TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Divisão de tarefas em casa: como acabar com a sobrecarga e criar harmonia
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Divisão de tarefas em casa: como acabar com a sobrecarga e criar harmonia

25 views Publicado 07/05/2025 HD · 1:06:33

Descrição do vídeo

Divisão de Tarefas em Casa: Como Acabar com a Sobrecarrega e Criar Harmonia no Lar? | Estúdio Câmara A casa é para ser um lar — um espaço de acolhimento, descanso e conexão. Mas e quando ela vira palco de brigas silenciosas, estresse e sobrecarga emocional? O programa Estúdio Câmara de hoje levanta uma pauta urgente e extremamente comum nos lares brasileiros: a desigualdade na divisão de tarefas domésticas. Você sente que faz mais do que o outro em casa? Que a bagunça incomoda só você? Que pedir ajuda virou sinônimo de brigar? Nesta conversa reveladora, recebemos dois especialistas que abriram o jogo sobre esse desafio: 👩‍💼 Adnalva Ruderi, personal organizer com experiência internacional, palestrante e mentora, traz dicas práticas para organizar a casa e transformar o ambiente em um verdadeiro templo de bem-estar. Ela ensina como a organização não começa nas prateleiras, mas no coração de quem mora ali. 🧠 André Luiz, psicólogo especialista em comportamento e desenvolvimento humano, explica como o ambiente influencia nossa saúde mental, autoestima e até relacionamentos. Ele desmonta a ideia de "ajuda" e mostra que dividir tarefas é, acima de tudo, compartilhar responsabilidades e construir uma relação mais justa. Além disso, o programa contou com depoimentos impactantes dos telespectadores, estratégias lúdicas para envolver as crianças, reflexões sobre heranças culturais que perpetuam desigualdades e uma pergunta instigante: "Qual é o ritmo da sua casa?" Rock pesado ou uma bossa nova leve e fluida? Assista agora e descubra como organizar a casa pode mudar sua vida — e a de quem vive com você. Uma conversa profunda, prática e emocionante, que vai fazer você olhar para sua casa com outros olhos... e talvez até tirar a batedeira do armário. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 📌 Dados do vídeo: Divisão de tarefas em casa – Estúdio Câmara 07/05/2025 Link: https://youtu.be/ewrq5cxeqRs #DivisãoDeTarefas #CasaOrganizada #SaúdeMental #PsicologiaDoLar #PersonalOrganizer #OrganizaçãoDoméstica #Família #RelacionamentoSaudável #Campinas #EstúdioCâmara

Transcrição completa do vídeo

61 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá, bom dia. Está no ar o estúdio Câmara ao vivo aqui na telinha da TV Câmara Campinas. Hoje é quarta-feira, dia 7 de maio e a gente vem com um assunto que todo mundo tem algo a dizer, a divisão de tarefas em casa. A verdade é que muita gente sente que está fazendo mais do que deferia e os outros nem se dão conta que estão sobrecarregando o outro. Será que tem gente folgada mesmo ou só falta aí um diálogo entre as partes? Qual o limite entre colaborar e se esconder das responsabilidades? É sobre essas questões que nós vamos conversar com a personal organizer, mentora, instrutora e palestrante Adnalva Ruderi, que já está com a gente aqui no estúdio ao vivo e conosco também, claro que não podia faltar, né? Tem psicólogo para falar sobre isso. Ele é psicólogo, ele é especialista, né, em comportamento e desenvolvimento humano. O André Luiz daqui a pouquinho vai falar com a gente também. E você aí de casa, nosso telespectador que já ligou a TV Esperando Estúdio Câmara, esse é o nosso assunto de hoje, né? Como é que funciona eh a divisão de tarefas aí na sua casa? Já deixa a sua mensagem. Nosso WhatsApp está na tela, 199729377. Você se sente sobrecarregado em casa ou acha que cada um faz o que pode? Participa com a gente enquanto você vai mandando a sua mensagem. A nossa produção já está apostos. Nós vamos agora conferir as principais notícias do dia e também a previsão do tempo para esta quarta-feira. Gente, hoje lançamento da campanha Maio Amarelo será no Shopping Parque das Bandeiras. Chamando a atenção da população sobre a preservação da vida no trânsito, o movimento Maio Amarelo terá o lançamento da programação deste ano de 2025. Hoje, então, eh, às 10 da manhã, no Shopping Parque das Bandeiras, o evento inclui o lançamento do boletim de vítimas fatais no trânsito do ano passado, 2024. O documento detalhe a evolução dos óbitos nos últimos 10 anos, perfil das vítimas, né, o tipo de usuário, faixetário e sexo e também os principais fatores de risco que motivaram as mortes no trânsito campineiro. Além disso, diversas ações vão marcar o evento de lançamento, todas com início às 10 da manhã até ao meio-dia. Crianças participam do miniircuito de trânsito, atividade em que aprendem comportamentos seguros de forma lúdica em um tapete que simula uma cidade até às 14 horas. Serão eh realizados vários eh ações em diversos pontos do shopping, com abordagens educativas, com mímicos e também equipe de educação e desenvolvimento da INDEC. Já os motociclistas serão alvo de workshop e pitstop educativo em parceria com a Moto Madia e o Detran São Paulo e as concessionárias via colinas e rodovias do Tiet até às 4 da tarde. Também será possível colocar a vacinação em dia, porque eh tem uma ação realizada eh com a Secretaria da Saúde até às 16 horas, tá certo? Então, hoje lançamento da campanha Maio Amarelo. Muita atenção. A gente precisa sim de atenção no trânsito todos os dias, em todos os momentos. E a gente fala de saúde porque Campinas faz ação especial de vacinação nos shoppings. A partir de hoje, a Secretaria de Saúde realiza, então, a partir de hoje uma ação especial de vacinação em quatro shoppings da cidade. O objetivo, gente, dessa iniciativa é ampliar a cobertura contra a gripe para grupos considerados prioritários, mas também serão ofertadas doses para proteção contra outras doenças, conforme a indicação de cada público. Os shoppings escolhidos foram o Parque das Bandeiras, que vai ser aí junto com o lançamento do Maio Amarelo, né? Também o Unimarte, o Campinas Shopping e o Shopping Mix. A programação vai de hoje até o dia 10. A Secretaria de Saúde já aplicou 99,8.000 1 doses em 4 semanas de estratégia de imunização, mas a meta é imunizar 90% de cada um dos três grupos que fazem parte do calendário nacional de vacinação. No caso das crianças que recebem imunizante pela primeira vez, é importante tomar duas doses com intervalo de 30 dias. As indicações de vacina contra outras doenças podem ser conferidas no site vacina.campinas.sp.gov.br. br e mais informações de horário das salas de vacina nos centros de saúde, caso você não consiga ir até os shoppings, né, ou não esteja passando por lá, você acessa o site também para você conferir os horários, né, das salas de vacina. É vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe. Não deixe de se vacinar. Nós estamos no outono, o inverno tá aí, a gente tá percebendo que tem aumentado muito casos de gripe e a gente precisa estar aí em dia com a nossa imunização. Previsão do tempo chegando. E hoje qual que é a previsão, hein? Aquele veranico, né? Ontem eu falei do veranico. Sim, de manhã frio, 16º, eu acordei, tava 15º. Eu falei: "Poxa vida, e agora já aumentou. Estamos aí com 19, 20º e a previsão de hoje, poucas nuvens, muito sol em Campinas. As temperaturas devem variar". de manhãzinha, né? Bem de manhãzinha, de madrugada, 15, 16º, mas nós poderemos chegar sim aos 30º no pico lá, né? Só a pino, 3 da tarde, 30º na metrópole. Então não esquece a garrafinha de água, hein? Vamos de Veranico por aqui até sexta-feira, gente. Essa é a previsão do tempo, de acordo com o climatempo, de acordo com Cepagre, Veranico aqui na nossa metrópole. E agora sim nós vamos entrar no assunto do dia. Sabe aquele momento em que a louça está acumulada na pia e ninguém sujou tudo aquilo? Mas lá vai você lavar mesmo assim ou quando o lixo já está transbordando e misteriosamente todo mundo parece que não percebeu. Pois é. A rotina da casa eh escancaram uma questão antiga, né, mas ainda muito atual. A divisão de tarefas domésticas. Existe uma fórmula justa? ou o equilíbrio entre quem faz e quem finge que não viu ainda está muito longe de acontecer. Será que isso é falta de organização, de diálogo, ou tem gente que simplesmente se aproveita de boa, né? Dá vontade aí do outro, né? Aproveita mesmo, tá tranquilo. Hoje nós vamos abrir esse debate, gente, com a ajuda de dois convidados que entendem do assunto e podem sim nos ajudar a enxergar soluções ou pelo menos entender melhor porque esse tema ainda rende tanta discussão. Então eu quero apresentar para vocês, ela que vai bater papo com a gente, vai ficar conosco aqui, vai responder a sua pergunta, hein? E olha que eu admiro essa profissão e essa mulher também. Seja bem-vinda, Adnalva Rudieri, personal organizer, mentora, instrutora e palestrante. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada pelo convite. Muito feliz de estar aqui. Maravilhosa. Vai contar tudo pra gente hoje. Como é que a gente deve fazer para se organizar em casa na divisão de tarefas, né? Vamos conversar muito sobre isso, viu? É muito importante pro relacionamento, muito importante pra vida. Temos assunto. Uau, maravilha. E claro que isso mexe com o nosso psicológico, né? Quem nunca se estressou, quem nunca chegou cansado em casa, se deparou com uma bagunça e a outra pessoa lá deitada, tranquilo no sofá. Para esse problema, né, essa situação, nós precisamos de entender o que se passa, eh, no psicológico das pessoas, né? qual é o comportamento, o desenvolvimento e é por isso que nós estamos recebendo aqui o nosso psicólogo, especialista em desenvolvimento também comportamento humano, André Luiz, bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, Rúbia, bom dia, Dinava. Bom dia a todos os telespectadores. É um grande prazer estar aqui hoje, né, e poder falar desse assunto tão importante e polêmico, porque ambas as classes, né, a parte do casal, muitas vezes dentro de um do âmbito familiar se torna cada vez mais a exigência de uma equiparação mais justa, né? E temos essa oportunidade para discursar sobre. É um grande prazer estar aqui e poder contribuir. Satisfação é toda nossa. E você que tá em casa, e aí, né, tá curioso para saber o que que vai ser abordado, como qual que vai ser a abordagem, né? Será que a gente fala só de casal? Será que o filho tem também eh eh aquela aquela questão de de de dividir, né, as tarefas em casa? E essa divisão, ela a gente pode falar que é uma ajuda, né? Você ajuda em casa. Qual é o correto dizer sobre eu ajudo, mas eu moro junto? Eu moro na mesma casa. Será que eu eu tenho que ajudar mesmo, né? O outro precisa da minha ajuda. A gente vai descobrir. É curioso, né? Como a casa, que deveria ser um lugar de descanso e aconchego, muitas vezes vira palco de tensão por conta das tarefas do dia a dia. Agora então eu já vou direto com a Adnalva. Ela que entra na casa das pessoas para ajudar a organizar e eu imagino que ela deve encontrar muita tensão escondida entre os armários, né, Adnova, o que mais você percebe e como a maioria dos vilões na hora da divisão das tarefas domésticas? Olha, o que eu percebo, o que eu mais percebo que as pessoas realmente elas tendem a fugir da obrigação, porque você falou, não é uma ajuda. Nós moramos, nós compartilhamos de uma residência e nós somos os responsáveis pelo nosso bem-estar. Por exemplo, eu e meu marido, nós não temos filhos, moramos nós dois. Aí eu falo para ele, nós, ninguém ajuda ninguém. Nós que moramos aqui, nós somos responsáveis por nosso bem-estar. Então você, ele cozinha porque meu marido é gourmê inclusive. Eh, tem essa parte boa, né? Que por isso que ele foi promovida a marido. Adorei. Boa. Porque eu não cozinho de jeito nenhum. Então a gente fez aquela divisão, ele cozinha, eu lavo a louça. Na hora que a gente, de vez em quando, a gente chama uma diarista, mas quando pegamos nós dois, eu falo assim: "Então não é aquela coisa assim, a mulher que é isso é muito comum. A mulher limpando tudo, levantando tudo, colocando tudo em ordem e o marido deitado no sofá. Só levantando pezinho assim, né, para não passar o mação. É assim mesmo. Isso estressa porque a pessoa fica ali, porque todos t, né, ainda mais hoje em dia que a mulher também trabalha, então a hora que chega em casa tem outra jornada, então não é justo essa jornada ser só da mulher. Então tem que ter essa participação. Então nós dois, quando a gente fala assim, olha, não estamos com a diarista, mas a gente precisa parar e limpar essa casa. Aí ele já pega uma parte da casa, eu pego outra parte, põho roupa, ele põe roupa não na máquina, eu ponho no varal, ele cozinha ou lava louça e aí da pouco nós dois estamos tranquilos, conversando, vamos sair para almoçar, entendeu? E a casa limpa. Então é, não é não é obrigação de ninguém, é a cooperação de todos. Maravilha. E como que é para você chegar na casa das pessoas e e fazer a organização? Qual que é a a sua a sua visão, a sua avaliação do antes e o depois quando se refere à saúde da casa? A saúde que eu digo é em todos os âmbitos, tá? Perfeito. Uma excelente pergunta que eu gosto muito desse assunto de falar da saúde da casa. Então, toda vez que eu vou fazer uma organização, eu preciso fazer uma visita de avaliação, porque eu preciso ver o volume e o espaço. Uau! E entender a demanda daquela casa também, como que é, quantas pessoas moram. eh se todas as pessoas da casa estão eh voltadas para esse momento da organização. E uma pergunta que eu sempre faço pra dona da casa, geralmente é a dona da casa que me recebe, né? Às vezes o casal, às vezes a dona da casa. A pergunta é que eu sempre falo, se você tivesse que definir a sua casa como a música, qual seria o ritmo? Uau! Nossa, pensa aí, você que tá aí, você que tá aí assistindo a gente, a pergunta da Adnalva: Qual o ritmo da música define a sua casa? Pode continuar. E tem gente que fala: "Nossa, eu nunca pensei nisso". Aí tem gente que fala de cara: "Nossa, rock pesado, você tá brincando". Aí eu falo, se esse, o que que é o rock pesado? É pancadão, é agito, que no momento é uma delícia hora que você entra que sai com aquela adrenalina, mas no dia a dia, no dia a dia, pensa bem, um rock pesado. Então, quando você consegue parar e definir e olhar pra sua casa e falar: "Meu Deus, a minha casa tá parecendo um rock pesado, imagina como é que tá aqui dentro". Então, quando você fala de saúde da casa, é muito importante, porque a nossa casa é o nosso tempo. A nossa casa é onde a gente refaz a energia, a nossa casa é onde a gente convive com o que a gente ama. Então, nós precisamos parar e olhar paraa nossa casa pensando na saúde dela. Eu estando dentro dessa casa, como é que está a saúde? Como é que isso tá refletindo em mim? Uhum. Aí quando eu finalizo aquela casa, tem gente que chora. Ah, eu imagino. Tem gente que chora. Ora que eu falo sobre isso que a pessoa começa, o que que acontece nesse momento? A pessoa começa a entrar em contato com o ambiente onde ela vive. Uhum. O que que aquele ambiente está provocando nela? Aí quando eu finalizo, eu começo a andar pela casa com a pessoa novamente. Aí eu eu pergunto para ela, falo assim: "Hoje qual que é o ritmo da sua casa? Música clássica, um bolero, uma voça nova. E olha isso tudo". que a pessoa fala assim: "Eu nunca tinha vivido na minha casa com esses olhar, com esse olhar que você me fez enxergar agora". Maravilha, maravilhosa. 8:19. Agora, depois dessa fala, né, dessa maravilhosa aqui personal organizer, né, gente, eu eu fico pensando e é é dom, pode é nasce com isso. É uma coisa impressionante. Agora nós vamos eh saber da parte psicológica, né? Porque pela fala dela, André, eh você percebeu o que ela disse da saúde da casa e do ritmo da música e também eh ela citou a questão eh do que a pessoa eh traz, né? E depois como a pessoa fica depois da casa organizada. Vamos pro lado psicológico agora. O que a gente vive, como a pessoa está nesse momento também reflete dentro de casa. Com certeza. Então, eu gostaria que você explicasse pra gente como é que a gente eh pode analisar a questão da saúde da nossa casa em conexão com o nosso psicológico. Perfeito, Rúbia. Pensarmos na organização da casa é é entendermos que não é apenas uma casa que nós estamos falando, né? Existe aqueles fatores que são o ambiente que é externo. Uhum. Existe a nossa principal casa, que é a nossa mente, né? É a nossa percepção das coisas. Então, quando o ambiente ele traz um aspecto eh extremamente ali bagunçado, desorganizado, isso ela pode ter uma causa bivalente em relação ao quê? A desorganização mental, o nosso processo de percepção e de entrega. Então, acaba uma coisa refletindo na outra, né? Eu eu eu vi como um aspecto importante que você trouxe sobre o ponto de nós ajudarmos em casa, né? As pessoas ajudarem em casa e e a cultura, né? A sociedade, ela traz isso de uma forma tão tão tão interessante ao longo do tempo. Por quê? Porque às vezes eu faço como uma forma de provocação, né, nos ambientes que eu tô conversando, muit das vezes com com as figuras masculinas principalmente, que ela fala sobre o quê, né? Quando eu converso assim sobre arrumar casa, sobre a sobre tá fazendo os afazeres, eu acabo começando brincando assim, falando assim, ó: "Eu não ajudo em casa". Isso já deu pano pra manga, porque, né? Já tive perto de de de casais e tal e às vezes, né, a as esposas, as amigas falam assim: "Mas como que não, André? Como que você não ajuda em casa? Eu falei, eu não ajudo em casa. Por que eu não ajudo? Porque ajudar é quando você tem uma responsabilidade e eu me adentro da sua responsabilidade e contribuo com ela. Mas quando falamos das obrigações de casa, não é sobre ajuda, é sobre, né? é sobre cumprimento das responsabilidades. E quando você faz o cumprimento das suas responsabilidades, você tem sobre você uma gama de oportunidades. A conexão entre a casa, o ambiente externo, ele reflete aquilo que tá interno, né? E a recíproca acaba sendo verdadeira. Então, o movimento que você tem para o momento da organização de você colocar em prática, né, a sua produtividade, você colocar em prática no seu dia a dia, é colocar sua energia naquilo que tem ao seu momento. nos bastidores, conversando com a Adova, né? Nós comentamos ali um pouco sobre a importância do momento de você tá parada lá, como ela falou, a música, né? É usar o repertório da música, usar o momento ali presente para você utilizar desse espaço como que é um benefício, não só ambiental, mas um benefício pessoal, você ter um momento de conexão cônjuge, né? Eu trabalho eh hoje especificamente muito com mães de adolescentes, né? que que tem TDAH. Então o que que acontece dentro dessa performance? Um dos grandes problemas que existe é a corresponsabilidade das tarefas. E há uma decisão, eu acho que falarmos do desconforto, sim, né? É uma é uma decisão pessoal que ela acaba trazendo o quê? Ela traz muitos prejuízos futuros quando eu não administro isso de uma forma consciente. Então, se eu coloco como uma obrigação dentro de casa, quem gosta de fazer aquilo que é obrigado? Agora, quando eu eu percebo que o momento presente, a as tarefas, porque se nós temos uma louça para lavar, é porque nós comemos, nós tivemos ali o nosso almoço, nós tivemos a nossa janta. E por que não fazer isso de uma maneira produtiva? Colocando uma boa música, tendo uma boa conversa e percebendo aquele momento, né? Para quê? Para se, né? Para se reconectar no ambiente familiar. Eu acredito que tudo isso contribua, né, para para você ter essa boossa nova, né? ter uma música mais vibrante, tranquila, para que a gente possa aproveitar melhor em casa. Muito bom, né? Nosso psicólogo falando sobre a divisão de tarefas em casa. Agora eu pergunto para você, André, por que que é tão tão difícil, né, dividir as tarefas de forma equilibrada? O que que acontece no no cérebro, né? O que que acontece da questão assim psicológica? Você acha que você acredita que tem ainda aquela questão cultural assim de que a mulher e ela tá para trabalhar em casa e o homem é provedor? Então isso é é algo que vem lá de trás, né? Por mais que a gente venha trabalhando, eh estudando e buscando e repassando informações para as pessoas entenderem que não é assim, que somos seres humanos, né? Que a gente é igual e que cada um tem sim a eh eh o seu mérito, mas a gente precisa colaborar, né? e servir juntos. Eh, você acredita que tem essa questão ainda cultural no nos afazeres de casa? Você acha que isso tá enraizado no psicológico do ser humano, tanto do homem quanto da mulher? Porque tem um detalhe aqui que eu quero eh salientar, o seguinte, se você tá lá, o o a o serviço de casa é para ser dividido. O homem ele é diferente da mulher. A mulher ela pensa várias coisas e faz várias coisas ao mesmo tempo. O homem já meio diferentinho, depois você explica, né? Aí você fala: "Bom, então você vai juntar o lixo que eu vou passar vassoura na calçada". Beleza, combinado? Aí você vai lá, passa a vassoura na calçada, você lava a louça, você faz a janta. Ele não juntou o lixo ainda. Aí você vai lá e junta o lixo. Deixa lá que ele vai juntar. Porque se você vai e junta o lixo, que que vai acontecer? Ah, ela juntou mesmo, eu não preciso fazer. Me ajuda com isso, André, por favor. Me explica assim de uma forma psicológica, de uma forma mais assim lúdica, não sei, para que as pessoas possam entender. Bom, né? Eh, acho que mais fácil do que isso é desenhando de fato, mas infelizmente, né, a cultura ela é o ponto inicial para eh para essa questão. Por quê? Uhum. Se hoje nós conversamos em português, porque nós ouvimos os nossos pais, né, conversar em português, nós aprendemos o idioma. Tudo que nós replicamos hoje é por meio de um aprendizado. O aprendizado pela imitação, o aprendizado, né, por se interessar, por se aprofundar. O ser humano, quando ele vai se desenvolvendo, ele vai ele vai a ele vai possuindo suas crenças, né, a sua forma de enxergar o mundo. E numa sociedade que ela tem uma base patriarcal, né, ela condiz o quê? justamente o peso da responsabilidade das tarefas domésticas na nas mãos da mulher. No em 2022, o estudo do IBGE, ele mostra que o papel da mulher nas tarefas doméstica estava em 21.3 horas por semana, enquanto a dos homens apenas 11, né, 11 horas semanais. Isso nós estamos falando estudo de 2022. Agora, se olharmos por esse aspecto, nós vamos perceber que claramente há, né, um um senso muito mais injusto nesse ponto, porque, né, quando você trouxe sobre a a divisão das tarefas de que o o o o parceiro ou a parceira são responsável por por lavar louça, o outro, né, para para colocar o lixo lá fora, e quem decide, né? Então nós percebemos que às vezes a decisão ela traz por parte da da própria mulher porque ela tá mais nesse engajamento e ela acaba condicionando e direcionando. Ora, você faz dessa forma, você faz daquela. E eu acredito que o processo inicial é isso, é a consciência de cada um da sua participação e fazer com que isso se torne leve. Então, se eu vou dividir a tarefa em casa, porque eu preciso dividir apenas simplesmente eh eh de uma forma equilibrada, numérica, o que for, né? Em casa, por exemplo, né, com a minha esposa, nós fazemos eh eh uma divisão que ela traz uma divisão mais mais abrangente da coisa, né? Nós estamos falando de energia de tempo, nós estamos falando, né, de de locomoção, quem precisa trabalhar fora, quem não precisa, mas também nós focamos muito sobre o ponto principal, que é o quê? Aquilo que faz sentido para cada um. Eu odeio lavar louça. Uhum. Né? É, é de gosto. Então assim, e eu acho que na infância a gente precisa de lavar tanta louça que chegou o momento que eu acredito falar: "Eu não quero ver mais uma louça, mas eu amo estender roupa no varal, lavar o quintal, né, de movimentar outras situações." Então assim, né, minha esposa, ela já não não não acha ruim, ela até, né, não acha ruim lavar louça, então ela fica na responsabilidade da louça. E quantas outras eu vou fazendo? Porque para ficar leve para todo mundo. Lev. Quando fica leve você não leva na obrigação, você coloca justamente no ponto principal do quê? do aproveitamento, colocar a leveza da vida, né? Eu acho que é colocar inclusive naquilo que acaba não sendo tão bacana todos os dias. Maravilhosa fala. 8:29. Vamos lá, Adnalva, qual que é a avaliação que você faz eh desse dessa nossa pontuação eh do direcionamento do serviço já de que vem de uma cultura, né? longa cultura, distante cultura, antiga cultura de que a mulher ela é responsável por todo o serviço da casa. Aí a gente volta a falar da divisão das tarefas. E aí a mulher, a gente coloca a mulher naquela, igual o André pontuou, né? A gente coloca a mulher naquela eh naquela posição em que ela divide as tarefas. Isso também não acaba inibindo ou eh distanciando o fazer com que o homem venha colaborar espontaneamente dessa divisão. Exatamente. Ela, eu acho que essa coisa não tem que ser imposta. Uhum. Isso tem que ser combinado. O André falou uma coisa muito importante de fazer o que gosta. O que que você gosta de fazer? Serv não éoud assim é difícil aquela pessoar eu amo fazer serviço de casa existe quem ama em vios de regra principalmente a gente que tem nossa vida de trabalho fora então não tem aquela coisa assim a eu quero, deixa comigo que eu faço tudo não. Então a primeira coisa, o que que te atrai? Por exemplo, meu marido ama cozinhar. Uhum. Então deixa a parte da cozinhar com ele. Ele gosta também de del limpar a casa, beleza? da uma parte outra da casa, mas ele ama cozinhar. Então vamos deixar a a cozinha com ele. Eu gosto bastante comer. Pronto. Tu fica minha parte com essa nisso. Mas lavar louça é legal, é gostoso. Não, mas outra coisa, não deixa acumular. Não pode deixar acumular. Você acumula, fica pior porque você pega, fica muito tempo ali. Então, lavou, usou, lavou, usou, lavou. E uma coisa muito importante que eu acho, a família não é só marido e mulher, estamos falando aqui de família. Família tem filhos. Isso. Família tem filhos. Então é muito importante inserir a criança também, o filho. Por exemplo, a nossa na época que que da minha mãe, minha mãe não trabalhava fora. Então eu sou daquela época que a mulher de verdade era aqui, cuidava da casa e o homem saía. Por que que a mulher hoje até ele consegue falar melhor do que eu nisso, por que que a mulher consegue fazer várias coisas? Porque a mulher, ela tinha que ver o filho, ela tinha que ver uma panela no fogo, ela tinha que ver o ter que lembrar que tinha que colocar uma roupa na mesa e o homem ele ficava na caça. Então ele ficava olhando somente focado, né? Foc horas e horas e horas para acertar aquele animal, porque ele tinha que levar o sustento para dentro de casa. Uhum. Aquele animal ali virava comida, ele virava cobertor, porque então isso veio, o tempo, o reloginho do tempo passou, a mulher ganhou a sua liberdade de ser de trabalhar fora, né, do e a casa continua ali precisando ser limpa e as coisas continuam sendo usadas dentro da residência e precisando voltar pro lugar. E o que acontece hoje em dia, eu sempre falo para pras donas de casa da quando eu vou fazer uma organização que tem babá principalmente. A criança ela precisa ser inserida. A criança precisa ser inserida no na organização da casa. Como, por exemplo, vai paraa brinquedoteca, vamos brincar de quê? Primeira coisa, não é tirando tudo do lugar, que hoje em dia as pessoas elas tiram tudo do lugar e fica aquela aquela coisa que ninguém consegue entender. Primeira coisa, conscientizar. Nós vamos fazer o quê? E nesse momento que você conscientiza, vamos brincar de quê? No caso, a criança, então vamos pegar o Lego. Vamos supor, quero brincar de Lego. Ai, agora eu não quero mais brincar de Lego, eu quero brincar de massinha. Então vamos guardar o Lego primeiro. Não deixa o Lego ali espalhado e vamos pegar a massinha. Porque chega no final do dia, aquela brinquedoteca tá um horror. E o pior, no dia seguinte a criança chega no brinquedoteca, tá tudo lindo, maravilhoso. Só que a criança não viu quem guardou. A criança não viu como aquilo foi parar no lugar. Aí acontece o reloginho de novo do tempo passou, chega a criança, é adolescente e fica aquela luta. Eu esse quarto eu não aguento entrar nesse quarto, que bagunça. A mãe vai arrumar aquela bagunça. Então quer dizer, não ensinou, passou do gostoso de ser criança para cobrança de deixar aquele ambiente organizado. Então, quando você, quando eu falo para babá que você é responsável por inserir a criança na na organização, é de verdade, ou paraa mãe, não tem, ah, eu não tenho babá, eu sou a mãe. Então, começa a falar pro teu filho que tudo tem um lugar e aquilo não vai voltar sozinho pro lugar. Alguém tem que levar aquilo pro lugar. E outra coisa, coloca o seu filho para fazer atividades. Então, tem uma tabela na internet que você coloca lá atividades para criança. De três, de um ano, colocar o sapatinho no lugar, de 2 anos, assim, vai de idade. Aí de 4, 5 anos você consegue tirar o prato da mesa e colocar na pia. É de 6 anos já te puxar a coberta, esticar. Não importa que ela fica torta, mas dá atividade. Vem aqui a com 11, 12 anos, insere a criança. Eu vou lavar essa louça e você vai secar. Aí conversa: "Como é que foi seu dia? Como é que foi? Tira um pouco a criança daquela coisa de ficar aí, ó, só no celular. Eles eles pedem pelo amor de Deus pela atenção. Então dá esse momento de atenção no fazer alguma coisa juntos. Muito bem. Olha só que que lição, que aprendizado, né? a gente aqui ao vivo conversando com dois especialistas nesse assunto, porque nós temos um psicólogo que mostra pra gente como que é estruturado, né, o nosso cérebro, as nossas reações diante dessa questão de divisão de tarefas. E temos aqui uma especialista, ela é uma personal organizer, é uma mulher que que conhece, né, e e que participa da vida eh do dia a dia das pessoas, também palestrante. Então, fala muito sobre isso nas suas palestras. Acredito que deva ser um sucesso, né, que você traz, você fala, você ensina. De onde vem todo esse esse dom, essa coisa assim de organização que eu adoro? Olha, eu não nasci organizada. Ah, não acredito. Eu não sou organizado. Você sabe, Rúb que isso isso já me custou muito, né? Já deu entrevistas em outros canais, outras emissoras. Aí no começo eu ficava assim: "Ai, meu Deus, a hora que perguntar". Por exemplo, eh, a fui no programa da Flor, por exemplo, aí a Flor começou assim: "Eu vou trazer aqui de uma pessoa uma personal organizva, a sua casa deve ser tudo no superal". É isso que eu tô imaginando aqui. Mas eu já superi, já passei pela terapia. Aham. Ai, eu já superei isso. Mas brincadeiras à partes, eu fui levada pra organização. Sim. Eu de verdade, de verdade eu não nasci organizada. Eu tô nesse mercado há 18 anos. Eu sou palestrante, n sou mentora, eu sou gestora residencial, onde eu administro uma casa, onde eu eu busco funcionários também para para inserir naquela casa. Eu dou eu já treinei desde diarista até governanta, já fui à Brasília. Tem carreira internacional, já fiz convos paraos Estados Unidos, mudando famílias daqui para lá, capacitando profissionais no lá nos Estados Unidos. Eh, e hoje eu tenho essa facilidade para eu entrar, eu entro dentro de uma casa, ela pode estar do jeito que for, mas eu consigo visualizar ponto a ponto, passo a passo, eh ambiente a ambiente como que ele vai ficar. E eu também tenho um trabalho que eu falo que eu ajudo a pessoa a desenvolver os móveis internos, os espaços internos. chamo de marcenaria inteligente, onde eu vejo o seu acervo, vamos supor vai construir. Eu vejo o seu acervo e eu converso com marcenaria e converso com arquitetura que aquele espaço que aquela que tá desenhando aquele armário não vai caber o acervo da da cliente dele. Então a gente consegue estruturar toda uma casa, todo o armário para poder caber o acervo e não ficar aquela coisa, tipo, esse espaço tá muito alto. O o nós temos três tamanhos de de de acervo na casa, grande, médio e baixo. Então eu não preciso fazer o espaço desse tamanho para colocar, vamos supor closed. Eu não fazer o mesmo espaço da geralmente são os mesmos tamanhos. Eu não preciso ter o mesmo espaço que eu guardo uma bota para guardar um tênis, uma rasteirinha. Então isso vai sendo eh bastante customizado. Então isso, essa facilidade que hoje eu tenho para falar da organização é de verdade estar que eu estava dizendo, eu não nasci organizada, eu fui levada paraa organização. Eu fui há 20 anos, eu fui trabalhar no consultório do no escritório de um de uma dupla famosa de Campinas e onde eu administrava eh toda a agenda. E por administrar a agenda, eu ia muito na casa Uhum. Da família, que é família de artistas. Eu ia muito na casa e eu via o comportamento dos funcionários. Eu via como que eles estavam, como que eles trabalhavam e eu achava que aquele funcionário não estava trabalhando de acordo com o padrão de vida daquela família. Então eu não comecei organizando, olha, eu comecei capacitando empregados domésticos. maravilhoso. E quando eu percebi que aqueles funcionários não eram, o comportamento deles não era adequado ao padrão de vida, eu conversei com a dona da casa, a gente chegou à conclusão de que precisamos, precisamos contratar alguém para fazer o treinamento para aqueles funcionários. Aí eu contratei uma pessoa aqui em Campinas, me apaixonei, descobri meu propósito. Nossa, eu sou formada em comunicação social, tenho pós-graduação e gestão de pessoas, então eu amo pessoas. Uhum. E eu descobri que eu amo ensinar. Que legal. Eu amo servir, eu amo proporcionar transformação. Aí eu eu saí, fiquei com aquela família durante um ano, saí de lá, fui me especializar. Então me formei em rotinas domésticas, serviço de lavanderia, serviço de copa, decoração, arranjo floral, camareira. Eu fui fazer vários cursos voltados pra residência para entender como é que funciona. E a única coisa que eu saber era o seguinte: eu vou me especializar para treinar profissionais de famílias de alto padrão. Muito bem. Então, aí depois de 5 anos treinando, eu fui à Brasília, que eu eu formei governantas em Brasília, Minas Gerais, aqui em São Paulo mesmo, estado de São Paulo, na capital. Aí depois de 5 anos só treinando e capacitando profissionais domésticos, eu descobri a organização. Olha isso. Nossa, mulher, você não queria passar lá em casa hoje não? Ô, Lucas, ol, Lucas, Lucas, você é nosso psicólogo aqui. Que bagagem, né? E, e assim é importante a gente eh essa essa pontuação que ela falou, ela não ser organizada, né? Então, a importância eh do aprendizado todos os dias, né? Da gente estar buscando aprender a importância do que nós estamos fazendo aqui hoje. Exatamente. Agora 8:40. O papo tá tão bom, não tô nem vendo a hora passar, gente. 8:40. Vamos lá. Olha, temos eh perguntas e interação dos telespectadores, tá? Então, a gente vai fazer o seguinte, eh, se tiver e nomeado, vai para cada um que tiver especificado, senão a gente faz um pingpong, porque a gente só tem 20 minutos de programa. Ai, ai, ai. Vamos lá. 8:41. Tem que organizar isso aqui. Vamos lá. Carla do Jardim Chapadão. Bom dia. Aqui em casa é sempre a mesma história. Quem limpa mais briga com quem não vê sujeira. Isso é comum em todos os lares ou é falta de diálogo? Vamos lá então, Lucas. Fala pra gente o diálogo tá faltando aí na casa da Carla. André. Ã ô. É, André, perdão. O diálogo tá faltando aí na casa da Carla. Como é que é, André? Olha, bem eh de uma forma muito quase unânime, né? Geralmente as pessoas que elas fazem, elas enxergam mais aquelas pessoas que elas não fazem. Por quê? porque elas estão no movimento, elas estão se movimentando, elas estão, né, fazendo uma parte e elas se sentem produtivas. Mas esse é o momento que surge muitas vezes o senso de injustiça, né, em cada parte do que ela vai. E e é bem comum, porque quando eu não enxergo a a sujeira, eu não tô enxergando a minha possibilidade de atuação, né? A minha possibilidade que eu possa contribuir com isso. Então você tá convivendo num num ambiente aonde não tem essa bilaterialidade da da compreensão da, né, do que fazer, é o é o momento principal do quê? de você sentar, de você até colocar eh na própria comunicação aquilo que vai, né, que vai tendo esses embates no cotidiano. Para quê? Para que você, né, diminua a o o percentual, inclusive de quê? de de de complicações e de divergências eh familiares, seja, né, entre os cônjuges, porque você vai sempre ver uma toalha em cima da cama, você vai ver sempre, né, eh a o o tapete fora do lugar, a roupa jogada em cima da da da coisas. Então isso vai vai colocando em pauta dentro de um aspecto automático. A pessoa que ela tá ali contribuindo, ela tá o quê? ela tá fazendo com que o teu cérebro, o próprio cérebro, ela tenha um um prejuízo, né? Quando nós falamos da motivação em tá cumprindo com as coisas, nós estamos falando da dopamina. Então, eh, por exemplo, a minha vida toda praticamente, eu acredito que poucas pessoas elas já cresceram com todo o senso de organização, né? Temos aí um processo para aprender. Por quê? Porque o o o cérebro ele vai passando pras suas estruturas de de desenvolvimento. A a Divânia ela trouxe que, né, até mesmo o exemplo de que você vai colocando em em degraus ali por faixa etária eh movimentos importantes para cada criança ela conseguir se adaptar a isso. Então você consegue eh mensurar, né, inclusive qual é o processo que você pode fazer para que para que a sua vida que esteja desorganizada ela melhore. Eu a minha vida, eu tinha eh até os meus 38 anos, eu vivi com TDAH não tratado. Então, ou seja, eu não sabia que eu tinha uma condição de um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. E isso trouxe, né, não só um prejuízo nas desorganizações domésticas, então com certeza eu era a pessoa que ela, né, que não via, então ou seja, desde criança em casa, eh, e vinha muito pela parte de obrigação de estar cumprindo. Então, ou seja, hoje eu não gosto de lavar louça porque eu tinha a obrigação, não tinha o entendimento da da importância dessa organização. Então, mas nada nunca é tarde, né? Então, hoje tanto cada um dos telespectadores que que tá que sofrem muitas vezes pelo sobrepeso das tarefas domésticas, principalmente as que fazem, né? As pessoas que não fazem, tá na sua baixa de dopamina, então isso impede para o movimento acontecer. Isso impacta a gente muito, né, inclusive na autoestima, na dependência. Então, se uma base familiar, a criança, o adolescente, ele não vai se, né, incluindo nesse processo, ele vai criando, como, né, a a a Edivana trouxe ali a criança, que ela vê as coisas já guardadas, o adolescente vê que o quarto já tá arrumado, ela vai criando primeiro um espaço, um senso de dependência, né, do outro, acreditar que o mundo vai estar pronto para tudo que eu percebo e ela vai se fazer muito mais parte o que, né, na na na desequilíbrio das relações. e das, né, e das responsabilidades que ela possui ali. Muito bem, muito bem. 8:45. É isso, né? Como é que tá a divisão de tarefas aí em casa, hein? Conta pra gente, manda pra gente sua mensagem. Pode mandar, produção. Vamos lá. Temos mais 15 minutinhos ainda. Dá pra gente bater bastante papo com você que tá aí do outro lado. A Simone do Jardim Olina. Como mostrar para os filhos pequenos que arrumar brinquedos e ajudar em pequenas coisas faz parte da rotina e não é um castigo. Vamos lá, Adivan, como é que a Olha só, gente, tô errando tudo agora. Adinalva, eu me empolguei com esse negócio aqui. Didi que já. Tá bom, então vamos lá, Didi. Vamos lá, Didi. Como? Como? Tipo assim, ah, não é castigo, vamos lá, vamos colaborar, a gente mora junto, né? São seus brinquedos, mamãe comprou. Exato. Exato. Tem que ter responsabilidade. Uma coisa que eu sempre falo, usa a a lúdico. A criança não faz as coisas brincando. Sim. Vamos for uma menina quando tá eh tem uma menina, chega numa casa que tem uma menina que gosta de brincar de boneca e os meninos gostam daqueles hominhos que eu falo, eu falo dá vida esse brinquedo. Fala assim: "Olha, nós vamos brincar com a coleguinha, dá o nome, a boneca tem nome e tal, agora vamos levar a nossa amiguinha para dormir. O lugar que ela dormea exatamente onde ela vai ficar guardadinha, organizado. Exato. Então você colocar a criança fazer levar a organização com contexto de brincadeira, eh aquela, tá aquele monte de boneca espalhada, olha, vamos colocar a coleguinha uma do lado da outra, elas vão contar uma para outra tudo que nós fizemos aqui. Começa a relembrar com a criança do que que você brincou com ela. O que que nós falamos hoje com a com a bonequinha? Porque a criança fala muito com a boneca. Sim. A menina fala muito. Então o que que nós falamos? Aí aquela boneca que não veio brincar, que ela ficou lá na casinha dela, que ela não pegou para brincar e falou assim: "Vamos levar essa aqui porque ela vai contar tudo pra amiguinha dela o que que nós fizemos. Vamos colocar ela lá do lado da amiguinha. Muito bom. Então essa é uma forma de você trazer a criança e ela e ela e ela entra tanto nesse assunto, gente, é muito engraçado ver a criança. A criança ela aprende e ela gosta, ela gosta de participar. É isso. Então, a gente precisa eh ensinar as nossas crianças de uma forma diferente, né? Não é pega aqui, guarda lá. Não, não é mandando, não é mandando. E uma outra coisa também que eu falo, uma coisa assim que eu acho importante dizer aqui, adota uma caixa, adota um cesto para cada um da família. Ah, então ao invés de estar espalhado pela casa, vai colocando o cesto do André, o sexto da Didi e o sexto da Rúbia. Uhum. O que encontrar pela casa é colocar. Aí chega um momento da semana, do dia e você vai verificar, pegar o que tá daquele cesto e guardar cada coisa no seu lugar. É verdade. Você já Aí você começa a descobrir quem que é mais bagunceiro. Uau. Olha aí. Você viu que legal, André? Muito. Você começa a descobrir quem que é mais bagunceiro, quem deixa mais as coisas fora do lugar. E assim, e tem uma regra, você não é você que vai decidir que hora que você vai pegar aquilo que tá naquele sexto e vai guardar. Quanto mais você deixar o cesto transbordar, mais você vai demorar para organizar, para tirar aquilo e colocar no lugar. Nossa, olha só. E se eu chegar no sexto e ver que as coisas começam já cair pro chão, o que tá no chão vai pro lixo. O que tá no chão sei que vai decidir se você vai ser jogado fora ou se você vai guardar. Gente, que coisa, hein? interessantíssimo na questão psicológica. Isso é magnífico, não é não, André? Poxa. E e e ele é legal porque, né, nós vemos hoje vários aspectos tecnológicos, por exemplo, o Instagram e o TikTok. Por que que eles conseguem prender uma criança durante 5 horas ali sem piscar? Verdade. Uhum. Né? Porque é colocado as questões, as situações gamificadas, né? Há um processo de evolução, né, pessoal. Uhum. Então, pensarmos assim numa criança que ela tanto paraa organização das suas coisas, dos seus brinquedos, mas também a contribuição mediante a sua faixa etária, né, na contribuição dos afazeres domésticos, né, é melhor eu fazer, eu tenho que fazer aquilo porque é obrigado ou eu posso usar aquilo como uma missão, né? Então, se você, mãe, eh, pai, conhece bem o seu filho, você entende qual é o tipo de desenho que ele gosta, o tipo de, né, de jogos. E por que não utilizar utilizar esses essas mesmas estratégias para engajar o processo do que você vai fazer eh junto com os seus filhos, né? Em processo de monitoria com as mães, né, que passam por esses problemas de de colocar os seus filhos, de engajar os seus filhos nos afazeres que geralmente são mais chatos, né, além dos autoscuidados de como tomar banho, que é a coisa, acho que mais fácil é fazer um filho ir tomar banho na hora certa. Então, é utilizar a base do quê, né? Desse desse desejo, desse gosto, daquilo que traz esse próprio interesse. Porque você fazendo dessa maneira é diferente. E eu acho interessante, né, o sexto, você colocar uma forma visível. Por quê? Porque contra fatos não há argumento. Então, ou seja, aquele que finge que não vê, né, não vai poder chegar para você e falar: "Olha, né, foi a sua responsabilidade que não tirou as fotas do lá, que ela é minha". Então, trazer o senso de identidade, de olhar, porque às vezes nós olhamos, né, fazemos aquilo como se fosse a nossa camiseta, né, estendendo a nossa parte inocente na frente e a parte culpada atrás. É a fila indiana. Você olha sempre a culpa da frente e vê a sua parte inocente, né? Mas é inverter esse processo, é se dar o direito de de enxergar a sua própria participação para que o, como falamos, para que esse movimento ele seja espontâneo e ele seja aproveitado também. Exato. Uma outra coisa assim, só rapidinho que eu acho muito importante é não exigir que a pessoa faça perfeito. Sim, verdade. Isso é um ponto importantíssimo, né? Porque a pessoa fez, OK, depois você vai lá até corrige do jeito que você quer, mas não cobra da pessoa. Tipo, a pessoa, a criança ou o marido ou que seja o membro da família, ela parou e ela foi fazer aquilo ou foi colocar uma coisa no lugar. Ai, não era aí que para colocar, você sabe que não é o lugar, não é assim. Mas ela fez o movimento, a, ela fez a tentativa de ajudar, de cooperar. Sim. Valoriza. Exatamente. Valoriza o ato. Essa valorização incentiva. Exato. Incentiva. A pessoa. Ela vai melhorando que ela vai automaticamente ela vai melhorando e ela não vai desanimar porque aquela coisa assim, poxa vida, eu fiz e parece que não fiz nada, não valeu de nada. Então não vou fazer mais. tá reclamando. Se quer perfeito, vai lá e faça. Você é mais ou menos isso que acontece mesmo, né? Feito é melhor que perfeito. Feito é melhor que perfeito. Melhor feito é melhor que perfeito e você vai melhorando no processo. Verdade. Maravilha. Nossa, que dupla maravilhosa, hein? Que que é isso? Vamos lá, Didi e o André com a gente aqui falando de divisão de tarefas, né? E a pessoa folgadona em casa. Eh, como é que a gente equilibra isso, Hugo do Parque Prado, qual o impacto psicológico essa vai por André de viver com alguém que se recusa a colaborar com as tarefas de casa, mesmo após várias e várias conversas? André, tem um impacto, né? Tem o impacto, ele é total porque primeiro a base da relação, ela já não fica tão atrativa mais, né? o distanciamento afetivo vai acontecendo, a pessoa que ela cumpre mais, né, dessa demanda, ela vai absorvendo sobre si o sentimento de injustiça, o sentimento, né, de sobrecarga. Então, o impacto psicológico, ele vai, porque o teu nível de estress aumentado, o nível de cortisol lá em cima, vai ter um prejuízo considerável. Por quê? Porque vamos pensar a nossa vida como uma única energia, a energia vital que nós temos, né? Vamos supor que nós vamos representar essa energia vital com uma garrafa de 2 L. Eu tenho du 2 L de energia por dia para eu poder utilizar antes de eu descansar. Se você tá lá numa numa numa convivência com alguém que você percebe que o nível de energia dela permanece ali estática, ela não vai ter tanto prejuízo disso porque ela tá num num campo de comodismo, de, né, num num ponto eh confortável, né, numa zona de conforto. Então, se eu tô numa Por que nós buscamos uma zona de conforto? Porque ela nos coloca em economia de energia. E quando nós economizamos a nossa energia, nós utilizamos ela para coisas positivas. Nesse caso, quando um cônjuge, um parceiro, ele não corresponde a isso, o impacto ele vai trazer de formas maiores. Você vai deixar de aproveitar, inclusive movimentos que são importantes para você. Você não vai conseguir cuidar de você melhor, não vai conseguir expandir novos horizontes, se desenvolver, né, melhorar os seus aspectos pessoais, os seus aspectos profissionais. E agora é, né, qual é o benefício disso a longo prazo? Nenhum. Então, ou seja, para uma relação ela ter uma base estruturada, ela precisa ter uma comunicação, né, assertiva. Ela é necessária ter uma corresponsabilidade de ambos. E quando isso não acontece, e se isso permanece a longo prazo e não há o benefício do outro em em apoiar, em ter isso, eu acredito que a sua saúde mental é muito mais importante do que qualquer coisa. Então, reavalie, né, a o verdadeiro sentido da parceria que você tem. Porque quando você faz e você primeiro olha, porque eu não posso oferecer para você o que eu não tenho, né? Eu só vou conseguir te oferecer algo que eu possuo. Então você tem o direito de de escolher aquilo que primeiro te motiva, que te movimenta. E se algo nesse processo interrompe com isso, reavalie realmente, né, o sentido de tudo isso. Entender que o sentimento ele ele acontece a partir do momento que eu tenho uma percepção. A minha emoção, a minha tristeza, a minha raiva, a minha alegria, ela vem não pela situação em si, mas pelo que ela me representa. Então, se você tá convivendo num ambiente que a representatividade dela não traz uma qualidade de vida, um benefício mútuo, uma construção melhor, eu acredito que o autocuidado ele acaba sendo muito mais importante nesse momento. Muito bom. 8:56 e a gente tem mais perguntas aí. Nossa, gente, o programa hoje tá impactante demais, né? Para mim tá e para você de casa tenho certeza que também. A Nádia do Jardim das Paineiras, eh, tem um AP pequeno e sempre parece bagunçado. Quais os itens ou soluções práticas podem ajudar manter tudo organizado sem perder espaços? Falando de organização, claro, de dia para você. Bora lá, manda ver. Vai lá, lá, nos ajude. Primeira coisa, ambiente pequeno, olhar, analisar o seu acervo. De fato, eu uso tudo que eu tenho? Essa pergunta judia, qual é a frequência de uso das coisas? Então, a gente tem a tendência de deixar tudo no campo de visão, mas eu uso isso em qual frequência? Por exemplo, uma batedeira, quantas vezes você faz bolo na semana ou no mês? Então ela não tem que estar ali no lugar que está ocupando o espaço de uma vasilha de um pão que você come todo dia, onde você vai guardar o pão e esse pão fica em cima da mesa, fica em cima da pia, porque o espaço que você guardaria tá com uma batedeira que você usa de vez em quando. Então a primeira coisa é ter consciência se de verdade você usa tudo que você tem e a frequência de uso que que que daquele daquele objeto. E os objetos organizadores, eles são excelentes aliados para manter a ordem. caixas organizadoras onde e outra coisa também importante para você manter é separar por categoria de verdade. Isso. Olha, entra na sua casa hoje depois dessa desse programa. Agora não, fica aqui com a gente, mas depois que terminar, entra na sua casa em todos os ambientes e olha se de verdade aquilo que tá naquele ambiente é ali que você usa. É comum você encontrar eh coisa que é para usar na cozinha, tá na sala, que é que vai usar no quarto, tá na cozinha. Coisa de Natal. Quantas vezes tem Natal no ano? Uma vez no ano. Por que que tudo que é de Natal tem que tá dentro da gaveta? Pega uma caixa organizadora, põe todos os itens, escreve Natal, coloca na parte menos acessível do seu armário. Exame médico. Exame médico. Você tem que lá por guardar aquele tudo quanto é gaveta? Pega uma caixa, põe ali o exame médico e põe tudo ali precisar. Ou seja, olha para tudo o seu acervo e e verifica. Eu de fato uso isso, eu preciso disso. Quantas vezes eu uso isso? E o que eu uso está de verdade no lugar que tem que estar para fácil acesso. Então essa é a maneira já de você conseguindo colocar de ordem na sua casa. É entrando em contato com seus objetos, com seu acervo e saber em que momento você usa esse acervo e que frequência você usa. Aí você vai conseguir a definir o que fica à mão e o que não fica à mão. Automaticamente você vai ter uma casa organizada. Caso você não consiga sozinho, chama. Eu tô rindo aqui, sabe por quê? Deixa de falar. Esse negócio de batedeira, de cafeteira, de liquidificador, air fry, tudo assim, né? Aí a gente faz a coleção, né? A coleção de eletrodoméstico, né? Aquelas coisinhas. E aí você vai usar quando? Te juro que eu vi que eu me vi. Uma coisa, o minimalismo não é não ter. É, nós falamos sobre minimalismo que minimalismo é não ter. Minimalismo é teu, né? O minimalismo é teu que de fato eu não tenho quase nada em casa. Eu falei que eu não sou organizada. E como que eu conseguia me manter em ordem? É ter pouca coisa. Eu não tenho aparelho de jantar, eu não tenho uma roupa, muita roupa de cama, eu não tenho nada em excesso. Se eu precisar fazer um jantar mais sofisticado um bonequinho, eu alugo. Olha aí, tá vendo só? Eu vou lá e alugo as peças. É, mas ali não tem que ter aquilo na minha casa, aquele monte de coisa. Por que que eu vou? Não, isso é estress demais. É muito tempo que você perde. E uma outra coisa muito importante que a gente voltando a falar, só lá atrás um pouquinho sobre a divisão de tarefa que não é obrigar, é é ter recompensa depois. Não, a gente não sabe, vamos fazer tudo junto para depois a gente tomar um lanche. Uau, rapidinho a gente termina junto. Todo mundo, todo mundo pega aqui, depois a gente vai no parque. Uhum. Porque sen não fica só um fazendo aquele que a gente falou lá atrás. Então eu lembrei disso agora. Eu falei, quando você faz e tem uma recompensa, todo mundo participa e e e de verdade cumpre essa recompensa. Maravilha. Muito bom. No parque, vamos no no restaurante, vamos comer um lanche e aí todo mundo vai feliz porque a casa tá organizada, a casa tá limpa, todo mundo participou. Olha aí, tá vendo? E ó, você o o programa tá no YouTube, a gente tá ao vivo no YouTube também, eh, na TV Câmara Campinas, né? Canal aberto, também tem o canal da Net Vivo ou Fibra. Só que seguinte, vai ficar no YouTube, repassa, repassa paraa sua família, repassa pra galera, porque olha, você vai aprender a organizar sua casa e tira a batedeira de cima do armário, né? Tira o liquidificador daí para que ficar em exposição? A gente tem mania de fazer coleção dessas coisas. Eu vou tirar quando chegar em casa. Pode ter certeza disso. 91. Dá tempo para mais uma produção? Ah, tá tão gostoso, né? Dá vontade de continuar aqui. Vamos lá. Priscila Barão, Geraldo. É verdade que ambientes desorganizados podem gerar mais brigas, ansiedade entre os moradores da casa. Como evitar isso? Eu vou falar um negócio para vocês. Eu não gosto de desorganização nem de bagunça. Eu falo das minhas coisas que ficam lá, mas é mania, é costume mesmo de deixar lá em cima, mas é tudo organizadinho. Eu saio para trabalhar, eu ajusto. Eu chego do trabalho, eu vou lá e tem uma coisa fora do lugar, eu arrumo. Eu não sei se isso é mania, o que que é, mas o ambiente desorganizado me traz uma sensação ruim. E a gente vai de encontro com a pergunta da Priscila de Barão, Geraldo. André, eh, traz mesmo, gera aquela coisa, ansiedade entre os moradores, briga, a bagunça, ela, a, a nossa visão, quando a gente olha a bagunça, assim, o que que acontece no nosso cérebro? Todo excesso esconde um, né? Eh, todo excesso esconde uma falta. Sim. Então, o âmbito da da desorganização, o ambiente desorganizado, ele vai gerar vários tipos de sentimentos, principalmente conflituosos, como a própria ansiedade, o próprio aspecto depressivo. Uhum. Né? Por quê? Imagina que você não é, né, aquela pessoa minimalista, que você não tem o que necessário, mas você guarda várias recordações, né? aquele conjunto de pano de prato que você resgou, né, de casamento, aquele conjunto de cama que tá lá tanto tempo. Então, quanta coisa que ficam guardada que tem valores inclusive sentimentais. Uhum. Então, quando eu coloco no meio de uma âmbito de bagunça, como né, nós comentamos anteriormente, a bagunça externa ela reflete aquela bagunça interna para qualquer desenvolvimento, em qualquer coisa, você precisa ter a base da organização, porque ela te dá o pilar passo a passo. E é engraçado porque muitas vezes quando a necessidade é pro outro, né? Então, eh, você trabalha numa empresa que você tem uma cita da responsabilidade, muitos pela necessidade, pelo complice da empresa, precisa manter tudo organizado. Então, tem tudo organizado. Quando chega em casa, no ambiente doméstico, tá tudo bagunçado, entra em conflito pessoal. E aí você coloca o quê? um um ao invés de você ter a percepção, o seu foco no momento ali que você tá agindo, que você tá no seu dia a dia, você vai colocando muito dos seus pensamentos no futuro, né, por ter a um acúmulo muito grande. Vamos supor que provavelmente eu ia ser a pessoa de casa que que ia tá transbordando, então eu ia ter perdido já muita coisa também, né, se minha mãe anteriormente fizesse esse esse exercício. Uhum. Então, quando você vê essa somatória de coisas, você sabe que a demanda para cuidar daquilo é muito alta. Ó, o nível de ansiedade, né? O cérebro ele não sabe diferenciar o que é real e o que é imaginário. Então, da mesma maneira quando você anda na rua, eh, no comecinho da noite, você vê duas pessoas de moto chegando bem perto para você, o teu cérebro vai acionar um alerta e esse alerta vai te colocar o quê? Em movimento ansioso. Uhum. Uhum. Pro cérebro é a mesma coisa quando você enxerga ali a, né, a a o cesto cheio de de roupa, a pia de de louça, o chão, o o chão sujo. O cérebro ele vai identificar como sinal de alerta o mesmo nível de cortisol vai ser aumentado, né? O nível de estress impactos vão acontecer. Então, os efeitos psicológicos são muito, muito significativos. depressão, porque eu fico olhando muito a eh tive um insucesso, um momento que não foi bacana, um trauma da minha vida e toda vez que eu enxergo aquele objeto que tá lá em casa, me lembra daquele trauma. Então isso, querendo ou não, né, fazer parte disso, vai te colocar a remeter a pensamentos, a situações que elas vão trazer muitos impactos, né, negativos. Então, acredito que o caminho para isso é é é inclusive ter adotar. Eu acho que bacana. Eu vou, né, chegar em casa também agora, sentar lá e ver como que posso organizar para deixar o ambiente muito mais minimalista, né? Principalmente para quem tem criança, que perde o foco, que muitas vezes não consegue se organizar. Então, né, esse é um passo, mas realmente o impacto psicológico ele é muito grande. É verdade. Gente, que delícia esse programa, que gostoso esse bate-papo com vocês, de dia. Você é magnífico, André. Você é maravilhoso. Muito obrigada. Nossa, que gostoso mesmo. 9:05. Eu tô encerrando, mas nem queria encerrar. Mas tem que entregar, né? Tem que entregar. Tem tanta coisa para falar, né? Verdade. Mas olha, gente, é isso. A verdade é que todo mundo gosta de voltar para casa e encontrar um ambiente tranquilo, mas isso só é possível com parceria. Pra gente ficou claro hoje que dividir tarefas dividir a vida. Não é sobre louça ou lixo, é sobre respeito, cuidado e presença. Eu quero agradecer demais a Radnalva e o André. É isso, né? Acertei, né? Adinalva, Adinalva e André. Eu me empoluei aquela hora porque quando eu vi o horário, gente do céu, que isso? A gente falou 40 minutos sem parar assim e e tipo, tem mais assunto para falar. Então eu quero agradecer vocês, pedir desculpa pelo pouco tempo, a gente podia falar muito mais e convidar as pessoas que estão em casa, porque vai ficar no YouTube, tá? Pode repassar pra galera. Tenho certeza. Pessoal adorou e querem saber mais de você. Então passa seu Instagram e considerações finais, por favor. Didi, meu Instagram é @casary, meu sobrenome Adva Roger então é @casary. E o que eu quero falar para vocês, olhem para suas casas com o coração. Olhem para suas casas como se ela fosse um templo. Eu vou falar assim bem rapidinho. Existe um movimento chama hug, que é você ressignificar a sua casa. Olha para aquilo que procure um ambiente onde você possa sentar, tomar um chá. Ela é um livro. Então, para que esse ambiente seja agradável, ela precisa estar organizada. E eu vou falar uma coisa para você. A organização, ela é um benefício que se sente. Então, sinta esse benefício todos os dias. Beijo. Fiquem com Deus. Que delícia. Ô, André, obrigada pela sua participação. Nossa, que compartilhamento de de informações, né? aqui. Que coisa mais gostosa a gente saber que nós chegamos na casa das pessoas e a fala de vocês pode virar uma chavinha e pode sim contribuir para uma melhor qualidade de vida. É isso que você trouxe pra gente. Gratidão. Eu que agradeço, né? Sou muito feliz pela pelo convite e, né? Eu acredito que sim, né? A informação ela se faz muito importante e e o que eu trago, né, nesse nesse nesse final é justamente que não é tarde para organizar, para você se colocar em primeiro lugar, para que você organize a sua própria energia, para que tudo isso se reflita no seu ambiente familiar, pro seu ambiente, eh, né, no seu trabalho, em tudo que você se dedicar a fazer e entender que existe dois dias no ano que nós não podemos fazer Nada, nada de nada, né? Não é o não é o feriado da Páscoa, não é, é o dia de do amanhã, porque o dia de você mudar a história, de você fazer a coisa acontecer é hoje, né? Então, agradeço, Rúbia, agradeço também, né, ter conhecido, né, você muito prazer. A gente conversamos um pouquinho lá embaixo, vocês dois. Muito bom. e, né, e, né, queira saber mais um pouco também sobre o meu trabalho, né, me siga, eh, @tdhconandré, tá, no Instagram. E o meu papel, o meu trabalho hoje, eu ajudo mães de adolescentes com TDH, né, a criá-los para que eles sejam independentes e preparados pra vida. Que missão, hein? Está lá, né, conseguir com autonomia e, né, ter a base da organização como um pilar inicial para que as coisas aconteçam. Então, mais uma vez fica aqui a meu agradecimento a todos e já desejo uma um excelente dia para você em casa, né? E poxa, tudo de bom tá aqui, tudo de bom estar participando desse programa que é maravilhoso, Rúbia. Nossa, vocês são magníficos e assim que que casamento, que dupla, né? Maravilhoso, show de bola. E o pessoal de casa completa a nossa missão, né? porque estão com a gente, estão interagindo, estão participando e a gente agradece muito você que tá aí do outro lado, você que participou com a gente agora amanhã, gente, amanhã, quinta-feira, estúdio Câmara, um papo polêmico e curioso e muito real. Olha isso. Campinas é uma cidade difícil de fazer amizade. O campineiro é mesmo mais fechado ou isso é um mito que se repete à gerações? Vamos investigar a cultura local, o comportamento social e entender como se constróem laços em uma cidade grande como Campinas. Então não perca amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã temos mais estúdio Câmara. Agradeço a sua audiência, a sua participação. Lembrando, a programação da TV Câmara Campinas segue durante todo o dia. Ao meio-dia nós temos o Câmara Notícia com Gabriel Castro trazendo informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. às 18 horas, hoje direto do plenário José Maria Matozinho. Temos também reunião ordinária. Você acompanha tudo aqui na TV Câmara Campinas e também na no nosso canal no YouTube, combinado? Beijo grande para você. Obrigada, gratidão, super valeu aos nossos entrevistados mais uma vez, muito obrigada. Você de casa, valeu, produção. Foi show de bola. Valeu, grupo mais beijo grande para vocês. Uma ótima quarta-feira. Aproveita para organizar, tira a batedeira de cima do armário, tá bom? Valeu. Ó, coloca o sexto lá, coloca nome de todo mundo. Vamos dividir essa tarefa aí, galerinha. Beijo grande. Fica com Deus e até amanhã. [Música] [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo