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Olá, [Música] muito bom dia para vocês. Estamos no ar ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Estamos começando o nosso estúdio Câmara desta quarta-feira, dia 17 de setembro. Vamos falar sobre um tema que uniciência, psicologia e bem-estar, o contato com a natureza e como ele pode transformar a nossa saúde mental. Será que cuidar de plantas reduz ansiedade? Ter um jardim em casa pode ser considerado terapêutico? Existe mesmo troca de energia entre plantas e humanos? O tema de hoje é plantas terapeutas. Será que são? É, participe com a gente pelo nosso WhatsApp, está na sua tela, pode mandar mensagem pra gente, porque eu quero saber, você tem aí em casa a sua plantinha? Você já conversou com uma planta? Você percebe quando a sua planta se comunica com você? Isso existe realmente? manda pra gente então a sua mensagem, de repente a sua experiência com a planta que você tem aí na sua casa. Nós queremos te ouvir 1997829377. Enquanto você manda aí a o seu comentário, a sua participação, eh nós vamos atualizando algumas notícias. Daqui a pouquinho a gente já apresenta eh as nossas convidadas e já já nós vamos com a nossa interação no programa de hoje, que é sobre as plantas, né? Será que ela se conecta com o ser humano? Como é que funciona essa conexão? Vamos lá, informação chegando. Reunião da Comissão de Economia e Defesa dos Direitos do Consumidor acontece na Câmara de Campinas hoje, quarta-feira, às 3:30 da tarde, é a sétima reunião ordinária do ano no plenário José Maria Matozinho. O encontro é presidido pelo vereador Eduardo Magoga e vai debater as dificuldades enfrentadas pela população para ingressar ou permanecer em planos de saúde. Foram convidados representantes do Procom Campinas, da ADACAMP, que é a Associação para o Desenvolvimento dos Autistas em Campinas, e a FAG, a Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves. A comissão é composta ainda pelos vereadores Benelima, Luíia Bico, Carlinhos Camelô e Gustavo Peta. Além do debate, os parlamentares irão também analisar três projetos de lei que estão em pauta e você é convidado especial para participar. Vamos lá. Você também pode participar da 55ª reunião ordinária da Câmara de Campinas, que acontece hoje a partir das 18 horas no plenário José Maria Matozinho. Entre os destaques da reunião ordinária de hoje está a votação em definitivo do projeto de lei complementar de autoria do executivo que autoriza a doação de áreas municipais ao fundo de arrendamento residencial representado pela Caixa Econômica Federal para a construção de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. No distrito do Campo Grande. O projeto prevê a construção de 100 moradias destinadas à população de baixa renda, conforme a portaria do Ministério das Cidades, 47 de 2025, que regulamenta o programa em localidades com mais necessidades habitacionais, aliás, maiores necessidades habitacionais. A área indicada é de 9905,93 m². está situada na cidade satélite íris e será destinada exclusivamente ao programa Minha Casa, Minha Vida. O texto também assegura isenção do ITBI na transmissão dos imóveis aos beneficiários finais e a isenção do IPTU enquanto ao terreno permanecer aí sobre o domínio da FA, tá? Caso a finalidade não seja cumprida, a doação será automaticamente revogada. Eh, a sessão será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube também da emissora e você também pode participar presencialmente Avenida Engenheiro Roberto Manj 66, bairro Ponte Preta, a entrada lá do nosso legislativo. Fique à vontade para participar. E agora vamos conferir como fica o tempo aqui em Campinas e na nossa região. Vamos lá então. Instabilidade se afastam em direção ao oceano e o tempo volta a abrir na região, apesar de que não fechou tanto. Ontem todo mundo ficou feliz, né? Eu cheguei a contar as gotas de chuva que caíram no meu para-brisa. Pensei que ia chover, mas foi assim, gotinhas de chuva, né? E a previsão de hoje é sol entre nuvens e tempo firme sem chuva. Porém, precisamos nos atentar porque a umidade relativa do ar deve ficar aí entre 30 e 40% no período da tarde. A mínima hoje foi de 16º, a máxima é de 31. Então, estamos com tempo muito seco. Daqui a pouquinho tá chegando a primavera e esse tempo seco tem judiado da gente. Então, importante hidratação. Pega sua garrafinha, enche ela e vem com a gente, porque agora nós vamos eh falar com as nossas convidadas, né? Vamos falar sobre os efeitos da natureza na nossa saúde. Então, para isso, eu recebo hoje aqui no estúdio Câmara a bióloga Talita Vitache. Ela vai falar com a gente sobre a importância das plantas no nosso dia a dia, na nossa vida. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação, Talita. Bom dia. Ah, obrigada. Obrigada. Bom dia. Maravilha. Com a gente também a psicóloga e gestalt Maria Luía. Ela vai conversar com a gente sobre a importância dessa conexão entre seres humanos e plantas. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, muito obrigada. Obrigada pelo convite. Maravilhosas. Vamos lá então, gente. Olha, se você é mãe ou pai de planta, já deve ter ouvido que uma boa conversa ajuda as mudas a crescerem mais saudáveis. Mitos à parte. Existe hoje pesquisas científicas que se debruçam sobre essa questão, sabia? E apesar de poucos, os estudos não excluem que o hábito pode auxiliar no desenvolvimento de diferentes espécies. Pesquisadores do Instituto Nacional de Biotecnologia Agrícola da Coreia do Sul descobriram que o crescimento das plantas é estimulado pela música e o crescimento parecia estar ligado a dois genes relacionados a como as plantas respondem à luz solar. Olha só que legal, Talita, pra gente começar então o que significa na prática trazer a natureza para dentro de casa? Como até um pequeno vaso pode impactar na nossa rotina? O assunto é delicioso, né? muito quando você traz esse assunto, eh, a minha a primeira palavra que me vem à mente para resumir em uma palavra é um exagero, mas ela exemplifica o ponto de partida do meu entendimento. Uhum. Frequência é a resposta. Uau! A gente hoje aceita o Wi-Fi, né? A gente aceita a comunicação, um e-mail chega no Japão em segundos. Uhum. E nós ainda como as plantas se comunicam conosco. Quando eu vejo esse esse estudo ainda em que ele fala sobre a luz solar, nós estamos falando sobre frequência, nós estamos falando sobre ondas, nós estamos falando sobre partículas que estão em nosso mundo e que é como nós vivemos. Nosso corpo está em constante movimento, a Terra está em constante movimento, os ventos, a umidade vai chover, não vai chover? Nós estamos com um mundo em movimento. Nós temos a ilusão pelo nosso espectro, pelo nosso entendimento. A gente vê muito menos do que realmente tá acontecendo. Mas o seu coração tá batendo e está emitindo uma frequência, seja ela de, como dizem que os cavalos, os animais, né, a gente pode avançar nesse assunto, os cachorros eles sentem a sua frequência, a frequência do batimento dos cavalos, né, tá sendo muito estudado, que exato, reorganiza a mente para algumas doenças. Eu tenho lido, a gente tá falando sobre frequência, a gente tá falando sobre emissão de sentimento, sobre emissão de calor. Então, quando a gente pensa sobre planta, a gente, por não ver, inclusive ou não ter tempo de ver, ou ainda sobretudo não nos relacionarmos com as plantas, a gente não vê o crescimento dela e ela está em constante movimento tal qual nós, tal qual os animais. Então, por que que elas se comunicam conosco? Elas se comunicam conosco porque elas respondem aos estímulos e muitas vezes são frequenciais. o fato da nossa ocidentalidade, talvez da nosso início de desenvolvimento como sociedade, como intelectuais ou como, enfim, como povo, a gente tá distante, a gente acha que uma tela resolve, a gente acha que um e-mail, uma palavra distante, fria, ela responde. E é o contrário. Nós vivemos imersos em um mundo em movimento que precisa da nossa frequência e que só funciona assim. Se a Terra parar, nós temos problemas. Se o Sol parar, nós temos problemas. Se o nosso coração parar, nós temos problema. Então, do micro ao macro é movimento. E as plantas nada mais fazem do que se movimentarem. E nós temos o dever de aprender a lê-las. Uau, que legal. Olha só, né, Maria Luía, sua vivência clínica, traz pra gente eh como o contato com as plantas pode ajudar em tratamento de várias doenças, ansiedade, estress. Nós temos eh eh exemplos, aliás, ia falar experiências, exemplos de hospitais hoje com jardins terapêuticos, né? né? O Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba, ele inaugurou um jardim terapêutico maravilhoso para que as crianças que estão lá em tratamento possam andar pelo pelo jardim e para que os pais e os acompanhantes, né, desses pacientes também possam estar nesse local, nesse jardim terapêutico, com o intuito de melhorar a questão da saúde mental. Uhum. Então, eh, qual que é a sua avaliação sobre essa questão do contato com as plantas? Eu acho que uma primeira consideração importante que a gente pode fazer é que muitas vezes a gente estabelece uma relação que a natureza é algo fora de nós, né? Eh, e eu acho que os povos originários, os povos quilombolas, eles têm muitos muito a nos ensinar sobre isso, né? que eles trazem essa relação com a natureza como um cuidado mútuo. Eh, e eu acho que a gente pensando dessa forma, a gente para de utilizar a natureza como um produto, né, como um eh apenas como um fim, eh um mercado, né? a gente entende que nós fazemos parte da natureza e a natureza faz parte de nós. E quando a gente pensa isso, a gente consegue considerar que quanto mais afastado e desconectado a gente tá da natureza, mais desconectado a gente tá de nós mesmos e do nosso corpo. E quando a gente pensa em ansiedade, estress, que são coisas muito presentes na nossa sociedade, a gente percebe uma desconexão com o corpo. E a natureza ela vai, ela vai contribuindo com essa conexão, né? a gente conseguir trazer um pouco mais essa conexão com o corpo. Então, tem pesquisas que mostram como a o contato com a natureza vai ter contribuir com a atividade do sistema nervoso, por exemplo, trazendo uma sensação de relaxamento. Ela vai diminuir o nível de cortisol, que tá muito relacionado com o stress, ela vai regular o nosso batimento cardíaco, a nossa pressão arterial, eh ela vai regular o nosso sistema imunológico. Então, já tem pesquisas que mostram como a natureza ela vai trazer de fato contribuições para o nosso corpo. Mas além disso, eu acho que a gente pode pensar também que a natureza ela nos coloca muito em contato com a experiência presente e a ansiedade, os tempos que a gente, o tempo que a gente vive, ela nos afasta disso, né? ela nos lança pro futuro, a gente não fica mais no presente. Então, acho que a natureza, né, ela tem textura, ela tem cor, ela tem cheiro. Então ela vai resgatando o nosso sentido. Eh, quando a gente resgata os nossos sentidos, a gente se conecta com a experiência presente. E isso acho que é um fator muito importante para contribuir com o tratamento. Não é uma cura mágica, né, mas ela contribui muito com o tratamento. Muito bom, gente. Olha que interessante, que gostoso ouvir isso, né? Através do instinto automático de sobrevivência, as plantas elas têm um mecanismo de interação. Embora não tenham ouvidos como nós, seres humanos, a ciência sugere que quando conversamos com elas, olha só que legal, liberamos dióxido de carbono através da respiração. Esse gás é fundamental paraa fotossíntese, ajudando a planta a se manter saudável e a crescer. O hábito de conversar com as plantas, portanto, pode trazer resultados positivos. Eu vi uma eh uma experiência na internet de várias pessoas que fizeram. Eu não sei se isso é verídico, mas eu quero acreditar que sim. Eu não sei se Talita, se você chegou a ver essa experiência, mas assim tinha duas plantinhas, né? Então as duas ali da mesma forma, viçosas, bonitas, lindas. E aí a pessoa fez uma experiência de 15 dias para uma plantinha, ela falava todo dia, conversava: "Como você tá linda, você vai crescer, você tá maravilhosa". para outra. Nossa, você tá feia, eu não gosto de você. E passaram-se 15 dias. E aí a experiência, eh, o resultado dessa experiência foi que a planta que recebeu palavras boas e energia e carinho e e foi aguada, né, e tal, enfim, ela estava linda, maravilhosa e viçosa. E a planta que recebeu ah energia ruim, palavras ruins e mesmo sendo regada também, ela ã não sobreviveu. Então assim, se se essa experiência é verídica ou não, ela eu acho que simboliza, né, o programa, o tema do programa de hoje. Então eu pergunto pra Talita, existe um mito, né, ou é uma verdade que conversar com as plantas ajudam as plantas a crescer? Isso realmente faz sentido? As plantas se comunicam com a gente. Sim. Ai, que delícia. Ah, adorei. Porque eu converso com as minhas. Sim. Em letras garrafais. Em letras garrafis. Legal. Que legal. O que a gente tem que pensar é e teve uma experiência feita, conhecida, ah, espero não errar o nome dele, mas se eu não me engano é Emoto. Já deve ter ouvido falar. Se eu não me engano, ele é japonês. Ele fez a análise da água. Ah, sim. Eu vi essa análise. Essa pesquisa ela é muito fácil de de se encontrar. Enfim, ah, ele, né, fez a mesma coisa da fonte, da mesma fonte de água, colocou um uma vasilha num presídio, num lugar ruim, enfim, que tem energias ruins. Sim. E colocou num mosteiro pelos cânticos, pelas pelas preces, enfim, pela vida dele, que era essas as dos dois extremos que ele tinha. E depois ele fez a análise da água, dos cristais da água. Então, um tinha perfeita harmonia, como se fosse um cristal perfeito, e o outro totalmente eh quebrado, uma uma um desenho completamente irregular. E aí disseram para ele, mas o que que é isso? É a energia que foi dada e que está em memória na água. Olha isso. E aí, quando você fala sobre a planta, o que que tem a ver água com a planta? Planta nada mais é do que bomba d'água. Uhum. O que ela faz? Ela pega a água do solo, passa por todo o corpo dela e lá em cima ela evapora essa água, nos dando o frescor, nos dando a umidade. Então o que que a gente precisa entender? Que planta tem todo esse sentido de troca, de permanência da vida, de construção da vida. É necessário que a gente tenha a troca com as plantas, sobretudo se a gente pensar que planta nos dá alimento, casa, vestimenta. Então, nós somos dependentes do espaço das plantas. Precisamos desse espaço em harmonia para que a gente inclusive consiga manter esse fluxo, que eu acho que é interessantíssimo. Por outro lado, na parte social das cidades, a gente tem que tratar a planta como bomba d'água. Nesse momento, ela é um equipamento urbano. Por quê? Ela tá puxando água de baixo e jogando para cima. Que que ela tá fazendo? construindo a nossa umidade, a nossa umidade relativa do ar pra nossa saúde, pro ambiente como um todo. Se essa planta é bomba d'água, eu volto no seu estudo dizendo certamente que ela recebe essa influência das palavras, porque se nós vimos a experiência crua em água, em recipiente, e a planta é bomba d'água, sendo assim, portanto, a planta obviamente vai responder a sua frequência positiva ou negativa, como nós. Nós somos 70, 80% de água. Então, o que nós devemos construir em nós? As boas palavras, o bom conforto, o bom relacionamento conosco mesmo, porque é o que a gente vai devolver para nós. Como jogar para fora na nossa família, nos nossos amigos, na nossa roda de pessoas, no nosso trabalho, no nosso caminho, na portaria, quem pega seu carro são blocos de água vibrando em movimento. Isso é lindo. Uau! Então, como a gente vai se relacionar com essas pessoas, com as plantas e com os animais? Em unidade. E aí quando a gente volta paraa saúde, o que que a gente quer? Um mundo equilibrado. Existem pesquisas que mostram que ambientes belos, botanicamente bem arborizados, frescos, eles são menos violentos. Porque isso interfere. É bonito, é equilibrado. A frequência da planta está em equilíbrio com o quê? com o que é bom, com o que é saudável, o mal não entra. Aí você diz: "O mal, sim, a frequência negativa ou como quer que as pessoas queiram colocar." E na saúde é a mesma coisa. estudos já fizeram em UTIs em que há vidros fixos, obviamente, por estabilidade do ar interno, contágios, patógenos, enfim, mas existe a relação de quem está dentro da UTI para quem está fora vendo o tempo, o nascer do sol, se tá chovendo, você ficou feliz com gotas. Uhum. Imagina a pessoa vê o nascer do sol, o pôr do sol e dizer: "Nossa, eu quero ir lá fora sentir esse cheiro de novo. Eu tô vendo a chuva. você resgata essa pessoa rapidamente por uma imagem, por uma sensação que ela construiu. Então, a gente tá negligenciando curas, estabilidades, indo só paraa linha medicamentosa. que eu questiono, sem dúvida, porque se temos algo pronto ao a oferta de nossas mãos, de nossos pés, fazer aterramento, ficar no sol um pouco, tomar sol na palma da mão, a gente recebe essa energia gratuita, porque o sol dá energia. Nossa, é, é lindo. Quanta coisa boa, né, Maria Luía? Quanta coisa boa pro nosso bem-estar que está disponível, né, eh, até aqui na nossa frente, no nosso momento. E a gente não precisa nem tipo pessoa vive muito no automático, daí fala: "Ai, eu não tenho tempo, gente, pera aí, lá, sabe? Tira lá alguns minutos para você se reconectar. A importância de tudo isso que ela falou, gostaria que você pontuasse pra gente, Maria Luía." É, acho que eu fiquei ouvindo, né? Eu fiquei pensando o quanto os nossos espaços eles estão sendo organizados sem considerar a natureza, né? Tem um psicólogo, ele chama Marco Aurélio de Carvalho e ele é um dos grandes nomes da ecopsicologia aqui no Brasil e aí ele fala que a gente vive como se a natureza não importasse. E é muito importante a gente considerar a natureza, né? Entender que ela faz, ela deve fazer parte do nosso cotidiano. Então, quando a gente pensa em escolas hoje Uhum. As escolas quase estão sem espaços de verde, né? Não tem jardim, não tem, não tem árvore, não tem nada. Eh, você trouxe o presídio, né? Quantos presídios eles são espaços cinzas? Eh, muitas escolas hoje têm essa característica também de ter grade, de ser cinza, de não ter mais cor. Então, os nossos espaços eles são organizados sem trazer essa dimensão da natureza, né? Sem, eh, considerar essa dimensão da natureza. E acho que quando você traz, né, isso às vezes de olhar, eh, ver o sol, né, sentir o sol, eu acho que isso é um movimento que a gente, hoje a gente não tem tempo, né? A gente perdeu essa dimensão contemplativa das coisas, porque contemplar exige tempo e a gente não tem mais tempo, né? Tudo muito rápido, tudo muito acelerado. A a evolução tá muito ligado com essa ideia da rapidez, do imediato, né? Então, a gente tem resultados prontos já pras coisas. A gente não se envolve mais no processo daquilo. E a natureza é processo, né? A natureza nos resgata esse lugar do processo das coisas. Nossa, gente, o que é mais legal, eu eu queria colocar isso, por favor. Ah, a natureza não tem ah o que o ser humano, em sua maioria hoje tá construindo. Eu quero. É lógico que todas as árvores hoje querem água. Uhum. O que elas fazem? Elas se tornam resilientes a seca. Uhum. Elas dobram folhas, elas pedem folhas ou elas brotam paraa sobrevivência. Então elas mandam sementes. Elas criam uma resiliência ali, um diferencial em cada uma delas. Quando a gente olha ainda pras aromáticas, a gente vai pras lavandas, a gente vai pro pro alecrim, que é planta mais resiliente do que o alecrm, precisa de pouquíssima água. Se a gente estudar ainda aquele veio do Mediterrâneo, daquele solo, palpérrimo e dali você tira essências e dali você tira saúde, porque ela tem um poder mental incrível de concentração, ela condensa o melhor dela. Então, até esse final de semana eu tava molhando minhas plantas no sítio e eu eu moro no sítio inclusive. Então, eh, o nascer do sol, o pô do sol são presenças muito muito reais na minha vida e eu dou tempo a esse momento. Quando eu tava molhando as plantas, eu pensava: "Se a escassez não tirar o melhor do ser humano, nós estamos aqui em vão." Verdade. Porque a escassez que faz um bom um bom óleo essencial. Da onde vem os óleos essenciais, né? da onde a gente vem da maior condensação dessa energia de resiliência e da beness de se mudar na escassez. Então, os nossos espaços estão negligenciados, o nosso tempo tá negligenciado. A gente acha que ócio hoje é uma afronta ao tempo, à sociedade, à pessoas. É, e a gente não tem uma ginástica mental de contemplação, de entendimento. Meditação não é só ficar parada intuindo, é uma meditação ativa. Uhum. as crianças, eh, quando você disse sobre as escolas e sobre os nossos espaços, por que estamos engessando a mente infantil, meu Deus? Porque a criança precisa de espaço, ela tem o o cérebro em crescimento, em desenvolvimento, em conexões. Ela precisa de tempo para tocar o solo, para entender como é com muita água, pouca água, se isso faz, se isso pinta. Eh, a minha filha ficou no sítio eh bastante, né? A gente levou ela pra escola o mais tarde possível. Eh, ela brincava com vários tons de terra e ela dizia: "Mas são diferentes". E era terra. Então, a mágica da natureza, ela vai formar o ser humano que a gente precisa. Mais calente, mais amoroso, mais tocar hoje é uma ofensa. Exato. Tem que ser rápido, respostas rápidas. Eh, tá dando errado, gente. Tá dando errado. É, e tá dando errado mesmo, né? A gente percebe que tá todo mundo no automático, todo mundo sem paciência, todo mundo correndo para lá e para cá, todo mundo precisando entregar. Quando é que você para para contemplar? Eu sou uma pessoa que contemplo. Eu adoro contemplar. Eu adoro banho de floresta. Adoro banho de floresta. Adoro ir fazer uma trilha. E aí quando eu paro para para falar de contemplação e e o que a gente tá falando aqui é sobre a planta, né? A gente conversar com a planta, será que elas eh realmente nos ouvem, né? Como que elas retornam pra gente? Qual que é a devolutiva da planta quando a gente conversa com ela? Eh, e para nós, o que isso traz, Maria Luía? Eh, ver uma planta florescer, né? Você tem uma plantinha lá, você cuida dela com todo o carinho, você conversa com ela todos os dias e de repente do dia paraa noite vem uma bela flor. Gente, isso é maravilhoso. Então eu gostaria que você explicasse pra gente o que isso significa na questão da nossa saúde mental, porque o nosso cérebro ele ele gosta de recompensa, né? Ele gosta de receber estímulos. Então, ah, vamos falar dessa recompensa. Você cuidou da planta, ela veio, te entregou ou uma flor ou então eh folhas viçosas, aquela coisa maravilhosa, aquele verde imponente. Como o nosso cérebro recebe isso, né? Isso dá uma sensação gostosa. Essa sensação é parecida com aquela sensação de, por exemplo, eu vou lá fazer um exercício e fico bem porque recebo um estímulo. Uhum. Eh, te ouvindo, né? Eu lembrei de uma frase do Ruben Alves que ele fala que há prazeres que moram no tempo da espera, que às vezes o melhor da festa é a espera pela festa. Então, quando a gente tá esperando uma festa, a gente pensa na roupa que a gente vai usar, em quem a gente vai convidar, como a gente vai organizar. E eu acho que hoje a gente perde um pouco esse processo, né? Quantas vezes a gente tem esse, a gente sente o prazer por esperar hoje em dia, né? Então, pensando no conhecimento, antes você buscava conversar com alguém, eh, ler um livro para buscar aquela informação, depois você foi pra internet e aí ainda tinha um processo ativo de buscar. Hoje você coloca numa inteligência artificial e a resposta chega super rápido, né? Então, a gente tá numa sociedade que a gente tem tudo pronto, né? O resultado final das coisas, a gente não tem mais o processo. E quando a gente fala sobre saúde mental, né, eh, o processo é muito importante e a natureza nos resgata essa ideia. né? A natureza tem processo, a natureza é cíclica. Então, as estações do ano, ela tem um ciclo, ela tem começo, ela tem meio, ela tem fim. Eh, o florescer, você precisa colocar a semente, ela vai enraizar até ela brotar, até ela crescer, até dar flor. Às vezes dar flor uma vez por ano. Exato. IP amarelo. O IP amarelo. O IP branco durou maravilhosos. É, né? E aí deu a flor, no outro dia acabou. Eh, mas teve um tempo, né? você teve um processo ali e esse investimento, esse cuidado com a planta que é muito importante, hoje a gente investe pouco nas nossas relações, nas nossas trocas, como você trouxe. O contato é quase uma ameaça, eh, né? O outro geralmente é quase uma ameaça pra gente. Então esse contato com a planta, com a natureza de forma geralde, eu acho que vai nos resgatando esse lugar do processo, do cuidado, da gente colocar interesse e investimento naquilo e esperar, né? Ter o tempo da espera, a paciência, a esperança de que aquilo vai florescer, né? Eu acho que a natureza ela nos ensina sobre fim e nos ensina sobre começo também, né? Sobre a esperança. Uau, que delícia, né? E quando você fala dos IPs, vocês perceberam a florada dos IPs? Gente, eu vou falar, eu parei para fotografar, eh, eu fui mesmo. E aí, às vezes eu tô no trânsito, né, na correria, no dia a dia. Aí eu vejo lá uma uma árvore de pelinda, florida, eu passo por ela, falo assim: "Soua linda, você tá linda demais". Gente, eu converso. E aí? Você acha que ela não sentiu? Mesmo eu dentro do carro? sentiu porque é energia e me traz uma coisa tão gostosa de ver aquela florada assim. Então, e tem gente que, ah, poxa, a vida tá aqui, né? Tá sujando, tá, tá atrapalhando, mas é uma vez por ano, né? E e eu acho que o IP traz essa questão eh da gente analisar ah as fases da nossa vida, né? Tá seco, depois tem flores, depois só flores, percebe? Depois as flores caem, depois vem as folhas, aí fica verde maravilhoso, tons de verde assim que são magníficos. E essa é esse é o ciclo, né? E esse ciclo ele demora um tempo e é assim é a nossa vida e a gente pode florescer. Então a natureza traz pra gente o quê? um exemplo de como a gente é resiliente, que a gente floresce, que a gente às vezes não tá tão bem assim, mas que a gente consegue, né? Então, e de como cada estação é uma. É totalmente diferente. Nós temos inverno, sabemos que vai esfriar, sabemos que vai parar de chover, mas cada um é um. Então, a beleza também tá nissa. E os IPs é é um dado até legal. A as floradas mais belas dos IPs são nos climas mais hostis de seca. Ah, então aquela resposta que ele dá em valor, em quantidade de flor e tudo é a busca da perpetuação da espécie. Então aquela resiliência dele dizer vou morrer, pá. E ele faz aquele desmudo. Então é uma resposta. Esse ano a florada foi mais intensa, não foi? Aham. E você percebe que ela acontece, nós tivemos chuvas esses esse esse inverno, nesse ano. A a gente, né, por plantar, por fazer jardim, a gente tem que olhar a a a visão do ano meteorológico. E a gente sabia que esse ano seria um ano legal, bom para ter momentos de chuva, o que pra gente é importante, diminuir a temperatura da das plantas. Aliás, isso é uma uma ressalva que eu vou aproveitar esse momento e as pessoas que estão nos ouvindos para isso. Quando a gente vai regar a planta, não regue só os pés, a raiz. Uhum. Regue o indivíduo. Aham. Faça o chuveirinho. Mole o máximo que você puder. Se você pensar que essa planta é um indivíduo e se você fizer um entendimento de que ela nesse momento de ser que está em uma maratona, é igual a um maratonista. Se alguém já assistiu maratona, já viu que em alguns momentos as os corredores eles pegam um copo d'água e eles jogam 90% da água na cabeça e tomam um gole quando muito ainda cospem por volume de água para não ter, enfim, as questões fisiológicas. Por que que a gente joga na cabeça? Pra gente diminuir a temperatura. Quando a gente diminui a temperatura do corpo, a gente absorve melhor a água. Então, quando a gente molha as plantas inteiras, como chuva, vamos imitar chuva, a gente diminui a temperatura dela, diminuiu a temperatura dela. Aquela água que você colocou ou depois que você só vai poder molhar dias depois, ela vai absorver essa água com mais qualidade. Então, nunca somente no pé, sempre a planta. Olha, interessante. E o IP veio com a gente, nós viemos, voltando aos IPs, a gente veio com algumas chuvas pontuais e aí de repente deu aquela seca que a gente, nossa, tá duro até sair no sol, entrar no carro. Aí você começou a ver o esplendor e aquelas árvores pipocando cores pela cidade. E uma reflexão que eu queria trazer é essas árvores todas enormes, imensas que nós vimos pela cidade, fotografamos algumas, a coisas lindas e e todo mundo, eu já vi na calçada pessoas parando, comentando com quem tava do outro lado desconhecido. Isso é incrível, né? A gente tem que lembrar que essas árvores foram plantadas há muitos anos atrás, talvez 40, 50 anos. no desenvolvimento da nossa cidade. Então, quando a Maria é o nome mais lindo para mim que existe no mundo, filha Maria, Maria. Eh, quando a Maria disse sobre os nossos espaços, a gente tem que buscar pensar nos nossos espaços como eh políticas públicas para o futuro. E não é porque tem uma legislação ambiental, algo que nos direcione como sociedade, mas pela natureza, pela nossa construção, inclusive do tempo. Uhum. Quanto maior nós plantarmos as plantas, árvores, tem um estudo incrível falando sobre hoje a a busca de casas em 2040 será por casas que tenham grandes massas de árvores, de paisagismo, de arbustos em volta. Por que 2040? Porque essa pessoa que vai se interessar por este imóvel no futuro, ela vai comprar o tempo. Ela vai comprar o tempo desse desenvolvimento de uma vida dentro deste imóvel. E o que a gente tem que tratar como imóvel? A nossa cidade. A nossa cidade precisa receber essa eh esse inflame, esse aumento, esta continuidade de plantil, como fizeram nossos antepassados, pra gente conseguir dar aos nossos filhos e netos. bisnetos, tataranetos, o esplendor que nós estamos vivendo. Exatamente. Então, a gente tem responsabilidade para daqui 50, 100 anos de fazer plantil inteligente, responsável, de nativa, sim, não é uma bandeira fictícia. Plantas nativas é responsabilidade ambiental para o futuro, porque o pássaro e o pequeno animal que vai disseminar essa semente não levará exóticas e nem invasoras. Nesse momento, o jardim de todo mundo faz sentido e é responsável. que você planta no seu jardim, você não tem mais domínio, não é seu. Uhum. Isso vai ser levado e na hora que for levado, você tá disseminando vida certa, vida coerente pro futuro, para que nossos netos olhem e digam: "Obrigada, meus ancestrais". Nossa, é é tão gostoso, né, Maria Luía, quando a gente eh tem essa conversa assim tão serena e tão importante pro nosso dia a dia, tão importante pra nossa saúde e principalmente pra nossa saúde mental, porque quando a gente fala de verde, as cores, eu gostaria que você falasse para mim, pra gente, aliás, não é para mim, eu já tô pegando tudo para mim falasse pra gente essa questão das cores. Achei interessante quando você cita que a gente vem perdendo eh o a noção, eu acho eh que as cores elas têm sentido e elas impactam a nossa vida. Eu vi uma matéria sobre isso essa semana, inclusive, eh se referindo às cores dos imóveis que, eh, eh, tem distribuídos nas grandes cidades. O pessoal escolhe mais o cinza, escolhe mais o preto e, enfim, não tem mais aquela coisa, aquela aquele amarelo, vermelho, o azul, aquela coisa de de de energia extrapolando, sabe? transbordando. E quando a gente fala em natureza, quando a gente fala em planta, a gente também fala em cores. A minha mãe tem no jardim dela, ã, rosas. Ela plantou pés de rosas que, gente, é do meu tamanho. Não sei como é que ela conseguiu, mas enorme. E quando elas florescem, elas dão cachos de rosas. Então, tem amarela, tem a vermelha, tem branca. Gente, aquilo fica maravilhoso. E ela sempre posta foto, mostra pra gente no WhatsApp: "Olha só, as minhas flores, elas estão florescendo, estão lindas". E eu percebo que ela tem uma sensação de bem-estar magnífico com o florescer, né? e com a as cores que estão fazendo esse movimento de energia no quintal dela. Então, as cores elas trazem pra gente também algo que nos arremete à saúde mental? Eh, isso me toca em um lugar muito pessoal, que eu amo cores. Hoje eu tô uma cor mais neutra, mas eu já busco colocar alguma coisa colorida. E quem me conhece sempre fala: "Ah, Malu tá sempre florida, tá sempre colorida, meu armário é todo colorido." Que eu acho que as cores elas despertam sim um lugar da alegria, esse lugar, né, da vida. E eu acho que a gente vem perdendo. E eu lembrei também da da minha mãe que quando ela foi mudar de casa, ela a gente falou assim: "Ah, por que que você não chama alguém para pensar o seu jardim, né?" Ela falou: "Ah, mas essa pessoa só vai pensar na estética e eu não quero a estética. Só vai ser tudo verde". E o sonho dela era ter um canteiro de rosa com rosas, né? E aí hoje tem ela e o meu pai plantam as rosas no canteiro. E eu vejo o quanto isso é gratificante para ela, né? Eu chego na casa deles, eles vão me mostrar. Nossa, olha a a cor da rosa, que coisa mais linda. Olha como ela tá linda. É, e aí às vezes tá a rosa ali, a chega a abelha, né, e fica ali perto. Então, a natureza vai interagindo, a gente vai interagindo, né? Isso promove uma interação entre a gente. Então, não é só sobre a estética. Hoje a gente pensa muito na estética e a nossa estética tá perdendo as cores, né? Voltando às escolas, as escolas são cinzas, as escolas são sem cores, os espaços com os espaços de criança não tem cor, né? A as nossas casas não tem cor. A gente vai montar um jardim, ah, tem que ser o que é bonito, né? Colocar só o que é bonito. Eh, eu lembrei de uma frase do Aíton Crenc que ele fala que a gente precisa entender a natureza como um espelho de vida, né? Um espelho da nossa vida. E a natureza é colorida, né? A natureza tem cores, a natureza tem diversidade, a gente tá perdendo essa diversidade e essas cores. Então acho que a gente precisa resgatar a natureza como esse lugar do espelho e olhar um pouquinho pra gente nesse processo e esse aceite das cores, né? Porque quando a gente vai olhar até arquiteturas atuais hoje, eu questiono muito, eh, são, né, linhas retas? Uhum. Não há nada mais antinatural do que a reta, né? Não temos reta. A luz vem em ondas, né? O mar, as nossas matas, ou seja, a gente não tem ponto a ponto em linha reta. Isso é do humano. Então, quanto mais a gente deixar isso reto, quanto menos a gente deixar isso envolto por natureza, as cores, o cinza, como você mencionou, esquadrilhas pretas, a gente eh na natureza, essas cores elas são veneno, né? Então, quando a gente fala do preto, do o cinza, é uma uma cor que e a gente diz cor, mas o que ela leva de cor, de vitalidade, de a gente não consegue. Então, nós estamos imersos nessa arquitetura nova de linhas retas. Eu questiono sim, eh, a gente já viu, acho que todo mundo em rede social já viu a evolução da arquitetura nos últimos 100 anos. aquilo é assustador. Eh, quando você fala sobre as escolas e os presídios que colocamos, eh, nós temos ali uma força tarefa física de alta eh de de alta negligência. ali podia ser produzidos alimentos, eh eh árvores, arbustos para serem plantados nas cidades. A gente vê grande parte das pessoas já, né, entendendo que é uma sociedade trabalhando com a limpeza das nossas áreas. Eh, e se essas pessoas trabalhassem com plantil e pudessem voltar e olhar e falar: "Nossa, que incrível, a muda que eu plantei floresceu". Será que esse trabalho não seria também de resgate dessa pessoa entender o quão importante ela foi pra sociedade? não só cortar grama ou varrer. Então, eh, eu acredito que a gente precise colocar isso em pauta. Eu fico muito feliz de estar aqui e junto contigo também. Foi uma uma grata surpresa, feliz de te conhecer, porque eu acredito que a gente cada vez mais, tendo luz, oportunidade em falar para muitas pessoas em multidisciplinaridade, a gente vai buscar resolver muita coisa, né? A gente tem um longo caminho pela frente, mas quanto antes a gente começar, mais rápido a gente consegue. É. Verdade. É interessante essa questão de de plantar sempre, né, de estar aí eh eh sempre fazendo essa manutenção aqui em Campinas. Eh, eu não sei se vocês perceberam, em alguns pontos da cidade, a gente com microflorestas, né? Então, assim, tá bem legal, as plantinhas estão ali, elas vão crescer. E uma dica que eu dou a você que passa por essas microflorestas que estão sendo plantadas por toda a cidade, observe, observe. Hoje ela foi plantada, tá seco, sim, tá seco, mas de repente ela tá sem folha. Daqui a, vamos colocar o ano que vem, no início do ano, você vai ver como essa planta vai est linda e daqui a 10 anos ela vai est fabulosa, né? Então a importância é é de se preservar isso, né? e de cuidar também, porque a gente precisa ter o cuidado. A planta tá lá, é um bebezinho, então olha para ela com cuidado, com carinho. E sobre as escolas, nós temos algumas escolas aqui em Campinas que tem o programa Horta nas Escolas e é bem interessante pessoal da TV Câmara Campinas, nossos parceiros, né, eh eh jornalistas que que trabalham com a gente com no grupo Mais de vez em quando a gente vai na escola e faz matéria referente à plantação nas escolas. Tem algumas escolas que têm hortas e as crianças vão a à a à horta e eh com parceria com pessoas que entendem desse processo, elas aprendem a plantar a a hortinha lá, eh eh a salsinha, a cebolinha, enfim. E aí o que germina, o que cresce são é utilizado na alimentação escolar. Aquelas crianças comem a aquele aquela hortinha, aquela eh uma salsinha, uma cebolinha. É, é isso. Aquele vegetal que foi plantado, gente, com tanto prazer, com tanta satisfação, porque elas plantaram, elas regaram, elas viram crescer e elas estão se alimentando daquilo. Então, eu acho bem importante a gente ressaltar, né, que isso faz parte da nossa vida e também eh eu acredito que esse movimento feito nessa, nesse projeto de horta nas escolas traz a consciência paraa criança da importância e do cuidado e também do bem-estar que a natureza nos proporciona. Você concorda, Maria Luía? Com certeza. E acho que quanto antes a gente resgata isso, né, trazer isso paraa infância, já vai trazendo essa compreensão dessa relação com a natureza, né? uma relação mútua mesmo, eh, não uma relação só utilitária. E eu lembrei, né, lá em Araras, meus pais moram na frente de uma praça. E é muito gostoso ver às vezes as crianças com os pais ali brincando, né, interagindo, né, não tem muita coisa eh material, é mais com a natureza mesmo. Mas uma coisa que me chama muito atenção é que muitas vezes eles saem de lá e eles deixam o pacote de salgadinho que eles comeram no chão da praça. A gente já viu fralda suja sendo descartada na praça, pessoas ao redor do bairro que levam os lixos e deixam, depositam na praça o lixo. Então eu acho que a gente pensar na infân, né, inserir a criança na natureza, é já trazer pra criança essa importância da preservação, né? Essa importância estar na natureza vai trazer benefícios, mas para que essa natureza continue eh te trazendo coisas, você precisa preservar, né? você precisa eh ter essa relação de cuidado. Então, acho que trazer isso nas escolas é um lugar extremamente importante que vai eh proporcionar nessa compreensão crítica e consciente. Ótimo. Muito bom. Gente, olha só o horário. 8:55. Caramba, vocês perceberam isso? E assim, a produção tá me avisando aqui que eu posso ir até 9:5. Então, a gente tem pergunta dos telespectadores, a gente vai ter que responder, vocês vão ter que responder rapidinho porque senão a gente vai extrapolar o tempo. E e a conversa é tão gostosa, você vê, e tem tantas outras coisas pra gente conversar sobre a natureza, sobre a conversa com a planta. É, a gente falou tudo, quer dizer, não falamos muito, né? E aí eu não entendi ainda como é que a planta responde a gente, né? você, antes da gente entrar no ar, você falou que a planta ela nos pede água, ela nos pede alimento e daqui a pouquinho você vai explicar, porque agora a gente vai responder os nossos telespectadores. E antes da gente encerrar, você explica pra gente como é que a planta se comunica conosco. Nós nos comunicamos com ela conversando, salinda, você vai crescer e tal, dá uma aguinha, mas ela também se comunica conosco e a gente precisa aprender como quando a planta está falando com a gente. Tá bom? 8:56. Vai lá, produção, pode mandar. Nossa gente, passou muito rápido o programa hoje. Vamos lá. A Mariana Lopes do Jardim Proça. Depois que coloquei plantas no meu home office, sinto mais paz e vida no ambiente. Isso realmente faz sentido ou é apenas uma impressão pessoal? Vamos lá, Maria Luía. Faz sentido? Acho que faz muito sentido, sim. Eh, até você tinha comentado antes, né, sobre pais e mães de planta. Eu acho que hoje isso tá sendo algo muito presente, a gente inserir as plantas na nossa nossa realidade, que eu acho que na no termo evolutivo é muito recente a gente pensar esse distanciamento com a natureza, né? Então eu acho que hoje a gente vem buscando uma regulação nisso, né? Se a nossa realidade tá nos afastando tanto da natureza, como que a gente pode trazer a natureza para perto de nós? Exato. E eu acho que com certeza isso eh traz sim uma outra sensação, né? Traz vida ali pro espaço. É, não é só impressão, tá bom? É verdade. Sim. Vamos lá. Ã, mais perguntas pra gente, produção, pode mandar, por favor. Juliana Santos dos do Santa Genebra. Tenho crianças pequenas em casa. Cuidar de cuidar de uma horta pode ajudar na educação emocional delas, como paciência e responsabilidade. Direciono aqui pra nossa bióloga. Vamos lá. Juliana, por favor, continue, não tem educação melhor. Eu tô aqui me segurando para fazer vários comentários enquanto a gente estava conversando aqui. A melhor disciplina das escolas deveria ser o plantil e a colheita. Ali a gente pode colocar tudo, a resiliência, a paciência, a observação, o sentimento, se tá muito molhado, pouco molhado, se tá muito sol, tá muito sombra, antes de plantar, entender o que essa planta precisa de solo. Então você vai buscar qual é o nutriente ideal, que tipo de regra ela quer, se ela quer mais sombra no começo, depois ela vai sozinha, se é melhor cobrir, que lado nasce o sol, se ela vai pegar muita hora luz, pouca hora luz, tem tanto entendimento, conhecimento e todas as disciplinas você pode colocar biologia, matemática, português. Escreva um texto sobre sua horta, conte-me como foi o desenvolvimento dela, como é o composto, como é a água, como é o sol, qual é o caminho do sol, que estação você plantou. Temos inúmeros conhecimentos dentro de uma horta, então, por favor, continue para sempre. Muito bom. 859. Produção tá falando que eu preciso já encaminhar para as considerações finais. A gente agradece você que tá aí do outro lado. Desculpa se a gente não conseguiu atender você, tá? Mas acredito que você conseguiu pegar, né? Conseguiu pegar aí alguns pontos para você levar pra vida. E agora a gente vai, antes de ir pras considerações finais ou emendando já com as considerações, então eu puxo pra Talita para ela explicar pra gente como que a planta se comunica conosco e aí a gente vai pras considerações finais. Então, por gentileza, a gente tem que encerrar. Eu vou acelerar, tá bom? Vou falar rapidinho. Eh, quando a gente pensa em planta, qualquer que seja ela, seja arbustiva, árvore ou palmeira, ela tem um processo de sinalização, tanto do envelhecimento, da perda das folhas velhas, do crescimento dela. Observe que Palmeiras ela nasce, ela aumenta, ela cresce pelo meio da Copa das Folhas, né, se a gente pode chamar assim. Ah, em alguns momentos aqui eu peço desculpas, eu vou tirar o rigor da técnica e vou invadir a didática que eu acho que fica mais fácil. Então, eh, por esse motivo que eu vou resumir muita coisa. Quando a gente pensa sobre árvore, a perda das folhas, é uma sinalização. Será que ela vai brotar? Será que ela vai mandar flor? Algumas elicônias, por exemplo, procure isso na internet, é muito fácil de entender. São plantas que gostam de muita umidade. Então, qual é a sinalização que ela vai te dar em períodos de seco? Isso também é fácil de observar. Ela vai secar as folhas velhas e planta de tosseira, planta que manda broto às laterais, ela sempre seca de fora para dentro, porque dentro é a alma dela. E nós temos várias plantas que crescem dessa forma, tanto pequenas quanto grandes. E quando você vai observar as elicônias em específico, tem algumas que ela enrola a folha. Quando ela enrola a folha, é uma um sinal que ela tá com sede. Talita. Mas como eu vou saber tudo pesquisando, por favor. Temos muitas fontes fiéis de entendimento de se ela tá no momento da brotação, escurecimento, por exemplo, de folhas do IP. As pessoas dizem: "Está doente". Eu digo: "Não, ela vai brotar, ela tá caindo folha". Então, observe cada espécie que você gosta. Ela tem uma sinalização, cor de folhas, seco, ressecamento, vai estudar sobre isso. É muito fácil de entender. O momento da florada, as paineiras ficam totalmente peladas, nuas de copa. Aí você diz: "Nossa, meu Deus, será que morreu?" Não, ela tá trabalhando na rebrota das folhas. Então, elicônias dobram as folhas, árvores perdem folhas e às vezes transmitem um um isolamento. Ai meu Deus, ela vai morrer. Leia sobre ela. Então essa é a comunicação das plantas. Ótimo. Maravilhoso. Desculpa, corri. Uau. Então, agradeço a sua participação. Obrigada. Quanta coisa boa. Obrigada, viu? Obrigada. Que legal. Maria Luía Malu, conta pra gente as plantas, né? Eh, agora pra gente encerrar, deixa uma dica, deixa a sua visão referente ao programa de hoje. As plantas nos ensinam muito sobre a vida, não é? Muito, é assim, é retomando, né? A natureza é o espelho da vida. E eu acho que isso é uma coisa que eu venho percebendo, né? a gente buscar conhecimento nos povos originários, nos povos quilombolas, que eles estabelecem uma relação diferente com a natureza, eh buscar ouvir nossos pais, nossos avós, eh que os pais e os avós consigam conversar também com essa geração que tá chegando e traga essa relação diferente com a natureza pra gente se permitir ser afetado por ela, né? a gente ter tempo para contemplar, para observar, para encaixar um pouquinho no dia a dia. Às vezes, em vez de correr na esteira, vai correndo uma praça, né? Vai correr num espaço aberto para você ter, você precisa ler algum livro, estudar alguma coisa, vai ler embaixo de uma árvore, ao invés de ler dentro de casa, fechado. Então, tentar encaixar a natureza um pouquinho no cotidiano, né? Não precisa estar na presença exuberante da natureza, ir para uma praia, para uma cachoeira. Às vezes esse contato com a natureza que tá ali, né, na frente de casa já é muita coisa. Eu acho que eh os povos originários têm muito a nos ensinar sobre isso. Uau! E vocês também. Muito obrigada pela sua participação. Olha só que interação gostosa, né? Uma bióloga e uma psicóloga falando da importância da natureza pra gente. E o tema do programa de hoje foi: você realmente tem interação com a planta? Eh, você conversa com plantas, ela conversa com você? E a resposta é sim. Continue conversando com as suas plantinhas e eu continuarei passando pelos IPS e dizendo sua linda, porque são lindos, são maravilhosos, eles trazem pra gente todas as plantas uma forma de que a gente sim, a gente vive, a gente passa por fases, nós somos resilientes e a gente pode florescer, né? Tudo tem o tempo certo, correto? A gente só precisa de se nutrir e fortalecer e florescer, gente. É isso. A gente vai encerrando o nosso programa de hoje, agradecendo a sua audiência, sua companhia. Lembre-se, cultivar uma plantinha pode ser um ato simples, mas cheio de significados paraa sua saúde mental e também para o bem-estar do seu lar. Coloca uma planta aí na sua casa, conversa com ela e daqui a uns dois meses você fala pra gente o que que aconteceu, tá bom? Olha, agora que você já sabe que conversar com planta é uma ação positiva para você ir para as plantas, que tal então cultivar as espécies que você tanto deseja aí, tornar o seu ambiente mais bonito? Concorda? Bora lá então, tá? Amanhã gente, programa de novo, ao vivo para você a partir das 8 da manhã. Uma delícia, né? Programa de hoje. E amanhã nós vamos trazer um tema polêmico, mas a gente precisa entender sobre isso. Nós vamos falar sobre julgamento. Bom, essa palavra julgamento já não gosto muito dela, né? Porque por que que a gente julga? E quando acontecem os julgamentos precipitados, o que leva o cancelamento das redes sociais mediante esses julgamentos? Percebe que nessa era digital o pessoal tem uma vontade de julgar o outro, né? É era de rede social, a velocidade da informação muitas vezes acaba atropelando a verdade. É fake news daqui, é fake news dali. E aí acontece o quê? O julgamento. E depois do julgamento vem o quê? cancelamento. Então, a gente vai explorar aí o que tem por trás desse comportamento eh eh de cancelar as pessoas, né? Existe ética nesse tipo de conduta? O cancelamento na rede social? Até que ponto essa cultura de vigilância social é saudável, né? Vou ficar vendo, vou ficar julgando e tal, gente, que isso, né? E vamos falar também de como a vida, analisa, de como a vida de uma pessoa que é afetada pelo peso do julgamento feito em poucos segundos e pelo cancelamento, o que que vai acontecer? Como é que essa pessoa vai reagir? Será que isso tem a ver com a saúde mental? Será que isso vai impactar? Esse é o nosso tema de amanhã, a partir das 8 da manhã. Não perqu ao vivo, é aqui na TV Câmara Campinas. Agora 9:6 a gente entrega. Então, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, mais uma vez agradecendo as nossas convidadas. Lembrando que daqui a pouquinho a IRA, a nossa inteligência artificial traz informações do legislativo, também da nossa cidade, do estado de São Paulo, Brasil, mundo, economia, trazendo cotação de euro, dólar e muito mais para você. E daqui a pouco também ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo. É o nosso jornal de meio-dia. E nós temos também hoje a nossa reunião ordinária a partir das 6 da tarde. Você pode participar ao vivo lá no plenário também na TV Câmara Campinas e no YouTube. Nós esperamos por você. A sua participação é muito importante. Beijo grande. Obrigada por estar conosco. Cuide da sua plantinha. Converse mais com ela. Você vai ver como vai fazer bem para você e para essa plantinha. serzinho aí que tem vida, que está do seu lado, que às vezes você nem pensa nisso, tá bom? Beijo, valeu, fica com Deus. Se cuida. 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