Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia, seja bem-vindo. Estamos chegando estúdio Câmara no ar aqui pela TV Câmara Campinas, né? Esse espaço pra gente poder debater temas atuais que impactam diretamente a nossa vida. Hoje é quarta-feira, dia 27 de agosto. Hoje a gente fala sobre um assunto delicado e muito discutido atualmente no mundo digital. Nós vamos falar sobre o chamado direito ao esquecimento no ambiente online. Gente, fotos, comentários e até processos antigos podem permanecer disponíveis por anos, mesmo depois de resolvidos. Então, surge aí essa questão, né? Será que o cidadão ele pode pedir a exclusão, né, de tudo isso que fica no ar? A gente precisa entender. E é por conta disso que nós temos que psicóloga que vai nos eh mostrar os caminhos, né, tanto do direito quanto da questão psicologia, porque isso é nossa saúde mental, né? É, e até que ponto a gente pode ter a liberdad de expressão. Esse é um dilema que a gente vai aprofundar hoje. E eu quero te convidar para participar conosco também, tá, pelo WhatsApp. Eh, já está na sua tela, manda sua mensagem pra gente, fala aí, você de repente postou algum vídeo ou tem alguma coisa eh na internet, nessa rede infinita e você gostaria de retirar e você já tentou e não conseguiu, né? Qual que é a sua avaliação sobre a privacidade e os desafios dessa era de super informação? Manda sua mensagem, daqui a pouquinho você pode conversar com as nossas entrevistadas e interagir conosco aqui. Enquanto isso, eu já atualizo alguma informação para você. E claro que nós vamos falar de legislativo, porque a Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas analisa 12 projetos nesta quarta-feira, tá? Eh, essa reunião acontece às 3 da tarde, é a 12ª reunião ordinária deste ano, para analisar 12 parecer, eh analisar, aliás, perdão, pareceres de 12 projetos, tá? Entre os destaques da pauta está o parecer favorável ao projeto de lei que obriga o agendamento de atendimentos técnicos domiciliares realizados por empresas prestadoras de serviços de telefonia, internet, TV a cabo e semelhantes. Esse o texto desse projeto, gente, determina que o consumidor ele possa escolher o horário da sua conveniência, né, com antecedência mínima aí de 24 horas, salvo em casos de urgência. E também preve uma tolerância máxima de 30 minutos para início do atendimento, tá? Tem outros projetos também em análise que incluem a inclusão de dispositivos na Lei Lucas sobre a capacitação em primeiros socorros em escolas. Tem a instituição da política municipal de prevenção ao AVC, tem também a obrigatoriedade de iluminação em LED em novos loteamentos. Tem a criação do programa afroempreendedor, alterações também na legislação que regula o transporte por aplicativos e a instituição do selo de promoção justa para empresas que adotarem boas práticas em períodos promocionais, tá? Então o seguinte, a reunião é aberta ao público, você tá convidado para participar, muito importante a sua presença aqui. A gente transmite pela TV Câmara Campinas também no YouTube e você pode participar direto lá no plenário, tá? entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manes 60 eh no bairro Ponte Preta, 66 bairro Ponte Preta. Então, chega lá, você é muito bem-vindo. E ainda falando e ainda falando de legislativo, a Câmara eh hoje tem a 49ª reunião ordinária que acontece a partir das 18 horas, também do plenário. Tem destaque para votação do projeto de lei enviado pelo executivo que altera uma lei complementar que trata da reestruturação de plano de cargos, carreiras e vencimentos e também da organização administrativa da Fundação José Pedro de Oliveira, né? Então, segundo essa proposta que vai ser analisada hoje, a intenção é valorizar áreas estratégicas como a brigada de incêndio e também o setor de compras e licitação, além de ajustar adicionais de insalubridade, periculosidade e criar um novo cargo de contador. A pauta também inclui projetos voltados à regularização fundo diária do Jardim Rosário, revogação de lei relacionada a áreas do município, além de denominações de ruas, praças e espaços públicos. Tá vendo só quanto movimento hoje no legislativo? Você é convidado a participar de tudo e é muito importante a sua participação, tá? Repetindo para você, TV Câmara Campinas também a eh você pode participar lá no plenário, né? Engenheiro Roberto Mandes 66, bairro Ponte Preta e através do YouTube da TV Câmara Campinas também. Muito trabalho hoje no legislativo. E a gente fala agora da previsão do tempo antes da gente entrar no nosso bate-papo. Vamos lá ver como é que fica o tempo hoje, né? E ontem deu uma virada, choveu um pouquinho, né? Fez um pouquinho de frio e o tempo segue instável aqui na região, com grande variação de nuvens e uma pequena possibilidade de chuva fraca a moderada, isolada também a qualquer hora do dia, tá? O sol aparece entre nuvens hoje, a mínima de 16, a máxima de 29º aqui em Campinas. Muito bem, recado dado. Vamos iniciar o nosso bate-papo, apresentação dos nossos convidados. Mas antes eu quero dizer a nossa gratidão aos psicólogos, a nossa gratidão a você que trabalha com saúde mental e a você que se faz presente, né, todos os dias nesse programa, porque hoje é dia do psicólogo, 27 de agosto, a data em que a gente celebra o trabalho desses profissionais fundamentais paraa nossa sociedade, pra nossa saúde mental. E aqui no estúdio Câmara a gente conta diariamente com a participação de psicólogos e especialistas em saúde mental que nos ajudam a compreender situações relevantes do nosso dia a dia. Sem o olhar atento o conhecimento e a dedicação desses profissionais, gente, não seria possível a gente entregar com tanta qualidade o conteúdo que a gente leva até você. Então, em nome de toda a equipe do estúdio Câmara, do grupo Mais, nós deixamos aqui o nosso reconhecimento, a nossa gratidão a todos os psicólogos pelo trabalho que vocês realizam, que é essencial. E para conversar sobre o nosso tema de hoje, Direito ao esquecimento no ambiente online, nós recebemos então a nossa psicóloga da manhã de hoje, a Salaua, que vai nos ajudar a entender os impactos emocionais dessa super exposição. Muito obrigada pela sua participação. Bom dia, parabéns pelo seu dia. Seja bem-vinda. Agradeço de verdade. É um prazer estar aqui, ainda mais esse dia tão importante, né, e num programa que valoriza tanto a nossa profissão. Então, para mim assim, estar aqui hoje representando essa profissão é de extrema importância. Obrigadaos. Muito obrigada. E para completar o nosso time de hoje, olha só ela aqui do nosso lado, né? Ela tá pelo Zoom, é a advogada Daniela Caverne, ela ela é especialista em direito contratual empresarial, com mais de 17 anos de atuação e experiência em casos ligados à complience e também direito digital. Muito bom dia, doutora. Seja bem-vinda, viu? Prazer é todo nosso, todo nosso. E agora a gente vai começar a desenrolar esse tema porque é muito importante. E antes, gente, eu vou falar de um caso famoso pra gente poder ilustrar a essa situação aí do direito digital, né? Eh, o Supremo Tribunal Federal ele já se debruçou sobre o tema do direito ao esquecimento no famoso caso Aida Curi. Relembrando o caso, gente, vamos lá, TP me acompanha que agora eu vou precisar ler mesmo, porque foi um caso que aconteceu em 1958. A Aida Curios, filha de imigrantes sírios. Ela foi brutalmente assassinada no Rio de Janeiro. Ela foi levada por três homens a um prédio em Copacabana, espancada após uma tentativa de estupro, foi jogada do 12º andar. O crime chocou o país na época, foi amplamente noticiado, mas eh os responsáveis não receberam punição. 50 anos depois, a TV Globo exibiu no programa Linha Direta uma reportagem especial recontando o caso, né? A família de Aida alegando eh reviver o trauma, entrou na justiça pedindo uma indenização por danos morais e também uso indevido da imagem da vítima. Argumentaram que com o tempo o caso havia caído no esquecimento e e que a exposição na TV reabriu as feridas antigas, né? Essa ação, gente, ela foi negada em todas as instâncias. No STJ, o relator Luís Felipe Salomão destacou que havia um conflito entre o direito à memória e a dignidade da dos familiares e também a liberdade de imprensa. Segundo o tribunal, acatar o pedido de indenização significaria então censurar a liberdade de informação, já que a reportagem apenas retratava, né, um fato histórico de interesse público. Ainda que doloroso, também se entendeu que a imagem de Aida, ela não foi usada de forma desrespeitosa. O caso ganhou destaque no STF porque envolve a discussão do chamado direito do esquecimento, né? A ideia de que após muitos anos certos fatos poderiam deixar de ser ser explorados pela mídia para proteger a privacidade e a saúde mental dos envolvidos. É um conceito, gente, que existe na Europa, principalmente em relação à internet, com pedidos de remoção de links em buscadores, né, mas que não está previsto na legislação brasileira. No caso Aida Curi, ainda não havia relação com a internet, né? Foi antigo, mas sim com a exibição de um programa de TV. A discussão é complexa. De um lado, o direito das famílias de vítimas de não reviverem memórias traumáticas. De outro, a liberdade de imprensa e o interesse público em relembrar fatos históricos. Até hoje, o STF analisa situações como essa que nós acabamos de reportar para você com muito cuidado, pois não existem critérios claros e universais sobre o tema no Brasil. Bom, falei tudo isso, li aqui para vocês esse caso para que a gente possa entender eh qual que é a o nosso tema de hoje, a relevância, a importância disso. Então, eu começo com a nossa psicóloga Sáa, do ponto de vista emocional, quais os impactos, né, de ter fatos do passado eh constantemente relembrados nas redes sociais ou em buscadores. Tem um impacto psicológico disso? Com certeza. Com certeza. É muito relevante a gente pensar nesse sentido, porque assim, na vida real, a pessoa tem a capacidade de esquecer, né? Ela vai ressignificando aquilo que aconteceu. Então, no caso da família, a família consegue assim elaborar esse sentimento, ressignificar isso, né? Perdi minha filha, tudo bem, existe um luto. A partir do momento que isso ressuscita, que cutuca essa história de novo, a família entra em desespero, né? porque eu tenho que reviver tudo aquilo que eu tô passando. E pensando assim, não contexto tão drástico e mediático como foi o caso, a gente pode pensar em coisas pequenas mesmo, né? Uma foto exposta, eh, algo que eu falei que eu não queria, que eu falei no calor do momento, vai me trazendo medo, ansiedade, a gente fica assim, será que eu tô sendo julgada? Será que a pessoa vai levar muito isso em consideração? Às vezes eu chego num lugar novo onde ninguém me conhece. Será que eles vão saber disso? Será que eles vão lembrar disso? Então tem um impacto nesse sentido, principalmente hoje da ansiedade. Isso pode ocasionar até mesmo uma síndrome do pânico, a pessoa nem conseguir mais sair de casa, porque meu Deus, como que esse julgar, esse olhar do outro vai est em cima de mim? Então, de fato, é um tema muito importante assim, e o quanto a internet, a gente não consegue limitar até onde isso vai chegar. Exato. Exatamente. Muito boa sua colocação. Agora vamos para a parte jurídica, né, Dra. da Daniela, o que exatamente significa esse direito ao esquecimento no contexto jurídico brasileiro? Ele está previsto em alguma lei? Oi, Rúbia. Vamos lá. Eu, antes de entrar no contexto jurídico, eu vou falar um pouquinho até do que a Sala falou pra gente. Eu brinco com muito com os meus filhos que eu falo assim para eles: "Eh, vocês vivem numa era em que a gente eh tem pouco direito ao esquecimento?" Eu, vocês estão me ouvindo, gente? Vocês viram? Sim, sim. Pode continuar, por favor. Ah, então tá bom. Então, vamos lá. Eh, o que eu falo muito pros meus filhos isso. Eu falo: "Vocês vivem numa era em que o direito ao esquecimento ele é muito reduzido". Na minha época a gente fazia as mesmas besteiras que vocês fazem, mas a gente não tinha internet, as pessoas não registravam os fatos e aí o esquecimento, ele de fato acontecia. hoje em dia com a internet, agora entrando de fato na sua pergunta, Rúbia, eh não existe no Brasil e nem no mundo uma legislação específica que nos dê o direito ao esquecimento. É uma construção, eh, é uma construção de fatos, é uma construção de direitos. a gente não tem no ordenamento jurídico algo que nos dê o direito ao esquecimento absoluto, ao esquecimento autônomo. Você usou aqui o exemplo eh da foi quando a gente voltou a discutir a questão do direitor de crescimento com o STF julgando o caso da Aida Curi. Eh, então quando o STF olha para isso, ele equilibra as situações. é o direito à história, ao direito a um a a um ao direito de expressão, a não censura versus ao direito pessoal daquela pessoa que busca o esquecimento de um fato. Então, hoje a gente precisa equilibrar o o direitos fundamentais, porque no final é uma guerra entre direitos fundamentais, que é o direito à liberdade de expressão, ao direito ao conhecimento, ao direito versus o direito pessoal daquela pessoa de não querer mais que aquele fato exista no mundo. Então, eu acho que a gente tá nesse equilíbrio, nessa busca de equilíbrio, quando a gente tá falando do direito de esquecimento. Muito bem, doutora. é muito importante a sua colocação, a sua pontuação, porque a gente precisa entender a parte jurídica disso, né? E a parte da questão da saúde mental também, porque a gente vive numa cultura de exposição. E aí eu pergunto paraa sala: "Qual que é a relação entre autoestima, né, também saúde e essa exposição que a gente vive hoje, né? Porque tá tudo muito exacerbado. Eu acho que a gente a gente perdeu o limite. Será? Será qual que é o limite, né? Qual que é o limite? Quando a gente pensa em autoestima, né? A gente pensa assim, a construção que o sujeito tem de si mesmo. Então, quais são os meus limites, quais são meus valores, o que que eu gosto, o que que eu não gosto, como eu me entendo enquanto pessoa nesse mundo, né? E quando a gente pensa nessa era digital, a gente consegue pensar assim como um quarto em que eu tenho espelho em todos os cantos, porque eu tô o tempo todo sendo visto, o tempo todo tem meu reflexo, né? Então assim, eu existo, mas o olhar do outro tá sempre aqui na palma da minha mão, principalmente agora, né? E principalmente no mundo atual, o like importa muito. Como que eu sou vista na minha rede social, né? um like, um comentário e também tem a comparação, a vida do outro é sempre muito melhor, o outro é sempre muito mais bonito, o outro acorda 5 horas da manhã, faz exercício físico, faz a rotina dele, como que isso impacta para mim? Então assim, essa essa consideração da rede social principalmente, ela impacta diretamente a construção do sujeito. Só que isso é uma coisa que a gente tá vivendo e aprendendo ao mesmo tempo, né? Como que a gente vai lidando com isso? Exatamente. Agora, doutora, tem alguma jurisprudência? algo assim que a a doutora possa passar pra gente referente às solicitações, né, eh sobre essa essa remoção, eh, desse conteúdo que de repente esteja incomodando e que a pessoa entrou com o pedido na justiça, porque vamos analisar friamente o caso, como a gente consegue ã mensurar a dimensão de onde vai parar essa foto. vídeo, enfim, como é que a justiça trabalha eh para ter dimensão e para fazer as buscas, né, de IPs, de links. Isso é humanamente impossível. Como é que a justiça dá conta disso? Porque se a gente for parar para analisar, a internet, a rede em si, é algo que a gente não tem como mensurar a dimensão. Rúbia, é assim, ó. Tem uma frase que a gente usa muito quando a gente tá falando de do direito de esquecimento, que a pessoa ela não tem o direito de apagar a história. Uhum. Mas ela tem o direito de não ser punida por pela sua história pro resto da vida. Sim. Então é assim, a justiça eh ela olha para essa questão com muito cuidado e com muito equilíbrio. Então é assim, o que que é de interesse público Uhum. versus o que que é de interesse privado. Então, vou dar um exemplo. Imagina que eu adolescente postei uma foto de mim numa situação eh bêbada. 20 anos depois, essa foto traz um impacto na minha vida, porque eu não vou, meus, meus empregadores estão vendo que eu aos 18 anos bebi e e isso tá trazendo impacto. Eu vou à justiça e peço para a retirada dessa foto do das redes sociais, da internet, não necessariamente tá só em rede social. Qual é o impacto que a minha foto traz pro mundo público? ele traz algum impacto, eh, uma repercussão maior. Se ela trouxer uma repercussão maior, a justiça não vai me dar o direito ao esquecimento. Mas se isso for uma repercussão só para mim, para minha vida privada, cabe o direito de esquecimento. Uhum. Agora, um caso de grande repercussão, por exemplo, como o daakuri, que traz interesse público. As pessoas querem saber o que aconteceu, as pessoas querem, t curiosidade para saber o que aconteceu com eh as pessoas que cometeram aquele crime. O interesse público nessa situação, ela se sobrepõe ao interesse da família que se sente muito dolorida, obviamente, pela situação. Então, a justiça, até pelo julgamento que o STF deu no caso a Iacuri, ele diz o seguinte, que o direito à informação, o direito público em direito do do ele se sobrepõe ao direito do particular. Então é caso a caso, a gente não tem um direito absoluto de doar o esquecimento. Então, de fato, é caso a caso, o judiciário vai decidir se o interesse público é maior do que o interesse privado. Perfeito, doutora. Agora, agora nessa linha, maravilha. Com a fala da doutora, eu venho pra psicologia, porque o seguinte, a gente precisa estar atento, né? Porque a responsabilidade também é nossa, né? Quando a gente fala, tem o caso da Aida Curi, que é um caso, né, que que aconteceu de grande repercussão, enfim, eh, a gente fala, esse caso aconteceu e e é de televisão, né? E e hoje como a rede, como a internet, a gente precisa ficar atento com as nossas postagens, né? Eh, hoje uma postagem minha pode ser legal, mas daqui a 10 anos pode ser que ela me incomode, né? né? De repente pode ser até que ela eh acaba te eh restringindo você a um ambiente de trabalho, né, a uma nova função. Enfim, a gente tem que estar atento e a gente tem que pensar lá na frente, né? Vamos viver o hoje. Legal. A gente sempre fala aqui, vamos viver o hoje, o agora e tal. estar aqui no presente. Só que com tudo isso que a gente tá vivendo e o com todos os eh os assuntos que nós trouxemos essa semana no programa, hoje é quarta-feira, a gente já falou tanto sobre isso, nós trouxemos a questão da adultização, nós trouxemos a questão dessa eh que vem que veio à tona, né, na internet eh eh do do Felca, enfim, isso nos arremete a quê? as situações que agora a gente para para pensar nesse direito do esquecimento, né, doutora e e a Sala, por essas pessoas que estão passando por essa situação que está sendo exposta hoje na mídia eh televisiva, na internet, daqui 10 anos, daqui menos até 5 anos, elas vão ficarem, já estão constrangidas em ver o seu nome, né, eh eh em toda a a a a rede de comunicação, vamos dizer assim. E agora? E agora como é que faz? Como é que faz? O que que a psicologia traz pra gente sobre a responsabilidade que é nossa, né? É nossa. A gente precisa da justiça para nos dar um um apoio, mas a justiça ela vai avaliar da forma que a a a seja eh cabível de retirar ou não esse esse vídeo, essa postagem, enfim. Que que a gente faz, Sala? Quando a gente pensa nessa questão de rede social, a gente entra numa ferida muito mais profunda que diz sobre o imediatismo. Hoje nós somos muito imediatos, né? Então eu quero falar com alguém, eu consigo pegar meu telefone e falar com essa pessoa. Eu quero saber uma informação, eu consigo pegar e ter a informação na palma da mão. Quando a gente é muito imediato, a gente nem pensa antes de agir. Então, o caso que a doutora trouxe, postei uma foto minha bêbada enquanto era jovem, saiu um store. Fizeram um vídeo meu, era divertido, era legal na época. Só que eu, você sempre é lembrada por isso. Eu sou somente aquela versão, né? Então, como que eu hoje consigo controlar o que vão pensar de mim daqui 10 anos? Então, de sobre hoje, o que que a gente consegue fazer hoje? Vamos pensar antes um pouco. Vamos considerar assim, tá? Eu estou aqui neste ambiente agora, eu tenho que postar isso agora, eu tenho que fazer isso aqui. Eh, a gente pode pensar também nas ferramentas, né, hoje em dia, o Instagram, amigos próximos, excluir pessoas do meu status do WhatsApp, eu consigo minimamente ali considerar quem tá vendo, quem não está vendo. Mas aí quando uma pessoa sofre muito com esse impacto, né, dessa dessa imagem dela que é vazada, chega até o nosso consultório, chega com essa imagem e aí dentro da terapia a gente consegue ressignificar, porque você não é esse fragmento, você não é só esse pedaço dessa informação, né? Tem muito mais história. Muito bom, muito bom. Isso é importante. Por isso essa conexão, né, do direito e da psicologia, porque é importante, o direito nos dá o direito mesmo de de buscar aí o que a gente eh entende que seja o necessário nesse momento. Agora, doutora, tudo isso que a gente tá vendo, né, nessa nessa questão aí da adultização do Fel, né, qual que é a sua avaliação na visão jurídica referente à solicitação que com certeza vai ter solicitação de retirada de tudo isso que tá sendo exibido na internet hoje? Uma coisa que é importante a gente saber, Rúbia, é muito legal que a Sal falou, porque é uma assim, uma coisa é o que é fato verdadeiro. Uhum. Isso é muito importante pro direito do esquecimento. Uma coisa é o que é verdade. De fato, eu bebi naquela festa e postaram um vídeo meu. Aquilo aconteceu. É verdade. É um fato ilícito. Não. Eu aos 18 anos poderia ter bebido, mas ainda assim escolhi postar aquela situação que me causa hoje um constrangimento. Mas é um fato verdadeiro, ele aconteceu. A outra coisa é quando a gente esver falando de um conteúdo que é ilícito, que é um conteúdo ofensivo, que é um conteúdo que notoriamente se sabe que tá contrário à legislação. A gente volta naquela discussão do STF de muito pouco tempo que as redes sociais nessa situação, elas são teoricamente capazes de separar o joio do trigo. Então, se é um conteúdo ilícito, em teoria, a rede social agora, com a queda do artigo 19 do marco civil da internet, a rede social, com uma mera notificação, ela precisa tirar isso do ar. Uhum. Mas de novo, a gente precisa separar a verdade da mentira, a verdade do ilícito. O direito do esquecimento, ele tá ligado ao que é verdadeiro. Eu eu realmente fiz aquilo, mas eu quero esquecer. Eu eu quero que aquilo não seja mais parte da minha história, ou pelo menos pro mundo. Eu vou tratar na psicologia a minha história. Eu vou sentar lá com a minha psicóloga e desenvolver com ela o que aquilo vem me causando na prática. Mas eu gostaria que aqui o mundo não falasse mais sobre esse assunto. Mas de fato é verdade, de fato aconteceu. Uhum. Então a gente vai ao judiciário e como eu disse aqui, que que o judiciário vai olhar? é um fato notório, as pessoas têm curiosidade, é de interesse público e porque senão a gente cai na censura. Perfeito. Então, precisa tomar um pouco de cuidado com isso. Eh, o jornalismo, por exemplo, é é uma área que eh trabalhou muito nesses casos em conjunto para não deixar que isso acontecesse, porque existem fatos que a gente não quer que caia no esquecimento, porque ele ele ele é notório, ele precisa ter con ele precisa acontecer. Eh, as pessoas não podem esquecer eventuais fatos. Agora, aquilo que é puramente individual e que não traz repercussão, isso sim pode cair no esquecimento, mas a gente de fato precisa separar o que é verdade do que do que é ilícito. Então, nesse caso da adultização, de uso de crianças eh em rede social, a gente tá caindo numa discussão do ilícito. Uhum. Que não deveria estar na rede social. eh os pais dessas crianças que não entendem como eh um crime, como eh eh tão assumindo um risco enorme pro futuro dos seus filhos. Então é isso, assim, é aquilo que eu permito, aquilo que é verdade, que é real e aquilo que é ilegal. O que é ilegal não pode estar na rede social e ele e ele não é direito de esquecimento. Uhum. Hum. Ele não pode estar na internet porque ele é ilegal, porque ele viola a legislação. Olha só que fala, né? Que peso, que importante essa informação, porque como a doutora disse, os pais eles precisam estar atentos, né? Eh, referente ao que aceitam. E é é de responsabilidade, na verdade, eh, dos pais. Quando a gente fala aqui de criança e adolescente, é de responsabilidade eh essa análise, esse conhecimento eh de filhos versus internet. E quando a gente fala de internet, aqui não tô falando só de rede social, não. Tem muita coisa obscura na internet que hoje os adolescentes eles têm mais acesso e mais conhecimento do que os próprios pais. E a gente sempre fala aqui, eh, quando estamos eh debatendo esse tema, que os pais eles precisam se atentar e precisam buscar informação e tentar entrar nesse mundo também, porque é só assim que você vai entender. Não adianta, ah, ele jogam um joguinho, eu não entendo, eu não sei como é que é, mas eu sei que tem coisa ilícita lá, né? Tem alguma coisa de de cunho sexual, enfim. E eu não quero, eu não sei como é. vai estudar, vai estudar, vai ver, vai entrar, vai aprofundar, porque é só assim que você consegue entender, ver o risco que seu filho está exposto e combater essa situação, porque senão a responsabilidade, no caso, Doutora, me ajuda, é dos pais. os pais, eles eles vão responder aí por essa situação de de conteúdo exposto, né, eh, pelos filhos ou então pelos próprios pais ou enfim, por maiores de de crianças e adolescentes. Os pais eles têm responsabilidade plena sobre essa exposição? 100%. Eh, Rúbia, eh, a vamos lembrar que as redes sociais elas têm elas têm idade mínima. para para que você possa ter uma rede social. É, então, a partir do momento que a criança tem uma rede social e ela é menor daquele da daquele corte que a rede social impõe, é porque o pai ou a mãe, o responsável legal por aquela criança permitiu. Eles mentiram na data para poder cadastrar aquela rede social da criança. Então, no mínimo, tem uma negligência, eu diria aí, porque às vezes eles não viram que a criança acessou a rede social e pôs uma data de nascimento lá errada. Então, no mínimo, tem uma negligência, tem uma data em que a criança pode, ela é legalmente permitida a ter uma rede social. Se ela tem antes disso, é responsabilidade dos pais. E ainda que seja depois da data permitida, os pais são responsáveis por supervisionar aquelas postagens, porque ela segue sendo menor de idade face à legislação brasileira. Nosso Código Civil diz que uma pessoa é plenamente capaz aos 18 anos. Antes disso, os pais são responsáveis e precisam monitorar e olhar pros seus filhos. E cabe a cada um de nós entender o que aquilo vai afetar no futuro do seu filho. Porque às vezes hoje o que ele tá apostando, ele é uma criança, ele é um adolescente, eh ele não sabe exatamente como a sua vida vai ser. A gente brinca que a gente espera que o mundo lá na frente esteja um pouco mais generoso e lembre que eh que crianças, adolescentes fazem besteira. Uhum. Mas como é que o mundo lá na frente vai olhar para isso? Eh, então é complicado, assim, é muito difícil. E é assim, os pais são plenamente responsáveis, legalmente responsáveis, responsáveis pelos que os seus filhos fazem. Mas de novo, nem tudo que eles colocam ali é crime. Uhum. Às vezes a exposição ela não é criminosa, ela não é ilícita, ela vai ser vechatória lá na frente. Ela pode ser vechatória lá na frente. E aí, como é que a gente vai lidar com isso? A gente vai entrar com uma ação judicial pedindo pro ao direito de esquecimento. Exato. Porque é isso, se ela é verdadeira, mas não é ilícita, eu vou ter que ir pro judiciário buscar esquecer isso. Perfeito. Agora, se ela é ilícita, é diferente. É uma criança numa situação ilícita, a rede social já deveria cortar e nem deixar apstar. Olha só, né? conforme o novo julgamento do Supremo. Ex. Exato. Olha, eh, e, e tem bastante projeto agora de lei a partir dessa dessa, eh, denúncia, né, do Felca já tinha projetos de lei, né, e, e o pessoal eh eh eu não sei o que que acontece, né? Os projetos eles eles precisam ser aprovados, precisa vir eh virar lei. É o que eu falei ontem aqui no programa. Eu eu sinceramente isso é é particular meu, é pessoal meu, gente, me desculpa, mas eu não entendo como que pra gente cumprir algo, a gente precisa que a lei nos determine. Eu não consigo entender isso, mas enfim. Tá? Então, os projetos estão correndo, eles estão sendo eh analisados, avaliados, passando por comissões, estudados e a gente espera que esse projeto venha ser logo aprovado. E assim que aprovado, a gente vai noticiar na TV Câmara Campinas. E a partir de que o projeto, do momento que o projeto seja aprovado, por favor, leiam o projeto, porque a gente tem costume de entender, leiam a lei, né? Porque a partir do momento vir aprovado, ele vira a lei. E aí a partir de do momento que a lei precisa ser cumprida. E aí tem muita gente que fala: "Ah, mas tem que aprovar esse projeto? Ah, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo". Aí quando vira a lei, não sabe o que diz a lei. Então, gente, a gente precisa, a gente precisa entender, a gente precisa ler, a gente precisa de conhecimento. Conhecimento transforma e a gente tem que segurar essa onda. Nós temos que freiar tudo isso que tá acontecendo. É muito doloroso a gente falar disso, porque a gente imagina isso daqui a cinco anos. Se a gente não puxar o freio de mão, o que que vai acontecer? Não é, Sala? Eh, tudo isso que a doutora trouxe, eu fiquei pensando, né? Eh, esse caso midiático assim do Felca, a gente tem um papel de vítima e de agressor, né? Então, assim, a vítima ela tem direito a ser eh ter os seus dados protegidos, né? Então assim, as crianças não necessariamente seria mais uma vez ela ser exposta à vulnerabilidade ali, aquela aquela esse espaço vechatório, ã, quando a identidade dela é revelada diante desse processo que tá ocorrendo. Tudo bem, os vídeos mostravam, já sabíamos quem eram as crianças, mas a lei respalda nesse sentido. Agora, a o agressor, né, no caso, os famosos que fizeram esses vídeos, produziam esse conteúdo, lá na frente ele vai ter pago cumprido a lei. Então ele pagou pelo crime que ele cometeu, né? E ele vai poder lá na frente pedir para ter esse esquecimento, ele vai poder falar: "Olha, o que eu fiz foi pago perante a lei, eu já cumpri essa penalidade, agora eu peço que seja esquecido". E aí entra no tópico, né, que a doutora tava colocando, qual que é o o meio termo desse desse mundo, né? Então assim, é um caso que impacta na sociedade claramente, mas também essa esse agressor um dia ele vai ter cumprido e ele ainda vai pagar por isso perante a sociedade. Nossa. Então fica nesse questionamento assim, né? Profundo. Uhum. É porque a gente tá falando no aqui no agora, mas a gente precisa estar pensando lá na frente, né, doutora? Bem interessante essa pontuação que a sala colocou aqui. Você pode nos ajudar? Claro. Ô, Rúbia, antes até de de eu entrar nesse tópico, eu quero eu quero comentar o que você falou, que eu acho extremamente interessante. Eu concordo 100% com você. Uhum. A gente precisa tomar muito cuidado com essa quantidade de legislações que estão vindo, eh, tentando regular e a internet. Uhum. Por que que eu tô falando isso? Porque a gente também precisa pensar na liberdade de expressão, no direito de escolha de cada pessoa. Então, a hora que o os nossos governantes estão o tempo todo eh tentando em nosso nome regular algo, ele tira de mim o direito de escolha. da o direito de escolha, de postar ou não de arcar com as consequências das minhas escolhas, porque a vida é isso, a gente arca com as consequências das nossas escolhas. Então eu fico bastante preocupada com esse monte de regulamentação, eh, regulamentando eh eh a internet, porque ela pode resultar numa numa emolher eh a liberdade de expressão. Então, a gente precisa desse equilíbrio para que a gente tenha cuidado com o que acontece, mas que a liberdade de expressão de cada um não seja atolido. Eh, a gente já tem legislação que pune o agressor. Exato. Que pune o ilícito. Então, a gente precisa tomar cuidado para não ir pros extremos, para não para não proibir o meu direito de escolha. Uhum. Uhum. o direito de escolha do cidadão, porque ele, eu posso escolher lá, pôr a foto do jeito que eu quiser, mesmo que lá na frente isso seja vechatório para mim. Uhum. E eu vá lá eh pedir o direito de esquecimento. Uhum. Agora falando sobre o que a Sala comentou agora, eh, sobre é isso, assim, a pessoa cometeu um crime, ela cumpriu o crime dela, a legislação, eh, tava lá, puniu, ele cumpriu, saiu da prisão numa situação como essa. Eh, e aí para sempre vão lembrar que ele cometeu aquele crime? Depende. Se for relevante, sim. Humum. Se for relevante para a sociedade lembrar que aquele caso aconteceu, sim. ele não vai ter direito ao esquecimento, porque eu vou voltar no que eu tenho batido na tecla, é o equilíbrio entre o que é relevante pra sociedade do que é versus o direito pessoal daquela pessoa, o direito personalíssimo dela de esquecer aquela situação. Uhum. E o direito à coletividade, ele sempre vence, gente. O interesse público, ele é sempre maior do que o direito individual. Então, em uma situação em que o caso é relevante, ele não vai ter direito ao esquecimento. Muito bem. É equilibrar, né, o direito à privacidade, o direito à informação e principalmente quando há interesse público envolvido, né? Tem que ter esse equilíbrio, não é, doutora? Exatamente isso, Rúbia. a gente precisa ter esse equilíbrio entre eh o que é relevante pra sociedade, até para que isso as pessoas não esqueçam, para que não aconteça de novo. É, é, é ruim dizer o que eu vou falar agora, mas assim, é para ficar como um exemplo, né? Olha lá o que aconteceu, né? Então isso isso tem uma grande relevância pra sociedade, né? Então a gente consegue aí entender um pouquinho essa questão aí do direito ao esquecimento. Tem coisas que sim, né, podem ser esquecidas, mas se tudo que acontecer de estrondoso, como tá acontecendo isso, né, da da questão da da adultização, do felk, enfim, do Ítalo Santos, for esquecido, poxa vida, né? fica tão fácil, você vai lá, faz e pronto, esquece, tá tudo certo, paga, tá tudo bem, né? Então, a gente precisa eh eh pensar e e fazer um equilíbrio das coisas. Agora, essa questão de privacidade, liberdade de informação e superexposição, sala, a gente tem que acho que trazer eh pro nosso aquio agora, mas não esquecer do nosso futuro, porque senão a gente vai, pode ser que nós tenhamos problemas lá na frente. Como que a gente vai fazer esse equilíbrio? Como que a gente faz o equilíbrio? É muito interessante que assim, a gente não pode deixar de pensar que a era digital ela tá acontecendo, então a gente tá aprendendo a lidar com ela conforme a gente vai vivendo. E é uma linha muito tênue, né, entre a gente aprender e quais são as consequências desse aprendizado. A gente tá ali caminhando, né? A gente vai, eu diria que é meio que um aprendizado empírico ali, a gente vai vivendo e vai aprendendo e vai ganhando conhecimento e vai aprimorando, né? Eh, tem aquela frase que a gente aprende com os nossos erros. Então, é um pouco disso. O que que a gente pode pensar assim, principalmente, acho que você e a doutora trouxeram quando a gente for fazer uma publicação, quando a gente for pensar em algo, quando a gente for vivenciar uma experiência ali, será que é relevante eu colocar isso aqui agora? Será que daqui 10 anos, quando eu olhar para isso, vai fazer sentido? Daqui 5 anos, eu vou ser essa versão? Porque a partir do momento que tá ali, tá registrado, tá numa rede, como que eu vou ser diferente daquilo? E é o ponto que a gente entra, que vira uma versão congelada de você. E a gente pode mudar, não pode? A gente é muito mutável. A gente é muito mutável. Eu gosto assim de pensar que a gente na psicologia a frase de que a gente não é, a gente está, a gente é movimento, né? Então a gente tá em constante aprendizado. E isso eu acho que é a significância do ser humano, isso que é a beleza da coisa. Então assim, todas as as atitudes que a gente toma quando eu trouxe da vítima e do agressor é que esse agressor ele foi lá, fez uma atitude errada, cumpriu, pagou, OK? Qual que é o peso disso para ele também? Então daqui em diante ele aprendeu com o erro dele. Então ele pode reconhecer que foi um erro e ele pode fazer diferente daqui em diante, porque a psicologia acredita nisso, né? acredita no ser humano. Então esse esquecimento, quando a gente pensa nisso é muito importante assim, porque o esquecimento ele faz parte do ser humano, ele é nato. Imagina se o corpo lembrasse, se o cérebro lembrasse de tudo que a gente vivenciou desde o dia que a gente nasceu até esse presente momento, a gente não daria conta. Exatamente. Só que aí a gente pensa num esquecimento digital, a gente tá pensando o quê? Será que realmente a internet consegue esquecer? Porque a internet não é um ser humano. A internet ela não é, ela é uma máquina e ela pode ser infinita. Então é é um pouco assim desse desse pensamento que a gente tá aprendendo, a gente tá aprendendo conforme tá tá vivendo. É porque na verdade esse negócio de internet ele surgiu e nós fomos meio que autodidatas, né? A gente foi aprendendo, aprendendo, aprendendo e agora a gente tá entendendo que o negócio ficou um pouquinho meio que fora de controle, que tomou uma proporção astronômica e que a gente não consegue segurar a onda, não é, doutora? Aí a gente precisa então de limites. Uhum. É, eu eu acho eu acho isso assim, eu acho que mais do que a gente pensar em legislação que que tolham as nossas escolhas, a gente precisa de educação digital. Exato. As pessoas precisam aprender a a olhar para para pra rede social e pro WhatsApp, né, paraas mensagens que você manda. Eu falo sempre pros meus filhos, nunca escreva numa rede social, nunca escreva uma mensagem, aquilo que você não teria coragem de olhar no olho da pessoa e falar. Uhum. Porque o que você e pior ainda, porque o que você escreve, o que você posta, pode ficar pra eternidade. E a pessoa ali do outro lado não sabe a sua realção, não tem tom. Então, eh, pensa, pensa antes de fazer. É, isso. Pensa se você teria coragem de falar aquilo olhando no olho da pessoa. Então, mais do que legislação, que no final, gente, para fins de direito, a gente vai dar um jeito. Uhum. Vamos entrar com uma ação judicial, a gente vai discutir o direito ao esquecimento, vamos equilibrar entre o interesse público e o interesse privado. Eh, é uma pena porque nem todo mundo no Brasil tem acesso ao judiciário. Então, antes de ir pro judiciário, a gente precisa pensar na educação digital. Exato. Porque é isso? Porque no Brasil eh nem todo mundo vai ter acesso ao judiciário para lá na frente pedir o direito do esquecimento, que talvez ela até tivesse esse direito nela situação. Então eu acho que a gente precisa investir em educação digital. As pessoas precisam pensar antes de postar, pensar nas consequências que isso podem pode trazer paraa sua vida. Muito bem. É difícil. É um exercício todos os dias. É um exercício todos os dias. Você sabe que a doutora falando, né, sobre isso, eh eh sobre essa essa colocação, me veio à mente aquele site Jus Brasil, né, que e quando o pessoal acessa ali, dependendo se você paga um valor, eh eh você tem acesso aos eh eh aos nomes das pessoas. Se você quer buscar um nome ali, você tem acesso aos processos, às vezes não acesso na íntegra, né, mas o início ali e tal. E depende. Parece que se você paga um valor, você consegue aprofundar um pouquinho mais. Essa essa questão eh, doutora, também ela entra eh no pedido de no pedido de esquecimento. Se a gente de repente tem algo ali nesse nesse nesse site, né, a gente consegue fazer com que ele ou bloqueie por inteiro ou retirar, não sei, né, porque são processos que estão em execução ou que foram executados, mas que bloquee a visibilidade. Pu, a gente tem muitos sites, né, nesse sentido. Sim. Eh, aí a gente entra na discussão da Lei Geral de Proteção de Dados. Uhum. se o conteúdo, se a privacidade das pessoas ali estão sendo está sendo respeitada, mas qual é a base legal, qual é o fundamento legal que o site tá usando para deixar aquilo público, se o processo é público ou não, porque se o se o processo é um processo que não corre em segredo de justiça, se eu entrar no site do tribunal, eu vou localizar, eu vou conseguir olhar o site ele faz uma compilação. Uhum. Então assim, eu consigo entrar com uma ação judicial e pedir para retirar aquele conteúdo, mas de novo, o judiciário vai avaliar a relevância de tirar aquele conteúdo, porque se o processo é um processo público, não tem grandes razões para não estar ali. Uhum. Perfeito. Perfeito. Se é público, é público, né? Mas é pra gente avaliar o peso disso, né, na nossa vida. Então, gente, responsabilidade é minha, é sua, né? É de cada um, porque infelizmente nós, ou felizmente, né, nós temos aí uma rede que a gente não consegue ter dimensão e o que você fez vai pra rede e aí a gente não sabe o que pode acontecer, né? E aí tem esse direito ao esquecimento. Pode ser que aconteça, pode ser que não aconteça, de ser esquecido. E aí quando a gente fala de direito de esquecimento, tá, vamos tirar da rede. Mas quantas pessoas t nessa rede? Será que uma dessas pessoas, dessa contagem infinita, né, que que nós temos dentro dessa rede, não conseguiu puxar aquilo que você quer que seja retirado? Então, por mais que tente se ter o controle, eu penso que é humanamente controlar totalmente essa questão da exposição. Então, é por isso que a gente precisa ficar atento. Agora, 8:53, produção, nós temos algumas perguntas. Muito bem, temos quatro perguntas. Então, vamos lá, vamos com as nossas perguntas porque o papo de hoje tá muito interessante, muita informação, né? É, eu acho que a gente precisa aprender. Nós estamos aqui para eh eh prontos para aprender todos os dias. E hoje esse tema é algo que nos leva a parar, pensar, fazer um exame de consciência. Opa, pera aí, né? Como é que eu vou ficar postando coisas que eu não quero que sejam vistas, né? Vamos lá. A Juliana Pires do Guanabara, ela diz assim: "Adolescente posta de tudo e depois se arrepende. Como os pais ajudam os filhos a não ficarem eh marcados paraa vida na internet? Eu acho que a gente pode puxar essa pergunta para você, né, Sala? Porque é isso, a gente precisa de educação digital, como a doutora disse, mas a nossa base educacional é a nossa família, é a nossa casa. Sim, Juliana, a gente pensa que assim, eh, os pais, principalmente, ele tens ensinar, né? Então, você tá nesse papel, eu vou ensinar o meu filho. Quando acontece uma situação dessa, é entender que essa criança, esse jovem, ele tá vivendo para se tornar um adulto. Então, a pessoa, ela tem que arcar com as consequências. Primeiro passo, a gente acolhe, entende o que aconteceu, mas depois disso, o que que a gente tem que levar em consideração? que quando a gente faz uma ação, a gente tem uma reação. Então, na vida adulta não é muito diferente. Se a gente toma uma decisão, se a gente faz uma escolha, a gente arca com essa consequência. Então, a gente entende que, eh, pode ser que seja muito sofrimento, pode ser que seja uma atitude muito em que vai fazer muito mal para esse adolescente, para esse jovem, mas também no papel de pai e mãe é entender, olha, você fez isso, aconteceu, que que a gente faz daqui em diante? Exato, né? Se for muito difícil, a gente leva pra terapia, a gente elabora isso, a gente ressignifica isso. Mas os o papel do pai, principalmente é falar: "Tá bom, você fez, aconteceu, que que a gente vai fazer agora em diante? Você vai pedir desculpa, você vai tirar isso, você vai conversar sobre, né, trazer essa reflexão, mas ainda assim o principal é arcar com isso. Exato. Na vida adulta é assim que vai acontecendo. Uhum. A gente vai aprendendo e a gente arca com isso. É o aprendizado, né? Eu acredito, né, doutora, porque assim, eh, se nesse momento de adolescência você posta, depois se arrepende, então já tem ali a questão do arrependimento. E isso eh é muito importante, porque se você tá vivendo isso na adolescência e tá te machucando, é importante o ensinamento para que você não viva isso na sua vida adulta. Isso. Exato. Sem dúvida. Sem dúvida. Vamos lembrar que assim, em termos de direito, em termos de legalidade, a gente tem mecanismos que vão poder te ajudar juridicamente a a esquecer do fato. Mas a maior lição tá aí no que a Sala falou, eh, na psicologia, em como a gente vai lidar com as consequências das nossas ações. Eh, e não dá para a gente entrar com uma ação judicial para tudo aquilo que a gente faz e se arrepende, né? Então assim, a gente tem mecanismo jurídico, óbvio que a gente tem, mas mais do que isso é aprender com os nossos erros. Perfeito. Muito bom. Isso faz parte do nosso dia a dia, né? E que bom que a gente pode aprender com os nossos erros. Vamos lá. Pode colocar mais uma produção, por gentileza. A gente vai até 9:15. Dá tempo de atender os quatro, daí os quatro eh telespectadores. Depois a gente vai pros nossos nossas considerações finais. Vamos lá. A Camila Duarte do Taquaral. Se alguém se sente prejudicado com uma coisa antiga na internet, tipo foto, reportagem, dá para pedir para tirar do ar mesmo? Olha aí, Camila, que legal a sua a sua pergunta. Esse é o nosso tema de hoje. A doutora, por gentileza, eh eh acho que e dá para dar uma esclarecida um pouquinho mais pr pra Camila. Vamos lá. Oi, Camila. Vamos lá. Tem várias vários caminhos, tá, gente? Existe uma, existe uma coisa que a gente chama de desreferenciamento. Desreferenciamento é simplesmente pedir para sair dos órgãos buscadores. Então, vou usar aqui como exemplo o mais comum, vai o Google. Eh, eu entro com uma ação e peço pro Google desreferenciar aquela foto, aquela imagem, aquela, aquele link. Então isso não aparece mais no buscador. Existe a ação que eu de fato peço o direito de esquecimento, ou seja, todo mundo vai ser notificado para tirar aonde eu tiver conhecimento, porque também tem isso, né, gente? Às vezes eu não sei aonde isso foi parar. A internet é um mundo gigantesco. Então imagina que eu sei aonde estão aquilo, onde está onde estão postadas aquelas situações, todos eles serão notificados para tirar. Então sim, se o judiciário entender que aquela situação ela ela merece ser esquecida, é possível sim tirar da internet. Muito bem. É isso aí. Valeu, Camila. Obrigada pela sua participação, viu? Pode colocar mais uma, produção. Vamos lá. Nós estamos conversando com você que tá aí do outro lado, assistindo o nosso estúdio Câmara. Muito importante, viu? muito importante a sua participação. A Fernanda Castro de Barão, Geraldo, muito bom dia, obrigada por estar conosco. Muita gente sofre vendo lembranças antigas voltarem nas redes. Isso pode causar depressão e como lidar sem pirar? Ô, Fernanda, tudo bem? Vamos lá. Nossa psicóloga responde você. Bom, Fernanda, é muito válida essa esse questionamento, assim, porque quando a gente pensa em ficar relembrando, a gente pensa em reviver aquela situação, né? Então, significa assim, eu quero, eu posso, porque quando ela tá só na nossa memória, a gente escolhe certos momentos, sabe? A gente consegue dominar isso. Quando que eu essa informação, essa lembrança, ela vem à tona. Quando a gente pensa em ver isso na rede social, de sobre a gente não ter controle. E quando a gente não tem controle de uma situação, gera um peso enorme paraa gente, sabe assim, eh, conseguir assim imaginar uma situação na qual você eh, não sei, uma foto, uma lembrança, agora não me vem à mente um exemplo prático, mas se você não tem controle, causa um peso. E realmente assim, isso pode levar um quadro depressivo, porque leva a uma fobia social. Será que eu sou vista só por isso? Será que eu sou lembrada só por essa situação? Será que todo mundo pensa dessa mesma maneira? Então assim, dependendo da gravidade, do quanto isso tem um peso no indivíduo, pode sim ocasionar ocasionar depressão. E aí é um momento em que a gente pensa assim, você vai compartilhar isso com pessoas, né, da sua rede de apoio, de segurança, ou então você vai procurar uma ajuda psicológica, né? você vai procurar um profissional da saúde, porque você não precisa viver em cima desse desse estigma, né, dessa recordação. E se é algo que mexe tanto com você, talvez seja algo que a gente tem que olhar, tem que elaborar um pouco mais. Exatamente. Olha, gente, que delicada essa situação, né? É minha. Nossa, eu sou isso aparece bastante na clínica. Eu tô tô aqui pensando, a gente vai conversando e e vem coisas na mente. Isso é delicado demais. É muito é é muito importante a gente aprender como lidar com toda essa questão de de uma internet. Eu acho que foi tudo muito rápido, foi acontecendo na velocidade da luz e aí a gente nem se deu conta. E agora, né, com toda essa polêmica vindo à tona, a gente para para analisar, falar: "Opa, pera aí." E eu acho que tá está acontecendo, estão acontecendo aliás coisas que nos chama atenção. Tem pessoas que já não estão mais postando, eh, tem pessoas que já deixaram de postar stories no momento em que estão realizando determinada situação. Eh, tem pessoas que já entenderam a questão da segurança, né, e aí diminuíram a questão das postagens. até doutora, eh, a questão da segurança e postagens, né, é, é, está muito interligada, porque se você posta algo que você tá ali no lugar, tem gente que tá te vendo e que legal, tá dando like, mas tem gente que, infelizmente, nessa rede que a gente não consegue nominar, tem gente que não tem bons olhos, né? E isso eh deixa a nossa segurança em risco, não? a gente vê eh crimes sendo cometidos em razão de postagens eh eh com muita frequência. eh pessoas eh que se utilizam de informações que as pessoas postam eh para crimes importantes, eh para golpes importantes. Então, a gente vê eh aqui aqui no escritório a gente tem alguns casos em que a pessoa tem uma rede social profissional, mas que pessoas criam perfis falsos se passando por aquela pessoa e usando a sua rede social para ganhar dinheiro, para dar para aplicar golpes, eh, usando eh situações reais da vida daquela pessoa que, de fato existe. Então, a rede social é a internet é um mundo, né, gente? E a gente precisa ser o mais cuidadoso possível com isso. Eu falo sempre aqui, eh, a gente recomenda muito. Você vai postar uma foto dos seus filhos, não ponha com uniforme do colégio. Não, não, não dê grandes pistas da sua vida real, eh, porque é perigoso. É de fato, a gente vive num mundo eh cuja informação é muito rápida. A, o acesso ele é muito muito grande e há pessoas que, por mais que o seu perfil ele seja restrito, o acesso ele acaba sendo muito grande. Então, as postagens precisam ser muito cuidadosas para que a gente não se coloque em risco. Exatamente. Eh, e que bom que nós estamos aprendendo sobre isso, né? Ainda há tempo, ainda há tempo de aprender. Vamos lá. 93, produção. Tem mais? Acho que tem mais uma. Se tiver pode colocar e daí depois a gente já vai paraas considerações finais. A Patrícia Morais do Jardim Proensa. Hoje em dia todo mundo tem rastro online. Uau, falou bem, rastro online? Como não deixar isso virar peso emocional e acabar com a autoestima da pessoa? Rastro online é isso. Resumiu, Patrícia. Muito bom. Significativo. Significativo, Patrícia. É, a gente chamaria ali do rastro digital, né? Uhum. Mas entra num contexto de entender eh por que o papel, por que que a visão do outro sobre mim tem tanta importância, tem tanta relevância, né? Então assim, por que que eh esse olhar que o outro dispende sobre mim tem tanto significado? Por quê? Por que que isso me toca tanto? Eu vou escolher mostrar o que eu quero mostrar. Eu vou escolher mostrar o que faz parte de mim, né? Eu quero eh que as pessoas vejam o que eu tô afim aqui hoje, agora de mostrar. Quando a gente pensa em peso emocional, a gente pensa no cobrança, sabe? No que o outro vai pensar sobre mim, o que que o outro diz sobre mim. Então é é você entender assim, tá? OK, eu quero mostrar isso, eu quero falar sobre isso, mas eu também entendo que a partir do momento que eu tomo uma decisão, eu tenho um outro lado em contrapartida, né? Então eu estou escolhendo expor sobre isso, estou escolhendo falar sobre isso para essa para essa multidão de gente, para essas lentes que podem me ver. Mas eu também tenho que depois entender que a partir do momento que eu falei, eu posso ter uma retórica disso. Eu tenho uma outra consequência dessa dessa ação. Então pensar que nossas ações têm uma reação é muito profundo. Assim, às vezes a gente pensa que é muito, né, rápido e prático na nossa vida, mas é a verdade. É a verdade. A partir do momento que você coloca para fora o seu pensamento, a sua ideia, você tá propondo que o outro responda, que o outro também dê a opinião dele. Então é uma troca. E o quanto que a gente tá pronto para arcar com essa nossa opinião, colocar para fora o que a gente pensa, né? Então fala em opinião, mas é um retrato, é um fragmento nosso. Quanto que a gente tá preparado para isso? Uau, quanto ensinamento no programa de hoje, gente. Tô adorando isso aqui. Vamos lá. A produção tá avisando que tem mais uma, então vamos para mais uma. Vamos lá. Legal, pessoal participando. A Larissa Oliveira do Parque Prado. As redes e buscadores não deveriam ter mais responsabilidade de apagar conteúdos velhos que atrapalham alguém? Ô, Larissa, boa sua pergunta. A gente direciona pra nossa querida advogada aqui. Olha, tá abrindo bastante a nossa mente, nos ensinando sobre essa questão. E aí tem mais uma dúvida, então, da Larissa. Doutora, por favor. Gente, eh, eu vou voltar ao que eu falei no começo. Tudo que a gente faz é história e a minha história é minha, não é da rede social. Uhum. Então, a rede social entrar no papel de moderador e ela decidir o que que vai ficar, o que que não vai ficar, não cabe a essa rede social, ela cabe a mim. Eu postei, eu escolhi incluir aquilo naquela rede social. Então, passado ou não, ser antigo ou não, é uma escolha minha manter ou não manter ali. Porque às vezes eu postei ali e aquilo para mim é maravilhoso, não causa nenhum efeito. Aliás, eu acho lindo. Aí vai a rede social e exclui. Por que ela vai fazer essa moderação? Ela vai tá tirando de mim o direito de escolha, o a minha liberdade de expressão. Por isso que a gente brinca que a gente fala o direito a ser esquecido versus o direito de ser lembrado. É, é a minha escolha. E aí a gente entra muito nessa discussão psicológica do que que me faz bem, do que que me faz mal. Certo. E aqui no campo do direito, no campo jurídico, o que eu preciso saber é se me faz muito mal, eu posso me socorrer do poder judiciário para tentar esquecer. Uhum. Muito bom. Agora, a rede social fazer essa moderação não lhe cabe. Ela vai retirar da gente a liberdade de expressão. Maravilhosa. Tá vendo só quanto ensinamento? tira a liberdade de expressão e também acredito que a responsabilidade, porque a gente tem que ter responsabilidade em tudo que a gente faz, não é isso, sabe? É, diz muito sobre a gente entender, né, que assim, eu arco com a minha com a minha decisão. Sim. E no processo assim terapêutico, isso aparece muito. Às vezes a gente fala muito sobre o outro, né? Ai, é culpa do outro, porque eu agi dessa maneira, eu não, né, sempre o outro, o outro. Mas e quando a gente olha pra gente? Uhum. A gente também não tava ali naquela situação, a gente também não falou, a gente também não se posicionou. Então, essa rede social, essa era digital que a gente tá vivendo, a gente não tá distante dela, a gente está no meio dela. E quem alimenta ela somos nós. Exatamente. Somos nós que estamos alimentando. Então, a gente tem que entender o que que a gente quer que esteja ali. Isso realmente diz sobre o meu valor? Isso realmente diz sobre quem eu sou? Isso realmente diz sobre a minha crença. E a partir do momento em que você coloca na rede, você tá expondo e o quanto que você tá preparado para lidar com isso, né? Então assim, entra a parte jurídica, a gente consegue controlar, dá realmente pra gente tirar da rede, mas é um esquecimento ali momentâneo, né? Mas a ação já foi. Só que em contrapartida é o equilíbrio. Tudo bem, você colocou isso, mas você é só isso. É só esse significado que você tem no mundo. Então, no processo terapêutico aqui a gente consegue, é, a palavra bonita para isso seria seria ressignificar, né? Porque assim, a gente faz coisa, a gente tá aprendendo, a gente tá vivendo, a vida é assim, a gente vai aprendizado constante. Só que qual que é o peso disso para mim? Pode ser que me paralise, mas pode ser que me motive. Qual que é o meu ponto de vista? Eu quero ser vista com esse estigma, com essa sensação negativa ou eu posso olhar para isso e falar: "Não, eu vou melhorar, eu vou fazer diferente daqui em diante", né? Então é um pouco disso, assim, o quanto que a gente consegue ter essa visão, mas às vezes sozinho a gente não consegue. A gente consegue compartilhando, conversando, não necessariamente num espaço terapêutico, até mesmo com o nosso amigo, até mesmo com a nossa família, quando a gente troca essa ideia. Então assim, você não é só aquilo que você fez de errado. Você pode ser muito mais que isso. O erro é um fragmento seu. Você tem muito mais possibilidade. Gente, que er um monte, né? Exato. Exato. É isso. Que dupla, que show que vocês deram aqui. Vocês estão de parabéns. Que isso? Que isso? Nossa, maravilhosas, gente. Quanto ensinamento no programa de hoje, gente. Que isso? Olha, quero lembrar que esse programa, assim como todos os programas nossos, né, da TV Câmara Campinas, eles estão no YouTube e você pode repassar paraa sua família, pros seus amigos. Esse é mais um dos conteúdos que nós produzimos, que você pode repassar, fique à vontade, porque aqui tem ensinamento de um gabarito nota 1000. A gente vai encerrar o programa agora 9:11. Eu quero as considerações finais da sala, né? Te juro que eu queria continuar conversando com vocês aqui porque tô aprendendo muito. Obrigada, viu? Obrigada mesmo pela sua contribuição. Eu que agradeço ainda mais nesse dia, né, do psicólogo, né? Tão, tão feliz estar aqui. Mas eu acho que disso tudo que eu tiro aqui, que eu acho que é o importante trazer de reflexão, é o quanto o olhar do outro importa. Sabe, para mim o que fica é isso, a era digital de sobre a gente ser visto, né? A gente tá o tempo todo conectada, a gente tá o tempo todo nessa nessa conexão. Então essa conexão de sobre as outras pessoas, qual que é o papel do olhar do outro sobre mim? Por que que tem tanta relevância? Às vezes eu fiz uma coisa, eu gosto daquilo, eu sou isso, eu sou aquilo, eu gosto de fazer uma coisa, eu não gosto e tá tudo bem. Porque de sobre você, de sobre a sua constituição, porque você tem a sua subjetividade. Então assim, caiu na rede, tá ali, tudo bem, gente, sou eu, aconteceu e aí que que a gente vai fazer depois disso, né? Então, para mim o que fica do esquecimento digital é por que que eu tenho que levar tão em consideração esse olhar do outro, por que que eu tenho que me preocupar tanto o que que o outro vai encontrar sobre mim? Uh, eu fico com essa reflexão. Eu também. Obrigada, querida. Ô, Dra. Daniela, muito obrigada pela sua participação. Olha, eh, vocês, vou repetir porque merece. Parabéns, parabéns. Obrigada pela contribuição, pelas informações, viu? Obrigada mesmo. Considerações finais, por favor. Imagina, Rúber. Imagina. Uma delícia. Foi uma delícia conversar com vocês aqui. Eh, o que eu quero dizer aqui, gente, é eh eu como advogada de direito digital, de tecnologia, o que eu aprendi ao longo desses anos é que a gente é responsável pelas nossas ações e toda ação tem consequência na vida, como a falo muito bem falou aqui. O que eu aprendi aqui como advogada é que tem alternativa. Exato. a gente erra, a gente acerta e naquilo que a gente erra, dá para se socorrer do judiciário para tentar eh consertar. é um direito absoluto, não. Ele vai ser avaliado por um juiz que vai entender se aquilo de fato merece ser esquecido ou não. É um é um equilíbrio entre o interesse público e o interesse privado. É um equilíbrio entre o direito à expressão, a à liberdade de expressão, ao direito da informação e à privacidade. Então, no final, cabe a cada um de nós entender o que que a gente vai postar, o que que a gente não vai postar, o que que a gente quer que caia no mundo e o que que não quer que caia no mundo. A gente precisa ter educação digital e lembrar que a educação digital ela é em casa todos os dias a gente supervisionando os nossos filhos, a gente olhando o celular deles, porque depois custa caro pro judiciário, dá trabalho. Então é melhor a gente prevenir do que remediar. É maravilhosos. Mas dá para remediar. Dá para remediar. Que bom que nós temos vocês, né? Extraordinárias. Gente, seguinte, é responsabilidade, é isso. Toda ação tem uma reação. Responsabilidade. Seja responsável pelos seus atos. A gente vai encerrando por aqui. Quero lembrar que amanhã nós temos estúdio Câmara novamente. Então, a gente amanhã nós vamos discutir os algoritmos. Olha isso. Quem é que controla o que a gente consome nas redes? os algoritmos têm a capacidade de influenciar nossas emoções. O que pode impactar nossos hábitos de consumo daí a partir dessa influência? Será influencia os nossos comportamentos? E o que que esses hábitos que são influenciados pelos algoritmos impactam na nossa vida, no nosso dia a dia? Uau, que coisa, hein? Quanto informação. Então, amanhã, algoritmos e escolhas é o nosso tema do programa Estúdio Câmara, que vem ao vivo a partir das 8 da manhã. A gente vai encerrando por aqui, lembrando que nós temos, olha só que legal, dá para trabalhar, dá para trazer essa toda essa informação de internet, de tal, para para o nosso benefício. Nós temos aqui na TV Câmara Campinas a Íria, que é a nossa jornalista da Central IA, que é uma inteligência artificial. E o que ela faz? Ela traz informações para você do legislativo, informação estadual, nacional, internacional, cotação do dólar. É utilizar, gente, a internet e toda essa rede a nosso favor, tá? Aí, você utiliza da forma que você quiser. Daqui a pouquinho a ÍRA entra no ar trazendo informações para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações com Gabriel Castro, também apresentação de Mirna Abreu. E hoje nós temos eh às 18 horas a a reunião ordinária no plenário, é ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo YouTube. E você pode participar, como você percebeu hoje no início do programa, falei sobre os projetos, são muitos, então tem muito trabalho no legislativo. você pode participar eh de toda essa discussão, é só você chegar lá ou então assistir aqui pela TV Câmara Campinas ou pelo nosso canal no YouTube. Valeu, gente. Grande abraço. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Valeu, produção. Valeu, equipe. As nossas entrevistadas de hoje. Mais uma vez muito obrigada às psicólogas que passaram, que vão passar, que não passaram ainda e que estão com a gente e que estão aí nesse mundão fazendo todo esse trabalho magnífico de orientação pra nossa saúde mental. Sintam-se abraçadas, nosso carinho, nosso respeito pelo dia de vocês, tá bom? Feliz dia do psicólogo. Valeu, gente. Beijo grande. Até amanhã. Fique com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, tchau. Tchau. [Música] [Música] [Música]