acolhe, né, que protege, que permite que ela eh seja um sujeito de direitos, né, até os seus 18 anos para então pensar numa vida profissional, mercado de trabalho. Então, ela tando nesse espaço onde essas coisas estão acontecendo, eu acho que é muito produtivo já, sabe? Então são esses mecanismos que a gente tem que trabalhar, acho que enquanto educadores, profissionais, enfim, qualquer que seja o nosso papel ali, sabe? Enfim, muito bom, né? Educação, eh, inserção da psicologia nas escolas, acontecendo, sim, né? Logo em breve acontecendo de forma acho que massiva no Brasil. A gente precisa sim as escolas públicas, municipais, né, estaduais, ter esse cuidado, principalmente nesse momento em que nós vivemos, porque se a gente for parar para analisar aí, ã, uns 20 anos atrás, as coisas eram bem diferentes. O mundo ele modificou de uma forma muito rápida e às vezes a gente não consegue acompanhar, né, toda esse movimento que tem acontecido. e as redes sociais, a questão da internet, isso gerou um um uma confusão, né? Ô, ô, Débora, porque é tudo muito rápido, a informação ela chega e às vezes a gente não tem nem como controlar eh a informação, o que essa criança ou esse adolescente está consumindo. E isso também entra eh eu acho que é um dos pontos chaves aí da questão da prevenção e também dessa psicologia que está sendo implantada nas escolas, né? Primeiro, é o que o Rafael já falou aqui, eh eh tem se tentado eh diminuir essa questão aí de celular na escola e que bom que deu certo, que bom que os alunos eles aceitaram, né? Não não teve muita rejeição essa questão de dessa lei de proibição do celular nas escolas. Então isso significa que essas crianças elas estão abertas, né, a a ao diálogo, ao contato físico. E a gente precisa retomar isso o mais rápido possível. E a questão da psicologia, ela também trabalha com isso aí e vai ajudar bastante, né, Débora? Sim, sim. Essa decisão do da proibição do uso do celular eu achei sensacional. Realmente, eh, era o momento, né? Nós estávamos indo por um caminho não saudável com as nossas crianças, pelo excesso das telas, excesso das redes sociais. Então, a escola tomando essa atitude foi muito coerente. Eh, e realmente eles se adaptaram bem, né? A, a ficou assim um pouco perante os pais uma coisa que eu vivi muito aqui no consultório, que foi a questão da compensação, né? Ah, eu tô 4 horas sem o celular porque eu estou na escola. Em compensação eu preciso ficar a tarde inteira. Então, houve um movimento, eu aqui conversei com muitos pais para falar, não existe essa lei de compensação, né? não existe, continue com as regras normais, né? Então, ele tem o horário de estudar, ele tem o horário eh de ficar no celular, de brincar, de fazer as obrigações do dia a dia. Então, eh houve aí um período de adaptação, né? Uma coisa importante que nós temos que também falar, eh, isso eu digo sempre que eu tenho a oportunidade, é que as nossas crianças e os nossos jovens, por meio das redes sociais, eles têm muita informação e o que está faltando é a formação. Uhum. Porque se a escola entra com essa formação dos valores, do respeito, dos sentimentos, da empatia, da responsabilidade, da consequência, que é uma palavra muito importante para se trabalhar nas habilidades socioemonais, essa criança sabe lidar com a informação. Esse adolescente sabe lidar com a informação. Agora, se ele só recebe recebe informações, né, através de tudo que ele acessa, muitas vezes sem supervisão, muitas vezes sem eh limites, ali, ele não sabe o que faz e muitas vezes vai fazer a coisa errada. Então, o psicólogo dentro da escola, o orientador educacional, ele tem muito este papel de trabalhar a questão da formação, porque a informação tá fácil, muito fácil, né? Então agora a formação desse indivíduo a nível de valores, né, é fundamental. Então ele tem que agir sim, como nós falamos no começo, de forma preventiva, mas ele precisa assim ter uma atuação constante com as crianças e com as famílias, porque muitas vezes as famílias, né, como nós vimos recentemente, acham que ele tá quieto dentro do quarto, mexendo no computador, ele tá seguro. E a gente hoje tem certeza absoluta que não, né? ele está ali correndo estéreos riscos e que ele precisa sim de uma formação, né, para que ele possa entender o que acontece e falar: "Não, isso não é para mim, isso é perigoso, eu preciso de ajuda, por favor, alguém me olhe, me atenda e me oriente". Então, assim, são caminhos a serem percorridos, mas que já a porta já tá aberta. Isso me me deixa mais tranquila, porque muita gente tá falando sobre isso. As escolas estão tendo esses olhares, né? As escolas estão pensando nisso e as famílias estão tomando consciência que é importantíssimo. Muito bom, né, Rafael? Agora a gente tá falando de educação emocional, de psicologia nas escolas. eh na sua avaliação, como que essa educação emocional vivida na infância, ela vai influenciar o adulto. A gente pode ter aí adultos mais eh educados emocionalmente, com a saúde mental mais em dia. Uhum. É, eu acho que a constituição do sujeito, ela começa nessa primeira infância, né, partindo aí de uma visão psicanalítica, né? Eh, então é essencial que a gente tenha uma rede de cuidados nesse momento, que a gente possa entender mais ou menos nessa época como que as nossas emoções elas agem sobre a gente, né? Eh, principalmente, é um exemplo bem bem fácil de perceber quando como a gente lida com as frustrações, né? Eh, na educação infantil, por exemplo, a gente deixa as crianças livremente para brincar, né? E elas interagindo, elas acabam eh percebendo que elas têm que dividir brinquedos. Se elas querem entrar numa brincadeira, elas têm que seguir algum tipo de regra, né? Aceitar alguns limites. Eh, isso é o ensaio paraa vida adulta, né? Porque trabalhar, né? Estar em espaços diferentes, a gente acaba tendo que entrar em algumas regras que cada um desses espaços exige, né? Eh, eu tô aqui, né? Eu não tô falando qualquer coisa, não tô vestido de qualquer forma, então tem que me adaptar a esse momento, né? E assim é a nossa transição em vários espaços, né? Então, se na infância eu tive aquele momento em que eu pude brincar, interagir, que eu tive um adulto olhando para mim, que eu fiquei de castigo quando eu passei do limite, né, quando se me me falaram que o meu desenho tava bonitinho, embora fosse um garancho, né? Então são são coisas muito pequenas, né, mas que elas têm um peso enorme para nossa constituição, né? Eu acho que a nossa maturidade emocional ajuda a gente eh ter um espaço social muito mais harmônico, né? a gente vê tantos conflitos que começam, né, eh, violência doméstica, briga de bar, eh, pessoa que pega um carro e acaba excedendo na direção, né? São coisas que talvez a gente possa amenizar muito, né, com essa educação emocional, né, eu poder ir pro debate em vez de ir paraa radicalização da violência, né? Então eu acho que isso começa muito lá atrás, né? Essa tolerância e a frustração que a gente vai aos poucos lidando com ela, conseguindo dar conta da frustração dentro de si, né? Sem a sem me exceder. Tudo bem, eu posso ficar com muita raiva, às vezes eu posso chorar, ficar triste, mas eu não tô infringindo algo, né, contra outra pessoa, por exemplo. Então, tá tudo lá atrás, nas brincadeiras, né, no que a gente, como a gente ajudou as crianças a lidarem com isso, tá tudo lá atrás, né? E e na terapia é isso que a gente faz, a gente encontra criança que tá sentada junto com a gente, né? Embora esteja lá nos seus 30, 40 anos, a gente tá ouvindo uma criança que faltou isso, né? Esse tipo de cuidado. Então, muitas vezes o trabalho terapêutico é ninar de novo essa criança que tá crescida, mas não não teve isso tão bem feito, sabe? Muito bom. A nossa criança interior, né? Ela sempre tá presente e a gente precisa cuidar dela. E que bom que a gente tem profissionais, assim como vocês que podem nos orientar e hoje a gente fala da psicologia nas escolas, a importância, né, desses profissionais inseridos no ambiente escolar. E essa inserção no ambiente escolar vai refletir com certeza, com toda certeza no ambiente familiar. É importante que os pais também, né, Débora, estejam atentos aos filhos. Nós falamos aqui, você muito bem pontuou a questão aí, né, das crianças que ficam só no quarto, eh, os filhos do quarto, a gente achando que as crianças estão bem protegidas dentro do quarto e hoje nós temos a certeza de que não, quem estão criando os nossos filhos, né, para quem os nossos filhos estão falando, com quem os nossos filhos estão conversando, com quem eles estão se abrindo, o que eles estão dizendo, né? Então, é muito importante essa esse eh acolhimento na escola para que a criança também tenha uma confiança em alguém que ela tenha certeza que possa ouvir, porque hoje falta muito a escuta ativa. Gostaria que você falasse sobre isso. Deixa eu ver, a produção tá me avisando aqui, Débora, só um minutinho. Nós tivemos um problema técnico, mas nós já estamos novamente de volta com você. Então, nós estamos aqui Estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Nós estamos com Rafael, nós estamos com a Débora. Hoje nós estamos falando sobre essa questão da psicologia nas escolas, né? Qual é o impacto da psicologia nas escolas? O que que traz de bom paraas crianças, a formação desse psicólogo e o que ele vai levar pra escola? a gente falando agora eh com a Débora sobre a questão de termos uma pessoa que vai ter uma escuta ativa para os nossos filhos nesse momento que ele passa pela formação, né? Porque está se formando o caráter dessa criança nesse momento da educação infantil. É isso, Débora. Sim, sim. Essa fala da escutativa, ela é fundamental, né? Eu eu aqui no consultório, às vezes a criança vem e fala: "Eu posso falar uma coisa para você?" Eu, claro. E aí ele conta uma coisa pessoal, ele conta uma coisa íntima. Às vezes ele fala: "Você não fala nada pra minha mãe", né? Então, quer dizer, há essa necessidade, né? Só que a escuta ativa, ela não se compreende apenas no ato de escutar, né? é como escutar, o que fazer com esta informação, como interagir com esta criança para que haja um uma confiança, para que haja uma estrutura dentro dessa conversa, né? Então, tem todo ali um procedimento para essa escutativa, né? E isso tem que acontecer na escola. A escola tem que abrir este espaço para escutar os seus funcionários. escutar as crianças, escutar as famílias, né? E essa ação, né, dessa escuta, ela faz com que assim eh haja e que se crie um vínculo de confiança, um vínculo de acolhimento e de afetividade que faz toda a diferença, né? Eu sempre trago para nós adultos, né? Pensa se você tem uma pessoa onde você se sente seguro, você sabe que você vai contar algo que mesmo que ela não tenha a solução do seu problema, o ato de escutar, de compreender, de fazer perguntas pertinentes já te acolhe e te ajuda. Vamos trazer isso paraa escola, né? Esse profissional que é capacitado, precisa ser capacitado para isso, ele tem estratégias. Existem várias estratégias para executar essa escuta ativa, né, que é justamente saber a hora de escutar, saber a hora de falar, saber que pergunta vai fazer, que aconselhamento vai ser dado, né? Então existe ali muitas, muitos caminhos para ajudar essa criança e essa família. Ontem mesmo eu participei de um de um congresso que a a minha fala foi justamente sobre o acolhimento das famílias atípicas, né, as mães e os pais das crianças neurodivergentes e que estão perdidas, né, com relação à questão social, aos seus sentimentos, à escola. E a fala era justamente essa, né? O papel da escola na escutativa. Então é muito importante que a a gente converse sobre isso e que a escola tenha este profissional que vai orientar e vai executar a escutativa. É importante, não é, Rafael? é quando ela fala da escutativa, eh, de famílias neurodivergentes e da inserção, né, eh, dessas crianças atípicas no ambiente escolar, porque isso é fundamental pro desenvolvimento dessa criança. Ela tem o direito de estar no ambiente escolar e para isso a escola ela precisa estar preparada, não é? Uhum. Isso é inclusive, tipo, desde a política nacional da educação na perspectiva inclusiva, né, a gente tem também a formação de profissionais para atuar dentro desse espaço, né, eh desde o do do intérprete de Libras, né, pro aluno surdo até o professor que acompanha o aluno diretamente dentro do espaço escolar, né, que é o profissional de apoio. Uhum. Temos também as as salas itinerantes, né, que são profissionais que vão passando de sala em sala para atuar com o aluno especificamente naquele espaço, né, mas também ter o trabalho com a turma de alunos, né, que é entender a diferença que existe deles para aqueles alunos com algumas características especiais, né? Uhum. Eh, então tem um trabalho coletivo e individualizado. São nessas duas frentes, né, que a escola precisa atuar, né? E esse aluno tem o direito de estar na sala de aula regular, né? Ao mesmo tempo que em paralelo também tem as propostas da das aulas específicas, né? O atendimento educacional especializado, né? Que geralmente são em salas de recurso, que funcionam em horário paralelo, né? Então, tipo, não é só colocar o aluno dentro da sala de aula, né? Só isso não basta, né? Então, tem todo um trabalho especializado que acontece tanto na sala de aula quanto em paralelo e também com as famílias, né? como que eu lido com essa criança que é divergente, né? Muitas vezes é é um trabalho de aceitação, né? Tipo, de entender que você vai ter que fazer algumas coisas específicas para aquela para aquele sujeito, né? Então tem todo um trabalho também para fazer com os professores, né? E nesse sentido a gente tem que enfatizar também a formação continuada desses profissionais, né? Momentos em que a gente possa est estudando sobre isso, né? eh debatendo, falando a respeito, colocando as dificuldades que aparecem dentro da sala de aula, o que aparece com os alunos, né? Então é toda uma rede aí, né? Eu sempre penso a partir desse viés, né? Nunca só um trabalho individualizado, sempre um trabalho em rede quando a gente tá falando de educação, quando a gente tá falando de seres humanos, né? Exatamente. Porque é uma rede, né? Porque assim, para que o aluno esteja eh bem amparado, o professor precisa estar preparado. Para que esse professor esteja preparado, ele também precisa de acolhimento. Porque quando a gente fala aqui em sala de aula, eh, a gente vê, né, algumas pessoas fal assim: "Ah, não vejo a hora do meu filho pra escola, pegue depois das férias, pega o filho, joga na escola lá". e acha que o professor e a escola têm a obrigação, né, de cuidar daquela criança e de fazer tudo para ela. Tipo assim, ah, não, tá na escola. Ah, não, não, não ligue. Tá na escola, tá bem, cuidado. Tá na escola, gente, pera aí. A escola é o segundo momento. Tudo começa dentro de casa. A orientação, o cuidado, a educação, né? Aí você vai e leva a criança pra escola, simplesmente empurra aquela criança pra escola lá e acha que a responsabilidade é toda da escola. Mas aí você não para para olhar que a escola tem seres humanos, tem professores que também tí, que também tus problemas, que também precisam de acolhimento, que também precisam de apoio. Então, quando você fala que é toda uma rede, a gente precisa ter um olhar macro do que é a escola. A escola não é um ambiente lá que você vai empurrar seu filho, né, ô Débora? Porque a a que bom que a essa visão ela está sendo ã desconstruída, podemos dizer assim, mas ainda tem algumas famílias, alguns pais que têm essa visão de que, ah, ufa, filho vai pra escola, tá lá, a escola toma conta de tudo. Sim, sim, né? A gente fala que é a terceirização da educação, né? Então a escola acaba tomando, principalmente a escola de educação infantil, acaba tomando a responsabilidade para tudo, paraa higiene, paraa alimentação, paraa educação, pros valores, né? Então a mãe vem com esse perfil mesmo. Agora a escola faz tudo. Eu trabalhei muitos anos na escola de educação infantil e que nós tínhamos mães lá que até falavam assim: "Ai, será que tem como dar uma marmitinha de jantar para eu dar em casa?" porque a criança se alimentava na escola, né? Então, até isso, nós dávamos banho, dávamos o almoço e a mãe queria levar a marmitinha do jantar. Então, a gente achava um absurdo, né, que nem um jantar a mãe queria fazer, estava terceirizando. Quanto mais falar de educação, de valores, de regras e de tantas outras coisas, né? Então, essa conscientização do papel de cada um, qual é o papel efetivo da escola e qual é o papel efetivo da família e que essa parceria é muito importante e que é uma parceria que quando cada um estudar realmente, né, muito importante que quando os dois lados sabem o que vão fazer e a forma que faz, fazer. Essa criança ganha muito, a escola ganha muito e a família ganha muito também. Muito bom, né? Agora, eh, a gente precisa aqui salientar, estamos falando da psicologia nas escolas, de trazer o profissional eh psicólogo nas escolas, né? O bem que isso vai fazer, o impacto positivo que isso eh eh vai causar. Já está acontecendo esse trabalho, né? Já tem pessoas que estão trabalhando com a saúde mental dentro das escolas. Que bom paraas nossas crianças isso. Agora, a gente precisa entender que o atendimento em grupo, ele não substitui o atendimento individual. Nós falamos aqui de famílias eh atípicas, né? Então, especialmente para essas crianças com necessidades emocionais específicas, a gente tem que entender também que a família ela precisa, além da escola, buscar um acompanhamento específico para essa criança, porque volto lá naquela fala de a criança vai pra escola e a responsabilidade a partir de agora é da escola. Se vira a escola, né? Tem psicólogo, se vira psicólogo da escola. Não, não é assim. A gente também tem que puxar responsabilidade paraa gente, porque é um acompanhamento aí eh muito grande. É família e escola e a gente precisa estar em conexão. É isso. Exatamente. Uhum. É um ponto importante, né, que a psicologia escolar ela não é um ambiente terapêutico, né? Eu acho que existem espaços em que essa tipo de terapia vai ser realizado, né? Então também é um trabalho paralelo, né? Acho que o psicólogo da escolar, ele vai propor intervenções, né, vai ter esse olhar, encaminhamento para diagnóstico quando for necessário, né? Mas isso não exclui, né, a necessidade do trabalho individualizado. Muito bem colocado. Eh, a gente precisa estar atento nesse contexto também, né, Débora, porque, eh, querendo colocar aí eh o ônus, né, paraa escola, a gente também tem que eh analisar toda essa questão que é um acompanhamento psicológico, né, é um acompanhamento preventivo, mas se a criança tem uma necessidade específica, eh, a escola vai sim fazer o direcionamento para um a saúde pública, mas a responsabilidade de dar sequência a todo esse tratamento é da família, né? Você precisa pegar a sua criança e levar até o psicólogo, porque assim, tem gente que acaba ficando numa zona de conforto achando que a escola vai resolver tudo. É verdade. Realmente esse é o papel da família. A escola tem dentro do da sua função eh observar, sinalizar, orientar e encaminhar. E esse encaminhamento realmente ele primeiro ele tem que ser documentado pela escola. Isso é fundamental, que todos os encontros que esse psicólogo terá com a família tenha uma ata, seja assinado esse encaminhamento formalizado, né, assim, ter um documento quanto a isso, porque já tive experiências assim de que a escola sinaliza, conversa, aquela conversa meio que de corredor com a mãe, a mãe não procurou ajuda e depois coisas muito sérias aconteceram e recaiu sobre a escola, como a escola não viu, como a escola não fez nada, então é muito importante que a escola faça, documente e encaminhe da família aí é justamente esse de procurar, né, de ir atrás desse psicólogo e realmente, né, existe uma diferença do psicólogo eh institucional e o psicólogo clínico. são atuações distintas, né? Como na minha área, dentro da área da psicopedagogia existe o psicopedagogo institucional e eu que trabalho como psicopedagoga clínica. Então, a o objetivo dos trabalhos, as as intenções desses trabalhos, existe um processo de avaliação e de intervenção que acaba sendo totalmente diferente. Então, por isso da necessidade desse encaminhamento e da documentação correta para esse encaminhamento. Perfeito. Agora vamos lá, Rafael. Como é que você enxerga eh os próximos anos, né? Eh, como que você vê a evolução da psicologia escolar? Conta pra gente. Eu acho que a gente tem um prognóstico muito positivo. Eu tendo a ser otimista, né, pelo que a gente vem observado, né, e por quanto a gente tá aprendendo a debater alguns temas sensíveis, tanto na sociedade quanto nos espaços escolares, né? Então eu acho que se institucionalmente isso caminhar, né, para uma maior eh presença desses profissionais dentro da instituição escolar, a gente vai ter um cenário muito interessante, né? E e a escola é sempre um ambiente de transformação, né? Essas, como você mesmo citou, né? A escola de hoje não é a de 20 anos atrás, assim como não era de 50 anos atrás. E futuramente também não vai ser a escola que a gente tem hoje, né? Eh, também não quero fazer uma visão linear e progressista, né? Uhum. Mas vejo com muito otimismo que a presença do debate é sempre algo eh criativo e positivo, né, para paraa sociedade como um todo, para essas crianças que estão presentes na sala de aula, né? E eu acho muito curioso que eu acompanho pelo pelas redes sociais a escola onde eu estudei, né? Eu vejo o quanto é diferente, né? A a o que eles têm em termos de material, né? O quanto existem projetos dentro da escola. Falei: "Nossa, olha que legal, né? Queria eu estar de novo naquele espaço, né?" Verdade. E e eu vejo, nossa, eu tenho muita muita esperança num futuro bem positivo pra educação pública brasileira, sabe? Eh, a gente tem profissionais excelentes, a gente tem eh formações excelentes, tem muitos cursos de pós-graduação, de graduação, que fazem um trabalho muito bacana. Eh, em todo lugar que você vai, existem projetos, sabe? Humum. Então, por mais que existe essa essa esse passo de formiguinha da instituição, existe muito muita coisa sendo trazida pelos profissionais, sabe? Porque gosta, porque tem um engajamento, sabe? Porque tem uma visão de mundo diferente, né? Eh, com mais eh tendências à integração, né? A coletividade, a uma harmonia social. Então, o meu parecer pessoal é é otimista, sabe? Que bom, né? E você tá presente nas escolas? você atua eh qual que é a tua a sua atuação principal hoje? É, hoje é pelo viés da educação social, né, da da assistência social de Campinas. Então, a gente acaba visitando instituições em que a gente tem usuários, né? Então, a gente acaba interagindo muito com os profissionais da escola, né? e vendo que tipos de mecanismos eles têm para oferecer para esses usuários, né, que geralmente vem de uma condição de vulnerabilidade social, né, com questões de violência doméstica, enfim, várias várias questões muito delicadas, né? Então, é por esse viés que eu acabo entrando na escola, né? Mas também participei do do dia D alguns meses atrás em Vinhedo, fui convidado por uma coordenadora escolar, né, para est debatendo sobre o cyber bullying nas escolas. Então eu acabo vindo por esse viés, mas já atuei muito na rede pública também dentro da sala de aula, né, como professor, principalmente no fundamental, né, aquela idade que eles estão transitando da infância para adolescência, que eles estão nesse meio termo, né? Então tem essa experiência também de vivência em sala de aula. Mas eu gosto muito desse espaço, eu não deixo de de atuar como educador, né? Então acho que eh não dá para tirar isso, sabe? E essa questão psicológica, Rafael, quando você fala dessa transição, né, de criança para adolescente, a psicologia ela precisa ser inserida, principalmente nesse momento e eh nesse momento da fase da da transição, né, do do ser humano, mas também nesse momento que a gente vive hoje dessa disseminação de conteúdos inapropriados para as nossas crianças, né? Essa semana a gente teve aí informações, notícias e crianças sendo notícia e e adolescentes. Qual que é a avaliação que você faz dessa dessa questão que tá acontecendo hoje, principalmente do que aconteceu essa semana e do cuidado que os pais devem ter com as crianças, já que a gente tá falando aqui de criança, de educação, de psicologia, né, e de desenvolvimento. Olha, eu acho que é essencial que os pais conversem com seus filhos, né? Eh, o que que eles estão consumindo nesses espaços, né, da rede social, né? Eh, vocês veem o que seus filhos estão publicando, né, o que eles estão discutindo ali. Existe toda uma linguagem, né, que se criou com os emojis, né, que a gente vê que eles falam sem estar escrevendo palavras, né? Então, como que a gente aprende a ver isso, né? Eh, existem ferramentas pra gente eh talvez tentar proteger mais os celulares desses conteúdos, né? Eh, o problema é que as questões sempre a as soluções aparecem sempre depois que os problemas estão muito disseminados, né? Infelizmente, né? Então, a a lei de proteção de dados veio muito depois das redes sociais, né? Então, é um espaço em que a gente até eh tem a ilusão de poder falar qualquer coisa, né? Mas não é um espaço sem regra, né? A gente tá lidando com outras pessoas. Só que como a gente tá diluído nos avatares, as redes sociais, parece que não existe limite, né? Mas acho que acima de tudo a gente tem que aprender a conversar com os nossos filhos, com as nossas crianças para ver o que eles estão acessando, né? E e se eles têm essa eh conseguem trazer pra gente também algum problema, né? Tem tem essa eh liberdade para discutir algo que aconteceu e eles estão meio sem jeito para falar, sabe? Eh, então é importante manter o diálogo, né? E a gente não pode achar, fazer a avaliação leviana de que internet é um espaço seguro, não é, né? Eh, é, é tipo, fala, eu não deixaria uma criança sozinha numa cidade como São Paulo. Mesma coisa deixar alguém sozinho na internet, ela tá exposta absolutamente e literalmente tudo, todo tipo de conteúdo, né? Então, a gente tem que ter ferramentas para isso. Mas acho que o diálogo é a ferramenta essencial, fundamental. Fundamental, né? É verdade, Débora. essa semana, né, com com tudo que que aconteceu referente à a à divulgação e eh de conteúdos, né, inapropriados, de crianças, de adolescentes, a gente acho que é um momento bem oportuno pra gente falar da importância da psicologia nas escolas. Então eu pergunto para você, eh, como que você enxerga essa evolução da inserção dos psicólogos nas escolas? eh, desse movimento que já acontece nas escolas para tentar blindar, para tentar proteger essas crianças e para ensinar essas crianças eh que elas têm um poder de fala, que elas têm um lugar de fala e que a saúde mental ela é muito importante e que a gente precisa estar atento a a tudo que a gente consome, né, a partir dessa dessa internet sem freio, desse dessa coisa assim, é muito desenfreado essa essas informações. é os vídeos, é tudo, todo mundo querendo consumir, consumir e tem gente produzindo e nessas produções acabam levando os nossos adolescentes, né? A gente acaba eh perdendo as nossas crianças e os nossos adolescentes. Então, gostaria que se fizesse um comparativo referente a tudo que aconteceu aí essa semana, né? Eh, e esse, esse nosso bate-papo de hoje, que é a saúde mental, é a prevenção, é a psicologia, a educação emocional das crianças e adolescentes. Sim. Eh, eu vejo com assim bons olhos, apesar da lentidão, né? Eu eu acredito que nós tínhamos já que estarmos muito mais adiante nessa questão da conscientização. Eh, as ações muitas vezes surgem primeiro como forma punitiva para depois ter uma ilucidação, que foi o caso da proibição do celular na escola, né? Então, veio primeiro a proibição, depois a conscientização, mas que são ações super necessárias, né? E é muito importante que abra esse espaço de conversa e de orientação com esses jovens, eh, através de práticas e de exemplos, né? Às vezes os pais não querem trazer uma notícia como essa que ocorreu à tona na família. Uhum. É, vamos conversar sobre isso. Eu eu lembro de há um tempo atrás, quando um aluno entrou na escola e e matou a professora, eu trouxe para vários adolescentes aqui do consultório, eu trouxe o assunto à tona para ver o que eles achavam sobre isso. Uhum. Porque aí com base no na opinião deles, eu ia falar: "Bom, tá tranquilo". Não, não. Olha o sinal amarelo levantando aqui. Então é muito importante que essa conversa sobre o que está acontecendo hoje, né? E e temos assim, se a gente for pensar em situações para exemplificar pros nossos filhos, paraas nossas crianças, nós temos muitas, né? Então é importante que isso seja trazido à tona e que haja uma conversa, não uma conversa de ameaça, não uma conversa: "Olha, você não pode fazer isso, olha isso é proibido, olha isso, não". É uma conversa de se você ver isso, se isso acontecer com você, você tem a rede de apoio, você tem a quem recorrer, você tem, sabe, mostrar que existe caminho e não omitir. Eu vejo muitos pais que falam: "Não, não podemos conversar isso na frente dos nossos jovens". Mas tá ali. Se ele clicar no celular da ali, ele vai ler. Só que ele não vai ter o entendimento para ver, para entender aquilo que está acontecendo. E aí cabe ao psicólogo escolar fazer esse trabalho, cabe à família fazer este trabalho. Então eu vejo que nós estamos no caminho. A porta se abriu, o caminho tá aí, mas nós temos aí dar uma corridinha, eu acho, para para sabe, dar uma aceleradinha. eh, para que a gente consiga ter uma resposta mais rápida e e conseguir ajudar esses jovens, porque se a gente parar para pensar, eles estão vivendo isso na adolescência pela primeira vez, né? Eles, a adolescência é só uma. Então, ele tem 13 anos com essa gama de informações sem saber o que fazer. ele não tem uma experiência prévia para isso. E aí cabe ao profissional da área de educação, profissional da área de saúde da família conduzir, orientar e mostrar o caminho, porque pode acontecer com ele, né? A gente não sabe, pode realmente acontecer. E aí a gente tem que saber a orientação, a gente tem que saber como que isso é feito e o caminho que possa ser feito. Os meus filhos, eles já são adultos, né? Não não passaram tanto por essa por essa época. Mas eu lembro da minha filha trazer uma vez o um assédio de cobrador de ônibus que ela tomava todo dia o ônibus para voltar da escola e que o o cobrador ficava puxando conversa com ela e falou para ela: "Você pode passar sem pagar". E aí ela trouxe essa informação para nós, porque ela falou: "Mãe, é errado isso? Ela não tava percebendo o assédio, mas a ação dele de falar que ela podia passar na catraca do ônibus sem pagar o valor que ela tinha disso, ela falou: "Mãe, tá errado?" Aí ela nos contou o que estava acontecendo e nós tomamos as medidas cabíveis, mas eh não era nada com relação a internet, mas existe essa questão. E se a criança tem uma noção disso, valores sobre isso, ela levanta o sinal de alerta e os pais, a escola vão tomar as atitudes cabíveis. A importância, né, da comunicação, eh, de estar repassando paraas nossas crianças. Às vezes a gente fica com essa questão de tabu, né? Não, não quero chocar, não vou falar, mas você não fala, mas a criança ela ela vai ver, alguém vai falar, um coleguinha vai falar. Então a gente precisa também ter essa comunicação assertiva com os nossos nossas crianças e adolescentes, né, Rafa? Com certeza. A gente não falar, não quer dizer que não acontece, né? Então, tipo, existe a coisa e o que se descreve sobre a coisa, né? A gente evitar esconder não quer dizer que a coisa esteja lá, né? embaixo do tapete, enfim, em algum lugar que tá, né, acontecendo. E esse exemplo que a colega passou, né, eh, do cobrador de ônibus, né, eh, ainda é uma uma situação que fisicamente você tá no lugar, né, você consegue perceber que houve uma transgressão ali, né? Uhum. E na internet, como é que a gente faz isso, né? Eu não sei quem tá atrás daquele avatar, né, daquele eh daquele eh perfil da rede social, né? Pode ser um adulto, pode ser alguém com intenções totalmente avessas, né, do que tão sendo feitas, né? Eh, muito acontece em jogos online, não sei se vocês já viram, né, que existem os perfis para jogar e de repente é um adulto atrás que tá tentando explorar de alguma outra forma, né? Enfim, eh, precisamos falar sobre tudo, precisamos estar atentos, né? Muito bem, agora 9:11. Como nós tivemos um probleminha técnico, a gente vai estender um pouquinho mais. Então agora a gente começa a conversar com os nossos telespectadores. Claro que estamos conversando com você desde as 8 da manhã, mas agora a gente vai responder a pergunta que você mandou através do nosso WhatsApp. Nós estamos aqui falando sobre educação emocional na infância, a importância da psicologia nas escolas. Tem uma lei que eh ela é uma regra, né, gente? precisa ter psicólogos nas escolas municipais e estaduais. Isso está acontecendo eh gradativamente a Passos Lentos? Sim. Por quê? Porque precisa contratar. Primeiro precisa ter o profissional, depois precisa ter um concurso público, né? Depois a escola precisa estar preparada para receber esse profissional. Então é um pouco moroso. Tem uma morosidade? Sim, tem. Mas que bom que nós temos uma lei, que bom que as coisas vão acontecer e que bom que as escolas já estão eh com um e uma questão, uma rede de apoio já eh preparada para receber os seus alunos e logo em breve a inserção eh da psicologia, dos profissionais, né, dos psicólogos nas escolas, que também vai completar aí essa rede de apoio. A gente fica muito feliz, né, em saber que isso está acontecendo. 19. Eh, coloca de novo, por favor, pra gente o telefone, 199729377. Valeu, pessoal. Aí, nossa direção. Pode colocar então as perguntas se a gente tiver, por favor. Pessoal que mandou perguntas referente essa questão da saúde na da da psicologia, né, nas escolas. A Andreia Nogueira do Jardim Santa Genebra, ela diz assim: "Bom dia, viu, Andreia? Obrigada pela sua participação. Nas escolas ainda, ainda existe muita resistência para falar de emoções. Como começar esse diálogo eh sem que pareça algo fora da rotina escolar? Vamos lá. Eh, então, Débora, eh, você concorda com a Andreia quando ela diz que ainda existe muita resistência para falar de emoções dentro das escolas? Olha, das experiências que eu tenho, das escolas que eu trabalho, né, as crianças que eu recebo de das escolas, eh não é tão grande essa resistência, né? Mas o que a gente pode fazer, existem muitos projetos pedagógicos que trabalham essa questão da educação socioemocional, né? Existem até sistemas de ensino com apostilas, até um material muito específico, mas a escola pode abrir projetos, né? ele vai correndo paralelo ali à parte pedagógica, paralelo ao conteúdo pedagógico, que são projetos aonde nós vamos trabalhar situações cotidianas da escola e da família em forma de projetos lúdicos, em formas de projetos interativos, eh projetos elucidativos. Então existe sim, eu conheço algumas escolas que já fazem essa essa proposta aí de de projetos e que tem ajudado bastante. Então eu vejo que isso tá realmente bem eh está acontecendo. Que bom, né? Que bom que isso está acontecendo e que a gente tem aqui dois profissionais que trabalham com a educação e que podem trazer pra gente essa eh essa resposta para você, Andreia. Agora ela pergunta assim: "Como começar esse diálogo sem que pareça algo fora da rotina escolar?" Rafael, você pode ajudar a gente também para completar aí a resposta paraa Andreia? É, eu acho que isso faz parte da rotina escolar. Por exemplo, nossa, você tirou uma nota baixa, foi ruim para você? Nossa, eu tirava nota baixa quando é criança, eu ficava muito mal. É, como é que você tá se sentindo sobre isso? Nossa, ele brigou com você por isso. Eu ia ficar muito chateado. Como é que você tá se sentindo? Você quer falar um pouco? Uhum. Aconteceu, é reiterado, acontece isso várias vezes com você, sabe? É, é, o cotidiano tem muitas, mil oportunidades para você fazer isso, entende? Bom dia, como é que você tá? Passou bem final de semana que você fez, né? Você tem, vamos falar um pouco sobre isso. Eh, enfim, eh, o cotidiano é muito rico com experiências emocionais, só que a gente não tá habituado a perceber como a gente se sente em determinados momentos, né? Tipo, eu tô ansioso, como eu tô me sentindo por estar aqui, sabe? Eh, é muito difícil a gente fazer essa reflexão, voltar para dentro de si e falar: "Nossa, tipo, aquele momento eu fiquei com medo, tava triste". Ajudar a pessoa a dar voz para esse sentimento, sabe? Eh, os projetos são muito importantes, interessantes, mas tem um lugar mais simples ainda que isso pode acontecer, né? Olha só, bem colocado a tua a tua pontuação, a sua fala, né? Porque um simples olá, tudo bem, né? Como é que você tá, como é que você passou o final de semana, Débora? Isso já traz, dependendo da resposta, já acende um alerta, não é? Sim, sim. E esse olhar, né? O que que a pessoa sente com isso? Poxa, ele tá interessado, ele quer saber, ele tá abrindo aí um caminho, né? Então eu posso responder com sinceridade, eu posso falar que vai ter esse acolhimento, esse simples olhar já consegue abrir aí uma porta importante para se falar das emoções. Muito bem, a gente aprendendo aqui, né, com vocês dois, como é bom, é bom trazer esse assunto e é bom ter pessoas especialistas para falar também e para nos ensinar sobre isso. 19978293776. Pode mandar sua pergunta, nós estamos respondendo você e estamos falando da educação emocional, né, nas escolas, os nossos alunos que precisam sentir o acolhimento e investir na educação emocional não é um luxo não, viu, gente? É uma necessidade. A gente precisa sim. A Andreia Nogueira do Jardim Santa Genebra. Opa, essa aqui já foi. Produção, vamos lá, coloca outra pra gente se tiver, por gentileza. Eh, você que tá com a gente, pode mandar. Opa, de novo. Ah, estamos falando sobre a educação. É, eu acho que tá repetindo aí. Vamos continuar então com os nossos entrevistados e aí vocês ajustam aí depois e colocam a próxima pergunta pra gente, tá? Por gentileza. Agora, hoje, né, o que que a gente pode trazer eh para os pais que estão nos assistindo referente a questão dessa conexão da escola com a família, eh, e a importância de se conhecer o ambiente em que o filho está inserido. Porque quando a gente fala de escola, escola é um ambiente. Que bom que hoje não tem mais celular na escola. Mas depois que sai da escola, a criança ela vai se inserir em um ambiente novo, né? Então a gente precisa pedir o quê pros pais? Para eles se atentarem. Nós fizemos um programa aqui outro outro dia falando sobre a importância do pai estar inserido dentro do mundo da criança e do adolescente. Por quê? Porque tem pais que eh eh entregam o celular para criança ou adolescente e não sabe o mundo obscuro da internet que esse adolescente está presente. Então, como que você avalia a importância dessa inserção também dos pais nesse mundo do adolescente? Porque ah, que coisa de de menino, eu não vou não vou me envolver. Precisa, não é? Sim. Eh, eu acho que tem que ter essa abertura, né? Uhum. A gente tem que tá disposto a tá se atualizando sempre, né, que a gente fica mudando toda hora, como a gente tem falado, né? Mas se perguntar, tipo, eu conheço meu filho, eu sei quem são os melhores amigos dele, eu sei o que ele gosta de brincar, o que ele gosta de comer, onde ele gosta de ir, né? Eu conheço esse sujeito que tá se desenvolvendo, tá se tornando uma pessoa, né, autônoma, eh, com preferências, né, o quanto eu participo dessa construção dele, né, eu também trago influências minhas, né, para para essa para esse filho, né, eh, eu falo também o que eu gosto. Ele sabe quando eu faço aniversário, coisas triviais, né, eh, mas que tem muito sentido, né, eu participo desse cotidiano. Eh, ele gosta de ver tal filme, né? Ele gosta, sei lá, de de uma de um seriado. Vou assistir com ele, né? Como eu participo dessa vida, né? Eu sei que às vezes o trabalho, né? O cotidiano esmaga a gente, né? Mas eu posso, que que eu posso ter construir com ele, né? Junto, né? Hum. Perfeito. Esse diálogo aí, né? E essa essa disposição autêntica de querer saber, né? que eu exato essa autenticidade. Eu vou fazer uma pergunta, eu vou dar conta de ouvir a resposta e entrar e começar um debate assim. É, exatamente. E o pai tem que ter aí uma um autoconhecimento, né, Débora? E uma uma questão de além de ter o autoconhecimento, tem que ter uma saúde emocional, porque de repente dependendo da pergunta que você faz pro adolescente, ele vai responder você. De repente é uma coisa que você não tá preparado para ouvir. É verdade, viu? Eu já passei isso com os meus filhos, sabe? De você eh a gente sempre cultivou muito na minha família essa abertura do diálogo, né? Então, e a gente tem que estar preparado para isso, né? tem que estar preparado eh para isso e ter a sinceridade que se essa informação chegar e você não estiver preparado, não fale qualquer coisa, sabe? Peça para o seu filho, olha, eu preciso pensar sobre isso e em breve eu a gente vai voltar a conversar, porque nesse momento eu não consigo te dar uma resposta pronta, assertiva e correta. Isso é a coisa mais, eh, vamos dizer assim, assertiva a ser feita numa situação de saia justa, porque de repente você ou sai brigando e se você sai brigando, sai contestando, você fecha essa porta radicalmente. Ele não vai conversar mais com você porque ele trouxe uma situação e você brigou. Pera aí, não é? Ele vai parar de falar. Então, é preferível você assumir que você ainda não tá em condições de responder e você vai procurar ajuda para isso e depois vocês sentam e conversam sobre o ocorrido. Seja uma coisa que ele fez, seja uma coisa que ele está sentindo, seja uma coisa que ele percebeu e que ele gostaria de conversar. E nós temos muitas coisas, né? a próprias questões assim do que ele fez na internet, eh questões relacionadas às relações afetivas, questões relacionadas a a condutas de aprendizagem ou à escola, as notas baixas. Nossa, eu poderia ficar aqui fazendo uma lista de assuntos delicados que precisam ser conversados, como o colega bem falou, né? Não conversar não quer dizer que o assunto não existe. Ele tá aí gritando e precisa ser dito. Muito bem. Olha só, agora 9:22. A última pergunta então paraa gente já ir paraas considerações finais. Pode mandar a produção, por gentileza. Ah, olha, professora Carla Moura do Jardim Chapadão. O que a psicologia pode fazer dentro da escola para ajudar não só os alunos, mas também os professores que enfrentam turmas desafiadoras? Sou professora Carla. E aí, Rafael? Vamos responder. Ela é uma pergunta extremamente saia justa, né? Saia justa total, né? É, eu acho que os professores estão diante de muitas situações, né? eh, que fogem a função ensino aprendizagem, né? Eh, eu acho que o professor tem que ter um espaço de acolhimento, certo? Eh, às vezes eu brinco, eu falo que além do do vale transporte, alimentação, a gente ter o vale terapia, né, pra gente poder acessar espaços de cuidado, né? Eh, mas enfim, onde que eu posso buscar ajuda, né? Que que ferramentas eu posso buscar para eu não ficar eh sofrendo com o que eu tô eh vivendo no meu trabalho, né? Eu acho que é muito importante que o professor tenha esse olhar para si e perceba eh o se isso tá passando dos limites que ele dá conta. A gente não precisa dar conta de tudo, né? Eu acho que a gente pode buscar acessar essas redes de cuidado também. a gente acabou de falar, né, de como eh conduzir o aluno para esses espaços, né, da terapia, dos acompanhamentos educacionais especializados, onde o professor pode acessar, né, ele pode acessar uma clínica escola, ele pode bancar uma terapia particular, ele tem um convênio. Então, talvez discutir também dentro com esse psicólogo escolar que ferramentas ele pode ter para se cuidar, né? Exato. Exato. Porque o professor, sem o professor não tem como fazer e a gente precisa de dar atenção aos nossos professores, não é, Débora? Sim. Olha, é fundamental, né? A minha filha é professora e às vezes ela chega assim falando algumas coisas e eu sou meio terapeuta e aí a gente conversa, é lógico, ela faz terapia, né? Eu e eu também faço. Eu acho que isso, esse suporte emocional ele é fundamental. Papel do psicólogo, papel da terapia para todos nós, ele realmente é muito importante. E o professor ele precisa, ele precisa deste amparo, ele precisa até porque a faculdade não prepara para isso, né? No o a faculdade, os cursos que nós fazemos não nos prepara. Eu sou pedagoga de formação, né? Eh, nós tivemos ali uma um módulo de psicologia da educação, mas não era voltada à saúde emocional, não tinha esse perfil na época que eu me formei. Então, nós não temos, o professor não tem essa bagagem, até porque cada dia dentro da escola é uma surpresa, né? Quem tá ali dentro sabe disso, que a gente não tem certeza do que vai encontrar todos os dias dentro da escola. Então, ter esse acompanhamento, ter esses caminhos aí que o Rafael colocou, né, de dessa procura de ajuda é realmente fundamental. Muito bem, gente. Vamos encerrando por aqui o nosso programa. Estendemos um pouquinho mais e eu acho que super valeu, né, e esse momento, a compartilhamento de de informação, de experiência. Quero agradecer muito você, Rafael, pela presença aqui no nosso programa. Obrigada por trazer aí experiência e e por nos ensinar, né, muita coisa que eu acho que é importante a gente estar atento a essa questão psicológica, não somente na escola, mas também dentro da nossa família, da nossa casa. Obrigada. Imagina. Eu que agradeço o convite aqui. Foi muito bom estar conversando com você e com a Débora. Muito obrigado. Maravilha. Ô, Débora, mais uma vez obrigada pelo seu compartilhamento, né? sempre assim, eh, muito presente conosco, mesmo estando pelo Zoom. Então, assim, eh, quero agradecer mais uma vez a sua parceria com a gente aqui do estúdio Câmara. Obrigada, viu, eu que agradeço. Prazer em te conhecer, Rafael. Sucesso aí na sua carreira também. Obrigada pela oportunidade. Abrir esse espaço para falar de educação, de educação socioemocional, importantíssimo. E até uma próxima, se Deus quiser. Valeu. Valeu. Até uma próxima, gente. Vamos encerrando por aqui. Então, a gente pode falar que nós aprendemos que investir na educação emocional não é um luxo, é uma necessidade. Psicólogos nas escolas ajudam crianças a se conhecerem, lidarem com lidarem com os desafios. construírem relações saudáveis. Esse cuidado é essencial para formar cidadãos conscientes, empáticos e resilientes. Cada passo dado hoje na infância é investimento no futuro da nossa sociedade. Lembrando também que nós precisamos cuidar dos nossos professores e da nossa família. É um conjunto, combinado? Bom, na próxima segunda-feira, gente, dia 18, a gente fala aqui no estúdio Câmara ao vivo sobre música e cérebro. Você já ouviu alguém, já viu alguém estudando e ouvindo música? Então, você sabia que ouvir música enquanto realiza tarefas pode aumentar a produtividade, melhorar o humor e estimular a criatividade? Mas não é todo mundo que consegue fazer isso, né? A gente vai descobrir como é que isso acontece com uma psicóloga e uma consultora de imagem e entender os sons e ambientes, como eles influenciam no nosso bem-estar e performance. aqui no estúdio Câmara na segunda-feira a partir das 8 da manhã. Fique ligadinho com a gente, tá bom? Entregando. Então, eh, nós temos Câmara Notícia a partir do meio-dia também tem a central e a Íria aqui. Olha, a ÍRA é sucesso aqui em Campinas, hein? A nossa inteligência artificial eh trazendo informações do legislativo também, informações eh locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais. E claro que nós temos você aí do outro lado, que é muito importante pra gente. Então, preparamos uma programação de fim de semana magnífica, tá? Tenho certeza que você vai adorar. Continue ligadinhos aqui na TV Câmara Campinas. Segunda-feira, se Deus quiser, a gente está de volta a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. aos nossos convidados. Gratidão a você de casa. Super beijo. A nossa equipe, super valeu, gente. Valeu mesmo a parceria e a gente entrega para você que tá aí ligadinho. Muita felicidade, muita saúde e muita tranquilidade pro seu final de semana, tá bom? Se encontramos a partir das 8 na segunda-feira ao vivo. Valeu, gente. Fique bem. [Música] [Música]