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Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo. Estamos começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje já é quinta-feira, dia 24 de julho. E você como está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. E o assunto de hoje é saúde, prevenção e qualidade de vida. Nós vamos falar sobre a dieta da mente, um plano alimentar focado em nutrientes específicos para a saúde do cérebro. Isso mesmo. Estudos mostram que uma alimentação adequada pode reduzir em até 53% o risco de desenvolver Alzheimer, a forma mais comum de demência na velice. E como os sinais dessa doença começam 20 a 30 anos antes do diagnóstico, o cuidado com o cérebro deve começar o quanto antes. Estima-se que uma a cada cinco pessoas com mais de 65 anos já apresente algum grau de comprometimento cognitivo leve. e um em cada sete seja diagnosticada com demência. Ainda que nem sempre se saiba exatamente a causa, fatores de estilo de vida, como o que comemos, por exemplo, pode aumentar ou reduzir esse risco. E é sobre isso que nós vamos conversar hoje com três especialistas. Nós já estamos recebendo aqui nos estúdios uma nutricionista clínica, também é um psicoterapeuta. E depois do break nós vamos receber pelo Zoom a médica nutróloga. Esse time vai nos ajudar a entender os benefícios dessa dieta para o corpo e principalmente para nossa mente. E você aí de casa, como é que você tá? Como é que você acordou hoje? Participe conosco, mande pela mensagem, mande mande o WhatsApp pra gente a sua mensagem, tá? Tá aí na tela o WhatsApp. Eh, conta para nós, você já ouviu falar dessa dieta da mente? Você já tentou seguir e aí funcionou? O que que você sentiu de diferente, né, nessa dieta? Vamos lá, 199729. 3776, manda pra gente a sua mensagem porque nós vamos conversar com você em instantes e vamos também de repente responder aí as suas dúvidas sobre a dieta da mente. Vamos às manchetes do dia. Veja, na véspera do reembolso, mais de 700.000 aposentados já acionaram INSS. Vítimas da fraude bilionária serão reembolsadas a partir de hoje, quinta-feira, tá? para aderir o acordo com o governo. Você pode eh ir até dia 14 de novembro. Então fique atento. O Globo STF ouve ex-assessores de Bolsonaro e ex-chefe da PRF em nova fase de interrogatórios. A Gazeta de São Paulo. O trem intercidades que ligará Campinas a São Paulo, poderá ter três classes de serviços, assentos marcados, além de um vagão destinado à alimentação. Esses foram os destaques para você que nós trazemos sempre, né, todos os dias de segunda a sexta aqui no nosso estúdio Câmara. E agora a previsão do tempo. Não sei se você notou, mas tá ventando, né? Hoje o dia amanheceu com a ventania e parece que é um pouquinho mais frio que ontem, mas de acordo com a previsão do tempo, hoje teremos aí um dia de sol entre nuvens. Mínima foi de 13, máxima de 25º, tá? E atenção, o clima está bastante seco, então a indicação é que você beba bastante água e evite atividades ao ar livre nos horários de pico do sol, tá certo? Muito bem, agora vamos ao nosso tema central. A gente fala de dieta da mente e tem um livro, gente, tem um livro da dieta da mente. O neurologista David Permuter revela, só um pouquinho, gente, por gentileza, eh revela que alguns alimentos podem afetar negativamente a saúde cerebral. Segundo ele, esse tipo de alimentação pode estar relacionado às condições como demência, TDAH, epilepsia, enxaquecas, depressão e até redução de libido. desenvolvido em 2014 por pesquisadores que estudaram o declínio cognitivo, a dieta da mente combina elementos da dieta mediterrânea e mostra que o destino do nosso cérebro não está apenas na genética, mas sim no que a gente coloca no nosso prato. Você acredita nisso? Eu tive que estudar e eu tô lendo aqui para você porque eu achei muito interessante e nós trouxemos algumas pesquisas que no decorrer do programa a gente vai repassar porque é muito legal. Eu fui estudar para tentar entender sobre isso, para conversar com os nossos profissionais convidados que já estão com a gente aqui no estúdio. Quero dar as boas-vindas a Gabriela Martinez, nutricionista clínica. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Um tema bem diferente que eu tenho certeza que vai de encontro com a nossa necessidade que é a nossa saúde física e saúde mental. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada, né, pelo convite. Com certeza esse tema muitas coisas pra gente agregar para tirar a dúvida aí do pessoal de casa. Muito bem, maravilha. Você já viu, né? temos aqui uma nutricionista vai explicar pra gente e daí de repente também passar aí alguns alimentos que a gente pode utilizar para dar uma minimizada, né, nessa nessa questão aí da saúde, porque a gente sabe que glúten, eh a gordura, né, esses produtos embutidos não fazem tão bem assim. Pode ser gostoso, mas a gente vai conversar sobre isso, tá? E com a gente também pra gente poder colocar tudo alinhado, tá? tanto a saúde física quanto a saúde mental. Nós temos o Mateus Chavasco Tomas Oli, ele é psicoterapeuta, ele é especialista, né, em transtornos de humor e terapia cognitivo comportamental. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúber. Prazer todo meu. Prazer, Gabriela, estar aqui e poder divulgar o meu trabalho, trazer à luz o conhecimento da psicologia. Eh, também tenho formação em educação física e espero poder desmistificar muitas coisas que a população ouve em internet, Instagram, que hoje tem certo terrorismo eh na parte nutricional, né? Porque nós vivemos uma polarização do conhecimento. Afinal de contas, isso já existe, sempre existiu, mas hoje com a divulgação das informações, ah, os pingos podem sair fora dos ISIS. Então, espero tá contribuindo pro pessoal aí que tá assistindo, tá? E vamos embora. Vamos embora, né? Vamos embora. Você de casa. Vamos embora. Estamos no ar. Vamos falar da dieta da mente. Gabriela, explica pra gente. Então, eu falei alguma coisa aqui, mas explica pra gente essa dieta da mente, o que que é e por que ela está associada a um cérebro ã de até 7 anos mais jovem. É o que dizem as pesquisas. É isso mesmo. É isso mesmo, né, Rúbia? A dieta da mente, ela é uma eh mistura da dieta mediterrânea com a dieta dash, né? A dieta mediterrânea é uma dieta já muito conceituada, muito saudável, né? onde preza-se eh consumir alimentos eh mais naturais, gorduras boas, alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes. E a gente sabe que isso é excelente pra saúde do nosso cérebro, não só do cérebro como do, né, nossa saúde, eh, por inteiro, né, mas sim é uma dieta já, eh, comprovada cientificamente, que traz benefícios, né, paraa nossa saúde cognitiva, nossa saúde mental, melhora da memória. Com certeza aderir uma alimentação eh com essas premícias auxilia muito na prevenção. Nossa, que bom, né? Que bom a gente saber disso. Agora vamos completar aí eh corpo s, mente sã, dieta da mente e a psicologia, elas podem, Mateus, caminhar juntas na promoção da saúde cerebral e do bem-estar emocional? sem menor soma de dúvida e isso sempre aconteceu. Aliás, eu gosto muito de mente sã e corpo sã porque eh muitos profissionais de educação física não tinham escutado esse conceito que ele pode ter vindo com mais ênfase do Oriente. Uhum. Perfeito. Então, com o passar das eras, o conhecimento da humanidade, que é uma forma integrativa de se ver o homem, de se perceber no mundo, ele foi quebrado por algo talvez institucional, filosófico. Então, eh, precisamos integrar tudo, né? Eh, como é que nós vamos viver sem o ambiente? Nós somos o próprio ambiente, então tudo está interagindo o tempo todo. Exatamente. E inclusive a mente, né, e o corpo. E a gente precisa, às vezes, a gente fala muito de saúde mental, mas a gente não pode esquecer da nossa saúde física também, porque está tudo alinhado, né, interligado e a gente precisa cuidar dos dois, né? Não tem como. Com certeza. Vamos lá, gente. Olha só, tem um comentário para trazer para vocês, um dado alarmante. Um estudo publicado na revista Natura e Medicine estimou que até 2060 o número de adultos diagnosticados com algum tipo de demência nos Estados Unidos deve dobrar, que isso, hein? E atingir 1 milhão de pessoas. Mas a boa notícia é que há formas de prevenção e a alimentação é uma delas, né? Então, Gabriela, quanto mais a gente fica velho, mais a inflamação ocorre no nosso cérebro e no nosso corpo. É isso que eu descobri pesquisando para poder fazer esse programa de hoje. Então, quais os riscos da neuroinflamação? O que que acontece, né, com a gente quando a gente vai envelhecendo? Por quê que quando a gente envelhece, mais o tempo vai passando, mais a gente vai ficando inflamado. Isso, né? E os riscos dessa neuroinflamação é de fato de aumentar a probabilidade de desenvolver essas doenças, né, como o Alzheimer, eh, a perda de memória, a demência da velice, né? E se você tem uma alimentação aliada a essa prevenção, você pode, de fato reduzir o percentual de desenvolver essas doenças. E falando, trazendo um pouquinho sobre quais alimentos, né, que o pessoal de casa deve est muito curioso, é a gente ter uma alimentação focada, por exemplo, em consumir gorduras boas, como fontes de ômega-3, dando exemplo os peixes, né, as sementes, tem uma alimentação mais naturales, as frutas vermelhas, os vegetais verdes escuros também são excelentes. Falando um pouquinho de carboidrato, é só a gente consumir e preferir os carboidratos integrais, né, os cereais integrais, que são ricos em fibras, em vitaminas do complexo B. E a ideia é a gente reduzir o consumo desses alimentos mais eh pró-inflamatórios, que são os embutidos, os alimentos ultraprocessados, excesso de farinha branca. Mas veja bem aqui, excesso, né? Não significa que nunca você pode consumir. A ideia, né, Rúbia, é a base alimentar ser saudável e ser anti-inflamatória, né, e pontualmente entrar um alimento ou outro. Eh, mas ã entre aspas, aquele alimento que todo mundo gosta. Exato. Exato. Falando equilíbrio, a gente fala com Mateus, né, Mateus? A gente precisa equilibrar. Agora, como é que a escolha dos alimentos e até a forma com que a gente come, ela pode impactar na nossa saúde mental? Isso é impressionante, né? Mas pode, pode sim. Eh, isso é muito amplo, tem que ser discutido cuidadosamente. Então, vai lá. A Gabriela deu a linha aí falando de alimentos eh eh pró-inflamatórios. a bipolaridade, que é um, não é tanto, é um transtorno de humor, mas na verdade é um quadro que reverbera no humor, é um processo pró-inflamatório sistêmico e genético. Então, o meu corpo está propenso a inflamar, ele é a favor da inflamação. Ah, perfeito. Na nutrição discute-se eh sobre mal e bom também. Outra coisa polarizar é difícil. Eh, mas vamos tentar trazer pra linguagem aqui, né? A nutrição trabalha sobre alimentos mais nutritivos e menos nutritivos, não trabalha sua perspectiva de mau e bom. Sim. Então, os alimentos têm mais eh alto índice glicêmico combinado com gorduras ao longo da semana, todos os dias vão te trazer obesidade, mas não significa que você não pode comê-los, né? Eh, reforçando o que a Gabriela acabou de falar. E então eu devo evitar esses alimentos no qu, no caso tem uma genética que é a favor da inflamação. Então não é o alimento que faz mal, é a obesidade que vai inflamar o corpo. Fez sentido o que o que eu acabei de dizer? Mas todo mundo assiste uma notícia e já vai generalizar. O sal faz mal, leite faz mal, leite inflamatório, macarrão inflamatório, eh salsicha, eh, nossa, umas fake science que eu escutei, salsicha causa câncer, é, é embutido, é igual tabaco, então são absurdos. Uhum. Né? Precisa dar, por isso que a gente entra em contato com o nutricionista para fazer uma margem, estudar o histórico do indivíduo, né? Eh, ver o que faz parte da cultura dele para você traçar um planejamento. Uhum. Perfeito. Respondi a sua pergunta. Maravilha. Muito bem. Olha só, então, eh, eu achei interessante essa questão eh da má alimentação ou da boa alimentação. Eu até tinha preparado um comentário pra gente falar aqui da má alimentação, mas me corrija, não é assim que fala. Como é que é? Alimentos mais nutritivos, atenção, ou menos nutritivos. Então, tá certo. Então, os alimentos menos nutritivos, olha aí, tá vendo como a gente aprende? pode causar obesidade, isso todo mundo já sabe. Mais pouca a gente percebe os efeitos de uma dieta mental. Isso, né? Então, eh, a dieta mental, se ela não for bem feita, ela pode dar uma perda de produtividade, esgotamento emocional, estresse, exaustão. Então, eh, Gabriela, essa dieta, ela pode ser seguida por qualquer pessoa, ela tem que ter cuidados especiais para alguns perfis, como que ela precisa ser montada? Porque a gente tá falando aqui da dieta da mente, que é algo que tá em ascensão, tá todo mundo falando, né? E aí a tendência por conta das redes sociais é que a gente vai lá fala assim: "Ah, olha ali, dieta da mente". Escreve que que tem, dá um print, vai lá no mercado, compra tudo, começa a comer. E o negócio não é desse jeito, porque o que serve para mim não serve para você. Então, eu gostaria que você explicasse a importância eh dos cuidados especiais para os perfis que vão eh aderir a essa dieta da mente. Claro, Rúbia. É o seguinte, eh uma dieta saudável, né? comer saudável. Todos podem e todos devem, né? Então eu falo muito assim, a gente deve priorizar, fazer escolhas mais saudáveis e isso tá tudo bem. Claro que um plano alimentar personalizado, de acordo com as individualidades, né, isso deve ser analisado muito eh em consulta nutricional, onde você vai ouvir o paciente e levar em consideração eh as queixas daquele indivíduo. Mas falando de maneira geral, né, todos podem eh buscar ter uma alimentação mais saudável e incluir alimentos anti-inflamatórios na sua rotina alimentar. Isso só tem a agregar e a fazer bem, tá? Eh, então, como eu falei, ah, vamos colocar um pouco das oleaginosas que são ricas em gordura boa. Claro que se você não tem nenhuma alergia, não tem problema nenhum. Isso vai te trazer um benefício. Que seria as oleagenosas, castanhas, nozes, amêndoas, macadâmias, né? Esses alimentos são oleiaginosas que são ricos em gordura boa. Ah, muito bem. Que legal. que tem essa ação antiinflamatória. Ótimo. Tá? Eh, como eu trouxe também as frutas antioxidantes, né? Então, as frutas vermelhas, o por que não você não colocar em sua rotina, esses essas agregações na alimentação faz bem e todos podem, não tem problema nenhum. Muito bem. Mas o que a gente tem que tomar cuidado muitas vezes é com restrições severas quando a pessoa não precisa, entende? Em alguns casos, né, alguma patologia, algo mais específico, é necessário sim a gente excluir um alimento ali por um período, enfim. Mas o que a gente tem que tomar cuidado, até que o Mateus trouxe, é essa polarização de informação de rotular. Nossa, esse alimento é péssimo para saúde. E não é assim. É muito mais eh o que dita a qualidade, né, da nossa alimentação, muito mais do que um alimento é o seu contexto alimentar. Muito bom. Então é o que eu falo muito até paraos meus pacientes, o que que é, por exemplo, um brigadeiro dentro de um contexto alimentar que é super saudável, entende? Esse brigadeiro vai trazer tanto impacto negativo? Não. Então é muito mais a gente analisar o contexto do que os alimentos isolados. Nossa, muito bom. Olha só, hein, gente. Agora, ô Mateus, olha só, tem uma uma revisão do World Journal of Psiquiatric de 2018, que identificou eh alimentos com potencial de prevenir transtornos depressivos, como o estilo de vida e a nutrição impactam na regulação do humor. Ela falou aqui de castanhas e tal, de alguns alimentos, tem alguns alimentos específicos que trabalham no nosso sistema eh eh cognitivo, no nosso humor, na no nosso dia a dia. A gente consegue consegue perfeitamente. Mais uma pergunta ampla ser discutida. Vamos falar um pouco de estresse. Eh, uma pessoa em depressão, ela está estressada? Está. Geralmente quadro depressivo, só fazer uma introdução. Eh, eu tenho um um quadro, uma maneira de pensar muito rígida, às vezes presa no passado, tem uma baixa de energia. Apesar de eu estar na minha cama deitado com baixa energia, eu continuo trabalhando internamente. E o que que favorece e a perpetuação do quadro depressivo? Dietas, a busca por dietas muito calóricas. Uhum. Porque eu tô precisando de dopamina. Ah, perfeito. Então, o exercício físico vai produzir leptina, eh eh hormônios, eh que fazem com que eu me sinta saciado e faço o meu corpo uma busca por homeostase. Quando eu entro numa numa homeostase, como eu tô em casa, como tá minha família, se eu tenho uma parceria amorosa ou não, se o meu trabalho tá tá de acordo com os meus princípios, eu tenho algo chamado prosperidade e alegria. Uhum. Hoje se vende a alegria, é uma falsa alegria. É uma euforia exacerbada, onde ela vai, a busca desenfriada por euforia vai fazer com que eu fique deprimido, porque eu vou basear meus valores no que os outros são, o que o outro tem e eu vou deixar de olhar para mim. Então, quanto mais estressado, mais a tendência de buscar alimentos calóricos. de novo, não é o alimento calórico que te vai te matar fazer mal, é todo dia 20 latas de Coca-Cola. Nossa, verdade. E aí a nutricionista vai passar uma margem pra pessoa que ela não conhece e falar assim: "Você pode ber Coca-Cola, só que 30 latas, 20 latas por dia, você vai desenvolver hipertensão". E é essa a questão. É bem delicado, porque a gente entra aí na linha do equilíbrio, né? Isso o tempo inteiro. Então o equilíbrio, ô Rúbia, não desconsiderando o que você tá falando, é como viver em desequilíbrio, porque a vida vai desequilibrar. A gente chama de equilíbrio. A gente tenta buscar o equilíbrio todo dia porque a gente tá em desequilíbrio, não tem como. Examente. Eu preciso saber disso. E quanto menos chão da realidade eu tenho, mais infeliz eu posso ficar, que eu vou buscar alternativas para viver nesse desequilíbrio. Aham. Alguns psicólogos acham que a vida não é uma guerra, tá? Eles acham um equívoco chamar vida de guerra. Eu eu acho que é perto disso, não é? É uma guerra talvez velada. Aham. Verdade. Mas ela é desafiadora. Todo dia às vezes você precisa acordar e trabalhar mesmo sem vontade. Uhum. Aí a gente não acorda todo dia bem, não. Esse negócio da esperar a motivação para começar a vida, começar a levantar da cama, isso não existe. Tem que ir para cima e a motivação vem, de repente não vem e a gente segue a vida. Isso. O trabalho e de ir pro trabalho, a disciplina é que constrói essa motivação. Aham. E ela, às vezes, a motivação, você toma um café da manhã legal e ela vem daqui uma hora. Você acorda de mau humor, passa uma hora, você tá bem. Ex. É bem assim mesmo que funciona, gente. Bem desse jeito. Gabriel tem gasgas, fica à vontade, tá? A gente tá ao vivo e a vive ao vivo é assim mesmo. Somos seres humanos, respiramos, tcimos e e, né? E e tá tudo bem, porque é isso, é esse tempo seco, viu? Ex. Não, mas é verdade. Você sabe que e é na previsão do tempo, eu falei ali pro pessoal tomar e cuidado com esse tempo seco. Eh, aproveitando aí você tcindo, ontem eu tava aqui fazendo o programa e o bichinho do ã ã me pegou e aí a voz vai falhando. A gente precisa de água, gente, o tempo todo água porque tá muito seco. Porque aqui nós temos ar condicionado por conta dos equipamentos e aí às vezes pode acontecer do Tucci, do do convidado Tucci e tá tudo bem, é normal, estamos ao vivos, estamos vivos, então fique tranquila e fique à vontade, tá bom? É isso, gente. Ó, agora mudar a alimentação, gente, não é simples, não. Tem que ter esforço. Eu tento, tem dia que consigo, tem dia que não consigo, tem semana que passo maravilhosamente bem, subo na balança, o show. Tem semana que eu perco a linha. e aí volta e ganha uns 2 kg, enfim, a gente vive nesse nesse equilíbrio buscando o equilíbrio, né? A psiquiatria nutricional, por exemplo, ela já reconhece o papel da alimentação em planos terapêuticos complementares, né? Então eu volto a a falar com vocês dois sobre a importância da união, da nutrição da psicologia nesse equilíbrio alimentar, né? Você é, Gabriela, você tem trabalhado com essa união? Você acha importante? Por quê? Porque antes é nutricionista, psicólogo, psiquiatra e tal. Aliás, antes, ó, eu tá vendo? Antes eh as pessoas tinham até, entre aspas, me corrija se eu tiver errado, a vergonha de falar que ia para uma terapia, vergonha de falar que tava utilizando o medicamento porque foi no psiquiatra. Hoje já não é assim mais, né? Porque a gente entendeu a necessidade do trabalho referente à saúde mental. E aí o que que acontece? As conexões, né, dos especialistas da saúde mental com outros especialistas que se referem a à nossa qualidade de vida. Então aqui a gente coloca a nutrição e a psicologia. Qual que é a importância dessa união eh no equilíbrio de vida e como que você usa isso no seu dia a dia, Gabriela? Nossa, eu acho fundamental, Rúbia, porque eu e o Mateus, a gente tava até conversando um pouquinho antes, né, de do programa começar. Eh, primeira coisa que tudo começa na cabeça, né? Tudo começa na mente. Então, a a nutrição e a psicologia, ela elas têm que andar assim de mãos dadas, né? Elas se complementam. Eu acho super importante isso, né? Eh, inclusive eu até gosto muito de ter uma abordagem de nutrição comportamental, porque eu acho que antes de você também eh sair falando que eh ai tudo não pode, sabe, a gente tem que pensar na mente dessa pessoa, né, na saúde mental, como que ela vai ficar com aquela restrição antes de sair terrorizando qualquer alimento. Então eu acho fundamental a nutrição andar de mãos dadas, né, com a psicologia, pensando na saúde do ser humano como um todo, inclusive na saúde da mente. Exatamente. Quando você fala isso, me remete a questão do açúcar, porque o açúcar dá uma sensação de bem-estar. Eu acredito que deve ter ali uma viradinha de chave quando a gente vê um doce, quando a gente come um doce, a gente fica feliz e tal. Aí você vai na nutricionista, a nutri fala para você: "Restrição de açúcar." Aí vamos lá. Vamos tentar uma semana diminuindo, diminuindo até retirar. Beleza? Você vai ficar insuportável. E aí vem quem? A psicologia, né, Mateus? Pologia. Perfeito. Aí vem a psicologia. Eh, não sei da onde vem isso, tá? Talvez eu tenha uma noção da onde vem. Existe uma rede corrente de pensamento que ela tá introduzindo em nós a milênios sobre milagre. Uhum. Eh, eu também já me comportei dessa forma. E você que tá assistindo aí, não, não, fique sem graça, não. Nutricionista, quero ter o corpo do Arnold Schwegger. Uhum. Aí isso se chama milagre. Ah, entendi. Eh, aí a nutricionista pode fazer o inquérito junto com o psicólogo. Uhum. Eh, como de que região, de que país você veio, como que você se comporta à mesa? Eh, o que que dá para ser retirado, o que que não dá? Ah, não, não. Eu não gosto que retira muita coisa não. Eu tenho uma dieta muito calórica. Beleza? Pra gente chegar nesse objetivo, nós vamos ter que gerar estresse no seu corpo. Pronto. Aí, então a palavra estress, o stress ele pode ser favorável ou desfavorável, porque a pessoa nunca entrou nessa rotina de comportamento, de acordar cedo, de disciplina. Ela nunca viu isso. E aí ela fala: "Ah, nutricionista, psicólogo, não é bem isso que eu queria, não. Vou usar o usen pique, eu vou usar laxante, depois eu tenho problemas intestinais que chegam no meu consultório, pessoas com problemas intestinais estomacais pelo abuso de laxante." É interessante esse isso que você tá falando. Precisa abordar isso. É, precisa abordar isso, porque o induzir o organismo a acostumar funcionar mediante aquele medicamento. Exatamente. E aí quando você não tem medicamento, o o organismo não funciona. Mais ou menos isso, né? Sim. Tem que palestrar para pro pessoal que chega até nós, né? Porque o pessoal não sabe disso. Uhum. O personal trainer hoje, o o profissional de educação física mais valorizado, ele precisa falar desses assuntos, né? Chamar a população, trazer a luz o conhecimento, porque há muita desinformação. Você vai ter que abrir espaço no seu corpo para introduzir um novo trabalho, um novo estress. Uhum. Eh, você vê a população de fisiculturistas em geral, quando eles fazem a a o período de off season, eles comem muito, aquilo tá muito prazeroso, mas depois essa essa nutrição, essa dieta, ela tem que cair. Aí eu vou reduzir consumo de água, reduzir consumo de sol, de de sal, perdão. É onde eu fico baratinado psicologicamente. Eu fico inquieto, eu não durmo, eu choro, ninguém sabe disso. Eu tenho amigos fisiculturistas, já trabalhei com fisiculturista. Sim. E aí eu comecei a ver na prática o tanto que a nutrição interfere nas suas emoções. Uhum. Gente, emocional não é papel, não é vento. A psicologia hoje comportamental com os avanços, neurociência está trazendo corpo para nós. Isso é físico, existe estrutura no psiquismo. Eh, a linguagem ajudou, ajudou, por exemplo, as inervações que eu tenho no cérebro, chamada de engramas, circuitarias. Então, quando eu tô estressando, eu posso desenvolver um transtorno mental, eh, potencializar transtornos alimentares, anorexia, obesidade, por causa desse stress que foi introduzido. Então, não dá para eu ter um corpo de de soldado e começar isso da noite pro dia. Tem pessoas que conseguem, tem pessoas que não. Aí entra o psicólogo e porqu da psicoterapia, gerenciar o seu estresse, aumentar as redes neurais do seu cérebro por neurogênese e plasticidade cerebral. Você vai estudar as vias do seu comportamento, de pensamentos que você tem e vamos adequar sua rotina. precisa trazer corpo pro pessoal que tá assistindo, porque a primeira vez que eu fui fazer estágio na Defensoria Pública da Universidade do do da área jurídica, eh um estagiário de de direito falou: "Eu não acredito nisso, não vou indicar seu trabalho". Eu falei: "Ele não tá errado, apesar de uma forma um pouco eh arrogante, ele não tava errado. Precisa trazer contexto para as pessoas, que isso é biológico, é físico. Uhum. Né? Então, emocional não é vento. A gente é uma usina atômica, tá? Ansiedade tem a ver com cortisol, tem a ver com a adrenalina. Tem médicos também que eu falo: "Olha, vamos fazer uma ponte, você recebe muito hipertenso? Ah, isso aí é lá com a psiquiatria. Não tenho nada com isso. Como não tem nada com isso? O cara tá hipertenso só porque aumentou o consumo de sal. E o trabalho desse cara e a família, como é que eu vou aumentar a sua perspectiva? Nós nascemos numa perspectiva reduzida. Nossa família nos dá cimento, pá e um pouco de tijolo para construir a vida. Pode ser que isso se prolifere, pode ser que não. Uhum. E aí eu sofro estress à toa. Para estar aqui hoje, eu passei por inúmeros desafios. Meu cérebro adaptou, senão meu coração tava batendo aqui. Eu tava muito nervoso e não conseguiria falar com vocês e com o público que tá assistindo. Uhum. Perfeito. Olha só, né? Aí você trouxe aí, fechou, trouxe a importância, né? Você desenhou bem aí um papel eh eh um da importância dessa conexão eh entre as áreas que específicas que cuidam da gente como um todo, né? como um todo, porque não adianta você eh eh tá lá com uma arritmia cardíaca, você vai lá no no cardiologista, mas o que aconteceu lá atrás, o porquê dessa arritmia, como que começou? E isso aí vem a importância e a necessidade dessa junção, né, das especialidades. E hoje a gente tá juntando aqui eh o pessoal que trabalha com nutrição, o pessoal que trabalha com saúde mental. Por quê? Porque são duas especialidades que precisam caminhar juntas para dar um norte pra gente, principalmente nesse momento que a gente vive de correria, de estress, de mal, opa, alimentação não não saudável. Como é que é? Como é que é? Eu ia falar mal alimentação, tá vendo como é que o cérebro é? Você disse: "Eu nunca mais vou falar mal alimentação, porque a gente aprende aqui também no estúdio Câmara. É como mais nutritiva e menos nutritiva. Ó, não existe mais alimentação, tá gente? Então é alimentação mais nutritiva e a alimentação menos nutritiva. Olha aí como a gente aprende. Eu fico feliz que todo dia aprendo aqui com vocês, gente. É muito bom. Agora, Gabriela, a gente falando de alimentação mais nutritiva e menos nutritiva, me lembra a questão que a correria do dia a dia nos faz de repente não nos alimentar muito bem, né? Aí vem a alimentação menos nutritiva, a inserção dessas cápsulas que a gente vê hoje, né, que tem cápsula de cúrcuma, cápsula disso, cápsula daquilo e de repente um alimento, cápsula de beterraba, eu não preciso comer beterraba porque eu tô ingerindo uma cápsula de beterraba. Isso funciona nessa dieta da mente também ou ou no nosso dia a dia. Eh, tudo que a gente vê é realmente o que acontece dentro daquela capsulazinha mesmo. Tem tudo aquilo que tem em um prato de repente de beterraba. Explica pra gente isso que é uma dúvida bem interessante, não só minha, mas também de muita gente. Claro. Eh, realmente, né, Rubel? Os suplementos, né, eu acredito que eles estão aí para ajudar. Sim. Mas a gente não pode querer substituir a nossa alimentação, substituir os alimentos por cápsulas, tá? Não sou a favor disso. E a ciência também mostra que não. A gente precisa eh comer bem os alimentos e apenas o suplemento ele deve complementar aquilo que sim, que muitas vezes a gente não consegue ingerir através da dieta ou não consegue ingerir toda a quantidade necessária, né? Então, por exemplo, que eu uso eh, é o ômega-3. O ômega-3 ele é um ácido gráso essencial. Isso significa que a gente precisa ingeri-lo através da dieta. Uhum. E quais são os alimentos fontes do ômega-3? Os peixes. Mas os peixes, por exemplo, que são que vivem nas águas profundas, né? Então, principalmente samão, sardinha. Porém, eh, muitas vezes, ah, tá, eu como peixe com uma certa frequência, mas não tem como a gente garantir que aquele peixe exato que você tá comendo tem uma quantidade, por exemplo, significativa do ômega-3. Então, às vezes, além de comer o peixe, você complementar com a suplementação de um ômega-3 pode sim ser interessante, tá, pra sua saúde mental cognitiva, eh para ter uma potência anti-inflamatória, tá? Esse foi um exemplo, isso serve para todos os alimentos, mas nunca substituir o alimento em questão. É, eu falo isso por conta da dieta da mente, porque assim, eh, a dieta da mente ela é uma dieta que você vai ter que utilizar alguns alimentos e fazer a mastigação que vai te trazer uma saciedade, né? E aí alguns espertinhos falam assim: "Ah, então tá bom, então, ó, vamos lá. Eh, tem determinados alimentos que eu posso substituir pela cápsula para não ter o trabalho aí de fazer, de cozinhar, enfim. Então, a gente tem que tomar muito cuidado com isso e daqui a pouquinho eu quero que você passe mais eh especificações sobre essa dieta da mente pra gente poder eh deixar bem claro, né, pros nossos telespectadores a importância dessa dieta, o que que você pode utilizar de produtos eh básicos, mas também a importância de você contratar um profissional para poder fazer essa dieta para você, porque cada um é cada um. O que serve para mim não serve para você ir de casa. Agora, puxando esse gancho da mastigação, eu jogo para você, Mateus, para falar da importância da mastigação dos alimentos. A gente tá falando aqui da dieta da mente, mas não tem como a gente falar de dieta se a gente não falar de mastigar, se a gente não, né? Porque faz parte. E é como a gente tá falando de saúde mental e de nutrição, a gente lembra que a mastigação ela também está ligada com o nosso cérebro. É isso, né? É isso mesmo. Primeira coisa que o nutricionista precisa falar paraa pessoa é a mastigação. Então eu posso mastigar de uma maneira muito voraz e muito ansiosa e não perceber aquilo que eu tô comendo. Uhum. Se eu estive num ambiente mais ansioso de pessoas muito eufóricas, pode ser que eu desenvolva um comportamento de mastigar mais e de engolir a comida sem passar pelo processo de mastigação, porque a gente produz muitas enzimas pela mastigação. Traz a sensação de bem-estar também, né? A mastigação, né? Vai, você se você conecta com o seu estômago, ele precisa perceber que um alimento está entrando na boca. A língua também tem as papilas gustativas, vão trazer também essa conexão para não ficar muito vago. O que que é conexão? Nós somos igual um robozinho. Uhum. Nós temos várias inervações, um bilhão de neurônios cheio de informação na pele, no tato. Então eu me comunico e interajo com o ambiente. Nós somos seres maravilhosos. Então você manda essa informação pela mastigação. Aí ele entende, ele conversa, ele ronca, ele vai, ele fala, os órgãos falam, não, tudo bem, como vai não, mas eles roncam, eles têm barulhos, coração aumenta o batimento, só gente parar para analisar, né? E tudo isso a gente consegue na sessão de psicologia, com exercício físico, com a interação com as pessoas, conexão, a informação às vezes. Então, a academia nos dá uma coisa, puxar a orelha dos psicólogos, dos médicos, né? É verdade, tá? E eu estou nesse contexto. Terapeuta, ele tem uma probabilidade de ser muito arrogante. Ah, é? É porque ele vai lá, a academia propicia isso. Essa ideia de curso superior não é pra gente pensar que é gente superior, nós temos uma contribuição social. Exato. Então, eh, nós precisamos também nos cuidar. Uhum. Né? E falar, não é que eu ia fazer até uma analogia sobre a mastigação que você falou: "Ah, o nutricionista deve falar pros pacientes". E isso, Rubé, é uma coisa que eu falo muito para minhas pacientes, né? eh a importância de mastigar devagar, porque quando a gente mastiga devagar, a gente consegue dar aquele tempo que do cérebro entender que o estômago está cheio, né? Está saciado e você muitas vezes passa a comer menos espontaneamente porque você deu o tempo, né? O cérebro entendeu, né? De acontecer essa conexão. O cérebro captou. Nossa, o estômago tá cheio. Quando liga a chave do carro igualzinho. Quando a pessoa come muito rápido, que normalmente são pessoas que estão, vê se você concorda, Mateus, comendo emoção também, ansiosas e tal, ela come, come, come. E muitas vezes quando ela para de comer, dá ali 5 minutinhos, ela percebe o quê? Comi demais, entendeu? Porque ela comeu, comeu, comeu muito rápido, não deu tempo de acontecer essa conexão. Aí quando ela para de comer, ela tem aquele como se fosse um boom, né, no estômago, um estufamento, porque aí ela comeu demais. Então é uma coisa que eu bato muito na tecla. Fica triste, coma devagar, mastigue bem os alimentos, né? Até porque a digestão, né, ela começa na boca, né, com a mastigação dos alimentos, mas principalmente por essa questão de saciedade. E muitas vezes só da gente comer mais devagar, a gente saboreia melhor os alimentos e se sacia e você passa a comer menos espontaneamente. E aí vem aquela questão do hábito e aí você começa a ter uma perda de peso, você começa a se se sentir melhor, a sua saúde começa a dar um up, você nem sabe por quê, porque você parou de mastigar nh nh nh correndo. E aí a questão é o seguinte, como é que a gente vai adaptar tudo isso no nosso dia a dia? Vida corrida, trânsito tenso, eh eh filho na escola e corre para lá e corre para cá e chega em casa. Mas como daí equilíbrio, a gente vive numa vida desequilibrada tentando manter o equilíbrio. E aí a gente tem a questão da dieta da mente, que é fundamental a gente lembrar que você precisa consultar o nutricionista, eh você precisa consultar, de repente um psicólogo para poder fazer esse alinhamento. E essa dieta da mente, ela precisa ser adaptada à realidade e ao histórico de cada um. A gente aqui tá passando, dando uma pincelada para você referente à dieta da mente com dois profissionais. Daqui a pouquinho, depois do intervalo, a gente traz uma nutróloga para completar o nosso time. Daqui a pouquinho também a gente responde a sua pergunta, que eu sei que você tá mandando pergunta aí, tá querendo saber e já já a gente responde você. Agora 8:49. Daqui a pouco nós vamos para o intervalo, mas antes a gente eh tem mais um pouquinho de bate-papo referente a essa questão da dieta da mente. Agora eu queria que você, antes da gente chamar o intervalo e chamar a nossa próxima convidada, eh, essa dieta da mente, a gente é aconselhável comer como, né, essa questão de comer três vezes no dia, seis vezes ao dia, eh, o que que pode, o que que não pode, a questão do glúten, a questão da farinha branca pra dieta da mente, eh, o macarrão, ele vai fazer você perder toda a sua linha aí da dieta. Como que funciona assim? Porque é tudo muito novo, as pessoas estão aprendendo. Aqui a gente não quer passar a receita para você da dieta, porque cada um é cada um, mas eu gostaria que você eh falasse um pouquinho mais amplamente sobre essa dieta mesmo. Claro. Eh, a questão, né, Rúbia, de quantas refeições ao dia, né, se para você vai ser três, pro outro vai ser seis refeições, isso de fato entra muito na individualidade, na rotina, eh, na frequência de exercício físico ou não. Porém, como eu falei, né, até um pouquinho anteriormente, a alimentação em si, os alimentos saudáveis, isso todas as pessoas podem consumir, né? E isso só vai agregar benefícios, tá? Então, como eu trouxe, eh, a base, tá? Qual que é a base da dieta da mente? Ela puxa muito a base da dieta mediterrânea, que é uma dieta onde a gente deve consumir mais alimentos naturais, tá? eh, menos ultraprocessados, eh gorduras boas, né? Então, do azeite de oliva, das castanhas, as carnes são mais carnes brancas, então mais peixe, frango, carne vermelha em menos frequência, tá? Eh, frutas, ã, a gente deve consumir os carboidratos integrais, então quinoa, arroz integral, amaranto, os tubérculos, né, podem fazer parte. Então é uma alimentação muito saudável, tá? Que isso vai trazer benefícios para todos. O que a gente deve evitar, né? A farinha branca, sim, o glúten, excesso de lácteos, né? de queijos amarelos e dos famosos fast foods, que são alimentos com muitas gorduras ruins, gorduras trans. Porém, o que significa que não é que você não pode consumir nunca, mas deve ser evitado. E o que os estudos mostram sobre a dieta mind, né, é que mesmo que a pessoa, isso é interessante, não tem uma adesão 100%, porque tem a questão emocional também, né? Claro, um pouco que você tenha adesão, um pouco que você siga aquele cardápio e inclua esses alimentos mais anti-inflamatórios, você já tem benefício e você já consegue reduzir eh a probabilidade de desenvolver lá na frente eh uma doença neurodegenerativa. Então não precisa ser aquilo ou tudo ou nada, sabe? Aí ou eu como 100% os alimentos que podem ou ah, já que eu não consegui comer, eu vou pro outro lado, eu vou me entupir das outras coisas. Não, a gente pode nesse meio do caminho encontrar esse equilíbrio. Muito bem pontuado, porque a gente às vezes fica meio assim pensando, faz, nossa, uma dieta, né? Será que eu vou conseguir? E aí a gente tem que começar, né, Mateus, porque esse é o caminho, começar. Aí depois o cérebro, o corpo, ele se adapta e se encarrega de fazer a gente continuar. É mais ou menos isso na questão da saúde mental para início de algo novo na nossa vida, no caso a dieta da mente. É isso mesmo. Até tava falando sobre o assunto de pessoal da academia, a não fechei, né? Ficou meio vago. Eh, o conhecimento ele fica do do aqui da parte superior só na cabeça e ele não desce. Uhum. Por isso que demora. Precisa passar isso pra pessoa também. Você tem uma noção de o que você quer, por isso, ah, eu quero, mas não consigo, porque a informação não desceu ainda. Precisa descer a informação. Fez sentido. Fez sentido. Mas como é que faz isso? Então, aí a gente busca profissionais diferenciados. Isso aqui eu falei, ah, o pessoal da medicina, por exemplo, psicologia, acha que não precisa de fazer uma uma mediação, de fazer uma equipe multidisciplinar, porque acha que já tem todo o conhecimento do universo. Não temos, não temos, não temos, ninguém tem. Então, a informação precisa descer. Aham. Tá. Eh, respondi a sua pergunta. É, eu entendi, eu entendi sim o que você falou e é importante essa, essa tua pontuação porque, eh, a gente não tem todo conhecimento do mundo e a gente, quanto mais a gente conversa, quanto mais a gente troca experiências, mais a gente vai adquirindo conhecimento. E o o conhecimento é todos os dias, a gente tira aqui pelo programa, todo dia a gente fala de uma coisa diferente e a gente vai adquirindo conhecimento todos os dias. Então, por isso essa parceria é importante, por isso eh é importante a gente parar, pensar, analisar, poxa, isso aqui faz conexão com isso. Então, vamos lá, vamos trabalhar o conhecimento, vamos buscar mais e mais e mais. E a gente consegue, viu? Consegue. É só baixar um pouquinho a bola e vamos embora. Unir tudo um pouquinho que você sabe, um pouquinho o que eu sei e a gente consegue fazer uma conexão legal e que faz sentido pra nossa vida. Bom, vamos para o intervalo. A gente vai para uma pausa rapidinha e no segundo bloco a gente continua com o tema e aí a gente recebe mais uma especialista. No segundo bloco vem com a gente a médica, a nutróloga Dra. Bruna eh Patrão. Ela vai falar sobre a importância dessa união das especialidades e também dessa questão aí dessa dieta, né? A dieta da mente. Então fica com a gente, já já a gente volta em instantes. Só tomar uma aguinha. Voltamos já já. [Música] [Música] Falei que era rapidinho. Já estamos de volta com Estúdio Câmara. Hoje falando sobre a dieta da mente, os cuidados da nossa saúde por inteiro, né? É, mente, sã corpo também. Antes da gente continuar, vamos atualizar duas notícias aqui da cidade de Campinas. É rapidinho, vamos falar de campanha do agasalho. A campanha do agasalho 2025 aqui em Campinas já arrecadou 19,5.000 1000 kg de doações entre roupas, calçados e cobertores. Essa ação que começou no final de abril segue até o dia 31 deste mês com o tema cada peça uma cor, cada cor mais calor. Ao todo, são 157 pontos de coleta espalhados por todas as regiões da cidade. As doações devem estar devem estar limpas, tá? organizadas e em bom estado de uso e serão destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. A lista com locais de arrecadação está disponível no site da prefeitura, inclusive a Câmara de Campinas é um ponto de arrecadação e você pode levar a sua doação. Bom, gente, mais informação chegando. Guarda subsidiada em Campinas. O prefeito da cidade assinou o projeto de lei que cria a chamada guarda subsidiada voltada ao acolhimento de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por decisão judicial. A proposta prevê que familiares próximos ou pessoas com vínculo afetivo comprovado possam receber um auxílio financeiro para acolher essas crianças em vez de elas irem para os abrigos institucionais. O projeto será encaminhado para a análise da Câmara. Se aprovado, o benefício pode chegar a 1561 na primeira parcela e até 1039 mensais para casos que envolvam crianças com deficiência ou necessidades especiais. A medida terá vigência inicial de 6 meses, podendo ser prorrogado para 3 anos, com recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Muito bem, agora sim damos as boas-vindas, né, à nossa terceira convidada que se conecta conecta com a gente através do Zoom. Seja bem-vinda, Dra. Bruna, patrão, médica nutróloga. Bom dia. Satisfação. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Gabriela. Bom dia, Mateus. Bom dia. Um prazer estar aqui com vocês hoje, compartilhando um pouquinho de conhecimento, trazendo aí um tema tão importante, né, como a dieta Mind. Muito bem, doutora. A gente já começa a pergunta contigo, a gente agradece a sua disponibilidade, o seu tempo para contribuir com a gente e completar esse time de peso que a gente tem no estúdio aqui hoje com psicólogo, com nutricionista e agora com uma doutora nutróloga, né? Doutora, qual que é a relação entre a alimentação e a saúde cerebral eh sobre a ótica da medicina? Rúbia, para contextualizar, eu gostaria até da gente dar um passinho para trás, né? falar da mind, especificamente falar sobre dieta mind, o termo dieta, né? O termo dieta muitas vezes ele é usado eh corriqueiramente no nosso dia a dia de forma errada, né? Então, ah, tal pessoa está de dieta, eu estou de dieta, né? O que é dieta? Dieta, a palavra dieta vem do termo grego diaita, que quer dizer modo de vida. Ou seja, dieta é um estilo de vida, né? É o que a gente faz todos os dias. Não existe estar de dieta. Todos estamos de dieta o tempo todo, né? E o que que a Mind traz, né? Então, a Mind ela foi desenvolvida nos Estados Unidos, na Universidade de Rush. Ela foi, os pesquisadores trouxeram uma união de duas dietas conhecidas, né? A dieta do padrão mediterrâneo e a dieta DASH, que é a dieta para prevenção de hipertensão, para controle e prevenção de hipertensão arterial. é a união dessas duas dietas, nasceu a dieta Mind, que ela foi feita ali, a a ideia da Mind, né, é que ela tenha o o controle, né, o risco, reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas. E até nisso quando a gente fala parece uma coisa distante. Então, assim, ah, doenças neurodegenerativas parece que é uma coisa distante, só da fase senil, mas não. Pacientes jovens se beneficiam dessa dieta. Ela pode afetar humor, ela pode afetar enxaqueca, ela pode aquele brain fog, aquela questão do esquecimento, que hoje, né, tantos pacientes, eu vejo na minha prática clínica, tantos pacientes jovens com essas questões, com essas queixas trazendo isso, né, se beneficiam dessa dieta, né? Então assim, a questão literária que os estudos trazem é que ela sendo seguida risca, ela pode reduzir até em 53% a chance de um paciente desenvolver o Alzheimer. Então assim, mais da metade, né? Eh, mais de 50% de chance do paciente não ter, não desenvolver o Alzheimer seguindo a dieta, tá? Então, a ela é uma dieta, né, como a Gabriela já apontou aí, rica em antioxidante, anti-inflamatório. Ela tem nutrientes que vão favorecer a neuroplasticidade eh eh neural, né? Tem ômega-3, vitaminas do complexo B, magnésio. Então, eh é uma dieta que vai para muito além de doenças eh neurológicas, tá? Ela tem benefícios aí amplos. Então, respondendo a tua pergunta, né, para pacientes de todas as idades, não só pacientes na fase senil, né, e em todas as realidades também, todos os os contextos. Muito bem. É importante trazer, né, essa essa pontuação, essa fala da Dra. Bruna, porque a gente aqui falando de dieta e aí a ela trouxe que é para pacientes de todas as idades, né, Gabriela? Então isso não está só paraa pessoa que de repente já tá com uma idade aí uns 30 a mais e e tá com um pouquinho mais de peso e fala: "Ah, vou fazer dieta". Não, não. Eu gostaria que você explicasse pra gente a importância então de fazer uma adaptação e uma, vamos falar aqui, de uma alimentação saudável a partir da infância. Com certeza. Eh, até porque a gente molda os hábitos alimentares, né, na infância. Então, é super importante, quanto mais cedo, né, a gente eh tem esses hábitos saudáveis, a chance também de chegarmos na idade adulta, eh, na idade idosa, com esses hábitos, é mais fácil depois mantê-los, né, e acaba, eh, você acaba, eh, fazendo com que você tenha uma vida mais saudável. Com certeza. alentação ela a partir do momento, né, um alimento que você coloca na boca para dentro do seu corpo, você pode est prevenindo doenças, né? E aí quanto mais cedo você tem esse hábito bom, com certeza mais benefícios a longo prazo, eh, você colhea saúde. É, é só trazendo, né, um paralelo até como lugar de fala aí e enriquecendo o que a Gabriela tá trazendo, né? Eu sou mãe de dois pequenininhos, né? Eu tenho um filho de 13 e uma de 5 anos. E a gente sabe, né? Hoje nós temos estudos que o paladar da criança ele é formado intra útero. Ele começa a ser formado no útero, então a partir do sabor do líquido aminiótico. Então assim, eh eh a importância da gente começar, então quando você fala, é importante começar precocemente antes de nascer, né? Então assim, durante a gestação, começar essa essa questão do hábito alimentar, né, até antes de de começar o preparo paraa gestação. E aí durante a gestação, o gosto desse líquido amniótico já está formando o paladar dessa criança, né? E aí a gente tem o início da vida dessa criança, a apresent o aleitamento materno, né? a apresentação aos alimentos, que é isso que trazendo ali do do início que eu trouxe em relação a hábitos, né, em relação a modo de vida, que é o que dieta quer de fato dizer, né? Então, como essa a realidade dessa criança começou e como ela vai levar isso pro resto da vida. Então, quando a gente tem uma apresentação alimentar saudável, tem uma facilidade muito maior de levar esse hábito, esse padrão pro resto da vida. Maravilha, né, Mateus? É interessante isso porque a gente fala com uma nutróloga, uma nutricionista e agora a gente joga pro psicólogo para ressaltar isso na questão da saúde mental e da adaptação, da prevenção e iniciar isso, como a doutora Bruna falou, lá dentro do ventre da mamãe. Por isso que a gente fala de traumas intrauterinos. Uhum. Né? E aí não dá para o nutricionista, educador físico, alguns profissionais, a gente vê na nas redes sociais perdendo a a paciência com o paciente. Eu gosto muito de falar, né, o paciente sou eu. Uhum. Eu tenho que ser paciente. E a Bruna trouxe um ponto muito importante de falar que eh a o trabalho é um trabalho gradativo e a pessoa precisa entender isso, que começa na fase intraouterina. E sobre a plasticidade cerebral também que a doutora acabou de falar é a capacidade de aprender coisas novas. Uhum. A placidade cerebral de uma criança é maior que um adulto. Então você cessa essa plasticidade cerebral em torno dos 21, 25 anos. É um trabalho mais demorado um pouquinho para você educar uma pessoa que teve uma rotina familiar de muita abundância. Não é exagero. A gente confunde a mudança com exagero. Muito exagero. Sim. Tem pessoas que conseguem do nada me virar a chave. Existe isso. Tem pessoas que não. É lógico que tem que ter o auxílio de um profissional a continuar. E acontece muito também eh de eu perder a massa corporal eh de uma forma muito abrupta. Isso é muito perigoso pro psiquismo. Uhum. Porque aquela forma, ela é do ambiente, ela desenvolveu uma estrutura para suportar uma história. Então isso precisa ser remodelado. Usuários de anabolizante é dizer enfreados, como é que eles vão perder o corpo? Como é que você vai fazer essa reeducação? Ele precisa estar sempre forte para suportar algo. Verdade. Fechou o raciocínio. Fechou o raciocínio, né? Que essa verdade multidisciplinar é um sonho. Exato. Multidisciplinar é um sonho. Mas vamos acreditar. Olha só. Então, a gente fala aqui da importância. Achei tão legal a conexão entre eh a Gabriela e o Mateus e agora a sua conexão com a com eles também, com a gente. Me encaixo nessa também assim de da importância eh eh de estarem juntos, né, várias especialidades para levar mais conhecimento e também eh mais qualidade de vida pro paciente. É referente a essa questão da dieta da mente, a gente estava falando aqui é é da importância da nutrição e também da psicologia, porque é tudo interligado. Tem gente que fala que o nosso estômago é o segundo, segundo cérebro, não é o primeiro. É o primeiro ou segundo intestino. É o intestino. É intestino. É estômago. Não, eu tô com é que é que eu tô com fome, gente. Desculpa, doutoro. Tá tudo bem, tá tudo ali. É que é o intestino que é o primeiro cérebro que falam, né? Segundo o cérebro. É, eu vou explicar essa teoria. Deixa eu, deixa eu, eu, eu falo o sonho, né, Rúb? Realmente, você trouxe a questão do, do, trouxe aí a Gabriela, o Mateus, trazendo o tema aí com maestria. E quando eu falo um sonho, porque realmente, né, pros pacientes do consultório, eu sempre falo isso, quando a gente consegue ter essa abordagem, então a presença do médico, da nutricionista, do psicólogo e até eh eh ampliar para além disso, né? Essa abordagem é muito importante, então que a gente tenha preparador físico atuando junto, né? Quando a gente consegue ter fisioterapeuta, quando a gente consegue trazer o paciente para essa realidade eh eh não vou chamar de utópica, quero quero que a gente acredite nela, como o Mateus falou, vamos acreditar. Tanto que estamos aqui, né? Cabe até um gancho aqui de eu parabenizar o programa, porque isso é muito importante, então, pros pacientes entenderem essa a importância dessa abordagem multidisciplinar como um investimento mesmo em saúde, né? Então, buscar os profissionais eh eh eu falo que ter o seu médico, ter o seu nutricionista, ter o seu psicólogo, tendo, né, condições para isso, é é sensacional, né? Eh, visando saúde, é o que a gente tem de melhor, né? Então, como o Mateus falou, né, até conseguiu fazer um gancho até em usuários de anabolizantes, porque eles fazem isso, né, a estrutura psíquica deles necessita isso e isso se exterioriza no corpo. E é a hora que ele trouxe composição corporal, com certeza eu e a Gabriela ficamos muito felizes, né? Porque quando a gente fala ali, né, de massa muscular, massa de gordura, gordura visceral, a gente tá falando, né, desse dessa questão de saúde mesmo, né, que muitas vezes os pacientes nos procuram, acho que a Gabi vai confirmar isso com certeza, com finalidades estéticas, né? Eu queria emagrecer, eu não tô mais cabendo nas minhas roupas, eu não gosto mais de olhar pro espelho, eu não tô de de bem comigo mesma, com a minha imagem, né? E aí quando o paciente tem ganhos para além da estética, que eu sempre falo isso, né? A saúde tá em primeiro lugar, a estética é a cerejinha do bolo, é o presentinho que você vai ganhar por cuidar da sua saúde, né? E aí o paciente entende isso, ele começa a ser mais produtivo, ele consegue performar melhor no trabalho, ele consegue ter mais tempo de qualidade com o marido, com os filhos, com a esposa e ele consegue dar mais atenção e a libido melhora. Caramba, isso é tão legal, sabe? E aí de quebra você olha no espelho e fala: "Eu tô melhor, a minha as minhas, as minhas conexões cerebrais estão melhores, a minha memória está melhor, as minhas crises de enxaqueca estão melhores, né? E aí a gente chega na mind lá a longo prazo, eu consegui reduzir em vai, se eu não aderir 100%, eu consegui 35% de redução do risco de desenvolver um Alzheimer, né, uma uma doença senil, né? Então, a importância de todas essas conexões e nesse cuidado com a saúde, acho importante a gente falar também de dois pilares fundamentais, né? Atividade física e sono, né? Então, a atividade física ali, né, como o estímulo, que é o que a gente chama de BDNF, né, que são os fatores neurotróficos derivados do cérebro. É como se fosse um adubo ali pro cérebro e eles vêm muito da prática da atividade física. Então é uma coisa que a gente vai conseguir com E aí quando a gente fala em atividade física, ai preciso ir paraa academia todo dia, na minha rotina fica difícil, eu tenho filho, eu trabalho, meus horários são complicados. Se você conseguir 30 minutos de caminhada cinco vezes na semana, dentro de casa, no bairro, né, a gente tem o Parque Taquaral aqui em Campinas, que se você conseguir isso, você já está ativo e já está trazendo benefícios pro seu cérebro, né? É lógico, se a gente conseguir a prática da musculação, hoje a gente tem bastante evidência científica em relação aos treinos de força, melhor se conseguir associar um cárdio junto com a musculação, melhor. Não sendo possível, saia do sedentarismo, né? Cinco vezes na semana, 30 minutos de caminhada. Olha, olha quão pequeno é isso e o impacto que vai ter pra saúde cerebral. Muito bom. Agora, doutor, aproveitando, eh tem exames ou avaliações clínicas que ajudam a monitorar esse impacto dessa dieta da mente na saúde neurológica? Tem as pessoas elas iniciam essa dieta aí depois eh elas podem fazer exames para poder ir avaliando essa melhoria ou ainda não? Exames diretamente falando em relação a a questões cerebrais, a gente não vai ter em relação ao cérebro. Mas a gente vai ver parâmetros metabólicos sendo eh evoluídos, melhorados. Então assim, vai melhorar o perfil glicêmico, insulinêmico, vai melhorar a questão de triglicérides, vai melhorar o colesterol, vai ter um um ajuste em relação a isso, em relação às vitaminas, né? E clinicamente o o paciente também responde com maestria. Muito bom, hein? Que programa gostoso hoje, né? É muito bom receber vocês. Eu tô aprendendo aqui e eh aprendendo coisas de milhões, né? Isso é bom demais. A gente agradece a participação dos três. Agora 9:19. Agora a gente vai para a respondendo as perguntas dos nossos telespectadores. A gente vai com uma pergunta para cada um, tá? Vamos lá. Produção, pode colocar na tela pra gente se tiver. Eu sei que tem e a produção coloca na tela e a gente agradece. Ó, o pessoal de Barão Geraldo aí, o André Silva. Quais estratégias posso usar para controlar a ansiedade alimentar e evitar impulsos durante a adaptação à dieta mind? Ai ai ai. Vamos lá, Mateus. Nossa, maravilhosa pergunta. Primeiro de tudo, eh, quando a gente fica ansioso, a gente não respira adequadamente. Ah, mas é claro que eu respiro, não tô morto. Prestar atenção na respiração. Uhum. Aí a minha consciência vem pro agora. Eu paro de Quais são os pilares da ansiedade? Detectar o perigo, transformar o perigo em catástrofe. É melhor prevenir do que remediar. Não é tão assim, a vida não é tão rígida dessa forma. Então, primeira coisa, respiração. Chamar atenção para respiração. Depois você vai observar o que passa na cabeça dessa pessoa, quais as previsões que ela faz sobre o futuro. A gente começa por aí. Uhum. Então, já eh dando um link na no que a Bruna acabou de falar, aí entra o trabalho do psicólogo, vê a estatística de pensamentos adaptativos e desadaptativos, igualzinho a nutrição, mais nutritivos, menos nutritivos. Não tem pensamento certo ou errado, mas tem adaptável, como por exemplo, eu sou bom ou suficiente. Uhum. desadaptativos. Não presto para nada, minha vida dá tudo errado, mas ainda não morreu. Por que que dá tudo errado? Entendeu? A a a a consistência daquela ideia mais rígida. Uhum. Então, primeira coisa, aprender a respiração. Aí tem várias técnicas. Dessensibilização sistemática. A ciência dá nomes bonitos, né? Algo que já existe há 30.000 anos, desde os antigos yogs, indianos. Uhum. Essa cultura tá agora aqui no ocidente, eh, relaxar o corpo, ativar o sistema parassimpático. Só que aí tem um outro problema. Quando eu aprofundo a minha respiração, eu vou entrar em contato com as minhas defesas psíquicas. Já tem uma outra problemática, entendeu? Aham. Mas respondendo a pergunta dele, técnica de técnica de respiração abdominal. Aham. A caminhada, eh, se a gente for olhar nas pesquisas em educação física, ah, não, não vai dar nenhum efeito no metabolismo, mas psíquico vai e vai reverberar no metabolismo, sim. Uhum. Muito bom. Porque você vai tirar o stress, essa ruminação mental. Tá estressado. É técnica até para usuário de droga. Sim. Tá estressado. Veio o impulso de usar a cocaína. Observe o impulso. Vai na sua casa andar, anda, anda, anda, anda. Quanto tempo? Até até acabar o impulso. Nossa, olha, vai acabar. Uhum. Observar os impulsos que nós, as, o coração pulsa, o cérebro pulsa, as artérias pulsas. Nós somos seres pulsantes. Muito bem. Isso é vida. Maravilha. E respirar é vida. E é uma das dicas para você controlar a sua ansiedade, tá bom? Vamos lá. Mais perguntas pra gente 9:22 que temos Lucas Oliveira do Taquaral. Quais nutrientes são essenciais na dieta da mente para melhorar a memória e a concentração? E como garantir essa ingestão adequada de suplementos? Eu vou pra Doutora Bruna. Então vamos lá, doutora. Por gentileza, o Lucas do Taquaral tá falando com a gente. Oi, Lucas, respondendo aí a tua pergunta, né, na dieta Mind a gente prioriza então que você consuma aí os vegetais verdes escuros. se possível, pelo menos seis vezes na semana, então incluir ali quase que diariamente, né? Couve, finafre, rúcula, outros vegetais também, né? Frutas vermelhas, mirtilo, morango, amora, o que conseguir, eles são ricos em resveratrol, né? São antioxidantes do nosso organismo. Então são nutrientes aí eh muito ricos que vão ajudar muito nessa questão da mind, né? as oleaginoses, então as castanhas, os nozes também podem estar inclusos nessa dieta como uma fonte aí de gordura boa, né? Os grãos integrais, os peixes gordurosos, né? Então, salmão, pode ter atum, muito palatáveis também. Quem não gosta dos peixes também não tem problema. Com os outros nutrientes a gente consegue essa esse mesmo efeito terapêutico da dieta M. O azeite de oliva tá bastante presente também com uma fonte de gordura boa. As leguminosas e eh alguns defendem ali o vinho. Eu sou mais a favor dos antioxidantes de outra forma com a suspensão do álcool nesse cenário. Muito bem. Olha aí doutora Bruna falando com a gente e você aí de casa participando conosco. Pode mandar mais perguntas. Vamos lá. 9:24, a gente tá falando aqui da dieta da mente ou a dieta mind e estamos com profissionais magníficos nos ensinando, nos explicando, né, o porquê, o como faz bem e o que que a gente deve fazer para eh eh se adaptar com essa dieta. Pedro Almeida do SUS Spark, como harmonizar a dieta Mind com práticas de jejum intermitente, sem comprometer a estabilidade emocional e o rendimento no trabalho? E aí, vamos lá, Gabriela. Esse negócio de jejum intermitente aí, olha, não curto não, hein? A barriga ronca demais. É, é um processo também adaptativo do nosso corpo. Adaptar. É, mas respondendo a dúvida aí do Pedro, a ideia, né, para fazer essa combinação, eh, se ele em primeiro lugar já for adepto ao jejum, é quando ele for se alimentar, é ele eh focar em consumir os alimentos presentes na dieta Mind, que a Dra. Bruna falou, e eu já tinha falado também anteriormente, né? Então, eh, vai quebrar um jejum, consome aí vegetais verdes, coloca um peixe grelhado, eh, rega ali a salada com bastante azeite de oliva. Se for fazer um uma refeição intermediária, um lanchinho da tarde, pode aproveitar para colocar as frutas vermelhas com castanhas, né, nesse lanchinho. Eh, depois, né, caso realize um jantar, também focar nas carnes brancas com os vegetais. eh, leguminosas como feijão, ervilha, lentilha. E a questão de manter tudo isso com a estabilidade emocional, eu acho que assim, não tem como deixar de falar do exercício, porque o exercício físico ele ajuda muito nessa sensação de bem-estar, de controlar a ansiedade e ter um sono de qualidade. Então, eh, são todos os pilares, né? A gente não tem como escolher fazer um pilar, por exemplo, né, Rúbia, e deixar o outro de lado. Eu acho que é a união, né, eh, de todos os pilares, eh, saúde mental, a dieta, exercício físico, sono, toda essa combinação é o que vai trazer o bem-estar da pessoa. Muito bem. E conseguir controlar aí a principalmente com jejum intermitente, viu, ô Pedro? Porque o negócio é o seguinte, eu já tentei essa coisa de jejum intermitente, o que que acontecia depois? Por isso que eu falei que eu não sou muito fã. Depois me dava uma fome de leão e eu queria comer tudo, né? Aí vem o quê? O cerebrinho, né, Mateus? Que que acontece? É o intermitente, a gente tem que tomar cuidado, né? Peramente. É, ô Rúbia. Eh, então como voltando ao assunto sobre terrorismo nutricional, eh, pessoas, não tô falando mal de veganismo, crujorismo, por favor, mas eu preciso ver como tá a minha rotina, porque se eu for fazer jejum intermitente, combinar com uma dieta, eh, as meninas podem até me corrigir, tá? Eh, uma dieta eh de às vezes valor nutricional mais baixo, muito equilibrado, mas tem uma rotina muito estressante. Eu posso ficar anêmico. Sim. O jejum tem estudos vindo bastante estudos com jejum eh de ele ele melhora o BNDF, mas eu preciso ver como tá minha rotina. Se eu trabalho 12 horas por dia, eu preciso deixar talvez esse jejum paraas férias. Uhum. Eu preciso ter um espaço para colocar um estresse. Muito bem. Porque jejum não é gostoso. Ele pode reverberar o gostoso dias depois. Aham. Gostoso é comer chocolate e ficar deitado no sofá. Por isso que é mal interpretado para as pessoas no público geral, mas é tão gostoso, me convença que isso faz mal. É difícil porque a dopamina ela cega você. Consumo de álcool é a mesma coisa. Me convença que algo não faz bem, tá gostoso. É verdade, né? Faz sentido. Faz sentido sim. Ô, Dra. Bruna, o Mateus eh colocou bem algo interessante aqui, a questão e a a pergunta do Pedro também, eu acho que abriu pra gente falar sobre eh ess a o cuidado que a gente precisa ter, né, em fazer de repente a dieta mind, a dieta da mente, que é o que a gente tá explorando aqui hoje, mas a questão do jejum intermitente, combina a dieta da mente com o jejum intermitente ou a gente tem que fazer um e e deixar o outro de lado? tem que escolher o que que você quer, porque os dois pode dar errado. Rúbia, eu eu sempre falo que tudo, né, é no seu contexto. Então você trouxe aí com o Mateus também trouxe com riqueza de detalhes, uma coisa que é muito importante, né? Começar porque vi na internet, começar sozinho, começar sem orientação, não, né? O Mateus trouxe a questão da anemia e a gente sabe que tem muita questão de deficiência nutricional. Então, o que é o jejum? intermitente, senão uma estratégia de restrição calórica, né? Então, a gente precisa o balanço energético, o que você consome, o que você gasta, a gente precisa, não é só isso, né? O emagrecimento, mas a balança precisa pesar mais pro que você gasta do que você consome. E aí muitas vezes na questão de eh trazer os o o consumo, a gente deixa uma janela sem o paciente sem se alimentar. Quando o paciente chega pra gente com uma B12 de 100, uma vitamina D de 15, o jejum é uma estratégia? Não, não vai ser uma estratégia, né? Então assim, sempre individualizar caso a caso, né? O jejum é uma estratégia legal para o ambiente adequado para isso, né? E para quando o paciente bem orientado vai conseguir na janela alimentar dele, né? Porque a gente faz um período de jejum e um período de janela alimentar. É isso que você trouxe, Ruber, que não pode acontecer. Então assim, ah, eu fico super bem, 12, 16 horas, 18 horas sem comer, mas na janela alimentar eu tô comendo até o reboco da parede. Não tem coisa errada aí, né? Então, é, é isso, é trazer, né? E aí contextualizando, puxando aí um pouco até da pergunta anterior e do que o Mateus falou, nós temos uma parte do nosso cérebro, né? Tem tem alguns centros de regulação. Então temos o o a regulação da fome da saciedade, né? Grelina, leptina, insulina, glucagon, que são hormônios que vão trazer a saciação e a saciedade, né? que são conceitos diferentes. A gente tem o tempo para se sentir saciado durante uma refeição. Então é é o quanto eu vou comer naquela refeição e o quanto eu vou demorar para sentir fome até a próxima refeição. Então são dois conceitos que a gente precisa trabalhar, né, e aí trazer os macronutrientes para eh a adequação dessa associação e dessa saciedade, né? E nós temos também o centro de liberação, né, de prazeres, né, o sistema límbico, que aí tá muito relacionado ao que o Mateus falou em relação à respiração, em relação ao estímulo parassimpático. O sistema límbico, o Mateus trouxe, né, formas de controle da primeira pergunta. O sistema límbico tá relacionado ao prazer. E muitas vezes nós relacionamos a comida prazer, né? O o ser humano ele se reúne para comer. O prazer está muito na comida, né? no chocolate, carboidratos refinados ali que vão liberar aquele prazer momentâneo. E daí vem a necessidade da gente testar e encontrar prazeres em outras fontes, como a atividade física. A atividade física também é dopaminérgica, ela também vai estimular esse sistema. Então, quando a gente encontra prazeres em outra outras fontes que o Mateus falou, né, veio o gatilho de fumar, de beber, de comer açúcar, vai andar, vai fazer alguma outra coisa, né? Vai estimular de alguma outra forma. E uma outra dica prática é que a gente vá testando a nossa o nosso paladar mesmo, né? Então, assim, o consumo de limão, o consumo de um cítrico, de um ácido que não está sempre, a nossa língua não tá apta, né? tá sempre ali o docinho, o chocolatinho, o açúcar e não tem um um outro estímulo, né? Então, que a gente tem esse estímulo, que a gente eh eh para além do ah como é saudável, se teste mais, né? Busque prazer na atividade física, busque outros alimentos, experimente o amargo, o azedo, o os outros sabores, né? Eu acho que tá muito, a resposta, a chave tá muito aí nesse equilíbrio. Maravilha. Dout. Bruna. Ah, quer pontuar? pontual, o que é pontual. O Gabriel não super concordo. Eu eu olhei pro Mateus e falei equilíbrio mais uma vez, né? Ah, exato. Então, mas essa e daí você sabe, Dra. Bruno, Mateus falando, a gente falando de equilíbrio, o Mateus eh pontuou que assim, a vida, na verdade ela está em desequilíbrio e a gente vive em busca do equilíbrio, né? Então é isso, a gente precisa buscar equilíbrio em tudo nessa vida. Ô, produção, tem mais? Oi, por favor. Não, só só fechando, né, o full circle aí que a gente começou falando o que é dieta, né? É modo de vida. Então é a gente buscar equilíbrio no modo de vida. Eu sempre falo pros meus pacientes, a vida acontecendo é isso, são altos e baixos. E aí o Mateus traz isso com maestria, né? Nós estamos buscando equilíbrio em um constante desequilíbrio, né? Então essa é a a chave. Maravilha. Isso mesmo. Agora 9:33. Mais pergunta pra gente? Acho que se eu não me engano, tem mais duas e aí a gente vai para as considerações finais. Vamos lá. O Thiago Pereira do Guanabara, quanto tempo em média leva para leva para perceber benefícios cognitivos como a melhora da memória ao adotar regularmente a dieta Mind? Vamos lá, então, Mateus, quanto tempo? Ele pergunta, quanto tempo leva em média pra gente perceber os benefícios cognitivos, né, quando a gente adota a dieta? Comecei a fazer a dieta, quanto tempo depois eu vou perceber que, tipo assim, a minha cabeça deu uma melhorada? Isso varia de pessoa para pessoa. Uhum. Porque como eu volto a repetir, nossas perguntas são tão legais e bem amplas, tá? Depende pessoa para pessoa. Eh, quando eu vou colocar, vou mudar muito a minha rotina, eu vou gerar um estresse. Uhum. Vai ser desconfortável. Ah, e um dado interessante, essa dieta foi desenvolvida em 2015 para um Instituto Médico de Chicago. Uhum. Então, há um estudo em cima disso. Nós não estamos falando aqui sobre coisa aleatória e e eu estudei sobre essa dieta, tem macronutrientes, micronutrientes, ela é bem equilibrada, tem um alicerce fenomenal, mas se você come coisas de baixo valor nutritivo, vai ser estressante. Se você já ter uma facilidade, em poucos dias você já percebe a diferença. Que bom, que legal. E a percepção do que é saudável e gostoso demora. Eh, eu gosto de usar o exercício físico como metáfora para muitos dos meus atendimentos, tá? E eu já fui atleta de natação há muito tempo, ensinei natação ainda. Eh, quando você começa a nadar de cabeça alta, qual que é a sensação? Aí o pessoal falar: "Ah, é desconfortável, eu não aguento nadar muitos metros." Uhum. Mas se eu abaixo a cabeça, alinho a biomecânica do meu corpo, a natação vai fluir melhor. É a mesma coisa, vai incomodar. Eu vou beber água, eu vou engolir um pouco de água se eu deitar o meu corpo, mas depois que eu aprendo, eu vou nadar a metragem maior. É assim com a corrida. Tem muita gente que corre errado, dá uma passada errada. Então até aprender e e de novo falando de conexão, às vezes o meu corpo tá tão inflamado e eu acho que ele tá confortável que eu não percebo. Verdade. Então tem que reeducar a conectável os órgãos, o sangue, né? ver como é que tá o exame de sangue com o nutricionista. É tudo isso. Responde a pergunta. Respondeu a pergunta. Variável. Dá tempo para mais uma. Então, antes da gente encerrar, vamos lá. 9:36. A gente começou um pouquinho depois das 8, então a gente vai até mais um pouquinho. A Maria, a Mariana Souza da Vila Industrial. É possível equilibrar as refeições da dieta Mind em uma alimentação familiar, agradando desde criança até idoso, sem perder o foco na saúde cognitiva? E aí, Gabriela? Com certeza. É possível sim equilibrar a as refeições na dieta mind, porque como eu trouxe, eh, são alimentos que inclusive, tá, pessoal, eh é de são de fácil acesso e a gente pode, eh, personalizar de acordo com a região que a gente vive, né? Então, bem assim, formas de aderir a dieta Mind, eh, ficando mais acessível, consumindo os vegetais verdes, por exemplo, da época, da safra, consumindo os peixes, eh, que para naquele momento estão com um valor melhor. Eh, a sardinha, por exemplo, é um peixe barato que é riquíssimo em ômega-3, né? Então, super dá para eh ter uma adesão da dieta familiar e inclusive agradar as crianças, né? Para isso você também pode usar assim receitinhas mais saudáveis, né? Com os alimentos que eh fazem parte aí da dieta Mind. Mas lembrando, né, até que o Mateus falou, não é uma dieta restritiva, tá, Rúbia? Não é, é uma dieta bem ampla e que engloba todos os nutrientes assim essenciais. Hum. Então, super dá. E é importante, inclusive, porque quando tem adesão da dieta na família, na casa, a chance daquilo se enraizar é muito maior. É isso. Eh, vai de encontro com o que a Dra. Bruna falou lá no início, né? Bem interessante essa questão aí de uma dieta eh familiar, né? Uma dieta, um modo de vida eh saudável de se viver entre família, né, doutora? Com certeza, né? E e quando a gente fala desse padrão, eu tenho muitos pacientes que me me procuram e falam: "Como que eu faço, né, pro meu filho fazer, né? Então assim, não adianta eu ficar no celular o dia inteiro e falar pro meu filho: "Leia livros, eu preciso ler livros para que ele leia livros, né?" Então assim, não é diferente com a dieta, né? Se eu tiver comendo McDonald's na frente dele, falar: "Come esses brócolis, essa maçã, não vai dar muito certo", né? Então assim, eh, o ensinar através do exemplo, né? você mostrar, você fazer o ambiente, né? E é o que a gente fala em relação à genética e epigenética, né? Então, o o ambiente, né? O ambiente ele vai influenciar muito. Nós temos estudos com gêmeos eh eh univitelinos que o ambiente um se tornou um obeso e o outro um paciente eutrófico, né? por conta desse ambiente. E aí a importância da gente desde o começo dar o exemplo paraas crianças e desde o preparo paraa gestação dessa vida, né? Então, hoje nós já temos evidência científica de que três gerações são afetadas com o que o comportamento alimentar, os hábitos, o tabagismo, o alcoolismo de uma mulher durante a gestação. Então, ela consegue afetar os netos dela através dos hábitos na gestação. A importância aí desse cuidado de você ter o acompanhamento médico, nutricional, psicológico da parte física, né? mais uma vez trazendo a importância desse multidisciplinar maravilhosa e fechou muito bem. A gente tá encerrando o nosso programa. Eu eh aprendi muito hoje, viu? Mais uma vez, cuidar do cérebro é tão importante quanto cuidar do corpo. Alimentar-se eh com alimentos saudáveis, não é apenas uma questão de estética, né? É uma forma de manter a mente ativa, lúcida e protegida por muitos anos. É uma forma de prevenção. Que bom que a gente tem oportunidade de aprender isso. Que bom que a gente tem oportunidade de trazer profissionais como esses e falarem, trocarem experiências e nos ensinarem como é que a gente deve fazer para de repente a gente prevenir algo lá na frente e a gente possa ter aí um envelhecimento um pouco mais com qualidade, um pouco mais com com saúde, né? Então eu só tenho mesmo agradecer a participação de todos vocês. Começo por você, Mateus. Considerações finais. Muito obrigada por estar aqui com a gente hora segurando, falando, ensinando. Gratidão. Gratidão. Nossa, obrigado mesmo pela oportunidade de estar aqui com vocês. E esse tipo de recurso é igual chinela vaiana, veste o pé do rico e do pobre para todo mundo. Exato. O que o público não tem é informação. Uhum. Né? Eh, sobre a gente falou de equilíbrio, né, e deixar aqui para finalizar o o nosso trabalho. Eh, nós estamos em constante construção e até no meu site eu coloquei uma uma frase muito bonita do André Shir, que é francês. Ele fala assim que não é possível você conhecer novos horizontes se não pode deixar de vista a costa. E isso não pode ser eh visto com o medo. Uhum. E sim que nós somos pessoas melhores a cada dia. Muito bom. Somos sim. A gente tá em plena construção. E sem medo. Não é para ter medo. Apenas divulgamos dados e falar isso faz mal, isso é bom. É muito taxativo, isso cria mais pânico à pessoas, isso trava o psiquismo. Muito bem, Mateus. Muito obrigada, viu? Obrigada pela sua participação. A nossa eh nutricionista, né? Que bom ter você com a gente. Eh, obrigada por compartilhar informações tão gostosas e tão boas, né? E e com certeza eu tô levando, o pessoal de casa tá levando e a gente vai se adaptando. E só lembrar que o pessoal precisar, nós temos nutricionistas, temos nutrólogo, temos eh eh psicólogos que podem te auxiliar e aqui nesse programa você encontra esse auxílio. Gratidão mais uma vez, viu? Obrigada, Rúbia. muito feliz, né, de estar aqui, de ter eh falado um pouquinho, né, da importância aí da nutrição. Eh, eu sou suspeita, é claro, né, mas eu acho que assim, a nutrição ela muda vidas, ela é capaz de trazer mais saúde, tá? Eh, em todos os sentidos, né? E o recadinho só que eu quero deixar, né, pro pessoal que nos assistiu, eh, não tenha medo. Às vezes a gente fecha, fica muito em caixas, ah, tenho que mudar a minha alimentação da noite por pro dia 100%. E não é assim. Se você começar a ter mudanças de hábitos, ainda que seja lentamente, começa trocando aquele lanchinho de bolacha recheada por uma fruta com umas castanhas. Vai fazendo pequenas substituições que agrega mais saúde ao seu dia, possivelmente auxilia no seu emagrecimento e são de eh mudanças eh que a longo prazo vão trazer benefícios. Muito bem. É isso, esse recadinho que eu queria deixar e adorei estar aqui, viu? Obrigada mesmo. Gente que adorou receber vocês e adoramos também receber a Dra. Bruna, por mais que foi rapidinha a participação, mas que veio, que contribuiu muito. Gratidão. Muito obrigada por estar com a gente nesse momento tão especial de troca de experiência e de levar aí a oportunidade das pessoas de casa de entenderem a necessidade de uma vida saudável para o nosso eh, vamos colocar aqui o nosso envelhecimento, né? todo mundo vai passar por esse caminho e se a gente tem essa informação, a gente com certeza vai passar por esse caminho bem mais confortável e bem mais saudável. Doutora Bruna, muito obrigada. Eu que agradeço, Rúbia. Obrigada pelo convite de estar aqui mais uma vez com vocês, conversando, falando sobre saúde, sobre longevidade e a forma, né, da gente conseguir cuidar desse do nosso cérebro, desse órgão tão nobre, né, começa no nosso prato todos os dias, né? Então, essas escolhas alimentares, o como a gente vai cuidar desse macro da nossa saúde, como a gente vai manejar sono, estress, atividade física, o nosso o nosso dia a dia, né? Então, cuidando aí da alimentação. Eh, quero deixar também os meus contatos. Eh, o meu pacientes conseguem me encontrar pelo @ pelo Instagram, Dra de doutora, D de dado, R de rato, a de amor, Bruna Patrão. E o telefone do consultório é o 1998 114474. Muito bem, Dra. Bruna, muito obrigada pela sua participação mais uma vez, tá? Se vocês quiserem deixar também, por favor. O meu então do Instagram é o @gabi Martinez Nutri e o telefone do consultório é o 199957122. Muito bem. O seu ou sua sua site, Mateus? O meu meu site é www.pimateustomasoli.com.br. br. Eh, o telefone do meu consultório é 19992286446. E o Instagram é Mateus Tomasoli e_line PS. Maravilha, compartilhado e com certeza essa galera traz informações diárias, né, no Instagram, nas redes sociais e que faz muito bem pra gente. Então é por isso que a gente compartilha para vocês. Se precisar tem aí os profissionais que podem te orientar. Gente, gratidão, só gratidão. A gente tá terminando o programa agradecendo os nossos profissionais, você de casa, a nossa equipe e lembrando que amanhã nós temos estúdio Câmara. Amanhã cestamos, né? É, amanhã já é sexta-feira e amanhã a gente convida você para refletir em que momento você se sente idoso? Já sentiu que está assim? Poxa, não sei, viu? Eu tô Então, existem tabus na terceira idade? Essa conversa vai te surpreender, viu? É isso mesmo. Nós vamos falar amanhã referente a essa questão de você sentir que você já está eh num num momento que já não tá muito legal. E aí vou colocar uma aspas aqui e falar assim: "Ah, eu já tô velho hoje, não eu não aguento mais", né? Então, a gente vai conversar sobre isso, porque eu tenho certeza que você vai se surpreender mesmo com essa conversa de amanhã, tá bom? Então, fique com a gente. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. Lembrando também que a nossa programação é feita com muito carinho, especialmente para você, toda a nossa equipe, trazendo a melhor informação, informação de qualidade, tá bom? Um beijo grande, fica com Deus, fica com a gente. TV Câmara Campinas, amanhã temos mais estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e a gente tá seguindo aí 1 hora e meia de bate-papo com muita informação para você, porque você é especial. Tudo de bom, gente. Beijo grande e até amanhã. [Música] [Música] [Música]