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Estúdio Câmara | Dizer não sem culpa: por que é tão difícil impor limites?
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Estúdio Câmara | Dizer não sem culpa: por que é tão difícil impor limites?

26 views Publicado 23/06/2025 HD · 1:13:13

Descrição do vídeo

Você tem dificuldade em dizer “não”? Sente culpa, medo de decepcionar ou prefere se anular a causar conflitos? Esse comportamento é mais comum do que parece — e pode estar profundamente enraizado em traumas, educação e no modo como fomos condicionados a agradar os outros. No Estúdio Câmara desta segunda-feira, 23 de junho, recebemos Patrícia Panho Ferronato (psicóloga clínica comportamental e neuropsicóloga) e Adele Feltrin (psicóloga clínica) para um bate-papo profundo sobre os impactos emocionais, neurológicos e sociais de quem não consegue impor limites. 🔍 Ao longo do programa, discutimos: Por que muitas pessoas sentem culpa ao dizer “não” A origem comportamental da necessidade de agradar Como o medo do abandono, traumas e baixa autoestima afetam essa escolha A relação entre dificuldade de impor limites e sintomas físicos como ansiedade, insônia e esgotamento A importância da comunicação assertiva nas relações pessoais e profissionais Técnicas e orientações terapêuticas para aprender a dizer “não” com equilíbrio e empatia 💡 Você sabia que dizer “sim” o tempo todo pode ter consequências graves para sua saúde mental? Estar sempre disponível não é sinônimo de bondade — pode ser um sinal de negligência emocional consigo mesmo. 📺 Se você se identifica com essa dificuldade, este episódio é para você! Assista até o fim, reflita com nossas especialistas e descubra como pequenas mudanças podem transformar sua forma de se posicionar, sem culpas ou medo de rejeição. Este programa é um convite ao autocuidado, ao respeito próprio e ao aprendizado de que dizer “não” também é um ato de amor — por você e pelo outro. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na TV Câmara. para Campinas. Nós estamos chegando com o estúdio Câmara nesta manhã de segunda-feira. Gente, parou para prestar atenção que hoje já é dia 23 de junho. Estamos no inverno brasileiro. Sejam muito bem-vindos. O assunto de hoje é muito mais comum do que você imagina e também gera sofrimentos e sobrecarga. Hoje a gente vai falar aqui no estúdio Câmara sobre a dificuldade de dizer uma palavrinha tão simples, a dificuldade de dizer não. E para ajudar a gente a entender o impacto eh neurológico e também o impacto emocional dessa dificuldade e principalmente quais os caminhos, né, que a gente deve seguir paraa construção aí da comunicação mais assertiva e equilibrada. Nós convidamos duas especialistas incríveis, já estão com a gente aqui no estúdio, é a Patrícia Panho Ferronato e a Adele Frim. Olha só, elas vão nos ajudar a desenvolver o programa de hoje. Você já pode participar, a sua participação é super importante, fica à vontade, manda a sua dúvida, o seu depoimento pra gente. Você tem dificuldade em dizer não? WhatsApp tá na tela. 97829377. uma dificuldade que a gente enfrenta quase todos os dias, mas que a gente pode equilibrar e aprender a dizer não de maneira assertiva e positiva, tá? Agora a gente atualiza as informações e também a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente inicia o nosso bate-papo com as nossas convidadas. Hoje tem reunião ordinária no legislativo campineiro. A Câmara de Campinas vai analisar em primeira votação nesta segunda-feira o projeto de lei de diretrizes orçamentárias para o ano de 2026. Esse projeto, gente, define metas e prioridades do governo e também orienta o orçamento do próximo ano. Além disso, os vereadores também devem avaliar o projeto que cria o novo plano de cargos, carreiras e vencimentos para a rede Mario Gate, incluindo a abertura de 308 vagas por concurso, tá? Então você pode acompanhar a reunião ordinária aqui pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube da TV Câmara Campinas e presencialmente no plenário José Maria Matozinho lá na Câmara de Campinas. A partir das 6 da tarde é só chegar. Rua Engenheiro Roberto Man 66, bairro Ponte Preta. Chega lá e pode entrar. Seja muito bem-vindo e a sua participação é muito importante. Reunião ordinária hoje, então, a partir das 6 da tarde no Legislativo campineiro. Mais informação chegando para você. A Comissão de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais realiza a quinta reunião ordinária. A reunião acontece hoje às 4:30 da tarde e deve discutir a qualidade de vida e bem-estar emocionais de emocional, perdão, de cães, gatos e suas famílias. O encontro é presidido pelo vereador Permío Monteiro e deve contar com a participação da médica veterinária comportamental e psiquiatra veterinária Camila Volote. A proposta da reunião é ampliar o debate sobre os direitos dos animais aqui no município de Campinas e incentivar políticas públicas que considerem não apenas a saúde física, mas também o equilíbrio emocional dos pets e o seu impacto no convívio familiar. A reunião é aberta à população, vai ser realizada no plenarinho da Câmara e a entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto Manj 66, no bairro Ponte Preta. Você pode participar, você sempre super bem-vindo. Muito bem, previsão do tempo para hoje. Todo mundo percebeu que começou a ventar agora pela manhã. Quando eu acordei não tinha vento, tava fresquinho, mas agora o vento já eh eh ficou um pouquinho mais forte. E hoje nós temos aí a previsão de sol com muitas nuvens agora pela manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite. Tempo chuvoso, mínima 17, máxima 27º aqui em Campinas. E tá se aproximando aí uma frente fria que promete esfriar muito aqui no interior de São Paulo e também aí em toda a nossa capital, tá? Então fique atento, previsão do tempo na tela para você e a probabilidade de chuva é de 80% no final da tarde e à noite também. Combinado? Agora sim, vamos ao nosso tema central, a dificuldade de dizer não. Muitas vezes essa dificuldade em estabelecer limites está ligada à necessidade de aprovação ou receio de causar conflitos. E qual o resultado disso? a gente já sabe, uma sobrecarga emocional imensa, uma frustração e até sintomas físicos como ansiedade e estresse. Entender o por o que está por trás desse comportamento é fundamental para que a gente possa construir relações mais saudáveis. É por isso que a gente convidou então duas psicólogas com abordagens diferentes e vão conversar com a gente a partir de agora aqui no nosso estúdio Câmara ao vivo. Eu quero dar as boas-vindas à Patrícia Panho Ferronato, psicóloga clínica comportamental e neuropsicóloga. Seja muito bem-vinda, Patrícia. Bom dia, Rúbia. Queria agradecer muito o convite, esse assunto que é tão importante, tão corriqueiro, que faz parte da nossa vida todos os dias, que é essa dificuldade para dizer não, né, pra gente impor alguns limites. Obrigada pelo convite. A gente que agradece e vamos aprender a dizer não, porque ao lado da Patrícia está a Adélia, Adél Feltrin, ela é psicóloga clínica e especialista em saúde da mulher. Prazer te receber aqui no estúdio Câmara. Muito bom dia. Muito bom dia, Rúbia. Muito prazer, tô muito feliz com esse convite. É um tema tão importante que a gente encontra essas dificuldades no nosso dia a dia, a gente percebe pessoas ao nosso entorno que a gente gosta também tendo essa dificuldade, né? Então é legal a gente ampliar esse conhecimento para poder até ajudar as pessoas, né, que que estão à nossa volta. Eh, e eu tô muito feliz de estar aqui. Muito obrigada. A gente que agradece. Nós estamos felizes em receber vocês também, porque a gente precisa, né, eh, impor limites e dizer não. Isso pode parecer algo simples, algo natural, mas para muitas pessoas essa atitude se transforma em um desafio verdadeiro. Então, vamos começar. Eu quero saber da Patrícia sobre a análise eh neuropsicológica, né? né? Quais são os mecanismos cerebrais que nos levam a sentir esse medo tão intenso de desagradar? E aí vem a dificuldade de dizer não. É só mesmo medo de desagradar. Esse não, ele parece um monstro. Então, o que que a neuropsicologia traz pra gente sobre essa questão, essa palavrinha tão simples, mas que parece um monstrão. Até remou, né? A necessidade de dizer não, Patrícia. Então, vamos lá. essa parte, né, de você tomar decisões, impor limites, ela tá associada com o córtex pré-frontal, que é sobre tomada de decisões, né, inibir alguns impulsos. E a gente precisa olhar pra história de vida de cada indivíduo, né, de como essa pessoa aprendeu a se comunicar ali nos ambientes em que ela vive. E aí se a gente tem uma história de vida, onde a premissa é agradar o outro, onde eu preciso eh ser disponível o tempo todo, onde quando o meu o amor que eu sinto, a importância que eu sinto vem pelo ato, né, pela resposta de eu tá agradando, de eu tá fazendo aquilo que o outro espera que eu faça, eu vou aprendendo com o tempo que fazer aquilo que é esperado pelo outro é importante. é bem aceito. E quando eu não faço, quando eu digo não, quando eu limito alguma coisa, quando eu imponho a minha vontade, aquilo não é tão bem aceito, eu sofro represáalhas, eventualmente sou punido. E aí cognitivamente o que que acontece, né? o cérebro vai aprendendo mecanismos de se adaptar a esse ambiente, ele vai entendendo eh em quais caminhos ele obtém sucesso e quais caminhos não. E aí necessariamente ele vai evitar esses caminhos pelos quais ele não obtém sucesso e ele vai sempre eh prevalecer naquela sinapse que é a sinapse e que vai se tornando automática, né, com o passar do tempo, que tem que o agradar o outro, que é fazer aquilo que é esperado pelo outro. Muito bem, a gente já consegue ter uma visão com a explicação da Patrícia. E agora eu pergunto para a nossa psicóloga Adi, né, na sua avaliação, quais são as principais razões emocionais e psicológicas por trás dessa dificuldade e por me corrija se tiver errada, a maioria das pessoas que têm dificuldade em dizer não são mulheres. OK? Eh, então essa dificuldade ela vem de um medo profundo pela rejeição, né? e que geralmente tá relacionado a feridas emocionais lá da infância, tá? Então é é o é bem que a Patrícia falou, né? Vem de de questões lá da infância que a gente eh que a gente aprende, né, assim, com as nossas referências de afeto, de cuidado. E aí o nosso cérebro ele tem essa plasticidade que ele vai se adaptando ao que a gente aprende, né? E principalmente as mulheres, elas eh isso é uma questão histórica, né, e social que a gente aprende, né, desde pequena, a sempre tá agradando, a ser mais submissas, né, eh a não poder dizer esse não, né? A gente sempre tem que estar se adaptando ao que o outro quer, ao que o outro deseja, né? Então, eh, vem dessas questões, eh, da infância, né, das feridas emocionais que levam a esse medo profundo da rejeição, eh, de sentir uma culpa em se priorizar, né? Então, ã, é isso, né? As mulheres desde pequena, elas vão se se moldando pelo outro, a tá agradando o outro. Poxa, né? É importante a gente ter essas duas visões, né, e falar da infância, porque você sabe que o nosso programa é um programa de comportamento, então a gente sempre está aqui com psicólogos, né, eh eh psiquiatras, enfim, pessoas que estudam e trabalham comportamento mental. E a gente sempre cai eh na premissa do da infância, sempre a infância molda, né? E também essa questão do não são experiências, então, na infância que moldam o nosso comportamento adulto, né? a influência dessas vivências precoces na capacidade de impor limites. Eh, a gente busca sempre a aceitação e a dificuldade de dizer não, ela pode influenciar e trazer sintomas paraa gente, né? sintomas desagradáveis e também alguns sintomas que já passam aí do do desagradável para clínico. É bem importante, né, Patrícia, a gente se atentar nessa questão em querer simplesmente e somente agradar o outro. Perfeito. E aí é importante lembrar que nem sempre a instrução vem dessa forma, né? Você não pode dizer não, você não pode desagradar. Mas vamos tentar recordar, né, fazer uma retrospectiva da nossa infância, né, de quando a gente era menor. Geralmente é comum, né, corriqueiro, como a Dzim, ah, na nossa infância a gente vai aprendendo a agradar o outro de forma às vezes sutil e indireta. Então, com falas, por exemplo, ai, mas se você falar pra vovó que você não gosta da comida dela, ela vai ficar triste contigo. Titia quer te pegar no colo, vai no colo da tia, é importante para ela. Então, eh, dessa forma, né, o que que o que que essa criança tá aprendendo? O que que a gente tá ensinando para ela? A vontade do outro é importante e essa vontade do outro, ela se torna prioridade em detrimento da minha vontade. Então o o quanto eu estou me sentindo confortável, o quanto eu quero ir pro coloia, o quanto eu gostei da comida da avó, se eu quero ir dormir ou não na casa do padrinho, deixa de ser importante. O que é importante é que eu agrade esse familiar, que eu agrade essas pessoas próximas, porque assim elas vão estar felizes, assim elas vão gostar de mim, assim elas vão me valorizar e valorizar a família. Então, percebe como sem querer numa fala corriqueira, né, que acontece normalmente na vida das pessoas, a gente acaba ensinando que aquilo que é importante pro outro deve ser prioridade em detrimento daquilo que é importante para mim. Então a gente vai essa ensinando essa criança a deixar de lado. Ah, não, mas faz um esforcinho. Mas fulano quer muito brincar com você. Fulano quer muito o seu brinquedo. Vamos emprestar para ele e aí eu vou ensinando essa criança a dar prioridade aquilo que é importante pro outro. Nossa, é bem profundo quando você fala, a gente eh vem um filme na minha cabeça porque eu vivi isso, fiz isso com a minha filha, achando que estaria fazendo certo. A é a verdade é que as crianças elas não são ensinadas a olharem pras pras próprias emoções, né? As crianças elas não são eh eh elas não aprendem a se ouvir, a se escutar. Então, essa questão do letramento emocional, né, ela é muito escassa na infância. Por isso que a terapia ela é tão importante, porque esse letramento emocional às vezes só vai acontecer mesmo eh depois da vida adulta, depois de adulto, porque as crianças elas não têm esse espaço para eh se expressar para, né, o que que você tá sentindo, por que que você não quer fazer isso, por que que você não quer ir, né, que é tudo isso que a Patrícia eh comentou. Nossa, gente. E assim, choquei, literalmente choquei, sabe? E é natural, você percebe que é natural, mas aí vem eh eh esse programa que traz um aprendizado pra gente magnífico. Eu falo que todos os dias que eu tô aqui eu estou aprendendo. E que bom que você que tá aí do outro lado está aprendendo também. Nossa produção tá de parabéns. Sempre profissionais assim que que trazem pra gente compartilhamento de informações que são necessárias demais. essa questão da criança. E aí a gente não percebe que nós pais fazemos isso eh rotineiramente, né? Ah, igual eh você falou, Patrícia. Gente, eu voltei lá na minha infância e também no momento em que eu estava educando a minha filha, né? Assim, eh, filha, empresta seu brinquedo, né? Vai dormir na casa da Titi, ela quer sua presença, vai lá. Mas poxa vida, se a criança não quer, por que que nós fazemos um esforço para que ela entenda que ela precise eh que ela precisa, aliás, eh agradar o outro? Se ela tá dizendo não, por que que a o que acontece com os pais, né, conosco, eh quando a gente não permite que essa criança tenha a vontade dela eh validada, né, respeitada? O que que acontece? O por que a gente faz isso? É uma forma de educar, onde que a gente tá errando? Como que a gente pode acertar? Vamos lá, então. Vamos lá. Eh, é porque a gente também está sob controle dessa mesma contingência. Então, os adultos também sentem, né, e e são atravessados por essa pressão e essa necessidade de agradar o outro, de agradar a família, de estar disponível e de ser agradável no contato para o outro. Então, a gente, enquanto ser humano, a gente é ser sociável, a gente precisa estar em sociedade, né? E a gente tem uma um desejo muito grande, uma necessidade de ser aceito pelo grupo ao qual a gente pertence. Então, eh, e o grupo familiar, né, é um grupo que ele não é escolhido. A gente chega ali e aí, eh, a gente também tem esse lugar de aceitação, né, de busca pela aceitação. E em outros grupos sociais, né, nem vou falar do trabalho, né, amizades, enfim, mas a gente sempre tem essa necessidade de tá sendo aceito. Então, esses pais, eles também estão sob controle dessa premissa de ser agradável para a família. Então, a criança, quando que a criança ela é bem vista? Quando que a criança recebe elogios em uma família? Quando ela é comportada, quando ela atende aos pedidos, quando ela é obediente. O que que tudo isso quer dizer? Quando ela tá priorizando a vontade do outro. Uhum. quando aquilo que ela faz tá sob controle de uma expectativa que esses adultos depositam nessa criança. E conforme a criança vai respondendo essas expectativas, nossa, olha que bonitinha, olha que obediente, olha que educada, olha que carinhosa. E aí esses elogios eles vão minando a a a criança dela se se priorizar, de ela se colocar como centro ali e falar sobre as vontades dela e impor os limites dela. Queria complementar um pouquinho, né? A criança, ela aprende a associar o receber afeto com agradar, né? com eh ser obediente, com fazer o o que o outro deseja. E eu queria também voltar um pouquinho na questão assim das mães, né? Eh, e desde quando é bebezinho, ã, hoje em dia tem muitas eh a a o o as discussões sobre maternidade têm se ampliando bastante, né? E hoje em dia tem muitas mães querendo colocar alguns limites que a sociedade tem estranhado, tipo, mas eh que chata, né? Não deixa eh pegar o bebê no colo, né? Mas antes era muito comum, né, o bebê passava de mão em mão e às vezes ele chorava já, ele não queria, né? E a gente tem que respeitar, né, a criança, o bebê desde essa fase, né? Então ele quer ficar mais no colo da mãe, de quem ele tá acostumado, né? Não é forçar, né? eh outros adultos já terem esse esse contato e muitas vezes isso eh era algo forçado. Então, desde lá de trás, né, era muito comum não se respeitar o desejo, né, porque a forma que o bebê se expressa é através do choro, né? Não, não quero. O dele é o chorar, né? E e antes isso não era respeitado, né? E e hoje em dia muitas mães têm tentado colocar esses limites, né? é, ai, é bebezinho recém-nascido, eh, não quero que pegue. E elas são julgadas, né, de chatas e tudo mais. Então, eu acho que o aprender a dizer não vem lá desde trás quando o adulto respeita, né, esse bebê e essa mãe também e aprender a se respeitar também, porque eventualmente essa mãe também não tá confortável com aquele tipo de interação que os outros adultos estão tendo com o seu bebê. E aí você trouxe muito bem, né, Rúbia, por que a gente enquanto pais faz, eu tenho dois filhos também, sou psicóloga há 17 anos, sou neuropsicóloga e ainda assim às vezes, eu me pego fazendo essas coisas porque faz parte, né, corriqueiro e é muito como a gente é criado e é uma questão cultural também, né? Isso é muito do brasileiro. A gente tem muito esse lugar de querer agradar o outro, de ser estar disponível pro outro tempo todo. E aí essa mãe que tá lá com o seu bebê, Uhum. como que ela é vista pela família? Como que ela é vista pelos outros? Quando que ela é reconhecida como uma mãe que está oferecendo uma boa educação quando a criança tá obediente? quando a criança tá fazendo aquilo que é expectativa do outro. Nossa, olha só que maravilhosa, como ela é educada. E aí, o que que a gente tá ensinando de novo? A essa criança reprimir os seus sentimentos, a não falar sobre isso. É um ciclo, né? E eu atendo muitas mães, né? Eu trabalho com muita muito com a maternidade. Sim. E é o que eu mais escuto quando quando as mães, eu atendo tanto muitas mães e muitos adolescentes também. E o que eu mais escuto das minhas pacientes é o medo de ser julgada quando esses adolescentes eles estão eh assim numa fase mais difícil de de de não lidar bem com situações sociais. Então elas têm medo do julgamento de elas não estarem educando bem esse adolescente, né, e tudo mais. Então, tem muito esse medo do julgamento. Exato. E a adolescência, né, ela é uma fase de muita transformação, né, de que precisa de eh muito cuidado dos pais e esses pais eles ficam eh sem saber como lidar. E muitas vezes é nesse momento que a falta de limite também pode interferir numa dificuldade de dizer não lá na frente. Uhum. E então assim, é é todo um ciclo, uma coisa puxa a outra, né? Tanto as feridas emocionais dos pais, né? De do medo de ser julgado, de ter atrelado em algum momento eh a aceitação, né? Com eh agradar o outro, com ser eh bem aceito, eh com medo desse julgamento, eles acabam passando isso pros filhos. Exatamente. É uma sociedade que valoriza a disponibilidade constante, a gente pode falar, né? E aí pra gente aprender a dizer não é quase um ato de resistência, porque a gente a gente entendeu que a gente tem que estar disponível, né? E resistência eh será que é bom pra gente, né? Eh, será que é bom ficar resistindo mesmo? Eu não vou dizer não, eu vou vou vou conseguir, eu vou agradar. Como é que a gente reprograma eh o nosso cérebro pra gente ser mais assertivo, né? Porque a gente vem de uma cultura que a gente precisa agradar as pessoas, mas muitas vezes para agradar o outro eu preciso desagradar a mim, né? Então como que a gente faz para reprogramar? Como é que tem alguma forma que a gente estude para começar a dizer não de uma maneira assertiva, dizer não eh de uma maneira que não eh aparente que eu esteja sendo egoísta. Essa é a palavra. Porque quando você começa a falar muito não, eu já tentei, eu tenho essa dificuldade, viu? Às vezes eu engulo, falo: "Hum, tá bom, não para mim e sim para o outro". Porque eu me sinto bem em ver o outro bem, só que daí eu não tô legal. O primeiro ponto é isso que você falou, né? É, é entender que quando você tá dizendo sim pro outro, querendo dizer não, você tá desagradando a si mesmo, né? Você tá falando sim pro outro e dizendo e dizendo não para você, né? Então é um processo de autoconhecimento, aprender a se priorizar. Uhum. eh entender que assim, ah, você não tem controle sobre a reação do outro, né? Então, quando você vai começar a dizer alguns nãos, quando você tava acostumado a ser muito disponível, vai ter resistência, né? Eh, as pessoas elas não vão entender, nossa, mas a D sempre esteve tão disponível e agora eh ela nunca pode, ela nunca tá disponível. E não é bem assim, a gente também não pode ser oito, oito ou 80, né? a gente vai aprender a realmente a se escutar, a se ouvir e não, eu realmente não quero fazer isso, eu não tô confortável, eu vou começar a implementar isso gradualmente. E pode ser sim que tenha resistência das pessoas, principalmente nos relacionamentos, na família, no ambiente profissional também. Uhum. Muito hoje, hoje em dia com tanto tanto índice de burnout também, muitos pacientes em burnout por conta da dificuldade de colocar limites no trabalho. Então assim, são os ambientes que mais vão ter essa resistência nos relacionamentos amorosos, familiares e no profissional. Mas a gente vai entendendo que eh essas pessoas ao nosso entorno, se elas gostarem da gente, né, se elas realmente eh se é uma relação saudável, elas vão entender as nossas necessidades e os nossos limites, né? Então é natural que no começo tenha uma resistência. Eh, a gente precisa entender que a gente não vai ter controle sobre a reação do outro, mas com o tempo, eh, se a gente entender que, eh, tal pessoa, que tal ambiente não tá conseguindo nos respeitar, respeitar os nossos limites, as nossas necessidades, aí também a gente vai para um outro campo, né, de talvez será que que isso tá sendo saudável para você, né? Será que é necessário então se afastar, né? Será que os os seus as suas relações estão saudáveis? Perfeito, Adelei. Perfeito. Porque a gente vem da cultura de agradar o outro e aí de repente a gente começa a dizer: "Não, a visão do outro sobre nós é o quê? Nossa, olha só, né? Tá se achando. Olha aí. Nossa, é egoísta, né? Perfeito. Mas aí tem uma frase que eu gosto muito que é assim, ó. Fartura é veneno pro sentimento de gratidão. Sempre quando você oferece ao outro algo com fartura, que seja disponibilidade, estar sempre ali, dizer sempre sim, isso é veneno pro sentimento de graça. É aquela coisa, você dá a mão, a pessoa quer o braço, né? Porque a gente, enquanto ser humano, a gente vai aprendendo que aquilo que nos é oferecido é de direito nosso. Se eu recebo aquilo com fartura e com facilidade, aquilo se torna meu direito. Enquanto ser humano, a gente tem dificuldade para reconhecer, para ter gratidão sobre aquilo que eu reconheço como um direito meu. E se eu já reconheço isso como um direito meu, se isso me é tirado, eu eu não eu não vou aceitar. Hum. Eu não vou ficar contente com aquilo. Então você tinha dito, né? Ai, as pessoas podem começar a entender isso como um egoísmo, porque pode acontecer uma quebra daquilo que as pessoas estavam habituadas receber de ti. Então, se elas recebem disponibilidade com fartura e em determinado momento essa disponibilidade cessa, isso gera estranheza. E aí aqui a gente fala sobre a zona de conforto de cada um também, né? Por que que é tão difícil falar não ou começar a falar não? Porque o sim ele é desconfortável para mim, porque eu estou, como ela disse, né? Eu tô falando sim pro outro, mas eu tô falando não para mim. Então isso me gera algum desconforto, só que é um desconforto conhecido. Então quando a gente fala sobre zona de conforto, a gente tem a falsa impressão de que a zona de conforto é um lugar confortável. E na verdade não é. Ele é um lugar, na verdade, com o qual eu sei lidar. Eu tenho repertório para lidar. Então, quando eu falo sim pro outro, eu sei que eu dou conta, eu sei que eu consigo fazer aquilo, ainda que em detrimento da minha vontade. Eu sei que eu consigo ajudar na festa de aniversário da da amiga, sabendo que eu vou deixar de fazer um trabalho que é importante para mim ou ter um tempo de autocuidado. Mas eu sei que eu dou conta, é desconfortável, é, mas eu sei que eu tenho repertório, eu sei que eu consigo fazer isso. E esse lugar de zona de conforto, ele vai fazendo com que você ceda cada vez mais e continue fazendo pelo outro aí em detrimento de si. E aí para sair desse lugar isso gera desconforto. E aí o que que como que você trouxe, né, Rúbia? Isso muitas vezes é entendido como um egoísmo pelo outro. A primeira coisa que a gente precisa fazer é quebrar essa relação, né, de que quando eu estou falando sim para mim, quando eu estou impondo algum limite, isso não tem relação, não quer dizer que eu estou sendo egoísta com o outro. Isso tem a ver com um respeito, um conhecimento, um respeito e um cuidado que eu tô tendo comigo. E só eu posso fazer isso por mim mesma. Ninguém vai poder fazer isso por mim, porque só eu conheço esses limites e só eu sei até onde eu posso ir. Então, a pessoa mais apta que existe para delimitar esses limites é você mesmo. E é por isso que é importante que a gente se conheça e aprenda a falar esse não. E aí, como a D, quando a gente começa a fazer isso, né? Nossa, então reconheci, preciso fazer esse exercício. Sou uma pessoa um pouco inassertiva, né? Cedo muito pro outro. Sempre quando a gente vai começar a fazer isso, isso precisa ser de forma pensada e programada. Tem que ser intencional. Isso. Porque se a gente for falar até em termos da neurociência, né, nosso cérebro ele vai agindo de forma automática. a gente vai aprendendo determinados padrões e a gente vai seguindo esse padrão de forma automática porque não exige de função executiva, né? O cérebro ele prioriza aqueles caminhos que já são conhecidos, que já estão automatizados. Então, eh, é preciso saber primeiro que vai exigir muito esforço de te impor esses limites. Não é fácil, não vai ser fácil, né? Não vai ser fácil para com você mesmo, porque é um lugar de desconforto. Quando se eu tenho essa premissa, né, de que para eu ser aceito, para eu ser benquista no meu ambiente, eu tenho que dizer sim, dizer não é ir contra essa percepção que eu mesma tenho. Então é um teste que eu tô fazendo nesse ambiente. Será que eu vou continuar sendo amada? Será que eu vou continuar sendo benquista dizendo não? E e é o que a gente falou no início, né? Eh, por que que o dizer sim e ele ele é mais confortável? Porque ele é familiar, né? Ele veio lá de trás, né? Por que que ele veio lá de trás? Por conta daqueles aspectos que a gente disse que as crianças, principalmente as meninas, elas aprendem a ser boazinhas, né? A precisarem ser boazinhas o tempo todo e também de às vezes de um ambiente mais autoritário, né? Então, ã, eu preciso sempre tá me adequando para não ser punido de alguma forma. Só que como a gente disse também, a gente tem a plasticidade neural. Então, e falar esse sim, ele é mais familiar, mas a gente tem total capacidade de aprender a dizer não. Exato. E experimentar, né? Então, ao passo em que você vai começando a falar isso não, isso precisa ser de forma acontecer de forma programada, porque exige de função executiva do cérebro, eu estou fugindo de um automático meu. Então, precisa ser pensado, porque meu automático vai ser dizer sim, vai ser aceitar aquela demanda nova que você. É por isso que a terapia ela é tão importante, porque é na terapia que a gente vai adquirindo a consciência do por que eu fui eh me programando para sempre tá dizendo sim, para não conseguir impor os meus limites. É na terapia que a gente entende essa relação com a infância, né, que a gente entende eh quais que foram as nossas referências que a gente como que a gente criou esses padrões de comportamento, né, e como que a terapia faz isso, elevando essa consciência. Então, muitas vezes, né, o que eu questiono, né, o paciente que eu eh identifico, que tem essa dificuldade de dizer não. Eu eu percebo, eu eu pergunto assim, né, você percebeu o quanto que que você não queria ter aceitado, né, fazer isso? Você percebeu o quanto que te fez mal, né, eh, ir para tal lugar que você não queria, né, que você comentou comigo na semana passada que você não tava tão afim de ir, né? Então são a gente vai questionando, né? até que a pessoa ela vai elevar essa consciência e ela vai realmente dizer: "Eu não consigo falar não". Porque às vezes ela nem percebe que ela tem essa dificuldade, né? Então é na terapia que ela vai ter um espaço seguro para reconhecer as próprias dificuldades e trabalhar nelas. E e aí depois que essa essa elevação de consciência acontece, que a gente consegue trabalhar estratégias de enfrentamento mais diretas mesmo. Então eu costumo trabalhar muito com o baralho do não, por exemplo, né? Então são diversas atividades que que a gente que a pessoa ela vai listando quais situações que você tem mais dificuldade de dizer não, para quais pessoas você tem mais dificuldade de dizer não, né? E aí ela vai elevando essa consciência cada vez mais e aí a gente vai trabalhando gradualmente, é, para ela conseguir ir impondo alguns limites, né? Então ela não precisa, como eu falei também, nada tem que ser muito extremo, né? Então vou falar não para tudo, não. Você tem que entender se aquilo faz sentido para você ou não, como que você tá se sentindo. Tem todo a ver com essa questão do aprender a se expressar, do aprender a identificar emoções antes para conseguir se expressar. Então, gradualmente, né, a gente vai falando, olha, eh, surgiu lá uma situação que a pessoa não tá sabendo como dizer não para aquilo, eh, fala que você vai pensar, você não precisa dar aquele não logo de cara, já que você ainda não tá tão confortável para isso, né? Mas não precisa falar assim de cara também, né? Então, aprende a falar: "Olha, eu vou pensar, né? Vou refletir como que eu me sinto sobre isso". Então é todo um processo. Exato. E é importante falar sobre isso, né? Porque a gente precisa também fazer uma previsibilidade do ambiente. Uhum. Então que ambientes o meu Sim está mais condicionado à minha aceitação e quais não está? Então, por exemplo, ambiente de trabalho geralmente é o ambiente mais difícil da gente impor alguns limites, né? Porque tem uma uma relação eh de trabalho ali imposta, enfim. Então, em quando a gente tá num processo psicoterapêutico, por exemplo, uma das avaliações que a gente faz com o nosso cliente é entender quais ambientes são um terreno mais fértil para você dizer não, porque eh como eu tava falando, né, o cérebro vai no automático, eu estou aprendendo uma resposta nova, eu preciso exercitar essa resposta. Então, existe essa plasticidade, é possível sim em qualquer idade, né? Não tem limite. Ai, mas é lá na infância que a gente aprende, sim, né? Na infância a gente aprende muito dos padrões que a gente vai repetindo ao longo da vida, mas nunca é tarde, sempre é momento pra gente olhar para esses padrões, identificar o que que tá funcionando para mim, o que não tá funcionando tanto e modificá-los. E aí pra gente modificar é importante a gente entender em que ambiente a gente tá fazendo isso. Então se eu tenho um cliente que é mais inacertivo, tem dificuldade de dizer não, a orientação nunca vai ser para ele fazer isso num ambiente do trabalho, por exemplo, que é mais dificultoso. Então, sempre eu vou fazer uma avaliação do ambiente mais seguro, que ele comece a se comportar dessa forma, para que ele comece a experimentar um não, comece experimentar, impor alguns limites, porque aí eu tenho a previsão de que isso tem maior probabilidade de ser aceito e que ele entenda que a aceitação dele não tá associada à disponibilidade total. Uau! Então aí ele vai começando a adquirir alguma liberdade. Nossa, eu posso ser livre, eu posso fazer aquilo que eu tenho vontade, eu posso dizer não e ainda assim eu sou aceito, ainda assim eu sou bem quisto. Ele precisa quebrar essa associação do seu alto valor com o agradar, né, com a aceitação do outro. E e é e é muito o que a o que a Patrícia disse, porque qual que é a importância de ter um acompanhamento profissional se você tá querendo aprender a dizer não? Porque se você fala não de cara para uma situação que você vai que vai dar errado, assim, vamos dizer, você vai falar não situação de trabalho e aquilo vai ocasionar alguma punição mesmo, alguma situação que vai te prejudicar, o dizer não vai se tornar aversivo, né? E aí você eh vai reforçar essa dificuldade de dizer não, né? Então, por isso que eh ter um acompanhamento profissional, uma avaliação, né? Uma pessoa que vai te ajudar eh a a entender como fazer isso, né? Da melhor forma possível. É tão importante. Sim. para romper esse padrão, né, de de crença, né, de uma crença limitante mesmo. Exato. Isso mesmo. E a gente vai pensando de forma mais minuciosa, né, o como fazer isso de forma mais bem-sucedida, né, para aumentar a probabilidade de a pessoa, né, como a Delli disse, né, ela ser reforçada, né, ela ter sucesso ali no não que ela falou para que isso seja uma um pré-requisito para ela conseguir falar mais nãos. E é libertador. Depois que você começa, né, que você consegue falar alguns nã e você entende que a a sua aceitação ela não tá condicionada, a sua disponibilidade, isso liberta. E é tão gostoso, né, assim, ai quero ficar em casa hoje, não quero falar com ninguém e você fazer isso sem culpa é tão bom. Bom, exato. É a questão da culpa, né? Esse esse dizer não, ele vem carregado de muita culpa, né? Culpa de como o outro está se sentindo, culpa do que vão pensar de mim. Infelizmente a gente eh ainda vive dessa forma, né? E aí o autoconhecimento ele faz muito bem, porque aí você entende que você pode dizer não. Só que é bem interessante que vocês duas pontuaram eh aqui no programa. Por quê? Porque a gente precisa aprender a dizer não, não vai sair. Aí é não, não, não, não, porque vai dar problema, entende? Porque é uma palavrinha tão pequenininha, mas que pode causar um problema muito grande. Por isso que a assertividade é tão importante, né, a a se comunicar com clareza. E tudo isso parte eh do lugar de você olhar para si mesmo, entender o que você quer, eh o que que faz sentido para você, o que que você deseja e entender qual que é a melhor forma de se comunicar e sempre assim a partir do que você sente. Uhum. O que é tão difícil de identificar muitas vezes é porque a gente eh opta por identificar o sentimento do outro, né? Se você tá vendo o outro feliz, você fala feliz. Exatamente. Esse é o natural, né, do nosso dia a dia. Mas é a importância do autoconhecimento pra gente poder, poxa vida, dizer não de vez em quando. Perfeito. Perfeito. Sentir essa liberdade que a Patrícia falou. Porque a gente vai aprendendo, na verdade, a se tornar hipervigilante com o como o outro está me observando na situação. Não é algo natural que a gente nasce com esse alerta ligado. Só que desde essas primeiras experiências, a gente vai aprendendo a ficar mais sensível e a identificar o como o outro tá me avaliando, se eu tô sendo agradável, se eu tô sendo educada, se eu se eh eu estou eh atendendo as expectativas desse outro. E aí o nosso cérebro ele não é um músculo, mas ele se comporta como um músculo. E aí sempre que eu vou exercitando mais determinadas áreas, exercitando mais determinadas sinapses, elas vão se tornando mais fortes. Então é como se eu fosse treinando meu cérebro, eu fosse exercitando esse lugar de vigilância sobre a emoção e o comportamento do outro, aquilo que o outro espera de mim. E aí, se eu estou hiper vigilante com aquilo que o outro espera de mim, eu tenho uma um olhar mais aguçado do que que eu posso fazer para agradar esse outro. E acho que entender que caber na expectativa do outro é um lugar muito difícil de se estar, né? Assim, você se diminuir para caber numa caixinha para atender essa expectativa do outro. Eh, acho que entender o quanto você se anula tendo esse comportamento, né? o quanto que você se priva de fazer o que você quer, de até de correr atrás dos seus próprios sonhos, dos seus próprios objetivos. Porque se a gente for olhar para fora, a quantos outros a gente tá respondendo? É o outro pai, é a mãe, é o amigo. E aí cada um espera de ti coisas diferentes. Nossa, né? O meu chefe espera de mim coisas muito diferentes do que a minha mãe espera. O meu amigo, o meu amigo da balada espera de mim uma Patrícia completamente diferente do que o meu amigo, por exemplo, que eh é o meu amigo do trabalho espera. Então são expectativas que elas não se cruzam, elas são incompatíveis. E aí se eu tô o tempo todo tentando atender essas expectativas, em determinado momento eu me perco. Você só vai se frustrar, na verdade, né? quem eu sou, porque aí quem eu sou, eu sou a Patrícia divertida, eu sou a Patrícia séria, eu sou a Patrícia ã calma, eu sou a Patrícia extrovertida. Então, é muito comum que a gente também acabe perdendo um pouco da própria identidade nesse exercício de sempre tá atendendo aquilo que é esperado pro outro. E isso é muito difícil, isso aprisiona a gente totalmente, porque na verdade você vai viver em prol do outro, né? né? Pelo que vocês estão dizendo aqui, a vida se torna em prol da outra pessoa. E aí você, né, do que você gosta, quem é você? Você perde a sua identidade, né, na verdade. E é o que é muito comum nas mulheres. A gente vê as mulheres equilibrando vários pratinhos de uma vez, né? E elas sempre ficam em último lugar nessa tentativa de sempre tá agradando todo mundo, de sempre tá fazendo tudo para todo mundo. E a sobrecarga em cima disso, né? Faz o que com ela? Exatamente. Vamos pra terapia, vamos aprender dizer não. Vamos assistir o nosso estúdio Câmara agora. 8:44. A produção tá falando que nós temos perguntas, então a gente faz um ping-pong agora com vocês aqui, porque se deixar a gente vai ficar falando aqui, produção, até ó à tarde. Isso aqui tem muito assunto. Dizer não, não é uma palavrinha tão pequena, mas que significa muito pra gente. A gente precisa aprender a lidar com isso. Vamos lá, produção. Tem perguntas? Vamos embora porque a Priscila da Vila Industrial tá com a gente. Muito bom dia, obrigada pela sua participação. Ela diz: "Ã, aprendi a nunca contrariar. Hoje não consigo recusar favores. Ixe, como calar essa voz que me manda agradar sempre. Eh, Priscila, é o que a gente tá falando aqui, né? a gente aprende a não contrariar e agora ela não consegue recusar favores. Tipo assim, a pessoa vai fazer alguma coisa, ela quer dizer não, mas tipo, ela diz sim, porque senão ela vai contrariar a pessoa. Vamos lá. E é exercício mesmo. E é um exercício muito difícil de ser feito, como eu disse anteriormente, né? As a sua zona de conforto é dizer sim, é produzir esse agrado, né? atender esse favor que o outro tá pedindo. Eh, e o caminho contrário é um exercício também, né? Então, eh, começar falando pequenos nãos, então fazer ali uma avaliação desse ambiente, entender aonde esse não tem mais probabilidade de ser aceito e começar com alguns pequenos Nos. Então, a gente fala muito do fading, né? gradualmente a gente vai inserindo esse não, eh, de forma um pouco programada às vezes, e a gente vai entendendo como esse ambiente vai recebendo esse não para que a gente se sinta mais seguro para falar mais não. Então, começa aos poucos, né, e vai entendendo aí o ambiente onde você está inserido e vai colocando limites. O que eu diria para Priscila, né? Sim. O que eu diria pra Priscila, né? Vamos olhar para dentro, né? Vamos entender o por que você acredita que contrariar o outro vai te prejudicar, vai ser eh algo ruim para você, porque no fundo é uma crença Sim. Limitante, tá limitando ela, né? Sim. De que ela vai se prejudicar de alguma forma, de que aquilo vai fazer algum mal para ela, né? Então, ela precisa olhar para dentro, ir lá para trás também pra infância novamente, né? Buscar uma ajuda para entender o por que esse padrão de comportamento ele se instalou, né? foi se tornando natural e por que ela foi se inclinando ao longo da vida a não poder desagradar, né, contrariar o outro? Nossa, eu vou falar uma coisa para vocês. Eu faço terapia, eu gosto de terapia, acho muito interessante e nesses momentos assim que a gente conversa aqui, isso reforça mais para mim a importância do autoconhecimento. E sobre dizer não, hoje eu consegui encaixar na minha vida essa essa essa palavra, né, que significa muito o não. E aí hoje eu tenho liberdade e entendimento de dizer não, mas para que a pessoa que receba o meu não, ela entenda que não é sobre ela, é sobre mim. Eu tô dizendo não porque eu estou falando por mim, não por ela. Então, a pessoa fala alguma coisa para mim, eu, né, eu falo um não, mas não é sobre você. Então, a gente precisa ter assertividade, a gente precisa estudar um pouquinho sobre essa questão de dizer não e também eh quebrar os padrões, né? Porque a gente traz sim coisas da educação, coisas lá de trás, coisas que nos limitam, que são as crenças limitantes. O que é, por exemplo, eu vou falar aqui, eh, ó, se você não falar, se você não obedecer, você não vai ser bem visto. Mas espera aí, eu tenho que obedecer a regra que você está impondo ou que a sociedade está impondo. Isso faz bem para mim? Até que ponto? Mas aí eu não vou perder minha identidade, gente. São muitos porquês, muita interrogação que é só a gente se aproximando um pouco da dessa desse estudo do comportamento humano que a gente vai começar a entender e para isso a gente precisa do autoconhecimento. E é por isso que a gente traz aqui essas especialistas magníficas que nos trazem aí uma assertividade nas palavras e eh vira uma chavinha porque você aí de casa tá falando: "Poxa vida, parecia tão difícil, mas pode ser que eu consiga". Que tal você tentar hoje dizer não? Mas de uma forma bem sucinta, bem tranquila e assertiva, tá bom? Vai usar da da violência? Não, não, não é assim. É um nãozinho bem sutil. Começa assim porque com certeza você vai entender quão benéfico é essa palavrinha aí ou não. Vamos lá. 8:49. A gente tem mais perguntas. Vamos lá então ver quem é que tá conosco. Eh, o Fábio do Lamboiã. Quando nego, quando nego algo à família, a culpa me consome por dias. Essa essa culpa prolongada pode virar ansiedade ou depressão. É, essa culpa é o problema de da maioria das situações que a gente fala aqui. Adéli, eu gostaria que você eh começasse então falando com o Fábio sobre essa questão, né, da ansiedade, da culpa, da depressão em simplesmente dizer não pode, né? Eh, quando você tá se, no caso, ele falou que ele ele fala esse não, mas ele sente muita culpa, né? ele precisa de de um acompanhamento psicológico, né, para lidar com esse peso, né? Por que que falar não pra família gera tanto peso, né, para ele? Eh, ansiedade provavelmente já já tá sem se se desenvolvendo, né? Porque se ele tem esse medo de dizer não, se toda vez que vai falar não, ele fica por dia sendo consumido por uma culpa, né? Antes de dizer ou não, depois, né? Isso já é um, já gera aquele estado de hipervigilância que a Patrícia comentou antes, né, de entender o não como uma ameaça, né, eh, esse estado de hipervigilância, né, é um estado eh ansiogênico. E e a culpa, né, você se sentir culpado, você eh se achar uma má pessoa, por dizer não, pode levar sim a a um estado mais deprimido, né? Então você precisa entender que você não é uma má pessoa por dizer não, por se respeitar, por se validar, né? Entendeu por que você diz esse não? Que esse não ele faz sentido para você. É como você disse, não é dizer não por dizer não só porque eu quero eh ir contra o outro. Não, eu tô falando não porque eu tenho minhas razões, os meus motivos. Isso não faz de mim uma má pessoa, uma pessoa ruim, entende? Exatamente, né? é algo que a gente precisa rever às vezes o não, como a gente entende o não como uma palavra negativa nesse nessa situação que a gente tá colocando aí, você dizer não, você bem colocou, né, Adele, né, Patrícia, que o não quer dizer que você seja uma pessoa má, quer dizer que você está olhando para você e não aceitando algo que de repente não te faria bem. Perfeito. Que pode até tá te desrespeitando, né, assim, desrespeitando, eh, rompendo uma barreira, um limite. Perfeito. Mas isso é muito comum na nossa cultura, né? Mas aí é importante lembrar que essa culpa, né, ficar se consumindo por dias pode sim levar um humor mais deprimido, mas também o excesso do sim pode gerar alguma ansiedade, pode, porque imagina o tempo todo você tá ali alerta esperando o que que vão pedir de você, que você não vai poder dizer não, que você vai ter que atender aquela demanda. Então isso pode gerar um estado de alerta, uma ansiedade do que será que tá por vir. E eu posso deprimir também por eu não estar fazendo, né, não estar me comportando sob o controle daquilo que é importante para mim, por eu estar sempre atendendo as necessidades do outro, né? Então o excesso ele não é bem-vindo em nenhuma das outras das duas pontas, como a Dely falou anteriormente, nem aoito e nem ao 80. 8 tem 72 outras possibilidades pra gente trabalhar. Ai que maravilha gente. Olha, sabe? Eh, dizer não é libertadora. A gente precisa aprender a fazer isso. Não é tão fácil quanto parece. E não vai sair falando não por aí assim, tá? Mas é importante você aprender a dizer não e ir sutilmente, porque aí você vai reprogramando, né? você vai ensinando o seu cérebro que dizer não, às vezes faz sentido para você e aí com o outro você de repente ensina o outro que isso é importante para você nesse momento e é por isso que você vai dizer não e que não tem nada a ver uma coisa com outra. E aqui, Rúbia, você tocou num ponto extremamente importante, o como Uhum. Como eu vou dizer, esse não vai fazer toda a diferença em como ele vai ser recebido? Porque se eu falar: "Não vou, não quero, tô de saco cheio, não aguento mais". Isso muito provavelmente não vai ser bem recebido. Ex. Já vira uma comunicação violenta, né? Exato. Então, o como eu vou comunicar a minha vontade, como eu vou comunicar esse limite que eu tô impondo, ele vai fazer toda a diferença nesse processo do como o outro vai receber esse não. Então, falar um não a meno, né, eventualmente justificar o futuro, né, lá na frente a gente espera que o não seja uma frase completa, que não precise de justificativa, mas ainda precisa, sobretudo o futuramente. É, vamos chegar lá, mas ainda precisa. Então, eh, um não, né, de uma forma tranquila, amena, justificando ali eventualmente o que que tá acontecendo e porque aquilo é importante para ti, vai fazer diferença no como o outro vai receber essa essa frustração. A assertividade, né, aprender a ser assertivo tem muita relação com o letramento emocional, quando você eh entende o por que aquilo eh qual emoção que aquilo te causa, o que que aquilo é desconfortável para você. você consegue aprender a dizer não, né? Olha, eu não consigo fazer isso porque eu me sinto de tal forma, né? Porque isso é desconfortável para mim, né? A gente pode pensar em outra em outra possibilidade, né? Então você quando você tem esse letramento emocional, o letramento emocional é aprender a dizer como você se sente. Hum. Perfeito. Você consegue ser mais assertivo. Muito bem. Olha aí que legal, gente. Que bate-papo gostoso, né? Vamos lá. Tem mais duas perguntas aí, produção. Então vamos com as respostas e aí a gente já se encaminha para eh as nossas considerações finais. Produção falando que a gente pode ir até um pouquinho mais hoje. Ah, o bate-papo tá gostoso, né? Que bom. É importante, importante a gente aprender. Nós aprendemos todos os dias. Isso é magnífico, gente. A gente pode reprogramar nosso cérebro. A gente pode aprender, a gente pode mudar. Você não precisa ser o mesmo todo dia. Aliás, nós não somos os mesmos todos os dias. Ontem eu era de um jeito, hoje eu já tô pensando de outro e aí eu vou melhorando, vou traçando um caminho aí paraa assertividade. Isso é magnífico e você pode fazer isso, né? Eh, claro que é importante ter ajuda de profissionais e ter ajuda do nosso programa aqui, porque é um um momento em que a gente tem profissionais explicando pra gente eh eh mostrando ali eh o caminho que a gente deve seguir, né? né? E a gente já começa a trilhar caminhos importantes que nos levam a uma melhora na qualidade de vida, né? Na qualidade de vida, porque a saúde mental hoje ela é muito importante, sempre foi, mas que bom que hoje as pessoas estão dando mais atenção a isso e estão entendendo, né, a importância aí de profissionais na área comportamental no nosso dia a dia. 8:56. Pode mandar, produção, manda aí. Vai lá. O Nelson. Nelson do Guanabara. Perfeccionismo me impede de recusar tarefas. Temo parecer incompetente. Ô louco, Nelson, isso explica minha dificuldade de dizer não? Uhum. Sim, com certeza. Tem um excesso aí, né? Uma rigidez cognitiva, né, Patrícia? Eh, perfeccionismo me impede de recusar tarefas. Temo parecer incompetente. Isso explica a minha dificuldade de dizer não. Com certeza, né? Então aqui tem uma premissa, né? Me parece que tem uma premissa por trás de estar disponível sempre, de que a competência, o ser um bom profissional está muito associado ainda a atender a demanda que o outro te impõe. Entendi. E não necessariamente há essa relação, né? A gente volta lá pra infância novamente, tá? O perfeccionismo, ele tem relação direta com a criança que ela eh ela associa que ela não pode errar ã para ser aceita, que ela vai que o que o afeto que ela recebe tá atrelado, né, a ao perfeito, né, a busca pela perfeição. Então a gente volta para aquela questão lá das provas, das notas, né, de quando, eh, você a criança, né, não não vai tão bem numa prova. E o comportamento dos pais às vezes até não é algo direto, como também a Patrícia falou lá atrás, né? às vezes não é uma punição direta, mas que tem uma mudança no comportamento. Talvez eh eh os pais eles hã eh silenciam mais, né, assim, as emoções, aquele afeto, ele não fica mais tão claro, né, para aquela criança. Então ela entende que quando ela tá fazendo tudo perfeito, quando ela tá indo eh muito bem, né, na escola, quando ela tá eh sendo obediente, ela recebe mais afeto. E aí é dessa forma que o perfeccionismo ele se desenvolve na maioria das vezes e tá muito associado a desempenho, né? Acho que é importante a gente fazer uma diferenciação aqui entre autoestima e autoconfiança. Como que eu vou desenvolvendo sentimento de autoconfiança? Professora Guilharde definiu esses temas lindamente. Então, a autoconfiança ela é adquirida ao passo em que a criança, né, quando tá ali aprendendo, mas depois o adulto também, eh ele vai eh se comportando, ele vai emitindo respostas e ele vai obtendo sucesso nessas respostas. ele vai sendo reconhecido por aquilo que ele faz. Uhum. Então, se eu estudei, tirei uma nota boa na prova, fui bem-sucedido, eu tenho sentimento de autoconfiança. Se eu tô aprendendo uma manobra num skate e aí eu aprendi, fiz a manobra bem feitinha, autoconfiança, então eu vou associando o meu desempenho à aceitação, o meu desempenho a elogio. Então eu vou e isso e aí eu vou desenvolvendo o meu sentimento de autoconfiança. e autoconfiança, eh, não eh não necessariamente garante uma boa autoestima. Hum. Interessante. Porque autoestima tá relacionado a eu me sentir amada por quem eu sou, sem precisar fazer. Então eu não, na autoestima, eu não tenho necessidade de me desempenhar para ser bem aceita, de me desempenhar para ser olhada, para ser vista, para receber afeto, receber carinho. Então o que acontece às vezes de forma corriqueira, né, a gente não se dá conta, mas a gente tem uma capacidade mais elevada de desenvolver autoconfiança nas nossas crianças, porque a gente aponta as respostas relativas ao sucesso daquela criança, o como ela se desempenha bem, o que ela faz bem feitinho. E a gente às vezes peca em valorizar ela quando ela erra, por ela ser quem ela é, por ela estar tentando. A gente foca muito no resultado e não na tentativa. A gente volta pra questão da validação, né? Então, a criança não teve um bom resultado, mas validar, né, o o processo que ela teve, né, eh, a tentativa e de que eh o afeto ele não vai tá associado a isso. Ela continua sendo amada, ela continua, é, sendo capaz. Eh, é é esse caminho. Muito bem, gente. Nossa, que aula, hein? Segundamos. Que aula, que aula maravilhosa, que bate-papo maravilhoso, quanta informação compartilhada. A gente fica muito feliz com isso. Temos mais uma pergunta. Vamos lá, produção. Pode colocar pra gente, por favor. A Júlia do Jardim Garcia. Por medo de conflito, prometo mais do que posso cumprir. Ixe, como negar pequenas coisas sem perder amizades. Hum. Medo de conflito, né? Acho e aí eh se você perder amizade por eh negar alguma coisa, né, ou eh por entrar em conflito, é porque aquela relação não tá sendo saudável, né? Conflitos assim, conflitos eh saudáveis, né? Existe em qualquer relação, né? a gente discorda um do outro a todo momento. É, mas agora vamos parar para pensar eh essa essa pontuação da nossa telespectadora, ela promete mais do que ela pode cumprir e aí ela olha lá, prometo mais o que posso cumprir por medo de conflito, né? E aí o que acontece? Vamos trazer para o nosso dia agora como que tá a agenda do seu dia, né? Hã, você vai trabalhar e aí depois tem isso, tem isso, tem isso. O que dessas dessas tarefas está atrelado ao seu sim? Às vezes a gente se sobrecarrega de coisas que a gente nem quer fazer. A gente sobrecarrega porque a gente está preocupado em agradar o outro. E aí, como negar pequenas coisas sem perder a amizade? De repente, se a gente parar para analisar esse, ah, meu dia tá corrido, nossa, eu não consigo fazer nada, mas esa aí, o que é que você está fazendo? Para quem você está fazendo? O que você está fazendo? Está para agradar você ou agradar o outro? E aí, se você perde a amizade por você dizer um não, né? Mas calma lá, um não bem dito, bem bem calminho, bem tranquilo. É porque realmente você precisa eh reavaliar se essa amizade é para você ou não. Concorda? Precisa refletir sobre isso, né? Até porque como ela disse, né? Como a Júlia disse, e ela promete mais do que ela pode cumprir. Então isso quer dizer que ela será que quando ela promete ela já sabe que ela não vai dar conta daquilo? Eu acredito. Então é um negócio bem estranho, me faz parar para pensar aqui e voltar para mim também, porque mesmo tendo a aprendido a dizer não, às vezes a gente acaba prometendo mais do que a gente pode cumprir. A gente sabe que não vai caber. A gente tá, o mundo de hoje é produtividade a todo tempo, então a gente sempre acha que a gente pode dar conta demais, né? E, e então, às vezes quando ela promete essas coisas, ela nem ela nem parou para pensar se ela realmente vai dar conta daquilo, né? Se aquilo vai fazer bem para ela. Quantas vezes você já não se pegou a dizer: "Poxa vida, o dia tá curto hoje, né? Eu precisava de mais algumas horas aqui para dar conta. Mas esa aí, dar conta do quê? É para você ou é pro outro?" Exato. E aí refletir pra base dessa amizade, né? Porque se o que faz essa amizade acontecer é a sua disponibilidade infinita, constante, de forma consistente, a gente precisa parar para olhar para isso, né? Porque a amizade é uma relação de troca, né? Onde deve existir o respeito, o respeito mútuo entre as pessoas, né? E a gente deveria se sentir bem quisto, a gente deveria se sentir amado, ainda que na inutilidade. Uau! delícia sem precisar fazer pelo outro, né? Essa é uma pergunta que eu sempre faço pros meus clientes, assim, você se sente amado na sua inutilidade? Uhum. Você se sente amado sem precisar se desempenhar para que o outro te reconheça? Isso faz muita diferença em todas as relações. Nossa, gente, que maravilhoso. E muitas vezes se você tá agindo só para agradar o outro, você não tá sendo você mesmo. Então você não tá sendo amado pelo pelo quem por quem você é. Exato. Porque se eu preciso agir diferente para agradar o outro, é claro, eu tô agindo diferente, né? Então não sou eu. A minha identidade se foi ali. Porque aí é o pertencimento. Eu estou me forçando para caber nesse lugar. Eu estou tentando me encaixar. E para eu me encaixar, o que que eu preciso? Eu preciso me moldar. Eu preciso não ser eu mesma. Eu preciso dar um jeitinho de caber aqui. E o encaixe ele é o oposto do pertencimento, porque o pertencimento ele pede exatamente que você seja quem você é. Você não precisa pensar o que que esperam de mim aqui, como será que eu devo me comportar? O que que eu tenho que fazer para ser bem aceito, é a hipervigilância. E aí eu estou me moldando, me ajustando para caber que num lugar que não é meu, ao qual eu não pertenço. Nossa, gente, quero mais, mais bate-papo, mais conversa, mais falas assertivas, né? Que legal, gente. Ó, a gente aprendeu aqui a iniciar, né, um um um procedimento aí pra gente dizer não. A gente aprendeu a como lidar com essa culpa. Será que você precisa ter culpa em dizer não? E a gente aprendeu também que nós temos identidade. Está tudo bem você dizer não. E isso não te faz eh menos ou mais, só te coloca no seu lugar, né? no seu lugar de pertencimento, de merecimento, de identidade. Então, gente, é bom demais dizer não. E a gente vai aprendendo. E aqui no Estúdio Câmara a gente aprende todos os dias com ajuda de profissionais assim excelentes. Agora 97, eu queria muito mais ficar conversando com vocês, mas a gente precisa encerrar, iniciar, né, as nossas considerações finais aqui. Então, eu gostaria de agradecer, vamos começar por você, Ad. muito obrigada pela sua participação. Assim, foi muito assertivo em plena segunda-feira a gente trazer esse bate-papo tão rico, né, e que nos eh começa a abrir a nossa cabecinha, virar uma chavinha pra gente aprender dizer não. Agora deixa uma dica pros nossos telespectadores e agradeço a sua participação. Muito obrigada, Rúbia. Muito obrigada. Teve a Câmara. Foi um bate-papo muito gostoso mesmo. É um assunto que eu amo, é que a gente vê muito presente nos atendimentos, no nosso ciclo, né? E a dica que eu daria para você hoje, vamos começar a olhar para dentro, vamos começar a entender eh como que a gente se sente, o que que a gente quer fazer, o que que a gente não quer, os nossos desejos, né? Vamos buscar autoconhecimento, que é a chave de tudo. Maravilhosa, Deli. Muito obrigada. Muito obrigada, Rúbia. Valeu mesmo, super valeu. E o nosso tempo tá voando e o nosso bate-papo foi tão essencial. Nossa, só tenho a agradecer você, viu, Patrícia, pela participação e pelo compartilhamento de informações tão magníficas, né, pra gente levar pro dia. Começar a semana assim é maravilhoso. A semana já é já está linda. Obrigada. Muito obrigada pelo convite. Queria agradecer você, Rúbia TV Câmera também. É maravilhoso poder falar sobre isso, né? Trazer um pouco desse conhecimento, né? Falar desse assunto que é tão importante e muito corriqueiro em clínica, né? Acaba que em algum momento esse assunto perpassa por todo o cliente que a gente atende, né? Então é algo muito importante de a gente falar sobre. Não se sinta sozinho aí, você que tá com dificuldade de dizer não, porque é uma dificuldade geral, todo mundo tem essa dificuldade em maior ou menor nível, tá? Todo mundo aprendendo, né? Acho que é importante olhar para si, entender em que momento do processo você está. Então isso que a Dely falou é muito importante, assim, esse autoconhecimento ele é necessário, porque para eu falar não, eu preciso me conhecer, eu preciso saber quais são os meus limites, até onde eu tô disposta a ir e o que que eu quero fazer. E para eu poder impor esse limite, né, para eu poder construir esse limite, eu preciso saber aonde eu tô. Então fica atenta ao seu processo, olha para si, não se compara com um coleguinha e começa aí com pequenas tentativas que com certeza com o tempo aí dá para caminhar bastante e evoluir muito. Que delícia, gente. Tenho certeza que muitas pessoas em casa se identificaram com o que foi dito aqui hoje. Aprendemos que dizer não é um ato de egoísmo, mas sim um autocuidado, um respeito próprio. É fundamental para construir, gente, relações mais saudáveis e equilibradas em todas as áreas da nossa vida, né? Então, você já teve aqui a mensagem das nossas convidadas. Eu espero que você repasse, né, para as pessoas que você ama e tenha o autoconhecimento, mas repasse o autoconhecimento também. É super importante. A gente agradece então então a sua audiência, a sua companhia. Eu quero lembrar você que hoje nós temos eh reunião ordinária na Câmara de Campinas a partir das 6 da tarde, tá? Você é convidado super especial e amanhã nós temos aí um bate-papo bem legal. O tema de amanhã, deixa eu ver aqui, nós vamos falar de pessoas que têm dificuldade de honrar os compromissos. Aí pegou, né? É igual o de hoje, né? Pegou mesmo, né? É claro, porque nós somos seres humanos, a gente tem comportamentos e paraa gente entender, a gente precisa de profissionais que nós sempre trazemos aqui no nosso programa para nos ensinar. E amanhã a gente vai falar: você que promete e não cumpre ou você não entendeu que você pode não cumprir e tá tudo bem, só que daí prometer demais, quais as consequências, né, pra nossa credibilidade, paraas nossas relações? Amanhã a gente fala sobre isso, né? Que tenhamos aí uma semana cheia de atitude para todos nós, aprendendo aí a dizer não e se olhando com mais autocompaixão, combinado? Gente, vamos ficando por aqui, então, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. A sementinha foi lançada, espero que ela possa germinar aí na sua vida, tá certo? Agradecendo mais uma vez as nossas convidadas, você de casa, lembrando, tem reunião ordinária hoje, mas ao meio-dia nós temos o nosso Câmara Notícia trazendo informações do legislativo campineiro e também da nossa metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas está sensacional, como sempre, é feita com muito carinho, especialmente para você que tá aí do outro lado. Super beijo, fica com Deus e até amanhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, equipe. Valeu, turma. Boa segunda para todo mundo. Aprendendo a dizer não, hein? Coloca aí na agenda. Beijo, beijo. Tchau, tchau. Ja. [Música] เฮ [Música] [Música] [Música] ficar olhando para vocês, vão ficar olhando para mim. Sim. Yeah.
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