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Estúdio Câmara | Detox digital: desconectar para se reencontrar?
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Estúdio Câmara | Detox digital: desconectar para se reencontrar?

29 views Publicado 23/07/2025 HD · 1:35:34

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📱 Você sente que está sempre online, mas desconectado de si mesmo? O Estúdio Câmara desta quarta-feira, 23 de julho, levanta uma reflexão urgente: desconectar das redes sociais pode ser uma forma de se reencontrar com a própria vida? Com o crescimento do uso das plataformas digitais, como Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook, nossas relações, emoções e percepções sobre o mundo foram profundamente alteradas. A conexão constante virou hábito — e, muitas vezes, dependência. Mas a pergunta que não quer calar é: isso está realmente nos fazendo bem? 🌿 O episódio traz à tona o conceito de detox digital, uma pausa consciente no uso das redes sociais com o objetivo de recuperar a saúde mental, refletir sobre hábitos nocivos e reconectar-se com os próprios valores e objetivos. O que antes parecia um modismo, hoje ganha contornos de necessidade emocional e social, especialmente diante de sintomas como ansiedade, baixa autoestima, procrastinação e sensação constante de comparação. Para esse debate, o programa reúne um time de especialistas que oferecem diferentes perspectivas sobre o tema: 👩‍⚖️ Carolina Defilippi, advogada criminalista, mestre em Educação e especialista em Segurança Digital, traz o olhar jurídico e de proteção no ambiente online. 🧠 Florença Justino, doutora em Psicologia, com foco em crianças e adultos, analisa o impacto das redes na formação da identidade e no desenvolvimento emocional. 🧩 Evelyn Bortolin, psicóloga especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), explica os mecanismos mentais que envolvem o uso excessivo da tecnologia e como reprogramar esses comportamentos. 💬 Entre os temas abordados estão: O que é um uso saudável das redes sociais? Como reconhecer sinais de vício digital? O impacto das redes na autoestima e relações interpessoais; Como a comparação constante pode gerar frustração e ansiedade; A influência das redes no comportamento infantil e adolescente; Quando e como fazer um detox digital eficiente; Qual o papel da segurança digital e da responsabilidade jurídica nas interações online; Como equilibrar vida real x vida digital. 📉 A exposição diária a notificações, likes e conteúdos idealizados pode gerar uma verdadeira exaustão emocional, além de distorcer a percepção que temos de nós mesmos e dos outros. Por isso, repensar o tempo de tela e os hábitos digitais não é mais luxo — é autocuidado. ✨ O episódio também propõe caminhos para uma reconexão com o presente, com as relações reais e com o autoconceito fora das telas. Afinal, desconectar pode ser o primeiro passo para se reconectar com aquilo que realmente importa. 📲 Assista, comente, compartilhe! Esse debate pode te ajudar (ou ajudar alguém próximo) a construir um relacionamento mais consciente e saudável com a tecnologia. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] bom dia. Chegamos com o nosso estúdio Câmara aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje é quarta-feira, dia 23 de julho. Estamos na metade da semana e hoje nós vamos falar sobre a desconexão. Será que desconectar das redes sociais pode ser uma forma de se reencontrar? Vamos debater o impacto do uso excessivo das redes social sociais, aliás, no bem-estar emocional, especialmente entre adultos e crianças. E também vamos refletir sobre os limites entre o uso saudável e o vício digital. Vamos discutir o papel das plataformas na construção da identidade, autoestima e relações interpessoais e até onde a desconexão pode ajudar nesse processo de reconexão com a vida fora da tela. Para isso, a gente já recebe aqui no estúdio uma advogada criminalista e uma doutora em psicologia, especialista em crianças e adultos, para analisar diferentes aspectos desse tema tão atual. E você aí de casa pode participar com a gente também. Nosso WhatsApp tá na tela, manda mensagem pra gente. Diga lá, você já saiu das redes por algum tempo? E por quê? E o que que mudou na sua vida? Eh, quando você saiu das redes sociais, deu certo? Você voltou? Conta pra gente a sua experiência. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas manchetes dos principais jornais do estado de São Paulo. Vamos lá. Olha só, o Estadão traz: "Tarcísio vai subsidiar crédito de 200 milhões para exportadores em resposta à tarifa de Trump. Medida faz parte do pacote preparado pelo governo de São Paulo para socorrer empresas que podem ser afetadas pela pelo tarifáço. A Folha traz quase 1 milhão de famílias deixarão de receber ajuda do programa Bolsa Família no mês de julho, graças ao aumento da renda do domicílio, segundo dados do MDS, que é o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e é responsável pela gestão da política. Vamos lá. Correio popular. CNPEN abrigará laboratório conjunto de Brasil e China. A unidade fará pesquisas nas áreas de saúde, meio ambiente e novos materiais. Previsão do tempo para hoje aqui na Metrópole é de um dia ensolarado, porém muito seco. Hidratação, hein, gente? Vamos se hidratar, tá certo? Mínima 12, máxima de 26º. Essa é a previsão do tempo para Campinas nesta quarta-feira, dia eh bem ensolarado, céu azul de brigadeiro. Agora vamos lá. Olha só, o uso constante das redes sociais transformou profundamente a forma como a gente se relaciona, né? Como a gente eh tem informação e como a gente recebe a nós mesmos. Estamos sempre online, conectados, disponíveis. Mas será que ao mesmo tempo a gente acaba se afastando de quem realmente somos? Desconectar das redes sociais pode ser uma forma de se reencontrar. Para entender os efeitos do afastamento das redes sociais, a gente já dá as boas-vindas para as nossas convidadas. Vamos então com as considerações iniciais da Carolina eh De Felipe. Ela é advogada criminalista, mestre em educação, especialista em segurança digital. Muito bom dia, doutora. Seja bem-vinda. Que prazer te receber aqui. Bom dia. Muito obrigada. É um prazer estar aqui com todos vocês para falar desse assunto tão importante que é falar sobre a desconexão e falar sobre a nossa saúde mental e nos protegermos em termos digitais hoje em dia. Maravilha. Para completar o nosso time deste primeiro bloco, recebemos também a Florença Justino, doutora em psicologia, especialista em crianças e adultos. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal. É um prazer poder falar de um tema que se faz tão presente nas nossas vidas, das nossas crianças, dos nossos adolescentes, não é mesmo? Vamos lá, então, gente. Você aí de casa, já viu que hoje nós temos muito que conversar? Vai mandando pra gente aí a sua mensagem através do WhatsApp. No segundo bloco a gente interage com você. Bem lembrando que no segundo bloco tem mais uma profissional, mais uma especialista que vai conversar com a gente através do Zoom, tá bom? Então fica conosco, tem muito bate-papo, a gente começa falando que a busca por um detox digital, ela vem ganhando força nos últimos anos. É uma pausa voluntária no uso das redes sociais, com o objetivo de recuperar a saúde mental, refletir sobre os hábitos e reconectar com valores e objetivos pessoais. Será que a gente perdeu isso, Florença? Será que essa prática é apenas uma tendência, né, passageira ou já pode ser considerada uma necessidade real nos tempos atuais? Eu diria, Rúbia, que é mais do que uma tendência, é uma urgência. Au! Porque se a gente for eh fazer uma busca, né, aí na internet mesmo que a gente tem que usar, a gente usa no nosso dia a dia, né, a tecnologia tá aí presente, mas se a gente for dar uma olhada nas pesquisas mais recentes sobre o efeito das redes sociais na saúde mental, na qualidade de vida, no sono e nas próprias relações sociais, nós vamos entender que de fato o detox ele não é só um modismo, ele não é só uma tendência atual, ele é uma necessidade, né? Porque os dados são alarmantes. A gente tem visto cada vez mais crianças e adolescentes, né, que eu vou falar de criança e adolescente porque é a minha prática. E a gente tem visto cada vez mais crianças e adolescentes eh ansiosos, deprimidos, né, não isolados, não sabendo se relacionar, né, fora a as notícias que a gente vê de de coisas que acontecem em função do uso excessivo da rede social, né? toda semana e a gente tem aí alguma notícia falando de alguma fatalidade que aconteceu por conta disso. Então é mais do que uma tendência, eu acredito que é uma urgência, pensando nos dados atuais. Muito bem, é a desconexão, esse é o nosso tema de hoje. Agora a Dra. A Carolina responde pra gente. Muitas pessoas, doutora, dizem que as redes sociais são como vitrines da vida, mas há riscos jurídicos nessa superexposição nos momentos que a gente vive hoje? Há muitos riscos, né? E a gente tem que partir hoje eh de desses dados. Eh, considerando que hoje nós tivemos uma pesquisa eh publicada o ano passado em 2024 pelo IR Social, que diz que o brasileiro fica em média 8:08 conectados. Eh, isso põe o Brasil no ranking dos cinco países mais conectados do mundo. A média global é de 6:40. Ou seja, nós somos um país em que as pessoas passam 1/3 do seu dia conectados. Então, é uma exposição, com certeza, excessiva, né, eh, diante das outras atividades do dia a dia. E tudo que é excessivo, com certeza, vai trazer problemas e vai trazer problemas jurídicos. Hoje nós já temos eh decisões, por exemplo, nós tivemos uma decisão recente do STJ, proibindo pais de expor os seus filhos nas redes sociais, porque isso traz eh uma exposição eh injustificada eh da imagem dos seus filhos, né, que os pais não devem fazer porque trazem traz riscos paraa criança, pro adolescente, nessa exposição digital para eles. É importante a gente salientar, às vezes o pai faz eh naquela parte inconsciente, né? Porque ah, meu filho, então vamos lá. Primeiro, hoje as aulas retornaram na nas escolas estaduais. Vamos dar um exemplo. Primeiro dia de aula, né? Daí posta a foto, a foto do filho, tá? está com uniforme, então já sabem onde essa criança estuda, de quem ela é filial. Ali já começa então eh eh uma ter uma noção da vida daquela criança. Então é por isso que a gente precisa estar atento nessa exposição, porque quando a gente fala da questão da exposição, às vezes nem é porque o pai eh quer expor, é um momento de emoção, né, Floren? Exato. Exato. Quer mostrar o filho, se orgulha, né? Então, mas a gente precisa ter esse cuidado justamente porque eh a mensagem tá ali, como você mesma disse, a gente consegue identificar qual que é a escola daquela criança, até os lugares que aquela família frequenta, né? E hoje no mundo em que vivemos isso representa risco, né? Nossa, e muito risco, né? Olha só, a revista Exame publicou uma matéria onde um estudo recente trouxe números de uma constatação quase unânime, né, entre os brasileiros. Nós somos apaixonados pelo celular. É isso. A pesquisa conduzida pela plataforma Data revelou que o brasileiro passa, igual a doutora falou, em média 8 horas por dia, né? Imerso aí um smartphone. Esse hábito coloca o Brasil na quinta posição do ranking de países que mais usam dispositivos móveis diariamente. Agora vamos analisar essa pesquisa 8 horas. Será que esse é o tempo que a gente leva para trabalhar, né? Você vai para casa, você trabalha 8 horas por dia. E aí se você para para analisar nessa pesquisa, como assim? como é que a gente consegue, né, quais os riscos para para pra nossa saúde mental mediante essa conexão tão grande, um tempo tão e eh alarmante, 8 horas, nós estamos mais conectados do que nunca, mas também mais ansiosos, mais esgotados. O uso excessivo das redes tem relação direta com isso, com certeza. Com certeza. Ah, se a gente for parar para pensar, essa hiperconexão, ela vai produzindo um aceleramento inclusive de pensamentos. Você mencionou as emoções, né? Muitas vezes a gente vai é exposto à demandas ali na rede social que não são nossas. E é natural que essa exposição, né, a esse excesso vá produzindo uma série de emoções e fica, se a gente pensar, por exemplo, numa criança, num adolescente, eles ainda não sabem fazer essa separação, o que que é meu e o que que é do outro, né? Então, essa demanda excessiva, externa, do o excesso de estímulos vai produzindo uma série de sensações, uma série de emoções e e uma série de necessidades que será mesmo que são necessidades, né? é aquilo que tá aparecendo ali, mas muitas vezes isso não é uma necessidade minha, isso não é uma demanda para a minha vida, né? E uma uma questão importante, né, é que as próprias redes sociais, os jogos online, eles são construídos propositalmente para que as pessoas se estendam neles, para que as pessoas fiquem mais tempo neles, para que as pessoas se viciem neles. Eh, eh, a Florença, né, como psicóloga pode, falar disso também, mas, eh, nós temos na no nosso cérebro a questão da dopamina, que é o nosso neurotransmissor da caça, do prazer. E esses ã essas redes sociais, esses jogos online, eles são feitos para que o nosso cérebro tenha essa produção de dopamina em doses altas e cada vez em dos em maiores dos em tempos mais curtos. Então, eh a questão, por exemplo, desses dessas redes sociais com vídeos curtos, né, eh com shorts, com rios, né? Eh, a o adolescente, a criança e o próprio adulto vai ficando ali eh meia hora, 1 hora, 1 hora e meia, sempre ali na busca do vídeo perfeito, que é o próximo, é o próximo, é o próximo, é o scroll infinito, né? Isso. E ele fica ali e ele não eh ele fica e ele não sabe o que ele assistiu depois de uma hora, depois de 1 hora meia, porque ele não absorve nada. Ele só fica ali buscando mais dopamina, mais dopamina, mais dopamina. E aquilo foi feito para isso mesmo, para viciá-lo. Uhum. E quando ele desliga, quando a criança é obrigada a desligar, quando o adulto desliga, ele passa a não ver mais prazer nas coisas do dia a dia. A gente poderia dizer, né, Dra. Carolina, que vai acontecendo uma dessensibilização do nosso sistema de recompensa do cérebro, né? E aí a gente a a gente tem visto na clínica tem chegado cada vez mais crianças, adultos e adolescentes que não conseguem sentir prazer com as coisas habituais do dia a dia, porque essa produção muito rápida de de dopamina é como se ela viciasse o nosso cérebro. E aí eu não consigo, né, achar e nada fora ali daquela rede social que vai produzir dopamina de forma tão rápida e e um tempo tão curto, como a Dra. Carolina falou, né? A gente tem atividades do dia a dia que vão produzir sim esse neurotransmissor, mas não na velocidade e na quantidade que essa rede social que foi criada para isso produz. interessante a fala de vocês, porque eh o nosso estúdio Câmara é sobre comportamento, então a gente sempre tem ainda bem profissionais magníficos, né? E aí em um outro programa estávamos falando de rede social, enfim, e de do vício, né, na rede social. E aí o nosso convidado eh tocou num assunto bem pertinente, bem interessante, que tem conexão com o que vocês acabaram de dizer, que o adolescente hoje ele perdeu eh o prazer de estar daquela daquele contato físico. E aí a essa entrevistada, essa convidada nossa, disse, ela relatou que no consultório dela eh teve situações de ela perguntar pro adolescente: "Mas por que que você prefere o contato online do que o contato físico? Porque você não vai se encontrar, né, com o seu amigo?" Aí sabe que o adolescente respondeu é porque eu não sei o que falar. Então assim, vai perdendo esse dom da comunicação que nós temos, né? E e vai se transformando em um em um robô. a gente, a gente não é robô, a gente precisa tomar muito cuidado. E aí em contrapartida com isso, eh, em contraponto vem a tal da desconexão, que tá sendo muito falada ultimamente. E então, só que tem um detalhe, a desconexão das redes sociais, doutora, ela pode influenciar a proteção de dados e a privacidade do usuário, porque assim, a gente tá conectado, nós temos lá os nossos dados, a gente conhece, a gente sabe o que tá acontecendo, sabemos tudo, de repente você vai e desconecta. De repente alguém pode fazer alguma coisa, pode usar algo, falar alguma coisa de vocês, se não tá sabendo, pode acontecer um vazamento de dados, enfim, pode influenciar nessa proteção se você tiver totalmente desconectado. Tem esse contraponto? Bom, eu acho que hoje ficar absolutamente desconectado é impossível, né? Eh, hoje a gente já fala, né? A gente usa muito o termo que é a questão da cidadania digital. Uhum. Eh, hoje é praticamente impossível que uma pessoa exerça a sua cidadania se ela não estiver minimamente conectada, porque muitos das questões da sua do seu exercício de cidadão depende da sua conexão. Mesmo para usar serviços depende depende da sua conexão. Então, nós temos e que falar é sobre a conexão exagerada, sobre a conexão em excesso, porque a conexão controlada, conexão em equilíbrio, ela é necessária, porque a internet, claro, ela veio trazer pra gente eh muitas coisas boas. A internet ela não é nociva, ela não é ruim em si mesmo. A tecnologia ela veio facilitarem muito a vida da gente. Eh, mas a quando ela traz esses excessos, é aí nós temos os problemas. Então, desconectar-se completamente, com certeza isso traria um prejuízo mesmo de exercício de cidadania. Uhum. Agora, eh, essa, esse movimento de desconexão é um movimento de desconexão, como é o nosso a nossa proposta aqui do programa, é de desconexão para reconectar-se com o que é importante no dia a dia. Eh, falando da criança e do adolescente, né? Eh, um grande autor que virou bestseller, o livro dele, o Jonathan Heit, né, que fala do livro Geração Ansiosa, né, ele ele diz que hoje a gente tá vivendo eh pais que super protegem os filhos no mundo real e muitas vezes negligenciam os filhos no mundo digital. Perfeito. Então eu acho que isso está acontecendo talvez com todos nós, não só crianças, mas adolescentes e adultos. A gente está deixando de viver muitas coisas no mundo real e ficando muito no mundo digital. Uhum. Então, eh, o convite e talvez o caminho que algumas pessoas estejam buscando hoje é isso, é deixar um pouco o mundo digital para fazer essa reconexão eh com o mundo real. É importante, né? Porque a gente acaba se desconectando mesmo do mundo real e aí isso traz um prejuízo muito grande pra saúde mental, né, Florencia? Com certeza. Com certeza. E eu acho que a questão da da desconexão, como a Dra. a Carolina tava falando, ela vai ser parcial, porque é difícil a gente pensar na nossa vida hoje sem a a rede social, né? Mas a nossa saúde mental, ela tem sido grandemente impactada por esse uso excessivo, né? Então, a rede social em si, eh, ela é um problema, não? A forma como a gente usa, sim, né? Porque aí se a gente for pensar, como eu tava dizendo, eh somos expostos a demandas que não são nossas, a expectativas que não são nossas, a formas de nos comportar que não são nossas e muitas vezes a gente não se questiona por que que eu estou fazendo aquilo, né? E aí vemos um impacto, por exemplo, nos padrões de consumo, vemos um impacto nos padrões de fazer exercício físico, rotina, né? Porque a gente nessa vitrine a gente vê uma vida que é perfeita sempre, né? Mas será que aquilo que tá sendo mostrado lá é um recorte, né? Então, conversávamos antes do programa, inclusive sobre isso, o quanto que eh ficar vendo uma vida que é perfeita, um recorte, produz uma sensação de insuficiência, uma baixa autoestima, uma baixa autoconfiança, um questionamento das nossas atitudes, das nossas decisões. Então, esse movimento de se desconectar e até silenciar um pouco na rede social, ele é importante pra gente poder se olhar. É como se a gente fosse silenciar o barulho de fora para ouvir o que tá dentro. Ah, importante demais a gente conseguir conseguir fazer isso. Agora, a rede social, eu eu estava olhando assim ontem, olhando mesmo, né, prestando atenção, eh, em tudo que tava escrito lá. Você sabe que eu encontrei alguns posts falando sobre essa desconexão, falando o pessoal já tá perdendo aquela, aquela necessidade de postar coisas aqui e agora no momento que tá acontecendo, né? Então isso já é um bom, é o início de um caminho para essa desconexão, algo que me parece ser muito saudável e a gente precisa disso. Desconectar pode ser um caminho para recuperar o prazer, né? De repente uma leitura, fazer uma caminhada, olhar o que está em volta com atenção. Quantas vezes a gente passa despercebido as coisas porque a pessoa tá no celular. Às vezes as pessoas vão atravessar a rua olhando o celular e nem ver o carro. Então o que que tá acontecendo? Olha, o site do Sebrai traz uma informação que a fadiga digital tem se tornado comum entre empreendedores digitais por conta das múltiplas telas, né? Então, é importante a gente, a gente tá falando aqui de crianças, de adolescentes, de de adultos, mas também eh essa esse dado do Sebrai falando dos empreendedores digitais. Então, a gente percebe que isso não acontece somente com quem está ocioso na tela, é que faz parte da rotina do trabalho também, né? E a gente precisa estar atento nessa questão. Agora, da parte jurídica, doutora, eh qual que é avaliação que vocês fazem dessa questão da da eh do caminho que a desconexão ela vem tomando a partir do momento em que os celulares forem foram proibidos nas escolas, né? Aí tem eh eh alguma eh algum alguma fala sua assim que possa agregar paraa gente nessa importância e nesse caminho que a gente tá seguindo para de repente conseguir aí uma desconexão, não total, porque a gente depende do celular, mas que as pessoas possam aderir essa desconexão com leveza, com tranquilidade, né? Ah, tudo bem, vou desconectar um pouco um final de semana e tal. Eh, sim, com certeza. E até colocando num ponto que você acabou de falar, que eh esse caminho é um caminho até de segurança jurídica, porque eh vejam, né, quando as redes sociais começaram, eh, a gente tinha até um hábito que era comum, por exemplo, de cheque nas redes sociais. A pessoa estava num lugar e ela fazia o chequinele, né? ela postava que ela estava naquele lugar. E hoje nós já falamos muito no sentido de não faça isso, né? Isso é perigoso. É perigoso para qualquer adulto, mas muito mais para uma criança, para um adolescente você ficar dizendo onde você está em tempo real. Isso é perigoso. Você está dando informações eh de do seu local, de onde você está. Isso pode ser usado eh contra você por uma pessoa que quer lhe fazer mal. Eh, então, eh os hábitos, né, eh vão mudando conforme nós vamos entendendo a nocividade desses hábitos. Eh, e a questão dos celulares, do uso dos celulares nas escolas foi eh bem e eh aconteceu bem em relação a estudos eh sobre isso, bem em relação a essa ideia, porque eh se se entendeu por muito tempo que a tecnologia estava ali para auxiliar, e é verdade, né? A tecnologia está para auxiliar os estudos, o trabalho, mas os celulares particulares dentro da das escolas, eles começaram a ser usados também eh para trazerem problemas jurídicos. Então, filmagens impróprias de alunos eh contra alunos. Então, alunos filmando outros colegas no banheiro, por exemplo, eh, alunos usando celulares para fazer bullying, né, cyber bullying, eh, e um problema gravíssimo que os alunos usando os celulares para eh ficarem nas redes sociais durante o intervalo e desperdiçando a grande oportunidade que a escola traz de socialização. Uhum. Então, com isso, né, surge a necessidade de repensar essa ferramenta dentro das escolas. Então, eh, hoje nós temos vários relatos, né, já aí com um semestre todo da proibição, que a proibição só trouxe benefícios paraa educação. do ponto de vista jurídico, eh, foi muito benéfico, porque nós diminuímos muito e alguns problemas que nós tínhamos nas escolas e acredito que do ponto de vista emocional isso foi bastante benéfico também, né, R? A gente vê, a gente vê relatos de mais interação, né? alunos, por exemplo, que ficavam durante o intervalo na sua sala sem interagir, interagindo pelo celular, agora são forçados a sair da sala e interagir. Então eu tenho ouvido relatos na clínica sobre isso, né, até de novas amizades que surgiram, né, combinados para fazer algo fora da escola, porque nem isso estava acontecendo, né? E como a Dra. A Carolina falou, a escola muito mais de que um do que um ambiente para educação, ela é um ambiente de socialização. Isso tava perdido com o uso dos celulares, né, com o uso excessivo dos celulares. Então eu acredito que não sei se vocês têm a mesma visão que eu, mas essa questão da proibição do uso do celular na nas escolas já é um grande passo para essa desconexão, porque aí você cria um hábito, né, e a gente precisa desse hábito para poder seguir a vida. Então, eh, o pessoal acho que tá todo mundo na fadiga digital, já tá todo mundo meio que saturado. É legal, é legal, só que a gente acaba percebendo, eh, que tem os prós e tem os contras, né? E quando começa a afetar o nosso dia a dia, quando começa a afetar a nossa saúde mental, a gente começa a entender que sim, a gente precisa dar uma diminuída, porque hoje se fala muito em fadiga digital, né? Eh, como é que ela se manifesta, Florência? Essa fadiga digital, ela traz o quê? O que que o nosso, como que o nosso corpo reage, né? Eh, ou responde, enfim, a essa essa fadiga digital. Fadiga digital. A gente, o que que a gente vai observar de relato, né? Um cansaço que parece que não tem um motivo aparente, né? Pessoas que se queixam, por exemplo, de estarem muito cansadas, de não conseguirem dormir, de não terem um sono reparador, por exemplo, né? e até relatarem sintomas de ansiedade. Sim, quando você conversa e vai analisar como tá o contexto de vida dessa pessoa, não necessariamente a gente vai encontrar ali algum estímulo que esteja produzindo isso. E quando a gente começa a investigar e vai entender um pouco qual que é o uso do celular na vida dessa pessoa, a gente observa que o uso está excessivo, né? E aí a gente pode falar dessa fadiga digital. Eu acho que ela está relacionada também ao excesso de estímulos, ao excesso de estímulo, a quantidade de informação. Tudo isso vai sobrecarregando o nosso cérebro, né? A gente faz sim uma filtragem, mas tudo isso vai sobrecarregando, porque a quantidade de informação é muito grande, né? Então, a gente vê esses, eu percebo na clínica, eh, esses relatos, né, de dificuldade para dormir, pessoas que relatam insônia, né, uma já o o acordar acelerado, dormir acelerado, uma dificuldade de desacelerar, né? E muitas vezes a eh algumas pessoas decidem impulsivamente que vão fazer essa desconexão, né? E isso também é uma coisa que precisa ser cuidada e olhada, porque precisa-se de uma intenção, né? A ideia não é se desconectar, não vol, como a Dra. Carolina falou, né? Mas voltar para um uso consciente, né? Eu costumo dizer pros meus adolescentes, né, que nós não fomos ensinados a usar as redes sociais, o WhatsApp, né? Eu acho que a gente percebe que falta muito uma etiqueta digital, né, Dra. Carolina, Dra. A Carolina vai saber falar isso juridicamente falando. Se a gente parar para analisar, é isso mesmo. É, a gente foi aprendendo a usar na medida que foi tudo foi aparecendo, tudo foi criado. Exatamente, né? Então você tava comentando, né, Rúbia, da dos adolescentes que eu não sei o que falar. É isso, falta habilidade social, falta traquejo no contato. E a gente vê isso nas redes sociais, né? A gente vê isso, por exemplo, uma conversa de WhatsApp. Quantas vezes eu escuto no meu consultório, né, que é como: "Ah, eu parei de responder, eu não respondi mais". Se a gente for pensar em competência social e habilidade social, isso não é um comportamento desejado, né? Mas falta-se uma etiqueta do digital. Eu acredito nisso. Não sei a opinião da Dra. Carolina, e não e falta porque, né, eh, o mundo digital, a internet, as redes sociais nada mais são do que ferramentas. E como qualquer ferramenta, a gente precisa entender que uma ferramenta, ela tem que ser dada na mão das pessoas de acordo com a maturidade que as pessoas têm. Então, eh, a gente, eh, pode pensar aqui de uma maneira bem simples no seguinte, né? Eh, com quantos anos a gente acha razoável colocar na mão de uma criança uma faca de corte? Uau, né? Todo mundo tem facas em casa, mas com quantos anos nós permitimos que os nossos filhos usassem uma faca dentro de casa, né? Com quantos anos? Quando eu falo para pais, eh, nas escolas, eu pergunto, né, com quantos anos, eh, você permitiu que o seu filho usasse uma panela de pressão sozinho? Uhum. Né? Então, é uma ferramenta. E quando nós permitimos que os nossos filhos eh entrem nas redes sociais, tenham um celular sem que eles tenham essa maturidade para usar essa ferramenta, nós estamos dando uma faca de corte na mão de uma pessoa que não tem habilidade para usá-la. Uhum. E aí esse uso vai se tornar totalmente perigoso. Sim. E vai se tornar um uso eh que vai ser um uso eh não não habilitado, um uso ineficaz e que com certeza vai trazer problemas. Então, eh, o que que o que que eu vejo muito isso, né, na no âmbito da segurança digital, nós temos uma geração que é uma geração de imigrantes digitais, que é uma geração, é a minha geração, né, uma geração que nasceu num mundo analógico e veio pro mundo digital. Essa geração aprendeu a a trabalhar com as redes sociais e aprendeu a mexer na internet, aos trancos e barrancos, aprendeu fazendo porque, né? Sim. Ninguém ensinou aconteceu. Nós fomos, né? Nós fomos aprendendo isso. E a a geração já digital, que nasceu no mundo digital, muitos tiveram acesso sem a maturidade necessária. E a gente tá falando de uma maturidade neurobiológica também, né, Dra. Carolina, porque se a gente forar, o cérebro ele e está em desenvolvimento, né? E aí a gente coloca essa ferramenta sem que haja uma maturidade biológica. Então vamos vamos pensar num adolescente, por exemplo, né? Toda região ali que faria o controle, que seria a nossa central de controle, é como se ela estivesse em reforma, né? Então, algumas conexões ainda não estão ligadas, outras estão se ligando. E aí a gente eh vê, por exemplo, eh muito muitas queixas relacionadas à atenção, à falta de foco, mas a gente tá falando de um uso de uma ferramenta num contexto que o cérebro ainda não está pronto. O cérebro na adolescência ele está se remodelando, né? E aí a gente coloca essa ferramenta. E aí por isso que temos visto tantos adolescentes ansiosos se isolando, né? Porque a gente não tem uma maturidade biológica em termos de desenvolvimento de córtex pré-frontal, por exemplo, que é a região frontal aqui do nosso cérebro, que tá ali pronta para atuar no controle. Por isso que eu falo pros pais muitas vezes, por que que você precisa controlar o uso? Porque um adolescente ainda não sabe fazer isso, ele ainda não sabe colocar o limite, né? E aí a gente tem o que a Dra. A Carolina comentou que é o sistema de recompensa trabalhando o tempo inteiro junto com o córtex pré-frontal que não sabe colocar limite ainda, vamos ter 8 horas de uso, 9 horas de uso, até mais, né? Poxa vida. E dentro dessas horas de uso, quando a gente para para pensar eh no adolescente, né, no jovem ou até, infelizmente na criança que tem acesso ao celular com internet, a gente não pode negar isso, nós entramos eh em um túnel obscuro, né, eh da internet que nós adultos às vezes não conhecemos e as crianças e os adolescentes conhecem muito muitos jogos hoje com pornografia disfarçada ali, que se você não parar para prestar atenção, você nem vê que tem, né? Eu vi um vídeo, uma reportagem sobre um joguinho de internet que várias crianças estão utilizando e que passa despercebido alguns movimentos, algumas cenas dentro do jogo e que você só vai perceber, só vai entender o que significa aquilo se você parar para olhar. Sem contar que dentro do jogo também tem como você conversar com outras pessoas. E os pais eles acham que o filho tá o quê? tá lá no quarto jogando um joguinho, né? Então, a importância, né, doutora, pra gente prestar muita atenção e também conhecer essa internet obscura, porque a internet que a gente conhece ela, né, que você vai lá, você clica na rede de busca e tal, você tem seu e-mail, você tem o WhatsApp, o Facebook, as redes sociais, isso é internet básica, tem muito por trás, né? tem muito por trás e tem muitos aplicativos, eh, muitos jogos que os pais nunca ouviram falar. Uhum. Né? E é justamente nesses lugares que moram os maiores perigos e que os as crianças e os adolescentes ali estão sendo aliciados, ali estão tendo conversas com pessoas perigosas, estão sendo influenciados. Então, eh, se nós estamos falando de uma média, né, voltamos nisso, numa média de conexão de 8 horas por dia, a pergunta é: quem está de fato influenciando o seu filho? Porque se ele está conectado 8 horas por dia e a gente supõe que ele fique 5, 6 horas na escola e durma 8 horas, quem está influenciando o seu filho? O que ele está vendo? O que ele está consumindo? Eh, e hoje, eh, nós temos aplicativos em que diversos crimes graves acontecem o tempo todo dentro desses aplicativos. Eh, para vocês terem ideia, nós eh vivemos, né, ao longo dos últimos anos, 2023 foi um ano muito complicado nesse sentido, de ataques a escolas, né, de massacres escolares. E tivemos alguns este ano, né, recentes, e muitos desses massacres foram planejados dentro de um mesmo aplicativo em que muitos jovens estão lá porque é um aplicativo que foi criado para jogos, para gamers. Então ele atrai por esse motivo, mas acaba depois eh levando para outros caminhos. E os pais nem sempre estão cientes disso. Então, eh nós estamos falando aqui de um caminho eh bastante perigoso que os pais precisam e aí aqui, né, Rubeu, eu gostaria de chamar atenção, eh, que os pais por lei, eles têm o dever de cuidado, proteção e vigilância. Então, é muito importante eh chamar a atenção desses três verbos, porque é um dever em mão dupla. Os pais têm o dever de cuidar e de proteger os seus filhos para que nada de mal aconteça com seus filhos, mas eles também têm o dever de vigiar para que os filhos não façam nada de mal com os outros. Uhum. Então, os pais precisam ter essa vigilância constante. Muito bem. Recado dado aqui, né, pela nossa doutora. E uso excessivo, gente, de redes sociais tem ligação direta com o estado de saúde mental de milhões de brasileiros. Foi falado isso aqui mais foi constatado eh em uma pesquisa. O panorama da saúde mental 2024 foi realizado pelo Instituto Cactus em parceria com a Atl Atlas Instel. Um estudo abrangente analisa os fatores que influenciam o bem-estar psicológico da população brasileira e segundo o levantamento, 45% dos casos de ansiedade em jovens de 15 a 29 anos estão relacionados ao uso intensivo de plataformas, né? com dados diferentes, regiões e faixas etárias. A pesquisa relevou eh revelou, aliás, perdão, que 65% dos entrevistados enfrentam dificuldades emocionais em algum grau, apontando para um impacto abrangente e preocupante. Então, hoje nós estamos falando sobre desconexão, sobre a dependência, né, eh, do da rede social, do celular. E é importante que você esteja conosco, participe com a gente, porque a gente sabe que aí na sua casa também pode estar acontecendo isso. E nós temos um caminho, né? O caminho é a desconexão. Mas como a doutora e e a Florença explicaram pra gente, não é uma desconexão total. a gente depende, a gente precisa eh da internet, a gente precisa dessa conexão, mas eh acredito que eh a gente precisa seguir também esse caminho da desconexão. Tanto é, gente, que isso está acontecendo em todo o mundo, nos Estados Unidos, eh, no início, né, eram pessoas 50, 60 a mais que estavam buscando essa desconexão, adquirindo telefones, aparelhos que somente fazem ligações, tá? só faz e recebe ligação. E aí tem uma pesquisa que revela que a geração Z aqui no Brasil também está em busca desses aparelhos mais simples para uma possível desconexão. Isso é importante e sinaliza de forma positiva que as pessoas estão eh entendendo que a desconexão faz parte e que essa conexão excessiva tem prejudicado e muito a nossa saúde mental. Florença, qual que é a sua avaliação sobre essa busca de celulares mais simples pro nosso dia a dia? Eu vejo isso com bons olhos, Rúbia. Eu acho que eh assim como a Dra. A Carolina falou da proibição do uso do celular nas escolas. É um primeiro passo, né? Então, ao usar um celular que só faz ligação, temos uma condição para observar outras coisas, interagir com as pessoas que estão ao nosso redor, eh estar presentes naquilo que estamos vivenciando, numa viagem, por exemplo, né? Sem nos preocupar em mostrar aquilo para as outras pessoas. Então, eu acho que é um é o começo de um caminho para que a gente possa resgatar eh hábitos e conexões genuínas, conexões não tão superficiais, né? É muito bom, né, doutora? Porque eh só um minutinho, pessoal falando aqui que eh essa desconexão e esse aparelho ele é utilizado sim, mas eh vale ressaltar que a gente continua com aparelho eh com os aplicativos, né, os smartphones. Isso não não significa que você vai abandonar o smartphone, pô, tá tudo ali, vai fazer como, né? Mas tipo assim, no final de semana, pera aí, guarda o smartphone na bolsa e fica com aquele aparelho, porque se você precisa eh e tem uma emergência, você vai receber e fazer ligação, né? Então, acho que isso é importante e eu gostaria que você completasse na questão assim, eh, no seu ponto de vista jurídico. Isso é isso tem um reflexo jurídico importantíssimo, eh, até na questão trabalhista. Uhum. Eh, um reflexo jurídico trabalhista. Por quê? Porque eh a o WhatsApp, por exemplo, principalmente, né, o aplicativo de WhatsApp, ele nos fez conectados o tempo todo, né? e pelo WhatsApp, principalmente, eh, nós podemos ser acionados o tempo todo. E antigamente, eh, para uma empresa, para um empregador, eh, acionar um empregado fora do horário de trabalho era uma coisa raríssima. Isso só acontecia para para ligar no telefone fixo da casa. Isso só acontecia numa situação de extremíssima urgência. E hoje, muitas vezes, com a facilidade das redes sociais e principalmente do WhatsApp, muitas vezes o cliente, o patrão, o empregado acham que as pessoas podem ser acionadas a qualquer horário, no final de semana, à noite, de madrugada. Só que isso traz reflexos trabalhistas, isso traz reflexos jurídicos e emocionais. E emocionais, claro, porque se nós, né, nós vamos ter, né, e hoje tem a questão do burnout, né? Uhum. É, então, porque a pessoa podendo ser acessada a qualquer momento, podendo ser cobrada a qualquer momento. Então, talvez essa questão eh do celular que só recebe chamadas eh e só liga, nós temos, olha, depois do expediente eu vou estar com esse celular apenas para ligações, ou seja, apenas para uma emergência, né? aos finais de semana, apenas para uma real emergência, né, e não para um para ser acionado por qualquer motivo. Então, juridicamente isso passa também ser uma proteção para todos, para o empregador, para o funcionário, para o cliente, pro fornecedor. Isso traz eh uma proteção jurídica, sem dúvida nenhuma. Interessante, né? Ô, produção, volta para mim, por gentileza. Acho que a pesquisa é da CNN, né, que fala do dos smartphones, eh, do dos eh, se eu não me engano, é double phones o nome do dos celulares pequenininhos. por gentileza, volta para mim e traz para mim essa pesquisa que eu quero ler para as pessoas que estão em casa, porque isso tá acontecendo e é importante a gente saber e de repente se adaptar com isso. Olha aí, um estudo da CNN revelou que nos Estados Unidos as vendas dos dubfones aumentaram 10% entre 2022 e 2023. Isso, olha só, isso já vem acontecendo então desde 2022, impulsionadas eh pelo público, 40, 50, 60 a mais. Curiosamente, eh, agora não são os mais velhos que estão voltando aos celulares mais simples. A pesquisa fala que jovens da geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, também estão adotando os dumpfones como forma de se proteger da exaustão digital. Então, olha só, eles estão se protegendo da exaustão digital, mas acabam se protegendo também, tendo uma segurança digital, né, doutora? Sem dúvida nenhuma, porque com isso eles se expõe menos, né? Se colocam também à disposição. Sim. eh eh colocam menos os seus dados à disposição e acabam tendo uma proteção jurídica e uma proteção de dados infinitamente maior. Olha aí que maravilha, Florença. Essa tendência de usar celular mais simples aí na sua visão, modismo, estratégia real para melhorar a saúde mental, produtividade, qual que é sua falhação? Acredito do que uma estratégia real. Estratégia real. É uma estratégia real, sim, porque é uma forma de colocar limites, né? E se a gente for pensar para muitas pessoas colocar o limite, impor uma frustração é muito difícil. Então, se eu tenho um aparelho eh onde eu não vou acessar notificações, aplicativos, é uma forma de limitar, não só o acesso que eu tenho, mas o acesso que as outras pessoas terão a mim, né? Então, eu acredito que é uma estratégia, sim. É, e a gente segue falando sobre a desconexão e as estratégias usadas pra gente seguir conectado de uma forma mais leve, mais suave, mais segura, mais tranquila. Nós vamos para um break e depois nós temos mais uma convidada que vai completar o nosso time aqui pra gente continuar falando sobre essa desconexão. E você que tá aí do outro lado, nós vamos responder a sua pergunta também. Fique com a gente porque o nosso estúdio Câmara volta em instantes. É, daqui a pouquinho. [Música] [Música] Não falei que era rapidinho. Estamos de volta já com o nosso estúdio Câmara pela TV Câmara Campinas. No programa de hoje a gente está falando sobre o efeito, né, do uso excessivo das redes sociais e também como a desconexão pode ser um caminho de reencontro com a saúde emocional. Antes de dar continuidade, eh, a gente tem duas notícias aqui da cidade e daqui a pouquinho a gente já recebe a nossa terceira convidada, tá certo? As férias acabaram. Segundo semestre letivo começou hoje e Campinas começou com 69.000 alunos de volta, né? Desses pouco mais de 50 já estão nas salas após o recesso iniciado no último dia 10. As creches municipais conveniadas que atendem aproximadamente 18.000 crianças de 0 a 3 anos mantiveram atendimento normalmente durante o período das férias escolares. Atualmente, a rede municipal é composta por 178 escolas de educação infantil, 45 unidades de ensino fundamental e 44 escolas conveniadas à Secretaria Municipal de Educação. Então, galerinha que voltou hoje pra escola, fiquem atentos aí, sejam bem-vindos de volta às aulas e vamos cuidar com essa conexão exacerbada no celular, tá bom? olho no olho, né? Presença é super legal. Vamos aproveitar aí os amiguinhos. Mais informação chegando para você. Prefeito Dário Sad adere ao Pacto das Cidades Antiracistas. A iniciativa visa fortalecer políticas públicas para a promoção da equidade racial na cidade de Campinas. Ontem, terça-feira, o prefeito de Campinas assinou então a carta de adesão ao Pacto das Cidades antiracistas durante uma cerimônia que foi realizada no salão vermelho do Passo Municipal. O pacto tem objetivo de ampliar e fortalecer as políticas públicas voltadas à equidade racial. O evento destacou também o conjunto de ações estratégicas já em andamento na cidade, envolvendo secretarias, autarquias e empresas municipais. O projeto Cidades Antiracistas é uma iniciativa da rede de enfrentamento ao Racismo do Ministério Público de São Paulo. Muito bem, agora a gente segue então com mais reflexões sobre o nosso tema da desconexão. Vamos dar as boas-vindas à psicóloga Evely Bertolim. Ela é especialista em terapia cognitivo comportamental. Se conecta se conecta conosco agora através do Zoom e vai completar esse timaço aqui que tá falando com você que tá em casa. Seja bem-vinda. Bom dia, Evelyn. Bom dia. Obrigada, meninas. Bom dia pro pessoal do estúdio, pro pessoal de casa. É um prazer tá aqui, né, participar aí desse tema tão atual, eh, as redes sociais e tem saído uns estudos do Forninho aí, né, conforme vocês estavam comentando a respeito de algumas preocupações, perfeitos e vamos discutir com os bônus e bônus do uso das redes sociais e da internet. Muito bem, Evely. Então, vamos lá. Por que que é tão difícil desligar das redes? Qual que é a sua avaliação? O que que a terapia eh eh cognitivo comportamental traz paraa gente sobre essa desconexão que está acontecendo a passos lentos, mas que já é um bom começo. Eh, eu acredito que as colegas foram falando aí um pouquinho a respeito dos efeitos, né, da rede social e a produção da dopamina, né, como um neurotransmissor aí potencial quando a gente acessa eh esse tipo de conteúdo, né? Eh, a gente tem contato com um mundo que é muito estimulante em diversos aspectos. Então, prende a gente com muita facilidade e a gente tem a armadilha do do eh do produto dos neurotransmissores, né? Então é é uma luta meio perigosa quando a gente se deixa envolver demais. Então, eh, tem um potencial risco de vício, assim como outras eh, outros outras substâncias, né, outros vícios. O o mesmo cuidado a gente precisa ter com esse com esse uso das redes para acabar não caindo nesse nesse funil, né, e acabar deixando a vida real como uma protagonista e imersa na vida virtual, né? Então, eh, além de tudo isso, tem toda a questão da tecnologia, da cultura, praticamente o mundo funciona com isso hoje, né? Então, eh, é difícil a gente estar por fora, eh, porque a gente também acaba ficando, eh, vamos dizer assim, não pertencente, eh, não conseguindo, eh, dar continuidade, né, acompanhando o que o que vem acontecendo e como o mundo tá andando. Então, tem vários fatores aí que a gente precisa conseguir equilibrar, né? Então, acredito que seja isso. Muito bem, o equilíbrio, né? A gente precisa manter o equilíbrio. E aí, eh, ouvindo a fala da Evelyn, juntando com a fala de vocês duas, doutor e a Florença, me lembra o seguinte: a a internet, a gente, será que é só eu que penso isso? A gente tem a sensação de vigilância constante, a gente tem a sensação de estar sempre sendo observado. É isso que acontece mesmo, né, doutora? Porque a gente sempre tem está sendo observado e tem aquelas pessoas que ficam te seguindo para ver o que que você tá fazendo, né? Isso até tem um uma pontuação aí que é crime, né? A qual é o nome? O stalker. É isso mesmo. E a gente tem essa sensação de se tá sendo observado constantemente. Gostaria que você falasse um pouquinho sobre isso. É, e nós estamos, né, nós estamos sendo observados constantemente porque, eh, na verdade nós, eh, hoje os dados, os nossos dados e quem nós somos, é o que nós temos de mais precioso, né? Eh, hoje os nossos dados eles são o petróleo desse desse século, né? Então, eh, as redes sociais elas existem para isso, né? Elas foram criadas para isso e vendem isso e nós somos o produto. Uhum. Então nós somos observados o tempo todo. As empresas querem saber mais de nós para nos vender coisas cada vez mais personalizadas. Uhum. Então, quanto mais informação eles tiverem de nós e quanto mais informações nós dermos de nós mesmos, eh, mais as empresas eh conseguem vender coisas mais personalizadas para cada um de nós. Esse é o objetivo deles. Então, eh eh as pessoas precisam entender, né, o quanto isso, eh, é eh isso existe e isso pode também ser perigoso. Quantas vezes as pessoas entram em algumas eh modinhas, em algumas trends, né, eh das redes sociais, sem parar para pensar eh nas consequências jurídicas disso. Eu gostaria de dar aqui um exemplo, por exemplo, né? Eh, às vezes, eh, ah, faça aqui a sua figurinha eh de criança, eh, a sua imagem de criança, ou faça a sua imagem como personagem da Disney, ou faça e e você fornece para aquela empresa o seu reconhecimento facial. Uau! E você, e o seu reconhecimento facial é usado para uma série de coisas, como por exemplo, abrir aplicativo de banco e você tá fornecendo o seu reconhecimento facial para aquela empresa. Eh, numa dessas trends, eu fui ler os termos de uso da empresa e lá tava dizendo que ao fornecer o seu reconhecimento facial, você tava você tava fornecendo paraa empresa, para todas as empresas parceiras daquela empresa por 10 anos. As pessoas não leem os termos de uso, acham que tão só fazendo uma figurinha, gente, né? Então, eh, a gente tem que entender, né, eh quais são as consequências do que a gente clica, do que a gente da maneira como a gente usa as ferramentas dentro do mundo digital. Uhum. Aí, por isso eu sempre volto, né, e essa é a minha grande bandeira de ã qual é a idade para se estar nesse mundo, porque as crianças, né, e muitos adolescentes não t maturidade para reconhecer esses perigos. Então, e quando a doutora fala de crianças e adolescentes, às vezes nem o adulto, né, floresa, porque analisa, tá lá tudo para você ler antes de dar o clique, quem lê quem lê, né? É, e me veio uma frase, né, que assim, a internet não é terra sem lei, né, Dora? Não é exatamente, não é? E e eu acho que muitas vezes a gente deixa essa informação passar, né? Então tem muita coisa jurídica, tem muita lei por trás daquilo que tá ali. E como que uma criança e um adolescente vai avaliar isso, né, sem a supervisão dos pais, se os próprios pais não leem os termos, né? Olha, mais preocupante do que a gente imagina e mais necessário do que a gente pensa essa questão da desconexão, né, Evely? Nós falávamos aqui no outro bloco e como você estava acompanhando, acredito que você eh viu a questão dos dos telefones mais simples que estão sendo aderidos pelas pessoas e também pela geração Z, né? Eh, como forma de uma desintoxicação, podemos dizer assim, da, eh, eh, da questão da da do celular, da tecnologia. Qual que é a sua avaliação sobre isso? qual que é a importância e se você concorda, né, em a gente aderir um aparelho mais simples para que a gente possa fazer uma desconexão. Mas como a Dra. a Carolina e e a Florença pontuaram, eh, essa desconexão tem que ser total, porque a gente sabe, a gente precisa ser racional aqui, a gente sabe que eh nós temos aí quase, quer dizer, 90% de tudo que a gente precisa estar conectado. Então, a gente precisa estar conectado. Mas essa desconexão, pelo menos por alguns momentos ou um final de semana, você considera importante? Com certeza, Rúbia. Eh, a gente, eu sou da época do celular quando tinha só aquele jogo da cobrinha, né, que a gente acessava, não tinha muito outros recursos assim, ligação, né, e o joguinho da cobrinha, era só isso. E aí depois que foram surgindo, né, as tecnologias do jeito que tá hoje em dia. Mas eh entrando um pouco no assunto do detox, né, que é esse termo que que tem se usado atualmente, que quer dizer ficar mais distante do do celular, conseguir se desconectar por mais tempo, fazer um detox, né, uma pausa. Então, tem algumas pesquisas que falam que depois de 24 horas você começa a sentir alguns efeitos dessa pausa, sabe, de ficar tempo ausente. E tem outras pesquisas já que falam que depois de duas semanas você começa também começa a ter resultados consideráveis, né? As pessoas estão assim eh são estudos recentes, né? Então o estudo tá ainda, eh, sendo eh eh sendo pesquisado, né? sendo testado e tudo mais, só que tem resultados dentro do que já foi proposto, né? Então, realmente pode ser um um um manejo aí que que pode vir a calhar, né? Porque se tem resultado significativo, por que não? Não é verdade? E eu imagino que quando a gente faz esse detox, o que que acontece? Eh, quando a gente tá com acesso ao celular, ele acaba eh meio que tomando todo o nosso repertório de vida a ficar ali restrito. Então, tudo que a gente fazia antes em relação a lazer, eh, passear, ver pessoas, conversar, tomar um café, praticar um esporte, tudo isso a gente vai eh substituindo pelo uso do celular. Então, quando a gente tira o celular de cena, o que que eu imagino? A gente precisa encontrar outros recursos para ocupar o nosso tempo, né, a nossa rotina. E essa busca por essas outras atividades vai restabelecendo o nosso emocional, né? E depois desse detox, uma característica interessante das pesquisas é que quando a pessoa volta após um período sem o uso, ela consegue voltar de uma forma mais equilibrada. ela não volta com as métricas excessivas que ela tava anteriormente, então tem sido funcional, né? Pode ser um manejo bacana. Ah, só um adendo que eu queria comentar sobre a fala da do É Carolina. Isso. Isso, Dra. Carolina, a respeito do produto, né? Que nós nós somos o produto e o algoritmo, na verdade, do nosso celular, ele vai pegando o que que a gente afeta mais, né? as nossas informações. Então, o que ele pega, que a gente gosta, é o que ele vai apresentar pra gente. E aí a dificuldade da gente conseguir sair também do aparelho, porque a gente fica com coisas muito interessantes pra gente. Ali tem um documentário que chama o dilema das redes, que é bem bacana assim, ele é ele foi produzido, né, exatamente problematizando as questões da tecnologia no mundo atual, né, o excesso do uso. Então, para quem tiver interesse maior no tema, fica sugestão aí pro pessoal de casa. Ai, que legal, Evelyn, que legal. A doutora, pelo jeito, já assistiu também, né? Você também, Flor já. O dilema das redes, das redes. É, é, é excelente. E ele e ele eh fala exatamente isso, né? tem um frase bem impactante que ele diz o seguinte: "É, é uma ilusão a gente achar dentro do mundo digital às vezes que a você tá jogando um jogo que é de graça, você tá usando um GPS que é de graça e ele diz: "Quando você não tá pagando, o produto é você". Nossa, né? Então são os seus dados que estão sendo colhidos, é a sua, o seu interesse. É o seu interesse. Isso, né? Então, eh, você tá dando alguma coisa, sim, né? E isso é muito valioso e a gente tem que tem que ter noção disso, né? e eh para que a gente tenha consciência do que nós estamos cedendo. Gente, muito interessante a nossa conversa com essas três profissionais, porque a gente tá falando de desconexão, mas para chegar na desconexão, a gente precisa entender o por é necessário desconectar, né? O que tem por trás de tudo isso pra pessoa, ela, a pessoa não vai desconectar de hoje para amanhã, né? Não vai. E não é assim. não tem a necessidade de ser assim, porque como a Evelyn pontuou aqui, o nosso cérebro já tá acostumado, né? Aí você vai ter sim as consequências. É aquela questão do vício, infelizmente, né? Tem aí o vício pelas telas, o vício do celular que nós estamos passando por essa situação, mas a gente consegue, você viu, né? A gente vai conseguir, eu tenho certeza. Agora 9:11. produção, eh, tem perguntas pra gente? Se tiver já vai preparando, tá? Porque a gente começa a atender aí os nossos telespectadores. Enquanto isso, eu pergunto para Evelyn, o que que é terapia cognitivo comportamental, ela colabora, como que ela pode ajudar, né, para para essas pessoas que se sentem dependentes totalmente eh do do sistema digital, tem eh terapias, como que vocês avaliam essa dependência e tem saída? Eh, bem pontuado o que você falou, Rúbia, que a gente talvez não consiga desconectar de vez, né? Porque temos a questão da abstinência, como tem a produção da dopamina e tudo aquilo, acaba dificultando pra gente esse processo, mas existem algumas estratégias que a gente pode usar eh como intermédio aí, né, entre a desconexão total e o excesso. Então, por exemplo, a gente pode tentar desativar notificações, porque daí pelo menos a gente fica num papel e a gente controla eh o que chega até nós. Pode ser uma estratégia, uma outra estratégia. A gente pode tentar colocar momentos do dia como meta de ficar sem o celular. Então, por exemplo, na hora da alimentação, almoço, janta, café, não vou acessar. Eh, na hora que eu tiver com o meu filho ali brincando no momento nosso, não vou acessar, né? Então, pequenos momentos do dia que a gente pode ir tirando, né? Outra coisa, a gente pode tentar ampliar os hobbies e assim, eh, complementar a rotina, a atividade com coisas que são prazerosas, com coisas que vão trazer sentimento de bem-estar, sentimento de realização, felicidade, né? Então, um esporte, um passeio, eh, uma atividade ali de manual, né? Então a gente consegue substituir o que talvez o a rede social, a internet possa estar produzindo ali eh de uma outra forma, né, vamos dizer assim, eh tentar fazer estratégia sem um uma téc uma técnica, mas assim tem um conceito que é o mais que é o estar presente, eh estar presente no agora, né? Porque como a gente tem acesso ao celular e a nossa vida hoje em dia é uma vida muito frenética, a nossa cabeça ela acaba ficando mais acelerada. Então são muitos pensamentos. A gente tá fazendo uma coisa, mas a gente tá pensando em outra e pensando na demanda do dia seguinte e a gente meio que treinou o nosso cérebro a funcionar assim. Então, a gente precisa tentar eh fazer o caminho inverso, de repente eh buscando eh momentos que eh propiciem essa concentração, eh, esse esse esse voltar pro agora, né? Então, algumas atividades que vão exigir ali que a gente fique atento, eh, que não seja tela, né? Então, por exemplo, um quebra-cabeça, um jogo em família, um banho relaxante com com cheiros, com com outros estímulos, né? E a gente vai tentando trazer de volta a nossa cabeça, tirar da da número a voada e e voltada. Então, é um treino, né? Só que assim é possível tentar ir fazendo esse exercício. Meditação e yoga também é muito voltado para isso, né? E são algumas sugestões. Evitar também talvez pegar o celular nos 10 primeiros minutos iniciais amanhã, né? Tem gente que acorda e pega o celular. Então tenta segurar um pouco isso, né? Deixar para depois, né? A gente pode usar esses intermédios aí. Muito bem, né? Quando você fala isso, tem gente que acorda e pega o celular. Isso aí, olha, pega todo mundo, eu acho, né? 90% das pessoas. É impressionante como a gente não aprendeu, a gente não teve aula de como mexer no celular, de das redes sociais e a gente aprendeu de uma forma em que nos adaptamos e hoje a gente trouxe pro nosso dia a dia e a gente acorda. É a primeira coisa que a gente faz, infelizmente eu me coloco nessa situação, não sei vocês aí de casa, mas é pegar o celular. Eu tô tentando essa desconexão. Já postagem já diminuí. Eh, desativei lá eh o negócio dos grupos, sabe? Grupos e e WhatsApp. Eu tirei o som. Porque, gente, eu vou falar um negócio para vocês. Esse negócio tirar o som é maravilhoso, porque a emissão daquele som em mim causava uma ansiedade, uma coisa, um negócio estranho. Estímulo ansiogênico. É um estímulo estranho, não é? Então, assim, são pequenas eh situações do dia a dia que a gente vai eh nos adaptando com a desconexão que vai sendo gradativa. Eu acho que papum assim de hoje para amanhã é meio difícil porque a gente tá aí numa situação de vício, né, gente? Vamos lá então, com essas três profissionais aqui, a gente começa a atender os nossos telespectadores. Agora 9:17 falando de desconexão. Mas para falar de desconexão, a gente precisa falar para você o porquê, a necessidade, a importância de você desconectar. E a gente tá mostrando aqui hoje, né, com profissional da área jurídica, profissional da área de saúde mental. Isso é muito importante que você preste atenção no programa de hoje, repasse também paraa sua família, pros seus colegas, porque é uma tendência bem interessante, bem legal e que vai trazer de volta, de repente, a nossa conexão eh olho no olho, né? Isso é muito importante. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela, por gentileza. Bruno Nascimento do Jardim Eulina. Não consigo focar numa atividade, sempre ligo outra tela em redes sociais e fico com duas coisas ao mesmo tempo. Que dica a terapia cognitivo comportamental ajuda eh para treinar aí a atenção única sem ansiedade. É para você, Evelyn, você viu? Olha só, o Bruno não consegue focar numa atividade, ele fica com duas telas. Eu tenho esse problema também, é impressionante. Às vezes eu tô olhando o celular, mas eu sinto necessidade de ligar a TV. Não entendo o porquê disso socorre a gente. Eh, sem eh que nem eu comentei a respeito do My Funes, né? Tem algumas estratégias se quiser eh pesquisar a respeito um pouquinho mais dessa vertente, mas eh como eu disse, né? É preciso retreinar o cérebro. Uhum. para fazer o caminho oposto do que o mundo tá meio que levando a gente a fazer, né? Então, eh, por exemplo, uma leitura, atualmente, se se a gente tem aqui livro ela, conta entrar numa leitura, pode ser muito difícil, porque é pouco estímulo, né? É só, é só o o livro ali e o tempo pra gente eh estar atento para conseguir absorver o conteúdo. Eh, se a gente tiver com a nossa atenção mais limitada, a gente não consegue acompanhar. Então, uma uma uma dica, talvez, né? Eh, se ele gostar de algum tipo de conteúdo de leitura, um um conteúdo de eh de criação ou de ficção, né, romance e alguma coisa que já seja do interesse, ele pode ir treinando esse retorno à atenção plena. Então, por exemplo, ah, eu não consigo ler um livro inteiro, mas eu posso tentar colocar uma meta de ler umas cinco páginas e tentar me concentrar nessas cinco páginas. Então, além da leitura, pode complementar com outras atividades. Então, por exemplo, a hora que acordar, dá para fazer um alongamento, se dedicar ali uns 3, 4 minutinhos a fazer um alongamento com respiração profunda e solta. Respira e solta. Então, aos pouquinhos, ele vai de novo puxando a cabeça dele para estar presente no momento, né? Porque todo o processo, um pouquinho pouquinho que a gente vai fazendo, né? Depois o resultado é significativo. E ao mesmo tempo que ele vai fazendo essas técnicas, ele vai tirando aos poucos o uso das telas. Então, que nem eu comentei, tenta ficar uma receição, por exemplo, ou a hora do banho, às vezes tem gente que leva a tela pro banho, deixa fora, né? Então, e eh é é voltar para um outro mood de funcionamento do server, assim, vamos dizer. Muito bem, Evelyn. É, esse negócio de levar a tela pro banho. Tem até alguns aparelhos, algumas ferramentas que você coloca o celular, volta lá no banheiro para o celular não molhar e você fica tomando banho com o celular. Ô gente, que que é isso? Como a doutora disse, né? Produto, né? Venda. Estamos expostos, então a gente precisa se atentar. Vamos lá, mais uma pergunta na tela pra gente, por gentileza, produção. Vamos ver quem tá conosco. A Ana Clara Mendes do Jardim Olina. Legislação. Então vai pra doutora. Vamos lá. A legislação brasileira atual protege adequadamente nossa privacidade digital ou diante da rápida evolução tecnológica, precisamos de novas leis para acompanhar esses alunos. Bom, nós temos, né, o Marco Civil da Internet e a LGPD, né, a legisla a legislação geral de proteção de dados, que a os dois foram feitas para essa proteção. Uhum. mas sim a evolução é muito rápida e não as leis não conseguem acompanhar essa evolução. Então, eh nós temos muitos campos descobertos nesse sentido ainda. Então, eh, nós precisamos de uma regulamentação maior das redes sociais que nós conseguimos um pouco mais agora recentemente, né, nós tivemos uma votação recente agora no STF com a possibilidade de regulamentar e punir eh as grandes empresas em relação aos conteúdos criminosos que forem eh postados. Eh, mas ainda a gente tem um caminho para que haja aí uma regulamentação um pouco mais eh consciente, um pouco mais bem feita nesse sentido. Então, a gente tem legislação, mas dificilmente a legislação consegue acompanhar a rapidez da evolução, porque, por exemplo, hoje a gente praticamente não tem nada sobre a questão da inteligência artificial que evoluiu muito nos últimos dois anos e muito rápido. Todos os dias você vê coisa nova e a gente tenta acompanhar, a gente tenta aprender, mas é quase impossível, porque quando você tá aprendendo uma coisa, já tem outra nova. E assim acontece com as leis também, com a legislação, né? Isso. A a o direito não consegue, né? Eh, assim, o direito, a produção legislativa, ela é lenta, né? Eh, perto da rapidez com que essas coisas acontecem. Então, eh, a gente, e isso traz para nós, para cada um de nós, para cada cidadão, a obrigação, eh, de que cada um se proteja, né, tenha maior cuidado, porque a legislação caminha mais lentamente. Exatamente. E aí dou o gancho para desconexão, para você ter mais cuidado. Faz como? Vai desconectando de levinho, né? usa só o necessário, vai tranquilo. A gente já se conectou tanto porque eu acho que tá na hora de a gente parar assim, olhar, falar: "Pô, eu já fiz tudo que tinha de fazer na internet, já vi tudo, então agora eu quero mais respirar com mais leveza, viver com mais tranquilidade. É importante, claro, ressaltando aqui, não vai desconectar de tudo porque senão você vai ficar, né, fora do mundo, mas tem coisas que a gente consegue desconectar assim e super vale a pena. 9:24 tem mais pergunta? Vamos lá, por gentileza. da produção. Pode mandar pra gente. Agora vai paraa Florença. Marcos Ferreira do Barão Geraldo. Adolescentes trocam por maratonar vídeos. Que sinais de alerta indicam dependência digital que exige ajuda psicológica? Bom, a gente tem uma mudança no padrão do sono do adolescente, né? Mas quando esse adolescente troca o sono pelo uso das uso excessivo de telas, eu já diria que já é o momento de procurar uma ajuda psicológica, né? Então, se a gente começar a observar um isolamento crescente, uma irretabilidade, uma agressividade, sempre é bom buscar ajuda profissional para avaliar o quanto que esses comportamentos, essa discrepância do que seria esperado paraa idade pode estar relacionada com o uso excessivo das redes sociais, né? E eu acho que importante lembrar que o sono ele é primordial pra nossa regulação de humor, pra nossa saúde emocional. Eu costumo dizer paraos meus pacientes que se a gente tá tendo ali uma alteração de sono, isso já é um sinal de alerta. É, a gente precisa recarregar igual o celular a gente precisa. Aí você não deixa seu celular descarregar, né? Tá lá apitando, quer dizer, antes de apitar, né? Tá lá faltando 20% para acabar a bateria, você já vai lá, corre, pega o carregador, empresta de alguém, coloca na tomada. Daí você não se dá esse tempo de recarregar para continuar. A gente tem muita coisa que a gente precisa aprender ainda nessa vida, viu? Vamos lá. 9:26. Pode mandar mais uma, produção. Vamos embora. Tá quase acabando o programa. A gente já vai agradecendo você aí de casa, viu? Participando conosco. A Renata Costa do Jardim Garcia. Depois de deletar os aplicativos, fiquei ansiosa e irritada. E como fazer detox digital gradualmente, né? Sem sentir abstinência tão forte. Vamos lá, Evelyn. A gente falou, né, de ir aos pouquinhos, mas você vê, é tão é é tão interessante que a gente fala de abstinência referente a celular. Isso me deixa assim numa interrogação muito grande, né? A que ponto chegamos, Ev. Pois é. E aí, eh, você vê, né, a questão da da irritabilidade é exatamente a a falta da dopamina e a gente acostumou, né, a ter a todo momento sendo produzida ali na nossa cabeça, né, e começaram a surgir agora alguma algumas nomeações, né, para essas dificuldades. Então tem a tal da pomo, né, que é é o fear of missing out, né, que é o medo de perder algo, né, como se eu tivesse que ter informações o tempo todo e tivesse que saber o que tá acontecendo o tempo todo, né? Então, eh, de não se sentir pertencente, né? Tem uma outra que é a eh nomofobia, que é a fobia de ficar sem celular. E aí entra dentro da características de algum alguns eh a propriedade, né, propriedade em geral, né, entra dentro de uma das classificações. Então é é difícil realmente porque é enfrentar a abstinência, mas assim são aquelas estratégias que a gente falou de ir tentando gradual, porque o celular eh, infelizmente ou felizmente, porque temos o os bônus, mas a gente também tem os bônus. né? Afinal, eu tô aqui conseguindo falar com vocês por conta da tecnologia, né? Então, eh, não tem como a gente zerar ficar tentum, né? Então, assim, o que o as pesquisas têm indicado, eh, eles variam um pouco na quantidade de horas, mas eles dizem que assim, acima de 4 horas já não é tão legal no dia, né? Então, tem pesquisas que falam de 2 horas, tem pesquisas que falam de 3 horas no dia, só pra gente ter aí uma métrica do que é considerado expresso eh pelos estudos, né? Então eu acredito que fazer de fato um caminho gradual de retirada para essa bichin é uma coisa tão intensa. E aquela hora eu falei mais da parte que a gente consegue mexer eh no no manejo eh de consequências, né? Mas pensando numa prevenção, daria também, por exemplo, eu vou tentar substituir a minha rotina com atividades concorrentes ao celular e que são prazerosas para mim. Então, por exemplo, se eu gosto de dançar, eu posso começar a fazer uma aula de dança, coloco lá na minha rotina, né? naquele momento eu não vou ter acesso ao celular, mas eu vou ter acesso a algo que vai me proporcionar sentimentos eh interessantes, bons, né? Então, pode ser que isso dê uma amenizada no desconforto, não que vai zerar, mas pode ser que dê uma amenizada, né? Eu posso combinar passeio com amigos, se é uma coisa que eu gosto, uma amiga querida com quem eu me sinto bem, né? Eu posso ir numa categoria que eu que eu que eu gosto muito do da culinária, né? Então, eh, a gente vai fazendo esses maneiros assim para tentar de fato eh encontrar o uso saudável, né? Chegar no uso saudável, né? Precisamos chegar a um saudável. Tem uma armadilha do celular que eu não sei se vocês, né? Porque eu me coloco na posição de todos nós, né? a gente, infelizmente, ficou dependente do celular, a gente tem costume de rolar tela, a gente precisa aprender a se desconectar. Eu tô tentando fazer isso e a gente trouxe eh eh essa temática para o programa para explicar para vocês a importância disso e os riscos, né, também eh dessa dessa conexão exacerbada. Você sabe que ela quando a Evelyn falou eh da questão da dança, você sabe que eu já me peguei assim, eu gosto de dança, tem coisas assim, algumas atividades esportivas que eu acho interessante, que eu gostaria de fazer, sabe? Que eu eu me vi numa armadilha do celular, por quê? porque eu gosto da dança. Então eu comecei a ver vídeos de dança e automaticamente eu me senti confortável e gostei que foi para mim foi como se eu tivesse ido lá e feito uma aula de dança. Eu tô ficando, eu tô eu tô ficando batendo pino. Ou é isso mesmo que o nosso cérebro traz? você acaba indoer o negócio lá. Traz uma sensação de bem, né? Ria. E se a gente pensar ir em uma aula de dança tem um custo, né, de resposta. Você vai precisar se deslocar, você vai precisar pensar nos seus horários, na sua agenda, né? Então, de fato, você bem colocou, é uma armadilha, né? que é uma sensação de bem-estar que eu diria aqui falsa, porque você não está ali executando os movimentos, né? Muito provavelmente se você for numa aula, você vai ver que a intensidade da sensação assistindo assistindo vídeo deitado na cama. Mas é uma armadilha mesmo, porque isso engana o nosso cérebro, faz a gente achar que tá sentindo prazer e na verdade é uma falsa sensação. Olha, eu passei por isso, levei um susto, doutora. Falei: "Gip, o que tá acontecendo? Eu nem fui lá porque que eu tô gostando, né? Daí no outro dia de novo falei: "Para, para, para, para, para, para, raciocina, analisa. A gente precisa parar e prestar atenção, né?" Isso. Agora 9:32. Eh, tem mais perguntas? Se tiver, coloca mais uma, a gente já precisa encerrar. A gente agradece você aí de casa, né? Que legal o nosso bate-papo de hoje. A gente falando de desconexão em um momento em que todo mundo está conectado. Não tem mais, produção? Só avisa no meu ouvido aqui, por favor. Ah, tem mais uma. Obrigada, Patrícia Alves, do Jardim Satélite Irí. Mensagens do trabalho chegam fora do expediente. Qual o limite prático? Hã, qual o limite prático posso combinar para preservar meu descanso mental? Ah, tá. Ah, então você quer saber, tá falando que as mensagens chegam fora do expediente, aí você eh quer saber de um limite, né, que você pode combinar de repente com o pessoal lá do seu trabalho para ter um descanso mental. você sabe que acho que você acompanhou o programa, se não acompanhou pode acompanhar, já tá no YouTube e também repassa pra galera que trabalha com você, porque a doutora aqui a ela falou pra gente sobre essa questão aí das mensagens fora eh do horário de trabalho, né, e que isso preserva assim o nosso descanso mental. Então, gostaria que, por favor, doutora, a senhora repassasse a informação e respondesse a Patrícia Alv. Eh, tem que haver um combinado claro sobre isso, sim. Eh, o empregado não pode ser acionado a qualquer tempo, em qualquer horário, durante o final de semana, durante a noite, né? Então, é preciso ter um combinado eh se vai ser acionado só em casos de urgência, eh qual é o limite, qual é o limite de horário, eh porque senão o empregado trabalha 24 horas por dia, 7 dias da semana. Então, né, é claro que a tecnologia está aí, né, como a Evelyn disse para nos ajudar, ela trouxe muitas coisas boas, mas deixe claro esses limites, combine esses limites para que não haja excessos e esses excessos não traga aí prejuízos tanto pra relação trabalhista como paraa sua própria saúde. Perfeito. E é importante também se você for aderir a esse a esse telefone mais pequenininho, minimalista, que só liga e faz e faz ligação e recebe, é importante você até avisar e combinar e falar pras pessoas: "Olha, eu vou ficar nessa nessa de telefone aí simples por um tempo e avisa também para não criar aquele desconforto, né?" Mas é interessante. Eu gostei dessa ideia, viu? Agora 9:35. A gente tá falando aqui de desconexão, gente, não significa isolamento, tá? Ela pode ser uma escolha consciente para você viver de maneira mais tranquila. A gente quer agradecer então as nossas convidadas. Eu começo agradecendo a Dra. Carolina pela participação, por trazer assim pontuações tão importantes pro nosso dia a dia. Gratidão, viu, doutora? Muito obrigada, Rúbia. Obrigada pelo convite, né? queria eh deixar claro que a gente eh as redes sociais estão aí conosco pouco mais aí de 10 anos, né? 2015 foi quando as redes sociais eh se popularizaram. Então agora que nós estamos de fato sentindo os efeitos disso. Então é por isso que essa conversa sobre desconexão é tão importante, porque agora os estudos estão chegando, os efeitos estão chegando, então agora é hora de pensar em dar um passo para trás, em realmente pensar em desconexão. Eh, fica aí o nosso convite para essa reflexão. Muito obrigada pelo convite para estar aqui. Foi um prazer estar com vocês. Maravilhoso. Prazer é todo nosso receber vocês três aqui, grandes profissionais que eh contribuíram tanto com a gente. Florença, obrigada pela sua participação magnífica, né, trazendo assim muita coisa boa. Obrigada a vocês pelo convite, aos telespectadores pelas perguntas e que fi que fique uma reflexão sobre como temos usado o nosso tempo, né? E como que a gente eh gostaria de usar esse tempo que vai sobrar se a gente limitar o nosso uso das redes sociais, que a desconexão possa ser um cuidado nosso paraa nossa própria saúde mental. Exatamente, Evelyn. Obrigada pela sua participação. Você com a gente através do Zoom. Participação rápida, mas de muita qualidade, né? E o que você trouxe, com certeza somou bastante no nosso programa de hoje. Muito obrigada. Gratidão, viu? Ah, eu fico feliz pelo convite, Rúbia. Muito obrigada. Eh, eu queria parabenizar o pessoal da equipe, da produção, por trazer esse tema, né, tão importante, tão atual. Não só esse, outros de vocês, né? no YouTube que eu fui acompanhar e quero deixar também um um recadinho a respeito do assunto, né, pra gente não naturalizar o uso excessivo, a dependência, se sentir, né, começar a perceber esses sintomas de abstinência, ansiedade, irritabilidade, o sono desregulado, eh tem que manejar ou se necessário, procure ajuda profissional. maravilhosa. E assim a gente encerra o nosso programa de hoje, né? Pode deixar a câmera aberta aqui, por favor, com essas três profissionais maravilhosas, tão importantes pro nosso dia a dia, tão importantes pra gente conseguir concluir, né, o nosso estúdio Câmara desta quarta-feira falando de desconexão. É importante também que você repasse esse programa que está no YouTube e repasse pros seus amigos, pros seus filhos. Vamos falar sobre desconexão. Importante dizer uma desconexão gradativa um pouco hoje, um pouco amanhã, né? Tira eh eh um alarme que toca quando te incomoda. Eh, não faz a postagem no mesmo dia que você está lá fazendo, executando alguma ação que você acha interessante. Cuidado com as fotos dos filhos, né? E principalmente vamos tomar cuidado com as nossas crianças, ficar atentos ao que eles estão olhando no celular e de repente você consegue até inserir aí um celular de liga e desliga na vida da sua criança, do seu adolescente, por que não é importante se você conseguir eh com certeza a gente fica feliz porque aqui a gente lançou uma sementinha. Eu vou falar para vocês algo em particular. Eu vou tentar, eu vou tentar para ver como funciona na prática isso tudo que nós falamos aqui. Quem sabe o cérebro da gente responde de uma maneira positiva e a gente consegue desconectar um pouquinho, combinado? Gente, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Lembrando você que amanhã nós temos Estúdio Câmara e amanhã a gente vai falar de algo bem interessante, tem a ver com o nosso cérebro também. A gente vai falar de, deixa eu me ver aqui, qual que é a nossa saúde do cérebro, né? Vamos prevenir o nosso cérebro falando de alimentação. Você já ouviu falar em dieta da mente? É isso mesmo. Dieta da mente é um modelo alimentar, gente, que promete melhorar a saúde do cérebro e prevenir o declínio cognitivo. A gente vai entender como ela funciona, quais os alimentos que ajudam e se realmente faz a diferença na nossa concentração e na nossa memória, né, e no nosso bem-estar. Então, amanhã a gente fala sobre essa dieta diferente aí que tá todo mundo falando. Eu não entendo, vou estudar e vou entender e de repente também quem sabe aderir, porque a nossa saúde mental precisa assim eh eh de alimentação, né? E de repente, se essa dieta fizer bem, o #tamojunto. Agradecendo você pela audiência, pela companhia. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e de toda a nossa metrópole. Mais uma vez as nossas entrevistadas. Gratidão. Fiquem com Deus, se cuidem e amanhã mais uma edição do estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo para você. Valeu pessoal. Cado. Так. เฮ [Música] [Música]
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