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Estúdio Câmara | Cultura do cancelamento: responsabilização ou linchamento?
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Estúdio Câmara | Cultura do cancelamento: responsabilização ou linchamento?

54 views Publicado 20/05/2025 HD · 1:05:43

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📲 Você já cancelou ou já se sentiu cancelado na internet? A cultura do cancelamento é um fenômeno cada vez mais presente nas redes sociais e tem gerado debates intensos sobre os limites entre a liberdade de expressão, a responsabilização e o linchamento virtual. No episódio do Estúdio Câmara desta terça-feira, 20 de maio, vamos analisar a cultura do cancelamento com profundidade e múltiplas perspectivas. Para isso, recebemos duas convidadas especiais: 👩‍⚕️ Fabiana Paula Teixeira, psicóloga clínica comportamental, que irá abordar os efeitos emocionais, sociais e psicológicos de quem é cancelado — e também de quem participa ativamente do cancelamento. 📱 Suzana Reis Rocha, gestora de redes sociais e especialista em marketing, que explica o impacto do cancelamento na reputação digital, os algoritmos que amplificam os ataques e as estratégias para mitigar crises online. 📌 Mas afinal, o que é cultura do cancelamento? Trata-se de um movimento coletivo — geralmente nas redes sociais — que visa punir uma pessoa pública, influenciador ou marca por atitudes, falas ou posturas consideradas ofensivas, inadequadas ou incompatíveis com valores defendidos por determinado grupo. ⚖️ A prática é controversa: para alguns, trata-se de um mecanismo de responsabilização social legítimo; para outros, é uma forma moderna de linchamento virtual, feita sem espaço para o contraditório, para o diálogo ou para o contexto. 🔎 O programa discute: Quais são os efeitos psicológicos do cancelamento em quem é alvo? Existe limite entre crítica justa e violência simbólica? Como o marketing digital lida com o risco do “cancelamento de marca”? A cultura do cancelamento fortalece ou enfraquece a liberdade de expressão? O pedido de desculpas ainda tem valor diante das redes sociais? 💬 “O julgamento acontece em tempo real, com base em recortes e impulsos”, comenta Fabiana Teixeira. “Muitas vezes, a internet se transforma em um tribunal emocional, sem direito de defesa”, complementa Suzana Rocha. 🎥 Acompanhe essa conversa provocadora, reflexiva e necessária. Assista ao programa completo para entender como lidar com a cultura do cancelamento de forma ética, crítica e responsável. 📣 Participe: você acha que a cultura do cancelamento é justa? Já se sentiu cancelado(a)? Comente, curta e compartilhe o vídeo com quem também precisa refletir sobre esse fenômeno das redes. 🔗 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao nosso estúdio Câmara, nosso encontro diário aqui pelas manhãs na TV Câmara Campinas. Hoje é terça-feira, dia 20 de maio. O tema do nosso programa é urgente, polêmico e merece reflexão. Vamos falar sobre a cultura do cancelamento. Nós vamos discutir como esse fenômeno das redes sociais pode impactar profundamente a vida das pessoas, tanto pública quanto emocionalmente. E para nos ajudar a entender todos os aspectos desse tema, nós já estamos recebendo aqui no estúdio duas convidadas especiais. a Fabiana Paula Teixeira, ela é psicóloga clínica comportamental e também a Susana Reis Rocha, ela é gestora de redes sociais e é especialista em marketing digital. E essa galera que tá em casa já sabe que a cultura do cancelamento judia e as nossas especialistas vão nos mostrar como esse ambiente online contribui ou não para o cancelamento de pessoas e também de marcas, viu? E você já presenciou ou participou de um cancelamento virtual? Já sentiu medo de se expressar por conta disso e até às vezes de sair na rua? É, a gente quer te ouvir. Manda sua mensagem pra gente, seu comentário. WhatsApp está na sua tela. 1997829377. manda pra gente, conversa conosco, daqui a pouquinho a gente interage com você, porque agora eu trago oportunidade de emprego. É para amanhã, gente, amanhã, quarta-feira, dia 21 de maio, o Centro de Educação Profissional de Campinas, o CPROCAMP, por meio do projeto de emprego profissional inclusivo, vai realizar o Diapep, um feirão para preencher vagas de estágios e empregos exclusivos para os alunos do Ceprocamp, empresas parceiras do Centro Público de Apoio ao Trabalhador, vão se fazer presente e para realizar o cadastro e também encaminhamento. das vagas, né, aos interessados, tá? Esse verão de oportunidades será realizado amanhã, então já vai agendando aí, tá? Já prepara seu documento. Eh, das 8 da manhã às 4 da tarde no CPROCAMP, no centro, eh, fica na Avenida 20 de novembro, 145. O atendimento vai ser realizado conforme senhas que são distribuídas por ordem de chegada. Então, para participar do feirão é necessário ser aluno de algum dos cursos do CPROCAMP e daí apresentarem os documentos pessoais, né? CPF, carteira de identidade, comprovante de endereço, né? A carteira de trabalho e o currículo, tá? No encerramento do dia PEP será realizada uma palestra com a Areta Duarte, sabe? Areta, ela já teve aqui no programa, então vai, ela vai falar sobre planejamento e protagonismo. Areta, ela é empreendedora social e a primeira mulher negro latino-americana a escalar o Monte Evereste, a maior montanha do mundo. Então você já imagina como é que vai ser essa palestra, né? Então se prepara amanhã bem cedinho a não ser Procamp, combinado? Então tá certo? Mais informações chegando para você. Vamos falar da reunião ordinária que aconteceu ontem, segunda-feira, no plenário. Vereadores aprovam, então, em definitivo, o projeto que institui 500 cargos efetivos de agente de educação infantil. Essa aprovação foi ontem na 29ª reunião ordinária no plenário da Câmara, entre outras propostas, né? Esse é o projeto de lei complementar do executivo que propõe aí a criação de 500 cargos públicos de provimento efetivo e agente de educação infantil. De acordo com a justificativa do projeto, os novos cargos são necessários para atender a crescente demanda dos centros de educação infantil que funcionam em período integral. O texto destaca também que os cargos de monitor infanto juvenil estão sendo extintos gradualmente e que as atribuições desses profissionais são equivalentes às de agente de educação infantil, o que justifica então a ampliação desse último cargo. A proposta também considera a necessidade de reforçar o atendimento educacional no ensino fundamental, sobretudo após os impactos pedagógicos aí da pandemia da COVID, né? Segundo a prefeitura, o reordenamento curricular e as determinações da vara da infância e da juventude para ampliação de matrículas reforçam a urgência da medida. Lembrando que a criação dos cargos está prevista na lei 12985 de 2007, que trata do plano de cargos e carreiras e vencimentos dos servidores públicos municipais. Conforme determina a legislação, os novos postos só poderão ser preenchidos por meio de concurso público de provas. ou de provas e títulos, tá? Agora sim, vamos com a previsão do tempo para hoje. Daqui a pouquinho a gente fala sobre a cultura do cancelamento. Como é que fica esta terça-feira aqui na cidade de Campinas? Mínima 15, bem cedinho isso, né? Porque agora já deu uma esquentadinha, máxima 28. A previsão do tempo é estável na região, predomínio de sol, temperaturas relativamente elevadas pra época do ano, né, especialmente as máximas. E temos baixa umidade relativa do ar. E você precisa lembrar que a gente precisa se hidratar, tá? Com a baixa temperatura, com a baixa umidade do ar, né? Aliás, precisa muito de hidratação, combinado? Mínima 15, máxima 28. Vamos bora, então. Vamos lá. Vamos falar sobre o cancelamento na internet, né, gente? O cancelamento nas redes se tornou uma das formas mais atuais impactantes do julgamento público, né? Do boicote de celebridades a perseguições virtuais de anônimos. O que está por trás desse fenômeno? Cultura do cancelamento é uma resposta social ou um linchamento disfarçado de justiça? Hum, é um instrumento legítimo de responsabilização ou estamos indo longe demais com julgamentos instantâneos? Vamos tentar entender isso. Então, para começar essa conversa, eu quero ouvir as considerações iniciais das nossas convidadas. Ao meu lado, a Susana Rocha, ela é especialista em mídias e marketing. Seja bem-vinda, Susana. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom, eu que agradeço. Um bom dia a todos, né, que estão assistindo aí. Eh, é um prazer poder trazer um tema aí tão falado, tão discutido para nossa era agora, né? e a importância da qualidade da comunicação, a maneira como nós falamos, o que nós falamos, eh com certeza faz muita diferença. E hoje nós vamos falar sobre isso também com a nossa psicóloga, né, a Fabiana Teixeira, ela é psicóloga, vai falar pra gente sobre o impacto na saúde mental desse dessa tal dessa cultura do cancelamento, né? Seja muito bem-vinda, Fabiana. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Bom dia a todos. Um prazer estar aqui falando desse tema. Vamos lá, gente. E você já foi cancelado? Conhece alguém, né? Então, manda pra gente a sua mensagem. Daqui a pouquinho a gente interage contigo, respondendo aí a sua pergunta ou então lendo o seu depoimento. Olha, para começar, eu quero lembrar você de uma situação de cancelamento que foi vista pelo Brasil todo, né? É o caso da rapper Carol com K, que foi eliminada do Big Brother Brasil com 99,17% de rejeição. Bom, gente, isso mostra como o cancelamento ultrapassa o ambiente virtual, pode destruir uma carreira, uma vida. Uma vida. É verdade, Susana. hoje, eh, o risco real de uma ruína profissional a partir dos comportamentos nas redes sociais. Isso existe? Existe sim, eh, principalmente para figuras, pessoas públicas, né, e empresas também, né? né? Não é só assim no âmbito da pessoa física, eu como pessoa, mas como carreira e principalmente para as pessoas que vivem da da sua imagem ali do do conteúdo da rede social, é muito importante sempre refletirmos eh na maneira que como nós nos comunicamos. É importante a comunicação, né? E quando a gente fala da saúde mental, da questão da saúde mental, eh nesse exemplo que nós colocamos aqui no programa para que as pessoas façam eh eh uma tenham uma lembrança do que nós estamos entendam o que nós estamos falando e tem a lembrança, busquem, né, essa situação da Carol com K. Fabiana, eh, esse cancelamento dela, 99,17%, isso quando ela estava confinada e aí quando ela saiu pra rua, a gente tem eh eh tem na internet, tem depoimentos dela falando que a vida dela virou de cabeça para baixo e ela precisou de terapia para poder se reorganizar. Qual que é o impacto na saúde mental eh dessa questão do cancelamento? Eh, o cancelamento é uma punição muito muito impactante, uma punição social que gera um eh um sofrimento psíquico muito intenso. E aí, no caso da Carol Kunc, eh tem relatos onde ela fala de de pensamento suicida. Então, eh, realmente tem um poder bem destrutivo e que poderia e que pode, né, desencadear eh transtornos psíquicos mais intensos mesmo, né? é o eh eh é um estímulo que desencadeia e que desestabiliza totalmente uma pessoa, né, que tem um poder destrutivo emocionalmente. Bem, eh é impressionante como é que a internet pode se tornar um tribunal sem juiz nem defesa. E esse julgamento muitas vezes atinge até a família, né? Eh, então assim, é algo que a gente precisa parar para pensar antes de ter uma reação. Reação essa que às vezes a gente, hum, não pensa, né? Quantas vezes você já escreveu depois apagou? Você fez isso. Tem muitos memes, né, nessa nesse quesito. E é importante a gente ter o pensamento no depois, né, na ação, porque toda ação tem uma reação, né, Susana? Com certeza. Toda ação tem uma reação. E assim, o trazermos, tentarmos ser todos os dias melhor do que no dia anterior e ter empatia pelas pessoas, eh, é o que está faltando muito assim, né, no nosso tempo, né? Então, nos colocarmos no lugar do outro e ver o quanto aquele comentário meu pode prejudicar o outro e se realmente é necessário que eu faça isso para com o outro. E se fizessem comigo? O negócio é tão além que eh nós demos aqui o exemplo da Carol com K e tem outro outro exemplo. Eu ia trazer vídeo, mas acho que não vem ao caso porque isso já aconteceu. Foi algo assim que eh mexeu muito, acho que com todos, né, principalmente com quem é mãe. Tem o caso de uma jovem, a Jéssica, né? a Jéssica, que eh teve situações na internet eh referente a ela e o Winderson Nunes. E aí ela foi pra internet, haters entraram, falaram que podia, o que não podia, a mãe, né, também eh acabou indo pra internet pedindo, né, por favor, para as pessoas pararem de de falar da filha. A menina já tinha um quadro de depressão e, infelizmente, o caso da Jéssica não acabou bem, né? Ela infelizmente cometeu suicídio. Então, olha só a que ponto eh chega a situação de uma ação que às vezes você não tem nem noção do que você está fazendo ali, né? Então, eu gostaria de falar com a Fabiana sobre o peso das ações. O que que acontece, eh, Fabiana, com as pessoas que estão do outro lado da tela e que elas se acham aí no no poder, né, de cancelar alguém, tipo assim, vamos fazer um grupo e vamos cancelar determinada pessoa, porque ela não faz parte, ela não pensa como eu penso, então ela está totalmente cancelada. O que que acontece na cabecinha assim? Qual que é eh eh o que que acontece no nosso cérebro? Tem alguma sensação eh de prazer com isso? Bom, eh ser humano somos seres sociáveis, né? Social. Então, parte, a gente considera que eh quando você entra num grupo para para se aliar e para eh cancelar alguém, para punir alguém, a pessoa pode ter uma falsa sensação de justiça e isso dá uma um, enfim, um reforçamento imediato E e como somos seres sociáveis, eh essa tem essa sensação de pertencimento e essa motivação destrutiva, né, em atacar o outro se sentir que faz parte de um grupo, sentir que tem um poder, uma sensação de poder, mas que eh a gente sabe que o cancelamento acaba sendo ilusório, né? porque na verdade não traz de fato uma consequência de justiça, que é o que as pessoas acabam tendo, né, tendo muita sensação, porque não promove eh o desenvolvimento eh nem para essa pessoa e nem para quem tá participando também do movimento do cancelamento, né? Então isso tende a gerar mais prejuízo do que ganhos sociais, mais eh prejuízo do que o desenvolvimento ou aprendizagem para aquela pessoa, né? E as pessoas que cancelam, que atacam, às vezes tem a sensação de que tá contribuindo, de que tá transformando de alguma forma, trazendo benefício tanto paraa pessoa quanto pro pro social. E é uma percepção falsa. É uma percepção falsa aí que é algo assim, o cancelamento eh na questão da internet é algo, vamos colocar entre aspas, né, recente, né? Mas isso já vem de um tempo atrás, né, Susana, porque as pessoas elas têm o costume de de querer impor a sua opinião. Impor mesmo, quando eu digo impor, é impor, não é dar opinião, é impor. Eu eu penso assim, você não faz parte desse grupo e fim, né? É, então a outra pessoa, ela não tem eh eh o poder de se justificar ou não, pera aí. Isso acontecia já muito tempo atrás. Você lembra? Você você conhece a cultura do cancelamento lá de trás? A Susana vai falar pra gente porque existia sim, né? E quem foi da época do jornal sabe. É verdade. As lacrações aconteciam através dos jornais, eh, né? as pessoas, a única coisa que tinha de grande diferença é que a pessoa precisava pagar para fazer aquele comentário e a própria mídia ali conseguia controlar o que ia ia ser publicado, o que ia ser escrito. Hoje, a gente nós não temos mais essa condição, esse controle, né? E na história de Campinas, eh, tem as lacrações que aconteciam nos jornais de Francisco Glicério com Morais Sales, que eles faziam as lacrações, né, através aí do de jornais da época. Eh, e quando se encontravam na rua, muitas vezes tinha disputa física mesmo ali, né? Então, eram as lacrações acontecem já há muito tempo. Eh, o que proporcionou o crescimento dessa agressividade é o descontrole, né? Hoje você pode escrever o que você quiser, né? Eh, sem ter que refletir, sem ter que pensar. E muitas pessoas que fazem isso com o outro, ele cria um perfil falso. Ele não é aquela pessoa real que está lá. Uhum. Né? Então, por que que a pessoa cria esse perfil falso? Será que é porque ela tem consciência do que o que ela está fazendo não é tão legal? É, porque se fosse legal não precisava criar um perfil falso, né? É bem isso. E hoje, né? Hoje é possível ser cancelado até por um comentário de anos atrás. Você lembra que que você escreveu lá na internet lá anos atrás? Então tem que tomar cuidado. Susana, eu pergunto para você, como é que as marcas e os influenciadores estão se preparando para lidar com essa votalidade, né? Porque é como andar num campo minado. Um deslize, por menor menor que seja, pode custar milhões em contratos ou até a confiança do público. E a gente precisa entender que o que você faz na internet, fica na internet, fica pro mundo todo, né? fica pro mundo todo e fica por um tempo indeterminado. Eu se você escrever alguma coisa ali, vai ficar ali. Quando a gente fala da da questão de marca, de produtos e de influenciadores, isso vai ficar ali. E daí como é que se lida com essa votalidade? Com certeza. Com certeza. Eh, nós seguimos algumas regras, eh, padrões de comunicação já estipulados há anos, na verdade, né? é na faculdade, enfim, é os ruídos da comunicação. Então eu tenho que imaginar como que aquela fala minha vai ser recebida pelo outro, evitar todos os ruídos de comunicação, propagandas que fizeram muito sucesso no passado, hoje é inadmissível certos tipos de comerciais. Uhum. Então, as marcas precisam realmente pensar naquilo que está sendo publicado. Eh, se vai falar de preço, você precisa colocar a validade, eh, o produto, não errar a marca, eh, ter uma comunicação positiva. Uma das coisas que eu sempre ensino para os meus clientes, você pode falar não, mas falo de uma maneira positiva. Uhum. Perfeito. É isso mesmo. O não é algo que a gente precisa se acostumar, né? Mas e depende da forma com que você fala, porque daí você tem a reação, porque a ação tem a reação, né? Agora, Fabiana, eh a questão eh da terapia, né? Como é que ela pode ajudar a pessoa que passou por essa situação de cancelamento, né? Eh, quais são as fases e qual que é a reação da pessoa? Você já teve algum caso assim no consultório de pessoas que estão sofrendo por conta de assuntos eh da internet já, especialmente adolescentes, né? Eh, o adolescente, na adolescência isso é mais eh intenso, né? essa sensação, essa necessidade de pertencimento, ela é mais intensa. E e aí é muito importante trabalhar eh a identificação do da avaliação do outro, né? A necessidade de aprovação do outro, eh de maneira que a pessoa possa, eh, se fortalecer e desenvolver repertórios para lidar com essa contingência aversiva. Uhum. que é uma contingência, é uma situação muito aversiva, eh, que envolve um sofrimento intenso e, e aí seria mais nesse, nesse caminho de desenvolver repertório, repertório repertório interno, repertório muitas vezes comportamental. E se é uma pessoa que tá eh uma pessoa pública eh desenvolver repertório para lidar também com essa com essa demanda, né? que essas pessoas geralmente elas estão mais, eu diria até mais vulnerável, né, a a julgamento. Eh, e aí seria mais nesse caminho mesmo do desenvolvimento interno, de repertório interno. Perfeito. Muito bem. Agora a gente tá falando da psicologia, né, pra gente conseguir se recuperar do cancelamento, né? Agora, como que se recupera do cancelamento na questão digital aí? Como que faz na internet? Fui cancelado na internet. um monte de comentário e tal e eu vou pra terapia. Depois da terapia eu vou voltar, né? Vamos lá, ressurgindo como uma fênix. E aí, como é que faz? Então, uma das coisas que você precisa avaliar se aquilo que você falou realmente é é o seu posicionamento. Se realmente for o seu posicionamento, você deve procurar eh pares que tenham um pensamento parecido com o seu. Uhum. Porém, se você fez uma fala que, olha, me expressei mal, falei mal, não era eh realmente o que eu gostaria de ter falado, você pode fazer um novo posicionamento e, se necessário, pedir desculpas mesmo e falar: "Olha, minha comunicação não foi eficaz, teve ruído, não é o que eu gostaria de falar". Então você precisa escolher aí qual os caminhos que você pode seguir e compreender aí que é uma fase que vai passar. E essas essa cultura do cancelamento, ela não tem a ver com a questão de censura? Qual que é a sua avaliação sobre isso, Susana? Você que trabalha com internet, né, e tem aí uma visão mais ampla sobre essa esse mundo digital. Não tem a ver com censura não. Tipo assim, eu quero te calar, então a gente vai montar um grupo, eu vou te cancelar e fim. Ah, com certeza. Sim. É, muitas vezes, por exemplo, marcas concorrente eh faz, tentam fazer isso com uma outra marca, por exemplo, eh fazer com que o outro se cale em determinado assunto, porque aquele assunto não é agradável para mim. Então, eu me acho no direito de fazer uma censura. Eh, mas quando nós decidimos ter um perfil social aberto, uma rede social ali de expostas, nós precisamos entender que isso é uma coisa ruim. Uhum. Né? E você pode, ao mesmo tempo estar do céu ao inferno em segundos, né? Então, estar preparado psicologicamente vai fazer muita diferença. Poxa vida, né? Ir do céu ao inferno em segundos, isso não é considerado uma violência psicológica, Fabiana? Sim, muito provavelmente, né? eh eh paraa ciência do comportamento não é um caminho não é um caminho eficaz e é um caminho que envolve sim intenso sofrimento e que não desenvolve, né? não desenvolve e não e não tem função eh positiva nem para quem tá no movimento de cancelamento e nem para quem tá principalmente para quem tá sendo cancelado. É algo bem complexo, né? Eh, um cancelamento pode gerar a sensação de pertencimento para quem participa ativamente dele. Você falou em sensação de pertencimento, né? como eh eh qual que é a conexão entre a sensação de pertencimento e o cancelamento para quem tá participando aí dessa dessa ação, para quem tá buscando o cancelamento. Exato. Eh, primeiro é uma sensação falsa de que tá fazendo justiça. Uhum. Hum. E geralmente esse comportamento ele é reforçado com consequências eh reforçadoras. Então, eh como a gente tá falando aí de rede social, então as pessoas que se envolvem no cancelamento, elas têm ganhos como um destaque da próprio da própria da própria rede social. Sim. De pessoas que vão ali também reforçar com curtidas, com comentários. Eh, e isso vai dando essa sensação de de grandeza e de que tá fazendo justiça e essa pessoa tá ganhando destaque e isso acaba sendo reforçado. Mas de novo, assim, é uma sensação falsa de que tá de que aquele comportamento tá sendo uma função positiva. É importante a gente lembrar que essa cultura do cancelamento, né, ela não acontece com uma pessoa só, tipo assim, a gente não faz nada sozinho. Então, para eu cancelar alguém, eu preciso de um grupo, né? Então, é um grupo que tem aí uma forma de pensamento e que decide tomar uma atitude em cancelar alguém. Então, é importante saber eh o grupo que você tem aí na internet, né? Com quem você anda, como diria minha avó, me diga que com quem andas, que eu te direi quem és, né? Porque essa questão eh eh pode gerar aí uma uma sensação ruim e também uma sensação de eh que você já não tem mais controle e depois que você perde o controle, aí fica bem difícil você retomar, né? que é igual o caso que nós colocamos aqui no início do programa, a Carol com K, e o caso da Jéssica, que foi ao extremo, uma sensação que a gente eh perde o controle das coisas, né, principalmente na internet. Agora 8:28. Você que tá aí participando, você que está acompanhando o nosso estúdio Câmara, pode mandar a sua pergunta ou então seu depoimento, né? Você tem aí alguém que você conhece que já sofreu por conta eh desses ataques e do cancelamento na internet? Manda pra gente 1997829377. Nós estamos aqui com uma psicóloga e também uma especialista em marketing, redes sociais. E aí ela acompanha, né, a Susana e a Fabiana. E a Suzana, ela acompanha aí o crescimento das redes sociais e traz pra gente eh formas de como a gente pode fazer para lidar com essa questão aí do cancelamento. E a Fabiana falando sobre a questão eh psicológica dessa ação que pode sim trazer consequências drásticas, né? Eu falo com a produção agora, tem perguntas pra gente? Produção, o pessoal tá mandando aí pra gente perguntas, depoimentos. Pode colocar na tela se tiver, tá? Então beleza. Aqui, ó, tá avisando que tem. Vamos lá. A Elane do Jardim América. O que mais pesa no cancelamento? A atitude da pessoa ou a forma como ela reage depois que é criticada? Fabiana, nossa psicóloga, pode nos ajudar. Qual que é a sua avaliação psicológica sobre essa pergunta da Eline do Jardim Nova América? Então aí na verdade é bem relativo, né? Mas eu acredito que a forma como ela reage, a crítica vai influenciar muito. A Carol com K, ela é um exemplo eh positivo, eu diria, com relação a isso, porque ela é uma das personalidades que que eh ganhou destaque aí em função do cancelamento e ela de certa forma conseguiu reverter essa situação pela postura que ela teve depois do cancelamento. Uhum. E ela relata que foi muito desafiador, então ela foi muito importante aí essa rede de apoio que ela teve de amigos, familiares e de profissionais e assessorias também relacionado à rede social. Eh, mas eu diria que o que acaba determinando é o a postura posterior ao cancelamento. É, a gente precisa ter uma postura, até porque eh se você deixar, você vai pro fundo do poço, né? Vai pro fundo do poço e para voltar, meu amigo, é complicado. A gente vê aí essas situações que acontecem, né, principalmente nas redes sociais. Então o posicionamento é muito importante. Agora 8:31, mais perguntas pode mandar pra gente. A gente manda abraço para você que tá aí acompanhando o nosso estúdio Câmara, o Marcelo do Jardim Eulina. A cultura do cancelamento afeta mais jovens? Eles estão mais expostos ou mais vulneráveis a isso? Estão, né, Susana? Sim. Na verdade, assim, eh, o jovem ele não tem ainda todo o preparo emocional de comunicação, né, para enfrentar essas situações. Eh, mas na verdade são todos nós que eh decidimos termos um perfil aberto nas redes sociais, podemos ser sim prejudicados eh pelo pela perseguição ali na rede social. E o nosso posicionamento é é tudo, né? Tivemos aí agora recente nas redes sociais aí o julgamento da Virgínia e tal. E você vê que a ela tomou cuidado com a imagem dela, né? O que roupa vestir, como me apresentar, né? Após uma polêmica ali. Então fez muita diferença, né? É verdade, verdade mesmo. 8:32. Eh, estamos falando sobre cancelamento. Você que tá participando com a gente, muito bom dia. Obrigada aí pela sua participação. Pode mandar, produção, manda pra gente aí. Tem mais perguntas. Vamos lá, produção tá avisando que tem mais perguntas. A gente vai interagindo com você que tá aí do outro lado. O Guilherme do Jardim Santa da Santa Genebra. Existe uma maneira saudável de lidar com críticas nas redes? Como não deixar que isso vire um sofrimento emocional? É, lidar com críticas, você precisa ter um autoconhecimento para você lidar com críticas, né? Agora, como não deixar que isso vire um sofrimento emocional, Fabiana? Qual que é a sua avaliação? Porque se você não tiver aí um autoconhecimento, você vai sofrer mesmo, né? Sim. Não é não é legal você olhar ali falando de você, algo que às vezes nem é verdade e aí você, poxa, vou engolir isso. Como é que faz? É, o cancelamento por si só, ele já traz um sofrimento emocional, né? Acho que o cuidado aí seria para [Música] eh estratégia, buscar estratégias para que isso não eh seja potencializado e podendo virar um um problema maior e até desencadear um enfim, sintomas associados a transtorno mesmo, né? transtorno eh psíquico. Eh, então, como você disse, assim, eu acredito que buscar eh alternativas Uhum. Eh, explorar aí caminhos eh dentro da da do repertório do autoconhecimento, eh, autoconfiança, fundamental. E como eu disse assim, buscar rede de apoio é fundamental, porque assim, a a a contingência por si só, ela vai gerar, muito provavelmente ela vai gerar o sofrimento. Então, a questão é cuidar para que isso não não gere problemas maiores, né? Poxa vida, né? gente é um é um linchamento virtual, é um negócio estranho, né, Susana, que acontece eh eh porque é um uma forma de responsabilizar a pessoa ou é uma forma de atacar, de acabar com a pessoa mesmo? É quando sempre quando nós formos publicar algo, devemos eh compreender se nós temos domínio daquele assunto. Isso é uma coisa importante, né? por exemplo, no perfil eh Histórias de Campinas, que eu administro junto com o professor Sidney, eh já teve vídeos assim, conteúdos históricos que ele não está expressando a opinião dele, é apenas um fato. E aí vem, começa as pessoas virem com comentários assim: "Não, mas não é isso, não é aquilo". E aí ele de uma forma assim nós eh comentarmos ali uma discussão agradável, nós pedimos eh respondemos, né? Muito obrigado pelo seu comentário, porque realmente ali todos são muito bem-vindos. Eh, mas para você se posicionar dessa maneira, você tem algum documento histórico que comprove a sua fala? Sim. as pessoas desaparecem nesse momento. Então, uma maneira de controlarmos o assédio quando acontece é você contrapõe, né? Faz um contraponto ali e consegue frear. Agora você me falou eh da questão, né, do do professor Syney do Histórias de Campinas, né, a importância de de repente quem é uma pessoa pública, quem tem uma página pública eh e um perfil aberto vai lidar com essa situação um momento ou outro. Não adianta. Tem gente mal nesse mundo, tem gente boa, mas tem gente ruim também. E as pessoas que não são boas, elas elas só estão esperando uma brecha, né? Vão lá ver uma brechinha, poxa, vou hoje eu vou cancelar você. Aí vai lá e entra e e e começa a disseminar eh palavras que não são boas. A importância também da questão da assessoria, né, de ter uma pessoa que tem aí um um preparo para poder lidar com isso. Ah, com certeza. a você ter domínio eh do que você está falando, ter consciência eh de você se tornar uma imagem conhecida é muito importante. Professor Sydney, por exemplo, eh muitas vezes foge até daquele local só da internet, da rede social. Eh, muitas vezes ele está no mercado, no restaurante, na padaria, na academia, as pessoas reconhecem ele e vem falar com ele, né? Então, assim, o seu comportamento eh depois do a partir do momento que você se coloca numa rede social, você também deve tomar cuidado com o seu comportamento no cotidiano, né? Seja você mesmo e tente ser todos os dias melhor do que ontem. Muito bem. Agora, na questão psicológica, Fabiana, existe aí uma relação entre o cancelamento, né, e o bullying tradicional? É uma forma de de bullying o o cancelamento? Eu acredito que sim. Uhum. A diferença é que a diferença acho que tá na na no movimento do grupo, né, que vem massa e e é mais pontual. vem com uma uma força pontual e e e bem destrutiva. O bullying geralmente eh ele é mais gradual e às vezes a pessoa vive esse sofrimento a longo prazo. E aí acho que seria uma das diferenças, mas o ambos envolve o um sofrimento psíquico intenso. Agora, quando você fala de massa, né, de muita gente ali, qual que é o que a psicologia diz sobre esse comportamento eh de cancelamento em massa, quando as pessoas se reúnem para poder eh destruir outra pessoa, né? Poxa vida, o que que a psicologia traz pra gente? O que que é esse comportamento? Como, qual que é a avaliação psicológica sobre essa reunião de pessoas com o objetivo de cancelar? Uma das necessidades básicas, necessidade de aprovação, de pertencimento. Eh, e o grupo traz essa sensação, né? Então, eh, como eu disse assim, somos seres sociáveis, né? Então é a principal necessidade, as pessoas se sentem eh protegidas. Uau, né? E e e isso dá mais força. Acho que potencializa essa sensação de superioridade e e acontece muito na nas redes sociais. Acho que acredito que um dos motivos e e a psicologia explica eh que acontece em função do do anonimato, né? Então isso acaba sendo mais exerceb eh potencializado. Uhum. eh em função do do anonimato. Então, é muito mais fácil, de certa forma você atacar porque você não tá presente e não tá exposto, diretamente exposto, né? Mas de maneira geral vem por essa sensação de de poder, né? Então o grupo traz essa sensação, essa sensação de proteção e de poder. É impressionante quando a gente para para analisar friamente assim dessa cultura de cancelamento que a gente traz hoje como tema no programa. Eh, hoje vi sa pessoas não tem nada que fazer na vida, não, né? É sério, tá reunindo um grupo, né? Vamos lá. Hoje a gente vai fazer uma reunião pra gente ver quem é que nós vamos cancelar. Gente, pera aí, vai assistir a programação da TV Câmara Campinas, né? Vai fazer alguma coisa mais interessante, poxa vida, você vai se reunir com o seu grupo para ver quem é que você vai cancelar hoje, né? E aquela pessoa que tá sendo cancelada, poxa vida, então assim, a gente precisa eh estar atentos ao que nós fazemos no nosso dia a dia, as nossas ações e as consequências, as reações, né? Porque nós já trouxemos especialistas aqui para falar sobre a internet. Hoje a internet ela não é terra de ninguém, né? hoje tem como descobrir através de IPs. A a polícia hoje, enfim, tem aí eh eh ferramentas que pode descobrir de onde vem a aquela mensagem ou aquela agressão. E quando a gente fala sobre isso, é porque o início do cancelamento pode ser uma simples frase ou uma simples palavra, mas a consequência do cancelamento, infelizmente, pode ser uma tragédia e a partir disso vem as investigações, né? Então é importante você ficar atento que a internet ela não é terra de ninguém, tem leis hoje, tem e eh a questão da polícia, né, que trabalha e com essa situação aí, essa questão cibernética, né? Então assim, eh precisa ficar muito atento no que você faz atrás da tela. Pode ter uma sensação de poder, mas é uma sensação de poder momentânea e falsa. É uma sensação muito fake, só que a sensação é falsa, mas a ação é real. A partir do momento que você joga, que você escreve, que você dá o enter, foi paraa rede e a partir do momento que foi paraa rede, vai ficar lá por um tempo indeterminado. Pode ter uma situação hoje, mas pode ser que isso venha ocorrer no futuro. Então, a gente precisa estar atento o que a gente faz hoje na internet, principalmente essa questão aí da da cultura do cancelamento, que é algo que às vezes as pessoas não falam, né? pessoal do cotidiano, isso é mais visível eh na rede social dos famosos, né? O nosso cotidiano às vezes não acontece, mas e se acontecer? Você está preparado para isso? Você sabe eh como você vai eh eh direcionar aí essa questão do cancelamento, né? Como é que você vai lidar com isso? Você já se viu acordando de manhã e vendo ali eh na internet o seu nome sendo jogado na lama? E aí, como é que você vai fazer? Que reação você vai tomar? Você vai buscar quem? Você vai buscar a justiça? Você vai buscar eh responder aquilo? Ou você vai buscar um um tratamento terapêutico, vai buscar uma terapia, vai fazer de conta que nada aconteceu? É importante a gente falar sobre isso para saber o que a gente deve fazer, se isso acontece com a gente, né, Susana? Com certeza. É o que vamos, como enfrentar. Eh, uma das chaves do sucesso aí para você sair daquela situação e compreendermos que no dia amanhã eles eh as mesmas pessoas que foram te punir e julgar, eles estão punindo o outro, julgando o outro no outro dia. Então, muitas vezes ali é questão de tempo, porque na velocidade da informação hoje as coisas passam muito rápido, né? Então assim, ter realmente ali um preparo, eh, se você é uma empresa, ter um apoio jurídico, né, na comunicação desde o momento que você vai falar com o seu público e até mesmo ali como você vai responder as críticas. Às vezes nós vemos redes sociais de grandes empresas, grandes marcas que estão aí há décadas no mercado, no mercado brasileiro. Você vai ouvir o comentário dos produtos, os comentários que as pessoas fazem. Eh, tem muita coisa negativa lá também, muita coisa positiva. E assim, eh, é humanamente impossível muitas vezes responder a tudo aquilo, né? Mas são pessoas preparadas para saber que na postagem de amanhã as coisas podem ser tudo diferente. É verdade, né? Então isso me faz pensar na questão de uma evolução aí, né? Uma evolução social. a a cultura do cancelamento, Fabiana, ela traz uma evolução pra gente. A gente tá falando aqui eh do lado ruim, né, que é algo ruim. Então, claro, só que se a gente parar para analisar, tem aí uma questão de evolução social quando a gente fala da cultura do cancelamento, né? Que tipo de evolução eh na avaliação psicológica traz pra gente, pra gente eh ver com outros olhos essa cultura? tirar como exemplo coisas que estão acontecendo e tirar como exemplo paraa gente, né, tipo a questão da reação, a questão do do eh pensar antes de agir. Você acredita que traz uma evolução pessoal? A cultura por si só, você fala com relação a a cultura do cancelamento, essa questão assim, eh eh todas essas situações de cancelamento que a gente vivencia, que a gente vê na internet, que a gente vê na TV, né? igual o caso da Carol com K, eh, o caso dessa dessa menina Jéssica, que a gente expôs aqui no programa, eh, são situações que, sim, eh, são situações de dor, são situações que trazem um constrangimento, mas que também traz uma evolução, se a gente for parar para pensar, porque nos ensina o que não devemos fazer, ou então também pode nos ensinar como nós devemos reagir. Sim. É, eu diria que o que traz de aprendizado eh seria justamente eh mostrar que não é um caminho eficaz de evolução.Um é um caminho que destrói o outro, que paralisa o outro e que paralisa também as possibilidades de crescimento, de desenvolvimento pessoal e desenvolvimento social. eh não é um caminho eficaz, não constrói, né? Então, como eh esse exemplo da da Jéssica, né, que chegou a cometer o suicídio. Então, eu acho que é um exemplo muito eh evidente eh de que não não agrega. Eh, eh, então eu diria que é um um caminho ineficaz pro crescimento, né? Geralmente às vezes as pessoas que participam do do movimento de cancelamento argumentam dizendo que buscou justiça, que buscou ensinar, educar. E isso definitivamente não é real, é ilusório, eh, porque não traz o aprendizado, né? O aprendizado ele não tô dizendo que a pessoa que cometeu, porque às vezes a pessoa que é cancelada eh cometeu uma atitude que de fato foi pode ser reprovável assim, reprovada, né? Sim. Socialmente falando, mas não é um caminho que vai levar à mudança o aprendizado. Uhum. Então não tô dizendo que essa pessoa tenha que necessariamente ser ficar impune, né? Eh, mas é e essa pressão psicológica não vai colaborar com que essa pessoa mude, né? É, é o linchamento mesmo, né? E isso não não traz evolução em nenhum aspecto, em nenhum sentido. Olha só a importância desse tema, eh, e a a sua citação, né? Porque às vezes o cancelamento é uma forma de quê? De punir a pessoa. Poxa, eu não gostei, então eu vou te punir, a gente vai te cancelar. Só que a pessoa ela tem uma personalidade, né? Ela é única e ela tem, vamos colocar, não gosto muito de falar, mas o livre arbítrio, eu posso ser o que eu quiser, entende? E aí você não vai aceitar? O problema é seu ou problema é meu? Me ajuda, Susana. Eh, muitas vezes quando assim a nós recebemos essa a agressividade do outro, eu fico pensando, coitado da família dessa pessoa que tem que conviver com ela, né? Porque assim, uma agressividade tão grande para com o outro e assim foge dos princípios que nós acreditamos, né, que é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos, né? Então assim, eh, tem um posicionamento que é reprovável, né? Como a doutora falou agora, tem um pensamento que realmente é reprovável aí na sociedade. Uhum. Como que como que você pode evitar isso pensando se você está com esse comentário amando o teu próximo como você mesmo? Nossa, muito bom, muito bom. E aí, já parou para pensar, né, no que a Susana trouxe pra gente agora? Muito importante, você está se amando, você tá representando aí o amor que você tem por você diante do comentário que você faz aí na pessoa que você quer cancelar. Ah, gente, na verdade, eu vou falar um negócio para você, eu não consigo entender muito bem esse negócio de de cancelamento, sabe? De eu eu querer que a pessoa seja do jeito que eu acho que ela deva ser. Poxa, vida. Cada um é cada um. Cada um tem sua vida. Cada um vive da forma que acredita que é correto. E tudo bem, a gente precisa parar de julgar as pessoas, né? De achar que somos donos da verdade. Eu erro, você erra, todos nós erramos. Afinal de contas, a gente é ser humano e nós não somos perfeitos. Se nós fôssemos perfeitos, a gente já tava na glória. Acredita nisso ou não? É verdade, né? E se a gente tá aqui, a gente precisa aprender. Todos os dias a gente aprende uma coisa nova. Todos os dias a gente comete um deslize. Agora por conta da rede social, por conta de que nós temos uma falsa sensação de poder, nós nos sentimos no direito de ir lá e atacar uma pessoa e cancelar ela. Tipo assim, olha que que que palavra forte, eu vou cancelar você hoje. Mas pera aí, quem você é? Sabe? Poxa vida, nós eh somos seres humanos passíveis de erros. É importante a gente parar um pouquinho, né? botar a mão na consciência, fazer aí um uma análise reflexiva de quem somos nós, né? Porque aí a partir disso a gente vai entender que nós somos seres humanos iguais, né? Iguais a passíveis de erros e de acertos. 8:51. Vamos lá. Tem mais eh perguntas pra gente ou então depoimento? Produção, se tiver pode mandar, por gentileza. Eh, estamos aqui falando sobre a cultura do cancelamento nas redes sociais, mas isso acontece também nas redes sociais e que vem pra vida real, né? Não é só na rede social, não. Se ficasse lá, tudo bem, mas não, vem pra vida real e traz eh eh consequências drásticas. A Camila do Jardim Chapadão, fico com medo de comentar nas redes sociais e ser mal interpretada. As pessoas estão perdendo o direito de errar ou de pensar diferente. É o que eu acabei de falar aqui, né? Poxa vida, você não pode pensar diferente, você não pode errar. Qual que é? Quem é que disse isso? Onde tá escrito? Me mostra, né, Susana? Ó o comentário aí da Camila e a pergunta para ela. As pessoas estão perdendo, a pergunta que ela fez pra gente, aliás, as pessoas estão perdendo o direito de errar ou de pensar diferente? Eu acho que sim. Com certeza, né? Porque a agressividade do outro, da imagem que está vendo, eh, é complicada. né, assim, no até ao vivo mesmo, né? Outro dia meu marido tava brincando com a Maria Eduarda no Taquaral, uma brincadeira entre eles ali, que eles já fazem há muito tempo. E aí eu estava para trás, uma pessoa passou e fez um comentário, só que ele não sabia que eu estava junto. Aí eu virei e falei assim: "Você sabia que uma brincadeira de pai e filho que elas estão brincando e que eu sou a mãe e que o seu comentário é deselegante?" Uau! Né? Então assim, eh, eu olha, com muita licença, com muito respeito, mas você deveria rever aí a sua agressividade, né? Então, assim, e isso acontece muito ao vivo, eh, com qualquer pessoa. A minha filha, eu já tive constrangimentos com ela, assim, eh, de caixa perguntar assim: "Nossa, ela é diferente de você." Poxa, vida, né? Isso aí. E a criança do lado ali, mas a pessoa não se colocou no meu lugar, no lugar dela e de amor ao próximo. É, estamos falando de amor ao próximo, estamos falando da cultura do cancelamento. Eu não acho isso cultura, eu acho isso uma hipocrisia muito grande, né? Porque eu estou apontando o defeito do outro e não estou considerando nada. Mas e aí? Eu tenho aí uma visão de mim. Bota um espelho na frente. Quem é você? Né? Para cancelar o outro. Poxa vida, 8:53. Vamos lá, tem mais pergunta. Produção tá avisando que tem mais três perguntinhas. Dá tempo aí depois a gente já vai para as considerações finais. A Thaís do Jardim Eulina. Quem sofre um cancelamento pode desenvolver medo social ou até pânico. Isso pode impactar a vida offline da pessoa? Pergunta pra nossa psicóloga Fabiana. Sim, com certeza. Eh, inclusive alguns estudos apontam para isso, né? Síndrome do pânico, transtorno de ansiedade, depressão, então tá diretamente relacionado e e aumenta assim a probabilidade para para esse tipo de impacto emocional. Nossa, gente, eh eu vou falar, eu tô trabalhando tanto essa questão minha de rede social, sabia? É verdade, é verdade, porque é importante você abedicar um pouquinho, né? Eh, ir mais pro ao vivo, pra conversa, pro bate-papo com um colega, com um amigo. Rede social é legal porque a gente fica informada, né? Eh, eh, a questão assim da velocidade da informação, é tudo muito rápido, igual aconteceu alguma coisa aqui, se você vai ver no jornal só mais tarde e na rede social não, tá tudo ali. Só que se você analisar, ah, tanta velocidade na informação, não faz bem pro cérebro, não. Não faz bem pra cabeça. Me me corrige se eu tiver errado. É verdade. Não é essa velocidade na informação? Não, não, não, não, não tá legal. Sim. é a rede social e o excesso eh tem gerado muitos, tá associado a muitos transtornos atuais, né? Transtornos psíquicos da atualidade. Sem dúvida. É verdade. A gente precisa então estar bem atento a essa questão também, né? Porque o celular é muito bom, a rede social é muito boa, mas existe coisa boa e existe coisa ruim. E uma das coisas que não são boas é essa tal dessa cultura aí do cancelamento. É um tema que a gente traz hoje e que gera muitos comentários, né? Que que você tá comentando aí do outro lado, né? Você tem sentido aquele poder maravilhoso? A sensação de poder é muito boa, né? Então você tem um poder, eu vou digitar aqui e eu vou escrever mesmo. E aí depois quais são as consequências da sua ação que às vezes você nem pensou direito antes de executar, né? 8:56. Tem mais? Tem mais duas. Então tá bom. Vamos lá. Mais duas perguntas. O André do Parque Prado. Como reconstruir uma imagem depois de um cancelamento forte? Existe uma estratégia realmente que funciona nesses casos? Vamos lá, Susana. Como é que faz isso? O marketing eh, no marketing nós estudamos, eh, por exemplo, marketing político, né? Como o político fez uma fala hoje que não agradou, como que ele vai retratar isso no amanhã? Começa desde a cor da roupa que ele vai vestir, né? a imagem que ele vai passar, eh, o posicionamento corporal dele e a expressão, a comunicação, como que vai fazer. E se for preciso, peça desculpas, né? Corre, faça a correção daquilo que você falou, né? Se for necessário, se você realmente julgar que é pertinente essa correção. Então, você pode fazer isso, né? Mas sempre tem caminho, sempre vai ter uma saída. Não pode deixar o desespero tomar conta e esperar, porque o tempo vai fazer isso parar. Eh, essa questão de pedir desculpa é bem interessante, porque tem gente que não sabe fazer isso. Por que que tem esse bloqueio, Fabiana, eh quando a gente precisa, eh, afirmar e dizer: "Sim, eu cometi um erro e agora eu preciso que você me desculpe". Isso não é para todos. Por que que as pessoas têm esse bloqueio em pedir desculpa? É, pedir desculpa é um ato de coragem, né? Eu diria. E é reconhecer que, como ela disse, como nossa colega disse, reconhecer que não somos perfeitos e que tudo é processual, né? a gente tá todo mundo aqui eh eh no mesmo barco, então a gente tá aqui para aprender, para trocar. Ninguém tá tá tá imune a a cometer erros, cometer falhas. Eh, então, eh, o bloqueio ela ele pode vir no nesse sentido, né? Eh, tá relacionado a crenças limitantes de que para eu ser aceito, para eu ser reconhecido, eu não posso errar, eu não posso cometer falha. Eh, e na verdade é uma ilusão, né? Exato. Porque é um processo. É um processo. E errar faz parte do contexto, porque é errando que você aprende. Imagina se você não errasse nunca. E imagine se você soubesse tudo também, você não ia aprender nunca mais, né? Porque eu sei tudo, vou aprender mais o quê, né? E se eu não errar também não fica legal, né? Tem que errar, tem que errar para aprender e tá tudo bem. E esse julgamento, né? É importante a gente parar com isso, né? Quem somos nós para julgar o outro, né? Se não gosta de uma coisa, vai lá e fala, né? e fala pessoalmente, será que as pessoas que fazem esse essa cultura do cancelamento aí, que executam essa ação ridícula, que eu acho muito feio, eh tem coragem de chegar na frente assim da pessoa que ele quer cancelar e falar o que ele escreveu na internet? É importante a gente parar para pensar nisso também, né? Ou você só é o bichão atrás da tela, né? Vamos lá. 8:59. Tem mais uma pergunta e a gente já vai então para pras considerações finais. Ô Paula, bom dia. Pessoal do Nova Europa. Obrigada aí pela participação de vocês, tá? Durante uma crise de cancelamento, vale desligar das redes para cuidar da mente ou isso atrapalha o direito de defesa? Pois é, quando a gente tá numa cultura de cancelamento, creio eu, que você vai ficar querendo ver, né? Será que escreveram mais? Será que escreveram mais? Isso vai te dando um desespero. Será que a gente consegue desligar? Vale se desligar das redes ou vai atrapalhar aí esse esse direito de defesa, porque se você se desliga, hã, a pessoa tá falando, falando, falando e você não sabe o que ela disse e não vai poder se defender. Qual que é a avaliação psicológica, Fabiana? É nessa situação que a Paula do Nova Europa traz pra gente? Ah, eu diria que vale sim eh se desligar das redes por um tempo. Eh, até porque assim, a probabilidade de você entrar numa atitude mais reativa é muito maior, né? Se você ficar ali contato, vai fervendo, vai fervendo e aí fica muito mais desafiador administrar. Claro que se você tiver uma assessoria, um suporte, enfim, é possível eh manter o contato, mas o desligamento, eu diria que seria uma fuga esquiva muito funcional. Sim. É, mas tem que ter um psicológico muito forte para desligar, né? Sim. Tem que ter um autoconhecimento e uma sensação de que assim, tudo bem, nada me abala, né? Mas tem muita coisa boa também na rede social, tem muitas pessoas boas, não? precisa ter tanto medo assim, né? Você precisa tomar os devidos cuidados com a qualidade da sua comunicação. Mas tem muita gente bacana no perfil Histórias de Campinas ali. É uma comunidade que nós compartilhamos, né, os fatos e as pessoas comentam, nós respondemos e tem muita gente bacana ali no perfil que acabam nos encorajando para fazermos o próximo. É verdade. Impulsiona, né? E a gente fala dessa dessa cultura do cancelamento, porque é algo que acontece, mas se a gente for parar para pensar assim, tem é igual eu falei, tem a a parte boa e a parte ruim. Então, que a gente deixe em evidência a parte boa, né, das redes sociais, mas que a gente não esqueça que tem sim o lado ruim e a gente precisa estar preparado para lidar com situações que não são agradáveis. E na questão da cultura do cancelamento pode ter aí um desfecho trágico, como eh alguns fatos, né, que a gente tem conhecimento e que a gente não pode deixar que isso eh se torne algo natural, né? Eu vou lá, vou te cancelar e e você pronto, não tô nem aí o que vai acontecer contigo. Então é por isso que a gente tem que trazer à tona esse esse esse tema. Então é por isso que a gente precisa comentar sobre o assunto, que às vezes é um assunto que a gente não comenta no dia a dia, que a gente não para para falar. E assim a gente trazendo no estúdio Câmara com pessoas que que t aí a propriedade para falar, para debater e você aí de casa a gente consegue eh entender um pouquinho sobre essa tal dessa cultura do cancelamento aí e saber como lidar caso isso aconteça. Bom, considerações finais. Eu quero agradecer a nossa psicóloga Fabiana Teixeira que trouxe um pouco de conhecimento pra gente, né, que compartilhou com algumas informações. Muito obrigada pela sua participação, viu, Fabiana? Eu que agradeço. Um prazer participar com vocês. Maravilha. Imagina aí com a gente também a Susana, né? Susana que trazendo a a sua eh o seu dia a dia, né? Trabalhando com marketing e trabalhando com rede social, coisa que eu acho que não é tão fácil assim. Porque as pessoas pensam: "Ah, tão fácil rede social, vai nessa, tem a cultura do cancelamento". E como é que você lida com isso, Susana? Muito obrigada, viu? Tudo de bom para você. Obrigada. Eu que agradeço pela participação, né? E que todos tenhamos um ótimo dia. Maravilhosa. Bom, gente, é isso. A cultura do cancelamento revela muito mais sobre quem cancela do que sobre quem é cancelado. Julgar pode ser fácil, mas compreender exige empatia. Que a gente escolha sempre que possível a escuta no lugar do ataque. E lembre-se, por trás de cada perfil existe uma vida, tá certo? Gente, seguinte, amanhã Estúdio Câmara está de volta com o tema delicado e extremamente humano. Vamos falar de angústia, dores e aflições para tomar decisões importantes. Vamos falar sobre os dilemas que nos tiram o sono, o medo de errar, o peso de escolher um caminho quando todos parecem difíceis. É delicado, né? Você já passou por essa situação? Então, amanhã nós vamos falar sobre isso e nós te esperamos a partir das 8 da manhã aqui para essa conversa profunda sobre a vida. A gente te espera ao vivo, tá bom? Um abraço grande para você. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Mais uma vez agradecendo a toda a equipe do grupo Mais, né, que trabalha para trazer para você esse programa e toda a programação da TV Câmara Campinas. Hoje, lembrando que nós temos eventos, né, na Câmara Municipal de Campinas, temos também o nosso jornal Câmara Notícia ao meio-dia com informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. A gente agradece você pela sua participação, pela sua audiência. Você aí de casa completa a nossa missão, viu? Agradecemos também mais uma vez as nossas convidadas e um grande abraço. Fica com Deus, se cuida, tem uma ótima terça-feira. Cuidado com esse negócio aí de julgamento, de cultura do cancelamento. Isso não leva a nada a olha, e infelizmente a gente pode ter aí situações que vão trazer consequências, né? Então, presta atenção, né? Que tal você abraçar e confortar ao invés de cancelar? Pense nisso. Tenha uma ótima terça-feira. Fica com Deus. Ciao. Ciao. [Música] [Música]
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