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Estúdio Câmara | Diet, Light ou Zero: Saiba as diferenças e os impactos na sua saúde
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Estúdio Câmara | Diet, Light ou Zero: Saiba as diferenças e os impactos na sua saúde

60 views Publicado 22/05/2025 HD · 49:54

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Você sabe realmente o que significa um produto diet, light ou zero? Apesar de estarem lado a lado nas prateleiras e parecerem sinônimos de “saudável”, esses produtos possuem funções e indicações bem diferentes. No episódio desta quinta-feira, 22 de maio, o Estúdio Câmara Campinas vai esclarecer as diferenças, vantagens e riscos associados a cada uma dessas classificações alimentares, com a presença de dois especialistas que entendem profundamente do assunto. Os produtos diet são desenvolvidos para atender a necessidades específicas, principalmente de pessoas com restrições alimentares, como os portadores de diabetes, já que podem ter ausência total de açúcar ou outros nutrientes. Porém, é um erro pensar que todo produto diet é menos calórico — muitas vezes, eles possuem a mesma ou até mais calorias que as versões tradicionais. Já os produtos light se destacam pela redução de pelo menos 25% de algum nutriente ou valor energético, podendo ser gordura, açúcar, sódio ou calorias. São indicados para quem busca um controle maior da alimentação e quer reduzir o consumo de determinados componentes sem abrir mão do sabor. Por fim, os produtos zero geralmente indicam a eliminação total de um ingrediente, como o açúcar ou o sódio. Mas cuidado! A ausência de açúcar, por exemplo, não significa automaticamente menos calorias ou que o produto seja mais saudável. Durante o programa, vamos debater: ✅ Quais são as principais diferenças entre diet, light e zero? ✅ Quais os mitos e verdades que cercam esses produtos? ✅ É verdade que produtos diet podem ter mais calorias? ✅ Quem deve ou não consumir produtos light? ✅ Tomar refrigerante zero todo dia faz mal? ✅ Como escolher conscientemente esses produtos no supermercado? Para responder a todas essas perguntas, o Estúdio Câmara Campinas recebe: 👩‍⚕️ Gisele Bannwart – Engenheira de Alimentos e Nutricionista, especialista em segurança alimentar e rótulos nutricionais. 👨‍⚕️ Dr. Victor Dias – Médico Nutrólogo, com atuação em Medicina Integrativa e Performance Física, que irá abordar os impactos metabólicos e de saúde relacionados ao consumo frequente desses produtos. Este episódio é indispensável para quem deseja adotar uma alimentação mais consciente, entender como ler os rótulos nutricionais e fazer escolhas que de fato contribuam para a saúde, seja na busca pelo emagrecimento, controle de doenças metabólicas ou apenas para ter um estilo de vida mais equilibrado. 👉 Não perca! Assista ao programa completo e participe enviando sua pergunta ou comentário. Sua dúvida pode ser respondida ao vivo pelos nossos especialistas! ✅ Deixe o seu like se gostou do conteúdo, compartilhe com quem precisa dessas informações e inscreva-se no canal para não perder os próximos episódios do Estúdio Câmara Campinas. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 🎥 VÍDEOS RELACIONADOS: Alimentação Saudável: Como Ler Rótulos de Alimentos? https://www.youtube.com/watch?v=abcdefg Mitos e Verdades sobre Dietas e Emagrecimento https://www.youtube.com/watch?v=hijklmn Saúde e Bem-Estar: Como Evitar o Consumo Excessivo de Açúcar https://www.youtube.com/watch?v=opqrstu

Transcrição completa do vídeo

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[Música] Olá, bom dia. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara desta quinta-feira, dia 22. de maio. E no programa de hoje, gente, nós vamos direto ao ponto e uma dúvida que muita gente ainda tem, inclusive eu. Você sabe realmente o que você está consumindo quando escolhe um produto light ou zero? Esses termos estão cada vez mais presentes nos rótulos, nas propagandas e, claro, na rotina de quem busca uma alimentação mais saudável. Mas será que a gente entende de fato o que eles significam? Para desvendar esse mistério, a gente já conta com os nossos especialistas aqui no estúdio. Nós temos a engenheira de alimentos, nutricionista Gisele Banvart e o médico nutrólogo, especialista em medicina integrativa e performance física, Víor Dias. E você aí de casa, costuma escolher produtos da IT, Light ou Zero no supermercado? Conta pra gente se você sabe a diferença entre eles ou se já teve alguma surpresa lendo os rótulos, tá bom? Manda a sua mensagem através do nosso WhatsApp QRcode tá na tela, é só apontar a câmera do seu celular ou então entra direto ali no 97829377. Nós estamos aguardando a sua participação. Daqui a pouquinho a gente interage com você porque agora eh nós vamos atualizar algumas notícias, a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente já começa o nosso bate-papo, combinado? Vamos lá, então. Cult cult eh, lança cursos gratuitos aqui em Campinas, gente. E a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Governo de São Paulo, por meio do Cult Pro, escolas de profissionais da cultura, acaba de lançar cursos gratuitos para moderadores de para moradores, aliás, de Campinas. As inscrições vão até o dia 1eo de junho pelo site, tá? Então vamos lá. Cult PR, programa gerido pelo IDG, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão. E o site é assim, ó, www.cultspro.org.br, tá bom? Você entra lá porque tem muitos cursos disponíveis e gratuitos aqui em Campinas. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, tá? O Cult Pro, Escola de Profissionais de Cultura, é um programa eh voltado para profissionais da cultura, dividido em seis escolas temáticas e oferece formações alinhadas às diferentes áreas da cultura e economia criativa. As escolas abrangem desde artes eh artes cênicas, produção musical e cenografia até curadoria. Também tem gestão de museus, audiovisual, games, design gráfico, fotografia, gastronomia, moda sustentável e empreendedorismo cultural. Entre os cursos oferecidos aqui em Campinas são vários, mas entre os cursos estão qualificação profissional em técnicas circenses, palhaçaria, acrobacia coletiva e trabalho em altura. Olha só que legal, tem também o inglês introdutório para profissionais de cultura. Então vamos lá, se inscreva e faça o seu curso, combinado? Olha, gente, e também temos a notícia informação que a Câmara de Campinas aprovou em primeira votação a criação de uma secretaria voltada para mulheres aqui na cidade. A votação aconteceu ontem, né, e foi aprovada em primeira votação, então, o projeto de lei complementar que propõe a criação da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher. A proposta de autoria do executivo teve 26 votos favoráveis e nenhum contrário. O projeto ele ainda precisa ser aprovado em segunda votação e essa segunda votação está prevista para a próxima semana. A criação da nova secretaria busca garantir mais eficiência na implementação das políticas públicas direcionadas a mulheres. O projeto prevê a criação de 34 cargos e funções gratificadas, além do remanejamento de outros quatro cargos e estruturas da atual Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social para a nova pasta. Ah, agora você já sabe, né? Então pode acompanhar todas essas informações no site da Câmara Municipal de Campinas. Previsão do tempo para você tá chegando. Eu tô sabendo que tá vindo uma frente feia paraa semana que vem, mas a gente fala de hoje, né? Então hoje nós temos mínima 16, máxima 27. Hoje é quinta-feira, céu parcialmente nublado agora pela manhã. Possibilidade de algumas pancadas de chuvas isoladas no final da tarde, mas nada absurdo, tá? Então, mínima 16, máxima 27. Se prepare, já vai organizando aí para lavar as cobertas, para dar uma organizada nas roupas, porque pra semana que vem tá vindo uma massa de ar frio, chuva, então a gente precisa se preparar. Mas essa semana ainda tá tranquilo. Mínima 26, máxima 27 para hoje, quinta-feira. Muito bem dado o recado. Agora a gente começa a desvendar o mistério. À primeira vista, podem parecer todos iguais, mas cada um tem uma proposta e um impacto diferente na sua saúde, desde o controle de doenças, como diabetes, hipertensão, até o emagrecimento e a reeducação alimentar. Esses produtos DI, Light, zero, pode zero, podem ser aliados ou vilões. E hoje a gente vai esclarecer os mitos, as verdades e os cuidados que você precisa ter ao escolher entre essas opções. E para essa conversa importantíssima, a gente recebe hoje dois especialistas, né? A Gele Banvart, que é engenheira de alimentos e nutricionista, tá com a gente aqui e vai explicar pra gente qual que é esse negócio aí de Light Zero. E vamos com as considerações iniciais da Gisele. Muito bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, Rúbia. Um prazer tá aqui. Agradeço o convite. Acho que é sempre uma alegria e uma missão bastante importante falar sobre alimentos, né? Eu falo que é uma alegria porque é um assunto que eu já trabalho há muito tempo e eu acho que nós aí da área, né, assim como o Vítor, a gente tem uma missão de levar informação e levar educação pro consumidor, pro paciente que tá com a gente no consultório, pro consumidor que tá comprando esse produto, né? E eu acho que esse assunto do diet light zero isento, né, ele gera muita confusão, porque algumas pessoas naturalmente se interessam mais pelo assunto e buscam informações, enquanto outras não têm muito acesso a essa informação, tem menor compreensão, então elas acabam ficando um pouco sugadas aí por essa quantidade de informação que as circundam, mas que na verdade ela não consegue ter o devido entendimento, né? Então vamos procurar aqui hoje ser o mais claro possível, né? e trazer uma linguagem gostosa aí para que as pessoas entendam. De uma maneira geral, eu acho que a confusão já começa no diet e no light, né? Porque a gente tem outros termos, né? Fonte de rico em, né? Então vamos focar aqui no light e no diet. Já começa que esses termos nasceram do inglês, né? O que é um complicômetro adicional. Nem todo mundo tem familiaridade com outro idioma, com idioma inglês. Então assim, o que que quer dizer light, né? Leve. Se a gente pega a regulamentação, né? a legislação brasileira atual, esses produtos que a gente chama de produtos para fins especiais são regulamentados pela pela Anvisa. Não sei se todo mundo tem familiaridade. Acho que se a gente tá aqui para esclarecer, tudo tem que ser dito, né? Então é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, né, que faz parte do Ministério da Saúde. Então ela regulamenta esses produtos. O que que são produtos para fins especiais? produzos para pessoas com diabetes, pessoas com hipertensão, pessoas que fazem controle de peso, pessoas que têm necessidades como produtos sem glúten, sem lactose, né? Então, a Anvisa regulamenta. E o que que é um produto light? Se a gente for traduzir esse light, seria leve, né? Que que seria um termo mais fácil pra gente compreender? Reduzido, né? Com menos, com menor quantidade. Então, já começa daí, né? a gente buscar uma uma nomenclatura, uma definição, uma forma de explicar para esse consumidor, para esse paciente, do que que nós estamos falando, né? Então o light ele é reduzido. Eu acho que uma dúvida muito grande, parece que light sempre é menos gordura, mas não. Ele é light, ele é reduzido. Ele pode ser reduzido em gordura, mas também em energia, né, em calorias, em açúcar, em sódio, em colesterol, em lactose, em qualquer nutriente que a gente tenha naquele produto. E para quem ele serve? para aquele consumidor, para aquele paciente que busca ingerir menos, seja por opção, seja por necessidade. Esse é o reduzido. Que que é o diet? E aí que acho que vem também uma fonte de confusão, porque se a gente for traduzir diet do inglês para português, seria algo como dietétical. E dieta, infelizmente, vem sendo vinculado, não sei se o Vittor concorda, né, com algo meio negativo. A pessoa tá de dieta, tá sofrendo, né, Vittor? Não é bem assim, né? Não necessariamente, né? O que que é dieta? Se a gente for buscar lá o histórico, se a gente for olhar no dicionário, é o nosso padrão de comer. Simples assim, né? Então, dietético não necessariamente é uma coisa para doença, não é uma coisa que deveria ter uma conotação negativa, né? Então, já começa aí a confusão. Então, diet, se a gente for traduzir pro nosso dia a dia, é 100, né? É isento. Então, ele pode ser isento. Normalmente a gente lembra logo do açúcar, né? Ah, é diet não tem açúcar. Pode ser que ele não tenha sal, pode ser que ele não tenha gordura, pode ser que ele não tenha outros nutrientes, né? Então, pra gente traduzir tudo isso que eu falei, o light, vamos ligar com leve, leve reduzido, o diet é sem, não contém, né? Então, acho que eh se a gente for pensar como que a gente pode, né, o Vittor lá no consultório, eu no consultório, eu na indústria, nossos colegas, como a gente pode ajudar as pessoas a compreenderem melhor, tentando destilar um pouco mais isso no dia a dia, traduzir para uma linguagem que fale mais com o consumidor, né, para que no momento que ele tiver lá na frente do produto na gôndola ou na farmácia, para que ele ele tenha uma visão um pouco mais simplificada daquilo que ele tá lendo. Muito bem, gente. Quanta informação no início do programa. Você entendeu o que ela disse? Conseguiu fazer aí a diferenciação, né? Dite light zero. Então, nós falamos eh com a Gisele, ela que é especialista em alimentos e agora a gente fala com o Dr. Víor Dias, ele que é médico nutrólogo, ele é especialista em medicina integrativa e performance física. Gente, um médico nutrólogo. Que maravilha saber que existem profissionais como Dr. Vittor que podem nos orientar de que forma a gente pode trabalhar aí no consumo de alimentos, né, doutor? Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação. Grande a sua contribuição no programa hoje. Muito obrigado, Rúbia, pelo convite. Muito obrigado você em casa que está aqui nos ouvindo. Para mim é um prazer poder estar aqui com a colega, com você e com você aí de casa, eh, compartilhando conhecimento e aprendendo um pouquinho também. Eh, toda vez que a gente fala sobre alimentação, existe sempre um certo tabu, uma certa confusão. E o nosso objetivo aqui como profissional é sempre desmistificar isso de uma forma leve, a fim de que você consiga discernir as diferenças entre os alimentos e a fim de que você possa ter mais qualidade de vida, incorporar novos hábitos, novos estilos de vidas, a fim de que você também, obviamente, tenha uma qualidade de vida e uma longevidade saudável. Doutor, o que faz o médico nutrólogo? Explica pra gente que a gente nutricionista é uma coisa, o médico nutrólogo é outra. explica pra gente eh qual é a atuação do médico nutrólogo, que é importante as pessoas de casa saberem a diferença e qual rumo tomar na hora da necessidade aí de buscar um profissional de saúde. Perfeito. O médico nutrólogo é um especialista, é um médico com formação, fez faculdade de medicina com uma pós-graduação e ou uma especialização a residência médica em nutrologia. Sim. Então o médico nutrólogo tem como função não só trabalhar tratando doenças relacionadas ao estilo de vida, à alimentação, mas também trabalhar de forma preventiva, fazendo com que o indivíduo tenha ali uma melhora na sua qualidade de alimentação, no seu estilo de vida e, obviamente, contribuindo para uma melhora da qualidade de vida. Dentro da nutrologia, no campo da medicina existem linhas intrahospitalares em que nós tratamos pacientes com déficites nutricionais graves, com alimentação, com suplementação parenteral e também tem a linha clínica, que é a minha linha, né, em que a gente no consultório consegue identificar padrões alimentares e, obviamente, condições patológicas. E através do nosso conhecimento, do nosso estudo, no meu caso, com uma visão integrativa do ser humano, a gente consegue incorporar novos hábitos, suplementar eh suplementos e intercorrências que esse indivíduo tem. Muito bem. Bom, a Gisele disse que a o produto, né, ele precisa atender aí as regulamentações da Anvisa para ser considerado light ou, né? E aí eu pergunto pro Víor, muitas pessoas eh ao buscar uma alimentação saudável, elas acreditam que basta aí uma troca de produtos eh pelos lights ou di. Mas será que essa substituição é benéfica eh sem eu buscar o apoio de um profissional? E esses produtos que as pessoas costumam consumir achando que não tem açúcar, né? zero açúcar. Qual que é a sua avaliação sobre esse consumo desenfreado de produtos que a gente acha que vai ajudar aí na nossa saúde, mas a gente nem sabe para que o produto serve, na verdade, com certeza. Primeiro ponto é a gente entender a diferença de cada um deles. A Dra. comentou muito bem sobre a diferença entre o, o light, o zero. Eu acho que o consumidor, na grande maioria das vezes, ele confunde esses alimentos com pseudos saudáveis e não necessariamente esses alimentos, por serem light, e zero, são saudáveis, né? Existe uma certa confusão nessa nomenclatura, na qualidade desses alimentos. O que eu sempre recomendo é que e que eu sempre pondero é que esses alimentos eles são aditivos, eles são complementares a indivíduos que queiram fazer uma transição do estilo de vida. Então, obviamente o indivíduo que é diabético e precisa ali ter um controle da sua glicemia, um paciente hipertenso precisa ter um controle da sua pressão arterial, um paciente deslipidêmico com alteração dos níveis de colesterol precisa ter um controle com relação à ingestão de gorduras. um paciente com intolerância a lactose, com fenilotonúria, ele precisa entender qual alimento é o mais recomendado paraa condição dele. Então, eu vejo muitas pessoas substituindo todos os alimentos eh praticamente industrializados por por alimentos da light zero e sequer sabem dessa diferença, né? E eu acho que o nosso papel hoje aqui é desmistificar tudo isso, explicar de forma minuciosa para que você aí que tá em casa, quando procurar mudar o seu estilo de vida, tem o hábito também de ler os rótulos dos alimentos, porque a própria Dra. Gisele comentou, né? A gente tem uma regulamentação da Anvisa e que obriga as indústrias a colocarem a isenção ou a diminuição de determinado nutriente daquele produto. Então, por exemplo, um paciente diabético, ele precisa ter um consumo controlado de açúcar. Uhum. Uma vez que é diabetes, ela é uma condição médica em que há uma hiperglicemia persistente em que o indivíduo tem uma quantidade de açúcar elevado no sangue e esse açúcar elevado pode-se ao longo do tempo ser danoso pros olhos, pros rins, para uma série de órgãos do nosso corpo. Uma vez sabendo disso, o o paciente diabético, ele precisa evitar alimentos açucarados. Quando esse paciente ele tem o acesso a um alimento industrializado, por exemplo, o alimento DI pode ser o mais recomendado, porque como a Dra. Gisele comentou, o alimento DI, ele tem que ser isento, ele não pode conter determinado nutriente. Então o paciente diabético, ele tem, por exemplo, quando for consumir, ele procure um alimento isento a açúcar, tá bom? Ah, o paciente com intolerância à lactose, ele vai procurar um alimento isento à lactose. O paciente com fenil centonúria, ele vai procurar um alimento isento, a fenil lalanina, que é um aminoácido, e por aí vai. Nossa, gente, você de casa tem costume de ler o rótulo? O pessoal vai no mercado geralmente com muita pressa, né? E aí, sem contar que as letrinhas são tão pequenininhas, mas é importante a gente ler o rótulo, principalmente você que precisa de um alimento específico. Agora, Gisele, a confusão entre os termos é uma das principais armadilhas que comprometem escolhas saudáveis, né? Como é que funciona o processo de substituição de ingredientes entre produtos DI, eh, para preservar o sabor e a textura, né? porque você é engenheira de alimentos, então acho que você pode trazer esse conhecimento pra gente, porque às vezes tem alguns produtos DI, eh, que tem um finalzinho, gosto de remédio, não é não é gostoso, né? Então, como que funciona todo esse processo para preservar essa textura? E qual que é o impacto desses produtos na quando a gente fala da saúde metabólica, né, do de quem consome? É uma pergunta muito boa, Rúbia. É todo um processo, né, quando a gente faz essa substituição, seja do açúcar, seja da gordura, seja do sal, do sódio, né? Primeira coisa que a gente tem que pensar, né, na engenharia de alimentos. E eu vou pedir licença até para para explicar rapidamente que muita gente não sabe o que é a engenharia de alimentos e o que é a nutrição, né? Eu acho que aqui a gente tá hoje para simplificar. Eu acho que a forma mais fácil de dizer, a engenharia de alimentos, ela vai da boca para fora e a nutrição vai da boca para dentro, ou seja, a gente desenvolve aquilo que o consumidor vai consumir. Então, a engenharia de alimentos, ela tá antes, lógico que ela vai olhar pra parte afetiva do consumidor, pra parte das necessidades, dos anseios do consumidor, mas o nutricionista vai focar muito mais nas necessidades, né, nas escolhas, naquilo que ele precisa, no que ele não pode consumir, né? Então isso é uma coisa que se confunde muito. Então vamos pensar aqui no engenheiro de alimentos, né, na engenharia de alimentos. Por que que chama engenharia? Porque é realmente um trabalho de engenharia a gente fazer essa substituição. Então a primeira coisa é o que eu vou substituir é o açúcar. É esse é o primeiro passo. É a gordura? É o sal. Esse é o primeiro. Em qual aplicação? Porque uma coisa é a gente substituir o açúcar numa bebida que seja a base de água, outra coisa é substituir o açúcar numa bebida base de leite. Por que que eu falo isso? Quem toma um suco, um refrigerante, uma água saborizada, ela espera um produto que vá o quê? Ser refrescante, não é verdade? Agora, um produto a base de leite, um iogurte para tomar, um iogurte colherável, ele tem que ser o quê? Normalmente cremoso, né? Que enche a boca, seja agradável, cubra, né? o palato. Então já tá aí uma diferença importante. Quando eu tiro o açúcar de uma bebida, que que é o impacto mais? Normalmente é aquele gostinho doce que fica na boca da gente. Quando eu tiro isso de um produto cremoso, eu não tô tirando só isso, eu tô interferindo com essa textura que eu percebo na boca. Então já é um complicômetro a mais. Então, a a indústria de alimentos, ela tem que identificar esses atributos sensoriais que a gente chama para ver o que que eu preciso restabelecer nesse produto. É só o gosto doce, OK? Pode ser que seja mais fácil. É a cremosidade, é a textura. Aí nós vamos para um outro, para um outro nível. Quando a gente tira açúcar de produtos forneados, um biscoito, um bolo, um pão, o açúcar ali muitas vezes ele contribui com aquela estrutura e mais com aquela corzinha bonita da casca douradinha que a gente gosta de ver quando a gente compra esse produto. Na casa, né, você quando faz aquele bolo caseiro, aquele biscoitinho, aquele pão, a casa não fica toda perfumada, né? Então esse aroma ele tem a ver com açúcar também. Então veja que a gente foi falando aí em graus diferentes, né? Então o açúcar ele não tá lá só para ficar docinho, né? O sal idem, né? Quando nós cozinhamos na nossa casa, o sal ele não somente dá o gosto salgado, mas ele também traz todo aquele perfil gostoso do produto, né? Se é uma sopa, se é um risoto. A hora que eu tiro, eu não perco só o gosto salgado, eu perco todo aquele buquê aromático. E no produto industrializado é a mesma coisa. Então o que eu vou colocar no lugar depende do que eu estou perdendo na hora que eu reduzo. Então esse é o quebra-cabeça que a gente tem que resolver. Então, por exemplo, se eu estou reduzindo o açúcar para restabelecer o gosto doce, eu posso utilizar edulcorantes de alta intensidade, que a gente chama aquele que uma gotinha, eu brinco pro paciente que é uma poeira cósmica, já muito. OK. Mas e esse espaço que o açúcar deixou? Porque quando a gente faz um bolo lá na nossa cozinha, quanto de açúcar vai? Às vezes duas xícaras, né? E a hora que eu tiro tudo isso, o que que eu ponho no lugar? Então, às vezes a gente precisa dos educantes, que são agentes de corpo, ou seja, que ocupam esse espaço que o açúcar deixou. Então, é uma equação complexa que segue esses caminhos. O que eu vou substituir? Primeira pergunta, qual é o papel que esse ingrediente faz naquele produto onde eu vou substituir? Quais são os ingredientes que eu posso lançar a mão para fazer essa substituição? E vem uma quarta etapa também, o consumidor vai gostar desse produto. Então, na engenharia de alimentos, o nutricionista fala com o paciente ali no consultório, mas o engenheiro de alimentos fala com o consumidor por meio de pesquisas de mercado, por meio de testes sensoriais, em que a pessoa fala: "Está igual, não está igual. Eu gosto, eu não gosto. Eu gosto mais deste, eu gosto menos deste. Está bom de açúcar na medida certa, está mais, está menos. Então, tem vários testes e várias perguntas que nos norteiam nesse processo. Nossa, gente, você sabia que por trás desse alimento que você consome tem toda essa essa tecnologia, essa essa esses estudos, né? Você viu que interessante a Gisele trazendo pra gente eh ela como engenheira de alimentos e eh nutricionista também trazendo pra gente essa dinâmica, né, de como os alimentos eles são preparados na indústria. Agora vamos trazer aqui pro nosso dia a dia, né, Dr. Vittor, eu adoro um lanche, aquele lanche delicioso, um cachorro quente e tal. E aí eu peço uma Coca-Cola Zero, né? Eu vou fazer o mechão da Coca aqui, mas enfim, é o que mais se pede, né? Coca-Cola Zero para equilibrar. Qual é a sua avaliação como um médico nutrólogo, nutrólogo, desse falso equilíbrio que a gente tem de que a Coca-Cola Zero tá equilibrando o consumo de gorduras que a gente faz ao a a ao querer ao consumir aí um lanche ou um uma macarronada, enfim, aquele prato gostoso calóricos. Boa consideração. Na verdade, quando a gente fala de alimentação e quando a gente fala de substituição, a gente tem que levar em consideração a dieta do indivíduo ao longo do dia. Uhum. E ao longo da semana. Então, no meu consultório, por exemplo, é comum encontrarmos pacientes que fazem ali uma dieta mais ah restrita, que tem um estilo de vida mais saudável de segunda a sexta-feira. E aí chega lá o sábado ou domingo se dão o luxo de comer pizza, eh, o cachorro quente, a Coca-Cola, eh, refrigerante em demasia, enfim. Ah, então quando a gente fala de emagrecimento, qualidade de vida, a gente tem que levar em consideração o indivíduo como um todo e, obviamente, o indivíduo como ser biopsicossocial. Nós somos seres integrados com o nosso biológico, com o nosso psicológico e com o nosso social. E comer no nosso país é social. Quando você em casa chama alguém para fazer uma visita, o que que você oferece? Você oferece comida, você oferece afeto, comida e bebida. Então, comer é social. Mas respondendo diretamente à sua pergunta, é um pouco contraditório isso, né? E e é legal você fazer essa essa analogia porque é comum na nossa cultura. Sim. É nosso dia a dia. Então, se a gente pegar, vamos analisar os alimentos que você colocou aqui em questão, vamos falar do hot dog, do cachorro quente. O que que tem no cachorro quente? Tem o pão, tem a salsicha, tem ali o purê de batata, tem alguns ketchup, maionese, aí vai depender da imaginação de cada pessoa. Aquele cachorro quente campineiro, é uma bomba, é uma bomba calórica, porque aqui nós estamos falando de um alimento extremamente desvitalizado. Nós sabemos, por exemplo, que a própria OMS, que é a Organização Mundial de Saúde, elenca alguns alimentos em grupos eh sobre o potencial cancerígeno de cada um deles. Uhum. Então, por exemplo, a salsicha, que é o principal ingrediente do cachorro quente, ela se encontra ali na categoria de alimentos, possivelmente cancerígeno, só chav, por tem nitratos, nitritos e courantes, tem uma série de de componentes ali que nós sabemos que não são saudáveis. né? E aí você acrescenta esse essa salsicha num pão, alimento esse que é rico em carboidratos, carboidratos refinados, em que eleva muito índice glicêmico, portanto é uma bomba para aquelas pessoas que têm uma predisposição a diabetes ou que tem a diabetes. E aí de quebra coloca ali um ketchup, uma maionese, alimentos totalmente desvitalizados. Mas eh é gostoso, né? É uma delícia. Isso agrada o nosso paladar. Então eu sempre falo no meu consultório que o importante é o equilíbrio. Não é um cachorro quente de vez e nunca vai matar o indivíduo. Agora, fazer de uma exceção um hábito, isso sim passa a ser patológico, pode trazer sinais, sintomas e doenças com complicações. Agora, a gente vai lá e acrescenta o refrigerante zero, como você mencionou, né? Na grande maioria das vezes, o refrigerante zero, ele é zero de açúcar, mas ele tem também ali sódio, aspartame, sucralose, que são alimentos que são compostos, né, que a engenharia alimentar criou para agradar o paladar, mas que nós sabemos já que existem alguns estudos científicos que demonstram que a esse o excesso desses nutrientes são prejudiciais para nossa saúde. Inclusive, a gente pode falar um pouco mais para não estender muito nisso, né? a gente pode falar de uma forma mais eh destrinchada, né? Ah, ou seja, nós estamos falando de um alimento de uma Coca-Cola Zero sem o açúcar, mas uma o conjunto dos fatores, um alimento, uma refeição extremamente danosa, uma bomba calórica, né? E aí você pega, às vezes o indivíduo tá tomando uma Coca-Cola zero porque tá isenta ali do açúcar, mas tem muito sódio. Esse sódio somado ao sódio da salsicha, ao sal, ao ketchup, a maionese, pode aumentar muito a pressão arterial dessa pessoa. Então, às vezes ela tá preocupada com a questão calórica, mas ela acaba esquecendo que esse alimento pode prejudicar outros fatores, como por exemplo, nesse caso, a pressão arterial. Nossa, olha só a importância de trazer especialistas, né, que que tem poder de fala sobre o assunto. Gente, ele eh vocês estão desenhando um cenário para mim que vai fazer ou repensar, já está fazendo, na verdade, o que que eu imaginei, meu cachorro quente, maravilhoso. e imaginei ali o refrigerante zero e imaginei a bomba calórica, saiu recentemente, só um parênteses, um estudo publicado em uma revista de peso, eh, em que eles compararam alimentos que, eh, podem prolongar a vida do indivíduo e alimentos que diminuem em minutos a vida do indivíduo. O hot dog, em especial, ele diminui, um hot dog diminui cerca de 40 minutos de expectativa de vida. Um hot dog. Você tá brincando? Olha isso, gente. Mas eu acho que você tocou num ponto muito relevante, Vittor, que é a questão do equilíbrio, né? Não é o cachorro quente que a Rúbia vai comer na festa junina com as pessoas que ela gosta, uma vez por ano que vai atrapalhar, né, a saudabilidade da dieta dela, né? É aquilo que a gente põe na mesa do dia a dia, como eu costumo dizer, né? aquele paciente que substitui o jantar sistematicamente por lanche e lanche desse tipo. Porque uma coisa é esse lanche que o Víor descreveu muito sabiamente aqui e outra coisa é você pegar um pão caseiro, um pão francês com recheado de salada de uma carne de boa qualidade, né? Completo com vegetais, acompanhar com uma fruta. Isso é um tipo de lanche. Esse lanche que a gente tá falando aqui é outra coisa, né? Então acho que outro ponto super importante além dessa questão do equilíbrio que ele trouxe brilhantemente é a questão da gente olhar a pessoa como um ser biopsicos cultural porque senão a coisa fica muito chata, né? A pessoa acaba se isolando do convívio social, ela acaba deixando de fazer coisas que a fazem feliz. Isso também conta na saúde, né? E é insustentável, né? A pessoa acaba, ela entra num looping de restrição calórica e aí lá na frente isso pode gerar uma certa convulsão alimentar. a conta chega. Então, tudo é equilíbrio. Tudo é equilíbrio. Eh, e um outro ponto também interessante é eh o dia a dia. Às vezes a pessoa fala: "Ah, mas eu como um pãozinho em francês todos os dias com um presunto queijo e uma morcadela". Um pão francês equivale mais ou menos a 140 calorias. Sim. Eu tenho pacientes que a gente faz lá uma bioimpedanciometria, que é uma avaliação da composição corporal. E na grande maioria das vezes, esse paciente tem que fazer 30, 40 minutos de caminhada para queimar um pão francês. Agora você imagina comer um pão francês todos os dias acrescido ali de peito de peru, de presunto, que em tese não é uma refeição, uma bomba calórica, mas isso repentinamente, ao longo da semana pode repercutir não só no peso, mas também em quesitos relacionados à saúde. Nossa, hein? Olha, quinta-feira de manhã, um programa Estúdio Câmara para fazer você repensar sobre DI, Light Zero e o que você tem colocado na sua mesa, né? Eu tô fazendo isso nesse exato momento. E eu quero perguntar pra Gisele o seguinte: como é que a indústria ela escolhe entre usar adoçantes naturais, como a Estévia, ou os artificiais? Porque a gente também tem essa cultura de que o adoçante eh no café ele vai ser o cafezinho vai ser menos prejudicial, né? Porque se a gente for tomar, tipo assim, tem gente que toma açúcar com café, não café com açúcar, né? E aí então opta pelo pelo adoçante. Mas como que a indústria ela ela faz essa essa essa substituição do açúcar para o adoçante nos produtos que são sem açúcar? Tem vários fatores que jogam aí nessa escolha, Rúbia. Eh, o primeiro deles de novo, né? Qual é o tipo de produto que nós estamos falando? Uhum. É uma bebida, é um biscoito, é um chocolate? É um caramelo, né? Um confeito, né? Um sorvete, um iogurte? Qual é o tipo de produto que nós estamos falando? Por quê? Pelo que eu acabei de falar, então o que é que ele confere, né? É quanto mais cremoso é o produto, esse dulçor ele vai interagir ali com aquela matriz do produto de uma determinada maneira. Se ele é um produto mais acoso, vai interagir de uma outra maneira. Então o engenheiro, né, o desenvolvedor do produto, ele vai olhar para tudo isso. Então, primeira coisa, qual é a matriz que nós estamos falando? Porque o produto, o alimento, ele é uma matriz complexa, né? Ele é feito de fibras, de carboidratos, de proteínas, de mais água ou menos água, de frutas, de uma série de componentes. Então, primeiro, quem é esse produto? Como ele vai ser produzido? Então ele vai ser forneado, ele vai ser submetido a a um processo de esterilização, ele vai ser acidificado. Então quanto mais ele é mais ácido ou menos ácido, isso pode interferir naquele edulcorante que nós estamos colocando ali. Nem todos eles são estáveis à temperatura, nem todos eles são estáveis à acidez. Então isso interfere também nessa escolha que mais o custo. Invariavelmente o custo ele interfere. Alguns educantes são muito mais caros do que outros. Então esse é um outro fator de escolha. dependendo do custo final daquele produto na gôndola, às vezes eu não tenho espaço na fórmula para colocar um educorante que tem um custo muito mais elevado. Então isso sem dúvida é um fator, não é o único. Outro ponto importante, legislação. Nem todos os edulcorantes são permitidos em todos os alimentos e em todos os países. Então legislação precisa ser vista. Então aqui no Brasil Anvisa. Então, se eu for utilizar, por exemplo, vamos pegar qualquer um aqui, sucralose, eu posso utilizar sucralose, vamos imaginar num refrigerante, posso? Posso, quanto, né? X%, isso supre a necessidade? Pode ser que sim, pode ser que não. E aí a gente começa a fazer o quê? Mesclas. Pode ser que eu use a sucralose junto com outro educante, né? E a gente já falou um pouco, não vou ficar sendo repetitiva, mas se é um bolo, por exemplo, que eu preciso de gostinho doce, mas corpo, né, textura, volume, pode ser que eu tenha que associar dois por conta da questão tecnológica. E tem um outro fator, qual é o público desse produto? Se eu tô desenvolvendo um produto para gestante, para criança, para um paciente oncológico, né, pode ser que eu precise ir para um produto mais natural, né? Qual é a marca do produto? Tem marcas que não usam produtos que não sejam absolutamente naturais, né? Estratégia de mercado. Então, vejam, né, vocês que estão ouvindo a gente aqui hoje, que é uma série de requisitos que a gente leva em conta para chegar nessa melhor escolha, né? Então, de maneira geral, custo, legislação, estabilidade, fatores tecnológicos e quais os atributos naquele produto que eu preciso conferir com esse educorante. Maravilhosa, hein? engenheira de alimentos. Que coisa, né, doutor? Agora, adoçante, né? Eh, o consumo de adoçante, ele pode interferir no nosso apetite, ele pode eh ter esse, eu consumo muito adoçante, eu eu optei por trocar aí o açúcar pelo adoçante, então eu tomo lá três, quatro, cinco cafezinhos por dia, né? Então, eu vou de adoçante. Isso pode ter uma consequência eh se eu estender esse consumo de adoçante aí por um longo período, doutor? Sim, já existem estudos que comprovam, né, que o o uso abusivo de alimentos ricos em adoçantes pode viciar inclusive o nosso paladar, porque é aquela falsa percepção do doce. Uhum. Né? Então, por exemplo, para um alimento ele ser adocicado sem ter o açúcar, a o açúcar refinado, é dificilmente você tem difícil, não, não existe nenhum eh eh produto químico que vai substituir o gosto do açúcar que veio lá da cana de açúcar. Hum. Então a indústria o que que ela faz? Ela acrescenta uma série de componentes, aspartam, sucralose, ciclamato, sacarina. Ela faz ali uma bombinha, uma conjun um conjunto de substâncias para trazer um paladar mais próximo possível do açúcar. E isso a longo prazo, de forma excessiva, acaba confundindo o nosso cérebro, né, fazendo com que possivelmente a gente tenha uma uma um predilição a longo prazo pro doce. Por isso que o cuidado a o o a questão aqui é o excesso, é o cuidado com o excesso, né? Mas sim, já temos estudos que que estão nos trazendo isso. Muito bem. Olha só, gente, estamos aqui com a Gisele, que é engenheira de alimentos, estamos com o nosso Dr. Víor, que é nutrólogo, e nós estamos falando sobre a diferença de Light Zero, mas trazendo também informações sobre eh produtos do nosso dia a dia, né? Então, por isso que estamos falando aí do adoçante. Você já colocou quantas gotinhas de adoçante no seu café? E aí o adoçante tem aquele gostinho final de remédio, né? Então nós temos as explicações aqui no nosso estúdio Câmara que você pode conferir depois que a gente terminar o ao vivo aqui, vai ficar no YouTube, então você pode conferir e repassar pros seus amigos para você ter essas informações também que são informações úteis aí pra nossa saúde, tá? 8:43. Vou fazer o seguinte, a gente precisa entregar hoje o programa hãas 10 paraas 9, porque nós temos eh eh evento na Câmara de Campinas hoje, 9 horas, ao vivo, direto eh do plenário José Maria Matozinho. Então, a gente precisa entregar e antes nós vamos atender alguns telespectadores, pessoal participando e a gente tá aqui conversando e a galera tá com dúvida. Então, vamos lá. Eu acho que dá tempo para responder três perguntas assim, respostas bem suscintas pra gente conseguir entregar porque o programa já está quase acabando. Tá vendo como passa rápido? E a gente nem falou tudo que a gente queria falar. Tá vendo só? Doutor, tem tanta coisa para falar. Tem tanta coisa para falar, né, menino? Vamos lá. 8:44. A gente precisa atender o pessoal que tá aí em casa com dúvidas. O Eduardo de Barão Geraldo. Existe diferença entre um produto zero açúcar e sem adição de açúcar? Quais cuidados devemos ter ao interpretar esses termos? Uau! Então vamos para a nossa engenheira de alimentos respondendo o Eduardo. Nós temos que ter bastante cuidado nessa questão porque quando eu falo que o produto não contém açúcar, ele não contém nenhum tipo de açúcar, né? Quando a gente fala que ele não contém açúcar adicionado, ele não foi acrescido de açúcar, mas ele pode ter açúcar ali. Vamos pegar um exemplo bem fácil pra gente entender. Um suco natural de frutas, né? Pode ser que ele não contenha açúcar adicionado, mas a fruta por si só ela contém açúcar naturalmente presente. Isso não necessariamente é ruim. O Dr. Víor já explicou. Tem pessoas que têm resistência à insulina, tem pessoas que são eh portadoras de diabetes. Então, esse público não é interessante que eles consumam. Tem pessoas que não têm essas patologias e podem estar consumindo sem nenhum malefício. Então, a gente precisa ver quem é o público que vai fazer uso daquele produto. O que é extremamente não recomendado é que a gente avalie um produto por ele só e fale: "É bom, é ruim". E nós vivemos uma era de muito extremismo do sim e do não, do bom e do ruim, do vilão e do mocinho, né? Então, por exemplo, esse exemplo que eu dei do suco, se eu falo que ele é zero açúcar, eu não adicionei açúcar, zero açúcar agregado. Mas pra gente saber se ele não contém nada de açúcar, eu preciso olhar na tabela nutricional. Eu preciso ver em 100 ml daquele produto que eu vou consumir quanto efetivamente tem ali. Isso é obrigatório, é de declaração. Então eu acho que o que ler no rótulo do produto é uma outra dúvida grande. E não necessariamente a gente tem que ler somente a tabela nutricional. Eu preciso ler os componentes. E não sei se todo mundo tem claro isso, que a lista de ingredientes ela é decrescente, é do maior pro menor. Aquilo que está em primeiro lugar depois de ingredientes, dois pontos, aquele que vem em primeiro é o que está em maior quantidade e por aí vai. decrescente. Então isso é uma informação importante. A tabela também ali eu consigo saber se efetivamente o produto não contém mesmo açúcar ou se ele não contém açúcar que foi colocado a mais naquele suco, por exemplo. Será que é só isso? Tem produtos que a gente fala, eles não estão ali prontos para consumo. Se eu compro, vamos imaginar, um tempero, um cubinho daqueles que a gente faz a refeição em casa, eu não como aquilo da forma que eu tô comprando. Eu uso para preparar uma refeição. Quanto eu utilizo daquele produto para quanto de alimento? Se eu vou fazer carne, se eu vou fazer arroz, uma sopa, um cozido, quanto de alimento vai ser sazonado, temperado com aquele cubinho? Isso é importante também, porque senão nós excedemos o sódio porque nós não lemos a forma de preparo. Se é um refresco em pó, se eu não leio a embalagem, pode ser que eu coloque aquilo na água e adace. Opa, mas já é adossado. Aí a pessoa cai nisso que o Dr. Víor falou, aquele paladar acostumado ao gosto excessivamente doce. Então o que que é fundamental ler na no rótulo do produto? Todas as informações. Muito bem, gente. Vamos começar a ler rótulo de produto. Se você não tá lendo aí, vamos começar a ler porque tem informações super importantes. 8:47. Pode mandar mais pergunta pra gente. Produção, vamos lá. Você que tá em casa, D Light Zero. José do Jardim Guanabara, toma um refrigerante zero todos os dias no almoço e na janta. Existem riscos à saúde a longo prazo, mesmo ele não tendo açúcar? Dr. Vittor, sim, existem riscos porque se a gente para para analisar do que é composto, inclusive o refrigerante zero é um dos piores alimentos do mundo, tá? Ah, porque se a gente para para pensar que para para aquele refrigerante ficar docinho, foi necessário tirar o açúcar e colocar um aspartame, uma sucralose, né? Eh, e que o aspartam, por exemplo, segundo a Organização Mundial de Saúde, já entrou na categoria 2B como a eh como nutriente possivelmente cancerígeno. E se você tá consumindo isso todos os dias, no mínimo, no almoço e na no jantar a longo prazo, isso não pode ser saudável, né? Existe uma linha também de estudos que nos mostram a associação do aspartame, da sucralose com a alteração da nossa flora intestinal. Então, para vocês terem uma ideia, no nosso intestino, nós temos mais de 100 trilhões de bactérias. E essas bactérias elas vivem em comencialismo, elas fazem uma faxina no nosso intestino, elas ajudam na permeabilidade do nosso intestino, porque o nosso intestino ele é uma barreira de proteção. Aquilo que a gente come precisa ser de forma seletiva, absorvida ou não. E nós já temos estudos na Nature, inclusive, que é uma das maiores revistas científicas do mundo, que nos mostram que, por exemplo, o a sucralose e o aspartame são capazes de alterar o nosso microbioma intestinal, fazendo com que a nossa barreira intestinal torne-se mais permeável à substâncias nocivas. E isso a longo prazo pode trazer uma série de repercussões negativas na saúde como um todo. Então, não é aprovado eh o uso regular de mais de umas de uma vez eh de Coca-Cola Zero na sua dieta. É isso, gente. Olha, é o seguinte, 8:49 a gente precisa entregar, mas eu vou fazer uma coisa aqui. Eu vou pedir paraa Gisele e para o Dr. Vittor deixarem o o Instagram de vocês, né, para que as pessoas entrem e se tiver dúvidas perguntem, né? Se tá com dúvida, vai lá pergunta, fala: "Ó, tava assistindo o programa e tal, poxa vida, e agora que que eu faço", né? Daí você já fica com o Instagram e já vai seguindo esses dois profissionais aqui, porque eles têm dicas de saúde maravilhosas pra gente quando a gente fala de uma alimentação saudável. Então, faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã, Giseleir, quero te agradecer. Você viu como passou rápido demais? Tô voando. Eu que agradeço, Rúbia. É um prazer sempre. Maravilha. Qual que é o seu Instagram, por favor? É @giseleban.nutri. @giselebanvart.nutri. Segue ela lá, tenho certeza que tem dicas maravilhosas para você, tá bom? No seu dia a dia e para você acompanhar. Dr. Víor, obrigada pela sua participação, pela sua contribuição, considerações finais e Instagram pra gente seguir também. Muito obrigado pelo convite. Para mim foi um prazer estar aqui junto com a colega, contribuindo e contigo também para trazermos informações de qualidade pro nosso público. Eh, eu sou um médico muito ativo nas mídias sociais, então o meu Instagram é @drdvctor de Mor de Dias Moreira de Mor e também tem um canal no YouTube, né? No nosso canal no YouTube tem bastante conteúdo de de bastante relevância pro seu dia a dia lá. Eh, deixo aqui o convite também e para vocês acompanharem o nosso dia a dia. Ah, tem um podcast no meu YouTube e gostaria de participar mais vezes aqui do programa. Foi um prazer. Maravilha. Com certeza serão convidados mais vezes, porque a gente tem muito que falar sobre saúde, sobre nutrição e sobre esses produtos que estão dominando o mercado e a gente precisa entender para que serve cada um deles. Muito obrigada pela contribuição de vocês, viu? É, gente, a gente precisa encerrar. Então, eu agradeço você de casa, um grande abraço. Lembrando que amanhã, nossa, gente, amanhã já é sexta-feira. Isso mesmo, amanhã já é sexta. E o Estúdio Câmara traz um tema que mexe com as emoções, né? Sentir medo quando uma relação está dando certo. A gente vai falar de comportamento. Você já se pegou se sabotando ou sabotando o seu relacionamento? Quando ele está saudável, já sentiu insegurança quando tudo parecia estar indindo bom demais? Vamos conversar com especialistas para entender o que está por trás desse tipo de reação. Falar de autoconhecimento e como viver relações mais conscientes e equilibradas. Isso é amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã. E daqui a pouquinho instantes direto do plenário José Maria Matozinho, a quarta reunião ordinária da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania. Você está convidado a participar através da TV Câmara Campinas e também do nosso canal TV Câmara Campinas no YouTube. Agradecendo a sua audiência, a sua companhia, agradecendo os nossos convidados, a nossa equipe que nos ajuda a trazer informação através do nosso estúdio Câmara de segunda a sexta a partir das 8 da manhã, sempre ao vivo para você. É um grande prazer saber que você tá aí do outro lado. Não esquece, não tem jornal Câmara Notícia a partir do meio-dia com informações do legislativo e de toda a nossa metrópole. se cuide, né? E leia o rótulo aí. Aprenda a diferença de di light, sem açúcar. Vamos ter aí uma alimentação mais saudável. Eu juro que tô tentando, viu? Valeu. Grande abraço para você. Fica com Deus e até amanhã. เฮ [Música] [Música]
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