TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Comunicação não-violenta: como identificar e até onde vai o limite?
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Comunicação não-violenta: como identificar e até onde vai o limite?

15 views Publicado 08/09/2025 HD · 1:02:46

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara de hoje, vamos falar sobre um tema essencial para a vida pessoal e profissional: a Comunicação Não-Violenta. 🤝 🔎 Como identificar quando estamos usando essa prática? ⚖️ Qual é o limite dessa comunicação no dia a dia? 💬 Até que ponto ela pode transformar relacionamentos e evitar conflitos? Para esse bate-papo, recebemos: Aldvan Figueiredo – Psicóloga clínica e organizacional, mestre em Ciências da Saúde pela Unicamp, especialista em saúde mental e comportamento humano. Solange Juliano – Terapeuta complementar, palestrante e criadora do método Conheça a ti mesmo e se libertará da prisão do julgamento alheio, com experiência internacional em reprogramação mental. 🌍 Vamos entender como a comunicação pode ser usada de forma consciente para gerar mais empatia, colaboração e bem-estar nas relações. 👉 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

49 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] [Aplausos] [Música] Olá, muito bom dia, seja bem-vindo. Estamos chegando com Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas, segunda-feira maravilhosa, dia 8 de setembro. E você, como está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo e o nosso encontro de hoje está cheio de reflexões importantes para a vida pessoal e profissional. Vamos lá. Então, você já ouviu falar sobre a comunicação não violenta? Talvez em casa, na faculdade, no trabalho, em um curso ou até mesmo em um vídeo da internet. Já ouviu falar sobre isso? Pois é. Esse método também pode ser usado no desenvolvimento da autocompaixão e pode transformar a forma como nós relacionamos. E até esse relacionamento é conosco, é comigo, é com você. Hoje nós vamos entender para que serve, quais os benefícios da comunicação não violenta. As nossas convidadas já estão conosco e você pode participar mandando a sua mensagem. Nosso WhatsApp tá na tela, tá? manda sua mensagem pra gente. 1997293776. Você já ouviu falar sobre a comunicação não violenta? Você já tentou utilizar a comunicação não violenta? Você vai aprender com a gente? manda só mensagem, daqui a pouquinho a gente interage com você que tá está aí do outro lado. Já agradeço demais a sua participação. Vamos com algumas informações. A atualização de notícias para você do legislativo. Comissão de finanças analisa projeto sobre responsabilidade socioambiental. A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas vai realizar hoje, então, a partir das 2 da tarde, a sétima reunião ordinária para analisar e votar o parecer favorável ao projeto de lei ordinária 351 de 2021, de autoria do vereador Permínio Monteiro e a emenda de folhas 52. A proposta institui o Programa Municipal de Responsabilidade Socioambiental e o Certificado Municipal de Sustentabilidade ASG, com adesão a adesão voluntária de empresas e organizações da sociedade civil sediadas ou não em Campinas. Esse programa, gente, tem como objetivo incentivar práticas de desenvolvimento local sustentável, com ética, transparência, respeito ao meio ambiente e à diversidade social. A reunião será realizada no plenarinho da Câmara de Campinas, está aberta ao público e será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas e pelo canal oficial no YouTube. Você é convidado a participar e assistir e também eh ir ao vivo lá, né? Eh, no plenarinho da Câmara de Campinas. Hoje também na Câmara tem reunião ordinária. A Câmara vai votar transparência nos preços dos combustíveis hoje, viu? E essa votação será eh na reunião ordinária de número 52, que começa às 6 da tarde, no plenário. O projeto de lei 94 de 2025 é de autoria do vereador Benelima. E esse projeto, gente, determina mais clareza na exibição dos preços de combustíveis nos postos da cidade. Esse projeto já foi aprovado em primeira discussão. Ele obriga que os preços exibidos em placas e painéis sejam identificados aos valores praticados nas bombas, evitando então divergências que possam confundir o consumidor. Promoções atreladas a aplicativos ou programas de fidelidade só poderão ser mostradas de forma secundária e com regras claras. postos que descumprirem a norma estarão sujeitos à advertência e prazo de 15 dias para adequação. Em caso de reincidência, a multa inicial de 2000 será de eh será dobrada, tá? A sessão será realizada no plenário da Câmara. Você pode participar ao vivo, reunião ordinária às 6 da tarde, Avenida Engenheiro Roberto Mand, número 66, bairro Ponte Preta. Transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube da TV Câmara Campinas. Você é convidado especial para participar. Agora a previsão do tempo para você. Como é que fica a cidade de Campinas hoje? Sol entre nuvens. Mínima 15, máxima 29º. É, o inverno está se despedindo, né? É, mínima 15, já foi, máxima 29. Pode esperar aí uns 32, 33, eh, no pico, né, das 3 da tarde. Mas vamos embora. Só não esquece de se hidratar porque o tempo continua muito seco. Agora sim, vamos entrar ao nosso tema central, apresentar as nossas convidadas. A gente fala de comunicação não violenta, conhecida como CNV. Ela foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg. É uma abordagem que reformula a maneira como a gente se expressa e como a gente ouve o outro, criando diálogos mais empáticos e eficazes. Mais do que convencer ou mudar alguém, a comunicação não violenta busca promover conexões mais profundas, resolução pacífica de conflitos e relacionamentos mais significativos. Então, a gente vai tentar entender como funciona, para que serve e como que a gente faz, né, para ter essa comunicação não violenta. Eh, vamos apresentar então as nossas convidadas comigo aqui no estúdio ao vivo. Aldivan Figueiredo, nossa psicóloga, vai nos explicar e ensinar sobre a comunicação não violenta. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada, Rúbia. É um prazer estar aqui e é um prazer estar com vocês aí entrando aí na sua casa. Ah, maravilhosa, gente. Muita conversa hoje no estúdio Câmara, porque eu quero apresentar também a Solange Juliano. Ela ela é terapeuta complementar, está conosco pelo Zoom, direto de Londrina, Paraná. Solange, seja muito bem-vinda. Só bom dia. Olá, bom dia. Muito grata pelo convite. Eu tô muito feliz de participar com você e estar aqui nessa TV tão incrível, maravilhosa. Bom, nosso time de hoje para falar sobre comunicação não violenta. Gente, a gente sabe que a comunicação é um dos pilares das relações humanas. a gente se comunica a todo o tempo, mas muitas vezes nossas palavras elas carregam julgamentos que geram atritos. Quantas vezes você já participou de uma conversa que mais parecia uma batalha, argumento daqui, contraargumento de lá e no fim todo mundo sai cansado, insatisfeito. Isso acontece porque várias vezes as pessoas querem apenas ser ouvidas, mas elas não estão dispostas a ouvir. Então vamos lá, Audivan, na visão psicológica, o que é comunicação não violenta? A comunicação não violenta não é apenas falar bonito, porque muita gente confunde, mas é também observar o outro, perceber o que que aquele outro tá sentindo sem julgar, tá gente? Então, Audivan, o o que que é realmente essa comunicação não violenta? é a forma que você adquire, porque é uma filosofia de vida onde você vai compreender o que o outro tá dizendo para você. Você vai até ajudar esse outro. Olha, eu não tô entendendo muito bem o que que você tá sentindo, o que realmente você quer. A gente até escuta, não é? Seja mais objetivo, vá direto ao ponto. Tudo isso, gente, faz muito sentido quando a gente segue os quatro passos do Marshall Rosenberg. Eu até peguei uma colinha paraa gente seguir a toma nota. Já pega aí uma folhinha e toma nota. Ó, muitas vezes, como a Rúbia falou, a nossa comunicação ela é pautada por julgamentos. E o Marshall, ele nos convida a observar sem julgar, reconhecer os sentimentos, identificar as necessidades e fazer pedidos claros. Seguir a notinha aqui. Muito bom. E aí no desenrolar do programa a gente vai aprender como é que a gente faz tudo isso. Porque agora eu pergunto paraa Solange, que é terapeuta comportamental. O que a terapia comportamental Sol traz sobre a comunicação não violenta no nosso dia a dia? Uhum. Aqui eu vou usar uma das ferramentas que eu trabalho, que é a PNL, a programação neurolinguística. Ah, cada indivíduo, ele traz consigo seus mapas e os seus filtros mentais. tudo que ele viveu ao longo da sua existência até ele armazenado nessas duas gavetinhas dos mapas e dos filtros mentais. Então, eh o que faz com que ele interprete o mundo a partir dessas informações que ele tem armazenado, certo? Então, congela essa informação aí. E segundo a PNL, corpo e mente fazem parte do mesmo sistema. Então, quando a gente fala em comunicação, a última fase da comunicação, ela é a comunicação verbal. Então, antes do indivíduo dele se comunicar verbalmente, ele vai se comunicando, eh, a partir de vestimenta, eh, expressão facial, enfim. Então, tendo em vista que ah corpo e mente fazem parte do mesmo sistema e cada indivíduo ele tem os seus mapas e filtros mentais, então eh essas duas informações vai fazer com que ele se comunique de maneira assertiva ou não, uma comunicação violenta ou não. é a partir dessas duas informações que ele tem dentro dele que vai fazer com que ele responda essas eh essa isso que vem até ele, essa reação. Então, eh ele não enxerga o mundo como ele é, ele enxerga o mundo a partir das informações que ele tem registrada nos seus mapas e filtros. Uau! Olha só, hein, Audivan, por que que a nossa forma de comunicar muitas vezes ela gera atrito em vez de promover entendimento, né? O que que acontece? Se às vezes você quer falar algo, você quer se comunicar e aí você não tá nem imaginando que aquela sua fala ou como a Sol falou, o movimento que você coloca junto com essa fala, que o movimento também comunica, isso causa um atrito que você leva até um susto, fala: "Poxa, mas a minha intenção não era essa". O que que acontece, Audiva? Porque a gente, infelizmente, não aprendeu a se expressar de forma clara. Uhum. De forma objetiva. E como que isso é possível? Posso dar um exemplo, Roberto? Claro. Então, vamos lá, gente. Olha só, às vezes a gente fala pro outro: "Essa hora que você chegou, isso é hora de chegar em casa. Vamos agora respira. Aí você vai numa comunicação assertiva. Nossa, Audi, eu tava super preocupada, eu tava super aflita, mas por que que você chegou essa hora? Aconteceu alguma coisa, viu? Olha a diferença. O no, na outra fala você tá julgando. E se é hora de você chegar em casa e aqui eu tô sendo bem boazinha, tá gente? Porque tem as expressões corporais que reforçam esse padrão de microviolências. A comunicação não violenta e a comunicação assertiva, a comunicação empática, aí a gente vai dando nomes, elas estão muito próximas das microviolências. Acho que aqui tá bom, né? Uau, verdade. Quero entender mais sobre essa microviolência aí, porque pelo que eu eh pude analisar aqui você falando, microviolências, né? Será que a gente comete microviolências diariamente? Será? A maioria de nós cresceu distante de uma linguagem compassiva. Portanto, as avaliações são tão frequentes que muitos julgam sem perceber, né? são rotulações críticas, comparações, diagnósticos, são todos de todos uma forma de julgamento. A gente tem que se ligar nisso. Quando a gente realiza um julgamento, a gente é impedido de ver com clareza, porque a gente foca a visão em nossas próprias projeções, ao invés de compreender o próximo e tentar obter o que a gente deseja. Isso é muito interessante, ô Solange, a comunicação eh não violenta, como é que ela pode ajudar na prática a transformar eh conflitos em oportunidades de compreensão, né? Ela vale até que ponto, até que ponto a gente pode ter uma comunicação não violenta? Porque eh se você para para analisar assim no nosso dia a dia, né, fora do contexto eh profissional de vocês duas, bom, eu tenho um movimento e aí eu tento fazer uma comunicação não violenta, mas aí o outro indivíduo, ele pode se aproveitar da minha comunicação não violenta e me deixar como um fantoche, tipo um capacho, pisar em mim por conta que eu sou mais tranquila, mais Rapaz, vou comunicando de uma forma não violenta. Então, até que ponto isso é benéfico pra gente, Sol. Aham. Bom, quando a gente fala em comunicação não violenta, nós não estamos falando exatamente nisso. Ai, um ser de luz que fala baixo, não tem a ver com isso. Mais uma vez, eu vou usar exemplos da PNL para eu não ser motivos de chacota nessa minha comunicação não violenta. Primeiro eu tenho que ter autoridade tanto no assunto quanto eh com o meu ouvinte. Porque se de repente eu chego toda, vou usar a expressão romântquinha para conversar com o outro, muitas vezes eu não vou acertar na comunicação. Então, lembra que cada indivíduo tem seus mapas e filtros. Então, cada indivíduo vai ler e entender e interpretar cada informação de acordo com seus mapas e filtros. A partir daí, eu não posso eh me comunicar da mesma maneira com o José e com o João, porque o João tem um um filtro e um mapa mental. Então eu vou usar palavras assertivas para ele, tanto em tom, ritmos e som. Já o José, como ele tem outros mapas e outros filtros, não necessariamente a mesma comunicação, as mesmas palavras e a mesma a mesma postura. que eu usei com o João vai funcionar. Então, é importante que eu entenda e que eu conheça o meu ouvinte, porque a partir daí eu vou dar para ele o que ele precisa de informação. Então, eh, de maneira muitas vezes a comunicação ela pode ser não violenta, mas muitas vezes de maneira rípida, porque tem pessoas que funciona dessa maneira, entende? e já tem pessoas que não funciona. Então, por isso é importante eu entender e conhecer para ir ao encontro da necessidade de cada um. Uau, hein? Que coisa, Audi. Agora eu faço a mesma pergunta para você, né? Eh, a comunicação não violenta pode fazer a gente virar capacho ou tem alguma coisa que a gente pode fazer para que isso não aconteça? É uma excelente pergunta, porque isso acontece com frequência dentro dos nossos lares. Uhum. E nós temos sempre aquela sensação, será que eu tô perdendo? Será que o outro tá mandando em mim? Tá pisando em mim? Eu recebo muito isso no consultório. E vamos, vamos anotar de novo. Eu adoro que anote, porque aquilo que a gente escreve a gente não esquece. Isso, pessoal, é o seguinte. O outro não tem poder sobre você. a não ser que você permita. E quando eu escutava isso, eu não eu não concordava. Até que um dia isso fez sentido. O poder da comunicação, ele também é seu. Então você pode dizer, vamos supor, uma situação de atrito, tô em casa, tá ali aquela gritaria e você acordou dizendo hoje é o dia de brigar. E você também pode acordar dizendo hoje é o dia da paz. A comunicação não violenta, lembra que é uma filosofia de vida? Então você vai tá sempre trabalhando. Hoje é um dia de paz. Mas vamos voltar para essa essa ilustração rápida. Tô ali numa situação onde tá uma gritaria e você fala: "Ah, eu vou vou ficar calada, não vou gritar também, vou brigar." Não, vamos treinar. Quem treina reina. Toma nota. Quem treina reina. Hoje eu não quero brigar, tô ouvindo o grito. E eu vou lá e digo: "Fulana, me dá, vamos usar o nome Ana. Ana, me dê um minutinho, daqui a pouco eu volto. Só um momento. E você levanta, toma uma aguinha ou respira, faz uma oraçãozinha e volta, tá bom? A comunicação não violenta. Áudio, mas eu quero falar na hora. Vamos então para um treino agora. Ana, parece que eu fiz algo que não te agradou. Eu te peço desculpas. Você poderia, por gentileza, me dizer o que eu fiz para acionar esse gatilho em você? Percebe? Ou eu posso usar um outro. Tem um monte de ilustração, gente. Mas vamos agora ouvir um pouquinho a rúbia, né? Nossa, não, eu tô aqui e eu olho para áudio, eu olho para sol, eu fico pensando como eh vocês falam de uma maneira assim que parece tão fácil, né, a gente praticar isso no dia a dia, mas a gente precisa ter um autoconhecimento, a gente precisa ter um equilíbrio, um negócio assim, porque a pessoa se ela vem com tudo, você olha, fala assim: "Com licença, eu vou tomar um cafezinho Voto ou então, poxa, parece que eu fiz algo que não te agradou. Ô Sol, programação neurolinguística aí, por favor, como é que a gente faz com o nosso cérebro para poder entender tudo isso e praticar isso no dia a dia van trouxe pra gente eh alguns exemplos. Legal, agora a gente precisa aprender a praticar. Mas pra gente aprender a fazer isso, nós precisamos, olha, ter um acerto bem positivo aí com o nosso consciente, subconsciente, inconsciente, só o socorro. Ah, bom, eh, eu acredito que vamos falar em comunicação a partir de mim, então, para eu me expressar, eu tenho que me conhecer. Então, eh, eu sempre uso esse exemplo. Quando a criança ela é pequena, até ela conseguir levantar e andar, ela cai muito, ela se machuca. E nós carinhosamente ou com muito cuidado, eh, a gente vai lá e ensina novamente, muitas vezes leva anos para que essa criança aprenda e mesmo assim nós podemos estar bravas, nervosas, com n problemas, nós vamos lá com muita amorosidade e ensina essa criança. Uhum. No entanto, quando o assunto sou eu, eu não me trato dessa maneira. Quando eu alguma coisa sai do meu controle, quando eu não consigo, vamos por essa eh comunicação não assertiva, não consegui me expressar bem, não consegui ser entendida, então a começo me punir, eh me maltratar, sabe? Eu começo eh a me olhar como um ser inferior. Então, pro outro eu consigo ser essa pessoa dócil, porém comigo eu acabo me cobrando demais. Uhum. Então, é necessário eu aprender a me olhar com muito mais carinho, porque quando eu me conheço, eu me trato com muito mais carinho, automaticamente eu vou conseguir interagir no mundo exterior de maneira inteligente e exercer essa comunicação não violenta. E mais uma vez, não necessariamente essa coisinha fofa. Então, a comunicação não violenta não necessariamente tem a ver com isso, porque como eu disse anteriormente, cada indivíduo requer um determinado tipo de comunicação, um determinado tipo de cuidado. Exatamente. Olha só, bem interessante vocês duas dando uma aula pra gente aqui hoje, né? Ô, van, eh, mesmo a gente tentando aplicar a comunicação não violenta, a outra pessoa pode reagir de forma defensiva, né? Então, como que a gente vai fazer? você disse para eh trouxe pra gente a situação de eh tentar se comunicar de uma forma mais assertiva com essa outra pessoa ou então eh se retirar do local, tomar um cafezinho e voltar ali. Comunicação não violenta eh diz respeito a mim ou diz respeito ao outro? Qual que é a avaliação? conta pra gente. A comunicação não violenta, ela diz respeito sobre primeiro sobre nós. Uhum. Depois sobre o outro, porque tem a ver com respeito. Por isso que ela é empática, por isso que a gente usa, não é, o o nome empática. A comunicação não violenta é a comunicação do futuro. É a comunicação que toda família deveria ter desde o início. A comunicação não violenta deveria ser trabalhada todos os dias nos trabalhos, nas empresas, nas escolas, nas igrejas, em todos os lugares, porque ela tá ligada ao que nós somos e que não foi ainda trabalhado, porque a nossa essência ela é de paz. A nossa natureza tem, eu eu gosto de trabalhar sempre trazendo assim as reflexões. Nós somos luz e sombra, nós somos, não é, o sol e a lua, não tem essa dualidade dentro da gente. Então nós podemos escolher. Por isso que a comunicação não violenta, ela vai da minha escolha. É por isso que eu falei no início, eu vou voltar a frisar, é uma filosofia de vida, então você escolhe. Então, tem a ver com você, porque as escolhas não são do outro. A escolha é tua, a escolha é minha. Então, hoje eu escolho uma filosofia de vida que é a comunicação não violenta. E olha só, para você ter noção, não é algo que eu tô aqui só falando, é algo que eu exercito todos os dias e eu vou dizer na minha casa com os meus filhos, porque desde o primeiro dia que eu resolvi adotar essa filosofia, a minha vida mudou e mudou tanto e mudou a vida também das minhas alunas, porque isso que isso começou, eu comecei aplicando, comecei estudando e fazendo um curso e eu vi que funciona. Então, se funcionou para um monte de gente, vai funcionar para você também. Uau, maravilhosa. Olha só, duas professoras aqui, gente, tá aprendendo muito nessa manhã de segunda-feira, Audvan, Solange. E a gente fala que a comunicação não violenta também nos ajuda a olhar para dentro, né? Porque o que elas trouxeram pra gente é isso, a gente acaba desenvolvendo a autocompaixão. Agora, Solange, como é que essa prática da do desenvolvimento da autocompaixão, da comunicação não violenta, ela pode fortalecer a nossa relação consigo mesmos, né, e prevenir conflitos internos, porque até agora a gente tá falando do exterior, do externo. A gente tá usando a comunicação não violenta para com o outro. Agora, como eh essa forma de desenvolver a comunicação não violenta, ela pode ajudar a gente, né, a prevenir conflitos internos, a ter uma um uma autocompaixão conosco? Uhum. Eh, como eu estava falando anteriormente, é bastante interessante porque lembra que nós nos punimos o tempo todo, nós o o eh usamos o nosso olhar de agora e julgamos aquela pessoa de um minuto atrás que fez aquilo que não deu certo. Então assim, é o quão justo isso é, eu pegar a a informação que eu tenho agora, o conhecimento que eu tenho agora e cobrar daquela pessoa o quão justo é eu pegar eh a o conhecimento que a pessoa tem agora e cobrar daquela que ainda não tem conhecimento nenhum e a partir daí começar a praticar realmente a autocompaixão, o amor próprio e entender que o que eu dou pro outro, eu só dou pro que eu tenho. Então, muitas vezes nós temos achamos que temos sentimentos pelo outro que nós não temos nem por nós mesmos. Então, é importante, se eu sou capaz de fazer isso com o outro, por que não fazer isso por mim? exercer essa autocompaixão, este autoamor. Então, são pequenas atividades todos os dias, porque cada dia você é um ser novo, você é um ser que mudou. Então, todos os dias nós precisamos ter esse olhar amoroso para conosco, esse olhar gentil. Eu sempre costumo passar pros meus pacientes eh o seguinte treinamento, eh seja a sua mãe neste momento, como que você como sua mãe te trataria neste momento? E a partir daí você começa a exercer este amor. Então quando eu começo a me sarar, automaticamente a minha comunicação com o outro, ela passa a ser muito mais assertiva e muito mais amorosa. É verdade mesmo. Isso faz todo sentido, né, onde vai quando você começa a se curar, a sarar, ter uma autocompaixão consigo. automaticamente a sua comunicação vai ser mais assertiva com o outro. Isso. Pessoas curadas, elas são capazes de curar. Uau! Pessoas que se trabalham, elas são capazes de compreender. É por isso que eu gosto muito desses quatro passos. Uhum. Porque a gente vai se observar. Hoje eu não acordei bem, mas por que que eu não tô bem? Hoje eu tô triste. Mas por que que eu tô triste hoje? Faz uma reflexão, você que tá aí no sofá, na cadeira agora, faz uma reflexão. Como de fato você está, o que que você pensou ontem que ia começar a semana? Qual é o teu estado hoje mental? Uhum. Quando a gente começa a observar isso e a gente começa a perceber que não tá transbordando, não está transbordando os sentimentos, porque quando transborda cai em todo lugar, né, gente? Cai tudo. Então é dessa forma. Então a gente fala assim: "Olha, eu não tô bem, então consequentemente eu vou transbordar de algum jeito." Exato. Vai ser num olhar, vai ser num gesto, vai ser, hum, tá, sei, né? A gente faz isso, isso é comunicação violenta, gente. A partir do momento que eu olho pro outro até meu óculo, para você entender, que eu faço, sei tá, hum, comunicação violenta. Uhum. Então, a partir do momento que eu não tô bem, sem perceber, porque isso não é proposital, é inconsciente muitas vezes, às vezes são hábitos que a gente adquire, tudo isso interfere. Mas a partir do momento que eu determino lá aquela filosofia de vida, eu digo: "Não, somente por hoje eu vou ser melhor comigo, não é com outro, não, comigo." E por quê, gente? Porque um dia eu fui ferida. A Sol trouxe aí um exemplo dos mapas que a gente tem, das leituras que a gente faz, mas nós temos uma história de vida. Tivemos pais que também não foram assertivos, mas não é porque eles não quiseram ser, é porque eles também não foram treinados nem ensinados. Nós vivemos uma era de ouro, onde o conhecimento nos é dado, onde a gente pode falar dos sentimentos, das emoções, daquilo que pensamos. Temos até esse treinamento aqui. Agora é ouro isso. Que que a gente faz com tudo isso? A gente trabalha e todos os dias a gente coloca uma determinação. Eu quero ser melhor do que ontem. Ah, eu errei. Tá tudo bem. A gente, nós somos humano ainda. Ninguém ainda virou inteligência artificial porque ninguém é robô. Então, a gente vai errar. Eu erro também. Calma que eu não sou aqui perfeita não. E se a gente não trabalhar essa humanidade, a gente se perde. Nós somos seres em constante evolução. E esse tema é só uma palhinha para que você tenha motivação diária e pratique durante a semana inteira. E ó, isso é ótimo. Ai, que delícia eu vi vocês, gente. Muito bom, né? Quanto ensinamento. Agora eu quero ir lá atrás. Vamos na revolução industrial, né? A revolução industrial a gente trouxe com ela necessidade da organização da força de trabalho, ou seja, da administração dos funcionários, né? Aí chefes ou capatazes frequentemente empregavam violência para obter disciplina dos trabalhadores. Em algumas fábricas, os operários eram proibidos de carregar relógios durante o turno de trabalho, com o objetivo deles não saberem que horas eram e ocultar o final do expediente para que eles trabalhassem, trabalhassem e trabalhassem. Esse passado violento repercutiu em conceitos que a cultura organizacional disseminada nos dias de hoje busca descontruir, desconstruir. Nós falamos da comunicação não violenta, né, consigo mesmo, com o outro. Agora, é importante a gente abordar a comunicação não violenta eh no nosso trabalho, nas instituições, porque isso interfere muito e muito na nossa qualidade de vida, porque se a gente parar para pensar, a gente vive a maior parte do tempo no trabalho, né? Audivan, eh, eu vou falar com você o seguinte, quero te perguntar como que a comunicação não violenta ela auxilia dentro eh da da instituição, dentro eh eh da no corporativo, no corporativo. Essa é a pergunta. Excelente pergunta. E é uma pergunta que ela é tão poderosa que merece uma explicação muito bacana. Quantos de nós recebem em casa o marido ou a esposa que chegou do local trabalho violentado pelas palavras? Exato. E transborda. Lembra do copo que transbordou, né? Então eu faço esse arzinho assim de brincadeirinha, mas eu sou muito séria, mas nesse momento a gente tem que trabalhar para poder ficar descontraído. O local trabalho hoje as empresas que vêm investindo muito nessa comunicação não violenta, muitas empresas, muitas técnicas, muitas abordagens. Recentemente eu iniciei um MBA em Agile Coach, que ele faz esse trabalho de intermediar as relações para diminuir essa comunicação violenta, porque na pressa do dia a dia, como a Rúbia trouxe, a velocidade de cumprir, porque a gente vive num mundo que exige metas, que exige tempo. Percebe bem isso hoje pela internet? Ah, se não se não responder agora o WhatsApp, eu já não compro mais de você. Então, existe uma tendência onde a gente deixa de humanizar algumas ações e quer robotizar. Na empresa, as empresas estão investindo nisso. Isso é possível? Totalmente possível. A partir de que isso é possível? Treinamentos. Hoje existem profissionais, mas não é em toda empresa, tá? Parêntese. Parêntese. Já ouvi você falando aí de casa. Ah, o Ivan tá viajando. Não tô não, amiga. Ó, coraçãozinho. Presta atenção que eu tô falando de empresas que têm esse trabalho. Tem as empresas que ainda não acompanharam o processo e faz parte. Faz parte. Uhum. Muito bem. Ô Sol, traz pra gente a sua avaliação referente à comunicação não violenta eh no corporativo, né? O que que a programação neurolinguística traz pra gente? Qual é o olhar que você tem? sobre a importância da comunicação violenta nesse ambiente. Uhum. Eh, em determinado momento você estava conversando com Audi e ela falou assim nos bastidores, tá? Ela falou: "Ai, para mim foi muito difícil quando eu perdi a voz. Daí você ressignif, não sei se você percebeu, mas você ressignificou na hora. Você diz, eh, foi desafiador. Exato. Então, ah, quando você profou, olha que interessante, olha, só aplicando PNL. Aham. Ah, então e aprende isso, ó. Aprendo, tá vendo? Olha, e você vê que é automático, né? Nossa, eu apertei esse botãozinho sem perceber. Exato. E sobre essa comunicação eh não violenta, vamos ler o seguinte. Não só a comunicação verbal, como que eu a a empresa, como que eu vou exercer essa comunicação não violenta? Primeiro eu tenho que ler o meu colaborador, porque muitas vezes ele já chega eh já transmitindo a sua violência na sua comunicação, muitas vezes na vestimenta, enfim. Então, se a empresa tem essa disponibilidade de de ler, de conhecer, de entender, de ir ao encontro da necessidade hã do seu colaborador, tendo em vista que eh não é por ele, e sim é para o bem-estar da minha empresa, para bem-estar ah do todo. Então, o que tem que ser feito para que isso ande em harmonia? Então, a a importância da comunicação assertiva ou da comunicação não violenta é justamente essa, é para que o ambiente ele flua de maneira muito mais natural. Eu sei que vai parecer estranho muitas vezes falar que a empresa é a sua casa, tem que parecer a sua casa. Não, não é. A empresa não é a sua casa, mas tem que ser o ambiente mais próximo do saudável possível. Então, quando os líderes eles estão disponíveis para exercer essa comunicação não violenta, não só verbalmente, tá? Eh, tanto a na sua expressão facial, nas suas vestimentas, ah, isso faz com que o ambiente ele fique mais sarado. Então, é extremamente importante, necessário e essencial praticar esta comunicação não violenta. Muito bem. né? Eh, quando a Sol traz não só a fala, a comunicação da fala, né? Nós nos comunicamos de todo quanto é tipo que você imaginar, né? É um olhar, é um movimento, eh, enfim, e principalmente em ambiente organizacional, a gente precisa se atentar a isso, né? a a nossa fisionomia, o nosso movimento, ele diz muito sobre o que a gente quer passar para outro, né, Odivan? E isso também faz parte, como a Sol trouxe da comunicação não violenta. Ah, tudo bem, eu aprendi a me comunicar, falar, falar de forma não violenta. Agora você aprendeu a se expressar de forma não violenta, porque às vezes a expressão ela pode ter um impacto bem forte no outro, não é? Você sabe que enquanto a Sol narrava, me veio aqui uma lembrança, um dejavu de várias ferramentas que a gente tem hoje disponível como eh aqueles profissionais que trabalham a imagem. Uhum. Porque a comunicação ela também tá com a só ela a Só trouxe algo que eu acho bacana da gente perceber. Houve uma mudança tão grande paraa gente trabalhar essa comunicação não violenta e a gente ainda não conseguiu porque é profissional de imagem, é profissional que trabalha as cores. Vocês viram como eu tô hoje com a cor neutra? É intencional, gente. Isso é intencional. Vocês viram que eu vim de bolinha assim, ó? Isso aqui é não agressividade. Eu vim com sapatinho redondinho, eu vim com colazinho redondinho. Nós falamos até com os objetos que usamos, porque eles vão trazer elementos, sapato de bico fino. Olha o da Rúbia aqui, que é a posição da mulher no mercado de trabalho. Ela tinha que ter essa postura porque é desafiadora. A gente tá aqui falando, mas tem uma esfera grandiosa, porque tem as questões de gênero, tem as questões de igualdade racial, tem as questões LGBT que mais gente, falar de comunicação não violenta é extraordinário, porque tá ligado a essa paz. Eu escutando muito a Rúbia trazendo pra gente, né, autocompassiva, essa autocompaixão. Eu vou colocar autocompaixão também, tá? Porque quando a gente fala da comunicação amorosa, ô minha gente, não é maravilhoso a gente conversar com alguém que nos trata feito gente? Vamos, vamos no ditado popular, vamos parar de negócio científico, porque também eu adoro ciência, viu minha gente? Amo artigo científico, mas porque eu fiquei muitos anos na universidade, mas a gente tem que trazer uma linguagem acessível porque senão a gente não decola. E aí, vamos pensar, local da empresa a gente tem que ter sim. Não é tua casa, não. Pode esquecer esse negócio, não é tua casa, é local do teu trabalho. Tu tem que se comportar no local de trabalho de forma realmente adequada, com uma comunicação bacana, porque ali é o teu currículo e é o teu currículo não dito, sabe? Não escrito. É o que o povo fala de você, o que vai escrever lá no LinkedIn, né? Ai, a Rúbia é isso, isso, isso. A Audi é isso, isso, isso. A Sol é isso, isso e isso. Então essa comunicação ela tem que existir. Uhum. Porque ela também vai te fortalecer no network. E esse network ele que vai fazer teu trampolim. Muitas vezes nós não estamos falando de você ser, ah, eu só falo a verdade, eu era uma dessa, tá? Esquece, esquece um pouco, mas eu era dessas. Não é porque eu sou verdadeira, porque nordestino, já viu meu sotaque, tem isso. E o nordestino ele aprende ser muito assertivo, mas ele não é assertivo não, ele é grosso mesmo às vezes. E eu tive que trabalhar muito isso. Ainda tenho, viu? Ainda tenho todo dia. E a gente precisa lembrar disso. Vocês viram que eu usei uma técnica fragmentada para trazer vários storying de uma vez só. E por quê? Porque o nosso cérebro ele pensa dessa forma, tudo junto e misturado. E é por isso que a gente se perde. E pra gente não se perder, toma nota de novo. Local trabalho, tu tem que treinar. Sim. Quem treina reina. Escreve isso. Local trabalho, tu tem que ser bacana. E o que que é bacana? se comunicar, respirar e tomar o café, tomar água, rezar, fazer tudo e não ser violento. Para com essa história, porque eu sou assim mesmo. Não, tu não é assim mesmo, não. Tu foi construído assim e tu precisa ser desconstruído para poder viver uma comunicação gostosa, amorosa, harmoniosa. Eu garanto que tua vida vai mudar, vai ficar assim de gente perto de você e você não vai perder a essência, nem vai perder o brilho. Você vai ficar mais radiante, extraordinário e vai expressar algo tão maravilhoso que vai ser um íã atraindo pessoas, viu? Uau, gente, que delícia de programa Sol. Como é bom receber vocês aqui, como é bom falar com vocês e e receber esse ensinamento de vocês duas. Agora a gente falou de comunicação, então não violenta no trabalho. Vamos lá dar uma pincelada rapidinho da comunicação não violenta dentro das escolas. sol, essa eh porque assim, a gente fala trabalho, a gente passa a maior parte e eh da nossa vida no trabalho, lembrando, não é a sua casa, é o seu trabalho. Por isso você precisa de postura, uma postura, né, mais assim assertiva. Dentro de casa, você tá lá de short, né, no pijama, né, enfim, trabalho, OK? Comunicação não violenta. Aprendemos escola, qual que é a importância só da comunicação não violenta aplicada nas escolas? Qual é a sua avaliação sobre isso? Uhum. Ah, é interessante porque quando fala assim, eh, como que funciona essa comunicação, a comunicação que eu estou praticando ou a comunicação que o meu ouvinte ele está praticando? Uhum. É muito interessante porque na grande maioria dos adolescentes eles estão o tempo todo se comunicando de maneira extremamente violenta. Hum. Muitas vezes na vestimenta, nos seus comportamentos, ele está falando sem falar. Então, como que eu vou eh eh me atentar? Como que eu vou eh me comunicar especificamente com esse tipo de adolescente? Eu tenho que ter acesso a esses mapas e filtros mentais dele. Uhum. Porque a partir daí, mais uma vez, eu vou conseguir eh estabelecer esta comunicação. E porque é muito mais amplo do que a gente pensa quando fala em ambiente escolar. Quando você estava narrando, eu já me lembrei de várias situações horríveis que tem acontecido, violências físicas mesmo, alunos que batem professor, professor que infartam em sala de aula, percebe que é muita coisa que tem acontecido. Sim. Então isso é por conta da falta de comunicação. Será que uma comunicação não violenta iria funcionar? Então, lembra que eu falei lá no início que eu tenho que ter autoridade tanto no que eu estou falando e em como eu estou falando e com quem eu estou falando? Então, vamos imaginar a cena eh de um professor. Então, será que a mesma eh correção, a mesma comunicação que ele tem com o aluno X, se ele tiver o mesmo comportamento com o Y, vai funcionar? Eu acredito que não. Então, por isso a importância de ah ter esse acesso a esse universo particular de cada aluno, até porque cada ser é um ser único, é um ser individual. Uhum. Então, para que eu aprenda a lidar com isso, mais uma vez, eu tenho que tratar das minhas limitações, das minhas dores. Eu tenho que aprender a a se comunicar comigo mesma. Tenho que saber que eu fiz o melhor que eu pude dentro das condições que eu tinha naquele momento. Uhum. E quando eu vou passando por esse percurso todo, me curando, me sarando, eu começo a enxergar o mundo como verdadeiramente ele é. Então, eu consigo ler o indivíduo de maneira individual e eu vou, a partir de muita prática, eu vou escolhendo praticar essa filosofia de vida que é a comunicação não violenta. Muito bem, Audivan, é com você. Vamos lá. de novo. Viajei aqui, viajei pelo mundo. Mas vamos, que pauta linda, gente. Ai, que alegria. Por, gente, a escola não é um reflexo da nossa casa. Uhum. Tu tá lembrado disso? Pois é. Você sabe que inspirada nessa comunicação não violenta, eu criei uma ferramenta chamada Casa Cheia de Paz e eu não trouxe ela hoje. Tudo bem, faz parte do jogo, mas vamos lá. O que que acontece? As escolas não trabalham a CNV, minha gente trabalha. E como é que eu sei? Porque durante o processo, depois da pandemia ali durante na transição, eu atendi mais de 15 escolas no governo de São Paulo, mais de 10.000 pessoas envolvendo alunos, professores e famílias. E eu me perguntava, minha gente, ninguém vai tomar uma atitude, não é? Mas só que tem gente no programa tem lá a comunicação não violenta. Os alunos são convidados. Tá lembrado que eu falei no início que a escola também traz, os alunos trazem o que eles vivenciam em seus lares. Então o trabalho da comunicação não violenta dentro da escola, ele precisa ser reforçado. E como? Porque você escutou a sol, não é? Professor inando, aluno fazendo bullying e aí vai. O que que a gente faz? O que que a gente faz que ninguém toma conta disso? Não é verdade? Toma conta. Só que a demanda interna, a dor interna é avaçaladora. Lembra do copo que transborda? transborda na sala de aula porque a gente não aceita, não aceita um não, não aceita o outro ser diferente, não aceita o outro ter cabelo cacheado, crespo, liso, esticado, o que for, ou a gente não aceita o outro ter a pele diferente da nossa, não é? Ou a gente não aceita que o outro tem pele rachada ou não sei o quê, ou unha grande, a gente não aceita as diferenças. Então é um processo tão grandioso que a comunicação não violenta ela vai funcionar. Vai, pior que vai, viu? Ou melhor que vai. Vou até corrigir pior e melhor. E por que essa dualidade intencional minha? Ah, ah, então tu tá querendo dizer, Al, que comunicação não violenta resolve tudo, amiga. Pois então, resolve boa parte das coisas. E por quê? Porque a gente aprende a se comunicar, aprende a falar pro outro. E onde que a gente mais aprende? Na escola. Porque é por isso que tu manda os teus filhos pra escola. É por isso que eu fui pra escola. É por isso que tu foi pra escola para aprender. Então lá dentro da escola tem que falar de comunicação não violenta todo dia e tinha que ter disciplina. Mas não é disciplina tomar nota aqui na tela do da lousa. Não era treinamento. Vamos lá expressa, fala o que tu tá sentindo, o que realmente você quer falar com o outro. Nossa, eu falo demais, minha gente, mas eu adoro falar. Ai, maravilhosas, né? Muito bem. Comunicação não violenta precisa, sim. A gente precisa praticar isso todos os dias, né? Eh, é importante, principalmente nas escolas. a Sol trouxe, né, essa violência aí eh eh contra os professores. E aí a Audvan trouxe também a questão que o aluno ele traz o que ele vive em casa e esse programa que tem que está inserida a comunicação não violenta aqui do estado de São Paulo é importante, mas é desafiador. é desafiador, porque o que a gente vê que acontece nas escolas, a gente percebe desafio, né, que esses professores têm e esses professores têm que ter um um equilíbrio, uma saúde mental de ferro para poder conseguir. Mas o negócio é o seguinte, é não desistir, é tentar, é tentar, é tentar, porque uma hora dá certo. Eu acredito nisso, né? Vamos lá, produção. Nós temos perguntas agora 9:5. A gente vai até 9:15 porque nós entramos um pouquinho atrasados, mas vamos lá. Produção, se tiver pergunta pode mandar pra gente. Estamos aqui com a Solan, Juliano também, Aivan, nossas duas professoras hoje nos ensinando sobre comunicação não violenta. Um prazer ter vocês com a gente, viu? E você aí de casa também pode mandar sua pergunta, pode conversar conosco. Pedrinho, tá tudo certo aí? Vamos lá. Pode mandar. Então, olha aí as perguntas. Rafael Souza do Bom Fim. Como aplicar comunicação não violenta em situações de preconceito ou injustiça quando precisamos nos defender com firmeza. Nossa! E agora vou jogar para Sol, depois Audivan comenta também. Vamos lá, Sol. E agora, hein? Que pergunta é essa, Rafael? Meu Deus, que pergunta desafiadora e tão atual. muito como usar a comunicação não violenta no momento em que a única coisa que eu quero é ser violento, é, sabe, externar tudo que o outro colocou dentro de mim. Ah, a Edvan, ela falou em vários momentos, sabe? Eh, nessa questão do de conhecer, de praticar e praticar e praticar e praticar. Eh, nessa nessa questão especial, primeiro eu preciso eh me reconhecer e identificar Uhum. quem que eu sou, por e onde eu sou. Eu sou isto que o indivíduo está falando. Por que que isso está me machucando? Então, eh, as pessoas elas têm o direito de pensar e de falar o que gosta. Tem, desde que não seja um crime, tá? Porém, a pessoa, ela cometeu esse crime comigo. Então, qual a melhor maneira de não ser violenta? Primeiro, eh, me recolher, porque você bater de frente, esta violência vai aumentar cada vez mais. Uhum. E querendo ou não, você vai acabar entrando naquele quadradinho onde muitas pessoas falam o quadradinho do mimimi. Então, eh, não responda de imediato, tipo, não arruma discussão nem briga, se distancie, procure ajuda, principalmente jurídica, e vá se fortalecendo para que o que o outro pense sobre você não cause tanto mal, porque na final você não é o que o outro pensa, você é quem você é. Você é tudo que você trouxe na sua vida ao longo da sua existência. Muito bom. Agora é com você, Odivan. E aí, Rafael do céu, que pergunta é essa, amigo? Pelo amor. Vamos lá então. Toma nota, viu? Que agora vai. Eu vou trazer um exemplo trazendo eu mesma. Sotaque nordestino. Tu acha ou não que eu sofri preconceito? Com certeza. E como que você lidou com isso? Não é porque é fácil falar dos outros. Vamos falar da gente, né? Primeiro. Mas a primeira frase é: o que o outro pensa ou fala tem a ver com o filtro dele. Como ele vê o mundo, não tem a ver com você. Mas ele está falando de mim. Ele está falando de ti, mas ele tá falando dele. Por que que ele não fala coisas bonitas? Por que que ele só foca na coisa negativa? Lembra disso? Ah, porque a gente mistura. Lembra do que eu falei lá no início que a gente mistura é tudo junto e misturado. Eu lembro que eu tava numa universidade famosa que eu estudei, não vou dizer o nome, não foi aqui em Campinas, foi em São Paulo, famosa. E eu escutei assim: "Por que que essa nordestina vem para cá roubar o nosso lugar?" Gente, eu quase que chorei. Eu fiquei tão triste, eu me senti uma bola mcha murchando, murchando, murchando, murchando. Depois eu lembrei. Que que é isso? Não tem esse poder não. Não te dou esse poder não. Se eu tô aqui é por merecimento. E aí a gente trabalha isso. Seja ah, eu escutava muito dos alunos, eh, Aldi, ele me chamou de cabelo de Bombril e aí eu dizia: "Amiga, nós temos duas escolhas. Ou tu embarca na dor ou tu embarca na solução. O que que tu quer? Solução?" Então, a gente transforma. A Rúbia falou em algum ponto aqui, é como que a gente transforma. Rafael, toma nota disso. Seja injustiça ou seja preconceito, a coisa precisa ser revertida e de uma forma criativa, porque brasileiro, meu filho, é nota 1000 nesquisito. E eu dizia pras pras pras minhas alunas lá quando chegavam com essa dor, me chamou de cabelo de bombril, amiga. Tu vai lá e tu vai aprender a responder com assertividade. Face Bombril tem 100 utilidades. Eu sou feliz com esse título que tu me deu. Preconceito, gente, a gente tem que ser criativo, sabe? Dar aquela reboladinha, fazer carinha de paisagem, de Monalis ou então beijinho no ombro. É desse tipo que a gente responde. Muito bem. 9:11. Dá tempo para mais uma se vocês responderem bem rapidinho, porque ai tem mais participação e a gente quer, mas a gente precisa entregar já. Então coloca mais uma, por favor, produção. Elas vão responder bem rapidinho, tá bom? E aí a gente já vai pras considerações finais. Carlos Eduardo Martins da Vila Industrial. No trampo, no serviço às às vezes a gente fala meio seco, sem perceber. Como saber se eu passei do limite na na forma de falar, ô Carlos Eduardo, vamos lá, Sol, responde ele pra gente, tá? É bastante interessante. Como que eu sei que eu passei do limite a partir do comportamento do outro, da resposta do outro? Como que o outro ele recebeu essa informação? Sim. Então, a partir disso, opa, pera aí, eu me excedi ou não? Muito bem. E aí, Audan, se a gente percebe que passou do limite, é legal a gente chegar e pedir desculpas, né? Que que você acha? Com certeza. A desculpa, mas não é aquela desculpa, ai gente, eu errei, não é assim, acho que eu não fui muito assertivo contigo, mas eu quero fazer isso publicamente, porque do mesmo jeito que você fez a coisa lá, não é, onde você falou de um meio de um jeito meio seco, você volta no cenário que você fez, fala: "Pessoal, quero valorizar aqui bastante algo que não foi bacana que eu fiz". A palavra bacana, ela é um um ponto de equilíbrio muito positivo, tá? pra gente falar da comunicação não violenta, porque ela é neutra. Pessoal, eu não fiz uma coisa bacana e eu quero pedir desculpa publicamente, ó. Não quero mais cometer e quando eu não for bacana, me sinaliza. Lembra da da questão humana de mostrar a nossa humanidade? É sobre isso. Nós não somos perfeito, mas toma nota, nós podemos sim trilhar um caminho bacana, assertivo e de uma comunicação cheia de paz. Que delícia de programa, gente. Mas eu tenho que encerrar. Então, eu só quero agradecer demais a participação de vocês duas que trouxeram assim informações maravilhosas e que bom a gente poder ter vocês nesse início de semana. A semana tá começando. Que tal levar isso pra vida, pra semana? Eu tenho certeza que se olha a gente pegar um pontinho de cada uma aqui e levar pra vida, a gente vai ter bastante assertividade. Muito bom. Ô Sol, gratidão. Obrigada pela sua participação. Você sempre é especial, viu? Muito obrigada mesmo. Gratidão mais uma vez e excelente semana para todo mundo e que realmente esse conteúdo ele sirva de apoio para quem assistir. Maravilhosa. E você, Audivan, que contribuição sensacional. Obrigada pela sua participação. Muito obrigada. Eu que agradeço o convite. É um prazer muito grande estar aqui, principalmente porque eu tô entrando aí na sua casa e eu sei o quanto que é importante a gente ter essa troca e não me colocar no lugar de quem sabe, mas de que tá aprendendo sempre, porque foi isso que eu vim fazer aqui. Eu vim aprender um pouquinho mais. Ai, que lindo. É isso, gente. A gente aprende todos os dias. Isso é bom demais. A linguagem tem poder. Pode aproximar, pode afastar, pode construir, mas também pode destruir. Quando a gente usa a comunicação não violenta, a gente escolhe transformar as palavras em janela de empatia. É fundamental a gente refletir o peso que a nossa que as nossas palavras carregam e como elas podem impactar as relações. Então, fica o convite para que cada um de nós pratique mais a escuta, a empatia e a clareza no falar, tá certo? A gente agradece a sua audiência, agradece a sua companhia. Quero lembrar você que amanhã nós temos Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã, é ao vivo e a gente traz um tema bem presente no nosso dia a dia que é automedicação. Ô gente, que coisa. A gente tá tão acostumada a tomar remédio por conta própria, mas você sabe os riscos dessa prática? Amanhã nós vamos conversar sobre automedicação, porque aqui o estúdio Câmara é comportamento, é saúde, é conteúdo de qualidade, especialmente para você que tá aí do outro lado. Quero te convidar também, daqui a pouquinho chega com informações direto da central i aqui da nossa TV Câmara Campinas. ao meio-dia tem eh Câmara Notícia e a programação da TV Câmara Campinas maravilhosa, feito com muito carinho, com muito conteúdo especial para você que tá aí do outro lado. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Uma semana linda para todos nós. As nossas entrevistadas mais uma vez, super valeu. Equipe Nota 10 também, valeu mesmo. E é isso, gente. Ficamos por aqui. Amanhã voltamos a partir das 8 da manhã ao vivo. Conto com a sua audiência. Lembrando, esse programa tá no YouTube. Repassa quantas vezes você quiser e puder pros seus amigos. Tenho certeza que você vai est fazendo aí algo bem assertivo para melhorar a qualidade da comunicação da turma. Valeu, beijo, gente. Fique bem. Até amanhã. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo