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[Música] Olá, bom dia. Bom dia. Estamos e chegamos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas ao vivo para você nesta manhã gostosa e chuvosa de sexta-feira, 27 de junho. Hoje vamos trazer para o debate um assunto que parece bem simples, mas é desafiador. O fim de semana chegando e você tem descansado, né? Você sente culpa por tirar um tempo para fazer nada? É, esse é o nosso tema, cobrança na hora do lazer, a importância do tempo ocioso. É claro, a gente convida sempre profissionais eh que vão trazer pra gente informações muito importantes e falar sobre comportamento. Conosco já está a psicóloga comportamental Ana Júlia aqui no estúdio ao vivo e por videoconferência, né, pelo Zoom, a psicóloga Flávia Costa. E daqui a pouquinho a gente inicia a nossa conversa com as nossas convidadas. Mas antes eu quero te convidar para mandar uma mensagem pra gente. O WhatsApp tá na tela para você. Vai falando aí que que você faz no seu tempo livre, né? Você tira um tempo, um tempo assim para fazer nada, literalmente nada. Ou você se culpa nesse tempo, ou você coloca nesse tempo algumas ações, algumas atitudes que acabam sim eh trabalhando aí com a sua mente e te deixam cansada ou cansado. Manda pra gente 1997829377. Nós queremos saber aí a sua opinião. Se você tem uma dúvida, manda que daqui a pouquinho a gente já inicia o nosso bate-papo. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza as notícias e a previsão do tempo para o fim de semana. Vamos lá, gente. Olha, a Câmara de Campinas aprovou ontem o projeto de lei complementar de reajuste dos servidores municipais. O salário dos ativos aposentados e pensionistas será reajustado em 6%. O projeto também determina o aumento de 12,85% no vale alimentação dos ativos, levando o benefício para 2.000,11. Os aposentados e pensionistas também serão beneficiados com o reajuste de 16,67% no auxílio nutricional, que passará de 300 para R$ 350,1. O projeto agora retorna ao executivo para a sanção do prefeito. De qualquer forma, os reajustes serão aplicados somente no dia 30 de julho, tá certo? No caso dos salários e no dia 1eiro de agosto, no caso dos vales, né, o vale alimentação, os índices aplicados serão retroativos a maio, mês da database do funcionalismo público municipal. A Prefeitura de Campinas conta com mais de 16.000 servidores ativos e cerca de 12,2.000 1000 aposentados e pensionistas. Mais informação falando para você agora que a Prefeitura de Campinas, gente, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, anuncia a abertura de inscrições para a próxima edição do Passeio gratuito Sétima e Sete Maravilhas de Campinas. O evento está programado para domingo, dia 6 de julho, tá? Das 9 da manhã ao meio-dia, oferecendo a oportunidade de conhecer pontos históricos e culturais aqui de Campinas. As inscrições terão início amanhã, dia 28, exclusivamente pelo site do Departamento de Turismo da Prefeitura, tá? Serão disponibilizadas 40 vagas para o para este roteiro. A saída e o retorno serão eh da Feira RIP, do Centro de Convivência Cultural, localizado na Praça Imprensa Fluminense, no Cambuí. O percurso contempla marcos como a Estação Cultura, Catedral Metropolitana, Parque Portugal, Lagoa Taquaral, né? o Jquei Clube, Mercado Municipal, Escola Preparatória de Cadetes do Exército e Torre do Castelo. Os interessados devem acessar o site campinas.sp.gov.br/turismo a partir de amanhã para garantir a inscrição. A participação é gratuita e durante o trajeto conduzido por um guia de turismo credenciado, os participantes vão ter informações e curiosidades sobre os locais visitados. Tá? Aproveita então amanhã começa as inscrições. Vai lá rapidinho, amanhã não esquece não deixa aí na sua agenda, acessa lá o site da Prefeitura de Campinas para você participar dessa desse momento muito especial e conhecer um pouquinho mais da cidade de Campinas, combinado? E aí, previsão do tempo, né? Olha, eu não entendi nada, choveu hoje, né? Tá chovendo e eu cheguei aqui com chuva, mas a previsão do tempo tá dizendo que o céu para hoje vai ficar aberto igual um predomínio de sol. Hum. Se diz a previsão, a gente repassa para você. A mínima 15º e máxima pode chegar hoje a 25º, né? E pro fim de semana, sábado e domingo, a previsão disse que tempo firme no sábado e domingo também. Sol entre nuvens, mas sem previsão de chuva, tá? Sábado e domingo mínimas em torno de 16 e máximas aí chegando aos 27º. oportunidade para você aproveitar o tempo livre e descansar sem culpa neste final de semana. É, é justamente sobre isso que a gente inicia a nossa fala. A gente vai falar sobre a culpa de descansar, a cobrança na hora do lazer, a dificuldade de se permitir não fazer nada em tempos de produtividade extrema, né? Como que a gente faz para encontrar o equilíbrio e não fazer nada? Por que que a gente sente que a gente precisa merecer descanso? Olha, a gente vai falar sobre esse assunto que é muito comum no nosso cotidiano. Hoje é sexta-feira, um dia propício pra gente debater esse tema. Com a gente aqui no estúdio ao vivo está a psicóloga Ana Júlia da Maceno. Ela vai conversar com a gente sobre isso. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço o convite. Muito obrigada. maravilhosa. E pelo Zoom a gente recebe a Flávia Costa. Ela também é psicóloga, ela é especialista em terapia cognitivo comportamental. Bom dia, Flávia, tudo bem com você? Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bem aqui friozinho também com chuva. É isso aí. Então, olha só, final de semana promete, né? E aí a gente tá na sexta-feira. Hoje já vem aquela preguicinha de manhã, né? Foi meio amarrado para levantar da cama. a gente já vai eh direcionando o nosso cérebro para um descanso de final de semana, mas tem muita gente que tem dificuldades para descansar sem culpa. Ana Júlia, a gente já começa com você. Eu quero que você explique pra gente por que a gente tem essa sensação de que o tempo livre ele precisa ser justificado. Porque assim, na maioria das vezes você fala assim: "Ó, hoje eu vou tirar um tempo para mim". E nunca acontece isso, a gente só fala. E aí, eh, você além de não tirar esse tempo, você ainda precisa justificar para outra pessoa que você está cansado e que você precisa descansar. Por que isso acontece? Seria tão natural. Pois é, é uma excelente pergunta. Pra gente da análise do comportamento, a gente entende que tudo que a gente faz, o que a gente sente, foi aprendido ao longo da nossa história de vida e na sociedade que a gente tá inserido. Então, muito provavelmente a gente quando se sente culpado por descansar, essa culpa foi aprendida. Uhum. Então, em algum momento a gente foi reforçado a ser valorizado quando estamos produzindo. E os os elogios eles chegam nesse momento, né? E aí acaba que o contraponto vira algo aversivo. Então, sente realmente a culpa de não fazer nada. Mas por isso, porque foi aprendido essa culpa, mas com terapia dá para desaprender. Poxa vida, né? É impressionante a gente se sentir culpado por descansar. Nós não somos um robô, né, Flávia? Exato. Como você mesmo disse, Rúbia, nós estamos em um momento que é a era da performance, né? Eu faço a implementação da Nova NR nas empresas e o que eu mais vejo é isso. A gente só é bom quando está performando, quando está produzindo. Logo ficar 30 minutos com os pezinhos para cima virou um problema. Eh, o patrão não cobra mais, é a gente que se cobra. Não é a falta de tempo, é a pressão constante de ser mais, de fazer mais, de mostrar mais. Então, a gente fica nesse limbo, né? descansar para quê? Se eu posso produzir, se eu posso obter conhecimento? A gente pega, fala: "Eu vou deitar um pouquinho, aí a gente já começa a rolar o feed nas redes sociais". Isso não é descanso, o seu cérebro não tá desligando, né? Tá jogando mais informação ali. Então isso com certeza está afetando a saúde de todos. É verdade, né? Muitas vezes a gente fala assim: "Vou descansar", mas aí o celular tá do lado e a gente, o nosso cérebro está trabalhando e às vezes a a o cansaço mental ele é bem mais pesado do que o cansaço físico, não é isso mesmo, Jul? Sim, sim. A gente, a, a saúde mental, ela perpassa por todos os campos da vida, né? Nós somos as nossas emoções. Então, quando você não consegue lidar, você não consegue nem identificar a emoção que você está sentindo e não consegue lidar com isso, gera um impacto nas suas relações sociais, no seu desempenho, no trabalho e e enfim, é muito importante a gente falar sobre saúde mental e a gente tratar a nossa saúde emocional, sabe, em terapia, isso é essencial. E a NR1 é um avanço muito bom agora, né, Flávia, de identificar a saúde emocional como um risco ocupacional. Isso, isso é assim, dá um quentinho no nosso coração como psicóloga. Super, super. E aí a gente vê o quanto algumas empresas já estão, já estavam antes dessa obrigatoriedade preocupadas, né, com a saúde mental dos colaboradores. Veja bem, eu sou de Jundiaí e se na cidade de Jundiaí tem um público com número alto de pressão alta, a gente precisa ver onde essas pessoas estão e tratar elas. na maioria das vezes elas estão trabalhando. Então assim, em todo o Brasil a gente tem um número altíssimo de pessoas com problema de bornout, problemas de ansiedade e depressão, como foi comprovado nas últimas pesquisas do MTE, a gente precisa identificar onde essas pessoas estão e tratá-las e elas estão aonde trabalhando. Então, a gente precisa entrar nas organizações e falar disso também, né? Então, como você disse, é um quentinho no coração, é mais o espaço já estava aberto e agora virou lei, né? A gente cuidar dessa galera que tá como sempre adoecendo. E se a gente tá falando de não descansar, a gente tá falando desse público que estão nas empresas e não descansam. Estão mega cansados de se chamarem para fazer uma hora extra, eles vão, porque muit das vezes estão com medo de perder o emprego, ou porque querem um a mais no salário ou porque querem mostrar para subir no cargo. Então é sempre mais, sempre performar e isso não descansa ninguém. E aí, é claro que a gente chega nos nos transtornos de ansiedade. Nossa, muito importante a fala de vocês duas, né? Duas profissionais aí eh no comportamento humano. E quando a gente fala em descansar, aí vem a culpa, né? Igual eh a Flávia pontuou, às vezes você tem o tempo livre, mas aí você é convidado para um trabalho extra, né? Que pode te render aí um recurso e você nem pensa, você nem pensa já. Eh, a pessoa nem terminou de falar, você já fala: "OK, já estou aí". Só que aí você tá tão cansado, tão cansado, que quando você para para pensar, você fala: "Nossa, por que que eu fui aceitar? Mas eu não tô aguentando". O que que acontece com o nosso cérebro, eh, Ana Júlia, que a gente às vezes nem pensa, a gente só vai, né? Aí depois que que a gente tá lá no ato que a gente fala: "Poxa vida, eu precisava descansar". Sim, eu acho que ainda vem a culpa, né? Eu acho que é a dificuldade de entender que o descanso é fundamental. A gente perdeu essa informação em algum momento. Então você se sente mal por estar parado e aí você resolve fazer alguma atividade. Às vezes nem precisa vir um convite. Ah, eu vou fazer um mercado. Nossa, mas eu tô parada. Não vou fazer uma faxina, não, mas eu vou fazer alguma coisa. Só para, sabe? E aí em terapia a gente precisa ensinar o descanso agora. Então a gente precisa parar. Normalmente o que eu faço? Eu uso descanso com alguma atividade que o paciente goste de fazer para começar a usar o descanso com sensações que aliviam para depois eu tirar essa essa atividade pro descanso por si só ser reforçador. Então, quer dizer que agora, eh, no momento automatizado e, e muito imediatista, tudo muito rápido esse momento que a gente vive hoje, você precisa ensinar os pacientes a descansar, porque o descanso ele precisa ter um retorno. É isso. É isso. A gente precisa ensinar o descanso. E aí a gente dessensibiliza esse essa aversão por não fazer nada. A gente dessensibiliza essa culpa. E eu acho que isso vem muito também da era tecnologia que a gente tá inserido. Verdade. O celular, o Instagram, o TikTok, ele vem com um reforço potente que a gente chama de intermitente. É uma curtida de vez em quando, é um conteúdo que te agrada de vez em quando e aí você não sabe quando esse de vez em quando vem, então você tá sempre ali em busca. Então agora eu pergunto pra Flávia, já que você, Ana Júlia, tocou nessa questão aí de celular, né, de de tecnologia. Ana Flávia, essa questão da comparação referente às redes sociais também incentiva essa culpa no momento de descansar? Porque às vezes a pessoa tá lá deitadinho, né? Vou deitar 5 minutos começa a rolar o feed. E daí percebe, vê uma pessoa fazendo uma coisa, outra pessoa fazendo outra, falou: "Opa, pera aí, eu também vou fazer". Incentiva essa essa essa culpa e essa falta de entendimento de que a gente precisa parar? Sim, com certeza. Eu queria antes fazer um adendo na fala da Ana Júlia, que parece absurdo, mas a gente se pega nesse lugar realmente na área na área da saúde ensinando o que é descanso, né? Então uma pergunta que eu uso muito, você vive ou apenas se mantém produtivo? E é uma pergunta que nenhum dos nossos pacientes sabe responder. Então a gente precisa realmente ensinar, normalizar a palavra descanso, desconectado de metas, né? Existe uma urgência que precisa ser respeitada, uma urgência em reaprender a parar. Então, a gente precisa dizer para eles, respirar também é um ato de resistência, também é um ato de cuidado. Pausar também é uma forma de autocuidado. Lazer não é luxo, é saúde mental. Então a gente se pega nesse lugar de ensinar que, poxa, fazer nada, ficar na caixinha do nada é importante nesse tempo que estamos vivendo. E aí trazendo pra parte da tecnologia, essa busca que a Ana Júlia trouxe é reação química no nosso cérebro. A gente fica atrás daquela dopamina que é o hormônio que faz a gente querer buscar algo. E aí eu falo que estamos numa geração dopaminérgica. O tempo inteiro estamos buscando a tal da dopamina, que a dopamina ela morre assim que a gente alcança aquilo que a gente queria. Então, se eu conquistei a curtida, pronto, eu já começo a gerar uma nova dopamina, porque eu estou atrás, sei lá, do comentário. E claro, as comparações, né? Eu tô aqui numa sexta-feira chuvosa, quentinha, mas eu tô vendo que uma amiga viajou e foi para um lugar que tá super sol e quanto que ela gastou eu tenho que trabalhar mais para eu conseguir o mesmo que ela, porque é legal postar isso. Enfim, cada um vai olhar pra internet de uma forma, né? A gente olha o mundo do jeito que nós entendemos e não do jeito que ele realmente é. E muit das vezes a gente posta uma foto ali sorrindo, mas vai dormir chorando. Então muitas das coisas que estão nas redes sociais não são reais. Mas a gente tem essa tendência horrível, um péssimo hábito de se comparar, de querer além do que o outro conquistou. É do ser humano, infelizmente, né? Então, com certeza é prejudicial. Eu quero fazer um super recomendação, orientação para os pais, por favor. As crianças de agora são extremamente diferentes das crianças do nosso tempo. Nós, né? Uhum. Elas nasceram já nesse ambiente de tecnologia, elas já nasceram envolvidas com aparelho celular. Então, essas crianças sabem fazer um monte de coisas ao mesmo tempo. Elas são aquelas geração, por exemplo, hoje os jovens aprendizes, né? os mais os jovens, eles conseguem trabalhar com muitas telas falando de assuntos totalmente diferente, diferente de nós 40, por exemplo, 40 mais, eu preciso de uma tela só e me concentrar só naquilo. Então eles já estão envolvido com um monte de informação, porém esses mesmos jovens são aqueles que não conseguem se concentrar e se aprofundar em um só assunto. Uhum. Eles se sentem o tempo todo fúteis, o tempo todo superficiais, porque eles não aprofundam em nada. Tem muita informação e eles estão atrás desse monte de informação. Já a gente, os mais velhos, conseguimos nos especializar, nos aprofundar em um tema para depois então passar para outro tema. Isso é prejudicial. O jovem que começa a vida adulta, com essa sensação de superficialidade, ele nunca estará satisfeito com nada. E aí ele pode entrar no quadro depressivo também. Uhum. Então isso é importante a gente começar a olhar, sabe? Eh, pontuação muito importante mesmo, porque essa geração, né, eh, vem conectada e aí a gente vê os bebezinhos, a gente já fez programas aqui, eh, falando sobre isso, né? as crianças pequenininhas assim, tipo um ano, dois anos e com dedinho rolando a tela e vendo o quê, entendendo o quê, mas deve dar uma sensação de de prazer naquela naquele cérebrozinho tão pequenininho que ele continua, ele continua. Então a gente precisa se atentar porque a criança ela não vai lá pegar o celular, a gente, né, nós pais que vamos inserir o celular na vida deles. Então a gente precisa se atentar a isso, né? Eh, tem uma idade determinada que a gente possa inserir o celular, porque vai fazer o quê? É eh é uma coisa do nosso cotidiano. Uma um momento vai ter que dar o celular pro filho ou, né? E mas tem um momento específico assim para isso que não prejudique tanto. Ana J. Eh, se eu não me engano, a partir dos 2 anos, até 2 anos sem tela. Aham. Hã, após 2 anos, se eu não me engano, são 15 minutos por dia e aí vai aumentando esse período gradativo. É importante se atentar e ainda acho que que tá muito cedo, né? Mas enfim, eh, se você puder retardar, né, quanto mais retardar aí a tela pro seu filho, melhor é. Hoje nós estamos falando sobre descanso. Hoje é sexta-feira, amanhã sabadão. Hoje tá chovendo, né? A previsão do tempo diz que não vai chover amanhã nem domingo, mas tá aquele friozinho gostoso. Dá para você ficar na sua cama fazendo nada, enroladinho na coberta, curtindo o seu quentinho. Quanto tempo faz que você não se permite um momento desse? Aí as pessoas pensam assim: "Nossa, preguiçoso, vai ficar na cama, não vai fazer nada". O julgamento também traz um grande peso e uma grande culpa para quem pensa em descansar, por exemplo, no final de semana, poxa, a a amiga vai ligar, eu vou falar que tô descansando, né? E ela vai falar o que de mim, né? O julgamento pesa nesse momento, pesa, pesa. Eh, o social é muito importante na nossa construção de personalidade, né? Então, eh, como a gente tá inserido nas redes sociais e você observa as pessoas produzindo e aí você se compara e você também vai produzir. Então, geralmente é muito difícil você ouvir essa frase quando você liga para uma amiga. É muito difícil essa amiga falar: "Ah, eu tava descansando". Eu acho que eu nunca ouvi isso de nenhuma amiga minha, por exemplo. E aí vem o julgamento. Vem o julgamento, sim. Eh, não, vamos fazer alguma coisa, então. Sim. Tá fazendo o que aí? Levanta daí, mulher. Vamos, levanta. Vai descansar para quê? Vamos viver. Mas o descanso também é viver, né? De repente você tá precisando desse momento. Você concorda, Flávia? Super. Às vezes meu marido fala assim: "Eu tô aqui descansando." Aí eu olho para ele, como assim? Eu não tô descansando. Deixa eu descansar também. Eu mereço. Porque ainda tem essa questão, né, de gênero. A mulher ela nunca para. A mulher 70% do trabalho dela é invisível. Então ela tá sempre correndo, sempre fazendo alguma coisa. E aí tem muita coisa ligada com a nossa crença também, né? Então vem pensamentos do tipo, eu tô perdendo tempo, eu devia estar sendo fazendo algo útil, eh só quem trabalha tem duro, tem valor. E aí tá muito ligado como que a nossa família olhava pro trabalho, como que a nossa família falava do descanso. A gente sabe os mais velhos o que que eles falavam nos adolescentes, por exemplo, que dormiam até mais tarde, né? Eh, se você, como a Ana Jolo se você foi elogiado porque você fez algo eficiente, porque você tirava boas notas, então tem cultura, tem religião, tem tudo. Como a gente lida com o óscio, a gente tem uma palavrinha no nosso país que é muito usado, principalmente pelos pais, né? Que se não faz nada é o quê, né? já vem na nossa mente, está tão enraizado que é automático para nós. Então, a gente precisa aprender a desconstruir. Isso que sim, faz parte da nossa saúde ficar alguns momentos desligado. O nosso cérebro não tá pronto para tudo isso, gente. Tecnologia ajudou para caramba, mas ela não, o nosso cérebro não está pronto para tudo isso, para produzir tanto. a gente precisa do momento ósse até os atletas, né, de alta categoria, no treinamento deles existem tempo de descanso. É exatamente isso mesmo. A gente precisa descansar. Agora, eh, vamos lá, falamos eh da necessidade de descansar, falamos da culpa, falamos do julgamento, falamos da comparação. Agora, eh, eu gostaria, Ana Júlia, que você explicasse pra gente como é que a gente diferencia o ócio, né? Porque a Flávia falou do ósseo, ficar ocioso, mas um ósseo saudável. Como é que a gente diferencia esse óscio saudável da procrastinação que prejudica? Eh, a gente precisa entender quais os sentimentos que estão envolvidos quando você se sente, tá bem ligado uma coisa na outra, né? A procrastinação, a gente tem que ver se realmente você tá procrastinando ou é a culpa de não estar fazendo nada que o seu cérebro tá pedindo para você parar. Olha aí. Então, a gente tem que entender eh fazer algumas perguntas assim, porque eu faço o que eu faço? Eh, se eu estou me sentindo culpada ou aliviada de não estar fazendo nada. Eh, e entender a função desse comportamento, de onde que ele está vindo, é de alguma fala de algum familiar, eh, é de um chefe que tá te cobrando muito e a gente entender essa diferença, sabe? Eh, e falando sobre o descanso, a gente começa também a internalizar a necessidade disso, né? Então, você que tá assistindo a gente já começa a refletir sobre isso no final de semana. São duas profissionais aqui falando que você precisa descansar. Então, talvez a sua procrastina seja apenas o seu corpo pedindo para você parar um pouco, sabe? Eh, entenda que quando você descansa, você melhora sua qualidade de vida e aí você produz melhor quando você precisar produzir, talvez até num curto tempo do que você levaria se você não descansar e não pare de produzir e você não consegue às vezes nem concluir a atividade que você planejou fazer. É isso mesmo, né? Porque você vai, vai, vai, só que você tá cansado. O desempenho não é o mesmo quando você está descansado. E a gente precisa assim descansar. Eu vou falar um negócio para vocês. É difícil descansar. É, é complicado descansar. A gente precisa assim reaprender, né? A a porque em algum momento a gente descansava e hoje a gente não descansa mais. E quando a gente tenta descansar, a gente se culpa por estar descansando. Mas quando a gente fala descansar, é literalmente descansar, né, Flávia? Eh, conta pra gente como que é o descansar de verdade, porque eu vou descansar limpando casa, eu vou descansar lavando roupa. Eh, como que é descansar? Como que a gente faz para desligar, pra gente recarregar as nossas baterias? Tá? Eh, acho que para deixar claro assim e a galera conseguir assimilar, a gente pode separar em dois tipos de lazer, porque lazer é descanso, né? Então, a gente tem o lazer ativo, que são atividades que envolvem uma interação, um movimento, criar algo mesmo com baixa intensidade. Então, seria caminhada ao ar livre, praticar um hobby, conversar com amigos, não amigos tóxicos, né? Dançar, jogar, fazer jardinagem. A terapia em si é um momento de lazero, porque você está se autoconhecendo, né? está se observando e se cuidando. Então isso é o lazer ativo, muito contato com a natureza. Eh, eu tive uma paciente que, por exemplo, ela reclamava que não tinha tempo e que ela gostava de cozinhar paraa filha mesmo na correria, mas a filha não se alimentava, uma adolescente, eh, não comia da comida dela. E aí eu falei o seguinte: "Chama a sua filha para cozinhar com você." Chega assim cansada, toma aquele banho e fala: "Filha, me ajuda a fazer o arroz. Vou te ensinar a fazer o arroz hoje". Coloca uma música de fundo, faz esse momento ser legal, cria uma lembrança nela. A partir dali, a adolescente começou a ajudar ela todas as noites a fazer a janta, passou a jantar com ela e a relação vinculou. Isso significa que ela passou a usar a cozinha, o cozinhar como um lazer ativo e teve mais tempo com a filha, enfim, era mãe solo. Então são essas criatividades, esses insites que a gente precisa ter e se conectar com o que realmente faz sentido pro pra nossa saúde mental. O outro lado já é o lazer passivo, que são atividades que envolvem consumo, não tem interação física, não tem interação cognitiva, não faz você pensar. É assistir TV, séries, né? Rolar rede social, ficar deitados literalmente sem fazer nada. Se você não entrar num estado ali de desconectar o seu cérebro das suas metas, também não resolveu nada. ouvir música sem engajamento intencional. Só coloca a música para ter um barulho de fundo, porque tem medo do silêncio. Se você tem medo do seu silêncio, desculpa, você não tá bem com você mesmo, você precisa de ajuda. E quando a gente não tá bem com a gente, a gente não tá bem com ninguém, né? Então, para relacionar, a gente poderia deixar assim o lazer ativo e o lazer passivo. O passivo, você está numa utopia, você acha que está descansando, mas na verdade você só tá jogando mais informação pro seu cérebro. Aí você vai ter uma bela noite de sono, você vai apagar igual uma pedra, mas você vai acordar cansado, se o cérebro não se ligou, né? essa questão, né, de dormir e o cérebro continuar trabalhando é uma questão bem tensa, delicada e a gente só vai descobrir que a gente não dormiu bem ah no outro dia, né? Não teve aquele sono rein que falam, né? Aquele sono profundo, né? E isso é muito importante. E a tela, ela contribui bastante para que você apague e não durma, não descanse, né? Uhum. A gente precisa fazer uma higiene do sono, né? Também. Sim. O ideal é uma hora antes, o ideal é que você durma lá pelas 9, 9:30, se você puder. Uhum. Eh, e quando você for dormir, é uma hora antes sem tela, blusas apagadas, não leva o celular pra cama. Que Então, como é que as pessoas conseguem? Gente, eu tô tentando deixar longe, né? Só que daí chama, eu vou lá e busco, quando eu vejo, tá do lado. Esse negócio do aparelho celular. É algo assim que a gente precisa aprender a desapegar dele, principalmente quando a gente tá no momento de descanso, né? E é difícil, né? Difícil é difícil. De imediato, Rúbia, a gente tem que fazer por regra. Fazer porque eu ouvi a Ana Júlia e a Flávia e é para ficar uma hora sem. Então você começa pela regra e deixa o celular no outro cômodo. Ah, mas tem um despertador. Dá um jeito de deixar próximo para você ouvir o despertador, porque tem essa desculpa. Tem. E é uma desculpa, não é? O nosso relógio comprar um despertador. Exato. Por que que tem que ser um celular, né? E aí você começa pela regra e aí você vai perceber a diferença que você vai ter nos seus dias. Hum. Quando você não leva o celular pra cama, isso aí nada do que eu fale vai te convencer. É o seu o sentimento que isso vai gerar. Como você vai acordar diferente, Rúvia? E não é exagero. Se você não levar o celular para sua cama hoje e ficar uma hora antes de dormir sem tela, você me conta como que você tá amanhã. Vamos fazer isso, turma? Vamos aproveitar a sexta-feira. A gente tá falando de descanso. Lançado o teste da PSI aqui, né? Vamos deixar o celular de lado, uma hora sem tela e aí você vai adormecer no outro dia. Aí você vai ver como é que você vai estar, né? E daí você coloca nos comentários, que o nosso programa tá no YouTube. E aí você coloca nos comentários. Aí amanhã fala assim: "Olha, P, deu certo, né? Ah, não deu certo. Ah, não consegui ficar longe do celular. Ah, ele tocou, tive que buscar. É bem assim que funciona. Ah, o nosso cérebro ele é uma coisa assim impressionante, né? Porque eh, Flávia, ele ele inventa coisas, né? Ele busca, quando você tem uma meta definida, você fala assim igual, exemplo, hoje eu não vou dormir com o celular porque eu preciso descansar. Aí você tá lá quase fechando os olhinhos, tá quase dormindo, de repente, ah, lembrei, deixa eu ver minha agenda. E aí você, quando você vê, você tá com o celular de novo, o nosso cérebro ele inventa coisas, ele vai trazendo, né, motivos pra gente fazer aquilo que a gente não quer. Por que disso? Isso se chama autossabotagem. A gente quer muito algo e vai lá e se sabota. Sabe a pessoa que vai na academia, mas na volta, todos os dias ela tá na academia, mas na volta ela passa na padaria e compra um sonho. Ai autos gente. Tá vendo só? Pode falar. Eu gosto também dessa técnica que a Ana Júlia trouxe, né, de ficar antes, mas eu tenho medo do radical. O radical o cérebro não absorbe por muito tempo. É no máximo aquele negócio de autoajuda 7 dias. Depois ele volta e volta mais com possível, querendo mais, mais, né? Então, talvez diminuir. Eu gosto do detox digital. Então, por exemplo, eh, se eu não consigo ficar uma hora antes, então que eu comece com 20 minutos antes, com 30 minutos antes, até que vai chegar o dia que vai dar 7 horas da noite, eu vou esquecer que eu tenho celular. E a mesma coisa de manhã, não é certo que assim gente acaba de acordar e já pegue alguma tela o aparelho celular, por exemplo. Então, 30 minutos depois que você acordou, depois que seu corpo despertou, depois que você tomou café, a cafeína ela faz o nosso corpo despertar, é aquele estress de ar importante pra gente dar conta do dia a dia. Aí depois de tudo isso você começa a jogar informação pro seu cérebro, por o nossas primeiras horas do dia são extremamente importante também para que a gente durma bem à noite. Então se a gente toma o café com calma, se a gente se arruma com calma e não sai atrasado, se a gente tá respirando corretamente logo nas primeiras horas do dia, se a gente toma uma luz do do sol, isso é importante pro nosso ciclo cardiano. Então já vai ajudar a gente à noite. A noite casa igual caverna, só deixa a luz do banheiro acesa, a porta entre aberta, paga esse monte de luz branca que atrapalha o seu sistema nervoso central. Ele tá te deixando mais alerta. Quem trabalha nas telas precisa trabalhar até 9, 10 horas. Diminui ali o brilho da tela, diminui o brilho do do aparelho. Ah, Flávia, eu já desligo, tomo meu banho, janto e vou dormir. Essa é minha vida, não dá para inventar. Não é fantasia aqui. Aqui é vida real. OK. diminui o brilho, eh, desliga. Amanhã você ninguém vai entrar em óbito se você não responder. Se você não é especialista em suicídio igual eu, que precisa falar com o paciente quando ele tá tentando o autoestermínio, você não precisa disso. Deixa lá, ninguém vai entrar em alta, né? Então, é importante a gente ensinar a si mesmo que existia vida antes de tudo isso e era uma vida saudável, né? Acho que é por esse caminho. Ah, é verdade, né? Eh, se a gente parar para analisar como é que a gente vivia antes, as pessoas descansavam mais, né? Eh, aquele hábito de sentar na sala, assistir um filme, comer uma pipoca, ir lá para fora, sentar, observar, contemplar. Quanto tempo faz que você não contempla? A contemplação é um descanso muito gostoso, né? Descanso. Sim. Tem um vídeo na no Instagram que que ela chama pessoas na rua e fala: "Vamos contemplar". E as pessoas não sabem o que é essa palavra. Explica pra gente então, pessoal que tá em casa, que não contempla, eu gosto de contemplar, de vez em quando, eh, eh, eu dou uma olhada assim, começo a observar e e isso dá uma sensação de paz, tranquilidade. E eu acho que é o descanso, né? É o descanso contemplar. Você, por exemplo, vai lá fora da sua casa e você olha pra natureza, olha pro céu, olha pra árvore, olha pro passarinho e aí não necessariamente você tá pensando alguma coisa, você só tá contemplando, você tá vendo as nuvens passar, você tá vendo os carros passar e não necessariamente você precisa pensar sobre algo. Você só contempla, fica observando. Isso mesmo. É. E assim, não precisa durar muito tempo não. Daí, aí a gente fala isso, fala assim: "Nossa, tá lá parado olhando pro nada". Tá vendo o julgamento, né? Tá lá parado olhando pro pro nada. Gente, contempla, olha, os IPs estão tão lindos nesse momento, né? Ah, sai na rua, dá uma olhadinha, contempla, olha para cima, respira, né? Se acalma, mas respira de verdade, que a gente corre e nem respira direito, não é? E aí contempla, porque eu eu faço isso de vez em quando, às vezes o pessoal olha para mim, fala: "Me é doida, né?" Mas não, eu gosto de fazer isso e isso me traz uma paz interior. Eu não passo muito tempo fazendo isso. Claro, vamos lá, 5 minutos no máximo, né? Mas eu acho que isso já é o suficiente pra gente sentir o respirar, o coração batendo e colocar tudo nos eixos novamente, né, Flávia? Faz bem contemplar, né? O nome disso é, além de contemplar, é pausa. Pausa estratégica. é uma coisa que a gente usa muito no ambiente corporativo. Então, dois, a cada 90 minutos de trabalho, dois ou três minutos, tire para relaxar, para pausar. É como se você estivesse reiniciando o seu cérebro, né? Então, eu gosto do 3 minutos de férias, que eu peço pra pessoa respirar profundamente, se levar para um lugar de férias. Eu gosto de pausas estratégicas do tipo cronômetra ali 2 minutos, respirando profundamente, sentindo os dedos do pé, sentindo o seu pé firme, o seu bumbum na cadeira, as suas costas está tem um corpo aí, observe ele eh respiração alconsciente, né? Então isso são pausas estratégicas que faz o nosso cérebro reinicia e volta melhor, mais produtivo, mais criativo. Aquele problema que tava ali na minha frente não tava conseguindo dar conta, eu já encontrei a solução, porque olha, eu só respirei, eu só pausei. Então é importante. E tem aqueles que não vê graça em P, eu amo, né? Não. E mas meu, olha pro céu, tenta adivinhar o que que a nuvem tá formando ali. Eh, sabe o assunto? Vai chover hoje. E eu não sei você, Rú, mas eu fico um pouco irritada quando você simplesmente chega nesse momento, lembrei que eu tenho que contemplar, lembrei que eu existo, que tem uma vida aqui que eu preciso pausar. Aí eu estou na caixinha do nada só contemplando olhando fixamente para aula. Aí chega alguém acorda. Nossa, não dá. Volta. Eu, gente, eu só tava na casinha do nada. Me deixa um pouquinho, né? Então é esse julgamento que as pessoas não podem parar nunca. A gente tem que estar em movimento. É sobre isso, gente. Vamos lá, né? Descansar, respirar, contemplar e parar de julgar. Faz isso. Ao invés de julgar, vai lá e faz também. Você vai ver que é maravilhoso, é muito bom. Eu vou falar, eu contemplo. Eu a vida é corrida, eu exijo muito de mim. Só que quando eu vejo algo assim que me chama atenção, aí eu paro, dou uma respirada, olho pro céu, né? Olha o passarinho, vejo lá uma árvore bonita e começo a contemplar. Isso dura aí uns de um a 5 minutos e aí eu percebo que isso me faz bem. Então, por mais que você tenha uma vida agitada, tente parar em algum momento, tente contemplar, tente voltar para si, respirar, se reorganizar, porque até o celular a gente pota na bateria. Por que que a gente tem que ficar trabalhando? Tipo, né? O ratinho na roda correndo 24 horas por dia sem parar, não é? Sim, sim. Com certeza. Dá pra gente fazer isso nas atividades do dia a dia. Quantas vezes, gente, é muito comum a gente tá fazendo uma atividade, a gente tá pensando na próxima que a gente tem que fazer. Tá mesmo no quando você tá tomando banho, foca enquanto você está lavando seu cabelo. Sinta o cheiro do shampoo. Sinta o barulho da água caindo em você. Senta a água caindo no seu corpo, toma banho correndo, nem tira o shampoo direito, já sai correndo, já vai no secado. Que que você vai fazer depois do bxa vida? Aham. É, é bem delicado isso, mas a gente precisa aprender, sabe? Nós desaprendemos a a parar. a gente não sabe mais parar, a gente não sabe mais eh ter um tempo pra gente. Então, é por isso que nós hoje trouxemos esse tema especificamente na sexta-feira, com duas profissionais maravilhosas aqui que estão eh nos ensinando, né, o caminho que a gente deve fazer pra gente começar a entender que a gente precisa parar e a gente começa devagar até você perceber e ser automático. Isso também como é automático a nossa correria, né? Por que o parar, o descansar não pode ser automático para você? Se você não sabe, vamos aprender, porque a gente vai aprender junto aqui, viu? É isso mesmo. 8:44. Eh, a produção tá me falando que nós temos perguntas, então vamos atender aí os nossos telespectadores. Pode colocar a, produção. Deixa eu ver quem é que tá com a gente. Vamos dar bom dia pra Márcia do Proça. Márcia, bom dia para você, ótima sexta. Ela diz assim, ó: "Quando tento cochtilar à tarde, a cabeça grita: "Você deveria estar rendendo como silenciar esse alarme interno?" Ai, ai, ai. Vamos lá, Ana Júlia. Ô Mácha, descansa mulher, sinta-se abraçada. Márcia, é difícil, meu amor, mas eu acho que a gente precisa conversar com si mesmo e você entender porque você tá sentindo isso. Não se culpe por não conseguir descansar. Entenda que é um processo. Então, acho que você pode continuar tentando tirar um cochilo. Continue lá pensando, mas por quê? Por que que eu preciso produzir tanto? O que que isso tá me gerando, né? Lembra aqui dessa conversa que a gente tá tendo, eh, você tem o nosso aval enquanto profissional, que é interessante que você descanse. Então, eu acho que é isso, você buscar em si mesma, sabe, algumas respostas assim e entender que você está aprendendo a descansar. a gente não quer te gerar culpa, então você pode eh ir tentando na tentativa mesmo. Então hoje você não conseguiu, você continue tentando e aí você vai trabalhando isso em você. E eu gosto muito eh de parear o descanso com uma atividade legal para depois você tirar a atividade, sabe? Então, a minha dica é, continue tentando, não se sinta culpada por não conseguir. E como você desliga esse pensamento, eu acho que você pode respirar fundo algumas vezes. Eh, você pode, não é o ideal, mas você pode tentar colocar uma música que te relaxe um pouco mais, né? Focar em você mesma e continuar eh entendendo o que que tem por trás disso. Maravilha. Ai, como é bom ouvir vocês, viu? Muito bom mesmo. Vamos lá para outra pergunta e a gente já direciona então para Flávia. Pode mandar, produção. O Bruno do Cambuí e Bruno, domingo cedo já fico contando as horas pra segunda. E ansiedade, hein? Esse relógio da ansiedade tem jeito de desacelerar, principalmente no domingo. Valeu, Bruno. Obrigada. Vamos lá, Flávia, ajuda o Bruno e ajuda a gente, porque não é só ele que fica contando as horas paraa segunda-feira nessa ansiedade muito doida. Bruno, eh, é estranho porque a gente fica a semana inteira esperando o domingo chegar, né? Aí o domingo chega, a gente já tá esperando a segunda chegar. Isso é um transtorno quase. É excesso de pensamento no futuro. Você tá sempre preocupado com amanhã e o agora e o hoje. Que hora que você vai viver o hoje, né? Então precisa repensar o que que você anda fazendo com seus domingos. E eu acho que algumas perguntas aí serve até paraa outra moça que perguntou também. a gente precisa identificar o que que está por trás, porque esses esquemas que essas duas pessoas trouxeram, que é mais comum do que a gente imagina, são esquemas de exigência excessiva. Então são pessoas que podem ter aprendido que descansar esse ônimo de preguiça, de fracasso. A gente precisa descobrir o que que está por trás disso. Então, se fazer algumas perguntas, como a Ana colocou, de se questionar do que que eu tenho medo, que que vai acontecer se eu parar? Sei lá, é um medo de ser esquecido, é um medo de não ser amado, é um medo de ser inútil. Tá rolando algum medo aí por trás disto? Uhum. É por isso que você está se cobrando o tempo todo. Então a minha dica, Bruno, coloca um movimento diferente aos domingos, sei lá, pega a família, vai ao parque, não gasta muito ir no parque, faça um piquenique, agora que tá frio, faça amanhã da pipoca, a noite da pipoca no sábado. E eu sei que depois que desliga a TV no domingo à noite já começa a gerar ansiedade, principalmente para quem tem o bornout de começar a segunda-feira, mas você é o contrário. Parece que te gera já uma crise de estress antes de chegar a segunda-feira, porque você quer que ela chegue. Essa necessidade de fazer, de mostrar, tá tentando provar o que e para quem, né? Então, precisa olhar para esses temas. Muito bom. né, gente? Desenvolver um olhar mais gentil sobre o nosso tempo livre, né? Resgatar o valor do simples, do silêncio, do agora descansar. Programa de hoje já está chegando ao fim. Foi muito rápido, eu precisava ficar conversando mais com vocês, mas nós temos que entregar. Eu quero agradecer demais você que tá aí do outro lado, que participou com a gente. Você viu só o tempo passar tão rápido, né? A gente entrou no ar e agora a gente já tá entregando o programa. E e você aí do outro lado, vai fazer o quê com o seu final de semana? Passa rapidinho. Que tal você tirar um tempo para descansar? Quero agradecer e vamos para as considerações finais. Ana Júlia, que bom você aqui e que bom que você trouxe para os nossos telespectadores, para mim e para todos nós aqui, assim, eu acho que pontuações bem importantes que a gente vai entender aí final de semana e vamos tentar descansar e largar o celular. Obrigada, viu? Isso. Eu que agradeço o convite. Muito bom. Ai, maravilhosa. Obrigada mesmo. E Flávia, obrigada a você, né, por estar tão cedinho com a gente, se disponibilizar aí de um tempo para nos ajudar a entender o quão bom é o tempo óscio. Eu que agradeço pelo convite e reflitam, galera, vamos pensar sobre o autocuidado. Maravilhosas nossas profissionais nos ensinando a descansar. Ô, gente, mas que coisa, né? para para analisar agora comigo e vamos ser realista, bem racional aqui. Nós estamos em um programa ao vivo na sexta-feira de manhã com duas psicólogas que estão ensinando a gente a descansar. Pode isso, produção? É impressionante. Vamos fazer o seguinte, vamos aproveitar que elas nos passaram dicas e vamos descansar nesse final de semana. Eu convido você a tentar, porque eu vou te falar, eu vou tentar descansar, tá? Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia, você que teve com a gente durante toda a semana, agradecer a os nossos convidados da semana toda e essas duas especiais aqui que fecham a semana com chave de ouro trazendo pra gente que a gente tem que desacelerar, né? Se o tempo é se permitir, aliás, a viver num tempo livre, a gente cuida da nossa saúde mental, das nossas relações, da nossa qualidade de vida. Eu quero agradecer você, desejar uma ótima sexta-feira e lembrar que segunda-feira a gente volta para falar sobre o peso de pedir ajuda. Olha só, um assunto ligado no outro, né? Hã, você não gosta de ser ajudado? Você prefere sofrer calado do que aceitar uma mão estendida? É sobre é sobre isso que nós vamos falar no estúdio Câmara de segunda-feira ao vivo, né? trazendo para você informações e contribuições aí que ajudam no seu cotidiano, no nosso dia a dia, tá bom? Grande abraço. Fica com Deus, não esquece não. A gente tem uma programação incrível, né, produzido pela nossa equipe eh do grupo Mais e TV Câmara Campinas, sempre trazendo informação para você, compartilhando informação e conhecimentos que, assim, são maravilhosos pro nosso dia a dia. Te convido a continuar ligadinhos na programação. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro e a programação de final de semana segue maravilhosa. Tenho certeza que você vai adorar. Combinado? Beijo grande. Fica com Deus. Se cuida, descansa e conta pra gente aí no YouTube. O programa vai ficar aí no YouTube para você. Conta pra gente se você conseguiu desapegar do celular na hora de dormir, tá bom? Valeu, gente. Beijo. Ciao [Música] [Música] [Música] Tá [Música] feito. Aham. Yeah.