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Fica aí, viu, Geraldo? Melhor. Você quer ficar aqui? Pode entrar rapidão. Saiu do ar. [Música] Bom dia. Está no ar o estúdio Câmara. o seu ponto de encontro diário com informação, opinião e temas que fazem parte do nosso cotidiano. Hoje é segunda-feira, dia 5 de maio de 2025 e que segunda-feira, hein? E hoje nós vamos falar sobre um assunto, gente, que impacta crianças, adolescentes e adultos. É a dificuldade no aprendizado. Você já sentiu que, por mais que você se esforce, algo impede de aprender com clareza? ou percebeu que seu filho não acompanha o ritmo da turma da escola. As causas podem ser emocionais, neurológicas e ambientais ou até mesmo sociais. E quando não tratadas, sim, elas afetam a autoestima, relações e até o rendimento no trabalho. E olha, gente, para ajudar esse nosso bate-papo diário, eu agradeço a participação pelo Zoom da nossa entrevistada. Ela é neuropsicopedagoga e também psicopedagoga clínica, a Giovana Beltramini Goldmit. daqui a pouquinho ela vai falar com a gente sobre esse tema que tem impactado pessoas, porque a gente precisa, né, estar em aprendizado constante. E você já passou por isso com seu filho ou lembra de como era na sua infância? Então, manda pra gente a sua pergunta, o seu comentário ou até o seu depoimento. WhatsApp tá na tela 199729377. A sua participação é muito importante para esse debate. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente vai atualizando as notícias para você. E hoje tem sim reunião ordinária. A Câmara vota definitivamente projeto que autoriza concessão de área pública a sobrapar para ampliação de atendimentos gratuitos. A votação deve acontecer hoje na 25ª reunião ordinária do ano de 2025. O projeto de lei complementar é de autoria do executivo e autoriza a concessão de uso de uma área pública à Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Crânio facial, a Sopar. A medida vai permitir à entidade ampliar significativamente sua estrutura de atendimento gratuito à população. Segundo a justificativa do projeto, a nova área será utilizada para construir um prédio anexo à atual sede da entidade, obrigando setor, abrigando, aliás, perdão, abrigando setores que hoje operam com limitações de espaço. Também está prevista a criação de um espaço lúdico voltado à infância e uma área de lazer aberta à comunidade. O projeto prevê a desafetação, ou seja, a mudança de finalidade da área institucional dois localizada no loteamento residencial reserva Dom Pedro, atualmente classificada como equipamento público comunitário. Com a alteração, o espaço será transferido para a classe de bens dominicais e cedido a sobrapar por meio de concessão gratuita e intransferível pelo prazo de 30 anos, podendo ser prorrogado por igual período. O executivo destaca que a proposta representa um avanço no fortalecimento da rede de atendimento especializado em saúde, com o impacto direto na qualidade de vida das crianças e famílias que dependem dos serviços da instituição. A reunião ordinária inicia hoje às 6 da tarde no plenário do legislativo campineiro com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manja 66, bairro Ponte Preta. Quem não puder comparecer pode assistir aqui pela TV Câmara Campinas. Nós estamos no Sinal digital 11.3, canal 4 da Net Campinas ou 9 da Vivofibra. E também, claro, você pode assistir a transmissão simultânea no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. E para você que busca um novo emprego, atenção, o Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas oferece 351 vagas em 46 ocupações. A partir de hoje, o atendimento é presencial com agendamento pelo portal do cidadão, ocorre em três unidades, tá? no centro, no ouro verde e no Campo Grande. A maioria das candidaturas pode ser feita pela internet ou no telefone dos serviços de apoio ao trabalhador que é vinculado à prefeitura. Para se ter uma ideia, gente, só de auxiliar de logística aqui para aqui para Campinas são 104 vagas de trabalho. Então você acessa lá CPAT Campinas, né? Você acessa o site da prefeitura, lá tem todas as informações, acredite, vai na fé que vai dar certo sim, muitas vagas de trabalho nesta segunda-feira. Então, a gente tá iniciando a semana, iniciando mais um mês e um mês que promete muito sucesso para você. Vai em busca do seu sonho. Agora a gente vai para a previsão do tempo. Estamos no outono brasileiro, hein? E aí, o tempo para hoje aqui em Campinas? Olha a metrópole com o sol e muitas nuvens à tarde. À noite o céu ainda fica com muita nebulosidade, mas não chove em Campinas de acordo com a previsão do tempo. Mínima de 15, pois é, 15 bem cedinho, né? E a máxima aí de 27º. Essa é a previsão do tempo para a nossa metrópole nesta segunda-feira. E vamos lá, então, gente, falar do assunto, né, do tema do estúdio Câmara de hoje. É comum as pessoas associarem dificuldade de aprendizado apenas à infância, né, mas muitos adultos enfrentam isso em silêncio e com culpa. Dados do IBGE mostram que uma a cada três crianças brasileiras têm dificuldades em leitura e interpretação textual. Já o Censo Escolar 2024 revelou que mais de 1 milhão de alunos foram classificados com algum nível de distorção e dade série. Mas o que está por trás disso? É falta de atenção. Podem ser problemas familiares, transtornos de aprendizagem como dislexia ou TDH. Então agora a gente convida para refletir e participar da nossa conversa, eh, que hoje nós vamos falar então sobre essa questão, né, eh, dificuldade no aprendizado. Comigo pelo Zoom a gente dá aquele bom dia especial, as considerações iniciais para a Giovana Beltramine Goldmit, ela que é neuropedagoga e psicopedagoga, está com a gente pelo Zoom. Vamos conversar sobre esse assunto tão importante. Ovana, seja bem-vinda. Muito bom dia. Obrigada pela sua presença aqui no estúdio Câmara e o convite para estar aqui com vocês hoje. Muito bem. A gente você está isso. Pode pode continuar. Tô te ouvindo sim. Pode falar. Ao vivo é assim mesmo. Vamos lá. Bom, para quem eh está me vendo pela primeira vez, eu tenho um condutório aqui em Valinhos, próximo do SIS Park, da TV Câmara. E qual é o meu objetivo, né? é compreender as necessidades individuais e desenvolver estratégias personalizadas para superar as barreiras que impedem o processo de aprendizagem das crianças, dos adolescentes e até mesmo dos adultos. Como você disse, eu sou formada, sou neuropedagoga, psicopedagoga e proprietária do consultório. Então, eh, trabalhei há muitos anos em sala de aula, há 20 anos em sala de aula, com séries iniciais, então eu pretendo ajudar aqui a todos que estão nos ouvindo. Maravilhosa. A gente agradece já a sua participação e a gente começa, né, falando que tem um dado do INEP, que cerca de 28% dos estudantes do ensino fundamental, eles apresentam um desempenho insuficiente em leitura. De 5 a 15% de crianças em idade escolar apresentam distúrbios de aprendizagem relacionados à leitura, escrita e também à matemática. O dado é do manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. E eu gostaria de saber de você, então, quais são os primeiros sinais, né, que uma criança pode estar com dificuldade de aprendizagem. a gente eh eh em casa, a gente costuma eh eh com a criança na escola, né? A gente espera que eles aprendam, mas a criança ela dá sinais que ela não tá conseguindo absorver eh aquilo que é repassado dentro de sala de aula. Então, eu gostaria que você explicasse pra gente quais os primeiros sinais, como que o pai e a mãe pode se atentar que essa criança ela não está com preguiça, que essa criança ela não está fazendo corpo mole, como a gente ouve os pais falarem, né? Eh, tem algo de preocupante acontecendo aí? Quais são esses cenários? Bom, Rúbia, é o seguinte. Aprender envolve o cérebro. Vocês estão vendo aqui? Aprender envolve o cérebro e também as emoções que estão vinculados. Então, qualquer mudança interna ou externa pode impactar essa capacidade. Então, não se restringe à escola. Dificuldade de aprendizado, ele pode aparecer ao tentar aprender um instrumento, vamos falar de música, ou um novo idioma. habilidades tecnológicas ou até mesmo em relações interpessoais. São diferentes tipos de aprendizado. Nós estamos falando do aprendizado em sala de aula, mas acontece em qualquer momento, com qualquer coisa, essas dificuldades. Então, é assim, na criança é comum vermos em alguns momentos desmotivação, cansaço ao fazer a lição, esquecimento constante, recusa em ir à escola. No adulto, os sinais podem ser mais sutis. Insegurança para assumir novos desafios, a procrastinação, a autocobrança excessiva. Então, é importante observar o comportamento e entender o que está por trás da dificuldade, que nem sempre é preguiça ou desinteresse. Muito bem, né? Nós estamos falando aqui, eh, primeiramente da criança, porque é algo natural, né? A gente eh espera-se que a criança ela ela tenha aí o desenvolvimento e nesse desenvolvimento vem a aprendizagem. Mas a gente também fala do adulto, porque tem muitos adultos que relatam a dificuldade de aprendizagem. Isso tem início lá na infância. E se essa dificuldade não for tratada, não for relatada, ele cresce um adulto, ele se torna um adulto que ele vai se frustrar porque ele não conseguiu aprender, né? Então eu gostaria que você explicasse essa transição eh da criança aí para o jovem, paraa vida adulta e a falta de percepção que tem um problema aí que dificulta o processo de aprendizagem. Rúbia, a gente vai tratar esse problema assim, eh, não é um problema. Eu costumo dizer às famílias que não é um problema, tá? E a gente tem que parar com o julgamento e acolher essas crianças, esses adolescentes ou esses adultos. Então, assim, aprender é um processo complexo, então que envolve o quê? fatores cognitivos, emocionais, sociais e até fisiológicos. Então, algumas pessoas, algumas crianças, adolescentes têm dificuldades por questões neurológicas, como o TDH, como a dislexia, que muitos hoje, muito a gente ouve, então chegam famílias aqui no consultório, eh, escolas pedindo avaliações psicopedagógicas para investigar a causa. Outras, eh, enfrentam barreiras emocionais. Uhum. como ansiedade é o que mais temos hoje aqui, né? Então, as questões emocionais como ansiedade, o medo de errar, a cobrança familiar, a baixa autoestima e além disso, o ambiente e as experiências de vida também influenciam muito. Então, eh, a criança ou adolescente que não está sendo incentivado pode ter muita, muitas resistências ou insegurança ao aprender algo novo. Então, eh, se a criança está na escola aprendendo algum conteúdo e ela não vai bem, a gente vai ter que entender se é uma dificuldade de aprendizagem ou se é um transtorno de aprendizagem. E para isso eu preciso fazer uma avaliação com essa criança. E como que acontece essa avaliação? Não é, quando eu recebo uma criança, eu também recebo uma família. Essa criança não está sozinha. Então eu faço uma avaliação diagnóstica, o primeiro encontro é com a família. Então isso se chama anamnese. E dentro dessa anamnese eu faço algumas perguntas onde eu tenho um contexto familiar, um contexto histórico escolar e aí depois então eu começo com a criança. Dentro desse pacote de avaliação psicopedagógico, eu também faço uma visita na escola. para entender como que é o comportamento da criança na escola, como que ele reage, porque nem sempre ele reage aqui ou em casa, é a mesma forma na escola. Então, tudo isso a gente precisa investigar, né? E e aí a gente fala assim, muitos me perguntam: "Existe um jeito certo de aprender?" Não. Cada pessoa tem um estilo de aprendizagem. Alguns são mais visuais, outros são auditivos ou sinestésicos. O que que é aprender de forma sinestésica? é aquela criança que precisa estar em movimento. Às vezes eu tô atendendo uma criança aqui no consultório e ela precisa andar para assimilar o que a gente tá falando. Então, por isso que personalizar o processo é tão importante. O que funciona para um pode não funcionar para o outro. O papel de quem apoia é justamente ajudar a descobrir esse caminho único. Então esse é o meu papel que é um pouco diferente da escola. Muito bem. Eh, quando você fala em diferentes eh modos de aprendizagem, eh me lembra algumas alguns vídeos, né, que eu acabei assistindo para que a gente pudesse para que eu eh pudesse ter mais entendimento sobre o nosso tema de hoje. E aí eu vi algumas pessoas relatando, Giovana, assim, que para estudar para uma prova ela ouve música, né? Aí eu fiquei pensando, poxa vida, mas como é que uma pessoa ela vai assimilar um conteúdo que ela tá estudando, mas ela tá ouvindo música? Isso é possível? O que que acontece eh eh no no cérebro, né? No momento em que poxa, você tem atenção em duas coisas. Aí você tá prestando atenção na música e você tá lendo o conteúdo e você precisa assimilar esse conteúdo. E se não tiver a música, esse conteúdo não é assimilado. Eh, o que o que que é isso? assim, como que uma pessoa ela pode conseguir ter duas atenções e e absorver isso, né? Porque para mim é bem diferente. Eu, particularmente, quando eu vou estudar, eu preciso de silêncio, né? Eu não consigo, se eu colocar uma música aqui, eu não consigo assimilar e e absorver o conteúdo. Uhum. Uhum. Então, Rúbia, eh, existe uma diferença de atenção e concentração. Uhum. Eh, por isso que quando a criança chega para uma avaliação, a gente faz alguns testes para ver se ela consegue trabalhar os dois lados dos hemisférios do cérebro. Por sala de aula tem a professora conversando, falando, explicando e os alunos conversando. E eu preciso, não posso prestar atenção nos meus amigos, mas eu tenho que focar na minha professora. Uhum. Tem muitos que têm essa dificuldade e aí tem outros que nem ligam, vão muito bem. Isso é uma forma sinestética, né? aprender por meio de movimento da prática, do contato físico que está sendo ensinado, ensinado ali. Então, assim, eh, paraa gente que gosta do silêncio, como você acabou de falar, que você precisa do silêncio, a gente não consegue entender esse cérebro que precisa do movimento, tá andando, fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Mas, por exemplo, eu tenho uma criança que para aprender melhor a matemática, ele precisa estar manuseando algum objeto. Engraçado, né? Um aluno que entende mais sobre geografia, ele precisa tá mexendo nos livros, ele precisa, ele precisa tá eh ele nem olha visualmente para você, mas ele tá ouvindo, ele tá mexendo nos livros, ele consegue gravar isso, memorizar isso no cérebro dele. Então assim, é necessário, isso é uma característica de aprendiz sinestésico que gosta de atividades práticas e dinâmicas. Eu tenho uma filha assim e ela precisa aprender assim. Em casa, muitas vezes eu oriento a família, as famílias de como estudar com aquele filho, porque é assim, é natural, é que na nossa época não se falava nisso, né, Rúbia? Exato. Exatamente, né? né? Na nossa época, eh, há alguns anos atrás, não se falava, não se tinha essa atenção especial que a gente tem hoje. E que bom, né, Geovana, que hoje nós temos atenção especial e a gente consegue minimizar alguns problemas já na fase infantil, porque daí a gente consegue ter um adulto um pouco mais direcionado, um pouco mais resolvido, né, e com menas situações assim que acaba com constrangimento, né, igual a gente vê aí hoje, tem alguns adultos que têm a dificuldade no aprendizado, né, e que é uma criança que não foi tratada. Infelizmente. E você que tá aí assistindo o nosso estúdio Câmara, se você tem dificuldade no aprendizado ou então na sua família, né, tem uma criança que tem uma certa dificuldade no aprendizado, ou então aprende de uma forma diferente, conta pra gente, manda sua mensagem através do nosso WhatsApp, tá? Porque nós estamos aqui, tá na tela o WhatsApp, ó, 1997829377. Nós estamos aqui com a Geovana, ela com toda essa essa bagagem que ela tem, né? né, do seu profissionalismo para explicar pra gente eh o porquê eh muitas vezes a gente tem a dificuldade no aprendizado e quando a gente fala em aprendizado, a gente começa lá na escola. É natural a gente lincar o aprendizado com a escola, mas é importante, né, Giovana, a gente falar que o aprendizado ele inicia eh desde os primeir os primeiros dias de vida, né? Porque o bebê ele vai aprender a a a se alimentar, né? Depois o bebê ele primeiro, ele aprende a respirar, depois ele aprende a se alimentar e assim vai. Então é nos primeiros dias de vida que a gente começa a a executar aí a nossa forma de aprendizado. Isso perdura para a vida toda. Agora, Geovana, eu gostaria de perguntar para você o seguinte: qual que é o papel da escola e como que essa escola ela pode detectar precocemente a dificuldade no aprendizado da criança? qual que é o papel da escola nesse momento? Porque a gente fala da família, então a família é a base, a família precisa sim eh eh prestar atenção aos sinais, mas na escola a criança ela se comporta diferente da forma como que ela se comporta dentro de casa com a família, né? Então, qual que é o papel da escola nessa detecção, a gente pode dizer precoce na dificuldade do aprendizado? E o que essa detecção eh precoce, ela pode ajudar no na questão da psicologia, né, na questão aí eh do melhoramento de qualidade de vida dessa criança? Uhum. Uhum. Eh, normalmente o que acontece, a escola observa as as dificuldades, né? Então, o que que acontece normalmente? a, o professor ou o coordenador eh agenda uma reunião com essa família e então sugerem a essa família que levem para fazer uma avaliação. E essa avaliação normalmente ou é por um psicopedagogo, neuropsicólogo, neuropediatra, neurologista, enfim, porque a escola em primeiro momento não pode dizer nada. Então assim, não pode. Como que você vai na sala de aula, você ali com 10, 15, 20, 30 crianças e falar: "Olha, eu acho que é um TDH, acho que é uma dislexia, não existe acho, precisamos investigar". Então, normalmente a escola, ao perceber uma dificuldade da criança, eles encaminham pra família fazer uma avaliação. Esse é o primeiro passo, tá? Então, primeiro, a gente tem que escutar com mais cuidado e julgar menos, porque é aquilo que eu já comentei, nem toda dificuldade falta de esforço. Às vezes a criança não está entendendo o conteúdo, tem medo de perguntar, tem receio, tem vergonha, né? Então, fica o quê? sobrecarregado. Então, o professor em sala de aula com empatia vai oferecer apoio consistente, criar ambientes seguros e estimular pequenas conquistas. Isso em casa também, até o pai que se sentir confortável ir procurar auxílio desses profissionais, desses especialistas que eu acabei de fazer de falar para que transformam o processo de aprendizagem uma coisa mais leve. Rúbia, muito bem. Agora 8:39. Eh, a produção tá avisando que nós já temos perguntas, né? Então, a a população, pelos nossos telespectadores, aquele bom dia especial para você que está acompanhando, né, o nosso estúdio Câmara nesta segunda-feira pós feriado prolongado. Pessoal que saiu, que viajou, agora já tá de volta, todo mundo na caixinha de novo. Vamos lá, segunda-feira, semana vai ser maravilhosa e a gente já começa, então, eh, com as perguntas, né? Vamos lá. Olha só, eh, Giovana, a gente tem a participação do Lucas, do Cambuí. Ele diz assim, ó, tenho dificuldades de concentração mesmo quando estou interessado. Isso pode estar ligado a algum transtorno ou é só um problema de foco, Giovana, o Lucas do Tambí tá com a gente e perguntando se ele tem aí um eh eh um problema de foco ou isso, essa dificuldade que ele tem pode estar ligado a algum transtorno. Bom dia, Lucas. Lucas, eh, eu não sei a tua idade, provavelmente você deve ser um adolescente. Eh, a quanto tempo você tem que parar para analisar há quanto tempo essa dificuldade de concentração eh está você está sentindo dificuldade. Então tudo isso a gente pode conversar, analisar e de repente você precisa procurar mesmo especialista, porque existem dois caminhos, Lucas, a gente fazer um estímulo pro teu cérebro, onde você pode exercitar esse estímulo para que você consiga ter foco e atenção, mesmo gostando, né, tendo aí uma preferência paraa matéria ou de repente tomar uma medicação que normalmente os neurologistas, neuropsicólogos, auxiliam. Eh, eu quero deixar muito claro que eu sei que muitas pessoas não gostam da medicação e eu também acho que a gente não parte de início para isso, mas existe essa possibilidade, Lucas, então eu não sei tua idade, mas se você quiser conversar comigo, estou super eh aberta, é só você me procurar. Depois a TV câmera pode compartilhar meu contato com você ou você acessa a minha página no Instagram e a gente pode conversar. Mas é muito fácil eh a gente trabalhar com a questão da concentração para que você ficar mais leve com isso, tá certo? 8:42. Se tiver mais perguntas, pode mandar, produção. A gente agradece você que está participando com a gente, né, mandando aí a sua pergunta ou o seu depoimento. A Talita do Jardim Proença, ela diz assim: "Govana, a escola do meu filho acha que ele está atrasado, mas nunca indicaram especialista. A partir de que ponto a família deve intervir? Estranho a escola falar que o a criança está atrasada. Esse termo é bem bem antigo, se a gente for parar para analisar, né, Giovana? Uhum. Uhum. Eh, na verdade assim, eu não sei a idade do filho, mas independente de ser criança ou adolescente, eh, o que é ser atrasado, né? A gente acabou de falar que as crianças e os adolescentes têm maneiras diferentes de aprender e a gente tem que respeitar o ritmo de cada criança. Então eu diria para você, Talita, eh você em casa vai observar nas tarefas de casa como que o está o rendimento dele nas tarefas de casa. ele consegue fazer com autonomia a partir da idade que de 9, 10 anos já consegue ter uma autonomia. Mas se ele for mais novo que isso, com certeza ele vai precisar do seu apoio. E tem crianças também com idade de 10 anos em diante também precisa da de apoio, precisa do pai e da mãe do lado. Então tem nes questões. O que é ser atrasado, né? A criança não tá lendo, a criança não consegue escrever. Ah, mas ele reconhece todas as letras do alfabeto. Reconhecer todas as letras do alfabeto não quer dizer que é uma criança ortográfica. E o que é ser uma criança ortográfica? É ela dominar, decodificar todas as as palavras, sons, né? Fonemas e grafemas. Então tem eles questões. Então fica assim, a escola ao falar que usar, né, esse termo atrasado, eles deveriam sugerir sim uma investigação. Então eu deixo aqui é um convite para você procurar sim uma especialista da sua confiança para que faça uma investigação e que possa ajudar o seu filho o quanto antes. Porque quando eles ficam tendo mais idade e indo pro pro fundamental um ou dois, isso gera um desconforto muito grande para ele. Então mexe com o emocional. Então tem crianças, por exemplo, que fala errado, então precisa da ajuda de uma fono, nes questões. Então eu precisaria entender o que seria esse atrasado. Muito bem. Mas a família já pode se intervir, né, e buscar o atendimento especializado para poder fazer uma compensação. Porque se você parar para pensar, essa criança também ela ela ela sente a dificuldade. Ela pode não se expressar, mas ela sente a dificuldade e isso vai acaba retraindo a criança. Me corrija se eu tiver errada, né? E e com essa eh essa vergonha que a criança ela vai tendo, porque os amiguinhos eles estão se desenvolvendo e, né? Se a escola diz que ela está atrasada, então os amiguinhos estão à frente. Será que esse esse esse atraso dito pela escola, isso também não retrai a criança e não pode desenvolver nessa criança outras situações que precisem de um apoio psicológico, né? A criança ela vai ter aí eh uma tristeza. Essa tristeza pode gerar uma depressão. Essa depressão pode gerar outras situações, crise de ansiedade, crise do pânico. E aí, qual é o desenvolvimento dessa criança pra juventude e pra fase adulta? Então é bom a gente se atentar, né, Geovana, e explicar que tudo acontece lá na infância e que essa questão aí de um atraso pode acarretar muitos outros problemas que não seria só, no caso um atraso. A gente tem que se atentar muito nessa situação. Você concorda comigo? Eu concordo com você porque assim, às vezes o primeiro passo é só acolher Uhum. a dificuldade, a gente acolhe essa dificuldade, a gente não julga, então a gente precisa entender. Então eu passo para essa família um convite para entender a causa desse atraso que é mencionado pela escola, se é algo emocional, se é algo neurológico, se é algo pedagógico. E dentro disso a gente organiza uma rotina, né? eh, usos de recursos, de atividades prazerosas e a gente vai fazendo toda a diferença para que essa criança aprenda. É. E a gente tem que a gente tem que entender, Rúbia, que na infância o cérebro tem uma alta plasticidade, então o aprendizado ele é mais rápido, mas e ainda ele constrói ainda mais rápido. Então não deixa para fazer isso lá na frente. Vá o quanto antes a um especialista. É isso mesmo. E quais os comportamentos assim que a gente pode eh já eh se atentar, né, que a gente tá falando aqui de dificuldade no aprendizado. A gente falou que o adulto também tem dificuldade no aprendizado, mas isso pode começar lá na infância. a gente fala da escola, né, o papel da escola na detecção precoce dessa dificuldade de aprendizado. A gente fala do papel do neuropsicopedagogo, do neuropsicólogo, enfim, desses profissionais que podem ajudar eh na melhoria dessa situação. Agora, a gente fala também eh da questão do TDH, que hoje em dia ele tá, eu acho que tá muito aumentada, né? e as pessoas precisam entender o qual que é a diferença eh de TDH, de dislexia quando a gente fala de aprendizado. Então, eh TDAH e dislexia, quando que a gente acende um alerta que nós estamos lidando com essa situação e não uma simples dificuldade no aprendizado? Rúbia tem uma série de de características e sintomas, né? Então assim, a criança que procrastina, a criança que normalmente os pais falam assim: "Você tá preguiçoso, você é preguiçoso", né? A criança que ela de alguma maneira se mostra desorganizada, né? com o a mochila, com os materiais da escola, tem atividades incompletas, não faz a tarefa. Eh, e o pai e a mãe de alguma forma não supervisiona isso, né? Uhum. E aí bota a culpa na criança. Então a gente tem que tomar um cuidado porque a criança ela é criança e os adolescentes em em algumas idades, a gente precisa estar perto. Eles eh quando os pais falam assim: "Ah, é a sua única responsabilidade é estudar". Sim, a única responsabilidade é estudar, só que eles também precisam de um adulto por perto e normalmente os pais, né, ou algum responsável que eles têm um vínculo muito grande. Então, o os sintomas do TDAH, procrastinação, desorganização, eh falta de atenção, falta de concentração, tem crianças que são hiperativas e impulsivas. Então, TDH, o H é aquela criança que precisa tá em constante movimento, não consegue parar, tá na cadeira, as pernas ficam mexendo o tempo todo, tem a necessidade de levantar, falar, eh, você tá fazendo uma atividade falando de daquele assunto, ela quer falar de outro assunto. Então, tem nes questões, né? A dislexia é uma é uma dificuldade entre leitura e escrita, que a criança ela faz a leitura de uma eh quando ela vai ler ã estrela, ela lê escada, né? Então ela ela faz uma leitura do que ela acha, ela não tá fazendo a leitura da palavra. Então tem n sintomas, nes e a gente tem que achar a causa. Muito bem. E para você encontrar a causa disso, você precisa estar atento aos sinais em casa, né, com a ajuda também eh eh do ambiente escolar e procurar um profissional especializado para que você possa eh tratar e, claro, acolher a sua criança para que ele possa se tornar aí um adulto bem resolvido, né? Quantos adultos a gente percebe, a gente vê que não tiveram o tratamento quando criança, principalmente na nossa época, né? Antes é, ah, vai estudar, menino, você tá com preguiça, né? Não aprendeu por a professora tá ensinando. Daí a criança fala: "Poxa, mas eu eu eh tento, presta atenção, mas não tô aprendendo". e há um tempo atrás isso não era visto eh com eh essa atenção que nós temos hoje. Então, é importante a gente se atentar para essa situação e também do cuidado, né? Você sabe que de acordo com a Datafolha, a ansiedade escolar ela já é realidade, né? 40% dos adolescentes relatam sentir ansiedade ou medo em ambientes de prova. Então, é importante a gente eh prestar atenção nisso, né? tá com medo da prova, tá com ansiedade e isso é uma grande realidade. E essa ansiedade e esse medo é por conta de repente da de de da pessoa não ter autoconfiança ou também ter passado por um processo aí de dificuldade no aprendizado que não foi detectado e ela cresce e quando chega na fase de um Enem, quando chega na fase aí de um vestibular, ela sente a ansiedade, o medo e isso pode sim interferir, né, na qualidade da que ela vai executar essa essa prova. De repente tem muitas pessoas aí que elas têm uma inteligência aguçada para um português, para uma geografia, para um tipo de aprendizado, mas chega na matemática, ela trava. E isso não foi trabalhado antes e aí isso perdura pra vida. A pessoa acaba tendo dificuldades na prestação de concurso ou então fazer algum tipo de prova que pode elevar ela para um outro nível, né? Isso é importante a gente estar atento nessa fase em que as crianças mostram os sinais, né, Giovana? mostram mostram muitos sinais e e eu queria deixar assim um recado muito para todas as famílias que estão me ouvindo agora, né, que a dificuldade de aprendizagem não é uma preguiça, nem a falta de capacidade. Então eu deixo aqui um convite para vocês olharem com mais empatia, com mais paciência e atenção pro filho de vocês, né? Todos nós temos um jeito único aprender. E tudo bem, né? Não entender de primeira. Eh, aprender exige aí um tempo, uma jornada, um caminho. Então, assim, seja criança, seja adolescente ou adulto, com apoio certo, com respeito ao tempo de cada um, com estratégias adequadas, é possível separar obstáculos e redescobrir o prazer por aprender. Então vamos acolher essas dificuldades e valorize os pequenos avanços dos do seu filho, da sua filha. Muito bem. Agora, Giovana, a produção tá falando, tem mais perguntas. Antes da pergunta, produção, me veio aqui eh um start aqui, a internet, né? Na nossa época, quando eu tenho mais 40 só 40 mais, então não tínhamos internet, né? Eh, hoje nós temos aí uma velocidade na informação, é tudo muito rápido, é as crianças passando, subindo e descendo, rolando story feed e tal. Essa tecnologia que nós temos hoje, essa velocidade da informação, ela interfere quando a gente fala sobre o tema do nosso programa de hoje, que é dificuldade na aprendizagem, ou ela ajuda? Qual que é o equilíbrio entre tecnologia, velocidade de informação e a dificuldade na aprendizagem? Tem alguma conexão? Uhum. Rúbia, você falou uma palavra essencial, equilíbrio. Aonde está o equilíbrio da tecnologia com o aprendizado? Então, tudo precisa ter um equilíbrio, né? sem excessos e sem a falta. Então, eh, achar o equilíbrio. Então, os pais hoje já eh muitos chegam aqui, fala: "Porque meu filho fica muito tempo no celular, o que que eu faço?" Gente, quem é o adulto da relação? O os pais precisam colocar um equilíbrio inclusive neles, porque a justificativa é que eu trabalho com isso aqui. Eu trabalho com isso aqui, é o meu trabalho, OK? Só que o seu filho consegue perceber o quanto você fica nesse aparelho e o que você está navegando, se realmente é um trabalho. Então hoje pras crianças, pros adolescentes, as informações elas estão ai gente, perdemos o contato com a Giovana, caiu a nossa A gente vai tentar novamente, né, a o nosso contato com ela pra gente poder seguir o nosso estúdio Câmara desta manhã de segunda-feira. Nós estamos aqui, gente, falando sobre a dificuldade eh no aprendizado, né? Você tem dificuldade para aprender? Você sabe que nós temos informações, né, de pessoas que elas têm dificuldade de aprender um inglês, pessoas adultas hoje que entram em uma escola, buscam, né, o conhecimento e querem aperfeiçoar uma língua estrangeira, mas elas têm dificuldade de aprender. Tem nos relatos, tem colegas que dizem que tentam, mas não conseguem. E a gente percebe que cada um, é como a Giovana falou, né? Cada um tem uma forma de aprendizagem, né? uma forma de aprender. E sim, eh, existe dificuldade, mas também existe um distúrbio, existe um transtorno, que isso precisa ser cuidado, que precisa ser diagnosticado. E para isso você tem que estar atento aos sinais, tanto da criança quanto do adulto. e também, claro, procurar um profissional que vá fazer o diagnóstico e traçar um caminho para que você percorra aí eh um caminho que melhore o seu cognitivo, o seu sistema de aprendizado. Nós estamos conversando com você que tá aí do outro lado. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia, a sua participação. Muita gente participando conosco, né? A produção tá tentando o contato com a Giovana. Eu espero que a gente consiga pra gente poder terminar, pra gente poder eh conversar com ela e ter termos algumas dicas de como nós devemos fazer para que a gente melhore a questão do aprendizado, que hoje é tão importante. Agora 8:58, estúdio Câmara ao vivo para você aqui na TV Câmara Campinas. Quero lembrar que hoje a partir das 6 da tarde nós temos reunião ordinária no plenário José Maria Matozinho. E você sabe que a reunião ordinária ela é aberta ao público e você pode participar e você para participar é só chegar lá, é só chegar no no legislativo campineiro, tá certo? E você vai eh participar da reunião. Você chega lá, entra pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, a entrada principal da Câmara do Legislativo já está aberta, foi reformada e já está aberta novamente, né? Então você entra pela Avenida Engenheiro Roberto Mes 66, bairro Ponte Preta, pode chegar lá 10 paraas 6 da tarde e aí você já entra lá, conversa com o pessoal e fica e participa da reunião ordinária, que é muito importante, gente. Lá são debatidos projetos, são votados projetos que se aprovados vão para a sanção do prefeito e que podem sim fazer a diferença na vida do de todo o município. Então é importante você participar da reunião ordinária hoje às 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Se você não puder participar, pode assistir aqui pela TV Câmara Campinas ou então você pode assistir através do nosso YouTube da TV Câmara Campinas. Inclusive esse programa, o Estúdio Câmara e Todos ficam no YouTube e você pode compartilhar com seus amigos e familiares. A Giovana está de volta. Fiquei muito feliz que a gente conseguiu a conexão com você de novo, viu Geovana? Que legal. Muito bom. Eu falei: "Ah, não, não posso perder a Geovana, a gente precisa saber mais". Claro, o nosso tempo é é um tempo escasso, né? Nós temos aí uma hora de programa, mas esse nosso bate-papo diário é um bate-papo que leva informação paraas famílias, né? Para as pessoas que estão em casa. E hoje a gente tá falando dessa questão muito importante que é a dificuldade no aprendizado, que pode sim ser uma dificuldade que pode ser eh resolvida, né? é um simples eh eh melhoria de atenção, mas também que pode ser algo que precisa ser resolvido em consultórios, como estávamos falando da dislexia e também do TDH, né? E agora a produção avisa que tem mais perguntas na tela. Agora 9 horas da manhã pontualmente a gente vai até umas 9:10. Então vamos lá respondendo a Carla do Taquaral. Quando a ansiedade atrapalha a aprendizagem, o que vem primeiro? Tratar o emocional ou adaptar o ambiente para facilitar o estudo? Há uma pergunta complexa para mim, mas para você que é uma profissional especialista no assunto, vamos lá responder a Carla do Taquaral, por favor. Carla, eu diria para você as duas coisas, tá? a gente tem que trabalhar em conjunto a com os multidisciplinares, né? Então eu posso ajudar a criança com a falta de atenção, com a dislexia, concentração e tudo mais, mas eu também preciso de um psicólogo para tratar o emocional. Então, estar casado é uma engrenagem, entende? Precisamos estar junto. Então assim, não é primeiro eu cuido do emocional e depois do cognitivo. Não, eu vou cuidar dos dois juntos ao mesmo tempo. E se você já observa isso, vá atrás, te ajuda. É importante. Muito bem. É, é sempre, né? Se você observa isso, vá atrás de ajuda. É isso que a Giovana fala para você que tá aí do outro lado, que está prestando atenção e está vendo que tem algo errado. Então, busque, busque sim ajuda de um profissional o quanto antes, porque é tão bom isso. É, é bom a gente saber que tem pessoas especializadas que podem nos ajudar em nosso problema. Aí o pessoal fala assim: "Ah, vou tomar medicamento". Você já parou para pensar que tem muita gente que ela eh eh não aceita, né, Giovana, tal da medicação, né? Mas olha como é importante a gente saber que tem uma medicação que pode te auxiliar. E essa medicação ela não é pro resto da vida. Tem situações que você toma medicação por um tempo e você consegue resolver a situação e continuar o caminho sem a medicação. Então por isso é importante é a interferência de um profissional. Vamos lá. Tem mais eh perguntas pra gente, produção? Tem. Se tiver, manda aí. Vamos lá. Alô, Vinícius, pessoal do Barão Geraldo, muito bom dia. O Vinícius, Giovana pergunta assim, ó: "Na fase adulta, é possível desenvolver transtornos de aprendizagem ou eles surgem mesmo apenas na infância?" E aí, Vinícius, que pergunta boa. Você sabe que os adultos eles só conseguem eh esse diagnóstico agora, porque antigamente já existia. é que antigamente não tinha, não existiam esses nomes. Eh, a ciência ainda não tinha, né, esse essa condição de perceber os transtornos, as dificuldades. Existiam outra linguagem para isso que eu tenho nem gosto de falar muito sobre isso, como que era antigamente, mas os adultos aparecem aqui para mim, eh, adolescentes de 17, 18 anos. Sim, porque começam a aparecer o quê? Eles não têm sucesso no trabalho, eles não conseguem se relacionar socialmente. Então eles trazem alguns algumas características, sintomas que a gente já vai diagnosticando, orientando e até fazendo um trabalho com psicoterapia, porque é importante, né? E e quero dizer já falando um pouco da medicação, que a medicação ela não trata a causa, ela só vai na dorzinha lá, ela mascara, entendeu? A gente precisa mesmo eh dessa consciência trazer paraa sua consciência. a gente já vai tratando aqui no fisiológico, neurológico. É claro que a medicação, para alguns casos, é necessário e a gente não vai discutir sobre isso, mas existem diagnósticos que já vem da infância, ou é hereditário ou é genético. OK? Poxa, né? É importante a gente essa sua fala para que a gente saiba, né? saiba como lidar com essa situação de dificuldade de aprendizado, que eu acredito que todo mundo, acho que eu não sei, mas eu acredito que a maioria das pessoas, 90% das pessoas têm dificuldade em algum momento da vida quando a gente se refere a aprendizado. Eu vou falar, eu matemática me judia de uma forma e todo mundo que me conhece sabe, né? Eu passei, estudei, fiz faculdade, enfim, mas a matemática eu ia na média, eu ia na média, eu não conseguia eh eh ser boa em matemática. E hoje eu tenho essa frustração. Eu não aprendi matemática da forma que eu acredito que deveria aprender. E aí eh acho que todo mundo passou por uma situação dessa na infância e que trouxe paraa vida adulta, né? Então, é por isso que a gente precisa sim trazer à tona esse assunto de dificuldade de aprendizado e deixar um pouco normal, né? Você pode sim ter dificuldade. O que você não pode é deixar essa dificuldade na caixinha, tem que trazer pro mundo, né? E e levar isso eh paraa ajuda de profissionais especializados que vão poder te direcionar, tá certo? Então, se você tem dificuldade de algum momento da sua vida aí de aprender alguma coisa, poxa vida, vamos lá, né? Vamos em busca, vamos tratar. Eu falo para você isso, mas eu tô falando isso para mim também, porque também tenho dificuldade de aprendizado, sim, né? Eu sou jornalista, adoro português, adoro buscar informação, gosto sim, só que daí a questão da matemática me trava e é uma dificuldade que eu tenho. E é por isso eu tô dizendo isso para que você eh se sinta acolhido e para que você entenda que isso pode acontecer com você também, porque acontece com muita gente, né, Geovana? Sim. E você não precisa ser bom em tudo, né, Rúbia? Isso. É por que que você precisa por que que nós temos que ser bom em tudo e o tempo todo? né? Então, a gente tá constantemente aprendendo. A vida é aprender, é uma aprendizagem. Então, eu estou aprendendo constantemente. Quem me disse que eu, Giovana, que sou formada em neurociência e psicopedagoga, eu parei de estudar, né? O estudo não para no diploma, ele é constante, ele segue. Então, a criança e o adolescente, o adulto também. e o quanto eu aprendo com cada criança e com cada adolescente também. Isso é muito importante. Então, pessoal, dificuldades, transtornos, não mede inteligência, ok? Nós estamos falando de dificuldade e transtorno, nós não estamos falando de paralisia, eh, nós não estamos falando nada disso, a gente tá falando de dificuldades. Então, isso não quer medir eh inteligência. A gente só está aqui para fazer que você use cada vez melhor a sua inteligência. É isso. Maravilhosa, né? E é isso. A gente aprende todos os dias. Esse programa Estúdio Câmara é um aprendizado constante. De segunda a sexta a gente traz aqui informações que eh melhoram, né, a nossa a nossa qualidade de vida, sabe? Porque nós conversamos de temas que às vezes você não consegue conversar com outras pessoas e a não ser dentro de um csulum. com o consultório. E aqui a gente traz e a gente aprende junto com você que tá aí do outro lado, graças a esses profissionais que a gente consegue, né, com que eles venham e e e nos repassem, nos compartilhem com a gente as informações. 9:08. Vamos lá, mais uma pergunta, então, acho que mais uma pra gente encerrar. Produção, vocês que mandam. Vamos lá, então. Pode mandar pra gente. O Vittor da Vila Teixeira. Bom dia, Víor. O que pode causar desgrafia? Há um tratamento ou exercícios específicos para ajudar criança com esta dificuldade? Vamos lá então, Giovana. Sim, Vittor. Desgrafia. Que pode causar a desgrafia? Não é não é o que pode causar a desgrafia, né? Então a desgrafia ela já é, né? Então, a criança que tem dificuldade na escrita, ela tem a letra toda tremida, que às vezes o profissional na escola fala que é uma questão de coordenação motora. Sim, também, mas a gente é uma investigação um pouquinho além antes de fechar esse diagnóstico. Ah, existe exercícios para que essa desgrafia vá vá eh deixando de ser desgrafiada. Sim, também isso tudo em consultório, Vítor. Então, assim, falar de disgrafia, muitas vezes existem casos e casos, tá? Mas é assim, não conhecendo o seu, mas existem sim exercícios, existem jogos, existem eh até um condicionamento, né, uma orientação com terapeuta ocupacional. A gente precisa estar tudo junto, psicopedagoga, terapia ocupacional pra gente trabalhar junto com essa criança que apresenta a desgraça. Muito bem, agora 9:10. Ô, Giovana, a gente tá encerrando o programa de hoje, né? A gente tá iniciando a semana, encerrando o primeiro programa da semana e assim eh em um bate-papo tão gostoso, algo muito informativo, né? sobre essa questão de dificuldade no aprendizado, que é algo mais comum que a gente pensa, mas que precisa sim ter aí uma atenção especial. Então, eh, eu gostaria de agradecer a sua participação, a disponibilização do seu tempo para estar com a gente aqui ao vivo no nosso estúdio Câmara e deixa uma dica, né, para as pessoas que estão nos assistindo ou que vão nos assistir depois aqui no YouTube também, porque nós estamos no YouTube e assim eh eh agradeço imensamente a sua participação e a contribuição com informações preciosas pra gente. Eu que agradeço, Rúbia. pelo convite de estar com vocês aqui, falar de um assunto tão importante para as famílias, né, pra gente acolher essas crianças. Bom, o recado que eu quero deixar aqui para todas as famílias é: tenham cautela, paciência, eh procure a especialistas que podem orientar vocês. Eu sempre disse isso, quando eu ganho uma criança, eu ganho uma família junto. E todas as orientações que eu faço com a criança ou com o adolescente dentro de um consultório, eu faço uma orientação parental. O pai e a mãe também precisa saber lidar com esses conflitos dentro de casa. Então assim, eu sozinha não consigo fazer uma mágica, certo? Então eu preciso que todos estejam juntos nessa engrenagem, eu, a família e a escola. Então é muito importante que vocês tratam isso, isso também com naturalidade, de uma forma muito leve. E por favor, não fique falando das questões negativas com as crianças. Trate isso de uma forma natural. Quem aqui não tem dificuldade de alguma coisa, né? Então é isso, eu estou à disposição de todos vocês, é só entrar em contato comigo. E só para fechar uma questão eh do da tecnologia que caiu a conexão, nós temos a tecnologia ao nosso favor. Somos nós que temos que colocar eh limite e o equilíbrio, como a Rúbia disse. Como que é esse equilíbrio? A tecnologia ela não é ruim, ela está ao nosso favor. No entanto, que eu estou aqui falando com vocês, só que eh é o tempo que eu uso da tecnologia, o tempo que eu fico vidrado nessa tecnologia. É isso, pessoal. Eu agradeço você, Rúbia, a toda a equipe e com certeza podemos nos encontrar mais vezes para falar de outros assuntos. maravilhosa. Muito obrigada pela sua participação. Essa foi a neuropsicopedagoga e psicopedagoga clínica Giovana Beltramine Goldmit, que esteve com a gente nesta manhã de segunda-feira falando de dificuldade no aprendizado. E amanhã é terça-feira, gente, vamos falar sobre o poder. O poder ele eleva ou ele transforma? Quando alguém chega ao topo, o que muda? O ambiente ou a mente? No estúdio Câmara de Amanhã, então, a gente vai falar sobre o ego, o abuso de autoridade e os efeitos do poder sobre o comportamento humano. Você já viu aquela frase assim, dê poder para o homem, né? Para ver até onde ele vai. Então é sobre isso que nós vamos conversar com especialistas nesse assunto amanhã ao vivo aqui a partir das 8 da manhã com o nosso estúdio Câmara. Gente, vamos encerrando então agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que meio-dia temos Câmara Notícia trazendo informações do Legislativo Campineiro e também da nossa metrópole. E não esqueça, né, programação da TV Câmara Campinas, produzida pelos profissionais do grupo Mais Comunicação, trazendo informação, entretenimento para você. Olha, é uma uma diversificação de eh temas que eu tenho certeza que você vai adorar. Então, fique ligadinho com a gente durante todo o dia. Tem muita coisa boa saindo para você aqui na TV Câmara Campinas. Valeu, beijo grande mais uma vez, Giovana, nosso muito obrigada. Valeu produção, valeu pessoal de casa e continue ligadinho TV Câmara Campinas. Amanhã a partir das 8 da manhã nós voltamos com mais uma edição do Estúdio Câmara ao vivo para você e vamos falar sobre o poder. Tem depoimento? Já vai e escrevendo aí, deixa prontinho na ponta da agulha para mandar pra gente amanhã. Valeu, combinado, gente. Fica com Deus. Beijo grande. Ótima segunda. Uma excelente, extraordinária semana para todos nós. Tchau, tchau. Até amanhã. [Música]