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Estúdio Câmara | Convivência e criação respeitosa com enteados
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Estúdio Câmara | Convivência e criação respeitosa com enteados

64 views Publicado 29/05/2025 HD · 48:42

Descrição do vídeo

Famílias mudaram, relações evoluíram — mas os desafios emocionais de viver em uma nova configuração familiar continuam intensos e, muitas vezes, delicados. No episódio do Estúdio Câmara desta quinta-feira, 29 de maio, vamos falar sobre um tema atual e repleto de nuances: a convivência com enteados. Assumir um relacionamento com alguém que já tem filhos pode significar o início de uma nova jornada de aprendizados — sobre si, sobre o outro, e sobre como construir vínculos afetivos reais e respeitosos. Afinal, como acolher uma criança ou adolescente que já tem uma história, vivências e vínculos anteriores? E como se posicionar de forma saudável, sem invadir espaços ou gerar conflitos com os pais biológicos? Para refletir sobre essas e outras questões, recebemos duas especialistas em saúde mental: 👩‍⚕️ Alice Bazzarella — Psicóloga com atuação em Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicoterapia Afirmativa, traz uma visão prática sobre os dilemas emocionais da nova estrutura familiar e a importância da escuta ativa na construção do afeto. 👩‍⚕️ Railane Costa — Psicóloga clínica com abordagem Fenomenológico-Existencial, que convida à reflexão profunda sobre os sentimentos que surgem na convivência com enteados, como insegurança, ciúme, medo de rejeição e desejo de pertencimento. Neste episódio, você vai entender: ✅ Como lidar com a resistência de crianças ou adolescentes à nova figura parental; ✅ Por que é essencial respeitar o tempo e os limites de cada envolvido; ✅ Como agir quando os estilos parentais são diferentes entre os lares; ✅ Qual é o papel do novo parceiro (ou parceira) dentro da dinâmica familiar; ✅ Como cultivar um ambiente emocionalmente seguro para todos. 🎙️ Com exemplos reais e orientações práticas, as psicólogas explicam como atitudes baseadas em empatia, diálogo e coerência podem ajudar a transformar desconfiança em respeito e convivência em afeto genuíno. Essa conversa é fundamental para quem está vivendo — ou se preparando para viver — uma família reconstituída. E também é uma ótima oportunidade para ampliar o olhar sobre os novos formatos de família, marcados por complexidade, mas também por amor e possibilidades de crescimento. Assista ao episódio completo e participe da discussão nos comentários: como foi ou está sendo sua experiência com enteados? Você conhece alguém que vive esse desafio? Compartilhe! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, bom dia. Está no ar o estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas hoje, dia 29 de maio, quinta-feira. Tá frio por aí? Pois é, ela veio mesmo, né? Esfriou. Mas hoje nós vamos falar, gente, sobre um tema muito presente nas novas configurações familiares. Nós vamos abordar a convivência, como conviver bem com o filho do seu parceiro ou parceira. As relações afetivas mudaram, né? Os lares mudaram e hoje é cada vez mais comum formar uma nova família com filhos de casamentos anteriores. Mas como construir uma convivência saudável com o enteado ou enteiada? É sobre esse desafio que também pode ser uma grande oportunidade de aprendizado e afeto, que a gente conversa hoje ao longo do programa com as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio, as psicólogas Alice Bazarela e a Railane Costa. Daqui a pouquinho elas vão conversar com a gente e você pode participar também através do nosso WhatsApp que já está na sua tela. Você conta para nós, então você já viveu ou vive essa situação? Como foi ou está sendo a sua convivência? Tá tudo certinho? Você conseguiu, né? Se você não conseguiu, presta atenção no programa de hoje que nós vamos abordar esse tema bem delicado e que precisa ser dito, conversado e falado. 19978293776. QRCode tá na tela para você. Vamos lá, então. Vai mandando a sua mensagem. Enquanto isso, a gente vai atualizando as notícias aqui da nossa cidade de Campinas. Tem duas atualizações bem importantes. Olha, Campinas reforça a ação de acolhimento com queda brusca de temperatura, viu? Com a chegada de uma intensa massa de ar frio, a partir de hoje, a Prefeitura de Campinas intensificou as ações da operação inverno 2025 para proteger a população em situação de rua. A medida coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social tem como foco ampliar o acolhimento e a distribuição de insumos durante os dias de frio extremo. Um abrigo emergencial parceiro, pode receber 20 pessoas a mais, graças à ampliação de vagas ao envio de colchões cobertores. Além disso, os espaços do Samim e do abrigo Santa Dulce dos Pobres seguirão sendo utilizados para ampliar a cobertura. Além das vagas de acolhimento, o serviço de abordagem social vai intensificar a entrega de cobertores às pessoas que optarem por permanecer nas ruas. A ação visa mitigar os riscos imediatos provocados pelo frio intenso, tá? Atenção, então, para o telefone que a gente vai falar agora, que é o telefone do SOS rua, tá? Eh, o atendimento é diurno e noturno, então de manhã 19 eh 3253 451. Isso até às 18 horas. E após às 18 horas, das 18 às 21 às 21 horas, tem o WhatsApp do SOS rua, que é o 199 999846496, tá bom? Bom, então ajude se você presenciar alguém, né, em situação de rua aí nesse tempo frio que está previsto para os próximos dias. Acione o SOS Rua. Vamos lá. Campinas recebe serviço especializado da Polícia Militar para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica a Cabine Lilás. Um serviço exclusivo via 190 190 da Polícia Militar para atender mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Foi inaugurado ontem aqui em Campinas, na região. O município é pioneiro na ação. A operação é dentro do centro de operações da corporação O Cupom, que atende outras 37 cidades. Ao todo, 25 policiais femininas foram treinadas por equipes especializadas da Delegacia de Defesa da Mulher. O suporte acontece desde o acolhimento da vítima, no momento da ligação com orientação sobre registro da ocorrência, rede de apoio e atendimento no local de equipes especializadas com o envio de viaturas. Neste ano, de janeiro até maio, o COPOM de Campinas recebeu 6.255 atendimentos de ocorrências de violência doméstica. Em 2024 foram 14.846. Os números são referentes a 38 cidades da região e a iniciativa da cabine de la é do governo do estado de São Paulo. Muito importante, né, que a gente tenha esta informação. Se você tem uma amiga que passa por essa situação de violência doméstica, repassa a informação a cabine lilás funcionando aqui na cidade de Campinas. Previsão do tempo. Passou muito frio essa noite, hein? Olha, eu vindo trabalhar, eh, a temperatura marcava aí 13º, então hoje a mínima foi de 10, né? Agora em torno dos 15, a máxima para 20º. Tempo para hoje é um dia chuvoso, né? Aquela chuvinha fina e fria. Então, mínima 10, máxima 20. Eu quero lembrar você que está indo para o trânsito, né? Essa chuvinha fina, ela é perigosa para o trânsito. O o asfalto fica mais liso porque a chuva não lava, então fica mais escorregadil. A tensão redobrada, gente, tá no trânsito aí com as condições do tempo, tá certo? Vamos começar então o nosso bate-papo. Olha, a convivência com enteados exige empatia escutativa e principalmente respeito pelos limites afetivos já estabelecidos, né? Como se aproximar sem invadir? Como apoiar na criação sem tirar o lugar do pai ou da mãe biológicos. E o mais difícil, como construir uma nova relação sem imposição. Hoje nós vamos conversar com duas especialistas. que vão nos ajudar a entender os possíveis caminhos dessa convivência, que pode sim se tornar um laço muito bonito, mesmo sem vínculo de sangue. E aqui comigo no estúdio estão as nossas psicólogas, que já a gente já dá as boas-vindas, né? Alice Bazarela, psicóloga com atuação em terapia cognitivo comportamental, eh, e também eh psicoterapia afirmativa. Alice, seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Obrigada pela sua presença aqui no estúdio Câmara. Muito bom dia, Rúbia. Bom dia, Rail. Bom dia, pessoal de casa também. e agradeço muito o convite de estar aqui para falar sobre esse tema tão importante, tão atual, né, que a gente sempre comumente tá vendo aí na clínica, né, como psicóloga, mas também no dia a dia, né, a gente conversa com amigos, né, também sobre isso. Então, eh, agradeço muito essa oportunidade de estar aqui para falar um pouquinho sobre isso hoje. Maravilhosa. Um tema, gente, que faz parte do nosso dia a dia. Aliás, todos os temas aqui do nosso estúdio Câmara, a gente tem abordado temas do nosso dia a dia. É muito importante porque nós temos aqui especialistas, né, que nos dão um caminho que a gente deve seguir para resolver determinada situação. Isso é muito bom. Para completar o nosso time, Railane Costa, psicóloga com abordagem em fenomenológico existencial, com foco em escuta sensível e construção de sentidos. Que beleza maravilhosa. Bom dia, obrigada pela sua presença. Bom dia, R. Eu que agradeço. Bom dia para quem tá nos acompanhando hoje. É uma oportunidade incrível de estar aqui falando sobre algo, como nós já dissemos, que faz parte do nosso dia a dia, né? Então, construir um diálogo e entender melhor quais são as possibilidades dessa nossa realidade. Muito bem. E a você de casa nosso, muito obrigada também. as nossas psicólogas. Obrigada por estarem com a gente. É um tema sensível, muitas vezes cheio de silêncios, conflitos internos, mas que precisa ser falado com cuidado e principalmente com acolhimento. A gente começa com a Alice falando que muitas pessoas entram em relacionamentos com parceiros que já têm filhos, né? Então, Alice, qual que é o primeiro passo emocional que essa pessoa precisa dar para lidar bem com a presença de um ente? já que eu vou entrar no relacionamento e eu sei que tem um fruto desse relacionamento e que ele é presente e e que vai continuar e eu vou precisar me adaptar. Então, eh, qual que é o primeiro passo que eu devo, né, dar para administrar essa situação? Pois é, Rúbia, eh, o primeiro passo é sempre o mais difícil, né, da gente dar aí. Então, eh, nesse início é interessante que a pessoa que vai ser ali o padrasto ou a madrasta, né, eh, ela entenda que antes dela chegar teve um rompimento anterior, teve um rompimento anterior, né, para essa criança ou para esse adolescente, né, pro enteado, que foi justamente a separação, né, dos pais ali. Então, uma coisa que ela estava totalmente habituada, né, já a ver os pais juntos. E aí teve esse rompimento, né, essa separação. Então essa pessoa que entra, que vai eh configurar essa nova família ali, essa reconstituição familiar, ela precisa entender isso, né? É o primeiro passo ali, compreender que essa esse rompimento ele existiu. Então essa criança, esse adolescente, ele não está ainda eh totalmente preparado, né, para receber também essa pessoa eh de braços totalmente abertos e que a relação ela vai ser perfeita de cara. Então esse é o primeiro passo, né? A pessoa precisa estar bem, né, atenta a isso e não entender isso também como uma rejeição total, né? Porque a gente sabe também que existem aí esses sentimentos, né, todos envolvidos nesseado nessa entiada e que não significa que ela não gosta de você, né, que ela te odeia e sim que ela está preocupada, né, com algumas coisas também, como por exemplo a a uma lealdade, né, ao pai ou a mãe. Então, eu fico com medo de trair ali os pais também. Então isso pode acabar sendo expresso ali na na criança, no adolescente, em forma de ciúme, né, de uma rejeição inicial. Então eu digo assim, né, que esse passo inicial seria compreender isso antes, né, de qualquer ali eh aproximação, já tentando forçar um vínculo, tentar forçar alguma relação. Então, o primeiro passo eu eu indico que seria esse. Muito bem. Agora, Railane, eh o que significa na prática respeitar o espaço do filho e do parceiro? existe um tempo ideal aí para para se aproximar, né? Porque tem uma pressa em estabelecer vínculos que pode gerar a a eh gerar rejeição. A construção disso tudo leva tempo, então a gente não pode se aproximar de uma forma abrupta, né? Como que a gente vai entender o tempo da aproximação? Vou pegar o gancho da Alice, né? A palavra compreensão. Uhum. é uma palavra assim extremamente essencial paraa construção dessa relação. Então, se a gente fala de tempo, qual é o tempo? a gente não tem como numerar, né, esse tempo, porque o tempo vai de acordo com cada relação. Então, primeiro compreender eh quem sou eu no sentido qual é a bagagem que eu trago para essa relação e qual a bagagem que eu estou me deparando nessa nova relação. Então, qual é a bagagem que essa criança e adolescente traz? É aí onde a gente vai conseguir compreender qual vai ser o tempo, né? Que tempo é esse? Vai ser rápido? a criança tá me aceitando eh eh de uma forma muito calorosa de imediato ou não. Eu estou chegando e percebo que há uma grande rejeição. E aí é a palavra compreensão. Preciso compreender o que tá acontecendo, como que eu estou adentrando essa nova constituição e respeitar o meu tempo e o tempo do outro. Então, qual é o meu tempo também para entender que eu estou configurando essa nova estrutura e qual é o tempo do outro? E e aí, Rúbia, isso que você trouxe, né, de de forçar a barra, isso é muito sério de eu quero que seja para já. Isso pode, no lugar de construir, destruir aquilo que seria possível, eh, uma construção saudável. Então, entender que cada laço a ser construído tem um tempo é a forma mais saudável, né? Não estipular, não existe estipulação de tempo, existe a vivência. Então, primeiro eu convivo e percebo, né? Tá sendo rápido, ótimo, legal. E senão, paciência, vamos eh construir isso à medida em que o tempo passar e a gente vai percebendo como isso tá se desenvolvendo. Então, não há um um um número, algo fechado em relação a um tempo, mas talvez a percepção de como eu vivencio esse tempo para chegar aonde eu quero, que é uma relação saudável. Então, Alice, Railane, pessoal de casa, é uma situação eh um pouco bem é um pouco sensível, né? Porque assim, a gente tá falando aqui eh do parceiro e a criança, mas se a gente parar para olhar, a gente tem muitas histórias, né? Tem a história de um casal que se separou, tem a história da criança, da convivência com pai e mãe, tem a história também da outra pessoa que tá sendo inserida nessa convivência. E aí tem a convivência de todos, porque você precisa conviver, né? E aí eu te pergunto, como faz com aquela crença que colocaram na nossa cabecinha através de histórias infantis, de filmes, de livros e que a madrasta é a mulher má, né, que odeia a criancinha. E aí, infelizmente, isso ficou enraizado. Eu não sei para vocês aí de casa, mas para mim a palavra madrasta soa de uma forma muito ruim aos meus ouvidos. Não sei, me corrija se eu estiver errada. Ela já começa com má, então madrasta. Quem foi que inventou isso? Enfim, não sei. Mas pra mulher essa posição de madrasta, ela mexe um pouquinho com psicológico. Um pouquinho, não, muito, não é não, meninas? Eu acredito que a gente eh tem sim que falar do relacionamento, a gente precisa sim falar da inserção, né, tudo, mas a gente precisa também abordar a situação da mulher, do psicológico da mulher, porque ela está convivendo, tendo um relacionamento com esse pai, depois a gente fala do homem também, tá? É um relacionamento com esse pai. E agora ela precisa eh de do acolhimento, de acolher esse filho, mas ela também precisa de acolhimento porque ela vai ser julgada em vários momentos nessa relação. Então, Alice, qual que é a avaliação que você faz dessa palavra pesada demais que é a boaça? Não é uma? Pois é, Rúbia, você trouxe aí um esse subtema, né, dentro do tema aí tão tão importante, né, que é falar sobre essa palavra madrasta, né, ela já indica ali, como você mesma já falou, o início já tem o má. Então, eh, a gente pode pensar, né, como esse entiado, essa entiada já recebe essa pessoa, né, ela já recebe com isso na cabeça, né, má, madrasta, então que ela vai ser má, que ela vai tirar o meu pai. né, de mim, então que ela vai substituir a minha mãe. Então, ela já vem carregada, né, essa palavra vem muito carregada de um estereótipo mesmo, né, a gente pode falar aí que vem muito eh vinculada também a uma rivalidade. Então, eh, já como como fica até um pouco assim esperado dessa criança e desse adolescente que ele receba também de uma maneira, né, com estranhamento aí também por conta de tudo isso que vem junto com essa palavra madrasta. E aí, como você bem disse, né, Rúbia, também tem a questão psicológica dessa mulher. Ela também sabe que eh provavelmente vai ser recebida dessa maneira por conta de todo esse toda essa essa carga social mesmo que tá envolvida nisso. Então ela também já chega eh tende a chegar, né, com medo, com receio e eh com toda essa questão aí envolvida com as crianças e adolescentes que estão tendo que assimilar tudo isso e ela também. Então, eh, é uma, um processo gradual para todos. Então, a gente sim precisa falar sobre essa palavra madrasta. E como a Rúbia também bem disse aí, né, será que a gente pode substituir para uma boa dta, né, ou alguma outra palavra que já não indique, não tenha tanto peso, né, porque você já começa uma relação com um peso muito significativo. E é curioso isso, né? Porque socialmente falando, tô falando de uma experiência eh própria. Uhum. A gente ouve muito eh trocar a palavra madraça por tia. Exato. Né? Então assim, realmente o nome socialmente tem um peso, tem uma carga, a gente evita até de nomear. E por que tratar eh eh essa essa nomenclatura com dessa forma tão pejorativa pela madrasta? Uhum. E aí a gente fica tentando lidar, né, de alguma forma com essa palavra que é uma palavra desconfortável dentro do contexto. E e é algo que assim, não sei se tem como mudar, porque é algo tão antigo e a gente é e é interessante que o homem não é é padrasto, né? Então vem do pai, né? e a mulher madrasta. Enfim, são configurações antigas mesmo, mas que a gente precisa ter uma adaptação para poder minimizar eh o desconforto da aproximação que ela é necessária. E essa aproximação, acredito que ela tem que vir eh, da forma mais sutil possível, da forma mais suave suave possível, porque está todo mundo um pouco que fragilizado, mesmo que essa união, essa relação, esse essa esse esse essa aproximação seja gostosa, mas lá no íntimo, lá no interior, a gente sabe que é desconfortável. Agora, qual que é o papel da mãe e do pai na mediação? dessa relação que vai se iniciar, porque acredito que se a mãe e o pai eh tiverem eh pensamentos e atitudes assertivas também pode minimizar essa situação. Você concorda comigo? Vocês que que você acha? Com certeza, Rúbia. Eh, é uma ideia eh que a gente precisa também trazer para para debater esse tema que, como você mesma disse, né, tá todo mundo muito fragilizado, incluindo os pais, né, ou seja, os genitores ali principais, né, eh, teve esse rompimento, né, teve essa separação. Então, é claro que a gente também não pode esperar dessa dessa mãe ou desse pai eh uma adaptação, um processo rápido e tranquilo. Então, a gente também precisa levar isso em consideração. Porém, eh, a forma desses genitores, desses pais tratarem essa situação, é de uma maneira tranquila, compreensiva também, né, compreendendo que a outra pessoa que não está mais num relacionamento com ele ou com ela também tem direito, né, e de ser feliz novamente, de estar em um outro relacionamento, de constituir uma ter uma reconstituição familiar, no caso, e como os filhos estão ali, eles também, né, podem fazer parte disso, né? Então, de que maneira que a gente pode deixar isso de uma forma mais tranquila possível, né? Então, como a gente já até abordou aqui, né, a própria questão da compreensão, né, compreender, ter paciência, que o filho, que a filha, ela precisa estar ali também com aquele pai, com aquela mãe que está reconstituindo uma família. Então, a gente precisa eh prevenir, a gente precisa fortalecer também esses laços com esse pai e com essa mãe e com a pessoa que está sendo inserida ali também, né? Ela também vai fazer parte e que tudo pode ser de uma maneira agradável para todos, mas para isso a gente precisa de muita compreensão, de muita paciência, né? E e a gente precisa também pensar na nossa própria postura, né, a nossa própria atitude ali enquanto mãe, enquanto pai, né, o que a gente gostaria também eh de que fizessem com os nossos filhos, né? Então isso é importante da gente pensar muito bem, né? A gente precisa pensar, estudar, ter informação, conhecimento. É isso que a gente tá fazendo hoje aqui, passando para você conhecimento, né? com duas profissionais na área da psicologia que estão eh nos mostrando o caminho que a gente deve seguir nessa situação, né, de reconfiguração de família, eh de aproximação de filhos eh do relacionamento anterior do parceiro ou da parceira. Agora, quando a gente fala aí dos filhos, eh a questão da aproximação de uma criança é bem diferente do que a de um adolescente, né? E a gente vê que os adolescentes hoje eles têm um comportamento bem exacerbado, né, assim, bem, a internet acaba ajudando com isso, né, Hailane, eu gostaria que você pontuasse pra gente, pra gente essa questão eh da abordagem com o adolescente, porque a criança eh não sei se é mais fácil, mas o adolescente pode ser mais desafiador, não é? Não. Sim, acredito que sim, porque nós estamos falando de dois momentos do desenvolvimento diferente. Nós estamos falando de criança e adolescente, nós estamos colocando aqui em jogo eh desenvolvimento cognitivo, biológico, eh de linguagem sóoafetivo. E aí estão em momentos completamente diferentes. Se nós estamos falando de adolescente, nós estamos falando de a uma dependência e concomitantemente também a uma autonomia. Eu acho que aí entra a questão do desafiador, né? O adolescente é o ser que está compreendendo que ele não é mais criança, mas ele também não é adulto. O que que eu sou, né? Eu tenho uma certa autonomia de pensamento, de decisões, de opiniões, mas talvez eu não tenho a liberdade para poder utilizar isso da forma que que eu desejo. Então é um movimento desafiador pro próprio adolescente que tá passando por esse momento. E aí, se a gente tá falando eh de um momento de reconstituição familiar e a gente olha isso como algo eh que dá acontece talvez mais confronto, é porque nós temos ali uma pessoa que é o adolescente que já consegue verbalizar, consegue demonstrar suas opiniões, se concorda, se não concorda, eu quero, eu não quero. E com a criança, muitas vezes a gente consegue de alguma forma manipular essa estrutura, porque é uma criança, o adolescente não. Então esse convívio com o adolescente, ele tem que ser de forma muito sensível. Então, perceber qual é o movimento que o adolescente tá vivenciando. Esse adolescente ele é mais eh silencioso, mais na dele ou ele é mais ele é mais comunicativo, ele conversa ou não, ele tem um certo comportamento um pouco mais agressivo. Então a a gente volta de novo na base da compreender. Eu preciso compreender com quem eu estou lidando para com o tempo saber como que eu faço essa intervenção, como que eu adentro à realidade desse adolescente. Ele gosta de conversar do quê? Ele gosta de videogame? Ele gosta de sair pro cinema? Qual que é o tipo de música que ele que ele ouve? Qual são os temas que ele gosta de de dialugar, de estudar? Ele gosta de ler, ele não gosta, ele gosta de viajar. Então, compreender a realidade desse adolescente para adentrar de forma macia, de forma sensível, né? Se não aí eh se for contrário a isso, a gente tem o problemão. Sim, porque ele já tem ele já tem força. Sim, exatamente. Ele já compreende que ele tem autonomia. Perfeito. Eh, mesmo de forma concomitante ainda é um adolescente. Então, a gente precisa ter essa consciência para conseguir lidar da melhor forma possível. Então agora, eh, e quando o filho deixa claro que ele não quer de forma alguma e que ele não aceita a presença, né, do cônjuge ali, do pai ou da mãe. Alice, que que a gente faz? A gente espera, a gente para, a gente invade, a gente faz com o quê? Porque é uma situação que gera desconforto para ambas as partes. Só que a mãe e o pai também tá e aí por conta do filho, será que é justo? Olha, eu não, eu não aceito, não quero e fim. E aí faz o quê? Não, tudo bem, né? Então, faz uma relação por conta do filho. Isso é certo, é errado? O que o que que tem que fazer? Qual que é o rumo? Dá um caminho, por favor. Boa pergunta. Rúbia, nesse caso, eh, claro, a gente volta novamente para essa compreensão de tudo, né, de todo esse espaço, de tudo, todo esse processo aí que tá acontecendo. E é importante também a gente entender que, eh, nós não devemos personalizar essa rejeição nesse momento. Então, eh, provavelmente também, né, é bem possível que aconteçam eh conflitos aí nesse, nesse meio de campo, mas que, na verdade, já estavam postos. Então, a gente precisa também ficar bem atento ao que é nosso, o que é do outro, porque esses conflitos anteriores, a chegada da desse cônjuge, eh, muitas vezes ele já existia. Então, eh, isso também precisa, né, ser compreendido, ser entendido. Aí, eh, e nesse momento a gente também precisa refletir algumas coisas, né? Eh, como a própria Railane falou, a gente precisa ficar muito atento ao jeito, a personalidade mesmo, né, do adolescente, até mesmo da criança. E a gente perceber algumas coisas, é perceber se essa pessoa, ela também está rejeitando por conta de um ciúme, é um medo de uma substituição que eu que estou ali inserida nessa nessa reconstituição familiar que eu vá roubar, entre aspas, né, o pai, a mãe. Então, é interessante também conversar, se for possível, é claro, com o pai ou com a mãe, eh, que não seja o cônjuge, né, mas, eh, entrar em alguns combinados, talvez conversar para entender melhor também o que que está acontecendo dentro daquela daquela casa, né, quando a criança ou adolescente fica com o outro cônjuge, né, que seria o ex-cônjuge na verdade, né, seria o pai ou a mãe. mãe, eh, entender também se esses conflitos, essa rejeição, ela aparece lá também, né? E aí entrar em alguns combinados, conversar, tudo. Eh, eu sempre costumo falar assim, Rúbia, que a gente precisa do aval. Uhum. Né? A gente precisa de um diálogo. E quando a gente fala de famílias reconstituídas, ou seja, tem ali, tem o pai, tem a mãe que está ali fora de campo, mas que ainda está participando porque tem os filhos. Então eles carregam essa bagagem do pai e da mãe ali. Então eles também se expressam da maneira como o pai ou a mãe que tá ali por trás fala, conversa, convive, enfim, passa para eles também. Então, a gente eh precisa entender que esse aval do pai e da mãe que está ali por trás também é super importante. O aval para uma aproximação, o aval até mesmo, né, para falar sobre limites, né, sobre coisas do tipo. E o mais importante, né, não pessoalizar essa rejeição e ajustar as expectativas também, né? as expectativas. Muitas vezes nós entramos nessas relações já com algumas ideias pré-concebidas de que a relação ela vai ser perfeita de cara, né? De que ela vai acontecer sem nenhum imprevisto, impeditivo, né? Sem nada ali que a gente vai ficar desconfortável. E não, né? Na verdade, isso são ideias até um pouco irreais, assim, que podem gerar sofrimento também, não só a própria questão que vem da criança ou do adolescente. Então, a nossa própria ideia, a expectativa, ela também pode gerar sofrimento e aumentar também a nossa frustração. Então, é a gente sempre se lembrar disso, ajustar as nossas expectativas e, claro, estar aberta o maior a maior parte possível assim para essa relação e o que ela vier disso aí a gente também compreender e claro, pedir ajuda quando necessário. Uau! Precisa, né? Precisa, porque a gente percebeu aqui que é algo muito complexo. É complexo, é sensível, é delicado e é necessário, né? Então, e a gente precisa de ajuda porque vai virar uma bola de neve se você não tiver uma assertividade todos os dias. E pra gente tentar essa assertividade todos os dias, com certeza mesmo, precisamos de ajuda, até porque aqui a gente falou de madrasta, ai que palavra ruim, madrasta, padrasto, filhos. E agora a gente fala de irmãos agora 8:40 e daqui a pouquinho tem perguntas, daqui a pouquinho a gente já atende você. onde nós temos que entregar 5 para as 9, porque tem eh ação lá direto do plenário José Maria Matozinho, tem audiência pública, né? Então a gente eh entrega pro pessoal lá do plenário que vai transmitir ao vivo para você. Agora vamos lá abordar irmãos, porque eh se os dois têm filhos, então ele vai ser padrasto e ela vai ser madrasta. E os irmãos eles vão ter que, entre aspas, tá gente, o ter, tá? Por favor, não me interprete mal. Mas eles vão conviver entre si. E aí vai vir um ciúme natural, normal. Ah, porque você gosta mais dele do que de mim? Ah, porque ele tá te chamando de de repente pai, mas ele não é seu filho, eu que sou. Como que a gente equilibra, Elane, essa questão do ciúme, da convivência, no caso aí dos irmãos, a gente aumenta a complexidade. Ai, ah, louco. que já tava acrescentando pessoas, a gente aumenta a complexidade da coisa, né, então, eh eh temos aí uma reconstituição onde além das bagagens de pai e mãe, temos os irmãos, né? Então são muitas bagagens eh no mesmo espaço, tentando reconstituir uma nova família, uma relação. E a gente vai no mesmo no mesmo caminho de pensamento, observar, compreender, dialogar, ter paciência, porque sim, se nós estamos falando de crianças e adolescentes, vai ter conflito, provavelmente, né? seja por qualquer motivo, seja em relação a ciúmes, ou se sentir rejeitado ou sentir que é muito mais amado ou melhor que o outro, ou pode ter entrelaçamento em relação a contextos escolares, entende? Então, a gente vai manuseando assim o o todo e a gente vai vendo que são várias fitinhas que vão se juntando e se entrelaçando. Então, os pais ali como adultos e responsáveis precisam primeiro se estruturarum de forma singular. Então eu preciso me compreender qual que é o meu objetivo e espaço aqui nessa relação enquanto cônjuge, né, e enquanto casal para que isso possa se ramificar pro todo, né? Então, se eu tenho um conflito entre crianças e adolescentes, como que eu lido com isso? Como que eu faço para que a criança e o adolescente tenham um bom convívio? E aí a gente puxa o que a gente já trouxe aqui no sentido de o que essa criança gosta, o que ela não gosta, qual é a potencialidade dessa criança e quais são seus limites e do outro também para eu conseguir eh e construir um diálogo entre essas duas ou três ou quatro ou cinco pessoas que estão convivendo ali e de forma muito nova, porque veja bem, Eu tenho às vezes um um grupo, né, que nunca se viu e de uma hora para outra eu coloco todos dentro de um espaço. E aí nós temos um conjunto de luto simbólico. Primeiro que é da separação, né? E aí, às vezes a pessoa, a criança ou adolescente mudou de escola, mudou de casa, mudou de de amigos, rompeu a relação que tinha antes. Então, tá tudo muito sensível, tá sensível para aquela criança e aquele adolescente tentando se ver nesse novo e se colocar de alguma forma. E e contraponto tem ali um rival ou não, a gente tá trabalhando com a hipótese de uma relação um pouco conflituosa, mas às vezes também as crianças ou os adolescentes se vêm ali como amigos e conseguem construir algo muito legal. Tiram de letra, tiram de letra. E é, nós temos, né, eh, casos assim que às vezes eles tiram de letra e a gente fala: "Nossa, achei que ia ser desafiador e não tá sendo muito, tá dando certo". Ótimo. OK. é observar, compreender para manter essa estrutura e essa relação. Agora, se a gente tem conflito, a gente precisa compreender de onde vem o conflito, como cada singularidade, ou seja, cada criança ou adolescente está convivendo ali consigo e com o outro, qual é o conflito para ele para depois tentar entrelaçar isso tudo. Menina, é complexo. tá falando de um assunto assunto muito complexo, porque quando a gente fala de estrutura familiar, nós estamos falando de configurações. Uhum. E aí essas configurações elas vão se dando de acordo com cada realidade, né? Se eu falo de família, eu tô falando de quê? Ancestralidade. Cada um carrega eh uma forma de conviver, uma bagagem. Se a gente quer juntar tudo isso, a gente tem uma grande complexidade. Eh, e por isso que a gente precisa de profissionais como vocês para nos alinhar e nos dar um caminho que nós devemos seguir, porque o negócio é desafiador demais. Só que a gente costuma a dizer e e eu acho que é importante a gente ter isso sempre em mente, né? O amor sempre vence, o bem sempre vence e a gente precisa ter paciência. E o autoconhecimento ele é espetacular em todos os momentos da vida, principalmente nesse que é um um momento de de de puxar, né, de de conforto, de abraçar. Ah, é desafiador, não tenha dúvida, né? É igual você falou, eu imaginei ali, são pessoas diferentes que de repente você vai e coloca tudo junto ali, quer que conviva na maior harmonia do mundo. Não, vamos ser realista, não. Vai ter problemas, só que são problemas que a gente pode resolver, são desafios que a gente, no final, a gente vai olhar para trás e falar: "Uhu, a gente venceu". Né? Se nós tiveros, tivermos aí a paciência e eh o conhecimento pra gente poder abordar e viver todos os dias da melhor forma possível. Agora 8:47 faz o seguinte, produção, a gente conversou tanto aqui que eu nem vi a hora passar. Vocês perceberam? Olha só, 8:47, a gente precisa entregar 5 para 9. Sim, é muita coisa e é um bate-papo bem legal porque é conhecimento, é informação, né, que a gente repassa pro telespectador e é coisa assim de qualidade, porque nós estamos como profissionais. Então isso aqui é quase é é quase um consultório, né? Aí o pessoal de casa participando com a gente. Então, produção, pode mandar. Vamos fazer assim, uma pergunta para cada uma e aí depois eu vou fazer uma outra pergunta que tá no nosso roteiro e aí a gente vai para as considerações finais que a gente entrega lá para eh a nossa equipe que está lá no plenário, José Maria Matozinho, combinado? Então, vamos lá. 8:48 pode mandar pergunta pra gente. Vamos ver quem tá conosco. Oi, Carla, bom dia. Carla do Jardim Chapadão. Ela diz: "Meu enteiado de 7 anos só me chama de tia e evita abraços". Como demonstrar afeto sem ultrapassar limites de confiança que ele ainda não sente comigo? Vamos lá, Alice. Vamos responder ela rapidinho pra gente conseguir responder a outra. Olha, eh, essa esse enado, né, ele não chama de madrasta, né, então já é ótimo, né, de tirar uma Pois é, já é uma diferença aí que a gente Mas ele evita abraços. Pois é, ele evita o contato físico, né? Esse contato físico, a gente pode pensar que talvez ele eh deixe reservado pro pai, paraa mãe, para pessoas ali que ele já tem um vínculo muito bem estabelecido, né? a gente pode pensar que esse vínculo com essa tia, né, como ele gosta de chamar, eh, ainda não está totalmente estabelecido. Se a se ele chama de tia, bom, a gente pode pensar que já tem ali um desejo de aproximação, um desejo de vínculo, já tem, né? Então, eh, ele fala, eu imagino que fale, né, converse e ele só evita o contato físico. Então, o vínculo ele já está em processo. Então, a gente precisa lembrar mais uma vez que é um processo gradual e que, bom, ele tem 7 anos, né? Então, é uma criança. A criança ela tem algumas necessidades emocionais e uma delas é a segurança, né? A segurança emocional. Então, eh, para essa tia, né, eu sugiro aí, eh, que pense bastante, compreenda, eh, esse momento dessa criança e esteja presente, esteja disponível com constância emocional, né, e isso vai favorecer essa segurança na criança. Então, a tendência é que esse vínculo cada vez mais fique estreito, né, e fortaleça aí essa relação entre vocês. Porém, a gente também precisa lembrar, né, que é uma expectativa dessa madrasta, dessa pessoa que tá se inserindo nessa família, de que a criança ela vai abraçar, ela vai ter contato físico e não necessariamente é a forma como a criança também expressa o carinho, o amor, o afeto. Importante, né? Muito boa a sua abordagem, a sua resposta paraa nossa telespectadora. E que bom, né, que já tá aí no caminho, né, tia? Isso é muito gostoso. Vamos lá. 8:50, só temos mais 5 minutinhos. Vamos atender mais um telespectador, o Gustavo do Parque Prado. Meu entiado tem regras de tela bem diferentes na casa da mãe. Como negociar limites aqui sem virar briga, nem parecer injusto. É uma confusão pra criança, né? Vai pra casa da mãe, vai pra casa do pai, tem regra aqui, tem regra lá. E aí a gente precisa se adaptar, né? Então, Rilane, vamos responder o Gustavo, por favor. Vamos lá, Gustavo. Eh, é, é importante compreender eh que se a criança tem contato com dois lares, eh, com certeza nunca vai ser estabelecido eh a mesma vivência, sabe, de forma coerente. O que ele tem no X, ele tem no Y. Então vai haver essa diferença, porque a sua percepção é uma e aí o outro espaço que ele convive é outra. Tem que haver um um diálogo entre os responsáveis, né, com quem lida com essa criança, se é possível o diálogo. Então, olha, aqui em casa é dessa forma aí na sua é dessa. Quando ele retorna para casa, a gente tem um probleminha em questão ao uso de tela. E é possível dialogar? Se sim, ótimo, vocês vão conseguir aí colocar uma uma régua, né, em nessa relação com a tecnologia. Agora, se não há possibilidade de diálogo, de um modo geral, é respeitar o que acontece no outro espaço, senão você vai eh comprar uma briga enorme e vai ter um confronto e e tentar fazer junto com a criança entender: olha, são dois espaços diferentes. Lá é assim, mas aqui a gente convive de uma outra forma, a regra é outra. Aí tentar negociar essa rotina. Eh, não utiliza, utiliza só uma hora. Como que funciona? Aqui na casa da mamãe é de outra forma, mas aqui não é. Então, separar, se for possível, até sentar com a criança, eh, fazer um desenho de rotina, pintar, colorir, dependendo da idade, né? Olha, tanto tempo você utiliza a tela, depois a gente vai fazer outra coisa. Ou vamos desenhar uma tela aqui no cartaz. Vamos desenhar um celular, vamos tentar colocar o seu limite, a regra enquanto responsável de uma forma responsável e sensível, não impor, porque aí a criança sempre vai fazer a comparação. Mas lá não é assim, eu não vou fazer. É flexibilizar, né? Essa é a palavra. a gente precisa flexibilizar sem essa essa construção. Aí a gente só vai ter eh desconforto, vai aumentar o conflito. Aumenta é isso, meninas. Olha só, meninas com todo carinho, tá bom? Duas profissionais magníficas, psicólogas que trouxeram pra gente informações importantes demais. A gente se despede de vocês agradecendo a sua participação, Alice. Temos aí 1 minuto e meio no máximo para encerrar. Então, obrigada pela sua participação, tudo de bom e que compartilhamento gostoso. Muito obrigada, Rúbia. Foi um prazer enorme, enorme estar aqui. Maravilhosa. Railane, obrigada, querida. Nossa, que bom falar com vocês. Ob, muito obrigada. E foi uma manhã gostosa, né? E muito importante. Podemos construir um diálogo muito bom. Olha, uma conversa rica, generosa, cheia de informações. A gente vai encerrando por aqui, 8:54 entregando lá para o plenário José Maria Matozinho, para nossa equipe que está apostos para trazer para você informações do legislativo campineiro. Amanhã, sexta-feira, amanhã já é sexta. Uau, tem mais estúdio Câmara ao vivo. A partir das 8 da manhã vamos falar sobre um hábito que pode parecer estranho para alguns, mas é cheio de significado para outros. O que leva uma pessoa a ser colecionadora? Você tem coleção do quê? Selo, latinha, boneca, tampinha. Então, o que está por trás dessa vontade de guardar, acumular? É memória afetiva, é controle, é paixão, é o quê? Amanhã a gente tenta a resposta e a gente vai descobrir junto com você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Então, te esperamos amanhã a partir das 8 da manhã. Vamos simbora. Fique ligadinho com a gente. Tem jornal Câmara Notícia, tem também eh audiência pública direto do plenário. Então você continue ligadinhos com a gente. Beijo grande para você. Valeu equipe. Valeu time. Valeu nossas psicólogas maravilhosas de casa. Grande abraço. Devolvendo agora plenário José Maria Matozinho em instantes ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Beijo, até amanhã, se Deus quiser. Tchau. [Música] [Música] [Música] e que não gosta do meu
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